Fórum dos Leitores

SOB NOVA DIREÇÃO

O Estado de S.Paulo

06 Setembro 2016 | 03h07

Acabou o salvo-conduto

Não se pode ignorar o papel de Michel Temer na longa e atribulada contenda que resultou no impeachment de Dilma Rousseff. A despeito de sua larga experiência no jogo político, não lhe deve ter sido fácil persuadir alguns renitentes senadores, e nem é bom pensar no que foi proposto ou pedido e no que vai ser entregue. Respaldado pelo forte clamor das ruas, o então vice-presidente nadou de braçada no mister de assegurar apoio ao impedimento. Tinha o salvo-conduto de milhões de brasileiros para negociar ou até cabalar boa parte dos 61 votos. Nada muito além disso. Alçado à Presidência, agora compete a Temer reconhecer os reais parâmetros de sua atuação no doloroso processo que acabamos de vivenciar e reconhecer que se quer mais dele. Que construa a própria imagem de estadista e saia da sombra daquela que o chamou de “grande parceiro” por uns bons anos; arregace os punhos engomados e ponha nos eixos o País, que está indo ladeira abaixo, promovendo as tão desejadas reformas estruturais. Recomendável que passe a sustentar à tarde o que disse de manhã. De quebra, também é bom flexionar um tanto o espinhaço, suavizando a postura empertigada, e moderar as mesóclises, os anacolutos e afins. Já tivemos um presidente de triste memória chegado a esses torneios verbais. Se não se dispuser a mudar a cara do Brasil, as coisas poderão azedar de novo. As armas da grande insatisfação popular com essa crise horrorosa estão apenas em descanso, não ensarilhadas.

JOAQUIM QUINTINO FILHO

jqf@terra.com.br

Pirassununga

Juntando os cacos

O presidente Temer devia se preocupar única e exclusivamente com a reconstrução do País, deixando as reformas para o seu sucessor, a partir de 2018.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Pós-impeachment

A letargia que aflorou após a era PT expôs ao mundo a cara do Brasil. Um retrato sem retoques de um lugar onde viver é sinônimo de cumprir pena de morte. O trabalho forçado é a única opção para quem não opta por pertencer à única classe que tem capilaridade, a política. Aqui se trabalha para sustentar essa gente. O salário de quem não tem aptidão para o “jeitinho” mal permite sobreviver. Nada sobra. Neste país, o acesso à educação e à cultura é luxo reservado não aos mais capacitados e atividades de lazer são prazeres exclusivos dos adaptados. A mim, cuja idade não permite deixar esse lugar miserável para tentar verdadeiramente viver em outro país, que permita obter o que seja justo para quem trabalha, resta aguardar o golpe final e desfrutar a desesperança e a desilusão.

MANOEL ILDEFONSO PAZ LANDIM

milandim78@gmail.com

Jales

Retomada da economia

O presidente Michel Temer assevera que a economia já retoma o crescimento. Realmente, nota-se em diversos segmentos um arranque dos empresários. Entretanto, investimentos nacionais e alienígenas só virão quando os empresários e investidores estiverem confiantes nas possibilidades deste governo e no cumprimento das metas declaradas, incluído o corte de gastos do Estado. O tempo e as ações do governo serão os juízes de plantão.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

O Brasil primeiro

Sr. Michel Temer, é hora de deixar questões menores para trás. É bem verdade que a atuação do sr. Ricardo Lewandowski ao aceitar o fatiamento do impeachment, num conluio com o presidente do Senado e demais asseclas, violou a Constituição, causando perplexidade. Todavia vamos deixar essa interpretação tendenciosa para o julgamento dos demais insignes membros do STF. O que importa agora é que o País, após ser quase destroçado nos nefastos 13 anos de governo petista, possa reerguer-se e novamente alcançar os rumos que sempre o nortearam, principalmente com o Plano Real, que, infelizmente, foi jogado pelos petistas no lixo. Haveremos de vencer a corrupção deslavada, o patrimonialismo oficializado, o uso público em proveito de agentes desqualificados e irresponsáveis, deixando um déficit astronômico, milhares de brasileiros desempregados e tantas outras mazelas do lulopetismo. É preciso agora, com prudência e cautela, porém com austeridade e determinação consequentes, recolocar este nosso Brasil no caminho do crescimento, com desenvolvimento, ordem e progresso, para reviver e refazer o orgulho de 206 milhões de brasileiros.

LUIZ A. GARALDI DE ALMEIDA

lagaraldi@uol.com.br

São Paulo

A legitimidade de Temer

Partidários do PT dizem que Temer não tem legitimidade para ocupar a Presidência porque não foi eleito. Ora, como não foi eleito? Não formou ele a chapa com Dilma, na coligação PT-PMDB? A escolha dessa coligação foi imposta por “forças conservadoras”? Onde estavam esses partidários quando a chapa foi lançada e oficializada para a reconquista do poder, em 2014? Se Dilma foi retirada do governo por seus crimes e erros, reza a Constituição que quem assume é o vice, portanto, estamos no Estado de Direito. Gostemos ou não de Temer. Pergunto aos inconformados: se a coligação PT-PMDB não tivesse sido consumada e o vice de Dilma fosse Lula ou qualquer outro político do PT, como Mercadante, Ruy Falcão et caterva, que estaria agora no lugar de Temer, haveria legitimidade?

CARLOS LEONEL IMENES

leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

Um momento sem música

O impeachment é o reflexo institucional da decepção intensa que tomou conta do Brasil. Mas faltou alguém com capacidade para traduzir nas artes o que se passa na alma do povo ao ver o bando passar e a nova mulher de Ipanema.

JORGE A. NURKIN

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

LULOPETISMO

Golpe nos trabalhadores

Depois de sabermos que integrantes do PT, entre eles o ex-ministro Paulo Bernardo, assaltaram aposentados em situação de necessidade, constatamos que o mesmo partido, por intermédio de simpatizantes e de sindicalistas, assaltou vários fundos de previdência. Sem comentários.

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

Os governos Dilma e Lulla arrombaram fundos de pensão em mais de R$ 3 bilhões. E essa senhora diz que haverá oposição forte e permanente contra o “governo golpista”? Golpistas foram o governo dela e do Lulla. Eles prestarão contas à Justiça.

CELSO DE CARVALHO MELLO

celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

 

“Chegou a hora de Michel Temer dizer a que veio. Ou se irmana com o povo e enfrenta os velhos políticos corruptos, ou se acovarda e não teremos mudado nada”

LUÍZ FRID / SÃO PAULO, SOBRE 

O GOVERNO SOB NOVA DIREÇÃO

luiz.frid@globomail.com

“Com a ilustre ministra Cármen Lúcia na presidência reacende-se a esperança de um STF imparcial”

JOSÉ LUIZ TEDESCO / PRESIDENTE EPITÁCIO, SOBRE 

O ‘DESAPARELHAMENTO’ DO 

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

tedescoporto@hotmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

OPERAÇÃO GREENFIELD

Superavaliação nas empresas que recebem investimentos e subavaliação dos riscos nas operações, eis a base do esquema que a operação da Polícia Federal contra fraude em fundos de pensão começa a desvendar. Por um lado, gestoras que fazem operações formalmente perfeitas e cumprem rigorosamente a burocracia a que são submetidos os fundos. E eis que estas recomendam investimentos em negócios que aparentam ser bons, muitas vezes apoiando-se em laudos que atestam a qualidade do que propõem. E conselheiros acima de qualquer suspeita aprovam esses investimentos. Qual o problema? A verdadeira qualidade dos ativos e o verdadeiro risco dos negócios. E é por isso que as empresas que receberam esses investimentos fizeram lucros acima do que ocorre no mercado. Compraram o que não valia pelo seu verdadeiro valor e passando adiante para fundos a sua mercadoria pintada de ouro. Ocorre que quem dirige estas empresas "ultralucrativas" costuma ser gente de confiança dos chefes do esquema. E conhece perfeitamente o funcionamento e os componentes da máquina. Afinal, são eles que dividem os resultados conforme combinado. Boa sorte, Polícia Federal, o Brasil torce por vocês! Fazemos votos de que vocês não fiquem somente nos fundos maiores. E que também deem uma olhada nos fundos em que investem as fundações. 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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OS FUNDOS E OS POLÍTICOS

Finalmente, a Justiça chega ao iceberg dos fundos de pensão. O processo de saqueamento ao patrimônio dos fundos de pensão das estatais brasileiras tem sido sistemático por pelo menos 30 anos, sendo comandado por políticos e sindicalistas. Esse rombo é maior que o mensalão e petrolão somados. No caso, se houver acobertamento do Supremo Tribunal Federal (STF) aos políticos envolvidos, nada prosperará, porque o comando sempre esteve no Poder Legislativo em conluio com o sindicalismo. Se o STF proteger o Legislativo, como tem feito sistematicamente, só sindicalistas pagarão a conta e as delações premiadas serão arrasadoras.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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CORRUPÇÃO GENERALIZADA

Funcef, Petros, Previ, Postalis, PT, PMDB, PSDB, Fifa, CBF, OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Construcap, MRV, muitos políticos e seus partidos corruptos e vários outros que não cabem na lista. Existe alguém que não esteja com o rabo preso na Polícia Federal? 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O SILÊNCIO DAS CENTRAIS

Sobre a investigação da Polícia Federal sobre fundos de pensão, denominada Operação Greenfield, cujo rombo pode chegar a R$ 50 bilhões, não vi nenhum sindicato de trabalhadores ou CUT, da Força Sindical, etc. se manifestar contra estes rombos, que afetam os trabalhadores da Petrobrás, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e dos Correios. Ninguém fala nada. Da mesma forma que nada falaram sobre os desvios do empréstimo consignado ao trabalhador, cujo acusado é o sr. Paulo Bernardo. Estranho, não? Não, não é não. Estes fundos foram loteados pelos sindicatos e eram braço do PT. As formas de desvio e quebra dos fundos já foram demonstradas em reportagens anteriores. Compra de títulos sem nenhuma garantia e/ou análise, operação em nome do gestor quando dava certo e em nome do fundo quando dava errado, ágio/deságio sobre títulos totalmente fora do mercado, etc., tudo num flagrante desrespeito ao trabalhador, que não terá a aposentadoria para a qual estava contribuindo e ainda terá de contribuir para recompor o fundo. Ele, que não geria o fundo, vai ter de pagar. E o gestor? Bem, o gestor deve estar em algum lugar desfrutando dos desvios. E o PT, caladinho. Deve achar que é golpe.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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AS MESMAS MÃOS CORRUPTAS

Se os fundos de pensão foram sistematicamente usurpados, roubados e vilipendiados pelo lulodilmismo, alvo de operação da Polícia Federal ontem, segunda-feira, imaginem a Previdência privada, que está nas mãos de governos irresponsáveis há tantos anos e só apresenta déficit crescente. Por favor, Operação Lava Jato, investigue esse departamento também, porque não pega apenas um segmento, e, sim, 206 milhões de brasileiros. A população brasileira agradeceria de joelhos, pois representa os aposentados do presente - hoje recebendo menos da metade de suas contribuições -, como também o futuro dos que hoje contribuem. Não acredito que a Polícia Federal não tenha pego um grampo sequer ligando roubo aos fundos de pensão e Previdência privada. Uma coisa complementa a outra e estão sendo administradas pelas mesmas mãos corruptas.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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NADA MUDOU

A presidente Dilma se foi, mas o povo não sai das ruas e a cúpula do PMDB é manchete nos esquemas de corrupção. Ainda há muito por fazer e a Operação Lava Jato deve continuar até encontrar o último político corrupto deste país.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO TEM REMÉDIO

A Lei n.º 8.666/93, marco regulatório das licitações e dos contratos com o poder público, da época de Itamar Franco, não foi suficiente para impedir que fosse burlada e chegássemos a assistir ao triste espetáculo ocorrido durante as gestões do PT, quando empresas privadas e o poder público se locupletaram para atingir seus objetivos criminosos. Os escândalos exibidos pela Lava Jato nos acordaram para a necessidade de criar ferramentas que coíbam tanta corrupção, e este mecanismo já existe, basta ser implementado no Brasil. Trata-se do chamado "performance bond", seguro utilizado no Direito anglo-saxão capaz de garantir a execução de obras nos termos exatos em que foram acordadas com o governo. E como funciona? Se, por exemplo, a empreiteira (tomadora do seguro) atrasar, não concluir ou mal executar a obra contratada, a seguradora é que vai ficar responsável pela conclusão ou pelos reparos, seja contratando terceiros, seja indenizando o poder público. Essa obrigação da seguradora a estimula a fiscalizar a obra, cobrando da empreiteira o cumprimento dos prazos. Com isso, se evita a fiscalização geralmente relapsa que é a marca registrada do poder público. Este assunto é vasto e cheio de meandros, mas a ideia é boa e merece ser estudada por nossos políticos. E que não venha em forma de lei recheada de brechas, porque hoje estamos muito mais atentos!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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A FESTA

"Foi feita a festa, mas a conta chegou." Bem lembrada a afirmação do empresário Rubens Ometto, em lúcida entrevista ("Estadão", 5/9, B1), referindo-se à economia brasileira. E, ao que tudo indica, a real situação é desconsiderada pelos parlamentares, que preferem as eleições municipais à votação de urgentes medidas para o reerguimento da economia - reforma da Previdência, limite nos gastos, terceirização da mão de obra, entre as mais urgentes -, preocupados que estão com o efeito disso sobre seus candidatos e partidos. Parece que o País não poderá mudar diante do comportamento desses mesmos legisladores, ainda preferenciando a mentira e a enganação, tal e qual fez Dilma Rousseff para se reeleger, e, também por isso, foi cassada. Afinal, a que fim deu-se o impeachment? Para ficar tudo como antes no quartel de Abrantes!

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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CUSTOS DO CONTRATO DE TRABALHO

Em obediência ao esquema de seu governo de reduzir os custos das contratações trabalhistas, insiste Michel Temer em que tenhamos ainda para 2016 a terceirização das contratações. Realmente, a perdurar como estão os custos absurdos das contratações laborais, a soma de quase 12 milhões de desempregados irá aumentar, porquanto os empresários temem que as contratações possam tirar o equilíbrio financeiro das empresas, levando-as até à inadimplência ou a pedidos de recuperação.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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ENDIVIDAMENTO

Não são os brasileiros que perderam o potencial de endividamento, como disse manchete do "Estadão" de domingo ("Sem trabalho e sem acesso a crédito, brasileiros reduzem endividamento"). Mas, sim, o povo não tem mais gás para se endividar, pois já se esgotaram todas as suas possibilidades. Não existem mais caminhos a trilhar. É o fim da linha.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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DESRESPEITO

A situação que estamos vivendo, de recessão e desemprego, é uma desgraça que atinge mais ou menos severamente toda a população brasileira. Acontece que esse infortúnio que nos fere é resultado de ações criminosas - como já sabíamos, mas que foi finalmente confirmado em longo processo realizado no Senado. O desfecho do processo de impeachment de Dilma Rousseff, no entanto, apresentou, com aval do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), um resultado absolutamente anômalo e inaceitável, de total impunidade à autora dos crimes. Sim, total e completa impunidade, já que apenas impedir a continuidade dos crimes não constitui punição alguma. A punição pelos crimes que resultaram no impeachment está claramente definida na Constituição e, se neste caso de condenação ela não foi aplicada, a Constituição está sendo desrespeitada. E, igualmente, o sofrimento de todos os que padecem com o desemprego e a recessão está sendo desrespeitado pela impunidade da criminosa.

Euvaldo Rebouças P. de Almeida euvaldo@uol.com.br

São Paulo

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PROTESTOS NAS RUAS

Os líderes dos ditos movimentos sociais avisaram que não dariam trégua ao governo "golpista". Dito e feito: programam dia sim, o outro também, manifestações nas principais cidades do País. Cabem algumas perguntas: esta turma não trabalha? Qual a origem dos recursos que a sustentam, algumas delas com apoio logístico relevante? As autoridades vêm sendo cientificadas do local, percurso, hora do início e duração, conforme preveem as normas em vigor? Parece-me que a população em geral vem sendo prejudicada em vários aspectos do cotidiano de sua vida regular, além de constatar a necessidade de empregar um grande número de policiais que por certo estão deslocados de outras funções. 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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FALSO PACIFISMO

Os comandos dos "movimentos" para o "Fora Temer" não mostram nada de diferente em relação à forma e aos métodos em seus "atos" anteriores. Em dia e hora convocados, começam de forma pacífica, mas partem para a violência em busca sempre de mostrar que a Polícia Militar é violenta e em busca de um mártir. Quem leva coquetel molotov, pedras, etc. em suas mochilas para protestar nas passeatas não tem a intenção de promover a paz, mas sim a baixaria violenta. Fatos como roubo de carteiras e celulares e ainda muitos que foram presos pelos policiais já fichados por passagem pela polícia, ou mesmo por serem fugitivos dela, mostram bem que tipo de pessoas são convocadas para clamar contra as normas da Constituição, bradando que "é golpe" e "Fora Temer". Milhares de pessoas saíram às ruas, antes do impeachment, pacificamente e espontaneamente, pedindo o "Fora Dilma" e "Fora PT" sem que nenhuma violência fosse registrada. Será que Lula, seu PT e mesmo Dilma, que insuflaram essas pessoas com sangue nos olhos para a luta, não pensam no bem do País? Não pensam que poderão ter ainda mais inimigos do que os 65% da população que quer que o Brasil vá para a frente?  

 

Leila E. Leitão

São Paulo 

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TOCANDO FOGO

Dilma Rousseff está no direito de exercer o jus sperneandi e de chamar de "golpe" o processo do impeachment; só que se silencia quanto ao efetivo golpe da dupla Renan-Lewandowski. Fosse ela realmente uma estadista, deveria pedir para os seus correligionários se manifestarem, mas sem violência e sem depredar São Paulo. Ocorre que foram a CUT, o MST, a UNE, o MSTS, etc. que prometeram "tocar fogo no País", e agora não tem volta, pois o apoio já foi dado e consentido. Lei antiterrorismo neles!

Wilson Roberto Gava wilsonrgava@gmail.com

São Paulo

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DENÚNCIA À OEA

Quer dizer que o projeto de político, o boquirroto Lindbergh Farias (PT-RJ) quer denunciar a Polícia Militar de São Paulo à Organização dos Estados Americanos (OEA) por suas intervenções contra os baderneiros dos golpistas do PT e seus aliados que vêm depredando tanto bens públicos quanto privados em suas manifestações contra o que chamam de "golpe" pelo simples fato de terem perdido a boquinha da qual se alimentaram nos últimos 14 anos sem nada terem feito em prol do Brasil? Façam-me o favor de se colocarem nos seus devidos lugares e irem se acostumando às suas condições de meros espectadores do atual quadro políticos brasileiro, e não mais protagonistas do teatro de absurdos que foi a gestão petistas destes últimos 14 anos, que mergulharam o País na maior recessão de sua história, com um número de desempregados que beira 12 milhões, um PIB negativo, um endividamento público jamais visto e um claríssimo estelionato eleitoral jamais visto em nossa recente República. Em suma, já não foram suficientes todos os estragos que Lula, Dilma "et caterva" fizeram com o Brasil?

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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LINDBERGH FARIAS

Adoraria, como morador da imunda e violenta cidade do Rio de Janeiro, que o nobre e ético senador Lindbergh Farias, envolvido na Operação Lava Jato, como a grande maioria dos petistas, usasse a mesma energia e vigor com que ele está denunciando a PM de São Paulo à OEA, agora - para proteger os vândalos que fazem quebra-quebra em São Paulo -, para trabalhar e melhorar a vida dos otários que votaram nele, como eu. Posto isso, ele não tem moral para ir à OEA nem a lugar algum, afinal, seu partido no poder arrombou a Petrobrás, faliu o Brasil e deu um golpe definitivo na moral e na ética na política. No Rio de Janeiro, hoje, morre-se como nunca e mata-se como sempre. 

  

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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DIRETAS JÁ

Uma parcela dos manifestantes voltou às ruas para reivindicar "Fora Temer", por intermédio de novas eleições já, embora isso seja inconstitucional. E, se fosse do interesse político alterar a Constituição por meio de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), isso poderia levar vários anos, e, no fim, não ser aprovada por 3/5 dos parlamentares. Portanto, trata-se de uma reivindicação impossível atualmente, mas podemos avaliar as alternativas atuais para os candidatos dos partidos que estão reivindicando as "Diretas Já". O mais provável seria Lula, com Dilma no Ministério da Casa Civil - se fosse mantido o "acordão do Renan" -, e nos outros ministérios, que voltariam a ser 39, teríamos: Mercadante, Berzoini, Zé Cardoso, Nelson Barbosa, Gleisi, Kátia Abreu, Lobão, Lobinho, Barbalho e filhos, etc. Seria voltar a pelo menos dez anos atrás e recomeçar o que deu errado. Talvez os partidos que estão reivindicando "Diretas Já" nas ruas (Psol, PCdoB, PSTU) tenham outros candidatos. Quem? Uma coligação com a Rede, de Marina Silva, que foi acusada pelo PT de tirar a comida da mesa do trabalhador brasileiro nas últimas eleições? Não parece nada provável. Talvez os partidos de esquerda queiram reativar a parceria com o PMDB e lançar a candidatura de Renan Calheiros para presidente da República? Parece não haver boas alternativas para substituir o atual presidente Michel Temer atualmente.

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente 

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POR NOVAS ELEIÇÕES GERAIS

Com um Congresso Nacional venal e um pseudopresidente ilegítimo, precisamos urgentemente de eleições gerais no Brasil, vedada a participação de qualquer candidato ficha suja. Um Congresso que se recusa a cassar o mandato de Eduardo Cunha (PMDB/RJ) e com Renan Calheiros (PMDB/AL) não nos representa. O povo deveria exigir a saída imediata de todos, como fizeram no Equador alguns anos atrás. Não somos 206 milhões de bobos, como pensam os políticos. Temer e o atual Congresso são espúrios e são parte do problema, e não da solução da grave crise em que estamos hoje.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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SOLUÇÕES IMEDIATAS

Não entendo quando as pessoas se desesperam diante da nossa conjuntura política ao ponto de exigirem uma solução rápida para a crise, com ideias de "Fora Temer" e de intervenção militar. Mesmo quando essas manifestações, sabemos, partem principalmente destes órfãos da decadência do governo miserável do PT. Eu sempre fui a favor de um governo de ordem, como o que já tivemos no passado (o governo militar), mas no momento nem civil nem militar é capaz de resolver o problema do Brasil num passe de mágica. Sabemos que o momento é mais que difícil, é tenebroso mesmo. Só não adianta é baixar as calças e mostrar o traseiro tatuado de "Fora Temer" (como temos visto nos protestos), porque não vai ser assim que vamos sair da crise. Pelo menos já acabamos de conseguir uma primeira vitória, que foi extirpar o PT do poder e nos livrar do marasmo de "13 anos de arrastão" (título do meu livro) que vivemos. Não podemos acreditar num milagre econômico com o País no desmantelo que está. Muito menos que alguém possa resolver tudo dum dia para o outro. É bestialógico exigirmos soluções imediatas. Colocar o Brasil novamente na linha do desenvolvimento não será uma coisa simples, depois que o PT secou todas as nossas fontes de riqueza com a corrupção. Vamos ter de recomeçar. 

Francisco R. Mendes mendes.brasilia@gmail.com

São Paulo

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ENGANAÇÃO

Só queria entender: em 2010 Michel Temer foi escolhido e convidado para ser vice-presidente de Dilma Rousseff; em 2014, provavelmente por ter sido aprovado no cargo, a mesma coisa. Temer foi ELEITO junto com ela nas duas vezes. A Justiça e o Congresso resolverem afastá-la da Presidência e, de repente, ele virou "golpista". É pura enganação!

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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BORA TEMER

Bora Temer! Bora tocar este país! Bora se livrar de Eduardo Cunha e de Renan Calheiros. Sem isso, seu governo não começa, sem isso você é mais do mesmo. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ESQUECERAM-SE DELE?

Só para lembrar: Eduardo Cunha continua solto.

Daniela Câmara Ferreira dancamfer@gmail.com

Rio de Janeiro

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'O COLAPSO DA VONTADE'

Muito oportuno o editorial de domingo ("O colapso da vontade", 4/9, A3), mostrando que o impeachment da presidente Dilma Rousseff - longe de ser um golpe contra a democracia, como tentam fazer crer os petistas de plantão - foi, ao revés, "a interrupção do processo de degradação da democracia", segundo os termos do referido editorial. Em outras palavras - e em homenagem a esses adoradores fetichistas da palavra golpe -, reconheçamos a existência de um golpe, mas este desferido contra a demagogia, a deturpação da verdadeira democracia, na velha lição de Aristóteles. E não foi Dilma, na verdade, quem iniciou essa deturpação, mas o "gabola de Garanhuns", já em 2007, ao anunciar que era "fácil ajudar os pobres". Tão fácil que a visão demiurga da criatura feita por ele - quase uma aberração política - acabou por acreditar que era "honesto" fazer surgir e multiplicar o dinheiro público por exclusiva vontade sua... É preciso que o professor Michel Temer, ora presidente do Brasil, aproveite a "chance de ouro" para que seja restabelecida a racionalidade política e administrativa do País. Mais do que uma esperança, há uma crença no coração dos brasileiros de que ele fará isso, a despeito do partido que deseja partir a Nação, ora de partida para o limbo do qual nunca deveria ter saído.  

Newton De Lucca desnewtondelucca@gmail.com

São Paulo

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INFÂMIA

Como é possível que o presidente da mais alta Corte de Justiça do País rasgue a Constituição na cara do País, permitindo uma manobra infame cujo objetivo maior não é manter o privilégio de Dilma Rousseff para ocupar um cargo público (sem a boquinha de um cargo público, ela será incapaz de sobreviver), mas beneficiar o deputado Eduardo Cunha e os políticos corruptos que serão cassados, podendo ocupar funções públicas? Se graves decisões que podem influenciar o moral e os costumes da Nação forem tomadas na alta Corte de Justiça, por homens como Lewandowski ou Dias Toffoli, é melhor para os brasileiros que se indignam com essas atitudes abandonar o País e pedir ao último que, quando for embora, apague a luz.

Paulo Boin  boinpaulo@gmail.com

São Paulo

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A PROVA DA CHICANA

Para aqueles que não acreditam na participação antecipada do ministro do STF Ricardo Lewandowski no lamentável final da votação do impedimento da ex-presidente, acatando proposição de que os seus direitos políticos não deveriam ser cassados, não repararam que, logo em seguida à apresentação, apareceram em sua mesa três pareceres defendendo a tese vencedora. Preparados durante a madrugada, pois a maioria dos senadores foi pega de surpresa. É lamentável que magistrados do STF se esqueçam das regras que regem a sua atividade e se tornem meros advogados de partidos políticos. Quem gravou toda a sessão, por favor, confira, pois é a prova da chicana cometida.

Eduardo Augusto de C. Pires eacpires@gmail.com

São Paulo

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GOLPE NO IMPEACHMENT

No apagar das luzes do julgamento do impeachment, o guardião-mor da Constituição federal do Brasil mudou a interpretação do artigo 52 da Carta Magna para o que hoje podemos chamar de Lei Wandowski. Que vergonha para nosso país!

Heino T. B. Tavares htavaresh@terra.com.br

Ribeirão Preto

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BRINCANDO COM FOGO

Como pode o presidente do órgão que deve salvaguardar a nossa Constituição interpretá-la como o fez no caso de dona Dilma? STF, Senado e PT estão brincando com fogo, pois, depois do STF, quem deve garantir o cumprimento da Constituição, as Forças Armadas? Não se queixem depois. P.S.: sou civil.

José Carlos Thomaz josecthomaz@gmail.com

São Paulo

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O EXEMPLO DO ACORDÃO

Se Vossas Excelências permitem a interpretação do artigo 52 da Constituição da forma como foi, poderemos nós, plebeus, a partir desta semana, entupir o Judiciário com o fatiamento de qualquer boleto ou contrato no quesito multa e juros. Que belo exemplo ensina nosso Senado....

Alexandre Klein Chow akcw66@gmail.com

São Paulo

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O FATIAMENTO DO IMPEACHMENT

Não fosse do STF o presidente do julgamento no Senado, sairia "Levando owisk" na cara.           

                                                    

João Ferreira Mota jfmota29@gmail.com

São Paulo

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QUE MORAL TERÁ?

Depois de nove meses de embate político assistindo aos ferrenhos defensores de Dilma no Senado, lutando para ela ficar e na hora da votação ter havido o fatiamento, é de desanimar. O próprio presidente do STF, Ricardo Lewandowski, ao tentar enfiar goela abaixo o golpe tramado entre Lula, Renan e senadores a favor de Dilma, o responsável pela condução do processo, portava um papel em que tentava dar explicações de sua decisão, e ali, diante da Nação, justificou que estava escrito a lápis, a caneta, enfim, um rascunho de um golpe urdido entre os interessados em preservar Dilma no poder dias antes. Compreensível, com a saída de Dilma, muitos saíram também. Incompreensível ver senadores elogiando o trabalho isento do presidente do STF. O mais repugnante de toda essa farsa é agora saber que Lewandowski foi conivente com Renan, porque sua decisão garantiria o aumento do Judiciário. Que vergonha sinto de ser brasileira, quando vejo que o Judiciário, na maior cara dura, muda a lei para beneficiar aquele por quem ele tem simpatia e para garantir seus interesses. Que moral tem um Judiciário que, ao invés de ser verde amarelo, opta pelo vermelho, e que moral terá para punir o cidadão comum, este, sim, desprovido de justiça?

  

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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FOI APAZIGUAMENTO?

Se aqueles que arquitetaram o golpe contra a Constituição, no julgamento de Dilma, tinham em mente apaziguar o PT e seus penduricalhos, deram um tiro no pé. O apaziguar, já foi dito, só torna o energúmeno mais energúmeno. E quer mais energúmeno do que o pessoal do PT?

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

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RELEVANTES DESSERVIÇOS

O jornalista João Domingos, em "Falsa compaixão e lambança" (3/9, A6), expôs com muita clareza as consequências nefastas para o governo Temer e, portanto, para o Brasil do acordão político-jurídico patrocinado pelo consórcio Renan-Lewandowski no final do julgamento do impeachment de Dilma Rousseff. Sem contar a desmoralização dos Poderes Judiciário e Legislativo, promovida por seus próprios presidentes, que praticaram o que há de pior na política e na justiça velhas deste país, teremos ainda o provável aprisionamento do novo governo no status de interino, caso haja a anulação do julgamento pelo STF, com a consequente falta de confiança para investir e a falta de condições para promover as urgentes e difíceis reformas das quais depende o futuro de todos nós. É triste saber que mantemos regiamente pagos - e desejosos de reajustes caríssimos para nossa combalida economia - homens públicos que não são dignos das posições que ocupam e prestam relevantes desserviços ao País. Por outro lado, é consolador o fato de que a presidência de Lewandowski no STF se encerrará no próximo dia 11/9. Demorou!

Jorge Manuel de Oliveira jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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'ACHO BOM TEMER CONTINUAR QUIETINHO'

Em nota enviada ao "Estado", o Planalto negou que Temer tenha sido informado sobre negociações para favorecer a ex-presidente Dilma Rousseff no julgamento do impeachment. Acho bom o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, ser informado de que em boca fechada não entra nem sai mosquito. Quanto ao acordão, que o ministro alega desconhecer, peça a ele que se informe com Renan Calheiros, hoje o primeiro homem do presidente Michel Temer.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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LAMBANÇA

Pois é, depois da última lambança do Senado, a grande vantagem é que a gente não precisa mais se preocupar nem ler qualquer comentário político. Afinal, é tudo mesmo uma grande brincadeira para trouxa assistir! O negócio é esquecer... tchau, Brasil!

 

Roberto Hollnagel rollnagel@terra.com.br

São Paulo

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MÃO FORTE

A deterioração das resoluções tomadas tanto pelo Congresso quanto pelo Judiciário, nos últimos tempos, estão contribuindo para uma sensação de que é necessário um outro poder surgir como regulador dessas decisões, ou seja, na opinião de quem não acredita mais nas instituições, uma mão forte para impor decência e honestidade em todos os setores do poder público.

Flavio Perpetuo fperpe@gmail.com

Florianópolis

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NÃO ESPEREM...

Tomo a liberdade de utilizar um pequeno espaço para expressar o meu desgosto com a situação atual deste país. Fomos enganados! Ludibriados! Estão brincando com o povo brasileiro - Atirando em nossa cara que somos os palhaços (!) neste picadeiro do Congresso Nacional. Um fim melancólico de um longo processo de impedimento em que as cartas estavam marcadas e definidas. Se assim o era, tudo poderia ter sido definido numa só tarde, sem maiores ônus ao País. A antiga presidente não tinha mais condições de governabilidade - precisava sair, e urgentemente. Ainda não estamos totalmente sem este nefasto partido. Podemos ver a hipocrisia dos nossos representantes. Numa decisão que contraria a Constituição, mantiveram a elegibilidade da presidente deposta! E Dilma interpôs recurso no Supremo. Uma vergonha que o representante do STF tenha compactuado com tal situação. Não acho impossível que os que lá estão, ocupando os cargos mais importantes da magistratura deste país - com raras exceções -, possam querer anular este processo, pois não sabem qual é o papel do Supremo. Haja vista o presidente da sessão do Senado, sr. Ricardo Levandovski, que ouviu quieto as afirmações da ex-presidente dizendo que se tratava de um "golpe", num claro desrespeito à Corte por ele representada. Deveria ter sido presa no mesmo instante. Porém as raposas, os chacais e outros carniceiros do Congresso transformaram isso numa pantomima! Numa comédia de erros sem graça alguma. Enfim, não é possível enganar todos o tempo todo. As máscaras caíram, todas elas. Não esperem que a população dê seu voto aos senhores. Fomos vergonhosamente usados, fomos utilizados sem pudor em nossa ânsia por um País melhor para um truque rasteiro, para uma trapaça. Como o governo, que agora assume, pode ter legitimidade? Que país irá fazer alianças comerciais com um país cujo Congresso se comporta de forma tão ignóbil? Este Congresso que não se importa de forma alguma com os 12 milhões de desempregados, com a destruição da economia, com a inflação galopante claramente não representa o País! Lógico que não, pois suas benesses estão garantidas não importa o que seja sacrificado: pessoas morrendo nos hospitais sem condições de atendimento; epidemias e endemias; falta de vacinas e medicamentos; polícias mal equipadas e mal pagas; violência; insegurança; narcotráfico; professores desprestigiados e muito mal pagos (a população sendo mantida na eterna ignorância); etc. Com toda certeza, a população que trabalha e produz toda a riqueza deste país (riqueza que é usurpada, sequestrada, surrupiada, desviada de forma escandalosa e acintosa) não merecia tal golpe. Sim, golpe, pois o verdadeiro golpe foram esta humilhação e este descaso total dos que estão em Brasília em relação ao povo, subestimando a nossa inteligência. Nada mais pode ser dito a respeito de tais seres... Não há adjetivos suficientes em quaisquer idiomas para qualificá-los. Talvez apenas uma frase: "Fora, fora com TODOS eles! De todos os poderes!".

Priscila de Aquino e Ferro pyscynahh@gmail.com

São Paulo 

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OS PLANOS DE DILMA ROUSSEFF

A "mulher sapiens" deseja percorrer o País fazendo propaganda eleitoral para o PT. Como perguntar não ofende, com que dinheiro ela pretende pagar as passagens aéreas, os carros, as hospedagens, a alimentação e outros itens dessa empreitada? Segundo a senadora Kátia Abreu, a "ex-presidenta" receberá por volta de R$ 5 mil a título de aposentadoria (note-se que muitos aposentados não recebem tal quantia neste país). É de perguntar, ainda, se a combativa senadora já ofereceu o emprego de administradora de alguma de suas fazendas para a dileta amiga, ou se se arriscou a indicá-la para a reitoria de alguma universidade, onde poderá dar aulas. 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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VERGONHA NA CARA

Recentemente, o ex-presidente Lula reclamou: "(...) Temer cortou até o almoço da Dilma, amanhã vamos comer marmitex (...)". Na semana passada, a senadora Kátia Abreu perguntou, em rede nacional, como Dilma poderia viver com uma aposentadoria de R$ 5 mil por mês. Ora, tenham vergonha na cara e vejam a situação do povo brasileiro - muitos nem mesmo têm o marmitex para comer e outros vivem (?) com um salário mínimo.

Agostinho José de Sá agostinho.bsa@gmail.com

São Paulo

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'FIM'

As afirmações de Denis Lerrer Rosenfield (5/9, A2) são totalmente lúcidas e verdadeiras: a ex-"presidenta" que procure trabalhar em empresa por ela favorecida durante seu (des)governo! Nada mais justo!

Ivone Flaminio ivonebio@msn.com

São Paulo

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O SUPREMO E AS CAMPANHAS 

Há cerca de um ano, no dia 17 de setembro de 2015, o Supremo Tribunal Federal proibiu o financiamento empresarial das campanhas eleitorais. Enquanto uns argumentavam sobre a moralização e a democratização das eleições, outros rebatiam apontando uma consequente institucionalização do caixa 2. No domingo (4/7), "O Estado de S. Paulo" noticiou que 51% dos 16.349 políticos que disputam as 5.568 prefeituras do País não arrecadaram um centavo sequer, isso a um mês das eleições! Seguem alguns casos interessantes da mesma matéria: Vittorio Medioli (PHS) já gastou R$ 1,5 milhão do próprio bolso com o objetivo de administrar Betim (MG); o tucano João Doria Jr. gastou R$ 834 mil na disputa à prefeitura paulistana, até o momento; candidato a prefeito de Barueri, também pelo PSDB, Rubens Furlam desembolsou R$ 1 milhão; Rafael Greca (PMN), que disputa em Curitiba, R$ 600 mil; e por aí se estendem outros inúmeros exemplos. Na disputa às Câmaras Municipais, 57% dos R$ 200 milhões arrecadados foram bancados pelos próprios candidatos a vereador - de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E que falar do PT, partido que mais se beneficiou do assalto à Petrobrás? Alguém crê que o dinheiro do petrolão não está irrigando os candidatos do projeto criminoso de poder? E quanto ao papel das igrejas, sindicatos e do tráfico? É realmente genial, para coibir o caixa 2 (escancarado com as investigações da Operação Lava Jato), o STF proibiu as doações legalmente registradas de pessoas jurídicas... É nisso que dá o Judiciário legislar - sob anuência do Congresso Nacional. Com a eleição nestes moldes, não há que falar em moralização ou democratização das campanhas, não passa de conversa para boi dormir. 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

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DOAÇÃO PARA CANDIDATOS

Estou disposto a doar recursos para campanha de candidatos a prefeito e vereador. Solicito aos interessados que entrem em contato, convidem eu e minha família, quatro pessoas, para um jantar e apresentem seus objetivos caso eleitos. Os custos do jantar serão por conta do candidato e estamos dispostos a doar até R$ 50,00, se aprovarmos o programa do candidato. Fico no aguardo dos interessados.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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CUIDADO COM A FANTASIA ELEITORAL

  

Já decola a campanha eleitoral. Ao mesmo tempo em que mantém s ruas esburacadas e os serviços municipais negligenciados, prefeitos concorrem à reeleição ou pedem voto para o sucessor que desejam eleger. É nesse momento que o eleitor precisa se acautelar para não continuar sendo enganado pelo discurso fácil e descolado da realidade. Que não conseguiu bem governar não tem o direito de reeleger-se ou eleger seu sucessor, mas o administrador negligente atua como verdadeiro mágico, vendendo ainda ilusões na tentativa de manter o poder. Não é interesse do povo votar no candidato mais falante, bonitinho, que se apresenta como religioso extremado ou queira parecer alguém muito especial. Eleição é um verdadeiro contrato que o candidato faz com o povo em troca do seu voto. Por isso é preciso conhecer as propostas e a vida do candidato. Votar é o mesmo que comprar algo. Quem compra errado perde o dinheiro e não resolve o seu problema. Com o voto é a mesma coisa. Se o entregamos à pessoa errada, temos de conviver quatro anos com os problemas decorrentes da má escolha. 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

                                                                                                     

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A VELHA CAPIVARA

A eleição que ocorrerá em São Paulo é curiosa. Vemos os candidatos a vereadores apresentarem-se na televisão para dizer seus nomes e qual é a sua atividade principal. Que pode ser de pai de santo a doutores. Porém, quais serão são suas metas? Talvez o salário, mas um projeto para a cidade ninguém tem. O mesmo acontece com os candidatos a prefeito, nenhum deles mostra qual será seu objetivo, além de se autoelogiarem e falarem em creches, saúde, educação, segurança, transporte, mas tudo isso é uma lengalenga que ouço desde criança. Sinto saudade dos que faziam. O que será o futuro da minha acolhedora cidade, que já merece um pouco de carinho e mais justiça? Os jornais como o meu querido "Estadão" deveria publicar uma ficha corrida de todos os candidatos em todos os níveis. A velha e famosa "capivara", todos os dias. Talvez assim votássemos num menos corrupto.

Wilson Matiotta  loluvies@gmail.com

São Paulo

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