Fórum dos leitores

SOB NOVA DIREÇÃO

O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2016 | 06h00

Novos empregos

O tripé juros, inflação e estagnação prolongada tem contribuído para diminuir as operações ou fechar as portas de muitas empresas e gerar índices de desemprego cada vez maiores. Como se inverte uma tendência dessas? O que fazer para gerar empregos? Antes de mais nada, parar e pensar. A troco do que empresas iriam investir e contratar mais mão de obra, numa conjuntura como esta? É só pensar na dor de cabeça que significa ser patrão no Brasil, nos direitos trabalhistas e nos sobrecustos agregados, que a vontade de abrir vagas de trabalho diminui mais ainda. O que precisa ser feito? Dar flexibilidade às relações capital-trabalho e criar um ambiente que favoreça quem contrata. Conseguirá o governo de Michel Temer convencer a Nação e obter apoio político para que isso se realize?

JORGE A. NURKIN

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Retomada da economia já

São duas frentes de ajustes. A primeira é o ajuste das contas públicas. Em andamento, demorado e com efeito de longo prazo. A segunda é a reorganização das relações entre os agentes do mercado privado. Temos 12 milhões de desempregados e talvez mais 50 milhões de consumidores empregados, mas cautelosos. Temos boa parte dos agentes econômicos pagando uma prestação ao sistema financeiro, tirando a capacidade de investimento e consumo. Estamos pagando uma conta pelo descontrole do governo. O tempo do mercado real é diferente dos políticos. Nada mais justo do que o governo fazer uma intervenção para acelerar a recuperação. É necessária uma medida para destravar o mercado privado. A sugestão é dar condições aos bancos, talvez via depósitos compulsórios, recursos para a flexibilização das negociações, com carência de meses, juros Selic mais impostos e alongamento do prazo. É escolher entre recuperar em 60 dias ou 60 meses (cinco anos).

REINALDO SOMAGGIO

reisomaggio@terra.com.br 

São Paulo

Política burra

O Banco Central tem mantido a taxa Selic nas alturas como ferramenta de controle da inflação. Trata-se de política equivocadíssima, pois 1) a oferta é maior do que a procura; 2) a inflação está sendo causada ou por preços controlados (energia, petróleo, etc.) e/ou pelo preço de produtos afetados pelo clima (seca ou chuva); 3) a alta taxa de juros é causa de inflação, porque afeta os custos; 4) a Selic afeta a dívida do País e, portanto, a possibilidade de termos superávits; 5) só os bancos ganham. Dá pra entender política mais burra que esta?

JAIR NISIO 

jair@smartwood.com.br

Curitiba

Paradoxo

O delírio paradoxal brasileiro: almejar o crescimento econômico com a taxa de juros mais alta do mundo.

IVAN BERTAZZO

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

PREVIDÊNCIA

Reforma

Penso que todo cidadão bem informado e consciente entenderá a necessidade de reforma da Previdência, com o aumento da idade de aposentadoria. Todavia caberá também ao Congresso, para ter moral para fazer tal reforma, dar uma demonstração de grandeza e modificar seu exíguo prazo de oito anos para a aposentadoria de seus integrantes.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia 

Os mais velhos com certeza se lembram de quando o INSS (à época, INPS) possuía muito dinheiro. Era, realmente, garantia de aposentadoria. Era tanto dinheiro que o usaram para outra finalidade que não a seguridade social. Emprestaram aos Estados e municípios, que não devem ter quitado a dívida. Será, mesmo, o trabalhador o responsável pelo baixo caixa?

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

zaffalon@uol.com.br

Bauru

CORRUPÇÃO

R$ 6 milhões em espécie

A Polícia Federal, durante a Operação Km Livre, apreendeu R$ 6 milhões em dinheiro vivo que estavam no cofre da Locadora de Autos Ceará, empresa que pertence “à família” do deputado estadual Adail Carneiro (PP-CE). Segundo os advogados da empresa, o dinheiro é lícito e medidas judiciais estão sendo tomadas para sua devolução. Atualmente, é “normal” ter R$ 6 milhões em dinheiro vivo no cofre, pois nossas instituições financeiras “não são confiáveis” e pagam uma merreca de juros nas aplicações. É muito mais vantajoso e seguro manter o dinheiro no cofre. Deixando a ironia de lado, será que a Polícia Federal e a Justiça vão conseguir estancar a corrupção do nosso país? Sem corrupção não haveria necessidade de aumentar impostos e o Brasil poderia recuperar-se muito mais rapidamente e voltar a investir em saúde, educação, infraestrutura e segurança, para beneficiar todo o povo brasileiro, e não apenas alguns milhares de corruptos. A cada operação realizada pela Polícia Federal, minhas esperanças se renovam, mas logo em seguida volto a ficar descrente, com as decisões proferidas pelos ministros do STF.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

País do futuro?

Num país onde o presidente do STF, órgão máximo do Poder Judiciário, o presidente do Senado, órgão máximo do Legislativo, e a presidente da República, representante maior do Executivo, não respeitam a Constituição, como coibir a cola nas provas escolares, as falcatruas no comércio, o suborno, o tráfico, as depredações, o vandalismo, a corrupção? Atos dessa natureza só contribuem para a maior degradação dos costumes e o descrédito dos nossos dirigentes. Esse é o maior perigo para a sociedade brasileira. Basta!

JOSE PAULO CIPULLO

j.cipullo@terra.com.br

São Jose do Rio Preto

EDUARDO E DILMA

Fatiamento do voto

Referindo-se ao caso de Eduardo Cunha, o ministro do STF Marco Aurélio Mello de certa forma deu seu parecer sobre a resolução do ministro Ricardo Lewandowski a respeito do fatiamento no processo de impeachment de Dilma, afirmando: “O Supremo Tribunal Federal somente deve intervir em procedimentos legislativos para assegurar o cumprimento da Constituição”. Lewandowski permitiu o descumprimento da Constituição com aquela decisão. Espero que os demais ministros do STF pensem da mesma forma que Marco Aurélio, que, aliás, não pode ser outra, ao analisarem os recursos impetrados na Corte sobre o esdrúxulo julgamento, não permitindo que a ex-presidente perdesse seus direitos políticos.

JOSÉ OLINTO OLIVOTTO SOARES

jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

O BRASIL E A MATEMÁTICA

De acordo com dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) divulgados na quinta-feira, o desempenho dos alunos brasileiros em Matemática é o pior em uma década. A turma está boiando. É hora de parar para rever a metodologia de ensino. Deem cartões verdes e vermelhos aos alunos, e, de tanto em tanto, os professores devem pedir para a classe levantar os cartões: verde, se estão compreendendo, e vermelho, se não. Em Matemática, seguir em frente com a matéria sem que a classe domine o que está sendo ensinado torna o aprendizado de novos conceitos e habilidades cada vez mais difícil. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

ENSINO MÉDIO, NÃO MÍNIMO!

O “Estadão” de quinta-feira (8/9) dava conta de que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dos alunos brasileiros do ensino médio está em 3,7, desde 2011. A meta, no ano passado, era 4,3, a despeito do ideal ser 4,7. Mas não, permaneceu exatamente o mesmo de 2011. E, então, brada o atual ministro da Educação, Mendonça Filho: “São índices absolutamente vergonhosos para o Brasil”. Disse ainda que vai requerer urgência na apreciação do projeto de lei que prevê a mudança do currículo no ensino médio e que, se porventura não houver tempo para a apreciação desse projeto ainda no ano corrente, pedirá a edição de uma medida provisória que veicule as mudanças imprescindíveis, porque urge a reforma do ensino médio. Não se pode quedar passivo aguardando o próximo ano. Esperamos que sim. E esperamos mais ainda: que as vindouras mudanças sejam suficientes para melhorar este “ensino médio” que aí está. Ensino médio este que, por muitas vezes, manda analfabetos funcionais às universidades, que despejarão “quase-graduados” no mercado de trabalho. Vejam o ridículo índice de bacharéis em Direito que conseguem passar pelo exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ou leve-se em conta a metade dos alunos recém-formados nas escolas médicas do Estado de São Paulo (mais bem ranqueadas do País) que não são aprovados no Exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), que desde 2015 passou a ser critério para acesso à residência médica. O início dessas milhares de carreiras, que não terão início, está lá atrás, no ensino médio. Médio de medíocre, sofrível. 

Andrea Metne Arnaut  andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

PROFESSORES

O ensino médio na rede particular tem seu pior resultado já apurado. Também, em face da péssima e ridícula remuneração de seus professores, ficam só os ruins. Os bons professores, capacitados e graduados, estão migrando para outros setores.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

FORMAÇÃO DE DOCENTES

Quero cumprimentar a educadora Priscila Cruz, do movimento Todos pela Educação, pelo seu artigo “Eu gostaria de querer ser professor!”, publicado em 8 de setembro no jornal “O Estado de S. Paulo”. Compactuo com as ideias apresentadas no artigo, assim como, enquanto presidente de entidade representativa da classe do magistério, defendo um enfoque voltado exclusivamente para a melhoria da qualidade da educação. Essa postura deve necessariamente contemplar a formação do professor, assim como um tratamento de respeito e dignidade a essa categoria tão desvalorizada atualmente.

José Maria Cancelliero, supervisor de ensino aposentado e presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP) assessoriajp@cpp.org.br

São Paulo

REFORMA ESTRUTURAL

Educação com salas superlotadas. Para cada professor, 25, 30, 45 alunos... E há alguns casos ainda mais absurdos. Já faz décadas que os educadores brasileiros estão alertando para essa necessidade de reforma. É preciso diminuir o limite de alunos por sala. E é urgente! Hoje, no Brasil, há aproximadamente 200 mil escolas. E para diminuir a superlotação nessas escolas será preciso grande investimento financeiro em infraestrutura: aumentar as escolas já existentes e, ainda, construir outras escolas. Ou seja, a educação pública precisa de um investimento multibilionário: não só para a gritante necessidade de aumento do vergonhoso salário dos professores, mas também para a reestruturação física das escolas com foco no combate às salas de aula superlotadas. Enfim, sem tais reformas básicas, é inocência acreditar que, de fato, a educação brasileira vai melhorar significativamente.

Wellington Anselmo Martins am.wellington@hotmail.com

Bauru

HERANÇA

O presidente Michel Temer está sendo alertado pelas vaias sobre a necessidade de maiores cuidados com o sistema educacional brasileiro, setor abandonado desde a viagem, sem volta, de Dom Pedro II. Eia a razão pela qual parte do povo brasileiro, com dificuldades para ler, escrever e falar, uiva.

Lígia Maria Venturelli Fioravante lmfiora@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO NOS FUNDOS DE PENSÃO

Depois dos imbróglios do mensalão, do petrolão e do Consistgate, vem à tona, no âmbito da Operação Greenfield, da Polícia Federal, o escandaloso assalto aos quatro maiores fundos de pensão de empresas estatais do País, envolvendo o desvio criminoso de nada menos que R$ 8 bilhões, dentro de um déficit maior de quase R$ 49 bilhões. Sob o nefasto e corrupto ciclo de 13 infelizes anos do Partido dos Trabalhadores (PT) no poder, os trabalhadores sofreram gigantesco prejuízo, causado por gestão temerária e fraudulenta nos fundos Funcef (da Caixa Econômica Federal), Petros (da Petrobrás), Postalis (dos Correios) e Previ (do Banco do Brasil), por meio de investimentos temerários e ilícitos em aplicações superfaturadas (a fundo perdido!) – mesmo sob o alerta de avaliações negativas, que apontavam empreendimentos sujeitos a riscos ambientais e jurídicos –, urdidas em benefício de grandes “campeãs nacionais” que não vingaram, prejudicando milhões de mutuários e pensionistas dependentes dos fundos para seu sustento. Como se vê, uma vez aberta a caixa de Pandora do PT, parece não ter mais fim a sucessão de imbróglios e malfeitos cometidos. Haja estômago e prisão!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

EM PRONTIDÃO

A investigação deflagrada pela Polícia Federal na operação sobre os fundos de pensão está colocando os agentes dos bancos de investimentos em prontidão. Segundo consta, há indícios na montagem de operações financeiras com aqueles recursos, em benefício dos próprios agentes. A conferir.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

FRAUDE BILIONÁRIA

A Operação Greenfield, da Polícia Federal, atingiu os quatro maiores fundos de pensão estatais brasileiros. São eles: Petros (Petrobrás), Funcef (Caixa), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios). O rombo – no caso, sinônimo de roubo – foi de R$ 48,7 bilhões, até agora, e somente R$ 8 bilhões foram bloqueados de investigados envolvidos, incluindo ex-dirigentes de empreiteiras, ex-administradores dos fundos e empresários. A operação apura “gestão temerária e fraudulenta”. Cinco pessoas foram presas e 28 conduzidas coercitivamente, entre elas os empresários Wesley e Joesley Batista, da J&F, Eugênio Staub, da Gradiente, Gerson Almada, da Engevix, e Walter Torre, da WTorre. Agora, a pergunta que não quer calar: de onde sairão os R$ 40,7 bilhões faltantes? Já começaram a fazer o rastreamento do dinheiro ou serão lançados na conta de “fundos perdidos”, conforme tantos outros sumidos durante os pseudorastreamentos?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

O FUNDO DOS FUNDOS

Mais uma responsabilidade de Lula quando eleito da primeira vez (2003), porque propositalmente deixou sindicalistas amigos tomarem conta dos diversos fundos de pensão das estatais, agora, alguns até deficitários. Assim, deitaram e rolaram nos fundos dos Correios, da Petrobrás, da Eletrobrás, da Caixa Econômica, do BNDES e outros. No caso dos Correios, por exemplo, a diretoria teve a ousadia de cobrar o rombo dos funcionários, descontando em folha. Não seria o caso de todos os bens dos dirigentes dos fundos serem apenados com a indisponibilidade?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

LULA

Assim que o empresário e ex-presidente da OAS Léo Pinheiro resolveu fazer sua delação premiada, correu pelas redes sociais que o ex-presidente Lula estava apavorado. Agora, que Léo Pinheiro foi retirado de sua prisão domiciliar, levado para Curitiba para responder sobre investigação da Lava Jato nos “fundos de pensão”, onde PT e PMDB se chafurdaram em corrupção, acreditamos que o ex-presidente Lula deva estar escondido debaixo da cama, clamando pelo socorro da mamãezinha, Deus, diabo, seja o que tenha mais fé! Ou fugindo para o exterior, já que nos fundos de pensão constam substancialmente suas impressões digitais. A Lava Jato está chegando cada vez mais perto do mentor!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

MODO PT DE GOVERNAR

Vamos lá: 1) mensalão; 2) petrolão; 3) fundos de pensão; 4) BNDES; etc. Bilhões de reais desviados dos cofres públicos, logo, do povo, pelos petistas no poder. Governo populista que facilitou, no início, a compra de fogões, geladeiras, televisores e carros para os mais necessitados, porém hoje os bancos já tomaram deste povo tudo de volta e ele não consegue nem emprego. Qualquer pessoa minimamente informada sabe de tudo isso. Como ainda tem gente que defende este modo de governar?

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

E A FARRA CONTINUA

Primeiro o mensalão, depois o petolão, e, agora, os fundos de pensão. Estamos no mato sem cachorros.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

CORRUPÇÃO COVARDE

Desvio e roubo no crédito consignado; fraude nas aplicações; desvio e roubo em fundos de pensão; falta de vergonha na cara; prática covarde para pessoas que, uma vez prejudicadas, não terão como sobreviver, já que se encontram no fim da jornada. Não pode haver maior covardia de quem se dizia defensor de fracos e oprimidos. Mais uma hipocrisia marqueteira. Agiram com frieza, sem dó nem piedade. Merecem ser punidos com todo o rigor da lei.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

PARTIDO ‘DO POVO’?

Se o PT era o partido do povo e protetor do povo, pergunto: por que permitiu o deputado federal Eduardo Cunha negociatas com o Fundo de Garantia, que é do povo e para o povo, dilapidando o futuro de quem precisa, e para isso foi criado? Por que permitiu negociatas por  amigos dos fundos  de pensão, que são do povo, descontado da folha de pagamento em sua vida de trabalhador, para chegar ao fim, ainda repor o desfalque feito pelos “petralhas”? Ainda tem gente do povo que vai para a rua sem saber por quê, dando seu apoio?

Washington B. Estoyanoff wa.botella@me.com

São Paulo

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DILMA X AL CAPONE

O PT indicou os dirigentes da Previ e do Petros, fundos de pensão envolvidos em fraudes bilionárias. O PT indicou a diretoria e a presidência da Petrobrás que desviou tanto dinheiro ao ponto de quase levar a maior empresa do País à falência. O impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff pelas pedaladas fiscais é uma ironia do destino, ela deveria ter sido afastada pelos crimes muito mais cabeludos que cometeu. O caso Dilma lembra muito o caso do famoso gângster Al Capone, que foi preso por sonegação de impostos, e não pelos tantos assassinatos e roubos que cometeu. No fim, o que importa é que o criminoso seja preso e mantido bem longe da sociedade. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

MAL MAIOR

Dilma foi como a doença aguda que, ao ser investigada, permitiu ao Brasil descobrir e livrar-se de um mal muito maior e oculto: o Partido dos Trabalhadores. Apesar de tudo (e por mais descabido que pareça), penso que devemos a Dilma uma nota de agradecimento.

Ricardo Ferreira fredrfo@gmail.com

São Paulo

QUE BRASIL QUEREMOS?

Mensalão, petrolão, eletrolão, assalto aos fundos das estatais, campanhas políticas mentirosas pagas com dinheiro no exterior, 12 milhões de desempregados, descontrole nas contas públicas, Brasil rebaixado internacionalmente, inflação em dois dígitos, ex-presidente sugerindo armazenar vento, outro ex-presidente recebendo “favores” escusos e negando o inegável... Será que é esse Brasil que os que estão indo para a rua protestar querem de volta?

Luiz G. Tressoldi Saraiva lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

O PAÍS DAS JABUTICABAS 

O Brasil já foi conhecido por muitos nomes (Terra dos Papagaios, Terra de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz) antes de adotar oficialmente o nome retirado de um pau-de-tinta de que se extraíam corantes para tingir panos. Mais recentemente, o País tem sido cognominado de epítetos mais jocosos (Nação Tabajara, País das Jabuticabas), em face de peculiaridades econômicas, sociais, políticas (e, principalmente, jurídicas) só aqui encontradiças, tal como a nossa xenófoba jabuticaba. O rosário de situações bizarras e extravagantes aqui praticadas atingiu o seu clímax quando o grupo político que até recentemente dominava o País conseguiu a façanha de convencer o País (e muitas nações estrangeiras) de que os ilícitos penais aqui praticados com recursos públicos nada mais eram que atos revolucionários de desapropriação de capitais neoliberais surrupiados do povo mais pobre, a despeito de considerável parcela de seus líderes (e a totalidade de seus tesoureiros) já estarem  cumprindo pena de restrição de liberdade em estabelecimentos prisionais. O principal e mais reverenciado líder daquele grupo político (defenestrado constitucionalmente do poder) permanece solto, não obstante ter liderado todas as falcatruas governamentais conhecidas como mensalão e petrolão, com amplas e robustas provas já constatadas pela polícia e pela justiça federais. A aventura do País das Jabuticabas completa-se com o fato de este líder político, a despeito de ser semianalfabeto (reconhecimento expressado por ele próprio), já ter sido galardoado com cerca de 20 títulos de doutor honoris causa por universidades nacionais e estrangeiras. Que saudades históricas de quando o Brasil era conhecido por Terra dos Papagaios.

Ruy Tapioca ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

CRIME ESPECIAL

O sr. Lula da Silva, por intermédio de seus advogados, quer escolher o foro em que deva ser julgado. Não quer o de Curitiba, do juiz Sergio Moro. Mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki não aceitou seus argumentos, e Lula deve ficar lá mesmo, no Paraná. Talvez “elle” queira ser julgado pela ONU ou pelo papa Francisco.

Celso de C. Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

MUITO MOLE

O STF tem dado muito mole para Lula. É essencial que ele seja devidamente julgado, enquadrado e preso. Só assim estes “vermelhos” deverão se acalmar e parar de tumultuar o País com movimentos que, além de prejudicar a população – direito de ir e vir – realizando vandalismos com prejuízos materiais incalculáveis. Infelizmente, o contrário também pode acontecer e decididamente o Brasil entraria nesta “guerra” que tanto eles querem. Alguma decisão precisa ser tomada. Que Deus nos ajude!

Laert Pinto Barbosa  laert_barbosa@globo.com

São Paulo

ENGANAÇÃO

Recado ao sr. Luiz Inácio da Silva: Abraham Lincoln disse “você pode enganar poucos o tempo todo, você pode enganar muitos  por  pouco tempo, mas jamais conseguira enganar todos  o tempo todo”.

Godofredo Soares godofredocaetanosoares@gmail.com

São Paulo

A QUEDA

O “consumatum est” do impeachment de Dilma Rousseff deixou a situação do ex-presidente Lula ainda mais vulnerável e tendo praticamente o seu destino selado nas batidas do martelo do juiz Sérgio Moro. Inquéritos, processos e consequente prisão, agora sem a proteção da sua criatura, que, com o poder da sua caneta, já havia tentado livrar o seu criador das mãos do juiz Sérgio Moro. Lula já andava com o ânimo em frangalhos e o medo da cadeia passou a ser o maior de seus medos, tornando Fred Kruger um arcanjo. A partir do dia 31 de agosto, Lula passou a encarar o mundo real. Poder contar com Dilma, enquanto presidente, dava a Lula um escudo de super-herói, mas se transformou num Sancho Pança. Quando Lula iniciou seu mandato em 2002, acreditávamos que a ética estava subindo a rampa do Planalto. Ledo engano. No decorrer dos 13 anos seguintes quase que diariamente os noticiários encheram a mídia de três crimes contumazes: corrupção, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, que culminaram com a destruição da Petrobrás. Em Lula não há nem sombra do homem que presidiu o País. Acompanhando o depoimento da companheira, caiu-lhe a ficha, percebe que naquele momento ambos deram com burros n’água. Assim como Babilônia, Pérsia e Roma, o Império Petista também teve a sua queda.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

O QUE ESTÁ EM JOGO

Os detalhes de alguns posicionamentos da classe política exigem transparência. Como aceitar, por exemplo, a negociata que foi feita em paralelo à cassação da presidente Dilma, que não visou ao favorecimento dela numa possível candidatura futura? Está em jogo é o interesse de vários parlamentares que estão sendo acusados de comportamentos irregulares e não apenas na Operação Lava Jato. Por certo não é este o país que queremos no campo político.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

OPERAÇÃO LAVA JATO

O Brasil agradece: na última semana a Operação Lava Jato foi prorrogada por mais um ano, tempo suficiente para fisgar Lula, Renan Calheiros, Dilma Rousseff, Eduardo Cunha, José Eduardo Cardozo, Romero Jucá, Aécio Neves e muitos outros figurões da política. Se for necessário, que se construa novo presídio para recepcionar a escória política brasileira.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

QUAL FOI O CRITÉRIO?

A prorrogação por mais um ano da força-tarefa da Lava Jato é um fato que me surpreende. Creio que este trabalho deveria funcionar até o esgotamento total das investigações e do julgamento de todos os envolvidos nos crimes da Petrobrás. Qual foi o critério para marcar uma data no sentido de alcançar o término da Lava Jato? Como assim? Parar uma atividade que a maioria do povo brasileiro apoia e se mostra esperançoso para acabar com a corrupção no País é, no mínimo, mais uma ação dos políticos que atuam no mesmo estilo daqueles que acabaram com a Operação Mãos Limpas (Mani Pulite), na Itália. Esta ação do Ministério Público não deveria ter data para terminar, mas, sim, ser criada uma força permanente que tivesse os procuradores renovados ao longo do tempo.

 

Mário N. Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

CIRCUNSCRITOS

O Brasil dos políticos segue a marchinha suicida de circundar os problemas sem resolvê-los. Nesse estado quase institucionalizado de letargia, rodar em círculos significa manter privilégios, perpetuar-se no poder e desfrutar de um presente confortável, ainda que a versão oficial seja a de entregar um país melhor no futuro. Pois é, há 40 anos ouvimos a mesma conversa fiada... 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

A CONSTITUIÇÃO, O SENADO E O STF

A decisão final do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff  com o fatiamento deixou a clareza de uma armação sabidamente injurídica, conchavada entre o ministro do Supremo  Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, o presidente do Senado Renan Calheiros, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o ex-ministro da Justiça do Brasil José Eduardo Cardozo e com o aval dos ex-presidentes Lula e Dilma para livrar os políticos (muitos) envolvidos na Operação Lava Jato. Fez-nos lembrar que Lewandowski, quando revisor do processo do mensalão, tentou um desmembramento tão polemico, que o presidente do STF na época, ministro Joaquim Barbosa, disse que ele tinha agido com “deslealdade” e que ele “votasse de maneira sóbria”. Esse impeachment de Dilma nos fez sentir a  falta de Paulo Brossard na presidência do STF e  Ramez Tebet na presidência do Senado. Com eles, a Constituição teria sido respeitada.

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

AINDA A GRANDE LAMBANÇA

Há um brocardo jurídico que reza “a lei não socorre aos que dormem”. Ocorre que o episódio do desdobramento da votação do impeachment no Senado pegou principalmente os líderes dos partidos pró impeachment na maior letargia, pois, se tivessem exigido que a proposta de fatiamento fosse submetida a votação do plenário da Casa, o resultado, segundo nosso entendimento, seria obtido por maioria simples. Assim, a proposta seria morta na origem, evitando-se o mico que daí decorreu e suas imprevisíveis consequências, além da vergonha que o fato impôs a todos os brasileiros decentes.

Carlos Inácio da Silva cinacio2010@gmail.com

Bauru 

REVOLUÇÃO NO DIREITO

No colegiado presidido por Ricardo Lewandowski, na redação do artigo 52 da Constituição federal, um “com” virou “e/ou”. O então investido de presidente do Senado, e não de juiz constitucional (só este deve cumprir a Constituição?), declarou ser essa interpretação “plausível”. José Nêumanne (“Estadão”, 7/9, A2) desnudou o engodo. Mas ouso propor outra interpretação, tão plausível quando a do chefe do STF: segundo a Constituição, a condenação (do presidente) “somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal”. Ora, onde a gramática é clara não cabe interpretação. Se é “somente” por ⅔,  o voto de  61 senadores em um universo de 81, ou seja, mais  ¾,  difere daquele único e exclusivo  (somente!) preconizado pela Carta Magna. Lewandowski errou e contribuiu com o golpe! Os operadores do Direito aguardam, ansiosamente, o manual de hermenêutica do ministro, que, dando-me crédito, revolucionará a ciência jurídica universal.

Paulo Magalhães p.magalhaes@femadv.com.br

Paris, França

O SUPREMO E O IMPEACHMENT

O “Estadão” publicou esta semana que a tendência do STF é de deixar tudo como está: “O Senado votou, está votado”. No caso da bondade, não é bem assim. O Senado não votou o fatiamento, uma decisão pessoal do ministro Lewandowski. O que o STF precisa anular é essa decisão  sobre procedimento que permitiu  a mudança da Constituição. 

Wagner Tavares wag2@terra.com.br

São Paulo

JULGAMENTO SUSPEITO

Eu alertei, numa carta publicada por este fórum, com o mesmo título, em 11 de julho de 2016, que o juiz Ricardo Lewandowski deveria ser impedido de julgar, no Senado, o impeachment da ex-presidente Dilma, por ser amigo íntimo do ex-presidente Lula. Deu no que deu. Eu pergunto: E agora? O que farão a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e mesmo os seus colegas do STF que o criticam abertamente na mídia?

John Edgar Bradfield lbradfi@amcham.com.br

Itanhaém

O SFT E A DECISÃO DO SENADO

Entrevistado na “Folha de S.Paulo” (7/9), o agora ex-advogado Geral da União Fabio Medina Osório defendeu o fatiamento do impeachment porque o Senado é soberano em sua decisão, mesmo que contrarie a Constituição, e o STF confirmará o resultado. Se ocorrer tal absurdo, melhor fechar este órgão de custo de bilhões de reais ao contribuinte e suas funções passam a ser responsabilidade do Senado. Quanto à Constituição atual, ela perderá sua validade e melhor proveito será recolher todos os seus volumes para serem reciclados em papel higiênico e enviados para uso no Cambalacho Nacional. 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

OS VICES E OS SUPLENTES

O impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff foi considerado um golpe por ela e os petistas, em consequência, dentro desse enfoque, o presidente Michel Temer teria sido indevidamente empossado, porque não foi eleito pelo voto direto. Ora, os eleitores elegeram a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, portanto ele teve exatamente os mesmos votos da primeira nominada, nem cabendo, nessas alturas, qualquer consideração se ele é merecedor ou não de ocupar o cargo. Eis um aspecto da nossa política que muitos eleitores ainda não se aperceberam. Quando votamos numa chapa, não nos preocupamos com o vice que poderá, a qualquer momento, assumir o governo como titular, por inúmeros eventos possíveis. Aconteceu com Tancredo Neves, que faleceu antes de tomar posse, assumindo em seu lugar o seu vice, José Sarney. O mesmo ocorre com os governadores e seus vices, e o mesmo com os prefeitos. Igualmente, poderá acontecer com o senador eleito. O candidato ao Senado concorre ao cargo, com dois suplementes, que além de não chamarem a atenção dos eleitores não são sequer citados nas campanhas dos candidatos. Com um mandato de oito anos, um senador, muitas vezes, é de imediato nomeado para algum cargo do Executivo e quem assume, então, é seu primeiro suplente, geralmente o responsável pelo financiamento de sua campanha. E, nesse particular, um outro absurdo ocorre entre nós. O eleitor, ao votar em um candidato ao Senado, raramente se preocupa em saber quem são os seus dois suplentes. E tais arranjos ocorrem normalmente, entre políticos de diferentes partidos, pois são escolhidos em decorrência da soma dos minutos que a chapa disporá no horário político e/ou aporte no financiamento das campanhas, sem nenhuma identificação ideológica ou de princípios. No que tange aos deputados e vereadores, a mixórdia é maior ainda, decorrente de coligações que aglutinam diversos partidos, sem nenhum interesse comum, a não ser o de eleger os seus candidatos. Nesse pormenor, o exemplo foi a eleição de Tiririca, que com a sobra de seus votos reconduziu à Câmara de Deputados mais três deputados da sua coligação, que jamais teriam sido eleitos. Não há nenhuma dúvida que quem votou em Tiririca, ou votou no palhaço como protesto, ou no ator pelo seu desempenho em programa de TV. Este ano iremos às urnas novamente e cada um de nós deveria analisar bem os candidatos em quem pretende votar e verificar não só quem é o seu vice, no caso do prefeito e quais são os partidos da coligação do escolhido, no caso dos vereadores, para verificar se realmente eles merecem o seu voto. Na atual legislatura, s vereadores de São Paulo aprovaram cerca de 736 leis de suas autorias, 85,78% do total, sendo que destas, 269, ou 31,35%, para criar datas e eventos comemorativos e 139, ou 16,20% do total para denominar pracinhas, o que é muito pouco em termos de custo benefício.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

NONSENSE 

O governo do Partido dos Trabalhadores (PT), durante os mais de 13 anos de poder, se autoqualificou como “do povo” e, segundo seus cardeais, propiciou o aparecimento da nova classe média, além de permitir aos pobres o acesso a viagens de avião e abrir o caminho da faculdade aos filhos dos trabalhadores. Num rompante populista, no entanto, apresentou o País, lá nos idos de 2007, para sediar as duas maiores competições esportivas internacionais do planeta, a Copa do Mundo e a Olimpíada, num inédito intervalo de dois anos. Ocorre que, em face da sua incapacidade de administrar a economia daquele momento até a cassação de Dilma, esse mesmo povo foi delas excluído pelo preço dos ingressos das competições que então acabaram virando eventos destinados, no mínimo, à classe média, a mesma que um dos seus ideólogos mais histéricos, a senhora Marilena Chauí, declarou detestar. Nonsense!

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

PARALIMPÍADA RIO-2016

Haja grana para que façamos bonito na Paralimpíada que teve sua abertura na quarta-feira (6/9), no Maracanã, Rio de Janeiro. Tudo simples, mas foi muito bonito. Planejamento de longo prazo, iniciado em 2009, e um aumento substancial nos investimentos, de R$ 168 milhões para R$ 375 milhões, para que a delegação de 287 atletas iniciasse a disputa pelo pódio na quinta-feira, alimentado o sonho de terminar a Paralimpíada em quinto lugar, entre os 176 países participantes, o que não será nada fácil. E, o que é melhor, com a confiança dos brasileiros de que temos tudo para chegar lá. Para esse pessoal nada é fácil, afinal, de 1972, em Heidelberg, em 2012, em Londres, houve o apreciável salto do 32.º para o 7.º lugar no ranking paralímpico. O Brasil colecionou resultados significativos, atingindo a liderança do Parapan de Toronto (mais ouro que os Estados Unidos e Canadá) e boas marcas no Parapan de Guadalajara, México. O histórico de superação dos paratletas não é diferente daquele de seus colegas que acabaram de disputar os jogos do Rio. Ambas as delegações enfrentam os mesmos problemas de falta de apoio, de patrocínio, de verba e de infraestrutura para treinamento, a coisa tem ficado mesmo na conversa, entre outros obstáculos. Com um adicional: “A gente é coitado ou super-herói”. Alinhado a essa causa desde 1999, com um programa específico de estágio e aprendizagem, o Centro de Integração Esmpresa-Escola (CIEE) é testemunha da teia de preconceito e incompreensão que esse segmento enfrenta para conquistar o pleno exercício dos direitos da cidadania. Mas o CIEE também é testemunha dos bons dividendos que a inclusão de deficientes traz para o ambiente organizacional, a começar por surpreendentes produtividade e capacidade e adaptação. Nossa expectativa é de que os Jogos Paralímpicos do Rio deixem como legado, além da merecida coleção de medalhas, uma nova visão – mais justa e mais humana – sobre a inclusão das pessoas com deficiência. Nós acreditamos no sucesso de nossos atletas!                       

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

EXEMPLO DE SUPERAÇÃO

O exemplo de superação que os atletas paraolímpicos estão nos dando é emblemático. Urge que saibamos utilizar tal qualidade no sentido de dar soluções factíveis a nossos angustiantes problemas.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

MICOS DO EVENTO

Em todos os grandes eventos esportivos, na hora do pódio, após a distribuição das medalhas, o locutor oficial anuncia a execução do Hino Nacional da pátria do vencedor e solicita o respeito do público. A geração internacional da TV, então, alterna o içamento das bandeiras e a emoção do vencedor. No Rio, na natação, isso não pode acontecer, pois um grupo de torcedores se coloca na arquibancada atrás das bandeiras e fica fazendo micagem para aparecer na TV. Fica a dúvida: são deficientes mentais ou é apenas mais um gesto que confirma a falta de educação de torcedores brasileiros?

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

ÁGUA – PROBLEMA DO BRASIL?

Sou chileno e resido há 40 anos no Brasil. Confesso que estou absolutamente cansado de ver nas TVs e ler nos jornais e nas revistas as graves consequências das secas no Nordeste brasileiro. O povo sofrendo, animais morrendo, a agricultura perdida. Secas estas que têm uma solução absolutamente fácil, rápida e de custo normal (mais barato que a transposição de rios como o São Francisco). Na Europa existe um gasoduto que tem mais de 8 mil km, desde a Sibéria até Paris, que vai repartindo gás aos países compradores. Será que aqui, no Brasil, que tem o maior rio de água doce do mundo, não escutaram nunca falar de “aqueduto”? Desde o Amazonas até os piores lugares da seca, a distância não ultrapassa 2 mil km  a 2.400 km. Bastariam tubulações de não mais de 1,20 m de diâmetro (talvez até menos), de onde sairiam tubulações de diâmetros menores para abastecer açudes, reservatórios, etc.

Eduardo Sáez Maldonado saezoesp@bol.com.br

São Paulo

11 DE SETEMBRO

São três 11 de Setembro marcantes: o de 2001, numa tragédia praticada por terroristas que derrubaram as Torres Gêmeas em Nova York. Em 1973, o governo do comunista Salvador Allende foi bombardeado por Augusto Pinochet, que salvou o Chile do comunismo. E, em 1836, o general Souza Neto, cansado de ver o gaúcho sacrificado pelo governo imperial, proclamou a independência da República Rio-Grandense.

Edgar Granata egargrata@gmail.com

Porto Alegre

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