Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

12 Outubro 2016 | 03h02

VIOLÊNCIA

No Rio de Janeiro

Nas décadas de 1980 e 1990, governos populistas do Rio proibiram as polícias de fazer incursões nas comunidades e permitiram que policiais da banda podre expulsos das corporações fossem reincluídos. Estamos agora vivenciando as consequências. Não foi por acaso que Victor Hugo afirmou: “Quem poupa o lobo mata as ovelhas”.

LUIZ FELIPE SCHITTINI

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

PEC DO TETO

Tentativa de obstrução

Ridícula a gritaria dos deputados oposicionistas na votação, em primeiro turno, da PEC 241, tentando obstruir a sessão. Esses parlamentares também foram responsáveis, ao dar apoio aos governos petistas, pela pior recessão econômica da História do Brasil, pelo rombo nas contas públicas, pelo desemprego, pela inflação, pela corrupção e pelo desvio de recursos das estatais por meio de contratos fraudulentos com grandes empreiteiras. E agora tentam impedir o objetivo do governo Temer de frear a trajetória de aumento dos gastos públicos e gerar empregos. Parabéns aos 366 deputados que deram aval à proposta do governo.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Assustador o comportamento do PT e seus acompanhantes nas alegações contrárias à aprovação da PEC 241, utilizando ilações e raciocínios falsos para desmerecer a medida. Omitem propositalmente a razão de a PEC do Teto dos gastos públicos ser tão necessária: a irresponsabilidade fiscal do governo anterior, que eles ainda procuram exaltar.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

Eterno troca-troca

Não dá pra acreditar nessa nefasta classe política, que para aprovar uma PEC faz barganhas, acordos espúrios. Sempre a mesma coisa. Será que os dois lados não têm vergonha na cara de pau? E o povo? Que se lasque?

JOÃO B. VIEIRA

joaobvieira@yahoo.com.br

Sertãozinho

‘Correção monetária’

Apesar de minha idade e vivência, ainda me surpreendo com nossos políticos. Tenho acompanhado essa batalha pela PEC do Teto para gastos públicos, ponto de honra das promessas do presidente Michel Temer, que já teve de voltar atrás na redução prometida do número de ministérios. A alegação contrária à PEC é de que ela é muito rígida. O que ainda me surpreende é que, pelo que entendi, não é uma batalha que seria desejável e saudável para redução drástica do tamanho e ineficiência do Estado, mas a possibilidade de que ele ainda cresça mais, acompanhando a inflação. Em última análise, seria a implantação da “correção monetária” no tamanho do governo e, por consequência, impedindo que diminua o seu peso em cima da Nação. Espero que meus descendentes ainda consigam viver num Brasil mais sério.

CARLOS ALBERTO CALIXTO

calixto@holicom.com.br

São Paulo

Xeque na demagogia

Mais do que pôr os gastos públicos sob certo controle, fazendo que o gestor estatal tenda a ser mais racional na tomada de decisões de alocação dos recursos públicos, o limite nos gastos imposto pela PEC do Teto vai colocar o detalhe da gestão dos gastos sob a lupa da sociedade. A discussão sobre gastar dinheiro público num filme, numa festa, numa ponte ligando nada a lugar nenhum, ou na saúde pública, em saneamento e habitação popular, antes restrita aos corredores de Brasília, virá à tona. É uma oportunidade de ouro para o início do fim da demagogia na política brasileira. Entenderam por que o PT está esperneando?

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

Equilíbrio orçamentário

O comportamento da esquerda no debate da PEC dos gastos, opondo-se a ela e usando manobras protelatórias à votação, mostra-nos claramente por que governo sob sua orientação não pode dar certo, como historicamente não deu em nenhum país, pelo desprezo ao equilíbrio orçamentário, princípio básico de gestão, pessoal ou coletiva.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

Novo tempo

A situação é muito grave, há muita coisa urgente para fazer. E muita seriedade, competência e grandeza são esperadas agora. É hora de os políticos mostrarem que são necessários.

SILVIA M. PINHEIRO REZENDE

silviapr54@hotmail.com

São Paulo

PREFEITURA PAULISTANA

Zona Azul Digital

Leio que após 20/11 não mais serão aceitas as folhas de Zona Azul, só será possível estacionar mediante baixa de aplicativos em smartphones para compra de períodos e pagamento com cartão de crédito. Ora, não há lei que obrigue o cidadão a ter celular com internet e cartão de crédito! Como farão, por exemplo, os idosos que optam por manter seus telefones móveis antigos, mas dirigem e, obviamente, têm o direito de estacionar? Serão impedidos? É possível comprar créditos em pontos de venda, mas como acionar o início e o fim de período estacionado sem smartphone? Alega o prefeito Fernando Haddad que tal medida visa a inibir a falsificação das folhas. Considerando que dinheiro também é falsificado, e no mundo inteiro, o que faria ele no Brasil? Acabaria com as cédulas? Cabe ao prefeito ter a competência de evitar a falsificação, esse problema não é do cidadão.

MARCIA MEIRELLES

marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

GOVERNO PAULISTA

De ‘pedaladas’

A ação popular impetrada por Alfredo Portinari Maranca e Jose Márcio Rielli (autor de carta de 8/10), dirigentes do Sindicato dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado, é pleito descabido e parte de premissas equivocadas. A Secretaria da Fazenda esclarece que as operações realizadas pela Companhia Paulista de Securitização (CPSEC), alvo da ação, foram autorizadas pela Lei Estadual n.º 13.723/2009 e supervisionadas pela Comissão de Valores Mobiliários, sem violação da Lei de Responsabilidade Fiscal. As emissões de debêntures da CPSEC não são operações de crédito nem podem ser classificadas como “pedaladas”. E Renato Villela era membro do conselho de administração da CPSEC, não funcionário. O Ministério Público deu parecer desfavorável ao pedido de tutela antecipada pleiteado na ação popular.

JAIME SOARES DE ASSIS, coordenador de Comunicação da Secretaria da Fazenda do Estado

imprensa@fazenda.sp.gov.br

São Paulo

“Um pequeno passo para o governo Temer e um salto gigante para a economia do Brasil”

SERGIO S. DE OLIVEIRA / MONTE SANTO DE MINAS (MG), SOBRE 

A PEC DO LIMITE DE GASTOS

ssoliveiramsm@gmail.com

“Perguntar não ofende: como é que o ‘mais honesto’ se pode tornar o ‘mais denunciado’ dos brasileiros? Essa ‘zelite’ não toma jeito mesmo”

EDUARDO AUGUSTO DELGADO FILHO / CAMPINAS, SOBRE A NOVA AÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO, RELATIVA A OBRAS EM ANGOLA

e.delgadofilho@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PEC 241

Embora com muita reclamação, a Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Teto. Mais do que justa a aprovação. Mesmo destino deverá seguir na segunda votação da Câmara e nas duas do Senado. O que causa estranheza são o debate e os palpites contra o projeto, não só pelos parlamentares da oposição, como por alguns membros do Ministério Público Federal (MPF), da Justiça e de "movimentos sociais", como a UNE, por exemplo. O que está claro é que não tem dinheiro, que não terá dinheiro para arcar com os compromissos deixados pelos governos lulopetistas e para arcar com futuros compromissos, seja para a saúde, para a educação, seja para a previdência e assistência social. Em lugar nenhum do projeto está escrito que será retirado dinheiro dessas áreas, como querem fazer crer os do contra. O que está bem claro é que os gastos deveriam e deverão ser feitos com responsabilidade. A edição do "Estadão" de segunda-feira estampava bem parte do problema: "Das 10 categorias mais bem pagas, 6 são do serviço público", com gente ganhando até quatro vezes em relação aos profissionais da iniciativa privada. Há inchaço e superssalários nas Casas Legislativas, nos tribunais, no Ministério Público, etc. Há dinheiro custeando as manifestações de estudantes, MST, sindicatos, bolsa-ditadura, bolsa-pesca, etc. Desde que garantam seus ganhos atuais, esse pessoal não está querendo mesmo saber se no futuro haverá dinheiro para custear os gastos com saúde, educação, gastos assistenciais e previdenciários para nossos idosos, nossos filhos, nossos netos. 

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha 

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GOLAÇO DE TEMER

No país do futebol, muita brincadeira se fez envolvendo Dilma Rousseff e o técnico Dunga, incluindo quem cairia primeiro e as coincidências envolvendo as letras os dois nomes. Dilma está formal e politicamente aposentada, e ninguém mais se lembra de Dunga. Agora, temos Michel Temer na Presidência e Tite no comando da seleção. Os dois nomes começam com a letra "T". Tite está fazendo a parte dele e Temer marcou o primeiro gol. Com Temer e Tite olhando para 2018, agora é ver se e como a seleção vai para a Rússia e se o governo tira ou não o Brasil da crise, para que o País volte a ser feliz. 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA

A exemplo do que aconteceu com a PEC 241, a imensa maioria dos parlamentares do PT e de seus aliados de esquerda votará automaticamente contra qualquer projeto que venha do governo, seja na Câmara ou no Senado. Até aí, nenhuma novidade, oposição faz parte da democracia. Só que, no momento em que o País atravessa a pior crise de sua história, cujo principal causador foi o próprio Partido dos Trabalhadores, qualquer oposição deveria ser construtiva, e não despropositada e vingativa. É uma questão moral acima de tudo, e, se o PT almeja sobreviver, seria de bom tom começar a reavaliar seus princípios morais fundamentais. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PÉS NO CHÃO

Não devemos nos iludir no sentido de que tudo irá melhorar com a aprovação da PEC 241. O governo está criando para a Nação uma falsa expectativa, mesmo porque uma boa parte dos que votam são os mesmos que contribuíram para deixar o País na calamidade em que se encontra. 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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ESPAÇO

Quando o governo cumprir o que for aprovado na PEC do teto de gastos, vale lembrar que o reajuste para a maioria dos servidores públicos e dos militares previsto para 2017 já é inferior ao IPCA dos últimos 12 meses, ou seja, ainda haverá espaço para reivindicações salarias destes servidores.

Paulo Marcos Gomes Lustoza pmlustoz@gmail.com

Rio de Janeiro

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GOTEIRAS

Importante vedar as goteiras do teto, mas, se o alicerce não for reforçado, a casa cai...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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TENTANDO ESCLARECER

A posição, principalmente, dos servidores públicos diante da PEC do teto de gastos públicos me traz à lembrança um pensamento de Millôr Fernandes: "Sou totalmente a favor do sexo grupal, desde que alguém entre com o grupal e eu com o sexo".

Eduardo Augusto D. Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

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OPOSIÇÃO

Com a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do teto de gastos públicos por 366 deputados da base do governo, fica para nós, brasileiros, a sensação de que a oposição destrambelhada - pelos seus deputados esquerdistas ao extremo, desprovidos do menor senso de coerência política e fiscal administrativa - atua como artistas mambembes num melodrama conhecido e desgastante. Não pertencem ao nosso mundo atual, vivem na escuridão de uma ignorância assentida, e não há uma assepsia conhecida que varra de suas mentes as bactérias do comunosocialismo marxista-leninista de uma Cuba, de uma Coréia do Norte e de uma pobre e desfigurada Venezuela. O Brasil pertence a quem produz e trabalha, não aos estroinas personificados em defensores do indefensável.

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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TOMA LÁ DÁ CÁ

"Ministros ficaram à disposição de deputados para atender a demandas por cargos." Isso estava escrito na página B1 do jornal de ontem. Para nós, a PEC do Teto é uma medida urgente, para começar a resolver um pouco o grande problema que enfrentamos. É um bem para o Brasil. Mas para votar isso os deputados cobram cargos? Queremos e temos o direito de saber quem são esses deputados que só votam a favor do Brasil se receberem cargos. Por favor, ponham os seus nomes nos jornais. 

Maria H. Silva Dutra de Oliveira mhsdoliveira@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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JANTAR PARA OS DEPUTADOS

Se a cada medida que precisar de aprovação tivermos de oferecer um jantar de convencimento, a PEC 241 já nasce moribunda.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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FASCÍNIO PELO PODER

Conforme as notícias publicadas pelos jornais, nem bem terminaram as eleições municipais de 2016, vários partidos políticos, em especial o PSDB, já discutem quem será o candidato do partido a presidente em 2018. Neste momento atual da gravíssima crise econômica deixada pelo PT, os partidos políticos deveriam deixar de lado o fascínio pelo poder e juntar esforços para o governo Temer reconquistar a confiança de investimento perdida pelo empresariado, e assim diminuir os 12 milhões de desempregados no País. 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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ALCKMIN EM 2018

João Doria, até as presentes eleições empresário somente, conseguiu despontar com altos índices de aceitação na eleição em São Paulo. Certamente, o apoio e o lançamento de sua candidatura pelo governador do Estado, Geraldo Alckmin, teve tudo que ver com sua esplêndida votação. Daí que já se sabe que Alckmin é o grande candidato à Presidência da República em 2018, pelo PSDB ou outro partido político. Dificilmente outro candidato conseguirá batê-lo nas urnas, porque se trata de um cidadão íntegro, operoso e competente no trato da coisa pública. Milhões já torcem por ele.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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SEGUNDO TURNO NO RIO

O povo da cidade de São Paulo, reverenciando a bravura de seus bandeirantes, tratou de passar a régua e aplicar um banho e tosa, proporcionando a São Paulo um acontecimento inédito, que foi o sepultamento de vez do partido político que, pasmem, desgovernou e praticamente arruinou o Brasil. E o Rio de Janeiro? Continua lindo. Mas ainda não aprendeu a votar. Sem embargo da qualificação dos candidatos individualmente, a disputa do segundo turno ocorrerá entre os partidos PRP, de Marcelo Crivella, e Psol, de Marcelo Freixo, deixando como marido traído o PMDB, o PSDB e o PT, ensejando aos protagonistas a uma cidade afeita ao sincretismo a ter de escolher entre representantes de duas religiões. Não é à toa que a política brasileira se assemelha a um saco de gatos com um cachorro dentro.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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JOÃO DORIA

Em entrevista ao "Estadão", o prefeito eleito de São Paulo, João Doria Junior, já começou mal, afirmando que fará inúmeras modificações na estrutura da Prefeitura do Município de São Paulo, como se todas elas dependessem somente da sua vontade. Ocorre que a administração pública é bem diferente da administração privada, exatamente para impedir que a cada mudança de prefeito ela sofra alterações extremas, nem sempre para que funcione melhor. Pelas suas declarações iniciais, não só estas ao "Estadão", mas a outros órgãos de informação, o prefeito eleito vem se comportando como se a Câmara dos Vereadores não existisse, assim como a Lei Orgânica do Município, que impõe regras que devem ser cumpridas para determinadas ações. Tanto é verdade que nesta mesma reportagem os vereadores já mandaram o seu recado afirmando que o gestor vai ter de ser político e negociar com eles, e estão cobertos de razão. Por exemplo, ele pretende criar agências reguladoras no município, a exemplo daquelas criadas no governo federal pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Conforme ele expôs, elas substituiriam os departamentos das secretarias que executam essa função atualmente. Ora, tal iniciativa vai implicar uma grande reestruturação na administração municipal, para redefinir atividades e funções, as quais dependerão da aprovação de leis pelos vereadores municipais. Vem declarando, também, que vai aumentar a velocidade nas pistas das Marginais da cidade, as quais, se bem sinalizadas, não implicarão o aumento de atropelamentos fatais. Neste aspecto, ele até poderá realmente aumentar as velocidades permitidas na cidade, mas, para tanto, em minha opinião, deveria primeiro, ao tomar posse, verificar se as estatísticas divulgadas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estão corretas, ou não, para só depois tomar uma decisão. Só uma boa sinalização não é garantia de segurança irrestrita, e a decisão sobre aumentar a velocidade permitida passa por avaliação à luz das leis da Física. É reconfortante ver o novo prefeito cheio de boa vontade e determinação de trabalhar para o bem da cidade e de seus cidadãos, mas as decisões de um administrador público, ou gestor, se preferirem, não podem ser tomadas de afogadilho, sem ao menos estudar o seu organograma, as correspondentes consequências de suas alterações e as implicações à luz da legislação vigente. 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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SORRISO

O sorriso de João Doria ficou mais autêntico depois que virou político.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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POLÍTICOS PROFISSIONAIS

Políticos profissionais, um deles notório corrupto, tentam criar polêmicas com o sr. João Doria, prefeito eleito de São Paulo, questionando seu patrimônio. Se alguém sabe de algum fato que o torne incompatível com o cargo conquistado, que fale e prove ou se cale e deixe o sr. João Doria trabalhar em paz. Ser rico não é crime, desde que o patrimônio seja conquistado com honra e trabalho. Crime é enriquecer por meio de corrupção e desvio dos recursos públicos, como temos testemunhado nos últimos tempos. Criminoso(a) é quem mora num "puxadinho" e, após assumir um cargo de administrador(a) público(a) eleito(a) pelo voto, passa a morar em cobertura, ter assistência médica em hospitais frequentados pela elite, ser proprietário de veículo importado, chácara, sítio, iate, ilha, etc., sem ter como explicar a origem do patrimônio, sendo posteriormente indiciado(a) em inquéritos policiais e condenado(a) por corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, peculato, etc. Em síntese, políticos profissionais devem recolher-se à sua insignificância e, se possível, deixarem de ser corruptos. 

Eraldo Bartolomeu C. Rebouças real742@yahoo.com.br

Poços de Caldas (MG)

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TERRENO MINADO

O novo prefeito João Doria não terá vida fácil no comando de São Paulo, porque já vimos e ouvimos diversas vezes, em tom ameaçador e de ódio, Lula afirmar que agora veremos como se faz uma verdadeira oposição. Vejamos as ameaças dos vereadores encamisados de vermelho, comandados por António Donato (PT), que ocupa a presidência da Câmara e afirmou que "querer ver como um gestor vai se sair nesta". Enquanto tivermos remanescentes políticos, corruptos, sujos e desonestos, só visando a interesses, vantagens e benefícios próprios, o terreno estará sempre minado. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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MARCELO RUBENS PAIVA

Marcelo Rubens Paiva ("Urnas não passam recados, decidem", "Estadão", 8/10, C10), meus pêsames, mas o Partido dos Trabalhadores (PT) perdeu em São Paulo, e eu lutei para que isso acontecesse. Gostaria de saber se foi a redução da velocidade ou a redução de veículos circulando, graças à crise em que o governo do PT nos meteu, que diminuiu o número de acidentes e de óbitos no trânsito. E vamos ser realistas: durante o rush, a velocidade atingida é bem inferior aos 50 km/h defendido pelo seu político de estimação, mas demitido pelo povo, Fernando Haddad. Na minha opinião, acidentes acontecem, não em razão da velocidade, mas do consumo exagerado do álcool e, atualmente, em razão da crise, já que o povo está bebendo mais para afogar as mágoas do desemprego. Sinceramente, só na sua cabeça existe alguma semelhança entre Silvio Berlusconi (corrupto italiano) e João Doria, o candidato escolhido pelos paulistas para administrar a cidade de São Paulo a partir de 2017. Mas graças à democracia e à liberdade de expressão, todo cidadão é livre para acreditar em Karl Marx ou Papai Noel.

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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AS URNAS DECIDIRAM

Sim, caro Marcelo Rubens Paiva, urnas decidem. Não deixam incompetentes e ladrões continuarem sua festa. Não queremos mortes nas ruas e também não queremos indústria de multas. As Marginais não foram feitas para pedestres, foram feitas para fluir o trânsito. Não queremos que furem semáforos e não queremos gente escondida camuflando radares para arrecadar mais. Não queremos mais o partido que institucionalizou a corrupção, que sempre houve, é verdade, mas que escancarou, pensando que a impunidade seria eterna. As urnas decidem, dizem "chega", e, ao ver um nome novo, que pode ser uma droga, mas também uma solução, por que não tentar? Aguardem. Não aguardamos tanto tempo, pensando que Lula seria a solução? Não aguardamos tanto tempo sendo ludibriados por um escroque, revestido de mentiras, que sai, deixa uma anta em seu lugar e o País em frangalhos? Acorde, Marcelo, não me decepcione achando que você também é igual. Limite-se a escrever suas lindas crônicas sobre mulheres, crianças, felicidade, etc. Por que as urnas? Ah! Estas decidem, sim.

Cecilia Lacerda cecilialacerda46@hotmail.com

São Paulo

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GROSSERIA

Marcelo Rubens Paiva foi grotesco e grosseiro em seu blog, ontem ("O mundo do faz de conta de Bia Doria", 10/10), ao falar da esposa do prefeito eleito, Bia Doria. Ridicularizou-a todo o tempo. Lamentável! Sem educação falar de uma pessoa para atingir o prefeito eleito.

Décio Moreira deciomoreira@gmail.com

São Paulo

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'O MUNDO DE FAZ DE CONTA DE BIA DORIA'

A coluna do escritor Marcelo Rubens Paiva sobre a artista Bia Doria, além de ser um esforço claro de lançar sua raiva pela derrota de Fernando Haddad na eleição à Prefeitura de São Paulo, tem alguns problemas: 1) o autor usa frases soltas sem qualquer conexão. Parece que Paiva estava fazendo notas e resolveu publicar. 2) Segundo matéria da revista "Exame", bem apurada, Bia Doria usou o valor obtido pela Lei Rouanet, não tendo nenhum problema em relação à entrega das contrapartidas - fez a exposição e lançou o livro. 3) Marcelo Rubens Paiva não acrescenta nenhum valor à equipe editorial do portal do "Estadão". 4) Podemos até criticar a Lei Rouanet, mas desde que o valor obtido seja usado no que se propõe, e não desviado para festas de casamento, por exemplo. 

Christiane Souza dos Santos chris.santos2007@outlook.com

São Paulo

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ENTREVISTA COM BIA DORIA

Seria Bia Dória a nossa Maria Antonieta?

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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UNIVERSO PARALELO

Virou rotina. O Ministério Público Federal (MPF) acaba de enviar à Justiça Federal nova ação penal contra 11 pessoas - entre elas aquela que se diz a viva "alma mais honesta" do Brasil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - pelos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa. Os delitos teriam ocorrido entre 2008 e 2015, por atuação do ex-presidente no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em benefício da Construtora Odebrecht, que, em retribuição ao fato de ter sido contratada pelo governo angolano, teria repassado aos envolvidos, de forma dissimulada, valores que passam de R$ 30 milhões. Fora isso,  o ex-presidente deve responder por lavagem de dinheiro, crime que teria sido praticado 44 vezes (!), envolvendo a subcontratação da empresa Exergia Brasil, criada em 2009 por Taiguara Rodrigues dos Santos, seu sobrinho, também denunciado na mesma ação penal. Diz o MPF que parte dos pagamentos indevidos se concretizou por meio da atuação da LILS - a empresa de "palestras" de Lula. Contra o ex as investigações avançam em vários fronts e as denúncias, como esperado, se multiplicam. Enquanto isso, alguns petistas, claramente imersos num universo paralelo e ignorando o recentíssimo "recado das urnas", gritam "Uh, (Haddad) governador", imaginando que o prefeito petista de São Paulo, Fernando Haddad - massacrado nas urnas há poucos dias -, tenha chances reais de vir a se tornar governador do Estado mais rico da Federação, justo onde o antipetismo é mais pronunciado, e, de quebra, sonham com a candidatura de Lula à Presidência da República em 2018, ignorando que o ex, pelo andar da carruagem, parece mais perto de uma vaga no sistema penitenciário que de um gabinete no terceiro andar do Palácio do Planalto.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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LULALÁ

A "alma mais honesta deste país" coleciona denúncias. O Brasil, surrupiado, clama por sua prisão!

Elisabeth Migliavacca

São Paulo 

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DEFESA IMORAL

A defesa de Lula não mentiu quando asseverou que a Operação Lava Jato usa leis como "arma de guerra para desmoralizar inimigo". É exatamente assim que funciona qualquer sociedade civilizada. Parem de pensar no próprio bolso, "nobres causídicos", e pensem em seus filhos, netos, no País e nas próximas gerações.

José Carlos Saliba fogueira2@gmail.com

São Paulo

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MARKETING

O advogado de Lula, no afã de defender o indefensável, se tornou marqueteiro. A contestação e impugnação ao que lhe foi imputado se faz nos  autos do  processo, não na mídia. Nada disso reverte o recado dado pelas urnas.

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

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BUNKER EM BRASÍLIA

Os efeitos da Operação Lava Jato são evidentes. Mais de 50 executivos pretendem fazer delação premiada, com o objetivo de receber penas mais brandas. Sobre a reportagem "Hotel de Brasília vira QG de delação da Odebrecht", 8/10, A4), caso se confirme o teor das infindáveis reuniões com toda a diretoria da Odebrecht, o fato cairá como uma enorme "bomba" no País, em comparação às que já foram homologadas. Durante meses articulam, com sua tropa de advogados, como disponibilizar para a Justiça as falcatruas envolvendo políticos, ex-presidentes, ministros e afins, com a distribuição de propinas para "ganhar" obras em todos os níveis dos governos, além de pretender diminuir multa de vários bilhões de reais. Tudo com muita tensão.

  

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O CRIME DESORGANIZADO

O artigo de Barry Wolfe intitulado "A Lava Jato e o crime desorganizado" ("Estadão", 9/10, A2) seria cômico, não fôssemos nós, povo brasileiro, a vítima dos crimes "white collar". Realmente, a delação, em nosso país, tornou-se a regra. Os delatores vão, por vezes em rede nacional, "contar" que foram os coautores dos crimes por eles também cometidos, como coautor ou partícipe. Inexiste a Omertà italiana e, assim como o balcão de permutas entre Executivo e Legislativo é feito à luz do dia, sem o mínimo de constrangimento, nas delações os bandidos contam quanto recebiam, ou pagavam, sem nenhum pudor de confessar seu crime, pois dizem quem "estava junto", e, então, voltam para casa com uma tornozeleira eletrônica (quando o Estado dela dispõe). Qual o "código de honra" ou o "dever de sigilo" observado pelas "organizações tupiniquins"? Então, muito bem definido por Barry Wolfe, trata-se no Brasil de crime "desorganizado". 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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DIAS TOFFOLI

Sobre a entrevista dada ao "Estadão" pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli ("Lava Jato não é 'golpe' ou 'exceção', afirma Toffoli", 9/10, A4), seria mais elucidativa se lhe fosse perguntado sobre a reforma em sua casa e o estranho pagamento não explicado.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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MAIS 'LIBERAL'

Como perguntar não ofende, por acaso a "liberalidade" do ministro do Supremo Dias Toffoli tem alguma coisa que ver com a derrocada do PT?

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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LÍNGUA PORTUGUESA

O parco preparo jurídico do ministro Dias Toffoli é expresso por meio do seu sofrível domínio do idioma português.

Celso Jorge de Carvalho celso@lag.adv.br

Ribeirão Preto

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O CORAÇÃO DO MINISTRO

Gostaria de saber quais foram as "forças ocultas" que fizeram o ministro do STF Dias Toffoli (ex-advogado do PT) mudar de opinião sobre a prisão em segunda instância - já que seu voto anterior foi a favor -, porque, se não fosse o voto de minerva da presidente da Corte, Cármen Lúcia, todos os envolvidos no petrolão voltariam atrás em suas delações premiadas e aguardariam aqueles intermináveis julgamentos em seus iates e mansões, tomando e comendo tudo do bom e do melhor. É licito a Polícia Federal investigar ministros do STF? Porque quem viu Toffoli discursar numa e outra sessão, conclui que ou ele é um tremendo de um ator ou continua com seu coração indelevelmente acorrentado a certa estrela vermelha, hoje totalmente apagada pela Lava Jato.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA

A presunção de inocência termina quando os aspectos técnicos/objetivos e testemunhais sobre os crimes e suas circunstâncias são objeto de julgamento e levam a uma sentença de culpa. Sua reafirmação em segunda instância, que revê o caso, ao corroborar a sentença emanada, inviabiliza assumir que ainda há a possibilidade de o réu ser presumidamente inocente. Mais do que passar a haver uma presunção de culpa do réu, existe, sim, um julgamento que demonstrou sua culpa à luz da lei com direito ao contraditório em duas instâncias. A partir de então, cabe o cumprimento da sentença, uma vez que os recursos à instância superior, meramente formais, quando não pura e simples protelatórios, visam normalmente (como a história nos mostra) à eventual prescrição do crime, pois não entram no mérito efetivo do mesmo. A decisão do STF não é importante apenas - apenas? - por causa da Lava Jato. Centenas de criminosos de toda espécie nunca cumpriram pena, ou as tiveram atenuadas, pelo fato de seus advogados fazerem prescrever as penas com recursos sem fim. É uma era de impunidade e uma fonte de receita de muitos advogados de renome que estão acabando. Parabéns ao STF, muito especialmente à sua presidente, ministra Cármen Lúcia, que desempatou a decisão. E ao juiz Sérgio Moro, por sua defesa da impunidade e suas colocações sobre este assunto. Aos poucos, parece renascer a esperança de termos um país mais justo ou, pelo menos, menos injusto.

Jorge Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú

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FIM DA FARRA RECURSAL

Defender bandido é extremamente lucrativo, ao contrário do que a defesa dos homens de bem - quase sempre sem recursos e sem os amigos que bancam todas as suas despesas. Por isso, sinto-me aliviado e louvo a sábia e necessária decisão dos seis ministros do bem do STF que consolidaram a prisão em segunda instância de criminosos, por exemplo, trilhardários que enriqueceram com dinheiro roubado desta nação muito carente de serviços públicos, educação, saneamento, etc. Alguns dizem que a Constituição foi rasgada nessa decisão. Cá entre nós, rasgada mesmo foi há um mês, pela calamitosa triangulação senador Renan Calheiros-ministro Ricardo Lewandowski-ré Dilma Rousseff. Mas, se for mesmo inconstitucional, bem melhor como está do que rasgar a alma, a esperança e os direitos de milhões de brasileiros carentes.

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

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QUEM NÃO GOSTOU

O STF decidiu que, depois de ter sido condenado em duas instâncias, o réu deve/(pode?) ser preso. Os ricos podiam recorrer interminavelmente a uma terceira instância, valendo-se dos sofismas de advogados bem pagos. Apagou-se uma faceta exótica do sistema legal. Como presumir que os juízes de duas instâncias fossem incompetentes? Deve-se estranhar que o voto foi de 6 a 5, e não de 11 a 0. Pelo menos aos olhos de cidadão com senso comum sadio. Só esperneiam os réus na Lava Jato e...

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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INCONSTITUCIONAL

Atendendo ao clamor do povo a respeito da prisão do condenado pela segunda instância, o STF resolveu fazer justiça com as próprias mãos. E a lei? Perguntamos. A lei (diria Getúlio), ora a lei!

Tercio Sarli Terciosarli.edicoes@r7.com

Campinas

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O ACORDO DE PAZ NA COLÔMBIA

Merecem os cumprimentos o esclarecedor artigo do professor Ricardo Vélez Rodriguez, "Os tropeços da pacificação colombiana" ("Estadão", 11/10, A2), pois trará luz aos muitos "pacifistas" desavisados que se escandalizaram com o "não" dos colombianos ao acordo de "paz". Se a imprensa e os engajados tivessem um pouco de discernimento, não precisariam ler o artigo para perceber que um acordo de paz capitaneado pelos ditadores Castro seria um acordo viciado, além de uma piada de extremo mau gosto. O Prêmio Nobel da "Paz" estava preocupado apenas com sua vaidade. Ainda bem que o povo colombiano o rejeitou, pois esse absurdo acordo transformaria narcoterroristas em narcopolíticos. Seria a fundação de algum partido de "trabalhadores" colombiano e, num curto espaço de tempo, aquele país estaria nas mãos de Cuba, como a Venezuela. Note que nenhuma organização de defesa dos direitos humanos se opôs ao acordo que beneficia os narcoterroristas de esquerda. Se fossem de direita, a gritaria seria mundial. Aliás, a anistia aos crimes bárbaros concedida aos integrantes das Farc não alcançará os integrantes do Exército de Libertação Nacional colombiano, dito de direita. Alguns jornalistas se apressaram em dizer que os colombianos não entenderam a pergunta, assim como os desarmamentistas afirmaram sobre o referendo de 2005 ocorrido aqui, em que 64% da população decidiu manter o direito de ter armas para defesa. O resultado de consultas populares só tem valor se for favorável às pretensões dos esquerdistas.

José Luiz de Sanctis jldesanctis@uol.com.br

São Paulo

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LUTA PELA PAZ

A publicação pelo "Estado" de "Os tropeços da pacificação colombiana", escrito pelo eminente professor Ricardo Vélez Rodriguez (11/10, A2), embora brilhante, merece algumas observações discordantes, que tomo a liberdade de fazer. Considero que a paz deva sempre ser almejada, mesmo que custe um preço alto. A história recente mostra que muitos povos e civilizações passadas trilharam um longo caminho para a paz. Apenas como lembrança histórica: a paz obtida ao fim da Segunda Guerra Mundial entre as nações envolvidas, mesmo após a catastrófica utilização das bombas atômicas vitimando milhares de pessoas inocentes, que repercute até os dias atuais como um acontecimento a não ser repetido, teve até merecido pedido de desculpas do atual presidente Barack Obama, dos Estados Unidos. À época do acordo, não foi exigido nenhum tipo de ressarcimento material às famílias  que perderam seus entes queridos, inclusive crianças. Longe de aceitarmos os crimes praticados pelas Farc ao longo destas quase cinco décadas, quando também inocentes pagaram com sua vida, por meio principalmente de sequestros espúrios e criminosos. Nosso mais profundo respeito aos seus familiares. O melhor ressarcimento seria a volta com vida dessas pessoas. Seguirmos a rota do dinheiro não nos sensibiliza tanto como a tentativa da paz. Não entro no mérito se somente a minoria do povo colombiano votou (abstenção de 62,5%), o que talvez mudasse o resultado. O Prêmio Nobel concedido já fala por si só da imensa relevância da obtenção da paz, pois estes aspectos abordados pelo articulista, com toda certeza, foram estudados e minuciosamente analisados. Se o tratado precisa ser revisto em alguns pontos, não exime de forma alguma a luta incessante pela paz. Entre as sensatas colocações  do eminente professor Vélez, fico com as de Ingrid Bettancourt, sequestrada em 23 de fevereiro de 2002, de que temos de perseguir a paz, e não um sentido de vingança.

Claudio A. S. Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

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BOLA FORA

Todos sabemos que o Prêmio Nobel da Paz é político e sempre contempla uma causa em destaque. Mas conceder esse prêmio ao presidente da Colômbia, Juan Manoel Santos, só porque ele fez um acordo de paz com um grupo guerrilheiro, sanguinário, que já deixou um rastro de terror, ceifando mais de 200 mil vidas inocentes, em mais de 50 anos de conflito, é um acinte. Antes de mais nada, o governo colombiano reconhece que não tem forças para conter as Farc, prender seus dirigentes, e humilha toda a população colombiana, que em sua maioria disse não ao plebiscito, a se submeter a este acordo vergonhoso. A academia sueca deveria ter laureado o grupo capacetes brancos, grupo de voluntário pacifistas que em sua árdua luta tentam preservar vidas na caótica e abandonada Síria. O prêmio fortaleceria e daria visibilidade ao seu glorioso trabalho. Bola fora da academia sueca.

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luis

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NOBEL DA INSENSATEZ

A Academia de Oslo na Noruega deveria ter agraciado a Colômbia com mais um Prêmio Nobel. O da Paz, com todos os louvores, foi destinado ao atual presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que não economizou esforços para acabar com a luta contra os guerrilheiros das Farc, guerra que já dura 52 anos, teve início em 1964 e ceifou a vida de 200 mil pessoas. O outro, a ser criado, o da "Insensatez", de imediato, deveria ser entregue ao ex-presidente Álvaro Uribe, que, ao contrário de Santos, lutou ferrenhamente contra a paz, liderando o voto "sim"  pela continuidade do conflito armado. Como o Prêmio Nobel poder ser dividido, tenham certeza de que Uribe, agora com 50% de popularidade, não ficaria nem um pouco chateado em repartir a "gloria" com os 50,23% (6,5 milhões) da população que o seguiu e aprovou esta verdadeira aberração. "Cada asno con su tamänos!" Os que apoiaram o "sí" vão entender.        

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí 

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PLANOS DE SAÚDE

O custo da saúde no Brasil é um verdadeiro tormento para a família brasileira, que fica na indecisão entre pagar suas despesas básicas, como água, luz, energia e alimentação, ou custear estes malfadados planos de saúde. Se ficar, o bicho pega, se correr, o bicho come. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que deveria regular os custos e administração destes planos, é, na verdade, o braço mercantilizado destas empresas. Não é possível que essa agência reguladora, que se diz mediadora entre a população e os planos, autorize reajustes tão pornográficos e imorais, como tem feito. Uma pessoa que complete 54 anos, por exemplo, tem um reajuste absurdo de mais de 50% na sua mensalidade, sem contar os reajustes anuais de lei, que sempre ultrapassam a inflação e o reajuste dos salários dos trabalhadores e aposentados. Onde estão os órgãos de defesa do consumidor, o Ministério Público, os parlamentares e o governo, que não veem esses abusos? Será que eles não percebem que os brasileiros não estão aguentando pagar por tanta desfaçatez?

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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EM BUSCA DE JUSTIÇA

Venho, aqui, expor a minha história, que foi e é muito difícil, pois perdi tudo e recomecei do zero. Primeiro, perdi um filho de 17 anos em acidente de carro em 2008, por irresponsabilidade de um motorista bêbado, na região de Alphaville, e este processo ainda corre na Justiça. Além disso, a advogada neste caso não repassou os valores totais da ação. O réu foi condenado a 4,5 anos em regime semiaberto, depois trocado por serviços; a família fugiu para Minas Gerais (Uberlândia) e nem sei se foi cumprida a pena, pois não foi possível monitorar. Tenho, também, outro processo, civil, desde 2001. Aos fatos: adquiri um imóvel em 3/11/1988, por meio de financiamento bancário do Banco Itaú. O Banco Itaú efetivou ação de execução por inadimplência, em razão de o meu ex-marido ter perdido emprego e ter parcelas em atraso. O imóvel foi a leilão de forma irregular e arrematado à revelia em 24/7/2001. Houve ação de anulação da arrematação julgada procedente no Supremo Tribunal, mas não pode ser cumprida integralmente, vez que o imóvel já havia sido transmitido a terceiro de boa-fé, e até a presente data não recebi um centavo sequer que me é devido, amargando desde então a perda do imóvel. O processo de reparação de perdas e danos está na 3.ª Vara Civil da Comarca de Barueri e até hoje não houve decisão, cabendo, ainda, recurso do Banco Itaú. O Banco Itaú não só não devolveu os valores pagos, como ficou com todos os valores da arrematação. Vejo os grandes lucros e investimentos deste banco - em 2015 o Itaú Unibanco Holding S/A registrou lucro de R$ 23,35 bilhões em relação ao ano anterior, quando os ganhos somaram R$ 20,24 bilhões, aumento de 15,4%. Esse é o maior lucro anual da história de um banco registrado até hoje, segundo dados da Economatica. Mesmo assim, não paga e se beneficia dos recursos obtidos, inclusive dos valores recebidos pelo imóvel vendido, e dos valores pagos desde 1988. Perdi, também, a casa que morava em Alphaville, em 2001, por falta de pagamento, em razão de desemprego. Este processo está na 4.ª vara e na 1.ª vara da comarca de Barueri, ainda sem resolução. O imóvel teve reintegração de posse e eu com os meus filhos fomos postos na rua. Tive de morar de favor na casa de amigos por muito tempo, vivendo de doações. O vendedor da casa (proprietário-empresário) até hoje não pagou nada, não devolveu os valores pagos nem os bens que foram dados como pagamento, visto que vendeu todos eles, inclusive a casa que estava em processo judicial. E, mesmo com a Justiça efetuando a penhora de outros imóveis, o proprietário efetivou a venda a terceiros, agindo de má-fé e totalmente destemido da Justiça. Hoje, esse indivíduo vive com regalias, esbanjando prosperidade financeira, pois é visto dirigindo carros importados e frequentando lugares caros, fazendo de tudo para não devolver os valores pagos e as benfeitorias da casa realizadas. Resumindo: estou nesta luta desde 2001, quando me separei, moro de aluguel e com grandes dificuldades financeiras deste então. Estou em desespero, pois já são 15 anos nesses dois casos judiciais. Onde está a questão ética, moral e jurídica? Até quando não vai haver justiça? Não tenho a quem recorrer, só posso mesmo desabafar sobre a minha revolta com a Justiça.

Margareth Costa de A. Miani megalmeida@terra.com.br

São Paulo

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