Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

23 Setembro 2016 | 03h01

Prende e solta

Como de praxe, o PT esperneou pela prisão do ex-ministro Guido Mantega. Jamais o PT vai aceitar qualquer decisão da Justiça em se tratando dos seus. É fato que Mantega sabia estar sendo investigado e a qualquer momento a Polícia Federal chegaria à sua porta. Os petistas adoram armar um circo e criticar, fazer-se de vítimas, mas quando foi para assaltar os cofres da estatal não tiveram vergonha na cara. Ora, gostaria de saber: se um pobre tivesse a prisão decretada e no momento estivesse acompanhando a esposa no SUS, sua prisão seria revogada? São esses tratamentos diferenciados que fazem as pessoas não acreditar na Justiça. São dois pesos e duas medidas. Até quando a Justiça será refém dos poderosos? Só queria saber.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Os menos iguais

A esposa do sr. Guido Mantega merece todo o respeito e o melhor cuidado médico que se possa conseguir, com toda a certeza. Entretanto, quantos terão sido os cidadãos brasileiros que, por causa dos desvios cometidos, cujo dinheiro deixou de ser aplicado na área da saúde, faleceram sem atendimento, apesar de a Constituição rezar que todos somos iguais perante a lei?

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

Mantega e ‘cumpanheiros’

Os lullopetistas alegam que as ações do Ministério Público Federal são perseguição. E são mesmo: elas constituem o popular “pega ladrão!”.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

‘De Real para Realidade’

Ao tempo em que o País atravessa a mais grave crise política, econômica, ética e moral de sua História, em meio ao desenrolar do interminável novelão da Lava Jato, cumprimento o Grupo Estado pela louvável e mais que necessária iniciativa de pôr no ar em seu site a plataforma De Real para Realidade, permitindo aos leitores pleno conhecimento da exata dimensão do dinheiro desviado dos cofres públicos em casos de corrupção. Ao converter automaticamente em bens e serviços os valores informados em denúncias ou suspeitas de desvios de bens ou investimentos públicos, a ferramenta torna palpável e tangível o danoso impacto da corrupção no dia a dia da sociedade, ao materializar o que foi criminosamente surrupiado do erário. Fora, corrupção!

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

‘Estranha impunidade’

Lapidar o editorial com o título acima (22/9, A3). A verdadeira folha corrida do sr. Renan Calheiros. Retrospectiva iniciada no final do século passado traz à lembrança fatos que, por certo, já estão esquecidos nesta perversa quadra que atravessamos. Num país sem memória, e pior, parte dela sendo recontada de forma mentirosa, cumprimento o Estado por jogar luz sobre os escaninhos e sombras dessa lamentável trajetória política. Pobre País. Dentre tantas transgressões, cambalhotas e conchavos, esse senhor foi ministro da Justiça no primeiro governo de FHC. Seria risível se não fosse trágico.

JOSE ANTONIO S. BORDEIRA

bordeira@compuland.com.br

Petrópolis (RJ)

Graças à incompetência ou conivência do STF, Renan Calheiros continua a usar o cargo e seu poder para prejudicar o País. Até quando vamos aturar essa “estranha impunidade”?

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Excelente o editorial Estranha impunidade. Mais estranho ainda é o STF ter 12 inquéritos referentes ao presidente do Senado, nove dos quais relacionados à Operação Lava Jato, e nada se fez com isso até agora. O povo espera que a ministra Cármen Lúcia ponha em prática as ações sinalizadas em seu discurso de posse (na presidência do Supremo). Estranho, muito estranho.

RICARDO LORENZI

ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

Escondendo o Lula

Até tu, Garanhuns?

SILVIO LEIS

silvioleis@hotmail.com

São Paulo

Candidatos na terra de Lula omitem o líder petista (22/9, A8). Tanto em Garanhuns quanto em Caetés, candidatos que antes se elegeram usando e abusando da imagem de Lula agora não querem sequer mencioná-lo. Impressionou-me a declaração de um mecânico de 22 anos: “Ele (Lula) é igual ao Pablo Escobar (narcotraficante colombiano)” – em referência à atuação de ambos voltada para as classes mais pobres. “O que ele roubou está recaindo sobre a gente. Estão tendo que arrancar do povo para tapar o buraco que ele roubou.” Mesmo assim, disse que votaria no petista novamente: “Dos piores, ele é o melhor. Ele conseguiu roubar e ajudar a galera. Os outros, não”. Novamente chegamos ao paroxismo, “rouba, mas faz”. Após comparar Lula a Escobar, o desesperançado eleitor ainda daria seu voto àquele que diz que roubou. Triste.

ANDREA METNE ARNAUT

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

ELEIÇÕES

Maré baixa

As eleições aproximam-se. Na maré baixa em que tenta boiar, há que cuidar para que a turma do “Fora Temer” não repita a fabricação de outras duas vítimas de última hora, como aconteceu no piquete grevista em Volta Redonda, em 1988. Quem tem mais de 40 anos há de se lembrar do fato.

MARIA APARECIDA GAMBA

mariaaparecidagamba@gmail.com

São Paulo

GREVE

Bancários x tecnologia

Apesar da greve dos bancários, a economia segue em movimento e o Brasil avança. Aliás, uma categoria profissional, mediante raciocínio lógico e bom senso (atributos inexistentes no sindicalismo infestado pelo partidarismo), só deveria radicalizar e entrar em greve se a paralisação pudesse acarretar algo próximo do caos. Do contrário, como agora, evidencia-se para a sociedade a desnecessidade do trabalho interrompido, substituível pela tecnologia. Bancários, raciocinem!

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte (MG)

ESTUPRO

De culpas

Dizer que a mulher estuprada é culpada porque não se deu ao respeito é o mesmo que dizer que quem trafega com seu carro novo deve ser assaltado.

EVERSON ROGÉRIO PAVANI

roger.advog@gmail.com

São Paulo

“Por que tanta impaciência? É só esperar um pouquinho que a sua vez vai chegar. O juiz Sergio Moro vai 

ouvi-lo também. Calma...”

PAULO UZUELLI / SÃO CAETANO DO SUL, SOBRE RENAN

CALHEIROS E A LAVA JATO

comex@lockwell.com.br

“Não acho estranha a impunidade de Renan. Ele parece ser o representante político do STF”

LUÍZ FRID / SÃO PAULO, SOBRE 

OS PROCESSOS CONTRA

O PRESIDENTE DO SENADO

luiz.frid@globomail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

OPERAÇÃO ARQUIVO X

Na manhã de ontem, quinta-feira, 22 de setembro, a Operação Arquivo X, da Polícia Federal, segundo comunicado da própria polícia, cumpriu um mandado de prisão temporária do ex-ministro Guido Mantega, que, estando no Hospital Albert Einstein acompanhando uma cirurgia de sua esposa, foi avisado pela Polícia Federal e esperou na portaria do hospital a chegada dos policiais, e os acompanhou sem nenhuma resistência e constrangimento. Em paralelo com isso, a TV Globo informou diversas vezes que, conforme os advogados do ex-ministro, ele fora retirado do centro cirúrgico pelos próprios policiais durante a cirurgia da esposa. Há advogados e advogados... Estes que distorcem os fatos deveriam ser condenados por cumplicidade dos crimes de seus clientes.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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COM HORA MARCADA

É incrível como não dá, hoje em dia, para contentar todos. Sempre haverá opiniões conflitantes. Assistimos ontem a como isso se materializa com a prisão do ex-ministro Guido Mantega. Ouvi diversos comentários na imprensa de que a Polícia Federal não deveria ter feito a prisão, uma vez que a esposa de Mantega estava prestes a ser operada. Fico imaginando que, de agora em diante, antes de uma operação desse tipo ser levada a cabo, deverá ocorrer o seguinte diálogo: "Boa tarde, queremos informá-lo de que amanhã, entre 6 horas e 6h30, deveremos prendê-lo, mas antes queremos saber se você estará em casa. Se você não tem nenhum parente próximo hospitalizado ou se não irá a nenhum velório de um amigo íntimo. Sendo assim, até amanhã cedo. Tenha uma boa noite de sono. E, aproveitando, não se esqueça de pegar seus objetos de higiene pessoal. Obrigado".

Paulo Henrique Andrade phandrade1950@gmail.com

São Paulo

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LADRÕES? SEM DÓ

Guido Mantega foi preso no Hospital Albert Einstein enquanto sua mulher era atendida. Comoção de alguns. Poucos. Exceto daqueles milhares de doentes não atendidos na rede pública, crianças não atendidas nas creches, estudantes não atendidos nas escolas públicas, trabalhadores não atendidos em empregos, por causa do dinheiro desviado. O dinheiro roubado paga atendimento nos melhores hospitais, escolas e creches particulares e o emprego é desnecessário para os que roubam. Os que são roubados não têm opção. Cadeia neles! Ainda faltam muitos e, principalmente, o chefe e mentor de todos.

Carlos Alberto Roxo roxo_7@terra.com.br

São Paulo

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ESPERNEIO

Lula criticou a maneira como foi feita a prisão de Guido Mantega, ontem. Pergunto-me até quando teremos de aguentar este senhor e suas tentativas inúteis de desqualificar pessoas e processos que seguem rigorosamente a lei, diferentemente dele, que se coloca acima de tudo e de todos. O espetáculo de horrores não tem fim e não terá enquanto a lei não chegar ao ponto de decretar sua prisão e retirá-lo dos holofotes das ruas, onde tenta a todo custo contaminar pessoas de boa-fé, pobres coitados vítimas de sua astúcia, passando a imagem de perseguido político. E não nos assustemos caso ele peça asilo político em alguma das republiquetas devedoras de nossos cofres, fugindo mais uma vez às suas responsabilidades.

Célia Canhedo cecanhedo@gmail.com

São Paulo

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'DESUMANO'

Espetaculoso, desumano e desproporcional foi a sanha com que os facínoras do PT, PMDB, PCdoB e aliados se lançaram sobre o Tesouro para roubar R$ 2,34 bilhões do dinheiro que deveria ser usado na Previdência, na saúde, na educação, na segurança, no saneamento, na infraestrutura, etc. e que, defenestrados do poder, deixaram o povo brasileiro na maior pindaíba, sem saúde, sem transporte, sem educação e, principalmente, sem empregos.

Edvaldo Angelo Milano e_milano@msn.com

Limeira 

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PAÍS MAL RESOLVIDO

Dominique Strauss Kahn, do Fundo Monetário Internacional (FMI), deu uma passada de mão e saiu algemado. Guido Mantega prejudicou milhões de brasileiros em filas de hospitais e teve salvo-conduto para voltar ao Hospital Albert Einstein. Essa é a diferença entre uma sociedade justa e uma sociedade mal resolvida.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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SEM PRIVILÉGIOS

Não nos impressionemos com a magnitude dos nomes: Lula, José Dirceu, Guido Mantega, Léo Pinheiro, Marcelo Odebrecht... São todos brasileiros, como eu e você, submetidos às mesmas leis.  Para virar a página da corrupção, talvez seja mesmo necessário apagar algumas linhas da história.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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A DURAS PENAS

Teori Zavascki disse que, a cada pena que se puxa, vem uma galinha. Agora, virá o galinheiro inteiro. A política brasileira passada a limpo.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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INVESTIMENTOS DA PETROBRÁS

Por causa dos estragos provocados pela administração de orientação petista, a Petrobrás vai ter de cortar US$ 24,3 bilhões dos investimentos programados para o período de 2017 a 2021. Será que nossos intelectuais, artistas, jornalistas e acadêmicos de esquerda, que vivem gritando bobamente "Fora Temer" e "Volta Dilma", sabem disso e têm ideia do que isso significa? Aposto que não.

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

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DESINVESTIMENTO E FALTA DE ZELO

A Petrobrás tem necessidade de se desfazer de alguns ativos para dar andamento ao seu plano de negócios. Ocorre que a Federação Nacional de Petroleiros se arvora em árbitro das decisões da empresa. É a guardiã da petroleira, acima do Conselho de Administração. Não tenho notícia de que essa federação tenha tomado qualquer providência para impedir que a empresa fosse saqueada, da forma vil, como foi. Um processo amplo e duradouro que causou muitos bilhões de prejuízo para a empresa e seus acionistas. Empregados perderam seu emprego em face do esvaziamento da empresa. Paralelamente, o fundo Petros também foi vítima de assalto, num misto de incompetência e de má-fé, com prejuízo de bilhões de reais, a dano de seus beneficiários. Qual foi o papel da zelosa federação na defesa da Petrobrás e do Petros contra o bando de cupins que os devorava?                                       

Mario Helvio Miotto mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

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RESPONSABILIDADES

Onde estão Graça Foster e os seus diretores? A ex-presidente da Petrobrás simplesmente desapareceu, levando consigo os diretores que trabalharam com ela. Ora, esse grupo especial participou de um dos maiores roubos da Petrobrás. Quem estava gerenciando a maior estatal brasileira durante as importantes decisões sobre a Refinaria de Pasadena, O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e a Refinaria Abreu e Lima (Rnest)? Não estamos nos esquecendo das 12 plataformas (FPSO) que estão superatrasadas em diversos estaleiros espalhados pelo mundo afora. Queremos explicações já! Onde estão os bilhões de reais desviados dos cofres públicos? 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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GASTOS COM ADVOGADOS

As estatais brasileiras gastarão R$ 2,2 bilhões com bancas de advogados contratados, segundo relatório do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria Geral da União. Só a Petrobrás gastará 36% desse valor. Todas têm corpos jurídicos próprios, mas alegam que há questões nas quais é necessária a experiência de advogados especializados na questão e que essas bancas completarão a atividade do corpo jurídico das empresas. Até entendo que haja questões em que você precisa de advogados experientes numa ou noutra questão e que seu corpo jurídico, de uma maneira geral, não atenderia bem determinada demanda. Mas por que, então, não os contratam para casos específicos e especiais que surgissem, e o contrato seria válido apenas para sua causa objeto? Do jeito que é, pagam o valor mensal contratual e a comissão sobre a causa ganha, conhecida como taxa de sucesso. Não daria para economizar esse dinheiro, não? Só o Banco do Brasil vai desembolsar R$ 1 bilhão com 15 escritórios contratados.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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MILITANTE IMAGINÁRIO

Luís Fernando Veríssimo, em sua crônica no "Caderno 2" de ontem ("A Passagem"), faz uma apaixonada defesa do legado petista no governo, chegando praticamente a justificar as lambanças na economia em nome das pavoneadas conquistas sociais. O texto me levou à crônica de Arnaldo Jabor no mesmo espaço ("O militante imaginário", de 20/9), pois o texto de "A Passagem" é de um autêntico militante imaginário! Será que o colunista aplaudiria o que disse seu grande líder esta semana, em campanha política no Nordeste, que está sendo perseguido "por ter tirado o povo do século 18" (sic)? Antes de 2003 o Brasil vivia nos tempos de colônia portuguesa... 

João P. Mendes Parreira jpmparreira@hotmail.com

São Caetano do Sul

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ROUBA, MAS FAZ

Sou fã do escritor Luís Fernando Veríssimo, mas que decepção ao ler a coluna de ontem (22/9). Exalta as "medidas de inclusão social" do PT, ressalvando que, se foram fruto de corrupção, não é a favor do "rouba, mas faz". Ora, por que, então, isso não valia para os chamados governos neoliberais? Maluf não passou de um "trombadinha" perto da quadrilha instaurada nos 13 anos de governo do PT.

Victor Hugo victor-raposo@uol.com.br

São Paulo

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'A PASSAGEM'

Luiz Fernando Veríssimo me faz rir até quando tenta fazer análise político-econômica ("A Passagem", "Estadão", 22/9, C10). Que coisa! Como pode ser tão inteligente e burro ao mesmo tempo? Tão perspicaz na crônica do comportamento humano e obtuso no entendimento da realidade política? Critica os economistas neoliberais, todos estrangeiros, e se apoia em Keynes, que eu não sabia, ao contrário, é brasileiro. Vou continuar lendo Veríssimo porque admiro o seu enorme senso de humor até quando fala da tragédia em que os dogmas nos quais acredita jogaram o nosso País.

Guilherme Rodrigues Alves gralves@uol.com.br

São Paulo

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CONTESTAÇÃO

Sobre o texto de Veríssimo "A Passagem", cabe apenas uma palavra: lamentável. Cada um dos seus argumentos pode ser contestado. Que pena...

Agostinho de Souza Bitelli asbitelli@hotmail.com

Santo André

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FORA VERÍSSIMO

Como dormir com a esquerda e não sujar as mãos? É fácil de criticar o neoliberalismo... Sua mente privilegiada poderia trazer a discussão de opções para o futuro, e não enaltecer um passado negro.

Antônio E. Fernandes D'Aguiar eduardodaguiar@bol.com.br

São Paulo

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SAQUEADORES

Os governos do PT saquearam o que puderam, até o Fundo da Marinha Mercante, que teria repassado R$ 5 bilhões a empreiteiras do petrolão. Que muito mais denúncias apareçam, para que esses desastrosos, incompetentes e corruptos golpistas sejam trancafiados definitivamente.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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UM ESTADO PETISTA

O PT, agora, pretende instaurar um Estado Petista, paralelo ao Estado de Direito vigente, onde possa ditar as normas sob as quais Lula deva ser julgado.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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VANTAGEM INDEVIDA

O ex-presidente Lula é acusado de obter R$ 3,7 milhões em vantagens indevidas da empreiteira OAS, e virou réu na Operação Lava Jato esta semana. Pergunto: e os outros inúmeros milhões que também obteve indevidamente, onde estão?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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ÓBVIO ULULANTE

A expressão "óbvio ululante", criada e eternizada por Nelson Rodrigues, se encaixa brilhantemente na questão das provas que envolvem os inúmeros crimes do ex-presidente Lula. Negar tantos indícios incriminatórios com o argumento de que os mesmos não são provas materiais é cometer a aberração de negar o óbvio ululante. Afinal, se todas as evidências de culpabilidade apontam para Lula, como bem demonstrou o procurador Deltan Dallagnol, se não foi Lula, então quem foi? O Saci Pererê?

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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LULA, O PÚBLICO E O PRIVADO

 

"Bola cantada", como se diz na sinuca, Lula acaba de virar réu, e pela segunda vez na Operação Lava Jato, agora por decisão que acolheu denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra Lula, Marisa Letícia, sua esposa, Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, e mais cinco pessoas relacionadas à OAS na 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba. As denúncias abrangem, especificamente, o caso do tríplex do Guarujá e a armazenagem do acervo presidencial, bancada pela empreiteira OAS. A propósito desta última questão, o TRF-4 (Porto Alegre) indeferiu, na segunda-feira, pedido de liminar para trancamento da denúncia contra o Instituto Lula. Paulo Okamotto, que assumiu publicamente ter se socorrido dos "bons ofícios" da OAS para guardar o acervo do ex-presidente Lula, alega que o acervo do ex constitui patrimônio público e, por isso, o dinheiro da empreiteira para bancar essa despesa não poderia ser considerado vantagem indevida. É claro que isso tudo é questão de mérito, mas não já dou um pitaco: com a devida vênia, se o próprio Instituto Lula admite que os bens recebidos pelo ex são "patrimônio público", então vamos combinar que eles jamais poderiam estar sob a guarda de particulares (!), salvo se tal custódia tivesse amparo num ato de Estado - que não parece ter sido o caso. Ora, se não poderiam estar sob a "guarda", menos ainda sob o custeio de empresas particulares - ainda mais esta (a OAS), que é uma das principais enroladas nos escândalos de corrupção investigados pela força-tarefa da Lava Jato. Parece que, quanto mais falam, mais dão argumentos aos que os acusam, e, se Lula pensa em cumprir sua promessa de "ir a pé" à cadeia se provarem as acusações contra ele, é melhor começar a frequentar academia. Curitiba é longe de São Bernardo do Campo.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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FOCO NA 'PIROTECNIA'

Engraçado é que o próprio ex-presidente Lula e toda a sua prole, tentando desviar a atenção do povo, só reclamam da "pirotecnia" feita pelo Ministério Público Federal ao apresentar as denúncias contra Lula. Mas nem ele e muito menos qualquer um de sua prole rebatem ou provam que ele não cometeu aqueles delitos apontados pelo MPF. Agora, com o recebimento da denúncia pelo ínclito juiz Sérgio Moro, estão a ofendê-lo dizendo que o juiz não é competente para julgá-lo!

Artur Topgian topgian@terra.com.br

São Paulo

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'SHOW DE PIROTECNIA'

Lula brada sistematicamente um chavão quando alguma coisa o atinge: é "show de pirotecnia". Faço aposta com quem quiser que ele nem sabe o que é pirotecnia. Pirotecnia, para conhecimento de qualquer petista, está sempre associada à queima de fogos. E isso vai acontecer quando for preso e condenado. Acho que sopraram mal no seu ouvido. 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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PROPINOCRACIA

 

O neologismo criado pelo MPF tem a virtude de caracterizar sobejamente os procedimentos de Lula ante o lulopetismo. Realmente, Lula instituiu neste país a governança por meio de propinas, permitindo a completa ausência de ética na condução da coisa pública. Na verdade, o MPF não iludiu ninguém nem fez teatro exibicionista, dado que se embasou em provas e fatos notórios, tais como o depoimento de Delcídio Amaral (ex-líder do PT no Senado Federal), quando foi apontado como comandante do esquema de propinas na Petrobrás e em outros órgãos governamentais. Com testemunhos e evidências, o MPF suportou o ônus da prova. Agora, cabe a Lula contradizer e provar o contrário. E que não venha com o "não sabia de nada".

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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CONVICÇÃO

Virou chavão dizer que o indiciamento de Lula não foi baseado em provas, mas em "convicção", como se tal demonstrasse unicamente uma atitude persecutória. Esse posicionamento é totalmente destituído de qualquer sustentação nos fatos que formaram um conjunto probatório eloquente e demonstrativo, rebatido pela própria Língua Portuguesa! Diz o "Novo Dicionário da Língua Portuguesa" (Aurelião): "Convicção. s.f. 2. Certeza adquirida por demonstração". Querem mais alguma coisa? 

Décio Antônio Damin deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

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RENAN CALHEIROS E A LAVA JATO

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), declarou que os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato atuam com "exibicionismo", como foi no caso da apresentação da denúncia contra o ex-presidente Lula no caso do tríplex do Guarujá. Afirmou Renan, também, que esse comportamento pressiona o Poder Legislativo no sentido de aprovar leis que tratem de punições e preservação de garantias. Ora, o presidente Renan, raposa experiente que é, prepara o terreno para pautar esta matéria em votação e debilitar a Lava Jato! Renan não sabe que uma das táticas dos procuradores é esclarecer a opinião pública sobre os fatos que estão subjacentes às provas e que precisam do esclarecimento público para angariar apoio popular? A exacerbação dos fatos que envolvem o crime objeto da denúncia é fundamental para chamar a atenção sobre o acusado. 

 

Mário N. Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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SABE DAS COISAS

Renan Calheiros está reclamando do exibicionismo dos procuradores da Lava Jato. Deve preferir que crimes fiquem ocultos e sem julgamento. Conhece bem o assunto.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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'EXIBICIONISMO'

O presidente do Senado Federal, a quem as pessoas de bem não dedicam nenhum respeito ou consideração, declarou, do alto de seu cargo, que ele tanto deslustra, ser preciso "acabar com este exibicionismo da força- tarefa (da Operação Lava Jato)". Na condição de contribuinte para as mordomias de sua excelência, a quem por livre vontade não confiaria a guarda do mais irrelevante de meus bens, aconselharia a não se imiscuir na crítica aos julgadores mais confiáveis desta conspurcada República. Queiram ou não os corruptos, a República de Curitiba é o que há de melhor no âmbito dos Três Poderes da Nação.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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HOLOFOTES

Como disse Renan, "a Lava Jato tem de parar com este exibicionismo". E tem mesmo! Tem de parar o exibicionismo descarado destes muitos políticos ladrões amparados na excrescência jurídica do foro privilegiado.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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O DIA DE RENAN

Nas passeatas pelo impeachment de Dilma Rousseff, quando a presidente cogitava de nomear Lula como ministro, havia um verso desfilando numa placa que dizia: "Fora embusteiros: Lula, Dilma, Cunha e Renan Calheiros!". Esta semana, ao escutar do presidente do Senado esta frase tão falsa quanto o seu dono: "O exibicionismo da Lava Jato tira prestígio do Ministério Público, por quem tanto lutamos", lembrei-me de uma antiga marchinha carnavalesca: "Oi, zum, zum, zum, zum, zum, zum, tá faltando um!".

Maria Toledo Arruda G. de França mariatagalvao@gmail.com

Jaú

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VELHAS RAPOSAS

Na segunda-feira, a Câmara dos Deputados protagonizou um episódio que só é possível de acontecer num país onde impera a certeza da impunidade. Numa manobra à sorrelfa, entrou em pauta para votação um projeto de lei que estava engavetado desde 2007 e que, aparentemente, criminalizava quem utilizasse o denominado caixa 2 em campanhas eleitorais. Mas o principal motivo da votação naquela noite estava na inclusão de um artigo que isentava de punição aqueles que haviam praticado o referido crime antes da promulgação da lei, livrando de culpa todos os envolvidos na Operação Lava Jato. Esse projeto, já inaceitável por si só, até agora é de autoria desconhecida. Os noticiários informam que tanto o presidente da Câmara dos Deputados quanto o presidente do Senado não só teriam ciência da apresentação do citado projeto, como dado o aval para o mesmo. Ora, o ocorrido não pode passar em branco somente pelo fato de ter sido impedido pelos poucos e honestos deputados presentes. Os autores da inclusão de um artigo que desvirtua totalmente o espiro da lei, além de tentar substituir aquela que trata do mesmo assunto, proposta pelos promotores públicos da Operação Lava Jato, com a assinatura de 2 milhões de brasileiros, têm de ser punidos, inclusive por quebra de decoro parlamentar. O presidente da Câmara dos Deputados tem a obrigação de prestar contas à sociedade, identificando os autores dessa manobra indecorosa e publicando seus nomes, uma vez que dificilmente esse "jabuti" tem um único autor. Caso contrário, ele perderá toda a credibilidade, assim como o Partido dos Democratas ao qual é filiado e os seus candidatos aos cargos eletivos nas eleições do próximo dia 2 de outubro. O presidente do Senado, que também foi citado como avalista, deverá ter o mesmo procedimento, sob pena de prejudicar as votações dos candidatos do PMDB. De fato, os eleitores não poderão aceitar como confiáveis os candidatos filiados aos dois partidos. Os promotores públicos, com o apoio da população brasileira, estão procurando acabar com, ou ao menos diminuir, a impunidade, e as velhas raposas do Congresso Nacional não aceitam o fato.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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NA CALADA DA NOITE 

Esta semana, a Câmara dos Deputados articulou um projeto para anistiar políticos que estão envolvidos na Operação Lava Jato, todavia, em vão. Como os partidos nanicos não concordaram com a maracutaia, ninguém mais assumia a paternidade da pretensão descabida. Aliás, outra não poderia ser a atitude daqueles que sempre agem na calada da noite e, depois de flagrados, afirmam "não saber de nada", mas gostam de ser comparados ao famoso "Bandido da Luz Vermelha". Parabéns aos partidos "não tão nanicos assim", pela dignidade!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ACIMA DO BEM E DO MAL

O ministro Geddel Vieira Lima afirma que quem praticou caixa 2 não pode ser punido. Como assim? O Código Penal, em seu artigo 299, que trata de falsidade ideológica, a define (em resumo) como omitir, em documento, declaração que dele devia constar, com o fim de alterar a verdade sobre fato relevante. O mesmo também prevê penas e diz que estas são aumentadas para funcionários públicos. Por acaso Geddel acha que nossos políticos não têm de se submeter ao Código Penal?

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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DEPUTADOS GOLPISTAS

Enquanto a população brasileira espera que o Congresso vote e aprove as "10 Medidas contra a Corrupção", sugeridas pelo Ministério Público Federal, que foram revestidas de amplo apoio popular com mais de 2 milhões de assinaturas, parte dos deputados da Câmara federal tentou colocar em votação um projeto que descriminaliza o caixa 2. Ou seja, estes "deputados golpistas", se conseguissem a excrescência de votar e aprovar esse projeto, ao lado das empresas envolvidas também seriam anistiados pelo crime de caixa 2. Só não conseguiram concluir o golpe porque ainda temos no Parlamento alguns deputados que privilegiam a ética nas nossas instituições e em boa hora denunciaram o golpe à imprensa. É lógico que tem gente ou partidos graúdos envolvidos nessa ardilosa trama, mas, para nos indignar mais ainda, os autores deste projeto condenável covardemente sumiram! Assim como falsos representantes do povo, jamais assumiram suas responsabilidades de legislar pelo bem comum.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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NO MESMO BARCO

"Deputados tentam aprovar anistia a condenados por caixa 2 em eleições." Ora, é sintomático, ninguém ficou surpreso ou indignado com essa notícia. É próprio desta gente e não há nada que se possa fazer a respeito. Qualquer grito contrário a essa empreitada que eventualmente possa surgir entre eles, certamente, não passará de uma deslavada dissimulação para inglês ver, como se usa dizer, posto que todos estão no mesmo barco, pura e simplesmente.  

 

José Marques seuqram2@hotmail.com

São Paulo

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CUNHA ERA UM TOLINHO

Sempre é possível piorar o que já está péssimo. A manobra dos sem-nome que tentaram anistiar os parlamentares que enriqueceram e se perpetuam no poder em Brasília graças ao dinheiro sujo de caixas 2, possivelmente, ultrapassou até a esperteza de Eduardo Cunha. Ele era um tanto tolo em se expor, como não precisaram fazer na imprensa os manobristas noturnos da Câmara. Ninguém apareceu na foto, até agora, mas são os que querem "debater" o assunto para ver se é crime.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

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CARLOS SAMPAIO (PSDB-SP)

Em todas as eleições, estudo e escolho o perfil dos candidatos que mais compactuam com minhas expectativas como honestidade, participação ativa e mérito próprio. Por isso é de entristecer ver o nome do meu candidato a deputado federal, escolhido a dedo por sua história, envolvido com vários partidos na tramoia na Câmara que pretendia anistiar de caixa 2 envolvidos no petrolão e que, se não fosse descoberto a tempo, hoje políticos e empreiteiros estariam livres da Lava Jato. Como me sinto responsável por, inclusive, ter indicado o nome do meu candidato a inúmeros amigos e familiares, é com tristeza que afirmo: Carlos Sampaio (PSDB-SP) nunca mais. Se todos os eleitores fizessem isso, nosso Congresso não seria esta bandalheira que presenciamos todos os dias.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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REFORMA POLÍTICA JÁ

Ao tempo em que se discute a mais que tardia e necessária providência de obrar uma ampla reforma político-partidária no País, causa espécie e preocupação a iniciativa de deputados e senadores que articulam nos bastidores de seus gabinetes a retomada do ora proibido financiamento empresarial às campanhas eleitorais. Sabe-se, há séculos, que na corrompida seara política não existem doações beneméritas e gratuitas, sem outras intenções embutidas que não apenas o generoso e desinteressado oferecimento de milionárias quantias a fundo perdido para a eleição de um ou mais candidatos. Doa-se uma moeda hoje de olho na recuperação garantida de várias moedas amanhã, como se aposta num cavalo de corrida no Jockey Club. Se o nefasto e pernicioso esquema do toma lá dá cá não for eliminado de vez da prática política, o País não logrará combater a corrupção que campeia solta em todas as esferas de poder de todos os partidos, sobretudo após os escandalosos 13 anos do ciclo lulopetista, de lamentável memória. Se o mais que generoso Fundo Partidário, de R$ 740 milhões (!) distribuídos neste ano, não é o suficiente para remunerar regiamente os partidos, em sua grande maioria não mais do que dezenas de meras sopas de letrinhas de legendas de aluguel, quanto será? É hora de dar fim a esse ruinoso mecanismo viciado do "é dando que se recebe", que tanto mal provoca à Nação. Os partidos devem encontrar outras maneiras e modos lícitos e transparentes de gerar receitas que garantam sua sobrevivência, que não a promíscua relação que estabelecem com as pessoas jurídicas, sobretudo as notórias e corruptoras empreiteiras de obras públicas. Basta!

 J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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'AMEAÇA DE RETROCESSO'

Efetivamente, o Brasil está bagunçado. Pior, não se enxerga no curto prazo solução razoável. Não há políticos críveis e criativos em quem se possa depositar alguma esperança. Não bastasse isso, nossos deputados de maneira malandra quiseram introduzir uma emenda, na calada da noite, para anistiar o uso caixa 2 nas eleições, de antes e depois. Por outro lado, com base em informação contida no editorial do "Estadão" de terça-feira (20/9, A3), fiz uma pequena operação aritmética. A verba distribuída pelo Fundo Partidário aos partidos, de R$ 740 milhões, se, calculando que haja 16.562 candidatos a prefeitos e 463.338 a vereadores, num total de 479.900 políticos, caberia a cada um R$ 1.541,99. Sinceramente! Para culminar, ainda temos como ironia o final do valor hipotético da cota em R$ 1,99, como a dizer: realmente, gostamos de brincadeiras.

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

São Paulo

                  

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RESPEITO

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), candidata a prefeita do Rio de Janeiro, declarou em recente entrevista que, se eleita com milhões de votos, segundo sua estimativa - o que pode acontecer, em face da memória curta do eleitor carioca -, o seu relacionamento com Brasília será normal porque o governo Temer terá de respeitá-la. Acho difícil, nobre deputada, pois a senhora, numa atitude de desrespeito para com a cidade que pretende governar, não deu exemplo edificante e foi flagrada em vídeo pichando um de seus muros com o já gasto "Fora Temer". Para reconquistar o respeito, terá de provar que o filme foi plantado e, portanto, é falso, ou admitir o ato e justificá-lo, com contorcionismo semântico, como licença poética, digo, política. Afinal, respeito é bom e nós, munícipes, gostamos.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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MICHEL TEMER NA ONU

A cena vista na Assembleia-Geral da ONU no momento em que o presidente do Brasil, Michel Temer, ia discursar, quando as delegações de Bolívia, Equador, Venezuela, Cuba, Costa Rica e Nicarágua se retiraram da sessão em protesto, foi lamentável. Vergonhosa, mesmo, mas para as representações daqueles países. Se não querem abrir mão de Dilma Rousseff, podem disputar entre si e levarem-na acompanhada de sua corte. Mas, primeiramente, devem restituir o nosso dinheiro levado da Petrobrás e do BNDES para obras sigilosas nesses países, com autorização dos governos lulopetistas.  

Éllis A. Oliveira Cunha elliscnh@hotmail.com

São Paulo

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BOICOTE

Esta semana, em Nova York, o ministro José Serra declarou que o boicote de Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador, Costa Rica e Nicarágua à sessão de abertura da Assembleia-Geral da ONU no momento em que Michel Temer iniciava sua fala não terá nenhum impacto. Serra está enganado. O motivo do boicote foi outro: vergonha da dívida que esses países têm com o Brasil. Talvez ainda peçam perdão.

Maria A. Bitar Piragine cidabitar@yahoo.com.br

São Paulo

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DANDO O TROCO

Se eu fosse o ministro José Serra, convocaria os nossos embaixadores lotados em Bolívia, Costa Rica, Cuba, Equador, Nicarágua e Venezuela para um "papo".

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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O PARADOXO DE COSTA RICA

Uma névoa desceu sobre a relação entre Brasil e Costa Rica quando os representantes deste país deixaram a Assembleia Geral da ONU para não ouvirem Michel Temer. Sede da Comissão Interamericana de Direitos Humanos e patrocinadora do Pacto de São José, o primeiro país no índice global de felicidade humana, seus delegados saíram da sessão na ONU acompanhados de Equador, Bolívia, Venezuela, Cuba e Nicarágua, exemplos antípodas dos direitos humanos. A mudança do governo brasileiro ocorreu sob a vigilância do Supremo Tribunal Federal (STF), que, reiteradamente, invoca como razão de decidir o mencionado pacto supranacional. De duas uma: ou o governo da Costa Rica desconhece a vicissitude brasileira ou o mundo desconhece a natureza dos direitos humanos firmemente defendidos pelos costa-riquenhos. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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NA ONU

Representantes de Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador, Costa Rica e Nicarágua.... E o que essas tranqueiras estão fazendo na ONU? Que tal os demais países se retirarem quando esses idiotas também subirem ao palanque, se é que vão subir? O mundo tem mesmo de conviver e até sustentar gentinha tão miúda?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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NO CAMINHO CERTO

 

Ao ver o presidente Temer discursar na ONU e ver saírem do recinto os representantes de Venezuela, Equador, Bolívia, Costa Rica, Cuba e Nicarágua, dei graças a Deus e tive certeza de que o Brasil, enfim, está no caminho certo da recuperação econômica. Enfim, temos a chance de seguirmos o caminho que foi traçado e idealizado pela Constituição de 1988: um Brasil voltado para o bem de todos, empregados, patrões, sem policiamento ideológico, sem ódio a patrões. Entramos no caminho certo com Temer e creio que nas eleições de 2018 continuaremos rumo ao bem do Brasil. Falta apenas o Brasil tratar dos juízes trabalhistas, ainda totalmente retrógrados. Temos de avançar com juízes justos na área trabalhista, ainda pervertida por chupins, mas creio na mudança.

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo 

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MORDIDOS

Fiquei extremamente preocupado com o protesto das 5 "potências" que se retiraram do auditório da ONU durante o discurso de Temer na ONU. Pensei: com certeza, devem estar mordidos porque acabou a mamata, e, ainda, que vai ser muito difícil de arranjar outro trouxa para pagar as "boquinhas" a fundo perdido e com o dinheiro do povo brasileiro!

Durval Arrebola durval.arrebola@gmail.com

Guarulhos

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ABANDONO

Quanta preocupação com os países que abandonaram a reunião na ONU... Só rindo! Eles demonstram que não sabem o que é democracia.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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PROTESTOS

Característico de radicais que não aceitam nem mesmo ouvir argumentos contrários "à sua verdade ideológica", os que se ausentaram por ocasião do discurso de Temer na ONU só conseguiram tornar qualquer diálogo no mínimo difícil para os países. E quem eram os desinformados ou ansiosos por aparecer que protestavam na rua em Nova York? Também não trabalham? 

 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

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DISCURSO CLARO

Nada como não passar vergonha, nervoso e inconformismo com um discurso de um presidente brasileiro na ONU. Parabéns, Michel Temer, você foi claro, sintético e representou muito bem o Brasil de verdade.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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