Fórum dos Leitores

HORA DE MUDAR

O Estado de S.Paulo

13 Setembro 2016 | 03h09

A reconstrução do Brasil

Parabéns ao Estadão pelas reportagens A hora de mudar (11/9, A12 e A13), sobre os grandes desafios para reconstruir o País após a destruição avassaladora dos desgovernos petistas, que o levaram à maior crise jamais vista na nossa História. Este deve ser o início de uma nova era da imprensa comprometida com o desenvolvimento econômico, social e político do País e de, definitivamente, terminar o conluio entre uma imprensa interesseira e grupos políticos oportunistas que assumem o poder com o objetivo de domínio único e implantação de um regime autoritário, ditatorial e demagógico. Um regime baseado na enganação e ilusão do povo humilde com falsos programas sociais, que apenas beneficiam os partidários de ideologia “socialista” comandados por uma casta dominadora que busca apenas seu próprio benefício e enriquecimento.

VAGNER RICCIARDI

vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

Parabéns ao Estadão pela série de reportagens sobre a reconstrução do País. Sai na frente e na liderança para o que tem de ser feito: discutir o Brasil. Não somente este ou aquele artigo das leis, mas o conjunto delas, começando pela Constituição. A partir de agora milhares de famílias, leitoras do Estado, poderão iniciar juntas essa discussão pelo chamado à ação proposto. Em linguagem acessível, o jornal, em concordância com sua história de mais de um século de brasilidade, mantém a contribuição para o desenvolvimento democrático do País. Reconstrução é a ordem. Com esse trabalho o jornal ajudará a pautar as reformas necessárias, e os cidadãos conscientes, principalmente os articulados com os movimentos de rua que determinaram o caminho para o impeachment, poderão mais facilmente focar suas pressões mais bem informados e coordenados. É hora de mudar!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

A iniciativa do Estadão é elogiável, mas penso que o enfoque deveria mudar um pouco. Falou-se muito do governo federal como se fosse o agente de mudança do estrago imenso provocado pelo PT. No entanto, os Estados e municípios são corresponsáveis pelo estado lastimável do País, seja pelas corporações que os dominam e sugam boa parte de seus recursos, seja pela falta de controle do retorno do que é investido. Os exemplos de vários países desenvolvidos nos mostram que os recursos que aqui vão para a saúde, educação e aposentadorias são maiores que os de nações muito mais bem-sucedidas no atendimento à população. O desperdício de nossos três níveis de governo faz os recursos – que seriam adequados – se esvaírem sem que se cobre o retorno desses investimentos. Não se premia o bom desempenho nem se pune o mau funcionário; prefeitos de cidades com menos de 10 mil habitantes circulam com carros oficiais top de linha, enquanto seus postos de saúde não atendem a população. Quando nasceu a Constituição “cidadã” havia pouco mais de 2 mil municípios. Agora são 5.700 e contrataram cerca de 3 milhões de funcionários, que são pagos por nós. Temos Estados cuja arrecadação – que não é pequena – é insuficiente para pagar a folha e sua previdência. A Lei de Responsabilidade Fiscal não é respeitada e os tribunais de contas não agem para coibir os abusos. É hora de mudar, sim, mas cobrando tudo isso dos nossos políticos.

ALDO BERTOLUCCI

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

PODER JUDICIÁRIO

Sob nova direção

Infelizmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) está com a mesma avaliação do Congresso Nacional: muito ruim. Espero que a ministra Cármen Lúcia restabeleça a seriedade dessa Corte. Assim seja!

LUÍZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Raridade

Cármen Lúcia, no dia a dia, faz questão de ser uma pessoa comum: abre mão de carro oficial, dirige o próprio carro, dispensa jantares comemorativos, etc., apesar de, por merecimento, ser ministra do STF e agora sua presidente. Uma raridade no meio em que transita. Ah, se todos os figurões da República, incluídos seus pares no STF, fossem iguais a ela! O Brasil não estaria no atoleiro em que se encontra. Com minha admiração, os votos para que seu exemplo seja seguido por todos os “donos” do poder.

JUNIA VERNA F. DE SOUZA

juniaverna@uol.com.br

São Paulo

Enfim, uma luz

Custa a acreditar, mas finalmente o Brasil verá pelos próximos dois anos uma presidente do STF diferente de seu antecessor e que se destaca pela simplicidade e coerência com a real situação do povo. Uma presidente que dirige o próprio carro num Brasil de tantas desigualdades, mas que tem uma legião nos três Poderes que faz questão de desfrutar o dinheiro do contribuinte. Teremos o prazer de ver a ministra Cármen Lúcia presidir a Corte Suprema, que ultimamente tem envergonhado os brasileiros que clamam por justiça. Basta ver como Ricardo Lewandowski agiu sem o menor pejo quando se tratou de proteger petistas no seu último ato como presidente do impeachment. Agir com independência deveria ser obrigação de todo juiz. Não será em dois anos que o Brasil vai mudar, mas graças ao trabalho da imprensa podemo-nos orgulhar por sabermos que ao menos uma de 11 ministros tem vergonha da atual situação do País.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Ostracismo

Enquanto desejamos sucesso a Cármen Lúcia, pautando sua jornada pelo estrito respeito à Constituição e com a firmeza que o cargo exige, à patética figura de Lewandowski só resta reconhecer que passará ao ostracismo não só nos anais do STF, mas na memória dos brasileiros.

JOSE WILSON GAMBIER COSTA

jwilsonlencois@hotmail.com

Lençóis Paulista

Puxão de orelhas

Cármen Lúcia é um novo alento no STF. Muitos dos convidados para a sua posse como presidente do Supremo devem ter saído de lá com as orelhas fervendo.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

CELSO DANIEL

Justiça tardia

Quem sabe agora, com a confirmação por Marcos Valério – em seu segundo depoimento à Justiça, desta vez ao juiz Sergio Moro (o primeiro foi no mensalão, em 2012) – da chantagem de Ronan Maria Pinto contra a cúpula do PT, leia-se Lula e José Dirceu, para não ligá-los ao assassinato do prefeito Celso Daniel, em 2012, finalmente seja feita justiça!

CÉLIA CANHEDO

cecanhedo@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

TEMER E O REAJUSTE NO STF

Que tal, para variar, aplaudirmos a postura corajosa e impopular de Michel Temer ao assumir que é contra o aumento salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), por "gerar uma cascata gravíssima"? Por propor mudanças espinhosas na Previdência, porque é o que a gravidade do problema exige que se faça? Quem é "Fora Temer" é a favor de eleições diretas já? Mas, então, rasga-se a Constituição mais uma vez para que ela se adeque à vontade de um grupo inconformado? E, enquanto isso, o País não caminha, continua neste marasmo econômico, social e político? Deixem o homem trabalhar, quem elegeu Dilma Rousseff elegeu Michel Temer no mesmo pacote, não adianta espernear! Eu não elegi Dilma, mas estou torcendo para que Temer consiga nos tirar do atoleiro em que nos jogou o PT!

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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O CUSTO DO JUDICIÁRIO

A economista Zeina Latif, em artigo no "Estadão" de sábado ("Investimentos: o duplo custo do Judiciário", 10/9, B10), tenta reproduzir a ideia por demais surrada de que o Poder Judiciário é caro e improdutivo no Brasil. Entretanto, o custo é da ineficiência do Estado brasileiro. Não fosse essa anomalia, acefalia e conflituosidade, o Judiciário não teria 70% do seu volume estocado em execuções fiscais. Agora, buscar ligar tudo ao aumento salarial é uma forma indireta de fazer demagogia para a população e ganhar a simpatia da sociedade civil. Sempre que tentam transformar a Justiça em banco de dados econômicos eles se confundem e mostram que desconhecem o funcionamento do Judiciário nacional. É uma pena.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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INSEGURANÇA JURÍDICA

O artigo de Zeina Latif (10/9, B10) resume os males que a insegurança jurídica causa à economia brasileira. É um ótimo resumo. O único senão é que os tribunais de contas são órgãos auxiliares do Legislativo, não pertencentes ao Judiciário, como a autora deu a entender.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

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A LUTA DE RENAN

Mais uma vez a imprensa informa sobre o esforço hercúleo que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) está fazendo para obter a aprovação do aumento dos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Estes salários estão seguindo a regra do governo federal para não "estourar" o déficit já previsto. O esforço de Renan demonstra que, aparentemente, há mesmo um acordo entre o Congresso e o Supremo no sentido de que o Congresso garante um bom aumento para o Judiciário e, em contrapartida, o Supremo não julga centenas de processos contra parlamentares, a maioria por apropriação indébita de recursos públicos. Entre eles estão os mais de dez processos contra Renan e o mesmo contra Romero Jucá, há mais de dez anos, segundo a imprensa. Na realidade, o STF e o presidente do Senado cometem um ato criminoso contra o País. Segundo o "Estadão", o Judiciário já ganha o dobro do Executivo.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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TRÊS PODERES, UMA QUADRILHA

O senador Renan Calheiros, com 12 processos rolando de gaveta em gaveta no Supremo Tribunal Federal (STF), já há dez anos, é um dos brasileiros mais interessados e empenhados em dar aumento salarial a um Poder Judiciário que já ganha duas vezes mais que o Executivo. Esse nobre corrupto, agindo dessa maneira, tenta se beneficiar e beneficiar a mais uns cem parlamentares, protegidos pela imunidade parlamente por meio de foro privilegiado. São ladrões dos cofres públicos, com processos dormindo no STF, que, em contrapartida, deixa de julgá-los, de metê-los na cadeia e ainda desmoraliza a nossa Constituição, quando deveria defendê-la.

Humberto de L. F. Filho lunafreire@falandodebrasil.com.br

São Paulo

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BOM SENSO

A questão do aumento do STF é que passa a ser um aumento em cascata, pois as demais categorias também serão reajustadas, visto que o ministro do Superior Tribunal de Justiça ganha tantos porcento do salário do STF; a Procuradoria-Geral da República, também; e por aí vai. Até os Judiciários estaduais terão reajuste. O problema não é o aumento, é o vínculo dos demais poderes. Até vereador terá reajuste. Por que não desvinculam? Estabeleçam um teto salarial sem vínculo. As diversas categorias teriam reajuste respeitando o teto salarial estabelecido e conforme as receitas dos governos. Não tem lógica dar aumento se suas receitas caíram e não podem comportar as despesas - neste caso não deveria ter aumento. Não sei se este reajuste do STF está na época, visto que é para 2017, e qual o porcentual que se aplica, mas, se a próxima presidente do Supremo dispensou comemoração na sua posse dizendo que o momento do País não permite isso, embora custeado por outras entidades, espera-se que prevaleça o bom senso.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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STF SOB NOVA DIREÇÃO

Que nesta hora grave da história do País o Supremo Tribunal Federal (STF), agora sob a presidência da ministra Cármen Lúcia, faça jus ao seu tradicional nome e sobrenome. Ministro Ricardo Lewandowski, seja muito bem-ido! Ministra Cármen Lúcia A. Rocha, seja muitíssimo bem-vinda! Muda, Brasil!

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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É GOLPE!

Os petistas têm razão: é mais um golpe. Interpretaram mal, não fatiaram o regimento do STF e empossaram Cármen Lúcia no lugar do companheiro Lewandowski... 

 

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo 

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DIA AUSPICIOSO

Ontem, 12/9/2016, foi um belo dia: 1) saída de Lewandowski da presidência do STF. Já vai tarde e deixa um rastro de vergonha para si, para o STF e para o País, coroado com o inconstitucional fatiamento no julgamento do impeachment de Dilma Rousseff. 2) Posse da ministra Cármen Lúcia na presidência do STF. Seja bem-vinda, acreditamos na sua honestidade, no seu saber jurídico e na sua imparcialidade para guiar o STF em seu papel de guardião das leis, sobretudo da Lei Maior, flagrantemente violada pelo seu antecessor. 3) Votação para a cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Câmara dos Deputados. Vá com Deus, obrigado pelo que fez de bom, ainda que por motivos tortos. Acerte suas contas com a justiça e, se um dia voltar, use sua inquestionável competência em prol da construção de um grande país, e não de sua dissolução.

Jorge Manuel de Oliveira jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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O CRIME NÃO PODE COMPENSAR

O deputado Eduardo Cunha chegou até aqui manobrando... Incorrigível, dirigiu-se ao STF para fatiar a votação atrás de pena mais branda. Merece punição exemplar e cassação impiedosa, pelo bem do Brasil.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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PRIMEIRO ATO

Nobre ministra Cármen Lúcia, antes de se sentar na cadeira de presidente do STF, aconselho-a a lembrar-se do saudoso Jânio Quadros, que, antes de se sentar na cadeira que lhe fora concedida quando ia assumir o cargo que havia conquistado, desinfetou-a.

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

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SUCESSO

Parabéns e sucesso à nova presidente do STF. Simples, culta, competente e alimenta expectativas de um trabalho marcado pela eficácia de suas ações. Os homens não rejeitam mulheres competentes, ela terá sucesso.

Ricardo Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo 

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CERIMÔNIA DE POSSE

Na posse como "presidente" da ministra Cármen Lúcia no STF, assim ela faz questão de ser chamada, e não "presidenta", como exigia ser chamada aquela que já foi tarde (ex-presidente Dilma Rousseff). O que me chamou a atenção foi a presença de duas figurinhas carimbadas à posse de Cármen Lúcia: os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e José Sarney. Lula só tem participado de atividades do PT e Sarney se recolheu em sua casa e não tem sido visto em nenhuma atividade político-partidária. Se ambos foram à posse de Cármen Lúcia para fazer uma média com a nova presidente, já que têm problemas com a Operação Lava Jato, podem tirar o cavalinho da chuva, porque esta mulher é durona e segue a lei com muito rigor. Aliás, Cármen Lúcia substitui Ricardo Lewandowski, que presidiu também o processo do impeachment de Dilma Rousseff no Senado e, juntamente com Renan Calheiros, feriu a Constituição para que a ex-presidente não perdesse seus direitos políticos. Ele com certeza não vai deixar saudades na sua passagem como presidente do Supremo. 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

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À FRANCESA

Nossa política é como um filme francês: ninguém se entende, todos brigam, a posição de cada um é ambígua, mas todos estão juntos na hora da festa. Vide a posse da "Carminha" ontem. "Et, voilà!"

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo 

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LULA NO STF

A presença de Lula no STF com certeza guarda uma mensagem. Numa leitura sintética do fato, diríamos: não se enganem; no STF, pelo menos ou pelo mais, Lula manda! "A centelha da verdade brasileira está na essência da hipocrisia."

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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EXPRESSÃO

Alguém já viu a cara de algum cachorro que tenha soltado um pum numa igreja? E numa cerimônia no STF? Eu tive a honra de ver, não de cachorro, mas de gente. Lula, Renan, Sarney, Temer, outros políticos e muitos dos presentes assim se expressaram. As falas de Celso de Mello, Rodrigo Janot e Cármen Lúcia, a nova presidente da Corte, deixaram os citados anteriormente com aquela expressão facial e a certeza de que dentro em breve poderão e deverão estar num lugar onde já deveriam estar há muito tempo: na cadeia.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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ANÔNIMO

Na cerimônia de posse da ministra Cármen Lúcia, o ministro Ricardo Lewandowski só não nominou na mesa o nome do ministro procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Será que estava como anônimo?

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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O TRABALHO DO SUPREMO

 

É notória a desaceleração do Supremo Tribunal Federal com relação ao andamento dos processos contra políticos investigados pela Operação Lava Jato, que, depois de mais de dois anos e meio desde o início das investigações, até onde se sabe, ninguém foi condenado. Deve ser por essas e outras, até por uma questão de justiça, que aparentemente não há nenhuma ação efetiva contra o ex-presidente Lula, campeão de denúncias e o mais visado pela imprensa. Com ironia, por favor!

José Marques seuqram2@hotmail.com

São Paulo

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DEMISSÃO NA AGU

Sobre a demissão de Fabio Medina Osório da Advocacia-Geral da União (AGU), o que os integrantes do PMDB no governo precisam ter em conta é que grande parte dos eleitores sabe que eles foram coadjuvantes do PT em todas as ações que destruíram nossa economia, mas que os estamos apoiando por falta de outra opção no momento. Qualquer ação de resistência velada à Operação Lava Jato receberá de nós a mais viva repulsa e condenação.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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INICIATIVA QUE PRECISA CONTINUAR

Segundo suas declarações, Fabio Medina Osório, ex-chefe da AGU, pedira ao Supremo Tribunal Federal para ter acesso aos inquéritos de políticos envolvidos na Operação Lava Jato. Sua intenção era mover ações de improbidade e ressarcimento contra esses políticos, assim como a AGU fizera com as empreiteiras acusadas de envolvimento no petrolão. Como a AGU tem a obrigação de buscar a responsabilização de agentes públicos que lesam os cofres federais, isso faz absoluto sentido. É fundamental que a imprensa monitore se a nova direção da AGU dará sequência a esta importante iniciativa. Políticos que lucraram com a corrupção também devem ser chamados a pagar por ela. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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O COMANDO DA AGU

Verdadeiro AnGU no governo Dilma volta a ser AGU no governo Temer.

Roberto Twiachor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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MEMÓRIA CURTA

Presidente Temer, é chegada a hora de se preocupar menos com a comunicação da política e um pouco mais com a política da comunicação. Ou começará a sentir na pele a ação de um marketing que, a consolidar-se sem a devida reação, conseguirá mostrar que o governo de que ora assume o leme, herdeiro do caos político e da enorme desestruturação da economia que desemboca nos quase 12 milhões de desempregados e na inflação ameaçadora, causados pela conjuntura internacional, como inconsistentemente propalam os próceres petistas, é o verdadeiro responsável pelas graves crises que terá de administrar. A história ensina, às vezes de modo trágico, que, em propaganda, uma mentira repetida torna-se verdade e que, em relação ao Brasil, tal tendência é agravada por uma patológica memória curta do povo. 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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'HERANÇA NÃO RECONHECIDA'

O sr. Pedro Malan, homem de reconhecida inteligência, poderia, antes de misturar religião e política, analisar sua própria gestão como ministro da Fazenda no governo FHC ("Herança não reconhecida", 11/9, A2). Naquela época também tínhamos um grande desemprego, com o País praticamente falido, com as finanças externas aos frangalhos. Caso naquela época tivéssemos uma administração financeira mais cristã, ou seja, com menos miséria, o País não teria sido entregue de bandeja nas mãos de políticos inescrupulosos e criminosos, que o colocaram na condição em que vivemos hoje. O que os economistas precisam entender é que a maior parte de suas previsões econômicas não ocorre como acreditam (cerca de 90% falham). Por isso, agir com bom senso, justiça e misericórdia muitas vezes vale mais do que simplesmente aplicar os pressupostos macroeconômicos de forma fria. Vejam o exemplo da Alemanha: absorveu a sua irmã oriental em condição muito desfavorável e hoje é uma potência invejável. Se eles aplicassem friamente os pressupostos econômicos, jamais absorveriam aquele contingente de pessoas pobres.

 

Carlos Roberto Farias de Andrade crf_andrade@yahoo.com.br

Niterói (RJ)

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TEMPO E DINHEIRO

Ficamos livres de Dilma e de Lula. Agora, o que queremos é que esses dois ex-presidentes passem pelo menos uma noite na cadeia. Sim, é apenas para lavar a alma do povo brasileiro, que foi roubado ininterruptamente durante os últimos 13 anos de governo petista. Esses péssimos gestores enganaram os eleitores, esbravejaram mentiras aos quatro cantos do País e, principalmente, destruíram a Petrobrás. O PT entregou um país bem pior do que aquele que recebeu em 2003. A inflação está acima de 10%, o desemprego ronda os 12 milhões de trabalhadores, a taxa de juros básica está na casa dos 14% ao ano e os investidores externos fugiram da insegurança. Erguer novamente o Brasil custará muito tempo e dinheiro. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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A MÃOZINHA DE ILAN GOLDFAJN

A última ata do Banco Central, mais uma vez, deixou sua mensagem clara ao Poder Legislativo. Aprovem as leis que permitirão o ajuste fiscal ou os juros continuarão altos. Ilan Goldfajn é um homem capaz e lidera uma equipe bem preparada. É óbvio que ele sabe que os juros altos não têm nenhum efeito sobre a política fiscal. A política monetária funciona muito bem, obrigado, para restringir a demanda e conter a inflação no mundo real da iniciativa privada, mas nunca como instrumento de controle de gastos públicos. Mas nós, brasileiros, nos acostumamos a achar, equivocadamente, nas três palavras mágicas: aqui é diferente. Assim, no seu discurso oficial, o Banco Central acha que num ambiente de depressão econômica pelo terceiro ano seguido, se os juros reais forem inferiores a 6% ao ano (o maior do mundo, diga-se de passagem), o Banco Central vai passar a mensagem de que existe otimismo na recuperação econômica do País. Qualquer professor de Economia, de qualquer linha de pensamento econômico, séria ou não, diria que a frase é absurda. Mas lembram-se? Aqui é diferente. Aqui é diferente porque, o que Ilan não pode dizer é que a depressão econômica que assola o Brasil quebrou a maior parte dos bancos brasileiros, e que estamos presenciando, de forma visivelmente invisível e não declarada, o maior programa de salvamento dos bancos da história do País, com a transferência de patrimônio dos indivíduos mais pobres da sociedade e do Estado para as instituições financeiras por meio da implementação da atual política monetária. E não estou me restringindo aos bancos federais, esses podres de verdade, com balanços que fariam orgulho a Hanna Barbera e Walt Disney. O número de bancos verdadeiramente saudáveis neste país certamente não caberia na mão direita de Lula. E, voltando ao argumento "fantasia" do Banco Central, como é absolutamente impossível que o Legislativo aprove de forma satisfatória todos os projetos de reforma do Estado que visem ao controle da política fiscal, a desculpa para a manutenção de juros altos permanecerá por muito, muito tempo. Perfeito para os bancos. E, antes que venham insinuar que pertenço a alguma escola de pensamento econômico heterodoxo, tenho mestrado pela Universidade de Chicago. 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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SE FÔSSEMOS IGUAIS!

A Mastercard na Inglaterra é processada em US$ 19 bilhões, por cobrar tarifas consideradas abusivas e excessivas. Se no Brasil tivéssemos um governo honesto, idôneo e não corrupto e o mesmo processo fosse aqui executado, qual seria o valor das multas a serem aplicadas às instituições, pela "agiotagem" praticada na cobrança de tarifas, taxas, juros, etc.?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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'HORA DE MUDAR'

Sob o título acima, este jornal publicou, domingo (11/9), em suas páginas A12 e A13, excelente matéria à qual não cabe qualquer reparo. A única dúvida que me assalta é ser possível levar a efeito tudo o que é necessário fazer, com um Congresso de 513 deputados e de 81 senadores e com a qualidade cultural, ética e moral de que são portadores suas excelências. A manter-se o Senado, sem partir para a unicameralidade, haveria de se reduzir a 2 representantes por Unidade da Federação e, consequentemente  reduzir a 54 membros sua composição. Para a Câmara dos Deputados, um mínimo de 2 representantes por Unidade da Federação e um máximo de 55, e não como é hoje, 8 e 70, seria um número satisfatório. Para isso, basta que a legislação que rege a matéria seja alterada com o seguinte conceito: cada Unidade da Federação elegerá tantos deputados federais quanto seu número de habitantes indicados pelo IBGE divididos por 850 mil, arredondadas as frações para mais ou para menos, conforme o resultado da divisão, mantido o máximo e o mínimo, respectivamente, em 55 e 2 representantes para cada Unidade da Federação. Com tal procedimento, o total de deputados viria a ser inferior a 250. O único problema pode ser fazer suas excelências, os senhores congressistas, engolirem esta pílula sem se engasgarem e sem sofrerem um enfarto do miocárdio. Com o circo que é o atual Congresso, perdei as esperanças, ó vós que cogitais das necessárias mudanças para salvar a Nação.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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PESQUISA PREOCUPANTE

Uma recente pesquisa realizada em 18 países pela ONG chilena Latinolaborómetro constata que na América Latina apenas 54% da população da região apoia o regime democrático. São quatro anos consecutivos indicando perda de apoio a esse regime, que, se não é perfeito, não tem outro melhor. Mas, em contraste com o povo argentino, onde 71% da sua população prefere viver sob os ares da democracia, é constrangedor e preocupante saber que apenas 32% dos brasileiros preferem esse regime que nos confere a irrestrita liberdade de ir e vir e de expressão. Será que esses números frustrantes quanto ao Brasil refletem a indignação dos brasileiros pelos perversos 14 anos da era petista no poder desta República? E, neste caso, se submeteriam novamente a um excrescente regime totalitário? Prefiro acreditar que esta pesquisa com relação a esta terra tupiniquim esteja completamente equivocada.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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'ORA, A CONSTITUIÇÃO...'

O editorial do "Estadão" Guerra de comunicação" (11/9, A3) aborda com clareza as razões que causariam o "Fora Temer" apontando ou para o desejo da volta de Dilma para a Presidência ou a antecipação das eleições presidenciais. A primeira alternativa pede para ser descartada, dadas as condições administrativas e intelectuais presentes na  despreparada, condições reconhecidas até mesmo pelos seus mais fiéis adeptos, inclusive pela própria, que havia até sugerido um plebiscito para essa antecipação. A segunda, novas eleições, seria mais plausível, porém impossível, porque, segundo o jornal, a Constituição proíbe mudanças que abreviem mandatos, e o de Temer vai até 2018. E mais,  a hipótese de que o Congresso autorize novas eleições ainda este ano é descartada por falta de tempo hábil para serem efetivadas e a Constituição manda que depois desse prazo haja eleições indiretas, e não diretas. Como vemos, o "Estadão" cita, respeita e segue a Constituição. O que assistimos neste momento no País é que nem todos pensam assim. A Constituição é ignorada e desconsiderada não só no inconsciente coletivo das pessoas que ou não sabem de sua existência ou a veem como letra morta, como qualquer outra lei que pode ser alterada segundo interesses partidários ou grupais, como também no consciente de determinados núcleos de poder que ardilosamente a manipulam e, numa exímia cirurgia plástica, traçam nela com seus bisturis novos contornos, transformando-a em outra Constituição. Uma nova Constituição que atenda "in totum" a seus interesses particulares e a de seus comparsas. Do momento em que o presidente do Senado Federal, com a anuência e complacência do ministro do Supremo Tribunal Federal, para não citar os cúmplices menores, se reúnem num acordo para efetivar com sucesso essa operação, pouco se há de esperar de que um efetivo combate à corrupção no Brasil seja bem-sucedido. O "Fora Temer" nada mais é do que a repetição programada na mentalidade dos brasileiros para quem o bordão "a lei? ora a lei" de Vargas transforma-se no "a Constituição? ora, a Constituição".

Regina Ulhôa Cintra reginaulhoa13@outlook.com

São Paulo

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PROTESTOS ANTITEMER

Li no "Estadão" de sexta-feira a notícia de que os ativistas comunistas fizeram um abaixo-assinado com 2 mil assinaturas condenando o comportamento da Polícia Militar. Essa atitude é pífia e lamentável, pois basta não incendiar automóveis, quebrar vidraças de bancos e incendiar pneus e sacos de lixo em via pública que se vai sentir a resposta que se está esperando. Sigam o exemplo dos verde-amarelos que, com 3,5 milhões de pessoas na rua, não quebraram sequer um palito de fósforos.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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TUDO NO SEU LUGAR

Agora os petistas estão fazendo a única coisa que sabem: protestos e quebra-quebra. Depois de terem quebrado financeiramente o País, com incompetência e corrupção, agora tentam parar as principais cidades brasileiras, especialmente a maior delas, São Paulo, onde o atual prefeito, Fernando Haddad, do PT, está lá embaixo nas pesquisas de intenção de voto e deverá ficar fora do segundo turno das eleições municipais. Com o tempo, isso vai passar; eles vão se cansar porque nós, brasileiros de bem e que não temos tempo para o ócio, damos de ombro para estas palhaçadas de "Fora, Temer!" em tudo quanto é lugar, de festas de aniversário a eventos culturais. Virou o chatíssimo samba de uma nota só! A verdade é que a maioria dos "petralhas" sempre agiu e pensou assim: alcançar o pior para o Brasil, levando-nos, sempre, ao fundo do poço. Cabe, porém, às autoridades exigir que os manifestantes cumpram rigorosamente a lei, avisando com razoável antecedência o horário e o local das infindáveis e diárias manifestações. Tais atos, a rigor, são folclóricos, passando a fazer parte do calendário turístico de São Paulo, pois ninguém de juízo pode levá-los a sério; afinal, Temer foi eleito por eles na chapa de Dilma Rousseff, não havendo por que rotulá-lo como golpista e ilegítimo; e a proposta de novas eleições não tem respaldo na Constituição federal, não passando de simples delírio de desesperados que perderam o poder e sabem que, proximamente, terão de acertar contas com a Justiça sem o tal do foro privilegiado. Absurdo, ainda, é ver mães acompanhadas de filhos pequenos (2 e 3 anos) em tais manifestações. Deveriam perder o pátrio poder por exporem sua prole a um risco desnecessário. Na verdade, objetivam conseguir 15 minutos de fama usando seus filhos, o que têm conseguido nos sites de notícias. Lamentável! Há pais e mães que não poderiam nem ter animais domésticos, o que dizer de ter filhos?

José Antonio Braz Sola jose.sola@globomail.com

São Paulo

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INVEJA

Quando vejo que, nas ditas "passeatas democráticas" organizadas pelos partidos da esquerda irracional, queimaram automóvel e vandalizaram as residências dos "vizinhos" do presidente Michel Temer, não consigo ver nesse absurdo qualquer ideologia. E, sim, muita, mas muita inveja. Este um dos motivos por que nunca votei no PT. Enquanto trabalhávamos, pagávamos muito imposto para ter nosso lugar ao sol, Lula insuflava esse tipinho de gente invejosa contra "as zelites"! Eles sabem que por meios normais, concorrência legal na iniciativa privada, jamais conseguirão alcançar o que alguns alcançam com muito trabalho, dedicação e sacrifícios. Por isso estão tão ferozes. Com esta esquerda jurássica fora do governo, precisarão voltar a concorrer no mercado de trabalho como qualquer brasileiro mortal. Inveja, inveja, inveja é o que move estes vândalos.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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OUTRA MARCHA

As passeatas contra o presidente Michel Temer não se restringem apenas às realizadas nos fins de semana e mostradas pela mídia, tal como a realizada no domingo (11/9) na Avenida Paulista. Existe uma outra marcha, que arregimenta muito mais participantes, muitos deles involuntários e sem partilhar de motivação política, mas que provocam efeitos muito mais letais para o governo e para a população que as simples passeatas. Falo da greve dos bancários, que sempre ocorre no  mês de setembro, e aqui falo em greve, e não campanha salarial, porque nos últimos 25 anos  jamais houve uma campanha salarial dos bancários sem que uma greve a preceda e atinja toda a população que tem de "se virar nos trinta" para quitar suas obrigações financeiras. De dois em dois anos, sempre verificamos greves mais prolongadas, pois elas coincidem com as eleições - municipais ou presidenciais - e servem aos movimentos sindicais, todos vinculados ao PT, para fustigar o governo, sendo mais intensa nos municípios e Estados onde o governo não é do PT. A deste ano, com a remota hipótese de algum prefeito do PT se reeleger, se estenderá por muito mais tempo, pois seu objetivo será também causar dificuldades ao governo  Temer, porque o PT aposta em que, se o governo não obtiver sucesso em debelar a crise econômica, maiores serão suas chances de sobreviver. Enquanto isso o povo, ora o povo, que se dane. Em tempo, cabe ressaltar que o direito de lutar por melhores salários é justo e deve ser sempre exercido, principalmente pelos bancários, haja visto o lucro obtido pelos bancos. Fui bancário por mais de 30 anos, até me aposentar, e falo com conhecimento de causa.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo 

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A CIDADE EM QUE VIVEMOS

Por volta das 22 horas de domingo (11/9), diversas pessoas foram assaltadas por uma quadrilha de menores na passarela da Praça da Bandeira, em frente ao Metrô Anhangabaú. Não se veem com facilidade nem Polícia Militar nem a Guarda Civil Metropolitana fazendo rondas no centro de São Paulo. A Ladeira da Memória - patrimônio municipal tombado - se transformou em território livre dos ladrões. Encontrei com muita dificuldade uma viatura militar (n.º 0 7220) na Rua João Adolfo e senti o desânimo dos policias ao serem informados da ação dos delinquentes. E ainda mais preocupante é o fato de que, a menos de um mês das eleições, nenhum dos candidatos à Prefeitura de São Paulo apresentou um projeto de segurança urbana  razoável para a cidade.

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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GUARDA CIVIL

A análise do cientista político André Zanetic, na reportagem sobre a participação da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo na cracolândia, está equivocada, pois ela é polícia, sim. Efetua policiamento ostensivo e preventivo. Existe confusão para ele e para aqueles que desejam uma fraca segurança pública. Não fosse a omissão do Governo do Estado de São Paulo com relação à defasagem de pessoal das Polícias Civil e Militar e o foco equivocado em não investir em inteligência, talvez o prefeito de São Paulo e das demais cidades do Estado não seriam obrigados a incrementar as suas Guardas Municipais. Mas, mesmo assim, as Guardas podem exercer atividades de policiamento, embora devam se ocupar primordialmente dos próprios municipais. Mas paisagem sociojurídica em que vivemos permite esse policiamento amplo, pois as Guardas estão inseridas no Capítulo da Segurança Pública no artigo 144,§ oitavo da Constituição federal, em que estão todas as demais polícias. No entanto, como bem observou o analista político e não jurista, é importante a integração policial entre as forças de segurança pública, a fim de que esse policiamento seja mais eficaz e menos conflituoso,  porque lamentavelmente às vezes as atividades da Guardas ferem suscetibilidades daqueles que preferem reserva de mercado para sua instituição do que proteger a população, no caso, a paulistana.

 

Ruyrilo Pedro de Magalhães ruyrillo@ig.com.br

São Paulo

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METRÔ PARALISADO

O Fórum de Debates Pró-Metrô, órgão de mobilização da comunidade, não aceita a paralisação das obras da Linha 6-Laranja do Metrô, conforme foi divulgado no "Estadão" de 6/9/2016 (página A13) e está de olho na Move São Paulo, Consórcio responsável pela construção e exploração da referida linha.

João Ferreira da Mota jfmota29@gmail.com

São Paulo

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NADA SERÁ COMO ANTES

A notícia veiculada pela Sabesp de que a Cantareira acumula mais água do que antes da crise hídrica, a pior em 85 anos, é de certa forma irresponsável, tendo em vista que o povo não tem preparo ecológico, educação e respeito à natureza. Mesmo durante a crise, víamos pessoas usando a mangueira como vassoura, e, com essa notícia, a tendência é de que as pessoas se sintam à vontade para desperdiçar esse precioso bem, a água. Não adianta veicular propagandas pedindo para economizar! O povo só ficará sensibilizado quando sentir no bolso o peso do gasto e entender que nada será como antes, já que a água é um bem finito, pois os efeitos da degradação ambiental estão reduzindo os mananciais.

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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A FILA DA SAÚDE

"São Paulo tem 753 mil na fila da Saúde" ("Estadão", 11/9). Vergonha, vergonha, vergonha. Políticos canalhas, bandidos e ladrões, principalmente a gestão do Estado de São Paulo e da Capital. Onde já se viu uma fila de 753 mil pacientes à espera de consultas, exames e cirurgias? De quem é a culpa? Claro que é do governador e do prefeito. De quem mais deveria ser? Não são eles que cuidam tanto da gestão do Estado quanto da Capital? Se poder eu tivesse, nem que fosse por 30 dias, mandaria cancelar todos os planos de saúde do presidente da República, dos governadores, dos prefeitos, dos senadores, dos deputados tanto federais quanto estaduais e de todos os vereadores. E diria assim: vocês e seus familiares só serão consultados após os 753 mil serem atendidos, portanto, acho bom pegarem a fila.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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CRISE X ELEIÇÃO

O editorial do "Estadão" de sábado (10/9), intitulado "Uma prioridade nefasta", indica que não é prioridade entre os congressistas votar as medidas de emergência do governo. A uma porque não podem deixar de estar em seus colégios eleitorais para realizar as campanhas para o pleito de 2/10/2016; a duas porque, por este mesmo motivo (eleições "à vista"), não podem votar medidas impopulares, que, no entanto, devem ser tomadas para que ao menos tentemos tirar o País da bancarrota. Finalmente, acrescento eu, porque existe a oposição rancorosa que sobrou do impeachment de Dilma, que "quer ver o circo pegar fogo", para quem, quanto mais altos os brados de "Fora Temer", mais se regozijem. Por maior que seja a "boa vontade" do presidente e de seus ministros, existem obstáculos intransponíveis às medidas urgentes, como o teto dos gastos públicos, as alterações previdenciária e trabalhista, entre outras questões relevantes. Até o aumento aspirado pelos ministros do STF aguarda ansiosamente a votação congressual. E este pode ser que seja votado e aprovado. Com a viagem corrida para a China (G-20), Renan Calheiros conseguiu "passar uma rasteira" em Ricardo Lewandowski (que tinha cumprido sua parte no acordo: permitiria o fatiamento da votação do impeachment). Mas Renan não vai prosseguir adiando essa votação (o PL, inclusive, já obteve pareceres favoráveis das Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania e de Assuntos Econômicos). Ou seja, apenas temos certeza da aprovação de um projeto de lei infesto ao erário, pois tem efeito cascata e empurra mais para baixo ainda o nosso Brasil. Aquele país lá, que surpreendeu positivamente o mundo com a Olimpíada recentemente, e que só comprovou que o Estado não tem competência para "fazer bonito", os notáveis não são servidores públicos, mas pessoas que se aprimoraram em seu ofício, talvez porque gostam do que façam. Nomes: Debora Colker, Andrucha Waddington, Abel Gomes, Daniela Thomas e Fernando Meirelles. Todos comprometidos em fazer um espetáculo brilhante, com o menor gasto pecuniário possível. Que bom seria se tivéssemos, na política, especialistas como foram estes da Olimpíada. Sem troca de favores, sem ambições pessoais prevalecendo ao interesse público, apenas a utilização do critério usado à escolha do time de diretores da festa olímpica: a meritocracia.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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'UMA PRIORIDADE NEFASTA'

O País está passando por uma grave crise financeira, graças à política nefasta do lulopetismo e seus programas populistas, que tiveram o apoio incondicional de todos os congressistas, pois assim eles também posavam de bonzinhos para seus eleitores. Mas agora o povo está pagando muito caro por essas falsas bondades e, se depender dos políticos, o povo vai continuar sendo enganado, com falsas promessas e ilusões, o que irá agravar ainda mais a crise no futuro. Infelizmente, a esperança de um futuro melhor está morrendo, pois tanto políticos como eleitores não aprenderam nada nestes últimos 13 anos, e muitos eleitores desconhecem a Operação Lava Jato e o juiz Sérgio Moro e vão continuar votando e elegendo os políticos envolvidos nos esquemas de corrupção, que contam também com o apoio do STF, que nada faz para removê-los da política.

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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INFELIZMENTE

Excelente o editorial "Uma prioridade nefasta": preciso! Infelizmente, a esmagadora maioria (totalidade?) de nossos políticos somente tem uma prioridade: a próxima eleição.

José Mário Facioli jmfacioli@yahoo.com

São Paulo

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PRIORIDADES

O País tem de fato algumas prioridades que demandam "estadismo": primeiro, precisa de uma Constituição "projeto de nação", porque o que temos é esta coisa projeto de advogatês dos interesses comunistas e coronelistas, o impeachment mostrou isso; precisa de uma "presidente estadista", tipo Jefferson, Monroe, Lincoln, Kennedy ou até mesmo Gorbachev. Temer é algo pelo menos parecido? É mais um presidente francês com mulher "modelo"; sem moral e ética na política, é como colocar raposa no galinheiro. Estadista é aquele que além de culto, é muito moral e ético no trato da coisa pública. Quem salva na política brasileira? Esse outro poste chamado Temer? Escorado no "pudê" pelas ratazanas do PMDB e dos comunistas "tucanos", que antes eram os petistas?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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JOGOS PARALÍMPICOS RIO-2016

Tudo de bom aconteceu nestes Jogos Paralímpicos, inclusive a lembrança da obra prima de Mário Quintana chamada "Deficiências". Com certeza vale a pena recordar: "Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino. "Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui. "Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores. "Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês. "Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por  trás da máscara da hipocrisia. "Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda. "Diabético" é quem não consegue ser doce. "Anão" é quem não consegue deixar o amor crescer. E, finalmente a pior das deficiências é ser miserável. "Miseráveis" são todos os que não conseguem falar com Deus.

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

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ATLETAS PARALÍMPICOS

"Nasci para vencer. A adversidade não me abateu", garante Renato Leite, 34 anos, titular da seleção brasileira de vôlei sentado. Renato perdeu a perna aos 18 anos. É um atleta símbolo da perseverança, do otimismo e da coragem que brilha na Paralimpíada do Rio. Marcante exemplo de determinação e vontade de viver. Especialmente para quem, como eu, tem braços, pernas e olhos, mas muitas vezes deixo-me vencer pelo desânimo e pela preguiça. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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15 ANOS DO '11 DE SETEMBRO'

Domingo, decorridos 15 anos da segunda maior agressão sofrida pelos Estados Unidos, resta analisar como toda a segurança desenvolvida pelo Estado americano permitiu que 19 terroristas tenham conseguido, facilmente, entrar nos Estados Unidos, fazer cursos de piloto, sequestrar 4 aviões, jogar dois deles nas Torres Gêmeas, um sobre o Pentágono, matando 184 pessoas, um em Shanksville, Pensilvânia, tendo morrido 40 pessoas. Desejo de consumo terrorista, as torres foram alvo de atentados por toda a década de 1970, 1980. No atentado de 2001 morreram 2.753 pessoas, 372 estrangeiros de 80 nacionalidades, 343 bombeiros, 23 policiais, 411 voluntários, que morreram ao tentar salvar vidas. 41% dos mortos não foram identificados, e foram 99 dias para apagar o incêndio. Somente para limpar a área foram gastos US$ 750 milhões. Rudolph Giuliani era o prefeito de Nova York. A agressão às Torres Gêmeas superou em número de mortos o ataque japonês a Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941, com 2.400 mortos. A selvageria dos grupos terroristas, quase todos muçulmanos ligados ao islamismo, continua a cometer atentados covardes sacrificando milhares de cidadãos, incluindo, crianças numa sandice criminosa em nome de Alá.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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'WE WILL NEVER FORGET'

Naquele fatídico novembro de 1963, a inocência americana - e mundial - começou a ser violentada, com o trágico e cinematográfico assassinato de JFK. Há exatos 15 anos, a inocência levou seu tiro de misericórdia, dado pelo Al-Qaeda de Osama bin Laden. Incrédulos, assistimos ao maior atentado terrorista da história da humanidade, ao vivo. Todos nos lembramos de onde estávamos e o que fazíamos naquele momento. Foi um choque! Nascia o pesadelo do terrorismo islâmico, do qual ainda estamos longe de despertar. Não é que não o tenhamos observado nos atentados de Nairóbi, no Quênia, em 1998; mas 11/9 ultrapassou qualquer parâmetro. Impôs o triste e violento marco do "antes e depois de". Osama bin Laden morreu - felizmente! A Al-Qaeda - quem diria - tornou-se obsoleta e "conservadora" diante da pluralidade de ações de terror terceirizadas pelo Estado Islâmico. E hoje nos encontramos num dilema sobre como combater tal câncer, que se espalhou pelo mundo e se alimenta da ignorância e da barbárie dos cegos e fanáticos religiosos. Tenho fé de que derrotaremos esta ameaça e acordaremos deste pesadelo, despertando para uma paz mais sólida. Ficaremos, entretanto, marcados por tudo aquilo que vimos. Pelas chocantes imagens que testemunhamos naquela terça-feira comum de 2001, que findou uma era em nossa vida. Como dizia uma faixa fixada num prédio próximo aos ataques, pouco depois dos atentados: "Nós nunca vamos nos esquecer!".

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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TARDE DEMAIS

O presidente dos EUA, depois da última explosão atômica norte-coreana, na semana passada, declarou que seu país jamais permitirá que a Coreia do Norte se torne uma potência nuclear. Ótimo, mas é tarde demais, porque a Coreia do Norte já é uma potência nuclear.

Laércio Zanini  spettro@uol.com.br

Garça 

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TESTES NUCLEARES

Quem realmente testa as bombas: a falida Coreia do Norte ou a China capitalista?

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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DILMA E RI CHUN-HEE

Dilma Rousseff, vestida de vermelho, conclama à luta. A norte-coreana Ri Chun-Hee, vestida de rosa, noticia o êxito do teste nuclear norte-coreano da semana passada. O que têm em comum? Coloridas com as cores do sangue, são duas idosas ressentidas pelo envelhecimento, fazendo dos mais jovens seus avatares barulhentos para que elas não escutem o silêncio dos seus 70 anos. Sim, aos 70, somos agora coadjuvantes de nossos descendentes e, se a inveja não predominasse, deveríamos incentivá-los à vida, e não à morte.  Descei do palco, senhoras! 

Sandra Matia Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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'A SANTA E A BRUXA'

Muito esclarecedor o artigo "A santa e a bruxa", publicado no caderno "Aliás" de 11/9/2016, de autoria do escritor e jornalista Sérgio Augusto. Apresentou-me uma visão que eu desconhecia acerca da Madre Teresa de Calcutá, hoje Santa Teresa. Eu gostaria, entretanto, de fazer uma ressalva no que diz respeito ao trecho em que o articulista se refere a Ayn Rand como "o ogro mais graduado do conservadorismo americano". Ayn Rand, como se sabe, era uma mulher. Referir-se a ela como "ogro", quando existe a forma feminina desse substantivo, ou é uma dupla ofensa ou revela escasso conhecimento a respeito da pessoa. Deveria ter constado do artigo, na parte que se refere a Ayn Rand, que ela foi escritora de romances e filósofa. E só.

Jonathan Pedro jonpedro1979@yahoo.com.br

Barueri

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CRÍTICAS À MADRE TERESA

Madre Teresa de Calcutá, um modelo de perfeição, tem recebido absurdas críticas por não usar em suas ajudas médicas seringas descartáveis. Na metade do século passado, seringa descartável não fazia parte da rotina médica. Após lavagem vigorosa, fervia-se o conjunto agulha e seringa e tudo corria muito bem. Trabalhei na década de 1960 em laboratório médico, como parte de minha formação, e nunca tivemos problema algum nesse sentido. A humanidade não se contenta com muito, tem sempre uma pedrinha no caminho.

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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