Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2016 | 03h05

Ratos e ratoeiras

Deputados querem afrouxar o projeto contra a corrupção, tema de reportagem, e Uma conspiração em curso, editorial, no Estadão de 15/8, demonstram claramente que esperar que o Congresso, em suas duas Casas, aprove o referido projeto é ser de uma inocência só encontrável na Velhinha de Taubaté (será que mesmo ela acreditaria?). Pelas folhas corridas e pelas impressões digitais de nossos congressistas esperar tal aprovação seria o mesmo, guardadas as devidas proporções, que dar ao PCC o encargo de redigir um novo Código Penal.

RENATO OTTO ORTLEPP

renatotto@hotmail.com

São Paulo

Cultura da improbidade

As propostas anticorrupção deveriam ser recebidas como atitude de “normalização” do ambiente político nacional e empenho em se alinhar com hábitos de sociedades desenvolvidas. Infelizmente, a resistência encontrada na Câmara dos Deputados comprova para a sociedade brasileira, e diante do mundo, que há interesses em manter uma “cultura” de improbidades como se fosse algo natural.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Assalto ao erário

Quer dizer, então, que o grupo de deputados federais membros de comissão que estuda lei anticorrupção mais dura já está trabalhando contra? Qual é o nome deles? Interessa-nos saber quem são, porque político contrário a tais mudanças demonstra simplesmente a intenção de continuar assaltando o erário.

LAÉRCIO ZANINI

spettro@uol.com.br

Garça

É impressionante o cinismo de muitos deputados federais. Ainda que a sociedade brasileira clame por uma legislação mais rigorosa no combate à corrupção, as medidas que chegaram ao Congresso para elevar o rigor do ordenamento jurídico nesse sentido já enfrentam resistência. O mais impressionante é que as medidas enviadas para análise foram chanceladas pela população e contam com mais de 2 milhões de assinaturas. É frustrante saber que a maioria dele deseja, de fato, abrandar a proposta e, assim, facilitar a vida dos que desrespeitam a lei e saqueiam, na caradura, os cofres públicos. Como acreditar num Parlamento onde predomina esse tipo retrógrado de mentalidade?

WILLIAN MARTINS

martins.willian@globo.com

Guararema

Plantando joio

Todos sabemos que a Lei da Ficha Limpa, conquista do povo brasileiro, que levantou mais de 2 milhões de assinaturas, quando foi encaminhada ao Congresso para ser votada caiu nas mãos dos deputados, esses legisladores especialistas em legislar em causa própria, que rapidamente abriram brechas legais por onde escapam os políticos de nome sujo. Agora, celeremente se preparam para fazer o mesmo com o pacote de dez medidas contra a corrupção apresentado pelo Ministério Público Federal, o qual chegou à Câmara respaldado também por 2 milhões de assinaturas e pelo juiz Sergio Moro, da Operação Lava Jato. O Congresso está inconformado em fazer passar essa proposta sem deixar sua digital podre, propondo-se a afrouxar um projeto que estabelecerá um marco divisório na vida política do Brasil. É muito cinismo dos nossos representantes quererem estabelecer uma distinção entre o que é crime deslavado e o que pode ser ainda disfarçado como prática usual e normal. E ainda dizem estar apenas separando joio do trigo... Não estão a separar joio, estão é a plantá-lo no meio de uma proposta enxuta contra a prática da corrupção! Fiquemos atentos.

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

LULOPETISMO

O responsável

O sr. Lulla da Silva, em evento do PT em Santo André, esbravejando e aos perdigotos, alegou ser ele o responsável pela Olimpíada no Rio. Nós, eleitores brasileiros, também sabemos quem é o responsável pelo mensalão, pelo petrolão, pela quebra da Petrobrás e da Eletrobrás, pela situação vexatória dos fundos de pensão dos Correios, da Caixa Econômica e do Banco do Brasil e pela falência da Bancoop, entre outros desastres que quase acabaram com o Brasil.

ANTÔNIO CARELLI FILHO

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

‘Esqueceram de mim’

O Lulinha paz e amor, célebre pelas bravatas e pelo linguajar chulo, continua reclamando por não ter sido lembrado na Olimpíada do Rio. Quem não consegue esquecer o líder-mor do PT é a Justiça Federal, portanto, não reclame, já que logo, logo o seu nome vai estar estampado nos principais jornais do Brasil e do mundo. Quem espera sempre alcança!

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Dr. Nefário

Simplesmente incrível: Lulla e Dillma tiveram a capacidade, como dizia um tio meu, de criar 41 estatais em 13 anos! Realmente, a voracidade petista por dinheiro e ganhos fáceis é assustadora. Para aqueles que ainda têm como palavra de ordem que o impeachment, que está próximo de acabar, é golpe, como classificar essa “criação”?! Criaram o popular cabide de empregos, afinal de contas, essas empresas perderam R$ 8 bilhões em alguns anos, sendo R$ 5,5 bilhões só com folha de pagamento. Se a devassa for mais a fundo, não me surpreenderei se surgirem nomes carimbados na lista de “funcionários” pagos por essas “empresas”. Para finalizar com a cereja do bolo, conseguiram sumir com a faixa presidencial... Ainda bem que a cleptocracia está com os dias contados, senão, do jeito que a coisa estava indo, em breve os petralhas fariam como o vilão do desenho Meu Malvado Favorito e provavelmente roubariam Brasília, a Lua e o que mais o dr. Nefário – ou seria melhor Nefasto, eufemismo para a “alma mais honesta” do Brasil – tivesse ao seu alcance.

RENATO AMARAL CAMARGO

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

Saque

Até a faixa presidencial os petralhas levaram?!

SERGIO CORTEZ

cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

Trouxa

Bumlai declarou-se o “trouxa” que fez tudo o que o chefão e sua quadrilha lhe solicitaram. Creio que ele começou a ser “trouxa” já quando ficou amigo do apedeuta, pessoa mentirosa, falsa e golpista. Basta vermos a criação do Foro de São Paulo.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

 

O CONGRESSO E A CORRUPÇÃO

 

Um grupo de deputados deseja flexibilizar pontos das “10 Medidas contra a Corrupção”, apresentadas pelo Ministério Público Federal sob a assinatura de mais de 2 milhões de brasileiros. Por exemplo, não desejam a criminalização do caixa 2 nem o aumento de pena para os corruptos, da mesma forma que rejeitam a aceitação de provas obtidas de forma considerada ilegal, desde que obtidas de boa-fé. Não devem merecer reparos a criminalização do caixa 2 nem o aumento de pena para os corruptos. Entretanto, a obtenção de provas merece um melhor estudo, porque as provas estão ligadas ao princípio do contraditório e do livre convencimento. E, na verdade, nenhum julgamento isento pode ser feito com provas forjadas ou adrede preparadas para prejudicar. As provas são a alma do resultado processual.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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RABO PRESO

 

A Câmara dos Deputados estuda com afinco afrouxar as “10 Medidas contra a Corrupção” apresentadas ao Congresso pelo Ministério Público Federal e endossadas por mais de 2 milhões de brasileiros. Mesmo assim, pretende abrandar essas medidas. O povo sabe que a grande maioria dos políticos tem o “rabo preso” com a corrupção. Ora, se assim não fosse, por que tanto medo da aprovação integral do texto? Ou pretendem que o combate seja por meio de mais benesses em seu favor?  

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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FACÇÕES CRIMINOSAS

 

No “Estado” de 15/8, a chamada de capa afirma: “Deputados querem afrouxar projeto contra corrupção”. Qual seria a diferença de sentido, se a chamada fosse “Facções criminosas, PCC, CV, ADA, etc. querem afrouxar a lei penal”? Os deputados e senadores precisam repetir dez vezes por dia que a população não aguenta nem aceita mais a corrupção. Agora volta a ser discutida uma anistia para os políticos corruptos, a começar pelo deputado Eduardo Cunha, que já viu um de seus seguidores (Pedro Marum) propagandear que Cunha deveria ser anistiado pelos bons serviços prestados ao impeachment. Tudo levar a crer que estão querendo o fim da Operação Lava Jato, como está até agora. Quem foi pego paga; quem não foi é anistiado.

 

Luiz J. de Souza luiz.souza@revistalaticinios.com.br

São Paulo

 

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PURA DEMAGOGIA

 

Mais de 2 milhões de brasileiros assinaram projeto de lei anticorrupção apresentado pelo Ministério Público à apreciação dos congressistas. Mas, lógico, estes representantes políticos da sociedade eleitora relutam em recebê-lo e aceitá-lo, e ainda balbuciam alguns senões. Assim como em relação às mudanças na legislação penal, sempre desejada pela maioria da população, mas jamais cogitada pelos senhores donos do poder, as mudanças nas punições aos corruptos, parece, volta a atestar a dissociação entre a vontade popular e a vontade dos senhores parlamentares. E isso não é democracia, é apenas pura demagogia.

 

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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VAMOS VOLTAR ÀS RUAS

 

A população precisa ficar atenta ao golpe que os deputados querem dar no projeto das “10 Medidas” do Ministério Público Federal, que teve 2 milhões de assinaturas. Em encontros reservados com seus advogados, eles articulam mudanças em quatro pontos do pacote: a criminalização do caixa 2, o aumento da pena para corrupção, a possibilidade de que provas ilícitas sejam consideradas válidas se forem colhidas de boa-fé e a hipótese de prisão preventiva para a recuperação de recursos desviados. Justamente os pontos que atacam de frente a corrupção, e uma forma de cortar a roubalheira, os deputados querem mudar? É preciso que esses deputados mostrem sua cara à população, pois, se for para isentar os corruptos e ladrões, de que adiantou o apoio da população às medidas? Vamos voltar às ruas!

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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ASSINO EMBAIXO

 

Para quem não sabe, os valores que compõem o caixa 2 não têm procedência oficial, portanto são  ilegais, ilícitos, ou seja, devem, sim, ser criminalizados. Aumentar a pena para corrupção é mais do que certo, quem corrompe ou é corrompido deve pagar com penas longas. Chega de abrandamento com bandidos. E provas obtidas de forma ilícita, se de boa-fé, devem, sim, ser reconhecidas. E digo mais: prisão preventiva objetivando a recuperação de recursos desviados, assino embaixo, cadeia neles. Além disso, estes parlamentares da comissão especial que analisa as medidas anticorrupção apresentadas pelo Ministério Público ao Congresso, se não forem fichas-sujas, estão riscados de facas ou estão a serviço de peixes grandes do Congresso Nacional.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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SEM ESCRÚPULOS

 

O surgimento de um movimento político subterrâneo destinado a promover uma anistia entre os acusados de crimes de corrupção na Operação Lava Jato, e em denúncias premiadas, era previsível em face da ausência de escrúpulos éticos e morais que caracterizam hoje a classe parlamentar em Brasília. Cabe à Justiça, principalmente à Suprema Corte, acelerar seu papel, assim como cabe à população e à imprensa identificar os autores dessa ignomínia e submetê-los rapidamente à luz do dia. Indícios de autoria evidentemente são fartos. Se o dinheiro roubado foi para alimentar caixa 2 da campanha que elegeu estes degenerados ou foi para seus bolsos, pouco importa. É dinheiro público desviado, que deixou de cumprir sua finalidade para sustentar bandidos, seja enriquecendo seu patrimônio ou patrocinando a continuidade de sua carreira política.

 

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

 

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‘UMA CONSPIRAÇÃO EM CURSO’

 

Muito boa e importante a colocação no editorial “Uma conspiração em curso” (15/8, A3), que seria uma excelente denúncia, não fosse exposta timidamente, à distância dos olhos do povo, quanto à intenção dos políticos de incluir uma anistia aos corruptos, a propósito de reformas políticas. Excelente para o Brasil decente e ético, mas devem ser mais amplamente divulgadas tais más intenções. Só não posso concordar com exageros eventuais citados da Lava Jato, pois o mestre juiz Sergio Moro os tem contido satisfatoriamente, haja vista a recente sentença do almirante por outro juiz do Rio de Janeiro, um “prato cheio” para a revisão. O Supremo Tribunal Federal (STF), sim, que teve “medo” de exagerar no “mensalão” e deu apenas um “pito” nos políticos corruptos, exceção ao “carequinha” que “pagou o pato” sozinho.

 

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com

Bertioga

 

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DOIS PERIGOS

 

O editorial do “Estadão” intitulado “Uma conspiração em curso” deveria ser lido com muita atenção por todos os brasileiros. Ele traz o alerta do perigo que o País enfrenta nos bastidores do Congresso (perigo real). Porém, o texto peca contra Newton e contra a natureza ao violar a definição da terceira lei de Newton (perigo virtual). Caso a reação fosse “maior” que a ação em intensidade, não só o Brasil, mas todo o universo entraria em colapso.

 

Roberto M. Faria rmfaria52@gmail.com

São Carlos

 

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OS NOBRES

 

Que bela notícia: deputados querem afrouxar projeto contra a corrupção! Bom saber quem são os “nobres” defensores da corrupção, para podermos limpar o Parlamento destes finórios! Vamos começar nossa campanha!

 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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A LUTA

 

Que a grande e maioria esmagadora dos deputados irá lutar com todas as forças para não aprovar as leis anticorrupção, isso é certo, pois querem trabalhar em causa própria, e este é um dos grandes problemas que o País enfrenta: nossos legisladores estão envoltos até o pescoço em se livrar de leis que os impeçam com mais força de corromper.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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CRISE DE REPRESENTATIVIDADE

 

Por que deveríamos estranhar que deputados sejam contra a prática da corrupção: o processo político-partidário atual transformou o eleitor em peça acessória após as urnas determinarem os eleitos. Deputados e senadores são regiamente recompensados com dinheiro público para voltarem a suas bases semanalmente. Bases que os financiaram. Portanto, o beneficio, a gratidão por ter sido eleito, é revertido a quem lhes paga.  Ao eleitor é normalmente imputado o ônus dos erros cometidos. Não se envergonham do comportamento praticado, já que a Justiça lhes é benevolente, e, como aprenderam a legislar em causa própria, minimizam eventuais sistemas punitivos como o atual que lhes é imposto. Constituição não é lista de compra de supermercado para ser alterada sempre que costumes mudam ou a sociedade apresente questões que alterem leis do País. O Poder Judiciário, que deveria prever o cenário mutante, fica perdido em milhares de processos envolvendo questões menores, e assim a situação persiste num “status quo” lento e inalterável. Vivendo um poder majestático, longe do sentimento popular, fica o Legislativo cada dia mais inacessível e cada vez menos representativo de quem acreditou que um dia fariam a diferença. Não será de admirar, portanto, que neste contexto em pleitos futuros votos nulos e brancos sejam majoritários, sem falar em cacarecos.

 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

 

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INTOCÁVEIS

 

O que os parlamentares estão precisando é de um MORO privilegiado, e não de FORO privilegiado.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

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ESTAMOS ATENTOS

 

Os caras saqueiam “na cara dura” os cofres públicos e ainda querem abrandamento da legislação?! Todos sabemos que a lei anticorrupção em vigor é bastante ineficiente, sobretudo no aspecto punitivo, em que o período de reclusão é mínimo e os procuradores (e alguns juízes também) enfrentam dificuldades para validar provas que, em princípio, não têm aspecto jurídico válido, podendo, inclusive, ser invalidadas em instâncias superiores. Vamos ficar atentos aos desdobramentos do debate, porque já passou da hora de avançarmos nesse sentido.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

 

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BAIXARIA

 

Temos muito a lamentar: um Congresso onde os próprios corruptos fazem leis anticorrupção. Estamos perdidos! Tem mais: um acordo secreto para salvaguardar a integridade corrupta de políticos corruptos? Onde estamos? Que país é este? Nem mesmo Batman e Robin enfrentaram tanta baixaria. Vamos às ruas erguer nossas bandeiras e exigir limpeza no Congresso. Abaixo a corrupção!  Cadeia já para os políticos corruptos!

 

Mara Mendes maraherdade@gmail.com

São Paulo

 

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UM DIA ELES APRENDERÃO

 

Quando o povo de todo o Brasil saiu às ruas, de nada serviu sensibilizar nossos legisladores, ou eles são burros ou desonestos. Nada entenderam. Hoje, o Ministério Público tenta endurecer, por tudo aquilo que lutamos, como: leis severas contra a corrupção, fim do caixa 2, aumento de pena para os corruptos,  que provas ilícitas sejam usadas, desde que tenham sido obtidas de boa-fé e comprovadas em investigações. Temos de dar uma nova lição aos nossos legisladores, com o fim da imunidade e que as celas que eles ocuparem no futuro sejam as mesmas que o bandido comum. Ao votar, eleitor, pense no Brasil, só no Brasil.

 

Wilson Matiotta  loluvies@gmail.com

São Paulo

 

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IRREGULARIDADES BANAIS

 

Na página 2 do caderno de “Economia” da edição de 18/8 (“Fiscalização – é hora de rever a estratégia”), os autores alegam, como uma das soluções para “(...) melhorar o combate não só à corrupção, como das ilegalidades menores na administração pública”, que “ficar abrindo milhares de processos por razões banais é um modo de congestionar a Justiça (...)”, implicitando que, não fora a banalidade dos processos, a Justiça seria mais rápida e, quiçá, mais justa. Por banal se entende sem originalidade, sem valor, comum e corriqueiro, o que não permite ignorar que, independentemente da sua maior ou menor banalidade, efetivamente ocorreu uma infração às leis, às normas e aos regulamentos. Bater a carteira, ainda que uma ocorrência relativamente banal, é um crime punido pelas leis e tribunais de Justiça. Ignorar uma irregularidade com base na banalidade da infração é uma proposta deveras perigosa, por atribuir ao fiscalizador a função subjetiva de julgar ter havido ou não havido banalidade. Em outras palavras, a prática de o vendedor subornar funcionários da compradora, introduzida há muitos anos pelos fabricantes de anilinas, pela sua universalização, tornou-se uma prática comum e corriqueira em certos meios empresariais em todo o mundo. E, à semelhança da gravidez, que não permite estabelecer um meio termo entre sua ocorrência e não ocorrência, o objetivo do fiscal é primordialmente determinar se observou a existência de uma irregularidade, independentemente do seu efeito monetário. O fator banalidade confere aos fiscais uma preciosa justificação para ignorar a infringência às leis, às normas e aos regulamentos, que lhe permitirá legalmente uma valiosa fonte econômica para a prática de suborno passivo.

 

Paulo A. Santi pasanti@terra.com.br

Vinhedo

 

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A PROLIFERAÇÃO DAS ESTATAIS

 

Durante os “desgovernos” Lula e Dilma foram criadas 41 empresas estatais no Brasil. Essas empresas apresentaram no período um prejuízo de R$ 8,8 bilhões e mais R$ 5,5 bilhões em custos operacionais (salários de funcionários, etc.). Não produziram praticamente nada para a sociedade e o País. Pura roubalheira. Nem nos 20 anos de governo militar isso ocorreu. E tem gente que vai a público defender o PT. Tem muito mais bandido no Brasil do que imaginamos.

 

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

 

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CORRUPTOBRÁ$

 

Com efeito, um país que tem 149 (!) estatais se parece muito mais com uma ditadura dos países socialistas-comunistas do que com uma democracia plena, como é o Brasil. Causa espécie que 43 (!) delas – verdadeiros sugadores de dinheiro público e cabides de emprego dos aparelhados pelo PT – foram criadas pelo desgoverno petista, entre 2003 e 2015, das quais a maior foi a Corruptobrás, responsável direta pela gravíssima crise enfrentada pelo País no momento.

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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DA EFICIÊNCIA AO POPULISMO

 

Desde 1918 os esquerdistas e comunistas criam estatais, no início por necessidade, mas logo para acomodar cabos eleitorais em empregos. O Brasil não deveria ter nenhuma estatal. Baixando impostos, a iniciativa privada fará as necessárias empresas e os cidadãos qualificados terão empregos honestos. A educação primária é a grande solução de todos os problemas, mas isso leva pelo menos duas gerações para ser feito. Fora disso só há populismo e/ou corrupção.

 

Carlos A. A. Borges borges49@hotmail.com

São Paulo

 

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A PORTA CERTA

 

Alguns setores da mídia definem o comportamento do ministro Henrique Meirelles como o de uma barata tonta, que uma hora afirma que não haverá aumento de impostos e, em outra, diz que o governo pode decidir sobre isso até o fim do mês porque, segundo o ministro, o importante é o equilíbrio fiscal. Espera aí, e não é mesmo? Afinal, além de outras medidas a serem tomadas por este governo, de onde se vai tirar dinheiro para recolocar o Brasil nos trilhos? Este é o legado do PT após 14 anos no poder: deixou o País praticamente falido, raspou até o fundo do tacho. Eles roubaram para nós pagarmos a conta. Ninguém gosta de aumento de impostos, mas que se bata à porta certa para fazer a reclamação! Que isso não seja debitado na conta de Meirelles.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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DINIZ E OS IMPOSTOS

 

Em entrevista publicada domingo no caderno de “Economia” do “Estadão”, o empresário Abílio Diniz, amigo de Lula e de Dilma Rousseff, como ele próprio afirmou em sua entrevista, é partidário de que se implante novamente no Brasil a famigerada Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Pois bem, por que este “magnífico” empresário não luta pela taxação das grandes fortunas, como a dele, por exemplo? A CPMF já mostrou ser um imposto injusto, acumulativo e que alimenta ainda mais a corrupção, que vem se avolumando no País. Abílio Diniz perdeu uma chance de ouro de ficar com suas convicções e ideias de jerico tão somente para si e não demonstrá-las por intermédio de um jornal com a credibilidade do “Estadão”. Expôs suas opiniões e mostrou estar em contraponto com que a grande maioria da sociedade brasileira pensa de suas ideias. Como diz o velho ditado: em boca fechada não entra mosca.

 

Boris Becker

São Paulo

 

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EMPATIA

 

A sugestão de Abílio Diniz de aumento de impostos e recriação da CPMF caracteriza muito bem a sua visão unilateral da situação e um completo alinhamento com as ideias de seus antigos “amigos do PT”. O empresário que se coloque no lugar dos 11 milhões de desempregados do País, que estão praticamente comprando somente alimentos, aumente a carga tributária sobre eles e corra o risco de saber o resultado dessa medida. O sr. Diniz deve saber muito bem que a economia exigirá um tempo considerável para que recomece a contratação dos trabalhadores e lhes dê condições de absorver qualquer tipo de aumento tributário. Então vamos começar a aumentar os impostos sobre as grandes fortunas, como a dele, a saída de dólares, como o sr. Diniz deve fazer com regularidade, pela criação de impostos sobre o patrimônio dos ricos, que é o caso dele.

 

Elna Minhoto B. Gonçalves elna.belotto@gmail.com

São Paulo

 

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É PRECISO TRABALHO

 

Abílio Diniz, que foi muito próximo dos presidentes Lula e Dilma, afirmou em entrevista ao “Estadão” que “o País está andando para trás, perdendo emprego, receita e PIB”. Demorou, mas pelo menos acordou após 13 anos com eles no “pudê” – isso já é bom sinal. Agora, dizer que os impostos devem ser aumentados, como também a CPMF reeditada, isso já é um despropósito, se considerarmos que o Brasil é um dos países que mais os cobra. Basta os políticos pararem de roubar, desviar e superfaturar, visando só a vantagens, benefícios e mordomias para eles e seus familiares, e passarem a trabalhar de fato em prol do País e de sua população, dizimada, escorchada e achatada.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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SANGUE, SUOR E LÁGRIMAS

 

Verdade seja dita: com ou sem a opinião de Abílio Diniz, não haverá abracadabra capaz de cobrir o rombo de R$ 170 bilhões – herança maldita dos sucessivos governos petistas – sem sangue, suor e lágrimas. Preparemos os bolsos, pois haverá, sim, aumento de impostos e não tardará.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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RENÚNCIA AO DESENVOLVIMENTO

 

Segunda-feira, dia 15/8, ao ouvir na hora do almoço o resumo das principais notícias transmitidas no rádio pela manhã, levei dois choques de perplexidade com decisões do governo: as modificações propostas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) revogando uma série de conquistas trabalhistas e o abandono do plano de aproveitamento do potencial hidrelétrico do Rio Tapajós, para não causar qualquer impacto ambiental. O País está renunciando ao desenvolvimento: tem uma enorme riqueza de energia elétrica limpa e renovável, de que precisamos, e se recusa a utilizá-la. Assim nunca poderemos ser o que a natureza nos oferece.

 

Roldão Simas Filho rsimas@aos2.com.br

Brasília

 

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ESQUIZOFRENIA

 

Muito lúcida e clara a análise do Brasil escrita pelo sr. Sergio Fausto no artigo “Nem vira-lata nem Brasil potência” (14/8, A2). É uma versão erudita da caracterização do Brasil como “Belíndia”, uma mistura de Bélgica e Índia. Essa questão é recorrente e está impregnada de dogmatismo, sem a racionalidade necessária a uma definição. Ela deveria ser precedida por uma outra, que seria: qual é o padrão de vida que gostaríamos de ter como nação e qual o esforço que será exigido para isso. Essa visão exige preparo (educação) para agregarmos a nossa participação (conhecimento) nos produtos e processos que executamos. Educação não é um sonho humanístico, ela é muito pragmática e significa qualidade de vida.

 

Nilson Dias Vieira Junior nilsondo@gmail.com

São Paulo

 

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IMPEACHMENT

 

Contagem regressiva: faltam 14 dias para nos livrarmos de Dilma Rousseff.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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675 PÁGINAS

 

Como é sabido, por razões desconhecidas, a investigação sobre o governo Dilma foi restrita ao exercício de 2015 e aos temas “pedaladas fiscais” e decretos orçamentários assinados sem aprovação do Congresso Nacional. Nada em desfavor de Dilma, pelo contrário. O relator do processo, senador Antonio Anastasia, produziu o “libelo acusatório” referente a Dilma Rousseff em 9 (nove) páginas. A defesa de Dilma, sob responsabilidade do advogado José Eduardo Cardozo, requereu 675 páginas, o que dá uma medida de quanto de errado a consciência de Dilma/Cardozo tem a defender.

 

Mario Helvio Miotto mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

 

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FALA FLOREADA

 

O discurso de Fernando Collor no Senado durante a votação que considerou ré a presidente afastada foi uma fala floreada que explicitou, de certa maneira, uma mágoa de injustiçado. Referiu-se aos “tempos” – afirmou que os de hoje são diferentes dos de 1992, o que é óbvio. Declarou-se vítima dos ritmos, embora reconheça a uniformidade do rito. Todavia, mediante o estabelecimento de uma cadeia temporal mais longa, é permitido considerá-lo também como um dos responsáveis pela crise atual. Se tivesse tomado iniciativas parecidas com as que diz ter sugerido a Dilma, é possível que o País não estivesse vivendo o impasse de natureza econômica e política de hoje. Nunca foi à televisão – embora diga ter orientado a presidente afastada a fazer um “mea culpa” após a reeleição – confessar o desatino criminoso que foi seu confisco à poupança. Talvez, se o tivesse feito e fosse menos arrogante com a classe política – defeito que apontou nela –, a história fosse diferente e não desembocasse na situação aflitiva atual. Afinal, são muitos “ses” que fazem do seu discurso uma peça de ficção sem utilidade.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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O ATAQUE DOS FANÁTICOS

 

 

Os lulopetistas, esquerdistas de fancaria “et caterva” andam tão descontrolados, furiosos e inconformados com a proximidade da acachapante derrota que irão sofrer no Senado, em razão do benfazejo afastamento que se descortina – não apenas da pior presidente que houve na história deste país, como também da tigrada que ameaça pôr fogo em tudo –, que deram agora para ofender todos, até mesmo quem, como eu, apenas fez uma singela carta ao “Estadão” elogiando os senadores que estão respeitando, efetivamente, a Constituição da República Federativa do Brasil, e omitindo respeitosamente os nomes daqueles que não o fazem. Ter enaltecido, igualmente, as eminentes figuras de Miguel Reale Jr., Hélio Bicudo e Janaína Paschoal, pelo grande serviço prestado ao povo brasileiro, despertou o furor de alguns pirômanos apedeutas. A eles só posso reproduzir a maravilhosa passagem de Norberto Bobbio que tanto vivo a repetir aos meus estimados alunos: “Da observação da irredutibilidade das crenças últimas extraí a maior lição de minha vida. Aprendi a respeitar as ideias alheias, a deter-me diante do segredo de cada consciência, a compreender antes de discutir, a discutir antes de condenar. E porque estou com disposição para as confissões, faço mais uma ainda, talvez supérflua: detesto os fanáticos com todas as minhas forças”.

 

Newton De Lucca desnewtondelucca@gmail.com

São Paulo

 

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SONHO PETISTA

 

Que tudo ficasse no vermelho.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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CONFLITO DE INTERESSES

 

Já na reta final do processo de impeachment, Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores (PT) estão em conflito. O PT, pela perda de poder, e Dilma tentando salvar sua biografia. Mas, pelo andar da carruagem, para quem não sabe de nada e nunca viu nada, sua biografia ficará também sem nada, ou seja, só com folhas em branco.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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FAMÍLIA SILVA E A JUSTIÇA

 

Honra seja feita aos 50 advogados do PT que defendem a família Silva. Mesmo correndo o risco de ter as penas dos réus aumentadas (eles sabem da culpabilidade), Marisa Letícia, na pseudossanta ignorância, quando arguida, mandará os promotores fazerem com as “panelas” uma colonoscopia cruenta e sem anestesia. Se houver ruptura areolar (atenção, escrevi aréola, e não aureola) da extremidade jurídica dos fiéis servidores da República, seguramente a jararaca será definitivamente “golpeada” na cabeça. E o impeachment terminado. Lembrete: o dinheiro das palestras está... É isso aí.

 

Flavio Prada flavioprada39@gmail.com

São Paulo

 

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DELES OU NOSSO?

 

As revistas semanais revelam que auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) constatou que vários presentes protocolares dados por autoridades estrangeiras a Lula e Dilma simplesmente sumiram. No caso de Lula, de 568 presentes de autoridades estrangeiras ao longo de seus dois mandatos, deixou no Planalto “só nove deles”. Dilma, por sua vez, recebeu 163 itens, mas só seis foram incorporados ao patrimônio público. Os governantes dão presentes comprados, com dinheiro público do seu país, a governantes de outro país e os recebem da mesma forma. Lula e Dilma receberam presentes e presentearam também, no mesmo ato, também pagando com dinheiro público. É uma troca de gentilezas entre países. Isso posto, é claro que os objetos “desaparecidos” não eram mimos dados a Dilma e a Lula, mas ao Brasil. Se Lula e Dilma tivessem ganhado um mimo num boteco, enquanto escutavam um sambinha e batiam papo com os chefes de Estado nas horas de folga, vá lá. Não é o caso. É preciso encontrá-los e responsabilizar quem se adotou do que não lhe pertencia. É nosso!

 

M.Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

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OS PRESIDENTES E O ESPÍRITO OLÍMPICO

 

Fico imaginando as respostas que os nossos dois presidentes simultâneos da República –­ Dilma Rousseff e Michel Temer – sobre o judoca egípcio que se recusou a cumprimentar seu oponente de Israel. Temer vai dizer que isso não “deslustra” a Olimpíada, enquanto Dilma vai dizer que Israel é “uma ditadura sionista”. Isto é Brasil!

 

Marcelo Cioti marcelo.cioti@gmail.com

Atibaia

 

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HIPOCRISIA

 

Ao sr. leitor Renato Khair, gostaria de informar que Israel, a única democracia do Oriente Médio, onde cidadãos de origem árabe, cristã e judaica são tratados igualmente, assim como homens e mulheres, é uma nação odiada pelos vizinhos totalitários, para quem os “direitos humanos” – que o leitor cita – não existem. Além de proibirem a liberdade de expressão, a igualdade de gêneros e a diversidade religiosa e de orientação sexual, boa parte do resto do Oriente Médio patrocina o terrorismo como forma de diálogo e faz vista grossa ao autoinfligido terrorismo contra palestinos, praticado pelo Hamas, para produzir sangue e criar um lobby anti-israelense. Quanto ao incidente olímpico, reitero: infantilidade estúpida e ignóbil do atleta egípcio. 

 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

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‘O ÓDIO OLÍMPICO’

 

Novamente o jornalista Marcelo Rubens Paiva usa seu espaço no “Estadão” para distorcer os fatos, a realidade, sempre defendendo quem professa, como ele, a xiita religião da esquerda (“O ódio olímpico”, 13/8, C8). Colocando a atleta Joanna Maranhão como vítima de um “ódio nas redes sociais”, sem esclarecer que foi a nadadora quem iniciou, com postagens ridículas e ofensivas, esta “guerra ideológica” e discriminatória, dizendo que “(...) não iria representar os coxinhas nessas Olimpíadas (...)”. Nas redes sociais há forte material comprovando essa descabida ofensiva da atleta. Mas Marcelo, como sempre, busca enganar o leitor desavisado. Aliás, pergunto-me por que ele ainda tem essa coluna.  Seus temas são desinteressantes e seu estilo, nada agradável. Posso não concordar com o que Luis Fernando Veríssimo escreve, mas reconheço criatividade, estilo e humor em seus textos.

 

Márcio Cruz mm.cruz23@gmail.com

São Paulo

 

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RIO-2016 – OURO NO SALTO COM VARA

 

O mariliense Thiago Braz mostrou determinação incomum, principalmente quando restaram apenas ele e o rival francês. Sua disposição para o enfrentamento quebrou o adversário, que não pensava ser o brasileiro capaz de tamanho feito para ser campeão. Um recordista olímpico e brilhante, como o ouro recebido, simplesmente.

 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

 

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MEDALHA DE OURO

 

A vitória de Thiago Braz no salto com vara foi tão importante que fez com que a Rede Globo deixasse de transmitir o jogo de vôlei para transmitir sua vitória.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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A CULINÁRIA BRASILEIRA E O ‘NYT’

 

Em complemento ao texto de Lúcia Guimarães “Cortem-lhe o biscoito”, de 15/8, tenho a comentar que, ao contrário de milhões de pessoas, não gosto do alfajor argentino nem do “macaron” italiano ou francês. Detestei o choco frito português, molusco marinho típico em Setúbal. Achei o fish and chips inglês um tanto exagerado e creio que não volto a comê-lo. Nunca comi o bagel tradicional, mas, pelo relato de Lúcia, creio que não vou gostar. Em cada um desses países também observei lugares “abaixo do padrão”, como cita o jornal “The New York Times” sobre o Rio de Janeiro, mas comi comidas e doces maravilhosos com bons preços, que me fizeram esquecer aqueles de que não gostei. Pena que David Segal, do “NYT”, não soube aproveitar e enaltecer a culinária brasileira, especificamente a carioca, que meus amigos canadenses adoraram em visita recente, como a feijoada (com caipirinha), filé a Oswaldo Aranha, rabada, sardinha frita e pratos, por herança, à base de bacalhau, além de diversos peixes e frutos do mar. Perdeu a viagem, David?

 

Nelson Fonseca fonseca_telefonica@hotmail.com

São Paulo

 

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O RIO E A OLIMPÍADA

 

A Olimpíada está sendo ótima para Eduardo Paes, amigão de Lula – ninguém se esqueça daquele papo gravado por telefone? Mais de 1 milhão de ingressos encalhados, e, claro, quem vai pagar por isso? Alguém precisa e deve esclarecer, afinal, alguém vai pagar esse pato. E depois da Olimpíada, como vai ficar a insegurança que atormenta todos no Rio de Janeiro? A cidade está sitiada por bandidos e não tem bairro melhor ou pior, mas toda a cidade. As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) já eram. A cada dia morre alguém vítima das malditas balas perdidas. Michel Temer precisa urgentemente fazer algo no que se refere às leis em relação à bandidagem, e também para que os policias possam ter alguma proteção maior. Afinal, ser polícia no Brasil só pode ser para morrer ou ficar rico com a corrupção do tráfico.

 

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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DURA REALIDADE

 

Mesmo com o aparente hiato da Olimpíada, a dura realidade da crise brasileira continua em seu contínuo processo de desenvolvimento, e a luta de bastidores permanece intensa. Passados os Jogos, ou até mesmo antes, teremos o desfecho de itens importantes de nossos problemas políticos e institucionais, que deverá definir o futuro do País e o equacionamento das angustiantes situações do cotidiano do povo brasileiro.

 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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ADMINISTRAÇÃO QUE FALTA COM A VERDADE

 

Na reportagem de segunda-feira, 15/8, do “Estadão”, sob o título “Haddad encerrará gestão com 7,7 mil concursados à espera de nomeação”, constatamos que mais uma vez a administração de Fernando Haddad falta com a verdade. A alegação de que a gestão petista resolveu adiar a contratação de médicos, assistentes sociais e outros profissionais, para não ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), não corresponde à realidade dos fatos. A LRF estabelece para os municípios um limite de 60% das receitas correntes com despesas com pessoal, sendo 6% para o Legislativo e 54% para o Executivo. A Prefeitura de São Paulo, ainda na administração Jânio da Silva Quadros, estabeleceu, sabiamente, um limite de 40% das receitas correntes, para toda a administração direta e indireta do município, limite adotado até hoje. Portanto, não se sustenta tal afirmativa, principalmente quando o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autárquica de São Paulo informa que em 2015 tais gastos não passaram de 35% das receitas correntes, e que, se for comprovada, implicará que o prefeito inclusive descumpriu a legislação vigente. Em decorrência da legislação municipal, o prefeito Haddad teria duas opções a tomar, em face dos concursos públicos que resolveu fazer: ou aumentava o limite de 40% para os 54% permitidos pela LRF, o que não seria nada prudente, ou realizasse os concursos, limitando o número de pessoas a serem efetivadas, para que a nova soma de vencimentos não ultrapassasse os 40%. A lei em vigor que rege a matéria é a de n.º 13.303/2002 e fixa como despesas com pessoal qualquer espécie remuneratória de pessoal, inclusive proventos dos inativos (que são os servidores aposentados), salário-família e salário-esposa, contribuição ao Pasep, contribuições e ressarcimentos devidos ao Iprem e outros encargos sociais. Verifica-se, assim, que a Prefeitura de São Paulo está bem longe de extrapolar a LRF. Também é verdade que a administração Haddad não poderá nomear aqueles que foram aprovados nos concursos realizados neste ano, e ainda não homologados, como é o caso dos professores, devido à Lei 9.504/1997 (Lei das Eleições), que proíbe nomeações e contratações nos três meses que antecedem as eleições até a posse dos eleitos. E isso ele sabia “a priori”, mas, pouco se importando com as expectativas criadas para os aprovados nesses concursos, exatamente nesta época, quando temos quase 12 milhões de desempregados.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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INSPEÇÃO X MULTAS

 

Realmente o prefeito Fernando Haddad é um administrador da mais alta competência. Quando aboliu o sistema de Inspeção Veicular logo após ser eleito, o planejamento que tinha em mente surtiu efeitos surpreendentes. No lugar, instituiu o sistema de multas. Baixou as velocidades de 70 km/h para 60 km/h, 50 km/h, 40 km/h e até 30 km/h em locais como a Lapa de Baixo. E conseguiu multar pessoas que estavam há anos sem ser multadas. Colocou radares em todos os pontos da cidade. Hoje, os condutores de veículos vivem o tempo das pegadinhas eletrônicas. Conseguiu arrecadações monstruosas. Não se sabe para onde esse dinheiro vai. Mas são 14 mil carteiras de habilitação suspensas por mês. Sobre os viadutos, escondidos atrás de árvores, os marronzinhos (nome que realmente expressa o que são) multam, multam e multam. Parabéns, prefeito! E, se for reeleito, com certeza chegaremos aos 10 km/h.

 

Carlos Avino carlosavino.jaks@hotmail.com

São Paulo

 

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INDÚSTRIA DE MULTAS

 

Temos muitos administradores públicos criativos que resolveram aumentar a receita pela aplicação de multas, muitas vezes pela não razoabilidade dos limites de velocidade impostos pelas autoridades. A Rodovia Fernão Dias tem trechos de pista dupla, com várias faixas de rolamento com limite de 80 km/h que, de repente, aumenta para 110 km/h sem nenhuma mudança da pista. A Rio-Santos alterna trechos com 80 km/h, 60 km/h e 40 km/h. A lei diz que os recursos da arrecadação de multas devem ser aplicados no aperfeiçoamento do trânsito e na conscientização da população para o respeito às normas. A arrecadação aumentou muito, mas vemos uma decadência muito grande nas atitudes da população, o que mostra que não estão investindo no que deveriam. Estacionamento irregular, travessias no sinal vermelho, trânsito agressivo, pedestres que ignoram suas faixas, motoqueiros irresponsáveis e, agora, a nova categoria: os ciclistas que ignoram tudo e pensam que só têm direitos. É uma pena, porque mostra a decadência de nossa população e coloca em dúvida o futuro de nosso país.

 

Aldo Bertolucci accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

 

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EXAME NACIONAL DE HABILITAÇÃO POLÍTICA

 

Gostaria de fazer a seguinte sugestão: que seja elaborada lei através de Projeto de Emenda Constitucional (PEC) obrigando todos os pretendentes a representação política a passarem e serem aprovados antes por um teste de avaliação (Exame Nacional de Habilitação Política – Enhap). Os assuntos da avaliação poderiam ser: conhecimento da Constituição, Português básico, noções de Economia, ciências contábeis, lógica, ética, moral e civismo, além de outros pertinentes. A avaliação poderia ser elaborada por equipes do Supremo Tribunal Federal, com supervisão final de seus ministros. E o estudo preparatório feito a partir de apostilas ou de material em site da internet. Os exames seriam realizados anualmente, em datas e locais previamente anunciados, nas capitais estaduais, com presença física do pretendente e total controle e supervisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Seus resultados seriam publicados em jornais de circulação nacional, para conhecimento dos eleitores, especialmente antes de eleições. Só estariam habilitados a se tornarem candidatos quem alcançar determinada nota, com um nível de habilitação para cada cargo pretendido. Esse é só um rascunho da ideia. A lógica é simples: se, para qualquer cargo de gerência, supervisão ou de responsabilidade no setor privado, são exigidos teste psicotécnico, entrevistas e avaliação de concorrência entre todos os pretendentes, por que não fazer o mesmo com quem pretende se tornar nosso representante? Com o constante aperfeiçoamento e aplicação dessa triagem, poderemos ir melhorando muito o nível de nossos representantes. O Brasil precisa e merece políticos melhores!

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

 

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CRISE DE LEGITIMIDADE

 

Em seu artigo “O protagonismo do STF e as fronteiras do ‘aceitável’” (“Estadão”, 16/8, A2), José Eduardo Faria indaga se o Judiciário está mais apto a “ouvir” a vontade popular e produzir o Direito segundo a sua interpretação, que ora se dista do Direito Positivo, criando nova norma jurídica. Discorre sobre quatro razões para tanto. Preferi tratar do tema tomando a expressão “ativismo judicial”. O ministro constitucionalista Luís Roberto Barroso ensina que a expansão do ativismo judicial tem suas raízes na crise de representatividade do Legislativo (revista eletrônica OAB). Barroso afirma que o ativismo judicial se expressa em condutas como a aplicação da Constituição em situações não explícitas no texto da norma e a declaração de inconstitucionalidade de atos normativos do legislador. E complementa: o ativismo é contrabalançado pela autocontenção judicial – quando o Judiciário procura restringir sua interferência nas ações de outros poderes. “O movimento entre as duas posições costuma ser pendular e varia em função do grau de prestígio dos outros dois poderes”, afirmou. Então, “ao invalidar um ato do Legislativo, o STF neutralizaria os vícios de representatividade, agindo de modo contrarepresentativo”. Concluindo, o aumento do ativismo do STF é reflexo de “uma persistente crise de representatividade, legitimidade e funcionalidade do Legislativo”. Segundo ele, a solução seria a adoção de uma reforma política para fomentar a legitimidade partidária e reaproximar a classe política da sociedade civil. Eu concordo.

 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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O LUCRO DA SABESP

 

O lucro da Sabesp dobrou (13/8, A15). Pudera, com um aumento de 25% em nove meses e o fim dos descontos, era de esperar. Tal situação deveria levar a companhia a diminuir seus preços para escorchar menos o povo. Mas a alegação será “vamos investir”...

 

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

 

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JOÃO HAVELANGE (1916-2016)

 

O controvertido João Havelange, ex-presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), morreu aos 100 anos, de forma melancólica. Atleta do Flu no polo aquático, disputou a Olimpíada de Berlim, em 1936, pelo Brasil. Foi presidente da CDB (atual Confederação Brasileira de Futebol – CBF) quando o Brasil teve seu apogeu e conquistou o tricampeonato mundial em 1958/1962/1970. Como presidente da Fifa (1974/1998), ele inchou as competições internacionais e tornou o futebol um negócio lucrativo e bilionário. Amigo de ditadores, colocou seu então genro, Ricardo Teixeira, como presidente da CBF, por quase 25 anos. Ambos foram condenados por corrupção e recebimento de propinas milionárias pela Justiça suíça. Havelange poderia ter sido um grande homem, mas se perdeu, se corrompeu, traiu o futebol e os ideais desportivos e não irá deixar saudades. Que a terra lhe seja leve.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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