Fórum dos leitores

PODER JUDICIÁRIO

O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2016 | 03h00

Justiça tardia

Parabéns ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo recorde de 33 – trinta e três! – anos para julgar um caso de paternidade! As partes já morreram. Alvíssaras, Renan Calheiros e demais “foro-privilegiados”, vão morrer antes de ser julgados! E viva o juiz Sergio Moro!

CARLOS ALBERTO ROXO

roxo_7@terra.com.br

São Paulo

E como tarda

De fato, se o STF levou 33 anos para julgar um caso de paternidade, em que pai e filho envolvidos no processo até já estão mortos, imaginem os processos do Renan! Será que os nossos heptanetos vão ver?

ALESSANDRO LUCCHESI

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

Bananalândia

Vemos o STF demorar 33 anos para julgar um caso de paternidade, no entanto, em dias recentes demorou menos de uma semana para livrar um criminoso petralha que assaltou aposentados. O que esperar da Justiça?

RICARDO C. T. MARTINS

rctmartins@gmail.com

São Paulo

O povo quer saber

Renan Calheiros já conta com 12 processos, mas envolto no manto da impunidade do foro privilegiado esbraveja e faz críticas e até ameaças à força-tarefa da Lava Jato. A pergunta que não quer calar: quando o STF se vai dignar a julgá-lo? O povo brasileiro está enojado desta situação e da procrastinação dos magistrados.

PAULO CESAR FELTRINI

pc.feltrini@hotmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Um basta às ‘doações’

Como paciente em UTI, o Brasil ainda respira com dificuldade, tentando se recuperar do maior desastre econômico de sua História. Os estragos podem ser avaliados pelo cenário de escombros que resultou do fechamento de milhares de empresas e produziu 12 milhões de desempregados. Desastre de proporções bíblicas causado por um governo corrupto e irresponsável que bradava estridentemente um discurso triunfalista magnificando os fatos e causando ilusória sensação de prosperidade que resultou em imenso endividamento da população. O mesmo que em 13 anos produziu o maior escândalo de corrupção de que se tem notícia no mundo. Como se essa devastação moral e econômica não bastasse, um grupo de políticos sem vestígio de escrúpulos e despidos de vergonha na cara tem a ousadia de articular a volta das “doações” empresariais a partidos políticos – e toda a sua linhagem de filhotes: pixulecos, acarajés, compra de palestras, triplex, sítio e pagamentos de armazenagem de contêineres –, acreditando que podem ressuscitar a “propinocracia”, tão bem definida pelo MPF. Essas famigeradas “doações” foram identificadas como o cerne da estrutura que abrigou o gigantesco esquema de corrupção chefiado pelo grande “general”. O sistema inventado pelos “propinocratas” funcionava na base do achaque a empreiteiros, “acalmados” com aditivos nos contratos. Só na Ferrovia Transnordestina, paralisada por decisão do atual governo, 126 aditivos foram aprovados para atender à voracidade dos corruptos.

WILSON SANCHES GOMES

sancheswil@hotmail.com

Curitiba

Deputados e senadores, todos mal acostumados com dinheiro de pessoas jurídicas em suas campanhas, não só estão articulando, como vão conseguir, pois é de interesse de todos eles, a volta das doações, em troca de futuros favores. É a volta do velho toma lá dá cá. Em suma, os políticos a serviço de seus financiadores empresários.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Políticos e impostos

Se você fizer doação de valor superior ao seu patrimônio para um filho, verá as garras do governo sobre sua família. A Receita Federal cairá sobre você e a Estadual, sobre seu filho (ITCMD). Mas se o dinheiro for para um político, não tem problema, nem imposto. Depois o político vai ainda votar mais benefícios para ele, sangrando os cofres públicos. Entenderam como funciona a justiça tributária no Brasil?

VANDERLEY JORDÃO

vandjord@outlook.com

São João da Boa Vista

Caixa 2

O ministro Geddel Vieira Lima defendeu a prática de caixa 2. O governo do presidente Temer é legítimo e tem o dever de se pautar pelo cumprimento da Constituição e das leis, zelando pela moral pública. Não basta o presidente dizer que a posição do ministro é personalíssima dele, não do governo. Não deve fazer parte do governo um ministro que defenda acintosamente a prática de atos contra preceitos básicos da República. Mas ainda é tempo de Temer corrigir tal aberração.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Geddel afirma que quem cometeu crime de caixa 2 não pode ser condenado. Ora, então o ministro é conivente com esse e outros tipos de crimes cometidos por políticos? Pelo visto... Sendo assim, que peça imediatamente para ser afastado de seu cargo.

BORIS BECKER

borisbecker54@outlook.com

São Paulo

Falta pulso

Os ministros perceberam que falta pulso ao chefe, Michel Temer. Todo dia tem ministro desdizendo o que acabou de dizer.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Ainda que mal pergunte

Empresas que fazem caixa 2 também seriam anistiadas ou só os que legislam em causa própria?

LAERTE DE PAIVA FILHO

laertepaivaf@gmail.com

São Paulo

Crime

Se ficar, o político rouba; se correr, assalta. Não tem jeito, estamos na mão de oportunistas. O Congresso transformou-se num mercado de benesses. Caixa 2 tem de ser tratado como crime e, se comprovado, o político apanhado tem de ir pra cadeia.

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

Sem castigo

As manobras para evitar as condenações pelo uso do caixa 2 revelam desconhecimento da Constituição. Pelo artigo 5.º, LX, a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu. Por isso, os que usaram o caixa 2 podem ficar tranquilos, pois não serão processados pelo que fizeram.

REYNALDO BUSCH, advogado

reynaldojgbusch@gmail.com

Curitiba



UM ESQUEMA GIGANTESCO

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu pessoalmente os presidentes e diretores das principais empresas estatais brasileiras, durante os oito anos de seu governo. Contratos bilionários e superfaturados foram assinados nesse período, principalmente nos empreendimentos da Petrobrás. As maiores obras da companhia nunca foram completamente finalizadas, apesar de terem consumido valores muito superiores àqueles inicialmente orçados. O Ministério Público Federal (MPF) esclareceu para todo o Brasil os segredos dessa mágica, que reside em complexos esquemas de corrupção, envolvendo todas as esferas do governo federal e os altos executivos das maiores empreiteiras nacionais. A caótica situação financeira da Petrobrás exemplifica o resultado do gigantesco esquema de corrupção implementado na última década. A lentidão das instituições brasileiras, invadidas por corruptos e aproveitadores, comprova que os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário estão envolvidos até o pescoço em toda esta lambança. Lula aparelhou os Três Poderes com comparsas que sempre se mantiveram calados, numa atitude covarde e bastante suspeita. Cada ajudante levou um pedacinho do bolo, que custou bilhões de reais aos contribuintes brasileiros. Difícil, agora, é desmontar este monstruoso esquema que transformou ladrões de galinha em criminosos milionários. Não há espaço disponível na carceragem de Curitiba para tantos parlamentares e ministros de Estado. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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TRISTE CONSTATAÇÃO

Interessante observar que, depois que a Operação Lava Jato começou a investigar a corrupção na Petrobrás, só se fala em milhões e bilhões no governo do PT, uma triste constatação. Somente o coitado do trabalhador que sustenta esta quadrilha recebe em reais, a moeda brasileira bastante desvalorizada. No andar de cima, ninguém se lembra do real. Incrível, mas o governo do PT conseguiu dividir o País entre aqueles que recebem reais e aqueles que recebem milhões e bilhões. Deve ser essa a forma que Lula achou para tirar o País do século 18. Só se esqueceu de incluir os pobres nisso. Quanta cara de pau! 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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CORRUPÇÃO

As manifestações de junho de 2013 deram claro alerta de que algo muito preocupante estava acontecendo no Brasil. A partir de 2006, o caldo peçonhento com que o governo Lula passou a irrigar as estruturas do governo federal, dos estaduais e municipais para permanecer no poder, em razão das gravíssimas denúncias de seu envolvimento no mensalão, foi o combustível que deu força àquelas esplêndidas e inimagináveis manifestações, alertando "aos que já sabiam o que faziam" a gravidade do que faziam a todo povo brasileiro.

 

Ana Cristina Pinto 08anacristina@gmail.com

São Paulo

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A FATURA DE LULA

"O que está acontecendo não me abala, só me dá vontade de andar mais e falar mais", disse Lula ao saber do seu indiciamento na Operação Lava Jato. Na idade de Lula, esse esforço pode ser demasiado. Se ele não tivesse feito mal uso de seus dons carismáticos, porque os tem de verdade, e tivesse colocado o bem do Brasil à frente dos interesses do PT e de seus próprios sonhos de perpetuação no poder, hoje Lula estaria sendo consagrado como o melhor presidente que o povo brasileiro jamais teve. Mas lhe faltou algo fundamental: caráter. O universo está agora lhe cobrando a fatura... Tem de pagar!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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AINDA SEM EXPLICAÇÃO

O que era esperado aconteceu: o casal da Silva agora é réu. E isso, sem dúvida alguma, abala os direitos humanos de muitos e muitos cidadãos brasileiros de bem, visto que entre as causas do fato está o tríplex do Guarujá, um imóvel que somente privilegiados podem ter. Isso ainda está mal esclarecido, pois não basta dizer "não sou dono" e crer que isso encerra a certeza da verdade. Não se teve ainda a resposta desta indagação: por que a esposa ajuizou uma ação pedindo restituição do dinheiro que foi desembolsado para a compra do soberbo tríplex? Afinal, quem não estava comprando para vir a ser dono não deveria estar pedindo a restituição do que gastou. Então?

Pedro Luís de C. Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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UM DETALHE

Al Capone foi o maior gângster da história dos EUA, nos anos 1920. Comandou tudo o que se relacionava com a criminalidade. Debochado, ele foi considerado "o cara", tanto que em 1929 foi premiado como o homem mais importante do ano. Mas era "inocente", pois nunca se encontraram provas contra ele. Foi condenado apenas por causa de um "tríplex", ou, melhor, irregularidades no Imposto de Renda. Mofou e morreu na cadeia.

Milton Córdova Junior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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INDÍCIOS PENAIS

A esta altura dos graves acontecimentos que causam grande turbulência na vida do País, em meio às investigações da Lava Jato, cabe destacar trecho do artigo "A importância dos indícios penais", do desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo Aloísio de Toledo César (20/9, A2), em que diz: "Vigora no sistema processual brasileiro o princípio do livre convencimento, segundo o qual compete ao juiz da causa valorar com ampla liberdade os elementos de prova constantes dos autos, desde que o faça motivadamente. Para a condenação de conduta criminosa o juiz pode valer-se também de indícios, ou seja, de circunstâncias conhecidas e aparentes, capazes de demonstrar a existência do crime. Em verdade, os indícios estão claramente previstos no Código de Processo Penal, no capítulo das provas. A denúncia que o Ministério Público faz contra Lula, causando impacto tão forte no País, está fundamentada num conjunto enorme e expressivo de indícios e circunstâncias, que permitem, pela indução prevista no artigo 239, concluir que houve mesmo crime, e dos mais graves". Diante do exposto, aguarda-se com incontida ansiedade a confirmação do inegável envolvimento do poderoso chefete petista no megaesquema de implantação do propinoduto do mensalão e do petrolão, entre outros malfeitos e ilícitos, com a consequente pronúncia da sentença e condução de Lula à cadeia. Neste memorável dia poder-se-á dizer em alto e bom som que nunca antes na história deste país a Justiça terá sido tão aplaudida e reverenciada pela população. A ver...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PROVA

José Dirceu foi condenado com base na Teoria do Domínio do Fato. Por que Lula não pode sê-lo? Para comprovar sua culpa, bastam a dedução lógica e a responsabilização objetiva, supervalorizando centenas de indícios de prova apresentados pelo MPF.

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

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SUA MAJESTADE, LULA

No editorial intitulado "O objetivo de Lula" ("Estadão", 19/9, A3), temos um relato tão absurdo, mas tão absurdo sobre as reações de Lula ao vivenciar o que qualquer cidadão está sujeito: à fiscalização feita pelo agente legal. O texto dá conta de que Lula chegou a ligar para o então ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e o mandou "enquadrar o responsável" por fiscalização recente no Instituto Lula. J. Lacan observou que, a partir do momento em que alguém se vê "rei", ele muda sua personalidade. Um cidadão qualquer, quando sobe ao poder, altera seu psiquismo. Seu olhar sobre os outros será diferente; admita ou não, ele se sentirá acima de seus "governados". Estar no poder, diz Lacan, "dá um sentido interiormente diferente às suas paixões, aos seus desígnios, à sua estupidez mesmo". Pelo simples fato de agora ser "rei", tudo deverá girar em função do que representa a realeza. Também os "comandados" são levados pelas circunstâncias a vê-lo como o "rei absoluto". No poder, o sujeito precisará de personas (máscaras) e molduras de sobrevivência. A persona serve para enganar a si e aos outros. A moldura é algo necessário para delimitar simbolicamente a ação dele enquanto representante do poder. A ausência de moldura ou o seu mau uso fará irromper a força que anseia por mais e mais poder, tão forte que se torna podendo patologia psíquica. A história de loucura e poder coleciona exemplos: Hitler, Stalin, Mobutu, Collor de Melo, Pinochet, Fidel Castro, Evo Morales e Lula, além de muitos outros. Para Lula, ainda não é findo o seu reinado. Vejamos, ao fim, se teremos como "Sua Excelência": Lula, ou, como vaticinou a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, "Sua Excelência": o povo.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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LADOS DA MOEDA

Em menos de 12 anos tudo aconteceu. Da miséria ao sucesso vertiginoso. Depois, o fim. Na trajetória, combate ao liberalismo, evolução positiva dos indicadores. Inclusão social, queda da mortalidade infantil, moradia para os pobres e sucesso na educação. Milagre econômico e felicidade do povo, como nunca antes na história do país. Não obstante, seguiu-se o fracasso. Tudo isso no Brasil? Não, fala-se, aqui, da Alemanha de Hitler de 1933 a 1945. Onde esteve o erro?

José Roberto Sant'Ana jrsantana10@gmail.com

Rio Claro

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FUMAÇA E FOGO

Onde há fumaça há fogo. Esse velho ditado popular se encaixa perfeitamente no caso envolvendo o homem que já se comparou a uma jararaca, aos ex-presidentes Jango, JK e Getúlio Vargas, ao alferes Tiradentes, teve o desplante de afirmar ser a "alma mais honesta" do Brasil e de se assemelhar a Jesus Cristo. Dois juízes, um de Brasília e outro de Curitiba, além de milhares de brasileiros que ganham a vida trabalhando honestamente, acham que o referido cidadão tem de provar sua licitude. A Justiça é cega, mas, quando quer, enxerga muito bem os ilusionistas do povo.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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ESPECIALISTA

 

Fala de Lula após o juiz Sérgio Moro aceitar a denúncia de corrupção e lavagem de dinheiro contra o ex-presidente, feita pelo Ministério Público Federal: "É uma grande mentira". Vai ver Lula está certo em sua afirmação, pois, em se tratando de mentira, ele é especialista.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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AUTODEFESA

Ao invés de Lula ficar choramingando pelos cantos, agora é uma ótima oportunidade para se defender das acusações que partem de todos os lados. Afinal, a "alma mais honesta" não deve se preocupar, pois, certamente, todos estão mentindo. 

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ESTRATÉGIA INÉDITA

Inédita a estratégia de Lula e de sua defesa de tentar desclassificar o juiz. Em puro futebolês, conforme o costume de seu eleitorado: Lula, deixe de tentar enfrentar o juiz e se concentre na bola!

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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O ADVOGADO DE LULA

Sr. Marcelo Zanini, o problema não é a imparcialidade do juiz, é a ficha corrida do cliente!

Omar El Seoud  ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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IMPRESSÃO

A decisão do juiz Sérgio Moro de aceitar a denúncia contra o ex-presidente Lula pode impedir que ele se candidate nas próximas eleições presidenciais. Levando em conta que pesquisas de intenção de voto indicam que ele está na frente de outros candidatos, fica a impressão de que as investigações da Lava Jato visam exatamente a impedir que ele venha a concorrer. É um jogo de cartas marcadas.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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VAI COMO?

Uma vez aceita a denúncia do Ministério Público Federal pelo juiz Sérgio Moro, fica uma dúvida: Lula irá a pé para a cadeia, como prometeu, ou vai com o Uber da PF?

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo 

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LUIZ INÁCIO RÉU

O caminho para o xilindró está cada vez mais perto.

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo 

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DEMORA

Verifica-se que José Dirceu, André Vargas, Delúbio Soares, João Vaccari Neto, José Genoino, Renato Duque, Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco e outros tantos, afora os maiores empreiteiros do País, estão presos cumprindo pena pelos crimes cometidos. Porém, depois da denúncia do procurador da República no Paraná Deltan Dallagnol de que "Lula era o comandante máximo do esquema de corrupção identificado na Lava Jato", que quase pôs a Petrobras à falência, o chefe da gangue ainda permanece solto. Depois dessa denúncia, há ainda alguma dúvida? Acaso existe alguma incerteza se há outro mandante do crime praticado? Não dá para entender tanta demora.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo

 

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A CUT E A OPERAÇÃO DA PF

Quando o assunto é radicalização, ninguém supera a irracionalidade das ações dos dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do PT. E, seguindo a rotina de indignar, em 18 de março deste ano, numa manifestação contra o impeachment de Dilma Rousseff na Avenida Paulista, ao lado de Lula, o presidente da CUT, Wagner Freitas, falou grosso contra a Operação Lava Jato e, ainda, em tom ameaçador, prometeu "nós vamos nos livrar de Moro". É uma grave declaração, que, inclusive, atenta contra as nossas instituições. O juiz da 7.ª Vara Federal (SP), Ali Mazloum, não aceitou o pedido do Ministério Público para que fosse arquivada esta investigação de ameaça ao juiz Sérgio Moro e solicitou que a Procuradoria-Geral da República analisasse a conduta irresponsável de Wagner Freitas. É bom que este caso realmente não seja engavetado, como o fato, até hoje não esclarecido, da morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel, na qual supostamente teve gente do PT envolvida.  

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DEPOIS DA LAVA JATO

A Operação Lava Jato está passando o Brasil a limpo. Passados 13 anos com gestores irresponsáveis que incentivaram o povo a gastar suas economias e se comprometer com dívidas que não poderia resgatar, vê-se no Brasil aumento do desemprego, juros altos, queda de produtividade, desvio de bilhões do dinheiro do contribuinte, má gestão na Petrobrás, corrupção e prejuízo nos fundos de pensão, manipulação do preço dos combustíveis e no setor elétrico, farra do dinheiro público para países estrangeiros e empreiteiras inidôneas, além das pedaladas fiscais e do rebaixamento da nota do País em todas as agências de risco. Esperamos, agora, que, depois do desenrolar das investigações, das delações, depoimentos, acusações e punições dos corruptos, o Brasil seja um país melhor, livre da corrupção sistêmica, dos maus políticos, da impunidade e viva uma democracia de verdade.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo 

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NOVAS ESPERANÇAS

Há oito séculos o soberano da Inglaterra, para se manter no poder, foi obrigado a assinar a histórica Carta Magna de 1215, por meio da qual fixava princípios de gestão para acabar no seu reino com a gastança governamental realizada segundo os seus interesses e caprichos. Tais normas prevaleceram a si e a todos os monarcas que o sucederam. A Inconfidência Mineira, no século 18, também só se deflagrou após uma derrama de impostos sem a contrapartida do corte de gastos dos mandatários e amigos. Sem honrar a história da sua terra, Dilma Rousseff se afundou na mais torpe e indigna forma de fazer política. Com o impeachment, o Brasil esperançoso dá passos firmes para se distanciar da incompetência, do atraso no relacionamento com o mundo e da corrupção institucionalizada. Olhar para a frente, como sugeriu o editorial "Tempo de reconstruir" (13/9, A3), significa colocar os valores da Nação acima dos demais interesses. Nesse contexto, um Brasil descentralizado, sem o gigantismo do Estado patrimonialista e verdadeiramente federalista, se impõe. A introdução em nossas leis do eficaz recall do presidencialismo americano, como defende o "Estado", capaz de substituir políticos defeituosos, completaria esse quadro de reconstrução.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos 

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OPERAÇÃO ARQUIVO X

A economia brasileira derretia sob o comando do ministro da Fazenda Guido Mantega, durante o primeiro mandato da ex-presidente Dilma, e, mesmo sua cabeça sendo pedida por empresários e investidores, ele seguia firme e forte no cargo e só saiu quando Dilma prometeu que o tiraria do ministério caso fosse reeleita. Com a prisão de Mantega na quinta-feira, durante a Operação Arquivo X, da Polícia Federal, nós entendemos o porquê. O cargo de ministro da Fazenda era apenas um disfarce para ele exercer sua real função: arrecadador de "pixulecos". Pois é, "caro" ex-ministro Guido Mantega, você ainda vai sentir saudades das vaias, pois ser vaiado é bem melhor do que ir para a "República de Curitiba". 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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TOC

A prisão do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, homem forte dos governos Lula e Dilma Rousseff, atuou no cargo de 2006 a 2014, prova que o PT tem Transtorno Obsessivo Corruptivo (TOC). Onde toca, a corrupção está sempre presente. Três tesoureiros presos e, agora, o ilusionista, o futurólogo, o fabricador de PIBs utópicos, Mantega, também foi para a cadeia, acusado de transações obscuras para angariar fundos para o partido. Não nos esqueçamos de que suas previsões furadas e sua subserviência aos presidentes populistas enfiaram o Brasil nesta crise econômico-financeira sem precedentes.    

Sérgio Dafré Sergio_dafre@otmail.com

Jundiaí

 

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ARRECADADOR

O acadêmico Guido Mantega, que acusou em 2006 antigos ministros de governos anteriores de quebrarem o Brasil, mostrou quem era e a sua falta de pragmatismo. Mostrou, também, a que veio e seu envolvimento partidário, ao se colocar como "arrecadador de verbas para campanhas" - ele, sim, quase quebrou o Brasil. 

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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GUIDO MANTEGA

Quando um ministro da Fazenda e presidente do Conselho da Petrobrás estava metido em falcatruas financeiras, o Brasil não estava à beira do precipício, já tinha caído nele.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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NO HOSPITAL

Diz a jornalista Eliane Cantanhêde ("Operação X", 23/9, A6) que a Polícia Federal teria cometido uma "barbeiragem" ao abordar Guido Mantega em pleno hospital, acompanhando a mulher. Mas, ao que consta, o mandado não fazia restrição à prisão em função da localização do investigado. Barbeiragem é ter essa quadrilha no poder por 14 anos. Prender um salafrário, esteja onde estiver, é para comemorar - ainda que seja por apenas cinco horas...

Max Guimer S. Toledo maxguimer@uol.com.br

Guarulhos

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'PRISÃO DESUMANA'

Desumanos são os petistas e a maioria dos nossos governantes (Collors, Sarneys, Malufs, etc.), que embolsam os impostos que suamos para pagar e deixam os pobres contribuintes morrerem na porta de casa, esperando a ambulância que não vem, ou na porta dos hospitais, por falta de leito, de médicos e de remédios. E, agora, alegam que ficar longe de madames em hospitais cinco estrelas é desumano?

Paulo Ruas pstreets@terra.com.br

São Paulo

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FILA

Muito bom o artigo "Operação X", de Eliane Cantanhêde, lembrando aqueles que foram esquecidos pela Justiça. Concordo que Antonio Palocci tenha uma lugar de honra nessa relação, mas são tantos os esquecidos pela polícia que é injusto mencionar apenas ele. Sugiro à brilhante jornalista que faça uma artigo relembrando os feitos de Erenice Guerra, Graça Foster, Renan Calheiros, José Sarney, Fernando Collor... São tantos os esquecidos pela polícia que não é justo bater só em Palocci. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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O BODE NA SALA DE DILMA

O envolvimento do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega em contratos fraudulentos com o Grupo X, de Eike Batista, mostra a abrangência dos delitos provocados pelo governo petista e acaba de colocar o bode na sala da ex-presidente Dilma, "a mulher mais honesta do País". Isso porque Mantega era considerado o "cachorrinho de estimação" dela e fazia tudo o que Dilma mandasse. Vale lembrar que os valores delatados e recebidos nesta denúncia foram em contrapartida aos empréstimos do BNDES dados pelo governo Dilma quando as empresas de Eike existiam apenas no papel, mas foram regiamente financiadas pelo BNDES. O Grupo X, hoje quebrado, deve bilhões ao povo brasileiro, os verdadeiros financiadores do BNDES, a juros que perdem para a inflação - enquanto nós pagamos, só para dívidas com cartão de crédito, quase 500% de juros ao ano.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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COVARDIA?

Supondo que o dinheiro desviado por intermédio do ex-ministro Guido Mantega para o caixa 2 da campanha de Lula fosse o mesmo dinheiro que abasteceria um posto de saúde, um hospital, uma escola, uma creche, etc. e que faltasse ao mínimo necessário para atender um aluno, uma criança, um idoso, etc. Com certeza, neste caso, não seria "covardia" e ainda contaria com a absolvição incondicional do sr. Lula. Pau que bate em Chico NÃO bate em Francisco.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão 

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A ANISTIA AO CAIXA 2

O golpe tentado e frustrado da Câmara dos Deputados, que intentou na última semana emplacar uma medida de freio às punições das práticas de caixa 2, não importando as reais e atuais possibilidades dessas punições, deixa claro que o Congresso Nacional, antes de militar a favor dos interesses do povo e da sociedade, age como uma corporação com interesses próprios e à parte dos verdadeiros interesses da nação brasileira. Historicamente, sempre foi assim, desde o nosso descobrimento, com determinadas elites econômicas e/ou políticas mostrando, às claras ou de modo covarde e dissimulado, que o amor à Pátria e à boa conduta moral reside nas palavras e nos discursos, e não nas práticas do dia a dia.

Marcelo G. Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro

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CRIMINALIZACÃO DO CAIXA 2

Se a inclusão de temas diferentes da proposta original em medidas provisórias, proibida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), era chamada de "jabutis", fico imaginando como deveria ser chamado o requerimento, incluído na pauta da Câmara na semana passada, que daria regime de urgência à tramitação de emenda num projeto eximindo de pena os que praticaram a contabilidade paralela até a data da aprovação da nova lei. Quem sabe "tartaruga-gigante-das-galápagos".

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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SOBRA

Sou a favor da descriminalização do caixa 2 em campanhas políticas. Em troca, o banimento do candidato, do partido e de todos os envolvidos na maracutaia. Campanha política com caixa 2 é feita com o objetivo de gerar sobra de caixa, afinal, dois meses de campanha sem ganhar nada é cruel - se perder, já está com o futuro garantido; se vencer, estão todos os envolvidos com o futuro garantido, até a terceira geração.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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AUDIÊNCIA PÚBLICA

A comissão especial que analisa o projeto com as "10 Medidas contra a Corrupção" sugeridas pelos procuradores da Lava Jato marcou para o dia 10 de outubro uma audiência pública para debater o caixa 2 eleitoral. Primeiro, a tentativa frustrada do PT de Dilma e Lula, desde a época do petrolão, de tornar o caixa 2 prática comum ou "anistiar o caixa 2". Depois, tantas outras até, recentemente, a tentativa de um grupo de deputados enroscados direta ou indiretamente na corrupção, na calada da noite, tentar salvar grande parte dos políticos envolvidos nesse tipo de "crime", verdadeiros corruptos, inclusive com conhecimento do Senado, que nada fez para impedir - tentativa abandonada por força de um grupo menor de políticos, mas não menos barulhento. Agora, mais esta: uma audiência pública para debater o caixa 2 eleitoral, nova tentativa de minimizar a encrenca em que se meteu grande parte dos políticos brasileiros, atolados até o pescoço nas falcatruas combatidas pela Lava Jato. Até quando vão tentar se livrar do crime? Será que vão conseguir tornar ladroagem em coisa comum? Lugar de criminoso é na cadeia!

 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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O QUE DIZ A RECEITA?

Disse o ministro Geddel Vieira Lima, expressando vontade de muitos parlamentares, que parlamentares que usaram caixa 2 não podem ser punidos, pois à época e até hoje o caixa 2 não é crime. Sonegar receita não é crime? O que a Receita Federal diz a respeito?

Geraldo Marcondes gfonsecamarcondes@uol.com.br

São Paulo

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MINISTROS BOQUIRROTOS

Não tenho muita simpatia pelo governo Temer, mas defendo que ele melhore a comunicação com a sociedade, talvez nomeando um porta-voz competente. Mas, por outro lado, vários de seus ministros deviam calar a boca. Para ser cerimonioso, como é sua praxe, Temer devia imitar o ex-rei da Espanha e indagar por que não se calam. Esta semana mesmo um deles disse não ter certeza se a proposta para congelar os gastos vai ser aprovada pelo Congresso Nacional e outro simplesmente declarou que caixa 2 não é crime. Não podiam ter se calado?

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

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REFORMA TRABALHISTA

Para os que gostam de chamar o governo atual de fascista e golpista, não se esqueçam de que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que Temer pretende agora reformar, é a cópia fiel da "Carta Del Lavoro", de Mussolini, implantada durante a ditadura Vargas, portanto legislação mais fascista que está não há. Deixar a reforma trabalhista para o segundo semestre de 2017 é um absurdo! O ministro do Trabalho é totalmente inabilidoso e sem condições de tocar essa empreitada. Michel Temer diz que só fala a verdade e, portanto, que a diga: a CLT é um excremento da ditadura Vargas, a contribuição sindical obrigatória é um assalto ao trabalhador com aval do Estado e os sindicalistas são os maiores inimigos dos trabalhadores e se locupletam da máquina sindical montada para atender seus próprios interesses. 

Frederico d'Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

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O CÂNCER DO DESEMPREGO

O dia em que o governo se voltar para a indústria, abraçar a produção, ninguém vai segurar o Brasil. Mas, para isso, será necessário bancar a produção e incentivar a exportação. Mas, no momento, o povo parou de comprar: o desempregado, por não ter renda, e o ainda empregado, por medo de perder o emprego. Resultado: País parado. A única saída - não vejo outra - é pensarmos na exportação. Para tanto, o governo deveria incentivar a indústria. No mínimo, bancar seus custos e armazenar sua produção. De cara, o desemprego começa a cair. Com o emprego em alta, o consumo interno começa a crescer, daí para darmos adeus à crise é um pulo. Ou será que alguém consegue pagar suas contas sem produzir?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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O CÁGADO SEDADO

Há uma incerteza quanto ao sucesso do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), do governo federal, por causa da avalanche de corrupção de 13 anos de gestão petista, quando, tendo os empresários logo nos primeiros contatos sentados à mesa, os petistas colocavam a mais importante das questões: "Quanto iriam lucrar?", prática que levou o procurador da República Deltan Dellagnol a cunhar a expressão "propinocracia". O programa anunciado há alguns dias consta de um pacote de 34 privatizações e concessões, e uma parte já havia sido divulgada na gestão Dilma. O momento político brasileiro é favorável, mas a impressão que o governo Temer transmite, não raro, é de que ainda aguarda o resultado final do impeachment de Dilma e que ainda é um governo interino. As reformas estruturais, o próprio PPI, se movem no dorso de um cágado sedado, trazendo insegurança entre sua base aliada, principalmente o alicerce composto por PSDB e DEM. A melhor defesa é o ataque, mas quem está atacando é a turma do chororô que foi alijada do poder e que açula o povo com mentiras, mas que é obrigado a desmentir pela morosidade para decidir sobre as reformas. O perigo reside nessa incerteza de decisões que pode minar as defesas do governo na Câmara dos Deputados. As principais críticas ao PPI foram direcionadas à demora na partida. Dando certo, o PPI fará entrar nos cofres da União R$ 24 bilhões em 2017. As agências de risco rebaixaram o País recentemente e as contas públicas dependem da aprovação do teto para gastos públicos e da reforma da Previdência Social. O resto é chororô de quem perdeu o pódio.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


 

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