Fórum dos leitores

Cartas selecionadas para a seção do portal Estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2016 | 03h00

IMPEACHMENT

Porões da conspiração

Esse julgamento do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, parece ter embutido nas suas entranhas uma conspiração de grande sutileza. Afastada desde maio, as numerosas sessões do Senado só serviram de palco iluminado para a tropa de choque do PT em defesa de Dilma. Agora vem o presidente do STF e diz que o julgamento vai durar sete dias! Ora, tudo o que devia ser dito já o foi. A culpa já está sacramentada. O que os porões da conspiração pretendem, o milagre da volta triunfal da mulher sapiens? O PT, na política brasileira, sugere uma paródia sobre o rei dos hunos (onde o cavalo de Átila pisa, a grama não torna a crescer): onde o PT governar, município, Estado ou País param de crescer.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Ridículo

Tudo nesse processo de impeachment, embora legal, deixa uma conotação de ridículo. A presidente afastada, Dilma Rousseff, e seus companheiros passaram todo o processo acusando o Congresso Nacional e a Suprema Corte de golpistas, sem maiores consequências, e agora escreve uma carta afrontando a Constituição, com o pretexto de convocar plebiscito para decidir sobre nova eleição. Nesta última fase o Senado vai parar mais sete dias para ouvir as mesmas acusações, defesas, perguntas e respostas de um processo que já se sabe qual é o resultado.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Muy amigos...

É estarrecedor como aqueles que se dizem amigos e companheiros leais da Dilma a encorajam a prestar declarações no Senado, dia 29. Sabem ou deveriam saber que vão expô-la a riscos e derrapadas tremendas e que ela se prestará ao ridículo e à bazófia das pessoas por bom tempo. Sabem, ou deveriam saber, que o que mais falta à presidente afastada é um raciocínio lógico e coerente. E que ela se perde nos caminhos de um pensamento tortuoso e destituído de qualquer senso crítico. Mesmo assim, vão apresentá-la a um bando de senadores que vão nocauteá-la em poucos minutos. Quem tem amigos assim, como reza a cartilha, não precisa de inimigos.

REGINA ULHÔA CINTRA

regina.cintra@yahoo.com.br

São Paulo

Enterro de faraó

Dilma imagina-se um faraó: vai ser enterrada e quer levar junto os serviçais, seus ex-ministros que pretende citar no dia 29, no Senado. Se eu fosse um dos 18 senadores que ainda a apoiam, sairia do barco rapidamente. Estar ao lado dela é ser enterrado vivo. Sinistro!

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon@terra.com.br

São Paulo

Golpe? Que golpe?

Quer dizer, então, que a presidente afastada vai se defender no Senado?! Vai, enfim, participar do que eles chamam de golpe? Mais uma demonstração de incoerência e incapacidade. Nau sem rumo na tempestade. Bem que o Lula falou que na política tem de ser “metamorfose ambulante”. O Raul Seixas, ante a usurpação de sua teoria concebida para fins nobres, deve estar rolando de raiva no túmulo. Vamos ver como se sairá a presidente. Uma coisa é certa: o tiro lhe sairá pela culatra. 

SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO

aranhafilho@aasp.org.br

Garça

Dilma vai mentir

Dilma vai ao Senado se defender no processo de impeachment. E vai mentir. Vai dizer que já foi torturada ao defender a democracia. Naquela época Dilma não defendia a democracia, mas o comunismo. Nada contra o comunismo, apenas é bom pôr os pingos nos is. Dilma vai dizer que é uma pessoa honesta. Não é. Suas duas campanhas foram irrigadas com dinheiro roubado da Petrobrás e do povo brasileiro. Na Petrobrás ela foi pessoa proeminente durante anos e anos e nas suas barbas a empresa foi assaltada à luz do dia. Dilma vai dizer que não é responsável pelas pedaladas porque foi orientada por seus técnicos da área. Balela. Ela era a presidente e a ela cabia tomar as decisões. Dilma vai dizer que foi vítima de pautas-bomba que a impediram de tomar medidas para ajustar as contas públicas. Outra mentira. O que levou o País a este caos que estamos vivendo foi a sua incompetência. A sua e de seu partido. Dilma vai dizer que teve 54 milhões de votos e que só o povo que a botou lá pode tirá-la. Nisso Dilma tem razão é o mesmo povo que a colocou no Palácio do Planalto que foi às ruas e agora a está levando rampa abaixo. Povo que se cansou de tanta mentira e só votou nela acreditando em supostas verdades que depois foram desmascaradas. Dilma vai chorar. Os brasileiros já estão chorando a perda dos empregos, a queda do País no conceito internacional, as empresas fechando, a economia em frangalhos e um rombo nas contas públicas difícil de ser coberto. Dilma vai mentir porque Dilma é uma mentira, inventada por seu criador, que vendeu ao povo brasileiro uma gerentona e entregou uma incompetentona. Dilma vai mentir. Nada diferente do que fez este tempo todo.

LUIZ G. TRESSOLDI SARAIVA

lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

Novela interminável

Na novela do impedimento da presidente, creio que o patrocínio é da Constituição. Precisamos de uma PEC que preveja a destituição por mentiras e incapacidade evidente. E vá falar de bullying para 12 milhões de desempregados. Se eu fosse senador, não a ouvidoria.

ANDRE FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo 

Coisa de especialista

A presidente afastada acusa o ministro José Serra de tentativa de compra de voto do chanceler Novoa, do Uruguai. A acusação não procede, Serra não tem contato com o publicitário da campanha dela, esse, sim, especialista em compra de votos, tanto que elegeu e reelegeu um poste que o PT nunca conseguiu colocar na posição vertical e que tivesse alguma utilidade. A saída da presidente afastada significa cortar as correntes com o mais nefasto e corrupto sistema de governo que já se viu no planeta Terra. Destruíram a economia do País por dinheiro e poder.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Errar é humano

Dilma Rousseff diz que “ visivelmente” errou na escolha do seu vice, Michel Temer. Ora, a sra. Dilma não está sozinha, o mesmo aconteceu com os brasileiros, que efetivamente erraram na escolha dos presidentes em 2002, 2006, 2010 e 2014.

JOSÉ MARQUES

seuqram2@hotmail.com

São Paulo

O LEGADO DA OLIMPÍADA RIO-2016

Com o fim dos Jogos Olímpicos, a realidade bate na porta dos moradores do Rio de Janeiro e o trabalho de manutenção e reconstrução de todas as arenas deve ser iniciado, se houver dinheiro em caixa. Estranho falar em reconstrução de algo que foi recentemente inaugurado, mas infelizmente será preciso, pois a falta de ferro e de cimento na fundação e na estrutura de tudo o que foi construído cobra o seu preço no curto prazo. O Estádio Engenhão foi só um exemplo, e era algo simples, apenas a cobertura do estádio estava prestes a desabar. A falta de uso e de conservação da Vila Olímpica e dos demais complexos vai acabar criando a "Chernobyl" da cidade do Rio de Janeiro. O Estado do Rio tem duas opções: ou mantém os hospitais, as escolas e a segurança pública de maneira precária, como estão hoje, ou os abandona parcialmente para tentar conservar o legado olímpico. De qualquer forma, infelizmente, os cariocas perdem. É o legado dos 13 anos de um desgoverno irresponsável e desonesto.

Luiz Ress Erdei 

gzero@zipmail.com.br 

Osasco

DIAS DE TRÉGUA

Os dirigentes do Primeiro Comando da Capital (PCC), hoje nacional, e do Comando Vermelho devem ter se sentido indignados com a mentira contada pelos atletas americanos que declararam ter sofrido um assalto no Rio de Janeiro. Afinal, houve um consenso entre a bandidagem de que o Rio de Janeiro seria poupado da rotineira insegurança durante os Jogos Olímpicos. E palavra de bandido é palavra de bandido. Fora que uma propaganda contrária atrapalharia seus negócios rentáveis com tantos turistas pagando em dólares. O Rio de Janeiro nestes dias nunca foi tão seguro e a mentira contada pelos atletas nos deixou indignados. O Rio da Olimpíada viveu apenas uma trégua, e amanhã, segunda-feira, tudo voltará ao normal. Mentira contada, mas verdade de vida do povo carioca. 

Beatriz Campos 

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

GRANDES EVENTOS E SEGURANÇA PÚBLICA

Quem bem se lembra da Eco-92, que aconteceu no Rio de Janeiro em 1992, recorda que havia na época grande preocupação com a segurança do evento, por sua magnitude e pela presença de autoridades estrangeiras proeminentes. Durante aqueles dias, a criminalidade despencou na cidade e até hoje corre à boca pequena que teria havido um acordo de cavalheiros entre autoridades e líderes do crime organizado visando a estabelecer uma "trégua" temporária. Desta vez, durante a primeira semana da Olimpíada, a criminalidade não só não diminuiu, como aumentou, apesar da presença ostensiva da polícia e do Exército nas ruas. Em verdade, desde a Eco-92, há 24 anos, a criminalidade vem aumentando no País inteiro e, pelo visto, criminosos pouco se importam com o policiamento ostensivo ou com eventuais "acordos de cavalheiros". A questão é complexa, de resolução demorada e envolve, como sabemos, fatores sociais, legais, operacionais, políticas e por aí afora. Se não começar a melhorar agora, aonde chegaremos nos próximos 24 anos?

Luciano Harary 

lharary@hotmail.com 

São Paulo

LIÇÃO OLÍMPICA

Falou-se, tem-se falado e muito há de se falar sobre o legado a ser deixado pelo evento realizado no Rio de Janeiro nas últimas semanas, como também se falou do legado da Copa do Mundo de Futebol de 2014, quando o que mais se evidenciou foram os preços e as propinas na construção de estádios conhecidos como "elefantes brancos". O Rio de Janeiro, em matéria de legados, nada terá a resmungar, porque será beneficiado por verdadeiras transformações ocorridas na sua estrutura e no seu visual urbano com as quais foi beneficiada, sem contar a estrutura habitacional construída para acomodar atletas e visitantes. Entretanto, não um legado, mas uma lição deveria ser tirada destes Jogos, principalmente fazendo uma análise da performance dos nossos atletas quanto à presença deles no pódio, considerando que a maioria das medalhas conquistadas pelo Brasil foram de atletas que pertencem às Forças Armadas. O caminho que leva ao pódio passa obrigatoriamente pela educação. Até a próxima Olimpíada, temos quatro anos para apagar o vexame de 31 eventos, e que o "país do futebol" ceda espaço para outras modalidades. Que o Ministério do Esporte não seja só Ministério do Futebol.

Jair Gomes Coelho 

jairgcoelho@gmail.com 

Vassouras (RJ)

'WATERGATE' 2016

Dentro da piscina, campeões olímpicos de ouro; fora d'água, vândalos e mentirosos. Que o governo federal e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) declarem os nadadores norte-americanos Ryan Locthe, James Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger "personae non gratae" no País, pela molecagem que aprontaram e o dano causado à imagem do Rio de Janeiro, que os recebeu de braços abertos. Não sejam mais bem-vindos ao Brasil!

J. S. Decol 

decoljs@gmail.com

São Paulo

OPORTUNIDADE

Mesmo com várias mancadas (atletas, juízes e público), tivemos oportunidade de reviver o verdadeiro espirito olímpico.

Laert Pinto Barbosa 

laert_barbosa@globo.com 

São Paulo

ILÍCITOS NA NATAÇÃO BRASILEIRA

Demorou, mas enfim o Ministério Público Federal (MPF) vai investigar as denúncias de fraudes, superfaturamento e enriquecimento ilícito na Confederação Brasileira de Natação, presidida por Coaracy Nunes desde 1988, há quase 30 anos. É inaceitável que dirigentes se encastelem no poder e não deixem seus cargos com suas benesses nem a tiro. Deveriam ficar no máximo por uma reeleição ou oito anos. Não surpreende o vexame da natação brasileira na Olimpíada do Rio-2016, sem uma mísera medalhinha, em face dos desmandos e abusos que acontecem na confederação.

Renato Khair 

renatokhair@uol.com.br 

São Paulo

ORDEM NO GALINHEIRO

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem causado estragos, com decisões impensadas e desconectadas da vida real. Primeiro, encampando ideia do Partido dos Trabalhadores (PT), proibiu a doação de campanha por empresas, ainda que fossem dados os alertas de que a medida causaria uma enxurrada de casos de arrecadação via caixa 2, agora, sim, impossíveis de fiscalizar. Criaram um problema imenso e, pior, não sabem como resolvê-lo. Agora, o Supremo definiu que os candidatos só podem ser barrados pela Lei da Ficha Limpa se tiverem suas contas rejeitadas pelas Câmaras Municipais. Nem é preciso explicitar que, na prática, os doutos senhores jogaram uma lei de inciativa popular no lixo! Que desserviço! Eles não vivem no Brasil real, tanto assim que, em plena depressão econômica em que o País está afundado, exigiram um enorme aumento de salários, nem sequer atentando para que seu pleito terá efeito em toda a cadeia salarial, aumentando ainda mais o rombo nas contas públicas. Movidos pela vaidade, crentes de sua enorme sabedoria, os ministros do Supremo parecem ter se esquecido de que ali estão menos por qualquer mérito que tenham e muito mais por seu alinhamento ideológico com o partido que os colocou lá. É, talvez, a única coisa de que muitos ali podem se gabar, se é que, hoje em dia, alguém ainda tenha a cara de pau de ser próximo do PT. Os ministros do STF precisam de um olhar mais atento da sociedade, como aconteceu com o Legislativo. O STF tem se mostrado, no mínimo, inconsequente, quando não totalmente irresponsável. É hora de botarmos ordem no galinheiro.  

M.Cristina Rocha Azevedo 

crisrochazevedo@hotmail.com 

Florianópolis

PORTA ABERTA PARA A IMPUNIDADE

O julgamento das contas do prefeito pela Câmara Municipal, como decidiu o STF, será ineficiente em muitíssimos casos, haja vista o que os noticiários nos têm informado sobre grupos criminosos que incluem o prefeito, o presidente da Câmara e inúmeros vereadores. Uma vez dominado o ambiente político municipal, as raposas estariam livres para administrar o galinheiro. Urge um poder externo, não comprometido, para disciplinar a situação, que seriam os Tribunais de Contas. Além disso, parte significativa dos orçamentos municipais provém da União e dos Estados, e não pode ficar unicamente à mercê dos políticos do município.

Níveo Aurélio Villa 

niveoavilla@terra.com.br 

Atibaia

UM PASSO ATRÁS

O STF deu mais uma mostra de ineficiência, retrocesso e conivência com crimes. Determinou que os vereadores apreciarão as contas dos prefeitos e os Tribunais de Contas só elaborarão pareceres prévios, que serão submetidos aos vereadores. Colocaram as raposas tomando conta do galinheiro. Lamentável! Como pode o mais alto poder dar passos para trás quando se busca acabar com a corrupção no País? Quando pensamos que estamos avançando, voltamos para trás. Que decepção!

Izabel Avallone 

izabelavallone@gmail.com 

São Paulo

STF CONTROVERSO

O fato de o Supremo Tribunal Federal não sair da mídia, e por motivos nada elogiáveis, é bom para a democracia?

Luíz Frid 

luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

SOB NOVA DIREÇÃO

O que esperamos da nova presidente do STF, Cármen Lúcia, que já disse que não irá refrescar contra a corrupção, não poderia ser diferente, porém esperemos mais celeridade em julgamentos importantes, não aceitar que seus colegas fiquem com processos para vistas "ad aeternum" e que haja imparcialidade no julgamento mais importante do país, a Operação Lava Jato.

Marcos Barbosa 

micabarbosa@gmail.com 

Casa Branca

FALANDO ÀS PAREDES

Salvo engano, o juiz federal Sérgio Moro defender suas teses no STF é algo como falar com paredes.

Francisco José Sidoti 

fransidoti@gmail.com 

São Paulo

O CÁRCERE E A PRESUNÇÃO DA INOCÊNCIA

 

Na esteira da crise político-econômica, o País vive sob novos e controversos paradigmas. A Operação Lava Jato levou para trás das grades figuras que jamais se imaginou sofrerem alguma punição. Agora se vê a polêmica estabelecida no Supremo Tribunal Federal sobre a prisão dos condenados em segunda instância. Não é pacífica a aplicação do direito nesse particular. Se, de um lado, a sociedade critica a possibilidade de os endinheirados recorrerem indefinidamente e com isso não cumprirem as penas impostas aos seus crimes, de outro lado existem a Constituição e o ordenamento jurídico que garantem a presunção de inocência até que se julgue o último recurso facultado ao réu. Após a solução da crise política e econômica, o Brasil precisa reanalisar o seu arcabouço jurídico, distinguir entre tradições, privilégios, segurança jurídica e outros quetais, de forma a introduzir nas leis e regulamentos a sociedade contemporânea e, se possível, aplicar os ditames de sua evolução para as futuras gerações. Decidir sobre o direito ou não do réu recorrer em liberdade é apenas um detalhe... 

 

Dirceu Cardoso Gonçalves 

aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo

O RESPEITO À LEI

 

Bem lançado o editorial "Quando só boa-fé não basta" ("Estadão", 18/8, A3), quando assevera que o combate à corrupção deve ser feito em obediência à lei, e não de outras formas que escapam à apreciação legal. Assim, salientamos, se a delação premiada consta de lei, pode ela ser usada no combate à corrupção, da mesma forma que outras provas admitidas em direito e coletadas de forma lícita e jurídica. Sendo a prova a alma da solução processual, os elementos probatórios precisam ter credibilidade, além de serem admitidos legalmente. Ressalte-se que o corrupto não passa recibo, mas o Estado tem todos os meios legais para suportar o ônus da prova contra ele. Será, então, apontar, provar e condenar o corrupto, demonstrando-se o peso da lei e a ausência da impunidade.

José C. de Carvalho Carneiro 

carneirojc@ig.com.br 

Rio Claro

CONFLITO DE NORMAS

O editorial de "Estadão" de 18 de agosto intitulado "Quando só a boa-fé não basta" narra que, como há garantia constitucional que proíbe utilização de prova obtida por meios ilícitos, assim como declara "invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra, a imagem, o domicílio e a correspondências dos indivíduos (...)", seria inconstitucional a utilização da prova "obtida por meios ilícitos". Com isso procura esclarecer por que aquela escuta que propiciou ao Brasil saber sobre o que se passa no intestino do poder não pode ser considerada como prova: porque as garantias constitucionais supramencionadas as torna inutilizáveis. O.k. Mas o tema é polêmico, pois sem dúvida a Constituição preceitua diversas garantias ao indivíduo, mas também garante a nação que todos os entes federados deverão atender a legalidade, a moralidade e a probidade administrativas, dentre outros princípios-deveres (art. 37, caput, da CF). Certo é que para ser ministro não é necessário muita coisa: basta ter mais que 21 anos, estar em gozo de direitos políticos e ter a nacionalidade brasileira. Não precisa ter curso superior ou outra exigência técnica. A bem da verdade, ele sequer precisa conhecer a área pela qual é responsável. O que é realmente importante é que ele tenha a confiança da presidente e seja nomeado por técnica. A bem da verdade, ele sequer precisa conhecer a área pela em que atuará. No caso, a "confiança" da chefe de governo ao nomear o ministro, foi adulterado já que a ele (Lula) e não a presidente, é quem decidiria se seria ministro. Por quê? Por causa de execrado foro por prerrogativa de função. E assim foi que o termo de nomeação assinado "em branco" pela presidente foi enviado a Lula, como se fosse uma missiva, algo banal, que, aliás, só seria utilizado "se necessário" (ao destinatário). Neste ponto, grita em minha mente que estabelecido está um embate entre princípios constitucionais - art. 5.º, LVI ou o art. 37, caput, ambos de mesma hierarquia, qual deve prevalecer? E neste ponto, ouso discordar do editorial em comento, pois a Nação inteira ouviu, repetidas vezes, a conversa ilegal, imoral, e improba que mantiveram Dilma e Lula acerca dessa nomeação "de ocasião". Como "descartar" tal prova diante dos olhares clamando por justiça, de toda uma nação? Trata-se de um conflito real de normas, que se resolve com legislação de sobredireito, como são alguns dos dispositivos da Lei de Introdução ao Código Civil (LICC), que, no presente caso, resolvida a antinomia aplicando-se o art. 5.º da LICC, que determina ao juiz que busque a função social da norma e as exigências do bem comum, a pacificação social. Repito: "bem comum" e "pacificação social". Assim não entendo que utilização do áudio, ouvido por toda uma nação atolada no desemprego, em recuperações judiciais de empresas, de inflação, etc., etc., e de uma corrupção endêmica, possa ser entendida como ilegítima e, como conclui o editorial, como uma "tentação autoritária".

Andrea Metne Arnaut 

andreaarnaut@uol.com.br 

São Paulo

DISCUSSÃO OPORTUNA

Muito oportuna a discussão na Câmara dos Deputados sobre a aprovação do pacote de medidas contra a corrupção - o novo presidente da Casa, Rodrigo Maia, deseja vê-lo aprovado até o dia 9/12, que exatamente é o dia do combate à corrupção. As grandes novidades do pacote são o aumento da pena máxima dos corruptos em até 25 anos e a classificação de corrupção como crime hediondo. Mas devo lembrar que é proibido roubar, furtar, obter vantagens ilícitas no País desde 1940, quando foi promulgado o Código Penal Brasileiro, nos seus artigos: 155, 157, 158, 171, entre outros.   

Arcangelo Sforcin Filho 

arcangelosforcin@gmail.com 

São Paulo

A CARTILHA DE LULA

O ex-presidente Lula luta para salvar sua reputação a qualquer custo. Para tanto, seu partido concebeu uma cartilha defendendo-o. Como sempre fazem quando acuados: atacam tentando desconstruir quem enxergam como oponentes. Na verdade, esta cartilha só serve ao ego de Lula. A perda de sua credibilidade é fatal para a reputação que tenta manter. Aqueles que antes participavam do ágape real já pularam do barco. Se conseguir preservar o grupo que o apoiava antes de escrever a "Carta ao Povo Brasileiro", que avalizou sua ascensão à Presidência, será uma grande vitória. Nesta batalha de autopreservação, o desespero leva-o a esquecer um dito popular que diz que roupa suja se lava em casa. Preferem praticar outro: espalha sujeira no ventilador.

Sergio Holl Lara 

jrmholl.idt@terra.com.br 

Indaiatuba

ALFABETIZAÇÃO

Carta de Dilma, cartilha de Lula. Sim, é a "pátria educadora" alfabetizando a turma...

A.Fernandes 

standyball@hotmail.com 

São Paulo

PATACOADA

Realmente, é de reconhecer que a veia histriônica da "alma mais honesta" do planeta é inesgotável. Entretanto, como há tolos que acreditam em qualquer patacoada, espera-se que algum país, bem distante de Pindorama, o acolha como exilado político. E que lá permaneça para sempre.

Arlete Pacheco 

arlpach@uol.com.br 

Itanhaém

UMA OUTRA CARTILHA

O PT lançou um documento em quatro idiomas (português, inglês, espanhol e francês) em defesa do ex-presidente Lula, o homem mais honesto do mundo, sobre várias acusações contra ele na Justiça brasileira. Podemos também lançar um documento em mais idiomas informando os delitos cometidos pelo sr. Lula e pela tigrada do PT. As oito páginas da cartilha do PT não serão suficientes nem para o começo das denúncias que os envolvem. 

Walter Ângelo Carotti 

waltercarotti@yahoo.com.br 

Indaiatuba 

VITUPÉRIO

Alguém precisa avisar ao Lula que ufanar-se é vitupério!

Eugênio José Alati 

eugeniojalati@gmail.com 

Campinas 

'O CARA'

Quando o presidente Barack Obama se referiu a Lula dizendo "este é o cara", nas entrelinhas queria dizer que Lula estava a enganar todo o Brasil. Ou nós achamos que o homem mais bem informado do mundo não sabia de suas falcatruas junto com o seu PT?

Itamar Carlos Trevisani

itamartrevisani@gmail.com 

Jaboticabal

QUEM NÃO DEVE NÃO TEME

Certas evidências falam por si. Quando são necessários três advogados criminalistas para assinar simples ofícios, enviados à Justiça ("Estadão", 13/8, A4), para justificar a desnecessidade de depoimento sobre determinado assunto - no caso, os imóveis dos quais usufruem sem lhes pertencer, segundo afirmam -, fica claro que os convidados a depor não dispõem de argumentos convincentes para comprovar a tese em questão. Assim, ao tentar evitar que a mulher do boquirroto Lula e seu filho "deem com a língua nos dentes", acrescentam mais um fato à suspeita de que a "alma mais honesta deste país" é o verdadeiro dono dos questionados imóveis. 

 

Antonio C. Gomes da Silva 

acarlosgs9@gmail.com 

São Paulo

CONVOCAÇÃO RECUSADA

A família Lula está em apuros, pois é alvo de operações anticorrupção. Marisa Letícia e Fábio Luís "decidiram" não comparecer à convocação da Polícia Federal para prestarem depoimento. Será que esqueceram que o pajé, quando encurralado, foi coercitivamente conduzido a depor? Afinal, medo de que, se eles são os mais honestos do País?

Júlio Roberto Ayres Brisola 

jrobrisola@uol.com.br 

São Paulo

O SILÊNCIO DA FAMÍLIA SILVA

Se Lula, como presidente desta nação, indecorosamente, montou uma imensa quadrilha para assaltar sem piedade as nossas estatais, não me surpreende que a sua esposa, Marisa Letícia, e seu filho Fábio Luis, convocados que foram pela Polícia Federal a depor, se recusaram a falar sobre o inquérito que apura ilícitos de recursos desviados do erário para reformar o sítio Santa Bárbara, na cidade de Atibaia (SP). Mas esse silêncio certamente não ficará impune, porque as investigações prosseguem, assim também quanto ao apartamento tríplex do Guarujá, que pertence à família Lula da Silva e que foi reformado de forma ilegal e escancarada pela Construtora OAS. E, como é um dos investigados na Lava Jato, Lula também espera o seu dia de prestar contas com o juiz Sérgio Moro, sobre supostos crimes praticados contra as nossas instituições.

Paulo Panossian 

paulopanossian@hotmail.com 

São Carlos

DITO POPULAR

Quem cala confessa.

Moises Goldstein 

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo 

IMPEDIMENTO DE JUÍZES

A defesa do ex-presidente Lula questionou um desembargador do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região sobre sua relação com o juiz Sérgio Moro. Os advogados queriam saber se o desembargador, João Pedro Gebran Neto, é próximo de Moro, e se seria padrinho de um dos filhos dele. O que isso tem que ver com o julgamento de Lula? Nada. No entanto, fico pensando no ministro Dias Toffoli, que foi advogado do PT, libertou um petista que não tinha foro privilegiado e tornou-se ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Será que ele pode julgar seus antigos clientes? Deveria se declarar impedido, coisa que não ocorreu. Onde estão a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público? Para a defesa de Lula, isso pode ser normal, mas para a maioria dos brasileiros isso é um absurdo, né?

Gilberto Abu Gannam 

gilbgag1@hotmail.com 

Piracaia

ENXUGAMENTO

Cumprimento o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que, no dia 27 de julho, aprovou uma redução nos 384 cargos comissionados - o total na Prefeitura é de 846 - na Câmara de Vereadores de Campinas (SP). Se considerarmos que a presidente afastada, Dilma Rousseff, nomeou aproximadamente 22 mil cargos comissionados para os ministérios, será que o consultor econômico Raul Velloso se equivocou quando afirmou que de 75% a 80% da receita pública da União, Estados (26 mais Distrito Federal) e municípios (5.570) são somente para pagar salários e benefícios?

   

Edgard Gobbi 

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

A CARTA DE DILMA ROUSSEFF

Melhor seria chamar-se "réquiem" a tão esperada carta de Dilma Rousseff dirigida à sociedade e aos senadores, na infrutífera tentativa de convencê-los de sua inocência, angariando votos a seu favor no processo de impeachment, começando com a proposta de realização de um plebiscito por novas eleições - mostrando que nem a Constituição que jurou respeitar ela conhece. Trata-se de mais um "bis in idem", desta vez por escrito, com repetidas, cansativas e pueris justificativas, como a maçante tese de "golpe". 

Mario Cobucci Junior 

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

AGORA É TARDE?

Tivesse Dilma Rousseff feito tudo o que apregoa na sua nefasta e constrangedora carta, hoje nós e o País não estaríamos nesta situação humilhante na qual nos encontramos, com uma economia capenga, desemprego brutal e, pior, sem qualquer perspectiva de futuro.

José Marques  

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

QUARENTENA

Vontade de chorar ao ler a reportagem informando que bateu recorde o número de políticos que tiveram autorização para continuar recebendo seus salários (e que salários!) por seis meses sem trabalhar, com a condição de que não fossem para a iniciativa privada ("Estadão", 15/8, A6). Num país pobre como o nosso e com tanta gente desempregada e passando dificuldades, isso é no mínimo muito injusto!

Cleo Aidar 

cleoaidar@hotmail.com 

São Paulo

SEGURO 'PETRALHA'

Ex-integrantes do desgoverno anterior, em sua maioria com educação formal beirando o fundamental, recebem salários absurdos a título de quarentena. Receberão o salário mesmo se tornando presidiários em breve?

Ricardo C. T. Martins 

rctmartins@gmail.com 

São Paulo

MAIS IMPOSTOS NÃO!

O noticiário da TV mostrou entrevista recente do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, falando sobre o aumento de impostos. É fácil administrar gastando mal o dinheiro dos contribuintes, possam eles ou não. Os contribuintes só gastam o próprio salário e ainda fazem aplicações. Sugiro ao ministro, se puder, acabar com a aposentadoria dos parlamentares com o salário integral, sem contribuir por 35 anos; demitir, como já há 12 milhões de desempregados na iniciativa privada, todos os funcionários públicos sem concurso; e vender todas as estatais (já que o PT perdeu a mamata). Além disso, acabar com os cartões de crédito corporativos (com gastos secretos) e fazer uma previsão de gastos obedecendo à receita prevista, sem pedaladas. Como ele é ministro da Fazenda, é importante lembrá-lo de que os contribuintes não são gado. Nem carneiros.

Mário A. Dente 

eticototal@gmail.com 

São Paulo

CPMF NUNCA MAIS

Nunca se deve dizer nunca. Mas saber que o governo, praticamente, já está com tudo alinhavado para a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) é para nunca mais acreditar em nenhuma "ponte para o futuro", nunca mais acreditar em promessas vindas do PMDB e, claro, nunca mais votar em candidatos desse partido. Aliás, depois de afastar, legitima e merecidamente, a presidente Dilma Rousseff, o governo do senhor Michel Temer pouco tem feito para diminuir a crise e o rombo nas contas públicas através de ações que visem, por exemplo, a acabar com as mordomias existentes dentro do Legislativo (a lista é tão extensa que é bom pesquisar no Google), o que poderia gerar um fôlego novo, além de melhorar o astral do governo em relação ao que pensa e quer a população, trazendo como consequência a credibilidade no País, "roubada" por Lula, Dilma e o PT. Mas isso, tudo indica, ninguém deseja fazer, porque são os senhores deputados e senadores - os que representam a maioria e dão a chamada governabilidade - os responsáveis pela contínua prática de corrupção dentro da administração pública, e ninguém quer perder o gostinho de mandar, de ter poder. E mamar, é bem verdade! Sendo assim, resta à corja, à numerosa banda podre do Legislativo nacional (resguardando-se as exceções) aprovar a criação de mais impostos ou fazer ressuscitar outros como a CPMF, que só vai servir para gerar mais corrupção e, de alguma forma, encher o bolso de vossas excelências, estas, sim, que nunca vão priorizar a melhoria de vida do povo.

 

João Direnna 

joao_direnna@hotmail.com  

Quissamã (RJ)

DE MAL A PIOR

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) subiu 4,2 pontos e alcançou 51,5 pontos em agosto. Os dados foram divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Gostaria de saber qual foi a mágica para chegaram a esse número. Se considerarmos: desemprego acima de 12 milhões de pessoas, milhares de pequenas e médias empresas fechando suas portas, indústria automobilística e de veículos pesados em férias coletivas totais, sem previsão de retorno, além de estarem demitindo por telegrama, indústria de autopeças em situação precária, construção civil em recessão, inadimplência atingindo números assustadores, bancos praticando agiotagem legalizada e avalizada pelo governo, cobrando juros abusivos, absurdos, desumanos de 311,3% ao ano no cheque especial e de 471,3% no cartão de crédito. Não satisfeito, o governo ainda fala em aumentar impostos, tributos, além de reeditar a CPMF. Além de estarmos no brejo, continuamos indo de mal a pior. 

Angelo Tonelli 

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

POBRES APOSENTADOS

Que tristeza estão este país e todas as suas instituições. Perplexo, vejo a Suprema Corte julgando se bombeiros podem ou não ter tatuagens, apreciando se o Flamengo é, ou não, campeão de futebol, enquanto o tema de repercussão geral "desaposentação" é seguidas vezes postergado, isso por pedidos de vista ou outras diversas razões, e não é pautado com a urgência requerida por referenciar-se a idosos. Será que o "Estadão" poderia questionar os juízes do STF sobre isso e repercutir suas ponderações? Por que os ganhos de causa dos aposentados, quando eventualmente auferidos, chegam aos seus herdeiros, e não aos próprios? Quanto descaso!

Jorge W. Freire 

jwfreire@uol.com.br 

São Paulo

INSUSTENTÁVEL

  

O governo concede o Benefício Assistencial ao Idoso e ao Deficiente, no valor de um salário mínimo, para os sem nenhuma renda. Tal situação é injusta, perante os milhões de brasileiros que contribuem para o INSS a fim de receberem o mesmo salário mínimo ou pouco mais. Como o governo quer elevar a idade mínima de aposentadoria para 65 anos, os citados benefícios se tornam mais insustentáveis ainda - seria melhor para muitos esperar os 65 anos e nunca contribuir. Em boa hora, o governo procura restringir a concessão do mesmo.

  

Heitor Vianna P. Filho 

bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

 

PREVIDÊNCIA IGUAL CAPITALIZADA

Temos dois anos para conseguirmos a reformulação das Previdências públicas. Até 31/12/2018, nada nas Previdências públicas poderá mudar. As Previdências deficitárias continuarão sendo financiadas pelos impostos gerais e por dívidas de seus (i)rresponsáveis. A partir de 1/1/2019, Previdência Igual Capitalizada (PIC). Do rico ao pobre. Do patrão ao empregado. Do professor ao aluno. Do comandante-geral das Forças Armadas ao recruta. Do presidente do Supremo Tribunal Federal ao meirinho. Do presidente do Congresso Nacional ao cabidela. Do presidente da República ao contínuo. INSS igual para todos os brasileiros. Contribuição previdenciária individual e capitalizada. Quem quiser o mínimo de R$ 1 mil de aposentadoria, contribua com R$ 200,00. Quem quiser o máximo de R$ 10 mil de aposentadoria, contribua com R$ 2 mil. Assim, os próprios indivíduos se responsabilizarão pelo seu futuro previdenciário. E acabaria com a ladainha de que o empregador gasta muito com a folha de pagamento e o governo gasta muito com os seus ex-funcionários. Aliás, qual o empregador, à exceção do Estado brasileiro, remunera seus ex-empregados vitaliciamente?

 

Ney José Pereira 

neyjosepereira@yahoo.com.br 

São Paulo

A DIFÍCIL SITUAÇÃO DA OI

A dívida da Oi ultrapassa R$ 65 bilhões. Os principais credores da operadora querem ajudar a empresa, concedendo mais tempo e menos juros para o pagamento das dívidas. É difícil de acreditar que uma empresa tão mal administrada nos últimos anos possa se recuperar e sair do imenso mar de lama em que se encontra. Os usuários de telefones celulares da Oi enfrentam problemas de péssima qualidade dos serviços há tempos. A Oi está atirando para todos os lados, com a finalidade de conseguir apoio nessa fase difícil. A empresa não consegue reduzir os custos operacionais e tenta desesperadamente arranjar parceiros que estejam dispostos a investir dinheiro para a modernização de suas principais instalações. O nome da empresa bem que poderia ser substituído por Tchau! 

José Carlos Saraiva da Costa 

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.