Fórum dos Leitores

Colaboração dos leitores

O Estado de S.Paulo

28 Agosto 2016 | 03h00

IMPEACHMENT

Dilma vai sair, e daí?

Em poucos dias teremos um novo governo, terminará a interinidade de Michel Temer e, então, poderemos oferecer-lhe uma quarentena até o fim do ano. A chaga do lulopetismo, que tanta podridão e corrupção trouxe ao País, está nos seus estertores. Alvíssaras! Todavia o caminho que Temer terá de percorrer é extremamente difícil e pleno de obstáculos. A fome desmesurada de políticos e demais agentes públicos por maiores e melhores nacos do bolo que todos nós pagamos é insaciável. Não é só Norte, Nordeste e Centro-Oeste que esperneiam por benesses especiais. É o conjunto dos maus políticos e representantes do povo de todos os Estados, que, olhando para os seus interesses imediatos e desprezíveis, não se cansam de infernizar os governantes com podres e abjetas exigências para alcançar os seus desideratos espúrios. É hora de dar um basta nisso tudo! Esperamos que Michel Temer e sua equipe possam proporcionar ao País um governo em que a decência predomine, o profissionalismo seja uma constante e a determinação de buscar o melhor para o povo esteja sempre acima de quaisquer ambições menores. Michel Temer sabe que o povo está cansado de empulhação. E nós sabemos que a trilha não será fácil de ultrapassar. Mas confiamos em que, após meses de ações duras e dolorosas, possamos num futuro próximo legar a nossos pósteros um País de que sintam orgulho por sua pujança em proporcionar o progresso e a felicidade que todos almejamos.

LUIZ A. GARALDI DE ALMEIDA

lagaraldi@uol.com.br

São Paulo

A escolha de Temer

Ou Temer governa para a Nação ou, se optar pelas corporações públicas, será execrado e tragado pela crise econômica.

SONIA MARIA BENFATTI RESSTEL

sbresstel@gmail.com

São Paulo

Refrigério

Finalmente um fim de semana que todos esperávamos: Lula indiciado e o impeachment se concretizando. Agora o País voltará à normalidade, com o “deus” e a assecla fora. Ufa, que alívio!

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

Lerdas exéquias

O velório do mandato de Dilma Rousseff arrasta-se no plenário do Senado, com meia dúzia de carpideiras berrando e estrebuchando agarradas ao caixão. São sete penosos dias, madrugadas adentro, ao final dos quais o caixão baixará inexoravelmente à terra. Sem que nenhuma das carpideiras se enterre junto.

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

‘Presidenta inocenta’

Em total desprezo pela inteligência do povo brasileiro, veremos (amanhã, no Senado) aquela senhora que comprou uma refinaria (Pasadena) que deu US$ 1 bilhão de prejuízo à Petrobrás proclamar inocência e honestidade. Só no Brasil...

VICTÓRIO CANTERUCCIO

vicv@terra.com.br

São Paulo

Catimba

Dilma não vai mentir sozinha em sua defesa no Senado. Lula arregimentou toda a quadrilha – cidadãos acima de qualquer suspeita – para ajudá-la. Mas o objetivo é um só: tumultuar e prolongar ao máximo a histrionice para que Temer não viaje para o exterior como presidente de fato e de direito. Temos de admitir: em matéria de comicidade e chatice, os petistas e agregados são insuperáveis. Eita, adeus catimbado!

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

Os senadores de oposição, de fato, parecem estar mais interessados em atrapalhar a viagem de Temer à China do que defender a causa perdida da Dilma.

CANDIDA L. ALVES DE ALMEIDA

almeida.candida@gmail.com

São Paulo

Olimpo petista

Vanessa Grazziotin procrastinando, Gleisi Hoffmann tocando fogo e Lindbergh Farias, eterno adolescente, processando todo mundo. Dizem que Lula vai amanhã para dar o abraço dos afogados em Dilma, que talvez até desmaie no plenário. E o documentário sci-fi que a esquerda prepara para contar a história da pobre Dilma tem tudo para atingir o olimpo das fantasias e ganhar um Oscar de criatividade, mudando o conceito da realidade para a fantasia tendenciosa. Que conste nos créditos do filme sestro-orientado que Lula inventou o Brasil, para que a originalidade da peça seja perfeita.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

Farsantes

A turma do PT prefere acreditar na própria farsa. Os métodos rasteiros, o ganhar no grito, tão aclamados em comícios partidários, soam como encenação no palco do Senado. Para os petistas, a falta de argumentos é motivo suficiente para melar o jogo; e o amplo direito de defesa da “presidenta” deveria roubar o posto da eternidade. Senão é golpe.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ

Picadeiro

O PT vai continuar a usar, e de forma mais acintosa, o ambiente do impeachment para se promover, vitimando-se, como sempre fez. Dilma será muito melhor como vítima do que como “presidenta” – seria o caos para ela e, consequentemente, para o PT. Muito melhor, então, fazer crer que ela foi impedida de recuperar o País. Assim, sob orientação do Cardozão, a tropa de choque deles vai tentar usar aquilo como palanque eleitoral, desqualificando o processo e mais ainda os acusadores. É como sempre eles fazem quando estão acuados. Vejam o circo que a Gleisi montou. E foi assim também que fizeram para justificar tanto a corrupção instalada como a roubalheira geral – “afinal, elas sempre existiram”; ou a Lava Jato – “estão nos acusando seletivamente”. E tem gente que ainda acredita neles.

MIGUEL PELLICCIARI

mptengci@uol.com.br

Jundiaí

Tudo pelos holofotes

Se é dada como favas contadas a cassação do mandato de Dilma Rousseff, por que cargas d’água os defensores do impeachment aceitam entrar na guerra de palavras e no jogo do adversário, que está ali apenas para tumultuar, porque também sabe que não tem volta? Ficam chutando cachorro morto, dando manga pra camisa do adversário, que posa para a plateia naquela de “falem mal, mas falem de mim”. Não desperdiçam a oportunidade dos 15 minutos de fama.

MANOEL BRAGA

manoelbraga@mecpar.com

Matão

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O IMPEACHMENT NA RETA FINAL

 

Depois dos maravilhosos e éticos Jogos Olímpicos, o brasileiro é obrigado a assistir a esta palhaçada em Brasília que tem sido o julgamento do impeachment de Dilma Rousseff. Será que estes senadores merecem nos representar? Como todos estavam unidos torcendo pelos atletas brasileiros, vamos nos unir para botar esta cambada para fora do Congresso.

 

Delpino Verissimo da Costa dcverissimo@gmail.com

São Paulo

 

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BOATO?

 

Há rumores de que Dilma Rousseff, em seu pronunciamento no Senado amanhã, vai renunciar, antes ainda da votação do impeachment. Com o tumulto que isso pode ocasionar, adivinhem quem vai se beneficiar?

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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RENÚNCIA JAMAIS!

 

Dilma afirmou que jamais renunciará, para não dar esse presente a “eles”. Como sempre, é o “nós, os corruptos”, contra “eles, o povo e o País”, que devem aguardar pelo infindável impeachment.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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‘NÃO DOU ESSE PRESENTE PARA ELES’

 

“Não tenho a menor intenção, em nenhum momento, de renunciar. Não dou esse presente para eles.” Palavras da presidente afastada, em recente entrevista. A sua disposição de não renunciar é até aceitável, embora indigna, na medida que transforma o episódio de seu julgamento numa pendenga pessoal de natureza inteiramente política, alheia às angústias do restante do País, com seus 11 milhões de desempregados e estatais falidas, num caldo de corrupção pelo qual é uma das responsáveis. No que diz respeito a não dar “esse presente para eles”, “eles”, segundo ela, é o grupo liderado por Michel Temer, a quem intitulou de “usurpador golpista”, o que nos remete de volta à questão pessoal. Enfim, uma fala egoísta e lamentável de quem, por incrível que pareça, já governou os brasileiros.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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PRESENTEADOS

 

Dona Dilma não precisa dar de presente à sociedade sua renúncia agora, no final do processo. Com o afastamento definitivo, embora tardiamente, nos consideraremos presenteados. Afinal, será o fim de um ciclo da esquerda burra ordenado por mentiras, corrupção e incompetência que nos levaram ao desastre econômico e moral. Portanto, não se preocupe com o gesto, porque seria ato de estadista que não é de sua triste pessoa. Para nós, bastará sair para ficarmos felizes e voltarmos a acreditar no País.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

 

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‘O JULGAMENTO’

 

O editorial do “Estadão” de 25/8, “O julgamento”, discorre sobre todo o procedimental do julgamento da presidente. Antecipa que haverá um grupo que fará tudo para dar celeridade ao andamento das inquirições às testemunhas, e outro, tendente a procrastinar enfadonhamente, com questões de ordem absurdas e idênticas perguntas formuladas por diferentes senadores. Mas o que apreendi de mais importante no texto foi a necessidade de terminar essa “via crucis” que tem sido este impeachment. O interino, na qualidade de “interino”, nada fez com “definitividade”. Ora para lá, ora para cá, desdisse o que vários de seus ministros disseram. Até Henrique Meirelles apareceu com um discurso menos austero. Quis postergar o aumento do Judiciário para depois do processo de impeachment; também a proposta de desvincular benefícios – incluindo os da Previdência – dos reajustes concedidos ao salário mínimo; as anunciadas privatizações; mais ênfase em exportações e relançamento de programas como o Minha Casa, Minha Vida e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), entre outros. Ou seja, questões cruciais, das quais também dependerá a ascensão do País. Para que não nos tornemos a Grécia, como advertiu Meirelles, medidas duras deverão ser tomadas e não teremos alternativa a não ser colaborar, entender que estamos diante da maior crise deste século. E, para tanto, não poderá persistir a separação que o alambrado ora instalado, dividindo a Esplanada dos Ministérios, que a segurança pública entendeu necessário instalar, durante todos os dias em que perdurar o julgamento de Dilma. Entrará para a história da jovem Capital brasileira, que em seus 56 anos jamais havia assistido à separação de participantes de manifestações políticas por muro, por questões de segurança. Tudo em razão do acirramento gerado entre grupos pró e contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Não mais “eu” e “eles”. Findo o processo, com o resultado sabido, inclusive pelos petistas, deveremos abdicar de dogmas inexplicáveis, cessar com o “fora Temer” e aguentar com brasilidade os esforços que todos, sem muro algum, teremos de empenhar. E o presidente, agora não mais “interino”, haverá de dialogar com o Congresso Nacional, explicando as razões das já tardias medidas de arrocho geral. Inclusive do funcionalismo. O buraco em que estamos é fundo. Podem acreditar.

 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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O TRIUNFO DA ALIENAÇÃO

 

Dilma Rousseff passou toda a sua vida em estado de total alienação. Participou do movimento guerrilheiro sonhando implantar o comunismo no Brasil, quando já se via que o regime soviético tinha prazo para acabar. Encantou-se com Brizola, um populista que era socialista e, ao mesmo tempo, um latifundiário muito rico. Eleita para a Presidência, julgou-se a dona da verdade e tomou rumos que já se sabia há tempo que só poderiam levar o País à ruína. Homenageou Fidel Castro com um porto que nunca será pago, desconsiderando todos os sofrimentos que aquele caudilho infligiu a quem, como ela, lutava pela mudança de regime. Ignorou conselhos e críticas em sua soberba e chegou ao seu grande triunfo: fazendo pirraça como uma criança mimada, adiou seu impeachment por muito tempo para mostrar que aguenta até o fim. É o triunfo da alienação sobre o patriotismo. Que parta em paz, mas que desapareça e nos permita recomeçar a procurar o caminho perdido.

 

Aldo Bertolucci accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

 

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DILMA NO SENADO

 

Estou apostando, ela não irá.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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NEM PENSAR

 

Se o Senado não aprovar o impeachment de Dilma, espero que a atriz Hayley Atwell venha ao Brasil vestida de Agente Carter, me busque e me leve para sua terra natal, a Grã-Bretanha, para nunca mais voltar ao Brasil. Dilma voltar, nem pensar!

 

Marcelo Cioti marcelo.cioti@gmail.com

Atibaia

 

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PACIÊNCIA

 

Depois de nove meses de gestação, a montanha pariu um rato, e assim foi todo este processo de impeachment, depois de idas e vindas. E ainda teremos de ter a devida paciência de mais alguns dias para que finalmente nós, brasileiros, possamos dizer a Dilma “tchau, querida”.

 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

 

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IMPEDIMENTO

 

Como diria meu pai: inquilino ruim a gente bota na rua.

 

Oscar Rolim Júnior rolimadvogado@gmail.com

Itapeva

 

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HÁ ESPERANÇA?

 

Comecei (e não terminei) de assistir horrorizada ao circo do julgamento de Dilma no Senado, e fui obrigada pelas circunstâncias a refletir sobre o País. Políticos totalmente despreparados para os cargos que ocupam, que mais parecem atores de novelas mexicanas, e, enquanto isso, o País continua em frangalhos, falido, jogado ao limbo. Sou microempresária, à beira da falência, vítima, como muitos, da falta de escrúpulos de um partido político sem moral e sem compromisso com o País, usando o poder para benesse do próprio bolso. Não temos condições de manter nossos empreendimentos, que são vítimas de excessos de impostos e falta de incentivo fiscal, não temos saúde digna, não temos segurança, não temos mais emprego, não temos políticos honestos que possam assumir o País e dar um bom rumo a ele, não temos mais esperança. O que será dos brasileiros daqui para a frente?

 

Márcia Rossi Soares marciarossi1@hotmail.com

São Paulo

 

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BAIXO NÍVEL

 

A triste palhaçada encenada no Senado Federal emporcalha a imagem do Legislativo e fornece argumentos concretos aos inimigos da democracia. Renan Calheiros, Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias e Ronaldo Caiado substituíram o debate político pela ofensa pessoal. Tal comportamento os desclassifica como líderes políticos, afinal são senadores da República. Tirem as crianças da sala quando transmitirem do Senado Federal. É triste, muito triste.

 

Cloder Rivas Martos closir@ig.com.br

São Paulo

 

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CAIXA PRETA

 

Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, provocou assombro quando revelou que desfez o indiciamento da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e de seu marido, Paulo Bernardo, por meio de diligências junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Que a impoluta ministra Cármen Lúcia, próxima presidente do STF, converta-se na corajosa “Pandora”, do mito grego, e, doendo a quem doer, abra a caixa preta do principal órgão do Judiciário, retendo a esperança de que a Justiça prevaleça sobre a corrupção.

 

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

 

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CERCA

 

Sugiro ao cocheiro que faça uma cerca no meio do picadeiro e aparte a tropa, e, para segurança, um mata-burro no caso de estouro da tropa.

 

Mário Aldo Barnabé mariobarnabe@hotmail.com

Indaiatuba

 

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DEPLORÁVEL

 

Interessante e, de certa forma, deplorável o fato de que os senadores que mais defendem denodadamente a “presidenta” afastada no processo de impeachment sejam os do mesmo grupinho que tumultua o plenário, agride os acusadores e as testemunhas de acusação e que têm um currículo pouco recomendável. Praticamente fichas-sujas. Qual a conclusão?

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

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SEGUNDAS INTENÇÕES

 

A Nação assiste estarrecida a este lamentável espetáculo protagonizado por maus brasileiros que chegaram ao cúmulo de denegrir nossas instituições no exterior. Pretendem defender uma governanta do indefensável crime de responsabilidade, claramente definido como tal nas leis brasileiras. É inacreditável que indivíduos tidos como cultos queiram transmitir à ignara parcela de brasileiros uma informação falsa, pois basta ser letrado para saber que, se a lei define como crime determinada ação, criminoso é que o pratica. Não é fora de propósito admitir que este lamentável espetáculo que protagonizam tenha apenas a finalidade de construir uma base para futuras companhas políticas, pouco lhes importando a figura da “gerentona” Dilma. A ignóbil tese de golpe, além de ofender a inteligência da maioria dos brasileiros, pode ser a plataforma para conturbar o relacionamento interno e abrir o caminho para a ingerência bolivariana nos assuntos brasileiros, na tentativa de transformar o Brasil num país de regime comunista que, eufemisticamente, chamam de socialista.

     

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

 

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ARMAÇÃO PETRALHA

 

O ministro Ricardo Lewandowski é que não poderia estar presidindo o julgamento do impeachment de Dilma Rousseff: justamente por causa de seu comportamento tendencioso no julgamento do mensalão, por sua “total parcialidade” em relação aos réus e deputados do PT nesse processo, até foi interpelado pelo ex-ministro Joaquim Barbosa, numa das sessões do julgamento, dizendo que ele estava se comportando como advogado de defesa dos réus, e não como um juiz naquele processo. E o agora advogado de defesa da afastada presidente Dilma, José Eduardo Cardozo, que foi seu ministro da Justiça, juntamente com Lewandowski, armou uma cilada para o procurador do Ministério Público  junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) dr. Júlio Marcelo, quando o advogado de Dilma perguntou  se  ele havia participado de atos contra a ex-presidente. O procurador negou que tenha convocado ou participado de atos contra a presidente afastada. Ele admitiu que reproduziu nas redes sociais uma convocação para uma manifestação, mas negou conhecer os organizadores do ato. Imediatamente, Lewandowski pegou os artigos do Código de Ética da Magistratura a que o procurador está sujeito, assim como já tinha até as páginas marcadas do Código Civil e do Código Penal invocando os artigos que dr. Júlio Marcelo teria infringido. Só um idiota não percebeu a armação que esses dois petralhas promoveram para desqualificar o nobre procurador  dr. Júlio Marcelo, que mesmo assim ficou horas respondendo às questões e provou mais uma vez que Dilma Rousseff desrespeitou a Lei de Responsabilidade Fiscal. Como consta do rito processual do impeachment, o ministro Lewandowski, diz o texto, “não discute, não vota e nem julga”. Segundo o rito de 1992, ao presidente do STF cabe somente “exercer a presidência do processo de impeachment do chefe de Estado”.

 

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

 

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LUVA DE PELICA

 

Brilhante o “tapa de luva de pelica” que o ínclito procurador dr. Julio Marcelo de Oliveira, que, no fim de seu depoimento no Senado, devolvendo ao advogado de defesa da presidente afastada Dilma Rousseff, por tê-lo ofendido. O nobre procurador, em tom respeitoso, disse que sempre o respeitou e o advogado o acusou com palavras impróprias de quem se dirige a um procurador, sem o mínimo escrúpulo!

 

Artur Topgian topgian@terra.com.br

São Paulo

 

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LAMENTÁVEL

 

Todo o tumulto e a ambiência de circo mambembe de cidade do interior a que está submetido o plenário do Senado Federal, no julgamento do impeachment da “presidenta” (sic) Dilma Rousseff são em grande parte consequência da atuação temerária do presidente do STF à frente dos trabalhos. O senhor Ricardo Lewandowski já havia dado mostras de sua “performance” como juiz no inolvidável julgamento do “mensalão”, atuação esta que deve ter provocado, ao fim e ao cabo daquele julgamento, a aposentadoria precoce do juiz Joaquim Barbosa, então presidente daquela egrégia corte. No julgamento do impeachment da senhora Dilma Rousseff, a tropa de aliados da “presidenta” insiste em afirmar, em alto e bom som, na lata do senhor Lewandowski, que aquele julgamento é uma “farsa jurídica” e que o impeachment constitui um “golpe de Estado”. Ora, isso quer dizer, em claro e bom português, que o senhor Lewandowski está sendo acusado de fazer parte da “farsa jurídica” e do “golpe de Estado” que ele está presidindo. O excelentíssimo não coibiu, em nenhum momento, a afronta da tropa de choque da senhora Dilma Rousseff na reiterada e recalcitrante desqualificação moral, jurídica e constitucional do impeachment, previsto na Constituição, cujo guardião é justamente o STF, presidido pelo senhor Lewandowski. Lamentável.

 

Ruy Tapioca ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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IMPEACHMENT E REAJUSTE SALARIAL

 

Será que o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que, segundo notícias, apelaria aos senadores pela aprovação do aumento salarial para o Poder Judiciário, cujo projeto está parado no Senado, teria mais pulso para impedir o espetáculo deprimente comandado pelos dilmistas/petistas no julgamento do impeachment? Poderia o sr. ministro do STF optar por entrar para a História em melhor “performance”.

 

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

 

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A DOSE ERRADA

 

É inacreditável que o PMDB de Michel Temer esteja apoiando o aumento salarial para ministros do Supremo, que deve custar R$ 5 bilhões ao ano. Essa posição do governo abalou a base de sustentação do PSDB e do DEM, que falam até em retirar apoio se o aumento for aprovado. A política é sem dúvida a ciência mais complexa de ser entendida, ou os políticos são os seres mais complexos do reino animal. O governo cogita de medida austeras para consertar o rombo causado pela família petista ao longo de 13 anos. Porém, quer usar medidas que fazem lembrar o fazendeiro que, usando produtos químicos para matar os carrapatos de sua vaca, exagerou na dose, matou os carrapatos e a vaca também. Medidas totalmente impopulares, num momento em que o presidente é interino e “tudo pode acontecer debaixo do sol”, parodiando o Rei Salomão, autor do “Cântico dos Cânticos” (“Bíblia”). A Presidência lhe caiu no colo por desígnios do destino, porque no quesito carisma, a população brasileira, na verdade, não deseja Dilma nem Temer. Disse o senador Aécio Neves (PSDB): “Não é possível que haja dois governos, um para fazer bondade e outro para ficar com o ônus da decisão”. “Não vou participar dessa farsa”, disse o líder do DEM, Ronaldo Caiado.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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PRIVILÉGIOS DOS JUÍZES

 

Se você, leitor, acha ótimo o salário de R$ 29 mil por mês que ganha um juiz, e um desembargador R$ 43 mil, mas num país rico como nos EUA, e na Inglaterra, o que dizer então dos salários que recebem os nossos magistrados, num país pobre como o Brasil, que, somados seus benefícios extras (quais são não sabemos), recebem, por exemplo, em Minas Gerais, R$ 56 mil por mês? E, em São Paulo, R$ 52 mil por mês? E em ambos os casos esses salários citados estão em torno de R$ 20 mil acima do teto fixado para o funcionalismo na Constituição.  Mesmo assim, não satisfeitos, esses magistrados querem mais benefícios, que hoje são dez, mas que, no novo projeto da Lei Orgânica, prevê um total de 21 benefícios (“Estadão”, 23/8).

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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CROWDFUNDING PARA O STF

 

Façamos um financiamento coletivo para aumentar os salários dos 11 ministros de R$ 33.700 para R$ 39.200. Assim evitaremos o efeito cascata que nos custaria bilhões de reais.

 

Walter Tranchesi Roriz wtroriz@hotmail.com

São Paulo

 

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PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

 

As cortes dos Três Poderes continuam só pensando nelas, este impasse político atesta. O Brasil e o povo que se danem! O povo institui o Estado para protegê-lo, e não o inverso, como têm feito as cortes. O povo precisa proclamar a República nos Três Poderes. E o povo vai proclamá-la.

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

 

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‘MOVIMENTOS CONSPIRATÓRIOS’

 

O leitor sr. Ademir Valezi (“Movimentos Conspiratórios”, “Fórum dos Leitores”, 26/8) afirma que o presidente interino da República, sr. Michel Temer, está conspirando para que o processo de impeachment tenha êxito através de promessa aos srs. senadores de construção de um porto no Estado do Maranhão e favores para outros Estados. A tática não é recomendável, todavia, como o dinheiro público será empregado no Brasil, é melhor do que fazia o PT distribuindo os recursos do nosso país a estrangeiros, por exemplo: R$ 14.000.000.000,00 para Angola, R$ 11.000.000.000,00 para a Venezuela, R$ 8.000.000.000,00 para a República Dominicana, R$ 7.800.000.000,00 para a Argentina, R$ 3.000.000.000,00 para Cuba, R$ 2.000.000.000,00 para o Peru, R$ 1.500.000.000,00 para Moçambique, R$ 980.000.000,00 para Guatemala, R$ 795.000.000,00 para o Equador, R$ 755.000.000,00 para Gana, R$ 507.000.000,00 para Honduras, R$ 155.000.000,00 para Costa Rica, etc. Logo, o afastamento definitivo da sra. Dilma Vana Rousseff trará uma grande vantagem para o Brasil.

 

Eraldo B. Cidreira Rebouças real742@yahoo.com.br

Poços de Caldas (MG)

 

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MUITOS HÉLIOS JOSÉ

 

Certamente existem muitos Hélios José. O senador Hélio José (PMDB-DF) é aquele que proclama que consegue nomear até “melancia”. Dia 18 último, em jantar no Palácio Jaburu, o presidente interino, Michel Temer, após chamado, foi atender Hélio José, que, na oportunidade, pediu benesse para votar contra Dilma Rousseff. Então, Temer teria dito “vote em quem quiser”, e encerrou a conversação. São elementos como Hélio José que conspurcam a política nacional, merecendo o desprezo de todos, especialmente dos eleitores. Os brasileiros precisam iniciar uma campanha para exterminar todos os Hélios José da política nacional. É hora da limpeza do lixo.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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GOLPE DE SORTE

 

Em 2014, após sórdida, milionária e criminosa campanha eleitoral, o PT quase não emplacou Dilma; a saída foi a manipulação e fraude do resultado, mas mesmo assim Aécio Neves estendeu a mão em nome de um objetivo maior, o Brasil. Quase dois anos depois e mais dezenas de bilhões roubados a mais, com o País prostrado e os “petralhas” desesperados em perderem a teta, a ex-presidante posa de coitadinha, vítima, injustiçada. Cabe, aqui, o conselho que ela própria deu a Marina Silva: a presidência não é para os fracos. Sucesso, Temer!

 

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

 

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LULA E O IMPEACHMENT

 

Nesta semana histórica e decisiva para o País, em que o Senado tem as rédeas do processo de impeachment de Dilma Rousseff nas mãos, cabe, por oportuno, relembrar entrevista de Lula publicada em 2013 – citada por Rogério L. Furquim Werneck no artigo “Roteiro do desastre” (26/8, B2) – em que o ex-presidente revela as dificuldades que enfrentou para convencer a cúpula do PT a lançar Dilma Rousseff candidata a presidente, em 2010: “Eu sei o que eu aguentei de amigos meus, amigos mesmo, não adversários, dizendo: ‘Lula, não dá. Ela não tem experiência, não é do ramo. Lula, pelo amor de Deus!’”. Pois é, se arrependimento matasse...

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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OS ‘SEM VERGONHA’

 

Lula teve a desfaçatez de classificar como a “semana da vergonha nacional” o início do julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado. Vergonha é ver este senhor que um dia presidiu o País participar de um ato em defesa da Petrobrás, da indústria naval e pela geração de empregos – ele que, segundo todas as notícias, foi o causador da destruição da Petrobrás, e sua discípula a responsável pela crise em que o Brasil está mergulhado. Com que cara Lula fala aos brasileiros em vergonha, quando ele e sua esposa estão indiciados pela Polícia Federal? Vivemos os tempos dos “sem vergonha nacional”. Precisamos superar essa grave crise e inaugurar não a semana da vergonha, mas uma nova fase na vida no País, com pessoas de caráter, honradez e competência no poder, quesitos tão em falta neste governo que ora finda.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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SANTO DO PAU OCO

 

Se o ex-presidente Lula viu “vergonha nacional” no início do julgamento do impeachment no Senado, seu indiciamento e o de sua esposa pela Polícia Federal (PF), por corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro, pelas reformas no tríplex no Guarujá, com beneficiamento de mais de R$ 2 milhões, seria o quê? Vergonha para o povo brasileiro por ter sido engambelado pela “alma mais honesta do País”? Lula fala demais, enquanto arrasta atrás de si muita lama, que não dá a ele nenhum salvo-conduto para julgar como vergonha nacional o impeachment da presidente Dilma. Ainda bem que a PF tratou de calar essa figura dantesca que no dito popular não passa de “santo do pau oco”.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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NÃO ASSUSTA

 

Virou rotina. Sempre que se vê acuado pelas garras da Justiça, o ex-presidente Lula faz uso da tribuna para, em seu contumaz tom agressivo, “ameaçar” candidatar-se às eleições presidenciais de 2018. Como assim ameaçar? Quem e por que ele ameaça? Na hipótese de ele conseguir escapar da inelegibilidade – o que não parece provável – e realmente sair candidato, quem deverá se sentir ameaçado não é somente ele, mas qualquer pretendente à Presidência. Pois, às vésperas da consumação do segundo impeachment na história da República, a sociedade brasileira e a voz das ruas já demonstraram sua capacidade de depor – pela via democrática e constitucional – qualquer mandatário criminoso. Lula não assusta ninguém.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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HONESTIDADE

 

Lula declarou na quinta-feira, no Rio de Janeiro, que o “único erro da Dilma” foi ser uma mulher honesta. Quer dizer que as pessoas que nascem e morrem honestas cometeram erros?

 

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

 

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LULA INDICIADO

 

Em entrevista a um telejornal da TV britânica em 18/8, o ex-presidente Lula afirmou que não tinha medo de ser preso e que “eles” não tinham acusação contra ele. Isso não demorou muito, pois a Polícia Federal indiciou oficialmente  Lula (26/8), a esposa Marisa e outros por corrupção e lavagem de dinheiro no tríplex do Guarujá. Pelo andar da carruagem, a faxina no partido PT continua e o cerco ao “homem mais honesto do País” está se fechando gradualmente.

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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‘ACOVARDADOS’

 

Após anular a delação do ex-diretor da construtora OAS Léo Pinheiro, pela Procuradoria-Geral da República, agora só falta o Senado votar contra o impeachment. Assim, “eles” não serão mais “acovardadas”.

 

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

 

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A JUSTIÇA EM AÇÃO

 

Justiça bloqueia R$ 25 milhões dos réus do mensalão tucano em Minas Gerais. E eu que pensava que era só o PT que roubava...

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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PROPINA PARA TUCANO EM GOIÁS

 

E agora, governador Marconi Perillo (PSDB-GO)? Acompanho esta novela em que o PT acusa o governador Perillo e ele se defende acusando o PT, principalmente Lula, faz tempo. Vou ficar aguardando o último capítulo e ficarei muito decepcionada se descobrir que não há um herói, apenas bandidos, na trama.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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AVISO

 

Um aviso a vocês, deputados, senadores, ministros e presidente da República e governadores: o cemitério está abarrotado de políticos insubstituíveis, por isso é bem melhor não se achar a última bolacha do pacote.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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GILMAR MENDES

 

Temos um novo pretendente ao conhecido boneco “pixuleco”. Este, um ministro do STF. Antes, sóbrio e moderado, decidiu “aparecer” criticando a Operação Lava Jato, menina dos olhos dos brasileiros. Ministro, essa caixa tem marimbondo!

 

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

 

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UM PONTO A MENOS

 

O cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal exige de quem é indicado o conhecimento jurídico e um comportamento exemplar tanto em relação às suas atividades profissionais como na vida particular. Daí a surpresa da opinião pública diante das declarações do ministro Gilmar Mendes, classificando como cretina a posição do juiz Sérgio Moro, por sua defesa de uma proposta relativa a questões relacionadas ao combate à corrupção. Como a magistratura reage a tal manifestação? E o juiz ofendido vai tomar alguma medida contra seu colega de grau superior em termos de Judiciário? O silêncio de ambos é um ponto a menos no conceito de uma área que exige tranquilidade e frieza de seus ocupantes.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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