Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2016 | 05h05

RECONSTRUÇÃO DO PAÍS

Reformas urgentes

Parabéns ao Estado pela didática e fundamentada série de reportagens que escancara os desafios que o País deve enfrentar se quiser subir de patamar. No brilhante texto de José Fucs são explicitados os privilégios insustentáveis que o corporativismo força o brasileiro a pagar. E não se trata de “desvalorizar” o servidor público. A questão é garantir justiça social a um povo que sofre com serviços públicos ineficazes (que impactam mais os mais pobres) e carga tributária absurda, que sufoca a geração de oportunidades e faz muito mais difícil a compra de itens básicos.

LUIZ EDUARDO PEIXOTO

luizedu.peixoto@gmail.com

São Paulo

Batalha contra privilégios

Assim não dá, é impraticável bancar 9 milhões de servidores públicos nos três níveis de governo (federal, estadual e municipal) e nos três Poderes – houve um salto de 5,8 milhões para 9 milhões; se considerarmos que hoje somos pouco mais de 200 milhões de brasileiros, temos um funcionário público para cerca de 20 habitantes, praticamente o triplo dos países ditos civilizados. Aliás, seria bom que o teto de gastos públicos não afetasse tanto o já sofrido aposentado e o povo em geral. Que se aprove o teto, pelo bem do Brasil, mas se preserve o pouco de dignidade ainda restante na população.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Classes favorecidas

Existe algo além da coincidência entre estas duas notícias: Elite estatal ocupa 6 das 10 profissões mais bem pagas e PGR afirma que PEC do Teto é inconstitucional? Isso porque os profissionais da Procuradoria-Geral da República (PGR) estão entre os mais bem remunerados do País. Se a PEC do Teto for aprovada, eles temem perder os salários, vantagens, auxílios e demais mordomias que recebem. E como sempre, como todo corporativismo, estão defendendo somente os próprios interesses, nada além disso! Parabéns ao Estadão por mais essa denúncia de favorecimento especial a certas classes, que nada têm de diferente das que atuam na iniciativa privada.

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

PEC do Teto

Parecer da PGR, parlamentares do PSOL, PT e PCdoB, além de outros, são contrários à PEC 241, que controla o gasto público. Sugerem alternativa, além de meter a mão no bolso do contribuinte? O País está à beira do caos, com 12 milhões de desempregados, falta de dinheiro em todos os níveis. Fácil é ser contrário e ter seus salários e muitas benesses pagos pelo povo. Fácil é mostrar-se contra o governo sem responsabilidade na reconstrução do País. A única intenção é piorar o que já está péssimo. A Nação exige responsabilidade dos parlamentares. O primeiro turno das eleições mostrou que o povo condenou o modelo usado nos últimos anos, que nos deixou na penúria. Lembrem-se os srs. parlamentares: o povo hoje tem memória e tem voz. Seus confortáveis assentos no Congresso Nacional estão em jogo.

LUCIA HELENA FLAQUER

lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo

VOTO

Obrigatório ou facultativo?

A jornalista Dora Kramer defende o voto facultativo (Desobediência cidadã, 9/10, A6), discordando do argumento convencional de que o eleitor, ao votar, exerce sua cidadania; entende que só se consolidará se tiver a liberdade para optar por não votar. Comenta a elevada taxa de abstenção nas últimas eleições, apesar das punições a que está sujeito quem não vota, enumeradas no artigo. Faço uma observação: imagine, então, se o voto fosse facultativo: muitos mais iriam passear. Constatei isso em 2010, quando um feriado na terça-feira propiciou um fim de semana prolongado; numerosos pacientes meus, que votariam no Serra, viajaram. Eleitores deixam de votar porque a grande maioria não é atingida por várias das sanções previstas e outros tantos não as conhecem. Mas o meu entendimento é outro. Sou pelo voto obrigatório porque a eleição é o momento máximo da democracia, o ápice, pois é a ocasião para eleger concidadãos que farão as leis, às quais estaremos sujeitos, e administrarão os nossos recursos, sob o comando dessas mesmas leis. Portanto, ao votar damos uma procuração com plenos poderes aos eleitos. E não há procuração sem a assinatura do autor com firma reconhecida.

ANTÔNIO C. GOMES DA SILVA

acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

PREFEITURA PAULISTANA

Promessa é dívida

Vejo que a promessa está feita. Palavra dada, pois Doria herda pacote bilionário de obras de Haddad e promete tocar o que foi iniciado (Estado, 9/10). Se cumprir isso e ainda fizer outras muitas coisas necessárias e úteis (esquecendo as voluptuárias), terá feito um bom governo, diferente dos anteriores, que deixavam a meio do caminho as obras iniciadas pelos antecessores. Não conseguimos esquecer o túnel aberto pelo Jânio, fechado (!) pela pirracenta Erundina e executado pelo Maluf. Obra que se revelou muito útil e também muito custosa por causa dos seus percalços. A continuidade na gestão é muito necessária.

PEDRO LUÍS DE C. VERGUEIRO

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

O prefeito gestor

Espero que o nosso novo prefeito gestor possa fazer algo para melhorar a situação dos atuais moradores e proprietários de imóveis no centro, e não só a sua revitalização, mas também trazer uma série de vantagens para todos os envolvidos – os futuros habitantes e os atuais, o comércio, a vida no entorno, que deixará de ser fantasma à noite... Enfim, é a possibilidade de um grande ciclo virtuoso a partir de um patrimônio (até histórico) que já está lá, muito dele abandonado e emparedado. A Constituição federal e a legislação municipal dão régua e compasso para que esse processo comece. De preferência, o quanto antes.

LUIZ HENRIQUE F. C. PESTANA

luizhenriquefcpestana@gmail.com

São Paulo

Amigos da onça

Domingo, uma turminha de amigos do quase ex-prefeito Fernando Haddad reuniu-se com ele na Avenida Paulista para prestar solidariedade e lançar sua candidatura a governador em 2018. Depois da coça que ele levou na eleição para a Prefeitura, querem mandá-lo para um pelourinho onde a surra seria ainda mais dolorosa? Amigos, sim, da onça.

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

Depois da acachapante derrota nas urnas, Haddad disputar o governo do Estado é tragicômico.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

“Mais uma prova de que o PT acabou com o Brasil”

ROBERT HALLER / SÃO PAULO, SOBRE O ENORME AUMENTO DO NÚMERO DE SERVIDORES PÚBLICOS ENTRE 2001 E 2014

robelisa1@terra.com.br

“João Doria diz que não vai ter toma lá dá cá com vereadores. E o povo quer saber: onde? Em Marte?”

ARTHUR DE LUCCA / GOIÂNIA, SOBRE AS PROMESSAS DO PREFEITO ELEITO DE SÃO PAULO

arthurcaiolucca@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ESTADOS EM CRISE

Governadores de seis Estados, mais o Distrito Federal, sem pudor algum, estão pedindo ajuda ao Planalto porque não conseguem pagar salários e, principalmente, o 13.º de seus quase 2 milhões de servidores. Neste rol de Estados mal administrados estão o quebrado Rio de Janeiro, o Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Roraima e Distrito Federal. Eles desprezaram realizar um ajuste fiscal responsável, que incluísse a redução dos gastos improdutivos - apesar de saberem que a nossa economia está em frangalhos e que os PIBs negativos também iriam derrubar a arrecadação. E isso diferentemente dos governadores de Espírito Santo, Goiás, Paraná, Paraíba, Piauí, Mato Grasso do Sul, Ceará e São Paulo, que em respeito os recursos dos contribuintes se anteciparam e fizeram os devidos cortes de despesas para enfrentar a recessão econômica. Assim estes Estados estão conseguindo manter os salários em dia e não terão sobressaltos para também pagar o 13.º salário. Espero que estes governadores ineficientes dos Estados citados acima, que buscam agora a ajuda do Planalto, não façam chantagens contra a gestão Temer. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

O PROBLEMA É NOSSO

"Pelo menos 6 Estados e o Distrito Federal não têm dinheiro para pagar 13.º salário." Esta foi a manchete de domingo (9/10) do "Estadão", um dos maiores jornais do País. Alguns dos Estados estão sem condição até de quitar salários atrasados. Agora vejam o motivo que envolve todos eles: Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais, Sergipe e Roraima estão ou estiveram nas mãos de uma máfia chamada Partido dos Trabalhadores (PT) ou de uma de muitas de suas "holdings". Frequentemente, o PMDB está em todas, com seu característico fisiologismo e falta de caráter da grande maioria de seu dirigentes (Sarney, Lobão, Sérgio Machado, Jader Barbalho, Romero Jucá, Eduardo Henrique Alves, Renan Calheiros, Geddel Vieira Lima, Eliseu Padilha) e mais algumas dezenas de corruptos que, infelizmente, fazem o perfil ético e moral desse bando. Por outro lado, 12 Estados onde as quadrilhas não puseram as patas prometeram pagar o 13.º no prazo. Agora, dito isso, vamos ao desdobramento da questão. Os Estados vão recorrer ao governo federal, vão atacar o Tesouro Nacional. Ocorre que o Tesouro não produz renda, o que lá existe em termos de reserva financeira é fruto dos nossos impostos. Consequentemente, teremos de trabalhar mais ou pelo menos pagar mais impostos para alimentar ladrões, ajudá-los a engordar suas contas em paraísos ficais. Este é o Brasil de hoje.

 

Humberto de Luna F. Filho lunafreire@falandodebrasil.com.br

São Paulo

*

QUEBRADOS

Falida é como está grande parte dos Estados brasileiros. Não surpreende, sabendo que o buraco emerge do pagamento do funcionalismo e das pensões. Desesperados, esperam agora dinheiro federal para cobrir a conta de um problema que eles, no passado e no presente, causaram. Empregos viraram moeda de troca política. Portanto, demitam os inúteis, que não são poucos, e o caixa terá melhor fluxo e a eficiência, com certeza, será maior. Acabar com privilégios é o que o momento exige, em respeito ao País.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

*

ATRASO

Uma sugestão aos seis Estados e ao Distrito Federal, que estão sem dinheiro para pagar o 13.º salário e o restante dos salários de servidores até o fim do ano: que tal começar o atraso nos pagamentos pelos salários dos deputados, afinal das contas não é de cima que vem o exemplo?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

*

'A BATALHA CONTRA OS PRIVILÉGIOS'

Ao ler a reportagem do jornalista José Fucs publicada no domingo pelo "Estadão", "A batalha contra os privilégios" (9/10, A12-13), fiquei exultante, porque percebi nela claramente o DNA do brilhante jornalista Fernão Lara Mesquita. Não é mais aceitável que 190 milhões de brasileiros - a maioria deles vivendo em condições de penúria - continuem a sustentar 10 milhões de nababos que vivem à custa do Estado nas administrações públicas federais, estaduais e municipais. Chega desta pouca-vergonha. Aos expoentes de nosso sistema jurídico que dizem serem estes "direitos adquiridos" dos funcionários públicos, "cláusula pétrea" da Constituição, respondo que essa afirmação é uma falácia, pois na realidade trata-se de "privilégios usurpados" da maioria do povo brasileiro. E privilégios a gente não mantém, EXTINGUE! As organizações sociais que promovem manifestações de rua têm de se mobilizar para atacar essa situação escabrosa. Vamos à luta!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

*

RESPEITO À CONSTITUIÇÃO

A reportagem "A batalha contra os privilégios", no "Estadão" de domingo, foi estarrecedora no diagnóstico dos problemas estruturais do funcionalismo e de sua relação com o futuro do Brasil. Pois bem, com relação às soluções, é preciso celeridade, porém com bom senso e adequação. O artigo 3.º da Constituição de 1988 diz em seu inciso I que "constituem objetivos fundamentais da República federativa do Brasil: I - construir uma sociedade livre, justa e solidária". Ora, 28 anos depois de sua promulgação, é imperativo cortar os privilégios, sem que isso se torne também uma caça às bruxas a uma classe que, embora maculada pelo escândalo de poucos, também faz muito ao País. Os principais pontos, a meu ver, a serem derrubados, são os superssalários, maiores que os dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), e a aposentadoria integral. Se a Constituição diz que ninguém pode ganhar mais que os ministros do STF, que isso seja respeitado ao pé da letra. Sobre as aposentadorias, é uma questão de matemática. Se a soma das contribuições dos atuais servidores não paga os inativos, que se estabeleça um fator de moderação, que possa ser revisto de quatro em quatro anos, que permita o correto balanceamento dessas contas. No limite, deve-se unificar os regimes, para que todos os brasileiros estejam sujeitos às mesmas regras de aposentadoria. Outro instituto que deve acabar é o da aposentadoria vitalícia de parlamentares. O tempo de contribuição de serviço destes não pode lhes dar essa regalia. A regra é simples, se não há recursos, não se pode pagar aposentadorias nem integrais. Por fim, acho importante uma adequação dos salários das categorias que existem nos mundos público e privado. Um motorista do Senado não pode ganhar R$ 12 mil nem um garçom, também do Senado, R$ 17 mil. Essas primeiras medidas poderiam cumprir um papel de sinalizar à sociedade que o artigo 3.º, parágrafo I, existe para valer.

Márcio Lestingi mlestingi@gmail.com

Jundiaí

*

CONCURSO PÚBLICO

Ao ler a matéria "A batalha contra os privilégios" (9/10, A12-13), tomo a liberdade de fazer dois questionamentos: 1) o autor prestou concursos públicos? 2) Se prestou, não passou? Eu sou funcionário público aposentado e ingressei por meio de concurso, tenho 82 anos e, na época do concurso, ser funcionário público era para quem não tinha muitas pretensões financeiras na vida. O ideal era ser médico, advogado, engenheiro, industrial, comerciante...

 

Alexandre Tamburrino ratup@ibest.com.br

São Paulo

*

ESCRAVOS

Baseado nos dados que li no "Estadão" sobre o número de funcionários públicos federais hoje, de 9 milhões, se agregados aos funcionários estaduais e municipais, deveremos chegar ao número aproximados de 21 milhões. Mais 45 milhões do Bolsa Família, mais 13 milhões de desempregados, mais 1 milhão de políticos eleitos para vereadores, deputados, senadores e governadores, mais uns 6 milhões de aposentados, chegamos a um número de brasileiros de 166 milhões. Cheguei a uma drástica conclusão da realidade: somos 64 milhões de escravos.

Antonio Favano Neto a.favano.nico@uol.com.br

São Paulo

*

DESIGUALANDO OS DESIGUAIS

O "Estadão" começou no domingo (9/10) a caça aos maiores salários dos servidores públicos e ontem publicou um gráfico dos servidores mais "abonados" aos menos ("Elite estatal ocupa 6 das 10 profissões mais bem pagas", 10/10, B4). Enumera membros do Ministério Público, do Poder Judiciário e daí vai. Em matéria logo abaixo ao mencionado gráfico, escancara a diferença entre procuradores públicos e advogados privados. E, então, tenho algumas considerações: 1) o procurador público, em geral, mas em especial em São Paulo, maior Estado da América Latina, tem um acervo de processos absolutamente incomparável com o de todos os escritórios privados, aceitando as exceções que confirmam a regra; 2) respondem pelas ações de todo o Estado, relativamente a todas as matérias jurídicas, e também às autarquias e fundações. Não existem "advocacia tributária", "advocacia trabalhista", "cível em geral", "advocacia ambiental", "servidores", tudo - o que raramente se vê na advocacia privada. 3) Tanto o contencioso judicial quanto a consultoria jurídica atuam pioneiramente, não raras vezes, ao estabelecer decisão favorável, vinculante, nos Tribunais Superiores. 4) Quase toda a advocacia pública do Brasil está com os quadros deficitários. No Estado de São Paulo, segundo o jornal "Correio Popular" de 30/8/2016, o diretor financeiro da Apesp (associação de classe dos procuradores de São Paulo) afirmava que no Estado de São Paulo faltam 301 procuradores e que, só na área de execução fiscal, que cuida da dívida ativa, uma importante fonte para reforçar o caixa dos governos, ainda mais em tempos de crise, "cada procurador paulista tem hoje 5 mil processos para cuidar". E poderia elencar outras e outras distinções, que têm relação com o incentivo à produção acadêmica, com pós-graduações, mestrados e doutorados, e outras que apenas da leitura das leis orgânicas das procuradorias podemos encontrar. Mas acho que está demonstrada a distinção entre a advocacia pública e a privada. Apenas para finalizar, um advogado sênior de uma empresa de grande porte, que sempre será menor que o Estado de São Paulo, recebe entre R$ 10.010 e R$ 17.050 (fonte editoraforum.com.br). O primado da igualdade só existe quando desigualamos os desiguais.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

*

OS MAIORES SALÁRIOS

Entre as remunerações maiores da elite do setor público, segundo matéria do "Estadão" (10/10, B4), algumas categorias superam em muito o teto legal de remuneração mensal, comprovando que é letra morta essa legislação no Brasil. Outra coisa que chamou muito a atenção é a ausência da categoria dos políticos no levantamento.

Ademir Valezi  valezi@uol.com.br

São Paulo

*

JANTAR?

O presidente Michel Temer ofereceu um jantar, no domingo, a cerca de 200 parlamentares para falar da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de limitação do teto dos gastos públicos. E precisava? Adota o discurso de limite para os gastos e faz um jantar desse? O povo está pagando essa conta. Nem deveria ser assim. Já que resolveu ser dessa forma, que fosse só com água e cafezinho. Passa a imagem de que o limite de gastos é só para o povo. Péssima ideia este jantar. Não há nenhuma sensibilidade quanto ao momento do País. Isso foi uma falta de respeito e deboche pelo povo. Foi uma ofensa.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

CONTA ALTA

O presidente fez um banquete no Palácio da Alvorada e convidou deputados e senadores. O objetivo, embora, necessário, já que o País atravessa um momento delicado causado pela roubalheira deixada pelo PT - sem esquecer o PMDB do anfitrião Michel Temer -, e, dentro da conceituação política, parece que não foi muito entendido, haja vista o comparecimento relativamente baixo. Ou existe algo entre o céu e a terra que a vã filosofia entenda como o famoso toma lá dá cá. Apesar de as velhas práticas e da tentativa de diminuir o rombo deixado, a conta, tanto do jantar quanto do impacto e da necessidade de retomar o crescimento da nossa economia, será paga, como sempre, pelos brasileiros, por meio do aumento e/ou da criação de impostos. É só esperar o garçom trazer.

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

*

SÓ ASSIM?

Estes parlamentares só funcionam à base de poder, de almoços, jantares e cafés da manhã? Que vergonha! E os 12 milhões de desempregados vão comer onde?

Antonio Acorsi acorsi.antonio@gmail.com

Jundiaí

*

INTIMIDAÇÃO

Incrível como os deputados têm de ser pressionados para tomarem posições a favor do Brasil.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

SACRIFÍCIO PARA TODOS

O furacão Dilma Rousseff, que provocou - ou agravou - a hecatombe que nos tolhe, pela sua incompetência, arrogância e miopia política, continua usufruindo das benesses estatais, mesmo depois de ter sido demitida. Cada parlamentar da Câmara e do Senado, além dos salários, tem ajudas de custo e infinitas mordomias que o fazem custar em torno de R$ 150 mil mensalmente ao contribuinte, com um "trabalho", via de regra, de três dias por semana. Temos o Judiciário mais caro - e um dos mais lentos - do mundo, que só em 2015 consumiu R$ 38 bilhões! Uma quantia imensurável é destinada aos movimentos sociais, como MST, MTST e estudantis, como a UNE; outro tanto é destinado aos sindicatos, e por aí vai. E nós, meros mortais, muitas vezes temos de nos privar até do essencial para custearmos tudo isso! E ainda temos de ouvir Geddel Vieira Lima nos ameaçar com aumento de impostos, caso o ajuste não seja aprovado? Ora, pois então faça uma Medida Provisória e nos isente! Sabemos que os partidos de esquerda, como PT, PSOL, PSTU, PCdoB, Rede, etc., não são patriotas e muito menos humanitários e só agem de acordo com os seus interesses, mas queremos saber o nome de cada parlamentar que ontem, na votação do plenário, votou contra a aprovação da PEC 241, ou PEC do Teto, achando que irão nos eternizar como seus provedores. Ou todo mundo se sacrifica para cobrir o rombo ou que todo mundo se exploda!

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

*

OS CRÍTICOS

Ao ir contra a aprovação da PEC 241, que trata do teto dos gastos públicos, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) estão defendendo seus próprios interesses. Cabe somente ao Congresso votar o quanto e como gastar. Ver esses órgãos se posicionarem contra o País é uma indecência. Que a oposição seja contra, o.k., afinal está exercendo seu papel. Bom lembrar que, se é ruim para o PT, é bom para o Brasil. Simples assim.  

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

HIPOCRISIA

A Educação e a Saúde nunca foram prioridade destes governos todos, mas agora servem de motivo para não aprovar a contenção de gastos do governo. A hipocrisia desses políticos não tem fim. O País está quebrado, ponto. Em tempo: Educação e Saúde são investimentos, não gastos.

Elisabeth Migliavacc

São Paulo 

*

A FARSA DA PEC 241

É patética a luta do governo para aprovar a chamada PEC do teto, que pretende limitar os gastos do governo. Os corruptos de plantão vão ganhar duas vezes: primeiro, vão vender seus votos, recebendo cargos, aprovação de emendas, etc.; depois, ganharão novamente burlando a tal PEC com o vasto arsenal de medidas para driblar o limite de gastos, como obras emergenciais sem licitação, aditivos aos contratos, etc. Não se pode esperar um combate efetivo à corrupção de um governo que convive alegremente com Eduardo Cunha e Renan Calheiros. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

A PEC DO LIMITE DE GASTOS

A PEC do Teto é uma modificação da Constituição que traz embutido um conceito ecológico. De onde virão os recursos para manter o equilíbrio econômico?  A limitação econômica é também uma delimitação ecológica, na medida que o rombo nas contas públicas é coberto pela extração de recursos naturais, pelo crescimento econômico que, em última análise, advém do esgotamento dos produtos da terra: petróleo, solos agrícolas, energia, minérios, etc., etc., etc. Tudo tem um limite. Não se pode gastar mais do que se tem: essa é uma premissa básica para qualquer indivíduo e para qualquer instituição do País. A ideia de que a PEC prejudicará os investimentos na educação e na saúde é um sofisma próprio de quem é irresponsável ou, no mínimo, um desinformado sobre as questões fundamentais da matemática e da ciência da ecologia. O próprio radical da palavra eco é comum à ciência economia, motivo pelo qual as duas ciências são irmãs e sustentam a primeira tese deste texto; a diferença é que ecologia significa conhecimento e economia quer dizer administração. Por este motivo não é possível administrar o País sem conhecê-lo nos mínimos detalhes.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

*

AQUECIMENTO DA ECONOMIA

Como o governo espera reaquecer essa economia, deixando a Caixa Econômica Federal (banco estatal) cobrar juros de quase uma Selic por mês? Num país de maioria pobre, crediário é um mal necessário, mas, com os atuais juros escorchantes embutidos nas parcelas e com salários estagnados, só milagre poderá reaquecer nossa economia.

Massatoshi Sakurada masak@uol.com.br

Guarulhos

*

GREVE DOS BANCÁRIOS

Assisti desolado à imensa fila de pessoas, idosos, crianças, numa enorme fila, diante da agência da Caixa na Avenida Giovani Gronchi. Muito próximo dessa agência, uma de cada lado, temos uma agência do Banco Itaú e outra do Banco Bradesco, que somente por dois ou três dias aderiram à greve e estavam atendendo seus clientes de maneira regular. Sem dúvida trata-se de uma greve de cunho político, porque somente os bancos estatais, Caixa e Banco do Brasil, por exemplo, levaram essa greve por 30 dias. Os funcionários (públicos) dessas agências terão seus pontos cortados? Receberão ao fim do mês seus salários completos? Vergonhoso é tratar os pobres coitados como seres inferiores, deixando-os à mercê das intempéries, o que ocorre todos os dias, e não somente no dia de hoje.

Alexandre Nacca Netto alexandrenacca@gmail.com

São Paulo

*

ECONOMIA E REFORMA POLÍTICA

 

Vejam se pode: numa reunião das lideranças políticas em Brasília aventou-se a possibilidade de, no ano eleitoral, doar R$ 2,9 bilhões ao Fundo Partidário (FP) para despesas de campanha. Em 2015 a dotação anual ao FP foi elevada de R$ 289 milhões para R$ 867,5 milhões, mesmo assim, não obstante a grave crise econômica, quer mais, muito mais. É fácil dispor de mais recursos. Basta reduzir em um terço o número de deputados e senadores e também de 35 para 6 o número de partidos, mas, se não for suficiente, é só reduzir novamente o número de partidos, deputados e senadores até chegar ao valor ideal.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

*

ESCOLAS OCUPADAS

Estudantes ocupam escolas no Estado do Paraná em protesto contra a reforma do ensino médio proposta pelo governo - ensino que, por sinal, precisa ser alterado o mais rápido possível, e a Medida Provisória n.º 749  vem bem a calhar. Este movimento de ocupação das escolas vai se alastrar por outros Estados, num total prejuízo aos alunos que estão se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os estudantes, sem conhecimento preciso das reformas, são usados como massa de manobra pelos partidos tidos como de esquerda (Psol, PSTU, PCdoB e PT), que são adeptos do "Fora Temer". Como é que o Brasil pode se desenvolver com estudantes desse naipe?

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

São Paulo

*

NOTA 10

O ensino no Brasil já não é grande coisa, vivemos no país do faz de conta. Agora, o governo envia ao Congresso uma reforma do ensino médio via medida provisória, sem consultar os alunos. Estes se sentem prejudicados e invadem as escolas, deixando os alunos que não querem participar deste protesto sem aulas, piorando ainda mais o nível educacional, que já é meio baixo. É uma lição nota 10 de truculência, falta de diálogo e desrespeito, além de atrasar a hora da merenda, a única matéria que parece que todos aprendem e da qual nunca se esquecem.

 

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

*

REFORMA DO ENSINO MÉDIO

A situação de escolas ocupadas por alunos é algo que preocupa, mas o governo, por sua vez, deveria repensar de lançar medidas provisórias que não permitem qualquer amplo debate de discussões sobre qualquer alteração no ensino médio brasileiro. Docentes, alunos, pais e a sociedade educacional precisam debater o assunto. Num Estado de liberdade de direito deveria ser assim, sem serem obrigados a engolir as indigestas e antidemocráticas medidas provisórias.

Célio Borba borba.celio@bol.com.br

Curitiba

*

DESOBEDIÊNCIA CIVIL

Recomeçou o movimento de ocupação de escolas em protesto. O surgimento desses focos de resistência e desobediência civil precisa ser rigorosamente investigado e contido para evitar que os estudantes sejam transformados em objetos de manipulação daqueles que pouco se importam com a qualidade da educação, mas a utilizam para obter resultados políticos. Os contrários às reformas dispõem dos meios de comunicação para bradar suas posições e, quando a matéria entrar em discussão no Congresso Nacional, poderão para lá canalizar seus protestos e encontrar entre os parlamentares aqueles que estejam dispostos a avalizar suas teses. Isso não lhes dá o direito de impedir o acesso às escolas daqueles que têm o desejo e o interesse de estudar. Além disso, à comunidade escolar deverá ser garantido opinar quando a reforma for instituída no estabelecimento onde estuda. É inadmissível que atividades escolares ou de órgãos públicos sejam prejudicadas por ocupações, ruas e estradas bloqueadas ou a propriedade pública ou particular esbulhada e depredada em função de teses sócio-políticas. Isso é obra de bandidos, e as autoridades não podem tolerar, sob risco de não se concretizarem as mudanças de que o País necessita.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo               

*

NÚMEROS DO PRIMEIRO TURNO

 

No último dia 2 de outubro, dia de eleições municipais, o Partido dos Trabalhadores (PT), antecipadamente, viveu seu Dia de Finados. A data, memorável para o Brasil, foi deplorável para o lulo-petismo. Foi o dia em que o partido, de modo oficial e estatístico, se apequenou, aproximando-se da condição de nanico. Na eleição municipal de São Paulo, capital, o PT perdeu em 56 das 58 zonas eleitorais. O candidato petista, Fernando Haddad, somou 967.190 votos (16,7%), enquanto o candidato vencedor, João Doria, recebeu 3.085.197 votos (53,3%).  Na grande São Paulo, o PT perdeu quatro das suas seis prefeituras. Em 2012, o PT elegeu 644 prefeitos municipais. Em 2 de outubro, ainda no primeiro turno, o PT elegeu apenas 256 prefeitos, com uma redução 51,3%, que desceu o PT para o 10.º lugar, pelo número de prefeituras. Vereadores da sigla minguaram quase pela metade (44,8%). O valor das reduções importa, e muito, na futura eleição de deputados, quando o partido escolhe os nomes, mas quem elege são os municípios. O povo se manifestou pelo voto e o PT ficou quase nanico.

 

Luiz Carlos Tocalino lctn13@gmail.com.br

Campinas

*

'O NÃO-VOTO É PREOCUPANTE'

Ao tocar no problema das abstenções no primeiro turno das eleições ora em curso, "apesar da obrigatoriedade do voto", o editorial "O não-voto é preocupante" (8/10, A3) apenas esbarra num fator  de grande peso para que as pessoas deixem de votar conscientemente: a obrigatoriedade do voto, uma contradição em si, posto que não se pode conceber que um direito seja, ao mesmo tempo, uma obrigação, ao contrário do que ocorre nas democracias dignas do nome, onde o voto é opcional - aí, sim, um direito na mais legítima acepção da palavra. Afinal, como pode alguém ser constrangido a escolher o "menos pior" em meio a candidatos com discursos medíocres, promessas mirabolantes, ou que já administraram a cidade de forma medíocre, como Marta Suplicy e Luiza Erundina? Ou em camaleões como Andrea Matarazzo? Abstive-me de votar nestas eleições em protesto contra a obrigatoriedade do voto e pelo simples fato de não me sentir representado por nenhum dos candidatos a prefeito ou vereador. Para mudar esse quadro, é preciso que o voto passe a ser um direito de fato, opcional; que a propaganda eleitoral seja financiada por doações daqueles que de fato se identificam com os candidatos e que passemos a adotar o voto distrital. Com isso, acredito, reduzir-se-ia a inacreditável profusão de aventureiros postulantes a cargos eletivos que se vê amiúde, a cada dois anos, no mais das vezes em peças publicitárias do mais baixo nível imaginável. Como efeito colateral benéfico, haveria, muito provavelmente, uma redução da quantidade - ou do poder - daqueles partidos, nanicos ou graúdos, que são meros feudos eleitorais.

Luiz Leitão da Cunha luizmleitao@yahoo.co.uk

São Paulo

*

DOMINGO PERDIDO

Pessoas se reuniram na Avenida Paulista no domingo para aplaudir o prefeito Fernando Haddad (PT) e aclamá-lo como "governador" do Estado. O que fez Haddad para merecer isso? Como ministro da Educação, não cumpriu as metas do Plano Nacional de Educação para o decênio 2001-2010. Durante sua gestão, o orçamento do MEC triplicou, mas os resultados não acompanharam esse aumento. Com esse dinheiro, ele podia ter feito mais. Não fez. Como prefeito da capital, o que fez Haddad? Pintou as ruas de vermelho e uma ou outra ciclovia que pode levar realmente esse nome. Ah, reduziu a velocidade máxima em toda a cidade e aumentou o número de radares. Que mais ele fez? Qual o grande legado de Haddad nestes quatro anos? Aí veio a eleição. Haddad teve a pior votação do PT desde 1992, com apenas 16,7% dos votos. Ou seja, Haddad foi reprovado nas urnas. Então eu me pergunto o que estas pessoas que foram à Paulista no domingo tinham de argumento para reverenciar Haddad? Será que elas não tinham nada melhor para fazer num domingo de sol?

Luiz G. Tressoldi Saraiva lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

*

CIÊNCIA DA IMBECIBILIDADE 

Em carta publicada no "Fórum dos Leitores" em 10/10, leitor questiona qual ciência poderia explicar, mesmo o PT sendo considerado o partido mais corrupto do planeta, o número de seguidores que o partido ainda tem. Elementar, meu caro José Carlos!  Ciência da imbecilidade. Depois que Fernando Haddad, pior prefeito que a cidade de São Paulo já teve, derrotado fragorosamente na última eleição, foi carregado e conclamado como potencial candidato ao governo do Estado em 2018 ("Estado", 10/10, A5), é impossível achar outra classificação. É muita asnice reunida numa só legenda.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

*

PÉ NA ESTRADA

Li nas páginas do "Estadão" que Eduardo Suplicy (PT) promete passar os dois próximos anos viajando com Fernando Haddad pelo Estado de São Paulo. Creio que o nobre senhor disputou o cargo errado. Não deveria ter disputado a Câmara Municipal de São Paulo, mas deveria ter prestado concurso para motorista. 

Marcos de Carvalho Costa  marcos.50@uol.com.br

Sarapuí

*

VELOCIDADES MÁXIMAS

O futuro prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), cedendo a pressões, manifestou intenção de, em vez de ordenar o retorno imediato das velocidades máximas permitidas nas Marginais, estudar o que ele chamou de "caso a caso". Por coerência, é imperativo que este estudo se estenda a outras vias de alto fluxo, como é o caso, por exemplo, do Minhocão e da Avenida do Estado, cuja velocidade máxima de 50 km/h é também absurdamente baixa. É louvável a atitude de João Doria em rever questões polêmicas baseado em pareceres exclusivamente técnicos, e não autocráticos e demagógicos - marca registrada do atual prefeito. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo 

*

MOBILIDADE E DESONESTIDADE

Será que eu troquei seis por meia dúzia? Durante a campanha eleitoral, Doria e outros concorrentes atacavam a indústria que o falecido Fernando Haddad implantou para arrecadar recursos, que eu nem imagino para quê, e inventou uma desculpa esfarrapada de que era para diminuir acidentes nas vias da cidade! Até aí, tudo bem, mas não para aquela velocidade absurda de 50 km/h nas Marginais e nas grandes avenidas. Como motorista, eu me senti como um animal que estava sendo caçado por uma política desonesta e mal intencionada. Com a eleição de Doria, já imaginava que teríamos mais consenso numa política de velocidades da qual o povo participasse para que fosse feita justiça, pois eu sou favorável a um controle de velocidade dentro da cidade da São Paulo, assim como muitos, mas não àquela "selvageria morbida1" feita pelo "falecido" com o intuito de nos explorar. Doria, não me decepcione mais uma vez, como os políticos têm feito até o momento. Não invente orçamentos desonestos.

Germano Del Bianco germanodecamargo@yahoo.com.br

São Paulo

*

PELO BOM SENSO

Prezado prefeito Doria, foi com grande decepção que recebi a notícia pelos jornais de ontem de que o sr. está querendo voltar atrás em sua promessa de campanha de restabelecer o bom senso na fixação da velocidade máxima nas Marginais. E, ainda, que tenha se dobrado à pressão de pequeno grupo de ciclistas e já fale em manter as ciclovias como estão. A redução de acidentes nas Marginais em virtude da diminuição da velocidade máxima é uma falácia. É uma invenção da atual administração para tentar justificar o injustificável. Não há estatísticas sérias que comprovem isso. Os acidentes nas Marginais, que são vias expressas, são causados pelos motoqueiros, que, infelizmente, com raras exceções, cometem imprudências de todo jeito, não respeitam regra nenhuma e arriscam a própria vida continuamente. São causados também por uma minoria de motoristas irresponsáveis, bêbados, drogados, em geral de madrugada. Não podemos ainda deixar de citar os atropelamentos de moradores de rua, ambulantes e até assaltantes que insistem em perambular entre os veículos presos em congestionamentos, tentando vender bugigangas, pedir esmolas, assaltar. Para esses grupos, a velocidade máxima fixada em 50 km/h, 70 km/h, 90 km/h ou qualquer outra não fará diferença alguma. Além do absurdo mais gritante das Marginais, a redução para 50 km/h e 40 km/h, em avenidas movimentadas, serve também para alimentar a indústria de multas. As frequentes intercalações de limites de velocidade diferentes, em trechos de uma mesma via, são verdadeiras "pegadinhas". É outro erro que precisa ser corrigido a bem da justiça e do bom senso. Quanto às ciclovias, é necessário, sim, um estudo sério. Devem ser mantidas as (poucas) bem feitas, bem situadas, em vias planas, bem delimitadas, seguras. Mas as inúmeras que não passam de pinturas vermelhas em ruas íngremes, com pavimentação em mau estado, estreitas, que foram "pintadas" sem nenhum planejamento sério, apenas visando a cumprir a meta de "tantos km implantados", devem ser extintas, sim! E os tribunais competentes devem verificar os custos das ciclovias da Avenida Paulista, da Faria Lima e de outras, que, segundo acusações, tiveram valores quase de construção de metrô.

Paulo Braga Martins pbmartins@intechengenharia.com.br

São Paulo

*

ESTAMOS DE OLHO

Passada a eleição em nossa capital, vejo o prefeito eleito, João Doria, usar seu tempo para anunciar uma série de atitudes que tomará quando empossado, entre as quais algumas que não carecem de pressa alguma em face de outras muito mais urgentes, mas ele insiste em dar prioridade a, por exemplo, mudar a velocidade máxima atual nas Marginais. Parece um tanto deslumbrado com o cargo que ocupará. 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

*

GESTOR E POLÍTICO

Para vencer a eleição de prefeito em São Paulo, João Doria Jr. apresentou-se como um gestor, não um político. Para cumprir suas inúmeras promessas de campanha e ter seus projetos aprovados na Câmara Municipal, será obrigado a sê-lo. Caso contrário...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

TOMA LÁ DÁ CÁ

Sobre o "toma lá dá cá", o recém-eleito prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou, em recente entrevista, que não vai haver tal tipo de comportamento na sua gestão e acrescenta ter o sentimento de que esta também é a preocupação dos vereadores, segundo ele também empenhados em não fazer esse papel da velha política. Ora, se conseguir desenvolver um tipo de administração isenta de troca de favores e partilha de cargos, estará realmente revolucionando a postura dos políticos e postulantes ao poder no Brasil, de hoje e de sempre, onde só o que funcionou até agora, talvez até em todo o mundo, foi o "toma lá dá cá", embora a mera menção da expressão invariavelmente ruborize os mais hipócritas que fazem da prática o seu dia a dia. Que Doria, o não político, como ele próprio se rotula, seja bem-sucedido.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

*

ITAQUERÃO

Não foi só o futuro do Brasil que as estripulias de Lula comprometeram. O Corinthians não tem conseguido pagar, desde março, as mensalidades de R$ 5 milhões que deve pela construção de seu estádio. E tem, pelo menos, R$1,64 bilhão de dívida pela frente. Trata-se de um buraco bilionário - impagável até para o campeão dos campeões. E a Caixa Econômica Federal, terá ela peito, se for preciso, para cravar uma adaga no coração corintiano? 

  

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

*

A MORTE DE MARIGHELLA

Realmente o Brasil é um país "sui generis". Li no "Estadão" de domingo que um procurador federal, Andrey Borges de Mendonça, está investigando a morte do chefe do terrorismo no Brasil, Carlos Marighella ("Procuradoria apura morte de Marighella", 9/10, A10). Tenho 71 anos de idade e vivi os chamados anos de chumbo, intensamente e sempre ao lado do Brasil, ou seja, contra o pessoal da esquerda. Caso tivessem tido êxito em sua empreitada, os terroristas implantariam aqui um regime estilo cubano, matando milhares ou, melhor, milhões de brasileiros e reduzindo o Brasil a simples satélite do comunismo russo, com toda a sua corrupção e canalhice. Aliás, a prova do que estou afirmando é a Operação Lava Jato. Portanto, o Ministério Público Federal (MPF) precisa arrumar serviço para aquele procurador, pois o mesmo deve estar absolutamente desocupado e, consequentemente, recebendo o seu salário indevidamente. Outrossim, ao reverso do que afirma na mesma reportagem o jornalista Ivan Seixas, não houve nenhum crime contra a humanidade. Haveria tal crime, sim, se os comunistas assumissem o poder àquela época. Ele queria que, no mínimo, os policiais esperassem Marighella sacar a sua arma, matar uns dois ou três, para, só aí, então, atirar contra ele? Assim, não há que falar em execução nem o Estado é responsável, para fins indenizatórios ou não. Além de descabida, porque aquele terrorista precisava, mesmo, ser excluído da nossa sociedade, em face do perigo que representava, tal investigação custará caro aos cofres públicos em momento de extremada economia. Aliás, por que o dr. Mendonça não se preocupou em investigar a morte, pelas mãos sujas daquele terrorista ou a seu mando, de mais de duas centenas de brasileiros? Por que não investiga a morte do soldado Mário Kozel Filho e por ela responsabiliza a ex-terrorista e ex-presidente Dilma Rousseff, então integrante do grupo que o matou?   

Carlos Alberto Ferreira carlos.alberto572@terra.com.br

Águas de Lindóia

*

FALTA DO QUE FAZER

Num país com Operação Lava Jato, Operação Acrônimo e tantas outras investigações relevantes em curso num país de Justiça morosa, tardia e que não atende aos anseios de uma nação que clama por eficiência no emprego do recurso público, além de tantas outras demandas de um país literalmente doente, um certo procurador da República resolve investigar a ação policial que matou Carlos Marighella há quase 50 anos. Marighella era o exemplo de criminoso-terrorista, um desertor do Exército, lesa-pátria, assassino de pessoas inocentes, que não tinham nenhuma relação com sua tara revolucionária. O procurador Andrey Borges deveria ir atrás das vítimas inocentes, dos filhos órfãos e das mulheres viúvas que Marighella deixou pelo seu caminho. A Procuradoria-Geral da República deveria procurar o que fazer, ao invés de ficar martirizando criminosos. O povo já está farto de masturbação jurídica. 

Frederico d'Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

*

LEI DA ANISTIA

A respeito da abertura de investigação da morte de Marighella, causa espanto que procuradores queiram se achar acima da lei. Afinal, o Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu que a Lei da Anistia vale. O que querem os procuradores? Aparecer? Há muitas falhas nas narrativas contidas na reportagem (9/10, A10). A principal delas é fazer crer que Marighella era um inocente que se deixava enganar facilmente. Como acreditar que o violento autor do "Manual do guerrilheiro urbano", onde lê-se que "a característica fundamental do guerrilheiro urbano é que é um homem que luta com armas" e que "(...) tem de ter uma grande capacidade de observação", que se sabia procurado por toda a força policial de São Paulo e nunca se separava de sua arma, fosse a um encontro desarmado? Marighella foi um assassino fanático que pregava a violência indiscriminada contra seus inimigos e até contra os amigos - ver capítulo "Execuções", do citado manual. Ele lutava não contra uma ditadura, mas para implantar outra - fosse o Brasil um país democrático ele iria explodir e matar do mesmo jeito. Só não seria considerado, erradamente, um herói, como é hoje. Os parentes das suas dezenas de vítimas merecem, também, saber como e por que pessoas inocentes foram assassinadas por um bandido. Que isso não seja confundido com justificativa de crime.

José Alfredo de T. Andrade tolosajaa78@gmail.com

Santos

*

CASO MARIGHELLA

E as mortes causadas pelos terroristas vermelhos, também serão investigadas?

Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

*

O CANTO DA SEREIA

Alguém consegue imaginar uma situação hipotética em que os nazistas, depois de anos de tortura e insano sofrimento infringidos a outros seres humanos, judeus, ciganos, negros e pessoas com alguma descapacitação física ou mental, além dos milhares de mortos, fruto do avanço bélico, perdessem a guerra e, ao invés de terem seus líderes condenados pelo Tribunal de Nurenberg, tivessem sido anistiados pelos aliados, e que, além do perdão incondicional, lhes tivesse sido oferecida a oportunidade de recomeçar a vida, inclusive formando um partido político? Porque é justamente o que o presidente da Colômbia ofereceu aos guerrilheiros das Forçar Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), depois de 50 anos de cruel luta e dezenas de milhares de vítimas que tiveram a infelicidade de passar por suas mãos. Era tanta a certeza de que a paz  com as Farc seria assinada após o plebiscito, que o presidente chegou a ganhar um Prêmio Nobel da Paz... Agora, somente pelo esforço desenvolvido nesse intento. Ele se esqueceu de assegurar-se de que era isso mesmo que a população colombiana queria. E ela disse que não. Esse resultado só interessava às Farc e a Fidel Castro, seu mentor, que planejava, por meio da paz e da política, continuar a implantar suas ideias comunistas no continente sul-americano. Admira-me que pessoas cultas tenham se encantado com esse canto da sereia!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

*

INVASÃO VENEZUELANA

"Para fugir da crise, venezuelanos vivem na rua em Roraima" ("Estadão", 10/10, A8). Cumpriu-se a ameaça? Não por força militar, mas por uma horda de famintos e desesperados criada pelo bolivarianismo de Hugo Chávez.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.