Fórum dos Leitores

NOVO PREFEITO

O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2016 | 03h10

Cidade limpa

Em primeiro lugar, parabéns ao prefeito eleito, João Doria, por sua brilhante vitória. Gostaria imensamente de que seja rigoroso contra esses vândalos, pichadores que emporcalham a cidade. São Paulo merece voltar a ser uma cidade limpa.

SIDNEY CANTILENA

sidneycantilena@bol.com.br

São Paulo

Esperança

João Doria pode estar abrindo nova era de governabilidade neste país. Competência, gestão, profissionalismo, meritocracia, termos empregados na iniciativa privada para gestão de resultados. Se decidir por levar adiante seu trabalho com essa visão, São Paulo será a vitrine da mudança. E, por favor, não nos decepcione. De um paulistano da gema, hoje matonense de coração.

MANOEL BRAGA

manoelbraga@mecpar.com

Matão

Interlagos

Certamente, todos os que de alguma forma têm ligação com o automobilismo – o enorme público aficionado, pilotos e ex-pilotos, preparadores e tantos outros envolvidos no esporte motor, no Brasil e até mesmo no exterior – esperam que o novo prefeito tenha a sensibilidade de perceber que o Autódromo José Carlos Pace é um marco e patrimônio da cidade de São Paulo, internacionalmente reconhecido como um dos melhores circuitos do mundo, motivo pelo qual qualquer decisão sobre seu futuro próximo há de ser muito bem pensada. Todos esperam que se assessore bem e se acerque de pessoas com conhecimento de causa, esquecendo os atuais e antecessores, que nenhum resultado construtivo trouxeram, até desvirtuando a função preponderante e para a qual aquele local histórico da cidade foi construído, incluindo, em parte, sua mutilação.

GERALDO C. MEIRELLES

gmeirelles.adv@gmail.com

São Paulo

Esportes no centro

João Doria justifica concessão do Pacaembu (7/10, A22) com base na subvenção de partidas de futebol e não leva em conta a ideal adoção de novo uso adequado como complexo esportivo à disposição de todos os atletas paulistanos – infantis, juvenis e adultos, femininos e masculinos – atuais e em potencial. A merreca recebida dos milionários clubes de futebol, somada às despesas da CET, da Limpurb, da GCM e da Tropa de Choque da Polícia Militar, hoje todas pagas pela “viúva”, não justifica o estádio e seu ginásio – público ou privado. O desenvolvimento de escola de esportes de todas as modalidades nesse excelente complexo no centro da cidade é o seu uso mais adequado e se insere na obrigação da Prefeitura de prover serviços nas áreas de esportes, saúde e educação à população.

SUELY MANDELBAUM, urbanista

suely.m@terra.com.br

São Paulo

Limites de velocidade

Não se pode jogar fora o bebê com a água do banho. É fato que as ações do ex-prefeito Fernando Haddad foram atabalhoadas e justificadas por motivos tortos, mas isso não significa que algumas não sejam corretas. Primeiro, sobre velocidade nas marginais, passar de 70 para 90 km/h significa reduzir capacidade de fluxo e aumento de congestionamentos. É fato conhecido da Engenharia de Tráfego que velocidade entre 60 e 70 km/h produz o máximo fluxo em vias expressas com alta densidade de tráfego. Segundo, é também fato conhecido na Engenharia de Tráfego desde os anos 1980 – quando em Zurique (Suíça) a redução da velocidade de 60 para 50 km/h resultou em redução de 25% das fatalidades no trânsito – que velocidades menores diminuem a probabilidade de acidentes. E quando ocorrem reduzem a energia cinética e, portanto, a consequência do impacto. Um acidente a 90 km/h equivale a uma queda do 11.º andar; a 50 km/h, cair do 3.º andar; e a 30 km/h, cair do 1.º andar.

RUBENS E. B. RAMOS, professor da UFRN, doutor e pós-doutorado em Transportes na França

rubens.ramos@gmail.com

Natal

Como quase tudo na vida, também esta é uma questão de escolha. Com velocidades acima de 50 km/h aumentará proporcionalmente a ocorrência de congestionamentos localizados. Aquele “anda, para, anda...” de que talvez já estejamos com saudades. O limite de velocidade de 50 km/h, com mais 10% de tolerância, como praticado para efeito de multas, é garantia de maior fluidez nas vias, sejam urbanas, rurais ou marginais.

ROGERIO BELDA

r.belda@terra.com.br

São Paulo

Megametrópoles como a nossa merecem bons anéis rodoviários. Mesmo o nosso “pequeno anel” não é tão pequeno, mas carece de pistas bloqueadas de maior velocidade, correspondentes às rodovias. Assim, devem ter acessos restritos, dotados de pistas de entrada e saída adequadas. Os rios já constituem uma lateral bloqueada. Os acessos às vias locais são para isso dotados de pistas de aceleração e desaceleração longas e adequadas.

RAUL POMPEIA DE M. FILHO

yolanda.asmagalhaes@gmail.com

São Paulo

GOVERNO PAULISTA

Pedaladas fiscais

Diante das discussões sobre operações de créditos do setor público, o Fisco paulista alerta que em 1.º/9 entrou com ação popular contra o governo Geraldo Alckmin. O Ministério Público já se manifestou favorável a ela, em 9/9, e contrário ao pedido de tutela antecipada provisória para suspensão das operações de captação de recursos já feitas pela Companhia Paulista de Securitização. Caso confirmado, os atos configuram crime de responsabilidade, implicando rombo futuro no patrimônio público por “maquiar” as contas, inflando o orçamento de curto prazo do Estado. Tal sistema de emissão de debêntures não pode ser feito por empresa público-privada nem conter em seu quadro funcionários do governo, no caso, o ex-secretário da Fazenda Renato Villela. Tais operações ainda passam por debates na esfera federal e infringem a Lei de Responsabilidade Fiscal, sendo passíveis de impeachment.

JOSE MÁRCIO RIELLI, diretor do Sindicato dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo

joserielli@sinafresp.org.br

São Paulo

PREVIDÊNCIA

Aposentadoria compulsória

Triste ler a carta de 5/10 do leitor sr. Silvano Corrêa (mero mortal), que trabalhou a vida toda para ganhar aquela “fortuna”. Em contrapartida, um desembargador (semideus) que se vende ao crime organizado tem como pena máxima aposentadoria compulsória com R$ 40 mil por mês. Brasil, um país de poucos!

JORGE VINICIUS SILVA FERREIRA

viniwho@hotmail.com

São Paulo

“Creio ser inaceitável qualquer mudança (sempre para pior) sem que antes se abra a ‘caixa-preta’ e se conheça a sua realidade econômico-financeira”

JAIR NISIO / CURITIBA, SOBRE 

A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

jair@smartwood.com.br

“E a PEC do Teto vai atingir principalmente os aposentados, que já ganham minguado salário. Pobre povo brasileiro!”

ANGELA MARIA DE SOUZA BICHI / SANTO ANDRÉ, IDEM

angela_ bichi@hotmail.com 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

OPERAÇÃO ACRÔNIMO

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu esta semana que o governador Fernando Pimentel (MG), de Minas Gerais, só pode ser processado com o aval da Assembleia Legislativa de Minas. Ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Bem, se ele tiver - e geralmente todo governador tem - a maioria da Assembleia, sabem quando haverá esse aval? Quando o sargento Garcia prender o Zorro.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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BRINCADEIRA

Apareceu mais um político "poderoso" denunciado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Trata-se do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). A abertura de ação penal, porém, só poderá ser feita se autorizada pela Assembleia Legislativa daquele Estado. Parece brincadeira...

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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REPÚDIO

Em relação à notícia "Abertura de ação penal contra Pimentel depende de autorização de Assembleia, decide STJ", do dia 5/10/2016, quero lançar meu mais veemente protesto e repúdio, pois trata-se de decisão estapafúrdia e escandalosa. O poder da Justiça é incontrastável e não pode ser impedido por quem quer que seja. Para agir, a Justiça não precisa pedir licença a ninguém, muito menos à execrável Assembleia Legislativa de Minas. Demais disso, legislar sobre processo judicial é tarefa exclusiva da União e todo mundo sabe disso, até alunos do primeiro ano de faculdades de Direito. Esta maioria que deu validade a esse absurdo causa vergonha aos cultores do Direito. Não sei como podem fazer parte de uma Corte tão importante como o STJ. Se essa decisão pudesse prevalecer, as oligarquias estaduais passariam, como passarão, a inserir em sua Constituição local dispositivos semelhantes para que seus desgovernantes néscios e corruptos fiquem ao largo da ação saneadora da Justiça. 

Dagoberto Loureiro dagoberto.loureiro@gmail.com

São Paulo

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ALÍVIO IMEDIATO 

Segundo o noticiário, uma corte especial do Superior Tribunal de Justiça decidiu que o governador de Minas, Fernando Pimentel, só poderá ser processado com o aval da Assembleia Legislativa daquele Estado. "'Oba, foi sopa no mel!", diria o sr.  Pimentel. E não se fala mais no assunto!

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

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GALÁCTICOS

Carlos Gabas; Fernando Pimentel; Edison Lobão; Gleisi Hoffmann; Mario Negromonte; Paulo Bernardo; Antonio Palocci; José Dirceu; Erenice Guerra; José Carlos Bumlai; Delcídio Amaral; João Santana; Delúbio Soares; Gim Argello; Paulo Okamotto; Silvio Pereira; João Vaccari Neto e Fernando Bittar são alguns dos nomes que compõem a "galáxia da corrupção", orquestrada pela dupla Lula e Dilma e que, agora, estão muito preocupados com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autoriza a prisão quando de condenação em segunda instância.  

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CALVÁRIO PETISTA

 

Parece não ter fim o calvário petista. Nem bem passaram 48 horas de sua maior derrota eleitoral - no Estado de São Paulo foi um massacre -, o PT volta a amargar más notícias: 1) ministro do STJ negou pedido de Antonio Palocci e manteve o petista preso em Curitiba; 2) as contas de 2015 de Dilma Rousseff foram rejeitadas por unanimidade pelo Tribunal de Contas da União; 3) Lula sofreu novo indiciamento pela Polícia Federal, acusado de favorecer a Odebrecht em Angola e seu sobrinho com um contrato com a empreiteira; e 4) o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão do condenado (à pena restritiva de liberdade) após confirmado, em segunda instância, o veredicto do juiz de primeiro grau. Trata-se de uma importantíssima deliberação do STF, que pode levar Lula ao xadrez, caso o chefão petista seja condenado num dos processos criminais a que responde - ou que poderá vir a responder - como desdobramento das investigações ora em curso. A cada dia fica mais difícil para a quadrilha e, em particular, para o "grande general da propinocracia" a que aludiu o procurador Deltan Dallagnol. 

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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PARAÍSO JUDICIAL

Quando é que Lula, Dilma, Palocci, Mantega e Taiguara, o "sobrinho do Lula", vão ser nomeados secretários de Minas Gerais?

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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ENGANAÇÃO

Para Lula & Cia., é hora de lembrar o que disse Abraham Lincoln: "Você pode enganar muitos por pouco tempo, pode enganar poucos por muito tempo, mas muitos por muito tempo, não".

Paulo Lahud Cury pcadvog@terra.com.br

Catanduva

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O CERCO APERTANDO

A prisão de Antonio Palocci, a situação da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e de seu marido, Paulo Bernardo, que se tornaram réus, bem como a possível delação de outros implicados com a "propinocracia" são elementos que fecham o cerco contra Lula, vindo todos eles, mesmo que indiretamente, carrear provas para o processo de Lula em mãos do magistrado Sérgio Moro, que terá fartas e abundantes provas para aperfeiçoar seu livre convencimento sobre os comportamentos delituosos de Lula durante os quase 14 anos de lulopetismo. Ressalte-se, ainda, que o livre convencimento dos juízes é aperfeiçoado por todas as provas admitidas em direito, inclusive por indícios.

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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FUMAÇA

Pelo visto, o Ministério Público Federal ainda não confirmou o que circula na internet: a descoberta da "poupancinha do operário", de US$ 108 milhões, depositada em Luxemburgo, que, dizem, seria da "alma mais honesta" do Brasil. Será? Luxemburgo é um paraíso fiscal, com economia baseada em grandes bancos, onde são depositadas quantias significativas de fortunas que "oficialmente não existem". Driblar o sigilo bancário de Luxemburgo é uma tarefa complicada, se comparada ao que ocorre na Suíça. Mas a lealdade aos seus clientes e a discrição são consideradas seus principais atrativos para os "investidores fantasmas", prato cheio para ilicitudes. Onde há fumaça há fogo.

 

Fernando Silva lfd.dasilva1940@gmail.com

São Paulo

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PROPRIEDADES

Creio que a imensa maioria da população já se esqueceu de que Lula morou por anos a fio em propriedade de um amigo e compadre em São Bernardo do Campo. Por que, então, estranha, agora, que ele não seja dono do sítio de Atibaia e do apartamento do Guarujá, mas usufrua desses confortos? Eu não tenho nenhum amigo que se disponha a ceder-me um imóvel para morar gratuitamente, mas, afinal, quem sou eu para querer comparar-me a "elle"?

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

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CRIME MAIOR

A eventual corrupção de Lula não será o seu maior crime, outros tantos já fizeram o que ele fez. O seu crime imperdoável foi o de querer perpetuar o seu partido no poder à custa do dinheiro público; de destruir a democracia e instituir o totalitarismo de esquerda no País.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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LULA E A JUSTIÇA

Perguntar não ofende: o que mais precisa acontecer para "receber" Lula na sede da Polícia Federal em Curitiba? Todo cuidado é pouco, ele pode usar seu passaporte diplomático para refugiar-se na embaixada da Venezuela, em Cuba, em Angola, etc.

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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BURRICE ALHEIA

Dilma Rousseff disse, recentemente, que os operadores da Lava Jato não seriam burros a ponto de prenderem Lula. Ora, sejamos francos: a ex-presidente Dilma falar em burrice, de quem quer que seja, só pode ser piada.

Leão Machado Neto lneto@uol.com.br

São Paulo

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OS ESCOLHIDOS

Segundo Lula, "os investigadores (MPF e Polícia Federal) não foram escolhidos para serem deuses". Sim, é verdade, considerando serem funcionários concursados com o objetivo de defender a sociedade e o patrimônio público de gatunos e corruptos que Lula se nega a reconhecer, embora os conheça mais que todos.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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ASTÚCIA SELETIVA

Nosso ex-mandatário é reconhecidamente uma pessoa de grande poder de persuasão e de astúcia ímpar, o que o levou a ter dois mandatos consecutivos no maior cargo da nossa República. Para tanto, cercou-se de aliados, diversos deles companheiros de longa data na militância, e outros por extrema conveniência que a governança exigia. Teve a visão de que sem essa composição o seu poder e o mandato não seriam duradouros. Com o passar do tempo, a companheirada deixou de fazer parte da sua equipe para passar a cumprir, "sem querer, férias numa colônia penal", como diria o nosso poeta Jorge Benjor. Surpreende-me, agora, que a tal astúcia, que até hoje se manifesta, em vislumbrar lá longe da sua vista as "conspirações de Curitiba" e não saber de nada, pasmem, do que ocorria nos gabinetes da Casa Civil, na Presidência e na tesouraria do seu fiel partido, bem como na distribuição de fartos e ilícitos recursos de origens estatais, tão íntimos e próximos do nosso astuto ex-mandatário. Mas é assim mesmo: um dia é da caça, o outro do caçador.

Walter José Verdi wjverdi@hotmail.com

São José do Rio Preto

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DINHEIRO PARA O PT

Peraí, desviaram milhões e milhões, e todo o dinheiro foi para o PT, mas o presidente do partido não está preso? E a legenda ainda não foi extinta? Até quando vamos continuar com as histórias da carochinha de que "todo dinheiro doado foi legal e declarado"? Chega! Acordem, STF e TSE.

Sylvio Ferreira sylviorferreira@terra.com.br

São Paulo

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PERSEGUIÇÃO

O cidadão apanhado por se apropriar indevidamente de um salame num comércio é punido. E tudo está dentro da lei. Já para outro(s), surpreendido(s) no desvio de vultosa quantia do País, trata-se de "perseguição"? Como é que é?

Carlos H.W. Flechtmann chwflech@usp.br

Piracicaba

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ALVÍSSARAS

Antes tarde do que nunca, a Polícia Federal (PF) vai investigar desvios na construção de termoelétricas que rendeu propinas para Nestor Cerveró de, ao menos, US$ 700 mil e de US$ 10 milhões para Delcídio do Amaral entre 1999 e 2001, na época filiado ao PSDB. Contudo, seria bom que investigassem também a participação do filho de Fernando Henrique Cardoso, Paulo, por intermédio de sua empresa, PSR, e também os US$ 100 milhões de propina da compra pela Petrobrás da Pérez Companc. Isso está na delação e tem prova encontrada pela PF quando o senador Delcídio foi preso.

Wilson Ronaldo de Oliveira wilsoncidadaocuritibano@gmail.com

Curitiba 

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PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA

Na quarta-feira, pela segunda vez o Supremo Tribunal Federal (STF) foi instado a decidir sobre a prisão em segunda instância. E, pela segunda vez, o entendimento da Corte foi manter a prisão após decisão de segunda instância. Ainda que o ministro Dias Tofolli tenha mudado de lado, pelo que se especula seria alcançado pela lei, não podemos deixar de destacar o voto de desempate da corajosa ministra presidente do STF, Cármen Lúcia, fazendo valer a sua fala quando de sua posse - reconheceu que a Justiça não atende às expectativas da população e, por isso, precisa passar por uma transformação. Incrível como pessoas poderosas conseguem mobilizar o STF a alterar decisões. Para os pobres presos, nunca se viram advogados, muito menos o STF, se importar.  Qual inocente foi beneficiado por qualquer recurso no STF ou no STJ? Já os ricos deste país continuam pedindo "habeas corpus" para não serem presos. Para os advogados, vale a regra "a pressa é a inimiga da prescrição". Como se pode notar, é preciso uma grande transformação no Supremo para o povo sentir-se amparado e orgulhoso da Justiça brasileira. A conferir.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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RASCUNHO ESTATUTÁRIO

Pela defesa apresentada na quarta-feira, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Dias Toffoli e os Mello estão mais que credenciados para redatores de um futuro Estatuto da Impunidade. A conferir... 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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DITADURA DO JUDICIÁRIO

Tem algo errado quando o STF decide que a presunção de inocência não vale mais; quando o Tribunal de Justiça de São Paulo diz que não houve o massacre do Carandiru, mas, sim, "legítima defesa", e que era o caso de absolvição da polícia, que é uma grande parceira; ou quando uma jornalista critica uma decisão de ministro do STF e é processada e condenada a indenizá-lo. São muitos os casos e exemplos. São decisões que causam preocupação e perplexidade, porque o Poder Judiciário deveria ser o maior protetor e garantidor dos direitos e garantias individuais dos cidadãos e da Constituição federal, assegurando a proteção aos direitos humanos, à dignidade da pessoa humana, da liberdade de expressão, de opinião e livre manifestação. Como já foi dito antes, a pior ditadura que existe é a ditadura do Judiciário, pois nela não temos mais a quem recorrer.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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NOMEAÇÕES PARA O STF

Enquanto promotor de Justiça aposentado do Ministério Público paulista após 34 anos de exercício funcional ininterrupto (1979-2013), tenho para mim que se deveria estudar com ponderação, mas sem morosidade excessiva, um critério alternativo para preenchimento de vagas no STF e no STJ. Poderia ser o do concurso público de provas e títulos, consoante se dá na primeira instância, para ingresso na carreira. É a metodologia mais democrática, segundo nos parece. Doutra banda, tive a honra e o privilégio de conhecer e de trabalhar com juízes de geração mais antiga. Com eles muito aprendi em termos de comportamento funcional. Eram discretos, reservados, polidos e corteses. E me ensinaram uma lição que jamais olvidei: juiz fala nos autos. Concordo.

Antônio Marcos M. de A. Prado marcos.musitano@gmail.com

Americana

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ELEIÇÃO 2016

O articulista José Roberto de Toledo ("Caçando o voto inútil", 6/10) cometeu um equívoco ao atribuir o elevado índice de abstenção no pleito municipal a uma questão de mera atualização cadastral perante a Justiça Eleitoral. O não comparecimento às urnas foi uma forma de protesto do eleitor a um sistema político viciado e corrupto que não atende aos interesses da população.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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DERROTA NAS URNAS

Quem derrotou o Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições do dia 2/10 não foi o PSDB, não foi Geraldo Alckmin, não foi Michel Temer ou o PMDB. Quem derrotou o PT foi a sociedade brasileira, que não aguentava mais as mentiras, as imoralidades, os desmandos, os desacatos e o descumprimento às leis e à Carta Magna. Os desrespeitados cidadãos só esperavam uma oportunidade para demonstrarem com veemência a desaprovação de tudo de ruim que o partido no poder causou à Nação em pouco mais de 13 anos. Este foi o efeito das recentes eleições... Uma lavada histórica. Não vai ser fácil colocar a casa em ordem. 

Fernando Silva lfd.dasilva1940@gmail.com

São Paulo

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RIO BRANCO

Com todo respeito ao povo do Estado do Acre, mas, após terem eleito um prefeito petista em sua capital (o único nas capitais do País), provavelmente os ossos do Barão do Rio Branco devem estar tremendo na terra. Deveríamos devolver o nosso pequenino Estado aos amigos bolivianos. E o grande amigo de Lula Evo Morales, que falou que no Brasil ocorreu um golpe, nos devolveria o cavalo. Como aquele potro de raça inglesa já morreu, pode ser qualquer pangaré. E podem eles ficar com as libras esterlinas pagas além da indenização, já que não concluímos a ferrovia prometida no Tratado de Petrópolis de 1903. Não se esquecendo, é claro, de devolverem aquela pequena parte de Mato Grosso com que ficaram no troco.

Jose R. de M. Soares  joserubens@jrmacedoadv.com.br

São Paulo

                                                              

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'AS PROMESSAS DE DÓRIA'

O "Estadão" de 6/10 trouxe editorial intitulado "As promessas de Dória", em que coloca o que parece crível, o que é certo, o que é incerto e o que é errado. Começa tratando dos R$ 9,4 bilhões orçados para a saúde. Destaque para a contratação de 800 médicos. E, então, o editorialista coloca que não há salário que cubra o desgaste emocional e o risco real de lecionar em periferias sabidamente violentas. "Mutatis mutandis", o que se deu na esfera estadual. Médicos não queriam trabalhar em lugares longínquos, ou insalubres, ou sem recursos materiais e humanos e, então, teve a "brilhante ideia" de contratar os médicos cubanos (contratação estranhíssima, já que o conceito elementar de salário, para o ordenamento jurídico brasileiro, corresponde a uma contraprestação ou retribuição por uma etapa de trabalho, paga diretamente pelo empregador). Então, subtrair parcela desse valor para outrem, não importa quem, é flagrantemente inconstitucional. Quanto ao mais, bem-vinda a ideia de um Estado menor, menos custoso, com a venda de imóveis, do autódromo, de parques, etc. à iniciativa privada, com retribuição pecuniária que, no caso do Anhembi, já vinculou à saúde. Velocidade nas vias e ciclovias são assuntos de somenos importância do que educação e segurança pública. Esta última, constitucionalmente devida pelo Estado (não pelo município), mas que advém também de promessas de campanha de que a guarda civil vai trabalhar. Sinceramente, acredito. Por quê? Porque vai ter problemas se tiver de "vender" secretarias. A iniciativa privada é regida pelo princípio da meritocracia. Não se praticam atos "populares", que saem caro para o empreendedor. Se é bom, fica; se não, a porta de saída é logo ali. Acho que estamos precisando de um pouco de disciplina no gasto do dinheiro público e acho, respeitando opiniões em contrário, que talvez o prefeito eleito tenha a chance de fazer bastante pela maior cidade da América do Sul.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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PERGUNTINHAS

João Dória foi eleito prefeito de São Paulo no primeiro turno. Isso todo mundo sabe. Esta semana, assisti ao finalzinho de sua entrevista a Datena na TV, exatamente quando Datena empinou a carroça com "o ponto" que o mandou perguntar ao novo prefeito a respeito do Uber. Eu queria saber, mesmo, se o Uber de São Paulo é de Fernandinho Haddad, só isso. E gostaria de saber, também, se o cidadão e empresário João Dória irá adquirir o Anhembi que o prefeito João Dória irá privatizar. Perguntinhas simples assim os repórteres não fazem. Qual seria o motivo?

Arthur de Lucca arthurcaiolucca@gmail.com

Goiânia

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CRISE NOS ESTADOS

A benevolência com gestões temerárias nos Estados é impressionante. Em suma, nunca há culpados. Cientes da impunidade, após quatro anos, os (ir)responsáveis simplesmente viram as costas e vão embora. O curioso é que, apesar de deixarem as contas no vermelho, eles sempre dão um jeito de voltar na eleição seguinte. Será que gostam de falência ou tem coelho aí nessa cartola?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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VAI SOBRAR PARA OS ASSALARIADOS

Reportagens do "Estadão" de 5/10 nos apresentam um cenário sombrio para os assalariados, em decorrência da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que cria um teto para os gastos públicos, prevendo que servidores públicos poderão ter os salários congelados e o salário mínimo poderá ficar sem ganhos reais enquanto as contas não se enquadrarem ao teto do novo regime fiscal. Que o governo da ex-presidente Dilma Rousseff fez uma inédita lambança em nossa economia e deixou o País em situação crítica, disso não resta a menor dúvida. Mas também está mais do que comprovado que parte significativa dessa crise é decorrente do maior assalto praticado aos cofres públicos em nossa história, com grande participação de muitos daqueles que hoje ocupam cargos no Executivo, assim como de parlamentares ainda em atividade no Congresso Nacional. Em outra reportagem, o "Estadão" apresentou as enormes diferenças de vencimentos existentes entre as diversas categorias do funcionalismo federal, tendo à frente as carreiras das áreas jurídicas do Legislativo, algumas com salário inicial realmente descabido. Porém, na comparação do que ganha um professor no serviço público, entre R$ 6,27 mil e R$ 18 mil, enquanto no setor particular ganha cerca de R$ 1,82 mil, certamente houve um erro, pois comparou um professor do curso superior a um do nível médio, o que não tem sentido. No nível médio, o professor no serviço público também ganha mal e só recentemente a Prefeitura de São Paulo, que paga acima da média, em termos de órgão público, elevou o piso desses seus servidores para R$ 3 mil. Em ambos os casos, muito pouco, dada a importância da educação para o País. Mas tais distorções não poderão agora ser corrigidas "a toque de caixa", como a que foi apresentada recentemente para a reforma do ensino médio. Tanto os servidores públicos quanto os assalariados em geral não poderão permanecer uma década sem nenhuma reposição salarial. O novo texto da PEC 241 prevê veto à revisão geral das remunerações de servidores públicos, tendo a equipe econômica afirmado que não terão sequer a reposição inflacionária garantida pela Constituição e que, como a regra virá por PEC, não haverá espaço para judicialização. Não sou da área jurídica, mas creio que isso afetará os direitos individuais e, portanto, uma cláusula pétrea da Carta Magna, o que não pode ser feito por meio de uma PEC. Mas o mais importante, no caso, é que os trabalhadores não poderão ficar sem nenhum reajuste durante dez anos, ainda mais com uma inflação que levará muito tempo ainda para voltar a ter índices decentes. Também cabe aqui destacar que os larápios do erário amealharam uma enorme fortuna, conseguem uma delação premiada e vivem confortavelmente em prisão domiciliar, no interior de suas mansões. A própria Lei de Responsabilidade Fiscal impõe limites para os gastos com os servidores públicos num porcentual das receitas correntes que varia em cada nível de governo, nunca acima de 60%. Se os gastos com o funcionalismo estão acima desse limite, deve-se ao fato dos políticos de plantão terem admitido inúmeros companheiras e companheiros, em cargos de livre provimento. Estes devem, agora, ser exonerados de imediato. O governo não pode fazer o que está pretendendo antes de enxugar a folha de pagamento e as emendas descabidas dos parlamentares na lei orçamentária, além de acabar com mordomias que já não são mais toleráveis na atual situação, inclusive aquelas oferecidas, de forma vitalícia, aos ex-presidentes da República.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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NO CAMINHO CERTO?

Muito contundente o editorial pela aprovação da PEC 241, que congela as despesas públicas federais exceto pela variação inflacionária ("No caminho certo", "Estado", 6/10, A3). O que precisaria ficar mais claro, com exemplos e simulações, se possível, seria a aplicação do princípio ao longo dos 20 anos em que o ajuste vigorará, se aprovado. Também ponto forte e correto do editorial condenar Michel Temer por ceder continuamente poder a políticos da velha política que veem tudo por meio de seus interesses pessoais, com a indicação de comparsas a lhes carrear bebesses não republicanas.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

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A PETROBRÁS E O PRÉ-SAL

Convém ao governo federal, à Petrobrás e à Agência Nacional do Petróleo (ANP) exporem de forma clara os motivos técnicos, financeiros e estratégicos para a eliminação da obrigatoriedade da Petrobrás em investir pelo menos 30% em todos os projetos de produção de petróleo do pré-sal. Convém, também, deixar claros os critérios que a Petrobrás poderá usar para decidir em quais projetos não participará. Esses esclarecimentos serão importantes para a aceitação dessas medidas. 

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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GRITARIA ABSURDA

Não há como não prestar atenção à gritaria proporcionada pelos congressistas petistas e seus correligionários de siglas parceiras nas sessões da Câmara e do Senado em que se discutem projetos de importância fundamental para tirar o Brasil do buraco no qual eles enfiaram a Nação. Quer na liberação da Petrobrás do ônus de participar obrigatoriamente da exploração do pré-sal, quer no teto dos gastos públicos, beira as raias do irrealismo berrarem que estarão privatizando a Petrobrás ou tirando dinheiro de projetos sociais. Será que estes senhores e senhoras não têm espelho em casa? Por favor, usem pelo menos um óleo de peroba antes de participarem das sessões! Afinal, assaltaram a Petrobrás e jogaram os programas sociais no fundo do poço, e agora posam de defensores intransigentes da moralidade e da coisa pública?

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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GREVE DOS BANCÁRIOS

30 dias de greve dos bancários foram suficientes para nós, usuários de caixas e guichês, aprendermos a não precisar mais dos serviços destes funcionários, pois a necessidade nos obrigou a usarmos os caixas eletrônicos. Acreditem, os banqueiros, depois desta experiência, fatalmente irão demitir no mínimo 30% de seus funcionários.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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A mais duradoura greve, o maior desrespeito e transtornos aos usuários. Oxalá algum dia todos, sem exceção, façam tudo pela internet e pelos caixas eletrônicos. Eu, há muito tempo, não preciso dos bancários!

Agostinho José de Sá agostinho.bsa@gmail.com

São Paulo

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A QUEM INTERESSA?

Após 30 dias de greve, com quase todas as agências fechadas, é de perguntar a quem isso interessou. A resposta é simples: aos bancos. Com a greve, os clientes foram obrigados a aprender a utilizar os serviços eletrônicos e outras alternativas para pagamento de suas contas. Em breve, os bancários colherão os resultados dessas férias inesperadas: a demissão. Serão substituídos por máquinas e pela tecnologia. 

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

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BANCOS PARADOS

Foram as elites sindicais que impuseram essa greve ao povo brasileiro?

Oscar Rolim Júnior rolimadvogado@gmail.com

Itapeva

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ATÉ QUANDO?

Como cidadão brasileiro, gostaria de saber até quando estes "aspones" sindicalistas vão continuar tomando conta das portas dos bancos, coçando o saco, ganhando salário sem produzir nada e atrapalhando o povo que produz. Por onde andam as nossas autoridades para acabar com esse abuso? 

João Ricardo Silveira Jaluks jr.jaluks@hotmail.com

São José dos Campos

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BANCOS E COBRANÇAS

Quando eu tinha 14 anos, fui trabalhar no Banco da América, que se localizava num prédio histórico na Rua São Bento, o prédio Martinelli, e seu presidente era o sr. Herbert Levy. Trabalhei durante um ano como contínuo da seção de Inspetoria. Depois de um ano, fui promovido para trabalhar na seção de "Juros", porque naquela época o banco pagava juros pelo dinheiro que ficava depositado nas contas correntes dos clientes. O banco fornecia talão de cheques, extrato mensal e não era cobrado nada do cliente. Nos dias de hoje, o banco cobra para fornecer extrato bancário; talão de cheques; não paga nada pelo nosso dinheiro que fica lá depositado; e cobra juros altos se nossa conta ficar com saldo negativo; cobra uma taxa por mês para manutenção da nossa conta; uma tarifa também de anuidade diferenciada; e, se formos fazer algum empréstimo, tem a taxa de abertura de crédito e tudo mais. Antes, nada era cobrado e, atualmente, tudo foi taxado contra o cliente. Está certo isso?

Sergio Dias Teixeira sdt19@terra.com.br

São Paulo

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BOLSA DE VALORES E ITAÚ

Agora entendi por que nos últimos dias as ações do Banco Itaú (ITUB4) estavam entre as mais negociadas na Bolsa. Segundo matéria publicada na quarta-feira (5/10) no jornal "Valor", o Itaú podia fechar compra do Citi ainda nesta semana. Ainda bem que a Bolsa de Valores é confiável e não vaza informações confidenciais para os grandes investidores e que nós, pequenos investidores, não somos feitos de idiotas. 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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