Fórum dos Leitores

INSEGURANÇA JURÍDICA

O Estado de S.Paulo

12 Setembro 2016 | 05h00

Favas contadas

A ministra Rosa Weber, do STF, negou quatro liminares impetradas por partidos políticos para impedir Dilma Rousseff de exercer funções públicas. Antes já havia negado a continuidade de mandado de segurança proposto por cidadãos e associações. Pelo jeitão da coisa, vamos ter de engolir aquela decisão esdrúxula, cometida à luz do dia sob o comando, vejam só!, do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, com participação decisiva do presidente do Senado, Renan Calheiros, que teve a pachorra de em alto e bom som, com a Constituição nas mãos, induzir seus pares a cometerem a maior excrescência jurídica da História, rasgando a nossa Carta Magna diante do ar atônito de milhões de brasileiros. 

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

São Paulo

Eduardo e Dilma

Cunha pede fatiamento de votação (10/9, A1). Ao não reverter o golpe do fatiamento da sentença do impeachment em nome da “estabilidade política”, o STF promove exatamente o contrário, pois chancela a insegurança jurídica causada pelo flagrante e cruel desrespeito à Constituição liderado pelo presidente do Supremo, que deveria defendê-la. Ou seja, desmoraliza-se, rebaixa a reputação do País, enfraquece a Lei da Ficha Limpa e deixa uma porta aberta para outros políticos. Lembra o PT justificando a corrupção para obter governabilidade: no final das contas, obteve o contrário.

CARLOS E. LESSA BRANDÃO

celb@iname.com

São Paulo

As leis e a lógica

Continua a discussão bizantina sobre o fatiamento, agora com a defesa da esdrúxula ocorrência pela Advocacia do Senado. Ora, o sistema legal de um país que não se sustente pela lógica está em si condenado. Entendo que o que estava em votação era o julgamento pelos senadores, enquanto juízes, se “a presidente cometeu crime de responsabilidade”, o que foi confirmado por 61 votos. Mas aí veio o crime do Senado e do presidente do julgamento ao descrever a condenação consequente por extenso permitindo o destaque, quando o lógico seria descrever a sentença como “devendo ser condenada conforme determina o parágrafo único do artigo 52 da Constituição da República”... Dessa maneira lógica, constitucional e correta, não poderia haver nenhuma discussão sobre fatiamento. Os cidadãos deste país exigem ser tratados com mais respeito à sua inteligência.

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Acima da lei

Causa perplexidade que o próprio corregedor-geral da Justiça descumpra resolução do CNJ que veda expressamente a cumulação de cargos. Quando os responsáveis pelo cumprimento das normas não as cumprem, estamos realmente muito mal das pernas. Não surpreende que o Judiciário brasileiro seja o mais caro do mundo, consumindo absurdos 1,8% do nosso PIB, muitas vezes mais do que os países desenvolvidos gastam com seu sistema de Justiça.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Contraponto

Com a ministra Cármen Lúcia na presidência do STF, a partir de hoje, o Brasil verá resgatadas a dignidade e idoneidade moral da mulher brasileira. Parabéns, ministra, e dê-lhes duro a todos!

JOSÉ LUIZ TEDESCO

tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio

SOB NOVA DIREÇÃO

Lembrando Chacrinha

Vem com grande tardança a notícia de que o presidente Michel Temer está “rediscutindo” sua política de comunicação. A revisão se dá após polêmicas de ministros e repercussão negativa do anúncio das reformas que Temer pretende fazer. Bom, se está “rediscutindo”, presume-se que o tema já tenha sido “discutido” alguma vez. Será? Não é segredo que o PT - que prometeu fazer oposição severa ao novo governo - sempre contou com agentes distribuídos em centrais sindicais, no movimento estudantil, nos “movimentos sociais” e na chamada mídia chapa-branca (blogs e publicações diversas) para jogarem confete sobre sua cabeça. Para isso tem também apoio no chamado meio artístico, favorecido com as facilidades da Lei Rouanet. E deve haver outros que eu possa ter esquecido. Temos, então, que é com um “exército” desses - nada desprezível, convenhamos - que Temer está, agora, se defrontando. Ora, sabendo o presidente de antemão que haveria de ter pela proa um enrosco dessa magnitude, era de esperar que já no primeiro dia de seu interinato tratasse de produzir uma política agressiva de comunicação, contrapondo-se à belicosa corrente que se posicionava no front oposto. De pronto deveria ter feito, de forma clara e simples, um balanço sobre o estado do País que estava herdando, divulgando-o de forma massiva pelos meios de comunicação. Mas não foi o que fez e, assim, terminou sendo disseminada pelas hostes esquerdistas - hábeis em todo tipo de manipulação -, sem a devida resposta, a versão de que Temer, vice de Dilma e primeiro na linha sucessoia, seria um “golpista” e que ali estava para destruir as “conquistas sociais” do governo do PT. Outras mentiras foram sendo propaladas ao longo do tempo, todas com o fim de minar o moral do novo governo. Não bastasse, ministros trapalhões da nova administração - como esse Ronaldo Nogueira, do Trabalho - fazem a linha do “fogo amigo”, divulgando propostas mal explicadas que causam calafrios a muitos e só dão grande alegria aos atuais oposicionistas. Já passou da hora de o presidente Michel Temer passar a se preocupar verdadeiramente com a política de comunicação do seu governo. Lembrando o popular mestre Chacrinha, “quem não se comunica se trumbica”.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Nu com logística

A quem interessou o ensaio fotográfico em pleno Palácio do Planalto no momento em que Temer tomava o avião para a China? É preciso perguntar à ex-funcionária que o autorizou quem a convenceu a dar permissão ou se foi de livre e espontânea vontade que ela tentou pôr o governo recém-empossado no que poderia ser uma saia-justa. A crítica a esse evento poderia soar como coisa de mente burguesa, como diria a militância petista, quando se sabe que o Ministério do Trabalho do PT fornecia cartilha para profissionais do sexo que, no capítulo Batalhar Programa, contém dicas de como “seduzir com o olhar”, “oferecer especialidades”, “elogiar o cliente”, “fazer strip-tease”, “ajudar o cliente com carência afetiva”, “representar papéis”... Portanto, o que um nu artístico exposto à sorrelfa do governante tem de mais para merecer a primeira página de um jornal? 

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.fassa@uol.com.br

São Paulo

A cassação de Eduardo Cunha

O deputado Eduardo Cunha vai ser cassado, mas o “coitadinho” vai ter todos os seus direitos políticos preservados, e sem dever algum para com a Nação ou com quem quer que seja, exatamente como aconteceu com Dilma Rousseff. Assim é a Constituição do Senado e do Supremo Tribunal Federal (STF), e este é o governo do País.

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

A nova presidente do STF

A posse da ministra Cármen Lúcia como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) é motivo de regozijo e imensa esperança para nós, brasileiros. A ministra tem dado mostras de grande competência técnica e incomparável bom senso – qualidades fundamentais necessárias à posição que ocupará. Tais qualidades deixaram muito a desejar a seus dois predecessores – duas grandes decepções. Joaquim Barbosa, paladino da justiça do mensalão, saiu da história com a mesma facilidade com que entrou: abandonou o barco sem explicações convincentes e chamando o processo de impeachment de Dilma Rousseff de farsa e “espetáculo patético”, afrontando descaradamente a Constituição, que ele sempre afirmou respeitar. Quanto a Ricardo Lewandowski, todos sabem, marcou de forma negativa sua saída da presidência do STF ao conseguir fatiar o “infatiável” no julgamento de Dilma no Senado. Seja bem-vinda, ministra Cármen Lúcia, e boa sorte!

LUCIANO HARARY 

lharary@hotmail.com

São Paulo

PRENÚNCIO

Cumprimento a dra. Cármen Lúcia, que não aceitará a tradicional festa de recepção, no dia de sua posse. É um prenúncio de que está ciente da responsabilidade que o cargo exige e dos problemas que irá enfrentar. Boa sorte.

Alvarez Arantes

alvarez.atib@hotmail.com

São Paulo

SEM FESTA

A ministra Cármen Lúcia vai assumir a presidência do STF num momento difícil e esperamos que consiga superar as adversidades e que realmente o Judiciário volte a ser "um só", conforme declarou. Porque hoje... pelo amor de Deus! Lembremos de seu antecessor, com uma interpretação ao artigo 52 da Constituição para desmembrar a votação do impeachment da ex-presidente Dilma que nem um estagiário de Direito daria. E belo exemplo está dando Cármen Lúcia em não querer festa na posse. Disse-o muito bem: "O País não está em clima de festa e, por ser servidora pública, não poderia destoar do resto do País". Que sirva de lição aos perdulários do governo.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

UMA LUZ

A ministra Cármen Lúcia, nova presidente do STF, aparece neste cenário sombrio do País como uma luz que iluminará os desvios legislativos que têm ocorrido no Brasil. A saída de Lewandowski, com suas gambiarras jurídicas, fatiamentos no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e demais atuações surreais, será um alívio para os cidadãos que têm fome de justiça. Para completar o cenário, será necessário acabarmos com o foro privilegiado dos políticos e que o Ministério Público mantenha a força-tarefa da Operação Lava Jato "per omnia saecula saeculorum". A ministra disse que o Supremo tem de ser "um só" e demonstrou que sua presença na presidência da Corte será profícua e nos trará segurança jurídica. 

Mário N. Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

NOVO RUMO

Precinto que a nova presidente do Supremo Tribunal Federal, excelentíssima senhora ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, iniciará um novo rumo de trabalhos na nossa Suprema Corte da Justiça brasileira. Ela, a nova presidente do STF, Cármen Lúcia, já deu esse sinal logo no começo não aceitando festas de sua posse e declarando com um sinal de advertência ao País: "O meu negócio não é festa, e sim trabalhar". E declara aos seus pares a importância de todos num só rumo para o bem da justiça do País: "Juntos seremos muito mais". Será que agora, nesta nova administração, a nossa Suprema Corte terá a confiança da maioria do povo brasileiro que sofre com muita desconfiança de ser esta casa um braço do Partido dos Trabalhadores (PT), e não levar à frente os processos acumulados contra os políticos?

Benone Augusto de Paiva

benonepaiva@gmail.com

São Paulo

BRINCADEIRA OU INSULTO?

Já não temos mais adjetivos para classificar as ocorrências neste nosso Brasil. Lula, na iminência de ser preso, é convidado para a posse da ministra Cármen Lúcia como presidente do STF. É uma brincadeira ou um insulto?

Célia Canhedo

cecanhedo@gmail.com

São Paulo

MAIS DO MESMO

Não dá para ficar contente. Ricardo Lewandowski vai sair da presidência do Supremo, mas vai para a segunda turma do STF, que cuida da Operação Lava Jato. Deve continuar "fatiando"...

Luíz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

MOVIMENTO PATRIÓTICO DO JUDICIÁRIO

Nós, ministros juízes do Supremo Tribunal Federal, abrimos mão do aumento salarial, já aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), conforme PLC 27/2016, para colaborar com o governo de salvação nacional. Viva o Brasil!

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

O REAJUSTE DO JUDICIÁRIO

Ao propor que o salário dos ministros do STF não mais sirvam como teto para os demais salários do funcionalismo, o presidente do Senado, Renan Calheiros, está descaradamente comprando a sua proteção no STF. Agora, mais do que nunca, ficou claro o porquê de seus processos não andarem no STF. É muito mais barato comprar a Corte do que pagar banca de advocacia, principalmente via aumento de vencimentos, porque quem paga, neste caso, é o povo, e não sua "excrescência". 

Cláudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

IRRESPONSÁVEIS

Irresponsabilidade total dos políticos aumentarem o salário dos ministros do STF. Pode haver uma revolução caso isso seja aprovado no Congresso, enquanto milhares de pessoas estão desempregadas País afora, sem conseguir colocar mantimentos na mesa para sua família.

Valdir Sayeg

valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

REAJUSTES NAS ESTATAIS

 Por ocasião de datas-base de reajustes salariais nas empresas estatais, o governo federal sempre foi gentil, numa situação muito diferente do que ocorre na iniciativa privada e mesmo em várias áreas de servidores públicos. Nas estatais os empregados não se contentam sequer com a inflação dos últimos 12 meses e pedem algo mais. Os governos costumam ceder, o que aumenta mais ainda as discrepâncias em relação aos demais assalariados e igualmente aumenta geometricamente as mordomias que existem em tais empresas. Quanto mais os governos são gentis com os citados empregados, menos arrecada na condição de acionista majoritário.

 Heitor Vianna P. Filho

bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Conforme pesquisas, 85% dos brasileiros não têm noção do que seja "Previdência privada". Por que, então, o presidente Michel Temer e congressistas, pela proximidade das eleições municipais 2016, ficam discutindo o sexo dos anjos e não aprovam já essa reforma, que poderá tirar o País da bancarrota em que se encontra? Será que "meia dúzia de sindicalistas e professores ideologizados" são páreo para mudanças fundamentais que Lula e Dilma não tiveram peito para enfrentar? Resultado? Quebraram o País. Agora é questão de levar à frente e consertar, já que a população desconhece esse benefício, porque sem a reforma, aí é que jamais a conhecerão.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

APOIO

Apoiemos a reforma da Previdência para que as futuras gerações não colham o fruto amargo da nossa irresponsabilidade. Fernando Henrique tentou, mas o Congresso barrou. E o PT não tentou porque pensa que o dinheiro da Nação se multiplica por geração espontânea.  

Euclides Rossignoli

euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

REFORMA GERAL OU NADA

A imprensa, de modo geral, não está ajudando o povo nas questões relativas à reforma da aposentadoria. Ela tem atuado, quase sempre, na venda da necessidade da reforma para o trabalhador das empresas privadas. Qual a razão para a imprensa não chamar a atenção para o fato de que, se é necessário uma reforma, deveríamos unificar tudo? Unificar tudo significa que todos os brasileiros teriam uma única regra para aposentadoria. Militares, políticos, funcionários públicos, funcionários de empresas privadas, pessoal do Judiciário, brancos, negros, pobres, etc., etc., etc. Deveríamos ter todos as mesmas regras. O que justifica que políticos se aposentem com dois mandatos de quatro anos, que existam aposentadorias vitalícias, que algumas aposentadorias cheguem a valores de R$ 50 mil enquanto o trabalhador normal tem de trabalhar 35 anos, precisa ter 65 anos de idade e só pode receber um valor máximo de R$ 8 mil, muito embora a média seja ainda muito mais baixa do que isso? Por que a imprensa não levanta custos das despesas com aposentadorias de políticos, militares e outras classes privilegiadas, para fazer um contraponto?

Reinaldo Ramires

dsrn.ramires@gmail.com

São Paulo

EM COMPASSO DE ESPERA

Enquanto já há 12 milhões de desempregados na iniciativa privada, não há notícias de desemprego no setor público, onde quase todos foram admitidos sem prestar concursos, mas por Q.I. (quem indica). Presidente, ministros, secretários, governadores, prefeitos e Legislativos devem ser informados de que computadores são mais eficientes, não aceitam "pixulecos", não precisam receber extras por trabalhar 24 horas por dia, não têm férias, 13.º salário, aposentadoria, etc., etc.

Mário A. Dente

eticototal@gmail.com

São Paulo

TERCEIRIZAÇÃO

Com tanto desemprego, é possível que o governo de Michel Temer esteja se deixando seduzir pelo canto oportunista de grandes empresários e seus asseclas na imprensa e nas universidades e queira acelerar o projeto de terceirização da mão de obra. Os trabalhadores serão terrivelmente prejudicados por vários motivos. Não se faz por imposição uma alteração tão substancial nas relações de trabalho sem a devida discussão entre as partes. Implementar a terceirização irrestrita para todas as funções da empresa tirará a responsabilidade precípua do empresário sobre os trabalhadores, seu principal comprometimento. A necessária estabilidade mínima que regula a vida pessoal das pessoas não mais existirá. As demissões tenderão a ser muito mais frequentes. A Justiça do Trabalho tenderá à extinção.

Ademir Valezi

valezi@uol.com.br

São Paulo 

RECOMEÇO

Em 31 de agosto deste ano, fim do governo petista, porque Dilma Rousseff foi cassada, começou o governo que deixou de ser interino do sr. Michel Temer, e vamos ver o que acontece daqui para a frente. O governo petista desde Lula foi o mais corrupto da nossa história. Podemos recomeçar, se o sr. Temer tiver bom senso e os políticos forem mais honestos. Tudo dependerá das escolhas que o presidente fará depois que limpar a casa. Não manter antigos aliados ocupando cargos relevantes é a primeira e mais importante providência, pois somente assim poderá tomar atitudes necessárias e para o bem da população e prosperidade do País, sem o risco de ser sabotado. Essa posição de "tamos juntos" com todos os que estejam no poder é muito perigosa. As providências não deverão apenas visar a aposentados e servidores (reforma da Previdência), pois eles não são os responsáveis pela destruição da Petrobrás nem tampouco pela falência dos Estados e municípios. Não queira, sr. presidente, punir os inocentes e deixar os culpados livres, leves e soltos.

Odiléa Mignon

cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

O CONGRESSO E AS REFORMAS

As manifestações de alguns líderes partidários em relação à data do envio de um projeto de reforma da Previdência ao Congresso mostra bem o nível de quem tem de decidir os destinos dos brasileiros. Segundo essas lideranças, o governo do agora presidente Temer precisa levar em consideração que a tramitação de uma questão tão importante pode ter reflexos nas eleições municipais. Como tudo leva a crer que o projeto deverá ser encaminhado antes das eleições e, conforme o caso, sentindo-se prejudicados, os aliados do governo poderão dar uma resposta, dificultando os interesses do governo na tramitação de outras questões. A que ponto chegamos!

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

ESPADA DE DÂMOCLES

As reformas que o governo Temer está prometendo soam como uma ameaça ao Congresso Nacional, que não quer colocar a cabeça a prêmio antes das eleições de outubro, mas, ao mesmo tempo, por as mudanças que podem desagradar, prejudicando a classe operária, terem o efeito da espada de Dâmocles sobre suas cabeças. Até agora, o governo está ilhado no Congresso e pressionado nas ruas pelas "viúvas", em grande parte subvencionada para esses atos de protesto. Ao que parece, não é do feitio do atual governo poder agradar a gregos e troianos, mas há que considerar que, nas condições incidentais em que o parto se deu (o feto só foi expelido a fórceps), 24 anos nos separam de Dilma e Collor e é preciso muita cautela para que nenhuma pitonisa destrambelhada de Delfos faça cálculos entre dois atos institucionais.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

O PSDB PASSADO PARA TRÁS

Parece que o maior inimigo do presidente Temer é o seu próprio partido. E não por outra razão a relação do PSDB com o Planalto anda se complicando. Porque, enquanto os tucanos defendem as propaladas reformas, como a da Previdência, que inclusive desde agosto já está definida pela equipe econômica, o PMDB e parte dos aliados tentam a todo custo adiar o envio do projeto ao Congresso para só depois da eleição de outubro. Pior ainda é a decisão, agora do presidente que, na tentativa de atender aos tucanos, decide enviar tal projeto de reforma apenas no final deste mês de setembro. E vai resolver o quê, se o pleito será realizado já no dia 2 de outubro? Será que o PMDB tem medo do protagonismo dos liderados por Aécio Neves? A impressão que fica é de que o PSDB de FHC, aos olhos do Planalto, é um partido aliado de segunda classe. E razões não faltam para tal. Como o passa-moleque também feito pela maioria dos senadores do PMDB, que sem consultar as lideranças tucanas (que nem imaginavam essa possibilidade) apoiaram decisivamente para o fatiamento do julgamento do impeachment, no qual rasgaram a Constituição e mantiveram os direitos políticos da Dilma. Além disso, também contrariando os tucanos, os peemedebistas vão votar, e certamente aprovar, o reajuste dos ministros do STF, mandando às favas o prometido ajuste fiscal. 

Paulo Panossian

pulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

REFORMA TRABALHISTA 

Advinda do tempo de Getúlio Vargas, com mais de 75 anos de vigência, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não mais corresponde aos interesses empresariais e mesmo dos empregados. Assim, deveria haver mais tipos de contrato de trabalho à escolha do desempregado. Por exemplo: de horário reduzido e com menos direitos; com dias e data certa e outros mais. E, com relação à CLT, muitos dos direitos nela previstos poderiam, com lei existente, ser negociados mediante pacto entre as categorias empresariais e de empregados. Outras formas existem, mas o que não pode ocorrer é que fiquemos com a CLT e o desemprego aumentando. De que serve aos desempregados uma soma enorme de direitos, se os empregadores não querem assumi-la?

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

PROGRAMAS SOCIAIS

Já que as contas não estão batendo - e faz tempo -, por que não rever alguns gastos neste setor? 1) Em vez de aumentar o valor do Bolsa Família, oferecer incentivos para quem tem menos filhos (há famílias tendo filhos só por causa do Bolsa Família, acreditem). 2) Incentivar o controle da natalidade também de forma mais direta, promovendo mutirões de vasectomia e laqueadura. 3) Imóveis concedidos a famílias retiradas de comunidades devem ter um custo mínimo, mas devem ter. Em Votorantim (SP), por exemplo, centenas de famílias ganharam apartamentos e muitos deixam de pagar até o condomínio, porque não há sanções para quem não paga. E 4) suspender auxílio financeiro para travestis e prostitutas.

Esther Fróes

estherfroes@hotmail.com

Sorocaba 

O LIVRO DE DILMA

Dilma Rousseff pretende escrever um livro sobre os bastidores do impeachment. Aí vão algumas dicas que, se seguidas à risca, garantirão o sucesso de sua obra: escreva o livro rápido, antes que algum jornalista o faça. Comece relatando o período em que era presidente do conselho da Petrobrás. Afinal, foi lá que se originou o petrolão, que deu origem à Operação Lava Jato, que criou o clima para o impeachment. Conte-nos com detalhes como as coisas funcionavam por lá. E como continuaram funcionando quando a senhora saiu e quando virou presidente do Brasil. Dedique um capítulo para a compra da refinaria de Pasadena, explicando como lhe enganaram para levá-la a autorizar este péssimo negócio. Depois compartilhe com os leitores como foi na chefia da Casa Civil de Lula. Afinal, foi nesta função que a senhora conheceu todos aqueles empreiteiros cujas prisões abalaram o País. É importante que a senhora nos convença de que não suspeitava nem de longe de que algo de irregular poderia estar ocorrendo envolvendo esses empreiteiros. E muito menos de que estes senhores, que abasteciam regiamente o caixa do PT e do PMDB, exigiam contrapartidas. Deixe claro, obviamente, que seu papel nisso foi nenhum. O livro pode também ser sua grande chance para esclarecer de vez o episódio das irregularidades na Refinaria Abreu e Lima. Idem sobre o processo licitatório da Usina de Belo Monte e outros escândalos em que a senhora teve algum papel nos últimos 13 anos. Mas o ponto alto do livro deve ser as suas campanhas à Presidência. Conte quando e como a senhora soube do financiamento ilegal delas. E quando e como o PMDB soube. Importante explicar o quanto lhe torturaram para fazê-la prometer ao povo todas aquelas coisas lindas que a senhora sabia que não eram verdade. É fundamental citar alguns aspectos picantes ainda desconhecidos do público sobre a fisiologia exuberante que marcou o período em que Lula e a senhora exerceram o poder. Relembre o aparecimento das sucessivas crises, relatando como a senhora e Lula saíram negociando apoios. Compartilhe com os leitores os "preços" pagos por vocês pelos mesmos. E explique o que se passou para que não conseguissem mais resolver tudo apenas agindo de acordo com esta fórmula tão testada e tão bem-sucedida. Mostre como a senhora sofreu vendo a economia do País degringolar, a dívida estourar e como não teve outra alternativa a não ser sair pedalando para dar a impressão ao povo de que tudo estava em ordem. Pelo menos até as eleições. Compare as pedaladas antes e depois da eleição, para demonstrar que o que pegaram em seu processo de impeachment era algo insignificante que deveria ter passado batido. Não deixe de explicar por que vocês acharam que PMDB e Michel Temer seriam os parceiros ideais. E conte como descobriram que estavam errados. Explique tintim por tintim como o seu homem de confiança e líder no Senado passou para o "lado obscuro da força". E rebata todos os relatos e argumentos dele, um a um. Omita qualquer episódio de ministros possivelmente interferindo em investigações e, principalmente, aquela sua passagem com o sr. Bessias. Felizmente, as gravações já foram apagadas e o povo se esqueceu do assunto. Menos a parte do "Tchau, querida". Assim, não convém levantar a lebre. No penúltimo capítulo, esclareça os bastidores do impeachment e o que realmente ocorreu entre Lula, Renan e Lewandowski na hora H. Aí, então, a senhora poderá abordar com total propriedade o momento do impeachment, mostrando toda a sua indignação por terem condenado uma pessoa que não cometeu crime algum.

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

DEPOIS DO IMPEACHMENT

Na prática, Dilma Rousseff apenas se recolhe à sua infinita insignificância.

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com

São Paulo

GREVE DOS BANCÁRIOS

Não há nenhuma surpresa na greve bancária e as quatro prováveis consequências já são sabidas de antemão por todos: 1) a greve terminará antes das eleições municipais de 2 de outubro por pressões políticas e econômicas locais; 2) a negociação terminará com acordo no intervalo de 9,5% a 11,5% de aumento salarial; 3) a imprensa ficará cobrindo os transtornos causados e as rodadas de negociação; 4) o PIB do terceiro trimestre será negativo por causa do fraco desempenho da economia no mês de setembro.

Luiz Roberto Da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

ELEIÇÃO 2016 EM SP

Analisando os candidatos à Prefeitura de São Paulo, vejo três candidatos responsáveis por gestões catastróficas (Luiza Erundina, Marta Suplicy e Fernando Haddad) e uma tragédia anunciada, Celso Russomano. Espero que nosso povo tenha um pingo de bom senso na hora de escolher o novo prefeito.

Fernando Fenerich

ffenerich@gmail.com

São Paulo

ALIANÇAS

O presidente Michel Temer, em quem não votei, mas apoio, está conhecendo os desafios de ter aliado seu partido PMDB à organização criminosa e nazista PT e ter sido também o vice-presidente de uma figura medíocre e nefasta para nossa história. Luiza Erundina, ao sair da chapa gângster para a Prefeitura de São Paulo Lula-Haddad-Maluf, deve ter previsto a fria em que entraria. 

André Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

O PODER DOS PARTIDOS POLÍTICOS

A democracia deveria começar muito antes das eleições, deveria começar na escolha dos candidatos. Não é possível que se tenha matado e morrido para implantar a democracia no Brasil para deixar que os partidos políticos escolham quem vai governar. Hoje o povo só vota naqueles previamente escolhidos pelos partidos, sem qualquer participação popular, num jogo imundo de cartas marcadas. Isso leva a situações absurdas como, por exemplo, o que acontece em São Paulo, onde o povo poderá escolher entre Marta Suplicy e Luiza Erundina, entre outras nulidades que não representam ninguém. Todos os candidatos à prefeitura da maior cidade do País não representam nada nem ninguém, representam apenas os interesses de seus partidos políticos e mais nada. Nos Estados Unidos os candidatos tiveram de lutar muito para obterem o direito a concorrer representando seu partido. Aqui, não, o candidato é escolhido pelo partido entre aqueles com maior potencial de obter recursos, superfaturar obras, fazer caixa 2, cobrar propinas... Ganha quem souber roubar mais e melhor, antes e depois das eleições. 

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

OUTROS TEMPOS

E pensar que Marta Suplicy só falava mal de Gilberto Kassab e até queria saber por que ele não era casado...

Silvio Leis

silvioleis@hotmail.com 

São Paulo

HADDAD OU HARRY POTTER?

O nosso prefeito parece ser um bom sujeito, mas, após ouvir sua propaganda política na rádio, creio que ele deveria mudar seu nome de Haddad para Harry, precisamente Harry Potter. Ele certamente vive em outro mundo, e não na cidade de São Paulo. A declaração dele de que São Paulo precisa de um prefeito como ele, que realiza com planejamento, é de morrer de rir. Ele afirma isso na cara dura! Justamente ele, que disse que se tratava de "experiências", quando criticado pelas maluquices da redução de velocidade máxima nas vias da cidade, das ciclofaixas sem pé nem cabeça e outras muito mais que ele "tentava", inclusive corredores de ônibus duplos em ruas em que mal cabiam dois veículos - tudo sem nenhum planejamento.  Depois, ao comparar São Paulo com uma máquina que precisa ser aperfeiçoada com parafusos, só pode ser outra piada! Falta, isso sim, algum parafuso, mas na cabeça de alguém. Realmente, ele vive em outro mundo. 

Jose R. de Macedo Soares

joserubens@jrmacedoadv.com.br

São Paulo

DESRESPEITO

Trabalhando como motorista de caminhão cadastrado na Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) como Veículo Urbano de Carga (VUC), já fui multado duas vezes este ano por trafegar em horário não permitido para caminhão. Aí você consulta o site da CET e constata que naquele horário é permitido o tráfego de VUC, faz o recurso certo de que a multa será cancelada e recebe a cartinha dizendo que seu recurso foi indeferido. Essa é a realidade do governo do senhor Haddad, ele e seus asseclas não respeitam nem a legislação municipal nem os moradores e trabalhadores da cidade. Além do mais, dirigindo pela cidade veem-se milhares de placas proibindo o tráfego de caminhão e em praticamente nenhuma consta a liberação do VUC. 

José Renato Nascimento jrnasc@gmail.com

São Paulo

HADDAD CONTRA TEMER

Fernando Haddad, em campanha pela reeleição à Prefeitura de São Paulo, constatando que a sua guerra está perdida, "para não perder a viagem", resolveu atacar Temer.

Mario Helvio Miotto mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

CURIOSO

Curioso: flâmulas, banners, bandeiras, santinho, etc. do candidato à reeleição em Santo André, Carlos Alberto Grana (PT), suprime o partido ao qual é filiado. Mais curiosas ainda são as bandeiras agitadas nos cruzamentos: agora em amarelo, sem a estrela, sem o guru e longe do vermelho. O número, certamente a contragosto foi mantido. A casa caiu!

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

O VERMELHO EM CAMPANHA

Gostaria de saber por que os candidatos "petralhas" petistas estão evitando a cor vermelha na propaganda da TV. Deve ser porque o vermelho, hoje, serve para dar raiva aos milhões de desempregados e os milhões de brasileiros que sofreram o embuste (calote) eleitoral na reeleição da pinóquia-mor do Brasil em 2014.

Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

OS SEM-ESTRELA

Os cangaceiros de ontem, simbolicamente falando, não removeram a estrela de seus chapéus para evitar que fossem capturados. Mantiveram-se com seu símbolo até o fim, o que lhes valeu respeito pela pertinácia. Muito diferente do pessoal de hoje, que está removendo a estrela do partido político em sua propaganda eleitoral. O bando de agora está tentando se esconder em meio à massa dos demais candidatos na esperança de não serem reconhecidos por aquilo que são. Assim, parece que a estratégia de querer dividir os brasileiros entre "nós" e "eles" como cortina de fumaça enquanto saqueavam a Petrobrás não deu certo. Estrela, nem pensar! Só falta os mesmos dizerem que são "eles" desde criancinha. O que seria totalmente incorreto, pois crianças são transparentes quando mentem. 

 José Roberto Sant'Ana jrsantana10@gmail.com

Rio Claro

 

A PODRIDÃO CONTINUA

As novas regras para doações nas próximas eleições demonstram que a banda podre da política continua aprontando. Mais de 30% dos doadores já faleceram ou são beneficiários do programa Bolsa Família. Esses políticos não conseguem largar a podridão em que vivem e nem mesmo perdem o viço. 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

MALDITOS PANFLETOS

Não existe nada mais agressivo do que andar na calçada e não ter opção de desviar de um entregador de panfletos de candidatos. Ficam posicionados entre o poste e o muro do imóvel e a opção é pegar a porcaria do papel que é chamado de "santinho". O nome correto que deveria ser adotado pela mídia para tentar reduzir esta prática seria "capetinhas" - serve para ambos os sexos, não mexe com religião e é o que é, um papel com a foto de um candidato a capeta para viver à nossa custa, alguns para roubarem bilhões. Senhores da comunicação: usem a partir de hoje o nome "capetinha" e a redução da papelada será significativa. Os santos agradecem...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

ELEIÇÃO EM FORTALEZA

Os candidatos a prefeito de Fortaleza já começam a brigar pelo cargo. O povo não gosta de briga e os candidatos que demonstrarem paz de espírito certamente terão mais votos e a credibilidade da população. Problemas de saúde, educação, trabalho, segurança e outros não são resolvidos com muitas palavras, e sim com ações. Quem muito promete é porque não quer realizar!

 Paulo Roberto G. Lessa paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

ÁRVORE PODRE

Solicitei a retirada de uma árvore que fica na calçada de minha casa (com a autorização de meu vizinho), já que a árvore fica localizada entre a minha casa e a casa dele, na Rua Desembargador Joaquim Bandeira de Mello, 54/62. Essa árvore está apodrecendo e pode cair nos fios primários da Eletropaulo e secundários de outras operadoras de televisão a cabo, telefonia e redes secundárias da Eletropaulo, causando danos de diversas partes de energia e funcionamento de outras, a todos os moradores da região de Vistaverde/Pirituba. A calçada está rachando e pode danificar a parede de minha casa. Solicito providências urgentes por causa do perigo que corremos. Provavelmente, ela pode cair sobre meu toldo, danificando-o e causando muito prejuízo. E quem vai resolver e pagar todas as despesas? 

Ronald Wagner Colombini Martins rwagnercmartins@gmail.com

São Paulo

 

 

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