Fórum dos Leitores

CONSTITUIÇÃO VIOLADA

O Estado de S.Paulo

04 Setembro 2016 | 03h07

A Carta e o jogo do bicho

Que esperar de um país cuja Constituição pode ser emendada pela votação unicameral de um destaque para favorecer presidente da República que cometeu crime de responsabilidade? Que esperar de um Senado presidido por Renan Calheiros e transformado em tribunal presidido por Ricardo Lewandowski? No jogo do bicho há um preceito fundamental que assegura a credibilidade da contravenção: vale o que está escrito (na pule). No ordenamento jurídico brasileiro, a letra da Carta Magna nem sempre vale. Tudo é uma questão de conveniência no jogo do poder. Assim tem sido. A fraude está na Lei das Leis brasileiras. A Constituição cidadã de 1988 abriga fraude revelada em 2003 por ninguém menos que Nelson Jobim, constituinte e então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 5 de outubro daquele ano o jornal O Globo surpreendeu o Brasil com a manchete Artigos da Constituição de 88 entraram em vigor sem votação. Jurista renomado, o professor Celso Antônio Bandeira de Mello pediu em artigo o “impeachment” do ministro Jobim.

JOSÉ MARIA LEAL PAES

josemarialealpaes@gmail.com

Belém

Jogada no lixo

O que pensar de um país em que o Senado e a Corte Constitucional têm dificuldade para interpretar a Constituição? Podemos chamar a isso de inabilidade profissional ou acerto político-jurídico para evitar a prisão e perda de mandatos dos políticos corruptos. Coitados dos brasileiros, que são obrigados a votar nessa corja de políticos inescrupulosos que dizem honrar a Carta Magna e logo depois a descumprem convenientemente, jogando-a no lixão da indecência.

VALDY CALLADO

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

Nação esquartejada

O fatiamento da Constituição pelo consórcio Renan-Lewandowski é a analogia perfeita de como os senhores feudais da vida pública brasileira fatiam a Nação sem escrúpulo algum e distribuem os pedaços entre eles mesmos, enquanto nós trabalhamos arduamente para pagar a conta.

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

De baraço e cutelo

Fatiaram nossa Constituição. E o cutelo veio pelas mãos do presidente do STF! Honestamente, não temos mais horizontes.

EDUARDO A. DE CAMPOS PIRES

eacpires@gmail.com

São Paulo

Falta de juízo

Vivemos uma crise econômica ditada por uma ex-presidente incompetente. Agora sofremos instabilidade jurídica urdida nos bastidores por quem deveria zelar pela Carta Magna, em hora extrema como a do julgamento do impeachment. Fatiamento bizarro, patético, extemporâneo. Depois de presidente, a que cargo político poderia aspirar a ex, que nunca ocupou cargo eletivo anteriormente? Como diziam nossos avós, é falta de juízo!

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Agressão e chancela

Renan Calheiros renunciou à presidência do Senado em 2012 justamente para preservar o direito de ocupá-la de novo, como agora. Com pelo menos 12 citações na Operação Lava Jato, não é difícil imaginar por que Renan, mesmo com a Constituição na mão, agiu deliberadamente contra seus inequívocos mandamentos. O mais grave é que essa agressão à Carta Magna foi chancelada, sem cerimônia, por ninguém menos que o presidente da nossa Corte Suprema, ministro Ricardo Lewandowski.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Rabulices

No julgamento do mensalão, quando Joaquim Barbosa, então presidente do STF, acusou o ministro Ricardo Lewandowski de fazer chicana, achei a manifestação meio pesada, talvez até injusta. Mas agora, no julgamento do impeachment de Dilma, deu pra ver que o homem é chicanista mesmo. Rasgou a Constituição do País na cara de todo o povo brasileiro, como faria um militante petista qualquer.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

E agora?

Lewandowski, Renan e parte dos demais senadores simplesmente rasgaram a Constituição e fatiaram seu artigo 52. E agora? Vai ficar por isso mesmo? A Constituição é letra de samba?

RONALDO GABEIRA FERREIRA

rgabeira@terra.com.br

Rio de Janeiro

Lewandowski até pode ser bom jurista, mas faltam-lhe qualidades fundamentais de juiz: imparcialidade e firmeza. Assim foi ao violar descaradamente o artigo 52 da Constituição, mantendo ilegalmente os direitos políticos da ex-“presidenta”. Agora só nos resta esperar que os demais ministros do Supremo, que se dizem escravos e fidelíssimos defensores da Lei Maior, cassem essa vergonhosa ilegalidade.

AURÉLIO QUARANTA

relyo.quar@gmail.com

São Paulo

Começar de novo

A verdade é a seguinte: a Constituição federal foi ultrajada, portanto, não serve mais. Temos de convocar a proposição de uma nova, moderna, enxuta, não tão imensa quanto a atual, que foi jogada no lixo.

VANDERLEI ZANETTI

zanettiv@gmail.com

São Paulo

De golpes

Falaram tanto em golpe que o Brasil foi obrigado a engolir mais um. Atribuir ao regimento interno do Senado poder superior ao da Constituição é coisa de repúblicas de bananas. No mais, a convocação de cangaceiros para tumultuar a vida do cidadão já começou. Enquanto isso, a credibilidade do novo governo depende do sucesso de um negócio da China. Haja vira-latas!

JOSÉ ROBERTO SANT’ANA

jrsantana10@gmail.com

Rio Claro

Quando o povo, cansado da política, sai de cena, os ratos do Congresso fazem a festa.

WELLINGTON ANSELMO MARTINS

am.wellington@hotmail.com

Bauru

SOB NOVA DIREÇÃO

Dize-me com quem andas...

Confirmada a saída do Brasil de alguns embaixadores, estaremos comprovando a máxima: “Dependendo de quem aplaude, é preferível ser vaiado”!

MARCIO GUEDES

mfguedes@msn.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O GOLPE REAL

O País, desde o início do processo de impedimento de Dilma Rousseff, ouviu dos contrários à cassação a insistente cantilena de que um golpe estava em andamento, embora todo o procedimento fosse monitorado de perto pela Corte Suprema. Com a conclusão que afastou definitivamente a ex-presidente, emergiu na sociedade um sentimento de apreensão, originado por inesperada proposta, anunciada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, de fatiamento da sentença, visando a preservar os direitos políticos da ex-presidente pelos próximos oito anos, numa clara agressão ao artigo 52 da Constituição. Submetida a plenário, a moção foi aprovada por influência explícita do presidente do Senado, Renan Calheiros. Assim, o País, ao saber do que realmente está embutido na sugestão, viu-se enredado num sutil e perverso - este sim - golpe, com desdobramentos no processo que envolve o deputado Eduardo Cunha, que, a partir daí, vai pugnar por isonomia, e na aniquilação da Operação Lava Jato, que conduzirá à impunidade dos caciques - Renan Calheiros incluído - nela envolvidos. Deus proteja o Brasil. 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

GOLPE, CENAS I E II

 

As esquerdas se pretendem universais, só têm um inimigo - a elite exploradora e seus infinitos segmentos - quando se encontram na oposição. Como vimos, o discurso recrudesce se apeadas do poder, como acaba de ocorrer no Brasil. O discurso não tem nenhum compromisso com a verdade e com a congruência. O fim nobre - igualdade absoluta entre todos os homens - justifica todos os meios, inclusive alianças e corrupção "funcionais". Dilma Rousseff nos deu um estrondoso exemplo: do alto de sua teatralidade, tanto mais eficiente quanto menos compromisso com a verdade possui, lançou o disparate: o processo de impeachment fora formalmente regular, mas, se o julgamento a contrariasse, passaria a ser um golpe. Fracionado, inconstitucionalmente, em dois momentos, o golpe também foi dividido em duas partes. Disse a ex-presidente que, na parte condenatória, efetivamente, foi um golpe (capítulo I); já na parte em que foi suavizada sua pena (capítulo II), não. É inacreditável como nosso povo permaneceu sob o governo desta senhora por tanto tempo. 

 

Amadeu R. G. de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

PERIGOSA JURISPRUDÊNCIA

Que o fatiamento do processo de impeachment contra Dilma Rousseff foi fruto de um acordão ninguém mais duvida. E que envolveu desde Renan Calheiros a Ricardo Lewandowski, passando por Michel Temer, ninguém duvida tampouco. A questão é que, se alguém acredita que o livramento de Dilma Rousseff da inelegibilidade para exercer cargos públicos foi por razões meramente humanitárias, melhor passar a acreditar em Papai Noel. A perigosa jurisprudência que se abre a partir de agora é para livrar atuais e futuros acusados das garras da Operação Lava Jato. E isso tem nome: golpe. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

O BRASIL PASSADO 'A SUJO'

Discurso de tamborete de sindicato, na esquina tinha um bar, bastava atravessar a rua, sentar na mesa, bebericar uma branquinha com tira-gosto de mortadela, jantar um pastel, bater nos ombros dos companheiros, gesticular  e bradar: "É isso aí, quem manda agora é 'nóis', vê a conta aí, meu irmão, essa eu pago!". Depois voltava para casa achando que, apoiado por bêbados, dominaria o Brasil, tirava uma soneca, acordava com sede e telefonava ao empreiteiro amigo para tratar "daquele negócio". A verdade por demais macabra quando se vive num país liderado por mentes miseráveis é a certeza de que um dia morreremos na ilusão de um país melhor. Tomara que tal engano não seja antecipado por balas perdidas, depois de assaltado pelos bandidos de um Estado perdulário. Infelizmente, até lá seguiremos ouvindo que o Brasil é o "país do futuro". Não há futuro sem reformar a política, enquanto existirem atores públicos como o cara do tamborete e os demais protagonistas do atraso e da imbecilidade nacional. Não há futuro quando se anda para trás e se destrói o presente. O impeachment não passou o "Brasil a limpo", passou o "Brasil a sujo". No final, armaram a pitoresca peça teatral da quadrilha heterodoxa unida na ortodoxia da bandalheira, debocharam do povo, cuspiram na Constituição, golpearam a República e enganaram a Nação. Passar a limpo é botar os impostores na cadeia - até agora só um lado da história foi preso -, é reformar tudo, eliminando de vez os palhaços da pátria que há décadas dilapidam o País, zombando da nossa inteligência e testando a nossa paciência. Depois de 14 anos, a conta sobrou "pra nóis, mano", os pastéis da República. 

Haroldo Amorim hbamor@bol.com.br

São Paulo

*

BORRACHA

Atribua ao outro aquilo que você é, dizia Lenin, o que explica o golpe dado por quem se dizia vítima. Rasgaram a Constituição bem nas nossas fuças e aqui ficamos pagando mico às vistas do mundo. Segundo a tradição, para evitar mais vergonha, resta passar uma borracha por cima de tudo e fingir que "a gente não somos" inútil.

José Roberto Sant'Ana jrsantana10@gmail.com

Rio Claro 

*

IMPEACHMENT MORTADELA

Os aliados de Dilma Rousseff não se esqueceram da mortadela e fatiaram a decisão do Senado. O ministro Lewandoswski e Renan Calheiros encheram a panca na bandeja servida pela neopetista Kátia Abreu.

Jose E. Bandeira de Mello josedumello@bol.com.br

São Paulo

*

KÁTIA ABREU

Na quinta-feira, ao ler a seção das cartas dos leitores do "Estadão", fiquei aliviada ao perceber que não fui a única a pensar nos desempregados ao ouvir a ilustre senadora Kátia Abreu manifestar sua preocupação com a sobrevivência financeira de nossa ex-presidente ("com apenas R$ 5 mil por mês"). Sugiro que ela e a aguerrida trinca de defesa neste processo todo separem uma parte de seu gordo salário de senadores, a titulo de ajuda, se é que não vai pintar um cargo de assessora parlamentar.

Cristina Novaes chenovaes@gmail.com

São Paulo

*

VOTAÇÃO FATIADA

Esta meleca feita no Senado tem nome, sobrenome e preço. E, desta vez, não há como não colocá-la na conta da Abreu.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*

'O DESFECHO DO IMPEACHMENT'

"E a vergonha é a herança maior que meu pai me deixou", assim dizia Lupicínio Rodrigues em "Vingança". Aos bastardos (que obviamente não receberam essa herança do pai que não tiveram) e que votaram pelo fatiamento do julgamento do impeachment vergonhoso que tivemos com esta chicana, cabe desejar o que outro grande autor (este escritor) escreveu certa vez: "Ao vencedor, as batatas". Neste caso, bem podres. Que assim seja!

José Euripedes F. de Sousa ninnoferreira@hotmail.com

São Paulo 

*

AGOSTO

E foi no mês de agosto, como a defesa da sra. Dilma sempre relacionava, com o episodio de Getúlio Vargas, depois a renúncia de Jânio e mês de Duque de Caxias. Para sujar tudo isso, tivemos um impeachment e, em seguida, a maracutaia dos "golpistas" do PT, de acordo com o sr. Renan Calheiros, o cangaceiro do Senado, e do "jurista" sr. Ricardo Lewandowski, aquele que não queria o Pixuleco nas ruas. Desta forma, a marmelada ficou completa.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

*

INCONSEQUENTES

Dia 31 de agosto de 2016 tivemos uma lição de cidadania, com o impeachment legal e constitucional da presidente e uma aula de desrespeito para com o povo brasileiro e a Constituição, dada por 15 senadores e pelo presidente do STF, ao aprovarem e votarem favoravelmente ao fatiamento do processo de impeachment. Picharam o artigo 52 da Constituição. Pobre país que tem de conviver com congressistas inconsequentes desse naipe.

Helio Wellichen wellichen@icloud.com

Campinas

*

BARGANHA INDECENTE

O senador Renan Calheiros perdeu a oportunidade de ficar calado ao defender uma aberração jurídica, ou seja, condenar a presidente por crime de responsabilidade e manter seus direitos políticos! É um absurdo, pois uma coisa está atrelada à outra, condenação e impossibilidade do exercício de função pública! Aberração jurídica gritante! Houve uma indecente barganha política! Pasmem!

Walter Rosa de Oliveira walterrosaoliveira@gmail.com

São Paulo

*

HISTÓRIA E MITOLOGIA

Ao ler o "Fórum dos Leitores" de sexta-feira, deparei-me com a mensagem do leitor sr. Flavio Carlos Geraldo dizendo que a História dirá que Renan Calheiros é o lacaio traído. No meu ver, a História mais uma vez não dirá o que na verdade ocorreu. Infelizmente, as futuras gerações não saberão que esta formidável figura pública, que deveria estar apodrecendo na cadeia desde os idos do governo Collor, é de fato o primeiro-ministro do Brasil - e não é de hoje. Ele é o único que nunca se deu mal. Mas a imprensa deu preferência a outros da mesma estirpe, que já foram condenados: Lula, Cunha e companhia. É como dizia Cocteau: "Da história, eu prefiro a mitologia. Porque a história parte da verdade e vai para a mentira. A mitologia parte da mentira e se aproxima da verdade".

Ana Lúcia Pinheiro alupi@osite.com.br

São Paulo

*

CORRUPÇÃO PADRÃO

Com a entrada do novo presidente no poder, o Brasil volta a seu padrão normal de corrupção. O padrão PT foi um ponto fora da curva e desnorteou os modelos clássicos. Há que ter "know-how" para não despertar desconfianças e a turma pensava que Lula garantiria tudo. Hoje nem ele se garante mais.

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro 

*

PRESSÃO

A manobra política de Temer, Renan e Lewandowski livrou grande parte dos congressistas de perderem seus direitos políticos. Com isso, suavizou a pressão sobre a Lava Jato. Há males que vêm para o bem!

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas 

*

PODER

Quem é mais poderoso, Eduardo Cunha ou Renan Calheiros? Aliás, por onde anda o STF?

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

TOGA VERMELHA

Em agradecimento à conclusão do processo de cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff, o PT presenteou o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, com uma toga vermelha.

Sérgio Cunha scunha1001@yahoo.com.br

São Paulo

*

'QUE JUIZ É ESTE?'

Perguntam: "Que país é este?" Não seria mais correto indignar-se com "que juiz é este?" ou "que ministro é este que desconhece a Constituição ou se dá o direito de sozinho alterá-la?".

Yáco Bitelman yaco.bitelman@yahoo.com

São Paulo

*

CARTA MAGNA

Pelo que se vê, cada político e magistrado interpreta a nossa Constituição de um jeito. Pergunta-se: qual será o fim de nosso país?

Antonio Carniato Filho antoniocarniato@gmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

*

APESAR DE VOCÊS

A cada dia que passa fica mais clara a trama urdida por Renan e Lewandowski para abrandar a pena da ex-presidente afastada, o que, infelizmente, desvela de vez a moral flexível dos presidentes da mais alta Corte do País e do Senado, sem contar o PT, que já é "hour concours" neste quesito. Naqueles breves momentos que se seguiram à decisão do impeachment, milhões de brasileiros comemoravam o fato de que o País estaria resgatando o sonho de um país sério e ético. Mas eis que de repente somos surpreendidos por uma manobra esperta que nos atingiu em cheio, urdida por meia dúzia de atores que, num golpe rasteiro, conseguiram burlar a lei por um ardil jamais imaginado por pessoas desacostumadas a trapacear. Não se trata do fato de Dilma perder ou não seus direitos políticos; na verdade, não é a pessoa dela o foco da questão. Trata-se, isto sim, da terrível demonstração da falta de princípios éticos que nortearam tal decisão. Isso é que causou espanto e repulsa a todos os cidadãos de bem e a consequente e dolorosa perda da ilusão de que passaríamos a viver, daqui por diante, num país sério e responsável. Não! Agora temos de aceitar que padecemos de uma doença incurável, crônica, que se traduz pelo eterno "jeitinho", uma democracia "à Brasil", país que usa medidas diferentes para pesar coisas iguais, a depender das conveniências dos donos do poder. Ministro Lewandowski, creia, V. Excia causou um grande mal ao Brasil. Quanto a Renan Calheiros, nem é preciso comentar, porque seu histórico diz tudo e dele se pode esperar qualquer coisa. E sobre os demais que votaram pelo fatiamento, só comprovaram sua falta de compromisso com os destinos do País. Triste e lamentável nos darmos conta do contraste entre o sonho e a realidade. Mas, acreditem os senhores, apesar de V. Excias, o brasileiro de bem é um forte e não abandonará a luta por um Brasil mais digno e mais ético. 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

*

PERGUNTA INCÔMODA

A recíproca é verdadeira? Perguntar não ofende: e se o resultado da votação do impeachment tivesse resultado inverso, ou seja, a manutenção do cargo de presidente e a inabilitação para ocupar cargo público? Como se arranjaria o "fatiador-mor"?

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga 

*

SHOW DE HORROR

Um verdadeiro show de horror encerrou a sessão de impedimento da sr. Dilma. O presidente do STF, que ali estava para dar ordem à sessão, à luz da Constituição, mas mancomunado com o sr. Renan e sabe-se lá se também com o PT, criou a segunda votação, que absolveu a dita pessoa, pois amanhã poderá ser indicada a cargo público. Como pode? Ela é afastada por negligenciar a Constituição, mas conserva os seus direitos políticos? O STF está sob suspeita, pois não nos esqueçamos de que o sr. Dias Toffoli também esta na berlinda. Pobre país.

Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso@uol.com.br

Santos

*

ENGANAÇÃO

A impressão que ficou do processo de impeachment, além de acordão entre PT, PMDB e outros mais (e depois dizem que a ex-presidente é honesta, apesar de ter provavelmente participado do acerto) é clara: absolveram a bandida, mas mantiveram as armas nas mãos da bandida, criando uma Constituição de conveniência, sob o comando do ministro do STF.  Ou seja, foi um escárnio, uma enganação.

Silvano Antonio Castro silvano.eletro@superig.com.br

São Paulo

*

PARA RIR

A decisão (fatiamento) foi tão esdrúxula, que Dilma poderia ter sido mantida no cargo, mas ficar inabilitada para exercício de função pública. Bastaria que os resultados das votações tivessem sido invertidos: 42 a 36 no primeiro julgamento e 61 a 20 no segundo. É de morrer de rir.

Jorge Carrano carrano.adv@gmail.com

Niterói (RJ)

*

NÃO É POSSÍVEL

Absurdo o fatiamento da condenação de Dilma Rousseff. É óbvio que, se ela não perder os direitos políticos, será candidata a senadora ou deputada pelo Rio Grande do Sul, e a máquina petista, que ainda é forte por lá, irá elegê-la. Teremos uma "presidente-zumbi" no Congresso Nacional, debaixo dos holofotes da imprensa, sustentada com dinheiro público e com apenas uma finalidade: vitimizar-se perante a sociedade. Não é possível que o STF homologue essa aberração jurídica.

Frederico d'Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

*

A DECISÃO DO STF

Passadas as fortes emoções da votação do impeachment, fica a dúvida do desmembramento da nossa Constituição. Pode? Não teria sido a melhor estratégia dos aliados da ex-presidente Dilma Rousseff, para anular a votação? Fico surpreso que o presidente do Supremo Tribunal Federal, guardião de nossa Carta Magna, tenha concordado com esta decisão. Só fica agora a incerteza do que o restante dos ministros do mais elevado tribunal do País vão decidir sobre essa concessão. Será avaliada, ainda, a visão dos advogados mais experientes e mais bem pagos do Brasil, com suas teses de interpretação constitucional. O que é certo é que ninguém mais suportava a arrogância e a prepotência da presidente impedida de governar. Que venha sempre o melhor para o povo. Que Deus seja realmente brasileiro!

João Coelho Vítola  jvitola1@gmail.com

Brasília

*

LIÇÕES DO IMPEACHMENT

O longo processo vivenciado pelo povo brasileiro para o afastamento da presidente da República Dilma Rousseff encerra grandes e graves ensinamentos. O primeiro, que é repetido há 127 anos, é de que a República é um foco de crises permanentes e que qualquer solução, mesmo institucional, vem a ser um processo traumático, para não falar das soluções não institucionais que geraram as ditaduras sanguinárias desde 1893, situação decorrente do golpe militar de 1889. O segundo, verificado com a não penalização da ex-presidente à inelegibilidade, em flagrante desacordo com o texto constitucional, mostra que a República é uma tragédia travestida de comédia, até porque é uma injustiça, pois o outro presidente impedido sob a égide desta mesma Constituição teve de amargar oito anos no ostracismo - e não vejo em que a ex-presidente seja melhor do que o ex-presidente. De tudo isso podemos concluir que a adoção do sistema parlamentarista de governo e da forma monárquica de governo nos daria o arcabouço institucional para evitar esses processos traumáticos que só geram desgaste e incerteza. Pois, sob essa nova roupagem institucional, numa crise como a que gerou a situação pré-impeachment, o chefe do Estado (o imperador que é apartidário) convoca o Conselho de Estado, que decidirá pela mudança do chefe do governo, que buscaria o apoio do Parlamento ou a convocação de novas eleições para formar novo governo. Assim, o processo que o País viveu desde 2013, com as revoltas de junho, contra o governo da sra. Dilma Rousseff, poderia ter sido superado sem traumas e com maior civilidade, e não como a situação atual em que o novo governo constitucional também sofre questionamentos quanto à sua legitimidade. Insistir em manter a República como forma de governo é esperar pela próxima crise traumática, em prejuízo do povo brasileiro, que não merece isso.

Luís S. Soares Rodrigues luisseveriano@bol.com.br

Mesquita (RJ)

*

QUE O PASSADO NÃO SE REPITA

Há exatos 55 anos (1961) o Congresso Nacional aprovou o parlamentarismo após a renúncia de Jânio Quadros, como condição para que o vice, João Goulart, assumisse. Em 1963, após consulta em plebiscito, o presidencialismo foi restabelecido e, pouco depois, veio o golpe militar (revolução ou contrarrevolução). Agora o parlamentarismo volta à cena e 61 senadores afastam em definitivo a presidente. Desta vez, é melhor torcer para que o passado não se repita.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

*

DESAPRENDIZADO

Dilma Rousseff não conseguiu aprender nada com o processo de impeachment que sofreu. Ao se despedir, após o término da acachapante votação no Senado, continuou com a mesma cantilena de golpe e relembrando que sofreu na ditadura militar. Não reconheceu seus erros e sua culpa pelos resultados negativos de seus governos. Com um discurso beligerante, mostra que nunca pensou no País que desgovernou e jogou no caos, mas, sim, no desejo de se manter no poder. Convocou todos de sua patota a fazer uma oposição ferrenha ao governo democraticamente empossado de Temer. Aliás, é uma posição que o PT sempre desempenhou ferrenhamente, mesmo que agora fora do governo, ocupando uma minoria pálida que faz muito barulho para atrapalhar o andamento dos trabalhos para colocar a economia do Brasil nos eixos. Golpe é a palavra-chave a ser usada e repetida sempre, para ver se convence os incautos. Só nos resta desejar que bons tempos acompanhem o novo chefe da Nação.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

*

ELEIÇÃO 2018

Não tornar inelegível a ex-presidente "resolve o problema" de candidato se o semeador de postes estiver inelegível em 2018! Que barbaridade, tchê!

João Paulo Mendes Parreira jpmparreira@hotmail.com

São Caetano do Sul

*

LULA QUE SE CUIDE

Para a eleição de 2018, sérios candidatos serão, para presidente, Dilma Rousseff, e para vice-presidente, José Eduardo Cardozo.

Walter Tranchesi Roriz wtroriz@hotmail.com

São Paulo

*

NOVAS LIDERANÇAS

Em junho de 1942 as forças aliadas desembarcaram na Normandia, França. Ficou conhecido como o dia D. Milhares de soldados morreram, mas conseguiram furar o bloqueio dos nazistas. A partir daí, um longo período de lutas e perdas se seguiu até o fim da guerra e a libertação da Europa do jugo nazista e sua fantástica recuperação, sob a égide democrática e de liberdade. Aqui, no Brasil, nós tivemos na quarta-feira nosso dia D. Milhares de soldados (desempregados, abandonados, traídos pela corrupção e pelas mentiras) se mostraram capazes de lutar por um novo país. Teremos ainda muita luta. E vamos vencer. Mas é preciso, urgentemente, que formemos novos líderes para o Brasil, como a Europa fez.

  

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

*

A VOLTA DO FUTURO

Em 2002, as mentiras de Lula e sua eleição conseguiram interromper a caminhada do Brasil para o futuro. Após 14 anos, o futuro está de volta! Nem mais um dia de atraso. Vamos agora reconstruir o caminho e mostrar que o Brasil da Olimpíada é o que volta a receber o bastão para, renovando esforços, concorrer ao ouro olímpico do desenvolvimento. Mãos à obra!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

*

O FURO PODE SER MAIS EMBAIXO

Real e ações com fortes ganhos, recuperando seu valor. Tudo na expectativa de que, com a saída de Dilma Rousseff, todos os problemas econômicos se resolverão, como que por encanto. Leda ilusão. O mercado está confundindo o necessário com o suficiente. 

Jorge A. Nurkin  jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

*

RECUPERAR EMPRESAS FALIDAS

Eis o panorama de escombros deixado pelo Partido dos Trabalhadores, capitaneado pela afastada Dilma Rousseff: 10,4 milhões de trabalhadores que perderam o emprego e que corresponde a uma taxa que passou dos dois dígitos, ou 10,2%. Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 34% admitiam ter deixado o plano de saúde e 14% tiraram os filhos da escola particular. Num momento da economia em que o mar não está para peixe, sem embargo do excesso de otimismo do ministro da Fazenda, a presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, e o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, anunciam uma linha de crédito de R$ 5 bilhões para viabilizar empresas em crise e que correm risco de falir. O estancamento da sangria do desemprego, que pode levar a uma séria instabilidade social, deve ser encarado pelo novo governo como a bala de prata contra argumentos que podem ressuscitar o Nosferatus petista. Segundo Maria Silvia, a medida visa não só a manter a atividade produtiva do País, mas também a preservar empregos. A empresa que acessar o crédito deverá manter atividade produtiva e número de funcionários. Afirma Maria Silvia: "É um jogo de ganhadores fatais, a empresa em recuperação, os potenciais compradores, ganha a sociedade e o País". A equipe econômica do governo sabe e deve colocar em ação o fato de que reduzir despesa também aumenta receita.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

POPULAÇÃO X CRISE X ELEIÇÃO

A crise afeta mais diretamente as famílias de baixa renda, pois elas são mais vulneráveis às turbulências da economia, conforme comprova uma pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Mas foram essas mesmas famílias que contribuíram drasticamente para que o PT permanecesse 13 anos no poder, acreditando nos "milagres" da política petista. E graças aos "coxinhas", que foram para a rua protestar, o reinado do PT vai acabar antes de 2018, e, graças a isso, já há sinais de recuperação da economia brasileira. Aí eu pergunto: essas famílias vão agradecer os "coxinhas" ou vão continuar acreditando nas mentiras e na inocência do "deus" Lula? Vão aprender a votar ou vão continuar colhendo aquilo que plantam?

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

NÃO PASSARÃO

"No pasáran!", clamavam em Madri La Pasionaria e os seus seguidores comunistas o lema da batalha de Verdun. "Não passarão!" berravam na Avenida Paulista os asseclas de Dilma Rousseff, do lulopetismo e da boquinha. Lá, já passaram faz tempo, e aqui acabamos de passar. 

Abdiel Reis Dourado abdiel@terra.com.br

São Paulo

*

A VOLTA DOS BLACK BLOCS

Quando, em 2013, o Movimento Passe Livre foi às ruas para protestar contra o aumento do valor das passagens de ônibus, e logo em seguida as pessoas de bem em todo o Brasil, que, revoltadas com o aumento abusivo da inflação, resolveram se unir aos protestos bradando contra o desgoverno da presidente Dilma Rousseff, num passe de mágica apareceram os black blocs quebrando tudo o que encontravam à frente, afugentando das ruas as pessoas de bem que protestavam pacificamente. Agora, que eles voltaram "sozinhos" às ruas para protestar contra o impeachment da ex-presidente Dilma, quebrando e incendiando tudo à volta novamente, deram nome aos bois. Se alguém tinha dúvidas de que os black blocs sempre foram pau mandado das "esquerdas revolucionárias", não temos mais dúvidas, e por isso mesmo as autoridades deveriam enviar a conta do quebra-quebra a PT, PCdoB, PC e por aí vai. Fácil de rastrear o DNA.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

A DEMOCRACIA DO PT

Como já está sendo amplamente noticiado pela imprensa falada, escrita e televisionada, os abusos e as aberrações cometidos pelos ditos movimentos sociais patrocinados pelo PT, nos últimos dias em São Paulo e em outras capitais, necessitam de punições bem mais rígidas dos governantes. Destruição de bancos e de lojas comerciais, fogo em pneus, lixo esparramado, fazendo das ruas um verdadeiro inferno, esta é a democracia do PT, um partido truculento, sem apreço pelo diálogo e mentiroso. Os jornais da Europa e dos Estados Unidos têm o dever de retratar esses fatos para que o mundo saiba quem estava (des)governando o Brasil. Além da saída de dona Dilma, a outra excelente notícia, para os brasileiros de bem, é que Venezuela, Bolívia e Equador vão cortar relações com o Brasil, até que enfim ficaremos livres destes entulhos bolivarianos.

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

*

COMO TUDO, ACABOU EM CORRUPÇÃO

O programa Minha Casa, Minha Vida gastou R$ 60 milhões para construção das 806 casas que fazem parte do Residencial Planalto Verde, em São Carlos (SP), com dois quartos, sala, cozinha e banheiro distribuídos em 42,98 metros quadrados. Ou seja, cada casa custou R$ 75 mil, portanto o metro quadrado por volta de R$ 2 mil, um absurdo. Com uma agravante: além do altíssimo custo para casas com tais características e péssimo acabamento, se é que podemos classificar como tal, um detalhe é de suma importância: os projetos eram totalmente feitos pelas próprias construtoras interessadas, determinando todos os materiais e acabamentos a serem utilizados, e os apresentavam ao governo, que só os aprovava. Mesmo assim, ainda existem inúmeras unidades sem a mínima condição de habitação, inacabadas, com infiltrações, defeitos elétricos, hidráulicos, etc. Onde foi parar nosso dinheiro? Será que...?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Inel

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.