Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2016 | 03h07

IMPEACHMENT

O ‘tropeço’

O exmo. sr. ministro do STF Ricardo Lewandowski, em aula para futuros advogados formados pela USP, afirmou que o impeachment de Dilma Rousseff foi um “tropeço na democracia”. Sua Excelência que me desculpe, mas tropeço, para não dizer um palavrão, foram os 14 anos de roubalheira do PT no poder.

NELSON DO NASCIMENTO CEPEDA

fazoka@terra.com.br

São Paulo

Fatiamento

De fato, o ministro Ricardo Lewandowski, ao lamentar o processo de impeachment de Dilma Rousseff, classificou o episódio como um tropeço na democracia. Mas o impeachment está previsto na Constituição, o fatiamento da lei sobre ele é que não está! O ministro deixou de lado o compromisso como professor e professou como baluarte do PT. Infelizmente, é esse conceito de democracia que vemos difundido nas escolas. É obrigação do professor destacar não só pontos positivos do governo, mas também os negativos que tornaram necessário pôr a presidente para fora. É inacreditável que o ministro desconheça os problemas criados pela incompetência e pelas mentiras da presidente. O loteamento político das organizações do Estado (federais, estaduais e municipais, administração direta e indireta) pelos partidos torna-as ineficazes, ineficientes e corruptas, resultando nos serviços públicos e infraestrutura precários existentes. E a função do Congresso Nacional de fiscalizar as organizações do Estado é posta de lado em razão do loteamento. Cabe aos ministros do Supremo analisar e definir solução. Ou não?

DARCY ANDRADE DE ALMEIDA

dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

Espetáculo burlesco

A declaração do ministro Ricardo Lewandowski só pode ser levada a sério se ele se tiver referido ao fatiamento da pena acessória à da perda de mandato imposta a Dilma Rousseff, manobra burlesca conduzida por ele, sob os auspícios do presidente do Senado, Renan Calheiros, alvo de diversas investigações no âmbito da Lava Jato. Caso contrário, só pode ser entendida como outra galhofa de mau gosto do agora ex-presidente do STF.

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Tropicão?

Se o impeachment foi um tropeço, o que dizer, então, da falta de atitude do sr. Lewandowski quando ouviu, ainda como presidente do STF, o sr. Renan Calheiros dizer em alto e bom som, no microfone do Senado, durante a sessão de julgamento do impeachment, que ele conseguiu desfazer o indiciamento de certa senadora e seu marido no STF, era para ela estar presa... Sr. Lewandowski, isso foi o quê: um tropicão da democracia?!

ROBERTO V. FALCÃO

roberto.v.falcao@gmail.com

Curitiba

Mais ou menos democrático?

A declaração do ministro Ricardo Lewandowski de que houve um tropeço na democracia é admitir que alguém colocou o pé no meio do caminho do processo e houve o tropeço. Mas era justamente para evitar tropeços que o nobre ministro presidiu o processo. Quando ocorrem fatos como esse, nós, os brasileiros comuns, perdemos totalmente a confiança em tudo o que acontece em Brasília. E temos ainda esta eleição, ao estilo bolivariano, na base da bala!

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Campanha sangrenta

Há muito não presenciávamos uma campanha eleitoral tão sangrenta como esta, em que, desde junho, 28 candidatos foram assassinados, 14 deles apenas no Estado do Rio de Janeiro. Só na quarta-feira foram dois casos. Durante carreata na cidade de Itumbiara (GO), um servidor público local matou o candidato e ex-prefeito José Gomes da Rocha (PTB) e um policial – atingindo também o vice-governador José Eliton (PSDB), que está hospitalizado. E em Cuiabá o candidato a vereador pelo PTdoB Júlio da Power foi baleado e seu pai, morto. A mando de quem se cometem essas barbáries?! Será que o crime organizado quer a todo custo se infiltrar no comando das nossas prefeituras e Câmaras Municipais para fazer o mesmo que as quadrilhas montadas na era petista fizeram por 13 anos? Esses deploráveis assassinatos em série de candidatos não combinam com a democracia. É anarquia! Nossas autoridades precisam agir com muito rigor, antes que seja tarde.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Limpeza geral

A cidade de Guarulhos parece um feudo, está tomada por bandidos infiltrados na política, falsos profetas e empresários do mal. Um verdadeiro circo de horrores que, infelizmente, está provocando o terror. Tudo pelo poder. Até quando? Está na hora de a Operação Lava Jato entrar em ação e fazer uma limpeza geral para salvar o segundo maior município do Estado. Acabar de vez com essa corja maléfica e salvar o povo guarulhense desta triste e cruel decadência.

FLÁVIO PORTO GOMES CAMACHO

fpcamacho@bol.com.br

Guarulhos

Responsabilidade do eleitor

Com a aproximação das eleições, aqui vai um alerta: o ladrão é que escolhe as suas vítimas para roubá-las; já os políticos é você que escolhe para roubá-lo. Ou melhor, o seu voto pode fazer um ladrão virar político.

ARNALDO LUIZ DE OLIVEIRA FILHO

arluolf@hotmail.com

Itapeva

PATRIMÔNIO CULTURAL

Paulo Bomfim, 90 anos

O cronista, historiador, o amante de São Paulo, o poeta eclético que abraça o romantismo, mas flerta com o parnasianismo, dá as mãos ao modernismo, mas beija o simbolismo. Antônio Triste, mesmo 70 anos depois, sempre será o melancólico ser atemporal vagando na cidade grande. Armorial (1956), na inspirada expressão de Cassiano Ricardo, é “a volta proustiana ao passado”. Como gestor cultural, Bomfim palmilhou a senda de Mário de Andrade. Em breves dois anos no cargo de diretor do antigo Departamento de Cultura do Estado, promoveu as Semanas de Cultura no interior paulista, instalou mais de 50 bibliotecas, iniciou a reforma da Pinacoteca do Estado, promoveu inesquecíveis comemorações dos 50 anos da Semana de Arte Moderna e a última apresentação do lendário palhaço Piolin no vão livre do Masp. Ainda devemos a ele a consolidação do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. Paulo Bomfim, eterno menino de circunstanciais cabelos grisalhos, patrimônio cultural de São Paulo e do Brasil. E tesouro ético de todos nós.

JOSÉ D’AMICO BAUAB

josedb02@gmail.com

São Paulo

“Ledo enganowski, tropeço na democracia é a Constituição federal ser estuprada em rede nacional justamente 

pelo presidente do STF!”

SILVIO NATAL / SÃO PAULO, SOBRE O IMPEACHMENT DE DILMA

silvionatal49@gmail.com

“Agora o ministro Lewandowski tirou a máscara de vez”

LUIGI VERCESI / BOTUCATU, IDEM

luigiapvercesi@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

LULA EM CAMPANHA

As últimas piadas da nova série "humor de palanque" vieram do chefe Lula num comício de Jandira Feghali (PCdoB), candidata à prefeitura do Rio de Janeiro: "Não posso aceitar as ofensas de um menino procurador que diz que formei uma quadrilha. Montei uma quadrilha, sim, para tirar 36 milhões de pessoas da miséria. Uma quadrilha que criou 22 milhões de empregos formais, colocou milhões de pessoas na classe média. (...) Vejo nesses meninos procuradores esse ódio. Eu não prestei concurso, tenho diploma de torneiro mecânico. O concurso não mede caráter, ética. É como a carteira de motorista. Não é porque você tirou a carta que sabe dirigir. (...) Se eu soubesse que a Odebrecht era tão corrupta assim, eu jamais teria feito palestra para ele". Lula está completamente perdido com tantas evidências de seus atos e amedrontado com a certeza de que o próximo pode ser ele a viajar de graça para Curitiba. 

 

Leila E. Leitão

São Paulo 

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NO PALANQUE

É revoltante ver o senhor Lula todo ancho, arrogante e afetado, como se ainda fosse uma personalidade política isenta de qualquer mácula, discursando nos palanques da cidade e fazendo companha em prol dos seus "cumpanheiros", dando a impressão de que o verdadeiro tsunami que varre o Partido dos Trabalhadores (PT) e sua gente nada tenha que ver com ele. E, pior, insuflando a massa contra o governo Temer, que luta desesperadamente para colocar alguma ordem no caos deixado por ele e sua pupila Dilma Rousseff. Até quando?

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José Marques  seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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CADÊ OS 'POSTES'?

Lula costumava colocar "postes" na política por todos os Estados do Brasil. Mas poste é enfiado num buraco, não se mexe nem faz nada, a não ser sustentar os fios que levam a buracos nas contas do País, dos Estados e dos municípios. Pelas pesquisas de intenção de voto destas eleições, os postes lulopetistas estão em último, no fundo do poço.

Mário A. Dente eticotoal@gmail.com

São Paulo

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O ESPERTO FERNANDO HADDAD

Não sei se os amigos perceberam a técnica ardilosa do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT): faz mais de 40 dias que eu não vejo os amarelinhos e a Guarda Civil Metropolitana multando veículos na cidade. Com essa atitude indecente, passou quatro anos multando indiscriminadamente, mas agora ameniza a fúria no período eleitoral e acha que vai mudar a opinião do paulistano a seu respeito. Tchau, querido.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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PROMESSAS

O prefeito Fernando Haddad deveria ter um pouco mais de bom senso e, principalmente, "simancol" ao prometer, durante sua campanha no horário gratuito na televisão, mundos e fundos, afirmando que construirá hospitais e reformará os já existentes da Rede Hora Certa, que criará UBSs e novos postos com farta distribuição de medicamentos. Meu amigo Haddad - se assim posso chama-lo -, você não está nem abastecendo os postos com medicamentos essenciais básicos necessários atualmente, período que antecede as eleições. Imagine após as eleições... Se eleito, o que acontecerá nos seus quatro anos de mandato?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A ASCENSÃO DE DORIA

A ascensão meteórica de João Dória (PSDB) nas pesquisas de intenção de voto para a Prefeitura de São Paulo tem uma explicação: a maioria dos cidadãos paulistanos quer distância da esquerda, recente ou passada.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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DO DISCURSO À PRÁTICA

O problema de João Dória é ser extremamente demagogo, dizendo o que as pessoas querem ouvir, e não o que precisa ser feito. É assim no seu discurso de "sou gestor, não sou político", que apela à população e a muitos dos leitores que aqui comentam, o que é mentira (ele ocupou diversos cargos públicos não elegíveis) e, na prática, não significa em nada que será um bom prefeito (acaso Donald Trump parece uma boa opção?). É assim também quando diz que vai aumentar as velocidades máximas no trânsito da cidade, o que vai contra os dados de aumento de velocidade média em horários de pico, dados de diminuição em números de acidentes e mortes (divulgados pelo governo do Estado, que é tucano) e contra a tendência internacional. É assim quando deixa a entender que vai privilegiar o transporte individual, evitando deixar claro que o fará em detrimento do transporte público, pois seria impopular. Gostaria que ele fosse uma oposição que soubesse reconhecer os acertos da administração passada e não mais um que se opõe a uma ideia apenas para se contrapor por completo a outro candidato. Isso é um acerto de marketing, mas um erro de caráter.

Luís Fonseca luisptmdf@gmail.com

São Paulo

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NEM TUDO PODE SER FEITO

É para deixar o eleitor indignado a cara de pau de alguns políticos que tentam enganar o eleitor com falsas promessas, que nunca serão cumpridas. Diante de tanta propaganda enganosa, obrigo-me a alguns esclarecimentos na tentativa de auxiliar na decisão de quem votar nas próximas eleições deste domingo, 2 de outubro. Todos nós conhecemos a escassez de recursos em nossa vida. Nunca conheci ninguém que afirmasse conviver com a sobra de recursos financeiros, muito menos numa repartição pública de alguma cidade do Brasil. Portanto, sendo o Estado a reunião de todos nós, não poderia ser diferente: ausência total de recursos financeiros, nas suas três esferas (municipal, estadual e federal). No caso presente, das eleições deste ano, as municipais, essa realidade é total! As prefeituras brasileiras, em sua totalidade, são vítimas das regras que definem a distribuição dos tributos entre os municípios, os Estados e a União, que denomina-se pacto federativo, desconhecido por quase todos os candidatos. Esse pacto, definido na Constituição federal de 1988 como cláusula pétrea, acabou por concentrar os recursos originários da arrecadação tributária aos cofres do governo federal. Assim, a maioria dos municípios depende exclusivamente dos recursos repassados pela União e os prefeitos são meros gestores de políticas públicas definidas e financiadas a partir dos interesses de Brasília. Isso posto, o eleitor deve ter a sua atenção centrada no discurso do candidato a prefeito, candidato que promete o que não pode cumprir e, irresponsável, tenta enganar o eleitor simplesmente para conquistar o poder, pois, caso ele não os informe de onde virão ou qual a origem dos recursos financeiros para tornar realidade o que promete, estará mentindo ou mal preparado para a função. Na transição que estamos passando, para um Brasil real, que alguns ainda insistem em chamar de crise, o modelo de federalismo brasileiro oferece um espaço muito pequeno para os prefeitos e vereadores prometerem realizações. Candidato ético e honesto não pode afirmar ou prometer que vai inovar na gestão das políticas públicas em razão das várias e complexas restrições existentes. Administrar o município com pouco dinheiro, dívidas pendentes e ações limitadas engessa o gestor responsável de cumprir as promessas e programa de governo, principalmente em época de crise, como a que passa o País. Não seja irresponsável, prometendo o impossível. Voto não tem preço, tem consequência. Reflita antes do sufrágio de domingo. 

                                      

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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LEWANDOWSKI E O IMPEACHMENT

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou que o impeachment de Dilma Rousseff foi "um tropeço no processo democrático". E o que diria a sociedade civil sobre o fatiamento da votação do impeachment no Senado? Não seria um rasgar da Constituição federal pela autoridade constituída que jurou guardá-la?

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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OPINIÕES

Ricardo Lewandowski afirmou que o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência foi "um tropeço da democracia". Eu já acho que ele na presidência do STF foi "uma queda na Justiça".

  

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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'TROPEÇO'

Não, ministro Ricardo Lewandowski, o impeachment da ex-presidente Dilma não foi um "tropeço". Tropeço foi Dilma enganar o povo para se reeleger. Tropeço foi congelar preços para se reeleger, segurando artificialmente a inflação. Tropeço foi mentir que ia tudo azul na economia brasileira. Tropeço foi usar de sua autoridade nos Correios para enviar aos eleitores seus "santinhos" como propaganda e segurar os de seus concorrentes. Isso foi golpe em nossa democracia. Tropeço foi a invenção da "Mãe do PAC", que nunca saiu do papel. A política econômica do "tropeço" desestruturou tanto nossa economia que levou 12 milhões ao desemprego, o que nem o atual governo vem conseguindo estancar. Por fim, "tropeço", ministro, foi sua nomeação ao STF, porque V. Ex. não conseguiu desvestir sua vestimenta de petista e julgar apenas pela lei. Lástima que teremos de aturá-lo até seus 75 anos. Ave Maria!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ENGANO

O impeachment foi um tropeço da democracia, ministro Lewandowski? E lamentável? Creio haver um engano de interpretação aqui. Lamentável foi o tropeço, ou melhor, o tranco dado, em conluio com um punhado de parlamentares mais o ex-ministro da Justiça, quando resolveu colocar em votação uma lei dividida pela metade, sem antes submeter sua aplicabilidade ao plenário do Senado. Isso, sim, foi um tropeço da democracia, ou então, parodiando Dilma, um verdadeiro "golpe parlamentar", mas não contra ela, e, sim, contra a nossa Constituição e contra todo o povo brasileiro. 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

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VISÃO

Quanto à declaração de Lewandowski feita na faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) sobre o impeachment ser um "tropeço na democracia", gostaria de perguntar se idade é sinônimo de cegueira.

Sandra Ojeda san.ojeda@hotmail.com

São Paulo

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MINISTRO PROFESSOR

Na minha opinião, tropeço da democracia é o fato de um sujeito como Lewandowski ser ministro da STF e professor da USP.

Fernando Fenerich ffenerich@gmail.com

São Paulo

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LIÇÕES

O ministro professor tropeçou na "sua" democracia e caiu na vala do farsesco fatiamento das imposições legais à ex-"presidenta". Quais aprendizados nossos futuros advogados adquirirão com tamanha incoerência do professor ministro, no comando do impeachment e, agora, com o "tropeço na democracia"?

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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O VERDADEIRO TROPEÇO

"Tropeço na democracia" é sua parcialidade serviçal ao PT, ministro Lewandowski! Vossa Excelência presta um desserviço a esta nação!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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CASO CELSO DANIEL

Depois de tantas notícias ruins nesta semana, o sr. Lula da Silva recebeu uma notícia que lhe parece boa: morreu o Sombra, Sérgio Gomes da Silva, que foi segurança do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), assassinado em pleno mandato, de maneira muito estranha, e até hoje pairam enormes dúvidas sobre o caso. 

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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UNANIMIDADE

Por unanimidade, a segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou denúncia contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), também conhecida como "nariz empinado", e contra seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo. Acusada de corrupção e lavagem de dinheiro, a petista é a primeira senadora ré na Operação Lava Jato. Mantendo, como sempre, um sorriso de deboche, a senadora, para não fugir da regra, como todos os envolvidos em trapaças e maracutaias, se diz inocente. O casal É acusado de receber R$ 1 milhão de propina oriundo do esquema de corrupção da Diretoria de Abastecimento da Petrobrás, chefiada na época por ninguém mais, ninguém menos que Paulo Roberto Costa, o distribuidor-mor de propinas da estatal.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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MORAL

E aí, o Senado não vai cassar a senadora que não tem moral para falar em "golpe" ou "Fora Temer"? Agora, deve temer a República de Curitiba.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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PINOCCHIA

Existe uma frase, ou um filme, cujo autor desconheço, que diz: "Teu passado te condena!". No caso de Gleisi Hoffmann, a frase é a seguinte: o teu nariz te condena.

Celia H. Guercio Rodrigues celitar@icloud.com

Avaré

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A CAMINHO DO BURACO NEGRO

Não há mais qualquer dúvida: a derrocada total do PT já começou faz algum tempo e se completará com a prisão de toda a quadrilha, inclusive os chefões. Quem viver verá!

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Gildete do Nascimento mgildetenascimento@bol.com.br

São Paulo

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AGONIA

Em seu artigo "A liderança como farsa" (28/9, A2), o engenheiro Fábio de Biazzi diz: "Como não foi possível enganar a todos, o lulopetismo vive fase de merecida agonia". Efetivamente, o PT e os "petralhas" estão vivendo uma séria atualidade, pois não podem mais contar com as propinas das empresas federais e o prestígio de seus líderes está mais baixo que barriga de cobra.

Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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BOI DE PIRANHA

Pela importância que Antonio Palocci ocupava na organização, conforme noticiado na mídia, fica a impressão de que a importância de R$ 30 milhões bloqueada da conta dele é boi de piranha.

Mario Ghellere Filho marinhoghellere@gmail.com

Mococa

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QUEREM ACABAR COM O PT

As atividades de Pedro Malan, Armínio Fraga, Pérsio Arida, Gustavo Franco, Luis Carlos Mendonça de Barros e FHC, uns agora banqueiros, outros palestrantes, assessores, consultores e lobistas, todas lícitas, todos livres e ricos. Já as de Guido Mantega, Antonio Palocci, Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo e Lula, a despeito de tornarem o País credor do Fundo Monetário Internacional (FMI), gerar mais de 20 milhões de empregos, reservas cambiais de US$ 370 bilhões e tirar o País do mapa da fome é de "segundo os discípulos de Goebbels, contraventores". Os fins justificam os meios. O fim, eliminar Lula e o PT; e os meios, Sérgio Moro e a Operação Lava Jato.

Wilson Ronaldo de Oliveira wilsoncidadaocuritibano@gmail.com

Curitiba

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TENTATIVA DE SALVO-CONDUTO

A tentativa de aprovação na Câmara dos Deputados de um processo de anistia para livrar os políticos envolvidos na Operação Lava Jato e a arrogância das afirmativas do presidente do Senado, senador Renan Calheiros, dizendo não saber de nada do que estava para acontecer, certamente, deixaram milhões de brasileiros com saudades do Congresso que tivemos durante o regime militar. Com certeza, Renan sabe quem foi o autor do processo que, aprovado na Câmara, seguiria de imediato para o Senado, onde seria aprovado em tempo recorde para salvar os parlamentares envolvidos na Lava Jato. Muda. Quais foram os idiotas?

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

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PROCURA-SE UM ESTADISTA

Com mais um recuo diante das demandas infantis do Congresso Nacional, Michel Temer mostra, mais uma vez, que finalmente temos claramente um banana à frente da República de bananas. 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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OPORTUNISMO NA JUSTIÇA

 

O ministro da Justiça e da Cidadania, Alexandre Moraes, não perde a oportunidade para uma exibição e reclamos de holofotes, não sendo a primeira vez a ocorrida, recentemente, com a notícia antecipada do andamento da Operação Lava Jato, quando no dia seguinte ocorreu a prisão do ex-ministro Antonio Palocci. Daí que o editorial do "Estadão" "Um ministro insustentável" (28/9, A3) atinge perfeitamente o caso do exibicionismo do ministro, resultando a conclusão de que não merece permanecer no cargo, porque, certamente, será, de futuro, incapaz de frear seus impulsos de não dispensar os holofotes. Ele já angariou um volume considerável de críticas contra o governo.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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'UM MINISTRO INSUSTENTÁVEL'

Acertado o editorial quanto à insustentabilidade para permanecer no cargo do deslumbrado e despreparado ministro da Justiça, Alexandre de Moraes (28/9, A3). Se o pouco tempo de nomeação serviria como tese de defesa a justificar atitudes concretas e ações positivas, o mesmo não pode se dizer para a coleção de tropeços imperdoáveis e totalmente incompatíveis com o que o cargo exige. Para uma país que já teve no cargo grandes juristas como Saulo Ramos, José Carlos Dias, Miguel Reale Junior e Márcio Thomaz Bastos, é triste ver pasta tão importante ocupada apenas politicamente. Com poucas exceções (talvez uma) o Ministério Temer apequena o combalido gigante Brasil.

Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

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URGENTE

Caro Michel Temer, uma contribuição oportuna: providencie, rapidinho, uma mordaça para seu ministro da Justiça. Ah, igualmente importante, não se esqueça de brindá-lo com um belo par de cotoveleiras, das reforçadas.

Natalino Martins natalino.martins@uol.com.br

São Paulo

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ERROU FEIO

Falhas podem existir e são para serem corrigidas. Mas é obvio que no caso de Alexandre de Moraes (ministro da Justiça) e Geddel Vieira Lima, Temer errou feio na escolha. Faltam bom senso, inteligência e sensibilidade para a importância da posição.

Vitor de Jesus vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

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MINISTÉRIO TEMER

O ministro é de Barros, mas a língua é de trapo...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PREVISÃO

Excelência, sr. ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, o senhor, que tudo sabe, que tudo vê, nos informe quando é que será pedida a prisão do ex-presidente Lula, o poderoso chefão. Sem ironia, por favor!

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Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

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PROTESTOS

Tento entender as manifestações "Fora Temer" em forma de manifestações de grupos, passeatas ou solitárias, nas ruas ou em redes sociais. Não tem sentido nem resultado prático além da perturbação da ordem pública. A maioria dos brasileiros não aprova Temer na Presidência, mas joga o jogo democrático sem trapaças, aceitando o que está escrito na Constituição. Dilma Rousseff foi eleita com o apoio do PMDB e dos partidos nanicos de aluguel, e ninguém se manifestou contra as coligações - alguns petistas radicais ainda foram contra, viraram as costas e não participaram da campanha, foram até contra. Agora, quando não existe possibilidade do afastamento de Temer, grupinhos e pessoas resolvem perturbar o restante do Brasil com estas manifestações sem sentido. Atenção, Temer não mora na Avenida Paulista, não mora no vão livre do Masp. Se quiserem mesmo perturbar o presidente, o lugar é Brasília. O vão livre do Masp está com um cheiro insuportável de mortadela...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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APRESSADO COME CRU

É bem verdade que o atual governo federal, que nem sequer completou cinco meses, ainda precisa fazer ajustes urgentes no setor da Comunicação, bem como precisa definir melhor suas propostas de reformas. Entretanto, chega de açodamento e vamos dar ao substituto constitucional o benefício da dúvida. Vamos ajudar não fazendo críticas antecipadas e ácidas a projetos que ainda se acham em fase de gestação e nem sequer foram enviados ao Congresso. E, principalmente, não vamos esquecer a responsabilidade dos congressistas na análise e votação desses projetos, pois será deles a palavra final, para o bem ou para o mal, uma vez que também possuem a prerrogativa de derrubar vetos. Portanto, o risco do "Fora Temer" é o surgimento de um espertalhão de plantão! Ou será que 13 anos ainda não foram suficientes para identificar um manjado "conto do vigário"? Ou será que tanto alvoroço por causa da fala de um ministro não é apenas uma nuvem de fumaça, a fim de não ser dada a atenção devida, por exemplo, ao fato de beneficiários do Bolsa Família terem efetuado doações eleitorais?  

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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TER-SE-IA ENGANADO?

O professor Eugênio Bucci, que sempre leio, escreveu ("Comunicar-se-ão?", "Estadão", 29/9, A2): "Na democracia, só a 'comunicação' do voto confere legitimidade e não há marketing político que a substitua". E, logo adiante: "Se é verdade que só deve governar aquele que o povo elegeu para governar, mediante um mandato e um programa específico (...)". Teria o professor saído do armário? Ou "ter-se-ia" enganado e é apenas um erro de comunicação?

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

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EUGÊNIO SEM ENGENHO

Eugênio Bucci, em seu artigo de ontem, mais uma vez escreve que o governo Temer não foi eleito pelo voto. Tanto foi que era o vice de Dilma, coisa mais óbvia. E, por certo, ajudou em sua eleição. Cansa ver repetido esse mantra de ilegitimidade. Torçamos para que Temer administre a herança maldita e esperemos que o povo preste mais atenção aos vices, doravante. Para não se lamentar depois.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo 

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TRANSPARÊNCIA

Viva a transparência! Graças a ela (e ao site do Tribunal Superior Eleitoral), podemos saber que o sr. Eugênio Bucci, jornalista que finge ser isento, mas em verdade é um petista que nunca deixou seu partido do coração, fez doação substancial ao ex-senador Eduardo Suplicy, para que ele ocupe uma vaga na Câmara paulistana, arrastando mais alguns com sua votação. Cai mais uma máscara. 

 

Luiz Augusto Módolo de Paula luaump@yahoo.com.br

São Paulo

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EDITORIAIS

O "Estadão" de quarta-feira (28/9), além de dar a exata interpretação do momento atual voltado a um horizonte promissor, continua a revelar de maneira serena, porém contundente, o seu papel de tradicional e respeitado órgão de imprensa. Os editoriais "Um ministro insustentável", "O horário da 'Voz do Brasil'" e "A urgência dessa reforma" trazem colocações despidas de interesses escusos, mas, acima de tudo, de análises e propostas da mais alta dimensão nacional, e oxalá sejam ao menos lidos por aqueles que dirigem o País. A Pátria e o seu povo precisam de eficiência, eficácia e modernidade para o livre desenvolvimento.

Ruyrillo Pedro de Magalhães ruyrillo@ig.com.br

Campinas

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'A VOZ DO BRASIL'

Em plena vigência do Estado Democrático de Direito, a tão duras penas conquistado, após os sangrentos e intermináveis anos de chumbo grosso do regime de exceção, de triste e lamentável memória, é absolutamente inconcebível e inaceitável a imposição pelo governo federal do obrigatório programa oficial "A Voz do Brasil", há nada menos do que 80 (!) anos no ar, mais uma maldita herança da nefasta ditadura Vargas. Nos tempos atuais, em que a informação é transmitida e recebida em múltiplas plataformas em tempo real, não faz sentido algum que um noticioso como esse ocupe diariamente uma hora da programação noturna das rádios, para vomitar sobre os ouvintes o boletim oficial governamental, com traço de audiência. É chegada a hora e a vez de calar em definitivo a "Voz do Brasil". Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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FLEXIBILIZAÇÃO

Dois dos três editoriais do "Estadão" de 28/9 tratam da flexibilização, de suas virtudes não apenas aos destinatários da respectiva norma, mas à economia do País. Um pede a flexibilização das leis trabalhistas. Dispensável a repercussão econômica da modernização das relações de trabalho. Outro trata da flexibilização do horário do programa "A Voz do Brasil", medida tomada por Michel Temer, por causa da Olimpíada e da Paralimpíada. É a Medida Provisória 742/2016, que autoriza as emissoras de rádio a transmitir o programa "A Voz do Brasil" em qualquer horário, entre 19h e 22h. O fato é que, se não for votada até o dia 22/11, ela simplesmente caduca, e voltaremos ao estado anterior: programa obrigatório em horário obrigatório, ranço da ditadura. O editorial explicita o prejuízo: a publicidade numa rádio, pela manhã, custa até R$ 10 mil, e, após a "Voz do Brasil", este custo cai para R$ 300. Isso mesmo. Então, na crise em que estamos, o ideal seria extinguir "A Voz do Brasil". Quem vai ouvi-la? O desempregado faminto? Ou aquele que dispôs de todos os seus direitos para arrumar um emprego informal, ou o estudante, ou o intelectual, o analfabeto, quem?! Mas, não existindo vontade política para extingui-la, que se mantenha a flexibilização do horário de sua transmissão.

Andrea Metne Arnaut  andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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RELATIVIDADE ECONÔMICA

Leio no Estadão que o banco central americano espera condições mais seguras na economia para aumentar os juros. Leio no "Estadão" que o banco central brasileiro espera condições mais seguras na economia para baixar os juros. Como dizia aquele humorístico dos anos 80, "não precisa explicar, eu só queria entender!".

Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo 

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'OS JUROS, AINDA UM DESAFIO'

Não sei se choro ou dou gargalhadas sobre o editorial "Os juros, ainda um desafio" (29/9, A3). A taxa de juros Selic não vai cair em níveis de Primeiro Mundo nunca, por causa de uma premissa básica. Um país onde o Banco Central é comandado por políticos sanguessugas, empresários parasitas e banqueiros agiotas... Portanto, tirem suas conclusões. 

Nelson Piffer pifferjr86@gmail.com

São Paulo

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BANCO DO BRASIL

Sou correntista há mais de 40 anos do Banco do Brasil (BB). Tento fazer tudo via internet banking, pois, apesar de ser correntista Estilo, o atendimento na agência é bastante moroso e deficiente, inclusive já ocorrendo ocasiões em que me forneceram informações erradas que me trouxeram alguns transtornos. Agora, parece que BB conseguiu superar seus recordes negativos. Precisando de um cheque administrativo para pagar um Darj em favor da Sefaz-RJ no Bradesco, qual foi minha surpresa que não se emite este documento para clientes que possuam conta no BB - no caso, a Sefaz-RJ, podendo apenas emitir um TED. No entanto, a guia Darj só pode ser paga com dinheiro ou cheque administrativo e exclusivamente no Bradesco. A solução proposta pelo gerente era eu retirar em espécie uma quantia de alto valor que me poria em risco. Fiquei sabendo, ainda, que esta restrição é exclusiva do BB, e, consequentemente, a única solução foi encontrar um parente sortudo que não é correntista do BB e transferir a quantia para poder gerar um cheque administrativo por outro banco.

Luiz Eduardo Souza Lima leduardoasl@terra.com.br

São Paulo

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GREVE DOS BANCÁRIOS

Fazer greve é um direito constitucional do trabalhador e ter bom senso é uma questão de civilidade. Os bancários se dão ao luxo de fazer greve quando existem 12 milhões de brasileiros enfrentando mil dificuldades por falta de emprego. O pior de tudo é que o sindicato dos bancários é controlado pelo partido responsável pela crise que estamos vivendo. Sem dúvida, é um tremendo contrassenso.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL

Depois de assistirmos a todos os escândalos que não precisamos nem comentar, os perdões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) aos grandes empresários, que é de longa data, e as isenções dadas a determinados grupos, recebi ontem um termo de exclusão do Simples que é a ultima paulada que falta nos micro e pequenos empresários ou em todos aqueles que vêm lutando bravamente para se manter em pé, depois de todo este desastre econômico. A Receita Federal não tem a sensibilidade de promover um Refis para que possamos nos recuperar e continuarmos gerando empregos, levarmos nossos negócios em frente, e ainda faz a cobrança no final do ano, quando temos 13.º e férias de todos os funcionários a pagar. Ótima data, Meirelles!

Não é possível que vocês não pensem!

 

Mara Bassan marabassan@gmail.com

São Paulo

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MAIS IMPOSTOS?

Como bem escreveu Celso Ming em 27 de agosto ("Mais impostos?"), "aumento de carga tributária não significa necessariamente aumento de arrecadação". Na minha opinião, aumentar os impostos em plena crise pode ser um tiro no pé, pois mais impostos apenas irão agravar a crise, reduzindo ainda mais o consumo e gerando mais desemprego. Para sair da crise, o governo federal precisa reduzir as despesas públicas, para dar mais credibilidade aos empresários e investidores e aguardar a recuperação da economia. Aí, sim, haverá aumento sólido na arrecadação de tributos e o governo conseguirá administrar o caixa e reduzir suas dívidas. Nesse momento, bom senso e paciência podem ser melhor do que a assinatura de decretos aumentando alíquotas de impostos. 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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33 ANOS

Quero me juntar aos leitores do "Estadão" que manifestaram sua inconformidade no "Fórum dos Leitores" em relação ao caso de reconhecimento de paternidade que levou 33 anos para ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Pena que os interessados já estivessem mortos, ou seja, a Corte Suprema não fez justiça, apenas gastou inutilmente dinheiro público e submeteu a si mesma a um ridículo atroz. E dizem que nada pode ser feito para mudar essa situação. Sorte dos criminosos da Lava Jato e de outros que encontram naquela Corte a motivação perfeita para delinquir seguidamente.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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CRISE NA POLÍCIA CIVIL

Matéria recente do "Estadão" (20/9) sobre falta de efetivos na Polícia Civil parte do pressuposto de que o efetivo previsto em lei seja realmente o necessário. Não é. Um estudo organizacional mostraria que há cidades do mesmo porte com três vezes mais policiais entre elas e que há delegacias desnecessárias na capital e na maioria das 175 cidades com menos de 10 mil habitantes. No Brasil as polícias civis correspondem a 22% do total de policiais, somados os policiais militares (PMs); nos Estados Unidos os policiais de investigação correspondem a 15% do efetivo policial. Em São Paulo o contingente de policiais civis corresponde a 29% do total dos policiais no Estado. Além disso, o sumidouro dos efetivos na Polícia Civil não foi na correta lei de aposentadoria dos idosos aos 65 anos, mas no folgadíssimo sistema de trabalho implantado. Trabalhando 12 horas e folgando 72 horas, na prática, trabalha-se um dia por semana, o regime "mamata" destrói efetivos e a continuidade de qualquer trabalho de investigação. 

José Vicente da Silva Filho, ex-secretário nacional de Segurança Pública jvs.consult@gmail.com

São Paulo

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O GOVERNO E A FALTA DE POLICIAIS

 

A falta de policiais é recorrente no Estado de São Paulo. Nos últimos dias o destaque tem ocorrido em relação à Polícia Civil, mas todos do meio sabem da existência de milhares de "claros" nos quadros da Polícia Militar. A primeira consequência dessa falta de investimento do Estado em suas polícias é a sobrecarga de trabalho que se coloca sobre os insuficientes componentes dos quadros das delegacias, distritos e unidades militares. Cada policial é obrigado a se desdobrar para executar a tarefa de dois ou três e, evidentemente, não consegue resultados tão bons quanto se fizesse apenas aquilo que lhe é fisicamente indicado. A partir daí, o prejuízo é da sociedade, que vê a escalada criminosa avolumar-se e diminuir o grau de resolutividade da máquina policial. O governador Geraldo Alckmin precisa resolver esse problema. Redefinir prioridades e buscar, onde for possível, os recursos para evitar que a guerra urbana da marginalidade torne São Paulo inviável. Segurança Pública é responsabilidade do estado e precisa estar à altura das necessidades.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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O MASSACRE DO CARANDIRU

Depois de 24 anos, surpreendeu a anulação do julgamento dos policiais militares que participaram da invasão para retomada do presídio do Carandiru, que estava sob domínio dos bandidos ali detidos, numa das muitas revoltas que faziam, e resultou em 111 mortes e penas que somaram mais de 600 anos. A sociedade é hipócrita quando critica a falta de atitude policial e, quando ocorre um fato como o do Carandiru, a condenação dos policiais é total, sem levar em conta a periculosidade dos bandidos mortos e quantas vítimas causaram quando em liberdade. Também é muito difícil de culpar a invasão e as mortes resultantes como fator do nascimento do PCC, pois o que se sabe até hoje foi, a juntar a bandidagem comum com prisioneiros com formação política, que para obter controle interno dos presídios incutiram nos demais uma forma de organização para reivindicar direitos e se expandiu para fora. Uma análise mais fria indica que as mortes ocorreram mais pela falta de preparo policial para uma operação de tamanha periculosidade como foi a retomada de um conjunto penitenciário gigantesco como era o Carandiru. Para quem só critica, ponha-se no lugar de um policial sem preparo para situações como essa e dá para imaginar de cara que ele vai entrar com medo e dedo no gatilho, e não com um ramo de oliveira pedindo paz. 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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