Fórum dos Leitores

ELEIÇÕES

O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2016 | 03h07

Vitória

Meus cumprimentos ao nosso prefeito eleito, João Doria. Agora, que faça o que prometeu, pois haverá cobrança da população, inclusive minha!

FELIPE DA SILVA PRADO

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

Recado das urnas

A vitória de João Doria, do PSDB, na cidade mais nordestina do Brasil deixa um recado para o PT: os brasileiros querem trabalho e os tempos de trambicagem de Lula & Cia acabaram. É a voz do Brasil!

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipail.com.br

Osasco

As eleições deste domingo mostraram que o Brasil não quer uma política desqualificada, suja e desonesta, com o único e sórdido propósito de perpetuação no poder, custe o que custar. Mostraram que a despetização foi concluída pelo voto consciente, válido e soberano. Parabéns aos brasileiros. E viva o Brasil!

JOSÉ EDUARDO VICTOR

victorjoseeduardo@gmail.com

Jaú

Derrota do PT

Durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, os deputados federais e senadores que trabalharam na defesa da ex-presidente disseram repetidas vezes que o povo é soberano, pois tem o poder do voto. Eles tinham razão. O PT perdeu a eleição para prefeito na grande maioria das capitais do País. O PT sai enfraquecido, mostrando claramente a insatisfação dos brasileiros com toda a lambança feita pelas gestões petistas, nas esferas municipal, estadual e, principalmente, na federal.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

A derrocada petista

Quando sofremos uma derrota na vida, só conseguiremos revertê-la com esforço maior do que já o fizemos. O PT teve uma reviravolta desproporcional, considerando o momento que vivia. Não há a mínima dúvida, pois vemos um número muito grande de seus correligionários principais presos, indiciados, investigados ou na iminência disso. As delações não de inimigos, mas de pessoas muito próximas, bem como provas materiais e evidências confirmam os crimes cometidos. Se tivesse boa intenção, o caminho a seguir era uma reflexão profunda, uma guinada radical nas atitudes, e só assim conseguiria sobreviver. Mas o que se vê não é isso. A arrogância e a empáfia, principalmente de seu maior representante, que contamina os demais, cegam qualquer possibilidade de assumir um papel humilde. Com isso, não percebe o que a sociedade está vendo com muita nitidez; e tenta negar o óbvio, acusar os outros, como se isso o redimisse dos “erros”. Como consequência, cria aversão maior nas pessoas. O resultado é afundar cada vez mais.

VANDERLEY JORDÃO

vandjord@outlook.com

São João da Boa Vista

Voto obrigatório

Creio que num Estado de Direito Democrático o debate sobre o fim do voto obrigatório é necessário. Principalmente porque os políticos, em sua grande maioria, após eleitos não se sentem obrigados a cumprir suas tantas promessas de campanha!

CÉLIO BORBA

borba.celio@bol.com.br

Curitiba

Opções

O sistema político brasileiro vigente nos permite a cada eleição optar entre o roto e o rasgado, tocar seis por meia dúzia. Sem dúvida, o importante é o direito e a liberdade de escolha, mesmo que o antes seja igual ao depois.

ELY WEINSTEIN

elyw@terra.com.br

São Paulo

Pela internet

Atualmente, todas as transações bancárias são feitas pela internet com muita segurança, até cartões de crédito virtual válidos por apenas uma transação já estão disponíveis, sem a possibilidade de fraudes. Então, por que as eleições não são feitas pela internet? Bilhões de reais do dinheiro público seriam economizados. Além das eleições, as doações poderiam também ser feitas pela internet, numa transação única, da mesma forma que o cartão de crédito virtual, assim os dados do doador seriam verificados antecipadamente, prevenindo fraudes de doações até por falecidos ou beneficiários de Bolsa Família. Perguntei sobre isso a um amigo advogado atuante na Justiça Eleitoral, que respondeu: “O voto pela internet não possui confidencialidade”. Mas o processo atual provê a confidencialidade? De forma alguma, a comprovação foi feita neste domingo de votação: uma senhora com um papelzinho na mão com os números e até um desenho do teclado da urna eletrônica, muito simpática, comentava na fila: “Meu filho é muito bom, ele escreveu o número dos candidatos e até fez um desenhinho para eu não errar”. Pergunta-se-lhe: a senhora conhece estes candidatos? Resposta óbvia: “Não, foi meu filho que indicou”. Se o voto pela internet estivesse disponível, provavelmente o filho e essa senhora votariam nos mesmos candidatos, mas no conforto do lar. E o Estado não gastaria bilhões de reais.

VAGNER RICCIARDI

vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

DILMA ROUSSEFF

A fura-fila

Há alguns anos Celso Pitta, então candidato a prefeito de São Paulo, criou um projeto chamado Fura-Fila. Obviamente que era uma estrondosa mentira do gênero malufista. Mas não é que nossa ex aderiu ao projeto?! Dilma, de maneira vergonhosa e malufista, furou a fila dos aposentados do INSS para receber seus proventos. Seu aspone de luxo Carlos Gabas prestou-se ao serviço e em poucas horas nossa ex, de triste memória, estava habilitada a receber sua aposentadoria. Esses petistas estão pouco se lixando para o povo e suas dificuldades. O importante para essa gentalha é furar a fila para receber R$ 5 mil ou furar nossos bolsos para receber R$ 5 bilhões.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

Decadência

De guerreira e coração valente a reles fura-fila na Previdência...

EDUARDO A. DELGADO FILHO

e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

COLÔMBIA

Derrota da paz

A derrota do acordo de paz no referendo da Colômbia é um duro golpe para a democracia, pois favorece grupos radicais contrários ao processo de estabilização política naquele país. A perspectiva de recrudescimento da violência é um sério risco de volta ao passado.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

“Pela lógica lulopetista, os resultados das eleições municipais mostram que a elite é maioria no Brasil”

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI / SÃO PAULO, SOBRE DESCULPAS ESFARRAPADAS PARA A DERROTA

fransidoti@gmail.com

“Segundo Fernando Haddad, o PT não perdeu, foi vice-campeão...”

MARCOS CATAP / SÃO PAULO, IDEM

marcoscatap@uol.com.br

“Tchau, querido!”

SERGIO CORTEZ/ SÃO PAULO, IDEM

cortez@lavoremoveis.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DÉFICIT HISTÓRICO

 

O governo federal anunciou mais um recorde negativo nas contas públicas. A queda na arrecadação é, sem dúvida, um dos maiores entraves para retomar o superávit, mas é preciso pensar mais e além. O debate até aqui está centralizado na questão trabalhista e previdenciária, mas a grande questão gira em torno do peso do Estado nas finanças. Deputados, senadores, presidente, vice e ministros de Estado geram uma despesa enorme ao erário. Eles têm direito, por exemplo, a convênio médico ilimitado, enquanto o cidadão comum tem de recorrer ao SUS. Por outro lado, ex-presidentes têm direito a funcionários e benefícios mesmo já não tendo nenhuma função pública e, caso a tenham, os benefícios são cumulativos. O hoje senador de Alagoas Fernando Collor é um exemplo claro e inconteste. Enfim, precisamos fazer ajustes de todos os lados. O presidente Michel Temer quer tão somente mexer no bolso dos trabalhadores e dos aposentados. Se for aumentar tributação, novamente o cidadão será o maior prejudicado. Não vemos nenhuma discussão no sentido de reduzir o número de mordomias dadas aos políticos. Acho que passou da hora da sair da falácia e partir para o problema em si.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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BIRRA

Li na "Coluna do Estadão" de quinta-feira (29/9) que o PT já está se mobilizando para não aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do teto de gastos públicos. Será assim. Não importa o conteúdo do projeto de emenda ou de lei. Aprová-las implica o risco de dar certo e o País ganhar um fôlego neste "caldo" que a crise está dando em todos nós. Essa não é a função de um partido político. Em países desenvolvidos, o que importa são o conteúdo programático e os projetos a serem alcançados pelos partidos. Aqui, não, o voto é baseado nas características pessoais dos candidatos, sem conteúdo programático ou ideológico e, via de consequência, o enfraquecimento do partido, se em função de seus afiliados. Quanto mais populares, mais importante será o partido e mais votos vão angariar. Ícones carismáticos podem decidir uma eleição neste país. O mais clássico dos episódios foram os dois mandatos da ex-presidente escolhida pelo ex-presidente Lula para ser sua sucessora na Presidência. E, então, bastou apadrinhá-la. Portanto o eleitor carece de informações, ignora o que ocorre na sociedade em que vive. Agora mesmo, como eu disse, o PT tende a se opor à PEC do teto. Estaria a questão disciplinada no conteúdo programático do partido? Ou obstaria algum projeto que a bancada apresentaria em substituição? Votar "não", agora, significa negar a chance do "outro lado". Demos todas as chances ao PT, por que - mas quero causas racionais e justas - o PT não poderia agora apoiar a mudança sugerida?

Andrea Metne Arnaut  andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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CULPA

Michel Temer diz que pegou uma situação caótica. Como? Fazia parte do governo passado. Tem culpa, sim. Sabia de todos os podres e das maracutaias. Patrocinou uma orgia salarial do serviço público mancomunado com os beneficiários. Recebe de três ou mais fontes de renda. Quer moralizar o quê? Abra mão de suas aposentadorias e dê exemplo. Já terá feito alguma coisa.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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O DESAFIO DE CORTAR NA CARNE

A proposta em debate no Congresso para indicação de cargos de confiança: limitação dos cargos comissionados a 10% dos cargos efetivos em cada órgão da administração federal. Os exemplos da Petrobrás, dos fundos de pensão, da Eletrobrás, da precariedade da educação, da precariedade na saúde, da precariedade na segurança, da precariedade no INSS, etc. mostram que as indicações de profissionais de nível superior para cargos de confiança e em comissão para as organizações do Estado (federais, estaduais e municipais), na administração direta e indireta, causam colossal desperdício de recursos arrecadados e prejuízo muito maior à população por causa dos serviços e da infraestrutura precários. As organizações devem contar com serviços de profissionais de Recursos Humanos necessários para desenvolvimento do pessoal e recrutamento, quando necessário. O loteamento político existente causado pelas indicações dos políticos eleitos contraria função prevista na Constituição de fiscalização das organizações do Estado pelo Congresso Nacional: quem fiscaliza não pode influir na direção!

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

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NÃO É COM ELES...

Devido à crise que o País passa, pela incompetência e os trambiques do governo petista, as empresas privadas já emitiram 12 milhões de empegados; a maioria dos governos federal, estaduais e municipais, além de não haver demitido, em muitos casos está contratando mais. Qual o interesse desses políticos: o bem do povo ou eles próprios?

 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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DESEMPREGO RECORDE

O desemprego recorde de 11,8%, ou de 12,024 milhões de trabalhadores, que foi apurado na pesquisa trimestral Pnad Contínua, encerrada em agosto deste ano e divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é reflexo da herança maldita da desastrosa gestão da ex-presidente Dilma (PT). Ela, ao desprezar o equilíbrio nas contas públicas, produziu PIBs negativos, queda acentuada no nível de investimentos e a maior recessão da nossa história. Para ter uma ideia do tamanho da estagnação econômica, no mesmo período de 2015 o índice de desemprego era de 8,7%, ou de 8,865 milhões de pessoas. Ou seja, hoje temos mais 3,2 milhões de trabalhadores procurando emprego. Embora se observe alguma recuperação na atividade econômica, segundo analistas o desemprego nos próximos meses ainda deve aumentar, talvez numa velocidade menor. Há que ressaltar que essa pesquisa constata que a renda do trabalhador caiu 1,7% até agosto de 2016 e a massa salarial paga aos ocupados, de R$ 177 bilhões, também é menor 3% em relação ao mesmo período de 2015. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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QUADRO CRÍTICO

Enquanto a situação econômica piora, com mais desempregados nas ruas, resultado da irresponsabilidade nazipetista, o que vemos nas discussões políticas e nas páginas dos jornais em geral não tem relevância. Os jornalistas estão preocupados com fofocas de ministros; os petistas sendo presos e uns idiotas gritando por aí; os peemedebistas, fazendo acordos espúrios com advogados e com o Poder Judiciário para se livrarem da cadeia, os do PSDB sumiram porque não têm nada de bom para oferecer e o empresariado faz discursos, em vez de investimentos. Os sindicatos continuam gastando dinheiro público em seus churrascos e carrões novos, o MST continua vagabundeando. Funcionários públicos fazem greve remunerada para trabalhar ainda menos. E, assim, resta esperar que o presidente Michel Temer tenha um mínimo de sensatez com os poucos ministros decentes que há para reverter este quadro econômico com urgência.   

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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IMPACIÊNCIA

Estou louco para que essa pré-crise passe logo.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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QUEDA LIVRE

Como dimensionar as consequências da "propinocracia" desvairada sobre a competitividade internacional de nossa economia? Em apenas quatro anos, o Brasil caiu 33 posições no ranking de competitividade elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, indo para a 81.ª colocação. Conseguir galgar algumas posições neste ranking é difícil e constitui uma importante vitória. Agora, perder dezenas de posições num período tão curto é algo absolutamente inédito! Entramos em queda livre. Seria reconfortante constatar que conseguimos sair dela. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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HECATOMBE EMPRESARIAL

Se 49% das empresas brasileiras não conseguirão pagar, em outubro, os juros das dívidas com bancos credores, correndo sérios riscos de acontecer uma hecatombe empresarial maior ainda, aumentando o desemprego, será que não colocará em risco também a saúde financeira dos bancos? Será que, quando a ex-presidente Dilma faz sua pedalada diária de Ipanema ao Leblon, não sente nenhuma responsabilidade e dor de consciência por suas cabeçadas na economia enquanto presidente? Exigimos de nossos congressistas projeto de lei que cria responsabilidade "cível e penal" para o governante que quebra cidades, Estados e o País. Só assim terão responsabilidade por seus cargos. Senão, continuarão pedalando por aí, como se nada tivesse acontecido. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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NUVENS NEGRAS À FRENTE

Nestes tempos bicudos que vivemos, quando o País atravessa forte turbulência diante da mais aguda e severa crise econômica e política de sua História, é absolutamente estarrecedora e profundamente preocupante a notícia de que em 49% (!) das grandes (!) companhias a geração de caixa não é suficiente sequer para pagar os juros das altas dívidas contraídas. Segundo levantamento do Centro de Estudos do Instituto Ibmec, num grupo de 605 grandes empresas (349 fechadas e 256 abertas), o dinheiro em caixa tem sido suficiente apenas e tão somente para o pagamento de 58% das despesas financeiras, num gritante contraste com o cenário de 2013, sob o desgoverno de Dilma Rousseff, de triste memória, quando se viviam tempos de crédito fácil, farto e barato num mercado de consumo artificialmente crescente. No cenário atual, de rigidez das instituições financeiras para conceder empréstimos e o encarecimento das operações ante o alto endividamento das empresas, caixa debilitado e falta de crédito, tem-se o aumento sistemático da inadimplência, intermináveis e nem sempre bem-sucedidas rodadas de renegociação com credores e a escalada constante dos pedidos de recuperação judicial e falências. Segundo revelam economistas de importantes consultorias e instituições financeiras, como a agência de classificação de risco Fitch Ratings, como as perspectivas e expectativas de curto prazo não preveem melhora à vista, tudo indica que a jornada será difícil, com o céu carregado de nuvens negras, raios e trovões. Infelizmente, dias piores virão. Salve-se quem puder. Quem sobreviver verá.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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RICOS E POBRES

Os militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) continuam mentindo que tiraram milhões de pessoas da pobreza, dizendo, inclusive, que algumas se tornaram ricas e que o partido governava para os pobres. A verdade é que governaram para os mais ricos, quando os bancos e as empreiteiras lucraram como nunca. Eles nunca foram simpatizantes da pobreza, mas sim da riqueza.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo 

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O PT TROUXE PROSPERIDADE

Ninguém pode negar que o PT trouxe prosperidade, mas para seus dirigentes e familiares, para empresários desonestos e, ultimamente, para um seleto grupo de advogados criminalistas.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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VIVA A ESQUERDA CAVIAR!

Antonio Palocci tem apartamento em Paris; Guido Mantega também (estava com passagens compradas para o dia seguinte da "internação" da esposa); Chico Buarque, idem. Como é bom posar de comunista, libertário e defender a democracia, como se comunista fosse democrata. E comunismo não odeia o capitalismo? É tudo junto e misturado para essa gente que roubou do povo, aproveitou as benesses, frequenta hospitais cinco estrelas, contrata advogados caros sem escrúpulos para mentir e se faz de vítima "ad aeternum". Sérgio Moro, não seja tão bonzinho na próxima. Esta corja só merece o peso da espada da lei!

Elisabeth Migliavacca

São Paulo 

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SAQUEADORES INSATISFEITOS

O PT vai fazer "o diabo" para conseguir absolver o chefão da quadrilha e, assim, possibilitar sua candidatura em 2018. E, de quebra, continuar saqueando o dinheiro público. Para tanto, ameaças de botar fogo no País, caso o chefão seja preso, partem da CUT, do MST, do MTST e, a mais recente, vinda lá do Acre, mais precisamente de Tião Viana, flagrado num telefonema com o homem "mais honesto" deste país. Nunca antes no Brasil um partido político foi do céu ao inferno em tão pouco tempo. Espero que continue no inferno. 

José A. Muller Jose josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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NO ALTO DO PALANQUE 

Mais uma vez, em palanque de candidata à prefeitura do Rio de Janeiro, na semana passada, aquele que diz ser uma "jararaca" se comparou a Cristo por se dizer perseguido pelos "meninos" do Ministério Público Federal. Como na história bíblica, esperamos, ansiosamente, a expulsão da serpente do paraíso.

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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INGENUIDADE OU COMPLACÊNCIA?

Temos visto intelectuais na defesa tosca, irrefletida, quase primitiva do réu Luiz Inácio Lula da Silva. Usando a atual "gag" do ex-presidente, diria que eles parecem "meninos" quando ignoram as evidências robustas do malfeito e a incongruência populista inserida nos discursos de seu mentor. A liturgia criativa dos letrados prefere crer que a roubalheira descarada, atrelada a um projeto de perpetuação no poder, seria, num futuro longínquo, repartida entre os desvalidos do País. Tenho esperança de que um dia artistas usem a mão esquerda para levantar a placa legalista do "Fora Temer" e a direita, para proclamar: "Lula nunca mais!".

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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LULA É INTELIGENTE?

O ex-presidente pensa o que dos brasileiros? Lançou a ideia de que não existem provas contra ele. Totalmente inocente, acha-se um ser cheio de candura e pureza, exigindo provas cabais, escritas e mesmo que exista uma declaração de próprio punho dele dizendo-se culpado. Que nenhuma dessas provas a Operação Lava Jato conseguiu. É ser muito inocente exigir isso (ou esperto para enganar os menos avisados, portanto, mais inocentes) da população. Sabemos que ele chegou à Presidência, e uma pessoa sem inteligência não chegaria a isso. Uma pessoa com um décimo da inteligência de Lula já procuraria não deixar rastos. Ele, superinteligente, nos menospreza, quer provas por escrito. Em cada cidade tem uma série de espertalhões, dificílimos de serem pegos pela Justiça, que todos sabem ou dizem sobre a origem dos seus bens, mas difíceis de provar. Agora, o rei deles, ex-presidente, deixaria rastos fáceis? Deixaria vestígios ou assinaria provas? Faça-me o favor. Não sou burro nem ignorante. As provas ja encontradas, delações de ex-amigos e o sumiço do dinheiro, autoridades de outros países, empresas quase falidas e dinheiro recobrado no exterior ou devolvido pelos delatores não são provas suficientes? 12 milhões de desempregados, finanças públicas exauridas, nada disso é prova para o ex-presidente.

Ciro Bondesan dos Santos cirobond@hotmail.com

São José dos Campos

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O STF E A PRISÃO EM 2.ª INSTÂNCIA

Segundo Técio Lins e Silva, um dos advogados que compõem a defesa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Supremo Tribunal Federal (STF), na Ação Declaratória Constitucional 44 (para assegurar que a prisão de um cidadão só seja efetuada após decisão definitiva, sem chances de recursos, modificando a decisão anterior, na qual o STF decidiu permitir que as penas passassem a ser cumpridas após decisão de 2.ª instância), "a decisão do STF atinge milhares de pessoas, a clientela anônima do sistema penitenciário - que são os pobres, negros e injustiçados de sempre. Não estamos legislando para a Lava Jato, estamos legislando para o futuro, para o País". Dr. Técio Lins e Silva, me engana que eu gosto. Poupe-me. Pois foi somente a partir da decisão do STF que nós, brasileiros honestos, trabalhadores e pagadores de impostos, vimos um bandido rico ir para a cadeia, pois até então esse bandido rico, graças ao seu dinheiro sujo, pagava seus honorários ou de algum colega seu para ficar livre até a prescrição do crime, graças à infinidade de recursos existentes na nossa legislação. Eu espero sinceramente que o STF não volte atrás e continue respeitando a Constituição de 1988: "Todos são iguais perante a lei". E que não rasgue a Constituição federal novamente, declarando que só pobre deve ser condenado e preso. Chega de impunidade para estes empresários e políticos corruptos, que desviam verbas públicas e destroem o nosso país.

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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'TROPEÇO'

Com a frase "impeachment foi tropeço na democracia", o ministro Ricardo Lewandowski vem confirmar aquilo que muita gente já sabia: que ele jamais poderia estar dando expediente no Supremo Tribunal Federal (STF), muito menos ter chegado a presidir a mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro. Felizmente, sua aposentadoria já está batendo à porta. E não se fala mais no assunto.

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Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

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IMENSURÁVEL GRATIDÃO

De tropeço em tropeço, o Supremo Tribunal Federal (STF) continua demonstrando seu imenso, por que não dizer imensurável, sentimento de gratidão, afinal de contas, chegar lá, ao ápice do Poder Judiciário, não é para qualquer um. Muitas águas e conchavos rolam, é o famoso toma lá da cá de altíssimo nível. Ou vocês acham que chamar o impeachment de Dilma Rousseff, que transformou o Brasil no maior caos econômico de todos os tempos, de tropeço democrático, não é um gesto de gratidão?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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GOLPISTA

O impeachment foi um grande ato da democracia e o sr. Lewandowski desrespeitou a Constituição, de modo que golpista é ele!

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo 

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DAQUI PARA A FRENTE

De tropeço em tropeço, o Brasil vai emplacando o dístico de país mais peculiar do mundo, onde todo mundo fala, mas ninguém se entende. Depois de tropeçar no artigo 52 da Constituição, durante o julgamento do impeachment, que cassou Dilma Rousseff pela metade, Ricardo Lewandowski tropeça torto em aula de Direito e justifica o próprio erro! Salve Gilmar Mendes, que demonstra que ainda não está senil, o que sugere que o sr. Lewandowski deveria receber um DVS dos demais e se retirar para um asilo urgente. E deveríamos combinar que, daqui para a frente, os próximos ministros, indicados ou nomeados, devem fazer testes de aptidão, caráter e de Língua Portuguesa, para que a Magna Carta seja interpretada de forma correta e igualmente por todos, pois de analfabetos funcionais já bastam os ex-presidentes da República.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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JUDICIÁRIO

Os fatos e decisões judiciais recentes comprovam: no Brasil, mais importante do que ser honesto é ser um contraventor bem relacionado!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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SÓ FALTAVA ESSA

Michel Temer não tem o mínimo "cacoete" para o cargo e agora percebeu que nem mesmo seus ministros o respeitam. Terá de explicar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a sua natimorta Medida Provisória que visa a modificar o ensino médio no País. Em pouco tempo no comando, foi obrigado a recuar várias vezes com suas propostas. Como ele mesmo disse quando exercia a vice-presidência, era uma simples "figura decorativa". Chega de contemplação e arregace as mangas, Temer! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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REFORMA DO ENSINO MÉDIO

 

Todos esperam que ocorra participação efetiva de educadores das diversas disciplinas cabíveis no ensino médio, para que haja uma reforma eficiente e produtiva. Não basta, na realidade, uma Medida Provisória, com providências que não atingem os objetivos de um ensino satisfatório e prévio da universidade. A grade curricular precisa ser elaborada por professores e especialistas, mas independentemente do toque ideológico que muitos desejam. Na realidade, a grande maioria dos que ingressam nas universidades carece de uma cultura geral mínima, o que torna a universidade difícil de ser aproveitada pelos alunos, saindo muitos com carência de conhecimentos necessários para as respectivas profissões e atividades. Reforma meia-boca não traz nada de bom para o Brasil e para os brasileiros.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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BRASIL RELATIVO

Neste país tudo é relativo. A polêmica, agora, entre outras, é a necessidade da aula de Educação Física no ensino médio. Ora, é divulgada a importância de uma hora diária de exercícios físicos para uma vida saudável. Pergunto-me, então, que benefício traz uma aula por semana - equivale ao futebolzinho dos domingos -, principalmente porque os jovens, como sabemos, passarão as outras 23 horas diárias pregados a um celular e as únicas partes do corpo exercitadas são os polegares? Poderia, no máximo, servir de estímulo à prática de qualquer esporte, mas numa academia, clube ou individualmente num parque ou nas ruas. Seguindo, recentemente, conversando com outras pessoas, eu comentei que veria com bons olhos a volta da matéria Educação Moral, Social e Cívica - e fui muito criticada, pois é uma disciplina que remete aos tempos das ditaduras, a de Getúlio Vargas e a militar. Não entrando no mérito da questão, porque a moralidade, a noção de sociedade como um todo e o civismo independem de regimes de governo, o fato é que - e não acho coincidência - naquele tempo os alunos "saíam gente" das escolas, sendo verdade que os pais e responsáveis também eram mais atuantes. No entanto, gente jovem rebateu com o argumento de que não faz sentido, na atualidade, cantar o Hino Nacional uma vez por semana antes das aulas, para me ater a um único item. Usando um termo da minha época, a jovem considera tal prática cafona. Mas ela mesma se orgulha em cantar o Hino além da música nos estádios de futebol quando o Brasil joga, termina com lágrimas nos olhos de tanta emoção e deve se achar "chique no úrtimo". Ainda na linha do relativismo, porém, qual seria o currículo da matéria? Quem elaboraria um programa isento de partidarismo e ideologias, para começar? Aquela parte de professores que, já na primeira aula, escreveria na lousa um "Fora Temer" e daria a missão como cumprida? Eu não disse que no Brasil tudo é relativo?

Marcia Meireles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

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CARANDIRU

Causou perplexidade que decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), na semana passada, tenha anulado as condenações dos policiais militares que praticaram o massacre do Carandiru, em 1992, com a morte de 111 detentos. Impossível falar em "legítima defesa", uma vez que nenhum policial morreu e que os presos foram executados quando já estavam nus e dominados. Não podemos aceitar que a violência e o abuso policiais fiquem impunes e que os direitos humanos sejam violados e desrespeitados no Brasil.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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O MASSACRE E O LADRÃO DE SALAME

O "Estado" noticiou na semana passada que o desembargador Ivan Sartori, relator do processo que anulou os cincos juris que condenaram 74 policiais militares acusados do massacre de 111 presos no Carandiru, por decisão prolatada no mês de julho, condenou a seis meses de prisão, a ser cumprida em regime fechado, um pobre faminto que furtou salames de um supermercado em Poá (SP). Peço perdão pelo neologismo: que salamidade!

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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SANTOS X PALMEIRAS

 

Os cinemas já estão exibindo o filme "Palmeiras - Campeão do Século". Uma panaceia exortada nas telas dos cinemas de São Paulo. Como dizem os italianos, "se non é vero, é bem trovato" (se não é verdade, é bem contado). O filme é uma falácia, uma quimera e proverbialmente curial. É uma afronta à realidade dos fatos. É uma sandice se apropriar de um título que pertence a outrem. É um ludibrio e uma ilusão à alma dos palmeirenses. Em 11/12/2000, a Fifa elegeu o Santos o melhor clube do século 20 nas Américas e o 5.º melhor do mundo, e Pelé o melhor jogador do século 20. O Santos possui em sua galeria 45 títulos oficiais e ostenta o recorde de 23 títulos oficiais conquistados na mesma década (1960 a 1969). Em 1962, o Santos se tornou o único clube brasileiro a ganhar num mesmo ano o campeonato estadual, nacional, continental e o intercontinental. O Santos foi pentacampeão brasileiro de 1961 a 1965. No século 20 o Santos foi bicampeão da Libertadores e do mundo. Sobre conquistas em competições oficiais, o Palmeiras foi superado, na maioria delas, pelo Santos e por outros clubes brasileiros. "Dare a Cesare quel che è di Cesare."

Maria Olésia P. Leme junios.paesleme@outlook.com

Santos

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