Fórum dos Leitores

IMPEACHMENT

O Estado de S.Paulo

01 Setembro 2016 | 03h05

Que país é este?!

Até quando vamos aceitar que a Constituição federal seja rasgada? Aprova-se o impeachment, mas se mantêm os direitos políticos. Enquanto os nossos políticos continuarem a manipular as leis para se favorecerem, o Brasil jamais será um país sério.

FÁBIO ZATZ

fzatz@uol.com.br

São Paulo

Dilma Rousseff perdeu o mandato por crime de responsabilidade fiscal e mesmo assim pode manter seus direitos políticos? Que vergonha de politicagem!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

É pelo menos algum progresso um impeachment meia pizza!

GILBERTO B. SCHLITTLER

gschlittler2@mac.com

São Paulo

Desilusão

Assistindo ao encerramento do processo de afastamento da sra. Dilma da Presidência, duas coisas me deixaram aturdido. A primeira foi ver os partidários da ex-presidente quase implorando pela manutenção dos direitos políticos para que ela possa alcançar tempo e requerer aposentadoria, recebendo R$ 5 mil mensais para o seu sustento (dito pela senadora Kátia Abreu). A segunda, ver o Senado covardemente afinar, rasgando a Constituição, mantendo os direitos políticos da sra. Dilma. Fizeram o trabalho pela metade. Cada vez mais fico desiludido com a classe política em geral.

LUIZ F. DE ASSIS SALGADO

salgado@grupolsalgado.com.br

São Paulo

Emprego?

A senadora Kátia Abreu declarou que a ex-presidente Dilma Rousseff não poderia ser inabilitada porque precisa de emprego. Senadora, os 12 milhões de desempregados também precisam!

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Alegar que Dilma precisa dar aulas para sobreviver é um escárnio para a grande maioria do povo brasileiro que consegue (?) viver com salário mínimo.

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

Sinecura

Estou muito feliz por aquela senhora ter sido devidamente removida da Presidência. Mas é revoltante ver um artigo da Constituição rasgado para que ela possa ocupar alguma sinecura, neste nosso enorme Brasil, só para permitir-lhe complementar a sua aposentadoria de R$ 5 mil – e para escapar do juiz Sergio Moro! O Brasil não se emenda.

LUIZ AUGUSTO MÓDOLO DE PAULA

luaump@yahoo.com.br

São Paulo

Fatiamento indecente

Vergonhosos os presidentes do Senado e do STF ao aceitarem o fatiamento do julgamento para votação. A Constituição, ignorada por ambos, sofreu mais um atentado, foi rasgada e, pasmem, com o presidente do STF no comando! Renan Calheiros e outros 18 senadores retrocederam vergonhosa e interesseiramente na votação do destaque. Renan fica com os pés em duas canoas, mantém-se no protagonismo, é moeda de troca e, de quebra, fica de bem com o STF. A despeito dos belíssimos discursos, lamentáveis biografias e nossa revolta pelo “acordão”, com reflexos até para o deputado Eduardo Cunha. A presidente definitivamente afastada do governo, por tudo o que fez de mal, arrogante e soberba, com todos os seus “direitos” preservados... só no Brasil!

LUIZ A. BERNARDI

luizbernardi@uol.com.br

São Paulo

Ao STF e ao PMDB

Ao Supremo Tribunal: pode o Senado impor gradação de pena em afronta à Constituição? Ao PMDB: há o partido do Executivo e outro do Legislativo?

JOSE WILSON GAMBIER COSTA

jwilsonlencois@hotmail.com

Lençóis Paulista

Leniência

A leniência de 39 senadores deixou apenas 42 votos pró-perda de direitos políticos, número insuficiente para afastar a incompetente, desastrada e ignorante figura, que pode vir a fazer ainda muito mal ao País por seu mau-caráter, suas más companhias e seus maus antecedentes ideológicos, se continuar atuando impunemente. Não é com bom-mocismo e frouxidão de caráter que se vão recuperar os estragos dos 13 anos de petismo bolivariano.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

Senado desunido sempre será vencido.

SÉRGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Ameaça de boicote a Temer

A Dilma tem razão: para governar o PT é ruim, mas na oposição os petistas são mestres!

SILVIO LEIS

silvioleis@hotmail.com

São Paulo

Choradeira

Em contraposição ao choro das cigarras petistas pela perda do seu projeto de poder comuno-bolivariano, chorei ao ouvir o lindo concerto da Banda dos Fuzileiros Navais na posse do presidente Michel Temer. Tenho a certeza de que quase todos os brasileiros choraram de emoção e alívio nesta nova fase do Brasil que se inicia. Com muito trabalho, teremos sucesso.

SUELY MANDELBAUM

suely.m@terra.com.br

São Paulo

Quem chora mesmo é o chefe de família desempregado, o povo sem assistência médica e todo brasileiro que vê a situação econômica e social caótica e sem esperança de melhora em curto prazo. Adeus, Dilma, adeus PT. Vamos recomeçar.

VITOR DE JESUS

vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

Olhar para a frente

É tempo de olhar para a frente. Passada a batalha de processos de impeachment, agora pensemos na Pátria e em seu povo, independentemente de partido e de ideologias. Precisamos de paz social, ordem na política e progresso para o povo.

CÉLIO BORBA

borba.celio@bol.com.br

Curitiba

É, vamos em frente. Acabou o impeachment. Com a palavra a Lava Jato.

LUÍZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

APROVAÇÃO DO IMPEACHMENT

Finalmente, após uma agonia de nove meses, o Senado aprovou o impeachment de Dilma Rousseff, ou seja, a maioria dos senadores (61 a 20) apertou o botão para dar descarga na privada petista.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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DILMA FORA DO CARGO

 

Agora, além do Sete de Setembro, temos outra data para comemorar: o dia em que nos livramos do petismo que corroeu esta nação por 13 anos. Vivam a liberdade e a democracia!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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ENCERRADA UMA ERA

Finalmente, depois de quatro meses de interinidade, Michel Temer assumiu o poder da República e terá dois anos e três meses para mostrar serviço. A presidente foi afastada definitivamente por autorizar o Tesouro Nacional a atrasar o repasse de dinheiro a bancos públicos e privados, R$ 60 bilhões, as famosas "pedaladas fiscais", com o objetivo de mascarar as contas públicas e por editar decretos, abrindo créditos suplementares da ordem de R$ 2,5 bilhões, sem a autorização do Congresso Nacional, infração que fere a Lei Orçamentária. Esses desatinos provocaram a maior crise econômica, política e social de que se tem notícia na história da República. Perdemos o grau de investimento, a duras penas conquistado, afugentando aplicadores nacionais e internacionais, o que deixou a economia sem eira nem beira, desencadeando um desemprego sem precedentes, 12 milhões de brasileiros na rua da amargura, o que contribuiu com uma legião de 60 milhões de inadimplentes. E, como se não bastasse, o imposto mais cruel e nocivo, que corrói o bolso já furado dos abnegados trabalhadores, a inflação, beira 11%. São apenas alguns exemplos do conjunto da obra deixado como herança, esta, sim, maldita, da desastrada administração da incompetente ex-presidente Dilma Rousseff.   

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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'O FIM DO TORPOR'

Hélio Bicudo, Janaina Paschoal, Miguel Reale Júnior, 367 deputados federais, 61 senadores e, por que não, Eduardo Cunha, muito obrigado. Após 4.991 dias, finalmente, "o fim do torpor" (21/8, A3).

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo 

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QUEM FORAM

O editorial do "Estadão" de ontem ("O fim do torpor", 31/8, A3) expôs claramente, com muita propriedade, quem são e foram Lula, o petismo e Dilma Rousseff para o Brasil. Sou um brasileiro de bem, nasci na era Vargas e da Segunda Guerra Mundial, vivi sempre períodos conturbados da nossa política, o suicídio de Getúlio, a deposição de Jango, o regime militar e, agora, infelizmente, o pior governo que o Brasil conheceu desde o seu descobrimento, a era lulopetista. Felizmente, o "Estadão", que sempre foi um baluarte em defesa do Brasil e de seu povo, no citado editorial esclarece muito bem o que foi essa desastrosa, corrupta, mal gerenciada e criminosa era do chefão e sua trupe. Deveriam, logo após a divulgação do resultado da votação no Senado, algemar os dois e os encaminharem diretamente à prisão. Desejo dar meus parabéns ao meu jornal por este editorial.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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EDITORIAL

Parabéns, mil vezes parabéns pelo editorial de ontem, 31/8/2016. Forte, corajoso e verdadeiro. Se dr. Julio Mesquita pudesse lê-lo, certamente ficaria muito feliz e orgulhoso.

 

Dina de Carvalho Palma rcpalma@uol.com.br

São Paulo

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A VERDADEIRA HISTÓRIA

A choradeira dos lulopetistas, enclausurados nos diversos departamentos político-administrativos do nosso País, com a alegação de que o impedimento da "presidenta" ficará marcado como nódoa em nossa história, soa como chantagem moral ao cidadão brasileiro - aquele que trabalha, que paga seus impostos, que está desempregado, que não é atendido a contento em suas mais prementes necessidades -, ao empregador que teve sua empresa fechada e ao inadimplente físico e jurídico forçado pelas circunstâncias do grave momento que passa nosso país. A verdadeira história (assombrosa e triste) está estampada no editorial do "Estadão" de 31/8/2016, "O fim do torpor". Falou tudo, lavou a alma de nós (que somos os "eles").

 

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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FARSA

Perfeito o texto "O fim do torpor". Traduz exatamente a farsa que eu sempre vi neste homem em quem jamais acreditei.

Maria A. de M. Penna R. Silva cipennari@hotmail.com

São Paulo

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SINOPSE

"O fim do torpor" é uma brilhante sinopse da "saga" lulopetista! Sem retoques!

Luiz Sergio dos Santos Valle luizsergiovalle@gmail.com

São Paulo

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NO MESMO SACO

"Estamos todos no mesmo saco, eu, Lula, a Dilma" (José Dirceu em 2015). As sábias palavras de Dirceu se tornam realidade. E quando uns e outros passarem a ser julgados do mesmo modo, será a hora de novamente nos voltarmos para aquele que tudo sabe a respeito da verdadeira história recente do Brasil e lhe perguntarmos humildemente: quem mais também deveria estar, mas se esqueceram de botar, no mesmo saco?

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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DATA VÊNIA

Com toda a devida vênia ao genial compositor Francisco Buarque de Hollanda, não resisti à tentação de mudar um trecho de uma das mais conhecidas de suas composições, após a histórica sessão que cassou a presidente Dilma Rousseff: "Acordou a pátria mãe já renascida, ao perceber que foi subtraída nas pedaladas sem noção".

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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MELHOR NÃO CONFIAR

Dilma foi apoiada por Lula e por Chico Buarque no Senado. Não é o meu caso, mas, se havia dúvidas quanto ao mérito do impeachment, dissiparam-se ali. Apoio de amigo de Paulo Roberto Costa, de Nestor Cerveró e de Renato Duque, ex-diretores da Petrobrás, de Zé Dirceu e outros, bem como do compositor Chico, amigo de Fidel Castro, teria sido melhor o Nehmed que fez as músicas. 

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com

Bertioga

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CRIMES

Numa solução salomônica, a presidente Dilma foi apenada por causa das pedaladas e dos decretos. E pelo espancamento à Língua Portuguesa ela não leva nada?

Luiz Loureiro loureiroefabiana@gmail.com

São José dos Campos

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CLAMOR

Volta Dilma! Volte, Dilma, volte para Porto Alegre e fique lá para sempre.

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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DE VOLTA A PORTO ALEGRE

"Ciao bella." Boa viagem e leve "ele" para a lojinha de Porto Alegre. A Força Nacional já esta lá. A Papuda continua aberta.

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio 

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VITÓRIA DE PIRRO

De que adiantou o impeachment? Os senadores votaram pelo impeachment da agora ex-presidente Dilma, mas, em outra votação, mantiveram sua habilitação ao exercício de cargo ou função pública. Palhaçada! Nove meses de processo, o País sangrou e parou à espera deste processo para, no fim, dizerem o seguinte: "Olha, a sra. está impedida, mas estão mantidos seus direitos políticos, podendo se candidatar, se eleger e continuar fazendo m...". Dá para entender esta decisão do senado? Vitória de Pirro. Grafei senado com "s" minúsculo porque não encontrei letra menor. Depois desta, não merece "S".

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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IMPEACHMENT MEIA-BOCA

Não dá para comemorar este impeachment, mesmo com o placar incontestável de 61 votos a favor e 20 contra, no plenário do Senado ontem. Essa votação dá um fim à era petista no poder da República, marcada, infelizmente, por 14 anos de retrocesso e de corrupção. Um processo sem golpe de Estado ou parlamentar, como apregoam petistas e aliados, já que comprovadamente a ex-presidente Dilma cometeu crimes de responsabilidade fiscal. No entanto, lamentável e grave é a lacuna que se abriu neste exaustivo evento, que defino como um impeachment "meia-boca". O PMDB, do presidente Michel Temer, com apoio explícito de Renan Calheiros e de seus demais senadores, votou favoravelmente para livrar Dilma Rousseff de ficar inelegível pelos próximos oito anos, como determina a nossa Constituição. Ou seja, a presidente, cassada, poderá se candidatar a um cargo até majoritário e voltar a cometer novamente os crimes pelos quais foi expulsa do Planalto, e que arruinaram a economia brasileira e a vida dos 12 milhões de trabalhadores que estão desempregados. Desta forma, o governo do novo presidente Michel Temer começa manco e desmoralizado pelo seu próprio partido. E pode perder até o apoio importante de partidos como o DEM e o PSDB, que já anunciaram que vão contestar no Supremo Tribunal Federal (STF) este salvo conduto dado a Dilma, que mantém ilesos seus direitos políticos. Um absurdo! Ou melhor, um golpe praticado pelo PMDB, que, inclusive, pode estender esta verdadeira anistia também ao indiciado no petrolão deputado Eduardo Cunha, assim como a todos os políticos deste país que cometem crimes de toda ordem contra as nossas instituições. Ou seja, para a classe política, infelizmente, prevalece a impunidade.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MANOBRA INCONSTITUCIONAL

Acabamos de assistir a uma manobra ofensiva aos brasileiros e à Constituição do País. O eminente ministro Ricardo Lewandowski, cujo saber jurídico é controverso, como presidente do julgamento do impeachment no Senado, acatou um destaque claramente inconstitucional do Partido dos Trabalhadores (PT) que altera o texto contido no parágrafo único do artigo 52 da Constituição federal, que diz: "Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis".  Por esta redação fica claro que a Constituição estabeleceu que a condenação, no mínimo, acarretaria a perda do cargo com inabilitação. A decisão do ministro, como presidente do julgamento, separando a votação em duas rodadas, resultou na deturpação do texto constitucional ao mutilar a pena nele estabelecida a tão somente a perda do cargo. Fica evidente que a segunda votação terá de ser anulada por ser claramente inconstitucional e que, como resultado da primeira votação, que aprovou a condenação, a pena estabelecida na Constituição federal seja integralmente aplicada com a inclusão da inabilitação por oito anos. Devo destacar que causou espanto o ato falho do senhor presidente, que, estranhamente, ao acatar o destaque do PT, afirmou ter consultado notas manuscritas preparadas anteriormente, baseado em notas da imprensa. Vamos ver se o Supremo Tribunal Federal (STF) será acionado pelos acusadores da presidente deposta, para restabelecer o estipulado na nossa Constituição, a saber, a pena de perda do cargo com a inabilitação.

 

Carlos Ney Millen Coutinho cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro 

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SERVIÇO SUJO

Um travo amargo na boca: os nossos políticos não conseguiram, mais uma vez, fazer um serviço limpo e completo. No último instante do segundo tempo, eles estragaram um trabalho que demandou tempo, esforço e entusiasmo da população. Dilma é diferente de Collor? Sim, atestaram os políticos: pau que bateu em Chico não bateu em Francisco! Significa que em breve poderemos ver Dilma se candidatando, por exemplo, ao governo do Rio Grande do Sul, ou de algum Estado nordestino, onde tem votos garantidos. Ou ocupando um cargo numa estatal como grande e competente gerente? Dilma foi premiada! Ela causou a maior crise econômica, financeira e ética nesta nação e não será ela a responsável por saná-la... o trabalho sujo e duro ficou para Temer! E ainda ela poderá se dar ao luxo de influir para atrapalhar no que puder este novo governo que, parece, já nasceu doente. Senhores senadores liderados pela lenga-lenga de Renan Calheiros, vocês conseguiram um fiasco histórico que tirou o brilho de nossa conquista, porque dose de 1/2 gota de impeachment não faz efeito nenhum, a doença continuará latente!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ABERRAÇÃO!

O sr. presidente do Supremo, nos estertores do seu mandato, não perdeu a oportunidade de conceder um favorzinho à sua dileta companheira, a defenestrada (contra a vontade do ministro) rabugenta ex-presidente. Afrontou de modo grotesco e censurável o parágrafo único do artigo 52 da Constituição federal, de clareza cristalina e meridiana ao estabelecer que a condenação a ser imposta pelo Senado limitar-se-á "à perda do cargo, COM inabilitação, por 8 anos, para o exercício de função pública". É óbvio que essa "jabuticaba" não germinou espontaneamente, ao acaso, de repente, tendo sido concebida e gerada anteriormente, nos becos escuros do "parlamento", tanto assim que o ministro, ao ler a decisão, imediatamente após a votação, afirmou que havia redigido duas sentenças sobre o tema (?!) e, antes disso, permitira que o "interminável Renan", extemporaneamente e sem prévia inscrição, passado o momento oportuno, se manifestasse contra a inabilitação. Assim procedendo, atropelou de modo grosseiro o procedimento elaborado pelo Supremo em sessão plenária e adredemente aprovado pelas partes envolvidas no processo de impeachment. Será que a permanência da sra. Grazziotin ao lado do ministro até o fim da sessão iniciada na terça-feira, em postura coloquial, "trocando figurinhas", serviu para tecer o acabamento da trama? Triste o papel desempenhado pelos "impolutos senadores" que votaram a favor da perda do cargo e contra a inabilitação, inclusive por aqueles que se abstiveram na segunda rodada, devendo os seus nomes serem divulgados insistentemente aos quatro cantos do País. Estes, para a "turma do mensalão e do petrolão", são heróis; para os cidadãos prestantes, eleitores conscientes, devem ser identificados para que sejam eliminados da vida pública.

Ulisses Nutti Moreira ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

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ATROPELARAM A CONSTITUIÇÃO

Acabaram de alterar o texto constitucional, sem o devido processo legislativo competente - proposta de emenda constitucional votada em dois turnos nas duas Casas congressuais e aprovação por 2/3 -, na medida em que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) admitiu um "destaque" da base dilmista para cindir o preceito constitucional que disciplina as consequências do impeachment. A parte do dispositivo constitucional que prevê a perda do cargo foi separada de suas consequências, de sorte que a inabilitação para a função pública poderá ou não ser aplicada discricionariamente, daqui para a frente. Vamos ver como se comportará a Câmara dos Deputados no processo de cassação do sr. Eduardo Cunha. E o PT que não reclame depois... Realmente, este País não suporta tanta legalidade.

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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CASSAÇÃO PÍFIA

Reza a Constituição de 1988 que o político condenado por crime de responsabilidade fiscal perde o mandato e tem seus direitos políticos suspensos por oito anos. Se Dilma não teve seus direitos políticos cassados, por lógica, ela pode reassumir sua cadeira de "presidenta", para a qual foi eleita.

Edvaldo Angelo Milano e_milano@msn.com

Limeira 

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MALANDRAGEM COMPANHEIRA

 

Na conclusão do processo de impeachment de Dilma Rousseff, causou espécie a esdrúxula decisão da Mesa do Senado, tomada de última hora, que acolheu destaque oferecido pelo Partido dos Trabalhadores (PT) no sentido de fatiar a votação final do impeachment em duas deliberações distintas - uma sobre o afastamento definitivo da "presidenta" e outra sobre a manutenção ou não de seus direitos políticos. Ora, o art.º 52, parágrafo único da Constituição federal (CF) é claríssimo, verbis: "Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, 'à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública', sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis" (grifei). Mais claro, impossível! Na contramão, a aceitação na undécima hora do destaque petista à votação final, que foi sufragado por 36 senadores, golpeou - agora sim! - a Constituição federal. Resta esperar que o plenário do Supremo Tribunal Federal, corte que certamente será instada a se pronunciar,  afastar a malandragem companheira que pretende fazer Dilma Rousseff, apesar de cassada, manter inalterados seus direitos políticos. 

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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FATIAMENTO DE SENTENÇA

Pelo visto, "O Príncipe" de Maquiavel não faz parte do acervo da biblioteca do Senado.

Sérgio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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O DISCURSO DE RENAN

Instantes antes da votação quanto à inelegibilidade por oito anos da sra. presidente, o senador Renan Calheiros usou da palavra e fez um discurso breve, porém inflamado, contundente e eloquente. Por que não o fez antes? Impossibilitando, portanto, contra argumentações. Agora a pergunta: "A quem quis agradar ou, quiçá, salvar sua pele, demais apoiadores ou talvez agraciar o Cunha?". Com a palavra, um senador que para não ser cassado já renunciou uma vez. Seja digno, faça-o outra vez.

Alexandre Januário Peggion alpejan@gmail.com

São Paulo 

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ARGUMENTOS

Dilma acusou Eduardo Cunha. Porém, um detalhe chama a atenção: a tese do "golpe" e a dita vingança do deputado não apagam os argumentos contundentes que trouxeram o processo até aqui.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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REUNIÃO DE CONDOMÍNIO

A tão esperada votação final para o impeachment da presidente Dilma me pareceu tal e qual uma reunião de condomínio, quando o síndico e o subsíndico em acordo, no clamor das discussões da pauta, lançam uma "ideia de que não está na pauta" e colocam para votação. Os condôminos, sem perceber as intenções, pois estão exaustos e sem condições de raciocínio, aprovam a ideia na maior boa vontade, pensando tratar-se de uma maravilha para o condomínio. Só depois, ao lerem a ata da reunião, os condôminos acordam para a realidade e enxergam que caíram no maior conto do vigário. Pois é, assim continuará a novela do impeachment. Talvez maior do que "O Direito de Nascer". A insegurança jurídica poderá continuar, pois foi dado palanque para a Dilma, e quem sabe ela poderá até se a candidatar na eleição de 2018, e por aí vai... Mudaram a Constituição federal numa boa, por isso é que dizem que "malandragem é uma sabedoria calculada". Enfim, acho que a operação foi um sucesso, mas esqueceram o bisturi dentro.

Vanderlei Zanetti zanettiv@gmail.com

São Paulo

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ABSOLVIÇÃO

Perda de mandato sem perda dos direitos políticos é o mesmo que absolvição.

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo 

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VITÓRIA DOS CRIMINOSOS

Mais uma vez o povo brasileiro foi ludibriado com o julgamento em que a sra. presidente foi banida do cargo e continuou com seus direitos a cargos públicos preservados. Ou seja, como prender uma pessoa por prática de diversos crimes e delitos e dar a ela, na prisão, o direito de usar tudo o que há na mídia para continuar cometendo todo e qualquer tipo de delitos? Pobre Brasil. Rasgaram a sua Constituição. E como poderemos, em nossas prisões, proibir que o condenado use agora seu telefone celular, etc.? Que vergonha!

Urias Borrasca urias@mercosulrefrataraios.com.br

Sertãozinho

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DILMA E COLLOR

Mais uma vez políticos oportunistas alegaram que não poderiam impedir a ex-presidente de trabalhar como qualquer outro cidadão. Muito mais honesto e patriótico, ao invés de rasgar a Constituição brasileira e livrar Dilma da perda dos direitos políticos, deveriam sugerir a ela que se informasse com o ex-presidente Collor sobre como ele conseguiu sobreviver durante oito anos após ser cassado.

Frederico Fontoura Leinz fredy1943@gmail.com

São Paulo

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PORCOS!

Permita-me, senador Caiado: "Não são só canalhas, canalhas e canalhas, são também porcos, porcos e porcos. Os senadores do PMDB ter-se-iam chafurdado com Renan antes da votação? Afirmo: poucos se salvam no Senado e na Câmara Federal".

 

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

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PRECEDENTE

Este Congresso é uma vergonha: condenaram pela metade nossa gloriosa ex-presidente, deram a ela, como prêmio de consolação, o direito de se candidatar a senadora nas próximas eleições. Abriram precedente para os políticos bandidos terem o mesmo direito de serem cassados, mas sem perder os direitos políticos.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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CASUÍSMO

Quer dizer que a sra. Dilma Rousseff só não pode se candidatar a presidente da República? Viva Ricardo Lewandowski!

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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GOSTO DE DERROTA

Vitória com gosto de derrota. Vitória, por arrancarmos Dilma do governo. Gosto de derrota pela manobra feita por Renan e Lewandowski para agradar Dilma, o PT e parte do PMDB. Ou seja, o País já sai do impeachment dividido, e Dilma volta a fazer ameaças. É triste, mas é a situação da política nacional. Cabe, agora, aos cidadãos cônscios do seu dever e poder articularem-se e exigirem reformas de base para que não ocorra novamente, nos próximos 50 anos, um retrocesso como ocorreu no curto, porém danoso, período em que o lulopetismo comandou o País. Mãos à obra!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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NÃO ACABOU

Se enganam aqueles que acharam que a votação do impeachment de Dilma traria mais estabilidade política ao País. O discurso de saída de Dilma em tom beligerante, a Operação Lava Jato e o processo de cassação da chata Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prometem trazer uma combinação de paralisia política e de ineficiência legislativa a Brasília. 

Oscar Thompson OscarThompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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NOVA ESPERANÇA

Hoje é um dia triste para o Brasil, não pela decisão de afastamento de um presidente que se desviou de sua missão de zelar por um futuro digno e sustentável, preferindo optar pelo populismo e pela manipulação marqueteira, mas pelos milhões de brasileiros humildes, de boa-fé, que acreditaram num sonho e que se viram golpeados em sua esperança. Que este seja um novo começo para o País, em que homens e mulheres que desejem percorrer o caminho da política o façam não por projetos que prevejam a divisão de classes, mas por ideais inspiradores baseados em metas sustentáveis, alicerçados no trabalho e no esforço humano, que respeitem o meio ambiente e, sobretudo, resgatem as pessoas da ignorância, tornando-as indivíduos autônomos que dispensem salvadores da Pátria e caudilhos arrogantes.

Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br

São Paulo

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BRASIL ADIANTE

 

Com a confirmação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o Brasil pode, finalmente, direcionar suas atenções ao que acontecerá daqui em diante. Precisamos estar atentos quanto às tentativas de integrantes do novo governo de boicotar a Lava Jato e outras ações de combate à corrupção. O voto dado pelos senadores tornando Temer presidente definitivo não pode servir de salvo-conduto. Temos grandes desafios pela frente, a começar pela grave crise econômica que assola o País e a verdadeira legião de desempregados que, infelizmente, vem aumentando mês a mês. O afastamento definitivo de Dilma serviu para acabar com aquele clima de incerteza e instabilidade política. Porém, Michel Temer terá de mostrar serviço a partir de agora. Não podemos permitir que ele queira mudar as leis trabalhistas e previdenciárias e imponha sacrifícios aos brasileiros que apoiaram sua permanência. Ele não é presidente, ele está presidente!

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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O TEMPO DE MICHEL

Temer, presidente do Brasil. Restaurar a esperança e fazer o povo brasileiro sonhar de novo. Acabou o pesadelo!

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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ATÉ QUANDO?

Os protestos em várias cidades do Brasil e do exterior comprovam que o impeachment de Dilma Rousseff não é uma unanimidade. Na verdade, como afirmou o articulista do "Le Monde", é uma farsa que só prejudicará o povo brasileiro. Não sou petista, sou contra a corrupção, mas é ridículo ver alguém sendo julgado por um Senado e uma Câmara cheios de declarados e notórios corruptos. Michel Temer deveria ter vergonha e também sair, pois, afinal, ele foi eleito com Dilma, tendo se beneficiado de qualquer coisa que possa ser considerada ilícita na campanha da presidente. "Quosque tandem", políticos brasileiros, "abutere patientiam nostram?", como diria o velho Cícero. 

 

Valter Lellis Siqueira valellis.siqueira@gmail.com

São Paulo

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'FORÇAS OCULTAS'

Dentre os diversos argumentos vazios de que Dilma Rousseff lançou mão para se defender no Senado, um deles chamou a atenção. Em resposta à pergunta do senador Aécio Neves, a presidente afastada afirmou que "a partir do dia seguinte da minha eleição, uma série de medidas políticas para desestabilizar o meu governo foram tomadas". Isso lembra, e muito, as "forças ocultas" que o ex-presidente Jânio Quadros evocou para justificar sua renúncia. As tais "forças" de Jânio, de tão ocultas, permanecem um mistério até hoje. Já as "medidas políticas" a que Dilma se refere nunca existiram, pois a destituição dela seguiu um processo legal, democrático e transparente. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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FRAUDE SOBRE A FRAUDE

Vivemos uma situação insólita e para lá de estranha no julgamento da presidente afastada. Não são a batida argumentação da defesa e a batalha político-jurídica da ré e de seus defensores que estão gerando matéria-prima para a confecção de um documentário, mas justamente o contrário. Segundo diversos analistas que vivenciam pessoalmente os acontecimentos, todo discurso e encenação da defesa foi cuidadosamente montado não com o propósito de defender a ré, pois era dado por todos como óbvia e certa sua condenação no foro democrático, mas de colher sons e imagens de um controlado apelo midiático parcial, para abastecimento dos registros do documentário do partido degradado da presidente - e foi assim durante todo o processo do impeachment, uma curtiçãozinha cinematográfica unilateral. Haverá, certamente, documentários profissionais, isentos e espontâneos sobre este impeachment que tratarão este bizarro filminho como um dos maiores protagonistas da história do impeachment, maior até do que a própria presidente impichada e sua defesa: "uma fraude sobre a fraude".

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

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APELAÇÃO

O ex-ministro e advogado da "presidenta" afastada, José Eduardo Cardozo, esqueceu-se da argumentação, do conhecimento e da técnica que sempre nortearam sua vida de causídico para apelar feio. Ousou afirmar: "Os nobres senadores sentirão remorso por apenarem uma 'inocenta' ao votarem pelo afastamento definitivo". Apelou!

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

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LÁGRIMAS

Assisti, pasmo, às lágrimas dos advogados Janaína Paschoal e do palavroso José Eduardo Cardozo. Não sei se chamo o episódio de ridículo ou de constrangedor. As explicações dos chorões estão na categoria do "pior a emenda que o soneto". Da parte da dra. Janaína, pode-se creditar as lágrimas ao "pathos" feminino, que um pouco de boa vontade pode relevar. Mas as lágrimas do advogado Cardozo, com aquele ranço petista "mezzo triunfal, mezzo oportunista/matreiro", foram deploráveis. Argh!

 

Alexandre de M. Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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BOLA FORA

É compreensível o pranto em situações de extrema tensão, como viveram José Eduardo Cardozo e Janaína Paschoal. Justifica-se. Porém, pedir desculpas a Dilma Rousseff, como fez a doutora Janaína, é inconcebível. Como pedir desculpa a quem - como a própria advogada afirmou em sua enfática argumentação a favor da existência de crime -, da forma mais infame possível, jogou o País nesta situação caótica em que estamos? Como pedir desculpas a quem mentiu descaradamente reiteradas vezes? Como pedir desculpas a quem até a última hora foi incapaz de reconhecer seus erros? Se nessa situação cabe a alguém pedir desculpas, esse alguém é Dilma Rousseff. Mais. Dilma, seu criador e seu partido estarão de olho em Michel Temer, que, se não resgatar o Brasil da atual conjuntura quase desesperadora, será achincalhado da forma mais vil possível. Ou a doutora Janaína não conhece de sobejo a criatura que estava sendo julgada? Bola fora, doutora! 

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

São Paulo

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ADVOGADOS CHORÕES

Quando assisti aos causídicos em prantos, lembrei-me de antiga marchinha de carnaval: "Dá a chupeta pro bebê não chorar". Que palhaçada! 

Leda T. Marchiori ledaterezinhamarchiori@gmail.com

São Paulo

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SOBERBA

A soberba do PT se notabiliza até na hora de chorar. Se quem chora ao acusar Dilma Rousseff se "desumanizou", quem chora ao defendê-la deve ser colocado em camisa de força e receber tratamento a base de choque.

Miguel Santo Caram miguel@admcaram.com.br

São Paulo

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ATO FALHO

A única verdade que José Eduardo Cardozo disse na terça-feira, no Senado, foi, num ato falho, que Dilma Rousseff lutou contra a democracia. Estamos livres dele também.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo 

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NEM CHORO NEM VELA

No caixão da demagogia arrogante, o cadáver da megalomania lullopetista rescende a populismo barato. O engodo candidato a eterno não durou para sempre, pois incluindo a fraude política, nenhuma vigarice resiste à verdade inexorável do tempo.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CONTINUEMOS LUTANDO

Após o impeachment, Dilma Rousseff será afastada definitivamente da Presidência, e se ela, somente ela, for punida por toda a roubalheira ocorrida em nosso país na última década, realmente, será um golpe à nossa democracia. Para que não haja golpe, o juiz Sérgio Moro precisa concluir a Operação Lava Jato e prender o chefão e o Supremo Tribunal Federal (STF) precisa julgar e condenar os políticos com foro privilegiado cujas denúncias estão engavetadas. Enfim, vamos continuar lutando, para que não haja golpe e que todas as laranjas podres sejam eliminadas dos Três Poderes, não apenas da Presidência da República. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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TODO APOIO À OPERAÇÃO LAVA JATO

Dilma recebeu quase tudo o que merecia graças a um conluio entre o detentor de nada mais nada menos que 11 processos que se encontram no STF contra ele, Renan Calheiros, e o "eminente" presidente do STF, Ricardo Lewandowski, lulista de carteirinha.

Estes dois senhores abriram um precedente absurdo desmembrando o artigo 52, parágrafo único, da Constituição para que a "gerentona" mantivesse seus direitos políticos contando com o beneplácito de parte de senadores golpistas pró Dilma do PMDB. Esse tipo de gente não merece qualquer respeito do povo brasileiro por causa deste comportamento anômalo e de total falcatrua e desrespeito às leis vigentes no País. Se um senador da República e o presidente do STF desrespeitam descaradamente nossa Constituição, o que poderemos cobrar de uma população que os toma como exemplos? Pessoas como estas prestam um desserviço à população com esse tipo de atitude desonesta recorrente e passam a todos o exemplo de que o crime compensa. Porém, não é pelo fato de Dilma ter sido apeada do cargo que deveremos nos acomodar, devemos, sim, continuar apoiando a Operação Lava Jato com o forte intuito de levarmos todos os criminosos nela investigados e devidamente condenados à prisão com os devidos direitos políticos cassados e bens retidos para que sejam utilizados para ressarcirem aquilo que roubaram do povo brasileiro. Que Lula, Dilma, Renan paguem por seus crimes dentro das celas da Papuda ou em Curitiba, por um longo período de tempo.

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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NOSSA JUSTIÇA PIZZAIOLA

Rodrigo Janot, procurador-geral da República, parece que depois de vários desentendimentos com Luiz Inácio Lula da Silva, resolveu fazer as pazes, e, como prêmio de reconciliação, deu ao ex-presidente um valioso presente: calou a boca de Léo Pinheiro, ex-diretor da OAS. Verdade, interrompeu a delação que o empresário fazia antes que ele confirmasse que o tríplex do Guarujá e o sítio de Atibaia são frutos de roubo do homem "mais honesto" do Brasil. Será que o País vai comer essa gigantesca pizza que a nossa Justiça pizzaiola está preparando? O senhor Janot inicialmente entrou com o orégano, quando interromper a delação de Marcelo Odebrecht, estará fornecendo a massa fina. O Supremo Tribunal Federal (STF) entrará com os ingredientes restantes e a levará ao forno.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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A DELAÇÃO DE LÉO PINHEIRO

Desta vez a fumaça oriunda da delação do empreiteiro Léo Pinheiro (OAS) foi mais abrangente, ardeu nos olhos de Dilma Rousseff, de Luiz Inácio Lula da Silva, de José Serra e de Aécio Neves, segundo relatou reportagem da revista Veja desta semana. Agora, cabe às autoridades competentes - se é que elas existem -, embasadas neste fumacê, procurar as labaredas para dar sentido ao velho e conhecido dito popular: onde há fumaça há fogo.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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INCOMPREENSÍVEL

Diante da irrelevância do fato que envolveria o ministro Dias Toffoli em relação à gravidade dos outros personagens que seriam denunciados, não consigo entender por que a delação de Léo Pinheiro foi descartada.

Odilon Otávio dos Santos

São Paulo

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O INDICIAMENTO DE LULA

Lula e Marisa Letícia foram indiciados pela Polícia Federal por serem os beneficiários de vantagens ilícitas de R$ 2.430.193,61, referentes às obras de reforma no apartamento 164-A do Edifício Solaris e o custeio de armazenagem de bens do casal. É mixaria de dinheiro, mas é um começo. Afinal, o FBI americano conseguiu prender o famoso Al Capone não por ser gângster, mas pelo crime de apresentar dados falsos na sua declaração de imposto de renda.

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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