Fórum dos Leitores

IMPEACHMENT

O Estado de S.Paulo

18 Agosto 2016 | 03h11

A carta

“Minha esperança existe porque é também a esperança democrática do povo brasileiro, que me elegeu duas vezes presidenta. Quem deve decidir o futuro do País é o nosso povo. A democracia há de vencer.” Assim se encerra a carta de Dilma Rousseff aos senadores. Ao longo do texto afirma – adivinhem o quê? – que não cometeu crime de responsabilidade, embora não seja essa a opinião de excelentes juristas. E declara compromisso, caso retorne ao poder, com questões bizarras, sem chance de ser efetivadas, como plebiscito para antecipar eleições e reforma política, em que nunca se engajou durante seus dois mandatos. Sua jurada fidelidade à democracia também soa falsa diante de seu passado revolucionário, cujo objetivo era implantar uma ditadura comunista no Brasil. Enfim, nada de novo no front. Resta acrescentar que o povo a que ela se refere anseia pelo restabelecimento do nível de emprego e pela saída da crise em que ela e seu partido mergulharam o País.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Mais do mesmo

A carta de Dilma aos brasileiros e senadores repete a pobreza de ideias e de linguagem que essa senhora demonstrou ao longo de sua lamentável vida pública. E tenta apresentar como se fossem novos projetos exatamente o que não fez quando teve oportunidade. Vade retro!

EDUARDO SPINOLA E CASTRO

3491esc@gmail.com

São Paulo

Mais uma vez Dilma vem a público desfiar um colar de mentiras e provas de sua cabal incompetência e ignorância da realidade. É preciso repetir à exaustão que um processo que se desenvolve como esse do impeachment é constitucional, não é golpe. E quando o presidente é afastado quem assume é o vice. Leia a Constituição! Quanto à sua alegada honestidade, é bem oportuna a abertura de investigação autorizada pelo STF. Alguém deve esclarecê-la de que os 81 senadores (e os 513 deputados) foram eleitos para representar os 110 milhões de brasileiros que não suportam mais sua presença em palácio, com 200 servidores por nós custeados. Ter conta no exterior, por si só, não constitui crime e quanto às torturas que sofre, ninguém está morrendo de dó dela. Seria bom que Dilma meditasse e se manifestasse sobre os mortos e feridos pelo terrorismo em que ela militou. Lamentável a “carta-testamento” dessa pobre senhora.

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

Maior mico

Dilma está pagando mico com essa carta aos senadores e aos brasileiros. Continua falando em Constituição e democracia sob sua óptica e quando lhe convém. Se considera legítimo o número de pessoas que votaram nela, o processo de impeachment, pedido pelos cidadãos, autorizado pelos deputados federais, julgado pelos senadores e fiscalizado pelo Poder Judiciário não o é? É somente um “golpe”?! Mas ela diz que é legítimo realizar nova eleição... Surfa no mais absoluto absurdo. E demonstra desespero, assim como o Lula, que, inconformado com a realidade e envaidecido por ter sido chamado de “o cara” pelo presidente mais poderoso do planeta, não aceita ser julgado pelo juiz Sergio Moro e ainda foi espernear pra ONU. Eles não compreendem que estão manchando ainda mais a imagem que demoraram a construir. Dilma e Lula, quanto mais falam, pior fica.

EVELIN DA CUNHA CURY

evelincury@terra.com.br

Ribeirão Preto

Quem foi autora de um número excessivo de deslizes, quebrou o País, como prova o déficit das contas públicas, aparelhou o Estado com 39 ministérios não tem condições morais e éticas de dizer ao Senado e ao povo brasileiro que é vítima de um “inequívoco golpe”. A nosso ver, Dilma perde uma excelente oportunidade de ficar calada e deve aguardar em silêncio o andamento do processo de impeachment que lhe é imposto e transcorre indubitavelmente sob os parâmetros da lei. Será que Dilma não se sensibiliza com o número sem conta de desempregados que sofrem nas longas filas em busca de trabalho?

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Lesa-pátria

Dilma perdeu a chance de renunciar, pedindo desculpa aos brasileiros pelo sofrimento que causou para ganhar a eleição de 2014. Agora ela é humilde, quer fazer plebiscito para antecipar a eleição presidencial de 2018 e ainda fala em golpe, apesar de todos os cuidados jurídicos tomados nas sucessivas etapas do processo de impeachment. Estamos cansados de seu discurso, de sua soberba, sua incompetência e sua conivência com os corruptos. Deixe-nos em paz!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Delírio

O escritor fantasma da carta da presidente afastada esforçou-se muito, mas o texto não convence ninguém. A autoproclamada honestidade de Dilma não resiste à mais elementar análise dos fatos. Não é honesto vender combustível abaixo do custo para ganhar a eleição presidencial. É crime que provocou um rombo de R$ 60 bilhões na Petrobrás. E a cobertura fornecida pela presidente afastada a todos os corruptos no negócio de Pasadena? Dilma promete apoio ao plebiscito. Que raio de apoio é esse? Ela nem consegue andar na rua... A humilde presidente afastada admite que erros foram cometidos. Mas usa a voz passiva e oculta o agente praticante, ela. Mais um delírio de Dilma.

CLODER RIVAS MARTOS

closir@ig.com.br

São Paulo

Existe no Código Penal punição para crime de lesa-inteligência – incluindo seu advogado e parlamentares defensores?

GUTO PACHECO

jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

Sem noção do ridículo

E pensar que a sra. Dilma, em vários eventos na Europa, nos EUA, no G-20, na ONU, etc., se achava capacitada a ensinar aos governantes como deveriam governar... Justo ela, que não consegue nem sabe dirigir nada que tenha de ser produto de raciocínio; tudo o que fez, até para enganar os mais crédulos, foi obra de João Santana, seu marqueteiro.

CELSO DE CARVALHO MELLO

celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

PATRIMÔNIO PÚBLICO

Faixa presidencial

Foi só apertarem um pouco e já encontraram o broche e a faixa presidencial. Se apertarem um pouco mais, não estranhem se encontrarem a Taça Jules Rimet.

MARCOS CATAP

marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A CARTA AO SENADO

A carta da presidente afastada Dilma Rousseff ao Senado parece um último apelo à sua salvação. Sua intenção de fazer um plebiscito, caso retorne à Presidência, é uma falácia, mais uma mentira deslavada para enganar o povo, se é que o povo ainda acredita nela. Novas eleições a esta altura dos fatos é, segundo o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), "uma brincadeira de criança (sic). A questão do plebiscito teria de passar por uma emenda e teria de ter sua constitucionalidade verificada pelo próprio STF". Lamento muito que esse fato triste e melancólico fique registrado na história do Brasil. Lamento pelas mulheres que foram mal representadas na política e que o País tenha esta mácula em sua história.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

*

O MONÓLOGO QUE DESILUSTRA

Foi com estas palavras que Dilma Rousseff se despediu do Brasil e daqueles que acreditaram em seus devaneios: "É fundamental a continuidade da luta contra a corrupção. Este é um compromisso inegociável. Não aceitaremos qualquer pacto em favor da impunidade". Quando foi que o governo dela, do PT, lutou contra a impunidade, quando a todo instante ataca a Operação Lava Jato? Que compromissos dona Dilma e seu partido têm com o País, depois de ter destruído a economia e posto na rua mais de 12 milhões de brasileiros, agora desempregados? Como a presidente não aceitou perguntas ao fim da leitura de sua carta, ficou claro o seu monólogo, ele desilustra, pois as mentiras continuam com a mesma cara de pau de quem está em campanha. Apaguem as luzes. A farsa acabou. Viva o Brasil livre!

Izabel Avallone  izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

JÁ SABÍAMOS

Em carta à população, Dilma confirmou que o mar é salgado e o céu azul!

 

Paulo Celso Biasioli pcbiasioli@yahoo.com.br

Limeira 

*

IMPEACHMENT

Na "carta", um monólogo tentando ser diálogo.

A.Fernandes standyball@hotmail.com 

São Paulo

*

TRISTE CAPÍTULO

Dilma Rousseff continua a mesma. Que triste carta esta, em que falou em fortalecer a democracia, em plebiscito, e em que ensaboou, mas não limpou, a péssima imagem que está deixando para os historiadores. O Brasil não precisa mais de Dilma como presidente, nós precisamos que ela se recolha e nos deixe caminhar e lutar para sairmos desta maldita crise em que ela nos colocou. Nem seu criador a quer de volta. Será que ela tem consciência de que uma reviravolta no impeachment só vai complicar a vida do País? Claro que tem, mas sua soberba, sua teimosia e falta de humildade não a deixam pensar no bem do Brasil.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

*

SOLITÁRIA

Carta de Dilma? Toupeira não escuta conselhos.

Lucia Melchert luciamelchert@gmail.com

São Paulo

*

DESVARIO

A carta da sra. Dilma Rousseff é tão importante que deve ser impressa em papel higiênico venezuelano. A proposta é digna de uma pessoa desvairada. Tchau, querida, escreva uma carta melhor, por favor. Se faltar papel, use sabugo, que é muito eficiente para o fim a que se destina.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

*

A FICHA NÃO CAIU

 

A ficha de Dilma Rousseff ainda não caiu. A presidente afastada ainda não entendeu que ela já é passado. Sugerir a realização de um plebiscito para que o eleitorado se manifeste sobre a antecipação das eleições presidenciais de 2018 chega a ser cômico. Até as crianças, ao avistá-la na TV, fazem piadinhas. Lula também delira. Quer que o Partido dos Trabalhadores (PT) se prepare para o futuro. Pede que os integrantes da sigla mantenham a postura aguerrida de outrora. É brincadeira! Como é que um partido tão enodoado vai fazer oposição aguerrida? Não há mais espaço para conversa fiada. O povo está p... da vida  com  os políticos petistas e sonha com o fim da sigla. Sosseguem, deixem Michel Temer consertar  o estrago que foi  feito. É hora de escrever em cada sede: "Aqui jaz um partido".   

 

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

*

NOVA ENFERMIDADE

A Organização Mundial da Saúde (OMS) detectou uma nova enfermidade mental no Brasil. Os principais sintomas são: o bloqueio do raciocínio lógico com a perda da análise dos fatos, o sentimento de perseguição, a negação da realidade e a repetição mecânica do discurso. Em homenagem merecida, a enfermidade foi batizada como a Síndrome de Dilma Rousseff.

Cloder Rivas Martos closir@ig.com.br

São Paulo 

*

'AI, AI, AI, AI...'

...tá chegando a hora! Dilma Rousseff, estamos na contagem regressiva para desejar-lhe o "vá com Deus".

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

*

670 PÁGINAS DE COISA NENHUMA

Sob a pomposa denominação "Contrariedade ao Libelo Acusatório", o advogado José Eduardo Cardozo protocolou na Secretaria-Geral da Mesa Diretora do Senado a defesa de sua mais ilustre cliente, a já quase ex-presidente Dilma Rousseff. Cardozo entregou o volumoso documento quando restavam somente três minutos para o final do prazo, às 13 horas e 37 minutos. Na peça, de 670 páginas, numa deselegante e inócua tentativa de tentar desqualificar o irrepreensível parecer do senador Antonio Anastasia, José Eduardo Cardozo afirma explorar contradições e supostos erros do relatório  favorável à saída definitiva de Dilma Rousseff. Segundo o advogado da presidente afastada, um parecer escrito para condenar, e não para julgar. "Demonstramos as falhas gritantes do relatório porque provas foram truncadas, provas foram esquecidas, tabelas erradas foram juntadas, tudo na perspectiva condenatória. Fica claro que é um relatório de condenação, e não de julgamento. Ele partiu da ideia de 'vamos condenar para construir as provas que viessem a demonstrar essa condenação'. Como  ele não tinha essas provas, ele começou a truncar, utilizar tabelas fora de contexto", afirmou o ex-advogado-geral da União. Sonhando acordado, Cardozo insiste em que os erros do relatório do senador Anastasia podem levar à anulação do julgamento. Cabe uma indagação ao ilustre causídico: quem anularia o julgamento de sua cliente? Na verdade, o documento, escrito por José Eduardo Cardozo, é um misto do nada com coisa alguma, quer dizer  coisa nenhuma! 

José Carlos Werneck werneckjosecarlos@gmail.com

Brasília

*

MEDALHA BESTEIROL DE LATA

O governo interino de Michel Temer tem insistido em produzir fatos dignos das mais severas críticas. Os recentes envolvendo o titular do Ministério da Saúde merecem uma medalha de lata. Faltou, como sempre, a meritocracia, pois o senhor Ricardo Barros, engenheiro civil, foi nomeado ministro da Saúde, o que não deve ser por muito mais tempo. Mostrando suas habilidades "médicas", por exemplo, o ministro sugeriu a criação de um plano de saúde popular, cujo objetivo é diminuir as filas do Sistema Único de Saúde (SUS). Sua mais recente "pérola", machista por excelência, foi afirmar que as mulheres trabalham menos que os homens. Se Ricardo Barros pretendeu superar Dilma Rousseff no besteirol, conseguiu. Entra governo, sai governo e as práticas do clientelismo, dos acertos com as alianças e apadrinhamentos fazem com que sejam nomeados profissionais que nada têm que ver com as pastas para as quais foram nomeados. Não fosse assim, não seria política, esta pedra de carvão que, no dizer de Confúcio, "quando está em brasa, queima; apagada, suja".

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

TEMER E CUNHA

O presidente Michel Temer recebeu um emissário do deputado Eduardo Cunha que deixou subentendido que o deputado não vai morrer sem atirar. E o presidente interino disse que estava ajudando. Se essa conversa existiu, mancha o governo Temer. Não é lá nenhum exemplo de retidão. Como presidente interino em vias de ser efetivado, jamais deveria ter dado uma resposta como a que deu. Compromete-o com um político mentiroso e também chantagista. Nem em nome da governabilidade do seu governo provisório deveria dizer o que disse ao emissário. No momento, Temer é um mal necessário. É o que temos para almoço e janta. Está legalmente no exercício da Presidência. Cabe ao Judiciário julgar os processos dos políticos, tornar inelegíveis os que assim tiverem de ser, e os delatores na Lava Jato que acelerem os processos, de modo que a sociedade possa chegar a 2018 vendo outras caras para votar.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

FALTOU CORAGEM

Pior que alguém ameaçar o presidente da República é o presidente da República passar recibo com medo das ameaças. Eduardo Cunha e Michel Temer têm ligações muito fortes, quase tão fortes quantos as ligações de Temer com a presidente Dilma. O medo de Cunha é de que ele se transforme na próxima Dilma, abandonado por todos. Temer abandonou Dilma com uma cartinha ridícula de adolescente, mas ainda não teve coragem de abandonar seu verdadeiro amor, Eduardo Cunha, que não foi sequer expulso do PMDB, apesar de tudo o que pesa contra ele.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

A RELAÇÃO TEMER-CONGRESSO

A manifestação do senador Cristovam Buarque é muito sugestiva. Segundo o senador, o presidente interino, se efetivado no cargo, vai ter dificuldades em suas relações com o Senado e a Câmara dos Deputados. Essa é mais uma confirmação de que efetivamente o afastamento da presidente Dilma tem muito que ver com interesses políticos, e não com ela ter cometido possíveis irregularidades. Fica, então, o questionamento: até quando vamos ter um sistema de governo dúbio? Por que não se discute a implantação do parlamentarismo?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos 

*

AS CHANCES DE TEMER

Privatização e parlamentarismo, a única chance de Temer concluir seu mandato.

Sonia Maria Benfatti Resstel sbresstel@gmail.com

São Paulo

*

CHEIRO DE PIZZA

Já é possível sentir o cheiro de pizza vindo da comissão que analisa as "10 Medidas contra a Corrupção", um projeto do Ministério Público Federal que contou com 2 milhões de assinaturas para chegar ao Congresso. Mal começaram os trabalhos e alterações - leia-se mitigações - estão postas à mesa, caso das discussões acerca das propostas de criminalização do caixa 2 e aumento da pena para crimes de corrupção. Quanto à primeira, os parlamentares dizem ser preciso "separar crime eleitoral de propina". Ora, por quais razões alguém deixa de registrar recursos eleitorais? Só consigo pensar em uma... Em relação à segunda, o deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA) afirmou que "não é em razão do tamanho das penas que as pessoas são corruptas". Ele não está de todo errado, pois corruptos são corruptos por falta de caráter, mas penas mais severas servem, sim, como mecanismo de prevenção para a ação destes. Se for para mitigar o projeto original, que o façam de maneira mais hábil. Tal desfaçatez é uma afronta à nossa inteligência.

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

*

DEPUTADOS E A CORRUPÇÃO

Nossos congressistas são contra a proibição de indicações políticas para as estatais (que também deveriam ser para as organizações do Estado federais, estaduais e municipais) e querem afrouxar projeto contra corrupção! De acordo com a Constituição, título IV, seção II, art. 49, é da competência exclusiva do Congresso Nacional, item X: fiscalizar e controlar, diretamente ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta. A cumplicidade do Poder Executivo com o Poder Legislativo no loteamento político das organizações do Estado e da administração indireta mostra a impossibilidade do cumprimento deste item, proporcionando oportunidades colossais de corrupção e de recursos arrecadados mal aplicados. As denúncias da mídia são essenciais para o esclarecimento geral, mas sem a manifestação coerente das representações da sociedade civil contra o modelo político, não teremos as mudanças desejadas que permitirão ao Brasil se tornar realmente um país democrático.

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

*

ALTERNATIVA

Se afrouxar o projeto contra a corrupção, nas próximas eleições vou votar no Ali Babá, porque eu sei que são só 40 ladrões.

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

*

PRIVILÉGIOS

Um deputado federal custa aproximadamente R$ 170 mil por mês ao contribuinte, independentemente de qualquer crise econômica. Fica claro por que só se preocupam em se reeleger, em vez de beneficiar o povo brasileiro. E ainda querem o benefício de penas brandas para a roubalheira. Chega! Já nos submetemos demais!

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

MOMENTO DE UNIÃO

Sinto falta da cidadania de Letícia Sabatella, Caetano Veloso, Marieta Severo, José de Abreu e Chico Buarque no Congresso Nacional, engajados na aprovação integral do pacote de "10 Medidas contra a Corrupção", projeto de lei de iniciativa popular, pelo Brasil, sem qualquer vinculação partidária.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

*

PENSEM BEM

Há rumores de que a comissão especial que examina o projeto anticorrupção encaminhado ao Congresso pelo Ministério Público tentará suavizar os mais sensíveis dos dez pontos lá focalizados. É bom lembrar aos nobres deputados, a quem caberá a discussão do texto e sua votação final, que a proposta conta com o respaldo de 2 milhões de assinaturas, e que qualquer correção de objetivos que configure leniência para com as práticas  responsáveis pelo clima de corrupção que o País tenta pelo menos controlar, algumas das quais com origem nos deploráveis vícios de grande parte da classe política, criará um enorme constrangimento e enterrará definitivamente qualquer esperança de revisão das posturas pouco éticas dos que detêm o poder e que fazem com que o Brasil seja conhecido como um dos países democráticos com homens públicos menos confiáveis no mundo. Seria interessante, portanto, lembrar-lhes o quanto suas atitudes poderão influenciar a autoestima e a descrença da sociedade. Pensem bem. 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

ODEBRECHT, FUTURA MEDALHA DE OURO

Conforme notícias recentes da Operação Lava Jato, o cruzamento das delações de integrantes da Construtora Odebrecht e das planilhas de propina revela que cerca de 40 senadores, 200 deputados e 16 governadores estariam envolvidos no esquema de corrupção comandado pela empresa. Pelo andar da carruagem, a Odebrecht tem tudo para levar a "medalha de ouro" da picaretagem empresarial.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

*

'ESQUECERAM DE MIM'

O ex-presidente Lula, muito tristonho e indignado, disse que está se sentindo como no filme "Esqueceram de Mim". Se servir de consolo ao homem "mais honesto" do País, não se esqueça de que o juiz Sergio Moro não se esqueceu de você. Fique tranquilo e tchau, querido!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

LULA E O GOVERNO DO PAÍS

Lula afirma a todo instante que há perseguição a ele para que não volte a "governar" o País novamente. Eu pergunto: Lula governou o País? Será que a palavra correta não seria "roubou" o País?

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

*

TCHAU, URUGUAI

Rodolfo Nin Novoa, chanceler do Uruguai, afirmou que o Brasil, representado por José Serra e Fernando Henrique Cardoso, ofereceu "vantagens comerciais" para que o Uruguai não transferisse a presidência do Mercosul para a Venezuela. Gostaria de saber quantos "pixulecos" ele ganhou para fazer tal afirmação. Mas essa mentira não vai colar e muito menos prejudicar o atual governo, com Michel Temer na Presidência e José Serra no Ministério das Relações Exteriores, e o Uruguai e a Venezuela podem tirar o cavalo da chuva, pois Dilma Rousseff e Lula jamais voltarão ao poder, nem mesmo com esse golpe baixo aplicado pelo Uruguai. Seria muito interessante que a Justiça, sob o comando de Sérgio Moro, continuasse a monitorar as conversas telefônicas de Lula, para o bem da nossa democracia.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

HENRIQUE MEIRELLES E A CRISE ECONÔMICA

"(Henrique) Meirelles é vítima de manipulação eleitoral", diz Moreira Franco ("Estadão", 16/8). O ministro Henrique Meirelles não é vitima de nada. Simplesmente demonstrou fraqueza na negociação das dívidas dos Estados. Neste processo, permitiu a retirada de todas as contrapartidas dos mesmos, levando-nos a entender que na verdade não haverá corte algum. As vítimas verdadeiras são os assalariados que ainda restaram e os atuais e futuros exauridos aposentados pelo INSS, que serão os que vão pagar mais esta conta!

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

*

BAJULADOR ESPERTO

Eu me surpreendi com o elevado número de cartas no "Fórum dos Leitores" criticando a opinião do empresário Abílio Diniz apoiando a elevação de impostos pelo governo de Michel Temer. Tá na cara que este senhor não falava sério. Ele pode não ser uma sumidade, mas não chega a ser irracional.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

*

DIREITOS CONSTITUCIONAIS

Diz o artigo 5.º da Constituição federal que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade nos termos da lei. Então, creio que o governo de FHC (PSDB) e o PT, com Lula e Dilma, nunca leram a Constituição ou se esqueceram de consultá-la antes de tomar as suas medidas governamentais, porque os aposentados pela Previdência Social foram e estão sendo tratados como escravos, desrespeitados brutalmente nos seus direitos constitucionais, diferentemente dos aposentados da sua classe, o setor público, que são aquinhoados com altíssimos aumentos salariais, numa demonstração clara de desrespeito com aqueles que produziram as riquezas do País e com a própria Constituição.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

*

INADEQUAÇÃO LEGAL, DE NOVO

O caderno "Metrópole" do "Estadão" de 16/8 trouxe matéria sobre a evasão de alunos nas escolas públicas (estaduais) de tempo integral. Conta que 1 em cada 6 alunos destas escolas acaba migrando para as escolas regulares. As causas, pelo que se depreende do texto, são: 1) a inexistência de uma grade interessante ao aluno; e 2) as parcas condições de algumas delas (chegam a não ter papel higiênico!). Questionada sobre tal evasão, a gerente do Instituto Ayrton Senna respondeu exatamente isso. Não há como abrigar um aluno em tempo integral, sem lhe oferecer o que o interessa. E, acrescento eu, instalações mais do que salubres, agradáveis. Volumosas as vozes clamam por uma formação profissionalizante. É o que mais falta no escasso mercado de trabalho, mais do que os graduados. Não é necessário ter o curso médio para matricular-se no Senai ou no Senac (que formam técnico de enfermagem; técnico de segurança do trabalho; técnico de informática; técnico de administração; técnico de mecânica; técnico em eletrônica; técnico de eletrotécnica, entre outros tantos). Então por que as escolas de tempo integral não inserem em sua grade programática, na medida do possível, cursos profissionalizantes? Cursos sérios. Infelizmente, o ensino público no Brasil está engessado pelo Plano Nacional de Educação, feito com absoluta distância das atuais necessidades do mercado. Só mais um caso em que a normatização é feita com absoluta ignorância à "vontade geral".

Andrea Metne Arnaut  andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

*

AGORA É PÉ NA TÁBUA

Terminou nesta segunda-feira 15/8, às 19 horas, o prazo para inscrição de candidatos às eleições de 2 de outubro para prefeito, vice-prefeito e vereador. Já na terça-feira começou oficialmente a campanha para as prefeituras em todo o País. A saúde e a educação infantil certamente receberão diversas promessas dos candidatos. Afinal, são áreas importantes e têm problemas antigos e sérios a serem melhorados. Para conquistar votos, os candidatos fazem promessas fantásticas ou, no mínimo, exageradas para os dois setores que mais afligem a população. Esse parece ser o caso do prefeito da capital paulista, Fernando Haddad, que tentará a reeleição. A quatro meses do fim do mandato, a gestão petista ainda não cumpriu as grandes metas que propôs. Das 243 creches prometidas, apenas 39 foram entregues. Outras 53 unidades estão sendo construídas. Já o atendimento na área da saúde na periferia da capital está na hora da morte, na UTI, como no resto do País. O descumprimento dessas promessas certamente tem impacto na avaliação de Haddad. O prefeito sofre com a baixa popularidade (14%) e pequena intenção de voto (8%). Seja como for, Fernando Haddad, como tantos outros prefeitos Brasil afora, não conseguirá se reeleger. Todos os candidatos precisam ser mais realistas em suas promessas para estas e outras áreas. Eles têm de fazer as suas propostas caberem dentro das atuais limitações orçamentárias, pois a crise econômica não vai passar tão cedo e cautela ainda é o melhor remédio. Em São Caetano do Sul, o atual prefeito e candidato à reeleição, dr. Paulo Pinheiro, foi o único dos sete prefeitos do ABC que conseguiu cumprir 65% de suas promessas de campanha, e por isso mesmo tem tudo e algo mais para ser reconduzido ao Palácio da Cerâmica para mais quatro anos, dando continuidade a sua excelente gestão, com responsabilidade com a coisa pública, algo que vem fazendo com efetividade até agora nos seus três anos e oito meses de gestão. Quem viver verá.                     

                                     

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

*

MUITA MULTA, POUCA EDUCAÇÃO

Com o início da campanha eleitoral da capital paulista, aguardo ansiosamente qual candidato abordará a redução do tamanho da indústria de multas, que abarrota os cofres da Prefeitura, e a reorganização das centenas de quilômetros inúteis das ciclovias.

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo 

*

A PREFEITURA QUE CRIA PROBLEMAS

A indústria da multa foi estabelecida e nós, moradores de São Paulo, além de impostos, pagamos o sofrimento das novas reduções de velocidade. Creio que o prefeito tem pacto com o Leão do Imposto de Renda, ambos abocanham nossos salários. Queria, agora, registrar que o pior está acontecendo onde não precisava. Aqui vai minha reclamação: a Avenida 9 de Julho sempre permitiu um trânsito normal, mas, depois que o "famigerado" prefeito resolveu que tiraria os carros que passavam em cima do viaduto da Praça 14 Bis, enfrentamos diariamente um trânsito nada bom até o túnel. Foi feita uma reclamação e a resposta foi que diminuía na avenida 1 minuto dos ônibus. Só que os motoristas que pagam as multas pagam o tempo perdido de, no mínimo, 20 minutos a mais, como cronometrei nos últimos dias. Qual o motivo da intolerância de não voltar atrás, dizem que somente os imbecis não mudam de ideia, quem sabe eles possam ficar mais inteligentes e resolver o problema que não existia e que eles criaram, assim como as multas. É o fim, ainda bem que vêm aí as eleições.

João Henrique Hansen  jhhansen@uol.com.br

São Paulo

*

MULTAS

Enquanto a arrecadação ultrapassa R$ 1 bilhão, a Prefeitura desrespeita abertamente o Código de Trânsito. O prefeito "petralha" não decepciona seus comparsas.

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

*

TEMPOS DE MUDANÇA E DESAFIOS

A política recente do Brasil vem nos apresentando momentos impactantes, com o aparecimento de obstáculos inesperados que nos obrigam a mudar de rumo para seguir em frente ou a ficar marchando parado no mesmo lugar que já não leva a lugar algum. A campanha para prefeito de São Paulo é um bom exemplo. O governador Geraldo Alckmin, que tinha o candidato mais preparado para administrar nossa cidade, Andrea Matarazzo, preteriu-o por João Dória, movido por ambições pessoais e rancores mal digeridos. Como consequência, Andrea saiu do PSDB. Agora, com a absolvição de Celso Russomanno pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da acusação de peculato, mesmo ele tendo outras pendengas judiciais a serem resolvidas, temos um candidato populista absurdamente considerado ficha limpa a liderar as pesquisas graças ao programa diário na TV Record, no qual ele faz alarde de suas bondades (a "Bíblia" manda que a mão esquerda não saiba o que dá a direita...). Bem mais atrás temos Marta Suplicy, com seu vice Andrea Matarazzo. Em seguida, colada nela, Luiza Erundina, a que queria fazer banheiros e lavanderias públicas debaixo do Minhocão para os moradores de rua, ao invés de lhes proporcionar moradias. A que mandou aterrar o Túnel Airton Senna, quase pronto, mas que era obra de Jânio Quadros, não merecia ser terminado! E, por último - e bem feito - vem o ricaço João Dória, que seduziu Alckmin com suas lorotas e seu dinheiro, coisa importante num momento em que doadores de campanha foram limitados, o que não anula o fato de que nunca praticou política, jamais arriscou ao menos ser vereador e, agora, se acha preparado para administrar esta metrópole! Esse é o jogo, o tabuleiro está montado. Quem vai desviar do obstáculo para seguir em frente? Quem vai, diante dele, marchar parado no mesmo lugar? Quem vai apostar no escuro? Quem vai se jogar no abismo do voto nulo que só ajuda quem está na frente, seja quem for? Paulistanos, escolham bem, pois nossa cidade mais parece terra devastada! Não dá para jogarmos mal.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

*

CAMPANHA NA PERIFERIA

Em campanha eleitoral para a Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, ex-prefeita, ex-ministra, andando pela periferia da cidade, foi confundida com Dilma Rousseff e até com Ana Maria Braga. Depois da Operação Lava Jato e do impeachment, o melhor candidato deveria ser bem analisado, estudado antes de receber seu voto, mas, se nem o reconhecem, vamos esperar o quê? Elegem pela fachada. Pelo histórico de garoto(a) propaganda na TV, mas nunca pela eficiência e comprometimento com o cidadão e a cidade. Infelizmente, a periferia, que mais sofre com escolhas erradas, não acordou e tudo continuará como antes. Pobre São Paulo. Pobre Brasil!

  

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

UM ALERTA AO ELEITOR

Em 2015, Celso Russomano (PRB-SP) foi condenado pela Justiça Federal a dois anos e dois meses de prisão, pena que posteriormente foi convertida em prestação de serviços comunitários e pagamento de cestas básicas. Recorreu e, por ele ser deputado, o processo foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF). Embora a Procuradoria-Geral da República (PGR) tenha reiterado ao STF um pedido de condenação por crime de peculato, no apagar das luzes os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello livraram Russomano de ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, deixando-o em condições de ser candidato à Prefeitura de São Paulo. Acorda, São Paulo!

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

*

NÚCLEO UNIÃO PRÓ-TIETÊ

Cumprimentos e felicitações ao jornalista João Lara Mesquita, pela louvável e seminal iniciativa da rádio Nova Eldorado AM, de 1990, retratada no artigo "25 anos do Núcleo União Pró-Tietê" (17/8, A2). O significativo recuo de 160 km da mancha de poluição do rio é sinal inequívoco do acerto da campanha, que deve prosseguir sem trégua, tal qual a do Rio Tâmisa, em Londres, para que um dia São Paulo tenha os Rios Tietê e Pinheiros limpos, navegáveis e despoluídos. Lugar de lixo é no lixo, não no rio!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

A DESPOLUIÇÃO DO TIETÊ

João Lara Mesquita assinala com propriedade a importantíssima participação da Rádio Eldorado no processo de despoluição do Tietê a partir do núcleo criado em agosto de 1991 e chefiado pelo brilhante Mario Mantovani. O esforço, que prossegue após 25 anos, teve e tem o envolvimento de setores públicos, privados e ONGs. E precisa continuar. A despoluição do Rio Tâmisa, em Londres, levou 30 anos. Mas não podemos nos esquecer de que, conforme noticiou o "Estado" em 24 de outubro de 1990, o pontapé inicial foi dado pela Cetesb, ao intimar a Sabesp  e  2.174 indústrias a tratar seus efluentes.

Eduardo San Martin esanmartin@uol.com.br

São Paulo

*

INFORMAÇÃO

Muito apropriado o artigo "25 anos do Núcleo União Pró-Tietê", informando as ações que visam à despoluição do nosso sofrido rio. Mas, aos olhos do paulistano, não se observa muita evolução. Sabemos da dificuldade da implementação desta tarefa multidependente, em que prefeituras também estão envolvidas, e algumas delas nem sequer tratavam seu esgoto até há pouco tempo. Assim, apropriadamente, nós deveríamos receber do governo, de forma rotineira, informações sobre a evolução do tratamento e o mais importante: quando será transformado no Tâmisa.

 

Paulo Cesar Feltrini pc.feltrini@hotmail.com

São Paulo 

*

RIO-2016 - MEDALHAS

Países com mais de 80 medalhas e o Brasil com apenas 11. E os gastos com a educação, cultura e práticas desportivas, como ficam?

Jorge Mema Bernaba jorgebernaba@gmail.com

Araçatuba

*

CHORORÔ

Desculpem-me os(a) atletas brasileiros(as), mas precisamos parar com este chororô: choram quando perdem, choram quando ganham. Isso demonstra aos adversários a falta de segurança na atuação desportiva. Esporte não é morte, casamento, aniversário. Esporte é garra, determinação, força, vontade e, acima de tudo, estabilidade emocional para competir de igual para igual em qualquer categoria, vibrando nas vitórias e se aprimorando nas derrotas. Ver um atleta chorar principalmente na derrota é constrangedor, muito mais do que ter perdido. Perder ou ganhar é a síntese do esporte de competição.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

*

A OLIMPÍADA EDIFICANTE

Não se pode deixar de se emocionar com a leitura do artigo do jornalista Roger Cohen, do "The New York Times", publicado pelo "Estadão" ontem. As delicadas referências ao nosso país e ao caráter do nosso povo é quase um poema e demonstra que, mais do que muitos brasileiros, ele identifica com clareza e nobreza nossas qualidades e defeitos. É reconfortante, nestes dias de tantos traumas causados por gente inescrupulosa que rouba até aposentados, ler loas aos anônimos brasileiros decentes que lutam por si e por uma nação desesperada para sair do charco em que a jogaram. Os culpados têm nome e estão aí nas colunas dos jornais.

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

São Paulo

*

CORDIAL?

De uma coisa podemos ter certeza: o turista e o esportista estrangeiro sairão do Brasil com a certeza de que o "Brasil cordial" era lenda. O brasileiro tem se mostrado nada cordial com os atletas de outras delegações. À menor crítica, os patriotas reagem de forma bastante agressiva. Pode ser sobre o tamanho do cafezinho, a falta de sabor do biscoito, o vaso sanitário quebrado ou a incrível revelação de se ter comprado repelente para vir ao país onde grassa o transmissor do zika vírus. Não importa. O crítico será vaiado, perseguido, achincalhado e agredido nas redes sociais. Da mesma forma, ai de quem exigir que as regras de silêncio e ordem sejam cumpridas nas arenas. Elas simplesmente não se aplicam à nossa "alegre" torcida, que insiste em vaiar os oponentes até mesmo em provas que exigem extrema concentração. Que sentido há em vaiar um oponente do salto com vara durante a prova? O brasileiro precisa ser mais educado, mais civilizado. Precisa, como se diz, "baixar a bola". Não somos o último biscoito Globo do pacote! Nem tudo que é brasileiro agrada a todos. Que país esquisito é este, onde considerar um biscoito insosso ou um café pequeno vira ofensa? Ou onde um assalto a mão armada passa a ser culpa da vítima - isso insinuado por um ministro? Devemos também aprender a reconhecer nossas falhas e buscar saná-las, sem agredirmos o outro e sem fazermos o já conhecido "mimimi" (a vitimização extrema), assim que se diga ou faça algo que não nos agrade. Já arrumamos encrenca com argentinos, americanos, franceses, australianos, espanhóis e até com alguns chineses. E ainda não terminou! A lista deve crescer. É um comportamento infantil, pouco civilizado, nada razoável e muito antipático. É constrangedor e, certamente, decepcionante para quem esperava encontra o tal "homem cordial". Depois da Olimpíada do Rio, o brasileiro será visto no mundo todo de maneira muito diferente do que se cantava em verso e prosa, pois, de cordial, ele não tem nada! 

M.Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

*

ARTHUR ZANETTI E A AERONÁUTICA

O treinador de Arthur Zanetti, picado pela mosca azul - ou pela flecha negra do ciúme, como diria Caetano -, debochou da Aeronáutica pelo regozijo de ter Zanetti em suas fileiras, como sargento temporário. Tolice do famoso (?) treinador. Primeiro, as Forças Armadas não buscam para as suas fileiras atletas já com patrocinadores milionários, mas esportistas de ponta ou promessas, que precisam de apoio para prosseguir trazendo glórias ao esporte nacional. Segundo, se a Petrobrás ou o Bradesco patrocinassem Zanetti, iam fazer amplo uso da sua imagem e o seu famoso (?) treinador ia ficar pianinho. Se eu fosse milico de alto coturno, iria exigir desculpas do famoso ou dispensaria Zanetti, já que nem pode demonstrar alegria pela sua vitória, vinculando-o às Forças Armadas. Estão querendo inventar o patrocinador secreto.

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

*

ATLETAS MILITARES

  

A polêmica levantada por um treinador de atleta militar nos leva a outras questões. Estes militares, a quase totalidade não de carreira, estariam cumprindo suas obrigações militares? Por exemplo, cumprem os expedientes, escalas de serviços e demais atividades militares, apenas com dispensas adequadas para competições oficiais? Teriam trabalhos e contratos comerciais à parte, o que é vedado a militares? Como foram admitidos nas Forças e para quais atividades militares? O Ministério Público Militar deve estar atento e fiscalizar a situação desses militares.

 

Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

*

A CONTINÊNCIA 

A polêmica instaurada na mídia sobre a prestação ou não de continência ao Hino e à Bandeira Nacional por atletas militares tem origem, provavelmente, na modificação introduzida ao início dos anos 90 (92-93) no "Regulamento de Continências, Honras e Sinais de Respeito das Forças Armadas" pelo antigo Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA). Todas as Forças enviaram sugestões. No Setor Corpo de Fuzileiros Navais, essa tarefa coube a mim, por isso me recordo bem. Até aquela época, a continência devida a superiores e aos símbolos nacionais só poderia ser prestada pelos militares quando fardados e cobertos (quepe, boné gorro, etc.). Quando fardados, mas descobertos, ou se à paisana, devíamos apenas assumir a posição de "sentido". Nada de mão no peito para o Hino. E mais: em locais a céu aberto, deveríamos estar sempre cobertos, se fardados; em ambientes fechados, normalmente tirávamos a cobertura, salvo sob condições especiais, que seria ocioso relacionar aqui. O novo "RConti", como era conhecido aquele diploma, passou a incorporar uma prática comum nos EUA e em outros países, muito vista em filmes de guerra: a prestação de continência individual a superiores, quando descobertos - geralmente em ambientes fechados -, mas fardados! Como toda novidade, essa também encontrou resistências e levou um bom tempo para ser assimilada. Só que, bem ao jeitinho brasileiro, os militares passaram a prestar a continência sem cobertura, também quando à paisana! Ou seja, misturou-se a "continência fardado sem chapéu", então adotada, com "continência à paisana", que nunca existiu. Em suma: se os atletas estiverem vestindo uniformes de suas Forças, cobertos ou não, devem fazer a continência individual. Se estiverem usando roupas de esporte civis, devem apenas ficar em posição de "sentido".

 

Gil Cordeiro Dias Ferreira gil.ferreira@globo.com

Rio de Janeiro

*

ASSASSINATO E INSEGURANÇA

O sr. presidente Michel Temer encarou a morte do soldado Hélio, na semana passada no Rio de Janeiro, como lamentável acidente, isso porque talvez ele reconheça que existe um poder a ser respeitado nos morros cariocas, o poder do tráfico. É como se nós estivéssemos invadindo um outro país sem permissão,  por isso o soldado foi abatido, eliminado como um invasor, um "lamentável acidente". Arregalem-se os olhos diante de tanta besteira. Só falta agora dr. Michel pedir desculpas ao outro poder. Nós, povo, pagamos realmente para sermos enganados. Por que será que neste Brasil de Deus os homens inteligentes são tão poucos? Tenhamos vergonha na cara, o mundo nos vê como verdadeiros imbecis. Encarcerados em nossas casas, se saímos não sabemos se podemos voltar vivos, nossa vida fica cada vez mais difícil, pois dá medo de ir a alguns lugares, dá até medo de ficar em casa, grades para todos os lados, câmeras, etc. Mas o medo nos persegue assim mesmo. Perdemos o sagrado direito de ir e vir e até o de ficar em casa! E, agora, os próprios corruptos no Congresso vão fazer leis anticorrupção!  Temos de ir às ruas tantas e tantas vezes, para sermos vistos e ouvidos. Vamos bradar contra eles. Lava jato já!

Mara Mendes maraherdade@gmail.com

São Paulo

*

90 ANOS DE FIDEL CASTRO

Fidel Castro completou 90 anos de vida em Cuba. Foi o grande líder e comandante da Revolução Cubana de 1959, numa façanha histórica que tirou Cuba do jugo dos EUA e trouxe saúde, educação e esporte para todos. Pena que depois ele tenha se tornado um ditador, apegado ao poder e suas benesses e pouco afeito à democracia e à liberdade para o povo cubano. Certa vez, ao ser condenado antes da revolução, Fidel afirmou que a História o absolveria. Pois bem, só o tempo irá dizer se a História o irá absolver como um revolucionário heroico ou se irá condená-lo como ditador abjeto - ou, ainda, como ambas as coisas.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

*

'CUBA HÍBRIDA'

Comentando o artigo de Adriana Carranca publicado no sábado (13/8, A12) sobre Fidel Castro, ficou faltando a menção de que este ditador levou ao "paredón" milhares de dissidentes, fuzilados sumariamente, sem nenhum processo judicial.

Samuel Ribeiro ribeirosammy1940@gmail.com

Maldonado, Uruguay

*

CAMISA NOVA

A nova camisa amarela do São Paulo Futebol Clube, estreada no domingo, 14/8, em "partida" decepcionante, afronta a legalidade de cláusula pétrea, investe contra suas glórias e tradições. As cores da Bandeira Paulista afloraram em seu nascimento, o vermelho e o branco do glorioso Club Athletico Paulistano, e o preto acrescido precipuamente a fim de homenagear a bandeira paulista das treze listras. Afinal, até quando a coletividade tricolor assistirá aos desmandos, aos processos judiciais e ao desrespeito de sua história?

 

Francisco de A. V. Pereira da Silva vpfassis@uol.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.