Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2016 | 03h05

ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Para vereador

Hoje os eleitores paulistanos comparecerão às urnas para escolher seu próximo prefeito e os 55 vereadores. Cada um terá uma grande responsabilidade, em vista das deploráveis condições de vida em nossa cidade. Trânsito caótico, agravado pelas más condições do nosso sistema de transportes, tanto em quantidade como em qualidade, não há mais por que continuar aceitando essa situação. Não devemos também aceitar uma poluição do ar responsável, por si só, pela morte de mais de 4 mil pessoas por ano, decorrente, principalmente, dos veículos poluentes que trafegam em nossas vias e da falta progressiva de áreas verdes, dotadas de árvores que garantam o oxigênio necessário, em nome de uma denominada “modernidade”. Cabe ressaltar as descuidadas regulamentações de uso e ocupação do solo, voltadas muito mais para os interesses das construtoras que dos cidadãos. Reportagem, sexta-feira, no Estadão informa que 49 dos atuais 55 vereadores concorrem à reeleição; os recursos obtidos pelos vereadores superam os R$ 14,5 milhões. É muito dinheiro, diante da péssima atuação deles nesta legislatura, que, felizmente, está chegando ao fim. Das cerca de 880 leis aprovadas, 73% correspondem à denominação de logradouros públicos, próprios municipais e datas e eventos comemorativos. E algumas são verdadeiras pérolas, como a que oficializa o hino de um concelho de Portugal, na região do Porto. Em sua publicação no DOC de 12/5/16 foram incluídas a letra e a pauta do hino, republicados no dia seguinte, como errata. Metade dessas leis foi sancionada não pelo prefeito, mas pelo presidente da Câmara Municipal. Há várias legislaturas os prefeitos de São Paulo vêm declinando da “honra” de sancionar tais leis, entregando aos presidentes da Câmara, por motivos óbvios, a honraria. Outra característica dos atuais vereadores foi pegarem carona em projetos de lei propostos por seus pares, pedindo sua inclusão como proponentes. Exemplo recente, a Lei 16.518, de autoria do vereador Salomão Pereira (PSDB), publicada no DOC de 23/7/16, em que aparecem como proponentes, além do autor, 33 vereadores de vários partidos. Enfim, os atuais vereadores – salvo raras exceções – não merecem a reeleição e caberá a cada um de nós impedir que retornem à Câmara.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Cadê todo mundo?

Li, estarrecida, que os vereadores paulistanos trabalharam apenas 36 minutos durante o mês de setembro. E mais: todo o organograma da Casa Legislativa, que é formado por concursados, efetivos, não tem “férias coletivas”, então o gasto de R$ 47 milhões continuou o mesmo. Para quê? Lendo a notícia, penso em países desenvolvidos, onde vereadores não recebem salário, só querem sua cidade melhor (Suécia, França e Reino Unido, entre outros). É imoral o que acontece aqui: um staff caríssimo, formada por servidores de carreira (concursados) e em comissão. Quase sempre desnecessários.

ANDREA METNE ARNAUT

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

Muito descaramento

Os dados são assustadores. Mortos, desempregados e bolsistas doaram para campanhas eleitorais R$ 41 milhões. Um doador de Goiás, sem renda declarada, repassou a um candidato R$ 19 milhões, mortos “contribuíram” com pelo menos R$ 272 mil, 22.367 beneficiários do Bolsa Família desembolsaram R$ 22 milhões. Um total absurdo! Chama a atenção a vultosa quantia desembolsada pelos bolsistas. Como justificar essa barbaridade, se – levantamento recente – cada família recebe em média R$ 176 mensais? De duas, uma: ou os candidatos são “burros e alienados” ou duvidam da capacidade do TSE e do TCU no cruzamento de dados. Sabe como é, né? Milhares de candidatos, as novas regras são recentes e passam por ajustes, não custa tentar... Pode ser que um ou outro espertinho passe despercebido. É muito descaramento.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Banditismo

Nestas eleições, algo muito grave vem ocorrendo: estão trocando marqueteiros por pistoleiros.

LUÍZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

MONUMENTOS PICHADOS

Vandalismo

Sexta-feira, logo cedo, a notícia de que o Monumento das Bandeiras e a estátua de Borba Gato haviam sido pichados. Pichados! É revoltante a falta de educação e respeito pela arte e cultura histórica paulistanas. Infelizmente, São Paulo está entregue às hordas. E grande parte da culpa é da administração municipal, que incentivou as pichações pela cidade, em locais que deveriam ser preservados. A Prefeitura espalhou milhares de câmeras pelas ruas com o único intuito de fazer caixa, sem nenhuma preocupação com a preservação da nossa História. Pense bem, paulistano, na decisão de seu voto, hoje. São Paulo não merece a continuidade de administradores que não tenham comprometimento com a sua História.

LUCIA HELENA FLAQUER

lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo

Pichar é crime

Desde os idos de 1970, quando um tal de Juneca começou a pichar a cidade, não apareceu um prefeito capaz de enfrentar pichadores. Porque pichar é crime: Lei n.º 9.605, de 12/2/1998, que “dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. Art. 65. Pichar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano: (Redação dada pela Lei n.º 12.408, de 2011) Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa. (Redação dada pela Lei n.º 12.408, de 2011) § 1o – Se o ato for realizado em monumento ou coisa tombada em virtude do seu valor artístico, arqueológico ou histórico, a pena é de 6 (seis) meses a 1 (um) ano de detenção e multa”. A pena de seis meses a um ano de detenção é pura balela. Qualquer juiz a converteria em doação de cestas básicas ou prestação de serviço à comunidade, porque as prisões estão superlotadas. Para dar um fim às pichações mais eficaz seria fazê-los limpar a própria sujeira, diante da Guarda Civil Municipal, e deixar as paredes tão limpas como deveriam estar. Os criminosos teriam de arcar com os custos do material de limpeza indicado pela Prefeitura. Caso o pichador seja menor de idade, aplicar a mesma penalidade como medida socioeducativa, prevista em lei. Depois de feita a limpeza e com aprovação do fiscal da Prefeitura, aí poderiam ser soltos. A Prefeitura poderia fazer um apelo à população com um “disque-pichador”. Daí, colaborando com a municipalidade, a Polícia Civil poderia encontrar com facilidade esses criminosos e fazê-los cumprir essa pena. Fazendo isso, com toda a certeza os pichadores deixariam de vez de emporcalhar a cidade.

JOSÉ CARLOS DE CASTRO RIOS

jc.rios@globo.com

São Paulo

“Fiquei horrorizado com o vandalismo de pichadores inescrupulosos. Cadeia neles!”

VALTER GALI / SÃO PAULO, SOBRE OS MONUMENTOS ATACADOS

vgali@concili.com.br

“Depois da falecida estrela vermelha, agora tem candidato ‘deletando’ o Lula das fotos, tal é a vergonha!” 

ALESSANDRO LUCCHESI / 

CASA BRANCA, SOBRE O LULOPETISMO NA CAMPANHA

timtim.lucchesi@hotmail.com

“50 tons de vermelho que viraram cinzas”

IVAN BERTAZZO / SÃO PAULO, IDEM

bertazzo@nusa.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

ELEIÇÕES 2016

Este é um momento importante, o único em que o cidadão comum pode interferir nos destinos de sua comunidade. O munícipe ainda tem tempo para chegar com convicção à conclusão de quem melhor poderá representá-lo na prefeitura e na Câmara de Vereadores. Com esse procedimento, será mais difícil de errar na escolha. Outro ponto que poderá ajudar é verificar como se saíram os candidatos que já ocuparam cargos públicos e buscam nova eleição. Se no passado eles cumpriram suas obrigações, já é um bom sinal. Mas, para que tudo saia exatamente como planejado, o melhor será interessar-se e acompanhar a atuação daqueles que forem eleitos para, na medida do possível, manifestar satisfação ou insatisfação no decorrer dos quatro anos do mandato e, nas próximas eleições municipais, chegar às urnas com mais conhecimento e melhores credenciais para fazer a boa escolha. A eleição é o grande momento - o único - em que o povo pode fazer a diferença.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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2 DE OUTUBRO

Dia 2 de outubro é dia de eleger nossos governantes que cuidarão do destino de nossas cidades. Nos últimos anos nossos políticos nos decepcionaram com caixa 2, lavagem de dinheiro, uso da máquina pública para benefício próprio, etc. São tantas as desilusões que os brasileiros, cansados de tanta roubalheira e descaso com o dinheiro público, foram às ruas, protestaram, fecharam avenidas, exerceram a democracia de forma livre e organizada - sem quebra-quebra, como fazem alguns arruaceiros que dizem lutar por democracia. Este momento atual nos faz rever a História, mais precisamente os anos 30. Quando chegou à Presidência Getúlio Vargas, tratou de suspender a Constituição Republicana de 1891, fechou o Congresso Nacional, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, indicou interventores militares para governar os Estados com a intenção de reduzir o poder dos fazendeiros que sustentavam o regime deposto de 1930. Os civis paulistanos organizaram um movimento armado que culminou na Revolução Constitucionalista de 1932. O estopim do conflito deu-se em maio de 1932, quando quatro jovens, entre muitos outros que lutavam pela Constituição, morreram em batalha. Os jovens eram Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, conhecidos como mártires da resistência que formam a sigla MMDC. Em 9 de julho, a Revolução Constitucionalista mobilizou muitos homens de São Paulo para lutar contra o governo federal. As tropas paulistas eram formadas por soldados da polícia estadual e voluntários, assim iniciaram uma ofensiva contra as tropas federais, mas logo São Paulo se viu cercada por mais de 100 mil militares federais. Mesmo sem apoio de outros Estados, o povo paulista conseguiu reunir uma tropa com mais de 200 mil voluntários. Mesmo em números menores, os paulistas não se abatiam, muitos levaram suas armas pessoais para o front e os voluntários precisavam produzir armamentos para continuar no combate. São Paulo criou uma moeda própria para arrecadar fundo com o slogan "ouro para o bem de São Paulo", os moradores passaram a entregar joias para financiar as tropas paulistas, e em troca recebiam um anel de prata com as inscrições "Pro São Paulo fiant eximia", ou seja, Ouro para o Bem de São Paulo. Depois de três meses de lutas e muitos mortos e feridos, os soldados paulistas se renderam em 2 de outubro. Apesar da derrota nas armas, obtiveram uma conquista política. O governo federal garantiu a realização de eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, encarregada de elaborar a nova Constituição, que era a principal reivindicação do movimento de 1932. O presente é um retrato do passado, só que hoje usamos as leis, as manifestações de forma livre, democrática e organizada, já não precisamos pegar em armas, e, assim como em 1932, a população se uniu e está organizando uma assepsia política. 

 

Antonio C. Soares soaresantoniocarlos32@gmail.com

Jundiaí

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DIREITO NOSSO

Foi muito duro conquistar o direito do voto e ter uma falsa democracia no Brasil. Na verdade, fico feliz em saber que existiram pessoas que em suma são heróis, que lutaram e deram o seu sangue por esta causa tão justa para o povo brasileiro. Não vou utilizar, porém, este direito precioso para votar em sujeiras corruptas. Depois de tantos acontecimentos, não quero ser conivente com um sistema que está comprado, manipulado, atrasado e decadente. Prefiro guardar a condição democrática comigo. Com isso, vou anular meu voto e aplicá-lo apenas em coisas limpas, honestas, competentes e sem partido/ideologia. Fico na esperança de que um dia isso exista.

Flávio Porto G. Camacho fpcamacho@bol.com.br

Guarulhos

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PROMESSAS DE CAMPANHA

Como se sabe, nas campanhas políticas mundo afora os candidatos sempre prometem mundos e fundos, no conhecido truque do encantamento de serpentes, para atrair a atenção e os votos dos eleitores, fazendo com que acreditem em suas plataformas e planos mirabolantes de governo, por mais impossíveis e irrealizáveis que sejam. Faz parte da tradição do marketing político. Isso posto, ao tempo em que o País vive a mais severa e aguda crise política e econômica de sua história, causou espécie a atual campanha para a Prefeitura de São Paulo, de longe a mais exagerada e hiperbólica de todos os tempos. Com inacreditável leviandade, os candidatos acenam e prometem de um tudo, como se fosse possível, num passe de mágica, da noite para o dia, com a varinha mágica em mãos, dar solução ideal a todos os inúmeros problemas da gigantesca metrópole, transformando a caótica cidade num verdadeiro Eden na Terra. Só faltam mesmo promessas de fazer nascer cabelo em careca, devolver a visão aos cegos, curar os enfermos, emagrecer os obesos, crescer os de baixa estatura, ganhar na loteria, entre outras sandices. Acredite quem quiser.

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo

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O DIA SEGUINTE

Brasileiros e brasileiras, vocês sabem o que vai acontecer após as eleições deste domingo, 2 de outubro, no Brasil? Nada, absolutamente nada. As vacas nos pastos continuarão andando, andando... Nas repartições públicas municipais, nada muda há mais de 60 anos. Ainda temos os carimbadores, as mesas numeradas de um até o infinito, a sequência lógica dos papéis passando de mão em mão e parando na mesa de quem está em férias. 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco 

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VOTO NÃO TEM PREÇO

 

Eleição não é loteria esportiva! Não temos dois ou mais times que disputam um campeonato. É o bem do Brasil que está em jogo. Temos de unir nossas forças para lutar contra a corrupção, o desperdício, a falta de saúde e a educação de baixa qualidade. Temos de nos unir para que interesses nobres sobressaiam sobre os mesquinhos. Voto não tem preço, tem consequências.

 

Paulo Roberto G. Lessa paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

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A VEZ DOS MUNICÍPIOS

A escolha de quem vai dirigir cada município deveria ser a oportunidade para que o morador mostrasse um mínimo de consciência política. Mas, pelo visto, teremos a repetição do que vem acontecendo há muito tempo, ou seja, o eleitor votar em qualquer um e o eleito, por sua vez, não se sente compromissado e não se preocupa em pôr em prática as suas promessas eleitorais. É uma situação que precisa mudar. O voto é essencial para mudar a situação em cada município. E o morador tem responsabilidades também.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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VANDALISMO EM SÃO PAULO

Dois monumentos amanheceram na sexta-feira, 30/9/2016, totalmente pichados em São Paulo: o Monumento às Bandeiras, no Ibirapuera, e o do Bandeirante Borba Gato, na Avenida Santo Amaro. Para quem estudou História dissociada da ideologia comunista, sabemos que aos bandeirantes paulistas, impulsionados pela pobreza extrema e pelo esquecimento que a Coroa relegava a nossa capitania, restava só a possibilidade de sair em busca de "algo" que tivesse valor para o mercado das capitanias do Nordeste, produtoras de açúcar, para manter a sobrevivência da população de Piratininga. Esse "algo" eram os indígenas, considerados mercadorias à época... e há que retroagir no tempo para entender que essa era a mentalidade usual e geral, e não exclusiva dos paulistas. A escravidão era legal no mundo de então, e os bandeirantes apenas exerceram o direito de explorá-la. Por esse motivo, hoje, militantes do PSTU, do PCdoB e periféricos anarquistas odeiam a figura dos bandeirantes, tidos como cruéis escravocratas. E se dão o direito de tentar destruir patrimônio de nossa cidade e da nossa cultura. Por que não penalizam os colonos donos de usina de Pernambuco que compravam os escravos indígenas para seu uso na lavoura? Ah, porque a elite que incomoda estes grupelhos está no Sul/Sudeste, a "zelite" loira de olhos azuis, tão achincalhada por Lula. Tomara que venham novos ares. Cansamo-nos deste discurso embolorado!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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PRISÃO EM PERÍODO ELEITORAL

É necessária a imediata revogação do artigo 236 do Código Eleitoral, que proíbe a prisão de pessoas cinco dias antes e 48 horas após o dia de votação, exceções feitas em casos de flagrante delito ou cumprimento de sentença criminal. Não existe nenhum fundamento lógico que justifique a existência do referido dispositivo legal. No caso de prisão que não se insira nas exceções, basta que a autoridade policial comunique a custódia à autoridade judiciária eleitoral e o preso não terá qualquer prejuízo. Argumentar que o objetivo é assegurar o direito ao voto não o terá também a pessoa autuada em flagrante ou que for cumprir pena.

Eraldo Bartolomeu Cidreira Rebouças real742@yahoo.com.br

Poços de Caldas (MG)

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PUNIÇÃO

  

Safardanas (junção de safados e sacanas) não picharam apenas os 240 blocos de granito do Monumento às Bandeiras, de Victor Brecheret, inaugurado em 1954. Cuspiram no rosto de portugueses, negros, mamelucos e índios, nele retratados, a puxar uma canoa de monções. A preservação do patrimônio público municipal é dever do município e de suas guardas municipais. Criminalizar de maneira específica a pichação, com pena de segregação (esses indivíduos não são aptos a viver em sociedade), e penas acessórias de multa e supressão do mal (sabe-se lá como), é o caminho inevitável. Esse dever das guardas municipais foi recentemente reforçado em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mas o governo municipal prefere usá-las para multar motoristas e angariar renda, inclusive para terceirizados. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PICHAÇÕES

Já que temos falado em reforma do ensino médio, uma das matérias que deveria ser obrigatória é o que antigamente se denominava "educação moral e cívica", ao que se poderia acrescentar "ética" também. A pichação do Monumento às Bandeiras e do Borba Gato por jovens baderneiros desocupados atesta bem a ausência total de princípios morais, cívicos e éticos na cabeça destes irresponsáveis. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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CORRUPÇÃO E JUVENTUDE

Estamos no alvorecer do século 21. Um certo país chamado Brasil vive dias conturbados. Política, economia e sociedade vivendo novos padrões éticos em busca da própria identidade como nação. As forças milenares da humanidade em evidência. Ganância, poder, dinheiro e todas as tentações permeando corações e mentes dos poderosos diante de uma sociedade carente dos insumos básicos de dignidade e cidadania. Direita, centro ou esquerda, seja lá o que for isso nos dias atuais, chafurdando na lama da corrupção e das propinas. Imenso prejuízo material e financeiro, não poupando nem nossos idosos, com ataques aos fundos de pensões mais importantes do País. O mais grave acontece como "prejuízos intangíveis", aqueles que envenenam a nossa juventude. Todos os pais ou responsáveis conhecem a luta diária para construírem um alicerce sólido e perene de caráter e honestidade nos nossos filhos e filhas adolescentes e jovens. Seja pelo diálogo ou exemplo da própria conduta em sociedade. Por definição, jovens espelham-se nos mais velhos, nas autoridades e homens públicos. Quando um cidadão que estudou, ganhou destaque social e conquistou um cargo público ou mesmo dentro da esfera privada tem responsabilidade no exemplo aos jovens do nosso país. Se não se importa com os próprios filhos, que entenda a missão maior de forjar uma nação decente pelo exemplo e currículo público. Este "espetáculo diário" de conduta corrupta e maléfica por parte de autoridades de todos os matizes políticos corrói nossos jovens e arrasa qualquer mensagem paterna e materna na formação da índole cidadã dos nossos filhos. Essas mentes jovens são o futuro da Pátria. Prejuízos intangíveis e de longo prazo aviltando gerações. Fazer valer as leis e instituições acima de qualquer suspeita e interesses pessoais, é mostrar cabalmente ao jovem que ele pode confiar em ser um cidadão de bem, num País que sempre garantirá a sua cidadania e liberdade. O que está em jogo são nossos filhos, a nação brasileira e o futuro. Tesouro precioso que não pode ser objeto de projetos pessoais de poder ou manipulações. Vamos "lavar a jato" o País, antes que não possamos mais sair com a "alma lavada" perante esta nova geração que busca apenas a ética, o trabalho e o orgulho de ser brasileiro.

Márcio Mourão mmvip007@gmail.com

Rio de Janeiro

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MALDIÇÃO

Mais uma profecia se concretizou sobre a maldição do cargo de ministro da Casa Civil. Gleisi Hoffmann (PT-PR) é a mais nova "vítima". A Suprema Corte, em decisão unânime, aceitou denúncia da Operação Lava Jato contra ela e seu marido, Paulo Bernardo, com grandes chances de serem condenados. Que assim sejam, amém!

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Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo 

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CONDIÇÕES DE ANORMALIDADE

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), ora ré na Operação Lava Jato, suspeita de ter recebido dinheiro do esquema de corrupção da Petrobrás, subiu à tribuna do Senado não para se defender das provas dos delitos a ela imputada, mas para atacar o Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando: "Tenho certeza de que em condições de normalidade política e institucional essa denúncia nunca seria aceita pelo STF. Infelizmente, nós não estamos em condições de normalidade político-institucional". Como seriam as condições de normalidade que ela e seus companheiros de partido avaliam que fosse? Talvez continuar roubando à escancara sem ser importunados, como foi nestes últimos 13 anos de PT no governo. Será que o STF não tem competência para julgá-los? Todos eles sempre encontram um terceiro para imputar a sua culpa, nem a Suprema Corte escapa.

Leila E. Leitão

São Paulo

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NORMALIDADE INSTITUCIONAL

A senadora ré Gleisi afirmou, na tribuna do Senado, que o Brasil não está em condição de normalidade institucional. Escárnio! No mesmo dia, e decerto não por coincidência, o cinzento ministro Ricardo Lewandowski, do STF, concorda com a senadora-ré e afirma que o impeachment de Dilma Rousseff foi um "tropeço na democracia". Então, que fique claro: a "democracia" petista tem de ser aquela em que a "cumpanherada" se refestela nos cofres públicos e "normalidade institucional" é quando o roubo sistemático passa ao largo das punições. A aurora da verdadeira democracia está a cegar os gordos chacais. Alvíssaras!

Julio Cruz Lima Neto Julio.CruzLima@plastekgroup.com

São Paulo

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AFIRMAÇÕES DA TRIBUNA

Negando tudo, a senadora Gleisi Hoffmann quase negou que conhecia o marido...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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GLEISI HOFFMANN

Que fim levou aquele sorriso debochado?

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo  

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UNANIMIDADE NO STF

A segunda turma do STF, por unanimidade, deferiu decisão aceitando denúncia contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, do Planeamento, ambos por serem acusados por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro público, praticados contra a Petrobrás, recebendo como propina a quantia estratosférica de R$ 1 milhão, oriundo de um esquema de corrupção instalado na Diretoria de Abastecimento da aludida estatal, chefiada na época por Paulo Roberto Costa, tudo como bem noticiou o "Estadão" em outubro de 2014, para custear suas campanhas políticas de então. O que mais causa estranheza e surpresa, e até indignação, é que referida senadora, posteriormente ao regimento da propina em tela, fez parte ativa como membro efetivo da comissão especial de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff. Esta senadora, juntamente com mais dois senadores - Vanessa Gazziotin (PCdoB-AM) e Lindbergh Farias (PT-RJ) -, constituíram um triunvirato maligno e improbo, com a finalidade única de defender a ex-presidente Dilma com unhas e dentes, aparteando os oradores com assuntos estranhos ao processo, só para tumultuá-lo, como aconteceu com aparte absurdo da senadora Vanessa, que pediu a anulação de uma sessão por não ter sido lida a ata da anterior. E assim vai por outros absurdos, com o intuito de procrastinar o andamento do processo. Só para exemplificar, acho que a senadora Hoffmann, para ver-se livre do recebimento criminoso da mencionada propina, lutou contra o afastamento da presidente como uma desvairada que perdeu o juízo para, recompensadamente, não ser condenada criminalmente pelo governo afastado, livrando-se da prisão, como está acontecendo com outros praticantes do mesmo crime. Mas o triunvirato não obteve êxito. O impeachment foi decretado e a aludida senadora e seu marido, como já disse, estão sendo denunciados como corruptos passivos. O Supremo Tribunal Federal sempre julga por "iusta causa" (por justa causa). "Ita speratur" (assim se espera).

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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A MORAL DE GLEISI HOFFMANN

Agora ficou claro e muito bem elucidado o porquê de a senadora Gleisi Hoffmann defender a unhas e dentes, com a faca entre eles, o "não" para o impeachment de Dilma Rousseff. Naquela ocasião, disse que os senadores não tinham moral para julgar a presidente. Sem dúvidas, ela os classificou dessa maneira por se autoanalisar, incluindo nisso seu marido Paulo Bernardo, tão honesto quanto ela neste meio corrupto, sujo e de maracutaias indecentes. Ou seja, utilizou o provérbio português de que "a melhor defesa é o ataque". Né não, senadora? 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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NARIZINHO & CIA.

A arrogante senadora Gleisi Hoffman, que na votação do impeachment de Dilma afirmou com todas as letras que naquela Casa não havia um que não fosse corrupto - obrigando o presidente do Senado, Renan Calheiros, ao "vivo e em cores", a confessar perante o ministro Ricardo Lewandowski que havia "aliviado" a situação dela e de seu marido, Paulo Bernardo, no Supremo Tribunal Federal -, constrangeu o País. Agora, ambos aparecem como réus da Lava Jato, com "cheiro" de ficha suja!    

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TROPA DE CHOQUE SEM ENERGIA

E agora? A senadora Gleisi Hoffmann vai difamar justo estes ministros do STF que a tornaram ré? Acabou a gritaria?

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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JUNTOS

Sugiro que deem uma preventiva ao casal de políticos corruptos do momento, Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo. De castigo, têm de ficar juntos na mesma cela. Imaginem aquela maritaca o dia inteiro na cabeça dele. Ninguém aguentaria isso, vai abrir o bico e entregar todo mundo...

João B. Vieira Joaobvieira@yahoo.com.br

Sertãozinho

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O BLOQUEIO DA ODEBRECHT

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello acaba de ser denominado de "Robin Hood às avessas". Vejam o porquê: no  início deste mês, Marco Aurélio suspendeu a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou a indisponibilidade dos bens da empreiteira Odebrecht no valor de até R$ 2,1 bilhões referentes ao contrato de construção da Refinaria Abreu e Lima (PE). O ministro alegou não reconhecer a órgão administrativo, como é o TCU, poder dessa natureza. Agora, o ministro Marco Aurélio Mello, não satisfeito, desbloqueou também, por meio de liminar, os bens pessoais do empreiteiro Marcelo Odebrecht, acatou a defesa de Marcelo e acreditou quando esta alegou a inviabilidade de sobrevivência da família de Odebrecht. É mole ou querem mais?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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A CASA CAIU!

Interessante, desvendados os nomes verdadeiros dos beneficiários de caixa 2 distribuídos pela Odebrecht, que até há pouco tempo só se conhecia pela alcunha de "fulano de tal" - agora os apelidos já dão nomes aos bois. A Justiça tarda, mas não falha.

Sara May sara-may@bol.com.br 

São Paulo

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ARROUBOS DO JUIZ

É inaceitável que o juiz federal Sérgio Moro decrete o sigilo da planilha das "doações" da Odebrecht a políticos de vários partidos. Quando lhe interessa, Moro escancara provas, gravações e informações. Onde está a transparência? Juiz tem de agir com imparcialidade, isenção e justiça. Dois pesos e duas medidas não podem ser aceitos pelo Judiciário, que perde sua credibilidade. Já passou da hora de o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tomar providências com relação aos arroubos de Moro. Ninguém está acima da lei.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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COFRE PRESERVADO

O juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, gosta de publicidade? Ainda bem que sim, e tomara continue. Não fosse assim, como nós, população, saberíamos da politicalha que desde sempre enfia a mão gorda nos cofres do Estado? 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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FALSO HERÓI

Em sua primeira entrevista à televisão brasileira após o impeachment, a ex-presidente Dilma Rousseff disse que o também ex-presidente Lula não será preso porque "eles não seriam burros em transformá-lo em herói". Inacreditável como os que estão sendo denunciados na Operação Lava Jato, e assim os seus correligionários, não conseguem separar o que é política e o que é a aplicação pura e simples da lei. Não, senhora Dilma, não vão transformar Lula em herói; vão, sim, no caso de sua prisão, desmascarar um falso herói.

Marcelo G. Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro

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O GOLPE DOS CORREIOS

O Tribunal de Contas da União (TCU) confirmou que houve realmente distribuição de santinhos pela campanha da ex-presidente Dilma em 2014, enviados pelos Correios, e que, como estatal, a mando do governo federal (Dilma), a estatal impediu a distribuição de folhetos dos outros concorrentes. Independentemente de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigar ou não, já era. Só deixa claro que, além da mentirada dita em campanha eleitoral, é mais uma prova de que o povo brasileiro sofreu vários "golpes antidemocráticos" antes que a "presidenta gerenta incompetenta Dillma" sofresse impeachment justo, por suas pedaladas. Aqui se faz, aqui se paga.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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MILÍCIAS

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 6% da população brasileira, ou seja, mais de 11 milhões de pessoas, vivem em aglomerados subnormais, eufemismo criado pelo órgão para designar o que se entende como favela ou comunidade. É mais que a população da Suíça (cerca de 8,5 milhões), que a de Portugal (em torno de 10 milhões) e o triplo da do Uruguai. Situam-se normalmente nas periferias de cidades, polos de mercado de trabalho, em locais como encostas, praias e mangues, e surgem através de vários tipos de iniciativas, desde atos de grilagem até invasões ilícitas em regiões de preservação como a recentemente denunciada, dos mananciais de água do cidade de São Paulo. As soluções propostas, diferentes das adotadas em épocas passadas, quando era possível a simples remoção das populações, se focam hoje no ordenamento do espaço geográfico, no cumprimento da lei decorrente, a fim de evitar a expansão, e no investimento em infraestrutura, com ênfase na acessibilidade ao local de moradia e no saneamento básico, quando as concentrações atingem proporções consideráveis. São iniciativas invariavelmente prometidas por políticos em época de eleição, raramente implementadas depois das posses. Enquanto isso, surgem núcleos conhecidos em algumas comunidades como milícias, que, aos poucos, impõem leis, disputam o poder e cobram serviços, muitas vezes mediante ações violentas, no vácuo do poder público, omisso. Como esse panorama vai evoluir dentro do quadro de corrupção que somente agora começa a ser combatido, embora com forte resistência por parte dos implicados poderosos, deixa a sociedade em estado de apreensão em relação ao futuro das próximas gerações.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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A OUTRA OLIMPÍADA

O sucesso da Olimpíada e da Paraolimpíada foi coroado dos mais entusiasmados elogios, pela sua organização e, principalmente, pela tranquilidade que reinou nos espaços onde se realizaram as competições e onde se concentrava a massa humana. Esses espaços, com mais de 50 mil militares, carros blindados, aviões e navios, deram ao Rio de Janeiro uma lembrança do dia "D" na Normandia, quando da invasão da Europa na Segunda Guerra Mundial. Como, então, justificar tanta criminalidade na história do Estado do Rio de Janeiro, como foi no mês de agosto? Comparado com agosto de 2015, os assaltos cresceram quase 100%, sem embargo de termos instalado uma verdadeira praça de guerra. Fácil de explicar: fora das regiões olímpicas, na zona oeste e zonas norte e oeste da cidade, na Baixada Fluminense, em Niterói, São Gonçalo e todo o interior houve redução do efetivo policial para reforçar a segurança na Olimpíada. A violência, o domínio das quadrilhas já atingem níveis intoleráveis nas principais capitais, sem que a força policial combata a marginalidade, muito mais bem armada e contando com a solidariedade de grande parte dos moradores das comunidades. No Rio de Janeiro, a exemplo de todo o Brasil, o crime organizado assumiu o pódio da medalha dourada.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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EXPANSÃO DA CRIMINALIDADE

O perigoso avanço da violência criminosa em nossas grandes e médias cidades, provocado pelo narcotráfico ou pelas milícias, é assustadoramente emblemático destes tempos atuais. Urge, como clamam especialistas no assunto, que nossas legítimas lideranças usem a força da lei, no sentido de conter dita expansão criminosa, antes que ameace o Estado Democrático de Direito pelo que tanto lutamos tempos atrás para reconquistarmos. 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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ASAS PARA UM SONHO

Para palestinos e israelenses, Oslo foi frustrante. Para os palestinos, não levou ao pretendido Estado. Para Israel, não trouxe a almejada paz. O acordo abriu as portas para a volta da OLP aos territórios, para a ideologia do ódio, os múltiplos ataques terroristas, a Intifada, o surgimento do Hamas, as guerras que se seguiram e a percepção de Israel de que o caminho traçado levaria ao abismo. Assim, paradoxalmente, a implementação de seus primeiros passos, ao invés de viabilizar, tornou impossível o surgimento de lideranças palestinas alternativas e inviabilizou na prática a concretização da solução de dois Estados. Apesar de tudo, o sonho de paz não morreu: um reconhecimento mútuo existe, a vontade de atingir a paz também e, quando um acordo de paz vier a ser acordado pelos dois lados, ambas as populações irão apoiá-lo. O sonho de Shimon Peres continua e, como dizia ele: "Um pássaro precisa de duas asas para voar, a paz também". 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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PAZ

Simon Peres, personalidade importante para a criação do Estado de Israel, um empreendimento necessário e vitorioso. Mas não logrou ganhar a paz. Por quê? Porque não reconheceu que a formação do Estado de Israel se fez em espaço tomado a outros pelo que Israel deve aos palestinos. Não haverá paz de espíritos enquanto essa dívida não for reconhecida

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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