Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

24 Agosto 2016 | 03h04

A quem interessa?

A mídia publica que o procurador-geral da República mandou suspender a delação premiada de Léo Pinheiro. Uma hipótese levantada é que isso se deva ao vazamento da citação do nome do ministro do STF Dias Toffoli (mesmo nada existindo que o comprometa). No entanto, houve vazamentos em outros casos sem que fosse suspenso o processo de delação. Por que não aventar outra hipótese? O ex-presidente da OAS está envolvido com Lula nos episódios do triplex no Guarujá e do sítio em Atibaia. Nesses casos sua delação fatalmente atingirá o amigo. Estaria, então, o procurador Rodrigo Janot tentando descartar importantes informações, mesmo que com isso possa livrar o petista das garras da Justiça?

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Enganô

Que história mal-ajambrada, essa do vazamento da delação de Léo Pinheiro. Se o conteúdo for aquele mesmo publicado pela revista Veja, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli não cometeu nenhum crime. Afinal, Toffoli supostamente recebeu a indicação do nome de uma empreiteira para impermeabilizar uma laje e pagou o serviço com seu próprio dinheiro. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, alega que o vazamento vai ao encontro dos interesses do delator investigado. Não faz o menor sentido! Ademais, não é preciso ser nenhum gênio para concluir que o conteúdo da delação só pode ter origem na própria Procuradoria-Geral da República, a única a ter acesso ao seu teor. O que realmente resultou disso foi a possível impunidade de Lula da Silva nos crimes constantes dos cerca de 60 anexos da delação, em que ele era citado. E que serão atirados ao lixo caso Janot mantenha a sua esdrúxula decisão. O episódio veio ao encontro, sim, apenas dos interesses de Lula, de mais ninguém. Tudo isso se parece mais com uma daquelas obras do boneco das manifestações, o Enganô (aquele do “todo poder emana de mim”), do que coisa de gente comprometida com a aplicação da justiça.

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

Muito estranho

O que haverá de tão terrível na delação premiada de Léo Pinheiro? Rodrigo Janot não conseguiu explicar com clareza a interrupção da delação. O único que não tem nenhuma vantagem com isso é o empreiteiro. Ficou muito, mas muito estranho...

LUÍZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Gilmar extrapolou

Penso que o ministro Gilmar Mendes, do STF, extrapolou os limites do bom senso quando, em vez de se limitar a pedir a identificação do vazador, acusou os procuradores da Lava Jato com base tão somente em suposições. Na realidade, quem parece estar com o sentimento de onipresença é o ministro, que ultimamente vem fazendo declarações polêmicas a respeito da Lei da Ficha Limpa. Mesmo porque o ministro não se havia mostrado indignado com os inúmeros vazamentos das delações que vêm ocorrendo. Aparentemente, incomoda-o muito mais o fato de o vazamento envolver atitude suspeita de um dos ministros da Suprema Corte, Dias Toffoli, cuja indicação foi polêmica, tendo em vista suas íntimas ligações com o PT e sua formação jurídica discutível. Será que Gilmar Mendes julga que ao se tornar membro do STF se tornou também intocável? Tentar desmoralizar ou controlar uma investigação que até agora não condenou nem acusou nenhum inocente – muito ao contrário, tem mostrado seu acerto com a confissão da maior parte dos investigados – parece-me muito mais grave.

CARLOS NEY MILLEN COUTINHO

cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro

Supremo Olimpo

O Supremo Tribunal Federal mudaria seu nome para Monte Olimpo se dependesse da vontade de alguns dos seus ministros, que tentam transmudar reles corporativismo em afetada indignação contra suposto autoritarismo do combativo Ministério Público Federal, no encalço dos corruptos que infestam o Brasil, no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. A espoliada sociedade brasileira não precisa de pavonice nem de semideuses ególatras, mas de justiça e de juízes justos.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

Outro ministro petista?

Um petista ilustre uma vez disse que faltava ao PT um ministro no STF como Gilmar Mendes. Não precisa mais se lamentar. Pelas últimas declarações de Gilmar, o PT já tem esse ministro.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

IMPEACHMENT

Patético

Absolutamente nada se aproveita da entrevista de José Eduardo Cardozo ao programa Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda-feira. Deixa-nos perplexos o fato de esse brilhante advogado e professor ter decidido comprometer sua competência e sua ética profissional (virtudes raras entre os petistas) na defesa de um governo absolutamente indefensável, como o de Dilma Rousseff. É muito triste ouvir o dr. Cardozo dizer inverdades em penca, invertendo a óptica natural, sofismando a rodo e, assim, transformando a entrevista numa brilhante aula de enrolação. Nada que já não tenha dito e repetido muitas vezes. Por quê? Para quê? Que missão terrível e patética a de investir numa defesa que, se bem-sucedida, revertendo o processo de impeachment, recolocaria o País na rota de um abismo mais profundo ainda do que o atual, cuja responsabilidade é do governo Dilma. Se alguém se lembrar do dr. Eduardo Cardozo daqui a alguns anos, será com tristeza e constrangimento.

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

Encenação

É brilhante a atuação tanto do advogado José Eduardo quanto a dos nobres petistas na peça “santa Dilma do pau oco”. Preparem os lenços para a choradeira do último ato!

MILTON BULACH

mbulach@gmail.com

Campinas

PAÍS DA DESIGUALDADE

Iniquidades

Li no Estadão de domingo (21/8) duas notícias horrorosas: a idade mínima da aposentadoria dos trabalhadores do INSS pode chegar aos 70 anos e o salário dos juízes estaduais chega a R$ 200 mil por mês. Em primeiro lugar, o governo de Michel Temer devia solucionar o segundo problema para, em seguida, pensar no primeiro. Sem isso não há credibilidade que resista, nem chance de andar com a reforma da Previdência Social.

ADEMIR VALEZI

valezi@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

 

NOITE DE SEGUNDA-FEIRA

 

Na dura luta pela vida em grandes centros urbanos, segunda-feira foi dia de comédia com o primeiro debate entre os candidatos que lutam pelo comando da Prefeitura de São Paulo nas eleições de outubro. Imperaram no debate da Band a mediocridade e o mais do mesmo. E, quando mudamos de canal para vermos o que falava o advogado da presidente afastada, Dilma Rousseff, sua frase foi paradigmática: Luiz Inácio Lula da Silva é um homem integro. Depois disso, o melhor foi desligar o aparelho e preferir o sono dos justos às maledicências políticas que profanaram a Nação.

 

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

*

O PRIMEIRO DEBATE

 

O primeiro debate na TV entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo foi um desastre. Os candidatos não têm o mínimo de informação para dar aos eleitores. Imaginem, então, os vereadores! Enchem os ouvidos do cidadão com números superfaturados e dados que não se comprovam quando se quer auferir seriedade. Como pode a maior cidade da América Latina ter candidatos tão despreparados? São Paulo sofreu por quatro anos durante a gestão petista. O prefeito Fernando Haddad institucionalizou a indústria das multas. Do dinheiro arrecadado não se sabe o destino. Em maio deste ano, a Justiça aceitou ação de improbidade contra Haddad no uso do dinheiro das multas. O Ministério Público diz que a Prefeitura usou o dinheiro para fins não previstos em lei. E daí? O que isso significa? Nada, entra prefeito, sai prefeito, e ninguém é punido, somente os motoristas pagam a conta para rodar numa cidade sem iluminação, com ruas e calçadas esburacadas, semáforos apagados, assaltos constantes por falta de segurança e lixo espalhado por onde se anda. Para que serve o tempo de TV? Para martelar na cabeça do eleitor mentiras e mais mentiras, que tantas vezes ouvidas vão se tornando verdade. Quem sabe um dia o povo acorda dessa letargia e reage. A urna é a arma do cidadão para combater maus políticos. Outubro vem aí!

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

*

ERUNDINA FICOU DE FORA

 

Debates de candidatos aos Poderes Executivo e Legislativo esclarecem os eleitores e fortalecem as instituições e a democracia. A legislação eleitoral específica vigente restringe a participação de candidatos de partidos políticos de baixa representatividade na Câmara dos Deputados, condição que determina sua exclusão, privando o eleitorado da apreciação de seus predicados, como também de suas deficiências. Não obstante, excepciona a regra geral, para admitir a participação daqueles a priori excluídos, sob a condição de que dois terços dos concorrentes mais representativos aceitem sua inclusão no rol dos naturalmente aptos ao processo discussório. Serve esta carta para deplorar que a deputada Luíza Erundina de Sousa, ex-prefeita de São Paulo, tenha sido mantida à margem do debate de 22 de agosto de 2016, promovido pela Rede Bandeirantes de Televisão, apesar de figurar em 3.º lugar, com 8% das intenções de voto para a Prefeitura Municipal de São Paulo, em pesquisa de opinião pública recentemente publicada.

 

Carlos E. Pellegrini Di Pietro dipietra@uol.com.br

São Paulo

 

*

PERDEMOS TODOS

 

Lamentável a exclusão da ex-prefeita e deputada federal Luíza Erundina (PSOL) dos debates na TV na eleição para prefeito de São Paulo. Erundina está em 3.º lugar nas pesquisas e seria muito bem-vinda e mais que necessária a sua presença dos debates na TV. Excluí-la – com base numa lei espúria aprovada por Eduardo Cunha (PMDB/RJ) – é um disparate e verdadeiro atentado contra a democracia. Os demais candidatos à Prefeitura paulistana deveriam ter tido a dignidade e o bom senso de se recusarem a participar do debate sem a presença de Erundina. Quem perdeu com isso foram a democracia, a ética na política e os eleitores paulistanos.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

*

O MAU COMEÇO DE HADDAD

 

O “Estadão”, em editorial, nos dá conta de que Fernando Haddad tem em mente uma proposta em seu imaginário segundo mandato: abandonará o “Arco do Futuro”, que parece não ter dado nada certo, e lança a ideia de um Conselho Municipal de Comunicação e de televisão e rádio públicas mantidas pelo município. Não nos bastassem 13 anos de PT no governo federal forçando a barra para o controle da mídia, da liberdade de expressão, disfarçado de aprimoramento da comunicação, chegando até a fundar um verdadeiro cabide de empregos para jornalistas que a preço de ouro se sujeitaram a fazer propaganda velada do governo Lula e Dilma, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que por sua inutilidade não conseguiu sair de 1% de audiência. A desculpa deslavada para ocultar o verdadeiro objetivo de um conselho de comunicação para São Paulo e a criação de uma TV e de uma rádio pública municipal é justificada pelo fato de que elas “ajudarão a romper bloqueios de comunicação e difundir novas formas de expressão”. Seja lá o que isso queira nos dizer, essa premissa falaciosa nunca nos convencerá do contrário de que, para um bom petista, a liberdade de expressão deve ser controlada para que as verdadeiras maracutaias nunca sejam reveladas e punidas. Começa mal, Haddad, como candidato à reeleição.

 

Leila Elston Leitão

São Paulo

 

*

UM ESTRANHO NO NINHO

 

Mais uma vez o candidato a prefeito de São Paulo João Dória Junior, lançado pelo governador Geraldo Alckmin com a principal função de procurar garantir a sua indicação como candidato do PSDB à Presidência da República em 2018, errou. Sua candidatura, articulada pelo governador, foi deplorável, porque pôs o seu interesse pessoal acima dos interesses da capital do Estado que governa. E o empresário Dória Junior desde o início vem demonstrando que a administração pública, no sentido amplo da palavra, não é a sua praia. Suas propostas têm se caracterizado pela entrega de equipamentos públicos, como, por exemplo, o Estádio Municipal do Pacaembu. Agora, consagrando o seu completo desconhecimento da estrutura da maior cidade do País e uma das maiores do planeta, anunciou que pretende extinguir várias secretarias, algumas até que simplesmente não existem. Empresário de sucesso, o sr. Dória Junior já declarou que aceitou a candidatura para ajudar o governador Alckmin a alcançar a sua intenção de governar o País, precisando a priori conseguir a indicação do seu partido, o que está difícil. Ora, o mínimo que se exige de um candidato ao cargo de prefeito de São Paulo é conhecer plenamente sua estrutura e a importância de cada uma das suas secretarias, autarquias e empresas públicas. Não tem cabimento fazer uma campanha para um cargo de tal importância na base do achismo. O governador, por sua vez, deveria se preocupar mais em corrigir os erros da sua administração, que não são poucos, do que tentar imitar os maus políticos que procuram plantar postes em outras administrações públicas. A cidade de São Paulo já passou por isso antes, com Pitta, apoiado por Paulo Maluf, e Haddad, apoiado por Lula, e, em ambos os casos, o resultado foi desastroso. Quanto ao candidato em questão, ele teria muito mais importância para a cidade no ramo em que se consagrou.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

*

DÓRIA E A COMIDA DE RUA

 

Muita gente está criticando o candidato João Dória por não gostar de comidas simples consideradas de pobre. Ele não precisa se incomodar com isso e assumir que não gosta mesmo. Afinal, ele sempre foi rico. Acho que teria muito mais resultados positivos não sendo falso, como os outros candidatos. Ser diferente! Além do mais, já votamos em quem gosta de mortadela, pastel, pingado e cachaça e olhem no que deu!

 

Angela M. de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

 

*

INCHAÇO DOS MUNICÍPIOS

 

Prefeitos e secretários municipais de finanças – 5.570 municípios brasileiros – afirmam que os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), maior renda de muitos municípios, tiveram grandes quedas recentemente por causa da grave crise econômica que o País atravessa. Por outro lado, será que os municípios estão fazendo a sua parte, reduzindo os funcionários comissionados e melhorando a eficiência dos funcionários efetivos? Somente para completar, o presidente Barack Obama, dos Estados Unidos, com uma população de 322 milhões, tem 200 cargos comissionados, enquanto a minha cidade de Campinas (SP), com uma população de 1.164.000, tem 846 comissionados. Que diferença, hein?

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

*

INUNDAÇÕES EM SANTOS

 

A dragagem para o aprofundamento do canal de navegação dos atuais 12 metros a 14 metros de profundidade para 15 metros e o alargamento do canal de navegação passando de 150 metros para 220 metros estão afetando a corrente marítima e o total do volume de água. Santos foi vítima de uma tragédia anunciada por falta de estudo e de planejamento para reforçar toda a praia. É muito fácil culpar apenas a chuva, o vento, a maré, a lua e a ressaca do mar.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

*

IMPEACHMENT E O BESTEIROL DA OEA

 

Boa e satisfatória a resposta de nosso chanceler, senador José Serra, ao documento remetido pela Organização dos Estados Americanos (OEA) questionando o Poder Executivo Brasileiro sobre o impeachment de Dilma Rousseff. Primeiramente, porque quaisquer observações sobre o tema deveriam ser endereçadas ao Poder Legislativo, onde corre o processamento do impeachment de dona Dilma. E, em segundo lugar, porque o impedimento de Dilma Rousseff está sendo conduzido nos termos da Constituição federal, com amplitude de defesa e demais requisitos processuais previstos na Carta Magna do Brasil. Assim, o documento da OEA, além de atrevido e descabido, é realmente uma “besteira” jurídica e política que não precisa ser suportada pelo governo interino atual.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

*

GOLPE CONTRA O QUÊ?

 

Houve o afastamento de Fernando Collor, por casos de corrupção, se me lembro bem. Nada do volume e da generalização ocorrida nos anos de governo petista com mensalão, petróleo, etc. O Partido dos Trabalhadores (PT) empenhou-se a fundo. A presidente que não se teria beneficiado pessoalmente, mas usufruiu de corrupção para financiar a eleição e a pretendida perpetuação do PT no governo, não é responsável, como o foi Collor? Houve a intervenção militar em 1964, apoiada pela sociedade, para interromper um processo de tumulto com visão fidelista. Os derrotados promoveram terrorismo e sofreram repressão. Não lutavam por democracia. A partir de 2003, eleito e recebendo o País em condições econômicas sanadas, o PT iniciou um processo de subversão socialista-comunista segundo a cartilha de Gramsci. Pela causa, valia qualquer ato de “vontade política”. Instalou-se o aparelhamento. Teve apoio de oportunistas, de segmentos da Igreja Católica, de segmentos intelectuais, de alguns inconformados com a pobreza tradicional. Instalou-se uma corrupção institucional. Infringiu-se contra a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Falseou-se a contabilidade pública. Erros na condução da política econômica podem ser atribuídos a visões ideológicas e à incompetência. Mas a desfaçatez das mentiras ao eleitorado é crime contra a sociedade. A sociedade acabou se indignando espontaneamente, sem ser conduzida por uma liderança política oposicionista. Instalou-se um processo de afastamento com uma fração das acusações possíveis e atravessando uma série de obstáculos no Congresso. A acusação de golpe contra a democracia é manobra sofista e populista, praticada com a desfaçatez tornada habitual. Agora, chega-se ao cúmulo de caluniar no exterior a reação da sociedade de golpe. Trata-se de crime de lesa-Pátria, ou seja, contra a sociedade nacional. A rigor, é mais uma razão para justificar um impeachment. O PT haveria de ser punido, mesmo que ainda não haja tipificação jurídica para este crime. As instituições se configuram conforme as experiências. A imprensa escrita e televisiva, como instituição da sociedade civil, haveria de se articular com indignação.

 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

 

*

FALTAM POUCOS DIAS

 

Uma pergunta pertinente: quanto ganhará, em horas extras, cada participante desta tragicomédia do impeachment? O povo pagará, novamente, a conta! Chega de nhém, nhém, nhém e vão trabalhar, meus nobres parlamentares!

 

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

 

*

NÃO HÁ MAIS TEMPO

 

Atenção, senhores senadores da República, a Nação brasileira espera que cumpram seu dever e votem pelo impeachment de Dilma Rousseff. Não podemos perder mais tempo. O País padece por falta de investimentos e paralisia política e econômica. A responsabilidade dos senhores é histórica. Os eleitores e contribuintes deste país agradecem.

 

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

 

*

ELA VAI AO SENADO

 

A presidente afastada Dilma Rousseff tenta a todo custo manter seu posto, mesmo admitindo os erros cometidos que levaram o País à bancarrota, com mais de 12 milhões de desempregados. Ela mantém a determinação inclusive de comparecer ao Senado para se “defender” diante das provas indefensáveis. Com essa garra para resistir ao impeachment, já pensaram se ela e seus “companheiros” tivessem vencido a guerrilha nos anos 70? O Brasil seria um deserto de norte a sul, a exemplo do que vem acontecendo com as terras venezuelanas recém-estatizadas. Dá até arrepios pensar nessa possibilidade. Já que os senadores tendem a pensar no Brasil, e não numa heroína incompetente, Deus é pai, com certeza.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

*

ESFORÇO INÚTIL

 

Se a presidente afastada, Dilma Rousseff, pensa que sua ida ao Senado para se defender dos crimes de que é acusada poderá causa constrangimento em alguns senadores e assim mudar os ventos a seu favor, está enganada. O constrangimento será o dela ao tentar explicar o inexplicável perante a maioria do Senado e da opinião pública, que já estão mais que convencidos da procedência do impeachment. Se Getúlio Vargas saiu da vida para entrar na história, Dilma faz de tudo para sair de cena e da história definitivamente.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

*

QUER ENGANAR QUEM?

 

Que ninguém se deixe enganar pela propalada ida de Dilma Rousseff ao Senado Federal a título de se autodefender. Na verdade, como ela mesma já deixou transparecer em suas mais recentes e equivocadas declarações, o que quer mesmo é constranger os senhores senadores, ministros e colaboradores que se negaram a compactuar com  seus delírios administrativos, manifestar seu repúdio  ao governo Temer, acusando-o de usurpador, Sustentar que seu constitucional impeachment é golpe e, por fim, se passar por vítima perante a Nação. Que suas excelências fiquem espertas!

 

José Marques seuqram2@hotmail.com

São Paulo

 

*

PREPOTÊNCIA

 

Será que a presidente afastada Dilma Rousseff, não aprendeu que confiança não se impõe, mas, sim, se conquista? Falar de si e se dizer honesta, para mim, tem o mesmo peso de confissão de culpa; mentir para, então, intitular-se honesta é o cúmulo da prepotência.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

*

O MESMO DISCURSO

 

Dilma divulgou uma carta à Nação e ao Senado com os argumentos de sempre: de que é inocente, etc., etc., e não houve a menor repercussão. Podia nos ter poupado de tamanha chatice. Agora, diz que vai ao Senado falar as mesmas coisas, que é inocente, que houve golpe e já avisou que vai constranger os seus ex-ministros que são senadores. Que coisa feia, “presidenta”, recolha-se ao esquecimento, pois seu momento já passou.

 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

 

*

PROPOSTA INCONSTITUCIONAL

 

Se dona Dilma ler a sua ridícula e mentirosa carta para um carroceiro, o cavalo morreria de tanto dar risada. Não é possível que ela sugira, na malfadada carta, voltar à Presidência para, depois, renunciar e realizar novas eleições. Será que ela não tem ninguém próximo que tenha lido e conheça a nossa Constituição, para orientá-la da estupidez que ela propõe? Ora, então renuncie já e nos poupe desta perda de tempo injustificável e cansativa.

 

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

 

*

PAPELÃO

 

Dilma consegue mesmo estragar tudo o que toca. A sua carta-testamento é tão mentirosa que está mais para uma “carta-tu-és-jumento”. Ela está saindo da vida para entrar na escória. Lamentável papelão!

 

Luiz A. Módolo de Paula luaump@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

DILMA GOLPISTA, PT FASCISTA

 

Segundo Dilma, “o colégio eleitoral de 110 milhões de eleitores seria substituído por um colégio eleitoral de 81 senadores. Seria um inequívoco golpe”. Colégio Eleitoral de 81? Eles foram eleitos como você, Dilma, pelos mesmos 110 milhões de eleitores. Para te mandar de volta para casa, são necessários os votos de 54 senadores (dois terços do Senado): eles representam mais de 72 milhões de eleitores (dois terços de nós, os brasileiros). Na tua matemática fascista, Dilma, teus menos de 55 milhões valem mais que os quase 73 milhões de brasileiros representados pelos 54 senadores. A sra., Dilma, é a verdadeira golpista querendo violar a Constituição e desafiar o Supremo Tribunal Federal. Com apoio do partido dos grandes mentirosos nacionais, os fascistas do PT. Será que ninguém vai te dizer isso, segunda-feira que vem, Dilma?

 

Mauricio da Rocha e Silva marosilva36@gmail.com

São Paulo

 

*

O LEGADO DA ‘PRESIDENTA’

 

Com sua carta aos congressistas e ao povo brasileiro, a quase já ex-presidente da República deu um tiro no pé. Sua ferrenha defesa do pretenso “golpe” que alega estar tendo não passa de vingança sua dos partidos elitistas, dos “coxinhas”, dos empresários honestos e dos milhões de “eles” neste Brasil afora. Puro engano: o cartão vermelho está sendo dado devido à sua incompetência administrativa, à sua omissão da rapinagem nas estatais (não escapa nenhuma), no aparelhamento petista em todas elas, nas absurdas e “psicopáticas” distribuições de créditos subsidiados (que jamais serão pagos) aos países bolivarianos e perdão de dívidas a alguns africanos. Quanto aos seríssimos problemas sociais na segurança, na saúde, nas finanças e na empregabilidade, entregamos tudo nas mãos da providência divina.

 

 Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

 

*

FIM DO REINADO

 

Se os senadores votarem conforme ocorreu no último dia 10/8, Dilma será afastada definitivamente do Poder Executivo. Dessa forma, Lula e Dilma têm apenas alguns dias de PT no governo. Quando a blindagem de Lula cair, o ex-presidente terá muita coisa a explicar para a Polícia Federal. A equipe do juiz Sérgio Moro já tomou dezenas de depoimentos dos “amigos” de Lula e está devidamente documentada para prosseguir com as investigações dos diversos crimes cometidos antes, durante e depois de seus dois mandatos como presidente da República.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

*

O SENADOR QUER GUERRA

 

Causa espécie, preocupação e indignação a declaração do senador Lindbergh Farias (PT) dada na entrevista à coluna “Direto da Fonte” (“Estadão”, 22/8), de que “na hipótese de derrota de Dilma, vamos entrar numa fase de luta de classes escrachada nas ruas do País”. Diante do exposto, cabe perguntar se não é caso a ser tipificado como flagrante chamamento à desordem e incitamento à violência, merecendo, para tanto, as devidas e rigorosas medidas judiciais cabíveis. Francamente!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

*

A VERDADE EXPOSTA

 

A única maneira de trancar este discurso reiterado e mentiroso do PT de que o atual governo é usurpador, ilegítimo, golpista, etc. – inclusive internacionalmente – será o de desmistificar definitivamente este partido expondo nacionalmente e o máximo possível os seus atos de incompetência e corrupção. Somente a exposição da verdade deterá os petistas.

 

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas

 

*

MUITO ESTRANHO

 

O vazamento de notícias revelado pela revista “Veja” de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Antonio Dias Toffoli é citado na delação premiada de Léo Pinheiro, da construtora OAS, fez com que o sr. procurador-geral sr. Rodrigo Janot mandasse suspender a delação de Pinheiro. Em casos anteriores, muito parecidos com este (outros vazamentos), o sr. Janot não tomou essa providência. Agora, que o sapato está apertando o calo de um dos ministros, vemos tal atitude ser tomada. No mínimo, essa decisão é estranha.

 

Jorge Eduardo Nudel jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

 

*

DELAÇÕES

 

João delata Pedro, que delata Antonio, que delata Marcos, que delata Paulo, que delata... João. Assim todos são beneficiados e a prisão é domiciliar ou em hotel cinco estrelas à beira mar. É a Justiça brasileira. E o povão ó...

 

Paulo de O. Barros dr.paulobarros25000@gmail.com

Ubatuba

 

*

ARRECADAÇÃO EM QUEDA

 

Apesar de lampejos de recuperação de alguns setores da atividade econômica no País, a arrecadação federal segue em queda e preocupa a equipe econômica, que prometeu entregar em 2016 um inédito e altíssimo déficit nas nossas contas públicas de R$ 170,5 bilhões. Como efeito da recessão econômica e do alto desemprego em curso, o mês de julho não foi diferente, já que apresenta uma queda de 5,8% na arrecadação, que atingiu R$ 107,4 bilhões. Nos primeiros sete meses do ano o tombo chega a 7,11%. E, com o aumento do desemprego e a queda da renda do trabalhador, neste mês de julho também a receita previdenciária de R$ 215,8 bilhões foi menor em 4,7%. A arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de janeiro a julho deste ano, foi bem pior, com queda de 14,6%.  Não será somente com cortes de gastos que vamos sair deste fosso das contas públicas. O PIB precisa crescer, e urgentemente! Para tal, o fim da interinidade do presidente Michel Temer é primordial para que se promovam os investimentos em infraestrutura e a recuperação dos postos de trabalho de 11,6 milhões de brasileiros desempregados.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

*

ESPERANÇAS

 

Até que enfim elas estão surgindo, através de medidas e sugestões. Michel Temer reduziu o número de ministérios de 39 para 24 e Henrique Meirelles propôs alterar a Constituição. Se bem que o ideal seria fazer com urgência uma nova Constituição por meio de uma Constituinte e não com os congressistas de hoje.

 

Aldo M. Thomé aldo@projex.com.br

Ourinhos

 

*

NOVO RECUO

 

A decisão de adiar a implementação do reajuste  salarial de algumas categorias de servidores federais, depois de receber críticas de seus aliados, mostra bem a falta de um programa do governo interino de Michel Temer. Por sinal, a mesma indefinição se dá com os aposentados e os trabalhadores da ativa, em relação às leis previdenciárias e trabalhistas. Dá para  imaginar como vai ser difícil ter de suportar esse estilo de governo até as próximas eleições?

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

*

TEMER CLAUDICANTE

 

Michel Temer, presidente interino, não pode temer pelas suas decisões. São constantes as idas e vindas, as paralizações, as mudanças de opinião, os recessos, a Olimpíada, o impeachment, a falta de quórum e outras tantas que o impedem de mostrar a que veio. O que se espera é que o governo tenha pulso firme e, assim, possa participar das solenidades sem “temer” pelas vaias indesejadas.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

*

O REAJUSTE DO JUDICIÁRIO

 

O “Estado” de ontem, 23/8, tocou algumas vezes na questão do reajuste salarial do Poder Judiciário. Primeiro, em “Notas & Informações”, encontramos o editorial “Os juízes e o ajuste fiscal”, que fornece dados alarmantes (por exemplo, desembargadores com  salários de R$ 100 mil, líquidos, em janeiro de 2016) e fecha com a conclusão do professor Marconi: “Todas as categorias atuarão contra o ajuste fiscal, depois de ver o que os juízes conseguiram” (aumento dos vencimentos). Depois, narra a dança entre os Poderes, novamente o Judiciário protagonizando o entrave. Diz a coluna “Painel do Estadão” que Ricardo Lewandowski aceitou antecipar a votação do impeachment “com a expectativa de ver o reajuste aprovado. Senadores também prometem votar contra a cassação de Dilma se o aumento não sair”. Como disse, uma dança entre os Poderes, desconectados completamente do povo que a eles se submetem. Alguém pensou no desemprego crescente, nas admissões de “empregados” à margem da lei, na fome, na educação, na saúde, na segurança? Alguém se importou em saber das consequências, caso não seja levado a efeito o ajuste fiscal?

 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

*

O JUDICIÁRIO MAIS CARO DO MUNDO

 

Pior do que ter o Poder Judiciário mais caro do mundo é constatar que não há Justiça no Brasil...

 

Oswaldo C. Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

 

*

AS DECISÕES DO SUPREMO

 

Lamentamos que nosso “Supremo Tribunal” não tenha a seriedade como caminho a ser seguido por todos os seus integrantes. O nosso sofrido povo espera que exista uma reflexão sobre o que poderia ser rapidamente corrigido, se houvesse o mínimo de vergonha quanto aos fatos hoje ainda escondidos por privilégios que a própria lei, na nossa Constituição, contraria ao determinar que todos somos iguais. Alguns ministros do STF deveriam saber se comportar perante a Nação, pois escondem por trás destes privilégios malfeitos que pela inoperância do Supremo acabam prescrevendo. Agora, prejudicam com discussões primárias a Lei da Ficha Limpa, aprovando algo que permite a continuidade de futuros roubos e, ainda, no final, solicitam aumento dos seus salários. Fica claro que não percebem nos seus tronos que a incompetência não pode ser premiada com aumento à custa do povo. Vergonha é necessária.

 

Thomaz Raposo de Almeida Filho thomazraposo@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

LAVANDERIA DE FICHAS-SUJAS

 

A Lei da Ficha Limpa é uma lei de iniciativa popular, subscrita por cerca de 1,6 milhão de cidadãos brasileiros preocupados com a podridão na política e na vida pública nacional. É verdade que existem imperfeições, mas não concordo com o ministro Gilmar Mendes quando afirmou que essa lei tenha sido redigida por bêbados. As muitas críticas que têm surgido contra a implantação da lei têm peso e deixam claro que norteiam interesses escusos, mas o que mais intriga é que a mais alta Corte do País, o Supremo Tribunal Federal (STF), está se mostrando a principal lavanderia de fichas-sujas, basta ver que permitiu a candidatura de prefeito que teve sua contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas, deixando para as Câmaras Municipais dizer se o candidato é ou não é um ficha limpa. Ora, as Câmaras Municipais, na grande maioria das cidades brasileiras, não passam de chiqueiro do prefeito, principalmente se ele for do Partido dos Trabalhadores e em cidades menores do interior, onde vereadores recebem Bolsa Família e se vendem a preço de bode em feira livre.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

*

AINDA O JULGAMENTO DOS EXPURGOS

 

Se os governos Lula e Dilma não tivessem quebrado os bancos oficiais, não precisariam ter segurado até agora nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), por mais de cinco anos, o julgamento dos expurgos inflacionários dos planos econômicos, já amplamente pacificado e sumulado a favor dos poupadores, inclusive no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. Isso injetaria milhões de reais no mercado, fazendo a roda da economia girar e amenizando um pouco a recessão de hoje. Mas não, eles pensam apenas neles.

 

Luiz H. Freire C. Pestana luizhenriquefcpestana@gmail.com

São Paulo

 

*

PREJUÍZO DO BNDES

 

Agora que a quadrilha do governo anterior está sendo afastada, fica fácil para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) chutar cachorro morto, cachorro este em que ela foi carrapato, lembrando a época em que fizera parte da Petrobrás.  O banco teve prejuízo no passado e continua tendo, inclusive com o vazamento de dezenas de bilhões pelo esgoto dos Jogos Olímpicos, dinheiro este que, como todos sabemos, nunca voltará aos cofres do banco. Se a atual chefe do BNDES quiser fazer algo decente ali, que apresente ao Brasil os “empréstimos secretos”, por exemplo. Se um pequeno empresário precisa de R$ 20 mil do BNDES, ele tem de apresentar garantias até da próxima reencarnação, mas qual foi a garantia que os “eleitos” do BNDES apresentaram? Nenhuma, pois ações sem valor realmente não têm valor... E o prejuízo do BNDES será coberto por trabalhadores mais uma vez! O BNDES é do brasileiro, mas nenhum governo vê dessa forma, eles veem o banco como propriedade deles, e é exatamente por isso que este famigerado banco tem de ser extinto rapidamente, pelo bem do Brasil.

 

Nelio Alves Gomes raytomonelio@hotmail.com

Curitiba

 

*

LIÇÕES DA OLIMPÍADA 2016

 

Eu, particularmente, nem sei a quem agradecer pelo sucesso da Olimpíada, mas obrigado, Brasil, e em especial ao povo do Rio de Janeiro. Houve falhas, claro que houve, mas diante de todas as dificuldades houve um brilho intenso, e deixamos claro que temos capacidade de receber o mundo em nosso país. Precisamos dar continuidade para que possamos ser também, no futuro bem próximo, uma potência olímpica, abraçar e dar oportunidades reais a todas as Rafaelas e a todos Isaquias, Thiagos e Robsons, enfim, destinar verbas e benéficos para que todos tenham a oportunidade de representar bem o nosso Brasil nas próximas competições, principalmente nossas crianças e nossos jovens de hoje, que, ao contrário de pensar em diminuir suas idades penais, transformar todos em nossos futuros atletas olímpicos.   

 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

*

BALANÇO DA OLIMPÍADA

 

A Olimpíada do Rio de Janeiro revelou que existem três tipos de cariocas. O otimista, acredita em Papai Noel, Saci Pererê, Branca de Neve e qualquer outra coisa, até mais irreal, que seja bem vendida. O pessimista é um perfeito urubolino, até mesmo o que já deu certo sua mente derrotista não o deixa enxergar. Já o carioca consciente sabe que mora numa cidade abençoada pela natureza e que tem o povo mais alegre e hospitaleiro do mundo. E já que o banquete da Olimpíada foi posto não deixou de desfrutá-lo, sem nenhuma culpa, no entanto tem a certeza de que a conta logo vai chegar.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

*

OLIMPÍADA, UM SUFOCO

 

Com todos os problemas sociais, políticos e econômicos da atualidade brasileira, com os inevitáveis reflexos no Rio de Janeiro, foi quase um milagre que a Olimpíada tenha transcorrido tão bem.  Desde a grandiosa abertura até o magnífico encerramento, deu tudo certo. Todos os realizadores estão de parabéns! Mas passei duas semanas  num sufoco de expectativa e preocupação. Só agora, com todos os atletas de volta a seus países, voltei a respirar normalmente. Ufa!

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

 

*

DE GAMBIARRAS

 

Após  assistir às belíssimas cerimônias de abertura e encerramento da Olimpíada, que alguém pré-alcunhou de “Festa da Gambiarra”, fico pensando como se sentiram quem autorizou, idealizou e pagou pela cerimônia da abertura da Copa do Mundo de 2014. Alguém levou muito naquela brincadeira de mau gosto. Se aquilo era padrão Fifa (tal como o governo da época), eu prefiro ficar com o padrão Gambiarra.

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

*

MINISTÉRIO DO ESPORTE

 

Concordo com o leitor sr. Niveo Aurélio Vila, que sugere a extinção do Ministério do Esporte – que, diga-se de passagem, se transformou num antro de roubalheira, incompetência e compadrio – e, ato contínuo, o direcionamento do seu orçamento para os programas de apoio ao esporte das Forças Armadas.

 

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

 

*

ATLETAS MILITARES

 

Como alguém pode criticar que atletas comemorem suas vitórias com continência? Nossas Forças Armadas são um exemplo raro de dignidade neste nosso Brasil. Com remunerações modestíssimas, garantem nossa segurança e representam o único apoio para populações nas áreas mais longínquas do País. Os atletas em questão receberam, em muitos casos, incentivos e treinamento nos quartéis. Quando ainda aluno de ginásio, tempo em que ainda se saudava a bandeira, o fazíamos com continência. Um simples e comovente gesto de patriotismo.

 

Samuel Ribeiro ribeirosammy1940@gmail.com

Maldonado, Uruguai

 

*

A CONTINÊNCIA MILITAR

 

A continência tem origem na Idade Média, quando o cavaleiro segurava com a mão esquerda a rédea e com a direita levantava o visor do elmo para cumprimentar o oponente que venceu ou a outro cavaleiro de mesma classe. Os atletas costumam perfilar-se e colocar a mão direita no peito quando é içada a bandeira de seu país e tocado o hino nacional, mas os militares levam a mão para a testa, num gesto simbólico, prestando a saudação militar. Não se trata de propaganda militar e muito menos militarismo, como alguns querem fazer crer, apenas educação militar.

 

Paulo Marcos Gomes Lustoza pmlustoz@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

DEPOIS DOS JOGOS

 

Preparem-se que, a partir desta semana, encerra-se o pacto das férias coletivas da bandidagem no Rio de Janeiro.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

SEGURANÇA PÚBLICA

 

Continuaremos a ser assaltados e, talvez, mortos por causa de um celular ou de um par de tênis, mas o que importa é que fizemos uma linda Olimpíada.

 

Fabio Morganti tao2@terra.com.br

São Paulo

 

*

FUTEBOL NA RIO-2016

 

Cumprimento o time masculino de futebol brasileiro. Foram humildes e aceitaram o conselho dos sábios e passaram a jogar como mulher. O resultado está aí. Pelo visto, as mulheres fizeram o contrário: passaram a jogar como homem. E não ficaram nem com o bronze.   

 

Geraldo M. da Silva Xavier gsilvaxavier@bol.com.br

Belo Horizonte

 

*

MÉRITO

 

Cada jogador da seleção brasileira olímpica de futebol, que se encontra em situação financeira superconfortável, vai receber R$ 500 mil de premiação. E os outros atletas, pessoas modestíssimas, ganhadores também de medalhas de ouro, não merecem a mesma premiação?

 

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

 

*

OURO NO FUTEBOL. E AGORA?

 

Apesar de um certo ôba-ôba  pela conquista de sete medalhas douradas nos Jogos Rio-2016, quero deixar registrado meu desapontamento com o desempenho brasileiro, em particular pela secundária colocação no quadro de medalhas, malgrado nossa delegação tivesse sido a maior da história e os jogos realizados em “nossa casa”. Foram 465 representantes nacionais (256 homens e 209 mulheres), número bem superior ao da delegação do Reino Unido, que – este sim! – ficou num extraordinário segundo lugar à frente de Rússia e China. Não fossem nossas gloriosas Forças Armadas, que puseram no lugar mais alto do pódio vários de seus atletas, passaríamos vergonha no quadro geral de medalhas. No mais, é decepcionante  ganhar duas únicas medalhas além das conquistadas em Londres 2012 – jogando em casa e com uma delegação bem maior que aquela –, e esses fatos evidenciam a fragilidade do apoio do governo petista ao esporte de forma geral no curso dos anos em que assombraram o Palácio do Planalto. Lembro que não é só com dinheiro que se forjam campeões; é com planejamento sério e gestão competente e criativa – como fizeram os britânicos. Nem sempre comparações são justas, mas não custa lembrar que a caribenha Jamaica, país pobre, com 2,8 milhões de habitantes (PIB de aproximadamente US$ 20 bilhões), ganhou 6 ouros, 3 pratas e 2 bronzes. O Quênia, igualmente pobre (IDH 145.º), também ganhou 6 ouros e 6 pratas! Nós, os anfitriões, conquistamos, ao fim, um (1) ouro a mais que ambos os citados: sete ouros. Para tanto, agradecemos, penhoradamente, o “desempenho” da  trave do gol do Maracanã, onde os alemães acertaram três petardos na finalíssima contra o time brasileiro. Assim, por acaso – e nos pênaltis (5 a 4) –, ganhamos o ouro inédito nesse esporte. O futebol é altamente profissionalizado, assim como o vôlei e o vôlei de praia. Quanto ao iatismo, que também nos rendeu um pódio dourado, sabe-se que é  modalidade praticada pelos  “coxinhas”, a odiosa “elite” branca abominada pelo PT e seus satélites.  Somos a 8.ª ou 9.ª economia global, temos 206 milhões de habitantes, etc. e tal. E países paupérrimos da África e do Caribe cujos PIBs, somados, não dão o da cidade de Campinas (SP), ombreiam-se conosco dentro de nossa própria casa. Registo, por fim, que Lula, Dilma e os demais da cúpula petralha medalha de ouro em “assalto triplo” aos cofres públicos, não deram as caras para prestigiar o evento, tanto na abertura quanto no encerramento dos Jogos. Falaram tanto da Olimpíada e, ao final, preferiram não aparecer. Sabe-se lá por quê.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

*

NEYMARKETING

 

Na foto publicada pelo “Estadão” de domingo (21/8), Neymar aparece chorando ao lado do goleiro Weverton, o verdadeiro herói da partida que garantiu a medalha de ouro para o futebol masculino na Olimpíada. Na página H7 da mesma edição, lia-se que o atacante converteu o “pênalti decisivo do título”. E os pênaltis convertidos por Renato Augusto, Marquinhos, Rafinha e Luan, não foram “decisivos”?

 

Cláudio Moschella arquiteto@cláudiomoschella.net

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.