Fórum dos Leitores

SOB NOVA DIREÇÃO

O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2016 | 03h07

Tolerância e bom senso

Os petistas ficaram 13 anos no poder e implodiram vários setores importantes do País. Michel Temer, eleito com os votos dos petistas, por suas atitudes discretas era elogiado pela incompetente presidente e pelo partido dela. Após vitórias estrondosas no Congresso Nacional, e obedecendo rigorosamente ao longo rito determinado pelo STF, ele foi elevado à Presidência. Para mim, Temer pode até não ser o melhor gestor do País no momento, mas ficará no cargo por pouco tempo. Ele nomeou uma ótima equipe econômica, está se esforçando muito; mas a herança maldita deixada pelo governo petista causou muitos estragos de difícil conserto. Aos adversários deste governo pediria tolerância e bom senso, pois dentro de pouco tempo teremos eleição presidencial e ao eleito será, com certeza, entregue um Brasil bem melhor.

ROBERTO HUNGRIA

cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

Às avessas

Eu não votei na Dilma e, portanto, não votei no Temer. Apesar disso, por força da nossa Constituição, a qual respeito com o mesmo ardor com que respeito a nossa Bandeira, ele é o presidente atual. Respeitemo-lo. Paradoxalmente, os que votaram na Dilma e, consequentemente, no Temer fazem tudo às avessas e ainda acham que têm razão. Não há racionalidade, mas eu sei o que há. Há desonestidade. Há más intenções. Há malandragem. Se voltarmos nossos olhares para a administração e direção de boa parte dos sindicatos, vamos saber que o negócio de seus dirigentes é perpetuar-se no poder, a não ser que o sistema garanta uma boquinha em cargo superior. São esses os líderes da horda vermelha que vemos por aí. A má-fé está consignada no fato de que nenhum deles levanta a voz para falar dos 12 milhões de desempregados, do saque à Petrobrás e do assalto aos fundos de pensão. Vão trabalhar, desocupados, e fazer o que estão fazendo aqueles que ainda têm emprego e empresa.

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

São Paulo

Excessos de quem?

Excelente o editorial Os excessos do MPF (8/9, A3), sobre o monitoramento das polícias de São Paulo e do Rio de Janeiro pelo Ministério Público Federal nas manifestações de protesto contra o presidente Michel Temer, com o pretexto de averiguar a ocorrência de possíveis excessos na ação dos policiais. Muito bem, só que os manifestantes no final dos protestos é que iniciam o quebra-quebra, o vandalismo, até mesmo atos de terror, como incêndios e depredação do patrimônio público e privado. Portanto, o MPF deve ser isento e igualitário no tratamento de ambas as partes, para que não fique patente a existência de preconceito, já que um monitoramento preventivo bilateral e neutro evitará excessos de todos os envolvidos. Aliás, foi o presidente da CUT que berrou que se o impeachment da dona Dillma fosse concretizado, seus comandados iriam armados para as trincheiras, assim como os líderes do MST e do MTST avisaram que seus comandados estavam “prontos para incendiar o País”. Todavia, infelizmente, até agora não vimos nenhuma ação efetiva do MPF a respeito dessas absurdas ameaças de ações belicosas contra a nossa democracia. Será que está sendo formada uma nova “Comissão da Verdade” de um lado só?

ANTÔNIO CARELLI FILHO

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

Paradoxos

Certas coisas são difíceis de entender neste nosso país. Não seria muito mais inteligente e razoável o MPF monitorar os bandidos que depredam o patrimônio público e privado e pouco interesse têm em protestar? Como teria de se comportar a polícia, que tem obrigação de defender os estabelecimentos, mas precisa tomar muito cuidado para não molestar os facínoras?

OLAVO BRUSCHINI

o.bruschini@terra.com.br

Monte Azul Paulista

Os sem-estrela

Os cangaceiros de ontem, simbolicamente falando, não removeram a estrela de seus chapéus quando, em decadência, precisavam evitar ser identificados e capturados. Mantiveram-se com seu símbolo até o fim, o que lhes valeu certa admiração pela pertinácia. Muito diferente do pessoal de hoje, que está removendo a estrela na propaganda eleitoral. O bando atual tenta se misturar à massa dos demais candidatos na esperança de não ser reconhecido pelo que fez e é. Assim, parece que a estratégia de tentar dividir os brasileiros entre “nós” e “eles” para desviar as atenções de saques à Petrobrás e ao País não deu certo. Agora querem ficar juntos e misturados. Estrela, nem pensar!

JOSÉ ROBERTO SANT’ANA

jrsantana10@gmail.com

Rio Claro

EM SÃO PAULO

Haddad mira Temer

Como o prefeito Fernando Haddad não tem o que mostrar de sua destrambelhada administração que seja capaz de reelegê-lo, busca agora atacar o governo Temer em sua propaganda eleitoral. Justo em São Paulo, onde se encontram 20% dos 12 milhões de desempregados do País, os quais sabem que, se ruim com Temer, catástrofe com Dillma... Nos quatro anos de sua gestão, Haddad preferiu cercar-se de uspianos acabados de sair da fralda em detrimento de administradores experientes em gestão pública, e deu no que deu. Só teve olhos para ciclovias, esquecendo que elas representam 0,1% dos graves problemas enfrentados pelo Município. Fora que, sendo do PT, só tem chance com a corriola ideologizada.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Tudo bem?!

Em sua propaganda eleitoral o prefeito Fernando Haddad afirma que tudo está funcionando muito bem na Prefeitura. Sugiro-lhe que vá às farmácias dos postos de saúde para ver a quantidade de remédios de uso contínuo que estão em falta. Uma verdadeira vergonha.

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

Doria só sabe criticar

Alguém precisa avisar ao candidato João Doria Júnior que criticar administrações anteriores é um prato que a população não engole mais. Ele só sabe falar, falar e falar. Todos já sabemos que o governo atual é péssimo e que o anterior também não valeu nada. O que precisamos é de propostas verdadeiras e possíveis de realizar. Esse negócio de dizer que vai contratar 50 mil médicos, vai inaugurar 10 mil creches não pega mais, o povo já está escolado. O que Doria precisa dizer é onde vai arrumar tanto dinheiro para fazer jus a tantas promessas, que certamente não serão cumpridas.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

“Agora, sim, o PT está fazendo o que sabe fazer como ninguém: o quanto pior, melhor”

SILVIO LEIS / SÃO PAULO, SOBRE AS ARRUAÇAS CONTRA 

O IMPEACHMENT DE DILMA

silvioleis@hotmail.com

“Só mesmo por aqui os arruaceiros, vândalos e desocupados podem se manifestar livremente contra ‘violência’ policial”

A. FERNANDES / SÃO PAULO, IDEM

standyball@hotmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A FRAQUEZA DO GOVERNO TEMER

  

No Brasil que precisa superar estes áridos momentos, grupos se antagonizam, em razão de metodologias, ainda confundidas com as ideologias herdadas do século passado. Afora desonestos e corruptos, esses grupos precisariam encontrar um consenso mínimo. O governo de Michel Temer poderia ser o protagonista, mas não com a desastrada divulgação de que a jornada de trabalho subiria para 12 horas diárias, para, em seguida, desmenti-lo, ou nomear ministros para removê-los amanhã. Desde o início da história biológica do homem, há 3,8 bilhões de anos, a primeira comunidade seguia líderes firmes e fortes, que imprimiam certo rumo àquele grupo que conquistaria a agricultura, a cultura e a ciência. Sentiam confiança, o que não se vê no presidente e em seus desconectados ministros. 

  

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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BEM-VINDOS AO SÉCULO 19

Não se admite uma reforma trabalhista que seja feita contra os trabalhadores, como disse pretender fazer o governo de Michel Temer. Permitir jornadas de trabalho de até 12 horas diárias é um imenso retrocesso. Querem acabar com uma penada com direitos trabalhistas que foram conquistados em décadas de lutas. Getúlio Vargas deve estar se revirando no túmulo. Nada contra a flexibilização dos contratos de trabalho, mas desde que não seja apenas para ferrar os trabalhadores e para dar a faca e o queijo na mão das empresas e dos patrões. Em países desenvolvidos como França e Suécia, a semana é de 6 horas de trabalho por dia e 30 horas semanais. No Brasil, ao contrário, querem que as pessoas trabalhem cada vez mais, como nos tempos da revolução industrial. Bem-vindos ao século 19!

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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CONFLITOS

As mudanças propostas nos direitos trabalhistas representam o retorno ao capitalismo do século 19, que, por sua vez, revalidará o socialismo do século 20. Conflitos poderão vir.

Tibor Rabóczkay trabocka@iq.usp.br

São Paulo

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JORNADA DE TRABALHO

"Governo quer jornada de trabalho de até 12 horas/dia" foi a manchete do "Estadão" de sexta-feira. Será que o governo incluiu o deslocamento no trânsito/transporte público dentro dessa jornada?

Giovani Lima Montenegro giovannilima22@icloud.com

São Paulo

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ESCRAVIDÃO

A jornada de 12 horas de trabalho proposta pelo governo, a julgar pelo Congresso Nacional que temos, resultará na revogação da Lei Áurea, ficando, ainda, a escravidão extensiva aos brancos, o que corrige um erro do passado, já que, pelo que sabemos, em nosso passado somente os índios e negros foram escravizados. Acho que é isso mesmo que pretendem Henrique Meirelles e seus asseclas. Sugiro que façam voltar à ativa todos os aposentados com 70 anos ou menos, o que daria uma margem para aumentar a aposentadoria do Judiciário, de militares, do Legislativo e do Executivo, que, coitados, estão sendo aposentados com uma miséria.

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com

Bertioga

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JORNADA DE 12 HORAS

Só vou apoiar esta alteração quando o Executivo, o Judiciário e o Legislativo cumprirem antes a jornada de 12 horas diárias e, ainda, com uma condicional: que obedeçam regiamente o limite constitucional dos salários, sem gambiarras de todo tipo, como afirmou recentemente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, sobre as ajuda-qualquer-coisa que imperam principalmente no Judiciário. 

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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FLEXIBILIZAÇÃO NO TRABALHO

Excelente a entrevista com Flávio Rocha, sobre a legislação trabalhista brasileira, publicada no "Estadão" de 5/9. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) faz parte do entulho autoritário-populista da ditadura Vargas, que tinha como escopo fortalecer sindicatos e, consequentemente, controlar as classes trabalhadoras. A CLT é a maior inimiga do trabalhador, enquanto, ao mesmo tempo, é a melhor amiga dos sindicatos e de seus dirigentes, que se utilizam dela para ludibriar e extorquir, através das contribuições sindicais obrigatórias, as classes trabalhadoras que dizem defender. Não há nada mais cristalino e salutar do que o acordo direto entre as partes, ou seja: empregadores e empregados chegando a um denominador comum, daquilo que é bom para ambos. Os sindicatos, são equivalentes aos traficantes de escravos do século 18, que monopolizavam o fornecimento de mão de obra para as lavouras. Enquanto tivermos intermediários nas relações de trabalho, não há chance de nos tornarmos competitivos.

Frederico d'Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

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ELEIÇÕES JÁ RESOLVEM?

Não podemos perder o foco nesta época turbulenta. Eleições já não resolvem com nosso sistema político inoperante, em que o presidente, refém dos nobres deputados e senadores, negocia apoio em troca de favores (cargos e emendas orçamentárias), tudo pago com dinheiro do contribuinte. Devemos insistir, isto sim, em reforma política, introduzindo o voto distrital e examinando seriamente a introdução de sistema parlamentarista para não precisar tirar o presidente da República para mudar a política vigente. Precisamos de reforma justa e bem explicada da Previdência, para não tornar o sistema insustentável economicamente, de reforma tributária, e por aí vai. Demagogia e politicagem à parte, o que precisamos é mudar o sistema, não o presidente. 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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FIM DA SAGA

Repercutindo a excelente carta do leitor sr. Ari Giorgi ("Masoquismo", "Fórum dos Leitores", 8/9), realmente, estes grupos que não aceitam o afastamento definitivo da ex-presidente Dilma e pregam o "Fora Temer" devem estar nadando em dinheiro: há tempos não frequentam supermercados, não procuram emprego (vai que achem), moram bem e comem melhor ainda. Para refrescar a "cabeça oca" desses manifestantes, passo um pequeno, mas desastroso histórico da vida administrativa dessa senhora. Quando vivia na obscuridade, lá pelos Pampas, conseguiu falir uma lojinha de R$ 1,99; foi nomeada ministra da Casa Civil pelo iluminado caçador de talentos, Lula, talvez por "saber bater à máquina", e, concomitantemente, presidiu o Conselho de Administração da Petrobrás. Na Casa Civil, sua atuação foi inodora, mas na Petrobrás deixou a empresa em adiantado estado de decomposição. Por fim, à base de mentiras e sem nunca ter ocupado cargo eletivo, foi eleita e reeleita presidente da República. Aí praticou atos ilícitos contra a Constituição - por isso foi cassada - e deixou um rastro de dívidas nas contas públicas, até onde sabemos, da ordem de R$ 170 bilhões. Querem mais? É só aguardar a nova temporada da saga Rousseff, em finalização no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "A dor é inevitável, o sofrimento é opcional" (Carlos Drummond de Andrade). Pensem nisso, se é que ainda têm essa faculdade mental.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí 

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MANIFESTAÇÕES 

Estas manifestações diárias, em várias cidades do País, contra o governo do presidente Michel Temer são formadas por inocentes úteis, vândalos e por defensores de um governo falido, corrupto, incompetente e mentiroso. Os de ideologia bolivariana têm em mente transformar o Brasil numa Venezuela, mas a maioria do povo brasileiro que saiu às ruas pelo impeachment da ex-presidente Dilma não vai aceitar a volta dessa herança maldita deixada pelo desgoverno petista.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo 

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NÃO TEM CONVERSA

As recentes manifestações contra o agora presidente Temer podem ser associadas a protestos contra o afastamento da presidente Dilma Rousseff e também contra as indicações de mudanças na legislação previdenciária e trabalhista. E uma das razões tem que ver com o caráter impositivo dos projetos, sem um mínimo de negociação. Mas o que esperar de quem assume um cargo sem a devida competência? E, pelo visto, Temer pouco se importa com os reflexos das medidas em relação aos seus aliados no próximo processo eleitoral.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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DOA A QUEM DOER

Ou Temer para de temer os protestos, os enfrenta de frente, não cede a seus subordinados trapalhões, expõe a herança maldita, faz o que é preciso "duela a quien duela", ou seu governo será um natimorto.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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FORA TEMER?

Bora, Temer! Não cora; ora, Temer! Não gora; é hora, Temer! Tora! Tora! Tora! Mora, Temer?

Gil Cordeiro Dias Ferreira gil060946@gmail.com

Rio de Janeiro

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A HORA É DO 'FORA'

Depois do "Fora Dilma", que foi mesmo, agora pegam no pé de Temer. Por que só Temer, e não o restante dos nomeados durante o governo de Lula e de Dilma/Temer, e são milhares? A máquina pública deve ser revisada urgentemente. Devem ficar só os concursados, e o restante, mesmo que seja peça-chave na administração, deve ser demitido. Não se recupera uma indústria ou o comércio vendendo o maquinário ou as prateleiras. No processo de recuperação, os custos devem ser revistos e o quadro de pessoal, redefinido. Na máquina pública, quando se adquire um computador superpotente, é para agilizar processos e reduzir custos, mas, por incrível que possa parecer, são criadas centenas de vagas e o computador espera por informações que circulam de mesa em mesa, de carimbo em carimbo. Prova disso é a burocracia para a marcação de uma cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). São dezenas de formulários preenchidos manualmente pelos próprios médicos, que, inclusive, condenam esses procedimentos, pois não é essa a sua função, mas a máquina velha dos anos 60 ainda é o que há de mais moderno na administração municipal, estadual e federal. Isso pode ser comprovado em qualquer repartição. A única coisa que se consegue na hora, quando se trata de repartição pública e de serviços de saúde, é o adiamento do que deveria ser feito naquele instante porque faltou um carimbo ou alguém que deveria assinar está em férias ou de licença. E o supercomputador... Vagabundo, não faz nada!

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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VOTO

Nada de "Fora Temer", acabamos de nos livrar do PT, agora é esperar até 2018 e votar certo, em quem arrume o Brasil - e não é, com certeza, a esquerda. Vamos votar em quem nos devolva o que pagamos. Chega de Petrobrás, Cuba, Venezuela e Bolívia; vamos salvar o Brasil, e já fazemos muito.

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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BARAFUNDA

Impressionante: discute-se política todos os dias neste país, e ninguém chega a conclusão nenhuma.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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É ISSO, COMPANHEIRO!

Fernando Gabeira sabe das coisas. Em "O despertar dos mágicos" (9/9, A2), ele sintetiza, com clareza e conhecimento, o atual momento brasileiro, sem concessões à direita e à esquerda. E lembra da responsabilidade e da sobriedade dos eleitores brasileiros nas próximas e nas futuras eleições. Eu voto Gabeira para presidente do Brasil!

José Roberto de Jesus zerobertodejesus@gmail.com

Capão Bonito 

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DE COLLOR A DILMA

Quem vivenciou e acompanhou o impeachment de Fernando Collor lembra perfeitamente que, quando seu vice, Itamar Franco, assumiu a Presidência, o processo ocorreu dentro da estrita ordem constitucional e não houve uma gota de protesto ou contestação popular. Da mesma forma, a ascensão de Michel Temer à Presidência da República seguiu todos os trâmites constitucionais, sem o mínimo desvio da legalidade. Não há, portanto, nenhum motivo que justifique os protestos "Fora Temer", a não ser o da mera promoção da desordem, coordenada por uma esquerda ressabiada que despreza a Constituição e não leva a democracia a sério. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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SINDICALISTAS E OS PROTESTOS

O que os vermes vermelhos querem com estas manifestações dos últimos dias pelas ruas do País? A volta de Dilma Rousseff? Não, querem suas boquinhas com a volta de qualquer outro vermelho ao poder. Mesmo que a Constituição não dê abertura para nova eleição. São terroristas? Sim! E precisamos denunciar esse terrorismo, pois tudo o que está acontecendo tem por trás os sindicalistas saqueadores dos cofres públicos. Inclusive os 12 milhões de desempregados - isso, sim, o maior ato terrorista de todos os tempos que estamos vivenciando. Nenhum sindicalista me representa.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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QUEM SE RESPONSABILIZA?

Está em curso no Brasil a ideia de que os que se manifestam contra o governo Temer estão pedindo democracia, quando é justamente o contrário, já que todo o processo de impeachment da presidente Dilma correu seguindo todos os trâmites previstos pela Constituição e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Fazem crer aqueles que se manifestam contra o governo Temer que estão sendo agredidos pelas polícias. Basta ver uma transmissão pela TV e cenas de destruição de patrimônio público e privado aparecem constantemente. Não é para conter isso que os policiais estão lá? Claro fica a qualquer um que pensa um pouco que os chamados black blocs se infiltram no meio de jovens, mas que estes os toleram e até quem sabe os convidam, porque, se diferente fosse, seriam rechaçados e expulsos do meio da manifestação pelos manifestantes e pelos esquerdistas de sempre. Deixam que os mascarados façam baderna e destruição e, depois, vêm reclamar da Polícia Militar e da Polícia Civil, que lá estão para manter a ordem. E há os que se iludem com isso e fazem restrição às polícias, fazendo o jogo dos movimentos da esquerda. Lembrando que, em 2013, estes grupos mascarados e agressivos ficaram à vontade para agir, até que miraram seus artefatos para a multidão e atingiram o jornalista Santiago Andrade, provocando a sua morte. Presos os dois causadores do atentado, foram soltos depois de 13 meses, depois de uma discussão ridícula sobre a qualidade do crime que praticaram, alegando em sua defesa que não fora crime doloso, com intenção de matar, tese que foi aceita por 2 contra 1 dos juízes. Quem vai às ruas com explosivos e instrumentos como paus, pedras, porretes e afins está com intenção de atacar e atingir outras pessoas. E, se machucam ou matam alguém, deveriam ser julgados como agressores e assassinos que são. E quem os convida ou os tolera no seu meio é igualmente responsável. Portanto, os que se fazem de puros manifestantes democráticos, mas que mantêm junto os tais black blocs, são tão responsáveis quanto eles pela depredação de estações de metrô, pontos de ônibus, agências bancárias, estabelecimentos comerciais e até pelas ruas onde põem fogo. O mesmo para aqueles que os defendem.

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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SERÁ?

Petistas dizem que irão à Organização dos Estados Americanos (OEA) contra a Polícia Militar. Interessante, vão atrás de leis que eles mesmos não respeitam e jamais respeitarão. Pura e simples!

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José Marques seuqram2@hotmail.com

São Paulo

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PROTESTOS & ARRUAÇAS

Como tem gente ensandecida para arrumar um mártir, nas ditas "manifestações" está faltando um rabecão...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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INJUSTIÇA CONTRA A PM

Manchete de jornal tenta criminalizar a Polícia Militar de São Paulo (PMSP) pelo fato de a estudante Deborah Fabri ter perdido a visão de um olho durante atos de baderna e destruição em manifestação contra Temer. A polícia só interfere visando ao restabelecimento da ordem e para evitar mais prejuízos ao patrimônio público e privado. Aqueles que participam destes atos estão sujeitos a acidentes, se expõem por sua própria vontade. Ninguém os obriga!  O policial Henrique Motta não ironizou a garota em seu perfil do Facebook ao dizer que "quem planta rabanetes colhe rabanetes". É fato. Mas quando o fotógrafo da Bandeirantes morreu no Rio de Janeiro  com um tiro de rojão no olho atirado por um black bloc, apareceu até quem fizesse sua defesa! Vamos parar de tentar demonizar nossa polícia, sabemos bem o que existe por detrás disso. Tentam vinculá-la ao período da ditadura, e nada é mais injusto do que isso. Merecia até manchete na primeira página do jornal e matéria na página A8?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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BLACK BLOCS

Se os black bloc têm direito ao vandalismo, sugiro que a sociedade civil  crie um "white bloc" que vá aos endereços petistas e apedrejem  todos eles ou um bom número deles.

Severino J. da  Silva silva.pretti@gmail.com

São Paulo

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O MONOPÓLIO DA FORÇA

Em regimes verdadeiramente democráticos, o monopólio da força pertence ao Estado. Os muitos exemplos mundo afora comprovam essa assertiva. Grupelhos petistas que tentam, à força, rasgar a Constituição são golpistas. Quem quer se manifestar, e com isso expor suas ideias, faz como os milhões de brasileiros de bem: leva suas convicções à rua sem quebrar nem uma floreira. A violência demonstrada por poucas centenas de marginais demonstra cabalmente o tipo de "democracia" que o petismo apregoa. Porrada e sangue como meio de convencimento. Isso é ditadura, e sempre foi o objetivo histórico do socialismo no Brasil. Além do roubo sistemático do Estado, que enriquece seus líderes. Não seremos Cuba, nem Coreia do Norte, nem Venezuela. Quem quiser que vá para lá.

Júlio Cruz Lima Neto Julio.CruzLima@plastekgroup.com

São Paulo

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PARA ONDE ESTE MUNDO VAI

Kim Jong-Un, o desumano ditador comunista, tirano opressor, sádico nato e desmiolado completo, lançou um teste nuclear que, de tão desmedido, causou um terremoto. Em tempos em que não há conflitos globais - ainda que haja localizados -, isso é uma afronta ao mundo. Na Itália, a Suprema Corte (!) decide que masturbação em público não é crime - pasmem! Já no nosso Brasil varonil, se você rouba uma caneta, vai para a cadeia; mas se é um black bloc baderneiro, com atividades terroristas, sai livre e é recebido pelos comparsas como herói. Na "Titânica" Venezuela, acabaram os botes e assistimos ao triste espetáculo do naufrágio de uma nação, causado pela intifada socialista chavista, que destruiu um país rico em petróleo, deixando a sociedade em cinzas e promovendo sofrimento à população e até aos animais, que morrem de fome ou são consumidos - num verdadeiro conto de terror. O comercial do finado Chevrolet Corsa, lá, em 1994, tinha um senhor de idade que - chocado com toda a modernidade do automóvel - pontuava ao fim da peça publicitária: "Para onde este mundo vai?". Com outra conotação, assistindo ao caos mundial, faço minhas as palavras dele: para onde este mundo vai?!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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ANTES DA RISADA...

Sarcasmo é uma forma de ironia na qual, aparentes louvores escondem desprezo. Isso posto, eis que os fãs no Brasil se irmanam com o povo da Coreia do Norte felicitando o país pelo magnifico teste nuclear desta semana e por proibir sua população de fazer comentários sarcásticos sobre Kim Jong-Un e seu regime. Na Coreia do Norte faltam arroz, pão e aquecimento no inverno. Mas quem, na Coreia do Norte, ousaria falar algo de mal contra Kim Jong-Un? E quem, na Coreia do Norte, deixaria de falar constantemente só louvor a seu respeito? E agora, com a nova lei desta semana, quem, na Coreia do Norte, se arriscaria a pensar seja lá o que for de diferente enquanto louva o estimado camarada? E quem, na Coreia do Norte, ousaria rir mesmo que seja de alguma outra coisa? E, se alguém, fora da Coreia do Norte estiver pensando em levar Kim Jong-Un na brincadeira, seus sucessivos e bem-sucedidos testes nucleares com poder explosivo cada vez maior e seu arsenal balístico de longo alcance deveriam fazer esta pessoa pensar duas vezes antes de rir. Longa vida ao estimado Líder Kim Jong-Un! 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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PAÍS DA PIADA PRONTA

Só mesmo no macunaímico país da piada pronta, do improviso, do samba e do carnaval seria possível assistir a uma cena tão bizarra como a da condução de volta à prisão em Curitiba do pecuarista José Carlos Bumlai, escoltado nada menos do que pelo agente Newton Ishii - o "japonês da Federal", portador de vistosa tornozeleira eletrônica, por ter sido condenado a quatro anos de prisão por crime de facilitação da entrada de contrabando na fronteira Brasil-Paraguai. Com efeito, em que outro país do planeta, que não numa republiqueta de bananas, poderia haver cena tão surreal e absurda? Se não nos levamos a sério, quem o fará?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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MUDANÇA DE HÁBITOS 

José Carlos Bumlai voltando à cadeia, sob o comando do "Japonês da Federal", Newton Ishii. Ambos respondendo a processos na Justiça, mas quem usava tornozeleira eletrônica não era Bumlai, e sim Ishi. São as mudanças de hábitos. 

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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JOGO DE CENA

O ministro Teori Zavascki, do STF, disse esta semana que a defesa do ex-presidente Lula tenta por diversas vezes "embaraçar as investigações". Só agora viram isso? Vamos ver qual será a consequência disso, porque não dá para entender que um cidadão comum, como agora é o ex-presidente Lula, continue com tratamentos de quem tem foro privilegiado, e agora não tem mais. Para mim, é jogo de cena. Este STF, para mim, com uma ou duas exceções, atua como torcida organizada que torce pelo seu time. A Constituição não vale nada. Não viram o que o ministro Ricardo Lewandowski fez no julgamento do impeachment? Os ministros que receberam as ações contra o fatiamento da votação do impeachment já rejeitaram cinco dessas ações e a tendência dos ministros é pela manutenção da votação fatiada, sob a alegação de que o País está passando por uma instabilidade política. Eu acho que o STF não tem de julgar olhando a situação política do País. A Constituição não tem nenhum artigo que recomende isso. A instabilidade que vejo é de baderneiros e arruaceiros anti-impeachment, e para estes basta a polícia. Tenho esperança em mudança com a assunção da ministra Cármen Lúcia, mas, ante os acontecimentos dos últimos anos, seria recomendável estudar uma mudança no preenchimento dos cargos do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Caberia ao presidente, apenas pro forma, nomear o juiz, que deve ser o mais antigo na carreira da magistrutra. O sistema atual é um corporativismo tipo ação entre amigos.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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O STF E OS RECURSOS DO EX-PRESIDENTE

O Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão de Teori Zavascki, admitiu que o ex-presidente Lula está tentando atrapalhar as investigações contra ele. Ora, isso é crime e motivo suficiente para a decretação da prisão preventiva do meliante em questão. O Brasil espera que o STF tome as providências cabíveis e não continue agindo como um cúmplice de Lula. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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LULA E A LAVA JATO

Lula não quer ser investigado pelo juiz Sérgio Moro. Deve ser porque ele consegue enrolar todo mundo - quer dizer, quase todo mundo - menos o juiz da Lava Jato. Lula diz que não é e nem nunca foi dono do tríplex e do sítio. Mas Lula é, sim, o dono do tríplex e do sítio. A construtora OAS não faria obras num sítio de Suassuna. Nem colocaria elevador privativo e transformaria um dúplex em tríplex se o dono não fosse alguém para quem a OAS devesse "favores". Não satisfeito com o andar da carruagem acerca das investigações em andamento aqui, no Brasil, Lula recorre a organismos internacionais. Como se o foro para decidir a posse ou não de um imóvel fosse coisa para envolver organismos internacionais. Ridículo. Dizem que Lula é espertíssimo e muito inteligente. Se fosse mesmo, teria comprado um sítio e um tríplex em nome dele mesmo, às claras, sem laranjas e sem subterfúgios. Por que não? Mas Lula não pode. Lula nasceu pobre e deve morrer pobre, porque é essa a imagem que ele precisa passar - falsa, diga-se de passagem - de que 

é o eterno protetor dos pobres e oprimidos. Lula não é pobre, Lula é rico. E àqueles que ainda veem nele um messias, minha esperança é de que descubram que ele não passa de um charlatão. Espero viver para isso.

Luiz G. Tressoldi Saraiva lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo 

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'MESSIANISMO ÀS AVESSAS'

Interessante  e pedagógico o artigo do teólogo da Unifesp, Roberto Pereira Miguel ("Estado", 6/9, A2). Não era de meu conhecimento o texto de Frei Betto em que políticos nacionais são comparados a personagens bíblicos, mas parece-me que, antes de caracterizar Eduardo Cunha como Judas, Frei Betto deveria ter dado esse papel a Lula, pois se Eduardo Cunha vendeu-se a si mesmo para ficar rico, Lula vendeu o Brasil para enriquecer toda a patota, arruinando nossa estabilidade financeira e deixando atrás de si um rastro de misérias (morais, sociais e econômicas). Aliás, o próprio Lula afirmou certa vez que "se Jesus viesse para cá, teria de chamar Judas para fazer coalizão". Ora, quem fez a coalizão com a banda podre da política, senão o próprio Lula "paz e amor" da Silva? Frei Betto sabia muito bem disso, pois, decepcionado, desembarcou do governo de seu amigo logo em seu início. Querendo ser Messias, Lula não conseguiu passar de Judas...

 

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos 

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A CASSAÇÃO DE EDUARDO CUNHA

Quando se soube que o STF havia negado a petição do deputado Eduardo Cunha para adiar o julgamento de sua cassação na Câmara por unanimidade, exceto um voto, nem era preciso perguntar de quem era esse voto. Só podia ser do cabecinha esquisita que raramente raciocina com alguma coerência.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

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STF 10 X 1 EDUARDO CUNHA

Nem o Felipão explica.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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JULGAMENTO NA SEGUNDA-FEIRA

Pelo visto, a batata de Eduardo Cunha já está assada.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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FUZILAMENTO

Era a expressiva e formidável novidade que faltava  para o deputado Eduardo Cunha ir para o beleléu e, finalmente, ser enterrado pelos politicamente corretos e pelos paladinos da ética, da moral e dos bons costumes: enquete do "O Globo" entre os deputados (8/9) revela que a cassação de Cunha já dispõe de 231 votos. Número suficiente para esfolar Cunha e mandar suas vísceras para a Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e suas cinzas para os pés do Cristo Redentor. "O Globo" não se engana nunca. A isenção é a maior ferramenta do jornal. Escreveu não leu, a vingança dos derrotados por Cunha tarda, mas não falha. A honra brasileira estará salva. O acontecimento merecerá a bênção do papa Francisco. Quem mandou Eduardo Cunha ter a audácia de colocar em votação o pedido de impeachment de Dilma, fazendo com que finalmente acabasse a farsa petista que insistia em arruinar o Brasil?

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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QUANTO CUNHA NOS CUSTOU

Eduardo Cunha está nos noticiários dos jornais desde o governo Collor. Santa maldição! E sempre atuando no governo, seja como executivo de estatais ou como deputado. Estimando por baixo um valor mensal de R$ 100 mil por mês, ele custou ao País após 24 anos a módica quantia de R$ 28.800.000,00.  E, para o País, seu resultado prático foi zero. Sem falar nas mazelas a apurar.

Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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ESCOLHA

Os deputados podem escolher: salvar Eduardo Cunha ou salvar a Câmara federal e seu próprio futuro político. Resultado parece óbvio...

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ASSASSINATOS NO RIO E A PETROBRÁS

A polícia do Rio de Janeiro, ao investigar as várias mortes na Baixada Fluminense de candidatos nas próximas eleições municipais, chegou à conclusão de que a causa foi briga entre facções. Estavam roubando milhares de barris de óleo da Petrobrás num oleoduto e se desentenderam. Se já não fosse o absurdo que essas facções ainda tenham vida no Rio de Janeiro sem que tenham sido desmanteladas, como é que uma empresa estatal do nível da Petrobrás, lidando com altas tecnologias até no pré-sal, que retira petróleo de 7 km abaixo do nível do mar, não detectou que durante dez meses havia algum vazamento ou roubo no oleoduto? Fora que, estando enterrados, sem conhecimento do cidadão comum, quem teria acesso aos mapas que apenas a Petrobrás poderia ter em seu poder? A conferir...

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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