Fórum dos Leitores

Colaboração dos leitores

O Estado de S.Paulo

29 Agosto 2016 | 03h00

IMPEACHMENT

Dilma x Janaína

No palco do teatro, todos estão com suas máscaras e desempenhando seus papéis de acordo com o roteiro. Resta agora o duelo retórico final entre as antagonistas – Dilma Rousseff e Janaína Paschoal –, que registrará para a História o embate narrativo entre golpe e impeachment.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

A prova real

Senadores, perguntem à Dilma se ela considera o impeachment um ato legal ou um golpe. Se a resposta for golpe, ela não pode ter direito de defesa nem se pronunciar no Congresso. Se considerar um ato legal, por que mentiu para a imprensa e organismos internacionais, afirmando estar sendo vítima de um golpe?

JOSE PAULO CIPULLO

j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto

Dilma chega ao Senado com 54 milhões de votos, vamos ver com quantos votos vai sair de lá.

WELLINGTON ANSELMO MARTINS

am.wellington@hotmail.com

Bauru

A história completa

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) costuma dizer no plenário do Senado, durante o julgamento da presidente afastada, que tudo o que ela fala é para ficar para a História. Sendo assim, aquela sua frase de que o Senado não tem moral para julgar Dilma deve ficar para a História, bem como a declaração do presidente do Senado, Renan Calheiros, de ter intercedido no STF para impedir o indiciamento de Gleisi e do marido dela, o ex-ministro Paulo Bernardo, ambos acusados de receber R$ 1 milhão de propina da Petrobrás. Deve ficar ainda para a História a declaração de Renan de que o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, estava sendo obrigado a presidir a um julgamento num hospício. Lewandowski até ameaçou exercer seu poder de polícia e mandar prender todo mundo, para evitar a rebelião de loucos na Casa. A História dará o recado às nossas crianças, para que nunca confiem em políticos.

VALDY CALLADO

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

Baixaria x realidade

Concomitantemente com a baixaria apresentada pelos petistas e afins no julgamento do impeachment da presidente Dillma no Senado, em São Paulo deparamos com famílias inteiras morando nas ruas, sob frio intenso, por causa da crise econômica provocada pela política econômica errada dela. Sem emprego, sem casa própria e sem condições de pagar aluguel, as ruas foram a solução. Podem gritar. Podem implorar. Mas Dillma voltar, por favor, srs. senadores, jamais! Os graves problemas deletérios provocados por sua incompetência estarão ainda por vários anos a nos lembrar como escolhas erradas podem nos prejudicar. As eleições no Brasil não deveriam ser obrigatórias, e sim opção consciente. A baixaria no Senado versus realidade nos mostrou essa necessidade. Eleições municipais vêm aí...

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Barra pesada

A classificação das sessões de embate no Senado pelo impeachment da Dilma deveria ser mudada para “não recomendado para menores de 18 anos”.

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Sem dúvidas

Da ignorância ao alcance de todos: assistindo aos pronunciamentos da bancada dos defensores da presidente, não consigo esquecer o pensamento de que é preferível parecer ignorante permanecendo de boca fechada a abri-la e acabar com as dúvidas.

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Nelson Barbosa errou

Em depoimento, sábado, o ex-ministro Nelson Barbosa deu a entender que as dívidas da União relativas aos empréstimos (ou débitos atrasados, como insiste) tomados em estabelecimentos oficiais constam da contabilidade desses órgãos, mas não precisam constar dos registros contábeis – balanço anual incluído – da União. Isso porque, segundo ele, esses órgãos de crédito operam no regime de competência e a União, no regime de caixa. Para alguns economistas assim é porque o débito da União é compensado pelos créditos de seus estabelecimentos oficiais credores. Pois se equivalem. Nada mais errado. O débito da União – que é dinheiro público – há que ser pago aos estabelecimentos de crédito e se integra em seus ativos contábeis. Todavia têm eles – com exceção da Caixa, que é estatal – de repassar parte desse dinheiro (no caso de eventual lucro anual) a seus acionistas particulares. Assim, não há que dizer – por isso o ex-ministro não insistiu nesse ponto – que essa “compensação” dispensa o registro dos débitos pela União em face dessa “equivalência”. Devem, sim, constar tanto da contabilidade dos bancos (ativo) como na da União (passivo). Para a necessária transparência sobre a real situação patrimonial e financeira da Nação.

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

BOLIVARIANISMO

Ministro assassinado

O linchamento do vice-ministro do Interior da Bolívia, Rodolfo Illanes, por mineiros grevistas pode ser considerado uma morte anunciada. Afinal, a nova Constituição, aprovada sob a batuta de Evo Morales, admite a chamada “justiça comunitária”, pela qual pequenos agrupamentos populacionais (em especial indígenas) podem impor seus costumes tribais, como “castigos físicos” e outras penalidades que seriam consideradas totalmente ilegais e arbitrárias nas modernas sociedades democráticas. Mais um exemplo de “justiça bolivariana” que acaba sendo um tiro no pé dos próprios criadores.

LUIGI PETTI

pettirluigi@gmail.com

São Paulo

INVASÃO ISLÂMICA

Burkini

A liberação do burkini na França é mais uma derrota da cultura ocidental, da democracia e do Estado laico, em detrimento da ditadura cultural-religiosa do Islã. Ao contrário de todos os outros povos imigrantes, que se adaptam às culturas e aos costumes das nações que os recebem, os muçulmanos querem impor suas regras e seus costumes aonde quer que cheguem e depois de algum tempo se dizem ofendidos com os costumes locais, como recentemente na Inglaterra. E ainda há quem pergunte como aprecem políticos como Donald Trump, Jean-Marie Le Pen, Jörg Heider e Viktor Orban...

RAQUEL AMORIM

quel.amorim7@gmail.com

Belo Horizonte

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PERDA DE TEMPO

 

A ida da presidente afastada Dilma Rousseff ao Senado hoje, para se defender no processo de impeachment, é incabível. Exposição e provocação desnecessárias, verdadeira perda de tempo. A presidente deveria preservar o que lhe resta de altivez e guardar este discurso para sua despedida. Não bastasse termos de assistir ao espetáculo baixo da tropa de choque que defende Dilma (Gleisi Hoffmann chamar o Senado de imoral é a piada do ano), a Nação ainda se verá obrigada a ouvir pela enésima vez a presidente expor argumentos tão mentirosos quanto ridículos. Dilma Rousseff, já abandonada pelo PT, parece querer se “suicidar” publicamente.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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TEM RAZÃO

 

Finalmente Gleisi Hoffmann, depois de suas costumeiras mentiras, disse, como sempre gritando, uma verdade: os senadores não têm nenhuma moral. Ela é um dos principais exemplos disso.

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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PALHAÇADA

 

O julgamento final da presidente afastada, presidido agora pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), parece um circo, um palco de comédias. Com todo respeito. Começa com o presidente do STF, no roteiro do julgamento, dizendo que a presença dele ali é tão somente para assegurar a imparcialidade e o trâmite legal do julgamento. Ora, alto lá! Isso é ofensivo à figura do presidente do Senado, que é a quem caberia presidir a sessão. Isso joga suspeita sobre o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente da Casa. Isso diz em claro e bom som: a presidência do Senado não é imparcial para o julgamento. Mas está na Constituição. Outro ponto foi a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), mais uma vez, ofender o Senado dizendo que ali ninguém tinha moral para julgar a presidente afastada. Neste caso, como é senadora, inclusive ela. O que vemos é, mais uma vez, a tropa de choque de defesa da presidente afastada, Dilma Rousseff, usar os mesmos meios para tentar tumultuar, protelar e, enfim, fazer chicanas para atrapalhar o máximo que puder este processo.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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GRANDE PICADEIRO

 

O feitiço virou contra a feiticeira. Ao dizer que no Senado não havia ninguém com moral para julgar a “presidenta” afastada Dilma Rousseff, a senadora Gleisi Hoffmann se autoincriminou, como senadora que é. São ardilosas as manifestações dos quatro senadores já muito conhecidos como o grupo da chupeta, que defende a “presidenta” e que, tendo em vista a postergação do julgamento, continuam com atitudes grosseiras, repetitivas, beligerantes, entre outros qualificativos depressivos, sem o menor pejo. Essa atitude dos defensores causa espécie pelo fato  de o próprio PT torcer para que Dilma seja defenestrada para pôr em prática a justificativa, a cantilena de que ela é um heroína, que passará para a História como a injustiçada. Esta fase final do julgamento do impeachment tornou o Senado num grande picadeiro de artistas decadentes, sempre com honrosas exceções.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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JOGO DE CARTAS MARCADAS

 

A presidente Dilma Rousseff (PT) já está condenada. O julgamento do impeachment pelo Senado Federal é uma mera formalidade e um jogo de cartas marcadas. Dilma foi condenada pelo seu governo desastroso e pela grave crise econômica em que jogou o País. A direita foi derrotada nas urnas, mas, como não é boba, aproveitou a deixa e deu o bote. Triste vermos mafiosos e picaretas da pior espécie no comando do País, em todos os Poderes e esferas de governo. Que este episódio lamentável da nossa história recente sirva de lição para a esquerda e os setores progressistas do Brasil, para que façam uma autocrítica, revejam e corrijam seus erros e voltem a ficar ao lado do povo – sobretudo dos mais pobres – e da ética na política.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM

 

O Brasil deve cassar o mandato da presidente Dilma Rousseff. Ela usou dinheiro público roubado na sua campanha, mentiu sistematicamente para se eleger, é a principal responsável por tudo de errado que aconteceu na Petrobrás, arrasou a economia do País, mandou ilegalmente dinheiro público para todas as ditaduras comunistas do planeta, não acertou nada em nenhuma área de sua atuação. Mesmo que ela seja cassada pelo conjunto grotesco de sua obra, Dilma Rousseff terá seus direitos políticos restabelecidos em oito anos, e, como fez o ex-presidente Collor, voltará a assombrar os cofres públicos do País.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ROTEIRO

 

O filme que o PT está patrocinando sobre o impeachment de Dilma já tem nome: “Dilma 2, a exterminadora do futuro”.

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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NOVE MESES

 

Contagem regressiva: a agonia já perdura há nove meses, mas, felizmente, só faltam alguns dias para que Dilma Rousseff seja definitivamente defenestrada. Êta parto difícil.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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IMORALIDADE

 

Noticia-se que Michel Temer foca em senadores do Nordeste pelo apoio ao impeachment de Dilma Rousseff. Naturalmente, oferece algo em troca do voto pelo afastamento da presidente para tomar seu lugar. Se isso não é imoralidade, o que seria? Pouco importa, a estas alturas, já que a imprensa se esforça por Temer há meses. Os 54 milhões de votos não valem nada. O que estará a grande imprensa comentando em 20 ou 30 anos sobre a democracia no Brasil é o grande mistério.

 

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

 

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CAÇADOR DE VOTOS

 

A que ponto chega o nível político atual. O presidente interino, um omisso confesso, durante os seis anos de mandato como vice-presidente, não influiu nas decisões que eram tomadas inclusive com a participação de ministros indicados por seu agrupamento político. No momento em que se aponta para a votação do processo que pode cassar a presidente Dilma, a preocupação maior dele é garantir o voto dos senadores que assegurem a sua permanência no cargo, que está recebendo sem merecer. A que ponto chegamos!

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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‘FORA DILMA’ E ‘FORA CUNHA’

 

Nossas melhores medalhas neste mês de agosto estão por vir. São a medalha “fora Dilma”, que deverá ser entregue por Lula; e a “fora Cunha”, por Michel Temer. Simples, objetivo e sem traumas.

 

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

 

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POR QUÊ?

 

Ao que parece, Eduardo Cunha e Renan Calheiros são mais intocáveis que presidente da República, podem perguntar para a Dilma... Por quê?

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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O PROTAGONISMO DO JUDICIÁRIO

 

Com o desfecho do impeachment da presidente Dilma Rousseff, fica mais do que evidente o protagonismo do Poder Judiciário na defesa dos princípios constitucionais. Porém, conforme dito em entrevista publicada pelo “Estadão”, é ilusão acreditar que não há política dentro do Supremo. Ocorre, porém, que a maior instância da Justiça brasileira não pode abraçar bandeiras partidárias, de modo a privilegiar setores específicos do poder e jogar os demais às sombras do cenário nacional. Nisso, infelizmente, tem ministro que, por exemplo, demonstra certa tendência em desmerecer leis que punem corruptos e acha que uma agremiação pode tudo em detrimentos de erros cometidos por outras.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

 

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O TRABALHO INFORMAL NO BRASIL

 

Como noticiou o “Estadão” há alguns dias, o Brasil já conta com mais de 10 milhões de trabalhadores informais, havendo tendência de o número sofrer sensível aumento, desde que o custo de um trabalhador com carteira assinada já está em torno de 109%, porcentual muito maior que o de França, China, EUA, Inglaterra e outros países do planeta. Então, mais que necessária se torna uma reforma na legislação trabalhista e previdenciária, possibilitando que a contratação formal de trabalhadores ocorra com mais constância e mais segurança para os trabalhadores. Hoje, na realidade, está ocorrendo uma verdadeira fuga dos empresários das contratações formais e nos termos da lei.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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GRAVÍSSIMA CONSTATAÇÃO

 

Segundo levantamentos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), o País tem 10 milhões  de trabalhadores informais. Agora, se somarmos com os 12 milhões de desempregados, pelo menos 20 milhões de  brasileiros estão literalmente no olho da rua. Um absurdo, só para dizer o mínimo!

 

José Marques  seuqram2@hotmail.com

São Paulo

 

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FALTA EMPENHO DO CONGRESSO

 

O editorial do “Estadão” de 23/8, intitulado “O aumento da informalidade”, expôs a crescente informalidade que deixa o contratado sem importantíssimas conquistas sociais (FGTS, seguro desemprego, fruir das “normas coletivas” adquiridas por suas respectivas categorias por meio de dissídio e convenção coletivas, horário noturno reduzido, etc.). Há, ainda, a redução significativa da contribuição ao já deficitário INSS. Tudo isso é verdade, mas não é menos real o número de reclamações com que esses trabalhadores entram na Justiça do Trabalhista. Em matéria intitulada “Ações trabalhistas crescem e TST prevê 3 milhões de processos em 2016”. Ministro presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra da Silva Martins Filho, “prevê que 3 milhões de ações trabalhistas devem ingressar na Justiça em todo o País este ano. Se a previsão se confirmar, o volume representará um aumento de quase 13% em relação a 2015, quando as varas do Trabalho receberam 2,66 milhões de novos casos. Esse montante já havia representado um avanço de 5,1% na comparação com 2014, segundo dados do TST”. O Executivo já tentou atenuar a situação, alterando dispositivos, criando a modalidade em “regime parcial”, por meio da Medida Provisória 2.164-41, de 2001, apresentada pelo então presidente FHC, e de seu ministro Francisco Dornelles. Creiam, a referida medida provisória ainda está “em trâmite” na Câmara, conforme último andamento que pessoalmente consultei. De outro lado, pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas juntamente com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) apurou que o custo efetivo de um funcionário para a empresa pode chegar a três vezes o valor do salário pago a ele. A corda aperta mesmo para os pequenos e micro empresários, que, diante desta crise econômica, não têm capacidade de arcar com os encargos de um empregado irregularmente admitido. E de nada adianta a assinatura de recibos por prestação de serviços, querendo descaracterizar a relação, como se o contratado fosse um trabalhador autônomo. O artigo 3.º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) define o empregado como “toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário”, portanto, havendo pessoa física (pessoalidade); não eventualidade (continuidade); dependência (subordinação); e salário (onerosidade), passa a incidir o “princípio do contrato realidade”, que invalidará qualquer prova ou documento apresentados pelo empregador. Ao contrário, serão tomadas pelo julgador como maquiagem destinada a esconder a verdadeira relação de emprego. Então, o que faz o empresário? Não contrata, pura e simplesmente? E o empregado, perde a colocação no mercado de trabalho, porque não admite a informalidade? A verdade é que, se não houver a “reforma trabalhista”, nada vai mudar. É bastante remota essa possibilidade, já que, como dissemos acima, a medida provisória apresentada por FHC, que flexibilizava ao menos a jornada e permitia que convenções e dissídios coletivos pudessem ceder em alguns pontos, tópicos, está “em trâmite” na Câmara dos Deputados. Desde 2001. Portanto, o “empenho” dos parlamentares em “tocar” na CLT parece inexistente, porque atinge em cheio os sindicatos, associações e, principalmente, eleitores.

 

Andrea Metne Arnaut  andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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DESEMPREGADOS

 

Por causa da má administração pública federal, já há 12 milhões desempregados (gados) na iniciativa privada. Mas nas (des)administrações federal, estaduais  e municipais, comandadas por políticos ineficientes e aéticos, que dão cargos a quem não prestou concurso, mas tem Q.I. (quem indica), apesar do déficit astronômico e do número exagerado e desnecessário de funcionários boquinhas, não há gado e ninguém perde a boquinha. Eu esperava que, com a saída do maléfico PT do trono federal, os gastos dos impostos gigantes seriam diminuídos nos itens desnecessários. Mas, com os políticos atuais, só os contribuintes são penalizados. Vendo o desempenho dos militares na Olimpíada, que tal só eleger militares para os Poderes Executivos?

 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

 

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PROPOSTA

 

Proponho uma nova lei para dar vergonha na cara de nossos governantes: os salários/verbas de suas excelências do Congresso Nacional deveriam ser reduzidos na mesma proporção do nível de desemprego. Assim teriam um bom motivo para se lembrar da aflição de muitos brasileiros que eles teoricamente representam.

 

Joaquim Silveira joaquimsilveira@gmail.com

São Paulo

 

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ESFORÇO DE TODOS

 

Assistimos às críticas de economistas quanto à situação previdenciária vigente no País, prevendo o caos se não houver alteração. Ao mesmo tempo, assistimos ao governo atender a reivindicações do poder público para aumentos salariais que também implicarão crise, dada a magnitude do rombo gerado no caixa do governo. Por outro lado, sindicatos ligados à área privada negociam, hoje, jornadas de trabalho menores e reduções salariais para preservação do emprego. Constata-se que ganha mais quem está mais próximo do poder. A situação econômica real impõe a alteração no sistema previdenciário da mesma forma que o fim de privilégios e benefícios salariais do setor público. Ao final, todos devemos contribuir para o saneamento financeiro e a esperada recuperação da economia.

 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

 

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A MESA FARTA DA PRESIDENTE

 

Pena que os 12 milhões de desempregados não tenham a mesma mordomia que a presidente afastada Dilma Rousseff, que, em recente aparição, se mostrou bem mais gorda – fruto de uma mordomia com tudo do bom, melhor e caro pago por todos os contribuintes, empregados ou não. Enquanto o Senado não vota seu afastamento definitivo, nos cem dias afastada, Dilma poderia pelo menos ter se mostrado mais contida. Em recente entrevista, ela disse que “não daria o gostinho a ninguém de renunciar”. Mas, já que ela é a principal responsável pela triste situação econômica por que passa nosso país, não custava fechar a boca e economizar. Concordam?

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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PRECISAMOS DE MAIS IMPOSTOS?

 

Nos recorrentes pronunciamentos da equipe econômica do governo Temer, sempre é colocado no horizonte que, se tais e tais medidas não forem aprovadas, será necessária a elevação da carga tributária ou até mesmo a criação de impostos. Em face do noticiário diário de descobertas de falcatruas e desvio de recursos públicos, nas esferas federal, estaduais e municipais, chega-se a uma conclusão óbvia: não precisamos de mais impostos, precisamos apenas de mais honestidade e trato diligente dos recursos públicos, que são originados pelos já exorbitantes impostos que pagamos.

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

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NOVO RECORDE

 

Um novo recorde batido: do cheque especial, a 318,4%, pasmem. Isso apenas demonstra que vivemos num país desigual e que privilegia os poucos abastados, como banqueiros, em detrimento de uma parcela significativa da sociedade.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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MAIS UM ROMBO

 

No Brasil, acham desculpas e argumentos para tudo. Por exemplo, o Banco Central declarou ter tido um prejuízo de R$ 201 bilhões no semestre, o pior resultado já registrado. O motivo alegado é que foi em consequência dos prejuízos que tiveram em suas posições de reservas internacionais e derivativos cambiais pela queda do dólar. Pergunto: esses gênios economistas, administradores, etc. que, dizem, lá trabalham e são muito bem pagos, não previram que isso pudesse ocorrer? E o que fizeram para, se não evitar, ao menos amenizar esse rombo absurdo?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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PROPINA INSERIDA NA DÍVIDA BRASILEIRA

 

Convenhamos, se 20% de todos os orçamentos efetuados nos últimos 13 anos eram de propina, então a União não tem de pagar tudo, a não ser 80% restantes. Considerando, então, que todos os contratos e orçamentos aprovados foram objeto de achaques, a União deve considerar e descontar 20%, diminuindo assim a sua dívida. As construtoras e demais credoras da União têm liberdade de ir cobrar os 20% que foram obrigadas a dar como propina. Devem efetuar a cobrança judicial de quem as achacou. Afinal, elas têm planilhas, nomes, datas, valores, recibos e testemunhas suficientes para isso. E a Justiça tem de dar ganho de causa a elas. Se seguido este exemplo, só a Petrobrás deixará de pagar R$ 6 bilhões (20% de sua dívida). Imaginem, então, como ficará o Brasil. De devedor, passará a ser credor.

   

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

 

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TUTELA DISCRIMINATÓRIA

 

“Idade para se aposentar pode chegar a 70 anos” (“Estado”, 21/8, B5). Sou contra o duplo regime da Previdência que equipara políticos e funcionários públicos à realeza brasileira, já abolida teoricamente. Sou obrigada a também ser contra a idade mínima de 65 ou 70 anos para a aposentadoria, visto que temos o Estatuto do Idoso, de 2003, destinado a regular os “direitos” assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. Este estatuto, em alguns aspectos, torna na prática essas pessoas dependentes, e, agora, o governo quer que elas trabalhem até os 65 ou 70 anos? E, ainda, a Corregedoria de Justiça paulista, por meio de seu provimento 40/2012, item 131, recomenda aos cartórios limitar a um ano procurações feitas por pessoas de mais de 60 anos. Tal recomendação, além de gerar um belo caça-níqueis para os cartórios, é obviamente discriminatória – cabendo a qualquer oficial de cartório julgar o que é de interesse do outorgante. Discriminações oficiais brasileiras equiparam esta categoria de pessoas úteis à criança, e, a serem tutelados por qualquer um, o que tem que ser objeto de correção também.

 

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

 

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REFORMA NA PREVIDÊNCIA

 

Realmente, é incrível que os governantes só pensem em ferrar com os servidores, aposentados e pensionistas. Serão eles os verdadeiros culpados pela fantástica crise econômica, ética e moral do País? Ou foram os políticos que transformaram nossa democracia neste mar de lama? Será, senhor presidente, que a reforma pretendida vai “cassar” as aposentadorias duplas e triplas dos parlamentares, ex-governadores, ex-presidentes ou apenas vai prejudicar os “barnabés” do serviço público e trabalhadores honestos contribuintes que sustentam o País? A reforma deveria começar de cima para baixo, e não o contrário. Todas as conquistas dos brasileiros dos anos anteriores estão sendo extintas no nosso regime democrático. Isso é justo e honesto? Basta de tanta dissimulação e hipocrisia.

 

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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DUAS CASTAS

 

Hoje no Brasil temos dois tipos de Previdência: um cobre os trabalhadores normais e o outro cobre os funcionários públicos. Na realidade, criaram-se duas castas, pois as diferenças entre os dois planos é enorme e é desconhecida pela grande maioria da população. É essa diferença que precisa ser bem esclarecida. Esta, a meu ver, é uma das obrigações da mídia, especialmente a escrita. O “Estadão” deveria publicar artigos sobre esses dois planos de Previdência, para esclarecimento da população, enfatizando a enorme diferença.

 

Renzo Orlando  renzoorlando@uol.com.br

São Paulo

 

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AUXÍLIO-DOENÇA

 

O INSS precisa de fato fazer uma grande revisão – e constante – nos auxílios-doença e nas aposentadorias por invalidez. É bem comum vermos pessoas que são jovens recebendo o citado auxílio, mas em casa executam tarefas bem pesadas. A revisão maior deve ser feita em relação a empregados de empresas estatais (inclusive em licenças internas) e também nas previdências de servidores estatutários, pois nessas áreas há muito corporativismo e facilitários.

 

Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

 

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ENQUANTO ISSO...

 

Senti-me envergonhado ao saber do prêmio de R$ 12 milhões (R$ 500 mil para casa um) que será pago aos jogadores da seleção masculina de futebol pelo ouro conquistado na Olimpíada. Orgulho-me dos ouros, pratas e bronzes e de todos os atletas que lutaram para levar o Brasil ao pódio. Mas é isto aí: de uma instituição (CBF) com dirigentes sob suspeita e presos não se pode esperar muito mais do que isso. O que mais me assusta são as lágrimas de crocodilo dos atleta premiados.

 

João Israel Neiva jneiva@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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MIMO

 

É sempre o futebol, acho que Neymar, por tudo o que já merecidamente conseguiu, não precisa deste mimo de R$ 500 mil, nem a maioria dos outros jogadores. Mas tem bastante medalhista de ouro que não sabe de onde virá seu próximo salário ou patrocínio, e fizeram tão bonito ou até mais que os futebolistas. Lembra muito Paulo Maluf quando prefeito de São Paulo, em 1970, que deu um Fusca para cada tricampeão. Ridículo.

 

Harry Rentel harry@citratus.com.br

Vinhedo

 

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O LEGADO DA OLIMPÍADA E DA COPA

 

Terminada a Olimpíada do Rio, com 19 medalhas, o Brasil resta na melhor posição até hoje alcançada nos Jogos Olímpicos, mas não atingiu a meta de 27 medalhas. Estamos muito longe de ser um país dos esportes, pois investimos só no alto rendimento, e não no esporte popular. É tarde para discutir a conveniência da realização da Olimpíada ou da Copa de 2014 no Brasil. Mas é indispensável que os empreendimentos, especialmente os que tiveram a aplicação de dinheiro público, cumpram função social e urbanística. Devem as autoridades e entidades ligadas ao desporto aproveitar o momento e o legado olímpico para incentivar o povo à prática esportiva sem aquele viés enriquecedor que facilita a corrupção. Praticar o esporte como forma de socialização, cidadania, convivência e saúde, com a possibilidade de os melhores subirem os degraus da fama. Para tanto, as escolas devem ser conclamadas e apoiadas para oferecerem esportes ao alunado. As prefeituras e as empresas a, com recursos próprios e por incentivo fiscal, apoiar os esportes e notadamente as escolinhas de onde possam surgir os futuros craques das diferentes modalidades.

          

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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JOGOS OLÍMPICOS 2016

 

O Brasil obteve 13 medalhas e, pela primeira vez, o número de medalhas de ouro (7) é superior ao número de medalhas de prata e de bronze. Excelência pura.

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

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BOM DESEMPENHO

 

Estamos orgulhosos. Considerando as circunstâncias e o momento que o País atravessa, até conseguimos um bom desempenho, que por pouco não foi melhor. É pena que o brasileiro viva esses momentos somente em ocasiões de grandes eventos. E pensar que com um pouco de disposição, principalmente política, poderíamos estar entre os primeiros.

 

Vitor de Jesus vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

 

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NINGUÉM SEGURA ESTE PAÍS

 

Cheguei ao Brasil em 1968. O País tinha, então, 90 milhões de habitantes. Cantamos com alegria: “90 milhões em ação, pra frente Brasil!”. Hoje temos 210 milhões de habitantes. Nestes 48 anos, o Brasil cresceu por uma Alemanha, uma França, uma Bélgica, uma Holanda, um Luxemburgo, uma Dinamarca, uma Noruega, uma Suécia, uma Finlândia, uma Suíça e uma Áustria. Esses países levaram mais de mil anos para sua construção. Hoje, para cada brasileiro, tem um boi nos pastos e a agricultura tem uma colheita de 1 tonelada de grãos por habitante. Nos últimos dez anos, duplicou o fornecimento da energia elétrica, não houve mais blackouts, o número de automóveis passou para 67 milhões, o PIB, o salário mínimo e as exportações dobraram e a nossa moeda vale hoje mais em dólares do que 13 anos antes. Baixamos o números dos miseráveis de 50 para 20 milhões. Fizemos uma bela Copa de Mundo e os mais bonitos Jogos Olímpicos da história. Brasil é um dos poucos países que tem uma imprensa livre e uma Polícia Federal sem interferência, que prende os corruptos de todos os partidos e também os corruptores. Tenho plena confiança de que em poucos anos o Brasil vai fazer com muito orgulho parte do Primeiro Mundo. Viva Brasil!

 

Michael Peuser mpeuser@hotmail.com

São Paulo

 

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TÁXIS EM SÃO PAULO

 

Qualquer pessoa de bom senso sabe que não se pode equiparar coisas diferentes. Produtos e serviços são distintos em qualquer parte do mundo para atender gostos, expectativas e bolsos distintos. Um carro importado de luxo custa bem mais do que um básico nacional, um uísque escocês, mais do que um paraguaio, um vinho francês, mais do que um chileno, uma passagem aérea de primeira classe, mais do que uma de classe executiva, e esta, mais do que uma econômica. Isso posto, causa espécie a portaria da Secretaria Municipal de Transportes (SMT), recém-publicada no “Diário Oficial” da cidade de São Paulo a mando do prefeito Fernando Haddad, em fim de mandato, determinando que do dia 24/8 em diante todas as tarifas de táxi da capital estão igualadas pelo menor preço até então vigente na categoria “comum”, fazendo tábula rasa entre bandeirada, tarifa quilométrica e horária dos carros de luxo, preto, especial, comum-rádio e comum. Ora, não são necessários muitos neurônios funcionando para intuir que essa medida esdrúxula e sem nenhum sentido, igual a tantas outras do prefeito, acabará, por óbvio, provocando a deterioração do serviço de um transporte tão essencial numa megalópole de trânsito cada dia mais caótico, como São Paulo, pela simples razão de que é totalmente injustificável, incoerente e fora de propósito que a tarifa do serviço de luxo de um carro de luxo seja exatamente igual à de um táxi básico. Como diz o gaiato, “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”.

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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CIDADE SEM PLANEJAMENTO

 

Salta aos olhos o fato de São Paulo não ter sido uma cidade planejada. Tal condição irreversível exige soluções caras para manter alguma mobilidade razoável, sejam túneis, viadutos, etc., sem esquecer a absurda falta de coordenação dos semáforos. Faixas de ônibus fora do horário de pico são ridículas, demagogia e falta de bom senso. O mesmo vale para ciclovias em muitos lugares – e creio que médicos especialistas deveriam alertar sobre a aspiração profunda de poluentes, que é inevitável. Que os automóveis derrubem o poste, espero.

 

Andre Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

 

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‘PEGADINHA’ NO TRÂNSITO?

 

No dia 16 de junho, por volta de 15 horas, a Avenida Zarki Narchi no sentido Tucuruvi estava um caos em consequência de um evento no Centro de Convenções ao lado do Lar Center. Aparentemente, nenhum agente de trânsito para pôr um pouco de ordem. Na altura do número 600 há uma baia com vários veículos estacionados a 90°, muito embora lá não se possa chegar sem transpor uma faixa contínua ou a faixa exclusiva de ônibus. Encostado na traseira de um veículo descaracterizado, mas que de perto percebe-se sua ligação com a Prefeitura de São Paulo, estava um senhor sem uniforme, com um colete reflexivo semelhante ao dos flanelinhas com um bloco nas mãos. Tive um mau pressentimento, confirmado com a multa que recebi ao regressar de longa viagem. Se isso não é “pegadinha”, indústria paulistana de multa, conforme amplamente divulgado pela mídia, é o quê? Esta é a Cidade Carinhosa? Com quem?

 

Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

 

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RELÓGIO ATRASADO

 

Já passou da hora de nós, brasileiros, tomarmos uma providência em relação à doença causada pelo mosquito Aedes Aegypti, zika vírus. Além de causar microcefalia, pode causar danos cerebrais mais graves que permanecerão com a criança durante toda a sua vida. Cada dia que passamos sem soluções para esse problema significa mais um dia de pessoas angustiadas e vulneráveis à doença. Espero que minha opinião tenha ajudado e espero que minha carta seja publicada.

 

Rafaela Siqueira Ciaccio rafa.siqueira.ciaccio@hotmail.com

São Paulo

 

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HOSPITAL SÃO LUIZ GONZAGA

 

Este hospital está localizado no bairro do Jaçanã, cidade de São Paulo, e pertence À Santa de São Paulo. Ao lado deste hospital tem uma base da Polícia Militar. Os carros que ficam no estacionamento deste hospital são constantemente atacados, assim como visitantes, pacientes, funcionários e médicos. As condições de trabalho que a Santa Casa dá já são precárias e as condições de segurança praticamente não existem. Funcionários lutam para conviver com as condições de trabalho, mas não conseguem conviver com a falta de segurança, e muitos estão abandonando o emprego. Nós, cidadãos, somos roubados pelos que administram o hospital e por assaltantes. De quem é a obrigação de resolver esta situação? Não temos prefeito nem governador, ambos são medíocres.

 

Joaquim F. Herbabuena jfherbabuena@gmail.com

São Paulo

 

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SEGURANÇA E ESTATÍSTICA

 

Quando a Segurança sabe que o número de homicídios é maior do que o divulgado, quando delegado e capitã da Polícia Militar, responsáveis pelas estatísticas criminais, afirmam que as correções feitas após o fechamento dos dados não são publicadas pela pasta, diz o delegado que, em 1.500 mortes suspeitas por mês, isso ocorre em 20 ou 30 casos. As estatísticas de homicídio e crimes de natureza diversa devem ser divulgadas com a melhor veracidade possível, para que a população refém da bandidagem e da violência possa encontrar meios para se defender. A Secretaria de Segurança Pública não edulcora os dados, mas a população desconfia dos dados ao constatar todas as tardes, nos programas veiculados pelas TVs Bandeirantes e Record, mostrando a realidade da violência na cidade de São Paulo – pelo conteúdo dos programas, não se esgota nunca. São Paulo está superando os padrões de violência próprios de Tombstone e Nashvile, no velho-oeste americano.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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