Fórum dos Leitores

CONSTITUIÇÃO

O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2016 | 03h09

Cidadã aos 28 anos

Neste 5 de outubro comemoramos os 28 anos da promulgação da Constituição federal de 1988. A nossa “Constituição cidadã” representou um marco e grande avanço após a redemocratização do País, ao fim de 21 anos de ditadura militar. Trata-se de uma Carta moderna, que assegura os direitos e garantias individuais do cidadão em seu artigo 5.º, bem como a defesa dos direitos humanos, da dignidade da pessoa humana, a redução das desigualdades, a democracia e a busca por uma sociedade livre, digna, justa e solidária. Porém é inaceitável que, passados quase 30 anos, na prática, ela seja tão aviltada e desrespeitada, com baixa eficácia. Também não se admite que muitos de seus dispositivos não tenham sequer saído do papel. Seus princípios e postulados devem ser uma realidade viva, e não meras palavras bonitas.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

O fato de o PT não ter subscrito a Constituição não causa estranheza. O que causa espanto é que nos 13 anos de governo os petistas tenham transgredido tanto a nossa Carta Magna. Mas, se não a assinaram, por que haveriam de cumpri-la...?!

FELICIO TADEO ZAMBOM

tadeo@transmotor.com.br

São Paulo

BANCOS

Greve ou locaute?

Ontem a greve dos bancários completou um mês, prejudicando todos os que precisam do contato direto ou com o gerente ou com funcionários e caixa. Mas a dúvida que fica é: seria apenas uma greve dos bancários ou também um locaute dos banqueiros? Nesses 30 dias, quantas reuniões de negociação já foram realizadas? Pelo que a imprensa noticiou, duas ou três. Pode? Que empresário fica com sua empresa fechada por tanto tempo sem pedir ao tribunal trabalhista reunião de conciliação? Será que os banqueiros não solicitam a reunião com medo de o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) obrigá-los a aumentar a sua proposta? Parece que sim. Enquanto isso, nós...

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

Interessados

A meu ver, a CUT tem interesse em prolongar pelo maior tempo possível a greve dos bancários, com o intuito de provocar descontentamento na população, que é a única parte prejudicada, na medida em que tem dificuldade para honrar seus compromissos financeiros. Por outro lado, essa mesma população está sendo obrigada a participar de um treinamento forçado para uso dos caixas eletrônicos, que poderá resultar na demissão de funcionários dos bancos logo após a greve. Isso interessa também aos bancos. Vamos ver o que acontece daqui para a frente.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

Se todos os cidadãos que se sentem prejudicados pelo fechamento das agências dos bancos batessem à porta do Sindicato dos Bancários, filiado ao núcleo petista da CUT, a farsa grevista seria desmascarada.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Um tiro no próprio pé?

Promovendo uma greve tão longa, será que o Sindicato dos Bancários não estaria obrigando os clientes dos bancos a aprender, de forma acelerada, a não dependerem da ajuda dos funcionários das agências?

CARLOS CARDOSO

santhacar@uol.com.br

São Paulo

No fim

A greve dos bancários não sobrevive a esta semana, independentemente da proposta dos banqueiros. Com o PT fora da disputa no segundo turno (exceto no Recife), não há mais motivo para atormentar os milhões de correntistas e os próprios bancários. Quanto ao aumento de salários, isso para os sindicatos é secundário, mesmo porque “o deles” está garantido via imposto sindical, que é compulsório. Aguardem e verão.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Plano é parar o País

Circula um vídeo na internet em que o presidente da Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) do Rio de Janeiro, que se diz funcionário da Caixa Econômica Federal, afirma durante uma assembleia da categoria que esta greve dos bancários não tem por objetivo reivindicar reajuste salarial. Segundo ele, é um movimento que visa a estimular uma greve geral no País, para derrubar o governo do presidente Michel Temer. Esses dirigentes sindicais crias do Lula, assim como sempre agiu o PT no poder, não estão interessados em servir aos trabalhadores e tampouco à Nação. Arruaceiros que são, agora querem incendiar o País, já que estão apavorados porque perderam as benesses que recebiam dos governos Lula e Dilma. A Polícia Federal e o Ministério Público deveriam investigar esses pseudossindicalistas.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Planejamento estatal

Excelente o artigo do diplomata Paulo Roberto de Almeida (5/10, A2). Para ficarmos nas coisas atuais, no setor elétrico gastam-se esforços e fortunas para elaborar um plano, sempre cheio de pompas e nunca realizado, e vem o BNDES, esta semana, e define os incentivos para as diferentes fontes de energia. Define até que dificilmente haverá hidrelétricas com reservatórios, pois serão bem mais elevados os custos de transmissão, dados os maiores custos de capital impostos pelo banco. E tudo indica que o BNDES estaria correto, pois percebeu a tendência mundial da descentralização dos investimentos (solar, eólica e pequenas hidrelétricas) para autoconsumo, sem a necessidade do Estado nem mesmo para planejar. Basta não atrapalhar. Basta eliminar as barreiras regulatórias, que mantêm os empregos de milhares de tecnocratas que apenas fazem planos e mais planos.

EDVALDO SANTANA, ex-diretor

da Aneel

edv.alvesss@gmail.com

Brasília

FARC

Acordo rejeitado

Nenhuma sociedade deseja condescendência com o crime. O voto dos colombianos que rejeitaram o acordo com as Farc reflete esse anseio, que precisa ser compreendido pela classe política mundial. Toda sociedade quer a paz, mas não a ponto de anistiar criminosos. Que sirva de lição a maus políticos brasileiros que cogitaram de anistia para escapar de punição na Lava Jato.

AIRTON REIS JÚNIOR

areisjr@uol.com.br

São Paulo

“A paz não pode ser promovida com a anistia de narcotraficantes assassinos. Assim apenas se oficializa a injustiça”

VAGNER RICCIARDI / SÃO VICENTE, SOBRE A REJEIÇÃO AO ACORDO COM AS FARC 

vb.ricciardi@gmail.com

“Mais um pouco e vamos agradecer aos sindicatos, estamos quase esquecendo para que serve bancário”

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE A GREVE

standyball@hotmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

GOVERNO TEMER

O Ibope divulgou pesquisa em que 31% dos entrevistados consideram o governo Temer pior do que o de Dilma Rousseff. Considerando que este governo está apenas começando, será confiável essa pesquisa? Depois de 13 anos de total esculhambação e inércia, podemos esperar que os problemas sejam resolvidos a toque de caixa? Do novo presidente cobramos firmeza necessária, que não se deixe seduzir pelos oportunistas de plantão e que encare com sobriedade a árdua tarefa que tem pela frente. 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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NENHUMA SURPRESA

O alto índice de reprovação do governo do presidente Michel Temer, segundo dados da pesquisa Ibope, deve ser analisado à luz do bom senso. Embora a população anseie por mudanças, sobretudo os 12 milhões de desempregados, não há milagre que resolva rapidamente as consequências nefastas dos 13 anos de lulopetismo populista irresponsável. Tampouco ajuda a mentalidade arcaica da imensa maioria dos nossos parlamentares que fazem uso do toma lá dá cá para satisfazer interesses pessoais. Não bastasse isso, não há governante que se disponha a tomar medidas impopulares, mas necessárias, que não tenha sua popularidade comprometida. Mudanças, se acontecerem, levarão muito tempo. Até lá altos índices de reprovação não serão nenhuma surpresa. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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TEMPO

O Ibope é um instituto de pesquisa cuja metodologia deve ser bem diferente da dos demais. Na véspera da eleição municipal de 2016, seus números, em São Paulo, eram bem menos animadores para o primeiro colocado que o de outro instituto... Nas eleições de 2014, em agosto, pelas previsões do Ibope, Dilma Rousseff tinha 38% de intenções de voto, ante 23% de Aécio Neves, e previam estabilidade dessa situação, num evidente intuito de direcionar a predisposição daquele eleitor que "só aposta em cavalo ganhador". Pois bem, agora Ibope solta índice atestando que hoje 31% veem gestão Temer pior que a de Dilma, comparando com os 25% em julho. Interessa-me saber no que o governo Temer está sendo pior do que o de sua antecessora. Todos os índices econômicos preveem que a tendência é de uma pequena melhora. Como estaríamos se Dilma ainda fosse a presidente? Projetos efetivos para a contenção do teto de gastos estão em discussão no Legislativo. E, se o índice de desemprego é o último a refletir essa tendência, não é por culpa de Temer, até porque não foi ele que os criou, pois sabidamente ele como vice não apitava nada no governo absolutista de Dilma Rousseff. Então, vamos aguardar mais tempo para soltar números que retratem mais a realidade e o esforço que está sendo feito para recuperar a economia roída pelo PT, e que satisfaça menos os corações que suspiram de saudade das boquinhas!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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COMUNICAÇÃO FEDERAL

Até que enfim, mesmo de maneira modesta, o governo federal decidiu expor a herança deixada pelo governo petista (anúncio no "Estao" de 5/10/2016). Mas há espaço para melhorar muito, além de falar o que estava errado, falar o que pretende fazer para corrigir, porque agora não adianta chorar o leite derramado. O PT está fora e temos de salvar o País. Mãos à obra.

Ricardo Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

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CONTAS PÚBLICAS

Será que o governo não percebe que o grande causador do déficit é o excesso de funcionários, deputados, senadores e outros ganhando salários altíssimos, enquanto o povo está desempregado? É necessário o governo Temer ter a coragem de mexer neste assunto, pois eles que ganham salários altíssimos não têm a sensibilidade de diminuir pela metade os seus salários e também aposentadorias muito altas.

Ibrahim Georges Skaf ibrahimacskaf@gmail.com

São Paulo

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CHEGAR AO SÉCULO 21

Absolutamente certeiro o texto de Paulo Roberto de Almeida, "Contra o planejamento estatal" (5/10, A2). O Brasil precisa simplesmente descomplicar a vida de quem empreende e cria empregos. Já se perdeu muito tempo tentando o "tudo pelo social" e fazendo justamente o contrário. Fazer "tudo pelo social" é permitir que haja desenvolvimento, empreendedorismo, geração de empregos, livre negociação de salários. Não é a toa que os países com maior PIB e renda per capta são aqueles em que os governos menos interferem nas relações de trabalho e na vida das empresas. No Brasil, abrir ou ter um negócio, por menor que seja, é uma aventura quase sempre fadada ao fracasso, no médio prazo. Tem-se um sócio que em tudo interfere, cria milhares de regras, muitas delas contraditórias, quando não resolve muda-las radicalmente, de uma hora para outra. O empreendedor vê-se às voltas com uma burocracia impossível de vencer e que custa caro. As relações trabalhistas são tão reguladas, que o empresário torna-se um pai: paga salário e também refeições, planos de saúde, transporte, adicional para o trabalhador tirar férias e ainda banca seu Natal e réveillon com o 13.º salário. Convenhamos: é mais do que fazem muitos pais! Além disso, quem ousa demitir, mesmo que para não fechar as portas, é severamente punido. Tudo isso custa, e custa muito! O problema é que não há como fugir disso, nem mesmo com a vontade do empregado. O Estado sabe o que é melhor para as partes e ponto final!  Só que não… Nem falemos da legislação tributária, que é coisa de gente insana. Ganham sempre os mesmos, aquele punhadinho de setores amigos do rei, via de regra privilegiados nos tais planos de desenvolvimento que nunca desenvolvem nada. Os outros setores minguam, sufocados pela regulamentação.  Surge o desemprego em massa e os governos saem de novo tentando reinventar a roda. A solução está ali, debaixo de seus geniais narizes: viva e deixe viver. Basta jogar os seus conceitos do século 19 no lixo, rasgar seu exemplar de "O Capital" e perder o medo da gritaria dos vanguardistas do atraso. Precisamos chegar ao século 21. 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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SOMOS IGUAIS PERANTE A LEI

O "fora" é para Michel Temer, o "indeferido", "denunciado", "acusado" são para Lula. Ou seja, a popularidade de Temer sentou em cima dos 39% de reprovação e apenas 14% favoráveis ao seu governo. Parece que, para o petista, que saiu com 80% de aprovação ao seu governo e 87% à sua própria imagem, era muito mais fácil de governar. Havia confiança. As eleições do dia 2/10 demonstraram a queda-livre do Partido dos Trabalhadores (PT). Apesar de não ser o PMDB, partido de Temer, o maior vencedor desta eleição, não há dúvida de que, para o presidente, melhor o PSDB forte. E, para completar, na terça-feira houve o julgamento pela segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de Reclamação Constitucional interposta por Lula, mediante afirmação da existência de crimes correlatos "sub judice" no Supremo, o que implicaria invasão de competência do próprio STF pelo juízo de Curitiba. Portanto, simplificado, o juiz Sérgio Moro não pode julgá-lo. Pode sim, disse o STF.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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TEORI E A DENÚNCIA CONTRA LULA

A Operação Lava Jato colocou em evidência o crônico problema de morosidade das instâncias superiores. O número de denúncias oferecidas pelo Ministério Público Federal (MPF) no Paraná, e já julgadas pelo juiz federal Sérgio Moro, e confirmadas pelo Tribunal Regional Federal-4, desmantelam a tese segundo a qual no STF é mais demorado porque é e única instância e teriam de ter mais cuidado. Não corresponde à realidade: as regras processuais e de direito material são as mesmas. Sem contar que a maior parte do acervo probatório se origina das investigações em Curitiba! Tal descompasso de atuação se expressa na opinião - nada mais que isso - do ministro Teori Zavaski a respeito da publicidade dada pelo MPF em Curitiba sobre os caminhos da investigação que levaram ao oferecimento de denúncia em face do ex-presidente Lula. O relator da Lava Jato no STF ainda não se deu conta de que a transparência do processado, com volume assustador de provas, impede o que o antigo sigilo proteja o(os) julgador(es): dizia-se que não havia provas, e o réu era absolvido. Relembre-se que o STF, por maioria, entendeu não haver o crime de formação de quadrilha no âmbito da ação do mensalão do PT. Esperamos, agora, que S. Exa. tenha alcançado a ideia e seja mais ágil como seu colega de primeiro grau.

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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MAIS TRABALHO, POR FAVOR

Simplesmente ridícula a observação do sr. ministro Teori Zavascki, ao dizer que os procuradores do MPF fizeram um espetáculo ao citar Lula como o comandante da corrupção no País. Apenas repetiu o que seu "patrão" tinha falado dias antes, referindo-se a um show pirotécnico. Mas calou-se quando foi chamado de covarde pelo próprio Lula. Menos, ministro, menos. Faça como Sérgio Moro, que já condenou quase cem ladrões e o STF, ainda nada. Fale menos e trabalhe mais. Aliás, nem precisa falar. Está tudo nos autos.

Iria De Sa Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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NÃO FAZ SENTIDO

 

Em se tratando do dr. Lula da "alma viva mais pura do planeta", qual o motivo de necessitar de 55 dias para evidenciar a sua honestidade nos autos do processo em que figura na posição de réu?

 

Ulisses Nutti Moreira ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

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TRÍPLEX NO GUARUJÁ

Se Lula se diz inocente, por que pedir prazo maior para a sua defesa?

  

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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PODERIA TER SIDO...

Alguém consegue imaginar como seria se Lula fosse uma pessoa de bem, um operário padrão, daqueles que gostam do que fazem e são bons no ofício? Lula poderia até ter comprado um torno velho e se estabelecido por conta, se tornado um bem-sucedido empresário do setor metalúrgico. Se alguém ler este texto para o Lula, ele vai rir e dizer que sempre odiou seu trabalho, era um péssimo torneiro, tanto é que até perdeu um dedo na labuta. O que ele gostava mesmo era de organizar greves e prejudicar o máximo possível a empresa que o empregara. Na política não foi diferente, Lula poderia ter sido "o cara", um Gandhi ou Mandela tupiniquim, poderia ter acabado com a miséria e as diferenças sociais do Brasil, mas não, ele preferiu seguir sua sina e se tornou um péssimo político, arrasou o País com seu ódio cego a tudo o que é certo, direito. Extorquiu os empresários, superfaturou tudo o que pôde, comprou apoio político como nunca e, quando não pôde mais continuar desmandando, ainda conseguiu colocar uma ex-assaltante de bancos em seu lugar. Lula sempre teve um enorme complexo de inferioridade, e agora ele conseguiu provar que é de fato um ser inferior. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES 2016

"O Brasil não merece o que está acontecendo, e sim algo muito melhor" (Luiz Inácio Lula da Silva, em 2005). Mais de uma década depois, eis que o Brasil decidiu que já era hora de procurar algo melhor. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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CONVIVÊNCIA DIFÍCIL

Sinceramente, o PT não nasceu como partido para conviver com o regime democrático. Se até como governo preferiu alianças com países de regimes autoritários, não me surpreende esta recente ira dos petistas contra profissionais da imprensa brasileira. O fato que ocorreu no domingo (2/10) no comitê do PT em São Paulo, contra a jornalista da GloboNews Andréia Sadi, é deplorável: entrando ao vivo do comitê, ela foi expulsa pelos militantes petistas do local com gritos de "golpistas" e "fora daqui".  Lógico que, por medida de segurança desta profissional, a apresentadora Christiane Pelajo, ao vivo, se desculpou com os telespectadores de que a matéria não seria concluída. Inaceitável este desrespeito à liberdade de imprensa. É grave! O PT tem um histórico que não recomenda sua manutenção como legenda partidária. Esta gente definitivamente não pode ficar impune.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DESCRENÇA E LIDERANÇA

Dos 144 milhões de eleitores, tivemos na média nacional cerca de 45 milhões de votos brancos, nulos ou abstenções. Um número gigantesco. Se fossem usados, esses votos poderiam alterar qualquer resultado das eleições de agora e, principalmente, da passada. Isso mostra a descrença de milhões de pessoas na política e em suas tristes personagens. Daí temos uma das maiores carências de nosso país, mãe de toda a outras: a falta de liderança. Liderança política, empresarial, social, sindical, jurídica e até religiosa, o que, em seu conjunto, afeta a credibilidade de nossa sociedade. É urgente que formemos novos líderes, que, mesmo com pensamentos diferentes, mostrem caráter, dignidade e ética. Esse é o caminho para o desenvolvimento e a justiça social de verdade. Não é possível que numa nação de 205 milhões de pessoas não possamos ser conduzidos por coisa melhor.

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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ABSTENÇÕES, BRANCOS E NULOS

Qual a razão do aumento de abstenções, votos nulos e votos em branco? Como atrair o interesse do eleitor, se temos um sistema eleitoral que não permite que sua vontade se faça valer junto de parlamentares? No sistema proporcional, o eleitor escolhe seu candidato com todo critério, porém seu voto pode eleger outro candidato e, em razão da aberração das coligações na eleição de vereadores e deputados, é possível que seu voto ajude a eleger um candidato até de outro partido. Se o eleitor não tem o menor controle sobre o uso de seu voto, então por que votar? Melhor seria eleger vereadores e deputados pelo voto direto, em distritos eleitorais aos quais os eleitos ficariam claramente subordinados. Certamente, a proximidade de eleitos e eleitores e a capacidade do eleitor de influenciar de fato decisões sobre orçamento, investimentos, leis e auditoria do Executivo vão atrair seu interesse. Precisamos de voto distrital.

Carlos de Oliveira Avila gardjota@gmail.com

São Paulo 

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PROJETO DE REFORMA

Diante do cenário atual de descrença na classe política, comprovada após a eleição municipal, com elevado número de votos nulos e brancos, a votação programada para outubro no Senado Federal das reformas políticas previstas em Proposta de Emenda Constitucional (PEC), já aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), será um avanço e tanto para a diminuição das 35 legendas partidárias aos recursos públicos do Fundo Partidário. Só nos resta torcer para que o Senado não adie infinitamente esse importante projeto.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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A FAXINA VAI CONTINUAR

O debacle petista de Sul a Norte, verificado nas eleições municipais, em que o partido perdeu quase 60% das prefeituras que comandava, e vereadores eleitos contam-se nos dedos, foi um claro recado, de que a população está atenta, lendo mais jornais e revistas, e isso se deveu à incansável imprensa, que não mais prega no deserto. Próximo passo serão as eleições majoritárias de 2018, e o alvo principal será o Congresso Nacional. Deputados (513) e 2/3 (54) dos senadores terão de passar pelo crivo popular, que, assim como mostrou maturidade e seriedade nas eleições municipais, irá agir de forma rigorosa para a escolha dos congressistas. Portanto, excelências, sejam de qualquer partido, não adianta se travestirem de bons moços nem procurar esconderijo em outras siglas, pois a história que o passado não conta já era, e o passado de muitos é sombrio e vergonhoso. Seus nomes, a conivência com mazelas perpetradas e suas promessas não cumpridas estão registrados pelos eleitores, que não suportam mais demagogias, adulação à corrupção e tapinhas nas costas, pois, em vez das digitais das mãos, o que aparece, depois de eleitos, são as marcas de "dois pés" estampados em nossos traseiros.

                

Sérgio Dafré sergio_dafre@Hotmail.com

Jundiaí

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DE 2016 A 2018

O desempenho desastroso dos candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições municipais brasileiras deixou claro o seguinte: mesmo os que foram beneficiados por todo tipo de bolsa governamental perceberam que o partidão e seus políticos estão aí somente para se beneficiar e tentar permanecer no poder, levando o Brasil à atual crise econômica sem precedentes. Este resultado eleitoral pode ser repetido em 2018, afastando o PT por um bom tempo do cenário político nacional. Vai depender da postura dos políticos do PMDB e do PSDB, que devem assumir sua responsabilidade histórica, em vez de passar rasteira um no outro.

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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URGÊNCIA

Muitas explicações, evasivas, justificativas e análises depois das eleições, sem chegar ao consenso. Em São Paulo, não foi Geraldo Alckmin nem o PSDB (dividido e, portanto, enfraquecido) quem derrotou o PT, mas o povo que saiu às ruas exigindo mudança, muitos dos quais não saíram para votar, ocasionando 25 milhões de ausentes no pleito de domingo - e muitos dos que ousaram, ou votaram nulo ou em branco como protesto. Sem discutir o mérito desses resultados, eles são um forte sinalizador para a politicagem praticada no País. Por outro lado, é falácia "explicar" que "o PT perdeu porque não soube organizar o discurso" e que precisa se reestruturar. Não, o PT perdeu porque não soube ser honesto, foi demitido pelo povo e deveria ter seu registro cassado. Queremos reforma política já, mesmo que sejam estes que ainda estão aí, que já demonstraram não ter capacidade para essa tarefa. O primeiro ato tem de ser a exclusão da obrigatoriedade do voto. E isso é para ontem.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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E AGORA, PT? 

Assim como nosso Poeta Maior, Carlos Drummond de Andrade, num de seus famosos poemas, perguntava "E agora, José?", mostrando a situação-limite a que, muita vez, pode chegar a criatura humana, cabe-nos indagar: E agora, PT? Quem assumirá a culpa pela fragorosa e acachapante derrota em quase todas as grandes capitais brasileiras nesta eleição municipal? A população brasileira "golpista"? A coisa fantástica do e-mail na nuvem, lá colocado para esconder alguma prova? A imprensa fascista? A íbis da Lava Jato, bicando os calcanhares da jararaca viva? Esperemos que o "Partido da Mão Grande", como tão bem se expressou o jornalista e poeta José Nêumanne Pinto, faça um sincero "mea culpa" das lambanças cometidas... Mas que o faça, desta feita, sem o mistifório apresentado por alguns senadores e senadoras apedeutas, que produziram verdadeiro show de horrores na defesa daquela "mulher honesta", defenestrada mui serodiamente. 

Newton De Lucca desnewtondelucca@gmail.com

São Paulo

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ESCLARECIDO

Os resultados dessa eleição municipal mostram que o PT só se sustentava no poder alimentado pela malversação do dinheiro do povo em proveito de uma ideologia esquerdista radical de força. 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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2 DE OUTUBRO DE 2016

A maioria da população brasileira, pela linguagem muda das urnas, gritou "Fora PT".

Jose Paulo Cipullo j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto

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A QUEDA DO PT E 2018

 

O PT perdeu em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, enquanto o PSDB saiu vitorioso na quase totalidade dos Estados brasileiros, passando, então, a eleição presidencial de 2018 a ser o palco de novas disputas entre as lideranças tucanas. Embora fortes, as alas de Aécio Neves e de José Serra no partido devem olhar, agora, a ala bastante respeitada de Geraldo Alckmin após a vitória retumbante de João Dória em São Paulo. Assim, Alckmin emerge naturalmente como o candidato mais palatável do PSDB, especialmente pelo governo que fez e está fazendo em São Paulo. No Planalto, saberá conduzir e gerir a coisa pública, com energia e dignidade, e com o apoio especial dos paulistas e de milhões de brasileiros. Parece que a vez de Aécio e de Serra já foi.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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VITÓRIA PESSOAL

Disse Fernando Henrique Cardoso que "ganhar no primeiro turno é sempre uma vitória pessoal, embora beneficie o partido". Ora, esse feito é de fato uma vitória pessoal. No caso, de João Dória e, sem dúvida alguma, também de Geraldo Alckmin, que o trouxe quase do anonimato político para ser prefeito da capital. E, indiscutivelmente, também vitória do PSDB, ao qual pertencem os vencedores e o sempre atual ex-presidente.

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

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A MORTE DO DISCURSO DO GOLPE

Se tomarmos como referência o discurso dos autointitulados "progressistas", concluiremos que mais de 80% da população no domingo votante em São Paulo representa uma atrasada elite branca golpista. Hummmm, mas será isso mesmo? A radiografia concreta da sociedade, baseada no resultado das urnas, demonstrou - não apenas para São Paulo, mas para todo o Brasil, de ponta a ponta - o quão falacioso, mal intencionado e absurdo é este discurso, repetido à exaustão por gente frustrada de boa-fé que vive no mundo das nuvens, ou de lobos de má-fé que habitam o planeta da mentira eleitoreira e da corrupção política sistêmica.

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

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HUMILHANTE DERROTA

Após a acachapante derrota dos três candidatos com DNA petista (Haddad, Marta e Erundina), que, somados, só chegaram aos míseros 30%, contra os 53% de João Dória, não é difícil de prever o manifesto dos humilhados petistas  de punho erguido gritando: "Golpe!" e "Fora Dória!".

                

Edgard Marques Filho efilho@suzano.com.br

Barueri

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GOLPE

Na visão petista, o único lugar do Brasil onde não houve "golpe" foi no Acre. Nos outros Estados, todo mundo conspirou contra o PT. O brasileiro é "golpista" mesmo, né?! 

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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ECOS DA ELEIÇÃO

Os "É golpe!" e "Fora, Temer!" voltaram como "Chupa, Lula!" e "Tchau, PT!".

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Os grandes derrotados: Haddad, Dilma, Lula, PT, PT, PT, PT, PT, PT.

  

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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DITADO OPORTUNO

Não há mal que sempre dure nem bem que nunca se acabe. O PT acabou. Os números das eleições estão aí. Agora, "cumpanheiros", preparem as suas malas rumo a Curitiba, com passagem paga pela Polícia Federal, que espero seja somente de ida. 

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo 

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O QUE NÃO QUEREMOS

O desfecho desta eleição pode não ser o idealizado por nós, paulistanos, já que tínhamos somente as opções apresentadas. Entretanto, restou a plena demonstração do que não queremos, nunca mais. O PT, com Fernando Haddad, e seus outros tentáculos foram todos para a mesma vala, com o mesmo destino: fora! Sim, pois petistas serão sempre petistas, mesmo com os disfarces com que tentam cobrir sua origem, seja migrando em sucessivos périplos para outros partidos, seja tentando aparentar ter-se daquela se distanciado criando novas siglas. Assim, ao empedernido Haddad e às transmutadas Marta Suplicy (que não engana nem a velhinha de Taubaté), Luiza Erundina (com epitáfio político grafado em letras garrafais) e Marina Silva (com sua Rede plena de buracos de dissimulação), bem como outros apêndices anacrônicos (PSTU, PCO, PCB, PCdoB, etc.), ficou cabalmente demonstrado que São Paulo, desde 2013, acordou e resolveu dar exemplo ao restante do Brasil de como costurar as vorazes "boquinhas" e usar nossos lábios para dizer, inclusive a quem está chegando: aqui queremos vida digna para todos, com ordem e seriedade.  

 

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

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O 'PEIXINHO' DÓRIA

Muitos ainda se lembram do filme "Procurando Nemo", em que uma peixinha azul, Dori, era desprovida de memória, mas muito engraçadinha. O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, pelo que já demonstra, de forma nada engraçadinha, está se esquecendo do que disse em palanque, tornando a falácia coisa comum ao seu partido, que não é o dos "trabalhadores". O alquimista Geraldo Alkmin não deve ter pensado na possibilidade de perder prestígio com o esquecido gestor Dória, que não mais congelará os preços do transporte público em sua (indi)gestão e que, alheio à considerável melhora na saúde publica com a redução de velocidade nas vias marginais da capital paulista, já promete elevá-las novamente. Cartel de próteses ortopédicas? 

Jose Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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PRESSA

Dória tem pressa para retomar os limites antigos de velocidade nas Marginais. Ótimo! 50 km/h de madrugada é frustrante e perigoso. Ele também poderia ter a mesma pressa com seu coleguinha Alckmin para finalizar as obras do monotrilho e liberar o trecho da ciclovia interditado há anos!

Eduardo Prates eduardoprates.sp@gmail.com

São Paulo

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RAZOÁVEL

Sou cidadão de Belo Horizonte, estive em São Paulo recentemente e fiquei chocado com o que vi nas Marginais: velocidade máxima de 50km/h, desnecessariamente. Evidente que não sou contra radar para quem precisa de radar, onde a velocidade significa risco de atropelamentos. O que não vem a ser o caso das Marginais de São Paulo, onde o pedestre não se expõe. Porém, o que constatamos em todas as cidades governadas pelo PT, de forma explícita, legal, mas imoral, tem sido a proliferação da indústria da multa, com um discurso politicamente correto de defesa do pedestre. Generalização propositada com fins eminentemente arrecadatórios. Trocando em miúdos: picaretagem. Portanto, quero cumprimentar o prefeito eleito João Dória, que já anunciou o fim da farra das multas, devolvendo às Marginais a velocidade de 70 km/h, que é bastante razoável para uma autopista como aquela, com poucas interrupções de tráfego.

Jose Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

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PRIVATIZAÇÕES

Com seu ideário neoliberal, o prefeito eleito de Sampa, João Dória (PSDB), afirmou que irá privatizar o Estádio do Pacaembu, o Autódromo de Interlagos e o Parque do Anhembi. Irá entregar de mão beijada para a iniciativa privada o patrimônio público, que é da cidade e de todos os paulistanos. Dória, que se autoproclama um "gestor", deveria otimizar os recursos públicos com competência e criatividade e cortar despesas supérfluas e o desperdício, isso sim. É muito fácil se desfazer do patrimônio público em benefício de empresários particulares, que passarão a obter altos lucros à nossa custa. Belo "gestor"...

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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VITÓRIA DE SÃO PAULO

A eleição do último domingo pode ser traduzida em recompensa para São Paulo - Estado e município - por não ter sucumbido ao encanto propagado pela esquerda e, particularmente, pelas promessas vãs dos seguidos governos petistas no âmbito federal. Os paulistas e os paulistanos souberam resistir aos seguidos assédios e seus líderes políticos não se deixaram cooptar pelos acenos do poder central que perderam e por mais que insistissem não conseguiram resgatar das garras de políticos da pior espécie. Ainda que sua capital tenha sido ocupada por breves períodos pela sanha petista, o Estado de São Paulo manteve-se resoluto como guardião da democracia, da ética e da boa gestão administrativa. As investidas foram muitas e os instrumentos empregados nas seguidas tentativas de sua ocupação foram os mais espúrios e indignos - a Federação não foi respeitada -, as parcerias foram reiteradamente negadas e até mesmo sonegados seus direitos legítimos na repartição dos recursos arrecadados pelo governo federal. Ainda assim, pela responsabilidade de seus últimos governadores, o Estado pôde se manter altivo e resoluto em seus propósitos democráticos, obediência à Lei de Responsabilidade Fiscal e desenvolvimento. Não é por acaso que os paulistas detêm as melhores estradas, os melhores hospitais e as melhores universidades, enquanto o governo federal, conduzido por seguidos governos petistas, levava o País à maior crise econômica, institucional e social dos últimos cem anos. Para nosso gáudio e alegria inusitada, estamos a assistir ao esfarelamento das forças de esquerda e inaudito orgulho em saber que coube ao Estado de São Paulo - onde nasceu e ganhou projeção a grande estrela deste infamante  projeto político-ideológico - impor a esse conglomerado a maior derrota política de sua caminhada na busca de inusitada hegemonia política, relegando-o à sua insignificância histórica. São Paulo, mais uma vez, como na Revolução Constitucionalista de 1932, resistiu o tempo necessário para impor-se, desta vez por meio do voto popular, a essa corrente política-ideológica - para muitos desenfreada e impossível de ser contida - para restabelecer de uma vez por todas a liberdade, eleições livres e soberanas, paz social e desenvolvimento econômico que o regime democrático nos oferece. Parabéns, São Paulo.  

Noel G. Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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TRANSIÇÃO

Não se iludam com os resultados iniciais das eleições em São Paulo. A turma dos "petralhas" não dorme em serviço. A transição da administração para o novo alcaide pode ser mais traumática do que se imagina. Todas as autarquias públicas federais na capital devem ficar de sobreaviso quanto ao óbulo da viúva. Assim, bancos federais, conselhos regionais, secretarias e universidades estaduais (USP, Unesp e Unicamp), que recebem e trabalham com o dinheiro dos contribuintes, devem, por segurança, avaliar uma bem montada auditoria, para verificar a quantas andam as receitas e despesas. Principalmente em precatórios deve haver uma soma bem elevada. Isso não é nem denúncia nem "mal falar". Todo cidadão, quando assume um cargo público, tem por obrigação apresentar a declaração de bens atualizada. Com a palavra, a OAB.

Flávio Prada flavioprada39@gmail.com

São Paulo

  

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PMP

Outro grande vitorioso nas eleições de 2016 foi o PMP (Partido Maria da Penha). Em São Paulo Netinho de Paula foi derrotado e, no Rio, derrubaram o candidato Pedro Paulo. Não sei se houve outros exemplos neste Brasil machista, mas só esses dois exemplos já são bem simbólicos.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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CIDADANIA E INCLUSÃO

Nesta, como em eleições anteriores, ficou evidente a dificuldade de deficientes ou pessoas com restrição de deixar a residência, por vários motivos, de exercer o direito de votar. Cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no futuro, criar "mesários" móveis, que, informados com, digamos, 30 dias de antecedência (para que sejam quantificados e façam os roteiros de cada seção), recolham os votos nos domicílios. Faz parte de promover a cidadania e inclusão.

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

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CONSTITUIÇÃO, 28 ANOS

Não há como discordar do editorial sobre os 28 anos da Constituição ("Estadão", 5/10, A3). O grande problema - que leva à imobilidade em relação às grandes mudanças necessárias - é que se formou uma grande casta de privilegiados, principalmente no funcionalismo e na classe política, que dificilmente permitirá alterações em algo que a beneficia. São altas remunerações, aposentadorias indecentes e absurdos benefícios que se entranharam nos costumes como algo natural nessa casta. Por outro lado, muitos milhões de miseráveis sem direito a nada apenas assistem. Assistem impotentes, literalmente, às novelas de sua vida. O jornal fala incompreensivelmente numa oportunidade única de mudança. Onde se encontra essa oportunidade não está nada claro.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

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NOVA CONSTITUIÇÃO

Parabéns à Constituição pelos seus 28 anos de vida. É chegada a hora de repensar, debater e corrigir os tópicos que apresentam disfuncionalidade e desequilíbrio, em prol da continuidade do Estado Democrático de Direito, a tão duras penas reconquistado. Reforma já!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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EDUCAÇÃO

No artigo "Cientistas no quintal", página A25 de 1/10/2016, o biólogo Fernando Reinach dá uma brilhante ideia: "Que tal colocar nossos teóricos da educação nas salas de aula?". Acredito que, se isso acontecesse, iriam se convencer de que a antiga Educação Moral e Cívica deveria ser matéria obrigatória. Nossos jovens aprenderiam o que é democracia, ética e cidadania e deixariam de seguir a linha petista de protestos que ignora os prejuízos que traz aos demais cidadãos - como ocupar escolas, fazer piquetes grevistas, queimar pneus e obstruir vias.

Maria Toledo Arruda G. de França mariatagalvao@gmail.com

Jaú

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