Fórum dos Leitores

PÓS-IMPEACHMENT

O Estado de S.Paulo

02 Setembro 2016 | 03h04

O PT contra o Brasil

Segundo suas palavras, Dilma Rousseff fará firme, incansável e enérgica oposição ao governo de Michel Temer. Isso significa que o Brasil que se dane, o que importa é perturbar o governo, estando ele acertando ou não. E prova que o PT nunca pensou no Brasil, o que interessa aos petistas é dinheiro (muito dinheiro) e poder. Por isso em suas manifestações Brasil afora o que se vê são bandeiras vermelhas, nunca a Bandeira do Brasil. Mais uma prova clara de que o PT é um partido que visa somente a si próprio, o País é secundário. Na situação em que estamos, qualquer um que ponha o País no rumo do crescimento novamente será exaltado. Mas o PT só quer fazer oposição não importando o eventual resultado positivo.

MÁRCIA ROSSI SOARES

marciarossi1@hotmail.com

São Paulo

Vendeta

A Lula, aparentemente, só interessa vingar-se pela queda de Dilma. Quer fazer oposição simplesmente por se opor, sem aguardar resultados da nova gestão. O Brasil e os brasileiros pouco importam. Eis o verdadeiro PT.

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

Revanchismo

De forma definitiva e incontestável, Renan Calheiros entra para a História como lacaio traído. Além de ter-se submetido candidamente às pressões do PT, por meio da senadora Kátia Abreu e do conhecido amigão do casal Lula e Marisa Letícia, o sr. Ricardo Lewandowski, Renan foi imediatamente traído pela reação da Dilma, expondo desnecessário revanchismo em suas declarações pós-deposição. Pior: abre precedentes para que futuros depostos por corrupção se beneficiem da decisão que garante a manutenção do direito de exercício de funções públicas.

FLAVIO CARLOS GERALDO

madflavio@uol.com.br

São Paulo

Cidadã violada

O ilustre rio-clarense Ulysses Guimarães teria vergonha da ala rebelde do PMDB que, encabeçada por Renan Calheiros, ajudou a ex-presidente. O ministro Ricardo Lewandowski (STF), por sua vez, entrará para a História por ter ferido – e de morte – a Constituição cidadã de 1988.

JOUBER TUROLLA

j.turolla@hotmail.com

Rio Claro

Lewandowski nunca me enganou. Lembra um coati manso: fica quietinho esperando para dar o bote. Enfim, quem comandou foi Renan, na república do rabo preso.

DIONYSIO VECCHIATTI

dio.vecchiatti@terra.com.br

Valinhos

O bom ‘cumpanheiro’

Lewandowski deixou de lado o que disse sobre seguir o rito do impeachment de Collor e demonstrou publicamente sua gratidão pela nomeação para o STF.

DARCY MARTINO

darcymartino@hotmail.com

São Paulo

Gravata vermelha

Ostentando gravata vermelha, Lewandowski deixou claro quanto é petista. Como tal protagonizou o escancarado golpe na Constituição, permitindo a absurda votação separando impeachment de inelegibilidade. Depois desse escândalo, nós, brasileiros, temos de lutar por mudanças, iniciando pelos ministros do STF, que não podem mais ser indicados. Hoje qualquer “zezinho” é indicado e temos de conviver com um STF minado, agindo sem constrangimento a favor do PT. Estou pronta para a luta! O Brasil tem de se mobilizar.

SILVIA MAIA

maiasilvia11@hotmail.com

São Paulo

Não surpreende a atitude de Lewandowski diante da oportunidade de redemonstrar seu petismo, mal disfarçado com os votos no julgamento do mensalão.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

Parafraseando Lamartine Babo no hino do Flamengo: o ministro Lewandowski, uma vez PT, sempre PT.

GUTO PACHECO

jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

Opiniões

Na mesma página A2 do Estado de ontem, dois textos, lado a lado, que são como bom vinho e má água. O bom vinho tem como enólogo o sr. Roberto Macedo e a água de discutível potabilidade tem como aguadeiro o sr. Eugênio Bucci. Do bom vinho recomendo a avaliação a quem tenha paladar apurado. Da má água posso advertir a quem quiser tomá-la que o faça por seu próprio risco. Eu o fiz e me arrependo, pois contaminada por proselitismo, elogios ao teatral canastrão petista e desqualificação da brilhante e patriótica acusação do eminente trio Janaina, Bicudo e Reale. Entre tantas impropriedades proferidas pelo sr. Bucci, talvez a magistral tenha sido a de que Cardozo “logrou ao menos plantar dúvidas do tamanho da República sobre a falta de provas materiais contra sua cliente”. Se a República que refere o articulista é a nossa, “bananeira”, haja insignificância e nanismo nas dúvidas plantadas pelo defensor da causa perdida.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

Reconhecimento

Obrigado, Janaína, Reale e Bicudo, pelas próximas gerações!

RICARDO C. T. MARTINS

rctmartins@gmail.com

São Paulo

Incógnita

Ninguém tem ideia do que será o governo Temer, mas uma coisa todos sabem: melhor que o governo da mulher sapiens será.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Chega de bolivarianos

O governo Temer começou muito bem. Nem tanto por mérito próprio, mas pelo rompimento que sofreu de governos como os de Equador, Bolívia, Cuba e Venezuela. Rafael Correa e aquele cocaleiro se mantêm no poder apenas por causa da censura deslavada que praticam na mídia de seus países. Os sanguinários e homofóbicos irmãos Castro só continuam governando porque mataram centenas de milhares de adversários e tratam seu povo como marionete. Nicolás Maduro é um boçal, psicopata e obtuso que dialoga com passarinhos e conseguiu dizimar a economia de um país com imensas reservas petrolíferas. Só faltou o gordinho imbecil da Coreia do Norte se manifestar. Quanto mais longe ficarmos dessa escumalha, melhor será para o Brasil.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MALABARISMO JURÍDICO

Pela Constituição pura e simples, a cassação de Dilma Rousseff incluía a perda do mandato e a suspensão dos seus direitos políticos (artigo 52). Por compaixão, foi urdido no Congresso Nacional um complicado malabarismo jurídico que possibilitasse a votação para que a ex-presidente, mesmo cassada, não perdesse os direitos políticos. Qual o resultado? Além de Dilma não reconhecer a boa vontade para com ela, fez um agressivo e mal educado discurso público, ameaçando conturbar o País, sem tréguas, com a ajuda de seus asseclas. O Supremo Tribunal Federal (STF) faria bem em rever a ilegal cortesia a ela oferecida. Não valeu o esforço.

Tercio Sarli Terciosarli.edicoes@r7.com

Campinas 

*

ESTRANHÍSSIMO

Estranhíssima a atitude do ministro Ricardo Lewandowski em atender ao pedido do Partido dos Trabalhadores (PT) para que houvesse duas votações separadas: uma para decidir a cassação do mandato da presidente e outra, sobre os oito anos de impedimento de Dilma Rousseff para ocupar cargos públicos, mesmo sabendo que a Constituição é bastante clara em impedir tal benesse. Obviamente, mais uma vez se constata a atuação do STF na defesa do "ParTido". Agora, o tema tem duas decisões: a da Constituição e a do ministro. E, aparentemente, também estranhíssimo o PSDB de Aécio Neves concordar com isso.

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

*

A REGRA É CLARA

Numa partida de futebol, faltando cinco minutos para o seu fim, o narrador pergunta ao analista de arbitragem como foi a atuação do juiz. Resposta: até o momento foi impecável, mas prefiro esperar o término da peleja para opinar. Justificativa: em cinco minutos ele pode estragar tudo de bom que fez até o momento, aprontando "uma daquelas", e jogar no lixo todo o seu elogiável trabalho. Pois é, foi o que aconteceu com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski no julgamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Elogiado exaustivamente pelos senadores na condução dos trabalhos, nos acréscimos - pois o que não faltou nesse jogo foi pedido de tempo -, aprontou "uma daquelas" ao aceitar a votação em separado do impeachment e da inabilitação da "pobrezinha" ex-presidente para ocupar função pública. Verdadeira excrescência jurídica. Plagiando um famoso analista da área, "a regra é clara" e consta no artigo 52 do "livrinho", a Constituição, que foi violentamente ultrajada.   

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

*

VOTOS

Por que a manutenção do direito de Dilma de exercer função pública foi confirmada com menos de 2/3 dos votos (42 a favor e 36 contra), se no caso do impeachment (61 a favor e 20 contra) foi obrigatório o mínimo de 2/3 (54 votos)? É sempre bom lembrar que "pesos desonestos e medidas desonestas são uma abominação para Deus".

Vanderlei Zanetti zanettiv@gmail.com

São Paulo

*

O MAL PELO MAL E O BEM PELO BEM

Para não serem maus, 36 senadores resolveram dar carona a uma escorpiã para ajudá-la a cruzar, sem riscos, o rio da inabilitação das funções públicas. Com isso, ficaram vulneráveis à sua inexorável picada mortal.

Sérgio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

*

SENSAÇÃO INCÔMODA

Sobre a manutenção dos direitos políticos da sra. Dilma Rousseff, fica a sensação incômoda de que o processo de impeachment terminou numa pizza brotinho.

Julio Guerra jfguerra@yahoo.com

São Paulo

*

INACEITÁVEL

Inaceitável a preparação de pizza em que "Lawandowski" transformou a votação do Congresso. O ministro o fez ao não permitir réplicas, ao acenar com sinais de cabeça de apoio às falas do PT e ao desmembrar a votação final em dois blocos (culpabilidade e tempo de impedimento eleitoral). O ministro vota a favor do PT, como sempre. É lamentável a conduta espúria de um membro do STF.

João Cesar Ribeiro cesar.ribeiro8@hotmail.com

São Paulo

*

TEATRO NO SENADO

Já estava tudo combinado entre Lewandowski e o PT para consentir o impeachment de Dilma, mas preservar seus direitos políticos. Alguém tem alguma dúvida? Vamos ver se o Supremo decide pela ilegalidade do ato e respeite a Constituição. Chega de proteger a ex-governanta.

Giampiero Giorgetti giampiero@falcare.com.br

São Paulo

*

CAIU O PANO

O grotesco "fatiamento" da votação do impeachment é apenas mais uma evidência de que os acalorados embates retóricos ocorridos no Senado nos últimos dias foram apenas um teatro. Ao cair o pano, nossos políticos estão todos sempre unidos por objetivos em comum: perpetuarem-se no poder e rapinar o erário, enquanto riem dos que acreditam na farsa bizarra que apresentam para o público.

Eric Tedesco eric.tedesco@gmail.com

Americana 

*

O REI FICOU NU

Corrijam-me se eu estiver errada: o que é a Constituição? Um texto aprovado por parlamentares. Se suas excelências, os atuais parlamentares  brasileiros, tivessem votado dia 30 de agosto uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) a favor ou contra o fatiamento do impeachment, votariam como? A favor, não é? A imensa maioria quer salvar a própria pele! Assim, não precisamos ficar tão injuriados com o que aconteceu no dia 31 de agosto. Apenas "o rei ficou nu". Mais rápido e sem gastos, foi demonstrado que a santa Constituição não é um texto divino, é fruto das paixões e vícios humanos! Temos é de seguir em frente e rezar pelo Brasil! Rezar para um poder superior, se ele existe, porque os nossos representantes, legitimamente ou com maracutaia, estão de acordo sobre o fatiamento.

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

*

CRUZ CREDO!

Tivemos na quarta-feira a prova de que nossos políticos são uns merdas. Não cassar os direitos políticos é uma prova de incompetência do Congresso Nacional e do comprometimento sabe-se lá com o quê. Cruz credo!

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

*

ATENTADO AO ESTADO DE DIREITO

O Senado, sob o comando de Renan Calheiros e de alguns senadores, a maioria deles sob investigação da Operação Lava Jato, contando com o conluio de Ricardo Lewandowski, violaram a nossa Constituição em seu artigo 52, ignorando a palavrinha "COM" e atentando contra o nosso Estado Democrático de Direito. Em palavras mais populares: ao fecharem a porta do biombo, depois da complexa defenestração da presidenta Dilma Rousseff, puxaram a descarga pela metade, deixando um inconfundível odor de que algo muito tosco e ilegal foi praticado. Os defensores de Dilma perderam no jogo democrático e, ao fim, como péssimos perdedores, chutaram uma violenta bolada nas costas dos brasileiros que ainda se preocupam com o devido respeito à Constituição. Isso é revoltante. Conforme o artigo 103 da Constituição, cabe ao presidente Michel Temer, ao procurador-geral da República ou a algum partido político, entre outros, representar ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra esse ato inconstitucional e nulo.

Edenilson Meira merojudas@hotmail.com

Itapetininga

*

GOLPE

Sim, houve golpe contra a Língua Portuguesa, introduzindo mais uma acepção à preposição "com", que passou também a significar "ou", conforme a decisão de reforma ortográfica implementada por nossos doutos senadores. Fiquei angustiado, pois deixei de ter certeza do significado das palavras com que venho me expressando. Mesmo assim, é necessário que todos os povos lusófonos referendem a decisão local, sob o risco de que ela se torne inócua.

Paulo Eduardo Grimaldi  pgrimaldi@uol.com.br

Cotia

*

E O GOLPE SE CONSUMOU

A decisão do Senado brasileiro mantendo os direitos políticos de Dilma rasga a Constituição e consuma o golpe final na credibilidade que restava a esta instituição. O acordão PMDB-PT, chancelado sob as vistas do presidente do Supremo Tribunal Federal, guardião dos preceitos constitucionais, tira a esperança de dias melhores para os brasileiros que trabalham (os que ainda têm emprego), respeitam as leis e lutam dia a dia para manter suas conquistas. Se a preocupação da sra. senadora Kátia Abreu era com o desemprego da presidente afastada, por que não lhe oferecer o cargo de "gerentona" numa de suas fazendas?! Para um Brasil melhor, reforma política neles! Fora os acordões! Abaixo a corrupção!

Marcelo de Carvalho Braga marcelocbraga@uol.com.br

São Paulo

*

A PENSÃO DE DILMA ROUSSEFF

A senadora dilmista Kátia Abreu defendeu a presidente impichada para que não viesse a viver com os R$ 5 mil de aposentadoria. Tem toda razão, nem essa "merreca", que seria a aposentadoria pelo valor máximo a que poucos dos cidadãos brasileiros têm acesso, cobre os custos de uma vida digna.

Paulo Ruas pstreets@terra.com.br

São Paulo

  

*

SENSIBILIDADE

Comovente a sensibilidade dos "nobres e incomuns" congressistas por não permitirem a inabilitação da criatura ex-"presidenta" alegando que R$ 5 mil não dão para atender às necessidades básicas e ela precisa trabalhar (?) para sobreviver! O que as excelências têm a dizer aos quase 12 milhões de desempregados - graças ao desgoverno e incomPeTência da madamA Vana Rousseff -, muitos dos quais são casais que nem sequer têm como pagar aluguel e engrossam o número de moradores de rua? 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

*

DESAMPARADA JAMAIS

Dona Dilma não vai ficar desamparada. Com R$ 5 mil mensais, poderá morar no sítio de Atibaia ou no tríplex do Guarujá, com direito a guarda da mudança e um cofre no Banco do Brasil. Tudo isso graças à "generosidade" empresarial.

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

*

PLEBEUS

Se cada brasileiro ganhasse R$ 5 mil por mês, estaríamos no Primeiro Mundo. Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário são uma corte de plebeus criminosos ao arrepio da lei e da Constituição, vivendo como lordes. Ou proclamamos a República para eles agora ou continuamos um pé de bananas.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo 

*

BONDADE

Para quem se lembra de tempos atrás: "Brasileiro  é bomziiiiiinho...". Mudou nada.

Sabine Medaglia evasabine@hotmail.com

São Paulo

  

*

QUE SENADO É ESTE?

Após meses de discussão, "ad nauseam", da culpabilidade da ex-presidente pelo crime de (ir)responsabilidade fiscal e duas votações com maioria esmagadora contra sua permanência no poder, o senador Renan (Judas) Calheiros e a senadora Kátia (motosserra) Abreu orquestraram uma manobra rasteira para preservar seus direitos políticos. Com sua habitual truculência, Dilma (Joana D'Arc) Rousseff deu imediatamente o troco aos parlamentares emedebistas que mudaram de lado, acusando-os de golpistas, transgressores das leis e prometeu, pasmem, lutar pela democracia. É mais um episódio vergonhoso e lastimável que confirma que o Brasil não é um país sério.

 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

*

FICHA LIMPA 2

Diante da inacreditável jurisprudência criada em 31/8/2016, cabe à população brasileira (ou pelo menos ao segmento em que se insere a "simples" merendeira escolar) organizar um segundo movimento sobre a ficha limpa. Visará à redação mais clara aos "nobres" senadores sobre o artigo específico da Constituição nacional que diz que o processo de impedimento deve associa-se com a perda de direitos políticos por oito anos.

Milton L. Gorzoni gorzoni@uol.com.br

São Paulo

*

A PREPOSIÇÃO DE RENAN

Tudo indica que houve um entendimento prévio entre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o resto dos senadores que compõem o partido, para tornar Dilma Rousseff cassada com seus direitos políticos conservados. O histerismo de Renan para deixar Dilma em condições de exercer funções públicas e eleitorais deixou claro que o PMDB é pior, e bem pior, que o PT. Renan falou de uma preposição que não houve. Preposição é "ato ou efeito de propor; o que se propõe; proposta; projeto submetido à apreciação da Câmara, Senado e Assembleia Legislativa; expressão verbal de um juízo; asserção". O povo brasileiro gostaria de saber qual a preposição de Renan com seus pares.

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

*

FARINHA DO MESMO SACO

O que houve na sessão do impeachment, com Renan Calheiros e seus acólitos, o PT e com a participação ativa do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, foi inacreditável, no sentido mais puro da palavra! Aquele fatiamento, que desprezou o conteúdo do artigo 52 da Constituição federal, foi um tapa na cara de todo brasileiro de bem. Todos que sabem ler viram que o que se fazia ali era malandragem, pura e simples. O teor do artigo 52 não permite dupla interpretação. Os nossos políticos, já os conhecemos e neles não confiamos há muito tempo. Todos sabem quem e o que é Renan Calheiros! Porém poucos imaginariam que o presidente da mais alta Corte do País, aquele que representa todos os 11 ministros do tribunal e que, em teoria, fala em nome deles, cometeria tamanho despropósito. O pior: ao que parece, nenhum dos togados teve a ideia de insurgir-se contra o ato criminoso, naqueles fartos minutos que antecederam a votação do "destaque mandraque" engendrado pelo PT e parte do PMDB, e fazer chegar a Ricardo Lewandowski sua hipotética discordância. Foi uma vergonha inominável, que igualou a Suprema Corte brasileira à Suprema Corte venezuelana de Nicolás Maduro. Depois de 31 de agosto de 2016, os brasileiros desconhecem a chamada segurança jurídica. A Lei Maior vale muito pouco, ou nada, para os próprios juízes do Supremo Tribunal Federal, que fazem e desfazem com ela o que lhes dá na veneta. A partir de 31 de agosto de 2016, ter sido ministro do Supremo Tribunal Federal naquela data fatídica será apenas motivo de vergonha para seus decendentes, que maculará a honra de sua família. Quanto a Ricardo Lewandowski, de alguém que se tornou ministro do Supremo por indicação do dono de um restaurante popular em São Bernardo do Campo, um amigo de Lula, nem é preciso falar. Não foi à toa que ele foi "homenageado" pelos movimentos de rua com um boneco chamado "Petralhovski". Assim será conhecido pela História. Fez e faz por merecer. Lula, Dilma e Lewandowski são farinha podre do mesmo saco. 

Maria C. Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

*

VIGILÂNCIA ETERNA

Com o impeachment de Dilma Rousseff, que foi responsável pela mais profunda crise econômica enfrentada por este país, não devemos nos esquecer dela no futuro, porque graças ao seu fracasso Lula e o PT foram desmascarados. Lula criou Dilma, um "poste", como ele mesmo chamava todas as nulidades políticas e administrativas que ele alçava aos mais altos cargos eletivos com o objetivo de mostrar o seu tamanho e a estupidez de seu carisma, conforme magnífico editorial do "Estadão". Mas é preciso vigiar, os problemas vão continuar, se o povo deixar. O movimento das ruas não pode ficar apenas na troca de um presidente. Não sejamos ingênuos, os fazedores das leis não vão cortar seus próprios privilégios. Eles se acostumaram a penalizar o povo, que sempre lhes pagou sem nada exigir. Caberá aos eleitores de todo o País exigir respeito às leis e mudanças no processo político brasileiro, viciado e carcomido pela corrupção. A tarefa consiste em não deixar que aventureiros e "espertos" cheguem ao poder, dando nossa resposta nas urnas, fiscalizando e cobrando dia e noite. O preço da liberdade é a eterna vigilância.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

PIZZA MEIO A MEIO

No fim, tudo acabou do jeito que foi planejado. Durante uma semana fiquei em frente da televisão, no canal da TV Senado, assistindo aos depoimentos de senadores e advogados falando pró e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Eu sei que foi um tempo perdido, mas eu queria assistir "in loco" ao que iria acontecer. Não houve surpresas, já que o impeachment foi aprovado. Eu confesso que, agora que tudo terminou, não estou feliz. Aliás, eu me aborreci muito vendo e ouvindo senadores desonestos bradando pela bandeira da honestidade. Muitos deles, certamente, mereciam estar no banco dos réus. É estranho ver que o vice-presidente recém-empossado viaje na mesma noite para a China, talvez um dos lugares mais distantes do Brasil, senão for o mais longínquo. Acho que deveria se resguardar um pouco e tomar as primeiras providências de um novo governo. Mas tudo bem, muitos dirão, já que se tratava de uma reunião do G-20. O que faremos lá, se o País está andando para trás? Maldades à parte, não sei se será bom para o presidente empossado estar presente numa reunião no dia seguinte ao dia de sua posse. Talvez alguns países não concordem com a legitimidade do processo que acabamos de viver. Mas, em política, tudo é possível, até porque vivemos no reino de todas as possibilidades. Confesso que "já nem sei se sou feliz ou não". Isso porque o julgamento como um todo me pareceu um grande circo, com discursos repetitivos de ambos os lados, como se fosse um ensaio programado com desfecho impactante. Não houve impacto, entretanto, apesar dos risos e das lágrimas. Grande parte dos senadores não prestava atenção enquanto outro senador falava, talvez pelo fato de já estar tudo combinado e a cena já era conhecida. De fato, eu acho que mais uma vez tudo acabou em pizza, só que, desta vez, a pizza é meio a meio, metade de falsidade e metade de palhaçada.

 

Ivan Jubert Guimarães ivanjug@uol.com.br

São Paulo

*

IRONIA?

Gostei do editorial "O desfecho do impeachment" ("Estadão", 1/9, A3), mas não concordo que o ministro Ricardo Lewandowski, "não conhecendo o artigo 52, aceitou o destaque que fatiou a votação. E assim, com a inocente anuência do presidente do Supremo Tribunal Federal, a Constituição foi reescrita no joelho". Para mim e para a mais absoluta maioria dos leitores do "Estadão", Lewandowski não apenas conhece o artigo 52, como passa longe de qualquer inocência. Se até eu, uma simples jornalista aposentada, conheço as partes mais importantes da Constituição, como é que o presidente do STF não a conheceria? Se foi ironia do editorialista, tudo bem. Mas essa ironia tinha de ser mais explícita. Prefiro ficar com o leitor sr. Gilberto Schlittler, que na quarta-feira escreveu no "Fórum dos Leitores": "É pelo menos algum progresso um impeachment meia pizza!". A meia-pizza assou para proteger não apenas dona Dilma - pela graça de Deus ex-presidente! -, mas a chusma enorme e meio desesperada que a Lava Jato pegou e ainda vai pegar. Serão cassados os da chusma de malfeitores, bandidos, chupins e enganadores, mas não perderão seus direitos políticos. Só Collor foi castigado? O PT, com sua proposição de fatiamento, deu a "deixa" para o salvamento de Eduardo Cunha, seu inimigo número 1. E o Senado provou, na quarta-feira, que não está nem aí para a sociedade ou para o País: Mateus, primeiro os teus, diz o ditado popular. E eu digo que devemos anotar os nomes de todos os "mateus" deste Senado desastroso!

Regina Helena de P. Ramos reginahpaiva@uol.com.br

São Paulo

*

'O DESFECHO DO IMPEACHMENT'

Quero cumprimentar a redação do jornal "O Estado de S. Paulo" pelo brilhante editorial "O desfecho do impeachment".

Sidney Cantilena sidneycantilena@bol.com.br

São Paulo

*

A TRAMA DE LEWANDOWSKI

Via de regra, concordo com o editorial deste prestigioso jornal. Ao de ontem ("O desfecho do impeachment"), atrevo-me a trazer um ponto de discordância. O desfecho do impeachment não decorreu do desconhecimento do texto do artigo 52 da Constituição pelo ministro Lewandowski. A mera leitura já seria o suficiente, vez que a redação é cristalina. Quem acompanhou os dias anteriores do julgamento viu que o ministro que presidia a sessão chegou a pedir tempo para decidir questões que lhe eram trazidas pelos apoiadores da ex-presidente, bem como de seus adversários. Compreensível, pois não é obrigado a conhecer todos os meandros regimentais daquela Casa. Todavia, o episódio em questão chamou-me a atenção pela pronta exposição de razões para acatar o "destaque" do senador pela Rede, além da atenta assessora que lhe passava folhas e folhas impressas com os destaques em cores no texto. Nitidamente, a questão já havia sido examinada antes de sua formulação em público. E mais: o ministro do STF, que presidia a sessão, disse mais de uma vez que era necessário decidir tudo ali, pois qualquer um poderia ir ao STF, onde havia ministros de plantão. Vale dizer: se eu não decidir aqui, vão decidir lá. A tudo isso se acrescentem os fundamentos para ter transformado o procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) de testemunha em informante. A sorte de tais autoridades - infelicidade nossa - é que a grande maioria do povo não entende o que eles dizem para justificar o que fazem.

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

*

O LEWANDOWSKI DE SEMPRE

Com mais uma decisão absurda, o excelentíssimo ministro Ricardo Lewandowski demonstrou, mais uma vez, sua eterna subordinação não à letra da Constituição, que deixava cristalina a impossibilidade de separar a decisão de impeachment da inelegibilidade do presidente destituído, mas aos interesses dos operadores do Partido dos Trabalhadores. Para aqueles que decidiram acreditar que ele estaria interessado em tentar mudar (pelo menos um pouco) a sua imagem em decorrência das suas ações no julgamento dos mensaleiros, fica aí a dica: uma vez corrupto, sempre corrupto. 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

*

FALTA POUCO

Ainda bem que o cargo de presidente do STF com Ricardo Lewandowski está por poucos dias!

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo 

*

ENQUANTO ISSO, NA PGR

A então vice-procuradora-geral da República Ela Wiecko, ao ser flagrada em ato contra Michel Temer em Portugal, pediu demissão imediatamente. Mas isso não basta. No sentido de dar transparência ao órgão a que ela pertence, ela deve responder às seguintes perguntas: 1) já que ocupava um cargo de confiança, por que não pediu exoneração tão logo Temer assumiu, já que era contra seu governo? 2) Diz ela que Temer "está sendo delatado", então qual atitude tomou para dar prosseguimento às investigações, ou houve alguma operação-abafa dentro da própria Procuradoria-Geral da República (PGR)? A população brasileira que paga o salário desta senhora tem o direito de saber de tudo.

Eduardo Lazarin Biral edubiral@gmail.com

São Paulo 

*

ELA WIECKO

A atitude da vice-procuradora-geral da República, que renunciou ao cargo após ser flagrada em ato contra Michel Temer e contra o processo de impeachment de Dilma Rousseff, é muito grave, até  porque ocorreu fora do Brasil, em Portugal, num claro sentido de enxovalhar o nome do seu país. A propósito, quem é "ela"? Com duplo sentido, por favor!

?

José Marques seuqram2@hotmail.com

São Paulo

*

SEM CONCESSÃO

O presidente Michel Temer, em seu primeiro pronunciamento após a posse, desaprovou o acordo da sua base para a segunda votação do processo de impeachment que manteve os direitos da ex-presidente Dilma para exercer cargos públicos. Disse que o acordo não foi um entendimento geral e que se poderia fazer alguma concessão desde que discutida com a base. Sr. presidente, ante o que estabelece a lei não há discussão sobre concessão. Aplica-se a lei e pronto. A lei não prevê isso neste caso. Reprovável o que o sr. falou.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

DISCURSOS

Dilma: "Haverá firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer". Temer: "Não vamos levar ofensa para casa, bateu, levou". Aguenta coração! Pobre Brasil!

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Vinhedo 

*

VADE RETRO!

 

"Pensam que nos venceram, mas estão enganados", afirma Dilma ("Estadão", 1/9). Quer dizer que continuaremos com o fantasma da ex-presidente rondando sobre nossas cabeças?!

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

*

DILMA CAIU E CUNHA VAI VOLTAR

Não é preciso muita imaginação para enxergar a mão de Eduardo Cunha na bizarra decisão de manter os direitos políticos da ex-presidente Dilma. É evidente que Cunha também será beneficiado por essa decisão: mesmo que ele seja cassado, volta ao poder na próxima eleição. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

O DIA SEGUINTE

Segue a pauta, por ordem: fora Cunha, fora Renan, e fora Temer!

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

*

O PRÓXIMO

A incompetente Dilma já se foi. Enquanto o juiz Sérgio Moro cuida de Lula, a nossa próxima tarefa é derrubar Renan Calheiros. Avante Brasil!

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

*

FINAL INFELIZ

Senador Renan Calheiros demonstrou nos momentos finais do impeachment sua verdadeira face, suportou o quanto deu até que se traiu, desmascarando sua sordidez. Repugnante ver um senador da República abertamente intimidar seus pares lembrando-lhes de quem ainda era, apesar de todo o processo tê-lo colocado à sombra do presidente do STF. Que mais uma vez o peso da Operação Lava Jato recaia sobre este cidadão, expurgando pessoas desse naipe da política brasileira. Se Eduardo Cunha foi o responsável pelo start do desejável, Renan o foi pelo desfecho do indesejável.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

*

RESSACA CÍVICA

O Brasil ficou numa gostosa ressaca cívica ao fim de intermináveis nove meses do charoposo processo de impeachment. Todavia, a tramoia de última hora para livrar Dilma da inelegibilidade deixou-nos todos de orelhas em pé. Ainda há muito o que temer.    De Renan Calheiros pode-se esperar sempre o pior.    Temer é uma raposa felpuda criada nas manhas da politicagem. Oxalá possa ele, como Paulo a caminho de Damasco, ter uma revelação e tornar-se o estadista de que tanto precisamos. O futuro próximo dirá, restando aos brasileiros orar e vigiar.

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

*

E AGORA? 

Muitos se perguntam com quem estará o poder do novo Brasil. Com o Executivo, o Legislativo, o Judiciário? Todos eles? Eu diria que com nenhum deles, a resposta eu vejo todo dia, como imagem de fundo na área de trabalho do meu computador, que é a impressionante capa do "Estadão" do dia 14 de março de 2016. Os que também fizeram o download sabem do que estou falando, aos que não fizeram - sempre é tempo -, façam, pois não dá para descrever aqui o que aquela imagem significa.

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

*

DATA HISTÓRICA

Consolidado o impeachment, espero que a partir de hoje, nos acontecimentos significativos do País, Dilma passe a ser uma "ausenta".

Edison Ribeiro Pereira edisonribeiro@hotmail.com

São Paulo

*

UM NOVO DIA

Manhã de 1 de setembro de 2016, não está chovendo, caminho pelas ruas junto com várias outras pessoas a caminho do trabalho. Algumas outras estão indo de carro, ônibus, muitas outras de metrô. Manhã de 1 de setembro de 2016, início de mais um dia normal de trabalho, tal como o dia 31 de agosto foi, tal como tantos outros dias normais de trabalho. Que bom!

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente 

*

NEGÓCIO DA CHINA

A viagem à China do ex-vice-presidente Michel Temer logo após ter tomado posse e ser definido como presidente, para tratar de assunto ligado ao interesse dos chineses, como informa o "Estadão" (1/9, A4), para investirem em infraestrutura, mineração, energia e agronegócio, dá-nos a satisfação patriótica de ver o nosso atual governo já se movimentar estrategicamente para recuperar a confiança e o estímulo dos países amigos em aplicar e investir suas economias em nosso Brasil, tirando-o, graças a Deus, dessa situação humilhante de republiqueta a que o levou o nefasto governo petista, hoje merecidamente extirpado, como erva daninha. Realmente, como bem qualificou o "Estadão" na reportagem acima, a mencionada viagem do presidente Temer, como diz o ditado popular, está sendo um verdadeiro negócio da China.

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

*

A VENEZUELA E O IMPEACHMENT

Sinais particulares. Coincidência ou não, o único presidente da América Latina realmente indignado com o impeachment da ex-presidente Dilma e que resolveu retirar definitivamente o embaixador do Brasil e cortar relações comerciais foi Nicolás Maduro, da Venezuela, maior ditadura em curso no momento. Está explicado o carinho com que Dilma cuidou das relações com esse governo. Do que nos livramos, não?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

PARA QUE SERVE O 'LIVRINHO'

Nicolás Maduro chamou o embaixador de volta. Na bagagem, presente de Renan e Lewandowski, a Constituição brasileira. Na Venezuela não há papel higiênico...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*

DÍVIDAS

O presidente da Venezuela, o bolivariano Nicolás Maduro, em solidariedade à defenestrada "cumpanheira" Dilma Rousseff, informa que retirará definitivamente seu embaixador e congelará "as relações políticas e diplomáticas com o governo originário neste golpe parlamentário". Muito bem, faça isso, mas antes do rompimento não deixe de pagar dívidas pendentes.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

*

IMPEACHMENT

Será que agora seremos invadidos pela Bolívia?

Carlos Alberto Duarte carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo 

*

POR ÁGUA ABAIXO

O clima de velório demonstrado pelas expressões sorumbáticas de Lula, Chico Buarque e toda a comitiva que acompanhava o ex-presidente na abertura do julgamento não se deve exclusivamente ao fato de saberem com antecipação que Dilma seria impichada. Não é isso que dói mais no peito do líder petista e de todos os que ainda o idolatram. A dor maior é ver o projeto de poder do PT, de Lula e de Fidel Castro, forjado pelo Foro de São Paulo, que desenhava um mapa da América Latina sob o domínio da esquerda bolivariana, ir por água abaixo onde quer que tenha sido instalado. O maior bastião era justamente o Brasil e, agora, até mesmo Evo Morales está tenho problemas com os que eram a sua grande força, os mineiros bolivianos. A América Latina desperta de seu sono letárgico, este é o fim dos sonhos de quem imaginou manter o PT por 50 anos no poder! É também o fim do sonho de Fidel Castro, que morrerá com ele. 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

*

ACHINCALHE

  

Reclamar do processo de impeachment à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, como fizeram deputados do PT, é reduzir o Brasil a uma aldeia primitiva. Nós e nossas instituições somos tartarugas ninjas, que devem ser varridas do mapa para que nele floresça a grande civilização lulopetista. O ato é simplesmente inócuo, mas jamais, em toda a história deste país, fomos vítimas de tão grosseiro achincalhe. 

  

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

BADERNA

Concluído o impeachment de Dilma Rousseff, vai começar a prometida baderna. Os baderneiros não darão trégua, como se o Brasil pudesse se dar ao luxo de continuar assistindo a e sofrendo com atos de vandalismos e destruição do patrimônio público e privado. Já que temos um presidente constitucionalmente empossado e no efetivo exercício do cargo, é de esperar que as Forças Armadas sejam acionadas para garantir a ordem e o progresso. É bom não demorar muito para começar a agir, porque os baderneiros já estão há muito tempo se preparando, se armando e arregimentando indivíduos para transformar o Brasil num inferno.

Carlos Eduardo Stamato dadostamato@hotmail.com

Guaraci

*

A MORTE COMO BANDEIRA

As últimas manifestações violentas patrocinadas por movimentos como o dos Sem-Teto (MTST) e por partidos como PT e Psol fizeram a máscara cair: os tais movimentos sociais e os black blocs não passam de braços armados desses partidos, que pregam a ditadura do proletariado. O Movimento dos Sem Terra (MST) promete atos "com sangue nos olhos" para o dia 7 de setembro. Tudo o que eles querem é um cadáver "para chamar de seu". Luiza Erundina ganhou a eleição para prefeito de São Paulo por causa de morte de manifestante em Volta Redonda. Eldorado dos Carajás, até hoje, é bandeira desses baderneiros. Um manifestante morto é tudo o que eles sonham e é por isso que vimos anteontem manifestantes contra o impeachment provocando acintosamente a Polícia Militar e quebrando propriedades privadas e públicas.

Milton Akira Kiyotani miltonak@gmail.com

São Paulo

*

DECLARAÇÕES DE ÓDIO

Está circulando nas redes sociais uma declaração da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) simplesmente revoltante, de uma arrogância acima de qualquer tolerância com a opinião divergente. Ela chama a classe média, à qual me orgulho de pertencer, de "analfabeta política". Quero dizer à senadora que nossa classe é muito bem politizada, a ponto de repelir veementemente essas declarações. Pelo jeito, a ilustre senadora é amiguinha e partidária da professora Marilena Chauí, que ficou famosa por deixar claro que "odeia" a classe média. 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.