Fórum dos Leitores

TEMER NA ONU

O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2016 | 03h09

Protesto dos devedores

O presidente Michel Temer foi alvo de protesto das delegações de Equador, Costa Rica, Bolívia, Venezuela, Cuba e Nicarágua em seu pronunciamento na ONU: seus representantes se retiraram do plenário. Se é por falta de adeus, ciao, ciao! E espero que paguem a grana que tomaram emprestada do BNDES.

JORGE CARRANO

carrano.adv@gmail.com

Niterói (RJ)

Gostei muito do discurso do nosso presidente, legitimamente empossado, ontem na ONU. Realmente, falou com propriedade e postura. Quanto aos países que se retiraram quando do pronunciamento do nosso presidente, considero-os insignificantes. E se não estão satisfeitos, podem pedir a seus embaixadores que se retirem também. O Brasil deveria verificar as dívidas desses países conosco e os inadimplentes que paguem imediatamente.

HEITOR PORTUGAL P. DE ARAUJO

heitor.portugal@uol.com.br

São Paulo

Os ‘cumpañeros’

Os amiguinhos de Lula e Dilma que se retiraram do plenário da ONU quando o presidente Temer fazia uso da palavra, em protesto contra o impeachment, são os mesmos que receberam benesses dos petistas. Não fazem a menor diferença. O que eles e os defensores do crime e dos criminosos precisam entender é que o impeachment não partiu de Temer nem de Eduardo Cunha, foi, isso sim, pedido pela população brasileira, que aos milhões foi às ruas para acabar com a bandalheira que tomou conta do País, articulada pelos ex-presidentes e seu partido. O impeachment não teria clima se não fossem os mais de 6 milhões de pessoas em todos os Estados que saíram de casa e outros 150 milhões que apoiaram de suas residências, escritórios, fábricas, etc. O Brasil é nosso, srs. representantes latino-americanos, e nós sabemos o que é melhor para o País. Podem reclamar à vontade, porque os brasileiros aplaudiram de pé a saída de Dilma. Temer não é o presidente de nossos sonhos, mas, pelo menos, conseguiu extirpar o câncer que tomou conta do País.

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

Pá de cal

Ao discursarem na Assembleia-Geral da ONU, Temer jogou uma pá de cal sobre o impeachment de Dilma e Obama, sobre a candidatura de Trump.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Refugiados ou turistas?

A ONU exclui os haitianos que entraram no Brasil, cerca de 85 mil, do rol de refugiados, por assim não serem definidos em convenção internacional. Nada temos contra esses cidadãos do Haiti, que demonstram bom caráter. Mas tendo eles entrado no País sem autorização legal, por vias não convencionais e em fuga da fome que grassa em sua terra natal, como os definiria a tal convenção internacional? Turistas com permanência ilimitada?

LÍGIA M. VENTURELLI FIORAVANTE

lmfiora@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Laranja estragada

Felizmente, não vingou a atabalhoada manobra arquitetada por membros das duas Casas do Congresso (Deputados tentam aprovar anistia a caixa 2 em eleições, 20/9, A1). Na surdina e com cumplicidade no Senado, alguns deputados tentaram ressuscitar projeto de lei que dormia há quase dez anos. E por quê? A impressão que fica é que foi por puro corporativismo, para livrar a cara de parlamentares às voltas com a Lava Jato. Legislar em benefício próprio não é o que se espera de quem elegemos. Pior ainda se o propósito for anistiar falcatruas interna corporis. Aos deputados que tiveram a honradez de derrubar tal iniciativa, vale refletir sobre a ideia da laranja estragada no cesto: basta uma para contaminar todo o suco.

FLÁVIO G. BELLEGARDE NUNES

flaviogonzaganunes@gmail.com

São Paulo

O bandido da luz vermelha também só agia de madrugada... Que vergonha!

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Sonegação

Ora, caixa 2 é sonegação, não é Receita Federal? Se é sonegação, não há o que discutir.

VASCO JOÃO SAVORDELLI

vascosavordelli@gmail.com

São Bernardo do Campo

Financiamento eleitoral

Diz Cássio Cunha Lima (PSDB): “Não dá para tirar o financiamento empresarial sem colocar algo no lugar”. Concordo. E sugiro que se ponha no lugar a contribuição, transparente, dos cidadãos inscritos no partido. E só.

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

ELEIÇÕES MUNICIPAIS

É assustador

Em tempos de orçamento baixo e sem marqueteiros mágicos, os candidatos a prefeito estão tendo de mostrar a cara e arregaçar as mangas. A menos de duas semanas para o primeiro turno, chega a ser assustador, em São Paulo, acompanhar o que pretendem os candidatos. Pelo jeito, a maior cidade do País continuará patinando nos próximos quatro anos. Seja quem for o eleito.

DOMINGOS CESAR TUCCI

d.ctucci@globo.com

São Paulo

Pura ficção

Excelente a análise de Oded Grajew Ambiente e assuntos locais são ignorados (19/9, A4), a propósito do debate dos candidatos à Prefeitura de São Paulo. Foram superficiais e pareciam não se dar conta de que estavam tratando de uma megalópole cujos problemas se agravam irreversivelmente. Até os alunos de primeiro ano das faculdades de Arquitetura não ignoram que, sem planos capazes de diagnosticar os problemas a serem “encarados” em longo prazo nos grandes núcleos urbanos, todo discurso será pura ficção. A população tropeça nos indigentes que lotam os espaços livres sob viadutos e tenho dúvidas se algum candidato terá entrado num centro de saúde. Lá encontrariam mães com crianças no colo, certamente muito preocupadas com a velocidade dos veículos, como tratado pelos debatedores. Como as leis de uso e ocupação do solo são solenemente ignoradas nesta cidade, a população pode constatar que os candidatos, com suas frases possivelmente elaboradas por assessores, não parecem dar-se conta da poluição que reduz o tempo de vida dos cidadãos. A distribuição equilibrada de áreas verdes esbarra na poderosa indústria da construção civil, preocupada, por exemplo, com venda de apartamentos do tipo triplex.

BENEDITO LIMA DE TOLEDO

bltoledo@uol.com.br

São Paulo

   

“Lula é réu. A jararaca está fumando e agora só falta sentar a pua”

OBERTO TWIASCHOR / SÃO PAULO, SOBRE DENÚNCIA DO MPF ACEITA PELO JUIZ SERGIO MORO

rtwiaschor@uol.com

“Agora a jararaca vai ver o que é ilusionismo!”

MOISES GOLDSTEIN / SÃO PAULO, IDEM

mgoldstein@bol.com.br

“Lulla, o honesto imaginário que arruinou o Brasil”

PEDRO ARMELLINI / AMPARO, IDEM

paarmellini08@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

FILHO BASTARDO

"Não fui eu", "não fui eu", "não sei de nada"! Assim reagiram os deputados federais após ser abortada a tentativa de votar um projeto que pode anistiar a prática do caixa 2 em campanhas eleitorais Brasil afora. Já que, agora, ninguém quer ser o pai da ideia, este projeto virou um filho bastardo: os "santinhos" afirmam desconhecer o projeto e nem saber como tal proposta foi colocada em pauta na sessão da Câmara dos Deputados na madrugada de terça-feira. Ora, é só pesquisar quem seriam os maiores beneficiados por tal anistia!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

*

ANISTIA AO CAIXA 2

Nossos "nobres" deputados, como gostam de se autodenominar, são pegos com a mão na cumbuca ao manobrar mais uma situação vexaminosa: a tentativa de anistiar o financiamento de campanhas por meio de caixa 2. A medida é em beneficio próprio, pois esperam com isso se livrar de eventuais punições originadas das delações no âmbito da Operação Lava Jato. Não se envergonham de planejar e tentar executar esta manobra despudorada que os faz serem desprezados, na certeza de que o episódio será rapidamente esquecido. Para nossa infelicidade, há fortes indícios de que formuladores do esquema se encontram nas hostes parlamentares paulistas. Um modelo político-partidário falido, como o vigente neste país, só pode levar à produção de medidas incongruentes, inconsequentes e perniciosas.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

*

VOTAÇÃO NA MADRUGADA

Parabéns aos parlamentares, a Nação acompanha a sua luta e o seu esforço, trabalhando como nunca... para tentar limpar a barra de quem operou com caixa 2. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

*

SURDINA CONGRESSUAL

Não há como esconder: temos uma Câmara dos Depravados.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*

DEPUTADOS FEDERAIS

Agora só falta, no corujão, eles tentarem aprovar a legalização da corrupção!

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

*

UM TOQUE DE CORRUPÇÃO

Os senhores parlamentares ainda não se deram conta de que anistiar o caixa 2 é o mesmo que estimular a sonegação..

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

*

CAIXA 2 EM ELEIÇÕES

Fora anistia! Se aprovada, vergonha nacional!

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo 

*

PODER

Para os petistas, assim como para os comunistas e os fascistas, o poder anistia a incompetência e a corrupção. 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas 

*

FINANCIAMENTO EMPRESARIAL

Sou contra! É a porta de entrada para corrupção. No entanto, sugiro o seguinte: 1) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abra contas em nome dos partidos; 2) essas doações seriam depositadas no Fundo Partidário constando a origem da receita; 3) por ocasião das eleições o TSE liberaria esses fundos; e 4) depois das eleições, os partidos obrigatoriamente prestariam contas ao TSE do destino dessas receitas.

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

*

PRÁTICA EM TRAMOIAS

Com dificuldade de obter recursos para as próximas eleições municipais, os políticos já "encontraram" uma solução prática para resolver esse imbróglio, como receber generosas doações de pessoas falecidas e até daquelas que, apesar de participarem do programa Bolsa Família, abrem mão de suas economias para também poder "doar" a roldão. Com essa tramoia, os políticos acham que "está tudo dominado"! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

LAVAGEM DE DINHEIRO

No "Estadão" de domingo, a matéria "As novas formas de lavar dinheiro" (página A5) remete à necessidade de alterar a Constituição para excluir a isenção tributária nas movimentações financeiras de igrejas, entidades filantrópicas, partidos políticos e todos, para instituir o imposto que, segundo Marcos Cintra, seu idealizador, incidindo em meros 3%, propiciaria arrecadação superior a todos os demais tributos somados. E as igrejas, associações beneficentes, partidos políticos e demais protegidos deixariam de se prestar à sonegação e à lavagem de dinheiro, como se fez ao retirar a isenção que a Constituição de 1946 deferia à imprensa.

Nevino Antonio Rocco nevino_a_rocco@yahoo.com

São Bernardo do Campo

*

JULGAMENTO HISTÓRICO

O embate em que se encontra o ex-presidente Lula com a Justiça é fato de grandes proporções e de difícil previsão sobre o futuro. Trata-se de uma sofisticada trama urdida por bandidos poderosos de colarinho branco que roubaram bilhões de reais de dinheiro público. Segundo o jornalista, poeta e escritor José Nêumanne Pinto, "a lavagem de dinheiro é um crime contábil difícil de ser investigado, pois exige perícia, experiência, sensatez e honradez incomuns", característica e atributos que qualificam o juiz Sergio Moro. A denúncia dos procuradores da Operação Lava Jato, apresentada na semana passada, permitiu a resposta de Lula nos moldes clássicos de seus depoimentos: com a postura teatral que se pode comparar a um novo Jânio Quadros, demagogo e obcecado pela política, mas com sede de poder e de estar permanentemente sob as luzes da ribalta. Lula desejaria ser um ditador, porém os tempos não lhe favorecem e ele é obrigado a deixar suas pretensões subjacentes às falsas palavras a favor da democracia. Agora, a aceitação da denúncia será o passo decisivo para iniciar o julgamento que poderá ser aquele que ficará para a história.

 

Mário N. Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

*

ESPETÁCULO

Lula, fazendo sua defesa em 15/9/2016, me lembrou muito o senhor P. T. Barnum. Ele foi chamado de "príncipe da falcatrua", "avô do marketing". P. T. Barnum foi uma lenda em seu tempo. Empresário multimídia muito antes de existirem tantas mídias, Barnum chocou, entreteu e enganou o público por boa parte do século (o "nunca antes neste país"). Aos 25 anos, foi tentar a vida em Nova York (São Bernardo). Aceitava qualquer trabalho até descobrir que podia ganhar muito (voto$) fazendo o que mais gostava: pregar peças enganando os outros. P. T. Barnum ficou rico e aprendeu uma lição: "o público gosta de ser enganado, pois nasce um trouxa a cada minuto" (o eleitor). Em 1867 ele montou sob uma tenda um show itinerante chamado "O Maior Espetáculo da Terra" (seu governo), e sua principal atração era o elefante Jumbo (Dilma), apresentado como o maior do mundo. Quando o animal morreu atropelado (impeachment), Barnum mandou empalhar o bicho e continuou a apresentá-lo, como se nada tivesse acontecido. No final da vida, Barnum foi prefeito (político) de Bridgeport, Connecticut. Continuou ativo até morrer (Deus nos proteja!), em 1891. Algumas coisas não mudam: o público (eleitor) ainda gosta de ser enganado.

José Augusto Baldassari Filho jabf@uol.com.br

Franca

*

DEFESA

Lula tem um muitíssimo bem pago plantel de advogados para defendê-lo das denúncias de "malfeitos", bem como toda a militância anencéfala obedecendo e fazendo tudo o que seu mestre mandar. Ainda não entendemos por que o homem "mais honesto do Brasil" precisa de tudo isso, mas, aceita a denúncia contra ele pelo competente juiz Sérgio Moro, em breve entenderemos. Nós e o resto do mundo. E, se a família Silva acompanhar o patriarca a pé, é possível chegar a Curitiba antes do Natal.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

*

INDÍCIOS PENAIS

Se Lula lesse o artigo assinado pelo desembargador aposentado dr. Aloisio de Toledo Cesar ("A importância dos indícios penais", 20/9, A2), colocaria as barbas de molho. O colunista explica com muita propriedade por que em muitos casos não há necessidade de provas materiais para o convencimento do juiz. Os indícios estão previstos no Código de Processo Penal, no capítulo de provas. O juiz poderá valer-se de indícios para a condenação de conduta criminosa.

Yussei Higa yhiga@uol.com.br

Sorocaba

*

ZOMBARIA GERAL

Por se julgar mais esperto, Lula zomba de tudo e de todos: dos amigos, dos parceiros de partido, dos políticos, dos sindicatos, dos artistas, das leis e, principalmente, dos mais pobres e necessitados. Acuado, agora chora e conclama àqueles que foram enganados a irem às ruas defendê-lo. Caros patrícios, não derramem uma só gota de sangue por Lula. Ele vai virar as costas a todos, como sempre.

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

*

CENA PATÉTICA

Lula protagonizou no meio da semana passada uma das cenas mais patéticas deste país. Cercado de sua claque inseparável, brindou-nos com um espetáculo digno de um ator concorrente ao Oscar. Parte do que ele falou é verdade e ele realmente foi "o cara" durante algum tempo. Fez, inclusive, muita gente que nunca votou no seu partido vislumbrar uma oportunidade única de mudar o nosso sempre "país do futuro", tamanho o apoio que tinha da população. Teve tanto poder que se embaralhou nele. Infelizmente, enganou o povo por algum tempo e, depois, entrou nos mesmos bueiros lodosos e pútridos que sempre criticou e que têm sido o caminho de boa parte dos políticos. Não chore, Lula. Você foi o árbitro de sua vida. Você chutou o balde e, com ele, o que restava de sua história.

Olavo Bruschini o.bruschini@terra.com.br

Monte Azul Paulista

*

LULA E OS CONCURSADOS

Não acreditei que tinha ouvido isto, ouvi novamente e, pasmem, confirmei: "O emprego mais honesto é o do político, porque por mais ladrão que seja, de quatro em quatro anos ele tem de ir pra rua correr atrás de voto, se mata, faz de tudo, ao contrário do concursado, que estuda e tem o emprego pro resto da vida" (Luiz Inácio Lula da Silva, 15 de setembro de 2016, em coletiva). Tenho vergonha quando penso que estas "bestialidades" chegam aos ouvidos do povo no exterior.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

*

COMPARAÇÃO EQUIVOCADA

Estupefatos ficamos com o pronunciamento patético do boquirroto ex-presidente, cuja fala justificou, mais uma vez, este apelido. Reconheceu a necessidade de se servir do dinheiro na atividade política, enfiando num mesmo saco todos os políticos. Aliás, pelo eloquente silêncio da mencionada classe, parece não haver exceção mesmo. Isso seria o de menos, caso deixasse de fazer a equivocada comparação com os funcionários concursados, quer servidores públicos ou privados, que à custa de dedicação ao estudo procuram elevar o nível intelectual do brasileiro, a única porta de saída desta senda de ignorância que devasta nosso país, a ponto de permitir que um indivíduo dessa qualidade chegasse a presidir o País, culminando sua nefasta trajetória com esse absurdo discurso.      

 

Antônio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

*

CONCURSO POR CONCURSO...

Concurso por concurso, Lula também é concursado: na denúncia do Ministério Público, ele aparece em concurso de crimes.

Mauro Lacerda de Ávila lacerdaavila@uol.com.br

São Paulo

*

O MUNDO GIRA

Dizia um antigo comercial de mudanças: "O mundo gira e a Lusitana roda". Nesses giros que o mundo dá, nada será como ontem, e o amanhã nem as pitonisas de Delfos nem Michel de Nostradamus saberiam. No encontro do G-20 em Londres, no dia 2 de abril de 2009, Barack Obama troca um aperto de mão com Lula e diz: "Este é o cara!". A Lusitana não sei, mas o mundo continuou a rodar. Em Garanhuns, município a 27 km de Caetés, cidade natal do ex-presidente Lula, algumas centenas de pessoas protestavam, pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a prisão de Lula, exibindo uma faixa em que estava escrito: "O povo de Garanhuns e região pede desculpas ao Brasil pelo filho corrupto. Justiça. Lula na cadeia". O procurador da República Deltan Dellagnol apresentou um minucioso dossiê que não foi trabalho de uma só pessoa, mas de vários órgãos do setor público envolvendo mais de 300 funcionários públicos concursados. Desde o dia em que recebeu de Obama o pomposo título, muita água passou debaixo da ponte e muitos milhões engordaram contas correntes, como também novos títulos foram incorporados ao acervo de Lula pelo procurador da Lava Jato, tais como: "grande general", "comandante máximo" e "maestro da orquestra criminosa". 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

RETÓRICA VERSUS INFÂMIA

A polêmica em torno da apresentação politizada da denúncia contra Lula pelo Ministério Público é inútil, pois o que valerão são os argumentos e as provas técnicas juntadas nos autos de acordo com as leis processuais. O Ministério Público quis apresentar-se de maneira didática ao povo e Lula politizou a questão apenas para seus militantes fanáticos, com o absurdo de considerar políticos ladrões acima de funcionários públicos concursados que ralaram uma vida para passar em algum concurso e trabalhar de maneira honesta. Ou seja: vale o que está nos autos, o resto é a retórica versus a infâmia. 

Edenilson Meira merojudas@hotmail.com

Itapetininga

*

AFRONTA

O ex-presidente Lula continua nos afrontando e afrontando a Justiça com seus discursos teatrais e a postura arrogante de quem consegue enganar incautos. Apesar de todas as provas circunstanciais, dos delitos continuados, das delações de comparsas e dos fatos irrefutáveis perpetrados pelo nosso competente Ministério Público, ele continua aí, livre, leve e solto, desafiando tudo e todos. Até quando as pessoas de bem deste país vão continuar engolindo este cidadão que vocifera "abobrinhas" sob os aplausos de idiotas que insistem em defender o maior criminoso que este país já produziu? Com a palavra, o juiz Sérgio Moro.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

*

PESCARIA

Estressados, Sérgio Moro e Deltan Dallagnol vão pescar no Pantanal. Arriam a "traia" à beira do Araguaia. Cadeira desmontável e apetrechos da pesca em ponto de bala. O molinete de Moro é de última geração, para fisgar peixe graúdo: o "Rei do Rio" ou "Pai de Todos", como é conhecido o Tucunaré. Dallagnol gosta da pescaria de menor porte: bagres, curimbatás, traíra, etc. e tal. Moro prepara o molinete. O "engasgo" de três garras assobia no ar e vai cair em meio da correnteza. Súbito, o bichão morde a isca e se prende no anzol. Um forte tranco na linha completa o serviço. Foi dada a partida. Calcanhar apoiado num tronco. Cadeira reclinada para trás. Puxa, solta, puxa, solta prá cansar o bichinho. Dallagnol vem em auxílio. O "tucu" enfrenta a parada "com unhas e dentes". O suor já empapa as camisas quando o "bicharoco" entrega a rapadura. O troféu é acondicionado numa caixa de isopor, para comprovar a autenticidade do feito e não passar de mentira de pescador. Matam a cobra (jararaca) e mostram o pau.

Ruy Boechat ruy.boechat@hotmail.com

Taubaté

*

SETEMBRO

Mês da nossa Independência e do início da primavera mostrou-se também fatídico: no dia 15, estarrecidos, recebiam os brasileiros a notícia do desaparecimento do ator Domingos Montagner no Rio São Francisco, onde gravava uma novela ficcionista em cuja história ironicamente já havia sido salvo, no mesmo rio, de afogamento. Desta vez, a realidade não o atendeu, restando de sua efêmera vida artística a lembrança em seu melhor momento no Velho Chico que tanto amou e o levou. Há muitos quilômetros, ao Sudeste do infausto local, Luiz Inácio Lula da Silva, no mesmo dia, cercado de prosélitos seguidores de todos os gêneros e espécies, se apresentava com desenvoltura, pantomima na rotina mambembe a descrever o que não consegue explicar, diante do indiciamento efetuado pelo Ministério Público Federal (MPF), alegando que nada tem do que o acusam ou nada sabia da corrupção com a qual jamais se envolvera. Melhor seria ter ficado em silêncio, em vez de passar-se por vítima, demonstrando a contínua rejeição patológica a tudo de que o acusam e ao PT, usando e abusando de sua reconhecida e inegável história até chegar à Presidência da República, quando tudo mudou para pior. Confessou, para ter base partidária, ter de recorrer e compactuar com parlamentares, anteriormente tratados por ele de "picaretas" (em número de 300), desta vez adicionado de empresários idem, amigos, laranjas e nomeando diretores de estatais como os da Petrobrás para fins, se inconfessáveis, confessados e punidos na Operação Lava Jato. De lembrar em sua fala maliciosa a presença ali de políticos que deveriam estar em Brasília trabalhando e honrando o salário pago, de desocupados habituais e de movimentos sociais, enquanto assegurava que nenhum concursado é melhor que "político ladrão", referindo-se aos "meninos" denunciantes do MPF. Continuando com a atitude tóxica da autocompaixão, Lula se comparou ao martírio de Tiradentes, ao suicídio que levou Getúlio Vargas e, mais explícito, alegou fazerem com ele "o mesmo que fizeram a Leonel Brizola". Isso me levou a recordar o tratamento dado ao falecido político "El Raton", por Fidel Castro, depois do sumiço de US$ 2 milhões. Raton! Seria essa a comparação? Continuando com a verborragia cênica de uma mente deformada, Lula lembrou ter criado "o maior partido de esquerda da América Latina", deixando de considerar ser o mais corrupto, e, ainda de que "o ódio ao PT deve-se ao sucesso no governo", desnecessário observar. Julgando-se mito, produzido para que a paixão dos seguidores o anime, torna difícil distinguir política, paródia, pastiche e a sempre presente falsidade em voltar-se insistentemente sobre frase que nunca foi dita: "Não temos provas, mas temos convicção" - exemplo de fraude tão bem observada por Stendhal (Henry Boyle, 1783-1842) em suas "Memórias de Napoleão": "A arte de mentir cresceu de forma singular nos últimos anos. Não exprimem mais a mentira em termos explícitos como no tempo de nossos pais; produzem-na por meio de formas de linguagem vagas e genéricas, difíceis de serem reprovadas e refutadas em poucas palavras". Passando-se por desentendido ao fato de que milhões de brasileiros têm capacidade de se indignar, com a dissolução ética e moral promovida pelo petismo no governo, incluídos seus cúmplices e aliados na gestão da coisa pública, enquanto o próprio admite de que as críticas vêm dos hereges, inconformados conservadores e da mídia, mesmo quando a realidade se opõe a eles, realimentados que são pela própria cegueira da paixão partidária. Passado o proselitismo do monólogo, tudo voltará ao real para a "jararaca" pisada no rabo, aguardando a muçurana - a cobra do bem que come cobras - que silenciosamente espera em Curitiba. Enquanto nas Alagoas se confirmava a morte do verdadeiro ator iniciado na vida circense, da qual se orgulhava considerando-se palhaço, deixando o mundo real em que vivia personagem sertaneja com aparência de rudeza, lembrado será no palco e fora dele pelos amigos, admiradores, colegas e familiares pela doçura, meiguice, apego e dedicado ao amor; o outro, o bufão, em São Paulo, de palavras continuamente cruas, no conteúdo primando pela hipocrisia, despediu-se em seu monólogo para surdos ofendendo a inteligência de cidadãos, acreditando que conseguirá enganar a todos, mais uma vez.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

Campinas

*

À ESPERA DE JUSTIÇA

Narrativa está na moda e a minha é a seguinte: os políticos, principalmente os do primeiro escalão do poder, sempre passaram o chapéu entre os detentores do capital, para custear suas eleições. Os capitalistas sempre se interessaram pela proximidade com o poder, já que assim lucravam uma ou outra benesse, e por isso contribuíam e, caso fosse preciso, repassavam o prejuízo para o consumidor. Bom, de volta à história: a economia faz uma inflexão e o Brasil começa a enriquecer, com o boom das commodities e a descoberta do pré-sal, mais ou menos ao mesmo tempo que o PT chega ao poder. O PT era composto por uma mistura de socialistas que rezavam pela cartilha de Gramsci e do proletariado, em grande parte oriundo do sindicalismo. Por convicção ideológica ou simples vale-tudo que impera na luta sindical, os pedidos de contribuição se intensificaram e se tornaram mais exigentes, havia mais dinheiro na praça e as campanhas estavam cada vez mais sofisticadas e caras, tendo de atingir um público cada vez maior. Aos poucos, também o pedido de contribuição se democratiza e se generaliza para todos os escalões políticos. Era a regra, não a exceção. Se todos roubam, todos ficam calados e, se uma exceção levantar voz, ninguém vai dar coro, ou é ameaçado ou é morto, inibindo os demais honestos. Quem estava mais bem posicionado exigia mais (e agora não se trata mais de pedir contribuição, e sim de deixar claro que essa é a regra do jogo), quem estava muito bem posicionado e era esperto exigia muito e dividia com um séquito que lhe ficava fiel. Quem se interessava primordialmente pela política colocava estes recursos na política; quem nem tanto, aproveitava para aumentar o patrimônio. Aí o destino faz nova inflexão e surge a Operação Lava Jato, que começa a deixar claro este jogo. No início se supõem que um ou outro teria de ser sacrificado, como boi de piranha, mas com um destino mais nobre, já que com o cipoal de leis (que, como diz Fernão Lara Mesquita, não foi feita para nos proteger, e sim protegê-los de nós), com uma banca de excelentes advogados e a possibilidade de recorrer indefinidamente, veria sua acusação prescrever e sobreviveria. Mas, para surpresa de todos, estes novos procuradores de Justiça parecem mais bem preparados que os ilustres advogados, sabem ler a letra fria da lei em seu favor e, a maior das surpresas, parecem incorruptíveis! E agora? Como condenar toda a classe política? Se feito de uma só vez, o Brasil fica acéfalo. Se feito vagarosamente, que critérios vão ser adotados? Vai valer a lei do cão? Quem for pego que se vire? O Supremo Tribunal Federal (STF) vai tentar dosar a liberação dos políticos a conta-gotas? De acordo com as suas preferências? Vai haver um acordão para pegar só o crime de enriquecimento ilícito? Vão precisar convencer o povo de que existem dois Brasis: se eu roubo um leite no supermercado, vou preso, mas, se combino com o caixa, que dá um jeito de eu sair sem pagar e cobra dos outros o leite que levei, para que o dono do supermercado não tenha prejuízo, isso é contribuição política, aí tudo bem. E o brasileiro espera a Justiça desde sempre para o mês que vem...

Maria Dulce T. Tournieux contato@pousadabethary.com.br

São Paulo

*

MICHEL TEMER NA ONU

Gostaria de saber se os cidadãos dos governos bolivarianos (Venezuela, Costa Rica, Equador e Nicarágua) também sairiam da sessão da Assembleia da ONU durante a fala de Michel Temer, ontem. Seus representantes diplomáticos podiam protestar à vontade contra nossa democracia, pois eles não têm do que se queixar.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

PROFESSORAIS

Não bastasse Lula ter pretendido dar lições de Economia a Angela Merkel na crise de 2008, Michel Temer quer, agora, dar lições de democracia à ONU. 

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

*

PREVIDÊNCIA INJUSTA

O autor do artigo "Previdência, injusta, insustentável e ineficiente" (17/12, A2), o ilustre professor José Márcio Camargo, demonstra várias preocupações válidas sobre a matéria. Todavia, deixa de abordar, talvez por desconhecimento, dois aspectos importantes. O primeiro trata da contribuição com que o funcionário público, via de regra, sustenta sua própria aposentadoria. Com efeito, ao contrário do empregado do setor privado, ele não tem um teto em sua contribuição. Contribui com um porcentual de 11% sobre o total do que recebe. E, ainda, mais 3% de assistência médica. Assim, seu sistema previdenciário não pode ser comparado com o do empregado privado, que contribui apenas sobre um teto e, consequentemente, tem sua aposentadoria coerente com essa contribuição. Assim como os militares, que têm contribuição coerente com o total de seu soldo e, ainda, sobre outros benefícios que usufruem quando reformados. O segundo trata do desconhecimento do autor de que, ao contrário do que diz, quando aposentados os funcionários públicos, absurdamente continuam a pagar a sua Previdência. Com os mesmos critérios de quando estavam na ativa: sem nenhum teto redutor dessa contribuição. Assim, ratar igualmente os três casos - sistema previdenciário de funcionários, militares e empregados privados - é de um primarismo técnico que se torna injusto. Concluindo: em face desses três diferentes sistemas, não sãos os funcionários públicos nem os militares que trouxeram o rombo que a Previdência Social, em geral, enfrenta. Na verdade, todos sabem e reconhecem que outros fatores a levaram a essa situação.

 

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

*

ANISTIADOS

Uma das grandes preocupações do governo está ligada à reforma da Previdência Social, em virtude de seu déficit astronômico. O culpado dessa situação é sempre o trabalhador, que, ao se aposentar, passa a receber uma minguada aposentadoria, além de cada vez mais aumentar a sua expectativa de vida. Atualmente, estão fazendo revisão para cassar auxílio-doença concedido indevidamente. Porém a maior causa do déficit da Previdência nunca é investigada. Os anistiados políticos estão sangrando os cofres da Previdência, talvez sem nunca terem contribuído para ela. O próprio ex-presidente Lula recebe aposentadoria como anistiado político desde 5/10/1988. Na ocasião, ele foi agraciado com uma aposentadoria no valor de CZ$ 326.141,68, equivalente a 13,76 salários mínimos, valor com que nenhum trabalhador até hoje, por mais que tenha contribuído para a Previdência, se aposentou. O mesmo Lula deve estar recebendo aposentadoria de ex-presidente, por invalidez pela perda de um dedo e assim por diante. Há necessidade que se faça uma revisão das aposentadorias dos anistiados em primeiro lugar, porque mamando nas tetas do INSS deve ter uma lista muito grande de sindicalistas, petistas, filiados de movimentos tipo MST, políticos, etc. Quanto ao fator idade para se aposentar, esta só vale para o trabalhador, menos para a classe de políticos, sindicalistas, petistas, etc. É bom lembrar também que a finalidade da Previdencia Social era assegurar uma velhice segura para o trabalhador, porém ela está assegurando é uma boa vida a não trabalhadores e não contribuintes apadrinhados de esquemas já bem conhecidos. O Ministério Público deveria olhar para o que acontece na Previdência com carinho.

Edson Baptista de Souza baptistaedson@ig.com.br

São Paulo

*

INSUSTENTÁVEL

Não bastasse o fato de o principal defensor da reforma da Previdência, o presidente Michel Temer, ter se aposentado com apenas 55 anos de idade - com salário de mais de R$ 30 mil -, grande parte dos políticos que defendem mais sacrifícios dos trabalhadores de baixa renda conseguiu "gordas" aposentadorias com poucos anos de trabalho. Em todo o País há ex-governadores e ex-parlamentares vivendo fartamente com os recursos dos contribuintes. Muitos deles se aposentaram com pouco mais de 50 anos. As aposentadorias de ex-governadores incluem, também, em alguns casos, as viúvas. De acordo com dados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), os 114 aposentados (ex-governadores e viúvas) nessas condições custam R$ 49,4 milhões anuais aos cofres de 21 Unidades (Estados) da Federação. O caso dos ex-governadores e viúvas está na mira do Supremo Tribunal Federal (STF). Em abril do ano passado, o STF considerou inconstitucional o pagamento de pensão vitalícia a ex-governadores do Pará. O senador Edison Lobão, duro defensor do arrocho aos contribuintes do INSS, é aposentado por ter sido governador do Maranhão por apenas três anos (março de 1991 a abril de 1994). De acordo com o site Congresso em Foco, a aposentadoria de Lobão em 2015 era de R$ 26,5 mil mensais. Outro líder do grupo que exige mais sacrifícios dos assalariados do País é Moreira Franco, secretário do Programa de Parcerias de Investimentos do governo Temer. Ele recebe aposentadoria por ter sido governador do Rio de Janeiro por quatro anos, de março de 1987 a março de 1991. De acordo com o Congresso em Foco, em 2015 ele recebia R$ 21,86 mil por mês. No Congresso, não são poucos os ex-parlamentares que conseguiram altas aposentadorias, de até R$ 33,7 mil. São cerca de 250 ex-deputados e ex-senadores que gozam desse benefício. E o mais polêmico é que, com a morte do ex-parlamentar, a viúva ou os filhos passam a receber pensão. Atualmente, são mais 2,2 mil pensionistas nessas condições, segundo o Congresso em Foco. Isso é uma vergonha! Até quando o povo será enganado por estes partidos políticos, verdadeiras quadrilhas?

Antônio C. H. Maciel antoniochmpr@hotmail.com

São Paulo

*

ANTES QUE SEJA TARDE

A propósito do oportuno artigo "A vez dos parasitas", do jornalista Fernão Lara Mesquita (16/9, A2), ao tempo em que se discute a necessária e já tardia reforma da Previdência, antes que seja decretada sua iminente falência, cabe destacar a preocupante e estarrecedora informação de que "as aposentadorias e pensões do setor público, com 30 vezes menos beneficiados, comem mais de 30 vezes mais recursos do que as do setor privado". Com efeito, não se pode mais conviver, tolerar e aceitar tamanho descalabro e disparate. Basta! Reforma já, antes que seja tarde demais!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

MORDOMIAS NAS ESTATAIS

  

As chamadas mordomias dos empregados das empresas estatais são notórias. Há décadas o pessoal está acostumado a reivindicar de tudo e a obter o que quer. Hoje em dia, época de contenção e de desemprego para 12 milhões de brasileiros, os referidos empregados insistem em reivindicar cada vez mais. As vantagens são tão incríveis a ponto de não vê-las em grandes empresas multinacionais famosas. São 15 salários por ano, auxílios de todas as espécies, como o pagamento de 70% das mensalidades escolares dos filhos dos empregados, greves constantes e por períodos prolongados, estabilidade, apesar da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), planos de saúde luxuosos e os famosos fundos de pensão. Nas datas-base, querem sempre a inflação e algo mais como reajuste. Todas essas mordomias são pagas pelo povo - este que não vê um centésimo dessas vantagens em seus empregos - e são recursos que deveriam ficar para a União (em beneficio do povo), como o maior acionista dessas empresas. Por fim, nas estatais também não se aplica o teto salarial constitucional dos ministros do Supremo.

  

Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

*

A REFORMA DA PETROBRÁS

Atualmente dirigida profissionalmente, e com competência, por Pedro Parente, a estatal do petróleo vai realizar a sua própria reforma trabalhista, com atenção a horas extras, jornada de trabalho e redução de salários, programa que já sofre o ataque sindical. Na realidade, todas as estatais e empresas privadas do Brasil precisam passar por um processo de reciclagem com relação ao tema trabalhista, porque essa questão é a pedra de toque da sobrevivência empresarial, não mais podendo ser empurrada para a frente. Que a Petrobrás sirva de exemplo.

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

*

A REFORMA TRABALHISTA 

O governo federal prepara reformas, entre elas a trabalhista. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943, requer modernização. A classe empregadora se ressente do excesso de obrigações e clama por flexibilização, que os sindicatos e os grupos estatizantes combatem à guisa de defender o trabalhador, mas cuidando única e exclusivamente dos próprios interesses cartoriais. É preciso encontrar o ponto de equilíbrio que, pela regra do bom senso, deve residir na facilitação da vida do empregador, sem que isso se dê em prejuízo do empregado. Há que encontrar meios que simplifiquem a relação entre capital e trabalho, há muito judiada pelo viés ideológico. Evitar as intermináveis greves do funcionalismo público, em que os grevistas passam longos períodos sem trabalhar e, mesmo assim, recebem seus salários, o que seria impossível na iniciativa privada, pois o negócio iria à falência. As relações patrão-empregado precisam ser simplificadas para, com a confiança mútua, os negócios prosperarem e os benefícios se reverterem de forma justa a todos os participantes. As relações do trabalho não podem, jamais, servir para o aparelhamento político-ideológico. 

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo        

*

REPOSIÇÃO SALARIAL

Solicito a gentileza deste grande veículo de comunicação de buscar com fontes no "desgoverno" do Estado de São Paulo uma resposta para a seguinte indagação: se o "desgoverno" de São Paulo reajusta, religiosamente, as tarifas públicas (por exemplo, pedágios), por que não concede reposição de perdas salariais aos funcionários? Só queria entender.

Edmar A. Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

*

ELEIÇÃO 2016

Desde quando foram divulgados os nomes dos candidatos a prefeito de São Paulo, a opinião predominante, explicitada nas redes sociais e entre os críticos, é de que São Paulo não teria nenhum candidato à altura das suas imensas necessidades. E o debate de domingo na TV Gazeta, em parceria com o "Estadão", veio corroborar tal entendimento. A manchete do "Estadão" de segunda-feira resume muito bem o ocorrido, ou seja, que a crise política e os ataques a padrinhos políticos dominaram o debate entre os candidatos. O prefeito Fernando Haddad (PT) criticou Marta Suplicy (PMDB), que segundo ele seria apoiada por José Serra e Gilberto Kassab, e declarou: "Depois de oito anos de Serra e Kassab, nós tivemos de fazer o maior plano de reestruturação de carreiras de Estado". Além de descabida no contesto do debate, foi uma informação inverídica, pois a sua reestruturação das carreiras da prefeitura foi realizada segundo as suas convicções e provocou uma completa distorção de vencimentos entre as carreiras universitárias. Priorizou uma nova carreira para a Controladoria-Geral do Município, com vencimento inicial de R$ 13.900,00, com exigência de qualquer diploma de nível superior. Paralelamente, reestruturou a carreira de médicos, com vencimento inicial de apenas R$ 10 mil, além dos vencimentos para a carreira do magistério municipal abaixo da sua importância, assim como a dos engenheiros e arquitetos, com vencimento inicial de R$ 7 mil. Já o candidato João Doria Junior (PSDB) continuou a prometer soluções empresariais na administração pública, demonstrando não ter conhecimento da diferença entre elas, inclusive de ordem legal. A sua proposta de aulas em período integral no ensino municipal implicaria, desde logo, duplicar o número de prédios escolares na cidade. O candidato Celso Russomano (PRB) também apresenta propostas inviáveis, típicas de quem nunca exerceu um cargo executivo na administração pública. Quanto a Marta Suplicy e Luiza Erundina (PSOL), ambas já foram prefeitas de São Paulo e não tiveram boa avaliação da população, tanto que não foram reeleitas. 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

PROMESSAS

Se ao menos 10% das promessas dos candidatos à Prefeitura de São Paulo fossem cumpridas, acreditem, nossa capital seria um paraíso. Mentir em campanhas e prometer mundos e fundos já faz parte de nossa cultura. Quando um diz que vai contratar 800 médicos, outro diz que contratará 2 mil e fará mais 14 CEUs e outro diz que vai investir em tecnologia. Só falta dizer que vai dar um computador a cada aluno. Creches, então, todos irão fazer de 400 para mais. Para quem não sabe, 103 mil crianças estão fora da creche por falta de vagas - são 103 mil mães que não trabalham porque não têm com quem deixar seus filhos, enquanto um monte de candidatos babacas caras de pau, como sempre em véspera de eleições, se diverte prometendo o que certamente não irão cumprir. Quanto a nós, minimamente esclarecidos, só nos resta mandá-los para os sextos dos infernos, porque os quintos já estão lotados.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

*

VALE TUDO PELO VOTO

O que não se faz para ganhar votos e se eleger no Brasil? Basta ver nas páginas do "Estadão" de sábado as fotos de Celso Russomano comendo um pastel e tirando uma selfie no Largo 13 de Maio; Marta Suplicy beijando um motoboy e acariciando um bebê no colo da mãe; e, por fim, João Dória beijando a mão e a testa de duas mulheres. Gostaria muito de saber se, após vencer as eleições, farão esse corpo a corpo para saberem as necessidades do povão. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

INVESTIMENTOS SOCIAIS

Quando foi que João Doria afirmou que não fará investimentos sociais? Fernando Haddad, candidato do PT à reeleição, afirma que Doria não o fará por 20 anos. Pergunto: se a candidatura tem quatro anos, como o faria por 20 anos?

Felipe da Silva Prado felipeprado39@gmail.com

São Paulo

*

MORTES NO TRÂNSITO

As mortes evitadas pelo prefeito Fernando Haddad pelo amortecimento do tráfego motorizado são descompensadas - em dobro - pelo surreal cancelamento da inspeção veicular, com o aumento das mortes por doenças cardiorrespiratórias evitáveis, causadas pelo excesso de emissões de partículas finas cancerígenas do diesel, não controladas. E, antes que os atentos leitores me lembrem, a crítica é naturalmente estendida ao governador Geraldo Alckmin, que insiste em não cumprir a lei que lhe compete, segundo o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), desde 1993 (século passado). Se incluir nessa conta a inspeção dos itens de segurança do veículo, também obrigatória desde 1997 pelo artigo 104 do Código de Trânsito Brasileiro (Lei Federal 9.503/1997), esse morticídio e a mutilação oficiais são multiplicados - implicando um custo social anual bilionário. Mas o que mais espanta é a passividade das leais e obedientes "autoridades" subordinadas de Transporte, Saúde e Meio Ambiente, da imprensa especializada, das ONGs e - pasmem - do Ministério Público. Essa desgraça invisível de dimensões catastróficas é causada pelo capricho pessoal de políticos que conhecem perfeitamente as nefastas consequências de sua omissão, porém visam unicamente a agradar seus potenciais eleitores formadores de opinião que andam de carros particulares - poluidores e inseguros. Que belo exemplo de civilidade destes servidores e representantes do povo.

 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

*

PÉSSIMO SERVIÇO

Ontem pela manhã fiquei mais de uma hora no ponto esperando o ônibus da linha 875A-Perdizes/Aeroporto, da Viação Tupi. Quando finalmente um ônibus chegou, descobrimos que dois ônibus haviam quebrado - isso correu por volta das 7 horas da manhã. Ao meio-dia, horário para buscar minha filha, fiquei mais de 30 minutos esperando o ônibus 874A-Aeroporto/Perdizes, e, quando ele chegou, vieram dois de uma vez. A população está cansada de pagar uma passagem alta por um serviço de péssima qualidade. Ônibus quebrados, barulhentos, que mais parecem carroças, com freios danificados, bancos quebrados, campainhas que não funcionam (temos de gritar para o motorista parar), alto barulho de abrir e fechar as portas e catracas ensurdecedoras. Isso tudo sem contar os funcionários, que são jogados na linha e mal sabem onde há um ponto - há aqueles que não sabem nem parar no ponto, e somos obrigados a descer e beijar a árvore à nossa frente. Cadê o treinamento? A empresa joga toda a responsabilidade para o trabalhador. Detalhe: toda vez que pego um ônibus pela manhã não há troco. Como pode? O que acontece? A impressão que temos ao estar no interior do ônibus é de que ele a qualquer momento irá se desintegrar. Uma última questão: como é que as pessoas idosas conseguem subir e descer dos ônibus? Os degraus são muito altos. Eu, que sou nova, estou com problema no joelho de tanto subir e descer dos ônibus. Tenho certeza, como acontece sempre, de que a empresa dirá que efetuou "n" trocas na frota, então, a partir de agora, fotografarei tudo como prova de que isso não está sendo feito. Peço que verifiquem também a linha 177Y-Terminal Barra Funda/Terminal Pinheiros da Viação Nova Paulista, o carro 21749 está com a catraca quebrada há tempos e o barulho é ensurdecedor. Não consegui nem ligar para as duas empresas de ônibus em questão, ou seja, além da qualidade péssima no serviço, falta também um canal de comunicação. Peço socorro e a população também. Sou uma paulistana exercendo a minha cidadania. 

Tânia Gorodniuk taniagorodniuk@gmail.com

São Paulo

*

SURREAL

Autorizar o prefeito foragido (!) de Montes Claros a fazer campanha eleitoral é o mesmo que autorizar o "japonês da Federal" a trabalhar com tornozeleira eletrônica, como policial (!). É surreal. Realmente, somos um país diferente...

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

A CORRIDA PELA CÂMARA

Está explicado por que a Câmara Municipal de São Paulo é uma verdadeira Torre de Babel, vulgo "ninguém se entende". Só de ver a propaganda politica partidária dá para perceber que, mesmo na maior e mais rica cidade do País, estão no pleito candidatos a vereadores com o mínimo de educação e preparo. Está difícil de escolher, porque vemos apenas propaganda de partidos que há anos perderam sua idoneidade. Não sabemos suas intenções. São Paulo chegou a 12 milhões de habitantes, com inúmeros problemas de infraestrutura que atrapalham a livre movimentação de seus habitantes, e sérios problemas de saúde, educação e saneamento básico. Mas a impressão que se tem é de que os candidatos estão atrás dos altos salários e das mordomias dadas aos vereadores. Vamos continuar na pior, podem crer.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

DEPUTADOS E O JEITINHO

Será jeitinho, falta de caráter ou um mínimo de compostura? Gostaria de saber como classificar o apelo dos deputados federais que estão em campanha eleitoral, e, portanto, ausentes das sessões na Câmara, para não terem seus salários punidos com corte devido à ausência. Os parlamentares teriam alegado à deputada que controla as presenças, Mara Gabrilli (PSDB-SP), que o corte foi imposto pelo presidente cassado Eduardo Cunha. Embora a mim a lógica do raciocínio pareça ridícula, vindo de onde vem pode até parecer racional. Todavia o apelo não foi atendido pela deputada Gabrilli. Ainda bem que há quem se salve na lamentável Câmara dos Deputados.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

*

FICHA LIMPA

A senhora digníssima ministra Cármen Lúcia emocionou e encheu de esperança todo o povo brasileiro com aquele patriótico discurso de posse na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), assegurando um olhar atento para o combate constante à corrupção que tanto tem infelicitado a Nação. As eleições municipais estão próximas e a primeira desinfecção poderia começar agora, pois há um número grande de prefeitos que tiveram suas contas desaprovadas pelos Tribunais de Contas dos Estados e confirmadas pelas respectivas Câmaras Municipais, além de outros até mesmo condenados em segunda instância disputando seguidas eleições com liminares, numa afronta ao que preceitua a Lei da Ficha Limpa, bem como o artigo 31 da nossa Constituição federal. Que Deus a proteja e a ajude a ser perseverante neste nobre objetivo de moralizar o nosso Brasil.

  

Manoel Antunes antunesmanoel@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

*

O BRASIL E O ESPORTE

Acabaram os Jogos Olímpicos e vieram os Paralímpicos, creio que esta foi uma das raras vezes que senti o verdadeiro orgulho de ser brasileiro. Tudo isso durou muito pouco: numa entrevista na TV, um jovem que foi medalha de bronze no tae-kwon-do contou que em seis meses de treinamento só recebeu R$ 1 mil da sua federação como ajuda de custo. Só não passou fome porque seus treinadores, que são aqui, do ABC, o ajudaram. Para piorar, estes mesmos treinadores foram excluídos dos jogos porque reclamaram do desrespeito que a tal federação cometeu com o atleta. Sugiro que uma auditoria financeira independente seja feita em todas as federações esportivas deste país. Elas receberam dinheiro federal do Ministério do Esporte (isto é, nosso dinheiro) e não repassaram para os atleta? Isso é roubo e tem de ser investigado.

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

*

AS COTAS E A PARALIMPÍADA

Com que clareza límpida e felicidade o professor José Goldemberg aborda o sistema da meritocracia no ingresso às universidades e a sua analogia com a Paralimpíada Rio-2016 ("Mérito na Olimpíada, cotas nas universidades", 19/9, A2). Essa é uma comparação antológica. Merece ser enquadrada e disposta em lugar público. As competições paralímpicas são um exemplo de superação e solidariedade humanas. Uma chama de esperança. Parabéns ao professor Goldemberg.

Nilson Dias Vieira Junior nilsondo@gmail.com

São Paulo

*

ARGUMENTO DEFINITIVO

O professor José Goldemberg ("O Estado", 19/2 A2) lança um argumento definitivo ao comparar a Olimpíada, centrada em rigorosa meritocracia, e as cotas nas universidades públicas. Argumento democrático e justo, não elitista, como certamente dirão, porque defende o apoio estatal aos cursos básicos e médios. Universidade precisa de qualidade, não em favor de interesses privados, mas da Nação, cujo grande exemplo é a Universidade de São Paulo (USP). De cabo a rabo, estudei em escolas públicas e, no curso primário, pertencia ao grupo da caixa escolar; sem a canjica, o arroz doce ou a sopa, não teríamos as calorias para enfrentar o segundo turno da manhã. Entretanto, jamais cogitamos de ser aprovados sem merecer, ou frequentar a USP por força de vergonhosas cotas, demagogia paralisante de uma nação que precisa de formação olímpica. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

MACHADO DE ASSIS

É instigante constatar que, mesmo na era digital, com possibilidades de tratamento de enorme quantidade de dados em tempos ínfimos, ainda nos deparamos com achados literários de mais de 150 anos atrás, como nos mostra Maria Fernanda Rodrigues sobre possível livro inédito de Machado de Assis ("Estadão", 17/9). No entanto, o "Livro dos Vinte Anos" parece ser apenas uma proposta de edição que saiu depois, como "Crisálidas", como dá a entender a própria introdução do autor no livro, considerado como o primeiro seu de poesias. De qualquer forma, muito estudo de garimpagem digital advirá. 

 

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.