Fórum dos Leitores

IMPEACHMENT

O Estado de S.Paulo

31 Agosto 2016 | 03h01

Basta!

Não aguento mais esse circo de barbaridades que se tornou o processo de impeachment. Dilma com as mesmas respostas às diferentes perguntas, o que, a meu ver, constitui um desrespeito a quem as formulou e a quem as ouviu, como eu. Decoreba pura usada para todas as questões. Cheguei a pensar que se tratava de videoteipe. E o advogado da ré apelando para o ridículo de incitar as mulheres a se revoltarem contra o que chamou de preconceito contra elas? Ora, preconceito... E, revoltado, clamando que não se pode manchar a honra de uma mulher honesta? Ora, ora... Honra de homens e mulheres vale o mesmo. Apelar para esse argumento chinfrim é deprimente. Incompetência, mentira, desleixo e roubo desenfreado, levando o País ao estado em que está é crime, sob qualquer ponto de vista. Por quanto tempo ainda teremos de ouvir tantas barbaridades da tropa de choque da afastada? Basta!

LÚCIA MENDONÇA

luciamendonca@terra.com.br

São Paulo

Análise sintática

De um lado, substantivos e adjetivos; do outro, conjunções e pronomes. Entre eles, verbos desesperados procurando o tempo certo para fugir, enquanto o sujeito tenta afastar o predicado, tornando-se quase oculto. No dilmês castiço, nem pedalada resolve a clareza, a regência, a sintaxe. Na penúria de ideias, coitadas das frases. E, muito mais ainda, coitado do Brasil...

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Nem o diabo a aguenta

A confiabilidade da Dilma é zero e isso é o que mais pesa na sua rejeição. Mentiu desbragadamente para ser eleita. Circulou intimamente pelos 13 anos de petismo e fingiu que nada viu. Precisa de conselhos de seu inventor, pois sozinha não consegue caminhar. Passou por cima de todos os seus ministros, não aceitando opiniões, como se soubesse tudo. Com sua pretensa expertise levou o Brasil à falência. Finge estar tudo bem, quando, na verdade, estamos à deriva. Reconhece que cometeu alguns erros, mas nem todos. Quer levar o Brasil para o bolivarianismo a fim de lançar amarras para seus descalabros. Designou ministros fracos, para manter suas pífias teorias. Faz o diabo para se manter, mas nem o diabo a aguenta mais.

GERALDO SIFFERT JUNIOR

siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

Joana d’Arc de araque

Das muitas, e falsas, personas com que a sra. Vana Rousseff gosta de adornar o seu perfil, a mais abjeta, porque a mais mentirosa, é a de uma democrata que se oferece ao sacrifício pelo ideal democrático. Uma vez mais, no chorrilho de meias-verdades e mentiras absolutas com que ofendeu a Nação da tribuna do Senado, a velha senhora se esparramou num exercício de delírio malsão. É salutar lembrar que a guerrilheira que se quer passar por heroína de ideais democráticos foi apenas uma integrante de um dos grupelhos marxistas que pretendiam aproveitar a oportunidade para instalar no Brasil um regime autocrático de esquerda, no figurino moscovita e modelo fidelista cubano. Para tanto não hesitavam na prática da luta armada, no roubo, no assassínio. Confundir o seu ideal político-doutrinário com democracia e manter esses dementes desvios até 2016 é demais. O século 20 foi um campo histórico em que o mundo testemunhou os cruéis malefícios da ideologia que a sra. Vana Rousseff confunde com democracia. Da antiga União Soviética aos países satélites europeus (de um dos quais emigrou seu pai), do Vietnã à China de Mao e ao Camboja de Pol Pot, dezenas de milhões de mortos, destruição, miséria e opressão. Lamentamos os abusos que sofreu do regime militar. Mas bendizemos seu fracasso, falsa Joana d’Arc do PT.

ALEXANDRE DE M. MARQUES

ammarques@uol.com.br

São Paulo

Falsa democrata

Dilma jamais lutou pela democracia, mas pela implantação de outra ditadura, do proletariado!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojalati@gmail.com

Campinas

Agora é tarde

Quando o PT tomou conta do Estado como se fosse seu, quem se levantou para defender a democracia? O povo que saiu às ruas e fez suas panelas soarem bem alto. Quando as mentiras da propaganda governamental começaram a ruir, quem defendeu a verdade? A imprensa. Quando provas vieram à tona, quem defendeu a justiça? O Ministério Público de Curitiba e o juiz Sergio Moro. E vêm Dilma, Lula e sua turma posar de paladinos da democracia, da verdade e da justiça? Pena, agora é tarde.

JORGE A. NURKIN

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Enaltecendo a Constituição

Em 25 de agosto, sob os olhares do mundo, nós, brasileiros, com sentimento profundo de dignidade cidadã, vimos o início da fase final do julgamento do impeachment da presidente afastada, tendo como presidente Ricardo Lewandowski, presidente do STF, o guardião da nossa Constituição. Em oposição aos 13 anos de soberba que caracterizaram os governos de Lula e Dilma, desejo que os srs. senadores aprovem o impeachment, conforme determina a Carta Magna. Todos os que defendem a democracia baseada no Estado de Direito esperam que os srs. senadores representem a Nação, em consideração também ao maciço clamor popular a favor do impeachment. Judiciário competente – louros para a Lava Jato e o juiz Sergio Moro –, imprensa livre destemida e o exercício da cidadania por vias democráticas nos propiciaram esta grande oportunidade de encerrarmos um período de governos obscurantistas e nefastos, para trabalharmos doravante olimpicamente por reformas de nossas instituições, ensejando uma aurora de paz, união e progresso, para o bem do Brasil. Que os senadores, agora juízes, enalteçam a nossa Constituição votando a favor do impeachment da presidente.

HERBERT SILVIO A. P. HALBSGUT

h.halbsgut@hotmail.com

Rio Claro

Dilmistas arruaceiros

Ontem, logo de manhã, vi na TV manifestantes contra o impeachment, em movimento coordenado, levando caminhões carregados de pneus usados que foram descarregados e incendiados para bloquear pistas em pontos de movimento da cidade de São Paulo, só para atazanar a vida do paulistano trabalhador. Cabe à polícia averiguar quem montou esse esquema que traz prejuízos à vida da cidade. E fica a pergunta: por que os caminhões de bombeiros não chegam rapidamente e descarregam água com bastante pressão no lombo desses desocupados e também espuma marcante para identificá-los e facilitar sua detenção pela PM?

LAÉRCIO ZANNINI

spettro@uol.com.br

Garça

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

IMPEACHMENT

Minhas impressões sobre o processo de impeachment: 1) Dilma Rousseff nunca deveria ter sido eleita. É absolutamente despreparada para tal cargo. Lula elegeu um poste. A história cobrará o preço dessa escolha de Lula. Já quanto à nossa (eleitor) escolha por Dilma, a fatura já chegou, custando uma década de avanços sociais. Voltamos no tempo, ao patamar de 2005, porém com o horizonte sombrio de 1985 (a citação deste ano é proposital). 2) Dilma foi eleita numa fraude. A eleição de 2014 deve ter sido o maior estelionato eleitoral da história mundial. Todo o seu primeiro mandato, de 2011 a 2014, foi uma farsa. Todo mundo via, mas ninguém queria ver, pelo simples motivo de que a economia é que dita a escolha política das massas. Dilma, Lula, FHC, Itamar, todos são iguais, bons ou ruins, se a vida do "cidadão médio" estiver igualmente boa ou ruim. O Brasil, infelizmente, não chegou ao patamar civilizatório de ter uma sociedade de princípios. 3) Dilma está sendo "deposta" numa fraude, tal qual foi eleita. Aqui fez e aqui pagamos, no plural, porque essa conta será paga pela sociedade. Em 2016 foi inaugurado um novo sistema de governo, o "parlamentarismo à brasileira". Lá fora já devem estar chamando de "brazillian parliament"... Dois impedimentos em 25 anos não podem ser normal. 4) A expressão "golpe" pode ser interpretada de vários prismas. Do ponto de vista formal, o processo é perfeitamente válido. Seguiram-se a Constituição, a lei e o precedente Collor. Foram garantidos o contraditório e a ampla defesa. O Supremo Tribunal Federal (STF) avalizou o procedimento. O vice-presidente deve assumir, a chapa foi eleita, entre outros argumentos. Sob o prisma material, o processo é uma farsa, pois nada há de substantivo. A rigor, a conduta de Dilma foi a mesma de 2011 a 2014, mas isso foi tolerado enquanto era conveniente. Ou será que ninguém havia escutado a expressão "contabilidade criativa", que demonstra o desprezo pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)? 5) Em outras palavras, após a eleição de 2014 o castelo de cartas ruiu. Dilma e sua trupe foram desmascarados. Mas este é o problema: Dilma foi eleita por 54 milhões de "enganados", porém o nosso sistema eleitoral não prevê o "recall", como em alguns Estados americanos, por exemplo. 6) Desde a admissão pela Câmara dos Deputados (daquele tal de Eduardo Cunha), o impeachment se tornou irreversível. A absolvição de Dilma pelo Senado seria o pior dos mundos. Seria a reinvenção da expressão "vitória de Pirro", cunhada (não podia perder o trocadilho) em 280 a.C. O mundo passaria a usar a expressão "vitória de Dilma", pois do Brasil nada nem ninguém ficaria em pé para comemorar. 7) Esperemos pelo amanhã, cada qual com sua convicção, sob o pensamento de Saramago em "Ensaio sobre a cegueira": "Se eu estiver a ser sincero hoje, que importa que tenha de arrepender-me amanhã?".

Rodrigo Francisco Silva rodrigo@rfrancisco.com.br

Campinas

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O RESULTADO DO PROCESSO

Colocando de forma bem prática o significado deste processo de impeachment no Senado, independentemente das filigranas jurídicas, é o seguinte: não é a senhora Dilma Rousseff que está sendo julgada. Ela é uma pessoa honesta e respeitável. O que está sendo julgado é o seu governo. Se o governo Dilma for absolvido, o condenado será o Brasil, cujo povo continuará a sofrer por todos os erros cometidos por sua gestão. Se o governo for condenado, a cidadã Dilma ficará livre para voltar para casa, junto de seus queridos, e o País será absolvido e estará livre para tomar um rumo melhor para seu povo. Em súmula, será bom para os dois lados.

Tercio Sarli Terciosarli.edicoes@r7.com

Campinas

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LEGADO DA CRISE

Certamente, independentemente do resultado do julgamento do impeachment presidencial, o legado que ficará é a extrema necessidade de uma profunda reforma política, em que o tema do parlamentarismo aflora de forma bastante forte e terá de ser novamente alvo da apreciação do povo brasileiro. Esperemos que tenhamos capacidade para decidir serenamente o futuro democrático que teremos de trilhar rumo à construção da grande nação com que sonhamos e que temos tudo para ser.

José de A. N. de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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DIÁLOGO COM O CONGRESSO

Em sua defesa no Senado, a presidente Dilma culpou a "crise política" que disse ter enfrentado. Esqueceu-se de dizer que num sistema democrático de coalização, sua empáfia com viés ditatorial achou que não precisava do Congresso Nacional para governar. E fez lambança, quebrando o País. Trocando em miúdos: fez de suas atitudes a mesma coisa que faz ao se comunicar. Um desastre!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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DE IMPROVISO

Em 2011, perante o Congresso Nacional, Dilma Rousseff disse que sua missão era erradicar a pobreza. Cinco anos depois, só lhe sobrou o apoio de parte daqueles cuja fortuna a presidente contribuiu para multiplicar exponencialmente. A "mãe do PAC", em seu "mis en scene" derradeiro, esticou ao máximo a maior recessão de nossa história, fruto do casamento da corrupção em níveis como nunca antes se vira com a incompetência magna de seu desgoverno. É chegada a hora de parar de assombrar o nosso país e seguir os passos de seu mentor no tão lucrativo mercado de palestras. Especialmente se for para falar de improviso. Nisso, todos admitem, a senhora é imbatível. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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VOTOS

Dilma chega ao Senado com 54 milhões de votos, vamos ver com quantos votos vai sair de lá. A correção. Dos 54 milhões de votos, perto de 36.343 milhões foram dados a Michel Temer, do PMDB, e parte deles aos eleitores (acredito) que não votariam em Aécio Neves. Portanto, ela vai sair do Senado com as mesmas 40 pessoas que defendem ferrenhamente o inexistente golpe democrático.

Carlo Galeffi flavioprada39@gmail.com

São Paulo

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SEM MEANDROS

Os pedidos de impeachment de Sarney, Collor, Itamar e FHC foram tentativas de golpe do PT? 

 

Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro 

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REPRESENTATIVIDADE

Os senadores que irão votar a favor do impeachment de Dilma representam no mínimo cerca de 80 milhões de eleitores, portanto os representantes destes eleitores superam em muito os 54 milhões de eleitores da ex-presidente.

Vital Romaneli Penha vrpenha@terra.com.br

Jacareí

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EMBROMAÇÃO

O que nós assistimos durante a sua defesa no Senado foi a uma Dilma embromadora, que nada mudou. Ela continua, sem ruborizar, mentindo pelos cotovelos, principalmente quando afirma que a grave crise econômica brasileira é resultado da crise externa, da consequente queda dos preços das commodities, etc. E não se esqueceu de frisar que é honesta e que não praticou nenhum crime de responsabilidade. Ao responder às questões formuladas pelos senadores favoráveis ao impeachment, embromou o quanto pôde nas respostas. E, sob o olhar de um Lula deprimido e desmoralizado sentado na galeria da Casa, Dilma só se sentia confortável quando seus aliados e radicais bajuladores elogiavam sua desastrosa administração. Uma verdadeira tortura contra a sociedade brasileira, já que em momento algum Dilma foi capaz de reconhecer o desastre econômico e social que causou ao País. Mas o que esperar de alguém que afirmou um dia que faria "o diabo" para se eleger? 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A LONGA CATILINÁRIA

Na segunda-feira tivemos um exaustivo dia, em que a presidente tentou explicar que não cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal acintosamente usando os bancos públicos para financiar programas eleitoreiros do governo, em flagrante desrespeito àquela lei, não corresponde a crime de responsabilidade. Deveria ser, no mínimo, crime de responsabilidade fiscal, mas não para a presidente. Para ela, isso não seria um crime ou, talvez, seria um crime menor, e não de responsabilidade. Na sua longa catilinária, a presidente não cansou de repetir que lutou contra a ditadura e que foi torturada. A presidente só se esqueceu de completar sua frase contando que lutou contra uma ditadura de direita para instaurar uma ditadura de esquerda no País, ao que se seguiriam, conforme exemplos históricos, os fuzilamentos no "paredón" (em respeito à pronúncia cubana de onde vinha a inspiração da presidente - isso talvez explique o PAC cubano que a presidente financiou). A presidente em nenhum momento se reportou aos seus companheiros de luta, pois alguns estão presos, como o companheiro José Dirceu e o companheiro José Genoino, que ela deu um jeito de indultar e tirar da cadeia. Respostas consistentes ficaram para outra oportunidade, que não existirá. Assim cremos que a presidente vive num mundo de meias verdades, ou meias mentiras, que levaram ao seu inexorável impeachment.

Luís S. Soares Rodrigues luisseveriano@bol.com.br

Mesquita (RJ)

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SALVO-CONDUTO

O torturador, por violar direitos humanos, é um demônio. Mas o torturado não vira anjo pelo suplício sofrido. Assim, a biografia de Dilma Rousseff não é salvo-conduto para desgoverno e corrupção. Aliás, mitificar seus militantes outrora torturados é um ardil da esquerda para tentar imunizá-los. O Brasil não deve complacência aos ex-torturados alçados ao poder que praticaram fisiologismo, desonrando, inclusive, seus companheiros mortos. Até nunca mais, Dilma! 

  

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte 

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A CUMPLICIDADE DA ESQUERDA 

O centro decisório do impeachment é o Senado. Mas o poder de lá se alimenta dos poderes de cá, das redes sociais, das ruas, dos micropoderes, das periferias discursivas (Foucault, Habermas, etc.). Por isso, se há um golpe de Estado em progresso, então é, novamente, um golpe que tem amplo apoio popular (outrora, o golpe foi civil-militar, em 1964; agora, é "civil-parlamentar"). Ou seja, não só os antiDilma dão tal apoio, mas a cumplicidade dentro do próprio PT e a guarda abaixada da esquerda brasileira, como um todo, permitem que esse processo de mérito tão duvidoso tenha por desfecho a destituição de um presidente da República, eleito em regime presidencialista. Talvez, enfim, até o PT esteja com saudade de ser oposição, de ter um inimigo claro no governo central; talvez haja um desejo anárquico e até subconsciente em parte da militância de esquerda, que concorda com Deleuze: "A esquerda não tem nada a ver com governo!". 

Wellington Anselmo Martins am.wellington@hotmail.com

Bauru 

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MAIS DO MESMO

A quase ex-presidente Dilma nada apresentou de novidade na segunda-feira. Falou do passado, falou do presente e não reconheceu seus erros. Ao optar por ser guerrilheira, por assaltar bancos, participar de morte de inocentes, certamente sabia que sofreria consequências. Reclamar "a posteriori" é ato de covardia. Quanto à sua doença, deveria ter em mente que recebeu tratamento impensável para a grande maioria dos brasileiros. "Gerentona" que não gerencia dá no que deu, foi omissa por ter os olhos no poder, quando deveria estar voltado ao dever. Ver o País quebrado e nada fazer foi o grande crime cometido. Tudo em nome de uma reeleição, da ganância, do poder do dinheiro, da submissão e de um currículo fajuto, que a verdade e o tempo (senhor da razão) um dia mostrariam. Na sua forma arrogante e autoritária de ser, não elencou nenhum erro e muito menos apresentou a nova forma de gerenciar para corrigir "as cagadas" que sistematicamente cometeu.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

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'MULHER SAPIENS'

A senhora Dilma mencionou todas as classes médias do Brasil e se esqueceu das classes bês, cês e dês. E tem diploma de nível superior. "Nóis pega os peixe e paga os pato"!

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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TRAGÉDIA OU FARSA?

Enquanto a "tigrada" se esgoelava para defender a "presidenta inocenta", Dilma foi flagrada em animada conversa com Lewandowski, José Eduardo Cardozo e ninguém menos que o senador Aécio Neves, em intervalo no plenário do Senado. Todos sorrindo (!), conforme fotos publicadas pela imprensa.

José Guilherme Beccari jgb.e@uol.com.br

São Paulo

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VELHOS AMIGOS

Quando vi o senador Aécio Neves abraçar Dilma Rousseff nos corredores do Senado, cheguei à seguinte conclusão: políticos são todos farinha do mesmo saco.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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DE VOLTA AO CHÃO

Dois zumbis financeiramente bem-sucedidos, um pelo talento (Chico Buarque), outro pela suposta esperteza da honestidade lubrificada à propina (Lula da Silva), assistiram, incrédulos e empoleirados na arquibancada do Senado, ao discurso delirante de Dilma Rousseff, ato presencial da defesa da ré na derradeira fase do processo do impeachment da primeira mulher presidente da República. Ela parecia falar em - e de - Amaurote, a capital da Utopia, de Thomas Morus. Surreal. O Brasil de Dilma vai bem e muito além de obrigado. A quase-ex-presidente tem dificuldade de associar a fala à realidade. E vice-versa. Até que, ao responder ao senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), derrapou para o chão dos comuns, deusa de barro vencida: "A vida é assim, senador. Dura". Enfim, um momento de lucidez, jogadas ao chão a arrogância, a vaidade, a soberba, as escaras pestilentas que o poder produz na pele de uns e umas. Chico se escafedeu na brecha do almoço. Lula resistiu, desprezado pelos holofotes da boa fama. Parecia pensar em Sérgio Moro.

José Maria Leal Paes josemarialealpaes@gmail.com

Belém

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CHICO E O IMPEACHMENT

Até onde se sabe, Chico Buarque está morando em Paris - eis a razão pela qual está lamentando a saída de Dilma da Presidência. Deveria, na qualidade de "amigo" dela, perguntar o que fazer com quase 12 milhões de desempregados no Brasil. Grande compositor e péssimo brasileiro.

Carlos A. Ferreira carlos.alberto572@terra.com.br

Águas de Lindóia

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INSPIRAÇÃO

Chico Buarque foi assistir à defesa de Dilma, ao lado de Lula, para buscar inspiração. Pretende escrever dois novos livros: "O irmão pernambucano (de fé e de copo)"; e "Estorvo 2".

Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo

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APESAR DE VOCÊ...

Então, Chico Buarque foi assistir ao julgamento de Dilma no Senado? Chama o ladrão, a coisa aqui tá preta graças aos governos do PT que você apoiou, Chico. Apesar de você, amanhã há de ser outro dia!

Marcelo Cioti marcelo.cioti@gmail.com

Atibaia

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PECHINCHA

Vendo meus seis CDs do Chico Buarque. O preço é barato, assim como se tornou barato o artista ao se permitir ladear pelo maior corrupto da humanidade!

Nelio Alves Gomes raytomonelio@hotmail.com

Curitiba

 

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RUMO AO OSTRACISMO

Nos idos de 2002, a atriz Regina Duarte passou a curtir o ostracismo, isso porque resolveu apoiar o adversário do homem "mais honesto" do País, dizendo-se com medo do que viria pela frente, caso este fosse eleito. Agora, tudo leva a crer que a querida atriz virá a ser substituída, em seu retiro forçado, por um compositor razoável e cantor medíocre, que se atreve a apoiar uma presidente afastada, igualmente medíocre, na vã tentativa de manter benefícios auferidos como militante ao longo dos últimos 13 anos. Com certeza, nenhum deles fará falta, seja na administração do País, seja no ramo artístico.

Blumer Jardim Morelli blumer@aasp.org.br

São Bernardo do Campo

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DA LETRA DE CHICO BUARQUE

Dilma é a versão atualizada da Geni.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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TEATRO DE COMÉDIA

Terminado o julgamento de Dilma Rousseff, cabe a pergunta: deixarão saudades os senadores Lindbergh Farias, Gleisi Hoffmann e Vanessa Grazziotin? Claro! Afinal, foram os grandes protagonistas da mais recente temporada do Teatro de Comédia do Senado. Rir para não chorar...

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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MEDIOCRIDADE

Assistindo à performance dos senadores no processo de impedimento da presidente, alguns se destacaram pela mediocridade e absoluta falta de condição para ser um senador da República. Destaque negativo, é claro, para o "lindinho", ou Lindbergh Farias, passando por dona Gleisi Hoffmann e, para fechar o circo, Fátima Bezerra. Do pouco que assisti, o trio se destacou. Nunca vi nada igual, nem em briga de comadres, guardadas as proporções, preponderaram a ignorância, a falta de objetivo nos argumentos e, acima de tudo, a falta de sintonia com a realidade. Parece que vivem em Marte. Como estão distantes da realidade vivida pelo povo brasileiro. 

Carlos B. Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

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LINDBERGH E ÉMILE ZOLA

O nada criativo senador petista Lindbergh Farias, vociferando em defender o "não" ao impeachment da quase em definitivo ex-presidente Dilma, recorreu a expressão histórica de Émile Zola, em carta dirigida ao presidente da República francesa e intitulada "J'accuse", publicada em 13 de janeiro de 1898 no jornal "L'aurore", tendo por objetivo o de defender o capitão Dreyfus, acusado de traição. Zola nominou todos os implicados e as acusações que levaram Dreyfus à prisão e condenação. Se o senador não se restringisse só ao título e tivesse conhecimento de que Zola exilou-se por meses na Inglaterra, aguardando a revisão do processo, veria que é o que deveria ser imitado, desta feita indo para casa e deixando de nos tratar, com seu rugido espetaculoso, como idiotas que nada entendem e vítimas do que hipocritamente procura defender.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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'J'ACCUSE'

Patético o "Zola tupiniquim" ao defender Dilma "Rolando Lero" Rousseff. 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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ROLANDO LERO

Melhor definição para a Dilma.

Candida Barros candy.barr@uol.com.br

São Paulo

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CERIMÔNIA DE ENCERRAMENTO

Faz poucos dias tivemos o encerramento da Olimpíada, quando mostramos ao mundo um pouco da nossa cultura e da nossa alegria. Hoje teremos uma nova cerimônia de encerramento, que talvez não termine com o som das baterias das escolas de samba do Rio, mas tenho certeza de que não vão faltar fogos de artifício por todo o País, anunciando um Brasil que quer voltar ao pódio das grandes nações.

Luiz G. Tressoldi Saraiva lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

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O DIA D

Uma sugestão às diretoras de cinema Maria Augusta Ramos, Petra Costa e Anna Muylaert, que pretendem realizar um filme sobre o impeachment de Dilma Rousseff: o artigo de Arnaldo Jabor "O dia D de Dilma" ("Estadão", 30/8, C8) é um roteiro perfeito para o filme.

José Roberto de Jesus zerobertodejesus@gmail.com

Capão Bonito 

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CENA FINAL

Ninguém poderia caracterizar melhor a cena final da peça do afastamento da presidente que o talentoso Arnaldo Jabor ("O dia D de Dilma"), que viveu os sonhos socialistas-comunistas. Os historiadores obtêm um material precioso para relatar a conjunção de ideologia, de trama de poder e de psicologia pessoal, compartilhada com os seguidores petistas. Ressaltando só uma curta passagem, que ficou evidente no desempenho real para quem soube ouvir nas entrelinhas: "Para nós, 'democracia' sempre foi uma estratégia para tomada de poder". Erundina já disse isso. As palavras podem ter várias definições. Dilma não pretendia "salvar" a democracia da Constituição "burguesa". Ouvi quando Dilma negou que o afastamento veio da sociedade através das manifestações. Para ela, a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal simplesmente não valem. Então não pode haver infração ou crime. Corrupção é "desapropriação para a justa causa". Foi uma trama muito bem urdida de longa data. Não acreditavam que pudesse não dar certo. Na visão petista, apenas erraram na expectativa do comportamento de um vilão, Cunha. Custa acreditar, mesmo para quem já adivinhava. Ela disse, com todas as letras. É a confissão do pretendido golpe por subversão.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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MARCHINHA PARA O CARNAVAL

"Hoje acaba o suplício, / Não aguento mais esse hospício, / o Brasil andou prá trás, / que desperdício, / a pasta vai voltar pro dentifrício!"

Marcello M. Simonsen Nico mentanico@hotmail.com

São Paulo

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'HOSPÍCIO'

Quanta baixaria e falta de modos no Senado nos últimos dias! Por exemplo, uma senadora esculhambou toda a Casa classificando os senadores de "sem moral" (entendi que ela própria estava incluída) para julgar Dilma Rousseff. O revide foi imediato, com outro senador acusando o marido da excelência de "de desvio de dinheiro de empréstimos consignados dos pobres aposentados". Um terceiro senador tomou as dores da sua queridinha "companheira" e retruca o anterior: "Assaltante de trabalho escravo!". Generalizou-se a pancadaria: "Tem de fazer antidoping. Fica cheirando, não". "Canalha! Canalha!" E por aí foi uma das sessões sob comando do presidente do Supremo Tribunal Federal. Coisa feia e sem propósito, perda de tempo para assunto sabidamente já definido. Vão trabalhar, excelências!

Adriles Ulhoa Filho adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

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O VOTO DE RENAN

Depois de tumulto no plenário, quando uma das sessões foi suspensa, o senador Renan Calheiros, presidente do Congresso Nacional, tomou a palavra e tentou apaziguar os ânimos, pedindo moderação aos seus pares. Ao final da sua fala, teria sido interpelado pela base do governo petista e se insurgiu contra seus interlocutores. Renan, retomando o microfone, passou a desandar com a senadora Gleisi Hoffmann, afirmando que havia intervindo junto ao STF para suspender o seu indiciamento criminal e o de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo. Foi cercado e assediado por um grupo de senadores da base do governo afastado. Penso que, depois deste novo imbróglio, os apoiadores da presidente petista conseguiram reverter mais um voto indeciso e engrossaram os apoiadores do impeachment. Tudo para o bem do Brasil. Felizmente!

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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ESPETÁCULO LAMENTÁVEL

Assisti ao triste espetáculo ocorrido no Senado da República na oitiva das testemunhas arroladas pelo advogado da presidente afastada. Notórias senadoras e um jovem excitado, como de costume, partiram para ofensas pessoais, o que provocou justa reação, provocando a atuação do presidente daquela Casa, que deixou escapar sua atuação junto ao STF para livrar a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido de uma merecida investigação (foi ela quem começou o triste espetáculo ao declarar que no Senado ninguém teria moral para julgar a presidente afastada). 

 

Jose Carlos Amaral jc.amaral1@uol.com.br

São Paulo

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CONFISSÃO BOMBÁSTICA

Quer dizer que Renan Calheiros livrou Gleisi Hoffmann do indiciamento? Isso pode, Arnaldo?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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ALIVIADA NO STF

Renan Calheiros, presidente do Senado Federal, confessou naquela Casa, ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, após arruaça da arrogante e barraqueira Gleisi Hoffmann, que havia "aliviado" no tribunal a situação dela e de seu marido, Paulo Bernardo, pelas corrupções que praticaram. E agora? Com a palavra, o maltratado povo.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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VASOS COMUNICANTES

Renan Calheiros se exaltou e, no auge da ira, deixou escapar que os porões dos poderes são vasos comunicantes. O que era uma desconfiança virou certeza!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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RENAN E O STF

A propósito da polêmica e delicada declaração do presidente do Senado Renan Calheiros, que disse em alto e bom som no microfone do plenário da Casa ter intercedido com sucesso junto ao Supremo Tribunal Federal, tendo conseguido desfazer o indiciamento da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo (PT-PR), acusados de envolvimento no megaesquema de recebimento de propina da Petrobrás para o financiamento de campanha política, resta saber quando o STF irá se pronunciar a respeito. A conferir...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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A MENTIRA DE GLEISI

O presidente do Senado, Renan Calheiros, interrompeu a sessão de sexta-feira para desaprovar a senadora Gleisi, que disse que o Senado não tem moral para julgar Dilma. Como Calheiros tenta desmerecer Gleisi, reprovando-a por isso, se ele é um dos muitos senadores que há anos têm ações no STF, a maioria por apropriação indébita de recursos públicos, e o Supremo esquece os processos nas gavetas? Igualmente Calheiros está mentindo, porque ele e vários senadores são mencionados nas investigações como tendo recebido dinheiro da Petrobrás. Onde está a moral do Senado, que ninguém consegue enxergar, exceto o STF?

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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INSULTO A TODOS OS BRASILEIROS

Pensando bem, quando Gleisi Hoffman vomitou sua ofensa ao Senado, com uma frase estudada que lhe foi entregue evidentemente por Lula para igualar a todos, desqualificando assim a legitimidade dos seus pares, me senti profundamente insultada e indignada sem saber exatamente por quê. A frase por ela proferida ("ninguém aqui tem moral para julgar a presidenta") foi-me instilando um desconforto cada vez maior. Depois me dei conta de que esta manobra venenosa se dirigia a nós também, povo brasileiro, pois nos fazemos representar pelos senadores que lá estão julgando Dilma Rousseff - é preciso que isso fique bem claro! De fato, o Senado não é um monastério de frades franciscanos ou jesuítas, mas é a Câmara Alta do País, que os defensores de Dilma trataram de medir de acordo com sua régua, de forma cinicamente ensaiada. Lá, no Senado, há gente de valor sobre quem não pesa nenhuma acusação de corrupção. Muito pelo contrário! É gente de passado e presente limpos, situação que os senadores histriônicos e defensores de Dilma não conhecem, envolvidos que estão todos até o pescoço em denúncias de ilicitudes, lembrando que o marido de dona Gleisi está preso e ela, às voltas com a Justiça. E, depois, é revoltante a tática repetitiva sempre utilizada de projetar em todos a podridão que é deles. Usam com maestria a máxima do "atribua aos outros o mal que vocês mesmos praticam". Que os senadores que se sentiram ofendidos levem adiante providências para uma séria punição a esta senhora gritona e prepotente e proponham um desagravo ao povo brasileiro, pois a grande maioria de nós tem moral, sim, para julgar, condenar e exigir o afastamento daquela que foi a pior, a mais cínica e irresponsável de todos os mandatários que já presidiram este país. Os milhões que já foram às ruas provaram isso de forma muito clara. Sua saída, se acontecer, será a libertação do Brasil da coisa mais nefasta que já nos aconteceu, sem contar que nos libertaremos de tanta maldade e tanta destrutividade contra o povo brasileiro. 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

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O QUE RESTA ACONTECER?

Em meio à enorme baixaria exibida pelos julgadores da presidente afastada Dilma Rousseff, o que mais chocou foi a declaração instintivamente escorregada por Renan Calheiros, presidente do Senado, quando reagiu à manifestação da senadora historicamente histérica, Gleisi Hoffmann (PT-PR), que, aos berros, afirmou não ter a instituição moral para condenar a acusada por crime de responsabilidade. Ao criticar com veemência o comportamento da nada nobre parlamentar, acrescentou Renan que não o entendia, pois havia intervindo para evitar sua a prisão. Foi uma revelação inesperada do ambiente fétido de favorecimentos e corporativismo que reina entre a nossa lamentável classe política. O povo, pelo qual deveriam trabalhar aqueles mandarins de alto custo, assiste, impassível, a este circo dos horrores e o mantém, enquanto contribuinte. E tudo desdobrado diante do olhar complacente do presidente da Corte Suprema. O que resta acontecer? 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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TIRO NO PÉ

Ao bradar que no Senado Federal ninguém tinha moral, Gleisi Hoffmann colocou uma pá de cal nas chances de Dilma evitar o impeachment. Afinal, se o PT contava com o voto dos senadores indecisos para reverter o placar desfavorável, perdeu a oportunidade. A senadora disse a verdade, só que na hora e no lugar errados. Assim, colocou o último prego na tampa do caixão do PT. E, psra piorar, está sendo investigada. Há trovoadas à vista...

Sergio A. Nardelli saparecidonardelli@bol.com.br

São Paulo 

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SEM MORAL

Na fase de oitiva das testemunhas convocadas para prestar esclarecimentos no processo de impeachment de Dilma Rousseff, a senadora Gleisi Hoffmann (PT) disse que "(...) ninguém no Senado tem moral para julgar a presidenta (sic)". Foi uma gritaria geral dos probos, honestos, éticos, íntegros - se é que os há - que se sentiram atingidos pela afirmação da senadora. Atitude, a meu ver, hipócrita, vinda de membros de uma Casa Legislativa que tem um presidente com contas a ajustar com a Justiça, assim como outros senadores. Em minha opinião, a senadora Gleisi foi coerente: democraticamente, ela deu a sua opinião, não se excluiu e nivelou todos no mesmo plano, inclusive os colegas de partido. Só discordo de ter disparado apenas contra o Senado, devia ter dito "Congresso". Vejo essa instituição como um conglomerado de vírus resistentes a qualquer droga moralizadora sugando os órgãos da República.

 

Geraldo Hernandes gherr@ig.com.br

Santo André

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POR ANALOGIA

Será que a Gleisi Hoffmann acha que o Parlamento também não tem moral para julgar Eduardo Cunha? 

Geraldo M. da Silva Xavier gsilvaxavier@bol.com.br

Belo Horizonte

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RETIRO

Com o respeito que todos nós dedicamos aos profissionais que se apresentam nos circos para o distinto público, sempre de maneira respeitosa e educada, é indesculpável e acintoso o comportamento de alguns senhores senadores e senadoras, precipuamente os que compõem a chamada bancada avançada de proteção da sra. Dilma. Desdenhando de princípios elementares de respeito e compostura (sem falar na tal ética política), propiciam um espetáculo só visto em asilos de loucos, de acordo com a opinião insuspeita do senhor presidente do Congresso Nacional, que, aliás, deplorou à burrice infinita. O que podemos sugerir aos que se sintam energúmenos do infinito é que se recolham a uma casa de repouso onde possam - finitamente - alcançar pela meditação e profunda reflexão o equilíbrio e a sensatez para suas faculdades intelectuais. É o que todos esperam dos que representam os Estados da Federação, bem como o povo brasileiro.

Luiz A. Garaldi de Almeida lagaraldi@uol.com.br

São Paulo

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CAPÍTULOS DA HISTÓRIA

Com certeza, ficará para a História o julgamento do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), por mim classificado como circo dos horrores. Primeiro, gostaria de cumprimentar em especial a senadora Gleisi Hoffmann - com certeza já está na história pela sua humildade em admitir durante o julgamento em transmissão pública que o Senado presente não tinha moral para julgar a presidente afastada, Dilma Rousseff, inclusive ela própria. Se o povo brasileiro pensa que viu baixaria suficiente na semana passada, quando o presidente da Casa,  Renan Calheiros, se referiu ao Senado como "hospício" e o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, teve de intervir lembrando (ameaçando) os presentes de que, se preciso fosse, para acalmar os ânimos, ele usaria poderes de polícia a ele concedidos, posso afirmar que serão lembrados na História como protagonistas da loucura a senadora Gleisi Hoffmann e o senador Lindbergh Farias, ambos do PT. Mas ficou bem claro para a Nação o nível do julgamento do impeachment, quando a defesa declarou no Senado que foi preciso utilizar as pedaladas fiscais pela presidente afastada Dilma Rousseff para colocar as contas do governo do PT em ordem. Podemos concluir que "não é crime, se precisarmos roubar para pôr nossas contas em dia". Vamos aguardar os próximos capítulos da História. 

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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PROTESTOS PRÓ-DILMA

Covardia o que estes manifestantes fizeram com a cidade de São Paulo ontem, impedindo o deslocamento de quem trabalha e sustenta esta cidade. Quanto receberam, R$ 20,00 mais um lanche? Cadeia para estes vagabundos. Não podemos ficar reféns  de manifestantes bandidos.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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ATÉ QUANDO?

Até quando aguentaremos meia dúzia de vagabundos, que incoerentemente se intitulam de movimentos de trabalhadores, infernizando milhões de paulistanos, impedindo-os de comparecer aos seus compromissos? Fazem isso em nome da defesa de  um governo corrupto e incompetente, também preocupados com a perda da sua boquinha. E a polícia do governador Geraldo Alckmin, por que não reprime? Medo ou conivência, governador? 

Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

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DESVIO DE FINALIDADE

Como o Instituto Lula vai restituir o Fisco agora, se não tem mais as palestras e os empreiteiros estão em Curitiba? Resta fazer uma vaquinha.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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AUTORITARISMO NO BRASIL

Frequentemente somos brindados com aulas de democracia que, apesar dos setenta e pouco, não deixo de aproveitar. Na segunda-feira bebi na fonte do mestre Murillo de Aragão ("Faces perversas do autoritarismo no Brasil", 29/8, A2) e fiquei deslumbrado e amargurado. Como ver melhoras tão sonhadas se temos um Supremo Tribunal Federal (STF) cheio de rancores com a Operação Lava Jato, ex-presidentes sendo punidos e processados, mas vociferando contra nossas leis, um chanceler que recebe bobagens de nossos vizinhos e responde com outras, além de um Congresso Nacional com medo de cassar seu ex-presidente com as burras cheias? Realmente, professor, estamos longe de nossa democracia.

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com

Bertioga

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A ÉTICA NA ADVOCACIA

Li, com grande interesse, o artigo "A ética na advocacia", de Almir Pazzianotto Pinto (30/8, A2). Sobre o assunto, gostaria de colocar uma questão que me acompanha há algum tempo e para a qual não obtive resposta que me satisfizesse: qual a principal função do advogado? Provar que um "fernandinho beira-mar" é um anjo de candura ou assegurar que ele tenha um julgamento justo de acordo com as leis do País? Acho que este poderia ser o tema de um próximo artigo que complementasse o posicionamento exarado no excelente artigo hoje publicado.

Mario Alves de Melo melomarioalvesde@gmail.com

São Paulo

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SERRA DA CAPIVARA

Um patrimônio da humanidade, o Parque da Serra da Capivara ("Estadão", 28/8/2016, primeira página e A20) está ameaçado. A riqueza cultural dos indígenas desde a pré-história foi mostrada na Olimpíada e cabe, agora, a mobilização para que o uso social do parque reverta num destino turístico que enriquece brasileiros e estrangeiros. A experiência internacional indica esse caminho para tornar um sítio arqueológico fonte de renda e um orgulho cultural. 

Pedro Paulo A. Funari, professor titular do Departamento de História da Unicamp ppfunari@uol.com.br

Campinas

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CEMITÉRIO DO ARAÇÁ

No início do ano, durante uma forte chuva, o muro do Cemitério do Araçá desabou na Rua Monsenhor Alberto Pequeno, causando prejuízos e transtornos. As ruas ficaram cheias de entulho, restos de cimento e tijolos. Dizem que até caixões deslizaram. Mais de meio ano depois, ainda não foi reparado o muro. Foi colocado um tapume provisório, que já está inclinado uns 60 graus em relação à rua. Na próxima chuva mais forte teremos a repetição do "espetáculo" mórbido, muito provavelmente. O que estão fazendo os responsáveis? Fica dado o alerta.

Luis A. Federighi luis.federighi@terra.com.br

São Paulo

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ACORDO NA COLÔMBIA

A Colômbia celebrou um acordo de paz histórico com os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), acabando com uma guerra civil de mais de meio século de duração. Com quase 50 milhões de habitantes, o país superou a Argentina e já tem o 2.º maior PIB da América do Sul, atrás apenas do Brasil. Com três medalhas de ouro, os colombianos ficaram entre os 25 melhores dos Jogos Olímpicos do Rio 2016 e o Atlético Nacional, de Medellin, é o atual campeão da Copa Libertadores. Bom ver como a pátria de Gabriel Garcia Márquez evoluiu, mudou e melhorou neste início de século, deixando de ser sinônimo de crime, violência, guerrilha e narcotráfico para se tornar em modelo e exemplo positivo para seus vizinhos.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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DA COLÔMBIA AO BRASIL

Na Colômbia, as Farc justificavam o narcotráfico e os sequestros como "impostos" cobrados por um "Estado" revolucionário; no Brasil, os "petralhas" justificam os roubos, desvios e bandalheira geral no mesmo tom. É, os canalhas latino-americanos já foram mais criativos...

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

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