Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

16 Setembro 2016 | 03h07

O injustiçado

Uma hora e meia de mentiras, confirmando ser o que o Brasil já sabe: ele é o maior mentiroso! Comparou-se a Jesus Cristo, Tiradentes, além de Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, etc. Até chorou... Pediu respeito a dona Marisa, o que ele não fez por 20 anos – entre outros, lembramos o episódio de Rosemary Nóvoa Noronha. Falou do ódio dos outros, quando foi elle o maior propagador de ódio: negros contra brancos, pobres x ricos, as elites, os loiros de olhos verdes – tacha simplesmente tudo e todos. É de lastimar ver os seus companheiros, que o conhecem bem, aplaudindo. Comparar as famílias do Ministério Público Federal com a dele foi absurdo. O Brasil viu o gesto de sua filha Lurian com o “dedo”. Gente finíssima!

CELSO DE CARVALHO MELLO

celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

Tudo falso

O discurso de vítima inocente que Lula fez ontem, após ser denunciado pela força-tarefa da Lava Jato, é tão autêntico quanto a nova cor dos cabelos da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que se fez presente ao ato de forma ostensiva. Em antológico ato falho, a petista do Paraná apresentou em sua cabeça uma alegoria perfeita da inocência de Lula.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

Triste fim

O pronunciamento de Lula mostrou a decadência e a mediocridade dos últimos momentos de um líder fracassado. E os senadores Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias ainda acham que ser papagaio de pirata de Lula dá prestígio. Não mais, acabou.

LUÍZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Santa Inocência...

Assim como o Lula se diz inocente, eu continuo acreditando em Papai Noel.

LAERTE DE PAIVA FILHO

laertepaivaf@gmail.com

São Paulo

Eu também acredito em Papai Noel, saci-pererê, mula sem cabeça e lobisomem, como acredito que o Lula é o homem mais honesto e inocente deste país.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

A caminho de Curitiba

Lula diz que se provarem corrupção dele, vai a pé para ser preso. Recomendo começar a caminhada já, visto que o trajeto mais curto para Curitiba (via BR-116) tem 401 km desde São Bernardo do Campo, 405 km do Guarujá (incluindo um trajeto de balsa) e 458 km desde Atibaia.

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

Jararaca vai a pé ou rastejando?

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

Hora e lugar errados

É de informar à jararaca que entrevista em hotel e horário de sua conveniência não convence os cidadãos contribuintes dotados de um mínimo de inteligência, pois o interessado fala apenas o que quer, bem como responde só ao que lhe importa. O lugar e a hora certos são os determinados pelo Poder Judiciário!

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

O vermelho e o negro

Em 1992, Fernando Collor de Mello pediu que o povo fosse para as ruas vestido de verde e amarelo (em apoio a ele). O povo foi de preto, pedindo para mandá-lo pro espaço. Esperamos que aconteça o mesmo com Lula, que nos pediu para irmos às ruas vestidos de vermelho. Já estou indo de preto, do jeitinho que fui em 1992, repetindo a dose.

LEÔNIDAS MARQUES

leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

Fuga

O argumento de perseguido político da defesa de Lula tem um objetivo claro: sair do País. O dr. Hélio Bicudo foi um dos poucos petistas que não caíram na falácia de que o PT desapareceria sem Lula. Ninguém é insubstituível. A lei serve para todos, até para quem acha que não.

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

AINDA O IMPEACHMENT

De legitimidade

Li o artigo O problema da legitimidade, do jornalista Eugênio Bucci (15/9, A2), no qual ele diz que “a razão pela qual Dilma teve o seu mandato cassado foi política e juridicamente fraca”. Ora, ela não assinou três decretos e praticou uma pedalada fiscal, que eram proibidos por lei? Aprendi com meu falecido pai que tanto faz você surrupiar (naquele tempo, cruzeiros) Cr$ 1 como Cr$ 1 bilhão, ambos os fatos são criminosos e igualmente apenados. Portanto, dizer que a razão (a fundamentação) jurídica foi fraca é argumento de quem nada entende, o que não é, em absoluto, o caso do renomado jornalista. Acredito em simples infelicidade no momento da redação.

CARLOS ALBERTO FERREIRA

carlos.alberto572@terra.com.br

Águas de Lindoia

O articulista Eugênio Bucci certamente sonha com um país fraterno em que o governo central determina quem é agraciado por suas ações paternais. O governo de esquerda do PT mostrou, a quem quer ver, a tragédia desse mundo. Dizer que o processo de cassação de Dilma teve base fraca me faz lembrar Al Capone, um gângster que foi preso pelo Imposto de Renda. Quanto à legitimidade de Michel Temer, lembro que após a terra arrasada deixada pelos gângsteres tupiniquins qualquer um é melhor. E constitucionalmente é o que temos. Assim, sugiro que parem de sonhar e ajudem a pôr este país em pé novamente. E, importante, aprendam a lição de que esses moldes de governo só funcionam nos livros.

CLAUDIO HEBLING

chebling@yahoo.com.br

São Paulo

Gostaria de perguntar a Eugênio Bucci se, da mesma forma que ele considera que “golpe é o que o povo decide chamar de golpe”, podemos dizer que político corrupto é o que o povo decide chamar de político corrupto, mentiroso é o que o povo decide chamar de mentiroso, incompetente é o que o povo decide chamar de incompetente, etc. Achei interessante o critério de legitimidade adotado pelo professor da ECA-USP. Como poderíamos classificá-lo? Talvez como critério circense de legitimidade? Onde será que o professor aprendeu isso? Será que foi na Faculdade de Direito? Estamos mal...

LUIZ ADELINO DE ALMEIDA PRADO

laap@terra.com.br

São Paulo

“Não explicando nada, a jararaca chorou como crocodilo, porém não se esqueceu de cutucar FHC. Mas toda jararaca tem a muçurana que merece...”

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE O COMÍCIO DE ONTEM

standyball@hotmail.com

“Para os advogados de Lula, o Ministério Público Federal não apresentou provas. Estarão eles pensando que Lula cometeu crimes perfeitos?”

LUIGI VERCESI / BOTUCATU, SOBRE CORRUPÇÃO

luigiapvercesi@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

OPERAÇÃO LAVA JATO

A força-tarefa da Operação Lava Jato denunciou o ex-presidente Lula como sendo o comandante do esquema de corrupção na Petrobrás (petróleo). O Brasil inteiro sabe que Lula é corrupto e que o Partido dos Trabalhadores (PT) no poder quebrou a economia brasileira, deixando o País à deriva. Parece que somente os advogados do ex-presidente, encabeçados pelo dr. Cristiano Zanin Martins, ainda não perceberam isso. Com todo o respeito que devemos ter pelos advogados que tentam defender seus clientes, neste caso tenho vergonha e me revira o estômago ver como eles tentam provar a inocência do ex-presidente. Devem receber uma remuneração que apaga qualquer vestígio de respeito para com 90% da população brasileira. Abraham Lincoln já dizia que "você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas por todo o tempo". Os advogados de Lula deveriam se lembrar dessa grande verdade.

Károly J. Gombert kjgombert@gmail.com.br

Vinhedo

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VESPEIRO

Assisti à entrevista coletiva dos procuradores no Paraná denunciando Lula como chefão de todo o esquema de corrupção na Petrobrás, e é de ressaltar a coragem deles de mexer neste tremendo vespeiro. Devo lastimar o sensacionalismo com que a Globonews tratou o fato, num momento tão sério e grave que o País vive, colocando na mesma tela os procuradores e os advogados de Lula quando os procuradores nem sequer tinham terminado sua entrevista coletiva. A mesma imprensa que dá espaço a este político bufão e intempestivo depois recebe dele, sem nenhum respeito, a ofensa de ser chamada de "golpista".

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

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EVIDÊNCIAS

Alega a defesa do ex-presidente Lula que não há provas de nada. Soltem-se, então, o pai e a madrasta de Isabela Nardoni, barbaramente assassinada, afinal ninguém os viu jogando a menina pela janela. Ou será que evidências só valem para os pobres mortais, nunca para os integrantes da elite?

Marcia Meireles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

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LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ

É lamentável que os advogados do ex-presidente Lula, como o próprio, delirem ao ponto de achar que todos os brasileiros são verdadeiros néscios. Os argumentos da defesa na tentativa de explicar o inexplicável não resistem à singela análise da cronologia dos fatos. Claro que, se for levar em conta a adulteração do contrato, quando altera o número do apartamento no Consomínio Solaris, no Guarujá, então não há mais o que comentar. O fato em si - da adulteração - já sepulta qualquer possibilidade séria de defesa. Mas, voltando às datas dos eventos. Tudo ia às mil maravilhas, reformas ao gosto dos proprietários - Lula e Marisa -, mobília, elevador privativo, enfim, tudo na expectativa de que, a exemplo do mensalão, quando seus asseclas o blindaram da parte ativa dos atos de corrupção e lavagem de dinheiro, até que veio a Operação Lava Jato, que, a partir de março de 2015, deu início às investigações. As primeiras palavras de Lula sobre o assunto foram de que nunca esteve naquele apartamento. Depois, admitiu que visitou o imóvel,  mas após o depoimento do zelador, que perdeu o emprego por falar a verdade, tentou de todas as maneiras afirmar que a compra teria sido feita pela sua esposa, Marisa. Após várias tentativas, todas vãs, de negar, recorreu à Justiça buscando a rescisão do contrato e a restituição do que havia pago, isto agora. Usar a Justiça com álibi extrapola o limite do razoável, é o autêntico litigante de má-fé, pois litiga contrariamente à lei. Espera-se que o juiz da causa condene Lula e dona Marisa como litigantes de má-fé. Portanto, se não houvesse a Operação Lava Jato, o apartamento seria, sim, de Lula e de sua família. 

Carlos B. Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

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O TRÍPLEX NO GUARUJÁ

Como diz o dr. Helio Bicudo em palestras e em vídeo: conheci o Lula quando morava num sobradinho de 50 metros quadrados. Provavelmente, este sobradinho era honesto e já o colocava num rol de minoria da população. Mas a ganância foi maior que a inteligência. Depois disso, tudo o que se viu foi embromação, sempre morando em imóveis de amigos (laranjas). Quis o destino que o "cara" será pego pelos imóveis (de amigos laranjas) e para lazer no campo e na praia. No lazer vivendo como "rei", só que à custa do povo, os mesmos, alguns que ele pensa que enganou e outros que ele traiu mesmo. A justiça tarda, mas não falha, mesmo tendo alguém lá cooptado (espero). Demorou, mas a casa caiu literalmente em todos os sentidos da palavra, como cai para todos os criminosos, sejam eles sindicalistas, terroristas, traficantes ou políticos de qualquer ideologia. Pois, ao tardar e com a ganância maior que a inteligência, o meliante sempre se enforca sozinho na corda bamba. Não bastava entrar para a história como o primeiro presidente operário (apesar de que ser operário já era uma mentirinha, era, sim, um sindicalista braço curto).

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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EMPREENDEDORISMO MODERNO

Os métodos praticados por mafiosos americanos como Al Capone, Lucky Luciano e Vito Genovese e por os gângsteres locais como Lampião e Maria Bonita eram violentos, simplórios e pouco eficientes. Nada disso na moderna política do PT: com histórico estelionato eleitoral, elege-se um presidente, inventam-se programas ditos "sociais" para distrair o povo e colocam-se os recursos de gigantes como a Petrobrás a serviço do presidente, de seus compinchas e do partidão, custando-a nada menos que R$ 6,2 bilhões. Eis o empreendedorismo moderno, privado no lucro, popular no prejuízo, com 12 milhões de desempregados. Exemplo vergonhoso para os anais da triste história brasileira. 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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MAIS RÁPIDO

Exatamente como Eliot Ness, na época de Lei Seca, cercou Al Capone e venceu a máfia de Chicago, sendo mais rápido e atirando primeiro, Deltan Dallagnol, na época da Lava Jato, está cercando Lula e vai vencer a máfia de Brasília, sendo mais rápido e acusando primeiro. Prisão à vista!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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JARARACA

Parece que, agora, pisaram na cabeça da Jararaca.

Giovani L. Montenegro giovannilima22@icloud.com

São Paulo

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A MESMA CANTILENA

O coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, afirmou, de posse de 14 conjuntos de robustas evidências, que Lula era o "comandante máximo do esquema de corrupção" identificado na Petrobrás durante o seu governo. A defesa, sem argumentos diante de tantas evidências, na tentativa de salvar seu grande general, maestro e chefe do asqueroso esquema, rezou a mesma ladainha de sempre: ele foi eleito democraticamente, não há provas e o motivo das acusações é eliminá-lo das eleições de 2018. Senhores causídicos, ser eleito democraticamente não lhe dá o direito de roubar em eleição, o "cara" de pau nem para síndico de galinheiro ganha mais. As provas são límpidas e cristalinas, visíveis e audíveis, o que será preciso para que os avalistas da roubalheira admitam a verdade? Esta semana, na denúncia, os procuradores da República desenharam as mazelas com riqueza absurda de detalhes, mas não adiantou, o que mais falta para que os deficientes de inteligência caiam na real? Escrever em braile ou usar o recurso closed caption para surdos? Especialistas das áreas lhes farão bem, quem sabe ainda darão um jeito!     

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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DOMÍNIO DO FATO

Após a aula proferida pelo procurador Deltan Dallagnol, durante entrevista coletiva, ficou claro o esquema corrupto urdido por Lula para perpetuar o PT no poder e para obter o enriquecimento ilícito em seu proveito próprio. A ideia é apoiar-se na teoria do domínio do fato, que condenou José Dirceu e que foi utilizada para julgar crimes cometidos na Alemanha Oriental, Argentina e Peru. A conclusão de que Lula era o maestro de uma grande orquestra de corrupção para saquear a Petrobrás e outras empresas ficou tão bem demonstrada que creio que será muito difícil de o ex-presidente escapar do cárcere.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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LULA, O 'MAESTRO'

O Ministério Público Federal (MPF) informa o que a sociedade brasileira esclarecida já sabia faz tempo!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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MEDO DAS URNAS

O que estes "justiceiros" faziam quando FHC, do PSDB, escolheu a dedo o primo de seu vice Marco Maciel (PFL), Geraldo Brindeiro? E venderam o País nas palavras de seu ex-ministro Mendonça de Barros! Se chácara/tríplex não estão registrados em cartório em nome de Lula, não são dele, é simples! Palestras até Sérgio Moro faz. O diagrama da corrupção serve a todos: FHC, Temer, Cunha e ao PMDB. E as provas? O PT e Lula foram eleitos quatro vezes. Isso tudo, agora, é para tentar impedi-lo em 2018. Quanto medo das urnas!  

Wilson Ronaldo de Oliveira wilsoncidadaocuritibano@gmail.com

Curitiba

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LULA 2018

Lula 2018 vai ser o número na Papuda.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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'SUI GENERIS'

Tim Maia dizia ser "sui generis" o Brasil, pois, aqui, prostituta se apaixona, cafetão tem ciúmes, traficante fica viciado e pobre é de direita. Se ainda fosse vivo, "o síndico" acrescentaria à sua lista mais uma excentricidade brasileira, já que Lula - autodenominado "a alma mais honesta do Brasil" - foi denunciado pela Operação Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro. Somente no Brasil tal baluarte da honestidade pode ter a Justiça em seu encalço (meu sarcasmo antipetista está a mil).

 

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte 

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DEPOIS DE EDUARDO CUNHA

Será que Eduardo Cunha vai servir de bode expiatório e pagar o pato sozinho? No meio daquela bandidagem, ele chega a ser inocente. Roubou pouco, mentiu pouco. Quando será que as raposas do mal serão chamadas às falas? Na posse da ministra Cármen Lúcia no Supremo Tribunal Federal (STF), megabandidos estavam na plateia com aquela famosa cara de "tô nem aí". O povo, que foi justamente louvado na cerimônia, espera justiça e celeridade.

 

Jota Treffis jotatreffis@outlook.com

Teresópolis (RJ)

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O QUE VEM POR AÍ

A única possibilidade de acontecer uma reforma política no Brasil seria o deputado cassado Eduardo Cunha partir, agora, para uma delação premiada.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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INSÔNIA CURITIBANA

Eduardo Cunha perdeu o mandato. Muitos perderam do sono.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PELA ORDEM

Depois da queda de "Dudu" Cunha, que, enquanto serviu, foi imbatível - e se lamenta que alguém tão forte tenha se conspurcado pela lama do poder -, espera-se agora, pela ordem, que seja a vez de Renan Calheiros, o "rasga-Constituição".

Elisabeth Migliavacca

São Paulo 

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PROFETIZANDO

Renan Calheiros, presidente do Senado Federal e que reponde a quase uma dúzia de processos, profetizou em face do cassado Eduardo Cunha: "Quem planta vento colhe tempestade". E o dito popular apropriado para Renan seria: "Você é a bola da vez".

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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RENAN, SOBRE CUNHA

Pergunta para Renan Calheiros: quem planta tempestades colherá o quê?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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A POLÍTICA E A COINCIDÊNCIA

O deputado Paulinho da Força (SD-SP) defendeu, na semana passada, a ideia de que, por isonomia, os políticos deveriam também receber os benefícios da Lei de Regularização de Bens no Exterior. Na oportunidade, alegou que não tinha contas no exterior e também não fazia isso para amparar ninguém, muito menos o ex-deputado Eduardo Cunha. Eis que, em menos de sete dias, ele vota pela absolvição do deputado Eduardo Cunha. Em política não existe coincidência, logo...

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo 

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JOGO DOS SETE ERROS

Chico Buarque na política, Neymar na música, Eduardo Cunha na literatura, empreiteiros discursando, poderosos dançando... O Brasil está ficando parecido com um jogo dos sete erros. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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DEFESA

Convenhamos, é preciso reconhecer, apesar dos pesares: o Brasil tem uma grande dívida para com Eduardo Cunha. Aliás, registre-se, a defesa técnica de Eduardo Cunha, por inabilidade ou por desconhecimento técnico, sempre se pautou por um discurso inflamado. A distinção basilar entre o sujeito de direito (pessoa) e a coletividade humana organizada (pessoa jurídica) era essencial para desmontar a tese da representação. A defesa, ao se enveredar pelo discurso simplista de que não havia número de conta nem do banco, para demonstrar que Eduardo Cunha, como pessoa física, não tinha conta em seu nome no exterior e, por isso mesmo, não havia mentido perante o Conselho de Ética, falou sozinha. A simples tese do truste pegou muito mal, servindo num primeiro momento de chacota para uma plateia heterogênea, como é a Câmara dos Deputados.

Abdiel Reis Dourado abdiel@terra.com.br

São Paulo

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GRATIDÃO

Eduardo Cunha foi julgado e cassado por 450 deputados, dos quais a grande maioria tem "telhado de vidro". Mais de uma centena respondem a processos. Parcela da mídia e a população entraram na onda "Fora Cunha", como se fossem 100% honestas e não tendenciosas. Uma pesquisa do Ibope de 2006, sob o título "Corrupção na política: eleitor, vítima ou cúmplice", mostra um paradoxo na opinião pública brasileira no que diz respeito aos temas da ética e da corrupção. Enquanto o eleitorado se julga honesto, indicando repúdio aos atos ilícitos da classe política, vive, por outro lado, praticando ou aceitando uma diversidade de transgressões à lei no seu cotidiano. Todos conhecem ou já ouviram as mais comuns: tentar subornar um policial rodoviário, estacionar em vagas de deficientes, "levar" material de escritório da empresa para casa, enganar a empresa no relatório de despesas de viagem, mentir uma doença para não ir ao trabalho, aceitar um cargo ou uma "boquinha" de um parente político, comprar produto pirata, e assim vai até atos mais desonestos. Ou seja, a pesquisa conclui que mais de metade do eleitorado brasileiro comete venalidades. Nesse quadro, pergunta-se: quem pode atirar pedras em Cunha? Aqui o meu paradoxo: apesar da desonestidade, sou grato ao deputado cassado porque, sem ele, estaríamos afundando cada vez mais sob o comando catastrófico do PT.

 

Ari Giorgi arigiorgi@hotmail.com

São Paulo

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CUNHA E DILMA ROUSSEFF

"Antes de sair em busca de vingança, cave duas covas" (Confúcio).

Ricardo Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo 

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ORGIA COM O DINHEIRO PÚBLICO

Nesta era petista, austeridade era mais que um palavrão. Não por outra razão, a ex-presidente Dilma Rousseff se lambuzou de mordomias e exageros nos gastos públicos: tinha, somente à sua disposição no Planalto, 28 veículos, sendo um furgão só para carregar sua bicicleta, e mais 34 motoristas. Isso é que é golpe contra os contribuintes brasileiros. E foi dessa forma irresponsável que o PT administrou o País, deixando para Michel Temer, além de uma economia em recessão, a maldita herança de um déficit fiscal para este ano de R$ 170,5 bilhões, para 2017 outro de R$ 139 bilhões e muitas outras maldades.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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POSTE DE LUXO

É inacreditável que a sra. Dilma Rousseff tinha à sua disposição 34 motoristas e dezenas de automóveis. "Ella" se achava uma monarca, ditadora de algum país africano, não condizente com a história que conta da sua vida. O povo passando fome e ela, numa péssima gestão, sem dinheiro para vários segmentos sob sua responsabilidade e do governo, tinha uma caminhonete só para levar a sua bicicleta para passeio. Se não for presa, é melhor internarem esta senhora! E este "poste de luxo" ainda fazia críticas à elite...

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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LOCOMOÇÃO

Uma ex-presidente tinha 34 motoristas à sua disposição. Um ex-presidente também vai ganhar um, o japonês da Federal!

Wilson Cassio Cavazzani cavazzani@hotmail.com

São José dos Campos 

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AOS AMIGOS, MORDOMIAS

Ao ler o texto sobre o insulto transfigurado em "34 motoristas" à disposição da sra. Excelência, veio-me a certeza de que, na verdade, estavam todos à disposição de seus asseclas. Por isso tanta gritaria para não perder mais esta "boquinha" institucionalizada. Enquanto o mundo caminha para a simplificação, nós, aqui, temos de continuar a assistir a este circo de horrores.

Célia Canhedo cecanhedo@gmail.com

São Paulo

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DESVIOS

Fica difícil de acreditar que Dilma Rousseff não tenha cometido desvios durante o seu desgoverno. Na sua mudança do Palácio do Planalto sumiram muitos objetos pertencentes à União. Coisa do PT, e seu grande líder foi o exemplo. Que vergonha!

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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FRAUDE NAS URNAS

Foi desbaratada pela Polícia Federal uma quadrilha que prometia fraudar urnas eletrônicas no Rio Grande do Sul, no Piauí, em Goiânia e no Distrito Federal. Cobrava R$ 5 milhões, para prefeito, e R$ 600 mil, para vereador. Quanto custaria para presidente da República? Porque, dada a baixa popularidade da ex-presidente Dilma em 2014, sua reeleição levantou pilhas de elefantes na orelha de todos os brasileiros, a ponto de, após muita pressão dos eleitores, o Congresso aprovar lei para o retorno do voto impresso. Mais uma prova de que o impeachment não foi "golpe", mesmo. Apenas nos livramos dos golpistas. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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'O PROBLEMA DA LEGITIMIDADE'

Aprecio muito a escrita do professor Eugênio Bucci. No entanto, o objeto de seu escrito (15/9, A2) parece desconectado com o fato ou situação tratada. Quem está a dizer que o processo de impeachment foi golpe não é o povo. Quem está a repetir, para ver se uma hora toma ares de verdade, é o partido recém-apeado do poder e seus seguidores. Sabemos que o PT é partido bem estruturado, com militância expressiva, que se espraia pelos cargos comissionados, que sabemos haver dezenas e dezenas de milhares pelo País, graças ao aparelhamento do Estado perpetrado nos últimos 13 anos. Sabemos que sabem ser ruidosos. Não o foram mais na época de Itamar Franco porque o então presidente impedido não tinha partido político que o sustentasse. Agora é o PT que foi despejado do Palácio do Planalto, depois de 13 anos de hegemonia. Quanto ao presidente da República, terá de encontrar uma forma de administrar uma verdadeira "herança maldita", podendo aí conquistar a legitimidade. É o que espero preocupada com os 12 milhões de desempregados que não parecem fazer parte das preocupações dos "honrados golpeados".

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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A VOZ DO POVO?

O jornalista e professor Eugênio Bucci escreve sobre a legitimidade ou não do governo Temer, chegando à conclusão de que é legítimo, mas fraco. Claro que é fraco, pois qualquer um que assume um governo com tantos problemas como este só pode ficar fraco por um grande tempo ou pelo tempo que durar. Mas a conclusão de Bucci sobre o chamado "golpe" é de que o povo é que está chamando o governo Temer de golpista, e sustenta a tese se referindo às passeatas do tempo de Collor. Ora, sr. Bucci, é sabido (e o sr. sabe também) que os que vão hoje às ruas gritar "é golpe" não são o povo brasileiro como um todo ou grande parte dele, mas, sim, uma pequena parcela daqueles que ou são aliciados e recebem benesses para tal ou são os partidários e/ou viúvos e viúvas do antigo PT, aquele que era contra as oligarquias e que não roubava nem deixava roubar. O povo está passando necessidade, grande parte desempregada e com dívidas que foram incentivadas pelos governantes petistas. Estes e seus familiares não vão gritar a favor da presidente defenestrada. Nem os milhões que foram às ruas pedir a saída do pior governo que já tivemos. Portanto, sr. Bucci, não foi o povo que sapecou a pecha de golpista em ninguém, foram uns poucos que sofrem com a saída dos seus financiadores. Golpe é o que sofremos nós todos nestes 13 anos (13?!) de desgoverno "petralha".

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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SENTINDO-SE ILEGÍTIMO

Sobre o artigo de Eugênio Bucci (15/9, A2), já havia escrito sobre a questão da legitimidade com a assunção de Temer à Presidência da República e a saída definitiva de Dilma. O que se pensou fosse cessar não cessou. O grito de ordem "Fora Temer" não tem momento ou local para acontecer. A pessoa indicada pela Carta Constitucional para substituir o presidente da República, condenado ao cabo de um processo de impeachment, é o vice-presidente (art. 79 da Constituição federal). Mas, se de um lado Temer está obedecendo à Constituição, não é reconhecido como chefe de governo ou da Nação por expressiva parte do povo brasileiro. E a outra parte não está nem um pouco motivada a admitir "erros" ou "inseguranças", ou "mudanças constitucionais restritivas de direitos". Poderia até afirmar que Temer é um presidente constitucional, mas não legítimo. Não tem índice necessário de apoio popular para levar a termo reformas tão delicadas como a da Previdência e a trabalhista. Como sua prioridade, agora, é a aprovação da PEC da Previdência, rebate a versão de que seriam retirados direitos trabalhistas. O artigo ao lado do que ora comento, "Ajustes nas contas e sua comunicação", de autoria de Roberto Macedo, dá conta de que o Planalto vai contratar uma empresa de comunicação para ajudar o presidente Temer, uma coisa que Lula tinha de sobra: capacidade de comunicar-se com seus governados. Hoje, Temer tem uma linguagem formal (já utilizou mesóclises à Jânio Quadros) e uma aparência "soturna", como diz Roberto Macedo. Necessário que venha à frente de seus não eleitores decidido a explicar, esclarecer e, sobretudo, deixar claro que em seu governo é ele que diz a última palavra. E o faz objetivando a recuperação do País, não à reeleição, não nenhum tipo de "golpe". Segundo o dicionário Aurélio de Língua Portuguesa, "golpe de Estado: ação de uma autoridade que viola as formas constitucionais; conquista do poder político por meios ilegais". Tudo o que Temer não fez.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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O IMPEACHMENT FATIADO

E se o Supremo Tribunal Federal (STF) legitimar o impeachment fatiado de Dilma Rousseff? Se o STF considerar legítimo o "arranjo" feito pelos senadores para fatiar o impeachment, então o Supremo perde sua razão de ser, melhor fechar suas portas e deixar ao encargo do Senado julgar as questões de direito que a atual Constituição prevê. Recolher todos os volumes da Constituição e reciclá-los em papel higiênico para uso no "Cambalacho Nacional".

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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RÁBULAS

Não seria o caso de fecharmos o Supremo Tribunal e contratarmos rábulas para ocupar os cargos dos ministros? Com isso, pagaríamos a metade do salário que estes superministros recebem para passarem todo o santo dia falando e discutindo asneiras. P.S.: rábula, para quem não sabe, era o advogado que, não possuindo formação acadêmica em Direito (bacharelado), obtinha a autorização do órgão competente do Poder Judiciário (no período imperial) ou da entidade de classe (primeiro do Instituto dos Advogados; a partir da década de 1930, da OAB) para exercer, em primeira instância, a postulação em juízo. Hoje em dia, é interpretada de forma pejorativa quando utilizada para conceituar ou qualificar determinado profissional que exerce a advocacia ou os encargos a ela referentes.

Ferran Cameranesi fernandocameranesi@yahoo.com.br

Sta. Cruz do Rio Pardo

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ECOS DE UM DISCURSO

Sem dúvida, a fala da ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, ao tomar posse na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), foi o que de mais lúcido e importante se disse neste ano de 2016. Que se fale e repita, agora e por todo o sempre, cada vez mais e de novo: "Em primeiro lugar, Sua Excelência, o povo". Claro como a luz do sol.

Eduardo Augusto D. Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

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STF

Cármen Lúcia, um fio de esperança para este pobre Brasil.

Valter Gali vgali@concili.com.br

São Paulo

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'QUERELAS DO BRASIL'

Muito bom que o STF esteja sendo comandado, agora, pela ministra Cármen Lúcia. Se mais pessoas públicas seguissem seus exemplos, certamente nosso combalido e surrupiado País, como nunca antes na sua história, poderia estar em outro patamar, e, por consequência, nós, brasileiros de bem, também. Aproveito para fazer uma conexão entre este fato e outro lamentável que presenciei esta semana. Utilizo a Ponte do Morumbi, em São Paulo, todos os dias. Quem trafega por lá sabe que, das duas pistas, uma serve para quem precisa acessar a Ponte Estaiada e a outra pista, para quem precisa acessar a Marginal Pinheiros. Normalmente, se forma uma longa fila na pista da direita, reflexo do trânsito da marginal. Muitos carros, infelizmente, e carros caros, ignoram solenemente a civilidade e cortam a longa fila, como que dizendo para os outros: "Vocês são uns trouxas". O fato que presenciei se deu com uma BMW, seguida de um carro com seguranças - portanto, em vez de um, simplesmente dois carros, naquele estilo agressivo de seguranças -, cortou a frente do carro que seguia à minha frente. Buzinei e protestei, como faço normalmente, e, ao emparelhar com o "poderoso", para minha surpresa e decepção, vi dentro deste carro Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e ex-candidato a governador. O trânsito, para ele, era um mero detalhe, pois o tempo todo manipulava seu celular, sem se preocupar em seguir à frente, seguido pelos seus brucutus. Eu teria vergonha, se fosse uma pessoa pública, de me comportar dessa maneira. Voltando à ministra, que dirige seu próprio carro, duvido que ao mesmo tempo faça uso do seu celular, muito provavelmente pago por ela mesma, e não pelo STF - e, detalhe importante, apesar de ter direito, sem seguranças. Já o senhor que não quer pagar o pato faz tudo ao contrário e de maneira deselegante. Aí está um perfeito retrato do "Brazil" que não conhece o Brasil, como na fantástica canção "Querelas do Brasil", dos geniais Maurício Tapajós e Aldir Blanc. Há neste país brasileiros e brazileiros...

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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UMA OFENSA

A ministra Cármen Lúcia, nova presidente do STF, nos aprontou uma surpresa infeliz e conspurcou sua cerimônia de posse com a presença de Lula, o "chefão" da organização criminosa que afundou o País e levou 6 milhões de brasileiros às ruas para exigir a sua punição e a de sua capanga. O mínimo que se devia esperar de alguém que ocupará a presidência de um dos Três Poderes da República, talvez o mais simbólico, por ter a função de guardião da lei, era que tivesse a consciência de aquilatar o quanto este gesto ofenderia os brasileiros de bem e comprometeria qualquer decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento das ações da Operação Lava Jato, que certamente terá de conduzir como presidente nos próximos dois anos. No momento em que convidou essa figura execrada, com tudo o que atualmente sabemos dela, deu aval ao seu comportamento desrespeitoso ao tribunal e seus ministros, particularmente a ministra Rosa Weber, tendo em vista o teor das gravações que todos nós ouvimos. Pior ainda: tornou-se suspeita, aos brasileiros, quanto a sua isenção para julgar a quem brindou com tal apoio e suporte. Lamentável, senhora ministra, este seu gesto impensado a diminuiu muito e serve para minar a esperança do povo de ter um Brasil melhor, mais justo e mais honesto.  

 

Carlos Ney Millen Coutinho cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro 

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PALAVRAS

"Os cidadãos desta República têm o direito (...)". O Ministro Mello preferiu essas palavras a José Sarney, Lula, Renan Calheiros, Fernando Pimentel, Edison Lobão, etc. Suas palavras representam nosso sonho, mas para tal plateia teríamos preferido que dissesse "Tejem presos!" e que a Polícia Federal, mesmo que fosse o japonês com tornozeleira, executasse.

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com

Bertioga 

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DISCURSO DE ULYSSES GUIMARÃES - 1988

Ao tempo da gravíssima quadra que o País atravessa, atormentado pela mais aguda e severa crise política, econômica, moral e ética de sua história, ocasionada pelos 13 infelizes, corruptos e nefastos anos do ciclo lulopetista, ora encerrado, cabe, por ocasião da posse da nova presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia Rocha, citar trechos relevantes do memorável e histórico discurso do notável Ulysses Guimarães, presidente da Assembleia Nacional Constituinte, quando da promulgação da Constituição federal, em 5 de outubro de 1988: "Chegamos! Esperamos a Constituição como o vigia espera a aurora. Bem-aventurados os que chegam. Não nos desencaminhamos na longa marcha, não nos desmoralizamos capitulando ante pressões aliciadoras e comprometedoras, não desertamos, não caímos no caminho. A Nação nos mandou executar um serviço. Nós o fizemos com amor, aplicação e sem medo. (...) A Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa, ao admitir a reforma. Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca. Traidor da Constituição é traidor da Pátria. Conhecemos o caminho maldito: rasgar a Constituição, trancar as portas do Parlamento, garrotear a liberdade, mandar os patriotas para a cadeia, o exílio, o cemitério. A persistência da Constituição é a sobrevivência da democracia. Quando, após tantos anos de lutas e sacrifícios, promulgamos o estatuto do homem, da liberdade e da democracia, bradamos por imposição de sua honra: temos ódio à ditadura. Ódio e nojo. Amaldiçoamos a tirania onde quer que ela desgrace homens e nações, principalmente na América Latina. (...) A coragem é a matéria-prima da civilização. Sem ela, o dever e as instituições perecem. Sem a coragem, as demais virtudes sucumbem na hora do perigo. Sem ela, não haveria a cruz, nem os evangelhos. A Assembleia Nacional Constituinte é caracteristicamente o estatuto do homem. É sua marca de fábrica. O inimigo mortal do homem é a miséria. O Estado de Direito, consectário da igualdade, não pode conviver com estado de miséria. Mais miserável do que os miseráveis é a sociedade que não acaba com a miséria. (...) A Assembleia Nacional Constituinte rompeu contra o establishment, investiu contra a inércia, desafiou tabus. Não ouviu o refrão saudosista do "velho do Restelo", no genial canto de Camões. Suportou a ira e perigosa campanha mercenária dos que se atreveram na tentativa de aviltar legisladores em guarda de suas burras abarrotadas com o ouro de privilégios e especulações. (...) Democracia é a vontade da lei, que é plural e igual para todos, e não a do príncipe, que é unipessoal e desigual para os favorecimentos e os privilégios. Se a democracia é o governo da lei, não só ao elaborá-la, mas também para cumpri-la, são governo o Executivo e o Legislativo. (...) O imperativo de "Muda Brasil", desafio de nossa geração, não se processará sem o consequente "Muda Justiça", que se instrumentalizou na Carta Magna. Foi a sociedade, mobilizada nos colossais comícios das Diretas já, que, pela transição e pela mudança, derrotou o Estado usurpador. A moral é o cerne da Pátria. A corrupção é o cupim da República. República suja pela corrupção impune tomba nas mãos de demagogos, que, a pretexto de salvá-la, a tiranizam. Não roubar, não deixar roubar, pôr na cadeia quem roube, eis o primeiro mandamento da moral pública. A moral é o cerne da Pátria. A corrupção é o cupim da República. República suja pela corrupção impune tomba nas mãos de demagogos, que, a pretexto de salvá-la, a tiranizam. Não roubar, não deixar roubar, pôr na cadeia quem roube, eis o primeiro mandamento da moral pública. (...) Termino com as palavras com que comecei esta fala: a Nação quer mudar. A Nação deve mudar. A Nação vai mudar. A Constituição pretende ser a voz, a letra, a vontade política da sociedade rumo à mudança. Que a promulgação seja nosso grito: Mudar para vencer! Muda, Brasil!". Com efeito, palavras ditas há quase três décadas não poderiam soar mais apropriadas e atuais, pois não?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ORGANIZAÇÃO PARTIDÁRIA

Aécio Neves e seu partido, o PSDB, querem limitar a liberdade de organização partidária. Será para facilitar os conchavos?

Tibor Rabóczkay trabocka@iq.usp.br

São Paulo

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PARLAMENTARISMO

  

O jurista Ives Gandra da Silva Martins declinou numa apostila didática as incomparáveis superioridades do parlamentarismo ao presidencialismo, no "Espaço Aberto" de "O Estado" de 14 de setembro. Governo da responsabilidade por tempo indefinido, contra governo da irresponsabilidade por tempo definido. Acrescente-se: governo dinâmico a bem do povo, contra governo lerdo a favor dos governantes. A esquerda ortodoxa e saudosista o detesta, porque é democrático e impossibilita projetos de poder. Dirão que é governo de elite, ocultando que a maioria dos governos social-democratas segue o sistema parlamentar. A sociedade brasileira precisa conhecer o tema em profundidade, não em sua superfície de embrulho dos radicais. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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MOMENTO IDEAL

Será que não é o momento ideal para que os movimentos de rua abracem esta ideia: do parlamentarismo? Pois, se dependermos do Congresso, a reforma política será apenas para beneficiar ainda mais os "nobres" deputados federais e senadores. Se realmente desejamos um país melhor, precisamos continuar nas ruas.

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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EMENDA À CONSTITUIÇÃO

O regime parlamentarista é próprio de todos os países desenvolvidos, enquanto o presidencialismo é praticado tão somente nas nações subdesenvolvidas ou em desenvolvimento, salvo os Estados Unidos, seu criador. O Brasil, para alterar o atual regime de governo, necessita apresentar um projeto de emenda à Constituição. Porém, esse projeto de emenda à Constituição já existe, sob o n.º 42 de 1982, no livro publicado pela Câmara dos Deputados em 1987 com o titulo "Parlamentarismo Já" (eu possuo um exemplar), este projeto recebeu naquela época diversas emendas que constam nessa publicação, naturalmente agora novas emendas mais atualizadas serão propostas sem alterar a essência do parlamentarismo, isto é: o presidente preside como moderador, como coordenador, mas é o primeiro ministro como sendo o presidente do conselho de ministros, é quem governa e é aquele que manda. Se o primeiro ministro governar bem vai ficando por tempo indeterminado enquanto tiver o voto de confiança do parlamento, mas se não for bem será substituído sem traumas, sem o traumático impeachment do regime presidencialista, porque isto se trata de um processo normal no parlamentarismo. Por duas vezes este tipo de governo foi proposto aos nossos eleitores, através de plebiscito. Contudo, lamentavelmente, por duas vezes a adoção do regime parlamentarista foi negado como resultado da consulta popular, obviamente isto aconteceu pela forte influencia de tacanhas lideranças politicas contrárias ao regime proposto e foram elas os que orientaram o seus seguidores neste sentido, está claro que a grande maioria dos nossos eleitores desconhece a diferença existente entre um regime e outro. Os demagogos proclamam: "Como ter um presidente eleito pelo voto do povo que não pode de governar?". As lideranças políticas que desejam implantar em nosso país o regime parlamentarista necessitam, antes de tudo, fazer uma persistente campanha de esclarecimento sobre o novo regime que desejam que seja implantado, senão poderemos ter uma nova derrota.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo

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A MULTA PELA LINHA DE TRANSMISSÃO

Reportagem do "Estadão" de 10/9 revelou que, "depois de cinco anos de tratativas e discussões para tornar viável a construção de uma linha de transmissão entre Manaus (AM) e Boa Vista (RR), o governo brasileiro se vê obrigado a assumir uma dívida de, pelo menos, R$ 534 milhões, sem a construção sequer de um metro dessa linha". E, ao ler a matéria, chega-se à conclusão de que o governo federal atingiu o suprassumo da desorganização, da incompetência e do descaso com a coisa pública. O objetivo era conectar de vez todos os Estados do País ao sistema integrado de eletricidade, cuja importância dispensa qualquer comentário. Ocorre que, decorridos cinco anos, a concessionária que venceu o leilão, em setembro de 2011, não conseguindo obter o licenciamento ambiental com os órgãos federais, resolveu, agora, devolver a concessão e pedir o ressarcimento apontado acima. Esclarece a reportagem que a linha de transmissão teria 721 km de extensão, sendo que 125 km teriam de passar pela terra indígena Waimiri Atroari, onde estão 31 aldeias com 1,6 mil habitantes. O processo acabou travado na Funai. Ora, qualquer engenheiro recém-formado não teria a menor dúvida de que o fato iria ocorrer. Na época do leilão, o Ministério de Minas e Energia era comandado pelo ministro Edison Lobão e é inaceitável que os responsáveis pelo projeto em questão não tenham realizado um estudo pormenorizado do percurso da linha e consultado, por antecipação, a Funai e o Ibama. Fica a impressão de que um funcionário graduado consultou o mapa do Brasil e traçou uma linha entre as duas cidades, a seu bel prazer, e os seus superiores na escala hierárquica determinaram a abertura do processo licitatório. Incompetências como esta ocorreram numa escala inaceitável no governo Dilma Rousseff, mas não foi uma esculhambação inédita de seu governo, pois irão ocorrer em outros governos também, enquanto os políticos continuarem a negociar cargos públicos e entregar o desempenho destes a compinchas incompetentes. 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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'AQUARIUS'

Estou superchateado pelo fato de o filme "Aquarius" não ter sido escolhido para representar o Brasil no Oscar. Um filme tão bom... Acho que isso, sim, é golpe. Mas de quem? De algum diretor otário que se achou acima de tudo e de todos, mesmo tendo cargo fantasma no governo da ética e honesta Dilma Rousseff e, claro, do PT, sempre na vanguarda da corrupção e da falcatrua? Que pena, isso foi um golpe, sim, de sorte para o Brasil, porque escolheram um filme bem melhor em todos os quesitos, sem o diretor ter se envolvido para aparecer como se uma estrela fosse. 

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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ELEIÇÃO 2016

Durante a propaganda eleitoral, todos os candidatos falam em problemas sem muita relevância, mas ninguém fala em questões de infraestrutura e urbanização. Campinas, metrópole com mais de 1,2 milhão de habitantes, precisa urgentemente da implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Esse, sim, é um melhoramento prioritário. Se não existem verbas devido ao alto custo dessa obra, que se façam, então, parecerias com empresas estrangeiras. Outras cidades menores que Campinas já têm estudos para implantar o VLT em suas cidades. Pensem nisso, senhores candidatos. 

Jose D. Bosnardo jose.bosnardo@vivointernetdiscada.com.br

Campinas

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DESVARIO DE MARTA SUPLICY

Dona "Marta", a Suplicy, já ultrapassou os 70 anos, mas continua dada a "mimimis" de menina que flertou toda a sua vida com a transgressão. Da rebelde dos anos 50 no Sacré Coeur à sexóloga afrontadora da classe social a que pertencia. De membro de família solene e tradicional a fanzoca do PT e a militante de movimentos gay. Agora, em outras águas políticas, depois das bananas conjugais e políticas, dona Marta alinha-se aos transgressores das posturas municipais de trânsito que elegeram os instrumentos que flagram suas transgressões como seus inimigos. Sim, dona Marta elegeu como ponto importante de sua plataforma eleitoral o banimento dos radares que flagram as ilegalidades cometidas por centenas de milhares de motoristas que transformam o trânsito em carnificina. Entre o mais deplorável traço de carácter do homem brasileiro está a permanência num estágio infanto-juvenil de negação de assumir responsabilidade pelos atos que comete. No caso, culpa o radar pelas multas oriundas de sua conduta irresponsável. Em vez de assumir que norma de trânsito que a todos obriga e que deve ser respeitada e obedecida para bem e segurança de todos. Criaram uma palavra de ordem que é tão calhorda quando o "é golpe". Chamam de "indústria da multa" a resultante do seu ato transgressor. Acho que dona Marta se propõe a cometer - caso eleita - mais um desvario, que é uma constante em sua carreira.

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo 

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SAMU

É uma grande vergonha para os paulistas o calote que o governo de Geraldo Alckmin e sua Secretaria da Saúde vêm aplicando no atendimento de urgência do Samu. O socorro essencial para salvar vidas rapidamente não funciona porque o Estado de São Paulo não cumpre a sua parte em custear o serviço, conforme matéria do "Estadão" de 13/9.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

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CEMITÉRIOS

Os cemitérios da Capital encontram-se entregues à própria sorte. O roubo de portas de jazigos e de estátuas de bronze está se sucedendo às escancaras. Numa manhã desta semana saquearam os túmulos de minha família no Cemitério São Paulo. E os candidatos a prefeito, se eleitos, o que pretendem fazer para coibir esses vândalos? Até este momento nenhum deles deixou-se fotografar em alguma das nossas necrópoles. Não merecem ser cobrados? Ou basta comer pastéis em feira?

Ricardo Nacim Saad ricardo@rnsaad.com.br

São Paulo

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