Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2016 | 03h07

Acabou a paciência

A cena política brasileira transforma-se numa ópera-bufa. Durante o processo de impeachment, a presidente e seus seguidores denunciaram ao mundo a existência de um “golpe” e, mesmo advertidos de que era apenas uma ação constitucional, ninguém os impediu de continuar o alarde falso. Agora, Lula, posto como o chefe da quadrilha que assaltou a Petrobrás, reage num longo e choroso discurso em que se compara a Jesus Cristo, Tiradentes, Getúlio Vargas e mais uma vez fala em “golpe”. A paciência nacional está esgotada. O cidadão comum quer apenas a solução para a crise e oportunidades. Ele deveria ser poupado do embate, que serve apenas para indigná-lo e adicionar pessimismo ao seu dia a dia. Precisamos de justiça autêntica, em que quem deve paga, independentemente de sua posição política ou social. Lula deve acautelar-se ao escolher seus paradigmas. Não esquecer que os três citados – Jesus, Tiradentes e Vargas – restaram mortos ao fim de suas contendas.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Alienação

Lula já se comparou a tudo, desde jararaca, passando por Getúlio, Juscelino, até Jesus e, agora, Tiradentes. É bom seus asseclas lhe darem a dica de que ainda sobra Napoleão.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

São Paulo

Se Lula se compara a Tiradentes, já está na hora de enforcá-lo politicamente como o principal responsável pela crise econômica, política e moral sem precedente na História deste país.

JOSÉ MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

O prestidigitador

O sr. Lula da Silva está de parabéns. Conseguiu enganar 200 milhões de brasileiros que acreditaram no seu discurso “tudo pelo social” e em troca foram vítimas de corrupção, desemprego, inflação e do desmantelamento das instituições. Como se não bastasse, ainda terão de pagar a conta! Contudo há sempre uma plateia para aplaudir o ex-presidente, que se mostra solidária com suas lágrimas, aceitando sua pretensão de se tornar herói nacional, reservando-lhe uma cadeira cativa no altar da Pátria e em pé de igualdade com Tiradentes. Quanto atrevimento! O socialismo é assim: mata Deus, mas coloca o líder máximo em seu lugar. Pobre Brasil, triste História.

M. CECÍLIA NACLÉRIO HOMEM

mcecilia@gmail.com

São Paulo

Enganando o mundo

“A profissão mais honesta é a do político. Sabe por quê? Porque todo ano, por mais ladrão que seja, ele tem de ir para a rua encarar o povo e pedir voto. Concursado, não. Ele vai lá, faz uma universidade, um concurso e tá garantido pelo resto da vida.” Palavras de Lula, durante pronunciamento durante o qual pretendia, sem ser bem-sucedido, defender-se das denúncias da Lava Jato. Diante de tamanha sandice, duas hipóteses podem ocorrer: ou o ex-presidente está mentalmente perturbado e consegue cada vez menos concatenar seus pensamentos de maneira coerente, talvez por causa dos pesados medicamentos que certamente lhe são administrados, ou começa a emergir o Lula real, até então desconhecido por conta do seu enorme poder de persuasão ao enganar o mundo, como sugeriu um dos principais jornais americanos, The Wall Street Journal.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

O ilibado

Lula disse em seu discurso que a única coisa de que tem orgulho é de ter conquistado o direito de andar de cabeça erguida neste país. Aí me pergunto: por que será que ele só viaja em avião fretado e carros blindados?

ARIVETE DAFRÉ

arivetedafre@hotmail.com

Jundiaí

No vermelho

Em seminário no Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Lula, que compôs a mesa, declarou: “Esse é o Brasil que queremos e a gente viu durante anos que é possível construí-lo”. Ressaltou também que durante o seu governo mais de 70 milhões de brasileiros passaram a ter conta corrente no sistema bancário. Esqueceu-se de dizer que quase todos os 70 milhões de contas estão no vermelho...

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

Catástrofe

Que o sr. Lula é tão falso quanto uma nota de três e cinquenta, só não sabem os aliados e os cúmplices. Que capitalizou a Petrobrás para facilitar os desvios, é óbvio. Que tem medo que a dona Marisa, além de xingar os futuros inquisidores, fale mais do que deveria, é evidente. Que iniciou o processo de gastar muito além do que podia, o que resultou no desequilíbrio das contas públicas, na crise e no desemprego, só não vê quem não quer. Enfim, a meu ver, até um terremoto seria menos catastrófico.

ANDRE FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

Triste legado

De tudo isso que está acontecendo hoje no Brasil temos de tirar uma lição positiva. O PT foi o partido mais organizado da nossa História. O melhor partido de oposição que tivemos e um desastre no governo. Saiu dos anseios populares para se transformar em organização criminosa. Lula poderia ter sido um grande estadista, virou um gângster e hoje faz papel de idiota. O PT deixa um legado de algumas conquistas sociais, mas também a economia destruída, a administração pública pior do que era e uma mentalidade de corrupção, vagabundagem, ódio e violência em seus seguidores e militantes. Que os próximos dirigentes do partido tenham honestidade e bom senso. E os outros partidos aprendam a responsabilidade de ter um país em suas mãos. E os eleitores que sejam mais cuidadosos nas escolhas políticas.

ANDRÉ COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

Pingos nos is

José Dirceu rodou o Brasil apregoando sua inocência e jurando não ser “o chefe”. Agora o Ministério Público Federal veio a público afirmar que o achaque à Petrobrás foi engendrado por Lulla e é elle “o chefe”. E aí...?

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

E agora, Lewandowski, vai inventar o quê?

THEODORO GUIMARÃES

theodoroguimaraes@bol.com.br

Curitiba

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

AS ACUSAÇÕES QUE PESAM SOBRE LULA

A força-tarefa da Operação Lava Jato é composta por procuradores, Polícia Federal e membros da Receita Federal. Não é possível desqualificar o trabalho dessas pessoas. A apresentação feita pelo Ministério Público Federal (MPF) na quarta-feira está embasada em documentos, relatos, escutas telefônicas e não pode ser achincalhada pelos advogados do ex-presidente Lula, por ele próprio e pela militância. Todos sabemos que são meses e meses de investigação para chegar ao “comandante máximo da organização criminosa”, que todo o Brasil sabia quem era – menos ele que nunca soube de nada. São muitas as acusações que pesam sobre Lula: compra de medidas provisórias (a Operação Zelotes investiga repasses a filho de Lula que teriam sido feitos em troca da aprovação de medidas provisórias); sítio em Atibaia reformado por Odebrecht e OAS, beneficiadas depois com contratos com a Petrobrás (Lula seria o real dono da propriedade, e há laudo que mostra que Lula orientou os reparos); palestras a empreiteiras beneficiadas com contratos com estatais – suspeitam-se de fraudes e de palestras não realizadas (a LILS, empresa de Lula, recebeu R$ 9,9 milhões, entre 2011 e 2014); repasses ilegais ao Instituto Lula, que recebeu R$ 20,7 milhões em doações de empreiteiras que são investigadas na Lava Jato; e investigação de desvio de finalidade na nomeação de Lula como ministro da Casa Civil de Dilma Rousseff. O que se espera agora? Que a Justiça seja feita. Não é porque estamos numa democracia que temos de viver sob a forma de enganação. São anos de atraso o que o povo servil vem sofrendo. Chega!

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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PROVAS

 

“Provem minha corrupção e irei a pé até a delegacia”, disse Lula emocionado na quinta-feira, um dia após ser denunciado pela Operação Lava Jato. Lula, explique aos leitores deste jornal o porquê da construtora OAS ter pago mensalmente o aluguel de armazenagem de suas caixas de mudança por cinco anos, desde quando saiu do Planalto.

 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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EVIDÊNCIAS

 

É de uso consagrado no Direito americano o postulado criminal do “proof beyond any reasonable doubt” (prova além da dúvida razoável, em tradução livre). Ou seja, não são necessárias provas contundentes de um crime, se as evidências existentes apontam para o mesmo, além da dúvida razoável. Pode ser que não existam mesmo provas cabais de crime contra Lula e sua esposa, como afirmam seus defensores – mas que as evidências são além da dúvida razoável, são. Será difícil Lula explicar o inexplicável. Pode tentar escrever um livro, como Eduardo Cunha.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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RECIBO PASSADO

 

Interpretando a fala de Lula, afirmando que “não há provas da corrupção”, temos de concordar, porque ninguém dá recibo de propina ou qualquer outro tipo de falcatrua!

 

Victório Canteruccio vicv@terra.com.br

São Paulo

 

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HERANÇA ÉTICA E ESPIRITUAL

 

A História nos mostra que, há mais de 2 mil anos, Sócrates e Jesus foram acusados pelos sistemas políticos então vigentes, condenados e executados pelos supostos crimes que cometeram. O que é extraordinário na trajetória de ambos é que nenhum deles negou os fatos que geraram as acusações de que foram vítimas. Pelo contrário, assumiram cabalmente a autoria e as responsabilidades do que fizeram, pagaram com a vida pelo desassombro com que agiram e se tornaram grandes referências em todas as sendas da vida subsequentes. Por via de consequência, mais do que qualquer outro, Sócrates aproximou cada ser humano da ética e da decência. Por seu turno, Jesus aproximou cada ser humano da condição divina. Mesmo os divorciados dos valores maiores do ser humano e mesmo aqueles descrentes em Deus não negam as virtudes de ambos enquanto guias filosóficos e espirituais da humanidade. O que constatamos atualmente no que diz respeito a líderes de nosso maltratado país? Diante de indícios, evidências e provas inequívocos, José Dirceu, Dilma Rousseff, Eduardo Cunha e – agora, de forma emblemática – Luiz Inácio Lula da Silva negam acintosa e descaradamente os malfeitos de que são acusados; ignoram a verdade, a liberdade e a justiça; afrontam as estruturas essenciais da democracia; desconsideram as noções comezinhas de Estado Democrático de Direito; e desdenham do bom senso, da integridade e da inteligência de seus contemporâneos. O que esses líderes transmitem para os brasileiros? A herança consequente está na primeira página de cada jornal, na abertura de cada noticioso televisivo, nos títulos de cada sítio eletrônico: a crise, a corrupção, o desemprego e a desmoralização de nosso combalido país; e, como lamentável corolário, a indignação e a desesperança. Resta apenas uma certeza: os líderes citados evaporarão na poeira do tempo e cairão no esquecimento, exceto pela malversação e conspurcação do bem público que praticaram. E o universo dos brasileiros será melhor, não por causa deles, mas apesar deles. Eles se prestam apenas para que, por efeito de ação e reação, possamos fortalecer ainda mais a decência e a ética, bem como os valores e as virtudes espirituais herdadas de Sócrates e de Jesus, respectivamente.

 

Aléssio Ribeiro Souto souto49@yahoo.com

Brasília

 

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POLITIZAÇÃO DA POLITIZAÇÃO

 

Convergência e comando de todos os esquemas de corrupção que visavam à eternização do seu partido no poder. Este é o núcleo da denúncia de Lula à Justiça. “Politização do processo”, assim reagiram seus competentes advogados que, numa tentativa de vitimização do ex-presidente, acrescentam que faltam provas, que foram criadas peças de ilusionismo pelos promotores e que o único crime do denunciado foi ter sido ex-presidente. Politização da politização. A população assiste a todo este espetáculo desalentada pelo tamanho dos crimes, na esperança de que, um dia, a justiça seja feita e que o interesse público seja prioritário nas ações dos homens públicos, aliás, presumivelmente eleitos para atendê-lo.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CRIME?

 

Perguntar não ofende: receber honorários advocatícios com dinheiro de corrupção não é crime?

 

Lucia Melchert luciamelchert@gmail.com

São Paulo

 

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O PROMOTOR E OS HOLOFOTES

 

A manifestação de um procurador do Ministério Público sobre denúncias que está fazendo contra o ex-presidente Luiz Inácio dá a impressão de que ele agiu com o objetivo claro de provocar a celeuma que o coloca em destaque em todos os meios de comunicação. Se fosse uma sentença em última instância, sem direito a qualquer recurso, ainda assim não ficaria bem. É um fato lamentável e que deveria ser avaliado pelos organismos que controlam este importante setor da Justiça.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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PROVAS E CONVICÇÕES

 

A existência de Deus, para os cristãos: não há provas, mas há convicção! Antes disso, o “sumo-Bem”, para Platão: não há provas, mas há convicção! Modernamente, o “Übermensch”, para Nietzsche: não há provas, mas há convicção! Na política revolucionária, a igualdade material, para os comunistas: não há provas, mas há convicção... Enfim, em Filosofia, convicções hipotéticas são aceitáveis. Já na vida real, porém, sem provas cabais, o Ministério Público não deveria erguer a voz assim contra um ex-presidente e possível próximo presidente da República, Lula.

 

Wellington Anselmo Martins am.wellington@hotmail.com

Bauru

 

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NÃO SE INCEDEIE A PRADARIA

 

Processo penal não é impeachment (e nem sequer já existe). Não é mais que um fenômeno jurídico. O ex-presidente Lula está excelentemente defendido, sob o comando do experiente e douto criminalista José Roberto Battochio. A acusação está extraordinariamente organizada e o juiz Sérgio Moro se caracteriza por costumeiro acerto. Além disso, defesa e acusação têm uma imensa gama de medidas e recursos para utilizar. O grande erro será dos que procurarem, por essa razão, estremecer ainda mais os pilares de nossa combalida República.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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‘PROPINOCRACIA’

 

Em coletiva à imprensa, a força-tarefa da Operação Lava Jato apresentou denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, com o agravante de ser, segundo os promotores, o chefe de um grande esquema de corrupção ocorrido nos governos do PT, que denominaram de “propinocracia”. Em seus diversos segmentos, que se desenvolveram num número ainda não determinado de estatais federais, ministérios e até em fundos de pensão de servidores públicos federais, esses governos causaram o maior furto dos cofres públicos em toda a história deste país. Quem assistiu à apresentação do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, não pode deixar de ficar impressionado pela firmeza com que apontou o ex-presidente Lula como o chefe de toda a corrupção ocorrida nos governos petistas e comandante máximo de um governo que funcionou na base da propina. Lembrei-me na hora da sua afirmação, na época, de que seus acordos eram feitos em nome da governabilidade. Mas, para quem acompanha minimamente a política nacional e com um conhecimento ainda que mínimo da administração pública, os crimes cometidos pela denúncia agora apresentada, na proporção que ocorreram nos governos petistas, já tinha certeza de que não poderiam realmente ocorrer sem o conhecimento do então presidente da República. Evidentemente, não foi o PT que inventou a corrupção no Brasil, mas nunca antes o fizeram com tanta voracidade.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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PIROTECNIA

 

O Ministério Público não foi criado para dar espetáculo público, mas para cumprir seu papel. Quando faz apresentações pirotécnicas, me preocupa, pois está desviando de suas funções. Além disso, o Brasil não é um programa de auditório, apesar de às vezes ficar muito próximo disso. Preocupa-me esta ânsia de aparecer como o grande cruzado da moralidade, não é disso que precisamos.

 

Aldo Bertolucci accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

 

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QUE JUSTIÇA SEJA FEITA

 

O ínclito periódico que nos brinda dia a dia com notícias e publicações importantes (“O Estado”), principalmente as ocorridas no nosso mundo político, na primeira página de sua edição de 15/9, não fugiu da regra. Publicou o telão do esquema apresentado pelo procurador Deltan Dallagnol, que o denominou de “propinocracia”, uma representação gráfica em cujo centro está o nome do ex-presidente Lula, para o qual irradiavam “14 supostos conjuntos de evidências”. Essas 14 evidências são fatos que comprovam a participação de Lula numa organização criminosa. E o MPF afirma: “Lula é o comandante máximo desta organização”. Com essa publicação, o “Estadão” corrobora com a Procuradoria da República no Paraná, que denunciou o ex-presidente Lula, sua mulher, Marisa Letícia, e mais seis pessoas por corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro, em investigação relacionada à Operação Lava Jato. Espero que a boa hermenêutica jurídica veja indistintamente os indiciados em tela e aplique a “intentio legis” (a intenção da lei), sem proteger ninguém.

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

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O ÚLTIMO ATO

 

Dilma Rousseff já se foi graças às idiossincrasias jurídicas do sr. Ricardo Lewandowski; Eduardo Cunha, também. Agora, pela ampla e competente explanação, divulgada pela mídia, da Procuradoria Geral da República, da Polícia Federal e da Receita Federal, chegamos finalmente (ufa!) ao comandante de toda esta avalanche de corrupção que atingiu o País nos últimos anos de gestão petista. O sr. Lula da Silva é o chefe supremo da organização criminosa. Foi sob sua conduta e de demais assessores fiéis e corruptos que foram implantadas no Brasil as raízes do maior esquema de desvio de dinheiro que causou todo o caos econômico e social atual, uma vasta recessão, desemprego de milhões de brasileiros e demais mazelas que ainda massacram o povo. Se não é o ato finito, que seja a continuidade de enérgicas providências para execrar de vez a corrupção e o desvio de dinheiro público que a duras penas os brasileiros entregam ao Estado na forma de tributos.

 

Luiz A. Garaldi de Almeida lagaraldi@uol.com.br

São Paulo

 

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O DISCURSO DE LULA

 

Lula, ao falar por uma hora para uma plateia restrita de camaradas, na quinta-feira, embromou o quanto quis. Fugiu do principal assunto – explicar quem lhe pagou os R$ 3,7 milhões de propina, conforme denúncia do Ministério Público Federal, valor cuja parte foi utilizada para custear a compra, reforma e decoração do apartamento tríplex do Guarujá. Demagogo, Lula preferiu posar como vítima dessas denúncias. E ainda bradou uma bobagem: “Provem um corrupção minha que irei a pé ser preso”. Lula pediu que as investigações sejam honestas e respeitem a sua mulher (também denunciada). Ora, se Lula se diz honesto, e não um político corrupto, como vem sendo denunciado, por que se nega a responder às perguntas dos jornalistas presentes, como ocorreu neste evento? Quem não deve não teme, não é verdade? Este é o mesmo Lula da Silva que sempre se escondeu nos momentos agudos da vida nacional, quando presidia o País. E não será nesta hora quase terminal da sua vida pública que vai enfrentar de cara limpa e dar satisfação à nossa sociedade. Mas, acovardando-se, mandou os seus, como o ex-ministro Jaques Wagner, dizer em tom de ameaça que esta denúncia contra Lula pode elevar a tensão social. Balela! Porque, com o seu partido totalmente desmoralizado, seus candidatos para o pleito de outubro se negam inclusive a expor a estrela vermelha e o nome do PT nos impressos e na TV, no horário político eleitoral. E como bem disse o ministro Celso de Mello, na presença de Lula, no Supremo Tribunal Federal (STF), durante a posse de Cármen Lúcia: precisamos dar um basta nos “marginais desta República”.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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TEATRO

 

O discurso do ex-presidente Lula para rebater as acusações sobre o indiciamento da Lava Jato foi típico de teatrinho de quinta categoria e também dos discursos dos ditadores populistas, geralmente recheado de demagogia. E ainda tem coragem de dizer “provem, e irei a pé para ser preso”. Pode ir andando.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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DIANTE DAS PROVAS

 

“(...) irei a pé ser preso”? Lula, Curitiba é longe...

 

Odilon Otávio dos Santos

Marília

 

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ROTA SAGRADA

 

Se Lula cumprir o que promete, de ir, a pé, de São Bernardo do Campo a Curitiba, estará criado na América do Sul o maior concorrente ao Caminho de Santiago de Compostela espanhol.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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ATÉ QUE SEJA VERDADE

 

Lula mede e espelha os procuradores pelo PT. Assim sempre fez o PT: criou uma história e a repetia, repetia, repetia, até parecer verdade. Lula, o Brasil inteiro já sabia e sabe que os procuradores estão corretos. Neste caso, ficará, sim, para a História. Você está é com medo, peão. Sabe que recebeu um aviso dia 12 no STF. O povo já está de verde e amarelo e com fogos prontos aguardando.

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

 

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NOVO TIRADENTES

 

Já estávamos acostumados com Lula, aquela alma pura, comparando-se a Jesus Cristo. Mas com Tiradentes, eu pelo menos, nunca tinha ouvido... Há, aqui, no entanto, alguma semelhança, digamos, vocabular: enquanto Tiradentes insurgiu-se contra a Derrama, Lula derramou o dinheiro do contribuinte  trabalhador no bolso de grandes empreiteiros, políticos, banqueiros e outros amigos das altas esferas governamentais. Todavia, como ele nunca sabia de nada, talvez achasse que o dinheiro caia do céu. Inocente...

 

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos

 

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SEM PARALELO

 

Em seu discurso na quinta-feira, Lula foi por demais infeliz, trazendo à colação Jesus Cristo e Tiradentes. Jesus Cristo teve como companheiros e amigos os apóstolos. Todos santos. Tiradentes teve como amigos e companheiros verdadeiros heróis nacionais. Já Lula, praticamente, boa parte dos amigos e companheiros está condenada pela Justiça: José Dirceu, 23 anos, José Carlos Bumlai, 9 anos, Marcelo Odebrecht, 19 anos, João Vaccari Neto, 15 anos, José Genoino, 6 anos, Leo Pinheiro, 16 anos – enfim, uma turma totalmente desqualificada. Como estabelecer paralelo em tanta discrepância?

 

Fabio Saboya Salles fabiosaboyasalles@hotmail.com

São Paulo

 

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SANTIDADE

 

Lula já deu a entender que se compara a Jesus Cristo. Deus já está preocupado com uma possível concorrência.

 

Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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FALSIDADES

 

Lula devia ter vergonha de se fazer de vítima. Não engana mais ninguém com estas lágrimas de palanque político. A grande vítima deste líder dissimulado é o povo brasileiro, que sente na pele as mentiras dos últimos 13 anos. Lula, vá se juntar aos 12 milhões de desempregados...

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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LÁGRIMAS DE CROCODILO

 

Duvida cruel: qual lágrima vale mais? A de Lula ou a de Eduardo Cunha? Mas que são lágrimas de crocodilo, disso não resta dúvida.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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A DEFESA DE LULA

 

Bravatas, bravatas, e... bravatas! O Lula de sempre, falou muito, mas não disse nada. Depois de ter garantido que a “jararaca” estava viva, voltou à posição de vítima, pobre e perseguido, discurso dos anos 80, será?

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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JARARACA EM APUROS

 

Finalmente, deixaram a calda e se concentraram na cabeça.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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HUMILDADE & MODÉSTIA

 

Lula fez tanto pelo povo que até mesmo uma jararaca pode se comparar a Cristo.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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DO QUE O PAÍS PRECISA

 

O que o Brasil precisa agora não é de mais discursos e lágrimas (de crocodilo) de Lula, nem gente vestindo camisas vermelhas com estrelas estampadas, ou agitação por uma ex-presidente fazendo o papel de Joana D’Arc após afundar o País. O Brasil precisa concentrar-se em tomar as medidas para sair da atual crise sem precedentes, herança maldita de 13 anos dos governos do PT, aprovando medidas de controle dos gastos públicos, reformas política e do sistema previdenciário, etc. Outra atitude, movida a demagogia e baderna, seria simplesmente suicida!

 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

 

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SANTO HOMEM

 

“Elle” é inocente e tem testemunhas que podem testemunhar em seu favor: Rose Noronha, Delúbio Soares, João Vaccari Neto, Delcídio Amaral – estes são alguns, de quase uma centena de nomes. E tem mais: duas senadoras e um senador são capazes de cortar os pulsos de tanta confiança na sua honestidade e morrer aos poucos por um inocente...

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

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MEGALOMANIA INCURÁVEL

 

Pasmem, senhores, eu ouvi isto no discurso desesperado de Lula: nenhum partido fez tanto pelo Brasil quanto o PT. E é verdade, este pulha afogou o País numa corrupção nunca vista em nenhum lugar do mundo, e, além disso, ele se esqueceu de que recebeu o Brasil de FHC com uma dívida pública de R$ 676 bilhões, e hoje, depois de 13 anos de orgia e desmandos, nós estamos com R$ 3 trilhões de dívida interna – nem os meus tataranetos ficarão livres desta desgraça retumbante. Ele teve o desplante de dizer que, se provarem a sua desonestidade, irá à pé para a prisão. Pois bem, escolha bem o trajeto, creio que não chegue vivo ao destino.

 

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

 

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RECADO

 

Recado para jararacas: a esperteza acaba por matar os espertos.

 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

 

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BALANÇO ASTRONÔMICO

 

A Operação Lava Jato mostra, num rápido balanço astronômico, que já promoveu mais de 1.300 processos e já determinou o ressarcimento de mais de R$ 38 bilhões aos cofres públicos. Só o juiz Sergio Moro já condenou mais de 100 criminosos, cujas penas somadas passam de 1.100 anos, mas as investigações ainda não chegaram aos “chefões que não sabem de nada e que nunca viram nada”.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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FUNDO PERDIDO

 

Como muito bem explicitou o embaixador Rubens Barbosa em seu artigo (“Balanço da política externa do governo Dilma”, 13/9, A2), nos anos petistas a Nação dispendeu cerca de US$ 2,284 bilhões em ações de boa vontade e a fundo perdido em Cuba, na África e na Bolívia. Isso, convertido em moeda corrente, dá mais de R$ 7,5 bilhões. Esse montante jamais será recuperado. Imagine-se o que o governo brasileiro poderia ter feito na saúde, na educação, em habitação e saneamento básico, em segurança, no que o senhor e a senhora quiserem. Queira Deus que as novas posturas do governo e do Itamaraty não permitam mais que ocorra tanto desperdício.

 

Hermann Grinfeld hermann.grinfeld@yahoo.com.br

São Paulo

 

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AJUSTE NAS CONTAS

 

O economista Roberto Macedo tem toda razão em seu artigo “Ajustes nas contas e sua comunicação” (15/9, A2), quando afirma que o governo Temer não está suficientemente empenhado “em comunicar eficazmente com a sociedade para explicar a gravidade dos problemas a resolver”, e, quando o faz, não dá ênfase aos “bons resultados esperados das medidas corretivas que propõe”. Creio que isso é de suma importância, e gostaria de sugerir que se aproveite a oportunidade para educar o cidadão/eleitor na tentativa de imunizá-lo contra futuros governos populistas e demagógicos.  Conceitos como “ordem e progresso” (só há progresso efetivo quando se tem as contas em ordem); só se deve gastar de acordo com a arrecadação, do contrário tem de exceder nos impostos ou imprimir mais moeda, com o descontrole inflacionário; e que não existem milagres nem “almoços grátis”, tudo tem seu preço e o trabalhador, no final, sempre paga a conta.   Também gostaria de sugerir que usem melhor as redes sociais, com imagens de fácil compreensão e referências ao bolso do cidadão. É necessário educar o brasileiro para votar mais conscientemente, evitando cair nas promessas ilusórias e nas mentiras.  Que o ajuste não seja só das contas, mas também da cabeça do eleitor, tornando-o mais esclarecido e consciente na hora de dar seu voto.

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

 

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FARTURA NA PRESIDÊNCIA

 

Enquanto boa parte da nossa população necessita de Bolsa Família para sobreviver, a Presidência da República dispõe de mais de 30 motoristas para lhe servir. É este o país que queremos para nós?

 

Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo

 

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O QUE DIZEM OS NÚMEROS

 

Golpe, Dilma Rousseff? Golpe, petistas? Golpe deu Lula em todo o povo brasileiro ao longo destes 14 longos anos desviando dos cofres públicos o equivalente ao PIB de vários países deste planeta. 34 motoristas, 28 automóveis, tudo para servir a senhora “presidenta”, sem contar os que serviam a sua filha que nem sequer tinha direito a isso. Golpe é jogar fora o dinheiro do povo sofrido que morre nas filas de hospitais e tem uma educação de baixo nível, mantendo o brasileiro com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) inferior a quando entraram no poder. Não saiam mais às ruas para quebrar e arrebentar, porque quem deveria estar fazendo isso são aqueles que foram ludibriados, escorchados, aviltados por tanta ganância e falta de compaixão com os que mais precisam. Não falem mais em golpe, falem no quanto foi roubado do futuro de oportunidades e sonhos de todos os brasileiros que aqui estão querendo construir sua vida sem conseguir, levados ao desespero do desemprego e do medo de uma crise sem precedentes. Isso foi mais do que um golpe, foi a quase total destruição de um país.

 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

 

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OS MOTORISTAS DA PRESIDENTE

 

Causa espanto a forma como os mandatários usufruem do dinheiro público sem o mínimo pudor. Que o presidente Michel Temer, em pequenos gestos de estadista, imitando a ministra Cármen Lúcia, peça a revogação da norma que institui carros e agentes para ex-presidentes. É uma excrecência abominável que, como outras tantas, vai sangrando o erário. Já que apregoa um mandato somente, saneie este país nestes detalhes que podem parecer insignificantes.

 

Ademir Lopes ademir_lopes@aasp.org.br

São Paulo

 

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DINHEIRO PÚBLICO

 

Pergunto a Chico Buarque e a Marilena Chauí: Maquiavel tinha razão? Os fins justificam os meios? É justo pegar (roubar) o dinheiro do povo e implantar o “sistema ideal”?

 

Sérgio Bruschini bruschini0207@gmail.com

São Paulo

 

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ASSISTENCIALISMO LUCRATIVO

 

Há uns anos, um pobre bateu na minha porta pedindo uma ajuda. Essa visita se intensificou, mais alguns começaram a aparecer e as esmolas, a aumentar. Resolvi apelar para moradores e comerciantes da minha rua para que colaborassem com essa minha nobre missão. Para poder atender ao aumento dessas “vítimas” da sociedade, resolvi, então, contratar secretária, motorista, estoquista, etc. Dei preferência a alguns amigos. Como o número de coitados não parava de aumentar, passei a apelar para “colaboradores” do bairro inteiro. A certa altura, já tínhamos um belo imóvel, veículos, computadores e dezenas de funcionários. Ufa! Não precisava mais tirar do meu bolso e ainda conseguia uma boa retirada. Achei um absurdo quando alguém me questionou que a estrutura montada gastava muito mais que a assistência praticada. Também me perguntaram se eu exigia que os assistidos evitassem ter mais filhos para evitar que se tornassem mais pobres ainda. Claro que não liguei para esses malditos capitalistas reacionários. Resolvi, então, montar um partido. Batizei-o de PSQMPM (Partido Socialista Quanto Mais Pobres Melhor). Afinal, o voto dos meus coitados era garantido e os meus lucros também.

 

João Carlos A. Melo jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

 

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‘A VEZ DOS PARASITAS’

 

Surpreendeu-me o maniqueísmo do artigo “A vez dos parasitas”, de autoria de Fernão Lara Mesquita (16/9, A2), um dos membros do Conselho de Administração deste prestigioso jornal. O signatário atribuir a todos os servidores públicos indistintamente o rótulo de “parasitas”, conforme se infere dos trechos “os funcionários públicos, indemissíveis, ganham muito mais pelo pouco que não entregam do que seus equivalentes na iniciativa privada fazendo das tripas coração para entregar o suor, as lágrimas e o sangue que já não bastam para livrá-los do desemprego”. A surpresa consiste no fato de o articulista não perceber que existe um problema cultural muito mais amplo do que o “voluntarismo” que atribui aos servidores públicos, o qual, sabemos, não é verdadeiro. Faz algum tempo foi sendo estabelecida uma relação de dependência do Estado, com consequências nefastas para o empreendedorismo, a produtividade e o futuro do Brasil. Lembro-me que até a década de 1980, o exercício de uma função pública estava relacionado à vocação, o que se confundiu com sacerdócio que durante muito tempo manteve grande parte dos servidores num quadro de baixa valorização social, refletida na baixa remuneração, designando os chamados barnabés. Enquanto isso, o movimento sindical liderado pelo PT foi construindo o discurso de “injustiçamento”, da “desigualdade” e da “fome”, sendo que o Estado seria o agente comum para a solução de todos esses males. Aos poucos, esse discurso colou e mesmos os partidos à direita começaram a referendar essa retórica e titubearam quando era preciso privatizar e conceder serviços públicos, parando na metade do processo e viabilizando os esquemas de corrupção que hoje provocaram a derrocada da economia brasileira, todos ligados a empresas estatais e fundos de pensão a ela vinculados. As próprias empresas privadas, em vez de estipular e cumprir metas rigorosas de eficiência e produtividade, passaram a demandar subsídios e incentivos fiscais, tornando-se parecidas com as próprias empresas estatais. A rigor, a própria imprensa, representada pelo “Estadão”, surfou na onda de publicidade das estatais e não se esforçou para tentar mudar a rota cultural que acometeu o Brasil, fazendo com que, com ou sem vocação, nove em cada dez brasileiros mais qualificados de classe média busquem uma colocação nos concursos públicos, lotando cursinhos adestrantes privados. Logo, o problema é bem mais complexo do que rotular os que se encontram no serviço público como parasitas e requer uma ampla mudança cultural que envolva conscientemente todos os brasileiros, que precisam saber que não existe almoço grátis.

 

Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br

São Paulo

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