Fórum dos leitores

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O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2016 | 05h00

ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Expectativas

O que podemos esperar dos novos prefeitos e vereadores? Acima de tudo, que sejam honestos. Prefeitos e vereadores que realmente vão trabalhar em prol da cidade e da sua população, e não somente para atender aos interesses de empreiteiras, de grandes empresários e de bajuladores de campanha. Que sejam responsáveis, íntegros e, principalmente, transparentes na correta aplicação do dinheiro público. Dinheiro saído do bolso do contribuinte que paga em dia seus impostos e espera do poder público retorno à altura, na forma de serviços que venham ao encontro de seus anseios e necessidades. E nesse contexto se incluem educação de primeira qualidade, transporte coletivo digno e em perfeitas condições de uso, saúde estruturada, com profissionais competentes e que atenda a população dentro dos preceitos éticos e morais, visando a proporcionar-lhe atendimento digno. Espera-se também que eles promovam políticas públicas voltadas para os mais necessitados, tenham respeito e cuidado com a conservação da cidade e do meio ambiente, tenham visão empreendedora, no sentido de oferecer benefícios fiscais de forma a trazer para sua cidade grandes empresas e, com elas, novas oportunidades de trabalho para a população. E, principalmente, que tenham caráter e dignidade para não fazer conchavos baseados em negociatas pré-período eleitoral, à maneira da velha politicalha.

ROBERTO CARLOS PROTA

robertoprota@hotmail.com

São José do Rio Preto

Vamos votar

É obrigatório, não nos resta alternativa. As mudanças introduzidas e já valendo para este domingo incomodaram muito os candidatos no que tange aos recursos de “doações eleitorais”. Mas eles sempre dão um “jeitinho”! O Tribunal de Contas da União fez um levantamento dos doadores e foram apurados e identificados casos alarmantes: 1) Apenas um doador, sem renda declarada, repassou R$ 19 milhões a um candidato; 2) 143 “mortos” doaram R$ 272 mil; 3) mais de 22 mil beneficiários do Bolsa Família arrecadaram R$ 22 milhões; 4) um professor fez doação de R$ 600 mil para campanhas. Nenhuma novidade no País da roubalheira e dos corruPTos. O Tribunal Superior Eleitoral deve enviar os dados ao Ministério Público e à análise dos juízes eleitorais. O resultado? Esperemos sentados...

LUIZ DIAS

lfd.silva1940@gmail.com

São Paulo

Omissão temerária

Prezado ministro Gilmar Mendes, ainda há tempo. Hoje é o último dia. A não divulgação do nome dos candidatos beneficiados por doações falsas de campanha, tão noticiadas pela mídia, torna o TSE corresponsável pela eleição de criminosos. Seja patriota e justo. Não permita isso.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

Festa da hipocrisia

Não quero uma democracia que rime com hipocrisia. Que país é este, onde o dever compulsório do voto se sobrepõe ao pseudodireito do cidadão de decidir se quer ou não participar do pleito? Que democracia é esta, em que o coeficiente eleitoral faz com que os que conquistam mais votos não sejam necessariamente os eleitos? Que liberdade de escolha é esta, em que o horário eleitoral é... obrigatório? Que estrutura política é esta, em que os partidos se aliam nos mais variados lugares e pelos mais diferentes motivos, menos os ideológicos? Que candidatos são esses que tanto sorriem na TV, onde têm a capacidade de produzir programas perfeitos, mas quando eleitos se notabilizam pela inigualável competência de frustrar todas as expectativas? Já passou da hora de o gigante adormecido não só sonhar, mas exigir o mínimo de ordem e obter o máximo de progresso. E que brilhe o céu da Pátria a todo instante!

MAURO WAINSTOCK

mauro.wainstock@gmail.com

Rio de Janeiro

O sistema proporcional

A eleição de vereadores (e deputados) é feita pelo sistema proporcional. Os eleitos são os mais votados em seu partido ou coligação, de acordo com o número de vagas resultante da proporção de votos que cada partido ou coligação recebeu. Creio que a parcela da população que sabe exatamente como isso funciona, bem como as graves distorções que esse sistema proporciona, é muito pequena. Se um eleitor decide pelo voto de legenda num partido que faz parte de uma coligação, ele estará, na realidade, votando para a coligação. O que isso significa? Que o eleitor poderá estar elegendo um candidato de outro partido, apesar de conscientemente ter dado o seu voto ao partido de sua preferência. O mesmo se dá quando o eleitor escolhe com critério um candidato. Certamente uma distorção inaceitável, em especial porque essa regra não é conhecida da grande maioria da população. Melhor seria termos o voto distrital, com menores custos de campanha e maior proximidade entre eleitor e eleito.

CARLOS DE OLIVEIRA AVILA

gardjota@gmail.com

São Paulo

Trocaram postes por posts

Estava lendo o Estadão ontem de manhã e pensando nas propagandas políticas que recebi pelas redes sociais. Trocaram os postes pelos posts. Se ainda não conseguimos eliminar a sujeira da corrupção, pelo menos podemos ter um País menos corrompido pelo lixo. O meio ambiente agradece as leis que barram propaganda por toda parte, em especial nos postes e muros de nossas cidades – muito disso acabava entupindo bueiros, chegava aos rios e, por fim, ao mar. Hoje a sujeira é virtual, mas muito mais fácil de limpar: basta um toque e pronto, posts apagados!

ÉRIKA TERRELL F. LARANJEIRA

erika@airzap.com.br

Limeira

Violência insuportável

No Brasil só estamos evoluindo na violência. Dos assaltos e arrastões rotineiros passamos para os latrocínios (roubos seguidos de morte), em geral quando a vítima reage. Em seguida essa categoria deu um passo à frente: a vítima não reage, mas é assassinada. Ou seja, o estágio do prazer de matar. Agora vemos execuções em qualquer lugar do País, a qualquer hora do dia, por vingança, ciúme e, muitas vezes, pelo simples fato de a vítima ser policial. Neste momento surge mais um tipo de vítima, que são os candidatos a prefeito e vereador. A mídia relata só o que acontece nas cidades mais importantes, de maior visibilidade, ficando desconhecidos da população os crimes cometidos nesse interior perdido e abandonado do Brasil e nas cidades de fronteira. A situação está gravíssima e sem controle algum. O crime organizado e o desorganizado se apoderaram do País. E continuam o descaso, a incompetência e a covardia do Estado para repor a ordem e prover a segurança, pela qual é responsável. Está insuportável viver neste país do medo.

ARI GIORGI

arigiorgi@hotmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DOAÇÕES ELEITORAIS

Conforme divulgado pela mídia nos últimos dias, temos algo como R$ 41 milhões doados para as campanhas eleitorais vindas de pessoas falecidas, beneficiários do Bolsa Família, desempregados, etc., mas o que mais me chamou a atenção foi um candidato de Goiás que recebeu de uma única pessoa que nem sequer tem rendimentos a “bagatela” de R$ 19 milhões. Para mim, que não sou nenhum expert no assunto, está mais do que evidenciado que se trata de pura lavagem de dinheiro. Esse candidato deveria ser sumariamente proibido de disputar as próximas eleições, além de a Receita Federal exigir explicações e/ou diligências para apurar de onde veio esse dinheiro. Em casa certamente não estava, então em que banco ou paraíso fiscal estava dormindo esse montante?

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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DINHEIRO SUJO

O TSE apontou milhões de doações de campanhas irregulares de mortos e beneficiários do Bolsa Família, aqueles que recebem menos de R$ 100,00 por mês. Esse é mais um “tropeço” do nosso STF, que sem mais nem menos, baniu sem estudo prévio do cenário político nacional doação de campanha de empresas, sem medir consequências, nada. Esperamos, agora, que suas excelências, trabalhem rápido para que seja impugnada a candidatura daqueles que receberam essas doações irregulares. E, se eleitos, tenham sumariamente suas vitórias revogadas, e não aqueles processos intermináveis. É o mínimo que esperamos do STF agora, já que esse despropósito foram eles que causaram. Em vez de criarem regras para deixar clara e legal qualquer tipo de doação, resolveram colocar o bedelho onde não deveriam. Melhor que consertem rapidinho, antes que muitos sejam eleitos com dinheiro sujo. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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MORTE NAS ELEIÇÕES

Não entendo a súbita comoção nacional com os recentes assassinatos de candidatos nestas eleições. Alguém se lembra do “estranho acidente” de Eduardo Campos?

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

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A CRIMINALIZAÇÃO DA POLÍTICA

Uma imensa quantidade de políticos – a aparência é de ser a maioria – cometeu crimes antes ou durante sua permanência na atividade pública. Felizmente, a nova legislação ajuda a evitá-los. Nesta eleição já foram barrados 10 mil candidatos e 12.500, aproximadamente, encontram-se apelando na Justiça. O nosso principal problema, no entanto, é o “foro privilegiado”, que dá aos políticos bandidos a garantia de serem julgados somente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Sorte deles. O Supremo não julga os políticos. Fica claro só com o Congresso Nacional. Algumas centenas de parlamentares roubaram o erário e tudo fica por isso mesmo, o STF os protege, não os julgando. Segundo a imprensa, Renan Calheiros, o presidente do Congresso, e Romero Jucá, igualmente senador há mais de dez anos, têm processos no STF, alguns por roubo no erário, mas não são julgados. Aparentemente, o fato de o Congresso determinar os salários da Justiça é o motivo de serem protegidos pelo Supremo. Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, o Judiciário ganha o dobro dos funcionários do Executivo e o triplo dos do Legislativo, em razão da proteção recebida dos senadores. Sabe-se, também, que há ministros no STF ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT). O mais notório é Ricardo Lewandowski, que melhorou a sentença de Dilma Rousseff no caso do impeachment. Além disso, é contra a legitimidade do impeachment, como afirmou. Outros ministros são ligados ao PT, por quem foram nomeados. Outro fator de deterioração da qualidade dos políticos é a maioria dos deputados que são escolhidos não pelo povo, mas pelos partidos, não havendo, portanto, a representatividade e o dever de respeitar o voto. Assim, nossa política estará sempre cheia de criminosos, defendidos pelo “foro privilegiado” e pelo Supremo, que não julga políticos ladrões. A prova, agora, serão os criminosos apontados pela Operação Lava Jato. Há quem duvide que o STF os punirá. Assim, continua o pobre Brasil dominado por ladrões protegidos pelo Supremo e a estúpida lei do “foro privilegiado”. Com isso, nunca seremos uma grande nação respeitada.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES E ABERRAÇÕES

A cada dois anos somos obrigados a passar pela tortura que são as campanhas eleitorais, com os malditos carros de som tirando o sossego da gente, espalhando santinhos dos candidatos que fazem “o diabo”, a exemplo da ex Dilma – não deu certo porque o diabo cobrou a parte dele, levou calote e mandou cassar a presidente. As eleições estão se tornando piores a cada edição. Não sei mais se o exemplo vem de cima ou parte de baixo, fato é que vereador e presidente e os outros cargos neste meio dançam a mesma ciranda de mãos dadas, formando um conjunto harmonioso. Antigamente existia a lei seca, que incentivava os eleitores a beberem, pois o que é proibido é mais gostoso. Os bares e padarias vendiam uma quantidade de refrigerantes absurda, batizados com a mais pura cachaça. Nos locais de votação o bafo de cachaça na fila era quase insuportável, mas os candidatos escolhidos eram bem melhores do que hoje sem a lei seca. Parece que hoje votam no pior só por vingança, pelo fato de o direito ao voto ser obrigatório, um “tropeço da democracia”, mais um... O pior de tudo é o absurdo da lei que não permite a prisão de ninguém durante 4 ou 5 dias antes e depois da votação. Isso não é um tropeço, mas um tombo de cara no chão de quem aprovou  esta aberração. E a tal de urna eletrônica? Parece o equipamento de comunicação da nave USS Enterprise dos anos 60. Para evitar qualquer aborrecimento, vou de Lexotan 2mg.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco 

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O DIA DA MENTIRA

“Vote em mim no domingo e receba um país maravilhoso na segunda, você nem vai acreditar!” É, não vou mesmo...

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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A IGNOMÍNIA DA PROPAGANDA ELEITORAL

Em todas as eleições assistimos a candidatos insólitos, em meio aos “candidatos de verdade”. O fato é que muitas vezes essas figuras exóticas ou inusitadas são eleitas, por chacota do povo brasileiro. Desde “Meu nome é Enéas”, que era um médico “fora do tom” e ficou famoso com o slogan a ponto de seu partido eleger a segunda vereadora mais votada de São Paulo, Havanir Tavares de Almeida Nimtz, atrás de José Eduardo Cardozo. Depois tivemos Tiririca, Romário, Netinho, Clodovil, uma lista imensa de candidatos eleitos para “tirar uma onda”, por chacota, como eu disse. A própria Erundina, em 1989, deixou perplexa a população de todo o Brasil ao ganhar as eleições para a Prefeitura de São Paulo. E quando, com o afastamento de Eduardo Cunha, ascendeu à presidência da Câmara Waldir Maranhão? Este nos fez chorar e morrer de tanto rir. À exceção dele (pois é regimental a norma que indica a sucessão da presidência da Câmara), todos os outros são votos de protesto, mas também chacota. Entretanto, na quinta-feira assisti à propaganda de Andréa Jofre pedindo votos para eleger-se vereadora. Uma “ninguém” no cenário político tenta se eleger ao cargo que o pai exerceu de 1982 a 2000 (segundo mandato como suplente a vereador). Mas o que me agrediu, me exasperou foi o fato de ela pedir os votos abraçada com o pai, de 80 anos, que sofre de encefalopatia cerebral. Ele, mudo. Ela, dizendo aos eleitores seu mérito: ser filha do melhor pugilista brasileiro de todos os tempos. E o ex-campeão ali, encolhido, exposto ao público com as sequelas de sua doença. Releve-se, com todo o respeito, que consta em seus perfis na internet que se trata de uma dona de casa, de 48 anos, que não concluiu o ensino médio. Portanto, em tese, não teria propensão a se tornar política. No entanto, ela leva o pai idoso e enfermo para que o povo entenda: ela é filha de Éder Jofre. Quem sabe não se elege? Apenas mais uma chacota.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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RAPOSA EM PELE DE CORDEIRO

 

Quando temos eleições e seca no mesmo ano, vemos que os urubus voam mais baixo. A sujeira que vem das eleições atrai problemas com que o povo sofre. Muito dinheiro é gasto nas eleições, e tem de ser restituído nos quatro anos de mandato. O dinheiro que é desperdiçado nas eleições seria o dinheiro necessário para construir hospitais, escolas e outras instituições. Não se deixe enganar pelas raposas em pele de cordeiro que fazem das eleições um negócio. Eleição não rima com lucro. Voto é coisa séria e representa a nossa responsabilidade diante de nossos filhos e netos.

 

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

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A SORTE LANÇADA

Depois das campanhas e dos debates dos candidatos aos cargos eletivos do município de São Paulo, resta-nos a preciosa escolha dos candidatos que cuidarão da nossa cidade nos próximos quatro anos. A reflexão deve comandar o voto.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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MENOS RUIM

 

Entre os dois piores candidatos a prefeito de São Paulo, que disputam para ir ao segundo turno com João Dória Junior, senhores Celso Russomano e Marta Suplicy, a menos ruim é Marta. A propósito, por absoluta falta de melhor opção. Já no Rio de Janeiro, a “coisa” muda, mas só um pouco. Ambos os candidatos que batalham para ir ao segundo turno com Marcelo Crivella, os senhores Pedro Paulo e Marcelo Freixo, são de uma ruindade a toda prova. E, da mesma forma, os eleitores da Cidade Maravilhosa não têm uma melhor opção. Pura e simples.

 

José Marques  seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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DEBATE

A transmissão do mais importante debate político do País, que influirá nas eleições de 2016 e 2018, ficou totalmente subordinada ao horário de transmissão de uma novela capenga. Agradeço a Globo que, assim, fez com que entendêssemos como funciona o Brasil. 

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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DESCOMPOSTURA

No debate entre os candidatos a prefeito da cidade do Rio de Janeiro, promovido por uma emissora de TV, a candidata Jandira Feghali (PCdoB) acusou a emissora de apoiar o “golpe” contra a ex-presidente Dilma Rousseff. A mediadora do debate, jornalista Ana Paula Araújo, respondeu à altura e na medida, faltou apenas convidá-la a se retirar, visto que, como a emissora não é obrigada a promover o debate, é uma iniciativa da emissora, é deselegante o convidado fazer acusações. Logo, caberia o convite para que se retirasse. É convidada e ainda falta com respeito ao anfitrião.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE

Com o artigo cheio de ironias “Comunicar-se-ão?” (29/9, A2), Eugênio Bucci faz críticas diversas ao governo Temer, eleito com os mesmos votos que Dilma Rousseff, e cerca de 40 milhões deles foram provenientes do seu partido, o PMDB. É sabido que a comunicação no governo precisa melhorar. Mas uma afirmação do autor merece reparo. Diz ele: “No Brasil de hoje, muitos alimentam a crendice de que os marqueteiros resolvem qualquer crise”. Não é no Brasil de hoje, mas no Brasil de “ontem”, nos governos Lula e Dilma, quando os marqueteiros, por exemplo, João Santana, tinham assento nas reuniões ministeriais. Aliás, a última eleição de Dilma foi obra deste mesmo João Santana. Quanto ao valor do voto, negado a Temer, “único legitimador do mandato”, Fernando Haddad, eleito por quase 3.400.000 de votos, está concluindo um mandato lamentável, para ser esquecido. Já outro prefeito de São Paulo, com mandato “ilegítimo”, pois foi nomeado, e não eleito, realizou excelente administração, tendo sido reconhecido, com a atribuição de seu nome a importante avenida no Vale do Anhangabaú. Trata-se de Francisco Prestes Maia, e a avenida se chama Prestes Maia.

Mario Helvio Miotto mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

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MESÓCLISES

Oportuno o artigo de Eugênio Bucci (29/9, A2). Apenas observo que, como derivado imaginário de mesóclise, deveria ser “era mesoclisoica”, e não “mesoclezoica”.

Geraldo José de Paiva gjdpaiva@usp.br

São Paulo

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SEMPRE O MESMO

Lula continua o mesmo! Disse ele que “paulistano é atrasado”, o que só confirma sua total falta de senso (ignorância mesmo) e que ele se considera genial (só ele, nós o consideramos um imbecil). A revoltante pichação do Monumento às Bandeiras e da estátua de Borba Gato é, sim, uma amostra destes paulistanos “sem inteligência”. Mas seríamos mesmo “atrasados” se reelegêssemos Fernando Haddad (PT) para a prefeitura. Como isso não vai acontecer, Lula tenta nos agredir. Até quando vamos acompanhar comentários de alguém que já deveria estar atrás das grades?

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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ELEIÇÃO EM SP

Os petistas vão ter a resposta da democracia nestas eleições.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas 

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CANDIDATO A ‘EMPREGADO’ PELO VOTO 

 

É imperativo que o eleitor se veja como patrão, empregador, e o cidadão que se apresenta à seleção para os cargos eletivos, como candidato aos cargos de prefeito e vereadores a serviço dos munícipes. Não são funções de somenos importância. Portanto, que sejam selecionados com muito rigor, como se faz ao “catar” o feijão, o arroz. Tomate podre não se põe na salada. Comida azeda faz mal no dia seguinte. Voto é isso, responsabilidade ao selecionar o candidato que vai cuidar da nossa família. Dos filhos que vão à escola, precisam de um bom ensino, merenda sadia. Transporte e vias bem asfaltadas, sinalizadas. Posto de saúde e creches concluídos. Água tratada e saneamento como atividades fundamentais para a saúde das pessoas e do meio ambiente. Prefeitos e vereadores em consonância, e não mancomunados na corrupção. Voto comprado tem consequência. Eleitor que se vende por R$ 20, R$ 50 vai sofrer muito mais com o filho sem escola, sem creche, decorrente de obras inacabadas, com a avó, idosa, morta sem atendimento na porta do posto de saúde, com a mulher, marido, filha atropelada na rua sem sinalização, esburacada, asfalto dos piores, fruto podre da licitação e da fiscalização corruptas. Vai sofrer e chorar pelo ente perdido porque votou no engraçadinho, no conhecido da esquina, no amigo do bar, do colega de trabalho, mas que sabidamente faltava ao seu candidato competência para sequer debater as questões de legislação na Câmara de Vereadores, fiscalizar as ações do prefeito, e, principalmente, avaliar o volume de recursos que o município arrecada, como aplica, desperdiça e não conclui as obras planejadas. Vai lamentar que acreditou nas promessas dos políticos profissionais, que a cada eleição batem na sua porta, pedem voto, mas que os problemas continuam. Nada fazem para reduzir os gastos públicos, vendedores de ilusão, cheios de tanta “bondade e oferecimento”. Como cantou o poeta: “O que é que há minha gente, o que é que há / Tanta bondade que faz desconfiar / Laranja madura na beira de estrada / Tá Zé bichada ou tem maribondo no pé / Santo que vê muita esmola na sua sacola / Desconfia e não faz milagres não” (Ataulfo Alves). Votar no palhaço, só porque é palhaço? No artista, porque canta bem? Porque aparece na televisão? Nem de brincadeira, nem de protesto. Não é a capa que importa, o conteúdo é que vale. O que fez e o que faz. O currículo de qualquer candidato a emprego. O que esse “novo empregado”, eleito pelo voto do cidadão, pode fazer pelo bem-estar da sociedade que representa como um todo. Pensar e pensar na complexidade da administração municipal, propor e analisar projetos de lei, debater em plenário, não se limitar a apertar botão ou seguir a orientação do líder sem questionar e defender o interesse da coletividade. Também, não se trata de votar somente em quem tem diploma. No passado da cédula escrita, já contabilizaram votos tipo cacareco, um rinoceronte do Zoológico de São Paulo, macaco Tião do Zoológico do Rio de Janeiro, brotados em mentes criativas à guisa de brincadeira ou descrença. Como protesto significava anular o voto. Uma opção do eleitor insatisfeito com a política ineficiente e corrupta como vista e sabida no mensalão e no petrolão, esta, graças à operação Lava Jato e prestimosa e corajosa ação do juiz Sérgio Moro, que tem sido alvo de tenaz perseguição. Ora, votos nulo, em branco e abstenção demonstram de certa forma repulsa, descontentamento. Mas, a ação de votar em alguém inapto é inconcebível ou deixar de votar é delegar a outro que exerça tal prerrogativa que vai eleger o ladrão. Como disse o Lula, desprestigiando o concursado, o pior ladrão vai enfrentar o povo e pedir voto. E, muitos iludidos, fiéis à causa, comprados votam nos corruptos contumazes. E quem podia contrabalançar se absteve. O voto distrital é fundamental para que se conheça o candidato pela proximidade e se reduza o gasto na campanha. Quem sabe acabar com o voto obrigatório e, assim, despertar no cidadão o interesse pela política como primordial à sua existência e bem-estar da sua família no município que vive. A urna é o caminho. A Câmara dos Deputados tem da ordem de 60% dos 513 eleitos, envolvidos em processos judiciais.

Ernesto Caruso egcaruso@gmail.com

Campo Grande

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‘TROPEÇO NA DEMOCRACIA’

O ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, em aula na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), afirmou que o impeachment de Dilma Rousseff foi um “tropeço na democracia”. No Estado Democrático de Direito, o papel do STF é o de salvaguardar o cumprimento integral da Constituição. O rito do impedimento de Dilma, sob supervisão atenta do Supremo, não desviou uma linha do previsto na nossa Carta Magna. É o próprio ministro Lewandovski quem dá um tropeço na democracia ao fazer mais uma declaração infeliz e inoportuna. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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ESTAMOS DE OLHO

Lewandowski, o ministro que presidiu o julgamento do impeachment no Senado, disse se tratar de um “tropeço na democracia” o afastamento de Dilma. Sua fala se coaduna perfeitamente com a da senadora Gleisi Hoffmann, que, ao contestar a decisão do STF de torná-la ré, afirmou que “nós não estamos em condições de normalidade político- institucional”. A verdade é que vivemos em plena democracia. Anormalidade era o tempo em que os políticos abafavam tudo e nem chegava à Justiça a delinquência praticada por eles. Quem defende o Partido dos Trabalhadores (PT) ou quem foi pego pelas operações da Polícia Federal ou do Ministério Público não aceita o vigor democrático que vem sendo imposto. Porque ele derruba o império da impunidade. Porque, finalmente, os praticantes de crimes estão respondendo pelo mal que fizeram à sociedade brasileira. A normalidade político-institucional é muito bem-vinda! Que tenha vindo para ficar! 

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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SOBRE TROPEÇOS

Apesar de haver presidido o julgamento de afastamento da “presidenta”, que seguiu integralmente todos os tramites jurídicos, o sr. Lewandowski, que por sinal agrediu a Constituição na oportunidade, disse em palestra que o episódio foi um “ tropeço na democracia”. Mais uma vez, revela sua tendência partidária. Data vênia, sr. Lewandowski, sugiro pedir aposentadoria no STF e abrir uma banca de advocacia em São Bernardo do Campo, seu reduto, para defender os “petralhas”. Clientes não faltarão.

Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

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O ACORDO

Ministro Ricardo Lewandowski, tropeço ocorreu, sim, quando foi feito o acordo no Senado, com a aquiescência de V. Excia, que manteve os direitos de elegibilidade e ocupação de cargos públicos pela ex-presidente, mesmo após consumado o impeachment. Isso, sim, foi um grande tropeço na Constituição federal.

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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E A CONSTITUIÇÃO?

Então o ex-presidente do STF diz que o impeachment foi um tropeço na democracia? Então ele presidiu um ato contrário à Constituição.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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ARTIGO 52

Petista de carteirinha, o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski afirmou que o impeachment de sua protegida Dilma, em sessão comandado por ele próprio, foi um “tropeço na democracia brasileira”. Será que ele está se referindo à decisão que vilipendiou e contrariou a Constituição federal no artigo que determina que a condenada perca também seus direitos políticos?  

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ATO-FALHO?

O ministro Lewandowski teria dito que “o impeachment foi um tropeço na democracia”. Teria sido um ato-falho? Será que o ministro pensou no “fatiamento” que estuprou a Constituição Cidadã de 1988 quando pronunciou tal afirmação? A parte sadia da Nação acha que sim. Os criminosos são perseguidos pela memória de seus crimes.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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CÚMPLICE DO FATIAMENTO

O ministro do Supremo Ricardo Lewandowski confirmou seu lado petista ao afirmar aos alunos da USP, durante aula que ministrava, que o impeachment da Dilma foi um “tropeço na democracia”. Da mesma maneira, então, Lewandowski, como presidente deste evento no Senado, tropeçou e rasgou a nossa Constituição, ao ser cúmplice do fatiamento do artigo 52 da Constituição. Mas, em boa hora, foi contestado pelo seu colega ministro Gilmar Mendes, que contestou dizendo que “tropeço” foi fatiar o julgamento do impeachment! A USP caiu no ranking das universidades mundiais será, também, porque acolhe um professor de Direito que tampouco respeita a nossa Constituição, como Lewandowski?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DESCABIDO

A declaração do ministro Lewandowski, do STF, em aula na Faculdade de Direito da USP, qualificando o processo de impeachment como “um tropeço” democrático, foi infeliz e descabida. “Tropeço na democracia” foi aceitar fatiar a votação, cassando o mandato da presidente e mantendo os seus direitos políticos.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA

Ricardo Lewandowski não poderia deixar de ser engraçadinho, dando uma pincelada no impeachment, com comentário parcial e absurdo, após tudo o que soubemos dos acontecimentos a respeito do impedimento de Dilma Rousseff, classificando-o como “tropeço na democracia”. Ainda bem que o resultado final não dependeu de voto dele, caso contrário, com certeza Dilma já estaria reintegrada à Presidência. Né, não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A CARTA É CLARA

Ricardo Lewandowski afirmou que “o impeachment foi um tropeço da democracia”. Essa afirmação irritou seus colegas do Supremo, mas teve uma resposta à altura do colega Gilmar Mendes, que comentou: “Eu tenho a impressão de que esse processo correu com normalidade (...) Eu acho que o único tropeço que houve foi aquele do fatiamento”. Esta não é a primeira vez que Gilmar Mendes critica o golpe do fatiamento do impeachment. E nós, os mortais, atribuímos essa decisão de Lewandowski à grande gratidão que ele tem pelo fato de ter ganhado de mão beijada, praticamente sem o mérito necessário, seu cargo na Corte Suprema. Para nós, o grande tropeço da democracia foi o verdadeiro “golpe” na Constituição, que é bem clara quando trata das consequências de quem sofre o impeachment: a destituição do cargo com a inabilitação temporária. 

Leila E. Leitão

São Paulo

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NÃO SE ENTENDEM

O ex-ministro e presidente do STF Ricardo Lewandowski viu a saída da ex-presidente Dilma como um tropeço na democracia... Tá vendo? Agora o ministro Gilmar Mendes e ex-companheiro no STF diz que tropeço foi fatiar o impeachment. Entenderam ou precisa explicar melhor? Se nem “eles” se entendem, nós, pobres mortais, jamais entenderemos... E “viva a inju$tiça brasileira”! Será que é tão difícil de agilizar os julgamentos? O que fazem para demorar tanto?

 

Luiz Dias lfd.silva1940@gmail.com

São Paulo

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TRUPICÃO

Se no impeachment a democracia “trupicou”, só pode ter sido num monte de propina ou, então, num buraco deixado pelos corruptos. E o condutor do processo não viu nada disso...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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ENGANO VISÍVEL

Quando o ministro Lewandowski disse, em aula na Faculdade de Direito da USP, que o impeachment da sra. Dilma foi um tropeço na democracia e que de tempos em tempos eles se repetem, há um engano visível. Tropeço foi o dele, ministro do STF e presidente do processo do impeachment, que rasgou a Constituição brasileira, que ele deveria respeitar, se aliando ao presidente do Senado (político conhecido por ter os processos contra ele adiados indefinidamente por esse mesmo tribunal), induzindo o plenário a votar conforme o seu parecer, adrede preparado. Isso é uma distorção dos fatos! Viva a impunidade!

Jose Carlos Amaral jc-amaral@bol.com.br

São Paulo

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MANCHA

Em sala de aula, o ministro Lewandowski disse que o impeachment de Dilma manchou a democracia. Foi de fato um processo que teria corrido normalmente, nos trâmites legais e constitucionais, se ele, com seu ar arrogante, que presidiu a sessão, não tivesse fatiado a pena prevista na Constituição. Manchou mesmo, com essa sua atitude, a Constituição brasileira. Mas a democracia permaneceu intacta até essa infeliz e torpe decisão.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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PROFESSOR LEWANDOWSKI

Com que conhecimento uma população que é carente de ensino de qualidade poderia ser consultada em plebiscito, justamente sobre o ensino, como alardeia o ministro Lewandowski? Ele não defenderia um plebiscito sobre sua autoridade para fatiar ou não votações, não é? Que cara-dura! E ainda por cima o faz na USP, espaço público que vive à custa dos impostos que eu pago! 

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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ESTADO DE EXCEÇÃO 

Dilma Rousseff disse esta semana estar o País caminhando para o “estado de exceção”. De fato, estamos caminhando para o estado em que o roubo deva constituir exceção, e não a regra.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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INTIMIDAÇÃO

Num país onde impera o direito à livre expressão, cada um pode falar o que quiser, e corre o risco, também, de ouvir o que não quer. Depois que Lula se tornou réu na Operação Lava Jato, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o movimento dos petistas é impor medo das consequências de uma provável prisão de Lula. Dilma diz: “Não acredito que eles cometam este absurdo. Não porque sejam bons, mas porque acredito que também não são burros”. Contida nesta frase existe uma ofensa e uma intimidação de que os petistas reagirão virando este país do avesso, não aceitando a inviabilização da candidatura do ex-presidente em 2018. Além disso, para Dilma, a prisão de Lula o transformaria num herói. Quero crer que Dilma ainda pense com a cabeça de uma petista no poder , de antes da Lava Jato. O País não virou do avesso com seu impeachment e denúncia de golpe e não vai ser convulsionado se Lula for condenado. Lula não será mais o herói como pretendem, pois 13 milhões de desempregados sofrem a angústia do dia a dia e não se esquecem de quem começou este inferno. Lula já passou de herói a bandido. É só ver o esvaziamento de seus comícios aqui, no Sudeste, o maior colégio eleitoral do País. Nem mil pessoas compareceram em Campinas, célebre reduto petista. Lula já era!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ASSEMBLEIA DO PT

A próxima assembleia do PT será realizada no pátio da prisão em Curitiba. Dúvida: será que o espaço será suficiente?

Batista Moretti Batista.moretti@hotmail.com

Cerquilho 

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CADA UM NO SEU QUADRADO

No dia em o Banco Central bloqueou R$ 30,8 milhões (!) nas contas bancárias do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, seu advogado de defesa, o criminalista José Roberto Batochio, declarou em tom cínico que “quem ganha um salário mínimo acha que um juiz ou um promotor ganhar R$ 70 mil por mês é um escândalo. Esse é o problema. Cada qual no seu quadrado”. Tem razão: a cela quadrada da Papuda aguarda a qualquer hora a chegada de seu ilustre cliente. Cadeia nele!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SOB INVESTIGAÇÃO

Se Antonio Palocci fosse, como médico sanitarista, tão competente quanto o consultor financeiro que demonstrou ser, certamente teria erradicado a disenteria e a urticária nas regiões onde porventura tivesse atuado.

Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br

São Paulo

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INOCENTES

 

Nunca no Brasil tantos indivíduos honestos foram injustamente envolvidos pela Justiça, enquanto fundos partidários recebiam milionárias doações legalmente registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas presumidamente dilapidadas da indefesa Petrobrás a ponto de quase falir e se tornar a empresa mais endividada da face da Terra, além de o governo contabilizar o déficit de R$ 170,5 bilhões e desempregar 12 milhões de brasileiros. Inacreditável é que todos os envolvidos se dizem inocentes, inclusive os condenados.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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ELE SABIA

O empresário Antonio Ermírio de Morais já dizia que o PT era um bando de gente arrumando dinheiro para fingir que vão ajudar alguém, mas, no fundo, queriam mesmo era se dar bem, e o povão que se explodisse. E nele eu acredito e sempre acreditei, porque era honesto, algo que o PT e sua corja não são.     

Zureia Baruch Jr zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

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A MORTE DE SÉRGIO SOMBRA

Morreu Sérgio “Sombra”, aos 59 anos, de câncer, um dos principais suspeitos no escândalo da morte do então prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel (PT), em 2002. Causa perplexidade que Sombra não tenha sido levado a julgamento e que tenha morrido na impunidade após 14 anos de o crime ter ocorrido. Não há dúvidas de que Celso Daniel foi assassinado por questões políticas envolvendo o pagamento de propinas para campanhas políticas do PT, mas até hoje nada foi oficialmente esclarecido e apenas pessoas humildes foram condenadas. É mais um exemplo de como a Justiça funciona mal no Brasil, o que apenas contribui para a corrupção e o aumento da impunidade dos ricos e poderosos no País.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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PAZ NA COLÔMBIA

 

Após meio século de lutas, mortes e sequestros, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo Santos, da Colômbia, selam o documento que consubstancia a paz no país. Ressalte-se que o povo colombiano sofreu bastante nestes últimos 50 anos com a perda de familiares e com a violência da guerrilha e o emprego da força em resposta a ela. O governo colombiano lavra um tento político e humanitário diante do planeta, acabando com a última guerrilha ideológica em vigor no mundo, tirante as guerras e revoluções propriamente ditas. A América Latina deve comemorar a ocasião.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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ERROS E ACERTOS DO PASSADO

Com relação ao acordo entre o governo da Colômbia e os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que encerrou um conflito de mais de 40 anos e que deixou cerca de 220 mil mortos, é imperioso apresentar o testemunho que se segue. Em 1999, quando trabalhava em Teerã-Irã, ouvi do diplomata Ramiro, embaixador da Colômbia naquele país, o seguinte comentário: “Vocês tiveram um foco de guerrilha em Chambioá, na Amazônia. À custa de cerca de 100 mortos, vocês destruíram o movimento insurgente. Na Colômbia, recusamo-nos a agir de forma similar. Passadas quase três décadas, já contabilizamos mais de 100 mil mortos nos combates com os guerrilheiros, ou seja, para cada brasileiro morto, mil colombianos foram sacrificados. Do ponto de vista individual, uma ou mil perdas são a mesma coisa; do prisma coletivo, de uma visão estratégica, uma estupidez não tem expressão se comparada com mil atitudes estúpidas”. E concluiu, nostálgica e tristemente: “Os soldados brasileiros devem ser parabenizados pelo que evitaram”. Os cidadãos e os intelectuais engajados na esquizofrenia petista-comunista e os demais brasileiros que lhes sufragam com apoio e admiração odiariam ouvir esse testemunho. Primeiro, pela jamais admitida derrota nas tentativas de estabelecimento de conflito guerrilheiro no Brasil e a consequente conquista do poder, mas também pela absoluta impossibilidade de se livrar da verdade que ele contém. Evidentemente, que os canalhopatas continuarão trabalhando com sofreguidão para desmerecer o que brasileiros de boa-fé, especialmente os militares, empreenderam para livrar o Brasil do regime que fracassou em todos os quadrantes da Terra. Por uma questão de decência, verdade e ética, que fique muito claro: os excessos existiram e se enquadram na impossibilidade de o ser humano concretizar suas obras no patamar da perfeição. Entre os excessos brasileiros daquele período e a prática habitual de comunistas e nazistas não pode haver hesitação. A justificativa é simples: 600 mil menores de idade foram sacrificadas pelos nazistas na Alemanha nas décadas de 1930 e 1940; e 700 mil menores de idade foram sacrificadas na Ucrânia pelos comunistas no mesmo período (em ambos os casos, a citação refere-se a 10% dos cidadãos mortos em circunstâncias específicas pelos respectivos regimes). Quanto a esses dados, não raro, falta coragem intelectual e moral para divulgá-los, especialmente para a juventude. De qualquer sorte, a transformação do Brasil num país com igualdade de oportunidade e com a prevalência da justiça, ética e demais virtudes da cidadania requer a análise atenta dos ensinamentos históricos, sem preconcepção no que diz respeito a acertos e erros do passado.

Aléssio Ribeiro Souto souto49@yahoo.com

Brasília 

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SHIMON PEREZ

Às vésperas do Rosh Hashaná, Shimon Peres promove mais um ato de paz: o aperto de mão de Binyamin Netanyahu e Mahmud Abbas. Descanse, amigo.

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

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