Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2016 | 03h05

PEC DO TETO

Vale tudo

A Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno a PEC do Teto dos gastos públicos com votos favoráveis de 366 parlamentares e 111 contrários, porém o caminho é longo e tortuoso até que seja sacramentada definitivamente. Mais uma votação na Câmara e turno e returno no Senado. Grande vitória de Michel Temer e críticas abusivas e mentirosas da oposição. Mas para que ele tenha sucesso o Congresso terá de aprovar mais duas polêmicas reformas, que têm a obrigatoriedade de caminhar juntas, senão a luta terá sido em vão. Portanto, enfrentarão a resistência da oposição, que quer porque quer empurrar o Brasil de vez para o buraco. São imprescindíveis essas reformas, nem que para isso outros jantares, para martírio petista, sejam oferecidos. Melhor gastar uns trocos a mais agora para que num futuro não muito distante o pobre, o aposentado e o pensionista tenham o que pôr na mesa.

SÉRGIO DAFRÉ

segio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Falácia por terra

Com a reportagem do Estadão de ontem sob o título Com base mais forte que a de Lula, Temer tenta acelerar projetos é jogada por terra mais uma das falácias do lulopetismo. Refiro-me, agora, à tal coalizão, que na mente fértil de incompetentes somente é possível constituir com dinheiro. Claro que isso existe, mas a política tem mecanismos de persuasão que não se caracterizam exclusivamente pelo dinheiro. Só que os corruptos viram nela a oportunidade para encherem também as suas burras. Deu no que deu.

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

São Paulo

Base forte

Com mais base que Lula e Dilma, o presidente Michel Temer demonstrou, na vitória maiúscula, em primeiro turno, da PEC 241 na Câmara dos Deputados, que sua base de sustentação é forte o bastante para votar outros projetos importantes, como a repatriação de recursos e a reforma da Previdência, o que beneficia sobremaneira o Brasil, agora já visto de outra forma pelo capital nacional e alienígena, que se sente atraído para os investimentos. E só com eles e com o controle dos gastos públicos é que teremos a aceleração na criação de empregos.

JOSÉ C. DE CARVALHO CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

SECA NO NORDESTE

Alternativa de irrigação

O desvio do Rio São Francisco é uma obra cara e pouco eficiente. Os projetistas desse desvio ignoraram os estudos feitos pelo grande engenheiro João Batista Ricci a pedido do presidente Dutra. Os investimentos seriam de um valor tal que dificilmente o governo teria condições de assumi-lo. Consistia em regularizar toda a bacia do São Francisco e construir um canal ligando-o ao Rio Araguaia. Essa obra garantiria a vazão do São Francisco em qualquer condição climática, sem afetar o funcionamento das usinas hidrelétricas a jusante do desvio. A solução mais indicada é instalar usinas de dessalinização ao longo da costa nordeste e canalizar a água doce assim obtida para as regiões afetadas pela seca. Tal obra é muito mais barata que o desvio que estão fazendo. Israel adota esse sistema para irrigar a área desértica e hoje abastece toda a Europa com as frutas ali produzidas.

RONALD MARTINS DA CUNHA

ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

PREFEITURA PAULISTANA

A polêmica da velocidade

A CET anunciou que houve redução de mais de 50% nos acidentes fatais nas marginais e cita a redução da velocidade como principal motivo. Não acho que seja errado reduzir a velocidade, mas reduzi-la a níveis exagerados. Entendo que 70 km/h na pista expressa é até razoável, mas 50 km/h na local e em algumas avenidas é ridículo, 60 km/h seria mais razoável. Velocidade máxima é o que o nome diz, não deveria ser velocidade imposta que obriga o motorista a ficar olhando o velocímetro e os radares a todo instante. Acredito que os acidentes acontecem pela impunidade que reina no Brasil. Uma pessoa atropela outra na calçada dirigindo a 80 km/h numa rua de 40 km/h e a Justiça leva anos para condená-la, quando condena. E se condenada, a pena acaba sendo reduzida pelas regras estapafúrdias que temos. Antes do prefeito Fernando Haddad não havia, de modo tão generalizado, uma indústria de multas. Existia, como continua a existir, uma “indústria” de desrespeito às regras de trânsito, cujo descumprimento fica impune. Se a velocidade numa via é razoável, quem a ultrapassa tem de ser punido. Creio que a redução da atividade econômica causada pelo governo do PT e o medo das multas tiveram um impacto muito maior. Aumentar para 60 km/h também deixaria a hipocrisia de lado. Ande a 50 km/h na pista local e em algumas avenidas e verá que muitas pessoas o ultrapassarão e só vão reduzir a velocidade quando estiverem próximas do radar. Um argumento contra o aumento de velocidade em alguns trechos das pistas locais é que neles existem pontos de saída onde os carros têm de diminuí-la muito. Por que, então, não estipular apenas na faixa mais à direita a velocidade máxima de 50 km/h e deixar as outras com 60 km/h?

MÁRIO CORRÊA DA FONSECA FILHO

mario@mariofonseca.com.br

São Paulo

Celular e seta

A mesma veemência com que a CET afirma que a redução da velocidade máxima nas marginais diminuiu significativamente o número de acidentes fatais deveria ser aplicada em campanhas contra o uso de celular dirigindo e a não utilização da seta para conversões ou mudança de faixa. Essas duas infrações são perigosíssimas e podem matar alguém mesmo a 30 ou 40 km/h.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Zona Azul Digital

Reitero o já afirmado neste espaço: estou indignado com a notícia de que a partir de 20/11 só valerá a Zona Azul Digital, não mais funcionando o talão de papel! Não quero essa preocupação de cadastrar meu nome e usar meu cartão de crédito para estacionar na cidade. Como fica o meu direito de estacionar nos espaços de Zona Azul se eu não tiver acesso a esse serviço digital? Fico proibido de estacionar? Isso não é inconstitucional?

EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

Privatizações

Os serviços essenciais à população precisam de maior atenção dos governantes, escolas e hospitais municipais estão carentes e devem ser modernizados. Os profissionais dessas áreas reclamam melhores condições de trabalho. João Doria está no rumo certo quanto a privatizar o estádio de futebol e o autódromo.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

TRISTE, INFAME E HUMILHANTE

Parte do Brasil dominada pela estupidez não se cansa de exibir e oferecer exemplos melancólicos e estarrecedores para o mundo. Somente agora, depois de nove anos, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu punir a juíza Clarice Maria de Andrade, por manter presa por 26 dias uma adolescente de 15 anos, numa cela com 30 homens, em Abaetetuba (PA). O mais grave: a magistrada foi alertada da gravidade da situação pela polícia paraense. Mas só 20 dias depois solicitou a transferência da jovem para cadeia adequada. É patético, se não fosse triste, infame e humilhante. A diligente juíza ficará dois anos sem trabalhar, mas permanecerá recebendo salários, uma punição que se torna branda, frouxa, hilária e quase elogiosa. Na opinião de brasileiros mais radicais, a juíza merecia de fato é experimentar fazer doutorado relâmpago numa cadeia, numa cela masculina, por 26 dias.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

*

CORAGEM PARA PUNIR

 

A punição dada à juíza do Pará no caso da detenta colocada numa cela masculina denigre a categoria à que pertence. Um verdadeiro escárnio. É contra este tipo de mentalidade atrasada e corporativista, com resultados similares à natureza deste, que devemos nos insurgir quando aqueles que procedem incorretamente são acobertados ou beneficiados pelos seus. Deve haver coragem para punir quem erra. O Brasil precisa mudar para melhorar.

 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

 

*

JUÍZA AFASTADA

 

Olhando a foto da juíza Clarice Maria de Andrade,  senti um mal-estar. O crime dela ultrapassa os de Hitler e de outros seres asquerosos que povoaram e povoam o mundo. Que demônio vive na alma desta mulher? Se houvesse lei verdadeira neste país, a pena mínima para ela seria a mesma que deu para a adolescente.

 

Tereza dos Anjos fernandoeteresaversiani@gmail.com

Belo Horizonte

 

*

PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA

 

Se havia alguma dúvida quanto à constitucionalidade da recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) favorável à prisão após a condenação em segunda instância, o professor Hugo Nigro Mazzilli a dirimiu completamente em seu artigo “A presunção de inocência impede a prisão?” (“Estadão”, 12/10, A2), que considero o mais claro arrazoado que li sobre esse fundamental tema para o combate à impunidade. Acredito que muitos juristas, analistas e alguns ministros do STF têm muito a aprender com o professor Mazzilli.

 

Jorge Manuel de Oliveira jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

 

*

A VEZ DA PREVIDÊNCIA

 

A próxima aprovação no Congresso Nacional deverá ser a reforma da Previdência. Uma reforma que, diga-se de passagem, foi iniciada no governo FHC, quando os únicos afetados foram aqueles que recebiam acima de um salário mínimo. Mesmo assim, o discurso atual é de que, se não houver reforma, a Previdência vai quebrar até 2030. No entanto, Carlos Rodolfo Schneider, no “Estadão” de terça-feira (“Previdência – o direito não garantido”, página B2), coloca o dedo nos privilégios de alguns beneficiários da Previdência que passam da aposentadoria antecipada dos professores e policiais. Privilégios como pensão vitalícia às filhas de militares, aposentadoria integral aos funcionários públicos, fraudes e desvios. Mas chama a atenção, também, para a aposentadoria rural, cuja contribuição representa apenas 2% da arrecadação e paga 26% dos benefícios, ao contrário da urbana, que gerou superávit. Se não nivelarem a aposentadoria, com contribuição e benefícios equivalentes a todos os brasileiros, a Previdência quebrará mesmo, e será mais rápido do que se imagina. Não dá mais para sustentar privilegiados. Senhores congressistas, simplesmente não dá mais para fazer uma reforma “meia-boca”! Não dá.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

*

ESTE CÁLICE NÃO

 

Na falta do que oferecer de bom para os aposentados pensionistas da Previdência e no seu esforço para estancar o déficit que se atreve a desobedecer ao estancamento, o governo tomou mais uma decisão, já que escolheu o “zé povinho”, o “zé mané” para sofrer um parto a fórceps, engravidado pelo governo anterior, do PT. Vem do governo via Previdência que todo aposentado por invalidez com menos de 60 anos terá de se submeter a novos exames, estando passível de retornar ao trabalho. Fala-se de um contingente de 1,1 milhão de benefícios concedidos há mais de dois anos. Os bancos, agindo como auxiliares de verdugo, estão suspendendo empréstimos consignados a aposentados. Dizem os bancos temerem a inadimplência que viria a partir do momento em que o aposentado tivesse de voltar ao emprego e não mais descontaria as parcelas na fonte pagadora, no caso, a Previdência. Há um detalhe sutil que não foi desvelado: o aposentado por invalidez com menos de 60 anos recebe dos médicos um diagnóstico de que não é mais portador de sequelas e que está apto a retornar a sua tarefa profissional. Não é simples assim. Este e outros milhares de trabalhadores tiveram seu local de trabalho, comercial ou industrial, levado à falência, fechando suas portas, ambos provocando o desemprego de mais de 12 milhões de trabalhadores, aos quais será adicionada parte dos 1,1 milhão de aposentados que nem voltar para o antigo emprego pode. Cada reunião dos ministros no Palácio do Planalto se assemelha à reunião anual no Monte Calvo, de bruxas, duendes e todos os representantes das forças do mal, presididos por satanás. Temer, afasta de nós este cálice.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

*

SANTA IGNORÂNCIA

 

Quem é mais ignorante, eu ou os pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)? Segundo os pesquisadores do Ipea, o Sistema Único de Saúde (SUS) perderá R$ 743 bilhões com a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, a PEC do teto de gastos públicos. Sabemos que o País está quebrado e não tem dinheiro para pagar suas contas, e, se nada mudar, a situação só tende a piorar, com a quebradeira das empresas e o aumento do desemprego. Portanto, o SUS não vai perder nada, pois não tem como perder aquilo que não tem. Com a aprovação da PEC 241, o governo federal pode conquistar a confiança dos empresários e investidores e voltar a arrecadar mais, aquecendo a economia e gerando empregos. Aí, sim, com o aumento da arrecadação, o governo terá dinheiro para investir na saúde e na educação. E, se o Ipea realmente está preocupado com a saúde pública, deve torcer para que o governo federal consiga aprovar as reformas previdenciária, trabalhista e política. Aí, sim, todos os brasileiros conquistarão o direito de um futuro melhor. Vamos deixar de ser vira-latas e vamos nos transformar em pastores alemães. Chega de ignorância.

 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

*

A INCONSTITUCIONALIDADE DA PEC 241

 

Entende a Procuradoria-Geral da República (PGR) que a PEC 241, também conhecida por PEC do Teto dos Gastos Públicos, é inconstitucional, valendo a afirmação à manifestação de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, de que ninguém está acima da lei. Realmente, se os gastos públicos realizados pelos governos anteriores podem ser caracterizados como atos de improbidade, a PEC do Teto vai, exatamente, coibir o esfacelamento da coisa pública. Desde quando o congelamento de salários, impossibilidade de criação de cargos públicos e outras medidas de contenção de gastos previstas na PEC 241 constituem providências inconstitucionais? Em resumo: a PEC 241 merece ser aprovada e sancionada e que a Suprema Corte, provocada pela PGR, julgue e coloque o País onde desejarem.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

 

*

PELO MAIOR DEBATE

 

O senador Roberto Requião foi claro e objetivo em relação à PEC 241, recentemente aprovada na Câmara dos Deputados, por um jogo de pressão exercido pelo atual presidente da República. Como membro do mesmo partido do presidente, o senador diz que a PEC congela a economia. Cabe, então, a observação: o presidente vai montar o mesmo esquema de pressão quando o projeto for pautado no Senado? E por que não é promovido um amplo debate que não fique restrito a determinado setor, de modo que o assunto seja devidamente esclarecido e a  implementação seja positiva?

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

*

A CHAVE DA EFICIÊNCIA

 

Ao gritarem na Câmara contra a PEC “do Fim do Mundo”, os esquerdistas provaram que desconhecem uma das principais características da boa gestão: eficiência. Aliás, desconhecem também o que significa gestão, e por isso levaram uma surra de João Dória em São Paulo, o primeiro a se referir a tão importante e tão ausente palavra no vocabulário governamental. Esta PEC não vai reduzir os gastos. Vai torná-los mais eficientes... Fazer mais com menos é a essência da boa gestão. Isso é eficiência! Alguém acha que a administração pública no Brasil é eficiente? Quanto dos imensos impostos arrecadados do povo é jogado fora todos os dias? Obras malfeitas, funcionários preguiçosos, soluções arcaicas para novos problemas, “burrocracia”, propinas, trânsito emperrado, PACs empacados, demagogia... Com certeza, pela primeira vez neste país, a administração pública vai necessitar procurar soluções mais eficientes para não aumentar os gastos. Isso só irá beneficiar tudo e todos. Esta PEC “da Morte”, como também gritaram os infelizes ignorantes e energúmenos, é, na verdade, a chave para o futuro, é a PEC da Vida e da Virada. Parabéns ao presidente Temer, que conseguiu matar a cobra e já mostrar o pau.

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

*

O PESO DOS GASTOS

 

Os dois maiores índices de gastos do governo federal são folha de pagamento e corrupção. Enquanto já há 12 milhões de desempregados na iniciativa privada, não se vê falar em demissões de funcionários públicos inúteis e folgados. Os softwares atuais poderiam substituir centenas de milhares de funcionários públicos, com mais satisfação dos cidadãos. A Receita Federal já tem um sistema muito avançado. Basta instalar sistemas iguais em outros departamentos. Quanto à corrupção, poderia ser exterminada se outros juízes tivessem a mesma eficiência do dr. Sérgio Moro.

 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

 

*

BASE PARLAMENTAR

 

O “Estado” publicou em sua primeira página ontem (13/10) a porcentagem de deputados da base aliada que os governos Lula e Dilma tiveram e os atuais de Michel Temer. Votaram com o atual governo nos cinco primeiro meses de mandato 83% (425) dos parlamentares. Com essa margem de apoio, e agindo com coragem e demostrando ter caráter, o Planalto já obteve algumas vitórias, sendo a principal a aprovação em primeiro turno da PEC 241, que trata do teto dos gastos públicos (366 favoráveis), que, se não aprovada de imediato, não só os Estados, mas todo o Brasil, em poucos anos, entraria em regime falimentar. A chiadeira da oposição foi geral, mas, como “macaco não olha o próprio rabo”, esse desgaste todo poderia ter sido evitado. Como? Ora, se o bravateiro Lula, que assumiu o País redondinho, em vez de posar de estadista, coisa que nunca foi, e, sim, um populista irresponsável, tivesse aproveitado o apoio dos 80% de deputados em seus “dois mandatos”, embora uma “base pra lamentar” tivesse enviado ao Congresso as propostas antipopulares atualmente em pauta, hoje não estaríamos em mar revolto, e, sim, deslizando realmente em ondas calmas, não nas “marolinhas” mentirosas de outrora.

 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

*

‘NINGUÉM GANHOU’

 

Gostaria de perguntar ao jornalista sr. Luis Fernando Veríssimo (“Ninguém ganhou”, 13/10, C8) por que ele acha que equilibrar as contas do governo significa austeridade e “irresponsabilidade social”?  Se o governo não tem suas contas em ordem, como foi o caso no governo Dilma, está prejudicando a credibilidade da Nação e causando atraso na economia. Isso tem efeito direto nos programas sociais, provocando desemprego e inflação. O que não funcionou no Brasil não foi “a receita do capital financeiro”, e, sim, a grande roubalheira cometida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas estatais e nos fundos controlados pelo governo no intuito de garantir sua hegemonia no poder.  O governo Temer, felizmente, está tentando corrigir todo esse descontrole que afundou o Brasil na grande recessão em que se encontra. Isso, sim, é a verdadeira responsabilidade social, pois tem o sentido de cortar a inflação, impulsionar a economia e trazer de volta os empregos perdidos.

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

 

*

CEGUEIRA IDEOLÓGICA

 

Apesar de reconhecidamente ser um escritor talentoso, Luis Fernando Veríssimo é mais um esquerdista que não quer enxergar a realidade. Em todos os artigos que escreve, procura poupar o PT de críticas mais contundentes. No mais recente artigo, “Ninguém ganhou” (“Estadão”, 13/10, C8), novamente minimiza a avassaladora derrota do PT e, principalmente, da esquerda brasileira nas últimas eleições, destacando que não houve vencedores no pleito municipal por todo o Brasil. Só não viu quem prefere tapar o sol com peneira. Claro que houve vencedores, que são os brasileiros que se indignaram com o modo petista de governar, o modo petista de tentar destruir a democracia e se perpetuar no poder, por meio da compra de tudo e de todos, para isso pilhando as estatais e se associando a grupos de empresários que só pensam nos lucros de suas empresas. Os vencedores são os brasileiros que não suportam mais a corrupção que assola a política brasileira. E, queiram ou não os esquerdistas, hoje o PT é uma sigla indelevelmente associada à corrupção.  

 

Abel L. Martin de Oliveira abelleopoldo@bol.com.br

Sorocaba

 

*

CORRUPÇÃO NO BRASIL

 

No “Estadão” de quarta-feira, o ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), aquele que tentou melar o impeachment de Dilma Rousseff, partiu para uma generalização conveniente com a frase “nós criamos uma delinquência generalizada no País” (12/10, A8). Uma ova, pois isso é jogar todos os brasileiros na vala comum. Lembro que toda generalização é burra e impertinente, quanto mais vinda de um ministro do Supremo. Este senhor que fala pelos cotovelos precisa de mais decoro e compostura. Nota: basta de marajás no Poder Judiciário e seus privilégios indecentes!

 

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

 

*

DELINQUÊNCIA GENERALIZADA

 

Comovente a confissão do ministro Barroso, que admite a enorme culpa do Poder Judiciário no caos que o País enfrenta (12/10, A8). As mudanças que ele sugere poderiam ser precedidas pelo cumprimento das leis que existem hoje. Se as leis que hoje temos fossem plenamente utilizadas, e os processos caminhassem num ritmo civilizado, Lula, Dilma, Collor, Renan, Cunha e grande parte dos políticos do País estariam presos. As mudanças que o ministro sugere são relevantes, mas hoje não passam de medidas protelatórias para que tudo continue às mil maravilhas na “corruptocracia” brasileira.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

SUPREMO

 

Depois da derrocada do Partido dos Trabalhadores (PT), consumada na eleição de 2 de outubro, parece-me que alguns ministros do STF começaram a enxergar os problemas de forma diferente. Dias Toffoli e, agora, o ministro Luis Roberto Barroso estão mostrando conexão com os anseios da população. Portanto, senhores, mãos à obra. Vamos colocar em ordem neste país.

 

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

 

*

SINAIS DOS TEMPOS

 

Enquanto FHC se reúne com o presidente Michel Temer e discutem como melhorar o País, o ex-presidente Lula se vê às voltas com o Judiciário e com as páginas policiais; sua sucessora não é convidada nem para inauguração de cemitério...

 

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

 

*

TRÁFICO DE INFLUÊNCIA

 

O ex-presidente Lula está em apuros. Além da tramoia com seu sobrinho Taiguara Rodrigues e Marcelo Odebrecht, agora é a vez de Frei Chico, seu irmão, por receber propinas automáticas durante muito tempo, pelo tráfico de influência lulopetista. A caminho, uma possível quarta denúncia contra a “alma mais honesta deste país”.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

*

A JARARACA

 

De uns tempos para cá, a “jararaca” demonstra que está cada vez mais fragilizada e teme pela sua captura a qualquer momento. Em tempos de outrora, ela estava sempre pronta para atacar e destilar o seu veneno, mas, depois que sentiu que o juiz Sérgio Moro está no seu encalço, ficou ressabiada. Gancho nela.

 

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

 

*

CAIXA DE PANDORA

 

A Caixa Econômica Federal (CEF) ajudou a construção do Itaquerão com R$ 350 milhões. E, lógico, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) enfiou mais de R$ 1 bilhão ali. E é lógico que a Odebrecht está no meio do roubo. Então, é o País inteiro pagando para ver o time proprietário deste estádio feliz e com dinheiro de sobra para repartir com a Fifa, com a CBF e com os corintianos da TV e do rádio. É urgente que se retire o FGTS deste antro chamado CEF! É urgente uma impiedosa investigação nos malogrados “investimentos” deste banco, desde suas passadas perdas, como, por exemplo, com a quebra do Panamericano, de Eike e suas empresas, no petrolão, nos Jogos Olímpicos, etc. até as perdas atuais, para botar na cadeia os responsáveis por estes crimes de roubo ao dinheiro do brasileiro.

 

Nélio Alves Gomes raytomonelio@hotmail.com

Curitiba

 

*

SUPLICY FOI ESQUECIDO

 

O ex-senador Eduardo Suplicy (PT-SP), agora eleito vereador em Sampa, lamenta não ter recebido sequer um telefonema de Lula e de Dilma Rousseff cumprimentando-o pela sua votação recorde. Acorde, Suplicy, só agora você percebeu que sempre foi ninguém para Lula e para a cambada petista?

 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

 

*

O VEREADOR MAIS VOTADO

 

Sem dúvida alguma, Eduardo Suplicy é o Tiririca da vez.

 

Celia H. Guercio rodrigues celitar@icloud.com

Avaré

 

*

EUGÊNIO BUCCI

 

Adoro ler os artigos do “Estadão” e me dedico com mais vagar às colunas de pensamentos divergentes do meu. Ontem li a coluna do professor Eugênio Bucci (“A direita festeira e suas conspirações glamourosas”, 13/10, A2) e, francamente, me desapontei: se gasta 3/4 do seu texto para introduzir o assunto, e fazendo ressalvas, fica claro que o argumento é ruim. E, no final, a conclusão é frustrante e vazia. Ainda que discorde do termo “direita festeira”, gostaria muito de ler argumento para poder refletir. Termos como direita malvada e cuidar dos pequeninos são fracos demais para alguém que se propõe e fazer uma coluna num jornal. Isso me lembra mais um blog com patrocínio estatela.

 

Lauro Parente lauropar@me.com

São Paulo

 

*

ARTIGO FESTIVO

 

Eugênio Bucci ataca com o artigo “A direita festeira  e suas conspirações glamourosas” (13/10, A2) os que ajudaram a desalojar o projeto lulopetista do Planalto. Diz que uma “certa direita festeira” (não identificada pelo articulista) conseguiu fascinar os pobres, mas carece de humanidade, sensibilidade, solidariedade e compaixão. Quer que o “sentimento de humanidade” ilumine os insensíveis direitistas de “black tie” para que pensem um pouco mais nos “pequeninos”. Mas a quais “pequeninos” se refere o sr. Bucci? Seriam aqueles mesmos eternos  dependentes da esmola oficial chamada “bolsa família”? Ou seriam os “sem terra” ou os “sem teto”, que seguem sem terra e sem teto após 13 anos de um governo que tanto falava em “justiça social”? Ou seria o  “pequenino” grupo de empresas selecionadas e agraciadas pelo grupo de Lula com adjutórios do BNDES a juros TJLP (subsidiados)? E é aí que fica claro o imenso divisor de águas dessas duas linhas ideológicas. Uns pensam pequeno e veem o Estado sob o prisma dos “pequeninos” – a começar pelos “pequeninos” grupos empresariais que gravitaram em torno de Lula, ajudando-o em seu projeto criminoso de poder. Para a esquerda, a função do Estado resume-se em “distribuir” riquezas (aos menos favorecidos e aos nem tanto); não produzi-las (regimes socialistas não produzem riquezas – vide a derrocada brasileira e venezuelana). Já a direita repudia tudo isso. Advoga um Estado enxuto e eficiente, gerador das riquezas que alforriam efetivamente  os “pequeninos”, fazendo-os ser donos de seus próprios narizes. A direita quer a economia dinamizada e inserida nas cadeias globais de valor, amplas liberdades e livre do cipoal burocrático que nos tolhe a competitividade no mundo globalizado do século 21. A direita aplaude o mérito, a competência, a excelência e repudia a visão de que o Estado – ainda mais “este” Estado hipertrofiado que está aí – tudo pode. A direita não bota fé que com taxações absurdas, ainda mais essa sobre o pecúlio alheio (como o tal imposto sobre grandes fortunas sugerido pelo sr. Bucci) – tributação polêmica, duvidosa, controversa e que tende a afugentar investimentos – que o Brasil haverá de tirar o pé da lama em que os 13 anos de aventura lulopetista nos meteu com suas promessas de um mundo melhor. Menos palavras festivas e mais produção é do que precisamos. Zero para o articulista.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

*

CONSPIRAÇÕES ‘GLAMOUROSAS’

 

Quem ganha festeja, comemora, ri, rejubila-se, tem momentos de alegria. Quem perde recolhe-se, chora, deprime-se, tem momentos de tristeza. Há, contudo, os ressentidos, as viúvas, os órfãos. Estes se consolam falando ou escrevendo sobre “glamour”, conspirações e alardeando suas hipócritas posições populistas, do alto de suas cátedras e das colunas que lhes propiciam, ou mesmo lhes pagam, a imprensa “burguesa”.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

*

ESQUERDA E DIREITA

 

Todos têm direito a uma opinião, mas a baixa qualidade do texto e o proselitismo ideológico do articulista Eugênio Bucci no artigo “A direita festeira e suas conspirações glamourosas” deveriam envergonhar os editores do “Estadão”, jornal que muito respeito e que assinamos em nossa família há quatro ou cinco gerações. De fato, esse artigo é exemplar da forma como pensa o petista enrustido e envergonhado – que, no entanto, continua com os preconceitos e crendices de sempre de sua seita, o que, lamentavelmente, é de esperar quando se trata de professores da USP, como Bucci, verdadeiro templo que é da religião esquerdista. Para este grande mestre, são monopólio da esquerda o “humanismo” e a “sensibilidade social”, para não falar da “compaixão”. Já quem é “de direita” (ou seja, todos aqueles que não seguem a cartilha esfarrapada da esquerda) “não prima pela sensibilidade” e, portanto, “tende à irresponsabilidade política”, gente “arrogante”, “tecnocratas” odiosos. Numa palavra, para ele quem não é de esquerda e hoje luta pela prudência, pela racionalidade e pelo resgate da responsabilidade fiscal arruinada pelo criminoso petismo é nada menos do que “desumano”. Haja paciência com tanta asneira, senhores! Para ele, há que o Estado ser o tutor dos “pequeninos”. Um Estado enxuto, saudável e que fomente a criação de negócios e de empregos, e um povo sem cabresto, capaz de se autodeterminar – ou seja, uma sociedade liberal, como sempre defendeu o “Estadão” – não é algo desejável para o ilustre “professor” da USP. O simples vislumbre da responsabilidade no trato da coisa pública, para ele, é cenário de caos e horror, a ponto de bradar desesperado: “O que se espera para o futuro da nossa gente?”. E, então, relata o temor de aqui se tornar “uma imensa Miami”, com emprego e gente capaz de comprar boas camisas. Bom, pelo jeito, ele acha que bom mesmo seria transformar isto numa Venezuela, onde o grande comandante Chávez tutelava os “pequeninos”, mantendo-os eternamente na pobreza (pobres que “eles”, os esquerdistas, olham “com tanto desejo”), e hoje importa até mesmo combustível. Fora papel higiênico, comida e remédios – e ninguém lhes vende, porque são caloteiros e, com a economia arruinada pelo socialismo, não pagam. A verdade é que o petista muda de pele, mas não se iludam: continuará sempre petista, fiel à sua bíblia carcomida. O que não deveriam é fazer proselitismo de sua ruinosa e distorcida religião nas páginas do honrado periódico liberal chamado “Estadão”.

 

Gustavo Gomes gfgsgfgs@hotmail.com

São Paulo

 

*

A MEDIDA DA QUALIDADE DE VIDA

 

O que é “suficiente” para um homem ser feliz? Pode variar muito, pois a ideologia é de cada um, bastante particular. Mas quanto só que o cidadão merece receber do Estado, sustentado por ele (cidadão), não é subjetivo, mas, ao contrário, é objetivo, explicitado na própria Constituição. Rapidamente, alguns exemplos: 1) saúde, mas saúde efetiva, com recursos materiais e humanos suficientes para atender ao cidadão; 2) educação – repito, educação verdadeira –, com a qualificação dos professores, reconhecimento de sua importância por meio de melhores salários e recursos materiais, desde o uniforme, merenda, livros, equipamentos eletrônicos e o que mais for; 3) segurança pública, com o fim das “rixas” entre policiais civis e militares, que observamos em várias entidades federadas, formação bem melhor para os policiais, viaturas, armas e tantos recursos necessários; e 4) Justiça, que há bem pouco tempo tornou-se o “tema em pauta” para a população, mas uma justiça pragmática, que interprete o Direito de maneira dinâmica, como dinâmico é o objeto do Direito – a sociedade. Talvez, a partir daí, conseguiríamos vislumbrar nossas cidades oferecendo uma condição melhor de vida. Em fevereiro do ano corrente foi divulgada pesquisa realizada pela Mercer, subsidiária da Marsh & McLennan Companies, que estabelecia apenas quedas dos índices de qualidade de vida de algumas cidades brasileiras: Brasília manteve-se na 106.ª posição, Rio de Janeiro na 117.ª, São Paulo na 121.ª e Manaus na 125.ª. No ranking específico sobre segurança pessoal, dentre as 230 cidades analisadas, Luxemburgo está em primeiro lugar e Bagdá é a última colocada. No Brasil, Manaus apresenta a melhor classificação (111.º lugar), enquanto São Paulo ocupa a 192.ª posição. Tudo isso para demonstrar o quão absurda a declaração de João Doria reproduzida no artigo “A direita festeira e suas conspirações glamourosas”, de Eugênio Bucci (13/10, A2), em que se lê “algum dia, quem sabe, todos os brasileiros poderão usar polo Ralph Lauren”. E, então, Bucci considera que pode ter sido apenas “escárnio”. Para mim, a frase foi de uma frivolidade desconcertante. Abjeta.

 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

*

PREFEITURA DE SÃO PAULO

 

Da leitura das páginas do “Estadão” e do noticiário em geral depreende-se que o prefeito eleito João Dória nem assumiu e já trabalha mais que o atual ocupante da cadeira. Fernando Haddad deveria imitar o ex-presidente argentino Raul Alfonsín, que, por causa da inoperância de sua administração, renunciou cinco meses antes do fim do mandato, em julho de 1989, quando Saul Menem já estava eleito e trabalhava mais do que ele.

 

Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

 

*

TRÂNSITO E SEUS LIMITES

 

Quando votei em João Doria, votei não porque acredite nele, mas porque não acredito nos outros candidatos e acabei apostando em alguém novo que teria possibilidade de ser melhor do que quem já sei que é ruim ou péssimo. Mas a decepção já começa com as primeiras declarações. Prometer aumentar a velocidade máxima nas Marginais e voltar atrás, agora, não seria estelionato eleitoral? Não acho que seja errado reduzir a velocidade, acho errado reduzi-la a níveis exagerados. Acho que 70 km/h na via expressa até não é um problema grande, mas 50 km/h na pista local e em algumas avenidas é ridículo. Acho que 60 km/h seria mais razoável. Eu acredito que os acidentes acontecem pela impunidade que reina no Brasil. Uma pessoa atropela outra na calçada dirigindo a 80 km/h numa rua de limite de 40 km/h e a Justiça leva anos para condená-la – isso quando a condena. Se condenada, a pena acaba sendo reduzida pelas regras estapafúrdias que temos. Antes de Fernando Haddad não existia, de modo generalizado, uma indústria de multas. Existia, como continua a existir, uma indústria de desrespeito às regras de trânsito cujo descumprimento fica impune. Se a velocidade numa via é razoável, quem a ultrapassa tem de ser punido.  Algumas pessoas alegam que a redução de mortes no trânsito na cidade foi provocada pela redução de velocidade. Eu acredito que a redução da atividade econômica causada pelo governo do PT e o medo das multas tiveram impacto muito maior. Aumentar para 60 km/h também deixaria a hipocrisia de lado. Ande a 50 km/h na pista local e em algumas avenidas e verá que muitas pessoas o ultrapassarão e irão reduzir a velocidade quando estiverem próximas do radar, apenas. Um argumento contra o aumento de velocidade em alguns trechos das pistas locais é que neles existem pontos de saída em que os carros têm de diminuir muito a velocidade. Por que, então, não colocar apenas na faixa mais à esquerda a velocidade máxima de 50 km/h e deixar as outras com 60 km/h?

 

Mário Corrêa da F. Filho mario@mariofonseca.com.br

São Paulo

 

*

JOÃO DORIA E A VELOCIDADE MÁXIMA

 

Atenção, senhores leitores de manchetes! João Doria não “voltou atrás” em nada. Apenas manterá o limite de 50 km/h nos trechos das Marginais em que o número de acidentes é elevado ou há travessia de pedestres. Convenhamos, isso é apenas bom senso. Muitas vezes, é necessário ler o corpo das reportagens para ter a informação real, pois as manchetes, quase sempre, contam meias verdades e apelam para o sensacionalismo. 

 

Maria C. Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

*

RIGOR NECESSÁRIO

 

A redução de velocidade nas Marginais Tietê e Pinheiros reduziu em 52% o número de acidentes com mortes. Não acontecem mais os atropelamentos fatais. Não faz o menor sentido a promessa de campanha de João Doria, que pretende aumentar a velocidade nessas vias. Fernando Haddad acertou em cheio quando adotou essa medida de diminuição de velocidade. A violência no trânsito precisa ser combatida com rigor.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

*

PESADELO ABORTADO

 

A mim causa pena, comoção e irrestrita solidariedade a situação dos venezuelanos cujos relatos foram demonstrados na edição de 12/10 do “Estadão”. Trazem uma necessária reflexão de como foi providencial o rabo que dona Dilma deixou para ser sacada fora da Presidência por causa daquelas famosas “pedaladas”. Todas as setas indicam que este era o “oásis” que o lulopetismo havia imaginado para o Brasil, a partir da gênese deste processo de dominação do Estado urdida dentro do malfadado Foro de São Paulo. O plano consistia em solapar a democracia representativa a partir de seus pilares mais essenciais; primeiro, chegando ao poder; depois, tornando subserviente o Poder Legislativo (aqui, no Brasil, carreando recursos insofismáveis roubados da máquina pública para aliciar e comprar parlamentares, como ficou demonstrado primeiro com o “mensalão” e depois com o “petrolão”); o aparelhamento do Poder Judiciário, a adoção de políticas populistas  para gerar a imagem de “pai e mãe” dos pobres construída por um aparato nunca antes visto de um poderoso marketing oficial e mentiroso, e o amordaçamento da imprensa independente. Felizmente, nestas paragens, como um dia teria filosofado o genial Mané Garrincha, “faltou combinar com os russos”. Uma atenta, sóbria e determinada confraria de brasileiro, deu início ao movimento de resistência para deter a pajelança intervencionista em curso, a qual, inclusive,  causou encantamento em expressiva parcela da sociedade brasileira (incluindo aí  pessoas de boa formação intelectual) levando a um estado catártico, talvez comparável aquele que Adolf Hitler produziu na Alemanha a partir de 1933. Só isso justifica o bordão “é golpe” propagado até hoje por estas pessoas, que se mostram indiferentes diante da destruição da economia do País que 13 anos de governo petistas deixaram como principal herança. A Venezuela de hoje seria o Brasil de amanhã, e não é demais lembrar que em setembro de 2005 o grande líder de pés de barro proferiu em alto e bom som,  quando surgiam os primeiros sinais de que algo de muito sinistro aguardava ao povo do vizinho país, que a Venezuela tinha “democracia em excesso”. Tomara estar enganado, mas tudo leva a o desfecho  desta situação lastimável dos irmãos venezuelanos pode ser uma guerra civil, cada vez mais iminente. Preparemos nossas fronteiras.

 

Fernando Cesar Gasparini phernando.g@bol.com.br

Mogi Mirim

 

*

LIÇÃO DE MORAL

 

Barack Obama, com o crédito político que tem, como o presidente dos EUA que recuperou a economia e milhões de empregos de americanos que sucumbiram na crise de 2008, faz uma dura crítica ao caricato candidato republicano, Donald Trump. Diz Barack Obama que Trump não tem qualificação para nenhum emprego, nem mesmo para trabalhar numa loja de conveniência. Cá entre nós, dentro da nossa classe política também o que não falta é gente inútil tal qual Donald Trump...

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

*

DE VOLTA AO PASSADO

 

Nós já tivemos o nosso Trump e a nossa “Trumpa”, mas não nos demos conta.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

*

O QUE HOLLYWOOD NÃO SABIA...

 

Donald Trump é um grande ator.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

*

PRÊMIO NOBEL DE LITERATURA 2016

 

Parece piada que Bob Dylan tenha ganhado o Nobel de Literatura de 2016. Dylan pode ser um ótimo compositor, músico, letrista e artista, mas não é um escritor de verdade. Pelo menos não tem uma obra literária de peso. O Nobel se desmoraliza a cada ano que passa. Começa a ser um grande negócio para o Brasil ainda não ter sido laureado... Sorte nossa. Sugiro Donald Trump para o Nobel da Paz e Paulo Coelho (olha o Brasil aí!) para o de Literatura de 2017.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

*

DESESTÍMULO LITERÁRIO

 

O que é isso? Bob Dylan, cantor e compositor, foi o escolhido pela nobre academia sueca como ganhador do Nobel de Literatura deste ano? É alguma piada de mau gosto? Ou desprezo absoluto pelos escritores ditos “literários”, poetas e ficcionistas, dos quais há, em escala mundial, muitos e merecedores candidatos? Assistiremos indiferentes a mais um “golpe” ideológico, à contaminação do literário e artístico pelo ideológico em nome do “social”, da “voz dos oprimidos”, etc.? Já estamos cheios destes chavões, dessas manobras, do aviltamento da literatura, da palavra escrita, do contínuo arrocho do pensamento livre pela dita “intelligentsia”. No ano passado foi a mesma coisa, a ganhadora foi Svetlana Aleksiévitch, sem dúvida autora de extraordinários livros, mas de jornalismo. Nossas academias de letras, nossa UBE e instituições similares permanecerão no seu marasmo, indiferentes a este massacre, a este desestímulo constante e criminoso à expressão literária?

 

Cecília Prada  amaralprada@uol.com.br

Campinas

 

*

PRÊMIO MERECIDO

 

Bob Dylan faz parte daquela turma que não é deste mundo: Pelé, Martin Luther King, Muhammad Ali, Einstein, J.S. Bach, Michelangelo e alguns poucos outros. Prêmio merecidíssimo e corajoso.

 

Luiz G. Tressoldi Saraiva lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

 

*

SOPRANDO NO VENTO

 

Quantas estradas um homem deve percorrer

até que seja chamado de homem?

Quantos mares uma pomba branca deve navegar

Antes de dormir na areia?

Sim, e quantas vezes as balas de canhão devem voar

até serem banidas para sempre?

A resposta, meu amigo, está soprando no vento

A resposta está soprando no vento. (...) (Bob Dylan).

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

*

‘BLOWIN IN THE WIND’

 

Será que Eduardo Suplicy vai pensar ser um dos responsáveis pelo Prêmio Nobel a Bob Dylan? Tudo é possível...

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.