Fórum dos Leitores

ARROCHO FISCAL

O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2016 | 03h03

Mais tributos?!

Em entrevista ao Estado (14/8), o ex-dono do Grupo Pão de Açúcar e terceiro maior acionista do Carrefour global, empresário Abilio Diniz, afirma ser hipocrisia e contra o País não subir impostos e ainda defende a volta da CPMF. Hipocrisia é apoiar cada governo de plantão (no interesse próprio, claro!), em detrimento do povo, e defender o inominável ex-presidente e sua “honesta” criatura, que enganaram os mais humildes com a balela da retirada de muita gente da linha de pobreza, enquanto favoreciam certos empresários com benesses. O ilustre não sabe dos 12 milhões de desempregados? Não percebeu o aumento expressivo de moradores de rua (abaixo da linha de pobreza) e que as pessoas, em especial os idosos, estão a contar moedas para comprar alimentos, sem falar de planos de saúde? Por que os menos favorecidos é que terão de pagar, mais uma vez, a irresponsabilidade – para não dizer assalto – praticada nos 13 anos da era petista, da qual o entrevistado foi apoiador e, portanto, conivente?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Não acredito que o sr. Abilio Diniz defenda o aumento de impostos. A nossa carga tributaria é altíssima! O que há de se defender é o corte dos gastos, a devolução total do dinheiro público roubado, o fim da corrupção, enxugar a folha de pessoal em excesso e fazer a reforma fiscal.

ARCANGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

Não espanta, mas revolta ver empresários defendendo aumento de impostos. Ainda mais quando sabemos que no enraizado patrimonialismo brasileiro eles não se cansam de sugar as tetas obesas deste Estado mastodôntico e ineficaz. Um articulista do Estadão, na mesma edição, informa que o Tesouro Nacional transferiu, desde 2009, para o BNDES R$ 400 bilhões. Os resultados obtidos foram pífios e em alguns casos, escandalosos. O governo gastou mal em subsídios e desonerações e promoveu protecionismo comercial. É para isso que desejam mais impostos? Para beneficiar empresários que são “próximos” de todos os governos? O antigo dono do Pão de Açúcar se disse próximo de Lula e Dilma. Se o velho ditado “dize-me com quem andas e te direi quem és” for verdadeiro, essa proximidade já diz muito. Sobre a maioria dos empresários, empreiteiros e banqueiros brasileiros, diz que por sua postura, ou falta de, também eles são responsáveis pela crise. Falar em mais impostos numa crise como a atual, causada pelos governos incompetentes que vicejam no Brasil, é não ter sensibilidade nenhuma em relação à população, que já paga impostos escorchantes. Estes impostos elevadíssimos são repassados a todos os produtos e serviços – que chegam a custar o triplo de outros países. Propor, ainda, impostos para aumentar a taxa de câmbio demonstra a mentalidade protecionista de quem sempre transfere para o consumidor o ônus desses aumentos.

CESAR RICCELLI

cesarriccelli@hotmail.com

Santana de Parnaíba

Imposto único

O sr. Abilio joga a pimenta dos impostos para o trabalhador, pois sabe que rico não paga impostos, transfere para o consumidor; nós, trabalhadores, não temos para quem repassar. É hora de implantar o democrático imposto único, que não por acaso existe nas principais economias desenvolvidas do mundo.

EDVALDO ANGELO MILANO

e_milano@msn.com

Limeira

Curva de Laffer

“Não subir imposto é contra o País”, diz Abilio Diniz. E mais: o Brasil tem de passar por uma ampla reforma: “Se a atividade econômica cresce, aumenta a receita. Enquanto não cresce, tem de aumentar o imposto”. Então, pode-se dizer que, se a atividade econômica cai, diminui a receita. Enquanto não diminui, tem de diminuir o imposto. Explico: com inflação em alta, o governo tende a elevar a taxa de juros; com juros altos, o crédito fica escasso e diminui o investimento; com menos investimento, cresce o desemprego;  com mais desemprego, caem a arrecadação do governo e a capacidade de investimento. Entra-se num círculo vicioso severo, impulsionado justamente pela incapacidade do governo de raciocinar. O que acontece depois disso? Empresas saem para outros países mais atrativos, emigrações começam a ser detectadas, a informalidade cresce. Aí a receita cai e o governo aumenta os impostos. Mas como ficamos se a carga tributária já ultrapassou seu limite, conforme a teoria econômica da curva de Laffer que, juntamente com Romer & Romer, determina 33% como ponto máximo? Elementar, meu caro Diniz.

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

Boicote esquecido

Ao dizer que não subir imposto é contra o País e que é a favor da volta da CPMF, Abilio Diniz esqueceu que boicotou o Plano Cruzado, quando fazia parte do Conselho Monetário Nacional, saindo da sala e, na calada da noite, determinando a seus funcionários que aumentassem todos os preços dos produtos de seus supermercados, quando era consenso do governo tabelar e congelar tudo? Como ele disse, “muito faz quem não atrapalha”.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Coerente

Para quem perdeu o Grupo Pão de Açúcar, o negócio da vida de seu competente pai, faz sentido tudo o que Abilio diz...

SERGIO DIAMANTY LOBO

diamanty18@gmail.com

São Paulo

PATRIMÔNIO NACIONAL

Cadê a faixa presidencial?

Relata a mídia que o TCU está às voltas com este estranho fato: sumiu a faixa presidencial. Por consequência, a presidenta ciclista não vai poder, democraticamente, passá-la ao sucessor, Michel Temer. Ora, o TCU não precisa procurar muito nem convocar “sherlocks” internacionais, à moda do PT, que apela a Cortes fora do País para impedir a convalidação pelo Senado do desterro presidencial de dona Dilma. E só averiguar onde estão todos os presentes recebidos pelo Lula e sua cara metade (cerca de 630), devidamente alojados em contêineres de empresa locadora à custa de empreiteiras amigas, para saber do paradeiro de tão importante símbolo da Nação. Ou talvez esteja em algum escondedouro à prova de laser e demais detectores. Temos convicção de que a ópera-bufa está nos seus estertores e que seus comediantes petistas, que afrontam nossa inteligência, serão devidamente punidos, para que possamos voltar às nossas origens de país que deve ser um dos sustentáculos da democracia moderna, horizonte do bem-estar do seu povo.

LUIZ A. GARALDI DE ALMEIDA

lagaraldi@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

 

BRIGA DE CACHORRO GRANDE

 

“Na Etiópia, nós precisamos persistir, não desistir. Temos pouco apoio dos clubes, a situação financeira das famílias é difícil. É duro se manter apenas do atletismo. São os mesmos problemas dos brasileiros.” Essas são palavras da grande campeã e recordista olímpica dos 10 mil metros, Almaz Ayana, de 24 anos, que baixou em 14 segundos a marca da prova que venceu. Belíssimo exemplo de superação desta atleta, oriunda de um país com imensos desafios. A Etiópia, que há 30 anos era considerada “o inferno na Terra”, vive hoje momento melhor, mas, com seu PIB per capita inferior a US$ 500, segue na rabeira da economia global. Malgrado tudo, já tem seu “ouro” olímpico e com grande destaque. Já o Brasil, promotor dos Jogos Olímpicos e que se ufana de ser a 7.ª, 8.ª ou 9.ª economia global (já nem sei mais...), com PIB per capita quase 20 vezes o da Etiópia, segue curtindo, por ora, seu (também) único ouro e apostando suas melhores fichas em esportes coletivos, altamente profissionalizados, como vôlei, futebol, handebol e outros, para ir um pouco além. Sonhos já foram desfeitos e promessas badaladas já deram seu adeus de mãos vazias. Pelo andar da carruagem, desta feita, tudo faz crer, vamos ter mais do mesmo: decepções e desempenho abaixo do medíocre de nossos atletas, um resultado ridículo, considerando os bilhões investidos na promoção do evento. A verdade é uma só: enquanto o Brasil não mudar seus conceitos, começando por transformar radicalmente o inoperante Ministério do Esporte – que tem grande visibilidade em negociatas e escândalos de corrupção – em algo que faça algum sentido na ordem das coisas, vamos seguir, de quatro em quatro anos, como meros e inexpressivos coadjuvantes nesta briga de cachorro grande que são os Jogos Olímpicos.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

*

O DESEMPENHO BRASILEIRO

 

Os resultados apresentados até agora pelo Brasil só estão servindo para demonstrar a incompetência dos dirigentes esportivos brasileiros, mais preocupados com aparecer na mídia – vide Carlos Artur Nuzmann –, entregando medalhas a Michael Phelps, do que com preparar projetos direcionados ao esporte.

 

Carlos Angelo Ferro carlosangelo@uol.com.br

Mogi Mirim

 

*

NO QUE SOMOS BONS

 

Sinceramente, o desempenho do Brasil na Olimpíada é medíocre. E o curioso é que até as desclassificações nós comemoramos. Quando ganhamos um bronze, parece que foi o ouro. E, passados dez dias, estamos em 29.º lugar. Para quem se diz a oitava potência mundial, é uma vergonha. Vou sugerir na próxima Olimpíada incluir a modalidade roubar cofres públicos em diversos valores. Certamente, estaremos no pódio em todas elas. E os nossos atletas seriam membros da elite dos Três Poderes.                                               

 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

INVESTIMENTO ERRADO

 

Brasil, país maravilhoso; brasileiro, um povo que deixa muito a desejar: indolente, de baixíssima produtividade (na indústria automobilística um operário produz 70 veículos/ano – antes de Collor, produzia só 15), e um fracasso também nos esportes. Na Olimpíada, temos a maior delegação, mas estamos em 29.º lugar na conquista de medalhas. Nossas autoridades gastaram fortunas nas obras dos Jogos, porque sobravam propinas, e não investiram na preparação dos atletas, porque isso não dava lucro.

 

Aurélio Batista Paiva aureliobpaiva@gmail.com

Brasília

 

*

VEXAME NO MARIA LENK

 

Que vexame a piscina do Parque Aquático Maria Lenk ter ficado verde na semana passada. Foi falha, e da feia. Incompetência. Se no dia seguinte à abertura da Olimpíada, com aquele espetáculo bonito, a equipe do Comitê Rio foi recebida com aplausos em pé pelos membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) numa reunião, deveriam, agora, serem vaiados e dar-lhes as costas. Não é só por causa da água da piscina, não. Por outras questões e falhas que têm aparecido, como os problemas com a comida para os visitantes, por exemplo, no Parque Olímpico.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

‘PROFECIAS DESASTRÓFICAS’

 

A capa da revista “Veja” desta semana (edição 249, 17/8/2016) não passa de uma imoralidade. Não é um bom técnico em computação gráfica que vai fazer o Brasil surpreender o mundo. Segundo a revista, a Olimpíada do Rio colocou a cidade e o País no centro da atenção planetária, e mais, fez os gringos descobrirem o real significado das “profecias desastróficas”. Ora, um bom profissional da computação gráfica, criador de imagens virtuais, 3D,  será capaz de pôr cosmonautas brasileiros em Marte, ou navegando nos anéis de Saturno, ou, ainda, construindo uma chácara em Ganimedes, lua de Júpiter. Mas vamos para os fatos reais: militar da Força Nacional de Segurança tem o crânio esfacelado por bala disparada por bandidos; delegação chinesa deitada no chão para não receber uma azeitona quente como presente de boas-vindas; ministro de Estado (português) sendo assaltado em plena orla da Cidade Maravilhosa; casal carioca que por descuido entrou numa rua considerada território de bandidos (sim, no País, bandidos e índios têm seus territórios) são ambos fuzilados; a água das piscinas são azuis em todo o mundo, no Brasil é verde; duas delegações, Austrália e EUA, tiveram de arcar com custos em hotéis por impossibilidade de ocuparem suas respectivas vilas; a canoagem na Baía da Guanabara vai singrar por mares repletos de garrafas pet e absorventes femininos. Essa é a realidade que a revista “Veja” não vê, e ainda chama o pós-festa, quando vamos pagar a conta da roubalheira, de profecias desastróficas? Não é profecia, é a realidade de um país  governado há 13 anos por uma quadrilha que aparelhou o Estado, destruiu as empresas estatais e, agora, está comprando a imprensa.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

*

USAIN BOLT EM SÃO PAULO

 

O corredor jamaicano Usain Bolt atinge a marca de 44 km/h quando está correndo. Se viesse correr em São Paulo, com certeza seria multado pelos radares do nosso ilustre prefeito, Fernando Haddad. Se o atleta pensar em vir a São Paulo, por favor, diminua sua velocidade.

 

Carlos Avino carlosavino.jaks@hotmail.com

São Paulo

 

*

ESPORTE E DIPLOMACIA

 

O judoca egípcio Islam El Shehaby se recusou a cumprimentar o oponente israelense, Or Sasson, após perder para este. Acima de qualquer divergência geopolítica, falta educação ao egípcio. O espírito esportivo e o bom senso devem imperar. Interessante pontuar a baixa repercussão do fato na imprensa brasileira – no geral, esquerdista e antissionista. Caso o inverso tivesse ocorrido, estariam disparando fogo contra o israelense. E bem feito, o egípcio perdeu.

 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

*

ESPÍRITO OLÍMPICO

 

Nem o espírito olímpico escapa da “ditadura do politicamente correto” que impera no mundo moderno e, consequentemente, em quase toda a imprensa. O lutador egípcio que se negou a cumprimentar o vencedor, que é israelense, será retratado ao mundo como um representante dos povos “fracos e oprimidos”, enquanto na prática são os líderes de seu país que pregam que Israel seja varrido do mapa. Parabéns ao “Estadão”, que retratou a realidade dos fatos.

 

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

 

*

CONFRATERNIZAÇÃO

 

O principal objetivo dos Jogos Olímpicos será sempre o de uma grande confraternização familiar dos cinco continentes. Onde o pai, que é Comitê Olímpico Internacional, impõe regras e exige honestidade, fair play e lisura em todas as competições, punindo os transgressores. O COI tem sede fixa, mas é nômade. Os Jogos são propositalmente itinerantes para mostrar a sua universalidade, com plena aceitação e respeito a credos, línguas, raças, cor e nacionalidade, e tudo acontece em harmonia, adversários não são inimigos e os destaques esportivos são secundários diante do espírito da confraternização pacífica entre irmãos.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

*

ATITUDE OLÍMPICA?

 

Atletas jordanianos não permitiram que atletas israelenses subissem no mesmo ônibus, atleta do judô do Egito também não quis cumprimentar o judoca de Israel. Se não existisse o democrático Estado de Israel, eles talvez não se sentiriam tão incomodados. Isso não compromete o ideal olímpico? Com a palavra, o COI.

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

*

E NINGUÉM REAGE

 

Sou uma menina de 14 anos brasileira e israelense. Já morei no Brasil e hoje resido em Israel. Durante toda a minha vida, torci para os dois países com o mesmo entusiasmo, desde que sou pequena. Quando ouvi que os Jogos Olímpicos 2016 (e a Copa do mundo 2014) seriam no Brasil, fiquei superfeliz e esperei de verdade ver Brasil e Israel participando, e eu estaria na torcida pelos dois. Vim com minha família ao Brasil e, na semana passada, fui assistir a um jogo de vôlei de praia em que o Brasil participou. É claro que torci para o Brasil! Hoje ouvi algumas coisas que aconteceram durante os Jogos Olímpicos no Brasil com a equipe de atletas israelenses que fizeram com que eu me envergonhe. Como pode ser que aqui, no Brasil, atletas não podem subir no ônibus que vai levá-los à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, da qual eles vão participar, tendo sido barrados por uma confederação de outro país)? O que permite um atleta no judô não cumprimentar o atleta que estava à sua frente, em razão da bandeira que ostenta em seu uniforme, e ninguém faz nada? Os Jogos continuam... Isso sem falar na vez que um atleta se recusou a jogar contra outro atleta israelense. Se alguém impedisse um atleta de subir no ônibus ou outro atleta se recusasse a cumprimentar outro quando é preciso por causa de sua cor de pele ou por ele ser homossexual, as pessoas iam fazer tudo para ele receber alguma punição. Por que as pessoas ignoram o que aconteceu na semana passada? Isso não é ético e me frustra o fato de ninguém agir publicamente contra estes atos discriminatórios. Estou com vergonha!

 

Shirá Chanchinski shira5762@gmail.com

São Paulo

 

*

AÇÃO E REAÇÃO

 

Existe a lei natural, invisível e implacável da ação e reação. Nada acontece por acaso. Por que será que o judoca egípcio se recusou a cumprimentar seu rival israelense após o combate pela Rio-2016? Israel deveria ser suspenso de todas as competições internacionais pelo COI e pela Fifa, exatamente como ocorria com a África do Sul durante os sombrios tempos do odioso Apartheid. Enquanto o Estado de Israel for dominado por um governo belicista, opressor e de extrema direita, que viola os direitos humanos dos pobres palestinos e descumpre as resoluções da ONU, deverá ser boicotado e sofrer todo tipo de sanções da comunidade internacional. Acredito que a maioria dos israelenses queira viver em paz com seus irmãos e vizinhos palestinos, mas está subjugada por um governo de direita que não os representa.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

*

PESO-FRACO E COVARDE

 

Os centenários ideais olímpicos do Barão de Coubertain e a nobre arte de defesa japonesa, o judô, sofreram duríssimo golpe nesta primeira semana dos Jogos Rio-2016. Causou espécie, profundo constrangimento, mal-estar e reprovação unânime a atitude pusilânime do judoca egípcio Islam El Shehaby, que negou cumprimento ao atleta israelense Or Sasson, após ter sido derrotado por ippon na categoria peso-pesado. Diante do lamentável ocorrido, aguarda-se que o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Federação Internacional de Judô tomem, de pronto, as rigorosas e devidas medidas punitivas cabíveis, banindo o desrespeitoso judoca de toda e qualquer competição ao redor do planeta. O espírito olímpico não pode ser atacado desta forma. O tatame não é lugar para esta espécie de atleta, que deveria competir na categoria dos pesos-fracos e covardes.

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

*

COMEÇA A CAMPANHA ELEITORAL

 

A partir de hoje, candidatos e cabos eleitorais vêm ao nosso encontro. No dia 26 também entrarão no rádio e na TV. Desde que foi criado, em 1965, o horário gratuito nunca achou um formato adequado. Gratuito é só o espaço das emissoras, mas a produção é cara. Os marqueteiros preferem as inserções de 30 segundos nas emissoras ao programa de vários minutos, e a tendência do eleitor é desligar. Mas, por mais enfadonha que seja, a campanha é do interesse do povo. Ali dá para conhecer os candidatos e suas principais propostas. Em vez de desligar, o eleitor deveria acompanhar a programação eleitoral, e com esse e outros meios procurar informações detalhadas sobre aqueles que pedem votos em seu município, para poder cumprir bem o seu direito e dever de votar. É bom lembrar que as mudanças que todos buscamos passam também por votar bem nas eleições. Aliás, essa é a única contribuição que o cidadão comum consegue dar ao processo. Não vamos perder a oportunidade.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

*

BRAÇO DE FERRO

 

A mulher do ex-presidente Lula, Marisa Letícia, e seu filho Fábio Luiz se recusam a prestar depoimento como determinou a Polícia Federal (PF) e seus advogados ainda usam de ironia, alegando não querer fazer a polícia perder tempo com inutilidades. Que cidadão brasileiro, em sã consciência, ousa desobedecer a uma intimação da PF, a menos que acredite que está sob proteção de forças ainda mais poderosas? E que forças seriam essas? O prestígio de Lula e sua reputação estão em baixa, mas eles acreditam que ainda vale alguma coisa. Pode ser, também, que contem com a intervenção a seu favor do Supremo Tribunal Federal (STF), lotado de ministros indicados pelos petistas Lula e Dilma (um STF sempre pronto a nos oferecer surpresas, como a absolvição de Celso Russomanno pelo crime de peculato). Mas estarão eles conscientes de que esta rebeldia a uma ordem da PF pode ser entendida como uma desobediência à Justiça e ao juiz federal Sérgio Moro, que conta com o apoio maciço da população brasileira? Dona Marisa e seu filho deveriam ser acareados em Curitiba com José Carlos Bumlai, olhos nos olhos. Acho até que foi para isso que ele foi levado de volta para a prisão. É essa acareação que Lula, Marisa e o filho temem? Vamos ver quem vence neste braço de ferro.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

*

JARARAQUICES

 

Madame “jararaca” e um dos seus rebentos decidiram que não comparecerão para prestar depoimentos  em processo relativo à propriedade e reforma de um sítio em Atibaia. Alegam que seria um ato inútil, uma perda de tempo das autoridades, uma vez que ficariam calados. Se a “família jararaca” tivesse mais sabedoria na escolha de seus defensores, e não se deixasse seduzir pela arrogância e pelos maus conselhos típicos de ignorantes, teriam sido esclarecidos de que depoimentos são benefícios de defesa para envolvidos em negócios nebulosos, que assim podem ter a oportunidade de esclarecer dúvidas pendentes e se livrar das suspeitas. Não  aproveitando a ocasião, cabe o dito popular: “quem cala consente”.

 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

 

*

CONDUÇÃO COERCITIVA

 

A família Lula sempre disse que está à disposição para colaborar com as investigações da Justiça Federal, mas, pelo que se vê, não é bem assim. Na última “convocação” de Marisa e Lulinha, ambos disseram que permanecerão “calados”. Ora, por se tratar de gente tão honesta e acima de qualquer suspeita, qual a razão de tanto medo? Ou será que irão recorrer também à ONU?

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

*

SILÊNCIO

 

A ex-primeira-dama tem direito de ficar em silêncio, mas não tem o direito de não comparecer à audiência. Aliás, ficou calada em todo o desgoverno do marido...

 

Dionysio Vecchiatti dio.vecchiatti@terra.com.br

Valinhos

 

*

ESTRATÉGIA SUICIDA

 

Verdadeiro tiro no pé a estratégia da defesa do ex-presidente Lula e de sua família em orientar a ex-primeira-dama e seu filho a permanecem calados na PF sobre o sítio em Atibaia. Após a família negar veementemente, durante meses, ser dona do sítio, o silêncio, neste momento, é deplorável perante a opinião pública. Estratégia suicida.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

*

PROVA IMPORTANTE

 

Nada deve ser escondido do povo brasileiro no que se refere a atos de lesa-Pátria por políticos que querem tirar proveito para beneficiar seus bolsos. Portanto, nada mais justo que a reivindicação do sr. Rodrigo Janot de tentar a reversão no STF para que os áudios do sr. Lula façam parte de prova para que seus crimes sejam julgados e devidamente punidos.

 

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

 

*

LULA PROCURA PELO EM OVO

 

A defesa de Lula questionou um desembargador do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região sobre sua relação com o juiz Sérgio Moro, quiseram saber se João Pedro Gebran Neto é próximo de Moro e se seria padrinho de um dos filhos dele. E que importância tem isso, se o desembargador for padrinho do filho de Moro? Dias Toffolli não foi advogado do PT e, no entanto, não atuou no processo do mensalão? Roberto Teixeira, compadre de Lula, seu genro e filha também não são seus advogados? Lula está procurando pelo em ovo. A pior coisa para quem não tem argumentos  para se defender é procurar levantar suspeita sobre os outros. Essa tem sido uma prática sistemática do PT. Atirar para todos os lados para ver se cola.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

*

NOVA MODALIDADE

 

No triatlo estelionato, incompetência e demagogia, ficarão com as medalhas Lula, Dilma Rousseff e João Santana!

 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

 

*

BNDES, UM ESCÂNDALO ESPERADO

 

Com os desmandos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desde o início do governo Lula, que sempre determinava para quem e para onde seriam concedidos empréstimos, até para o exterior, onde a Odebrecht atuava, e vários políticos se locupletavam, estão aparecendo agora tais corrupções apuradas pela Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Disso milhões de brasileiros já sabiam, era o cofre do governo Lula. Há outros atos de improbidade do sr. Luciano Coutinho que serão descobertos agora pela nova diretoria do BNDES, pois quem mandava lá era o chefão, aquele que não sabia de nada.

 

Celso de C. Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

 

*

DELÍRIO

 

Até que não demorou muito o resultado esperado do delírio lulista com suas campeãs nacionais. Empresas beneficiadas, normalmente doadoras de valores absurdos ao PT, envolvendo seus dirigentes, como mostra a Operação Lava Jato, enquanto o prejuízo fica com os cofres públicos, leia-se a sociedade via BNDES e a gigantesca provisão de R$ 9 bilhões, R$ 6 bilhões adicionado ao “buraco” no balancete semestral de mais R$ 2,2 bilhões, enquanto muitas empresas, começando com o setor naval, fecham as portas graças ao delírio II, denominado Sete Brasil, outra invenção dos incompetentes petistas. E assim caminhamos, infelizmente mostrando que a sequela dos malfeitos lulo-dilmistas parece não ter mais fim, e o pior é Dilma Rousseff querer continuar a governar o País permitindo admitir do mais absoluto desinteresse com o futuro do Brasil em troca da permanência do poder, de onde vêm os fundo$.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

 

*

LEI DA PUREZA

 

Sabem os apreciadores alemães da cerveja que, para obter o “selo de pureza”, os seus produtos devem ter na sua composição apenas água, lúpulo e malte. É um princípio secular. Será que algum dia poderemos ter a “lei da pureza política brasileira”, com três ingredientes básicos – honestidade, honestidade e honestidade? Parece factível, todavia não é! Relembremos os roubos legados pela quadrilha lulopetista encastelada no poder há 13 anos. Meus argumentos: Eletrobrás, R$ 31 bilhões de prejuízo entre 2012/2015; BNDES, R$ 24 bilhões de “pedaladas”; Caixa Econômica Federal, R$ 40 bilhões de créditos podres; Petrobrás, R$ 492 bilhões de endividamento em 2015, fora o que já foi raspado de seus cofres; Funcef, Petros, Postails e Previ, fundos geridos pelos comparas petistas, R$ 60 bilhões de prejuízos; Correios, R$ 900 milhões de perdas recentes. Basta? Não! Desconsideramos os bilhões que estão sendo investigados e apurados pela Lava Jato, afora os “esqueletos” que são arapucas ainda não identificadas. Impera entre nós a “Lei da Impureza Política”, mercê da corrupção deslavada que viceja nos vários escalões da República! Só nos resta ter esperança de que surjam políticos e líderes autênticos que nos outorguem a “lei da decência administrativa”, definitivamente extirpando os agentes corruptos e indignos do nosso meio.

 

Luiz A. Garaldi de Almeida lagaraldi@uol.com.br

São Paulo

 

*

PAÍS DO FUTURO

 

O Brasil viveria, sete anos após o nascimento, em 1985, da nova república, uma crise política que culminaria com a renúncia do presidente. Nesse ano, 1992, o Rio de Janeiro era palco de um acontecimento global, a Rio-92, que reuniu uma plêiade de chefes de Estado para tratar do meio ambiente e exigiu um aumento do nível de segurança. Tal esquema não impediu, no entanto, que um agente fosse assassinado quando entrou por engano em região dominada por traficantes. 24 anos depois, a mesma cidade sedia um evento esportivo mundial e, de novo, necessita de proteção reforçada. Aproximadamente no mesmo local, a cena se repete: três policiais inadvertidamente lá adentram e são atacados, um deles vindo a falecer. Testemunhamos hoje, em meio a uma crise que miniaturiza a de 1992, um processo destinado a afastar outro presidente por crime de responsabilidade. Decorrido esse tempo, são inevitáveis algumas reflexões: a nossa democracia evoluiu? A classe política de lá para cá se qualificou e passou a se preocupar mais com o interesse público que com o poder dos seus caciques? O direito de ir e vir da população foi focado? O nível de vida do povo viu melhoras significativas? Acrescentaram-se grandes obras de infraestrutura ou o sistema ainda é, com poucas modificações, o mesmo de antes do advento da nova república? A atmosfera de corrupção diminuiu? O País cresceu ou só realizou um voo de galinha? Continuamos a ser o país do futuro? Seria bom que essas e outras indagações mobilizassem a sociedade.

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

*

CRISTO TEMER

 

Michel Temer, presidente interino da República, já está sendo chamado de Jesus Cristo, por causa dos ministérios que ele ressuscitou: pressionado pela classe artística, ressuscitou o Ministério da Cultura; e, agora, será a pasta do Desenvolvimento Agrário. Por não aguentar pressão, minha preocupação agora é o renascimento da CPMF, que, pelo andar da carruagem, voltará a embolsar nosso rico e suado dinheirinho.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

*

PROMETEU, TEM DE CUMPRIR

 

Temer prometeu reduzir o número de ministérios. Tem de cumprir, sob pena de começar a ficar no descrédito. Precisa acabar com os ministérios que são apenas “penduricalhos”: o Ministério da Cultura é um deles, o Ministério da Pesca é outro. Agora quer recriar o Ministério do Desenvolvimento Agrário e muitos outros, e também manter órgãos como o Ibama, o Incra e a Funai, que para nada servem? O Estado tem de ser reduzido ao que o País precisa e a só o que nós, contribuintes, conseguimos pagar.

 

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

 

*

TREM CHINÊS

 

Realmente, não falta mais nada para Michel Temer continuar a enterrar seu fraquíssimo governo: agora, quer reativar a ideia do trem-bala. O mais provável, acredito, é que ele vai enganar os chineses fingindo estar interessado com o objetivo de ser bem recebido por eles na Ásia.

 

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

 

*

AUMENTO DE IMPOSTOS

 

O empresário sr. Abílio Diniz acha que “não subir impostos é contra o País” (“Estadão”, 14/8).  Em que país vive o sr. Diniz? Será o Brasil de tantos pobres e trabalhadores que sofrem para sobreviver seu dia a dia? Ou será que ele está no mundo das elites privilegiadas e com folgados orçamentos? Com uma carga tributária de Primeiro Mundo, o governo presta serviços dos mais deficientes ao trabalhador contribuinte. Temos muitos custos e pouquíssimos benefícios pelo que já pagamos de impostos. O sr. Diniz deve sair um pouco de sua “redoma de milionários” e sentir o drama dos que lutam para viver, antes de propor que os impostos devem ser aumentados. Quando chegarem os benefícios, e ainda faltar dinheiro para melhorar as condições do povo, aí, sim, venham nos pedir mais! Por enquanto, procurem reduzir seus gastos e suas mordomias! O povo não está aguentando sustentar este governo cada vez mais inchado e inoperante!

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

 

*

O EMPRESARIADO ONTEM E HOJE

 

Segundo Abílio Diniz, que é o terceiro maior acionista do Carrefour global, “o País está andando para trás, perdendo emprego, receita e PIB (...)” (“Estadão”, 14/8, A1) Se isso está ocorrendo, é porque os empresários apoiaram o desgoverno petista, em vez de se unirem para conseguir apoio para que a indústria nacional se tornasse mais competitiva. Pelo contrário, aceitaram a invasão de produtos mais baratos no mercado nacional e os elevados impostos, o que ajudou a quebrar a indústria. E ele ainda acrescenta: “Não subir impostos é contra o País!”. Respondemos: O povo não tem obrigação de sanear os rombos das políticas econômicas equivocadas, pois herdou as consequências: desemprego e inflação galopante.

 

Maria C. Naclério Homem mcecilianh@gmail.com

São Paulo

 

*

‘NÃO SUBIR IMPOSTOS É CONTRA O PAÍS’

 

Subir imposto é espoliar o povo brasileiro.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

*

A OPINIÃO DE ABÍLIO DINIZ

 

A taxação da entrada de dólares no País é muito importante, porque impede a valorização do real e impõe a equivalência necessária entre o binômio importação e exportação. Entretanto, subir os tributos usualmente pagos nas atividades nacionais é contraproducente, desde que a nossa carga tributária já está em torno de 38% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo uma das mais elevadas do planeta, considerados custos e benefícios, porquanto os brasileiros pouco usufruem da carga tributária, ao contrário de outros países, com tributação menor, mas com grandes benefícios à população. Assim, temos de falar e defender a redução de nossa carga tributária, colocando-a nos limites que não afetem as atividades produtivas e a criação de empregos, o que não está a ocorrer no momento presente.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

 

*

PORTA ABERTA

 

Sr. Abílio Diniz, li no “Estadão” que o sr. é favorável a aumentos de impostos, à volta da CPMF e diz que não aceitar os aumentos de impostos se caracteriza ser contra o País. Ora, sr. Abílio Diniz, muito pelo contrário: ser favorável a essas medidas é ser um traidor da Pátria, do seu povo, um autêntico atestado de incompetência administrativa, porta aberta para a corrupção e esconderijo dos desonestos que não sabem ou não desejam manter um orçamento equilibrado e visível.

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

 

*

HIPOCRISIA

 

Quando li na reportagem do “Estadão” que Abílio Diniz era ligado a Lula e Dilma Rousseff, entendi o porquê da defesa da CPMF: agora, Abílio está ligado a Michel Temer. Nada como ser empresário com benesses do governo. O resto do empresariado e do povo que se dane! Hipocrisia não é ser contra mais impostos, não! Hipocrisia é defender impostos garantindo os próprios privilégios.

 

Lidelci Siqueira lidelci@gmail.com

São Paulo

 

*

A TEORIA NA PRÁTICA

 

O título da entrevista de Abílio Diniz na primeira página da edição de domingo do “Estadão” faz lembrar Joelmir Beting no seu livro “A teoria na prática é outra”, quando se refere à situação econômica do Brasil nos anos 70. Escreveu: “Quando há uma enchente, deve-se fazer baixar o nível da água no lugar de fazer subir a altura da ponte”. Ora, é arcaica a opinião sensata de fazer cortes dos gastos do governo, diminuir o tamanho dos governos (baixar o nível da água) antes de pensar em aumentar impostos! Faz-se necessário diminuir o tamanho da máquina pública, diminuir gastos com cargos de confiança, diminuir drasticamente o número de ministérios. Doa a quem doer. Acabar, diminuir com benesses para agradar amigos e obter apoio, que seja impopular! É preciso dar fim a trocas de favores, a Nação está em primeiro lugar!

 

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

 

*

BRASILEIROS ACUADOS

 

O Estado brasileiro é ineficiente no governo federal, nos estaduais e nos municipais, razão pela qual necessita de mais mão de obra (funcionários públicos) para a execução de tarefas simples. A complexidade da máquina pública tem uma explicação bem simples: cada um faz apenas aquilo que sua função determina, e é por esse motivo que um documento que está na mesa oito, numa pilha enorme, permanece lá até que o encarregado de levá-lo a outro destino não faz o trabalho, e quem está na mesa nove nada faz. E um documento que poderia sair de um processo em horas demora meses. Bastaria o funcionário da mesa oito acumular dez pastas, levantar e passar para a outra mesa, simples, mas funcionaria tão bem que não abriria novas vagas para carregadores de pastas. Para sustentar esta máquina, nós, os cidadãos que trabalham efetivamente cinco ou seis dias por semana, geramos e pagamos os impostos que são suficientes para sustentar o paquiderme paraplégico que é a máquina pública, e a solução é aumento de impostos e multas, muitas multas. Todos os veículos automotores são o alvo principal, pois basta a multa, sem comprovação por foto ou outro meio, para que sejamos autuados, e para entrar com recurso é preciso gastar e rezar para que a sua carta seja a escolhida em meio a milhares que serão ignoradas.

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

*

PESO MORTO

 

Michel Temer e Henrique Meirelles, onde estão os cortes neste Estado gigantesco e putrefato que os senhores herdaram? Como até agora não vimos nada, só posso concluir que esperam pelo afastamento definitivo da presidente Dilma Rousseff. Entendo. Que seja assim, pois não aguentaremos que a montanha venha a parir um rato. Fizemos nossa parte e fomos às ruas. Façam a sua!

 

Julio C. L. Neto Julio.CruzLima@plastekgroup.com

São Paulo

 

*

ERROU FEIO

 

A recente aprovação do texto-base de projeto da renegociação da dívida dos Estados pela Câmara dos Deputados, com a retirada do principal item que proibia a concessão de aumentos acima da inflação ao funcionalismo, selou uma derrota do governo Michel Temer, apesar do esforço do ministro Henrique Meirelles tentando explicar que esse fato não irá enfraquecer o processo de ajuste fiscal planejado pela sua equipe. Segundo dizem os economistas – inclusive da própria equipe de Meirelles –, a folha de pagamentos do pessoal (75% a 80% da receita) do Executivo, do Legislativo e do Judiciário é a origem da enorme dívida dos Estados, que vem se arrastando de longa data. E mais: a situação atual é ainda pior do que parece, pois muitos Estados e municípios, além de não respeitarem a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), também não contabilizam pagamentos a terceirizados, pensões e aposentadorias, auxílio-moradia, etc. O governo recuou feio e, infelizmente, está tentando vender a história de um modo diferente à sociedade.

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

*

UM MINISTRO DA ‘MEIA-SAÚDE’

 

É inacreditável que, entre tantos médicos competentes no Brasil, o presidente em exercício Michel Temer nomeou para o Ministério da Saúde o engenheiro civil Ricardo Barros, que, entre outras qualidades, é conhecido como um machista. Sua primeira “grande ideia” foi propor a criação de um “plano de saúde popular”, mais barato e menos completo, entendendo que iria reduzir as filas do Sistema Único de Saúde (SUS). E, para tanto, publicou a Portaria n.º 1.482, de 4/8/2016, que institui o Grupo de Trabalho para discutir a sua ideia. Farão parte do grupo, para elaboração do Plano de Saúde Acessível, representantes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e da Confederação Nacional das Empresas de Seguros, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização. Salta à vista a ausência de representantes do Conselho Federal de Medicina e dos órgãos de defesa do consumidor. Será, com certeza, um plano de saúde de meia medicina, ou meia-boca, como se diz popularmente, que irá servir apenas para mais alguns espertalhões enriquecerem. Agora, o ministro ofende a nossa inteligência, mais uma vez, ao declarar que “homem vai menos ao médico porque trabalha mais”, acompanhado de várias sandices, a ponto de ser criticado publicamente pela sua própria filha, que lhe deu um “puxão de orelha”. O ministro, que é deputado federal, foi nomeado ministro na cota do PP, na velha negociação do toma lá dá cá, que nos levou ao caos em que nos encontramos. Ora, não foi para nomear ministros como o atual ministro da Saúde que a população foi às ruas para protestar contra a corrupção e o compadrio que dominam o governo federal há anos. O presidente está numa posição que podemos chamar de esdrúxula, enquanto a presidente afastada não tiver o seu impeachment sacramentado, mas, convenhamos, há limites que não podem ser ultrapassados e, acima de tudo, com a saúde da população.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

*

MULHER TRABALHA MENOS?

 

O ministro da Saúde foi muito infeliz em sua generalização. Há, por certo, muitas mulheres que trabalham menos que os homens, numa determinada classe social. Mas parece que o senhor não conhece bem a situação no Brasil. Esqueceu-se do número de mulheres que trabalham fora de casa e que fazem todo o serviço de casa também. Jornada dupla, senhor ministro. Procure conhecer mais o assunto

 

Maria H. Silva D. de Oliveira mhsdoliveira@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

O MINISTRO, HOMENS E MULHERES

 

Depois de quase 40 anos de Medicina, venho discordar do sr. ministro da Saúde: os homens são desorganizados, relaxados, preconceituosos e medrosos!   

 

Pedro P. de M. Antonaccio pepantonaccio@gmail.com

Santana de Parnaíba

 

*

FESTIVAL DE BESTEIROL

 

Ricardo Barros, ministro da Saúde, está competindo com Dilma Rousseff, “quase ex-presidanta”, no quesito quem diz mais besteiras. Por enquanto, ambos estão tecnicamente empatados, mas, se o ministro Ricardo Barros continuar no cargo, tem grande chance de ganhar essa competição. Ele ganha, mas o Brasil perde, enquanto tiver de aturar ministros das cotas dos partidos e não puder substitui-los por ministros técnicos e competentes.

 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

*

A PÉROLA DO MINISTRO

 

Para os possíveis saudosos dos notáveis discursos de Dilma, há um substituto à altura: o ministro da Saúde, com a “pérola” de que “homem vai menos ao médico porque trabalha mais que a mulher”, quando recentes pesquisas mostram exatamente o oposto. Com esses representantes, dá para reclamar do futebol masculino e da escassez de medalhas?

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

RICARDO BARROS

 

Para quem tem um ministro da Saúde com esta qualificação, o que poderemos esperar de melhoria?

 

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

 

*

POBRES MULHERES DA JORNADA DUPLA

 

Este ministro da Saúde, Ricardo Barros, não perde a oportunidades de falar bobagem! Outro dia falou que os brasileiros imaginam estarem doentes, mas não estão. Agora, disse que os homens procuram menos os médicos porque trabalham bem mais que as mulheres. Está parecendo a presidente afastada, que só fala besteira. Pobres mulheres brasileiras que têm jornada dupla!

 

Angela M. de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

São Paulo

 

*

PENTE FINO

 

O governo precisa mesmo executar um pente fino no auxílio-doença do INSS. Tem-se notícias de que é comum ver pessoas que estariam recebendo tal auxílio em condições normais de atividades e idades na faixa de 30 a 40 anos – por vezes se veem tais pessoas executando até tarefas pesadas. Especialmente no setor público, como nas empresas estatais, a verificação deve ser mais especial, bem como também junto da Previdência de servidores estatutários. Por outro lado, outro pente fino deve ser feito no que diz respeito a servidores das áreas da Educação e da Saúde que acumulam três ou quatro cargos indevidamente e, às vezes, entre entes federados diferentes.

 

Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

 

*

MAU ATENDIMENTO NO INSS

 

Estive acompanhando minha sogra, protocolo 865418479, na agência do INSS em Guanhães, leste de Minas Gerais, para resolver uma simples conferência de documentos de sua aposentadoria, e confesso nunca ter presenciado tanta displicência, má vontade e preguiça. Fui orientado, pelo telefone 135, a levar a segurada até a agência, que estaria tudo resolvido, mas, após percorrer mais de 100 km, perder um dia de trabalho e ficar três horas aguardando atendimento, nos despacharam em menos de 1 minuto com a justificativa de somente atenderem após agendamento, algo que não foi possível na página do INSS – e ao telefone 135 me orientaram a procurar a agência. Ressalto que a página da Previdência social na internet é avançada e oferece inúmeros serviços, aparentando uma facilidade que só funciona no ambiente virtual. Revoltante ver tantas pessoas humildes, necessitadas, muitas com curativos e visivelmente cansadas, sendo tratadas com desprezo por funcionários concursados que recebem um ótimo salário, têm estabilidade no emprego e são pagos com o dinheiro de nossos impostos. Estranhei o aparato de segurança num local que não envolve valores, mas soube que há detector de metais por causa do receio de vingança justamente em razão dos maus tratos lá recebidos. Inconcebível estarmos na atual era da tecnologia e da informação e sermos atendidos por um órgão público arcaico, desumano e com burocracias do século passado.

 

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

 

*

17 MIL MULTAS

 

Lei do farol baixo em rodovias multa 17 mil motoristas de São Paulo em um só mês. Será que agora poderão fazer sinalização alertando da necessidade? Nenhuma das rodovias iniciando em São Paulo, que uso com frequência, está sinalizada. É a indústria da multa

 

Osmar Niccolini niccolinimonjolo@gmail.com

São Paulo

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.