Fórum dos Leitores

Participação dos leitores

O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2016 | 03h00

ESTUPRO

Culpa da vítima...

Nenhuma novidade que três em cada dez brasileiros culpem a mulher pelo estupro, já que a cada duas horas uma mulher é assassinada no País pelo marido, ex-marido, companheiro, por amigos, etc. Isso mostra a realidade em que vive grande parte das brasileiras. Nem a Lei Maria da Penha conseguiu minorar essa realidade, já que mulheres abusadas, mesmo recorrendo ao Judiciário, esbarram numa Justiça lenta e inoperante. Podem obter quantas medidas cautelares quiserem, mas não conseguem sobreviver com o amparo da Justiça. Em pleno século 21, o Brasil vive na Idade Média quando se trata de relações entre homens e mulheres. Só educação sistemática mudará esse triste quadro. Mas enquanto ela não vem...

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

AINDA TEMER NA ONU

Motivo de orgulho

Por ocasião da Assembleia-Geral da ONU, os representantes das republiquetas bolivarianas, todas devedoras ao Brasil de grandes somas distribuídas pelos governos petistas, saíram do recinto. Agiram como os maus pagadores que quando notam a presença dos cobradores fogem pela porta dos fundos para não terem de honrar suas dívidas. Acredito que a fuga dos representantes das republiquetas, com a presença no local do gigante Brasil, só nos pode enobrecer perante as grandes nações do mundo.

EDSON BAPTISTA DE SOUZA

baptistaedson@ig.com.br

São Paulo

Atestado

O Itamaraty deveria enviar uma nota de agradecimento aos governos de Venezuela, Costa Rica, Nicarágua, Equador, Bolívia e Cuba pelo atestado de democracia que conferiram ao Brasil na sessão da ONU. Ficou claro perante o mundo todo o grau de incivilidade bolivariana desses pequenos feudos ditatoriais.

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

Solís rebaixa a Costa Rica

A escória política da América saiu da plenária quando Temer foi anunciado – representantes das “potências democráticas, sociais e econômicas”. Nenhuma surpresa com Ortega, Maduro, Morales, Castro e Correa, anões travestidos de líderes. Mas o presidente da Costa Rica, Luis Guillermo Solís, surpreendeu, pois seu país já foi uma joia rara no continente. Ao alinhar-se a esses ditadorzinhos insignificantes, Solís joga por terra a imagem positiva que a Costa Rica construiu no passado, transformando o outrora glorioso país em mais uma republiqueta bolivariana retrógrada e míope.

MARCOS L. SUSSKIND

mlsusskind@gmail.com

São Paulo

Haitianos rejeitados

Ainda a respeito da celeuma sobre os números “inflados” por Michel Temer, em fala nos EUA, de refugiados recebidos pelo Brasil, os analistas da TV, embora minimizem o exagero, viram no fato uma tentativa do País de valorizar sua atitude humanitária. Eles desvalorizam a inteligência dos condutores da nossa política externa, que querem barrar as pressões para que recebamos mais imigrantes, quando a Europa se vê a braços com o problema e nós, com a herança maldita petista. Mas receber haitianos ninguém quer, com o Haiti ninguém se importa, nem a imprensa brasileira nem a internacional. Nada mais natural que o Brasil contabilize a seu favor os 85 mil haitianos, irmãos rejeitados pelo resto do mundo.

PAULO ROBERTO SANTOS

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

PETROBRÁS

De privilégios

Em relação ao editorial O fim da farra na Petrobrás (20/9, A3), a companhia protesta contra a afirmação de que os empregados são “uma casta de privilegiados às expensas do contribuinte”. A força de trabalho da Petrobrás é reconhecida internacionalmente por sua dedicação, seu elevado padrão técnico e sua capacidade de inovação, e precisamos evitar que a ação de uma minúscula minoria que fez da empresa instrumento de seus escusos interesses sirva para generalizar uma avaliação negativa e equivocada sobre todos os empregados da empresa. A Diretoria Executiva reforça que o objetivo da proposta salarial apresentada não é apresentar um “pacote trabalhista” para pôr “fim à farra na Petrobrás”. O presidente e os diretores têm total respeito aos trabalhadores da empresa. No entanto, a difícil situação da empresa, transparentemente apresentada aos nossos empregados, não permite que sejam concedidos reajustes salariais nos níveis praticados até 2014.

PEDRO PARENTE, presidente

Rio de Janeiro

N. da R. – O editorial não acusa os funcionários da Petrobrás de serem indolentes ou tecnicamente despreparados. Tampouco confunde o corpo de funcionários da empresa com os corruptos que a dilapidaram. O editorial contempla, isso sim, os sindicalistas que se adonaram da direção da empresa, criando privilégios que a maioria absoluta dos trabalhadores da iniciativa privada jamais terá. Tais benefícios são bancados em parte pelo contribuinte, razão pela qual é justo questioná-los.

CORRUPÇÃO

Lula no banco dos réus

Tudo tem a sua hora. E não é que a alma mais honesta deste país mais uma vez vira réu e vai responder por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro? O juiz Sergio Moro aceitou a denúncia dos procuradores da República, que pelas investigações realizadas comprovam que o ex-presidente foi beneficiado com recursos de propina para adquirir, reformar e decorar o triplex no Guarujá e também pelo pagamento ilícito do armazenamento do seu acervo. Esse cidadão nem ao menos teve o zelo de não envolver a sua própria esposa nas falcatruas, tornando-a também ré nesse processo.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

O juiz mais corajoso do Brasil aceita a denúncia contra a alma mais honesta do Brasil. Morooo!

ELISABETH MIGLIAVACCA

São Paulo

Acerto de contas

Que isso sirva de exemplo a todos os políticos e demais pessoas em geral. Um dia a conta chega para ser paga e não adianta chorar nem se esquivar.

ADIB HANNA

adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

Suprassumo da injustiça

Lula conseguiu, por determinado tempo, parecer justo. Nas palavras de Platão, “o suprassumo da injustiça é parecer justo”. Em síntese, é impressionante a quantidade de anos em que Lula enganou o Brasil.

FELIPE DA SILVA PRADO

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

LULA RÉU


O ex-presidente Lula é acusado de obter R$ 3,7 milhões em vantagens indevidas da Empreiteira OAS, por isso vira réu na Operação Lava Jato e será julgado pelo juiz Sergio Moro. Defendendo-se previamente, Lula vociferou: “O que está acontecendo no Brasil não me abala. Só me dá mais vontade de andar mais e falar mais”. Andar mais (será andar a pé, pois, como já disse, irá para a cadeia se for condenado) e falar mais é continuar vomitando pelo País afora seu inconsequente blá blá blá. Será que Lula ainda não se convenceu de que é, como diz o ditado popular, “bananeira que já deu cacho”?


Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis


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DEU PARA ENTENDER?


Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, disse à Procuradoria que descontou o valor do apartamento de Lula da propina que a OAS devia ao PT.  Ele disse, também, que Lula aprovou a manobra. Agora, faz todo sentido a afirmação de Lula de que a cobertura tríplex, com 250 m², mobiliada e com elevador privativo instalado pela construtora, não servia era para ele e que seria um “Minha Casa, Minha Vida”. Afinal, o saldo total da propina a ser paga seria muito maior que o valor do “triplequis”.


Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo


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DEPOIS DA TEMPESTADE...


Lula, depois de Marcelo Odebrecht e de outrem, virá o terremoto. Aguarde.


Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba


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DENÚNCIA ACEITA


Parece-me, e tudo indica, que finalmente vamos ver o Lula lá.


Flavio F. Pinto patisantangelo@gmail.com

São Paulo


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RUMO A CURITIBA


Que o inominável ganhe um tênis confortável, pois Curitiba é longe.


Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo


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NA CARNE


Lula sentirá na carne a antiga frase que diz que “a Justiça tarda, mas não falha”, inclusive nos pés, pois disse que irá a pé até a prisão, caso seja condenado. Curitiba dista 435 km de São Bernardo.


Luiz Bianchi luizbianchi@uol.com.br

São Paulo


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HONORÁRIOS


Com a aceitação da denúncia pelo juiz Sergio Moro, a banca de advogados do ex-presidente Lula terá de redobrar sua atenção no sentido de garantir honorários contratados a peso de ouro.


Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)


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ROTA DE FUGA


Ciro Gomes propõe refugiar Lula numa embaixada, caso a prisão dele seja decretada. Ciro Gomes, advogado que é, deveria saber que refugiar numa embaixada é quase o mesmo que atravessar uma fronteira para outro país que não esteja disposto a respeitar as leis brasileiras. Sugiro ao juiz Sérgio Moro que mande trancafiar a sr. Luiz Inácio Lula da Silva o mais cedo possível, antes que ele resolva seguir o conselho do amigo cearense.


Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo


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HISTÓRIA DE UM REI DESPIDO


Era uma vez um moço pobre que veio para o Sul e se tornou um rei idolatrado por milhões. Vivia em palácios cercado de súditos atendendo a todos os seus desejos. Distribuía auxílios a mancheias a todos, especialmente os mais pobres e necessitados. Sua bondade era reconhecida e cantada em verso e prosa mundialmente. Infelizmente, muitos se aproveitaram de sua ingenuidade e falta de controle (nunca sabia de nada) para se locupletarem das excessivas riquezas distribuídas pelo Tesouro Real, e este entrou em grande prejuízo. A rainha, que foi sua sucessora, não soube administrar a grande falência nacional e foi destronada. O rei que vivia em palácios passou a ser réu, defendendo-se e tentando provar não ser proprietário de reles apartamento tríplex e de simples sítio. Ele, que se cobria com mantos de verdadeiro rei-santo, o mais honesto e melhor entre seus pares, perdeu suas vestes, seus súditos se afastaram e o mundo todo descobriu que o rei estava nu. Qual será o fim desta história? Qualquer semelhança, infelizmente, não é mera coincidência.


Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo


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DEFESA E ATAQUE


O Partido dos Trabalhadores (PT) informa que vai promover uma medida judicial contra os procuradores do Ministério Público Federal (MPF), por estarem perseguindo o sr. Lula da Silva. Esse partido “injustiçado” deve fazer o que com seus membros presos e processados, José Genoino, José Dirceu, Delúbio Soares, João Paulo Cunha, João Vaccari Neto, Paulo Ferreira e outros? Adote outra linha de defesa, não de ataque! Pois já, já até o Wagner Freitas, da CUT, vai responder processo por ameaça ao juiz Sérgio Moro.


Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo


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INJUSTIÇADO?


Para aqueles que ainda continuam firmes no conceito de que o impedimento de Dilma Rousseff foi um “golpe” e que ainda acreditam que Michel Temer não foi escolhido por eles mesmos, no caso de vacância do cargo, e repetem, sem avaliar, a todo instante “Fora Temer”, recomendo que leiam o artigo do desembargador e ex-secretário da Justiça Aloísio de Toledo Cesar (“A importância dos indícios penais”, “Estadão”, 20/9, A2), antes que formem conceito errado de que Lula está sendo injustiçado pelos “moços do Paraná” – concursados que, na crença de Lula, podem até roubar, pois não precisam ir para as ruas enfrentar os eleitores –, por ausência de provas, mas convicções. Mostra o desembargador, no elucidativo artigo, que certos crimes não necessitam de impressões digitais, fotos, documentos assinados, etc. São crimes praticados às escondidas, nas sombras, sob a proteção de cúmplices. Assim, por mais que os defensores de Lula se detenham à tese enganosa da não existência de provas, as mesmas provas nada mais são do que proporcionar ao juiz a convicção sobre a existência dos fatos. Código de Processo Penal, artigo 239, a quem interessar.


Leila E. Leitão

São Paulo


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‘A IMPORTÂNCIA DOS INDÍCIOS PENAIS’


É uma beleza e de fato nos dá, verdadeiramente, grande satisfação quando pessoas altamente capacitadas no meio jurídico, como é o ilustre desembargador Aloisio de Toledo César, que, com palavras simples e elucidativas, nos dá verdadeira aula sobre a teoria penal no tocante ao valor dos indícios no processo criminal (“Estadão”, 20/9, A2). E, a esse respeito, são tantas as pegadas deixadas pelo ex-presidente Lula que seus advogados, por certo, terão de exercitar enorme imaginação para inocentá-lo. Senão, por exemplo, como explicar as várias visitas, feitas e fotografadas, pelo casal Lula ao tríplex do Guarujá que alegam não ser de sua propriedade? Será, por acaso, que lá estiveram apenas como competentes decoradores para orientarem o dono da construtora OAS no embelezamento daquela propriedade?


Aurélio Quaranta relyo.quar@gmail.com

São Paulo


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LULA E O TRÍPLEX


O mérito da denúncia midiática apresentada pelos procuradores da Operação Lava Jato será apreciado pelo Poder Judiciário, pouco importando para isso a forma como foi publicizada. O que interessa é o que está no inquérito. Da mesma forma como a denúncia, a resposta tem sido na mesma moeda. O ex-presidente Lula não se nega à batalha, embora convencido de sua própria inocência, o que se alastra por seus partidários. Agora, causa extrema estranheza uma empresa adquirir o imóvel por um alto valor, reformá-lo por uma quantia ainda mais absurda e mobiliá-lo por outra cifra estratosférica sem que soubessem o destino daquele bem de raiz. Aliás, para que mesmo precisaria de um elevador exclusivo no apartamento do Guarujá?


Bruno Henrique Golon hgolon@gmail.com

Cianorte (PR)


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A HISTÓRIA NÃO BATE


Lula, se o senhor, ao ver a cobertura do Guarujá, não quis ficar com ela, por que a visitou por três vezes? E por que sua família acompanhou o dia a dia da reforma do apartamento? E, se ele de fato não é seu, por que, em 2014, quando a questão veio à tona, sua assessoria afirmou que o imóvel era seu e estava declarado: “O ex-presidente informou que o imóvel fora adquirido ainda na planta e pago em prestações ao longo de anos, consta na sua declaração pública de bens como candidato em 2006”? Ora, teria sido tão fácil ter dito que não gostou do imóvel e o deixou com a OAS ou que ele era de Fernando Bittar, pois, afinal, ele já existia na vida de vocês em 2014. Por que isso não ocorreu a ninguém naquela época?


Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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O FANTASMA DO GUARUJÁ


Demência ou autolatria mórbida? Luiz Inácio – o Lula da Silva e ex-presidente da República – está que não se segura. Elogia político ladrão, achincalha os aprovados em concurso público, rotula como analfabetos os procuradores do Ministério Público Federal, acha que Sergio Moro é marca do vinagre do cálice, declara-se o mais dos possíveis brasileiros honestos, mas não explica o tríplex, o sítio, o Lulinha milionário, os presentes da República estocados em depósito pago por empreiteiro. Lula crê que sem ele a Terra não gira, as estrelas não brilham, o pinto não pia. Analfabeto funcional, orgulha-se de não ler livros, revistas, nada. Esperto cercado de ladrões e propinas por todos os lados, imagina-se ilha de virtude que nunca soube de mensalão, petrolão e outros “ãos” – ou roubalheiras – a caminho. Pede respeito a Marisa Letícia esquecido de Rose Noronha, a servidora púbica do Aerolula. Luiz Inácio – o Lula da Silva e ex-presidente da República – pensa que faz chover e, se bobear, que pode andar sobre as águas, tal qual Jesus Cristo, a quem se compara. Sonhou caminhar sobre as ondas do Atlântico no Guarujá e, delas, pelas areias das Pitangueiras, tomar o elevador privativo do chique Edifício Solaris para um goró 51. Resta saber se, como narrado por Lucas, o evangelista, no capítulo 14, Léo Pinheiro fazia o papel do aterrorizado apóstolo Pedro, que vislumbrou um fantasma sobre o mar.


José Maria Leal Paes josemarialealpaes@gmail.com

Belém


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GÓLGOTA


Comparar-se a Cristo é fácil. Difícil será selecionar entre os “cumpanheros” apenas dois ladrões para a crucificação.


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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PROPRIETÁRIO


O caso de Lula com o tríplex e o sítio é a expressão do “eu sou sem nunca ter sido”.


Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo


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CORTINA DE FUMAÇA


Os derradeiros lances políticos foram decididos apoiados em teses que as considero fracas. Dilma Rousseff teve como argumento do impeachment as pedaladas fiscais. Eduardo Cunha, por ter mentido. Lula, por ter comprado um tríplex. Tudo para mim é cortina de fumaça. Todos e mais alguns que estão na fila devem ser punidos pelo verdadeiro, único e comprovado motivo: o roubo do dinheiro público.


Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro


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QUANDO AS MÁSCARAS CAEM


Ninguém tem dúvida de que Lula tem uma verve invejável. E não é só a fala, ele tem as expressões corporais e faciais perfeitas, absolutamente condizentes com o seu discurso. Uma capacidade de dar inveja ao prolixo e inseguro atual presidente. De sua antecessora, também. Nunca alguém foi realmente convincente como Lula. Isso não implica dizer que só existam verdades em sua fala, ao contrário. Os discursos de Lula ora comovem, ora acarinham, ora incitam à luta, ora apenas pretendem a identificação com o trabalhador, com as classes média baixa e baixa. E, então, lembra-se dos tempos de metalúrgico, da dificuldade da militância, das borrachadas daquela vida. Como bem disse Denis Lerrer Rosenfield (19/9, A2), ao discorrer sobre o teatro que foi o discurso pós-denúncia, eximiu-se de qualquer crime que lhe estava sendo imputado pelos procuradores da Lava Jato. Ora, “procuradores da República” integram o Ministério Público, quero dizer, são chamados “custos legis”, que significa “fiscal da lei”. Lula desautoriza e desqualifica os procuradores apenas porque formaram sua “opinio delicti” (existência de indícios de autoria e materialidade delitiva). Como uma fera ferida, Lula volta a subir o tom e achincalha o trabalho dos procuradores, afirmando tratar-se de “show de pirotecnia” (referindo-se à utilização de Power Point para explicarem, em audiência aberta, as razões pelas quais denunciaram Lula, Marisa Letícia e outros). Geraldo Alckmin, sobre o discurso pós-denúncia, disse que Lula é um “artista” (“Estadão”, 17/9) e o mesmo diz Rosenfield, que tratou Lula como “excelente ator, sabendo muito bem representar o seu personagem de ‘líder máximo’”, (“Estadão”, “Comandante Máximo”, 19/9, A2). É isto: Lula é mestre em representar. Representou perante o mundo. O grande líder sul-americano que erradicou os extremamente pobres; que descobriu um rico país; que aspirou ao Nobel da Paz, justamente levado por Barack Obama; que saiu do governo com 80% de aprovação de suas gestões (dois mandatos) e 87% de aprovação de sua imagem pessoal. Grande artista! Mas chega uma hora em que o espetáculo acaba, as máscaras caem e o que se “descobre” é uma sensação de traição tão dura, tão dolorosa quanto foi o período ditatorial do País. Só o sentimos completamente quando ele acabou. Na minha cabeça, ainda ecoa a voz de Deltan Dallagnol: “A análise do mensalão em conjunto com a Lava Jato apontará para Lula como o comandante dos esquemas. Mensalão e Lava Jato são duas faces de uma mesma moeda”.


Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo


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A VESTAL DE RENAN CALHEIROS


O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) abusa do direito de ser cínico. Por ser alvo da Operação Lava Jato, ele afirmou em entrevista que o Ministério Público Federal (MPF) tem de separar o joio do trigo. Mas é justamente isso que os procuradores e a Polícia Federal estão fazendo! O senador reclama também do “exibicionismo” do MPF, em acusações sem consistência, querendo se referir à recente denúncia contra Lula e Marisa, mas já se defendendo para o futuro. Não deixou de lançar uma ameaça: é por motivos assim que estamos pensando em modificar a legislação, para nos precavermos de tais abusos do MPF. Não coloco essa frase entre aspas porque a ouvi, indignada, pela rádio e a reprodução não é literal, mas o sentido é este mesmo. Pois eu garanto que nós, eleitores, não permitiremos que desvirtuem as “10 Medidas Contra a Corrupção” enviadas pelo MPF ao Congresso Nacional! Renan responde a quase dez inquéritos, mas quer vender imagem de vestal. Quem te conhece que te compre, Renan!


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


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‘EXIBICIONISMO’


Será que eles fundar uma associação contra a Lava Jato?


Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo


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LADINOS


O ladino-mor do Senado deseja que a Lava Jato pare com o “exibicionismo”, com certeza para manter a gatunice na qual é expert. Renan Calheiros, vá catar coco!


Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão


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RENAN CALHEIROS E A LAVA JATO


Renan Calheiros, presidente do Senado, está mais sujo que poleiro de galinheiro, mas ainda se acha no direito de criticar a Operação Lava Jato, acusando a força-tarefa da investigação de exibicionismo. Gostaria de saber o que está faltando para ele ser cassado também.


Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana


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OPERAÇÃO LAVA JATO


A Polícia Federal está me devolvendo o orgulho de ser brasileiro.


Gilberto Lima Junqueira glima@keynet.com.br

Ribeirão Preto


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PESSOAS PÚBLICAS


A transparência das investigações e denúncias da Operação Lava Jato não pode ser confundida com espetáculo midiático, já que os investigados e denunciados são figuras públicas e, por isso, a população precisa ter conhecimento de suas práticas.


Oscar Rolim Júnior rolimadvogado@gmail.com

Itapeva


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O LOBO E O PAVÃO


Caçadores perseguiam um lobo experiente, líder de uma matilha que empobrecia a população de um vilarejo matando seu gado. Após cansativa e dispendiosa perseguição, o lobo, enfim, estava na mira das armas daqueles que saíram no seu encalço. No momento dos disparos, um pavão entrou no meio da linha de tiro, pupilando e exibindo sua cauda, e avacalhou o que poderia ser o fim da caçada, pois fez o lobo e sua matilha ganharem terreno. Essa fábula traduz o atual momento da Operação Lava Jato.


Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte


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BAGUNÇA DOS VALORES


Atualmente temos uma “bagunça” nos valores. Antigamente, como víamos nos desenhos animados e histórias em quadrinhos, o bandido era estilizado e tinha medo da polícia. Apenas um agente podia prender toda a quadrilha, pois ele representava o bem, a ordem. Hoje, um policial que mora na favela tem de se esconder, andar oculto, enquanto o marginal lá desfila a céu aberto e se exibe, com orgulho. Na política, já não se discute mais o crime, mas a forma como ele foi apresentado, denunciado. O ilícito fica num segundo plano. Combatem-se ou questionam-se a testemunha que o delata, o poder público que o denuncia, o juiz que o acolhe, o tribunal que o julga. A gravidade do mal causado parece não ter a mínima importância. Aí vemos o julgamento ser feito por pessoas que estão do mesmo lado do acusado, que pertencem à mesma quadrilha – digo, partido – e que se declaram estar do lado dele. Como vamos esperar justiça?


Vanderley Jordão vanjord@outlook.com

São João da Boa Vista


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LEMBRANDO ULYSSES GUIMARÃES


Ao tempo da gravíssima e turbulenta quadra que o País atravessa, ao passar pela mais aguda e severa crise política, econômica, moral e ética de sua história, ocasionada pelos 13 infelizes, corruptos e nefastos anos do ciclo lulopetista, que ora se encerra, cabe, por oportuno, citar trecho relevante do memorável e histórico discurso do notável Ulysses Guimarães, presidente da Assembleia Nacional Constituinte, quando da promulgação da Constituição federal – a “cidadã” –, em 5 de outubro de 1988: “A moral é o cerne da Pátria. A corrupção é o cupim da República. República suja pela corrupção impune tomba nas mãos de demagogos, que, a pretexto de salvá-la, a tiranizam. Não roubar, não deixar roubar, pôr na cadeia quem roube, eis o primeiro mandamento da moral pública”. Com efeito, quase três décadas mais tarde, suas palavras não poderiam soar mais apropriadas e atuais, pois não?


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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O DIGNO DR. ULYSSES


Foi um grande prazer ler o artigo impecável de domingo do digníssimo dr. Celso Lafer lembrando o próximo centenário de um dos maiores representantes da vida política brasileira, dr. Ulysses Guimarães. O artigo “Dr. Ulysses, a dignidade da política” é completo, sua vida íntegra e plena de realizações deixou uma lacuna em todos os brasileiros com a tragédia da sua morte. Quero contar, aqui, um fato ocorrido em 1955: eu era uma adolescente muito bonita e vivia no interior de São Paulo. Minha cidade era muito procurada por figuras ilustres porque fazia parte do triângulo mineiro. Um grande evento foi organizado durante a breve visita do dr. Ulysses Guimarães, inclusive um baile ao qual fui com meus pais. Lembro-me de que ele veio até nós e pediu autorização para dançar comigo. Foi um momento inesquecível.


Clara Silberberg cjsilber@gmail.com

São Paulo


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A MAGNA CARTA GOLPEADA


A atual oposição ao governo e seus acólitos vociferam, em casa e mundo afora, que a Constituição Cidadã de 1988 sofreu grave ofensa ao destituir a ex-presidente da República. Houve gravíssima ofensa ao artigo 52 e a seu parágrafo 1.º, mas tal fato deveu-se ao escandaloso conluio entre suas excelências os senhores presidentes do Congresso, do Supremo Tribunal Federal e de boa parte do Senado. Note-se que, somente por respeito à Língua Portuguesa, usei maiúsculas para me referir às três instâncias autoras do verdadeiro e infame golpe.


Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas


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EM CAMPANHA


Dilma Rousseff já está fazendo propaganda eleitoral aqui, no Rio de Janeiro. E aí, doutora Cármen Lúcia, a Constituição federal é coisa séria ou é letra de samba?


Ronaldo Gabeira Ferreira rgabeira@terra.com.br

Rio de Janeiro


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AINDA HÁ ESPERANÇA


Em entrevista na mídia, Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal e, agora, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, disse que está em andamento processo questionando a mantença e a preservação dos direitos políticos de Dilma Rousseff, em face da “presepada” de Ricardo Lewandowski no julgamento final do impeachment, no Senado. Afirma Gilmar Mendes que respeita a opinião do colega, mas discorda totalmente de que ele exponha aquela Casa ao ridículo com decisões vergonhosas. Portanto, ainda há esperança.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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A SOBREVIVÊNCIA DE DILMA


O pessoal do PT está preocupado com a sobrevivência de Dilma, que receberá “apenas” R$ 5 mil mensais? Ora, ora, deem a ela uma boquinha no Instituto Lula ou, melhor ainda, permitam-na ter aulas com Lula para aprender a fazer palestras caras a empreiteiras ligadas ao governo ou empresas em geral, que permitem ao “messias de Pernambuco” levar uma vida de milionário.


Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo


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A PRESIDÊNCIA DE TEMER


Em nosso sistema eleitoral atual, os partidos fazem coligações para conseguir ganhar as eleições. O PT, como todos sabem, não detém mais de 30% dos votos do eleitorado. Assim, para permanecer no poder, se associou ao PMDB e, nessas condições, conseguiram juntos 54 milhões de votos e democraticamente assumiram a Presidência da República. Como se pode calcular por simples aritmética, conclui-se que a eles, petistas, corresponderam 16,2 milhões de votos (30% dos petistas) e os outros 37,8 milhões restantes, 70% dos peemedebistas. Então a presidente Dilma quis reinar com 30% dos votos (16,2 milhões), mas nem fazendo “o diabo” conseguiu impedir o impeachment. Em termos lógicos, o vice-presidente Michel Temer teve legalmente todo o direito de se tornar o novo presidente, como manda a lei em vigor. O feitiço virou contra a feiticeira. Conclusão: Temer é o atual presidente por mais dois anos. Nada mais atual que o antigo ditado: quem planta ventos colhe tempestades. De agora em diante, faz mister relembrar o moto escrito em nossa bandeira: ordem e progresso.


Ivan J. Schwarzenberg navinegro@hotmail.com

São Paulo


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PRESIDENCIALISMO DE COALIZÃO


Diante da dispersão de votos e da atomização da política, não há geração espontânea de coalizão em apoio ao presidente da República. A eleição indireta por votação secreta do presidente da Câmara dos Deputados é o calcanhar de Aquiles do presidencialismo de coalizão, por causa do corporativismo e dos grupos de interesse que se impõem ao bloquear a agenda política e a pauta de votação. Não há partidos ideologicamente definidos, não há programa com objetivos claros, não há convergência para um projeto de futuro e tampouco há eleição de chefe de governo para liderar a coalizão parlamentar.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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MICHEL TEMER NA ONU


O presidente Michel Temer segue surpreendendo positivamente. Em seu pronunciamento na abertura da 71.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, discorreu sobre os principais temas mundiais com desenvoltura, assim como se exige de um estadista. E fez questão de citar o evento do impedimento de Dilma Rousseff, afirmando que o processo “transcorreu dentro do mais absoluto respeito constitucional” e foi regrado pelo Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal. Melhor ainda quando assinalou que a nossa imprensa é livre – diferentemente de países que nem na essência são democráticos, não respeitam direitos humanos nem a livre expressão, como Cuba, Bolívia, Equador, Venezuela, Nicarágua, e Costa Rica, nações amigas do PT que, vergonhosamente, se negaram a ouvir no plenário da ONU a fala de Temer. O mais importante é que o atual governo brasileiro está procurando resgatar sem populismo a imagem do nosso país – diga-se, denegrida pelo petismo – e se comprometendo, como assinalou Temer em seu discurso, a recuperar a nossa recessiva economia e o bem-estar social desfigurado, infelizmente, pelo alto nível de desemprego.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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DIFERENÇA


Excelente o discurso do presidente Temer na Assembleia-Geral da ONU. Como foi bom ouvi-lo falar num bom Português e com ideias conexas e sensatas, ao contrário da antecessora.


Paulo de Tarso ptabrao@uol.com.br

São Paulo


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NA ONU – DE DILMA A TEMER


Notaram a diferença?


J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo


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A PALAVRA PRIVATIZAÇÃO


Num tempo não muito remoto, quando companheiros fiéis à ideologia bolivariana do atraso chegaram ao poder no Brasil, a palavra privatização foi praticamente proibida de ser pronunciada. Quase foi abolida do nosso dicionário, estava demonizada. Tempos depois, já como fortes sintomas de sua falta, este mesmo grupo se socorreu de seus conceitos, mas, por falta de coragem para assumi-la como política de Estado, passaram a confundi-la propositalmente com concessão. Mas o tempo, senhor da verdade, se encarregou de restabelecer a plenitude da ordem. Agonizando, vítima da incompetência do aparelhamento e do saque de tudo o que tinha a mão do Estado, o País volta a flertar com seus indispensáveis fundamentos, vitais no mundo globalizado de hoje. A palavra é, sem nenhuma vergonha, “privatização”.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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SEM COMPETIÇÃO, POR FAVOR


Não faltava mais nada: não basta os desqualificados empresários nacionais exigirem a redução de direitos trabalhistas dos empregados, agora querem impedir a instalação de uma siderúrgica chinesa que irá exigir competência deles para acabar com seus monopólios que só sobrevivem mamando nas tetas do governo.


Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo


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HORA DO ESPANTO


A tentativa de votação, na madrugada de terça-feira, de uma emenda que poderia anistiar políticos que praticaram caixa 2 repercutiu na Câmara dos Deputados e enojou o Brasil inteiro. Deputados procurados para comentar esse escárnio mostraram-se surpresos: ninguém sabia, ninguém viu, só sei que alguém pautou esse projeto e colocou para votação. Ou seja, essa ação vergonhosa simplesmente apareceu na pasta do presidente da sessão. Pelo jeito, além de uma equipe de extermínio de ratos e outras pestes, pessoal especializado em caçar fantasmas terá de ser contratado.     


Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí


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NA CALADA DA MADRUGADA


Depois da safadeza dos deputados federais em tentar anistiar os crimes do caixa 2 na calada da madrugada de terça-feira, ninguém quer ser o pai do golpe. Que vergonha, parlamentares que foram eleitos para defender os brasileiros e o Brasil só pensam em si mesmos! A urgência com que se tentou concretizar essa trama ardilosa em benefício da prática generalizada do caixa 2 é devida à iminente divulgação das delações premiadas de duas grandes empreiteiras que são alvo da Operação Lava Jato: a Odebrecht e a OAS. Esses depoimentos envolveriam cerca de 100 senadores e deputados, de quase todos os partidos, tanto pelo recebimento de contribuições legais como pelo recebimento de propina e doações não contabilizadas. Já vazou que Rodrigo Maia, o presidente da Câmara, endossado por Renan Calheiros, se reuniu com todos os líderes dos grandes partidos, e basta ir ao Google pesquisar quem são esses líderes para conhecer quem são os traidores da Pátria. Eles têm nome e sobrenome. Que sirva de lição ao povo brasileiro: não se pode cochilar, que estes canalhas estão prontos para dar o bote. Esses sujeitos merecem o nosso desrespeito e a nossa repugnância. Quanta indecência! Viva a Lava Jato, vivam Sérgio Moro e o Ministério Público Federal. Fiquemos atentos.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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MUDANÇA


Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e Beto Mansur, que presidiu a sessão que tentou anistiar o caixa 2, parecem estar se mudando para o PT. Afinal, não sabiam de nada, não viram nada... Só resta saber quem vai abonar suas filiações: Lula ou Dilma.


Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo


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ANISTIA AO CAIXA 2


Foi esperteza ou sem-vergonhice dos deputados a reunião somente dos “interessados”?


Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo


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CAMBADA


Quando um cidadão comum omite o recebimento de numerário à Receita Federal, se pego, será taxado de sonegador, recebimento de dinheiro ilícito, podendo até responder criminalmente por isso. Fora que deverá ressarcir a Receita com altíssima multa, juros e correção monetária. Perante a lei, também, políticos pegos em doação de caixa 2 não são considerados apenas meros “sonegadores”. É muito pior, porque estarão recebendo doação não contabilizada provavelmente roubada de obras públicas, estatais e ou dinheiro público. A responsabilidade criminal ultrapassa o pessoal, porque prejudica toda a população, que já paga altíssima carga tributária. Por isso, quando vemos que deputados, na calada da noite, resolveram colocar em votação um projeto de lei que “anistia caixa 2”, para livrar a cara da maioria dos políticos que estarão enquadrados na Operação Lava Jato, é de assombrar a petulância. E pior: depois de descoberta a malandragem, ninguém conhece o autor. Só faltou culparem os fantasmas da ditadura militar. Não vemos a hora de chegar 2018, para mudar a cara deste Congresso. Que cambada!


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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UMA AMOSTRA


A anistia ao caixa 2, com “ensaio geral” esta semana, na Câmara dos Deputados, dá a dimensão exata da péssima qualidade de nossos parlamentares, só pelo fato de proporem e discutirem a questão ilegal, o que é uma amostra correta da falta de interesse em “consertar o País” que grassa no Congresso. Persiste a vontade de continuar na safadeza. Trata-se de tentarem escapar da cadeia, buscando regularizar o caixa 2, de que vários parlamentares se beneficiaram ilegalmente. Ou seja, alguns podem ir para a cadeia, tal a baixa qualidade e desonestidade de nossos parlamentares. Como se sabe, o Supremo Tribunal Federal, responsável pela vigilância do Congresso Nacional quanto à honestidade dos parlamentares, não assume essa responsabilidade. Centenas de parlamentares têm processos no STF sem julgamento, a maioria por apropriação indébita de dinheiro público. Vários processos prescrevem e alguns são cancelados pela morte do parlamentar envolvido. O fato é que nosso Congresso tem esta má qualidade quanto à honestidade de seus componentes pela falta de fiscalização, obrigação legal do STF. Se esse tribunal não tem tempo, que transfira a fiscalização para outro órgão. Se não tem interesse, é preciso mudar a Constituição. O que dizem é que essa falta de controle do Supremo recebe, em retribuição, aumentos de salário privilegiados decididos no Congresso.


Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo


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DIGITAIS


Se tem atuação do deputado Beto Mansur (PRB-SP), primeiro-secretário da Câmara, que presidia a sessão em que se tentou votar a anistia ao caixa 2, encontrarão as digitais de Eduardo Cunha. Ou, na sua maioria acéfala, esses deputados contavam que acobertariam seus arranjos e de seus pares de outrora e que tal manobra passaria incólume e desapercebida pela minoria séria, atuante e pensante da Câmara? Aprovar tal projeto seria a maior quebra de decoro, pois é confessar a prática e pretender atenuá-la.


Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo


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PLANO BARRADO


Na Câmara dos Deputados ainda existem alguns parlamentares que não fazem parte daquela malta de fisiologistas que habita aquela Casa de Leis, e o exemplo dessa conduta ética e de real representação da sociedade não aquiesceu com o maquiavélico plano de perdoar políticos e apaniguados que foram pegos na Operação Lava Jato lesando os cofres públicos por meio da ilegal prática do caixa 2 nas campanhas eleitorais. Estes heróis que ousaram desafiar esses larápios no seu próprio campo de atuação política reacendem, para a sociedade como um todo, uma luz, de que ainda nem tudo está perdido e de que podemos, sim, confiar na classe política, mas nesses políticos que têm compromisso com a ética e com a nobre missão de representar seu eleitor. Parabéns, deputados federais dignos.


Carlos B. Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro


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AMEAÇA DE RETROCESSO


Congressistas conspiram para restabelecer a influência das grandes empreiteiras nas eleições. Em outras palavras, eles querem grana, muita grana, para suas campanhas, em troca de favoritismo futuro e benefício a investigados na Lava Jato. Deputados tentaram, por exemplo, aprovar proposta para anistiar o caixa 2 em campanhas eleitorais. A pobreza de nosso Congresso é tão gritante que deputados e senadores se esqueceram do País e só pensam naquilo, ou seja, em se perpetuarem no poder a qualquer custo.


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo


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REFORMA POLÍTICA


Como bem salientou o ministro Gilmar Mendes, do STF, “o Brasil precisa de uma reforma política”, porque temos visto remendos e mais remendos constantes em nossa sistemática política. Salientem-se, como fatores negativos, o número excessivo de partidos políticos, a ausência do voto distrital ou distrital misto e as formas de colaboração aos partidos para as eleições. Votar a anistia ao caixa 2, para eleições anteriores, poderia ocorrer, desde que no âmbito de uma legislação eleitoral completa, inclusive dela constando a reforma política. Os remendos à legislação eleitoral só servem aos políticos, mas nunca ao povo e à democracia.


José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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