Fórum dos Leitores

Fórum

O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2016 | 03h07

OS MAUS PERDEDORES

O povo? Ora, o povo...

Li, com tristeza de povo, a promessa de Dilma Rousseff de que não vai dar trégua ao governo do recém-empossado presidente Michel Temer. É lamentável que desde que o PT chegou ao poder, há 13 anos, não tenhamos tido paz, de jeito e maneira. Ora eram acusações contra políticos de outras siglas, ora dossiês para denegrir os contrários ao partido, caso do DEM, que queriam tirar do jogo político. Até quando vai esse desastre político-social sem sossego? É necessário trabalhar corretamente para que o governo receba os impostos tão importantes para a recuperação do País. Só tranquilidade e paz podem dar essa chance, mas se continuarmos com picuinhas, passeatas vãs, mentiras como a eleição passada, não vamos ter faturamento nem arrecadação para superar o momento. Ao que parece, só o que interessa aos petistas é reclamar e ficar apontando erros que eles em 13 anos não corrigiram. É somente isso, apenas pensando em não perder a boquinha na próxima eleição!

WASHINGTON B. ESTOYANOFF

wa.botella@me.com

São Paulo

Navegar é preciso

Passados 14 anos de mentiras, bravatas, dissimulações, incompetência, projetos de poder, corrupção sistêmica, arrogância e improvisações, precisamos de união, civismo, cidadania, respeito, obediência às leis e crescimento econômico. Numa palavra: paz. Precisamos neutralizar as atitudes que vão contra os interesses maiores dos brasileiros. Precisamos exigir que nossas atuais autoridades cumpram seus deveres republicanos. Brasil, Brasil, Brasil! O resto é palha.

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

Impeachment, a narrativa

É natural os petistas dizerem que é golpe. Afinal, não conhecem a Constituição nem se interessam em conhecê-la. Qualquer coisa que contrarie seus interesses é golpe. O que não é tolerável é que queiram impor seus interesses aos do País.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

Baderna encomendada

Recomeçaram as badernas que deixaram São Paulo e Rio em chamas em 2013. Bandidos de novo tomam as ruas, depredam patrimônio público, incendeiam viaturas e picham fachadas históricas, atormentam comerciantes, danificam lojas e produtos expostos, põem transeuntes e motoristas em risco. Se alguém ainda tinha dúvidas sobre quem eram os covardes black blocs que se escondiam por trás de máscaras negras para barbarizar e inibir manifestações ordeiras e justas da época, dirimiu-as com os últimos atos de vandalismo. Então, antes que o mal cresça e a situação fique incontrolável, os governadores devem tomar medidas drásticas, para ontem, contra esses vândalos, plantados com o claro objetivo de desestruturar o governo que se inicia.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Interessante: nas depredações petistas os participantes não usam as vestimentas vermelhas! Querem enganar a quem?

FLAVIO F. PINTO

flaviopinto@ig.com.br

São Paulo

A baderna e as depredações não devem ser surpresa para ninguém. Afinal, Lula vem incitando o confronto faz tempo!

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

PT e Lula, agora, sim, autênticos semeadores de discórdia!

CARLOS H. W. FLECHTMANN

chwflech@usp.br

Piracicaba

Apenas um ato

Antes, quando o bando de desordeiros petistas saía às ruas destruindo o que encontrava pela frente, no dia seguinte o que se lia nos jornais é que fora apenas uma... manifestação. Nada além disso. Agora, trazida de volta pela bandidagem, a desordem criminosa ganhou nova definição nas primeiras páginas: “ato”. O vandalismo é o mesmo, mas agora passou a ser chamado de ato. Ora, ato é um substantivo carecedor de adjetivação. Ato de quê? Não dizem. E ai da polícia se age para tentar impedir a destruição do patrimônio urbano. Estaria agindo para coibir um “ato”! E onde já se viu agir contra o direito dos petistas de saírem por aí quebrando e destruindo o que encontram pela frente, se estão tão somente praticando um ato?

HOMERO VIANNA JR.

homeroviannajr@hotmail.com

Niterói (RJ)

O ouvidor das polícias paulistas precisa trocar o cotonete e usar óculos. Só ouve um lado e não vê nenhum excesso dos “manifestantes”. Quer, de qualquer maneira, criminalizar policiais em seu dever constitucional de manter a lei e a ordem. Quanto aos baderneiros... Não demora e ele participará dos “protestos” gritando “fora Temer”.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

‘E agora?’

Não é a primeira vez que ouço críticas feitas por petistas ao voto antecipado dos senadores a favor do impeachment. Interessante que não criticam os votos antecipados daqueles que sempre foram contra o impeachment. No Estadão de sábado (A2) o jornalista Flávio Tavares se alinha aos petistas batendo na mesma tecla. Devo informar-lhe, pois, que os senadores favoráveis ao impeachment são nossos representantes, representantes do povo brasileiro, que diante dos descalabros perpetrados nas barbas da inconsequente “presidenta” bradou por seu afastamento em impressionante e gigantesca manifestação, com milhões de pessoas nas ruas de todo o Brasil. Portanto, os senadores apenas cumpriram sua obrigação de atender a imensa maioria dos brasileiros, cansada da administração medíocre e corrupta do PT, condição mais que suficiente para afastá-la, e ao PT, do poder. De quebra, posso informar-lhe que em recente pesquisa nacional cerca de 65% foram favoráveis ao impeachment, portanto, a maioria expressiva dos cidadãos deste país. Será que deu para entender o voto antecipado a favor do impeachment?

ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA

acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

Urna eletrônica

A nossa democracia está doente. Temos de curar definitivamente esse método de votação que não permite comprovação e muito menos recontagem. A reeleição de Dilma acendeu uma dúvida eleitoral que jamais será sanada. Precisamos urgentemente de uma urna eletrônica que imprima o voto e o papel fique de prova do que de fato se votou.

JOÃO BRÁULIO JUNQUEIRA NETTO

jonjunq@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A 'COMPENSAÇÃO' DO PREFEITO

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), continua a menosprezar a inteligência dos paulistanos, com soluções "criativas", na tentativa de provar que uma decisão absurda e demagógica que tomou anteriormente será, agora, compensada. No início de seu governo, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) invadiu uma área de 1 milhão de m², à beira da Represa Guarapiranga, onde seria construído um parque municipal. Implantaram ali um acampamento que, com o apoio do prefeito, resultou numa doação de 300 mil m² daquela área para o movimento. Recentemente, em visita àquela ocupação, o prefeito anunciou a transformação de um clube náutico próximo dali, também com área de 300 mil m², em parque público de lazer. Seu argumento é deveras criativo, pois, segundo ele, "o clube tem a mesma área do acampamento e vai se somar aos 700 mil m² restantes destinados ao parque". Ocorre que o clube em questão é o Clube de Campo e Náutica da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP), criado na década de 1970. Eu conheço o clube e, embora muito bem conservado, não pode ser confundido com a área ocupada pelo MTST. Aquela área foi desapropriada pelo ex-prefeito Gilberto Kassab, por ser área de manancial e Mata Atlântica. A aquisição, segundo o prefeito, atende não só a moradores da ocupação, mas também à reivindicação de ambientalistas que durante a elaboração do Plano Diretor cobraram a destinação de um terreno de 1milhão de m² na região para um parque. Com a decisão anterior de Kassab, a cidade teria um novo parque, em áreas de mananciais e Mata Atlântica, além do Clube da AFPESP já existente. Haddad também anunciou que irá urbanizar e construir na ocupação 3 mil moradias, para cerca de 12 mil pessoas. Entretanto, não esclareceu se já combinou com a Sabesp a implantação da coleta de esgoto dessas moradias ou se o esgoto será despejado na represa, como soe acontecer. O prefeito, candidato à reeleição, está na verdade tentando nos convencer de que tomou uma decisão salomônica, mas não é isso. Seria como se o MTST invadisse o Parque do Ibirapuera e o prefeito, criativo, cedesse parte do parque para os invasores e, depois, desapropriasse área equivalente do Clube Atlético Monte Líbano localizado próximo ao Ibirapuera. Ao prefeito falta a compreensão de que não se trata de agradar a ambientalistas, e, sim, entender que a cidade foi muito maltratada durante muitos anos e que hoje estamos trazendo água para o abastecimento da cidade de cada vez mais longe, além do que a carência de áreas verdes arborizadas, aliada à poluição do ar, provoca a morte de milhares de paulistanos por ano. Muitas das grandes cidades do planeta estão procurando recompor o que foi destruído anteriormente em seu território. Aqui, o prefeito faz ao contrário.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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LEMBRETE

Espero que o paulistano que ainda pretende votar na reeleição do prefeito Fernando Haddad, do PT, não se esqueça de que há quase quatro anos ele suspendeu a "inspeção veicular", o que fez piorar consideravelmente o ar que respiramos em São Paulo, causando sérios problemas de saúde aos mais vulneráveis, como idosos e crianças. Será que Haddad achou que os automóveis, caminhões e ônibus sumiriam num passe de mágica e voltaríamos aos séculos passados, quando a bicicleta foi um dos maiores meios de transporte, junto com as carruagens?  

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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EM CAMPANHA

O prefeito Fernando Haddad tem criado resultados sobre o que teria feito em São Paulo de forma assustadora. Como candidato à reeleição, fala em ter criado 363 creches. Hospital, fez um em quatro anos, mas ainda não o terminou. Negligenciou também na construção de CEUs e destruiu a mobilidade urbana - não fala, por exemplo, que por dia são apresentados 26.500 recursos contra multas aplicadas por radares. Desista de sua candidatura, prefeito!

            

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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 CONFUSÃO

Trafegando pela Avenida Jabaquara, sentido centro-bairro, notei que na faixa exclusiva de ônibus existem placas para estacionamento com cartão azul. Os ônibus são obrigados a sair da faixa exclusiva e contornar os carros estacionados. É a Prefeitura "fazendo o que precisa ser feito"!

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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UMA FRIA

Fernando Haddad, ou "Malddad", como gosto de chamá-lo carinhosamente, além de ser do PT, agora se meteu em mais um enrosco, além do caso do Teatro Municipal. O Ministério Público do Estado o investiga por suspeita de irregularidades na prestação de contas dos seus planos mirabolantes para a cracolândia, caso em que dezenas de notas fiscais frias foram encontradas.... 

Zureia Baruch Jr zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

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A ESTRELA DO PT

Até quando a campanha hipócrita de Fernando Haddad à reeleição em São Paulo vai continuar escondendo dos eleitores a maldita e desacreditada sigla do corrupto e incompetente PT?!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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QUAL É O PARTIDO?

Perguntar uma ofende: qual é o partido de Fernando Haddad? Sua propaganda política não tem número nem a gravata vermelha. Quem não deve não teme.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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PROPAGANDA POLÍTICA

A estrela vermelha amarelou!

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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A NOVA REALIDADE DO PT

A estrela do PT nas campanhas eleitorais pode ser comparada ao retrato de Dorian Gray, está muito bem escondida. Triste começo de um fim anunciado.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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INFORMAÇÕES NO RÓTULO

O Código de Defesa do Consumidor determina que TODAS as informações devem ser mostradas ao consumidor no rótulo do produto, evidentemente muito importante para zelar pela saúde do consumidor. Porém, parece que essa regra não está sendo cumprida nas propagandas dos candidatos a prefeitos(as) em todo o Brasil, pelo menos em Santos (SP). Vários candidatos, principalmente do PCdoB e do PT, não divulgam os partidos a que pertencem, apenas o número é mostrado, e mesmo assim em cores totalmente diferentes das que representam o partido. Seria essa atitude uma informação enganosa para iludir o eleitor? Será que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode impedir essa artimanha? Ou o Código de Defesa do Consumidor não se aplica às eleições, apesar de ser um produto ofertado com validade de quatro anos, mas que pode estragar bem antes?

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente 

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MUDANÇA

Marta Suplicy tem mostrado em sua campanha eleitoral pela Prefeitura de São Paulo que é possível as pessoas mudarem. Para as eleições, só para as eleições.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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TIRO N'ÁGUA

Eu não entendo a assessoria do candidato a prefeito de São Paulo Celso Russomano. Na última eleição, estando em primeiro lugar nas pesquisas, ele defendeu uma alteração no Bilhete Único que, mal interpretada, foi utilizada por Fernando Haddad e acabou com a sua alegria e liderança e ele nem foi para o segundo turno. Agora, o chamado "defensor dos consumidores" critica a unificação das tarifas dos taxis, indo na contramão da opinião popular e já está sendo criticado pelos adversários. Chama logo o João Santana!

José Francisco D'Annibale dannibale@remunera.com.br

São Paulo

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DEPOIS DO IMPEACHMENT

Temos de entender que só o afastamento da presidente Dilma Rousseff não resolve por si o problema nacional. Precisamos de medidas austeras e criativas que recuperem a confiança dos investidores, reativem o mercado, a produção e a volta da prosperidade. Os investidos nas funções de governo e as lideranças econômicas têm de cumprir suas missões e as instituições precisam funcionar garantindo o "imperium" do Estado. Governo, Legislativo, Judiciário e sociedade civil, por seus órgãos e representações, têm o dever de buscar o porto seguro para tirar o Brasil mergulhado na crise, cultivar o império da lei e das boas práticas. Cada brasileiro tem de entender o novo tempo e, na medida do possível, dar sua contribuição. O presidente Michel Temer deve ser entendido como o comandante deste novo tempo, mas a tarefa de salvar o Brasil é de todos os brasileiros, cada qual fazendo o melhor que puder, no seu devido lugar. 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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NÃO É O FIM 

 

O impeachment de Dilma Rousseff deve apenas alijá-la do poder, mas não pode em hipótese alguma pôr um ponto final nas graves denúncias de improbidade que lhe são atribuídas. É imperioso, inevitável, fundamental mesmo, que a Justiça não a perca de vista após a perda do seu mandato. Basta de impunidade, como vem ocorrendo com seu mentor Luiz Inácio Lula da Silva. Pura e simplesmente! 

 

José Marques  seuqram2@hotmail.com

São Paulo

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DIVIDIR PARA ENFRAQUECER

O novo governo de Michel Temer terá de ter muito cuidado com o maquiavelismo petista de dividir para enfraquecer. A jogada política engendrada pelo ministro Ricardo Lewandowski e pelo senador Renan Calheiros (indiciado em vários inquéritos e denunciado em vários processos, além de ser um dos maiores aliados de Dilma), de não cassar os direitos políticos de Dilma, teve dois grandes objetivos: primeiro, não afastá-la do cenário político e, quiçá, terem alguns benefícios no futuro, por parte do PT; e, segundo, enfraquecer a base aliada do novo presidente empossado. Nota-se que alguns senadores que votaram pelo impeachment acompanharam Renan Calheiros, que disse uma frase que chamou bastante a atenção: "Cair e não dar o coice". Houve também um mal estar por parte de alguns senadores do PSDB, ameaçando deixar a base aliada. Fica, agora, o questionamento de Renata Lo Prete, excelente comentarista política da Globo News: "Essa manobra de Lewandowski e Renan foi um gesto de misericórdia para Dilma ou uma blindagem para os políticos envolvidos na Lava Jato?". Senhores parlamentares da base aliada do novo governo, agora é hora de união, pois o PT quer dividir para enfraquecer. Muita prudência e serenidade neste atual momento político!

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

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RENAN CALHEIROS

Sem dúvidas, este senhor merece indicação para o Prêmio Nobel da Esperteza, pois, com uma pequena ajuda de um "inocente" presidente do Supremo, conseguiu que a minoria simples de 36 votos do Senado derrubasse a aplicação de nossa frágil Constituição! É um gênio... em benefício próprio!

Antonio C. Q. Ferreira acferre@terra.com.br

Jandira 

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O BRASIL DORAVANTE

 

A vitória das forças contrárias ao lulopetismo, cujo resultado no Senado Federal (61 a 20) vem demonstrar o desejo da maioria absoluta da população brasileira: mudar o que aí está e desenvolver a Nação em todos os setores em que ela se encontra estagnada ou foi prejudicada. Assim, doravante, pesa sobre os ombros de Michel Temer uma grande responsabilidade, da mesma forma que a todos os membros dos demais poderes da República resta o dever de colaboração e de participação positiva. O corte de gastos públicos, o incentivo à criação de empregos e o respeito aos contratos e pactos jurídicos celebrados são itens tão necessários que pedem uma reforma trabalhista e a mão pesada do Estado na contenção de gastos públicos, além da certeza em todas as ações governamentais que deve transparecer a todo o planeta. O Brasil precisa dessas providências para sair da estagnação atual.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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APELO A TEMER

Trabalhar para recolocar, urgentemente, 12 milhões de brasileiros no mercado de trabalho.

Sérgio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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NADA MUDOU

Estou cansado de ver leitores do "Estado" elogiando Michel Temer, dizendo que é um novo governo, vai mudar, e por aí vai. Ridículo! O PMDB sempre participou de todos, eu disse todos, os governos pós-militares. Quando o barco está fazendo água, fogem como ratos e fingem ser os salvadores da Pátria (um país que não presta, segundo europeus). São pessoas que não têm ideologia, querem viver com carros oficiais, jantares, etc., ou seja, vida boa. Nas fotos nos jornais, parecem porquinhos bem nutridos. Estamos sendo governados por uma quadrilha. O Exército está apavorado - por muito menos, houve intervenção em 1964. Senhores velhos andando com mulheres lindas. Deveriam ler a "Bíblia" e se preparar para a passagem. Mas não estão preocupados com dinheiro e bem viver. Se tem gente nas UBS solicitando remédio, isso não importa, que morram. Todos são ladrões: Michel Temer, Lula, Eduardo Cunha, Antonio Anastasia, Aécio Neves - este um arremedo de oposição. No Supremo Tribunal Federal (STF), juízes seriamente sob desconfiança. O sr. Gilmar Mendes, que critica a austeridade do Ministério Público Federal, é outro, se tem alguém com cara de "bêbado", é ele. Corruptos matam no atacado. Prefiro assassinos que se arriscam e matam no varejo. Para corruptos deveria haver pena de morte. Para finalizar: este país não presta mesmo, sem futuro. Como já alertam estudiosos europeus. Aliás, só para lembrar, para que serve a Abin? Devem ser velhinhos brincando de bancar o FBI, pois foram eles que tiveram de prender alguns brasileiros. E ai do sr. Eduardo Cunha se sair do Brasil.

Claudio L. Marcondes marcondesclaudioluis@yahoo.com.br

São Paulo

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A LUTA CONTINUA

Vejo manifestações neste "Fórum", artigos, conversas de botequim, todos comemorando a saída da ex-presidente, agindo como se, sem ela e com seu partido fora do poder, tudo vai ficar às mil maravilhas. Mas tem muuuito trabalho a fazer. Temos de tirar este Michel Temer do poder (novas eleições em 90 dias), tirar Renan Calheiros, Eduardo Cunha e todos os senadores, deputados federais, estaduais e vereadores do poder, diminuir a quantidade deles no Legislativo, acabar com os 30 partidos políticos e deixar no máximo 5. Chega de verbas vergonhosas para os Três Poderes (ajuda paletó, moradia, passagens, telefones, etc.); chega de o governo dar dinheiro para partido político e centrais sindicais. Nossa, tem tanta coisa para fazer que nem dá para descrever tudo! O que não podemos é baixar a guarda e achar que agora acabou o desemprego, acabou a inflação. Este atual presidente também não é flor que se cheire. A luta continua por um Brasil melhor e mais justo.

Jankiel Brez jbr71@hotmail.com

Serra Negra

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NOVO CICLO

Fim de um processo doloroso para o povo brasileiro, finalmente Dilma Rousseff foi afastada da Presidência e, com ela, todo o efetivo petista, oficializando Michel Temer. Esperamos que o Brasil inicie um novo ciclo livre do lulopetismo. Uma coisa não podemos deixar de reconhecer: devido à enorme incompetência de Dilma, ela conseguiu algo impensável, destruiu a carreira política de Lula e nos livrou de vez de todo o aparelhamento governamental produzido pelo PT e seus aliados. Podemos respirar aliviados, o Brasil está livre das amarras petistas e pronto para retomar seu desenvolvimento e superar a enorme crise que vivemos até aqui.

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

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FERINDO A SERPENTE

Existem "causos", principalmente nos interiores do País, em que "uma cobra deve ser ferida mortalmente na cabeça". Do contrário, arrisca-se à vingança dela. O que se viu na sessão do Senado antes da votação do impedimento de Dilma foi um caso idêntico ao folclore interiorano, quando tanto os petistas falavam em golpe que acabaram protagonizando um certeiro golpe na Constituição de 1988 ao admitirem a sustentação dos direitos políticos da ex-presidente, que está pronta para, na eleição de 2018, percorrer o Brasil numa campanha presidencial ao lado de seu criador, Lula. Com a conivência do PMDB de Temer, a Constituição foi ignorada. A comiseração que tiveram com a defenestrada Dilma não tiveram com o soldado Mário Kosel Filho. Essa o PSDB não deve deixar barato.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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SEDE DE PODER

Gosto de definir o último evento do impeachment como tendo sido uma vitória de Pirro para Dilma e o PT, pois a minha certeza absoluta é a de que Dilma "ganhou", mas não vai levar. Impressiona-me, mais que tudo, a determinação do PT de assegurar o poder em suas mãos, em não aceitar o resultado do impeachment, mostrando que a luta pelo poder não se esgotou no julgamento. Realmente, é um baque e tanto para quem se programou para ficar 50 anos na Presidência; mas, se em 13 anos Lula e Dilma conseguiram reduzir o tecido do Brasil a farrapos, imagino que o destino da Venezuela seria fatalmente nosso futuro. Dilma, é isto: a enxurrada de recursos no STF contra o fatiamento de sua sentença demonstram que, realmente, você aparentemente ganhou, mas não vai levar! Adeus, querida!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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PENA ÚNICA

Ministro Lewandowski, o verbo, quando escrito no singular, indica "um" e, quando no plural, indica dois ou mais. A lei em questão, quando disse "a pena", no singular, quis dizer que é uma só pena, e não duas! Assisti na semana passada ao programa "Entre Aspas", uma entrevista da qual participaram dois eminentes e consagrados juristas, ministro Sidney Sanches e doutor Ives Gandra da Silva Martins, que foram claros e firmes na inadmissão de aplicação de duas penas no caso em pauta. Sua excelência vai ter oportunidade de ver o que vai acontecer daqui para a frente. Eduardo Cunha e companhia bela estão radiantes!  

Luiz Gonzaga Andrade lgandrade2011@gmail.com

Pirassununga

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'E LA NAVE VÁ E RITORNA'

É preciso admitir que o Exmo. senhor Ricardo Lewandowski chuta melhor que seu homônimo que atua no Bayern de Munique. Pegou de voleio uma proposta de destaque, driblou o artigo 52 da nossa Constituição e pronto! É o caso de dizer que foi um golpe... de mestre, no qual não pode ter havido improvisação; foi uma jogada ensaiada. Querer anular a votação do destaque levará o processo à estaca zero, o que, na ausência de jurisprudência, significará uma interminável coreografia em torno do tapetão, com desdobramentos tenebrosos. Tapetão lembra tatame, de-ashi-barai, osotogari, rasteira, em suma. Os beneficiários são os já conhecidos alvos da Lava Jato. Poderão ser cassados e voltar a candidatar-se alegres e sorridentes, com a quase certeza de serem "inocentados pelas urnas" e, assim, engrossar, ou na pior das hipóteses manter constante, o famigerado contingente dos "300 picaretas". Quanto à "presidenta inocenta", na pitoresca expressão do senador Lindbergh Farias, além de poder alegar total inocência, já que foi condenada pela metade - a velha história do copo meio cheio, meio vazio, não fica claro -, com o currículo que possui, que emprego ela poderia conseguir, fora da orbita companheira? O tempo dirá. O melhor que resta ao comando petista seria explicar aos "movimentos populares", "exército dos Boulos e do Stédile", que "oposição implacável" não significa depredar bens públicos ou privados nem a institucionalização da baderna como forma de diálogo. Seria um gesto de grandeza do qual dificilmente será capaz.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

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OPOSIÇÃO FIRME

A ex-presidente Dilma Vana Rousseff afirmou que o PT fará "firme, incansável e enérgica ao governo do presidente Michel Temer". Isso quer dizer: o PT vai se comportar exatamente como o PT se comportou quando era oposição, e não governo? Perguntar não ofende.

         

Roger Cahen rcahen@uol.com.br

São Paulo

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MICHEL TEMER

Depois de 106 anos um paulista assume a Presidência da República do Brasil. Último paulista foi Francisco de Paula Rodrigues Alves (1916/1930). Foi eleito mais uma vez no quadriênio 1918/1922, mas faleceu antes de tomar posse.

Edilberto de Oliveira Melo losmaya@gmail.com

São Paulo

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ALEIJÃO

A decisão de cassar Dilma Rousseff veio acompanhada de um esdrúxulo aleijão jurídico. Seguindo a triste tendência brasileira de aplicar a lei não como está expressa, mas de acordo com as pessoas que a ela estão submetidas, origem das enormes distorções legais que diariamente são observadas, o tribunal que retirou definitivamente do poder a ex-presidente maquiou o conteúdo do parágrafo único do artigo 52 da Constituição federal e forneceu uma espécie de prêmio de consolação à acusada, permitindo-lhe que exerça funções públicas nos oito anos subsequentes à sentença, direito negado a Fernando Collor por crime análogo, de acordo com a mesma Carta Magna que ora está sendo violada. Conseguimos a façanha de solucionar uma grave questão à custa da introdução de uma crise política e judicial que, certamente, além de consumir tempo e energia, prejudicará o andamento dos urgentes debates de que tanto o País carece. É de desanimar.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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O CONGRESSO DE 1992 E O DE 2016

Ouvi comentário de um jornalista político de que o "Congresso Nacional de hoje é muito diferente daquele enfrentado por Itamar Franco, à época do impeachment de Fernando Collor". Excelente observação, levando em conta que naquela época os militares que ainda rosnavam de dentro dos quartéis impunham respeito. Se saíssem da linha, medidas para que entrassem nos trilhos, seriam logo articuladas. Mas hoje, depois de 14 anos de lulopetismo, cuja moeda de troca retirou as máscaras de nossos congressistas, desnudando seus verdadeiros interesses, tudo mudou. Projetos de poder. Continuidade e expansão de seus poderes corporativistas e até narcisistas, é o que impera. A impressão do brasileiro comum é de que, em 1992, o Congresso da barganha, da mentira e da mediocridade estava no ensino fundamental, e hoje é diplomado em doutorado. O fatiamento inconstitucional do processo do impeachment os desnudou. Voltemos às ruas já.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PRÊMIO DE CONSOLAÇÃO

Nossos senadores não podiam ser mais condescendentes. Deram um prêmio de consolação à ex-presidente Dilma Rousseff, ou seja, ela poderá, inclusive, se candidatar novamente à Presidência da República. Seria cômico, se não fosse trágico. Este, decididamente, não é um país sério. Com todos os malfeitos provados da presidente afastada e seu grupo, e mais aqueles que ainda serão provados, ela ainda saiu no lucro, para revolta da população brasileira. É lamentável! Meus pêsames, senhores senadores, vocês prestaram mais um grande desserviço ao Brasil. Agem de acordo com seus próprios interesses, dando as costas aos cidadãos de bem deste país. 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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LOBO VORAZ

A maioria dos senadores encheu o presidente da sessão julgadora de Dilma Vana Linhares Rousseff de elogios sem atentarem para o fato de que estavam diante de um lobo voraz. Os trabalhos poderiam terminar após o término das considerações dos parlamentares, porém, não sem propósito, como é de supor, recomeçou no dia seguinte em atenção aos "petralhas", propiciando ao advogado da defesa de Dilma organizar a procrastinação do processo, fatiando-o em duas ações, sem o devido amparo constitucional. Por outro lado, o senador presidente daquela Casa, após o encerramento das considerações dos senadores, discursou apelando a seus seguidores indulgenciar a petista no sentido de livrá-la da perda dos direitos políticos. Em consequência, Dilma poderá se candidatar novamente à Presidência da República. Conclusão: tudo não passou de um teatro para nos enganar, tanto é que, após os patéticos debates, eles se reúnem nos restaurantes para comerem e tomarem bons vinhos. 

Vicente Muniz Barreto dabmunizbarreto@hotmail.com

Cruzeiro

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AGORA É A VEZ DO STF

O povo brasileiro levou mais uma facada pelas costas quando percebeu a última manobra de Dilma como presidente. O Senado garantiu à ex-presidente o direito de ocupar cargos públicos. Ora, se Dilma foi condenada pelos crimes de responsabilidade que cometeu, então os senadores nunca poderiam ter concordado com tamanho absurdo. Dilma é criminosa, tem a ficha mais do que suja. Ou a Suprema Corte invalida essa decisão ou as instituições do País cairão em descrédito de uma vez por todas. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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JOGO DE CENA

A opinião contrária de um ou outro ministro do Supremo sobre o fatiamento do impeachment tem o objetivo claro de silenciar suspeições de conluio. Posição confortável, já que o veredito político do Senado tende a afastar um revés jurídico, o que, obviamente, não representa desapontamento algum para o Colegiado, muito pelo contrário...

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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JUSTIÇA?

Os acontecimentos recentes me inquietam, me preocupam e me assustam. Desvela-se um sistema jurídico e judiciário rico em meandros, interstícios, filigranas e com estrutura intrincada. Quisera a educação e a ciência e tecnologia tivessem importância, abrangência e valorização dos profissionais que por elas transitam da mesma dimensão do Judiciário. No mais, é tanta ação para nos convencer de que leis em nosso país servem somente a dois propósitos: serem descumpridas ou serem revogadas.

 

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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APRENDIZADO ELEITORAL

Será que o Brasil aprendeu alguma coisa com a catastrófica passagem de Dilma Rousseff pela Presidência da República? Será que não vamos mais eleger assaltantes de banco para gerir os cofres públicos? Será sonhar muito alto exigir que o próximo presidente da República saiba ler, escrever e fazer contas?  

Mário Barilá Filho mariobarilafilho@me.com

São Paulo 

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SEM ALMOÇO GRÁTIS

 

Na "Coluna do Estadão" de sexta-feira (2/9), não me passou despercebida a nota dando conta de que o presidente Michel Temer cancelou a doação de três aviões T-27 Tucano, da frota da FAB, ao regime de Moçambique do presidente Filipe Jacinto Nyiusi, eleito em 2015 pela Frelimo, um partido social-democrata, mas que tem o DNA marxista de origem. Como sempre, a identidade político-ideológica é inevitavelmente percebida por detrás das "bondades" com os "cumpanhêru" petistas internos e externos. Temer, agora oficializado no cargo, um quase síndico de massa falida - dada a gravíssima situação de nossas contas públicas -, prefere, homenageando o simbólico, cancelar o mimo petista dedicado ao líder africano, estimado em R$ 10 milhões, pondo os aviões à venda e transformando-os em dinheiro vivo, que ajudará, ainda que como modesta gota d'água num oceano de dívidas, na superação do grave momento econômico por que passamos. Parece pouco, mas, para mim, é o suficiente para revelar a distinção entre um governo perdulário e irresponsável, como o do PT, e o novo, de Michel Temer, que esposa a tese sempre defendida por Margareth Thatcher, premiê britânica entre 1979 e 1990, segundo a qual não existe almoço grátis, princípio olimpicamente ignorado no curso da aventura populista lulopetista. 

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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A DIVERTIDA MORALIDADE BOLIVARIANA

O "eixo bolivariano", integrado por Venezuela, Bolívia e Equador, na América do Sul, mais Cuba e Nicarágua, na América Central, compraram a tese do PT e classificaram a destituição de Dilma Rousseff como um "golpe parlamentar". "Fraude", "imoralidade", "horas obscuras" foram termos usados por eles. Considerando o grau de democracia, respeito à lei e aos direitos humanos nesses países, o jeito é rir para não chorar.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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PRIMAVERA LATINA

A escolha é clara e o Brasil tem de dar o e exemplo e fazer a escolha. Dar o exemplo da primavera latina, contribuindo para o fim do populismo ladro- bolivariano, ou dar o exemplo do fisiologismo pífio que manterá o País no vermelho fiscal e futuro negro. A escolha só será feita se os cidadãos e entidades de bem voltarem às ruas e votarem por si, senão vai ser mais do mesmo.

Sergio Leifert sele1952@gmail.com

São Paulo

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FALHA DIPLOMÁTICA

O presidente Temer falhou diplomaticamente, indo à China negociar exportação de carne, não levando consigo o maior pecuarista do Brasil, sr. Luiz Inácio!

Victório Canteruccio vicv@terra.com.br

São Paulo

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'A 11.ª MEDIDA'

Concordo plenamente com o artigo escrito por Fábio Tofic Simantob publicado no "Estadão" de 2/9. Após comentar os abusos, desrespeitos, ilegalidades mesmo, na persecução criminal, aceita as "10 Medidas contra a Corrupção" alardeadas especialmente pelos "super-heróis" da Operação Lava Jato, pergunta onde está o "contrapeso", isto é, se as 10 medidas são o "peso", qual é o seu limite, porque não há previsão de "contrapeso". Não existe qualquer dispositivo que imponha sanção aos excessos cometidos pelo Estado, antes e até durante a ação penal. Eis o perigo. Existem bons e maus policiais, existem bons e maus peritos, existem bons e maus membros do Ministério Público e também - pasmem! - existem bons e maus juízes. Simples assim. Porque a sociedade é composta por boas e más pessoas (numa generalização nada científica), e isso se reflete em todos os ofícios. Neste ponto é que clama o articulista pela 11.ª medida: a obediência estrita da lei no cumprimento dos deveres legais de todos os envolvidos na investigação e processo criminal.

Alguns pensarão: tolice, pois a Constituição já  dispõe, em seu artigo 37, caput, que "a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência". E ainda dirão, ao analisar o artigo 127 da Carta Constitucional, que, em suma, o Ministério Público é o fiscal da lei e o advogado da sociedade. Mas não é por isso que está excluído de desvios e excessos, tanto quanto os policiais, peritos e juízes (só para mencionar o que se dá antes da condenação definitiva e começar a disciplina da Lei das Execuções Penais). Há os arbitrários, os déspotas, os imorais. Acho que os eventos recentes em São Paulo, em que policiais mataram "por atacado" em Osasco e Barueri, demonstram a ciência da impunidade de agentes policiais. Em 13 de agosto do corrente ano completou-se um ano da referida chacina, que resultou em 19 mortos e que teve repercussão internacional. Sobraram apenas como acusados três policiais militares e um guarda-civil. E nenhuma "prova contundente", conforme afirma o promotor do caso. Os intocáveis. A própria Operação Lava Jato já demonstrou que eles não existem, poderosos e milionários também são "tocáveis", e por que não as classes deles também? Não apenas no papel (pois isso inclusive já existe), mas punição efetivada, na prática. A 11.ª medida talvez consiga acabar com o corporativismo patológico que os acoberta.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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