Fórum dos Leitores

Terça-feira, 27

O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2016 | 03h01

CORRUPÇÃO

Operação Omertà

É incrível como a cada semana explode um escândalo de falcatruas do PT. Os leitores deste conceituado jornal são capazes de lembrar qual era o valor da primeira propina de corrupção nos Correios, que levou ao mensalão? R$ 3 mil! De lá para cá, evoluiu-se tanto que hoje nas revelações da Operação Lava Jato os valores estão na casa das dezenas de milhões de reais. Tristemente, essa foi a única evolução do PT ao longo dos 13 anos no poder. Lamentável!

EUGENIO DE ARAUJO SILVA

eugenio-araujo@uol.com.br

Canela (RS)

Palocci, o PT e o Brasil

Perguntem-me se estou feliz com mais esta prisão de um prócer petista e direi não. Estou aliviado e esperançoso. Estaria feliz se tudo isso jamais tivesse acontecido. Seria feliz se o Brasil não tivesse sido assaltado e vilipendiado ao longo dos tempos e, em especial, na maior fraude de nossa História que foram os últimos 14 anos. Mas há esperança, sim. Políticos, alarmai-vos, porque a Justiça, em especial Sergio Moro, está criando uma nova mentalidade no povo brasileiro, até nos mais jovens. Vamos exigir um novo País. Limpo!

ADALBERTO A. PEREIRA JUNIOR

aaopjr@gmail.com

São Paulo

Marcação cerrada

Lula, Mantega, Palocci... Nesse ritmo, o ‘Bessias’ que se cuide.

MARCOS CATAP

marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

Francenildo Costa

A defesa de Antônio Palocci afirma que a prisão do ex-ministro é coisa de ditadura. Mas, e o caso do caseiro dele foi o quê?

MILTON BULACH

mbulach@gmail.com

Campinas

‘ATITUDES FASCISTAS’

Aqui se faz...

Por mais que sejam reprováveis hostilidades como as que sofreu o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), lembro que essas ações sempre foram corriqueiras dos petistas contra seus adversários.

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

ELEIÇÃO MUNICIPAL

Cidade infeliz

Desde 1930 e principalmente a partir de 1937, durante o abominável regime fascista do Estado Novo de Getúlio Vargas (hoje exaltado pela nossa esquerda sem memória), tão execrável quanto a ditadura militar de anos mais tarde, São Paulo foi governada várias vezes por prefeitos impostos pelos donos do poder da República. Quando pôde escolher livremente seu prefeito, a cosmopolita população paulistana, iludida por demagogos e oportunistas, votou mal e elegeu, salvo honrosas exceções, políticos sem condições de administrá-la. Sem ter um plano diretor global e suprapartidário de longo prazo, desprendimento utópico impossível neste paraíso de oportunistas políticos, como exige uma metrópole do seu porte, a maior cidade do País segue crescendo aos trancos e barrancos, ao sabor de premissas errôneas, fantasiosas e até desonestas. Para nossa desgraça, ainda nas garras do irresponsável e incompetente lulopetismo, do qual anseia libertar-se, São Paulo está condenada a continuar nas mãos da mediocridade populista dos candidatos atuais, como bem mostra Uma eleição melancólica (25/9, A3). Só nos resta votar no “menos pior”, reféns que somos da nossa peculiar democracia, em que muitos políticos visíveis e dissimulados, fartos de regalias e benesses, continuam a agir legislando em proveito próprio.

ARNALDO A. FERREIRA FILHO

amado1930@gmail.com

São Paulo

Mediocridade geral

Parabéns pelo editorial Uma eleição melancólica. Um dos melhores que já li no Estado, expõe bem a mediocridade dos candidatos a prefeito. Uma pena que a maior cidade do Brasil, que vem de uma administração desastrosa, tenha candidatos tão ruins ou até piores que o atual prefeito, dos piores que já ocuparam o cargo. De fato, o jeito é votar no “menos pior”, o que é muito pouco. E o nível dos candidatos a vereador não é muito diferente.

ALEXANDRE FONTANA

alexfontana70@yahoo.com.br

São Paulo

Raposa no galinheiro

Em apoio a Fernando Haddad, o pior prefeito, que desbancou até Celso Pitta, Lula disse que eventual vitória do candidato tucano é o mesmo que colocar uma raposa no galinheiro. Por falar em raposa, os brasileiros conhecem uma que engordou como nunca durante 13 anos e agora vai ficar em jejum por bom tempo.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Descenso

Anteriormente, o voto cativo do PT era da ordem de 30%. Nestas eleições deve ficar ao redor de 10%-15%, se tanto. Se houver antídoto para retirar desses remanescentes o que há de lavagem cerebral, fica ainda menor. Não que a filosofia básica por trás do partido seja ruim, a sua aplicação é que tem sido daninha.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

Vale-tudo eleitoral

Como divulgado no Estadão de domingo, a soma das promessas eleitorais dos candidatos a prefeito atingiria a absurda marca de R$ 29,6 bilhões só em São Paulo. Que tal o TRE gravar tais promessas e, se não cumpridas, efetivar a perda do mandato do eleito? Com medidas desse tipo, tenho certeza que ao menos diminuiriam as mentiras com que tentam ludibriar o eleitorado.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Mudanças no ensino médio

Concordo plenamente com o editorial Urgência e relevância do ensino (25/9, A3). A medida foi corajosa e efetivamente necessária, independentemente de opiniões outras. Importante ainda que os futuros prefeitos comecem a pensar em oferecer o ensino fundamental II (a partir do 6.º ano) às nossas crianças, o que já é feito em algumas cidades.

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE

mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

JOGO SUJO

Doping olímpico

Estarrecedoras as revelações do investigador Richard McLaren à reportagem do Estadão sobre o doping nos esportes olímpicos, coisa de encabular a Fifa. Não que no futebol falte gente mal-intencionada, a sorte é que não há droga que faça um cabeça de bagre virar Pelé.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

“Tantas prisões e continua faltando alguém em Curitiba...”

DILON OTAVIO DOS SANTOS / MARÍLIA, SOBRE A OPERAÇÃO LAVA JATO

“Sejamos criativos: o que merecem os ladrões do erário?”

MYRIAN MACEDO / SÃO PAULO, IDEM

myrian.macedo@uol.com.br

“E quando os ministros de Temer vão aprender a se calar?”

ROBERT HALLER / SÃO PAULO, SOBRE OS BOQUIRROTOS 

robelisa1@terra.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

OPERAÇÃO OMERTÀ

A bomba da segunda-feira foi a prisão (tardia), na 35.ª fase da Operação Lava Jato, a Operação Omertà (termo napolitano que significa "voto de silêncio" e era usado pelos mafiosos como código de honra), de Antonio Palocci, que no período em que ocupou o Ministério da Fazenda e, depois, a Casa Civil acumulou uma ficha corrida de fazer inveja a qualquer magnata: vantagens fiscais da Medida Provisória 460/2009, fraude para empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para Angola, fraude nas licitações da Petrobrás para a aquisição de 21 navios-sonda, e por aí vai, envolvendo propinas da Odebrecht que favoreceram principalmente ele mesmo, seus auxiliares diretos e o Partido dos Trabalhadores (PT), claro, durante o governo Lula. E agora, Palocci, sem o caseiro Francenildo, quem será o abnegado da vez? É bastante óbvio que, no dia 5 de outubro, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar o "trânsito em julgado", tenha em mente que a Nação não suporta mais esperar pela condenação dos bandidos da Corte. Todos os dias agradecemos a Deus por termos o juiz Sérgio Moro e a "República de Curitiba", por meio de quem a justiça está sendo feita no País. "Libertas quae sera tamen!" (Liberdade, ainda que tardia!). 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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A VEZ DE PALOCCI

E, finalmente, a Justiça começa a atingir o ex-ministro Antonio Palocci, corrupto de primeira hora do governo petista. Ele e seu grupo político são acusados de criar vantagens e favorecimentos à empreiteira Odebrecht, com a contrapartida de obtenção de vultosos recursos financeiros visando não só à consolidação do projeto de poder do partido, como ao enriquecimento pessoal. Pesa contra ele, também, a influência no BNDES, de aumentar linhas de crédito para país africano com o qual a citada empresa mantinha transações comerciais, e a interferência em licitações para aquisição de navios-sondas para o pré-sal. Espera-se que a população se convença de que as alegações de vitimização encenadas pelos cardeais do Partido dos Trabalhadores (PT) por ocasião das movimentações envolvendo o ex-ministro Guido Mantega, aliadas às tentativas de esvaziar as ações mediante declarações dando conta de que os promotores promovem espetáculos, juntamente com a ação ora deflagrada, não têm relação com atos desumanos realizados em hospitais, mas com o restabelecimento de um nível mínimo de ética nas relações de poder, que, em última análise, resultará em benefícios para a sociedade como um todo.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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A LIMPO

 

A PF realizou a 35.ª fase da Operação da Lava Jato, que leva o nome de Omertà, cumprindo diversos mandados de prisão, inclusive o que determinou a prisão do ex-ministro Antônio Palocci, suspeito de negociações com a Odebrecht, porquanto manteve negociações diretas com o comando da empreiteira especialmente para a obtenção de benefícios fiscais em troca de numerário para o PT, além de outras injunções com o fito de obter vantagens financeiras com troca de favores e vantagens, principalmente no ano de 2009, ainda no governo Lula. Sem dúvida, a trajetória da Lava Jato está passando o Brasil a limpo, servindo a sua atuação para exemplo aos brasileiros.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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NÃO ATENDAM À CAMPAINHA

Qual será, agora, a explicação que a tigrada do PT vai dar sobre a prisão de Antonio Palocci, o corrupto de carteirinha? Na lista, dentre tantos outros, Erenice Guerra, amiga "intima" de Dilma, e Luciano Coutinho. Portanto, a ordem é não mais atender à campainha! Aliás, Alexandre de Moraes, ministro da Justiça de Temer, perdeu uma boa chance de ficar calado, não é mesmo?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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COMPARAÇÃO

Podemos afirmar com certeza que o montante que o ex-ministro Antonio Palocci diz ter recebido a título de assessoria é tão "verdadeiro" quanto as palestras proferidas por Lula. 

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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O PT COMO SÍMBOLO

Ouvi uma entrevista na rádio CBN com o cientista político Carlos Melo, professor do Insper, e fiquei surpresa ao ouvir seus comentários. Perguntado sobre a atuação da 35.ª fase da Lava Jato, denominada Omertà, cujas investigações culminaram com a prisão do ex-ministro Antonio Palocci, homem forte nos governos Lula e Dilma. Disse o professor: "A Lava Jato centra seus holofotes no PT, apesar de ter outros partidos envolvidos". Concordo, há muitos partidos envolvidos, mas o mais grave foi a sua explicação: "É porque o PT é um símbolo". Símbolo de quê, professor? Símbolo da corrupção, do maior assalto aos cofres públicos e responsável pela pior crise institucional e moral, além de econômica e ética de que se tem conhecimento no Brasil? Decepcionante que um professor e cientista político faça uma defesa ideológica do PT, partido que perdeu todas as condições morais, visto que todos os homens fortes do governo ou estão presos ou a caminho da prisão. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A CÚPULA

Mais um petista envolvido no esquema de corrupção e propinas do governo PT. Óbvio. Achar que o alto escalão do governo não estava envolvido é achar que existe Papai Noel. Mais um. Agora, o sr. Antonio Palocci. Vamos ver onde vai parar. E viram onde ele foi preso? Na sua casa nos Jardins, bairro nobre da capital paulista. Ué, mora nos Jardins? E o discurso deles contra as "zelites"? Ah, sim, me esqueci: só vale para ganhar os votos das comunidades, das classes C, D, etc. Apontem-me um, pelo menos um, da cúpula petista que more na periferia, nas comunidades. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ATUALIZAÇÃO DE IDEÁRIO

O que acha o PT do resultado das investigações sobre os múltiplos desfalques que assolaram o País e que apontam para os seus militantes? Por que o partido se recusa a condenar o imenso mal que foi feito pela "propinocracia" à Nação? E por que não expulsa de seus quadros aqueles contra os quais houve condenação na Justiça nesse sentido? Por acaso a luta contra a corrupção deixou de fazer parte de seu ideário? 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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LAVA JATO, NOVA FASE

Pelo andar da carruagem, haverá alguém para apagar a luz da sede do partido?

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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ATÉ ONDE?

Nosso país está sendo passado a limpo, quer queira ou não o lulopetismo (sinônimo do maior desastre social, econômico e administrativo que qualquer país no concerto das Nações possa ter sentido nestes últimos tempos). Inconcebível que ainda existam parcelas da sociedade, artistas (os que perderam a "boquinha", alguns membros do Judiciário, professores, estudantes e ideólogos que teimem em advogar favoravelmente a essa cornucópia de mazelas, falcatruas e mentiras deslavadas que está sendo posta a nu pela Lava Jato. Com a prisão preventiva de personagens do alto grau de representatividade nas hostes petistas, o povo brasileiro só aguarda até onde pode chegar essa cavocada. As minhocas já apareceram, agora só falta o "minhocuçu".

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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ELOGIO

No programa "Bom dia Brasil" de ontem, Miriam Leitão afirmou, candidamente, que Antônio Palocci foi um ótimo ministro da Fazenda.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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ALGEMAS DOURADAS

Seguindo a hierarquia dos presos na Operação Lava Jato, com a prisão do ex-ministro Antonio Palocci, só falta mais um para passar a régua.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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OPERAÇÃO LAVA JATO

Piano piano si va lontano.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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DEPOIS DE PALOCCI...

E a Erenice, já está madura?

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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CERCO FECHANDO

O cerco se fecha implacavelmente. Mais um "figurão" do PT foi para trás das grades. Desta vez foi o senhor Antônio Palocci, conhecido no meio criminoso como "o italiano", um dos mais influentes e poderosos membros do partido. É como andam dizendo por aí: a Operação Lava Jato está comendo pelas beiradas e logo, logo, chega ao centro. Cá entre nós, a Nação espera ansiosa por este dia.

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Luis Fernando Santos luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

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LAVAGEM

Agora, aos domingos, políticos e empresários que têm algum envolvimento com propinas, caixa 2, lavagem de dinheiro e demais crimes objeto de investigações pela Lava Jato vão dormir sobressaltados. Quase toda segunda-feira surge a notícia de algum notável preso. Desta vez foi o ex-ministro Antonio Palocci, na 35.ª fase da Operação Lava Jato, operação denominada Omertà. Como num jogo de xadrez, a derrubada de peças próximas ao rei, bispos, torres e cavalos, propiciam o xeque-mate de um dos contendores, Sérgio Moro, versus Lula. Guido Mantega, Antonio Palocci, Erenice Guerra e Luciano Coutinho podem muito bem ser comparados às peças-chave do tabuleiro. Parece que o nome Lava Jato foi muito bem escolhido, porque ela está lavando a cena política e empresarial da sujeira que fervilha por todo o País. A justiça brasileira, que se espelha na Operação Mãos Limpas, da Itália, está prevenida contra os políticos que desejam repetir o comportamento dos italianos corruptos criando leis que possam desidratar o trabalho dos procuradores do Paraná. O aprendizado com a história da Mãos Limpas, junto com o das delações premiadas da justiça americana, está rendendo frutos aos cidadãos brasileiros e plantando a esperança de melhorar a qualidade dos governantes. Outra ferramenta essencial da Lava Jato é a divulgação, publicidade e transparência dos passos da força-tarefa, para obter o apoio da opinião pública, pressão popular e evitar que as figuras públicas investigadas obstruam o trabalho dos magistrados.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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O MINISTRO E A LAVA JATO

Acho difícil falar de Alexandre de Moraes, atual ministro da Justiça. Expressa a opinião de muitos a fala do subprocurador-geral da República, na matéria de ontem intitulada "Ministro antecipa ação da Lava Jato" (26/9, A9), que aponta apenas duas alternativas: "Ou é incapaz ou é irresponsável". Verdade. Estranha quem entra no Wikipedia e lê sobre a vida acadêmica e profissional do ministro da Justiça: primeiro colocado no concurso para ingresso no Ministério Público (MP) em 1991; em 2002, pediu exoneração do MP e, a partir de então, ocupou cargos importantes no Executivo. Deixou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para compor o Ministério de Michel Temer. Tem diversas obras, mas ainda seu best-seller é "Direito Constitucional", 32. ed., Atlas. O.k., posto isso, retorno à pergunta: incapaz ou irresponsável? Eu acho que as duas classificações cabem bem ao ministro da Justiça. Apesar de ser um grande constitucionalista, ex-advogado de figurões, bom docente, não sabe se comunicar, como sói no governo Temer. Então se mostra incapaz ao entender que sua pavonice não é percebida pela sociedade. Suas declarações sobre terrorismo, às vésperas da Olimpíada, foram duramente criticadas; sua ida ao Paraná, em junho, para ver Sérgio Moro; enfim, ele joga para o povo ver, e, neste ponto, temos que, além de incapaz (já que o povo não é tolo), é irresponsável, na medida em que publiciza informação privilegiada sobre as operações da Lava Jato. "Teve a semana passada e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim", disse ele no domingo, em Ribeirão Preto (SP), cidade de Antonio Palocci. "Vão se lembrar de mim", o que significa isso?! A mim está bastante claro que está aparecendo para o Brasil, vez que só São Paulo o conhecia no exercício de cargo público, visando às eleições de 2018. E, então, refutaria os adjetivos "incapaz" e "irresponsável" para entendê-lo mal intencionado e oportunista. Ministério não é - ou não deveria ser - palanque eleitoral.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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'BOCA MOLE'

O ministro da Justiça, Alexandre de Morais, demonstra que a sua vaidade é maior do que a sua responsabilidade pelo cargo que ocupa. Caso contrário, em sua passagem por Ribeirão Preto (SP) no domingo, não teria projetado novas ações da Lava Jato, como afirmou: "Teve a semana passada e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim". Ora, Ribeirão Preto é a terra de Antônio Palocci, o mesmo ex-ministro de Lula e Dilma que acaba de ser preso pela Polícia Federal na 35.ª fase da Lava Jato. E o ministro da Justiça, "boca mole", não somente deu munição para que petistas se sentissem perseguidos, como também irritou o comando da força-tarefa da Lava Jato, como deixou transparecer durante a entrevista que concedeu aos jornalistas. E com o presidente Michel Temer não foi diferente, que também repreendeu Moraes, assim como tem feito com outros ministros que falam demais e em hora errada...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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REPREENSÃO

Foi muito estranha a reação do presidente Temer à operação da Lava Jato que prendeu Antonio Palocci, mais um da quadrilha petista. De que lado está o sr. presidente? Estas operações têm de acontecer de surpresa mesmo e sem aviso prévio. Afinal, estamos passando o Brasil a limpo, sr. Temer. E ainda falta muita gente e o chefão de todos. O País está aplaudindo a Polícia Federal e o juiz Sérgio Moro.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

  

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POLÍCIA OPORTUNISTA

O jogo de cena continua com as ações empreendidas pelos organismos oficiais que atuam na Lava Jato. E, sintomaticamente, o atual ministro da Justiça deu a entender que realmente está em andamento um processo de desgaste político do ex-presidente Lula. Ele antecipou, numa reunião com um movimento de oposição ao ex-presidente, que "esta semana vai ter mais". E, no dia seguinte, sai o mandado de prisão do ministro Palocci. Até quando vamos conviver com esse estilo policialesco oportunista?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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'PREOCUPANTE'

Para José Roberto Batochio, advogado de Palocci, é "preocupante" o fato de o ministro da Justiça ter recebido informações prévias sobre a Operação Omertà. Eu não vejo nada de preocupante ou anormal, afinal de contas, o ministro da Justiça é o chefe da Polícia Federal. Anormal seria se o ex-ministro Palocci tivesse sido informado antes da chegada da PF. Eu também não entendo por que tanto barulho sobre as declarações do ministro da Justiça, pois ele apenas deixou bem claro para a mídia e para a sociedade que a Polícia Federal trabalha e irá continuar trabalhando sem interferência do governo e que ninguém irá atrapalhar a Operação Lava Jato. Excelente, já que a Lava Jato segue firme e forte, então por que a mídia não se preocupa mais com o Congresso Nacional? Por que os repórteres não vão verificar o que os "nobres" deputados e senadores estão fazendo desde a votação do impeachment de Dilma Rousseff? Por que tudo o que é importante votar para tirar o nosso país do fundo do poço não está sendo votado, e, sim, sendo adiado para 2017? Isto, sim, é preocupante: o marasmo do Congresso Nacional e algum golpe baixo do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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PIADA

Ora tenham dó! Quem não sabe que amanhã, na próxima semana e no próximo mês vai ter Operação Lava Jato em ação e que haverá muitas prisões da Polícia Federal? Dizer que o ministro da Justiça antecipou a informação é piada. Que ele deve falar menos, concordo, mas querer dizer que ele avisou e que teve vazamento é coisa de quem ainda pensa em esconder o sol com peneira.

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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DESPREPARADO

Compactuo com a senadora Vanessa Grazziotin contra o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, mas não pelo motivo torpe que defende. Mas, sim, pelo aparente "despreparo" do ministro desde que assumiu o cargo. Sua fala destrambelhada no domingo chegou a eclipsar a Operação da Lava Jato de segunda-feira. Ele está sempre querendo aparecer na mídia. Fala de maneira fraca, insegura e sem muita convicção.  Alexandre de Moraes pode até ter sido um excelente secretário da Segurança Pública de São Paulo, mas é despreparado para cargo de ministro. Foi um salto alto demais para quem vinha apenas iniciando. O presidente Michel Temer deveria substituí-lo, e urgentemente. Um ministro muito língua solta, que causa polêmicas desnecessárias.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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COMUNICAÇÃO

Só falta a Michel Temer dizer aos ministros: "Calem a boca, Magdas!".

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CONTENHAM-SE

Senhores ministros, colaborem melhor com o governo e com o Brasil, contenham-se. A soberba, a vaidade e a arrogância não os tornam virtuosos.

Fernando P. Junior fernandopastorejr@gmail.com

São Paulo

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GOVERNO TEMER

O governo Temer continua perdendo pontos com a desastrada declaração do ministro da Justiça. Em compensação, deve ter recuperado outros tantos com as críticas que recebeu de Faustão no domingo.

Rubens Tarcísio da L. Stelmachuk rtls@bol.com.br

Curitiba (PR)

 

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O ELO PERDIDO

A prisão temporária e depois revogada do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega não deixa de ser mais uma ovelha negra para Lula contar em suas noites de insônia. Não é para menos. O protagonista da Operação Lava Jato da semana passada foi o czar, o guardião das chaves do Tesouro durante quase nove anos, envolvendo os dois governos petistas. Além disso, foi presidente do BNDES e do Conselho de Administração da Petrobrás, pontos nevrálgicos das investigações. Para "averrumar" ainda mais os dois neurônios do ex-presidente, o "corrupto e o corrupteco", Mantega não tem a mesma ginga política de José Dirceu para encobrir falcatruas e poderá a qualquer momento soltar o pino da granada e distribuir estilhaço para todo lado, de São Bernardo ao Rio Grande do Sul.  Portanto, o elo, o duto que faltava entre a Petrobrás e o Palácio do Planalto foi descoberto, e vai explicar, com certeza, as facilidades do escoamento de bilhões de reais que deixaram a maior estatal brasileira à mingua. Bons sonhos, alma mais honesta do País!        

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 

Jundiaí

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DESUMANIDADE

Muito se falou sobre a atuação "desumana" da Polícia Federal e do juiz Sérgio Moro em relação à prisão temporária do ex-ministro Mantega enquanto sua esposa - sem que a Polícia Federal ou o juiz soubessem - se encontrava hospitalizada. Embora discutível, a crítica é procedente. É preciso, no entanto, colocar os pingos nos "is". Se comprovada a denúncia do empresário Eike Batista de que Mantega pediu "um pagamento de R$ 5 milhões no interesse do Partido dos Trabalhadores", tamanho absurdo seria mais uma prova contundente da "corrupção de Estado" que o PT implantou para se perpetuar indefinidamente no poder. Se houve desumanidade para com o ex-ministro, a do PT para com o povo brasileiro foi infinitamente maior. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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ABAIXO-ASSINADO

Desta vez o chamados intelectuais do País se manifestam por meio de abaixo-assinado contestando a prisão e soltura do ex-ministro Guido Mantega. Melhor seria a esses manifestantes, mostrando-se tratar de manifestação do intelecto, que o fizessem em razão da balbúrdia executada pelo petismo no governo e tendo referido ex-ministro o executor do solapamento das contas públicas, bastando se interessar. Ou isso nada importa para essa intelectualidade? Permitindo supor saudosos da esbórnia e os próprios beneficiados por aqueles a quem pretendem proteger.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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QUESTÕES HUMANITÁRIAS

Lula não pensou duas vezes em transformar seu ex-ministro da Fazenda Guido Mantega (responsável pela ruína das finanças do País) em vítima do juiz Sérgio Moro, que, após ter expedido ordem de prisão contra ele, acabou revogando a decisão por questões humanitárias (a mulher de Mantega passava por uma cirurgia de câncer no momento da prisão). Lembrando o caso da dona da boutique Daslu, quando Lula na época ocupava o cargo de presidente, "elle" não demostrou ter a mesma preocupação com o lado humano da empresária, que, mesmo passando por tratamento de câncer avançado, foi presa com grande alarde, numa operação hollywoodiana com direito a helicóptero e policiais sendo televisionados ao vivo ao prendê-la. A empresária veio a falecer após aquele espetáculo de pirotecnia, para grande júbilo de Lula & sequazes, que consideravam a empresaria um símbolo da odiada elite paulistana. É engraçado observar como estes assaltantes do Brasil que dilapidaram o patrimônio público sob as ordens do "general da corrupção", título dedicado a Lula pelo procurador da Lava Jato, tratavam seres humanos com dramas semelhantes de formas tão diferentes.

Paul Forest paulforest@uol.com.br

São Paulo

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É A LEI

Fiquei um tanto decepcionado com o juiz Sérgio Moro ao revogar a prisão do sr. Guido Mantega. Os argumentos utilizados para tanto são injustificáveis, pois "dura lex, sed lex". Guido Mantega quebrou o Brasil e a Petrobrás. Rico, sem sofrer as agruras pelas quais passam os brasileiros desempregados, sua prisão é uma questão de saneamento político e moral.

Abdiel Reis Dourado abdiel@terra.com.br

São Paulo

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ESCLARECIMENTO

A filha de Guido Mantega declarou que a sua mãe foi ao Hospital Albert Einstein apenas fazer uma endoscopia. Se for essa a verdade, ela deve ser esclarecida e o PT, deixar de fazer uma verdadeira novela sobre a prisão do ex-ministro Mantega. Chega de tumultuar, o País está precisando de tranquilidade.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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CONTINUIDADE

A iniciativa do juiz Sérgio Moro ao determinar a soltura de Guido Mantega na semana passada tendo em vista razões humanas, de ordem pessoal, merece nossa concordância. Todavia, é importante que a sequência da Operação Lava Jato tenha continuidade. Os motivos que determinaram a prisão provisória de quem, por tantos anos, não só foi o braço direito do sr. Lula da Silva, bem como ocupou cargos de extrema relevância de vários governos petistas, com as consequências que quase destruíram os alicerces econômico-sociais do Brasil, precisam fazer com que a investigação continue. É necessário preservar o pente fino para colocar na cadeia todos os que tanto mal fizeram ao povo brasileiro.

Luiz A. Garaldi de Almeida lagaraldi@uol.com.br

São Paulo

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ENVOLVIMENTO DO 1.º ESCALÃO

As revelações da 34.ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na semana passada e denominada Arquivo X, constituem mais uma prova do modus operandi dos governos Lula e Dilma. Se de fato o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega solicitou doação de R$ 5 milhões ao empresário Eike Batista, como contrapartida ao contrato de US$ 922 milhões firmado entre o consórcio do qual a OSX fazia parte e a Petrobrás, a definição "projeto criminoso de poder", de autoria do ministro Celso de Mello (STF), é a que melhor define o PT. Afinal, fica cada vez mais difícil de crer que alguém do primeiro escalão dos governos do PT não estivesse metido na tramoia... Dilma e Mantega não só quebraram a economia brasileira com a dita "nova matriz econômica" - crime para o qual não há previsão penal -, como também participaram do maior assalto aos cofres públicos de que se tem notícia. A cadeia os espera! 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

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'A LAVA JATO FICA E A TIGRADA PASSA'

O editorial "A Lava Jato fica e a tigrada passa" ("Estadão" de 24/9, A3) menciona "a alegria e orgulho dos brasileiros honestos", no bojo de excelsa avaliação da marcha saneadora desencadeada pelos organismos democráticos contra a corrupção oficial. E encerra com otimismo pela possível permanência do processo para livrar o aparelho estatal de suas enfermidades institucionais. É oportuno solidarizar com as ideias contidas naquele texto. No livro "Trópicos utópicos", mercê de uma minimalista e cirúrgica análise do pensamento ocidental e mundial, Eduardo Giannetti cogita de uma civilização brasileira baseada "na biodiversidade da nossa geografia e a na sociodiversidade da nossa história". Ele conquistou o mérito de pensar o Brasil, mas tudo indica que optou por ignorar o varejo atual: o que líderes da maioria dos partidos políticos estão aprontando nos recônditos do metabolismo sócio-político e econômico ancorado em Brasília. Não há diversidade. O padrão comportamental é similar, numa parcela expressiva da extrema esquerda à extrema direita - se é que podemos caracterizar dessa forma esses canalhas da falsa representação popular nos poderes da República. Há esperança? Claro! Assim, para começar, os bandidos, os corruptos e os desonestos de quaisquer longitude e latitude devem ser perseguidos pela Justiça, pelo sistema democrático e pelos que prezam a decência, a moral e a ética - enfim, por todo o aparato do Estado, com a finalidade precípua de proteger os cidadãos que conformam a sociedade e a Nação brasileiras. Essa atitude e aspiração têm fundamento não apenas nos enormes prejuízos causados ao País, mas também no fato de que os políticos corruptos não se importam nem mesmo com a desmoralização de suas próprias famílias. De forma inequívoca, constata-se que eles envolvem despudoradamente esposas, filhos e filhas no mar de lama em que não hesitam em chafurdar. Não há limite para a ação criminosa desses líderes. Nesse sentido, avante, Polícia Federal, Ministério Público da União, Receita Federal e Justiça Federal! E sejam implacáveis com a corja que dominou as altas esferas governamentais da República; sejam implacáveis com todos os que zombam, desrespeitam, desmoralizam o bom senso, a lógica, a razão, a justiça e a emoção das pessoas de boa-fé! Do êxito da ação institucional em curso poderá prevalecer - em oposição ao histórico e duradouro varejo - a diversidade histórica que o sr. Giannetti está propondo como fundamento de rumos próprios para o Brasil. Imagino que a visão que seu talento explicita não é apenas uma brincadeira utópica de uma mente grandiosa: é um sonho a perseguir, durante todo o tempo, em todos os lugares e por todos os cidadãos, com coragem, pertinácia e comprometimento.

Aléssio Ribeiro Souto souto49@yahoo.com

Brasília

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ARENA ITAQUERA

 

Insere-se o grande estádio de futebol do Corinthians no capítulo do lulopetismo, BNDES, tal como nos poços malogrados de Eike Batista. Já que esconder mais coisas é praticamente impossível, o clube assume uma dívida impagável e vende importantes atletas cujo resultado financeiro nem sequer se aproxima de suas obrigações, que pretendiam esconder. O reflexo sobre o desempenho da equipe é inevitável e uma marmórea fidelidade se rompe, como se vê do reduzido número de torcedores no estádio. Fidelidade que se dissolve; há algo de bom, porquanto uma imensa massa de torcedores, que tem no futebol seu único lazer, submete a emoção ao espírito crítico de uma população que o adotou, malgrado as dores provocadas pela alegria ausente. 

  

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Estamos na reta final da campanha eleitoral. No domingo os brasileiros irão decidir quem ficará responsável pela administração de seus municípios. Temos visto até aqui muitas promessas, muitas delas, inclusive, bem distantes do que os cofres públicos poderão suportar. Vejamos, por exemplo, a excelente matéria publicada pelo "Estadão" que diz que as promessas feitas pelos principais candidatos à Prefeitura de São Paulo custariam ao erário quase R$ 30 bilhões. Em plena recessão econômica e com queda constante na arrecadação, alguém acredita ser possível elevar os gastos nesse montante? Ficaríamos, novamente, na velha desculpa de que agora que foi constatado a perda de receita e existe a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O caso paulistano não é único. Verifica-se o mesmo vício em vários outros municípios brasileiros, onde os candidatos enganam ou iludem a população da forma mais escancarada possível. Quando alguém tenta questioná-los acerca da inviabilidade das medidas e apontam-se os motivos para tal indisposição, os candidatos o chamam de oposicionista barato. Neste domingo precisamos ir às urnas com consciência e senso de responsabilidade. Que a democracia saia vitoriosa e que as nossas cidades tenham, de fato, bons e competentes gestores públicos.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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UMA ELEIÇÃO MELANCÓLICA

A pergunta que o eleitor ou eleitora deve se fazer é: "Você daria uma procuração com plenos poderes para o candidato ou candidata a prefeito e o candidato ou candidata a vereador de sua cidade?". Na dúvida, vote 99 e confirme e, em seguida, 99999 e confirme. Anule o seu voto.

Mário Luiz Lúcio mllucio@yahoo.com.br

São Paulo

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AS ELEIÇÕES, A POLÍTICA E A CIDADE

O professor Marco Aurélio Nogueira usou o espaço da coluna que lhe confere o "Estadão" para aconselhar os eleitores paulistanos a votarem, após refletirem sobre o assunto, presumivelmente aproveitando da algaravia que publicou sob o título "São Paulo: as eleições, a política e a cidade" (24/9, A2). Abusando da terminologia acadêmica, preencheu seu espaço com: "conservadorismo adocicado, polo progressista, esquerda democrática, generosidade para empoderar os cidadãos" e outros tantos lugares comuns do discurso populista, anticonservador e antiliberal. A maior pérola e que demonstra o desapreço de certos estamentos socioculturais pela excelência é a declaração sobre o governo da cidade: "Quanto mais puderem ser governadas democraticamente, ou seja, a partir de baixo, com todos, de modo transparente, segundo regras claras e critérios de justiça e igualdade, mais chances terão de se converter num locus de convivência para seus habitantes". Foi com conceitos semelhantes que o populismo trouxe a Nação ao estado de quase insolvência em que nos encontramos. Será que há quem deseje o mesmo para São Paulo? Melhor é aceitar o conservadorismo adocicado ao fel do social-populismo.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas 

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VOTO DEFINIDO

Pelo que entendi do texto do professor Marco Aurélio Nogueira, que sugere a reflexão dos eleitores até 2 de outubro, ele já definiu o seu voto. Fala de correlação de forças, como estivesse numa assembleia sindical ou estudantil. Como bom intelectual de esquerda, tenta simplificar a política em dois polos - conservador e progressista -, como se não houvesse vida fora deles. Como esperado: define o conservadorismo como retrógrado e apenas o progressismo pode nos trazer o desenvolvimento e bem-estar. Parece que esteve ausente do nosso país nos últimos l3 anos - se esteve por aqui, sua digressão é falsa e, portanto, equivocada. Esquiva-se em reconhecer que na gestão pública (ou privada!) o que define o bom administrador; primeiro, é a sua competência; depois, a honestidade, sempre aliadas ao descortino de eleger as prioridades em benefício exclusivamente do povo que o elegeu. Não precisa ser eleitor em São Paulo para vislumbrar a principal carência da "pauliceia". Simples, não?

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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DIÁLOGO

Em artigo publicado no "Estadão" dia 24/9/2016 (página A2), "São Paulo e as eleições e a cidade", o professor Marco Aurélio Nogueira foi extremamente condescendente, citando a esquerda por meio de dois candidatos que temos de deduzir quais são. Afinal, professor, a qual esquerda o senhor está se referindo? E, subentendendo que seria a solução para a nossa cidade, pois com a união desta mesma esquerda haveria um diálogo com todos os setores que compõem e formam a cidade de São Paulo. Estranhamente, o professor passa suave e rapidamente ao citar os enormes escândalos de corrupção a que esta pretensa esquerda está envolvida no âmbito tanto federal como estadual e municipal e também descarta a possibilidade de uma boa gestão dos candidatos chamados conservadores - e, afinal, por que estes não poderiam fazer uma boa administração na cidade de São Paulo? O prefeito que está terminando a sua gestão, que no mínimo podemos classificar de "bizarra", na verdade não teve diálogo com nenhum grupo expressivo da nossa megalópole. Professor Marco Aurélio, saia do armário e assuma claramente sua posição ideológica.

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

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FORA DAS URNAS

A eleição no Estado do Rio de Janeiro está sendo decidida a bala. O candidato que sobrar será eleito.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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A ESTREIA DA REDE

Peço máxima vênia ao grande autor e cantor baiano Dorival Caymmi para, humildemente parafraseando sua canção "Marina morena", referir-me à notícia de domingo do "Estadão" (25/9, A8), sobre "a estreia eleitoral" do partido Rede, lançando como candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro Alessandro Molon, apoiado por Marina Silva, fundadora do aludido partido e em cuja campanha visitou 42 cidades: "Marina, morena, Marina, você se enganou". Não deite na rede que você mesma armou. Seus ganchos são fracos e ela pode se dar mal, em sua primeira disputa, "patinando na estreia eleitoral".

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

         

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INFLAÇÃO BAIXANDO?

Alegando inflação mais baixa, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou em Nova York que tal fato aumentara as apostas de que o corte de juros se aproxima. O eventual recuo da inflação não se caracteriza, neste caso, pois a realidade é outra. É sabido que temos milhões de desempregados, comércio falido, serviços paralisados, grandes magazines fechando, supermercados desativados, etc. Portanto, a população parou de comprar por falta total de dinheiro, e por sua vez os comerciantes baixaram seus preços para ao menos tentar girar suas mercadorias e desovar seus estoques. Isso é inflação baixando, onde?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A FARSA DOS JUROS

O segredo mais bem guardado no coração do Executivo é o seguinte: o sistema financeiro nacional quebrou. Façam as contas: 25% dos empréstimos corporativos estão tecnicamente inadimplentes. Não existe patrimônio líquido suficiente no sistema para suportar esse nível de desaforo. O que isso tem que ver com os juros? É ululante que essa política monetária não faz nenhum sentido para controlar a inflação num ambiente de depressão econômica. Os juros altos estão e continuarão conosco por mais tempo porque é a maneira que o Banco Central tem para disfarçada e fraudulentamente salvar o sistema. 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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CONCENTRAÇÃO DE MERCADO

Leio que Itaú e Santander disputam o Citibank. Aqui, banqueiro com qualquer partido no poder faz o que quer. As autoridades só chancelam. O cidadão perde opções. E ninguém sabe por que temos os juros mais elevados do mundo.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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CRÉDITO PARA MICROEMPRESAS

Sobre a matéria "Crédito seca para as microempresas" ("Estadão", 24/9, B3), os bancos dão um guarda chuva durante o sol, mas o tira nos dias chuvosos! Sempre foi assim...

Geraldo Fonseca Marcondes Jr gfonsecamarcondes@uol.com.br

Taubaté

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RESERVAS INTERNACIONAIS

Há algum tempo escrevi para o "Fórum" o seguinte: "Reserva - o que se poupa para só gastar nas ocasiões extraordinárias", defendendo a "queima" de parte das reservas brasileiras. Isso até os portadores de caderneta de poupança sabem. No domingo, ocasião ainda mais necessária, a coluna de Amir Khair, craque em "EconomiZAR", quantificou que, adotada tal medida, a economia poderá chegar a R$ 100 bilhões. Banco Central, Ministério da Fazenda e, se for o caso, Presidência da República, mexam-se.

Décio Ortiz decio.ortiz@uol.com.br

São Paulo

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PAZ NA COLÔMBIA

Cumprimento a Colômbia e o povo colombiano pelo histórico acordo de paz celebrado entre o Estado e os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), acabando com uma guerra de 52 anos que deixou milhares de mortos e muita violência. Demorou, mas, enfim, a Colômbia pode virar a página e se reconstruir como país, com paz, tolerância, democracia e liberdade.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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ALERTA NAS FRONTEIRAS

Com o acordo de paz finalmente celebrado entre o governo colombiano e as Farc - formadas por doutrinários da esquerda, entre comunistas ortodoxos e maoístas radicais -, após intermináveis 52 anos de violenta e sanguinária guerrilha urbana, que vitimou acima de 220 mil pessoas, mais de 25 mil desaparecidos e 5 milhões de desalojados, restarão cerca de 5 mil "combatentes-operadores" desempregados e um considerável arsenal de milhares de armas e munições intactas e prontas para uso. Que a Polícia Federal esteja alerta, vigilante e atenta na extensa e vulnerável área de fronteira seca do Brasil, por onde os armamentos poderão ser facilmente contrabandeados para municiar o muito bem estruturado e milionário crime organizado do País. Todo cuidado será pouco.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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REFUGIADOS

Enquanto a humanidade assiste atordoada ao maior drama humano da história recente, a ONU continua em debates e reuniões e medidas paliativas. Seres humanos estão sendo estuprados, metralhados e afogados na tentativa desesperada de fugir do inferno em que transformaram sua pátria. Só criando zonas de exclusão nos próprios países em conflito conseguiremos salvá-los. Será isso impossível? Por que esperar saírem de lá para lhes dar a mão? Quantos inocentes ainda terão de morrer?  

Itamar A. Inocêncio Pereira ii.pereira@uol.com.br

Pirangi

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