Fórum dos Leitores

DESEMPREGO

O Estado de S.Paulo

15 Outubro 2016 | 03h01

Pnad Contínua

Em razão da grave recessão econômica que atravessamos, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua, do IBGE, aponta, no segundo semestre deste ano, 22,7 milhões de brasileiros desempregados, subocupados ou, ainda, inativos que, por falta de oportunidades, estão fora do mercado. Esse contingente representa 13,6% dos 166,3 milhões de brasileiros com idade de 14 anos ou mais que poderiam estar em atividade produtiva. Entre jovens de 14 a 17 anos o quadro é bem pior: em 2012, nessa faixa de idade, eram 22,9% os desocupados, agora são 38%. Outro dado relevante: apenas 52,5% dos trabalhadores com carteira assinada estão cumprindo de 40 a 44 horas de trabalho semanal, indicando que a ociosidade nas empresas é muito elevada. Algo precisa ser feito diante desse cenário, além das medidas econômicas em vigor que visam à recuperação da nossa economia. Urge a aprovação da reforma trabalhista no Congresso Nacional, na qual se empenha o governo Temer, para incentivar os empresários a contratar mais.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

A situação do trabalho no Brasil está simplesmente caótica, calamitosa. Além de termos 12 milhões oficialmente desempregados, a falta de trabalho atinge, na realidade, 22,7 milhões de brasileiros – 4,8 milhões trabalham, mas menos horas de que realmente gostariam, outros 6,2 milhões gostariam de trabalhar, mas não podem assumir uma vaga por inúmeros motivos, ou nem procuram mais por estarem desestimulados, terem esgotado todas as possibilidades e até por não terem mais dinheiro para se locomover.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

PREVIDÊNCIA

Reformar de verdade

Como leigo e (mal) aposentado, faço alguns comentários sobre o que tenho lido a respeito da tão necessária reforma da Previdência. 1) Se a idade mínima subir a 65 anos, como fica o mercado de trabalho? Será que as empresas manterão as pessoas empregadas (e pagando a Previdência) até os 65 anos? Se não, como elas se sustentarão? Se sim, como abrir vagas no mercado de trabalho para os jovens que nele precisam ingressar? 2) Tudo indica haver imensos buracos, cavados por pagamentos criminosos a beneficiários irregulares e por privilégios inaceitáveis a certas castas de “pessoas especiais”. Esses buracos precisam ser tapados, por mais que esperneiem os que deles hoje se aproveitam. 3) Não existe “a” Previdência, mas várias previdências – dos trabalhadores da iniciativa privada, dos funcionários públicos, dos políticos, dos trabalhadores rurais, dos militares – e cada uma tem de ser autossustentável. Não é razoável esperar que a iniciativa privada arque com a conta maior e os outros, com os maiores benefícios. Uma reforma que ambicione chegar às raízes do problema não se pode limitar a análises superficiais. Mais uma vez contamos com a imprensa para aprofundar o debate, informar a sociedade e pressionar os políticos a tomarem as medidas necessárias.

CÉSAR GARCIA

cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

Diferenças a considerar

A reforma do chamado sistema previdenciário não será simples. Mas algumas premissas devem ser observadas, sob pena de se cometer injustiça. O funcionário de empresa privada sempre recolheu e recolhe sua contribuição mensal até um determinado teto. Nada recolhe sobre o que o excede. O funcionário público recolhe 11% e mais 2% (saúde) sobre o total de seus vencimentos ou proventos. Com um abatimento sobre pequena parcela quando atinge 65 anos. Sem nenhum teto. O que faz sua contribuição mensal para o sistema ser mais onerosa que a do setor privado. E os militares têm um sistema próprio também mais oneroso que o do setor privado. Essas diferenças têm de ser observadas na reforma, para que não se cometa injustiça incluindo todas num sistema único. Mesmo porque, em face das diferenças entre o que se contribuiu na ativa e o que se recebe na aposentadoria, nenhum dos sistemas constitui privilégio, como erradamente muitos pensam.

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

Novo imposto?

Que me desculpem os que pensam diferente, mas acho que essa reforma, tão enfatizada como essencial para a volta do crescimento econômico – não entendo como isso é possível –, na verdade, é mais uma solução incompetente dos governos, que buscam atacar o efeito, e não a causa, ou esconder o motivo real da situação de falência da Previdência. Como será possível garantir mercado de trabalho para indivíduos com mais de 60 anos ou até 70 anos? Sabemos que em mais de 90% desses casos eles são substituídos por força de trabalho jovem, o que, na minha opinião, é correto. Fica claro que essa reforma visa a reduzir ao máximo o pagamento de aposentadorias e, com isso, transformar a contribuição previdenciária em mais um imposto disfarçado. Por que não apenas introduzir uma administração competente e honesta, aplicando os recursos recolhidos de forma competente e destiná-los exclusivamente aos fins a que se destinam? Existem várias previdências privadas de empresas sérias que são muito bem administradas e garantem aos seus aposentados segurança e conforto.

MARCO AURÉLIO REHDER

marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo

Matemática atuarial

Muito se tem falado em reforma da Previdência, até mesmo em gatilho... Mas previdência é um sistema de seguro e o único critério técnico que interessa nunca é citado, menos ainda considerado. Falo de matemática. Mais especificamente, matemática atuarial. Será que as “excelências” que palpitam sobre o assunto sabem o que é isso? Não interessa com que idade o trabalhador se vai aposentar. Temos de saber somente quanto foi poupado (retirado do seu salário e da contribuição do empregador durante o tempo de trabalho) e qual a sua expectativa de vida no momento em que se aposenta. Assim determinamos o valor mensal da sua aposentadoria. É só isso. É matemática.

LUIZ ANGELO PINTO

luiz.angelo.pinto@terra.com.br

São Paulo

EDUCAÇÃO

Novo currículo

Proposta de alteração da Base Nacional Comum Curricular (BNCC): retirar o Português – todo brasileiro já nasce falando a língua da mãe; retirar a Matemática – todo celular já vem com calculadora; retirar o Inglês – idioma estrangeiro que promove o imperialismo americano, só a zelite neoliberal viaja pro estrangeiro. Assinado: Comissão “Ocupa e Resiste”.

VAGNER RICCIARDI

vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

“Infelizmente, com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) atual, o único ‘direito adquirido’ pelo trabalhador é o desemprego”

MARCOS CATAP / SÃO PAULO, SOBRE A NECESSIDADE DA REFORMA TRABALHISTA E O MEDO DAS EMPRESAS DE CONTRATAR 

marcoscatap@uol.com.br

“Pelo andar da carruagem, acho que só resta ao ‘cara’ fazer delação premiada”

JOAQUIM QUINTINO FILHO / PIRASSUNUNGA, SOBRE LULA TER-SE TORNADO RÉU NA JUSTIÇA

FEDERAL PELA TERCEIRA VEZ

jqf@terra.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O INSTITUTO LULA E A RECEITA FEDERAL

Mais uma da "alma mais honesta", o ex-presidente Lula. Após a terceira denúncia do Ministério Público Federal e já a caminho da quarta, por tráfico de influência que beneficiou seu irmão, Frei Chico, agora é a vez de a Receita Federal suspender a isenção fiscal do Instituto Lula de 2011. A conclusão é simplesmente: "desvio de finalidade" e que "o instituto está longe de se dedicar à defesa de direitos sociais, é mero escritório de administração de interesses particulares e financeiros do ex-presidente". Mesmo afirmando que prestaria todos os esclarecimentos exigidos pela Receita, "Lulla" quedou-se dizendo que "não sabia de nada"...

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A RECEITA FAZENDO SEU PAPEL

Tal como Al Capone, que infringiu várias leis (Lei Seca, exploração do jogo, agiotagem, prostituição) e se manteve à margem da lei graças a subornos da polícia e da magistratura americana, mas só foi condenado e preso por sonegação fiscal, parece que finalmente a casa de Lula começa a cair. Pegaram a família Lula da Silva, seu sobrinho e sua "lavanderia" - denominada Instituto Lula -, que acaba de perder a imunidade fiscal. De onde virá o dinheiro para pagar as multas e impostos sonegados é que eu gostaria de saber. Não deve ser de contas que serão regularizadas dentro do programa de regularização fiscal assinado, vejam só, por ninguém menos que dona Dilma - o "poste" de Lula.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo 

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DE$VIO$

Diante da cada vez mais evidente constatação do desvio de astronômicos recursos das estatais pela quadrilha petista sob a liderança do poderoso chefete, causa espécie ler que o Instituto Lula foi criado como uma entidade sem fins lucrativos, isenta de impostos. Que seja condenado e multado, se não for possível fechá-lo de vez. Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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A PRESIDÊNCIA DO PT

Quem assumirá a presidência do Partido dos Trabalhadores (PT)? Trata-se de um partido que fez história e que, até o começo deste ano, era, sem sombra de dúvida, o mais poderoso do Brasil. Algumas lições de um século e quatro anos atrás podem ser úteis para a militância. O Titanic era o maior navio de passageiros a vapor já construído. Ocorre que, quando o capitão verificou a área danificada, seis compartimentos estavam cheios de água do mar. Se fossem quatro, a realidade seria outra. Depois de atingido pelo iceberg, o Titanic conseguiu manter-se à tona por duas horas e quarenta minutos. Nestes 160 minutos, ocorreram atos de covardia e de bravura extraordinários. Os processos de salvamento falharam para a maioria dos passageiros. Mas não para os passageiros da primeira classe. No final, sobraram muitos lugares não ocupados nos barcos salva-vidas. Voltando a situação do PT: a liderança conhece perfeitamente o tamanho do rombo e já começou sua contagem regressiva: 160, 159, 158... 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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LULA E A JUSTIÇA

Lula virou réu pela terceira vez, em processo ligado à Operação Lava Jato. Lula é acusado de corrupção passiva e de tráfico de influência em favor da empreiteira Odebrecht, tendo praticado esse delito 44 vezes. Trata-se de crimes envolvendo a liberação de dinheiro do BNDES para financiar obras da construtora em Angola. Em setembro de 2016, Lula virou réu pelos crimes de corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro, por ter recebido dinheiro da construtora OAS. Em julho de 2016 Lula virou réu respondendo a processo por obstrução da Justiça. Em janeiro de 2016 Lula teve o despudor de se definir como a alma mais honesta do País. O pior de tudo é que o Brasil teve esse enganador como chefe de Estado e de governo da República durante oito anos.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

São Paulo

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BNDES SOB NOVA DIREÇÃO

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que desde maio, após o Ministério Público Federal ter denunciado o ex-presidente Lula e o empresário Marcelo Odebrecht por crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e tráfico de influência, suspendeu os desembolsos de recursos para operações de exportação de serviços de engenharia prestados por empresas investigadas na Operação Lava Jato em nove países: Angola, Cuba, Venezuela, Moçambique, Argentina, Guatemala, Honduras, República Dominicana e Gana. A decisão de suspender os contratos foi tomada de forma preventiva e, após análises mais minuciosas, os contratos poderão seguir em frente ou serem cancelados. Isso explica por que Venezuela e Cuba boicotaram o discurso do presidente brasileiro Michel Temer na Assembleia Geral da ONU em setembro. Mas, para o nosso país, essa notícia é maravilhosa, pois agora sabemos que não estamos mais financiando a permanência de ditadores nesses países e que não estamos mais desperdiçando recursos públicos para sustentar corruptos. Essa é uma vitória conquistada pelos movimentos de rua (Vem prá Rua, MBL, Revoltados Online e outros) e pelo povo brasileiro que atendeu ao chamado e foi para a rua. Aí está a prova de que povo unido jamais será vencido.

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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'LAWFARE'

Cristiano Zanin, um dos inúmeros advogados do ex-presidente Lula, vendo que a justiça cada vez mais vai arrochando seu ilustre cliente, afirmou que a lei está sendo usada com fins políticos ou como uma "arma de guerra" contra um inimigo, o que é conhecido nos meios jurídicos como "lawfare". Cristo morreu crucificado, apesar de ser inocente. Lula, que já se comparou a Jesus Cristo e não é tão inocente quanto se proclama, para o bem do Brasil, tem de ser execrado da política. Cadeia foi feita para os desonestos, e os advogados têm o direito do esperneio.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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PELA TERCEIRA VEZ

Lula é denunciado pela terceira vez na Operação Lava Jato junto com Marcelo Odebrecht. Lula já não tem mais escapatória perante as leis vigentes neste país e continua à solta, viajando pelo Brasil afora dizendo corriqueiras besteiras com seu habitual ar arrogante. Por mais que vociferem seus pedantes advogados, Lula é réu e da prisão não escapará, assim como sua esposa e o resto corrupto da família. Aliás, já passou da hora de Lula ser preso e responder por todos os crimes pelos quais é acusado no âmbito da Operação Lava Jato.

Boris Becker borisbecker54@outlook.com

São Paulo

 

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DENÚNCIAS

Quantos processos Lula ainda precisará receber para ser preso e cumprir, finalmente, a pena por que os brasileiros de bem e com um pouco de cultura esperamos?

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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QUALIDADE

No pequeno, mas famoso, romance de Manuel Antonio de Almeida "Memórias de um Sargento de Milícias", o autor, ao descrever o vilão da história, tem uma frase lapidar: o cara era tão ruim, mas tão ruim que o único jeito de descrevê-lo foi "se alguma qualidade tinha, era de não enganar pela cara".  Coincidência! Todos nós conhecemos um indivíduo assim atualmente, né? Ele mesmo: Lula.

 

Ronaldo Gabeira Ferreira rgabeira@terra.com.br

Rio de Janeiro

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COMBATE À CORRUPÇÃO

As investigações promovidas por organismos públicos, entre os quais a Polícia Federal, têm muita repercussão. Esta é, por sinal, a forma de mostrar tanto a prática da corrupção de membros da classe política como de grupos de servidores públicos e de alguns integrantes da classe empresarial. Apenas uma questão merece ser citada, ou seja, que se tomem os devidos cuidados para que os acontecimentos não sejam interpretados como uma forma de impedir determinadas candidaturas às eleições de 2018. E que sejam mencionados os acusados de todas as tendências políticas e com o mesmo espaço nos meios de comunicação.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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DELINQUÊNCIA GENERALIZADA

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso nos informou, em entrevista ao "Estadão", que, "além de criarmos uma delinquência generalizada no País, o STF leva quase dois anos para receber uma denúncia, que, pelo excesso de burocracia, torna o sistema ruim". Ora, então façam justiça enviando Lula "et caterva" para serem julgados pelo juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato. Tão simples que nos intriga não terem pensado nessa solução antes...

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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ROUBALHEIRA BRASIL

Disse o ministro Barroso que "a delinquência é generalizada". A solução também, sr. ministro.  Geral, simples e prevista em lei: cadeia para todos estes vagabundos!

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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VENEZUELANOS NO BRASIL

"Para fugir de crise, venezuelanos vivem na rua em Roraima" ("Estadão", 10/10, A8). Já tivemos nossa longa diáspora interna com o abandono dos nordestinos de suas terras partindo para outras regiões do País em razão da seca e de suas consequências. A chegada de imigrantes europeus também atendeu às necessidades de mão de obra da época e, ao mesmo tempo, desafogou a penúria em que viviam em seus países. Hoje, assistimos na América a haitianos e venezuelanos procurando alternativas melhores que as encontradas em seus países, assim como sírios fugindo da guerra e africanos tentando buscar um mundo melhor na Europa. Essa movimentação numerosa impacta quem sai de sua terra e quem os recebe. Neste processo, fica a impressão de que organismos instituídos pelos países para auxílio na resolução de crises, como a ONU e a OEA, assumem um papel secundário, senão omisso. Com sua inércia, alongam o processo de estabilização social, causando tensões raciais, políticas e econômicas adicionais. Criar muros, cercas ou barreiras para impedir a movimentação de pessoas não é solução para esta situação.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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O PEDIDO DO ARCEBISPO

O arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno de Assis, pediu "que o novo governo consiga pensar nos mais pobres e que não sejam eles a pagar a conta". Que bom que Sua Eminência Reverendíssima esteja preocupado com isso agora, porque durante os governos anteriores, quando a Economia se destroçava graças a um populismo irresponsável e criminoso, em nenhum momento ouviu-se este então necessário alerta. Talvez ele precise ser avisado de que o ajuste fiscal que está sendo levado a termo pelo governo Temer tem, isto sim, como um dos objetivos a salvação dos mais desamparados, a única chance daqueles que mais precisam de quem os proteja do flagelo da inflação e do desemprego resultantes de uma economia deixada em frangalhos pelo governo Dilma. Prudente, isso sim, seria que a Igreja Católica se preocupasse mais com valores da alma, que têm que ver com a ética e a hombridade, além do amor ao próximo, e menos com questões ideológicas de sua preferência. 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

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PEDIDO

Gostei muito da manifestação do cardeal arcebispo de Aparecida pedindo ao presidente Temer que protegesse mais os pobres. Não me lembro, em especial no passado recente, de o cardeal ter feito tal tipo de pedido, nem mesmo quando uma então candidata à Presidência da República apareceu por lá numa missa e, como cristã nova, persignou-se com a mão esquerda. Reze bastante por todos nós, brasileiros, cardeal!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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PRESIDÊNCIA

Não importa quem esteja hoje no Palácio da Alvorada, o que precisávamos era tirar o também corrupto partido do poder, de acordo com a lei, para que o Brasil estancasse uma crise corrupto-política. Agora o Poder Judiciário está tentando complicar ainda mais a vida dos brasileiros! Saímos de uma crise política e embarcamos numa jurídica com seus "data vênia" defendendo interesses corporativos e o povo sofrendo. O Brasil é mais forte.

Fábio Caio de Castro Missiroli fabiomissiroli@yahoo.com.au

Ilhabela

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A REVERÊNCIA DE BUCCI

Há muito acompanho os bons artigos do jornalista e professor Eugênio Bucci, publicados no "Estadão". Mas no período que antecedeu e no pós-impeachment de Dilma Rousseff, o referido articulista teve dificuldade de explicar se aprovou ou reprovou este evento que antecipou o fim do mandato da petista. Ou seja, posso estar enganado, mas Bucci está em cima do muro... Neste último texto seu publicado no "Estadão", com o título "A direita festeira e suas conspirações glamourosas" (13/10, A2), indica um constrangimento para assumir sua simpatia pela esquerda ou pelo PT, já que escreve: "Não nos ocupemos, enfim, dos que supõem possível ser de esquerda sem observar uma ética humanista. Tratemos, antes, da conspiração espetaculosa dos outros, os que celebram sem descanso a queda - tardia - da presidente Dilma Rousseff, e a celebram com insensibilidade, irresponsabilidade e arrogância". Ora, caro Bucci, se se refere aos hoje governistas de estarem celebrando até com arrogância, etc., é um ledo engano, já que o estrago da recessão econômica com 12 milhões de desempregados, herança maldita petista, está exigindo do comando do Planalto 24 horas por dia para encontrar um caminho para reparar o desastre econômico. Agora, quem realmente está celebrando o impeachment da Dilma é o povo brasileiro, e com muita razão. Ou o jornalista acha que a sociedade brasileira é insensível, irresponsável e arrogante e que deveria silenciosamente ainda reverenciar esta perversa era petista?

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O VALOR HUMANO

 

Eugênio Bucci é sempre muito lúcido em seus artigos. Esta lucidez aparece mais uma vez em seu artigo "A direita festeira e suas conspirações glamourosas". Realmente, se a direita quer resgatar seu espaço no cenário político, certamente terá de incorporar mais humanidades em suas ações políticas, sem proselitismo, é claro.

Marcos Kostiw marcos.kostiw@terra.com.br

São Paulo

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'NINGUÉM GANHOU'

Luis Fernando Veríssimo, de quem sou ardoroso admirador e leitor, comete injustiça própria de petistas afirmando em sua crônica "Ninguém ganhou" (13/10, C8) que ganharam força os evangélicos e os bolsonaros. É uma alucinação clínica dos órfãos de Dilma Rousseff, como disse Eugênio Bucci, em seu artigo de quinta-feira.

 

Newton Zadra zadra@ocirculo.org.br

São Paulo

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A CONTA DOS PECADOS

Admiro os Veríssimo. O pai, excelente romancista e cronista, de quem li quase tudo o que escreveu. O filho, seu lídimo sucessor, que aprecio pela escrita inteligente pontilhada por fino humor irônico, entretanto, me surpreendeu pela análise que fez do pleito passado. Parafraseando um ex-ministro da Justiça, que fazemos questão de esquecer, afirmou: "Ninguém ganhou" a eleição. Juízo, aliás, inaceitável, para não dizer tendencioso, de quem se espera pelo menos lucidez. Sem qualquer partidarismo, mesmo porque desonestos pontificam tanto na situação como na oposição - aliados ontem e adversários hoje - o que houve foi a justa repulsa à sórdida política brasileira que, candidamente, chama de "desencanto geral". Os "ninguém" - votos nulos e brancos - certamente foram também dos que, desiludidos, reprovaram a corrupção institucionalizada no País pelo lulopetismo e seus aliados, que, ainda com candidez, para explicar a derrota nas urnas, justifica "o PT pagou pelos seus pecados e perdeu a força em todo o País" - e que pecados...

Arnaldo Amado Ferreira Filho amado1030@gmail.com

São Paulo

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A JUÍZA AFASTADA

Causa perplexidade a pena de "disponibilidade" por dois anos, com remuneração proporcional, aplicada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) à juíza que deixou uma menina de 15 anos presa numa cela lotada de homens, onde foi torturada e estuprada, no interior do Pará, em 2007. O caso é gravíssimo. Uma sanção dessas mais parece um prêmio, de dois anos de "férias" remuneradas, para, depois, retomar o cargo como se nada tivesse acontecido. Mostra a urgência da reforma da Lei Orgânica da Magistratura e como o corporativismo permanece presente no Judiciário. Num Estado Democrático de Direito, não se admite que juízes sejam tratados com privilégios e benesses, como se fossem uma verdadeira casta. A lei deve ser igual para todos, que devem responder por seus atos.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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DESCASO

Políticos que traem uma nação surrupiando a sofrida e onerosa tributação de milhões de contribuintes; e magistrados que, sob o manto de seu elevadíssimo cargo, se põem ao descaso, à omissão e a outros crimes não são criminosos comuns. São mais do que criminosos, são traidores lesa pátria do Estado Democrático de Direito. Portando, para estas duas classes (castas) de criminosos, por certo a pena deveria ser o dobro das impostas aos criminosos comuns. Mas não...

Edenilson Meira merojudas@hotmail.com

Guareí

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JUSTIÇA?

Quando será que vai acabar o corporativismo no Judiciário e juízes responsáveis por malfeitos serão afastados, mas continuando a receber seus salários integralmente? Isso, para mim, é recompensa.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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FINALMENTE

Parece-nos que Justiça brasileira acordou, criou coragem e começou a tomar as decisões finais nos processos que apuram desvios de bilhões de dólares dos cofres públicos e que estão engavetados há mais de 11 anos. Por prescrição, a 6.ª Vara Federal Criminal acaba de encerrar o caso bilionário dos bancos Marka-FonteCindam, de Salvatore Cacciola, que deu um prejuízo de mais de US$ 1,5 bilhão. Agora é só desengavetar o processo dos bancos Oportunity e Icatu, de Daniel Dantas, que junto com Naji Nahas causaram um prejuízo de mais de US$ 2 bilhões no mercado financeiro. Agora é não deixar prescreverem os demais processos bilionários que ainda se encontram engavetados, principalmente os abertos contra as empresas OSX e OGX, do empresário Eike Batista. Queremos é o dinheiro de volta, isso sim.

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

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PRESCRIÇÃO

A prescrição do processo envolvendo a fraude bilionária dos bancos Marka e FonteCintam, após oito anos de manobras protelatórias dos advogados de defesa, é uma eloquente prova do acerto de seis valorosos juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) ao aprovar a prisão já em caso de condenação em segunda instância. No caso em questão, somente o senhor Salvatore Cacciola foi punido e isso ainda por descuido seu. Todos os demais se safaram airosamente.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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VIOLÊNCIA NO RIO

Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, que deixou o cargo esta semana, deve entrar para a história por ter resolvido o problema do tráfico de drogas nas favelas cariocas instalando Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e ao cercar as nove das dez saídas do Complexo do Alemão naquela operação cinematográfica espalhada pelo mundo. Coisas de gênio.

Arthur de Lucca arthurcaiolucca@gmail.com

Goiânia

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RIO DE JANEIRO, DE NOVO...

Como cantava Juca Chaves: "Cai o teto do quiosque e a moral de quem não tem..." E os outros quiosques? Com a palavra, a concessionária Orla Rio e a fiscalização da Prefeitura (será que ainda existe?).

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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HORÁRIO DE VERÃO

Nunca haverá consenso sobre o horário de verão nos Estados das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Os matutinos são preponderantemente contra a mudança, pois acordam cedo para começar a estudar e a trabalhar no escuro e há falta de segurança no País. Os vespertinos são claramente a favor da adoção da medida para aproveitar o final da tarde, com mais lazer e tempo livre ao sol. Os notívagos tendem a ser mais indiferentes, pois o importante é aproveitar a noite, e não o dia. Apesar da diferença de opiniões, a lei é cumprida por todos.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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DESCONTOS

Se o governo fosse sério, lá em fevereiro, encerrado o balanço da economia gerada pelo horário de verão, a população passaria a receber descontos gradativos na conta de luz, no mínimo, até dezembro. 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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TENTANDO ENTENDER

O Supremo Tribunal Federal (STF) baniu as vaquejadas, fonte de renda e diversão de muitos, sob a razão de que inflige sofrimento aos animais. Já o boxe e o UFC, que podem levar humanos à morte, aí pode!

Paulo Roberto Santos policarpo681@yahoo.com.br

Salvador

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DIA DO PROFESSOR

A toda a nação brasileira: certa vez, conversei com uma professora e ela me disse que os japoneses cultuam seus professores. Ao que parece, por lá, aos professores são reservadas certas regalias que não são reservadas aos outros "pobres mortais", e me citou o fato de que os assentos mais próximos e ao lado do imperador, nas solenidades e ocasiões em que ele esteja presente, são reservados aos professores. Então, pensando nisso, resolvi escrever este manifesto pela valorização da classe de todos nós, docentes brasileiros. Ser professor é, ao meu modo de ver, muito mais do que estar professor, é realmente um sacerdócio, um dever, um encargo antes de tudo. E, antes de prosseguir, faço aqui uma Reverência (com R maiúsculo de propósito) à minha primeira professora, lá do grupo que se chama dona Arnalda Mello da Silva, pois, ao me ensinar a decifrar o código da escrita, mudou para sempre a minha vida. Ah, ela me ensinou também a tabuada do 1, do 2 e do 3, que nunca mais esqueci. À sra. Arnalda, meus eternos agradecimentos, pois sem a sra. em minha vida tudo certamente teria sido muito mais difícil. Obrigado, obrigado e obrigado mesmo! Sem palavras para agradecê-la! Pois bem, vamos, então, ao que penso sobre a valorização de nossa classe. Em primeiro lugar, sei que neste momento é impossível melhorar o salário dos professores, por uma simples questão econômico-financeira e legal. Economicamente falando, sei que ninguém (Estado e/ou entidades privadas) tem condições de arcar com este desembolso. Financeiramente, porque os orçamentos não permitem tal aporte financeiro. E também legalmente, entendo que pela legislação, não se pode dar aumento salarial a uma categoria de funcionários públicos sem que os demais também tenham esse aumento, isso por uma questão de isonomia. Trabalhei numa prefeitura do interior do Estado de São Paulo e, naquela oportunidade, os professores tinham um salário com base numa referência de cargos e salários da folha geral dos funcionários públicos municipais. Dessa forma, os professores, sendo referência 25, por exemplo, numa folha que tinha 30 referências (do menor ao mais graduado), se tivessem um aumento de 10%, por questão de direito e isonomia, as outras referências também teriam de ter este mesmo aumento. Lógico, se verificar que o aumento for de 10% para os professores, a folha toda seria impactada em 10%, inclusive o prefeito, o vice-prefeito, os vereadores e os funcionários da Câmara, num nefasto efeito cascata. Fácil, então, verificar que este aumento de 10%, o dobro, o triplo, etc. nunca vai acontecer. Então proponho que outros modos de compensar este encargo de ser professor sejam adotados, pelo Estado e pela sociedade em geral, e ouso elencar alguns: 1)    reconhecer a condição de professor, a todos os professores, não só os que trabalham para o Estado, mas professor é professor, não importa se a instituição é ou não pública, e todos têm sua importância, não há distinção se são professores de pré-escola, nível básico, intermediário, cursinho, universitário, pós-universitário, militares, civis, religiosos, de cursos preparatórios, etc., todos, repito, são professores e igualmente importantes; 2) sendo assim, poder-se-ia criar um cadastro nacional (e único) para os professores. Basta que uma instituição qualquer (desde que habilitada e reconhecida para tal fim de ensino) envie os dados para esta repartição do Ministério da Educação, que seria confeccionada uma Carteira de Identidade Nacional de professor, um cartão magnético, com chip, podendo esta ser de cor diferente, tipo verde e amarela, por exemplo, que seria exibida em qualquer lugar e em qualquer ocasião pelos professores, para demonstrarem sua profissão; 3)    essa identidade de professor daria a condição de mostrar ao público em geral que esta pessoa é um educador, e, dessa forma, ele não precisaria ficar nas filas, teria locais reservados para serem atendidos (semelhantes aos clientes vips de bancos, por exemplo), nos bancos, nas repartições públicas, nos hospitais, nas salas de espera, etc.; 4)    na condição de professores, não teria despesas bancárias para manter suas contas correntes, bem como não teria várias despesas bancárias, como TED, taxa de abertura de conta corrente ou poupança, etc.; 5)    nesta mesma condição, teria isenção em impostos federais, estaduais e municipais, quando da aquisição de veículos (seja lá qual veículo for - terrestre, aéreo, aquático, mais luxuosos, importados, nacionais, populares, etc.), e teriam de ficar com estes veículos por pelo menos três anos antes de vendê-los; 6) isenção total do pagamento de IPVA e da taxa de licenciamento de seus veículos (mas apenas uma por meio de locomoção); 7)    também não teriam incidência de impostos sobre produtos de informática, equipamentos estes que tanto lhes auxiliam em suas atividades docentes, estendendo-se esta isenção a notebooks, impressoras, data show, aparelhagem de som, etc.; 8)    isenção na assinatura de internet de alto desempenho e velocidade, seja lá qual pacote for; 9)    custo reduzido e subsidiado para assinatura de TV por assinatura, notadamente os canais ligados à educação; 10)    isenção total de impostos no pagamento de energia elétrica de suas residências (o valor da energia gasto seria pago normalmente); 11)    isenção total de impostos (federais, estaduais e municipais) relativos à residência do docente, e aqui quero afirmar que seria total mesmo, não haveria cobrança de IPTU, ITBI, elaboração de escrituras, etc.; 12)    anuidades gratuitas nos conselhos de classe, Crea, OAB, CRM, CRF, etc., e nestes conselhos a criação de representação de tais docentes junto ao conselho geral do órgão; 13)    isenção da cobrança de tarifas no transporte público dentro de todo o território nacional (ônibus, metrô, trens, balsas, etc.); 14) isenção da cobrança de tributos nas passagens de ônibus (interurbanos, interestaduais, etc.) e também nas passagens aéreas e no transporte fluvial; 15)    em espetáculos em geral, patrocinados ou não com recursos públicos (cine, teatro, futebol, etc.), o pagamento de apenas 20% do valor do ingresso inteiro, seja em que dia for, inclusive aos domingos, feriados e dias santos; 16)    nos locais de acontecimentos públicos, os assentos mais à frente seriam reservados também aos professores, e em todas as solenidades, ao compor a mesa, deveria ser convidado um professor para que fizesse parte integrante da mesma, representando assim os demais professores, e sempre lhes dando o direito de fazer uso da palavra; 17)    os professores não teriam desconto em folha de pagamento referente às contribuições sindicais; 18)    seja qual for a regra para aposentadoria, os professores teriam sempre cinco anos a menos para que o benefício lhe seja concedido, e que o mínimo salário que um professor aposentado receba seja de dois salários mínimos; 19) que estes ganhos indiretos acima sejam de caráter vitalício, permanecendo normalmente depois da aposentadoria dos docentes; 20)    isenção de taxas (municipais, federais e estaduais) para a confecção de identidade, atestados, CNH, passaporte, carteira profissional, etc.; 21)    isenção total de impostos, quando da aquisição de livros e material didático em geral; 22)    incentivos aos planos de saúde para o custo de seus planos, fazendo com que tais custos se reduzam a 20% do valor atual de mercado, e, quando de suas aposentadorias, que não ocorram mais reajustes nestes planos de saúde, apenas a atualização monetária; 23)     redução de 80% no valor dos serviços médicos prestados por particulares (médicos, hospitais, laboratórios, etc.); 24)    isenção da cobrança de impostos sobre itens como vestuário em geral (roupas, calçados, acessórios, etc.); 25) isenção da cobrança de impostos sobre medicamentos e cosméticos em geral; 26)    isenção da cobrança de impostos sobre materiais de construção civil, sejam eles básicos e/ou de acabamento, elétrica, hidráulica, etc., desde que utilizados em sua residência; 27)    isenção de custas processuais em geral, quando a matéria versar sobre sua condição de professor, bem como os benefícios da celeridade processual em causas das quais participar; 28)    gratuidade em todos os serviços de correio, desde o envio de uma simples carta, até a utilização de Sedex, etc.; 29)    a sociedade também poderá contribuir, por adesão, proporcionando custos diferenciados (descontos de no mínimo 50%) nos cuidados com a aparência, tais como cortes e arrumação de cabelo, serviços de manicure e pedicure, etc.; 30)    as operadoras de telefonia também poderiam, por adesão, criar tarifas especiais para os serviços que prestam, concedendo aos docentes um pacote especial nos quais os custos seriam reduzidos a pelo menos a metade dos custos normais oferecidos no mercado; 31)    duplicação das vagas de mestrado e doutorado hoje oferecidas pelas instituições públicas e/ou privadas, e que tais vagas sejam reservadas exclusivamente aos professores; 32)    isenção de mensalidades nos cursos de mestrado e doutorado oferecidos pelas instituições privadas, bem como facilidade de acesso a tais cursos pelos professores interessados; 33) isenção de impostos para os produtos que guarnecem as suas residências, tanto nos chamados produtos da linha branca como móveis, etc.; 34)    isenção de taxas para o requerimento e obtenção de certidões em geral no poder público e em cartórios, bem como isenção para a autenticação de documentos e reconhecimento de firmas para as atividades ligadas à docência; 35)    passagem gratuita por todos os pedágios, balsas, etc.; 36)    criação de um fundo de pensão Funprof, nacional, para garantir uma melhor aposentadoria aos docentes, para o qual os professores que a ele aderirem contribuam com 5% de seus salários líquidos; 37)    o FGTS dos mesmos integraria este fundo de pensão; 38)    utilização do FGTS para a construção de residência (aos que não a possuírem), com financiamentos a juros subsidiados (iguais aos do FGTS); 39)    isenção de IOF na contratação de empréstimos, de qualquer natureza (cheque especial, financiamentos, etc.); 40)    as editoras deveriam oferecer livros de cortesia aos docentes daquele assunto em geral. Note que o que estou propondo acima é apenas para a pessoa do professor, sem que tais direitos se estendam a mais ninguém, seja esta pessoa de sua família ou não, pois o que pretendo é a valorização da figura do professor. Creio que desta forma estaríamos respeitando e valorizando um pouco mais nossos queridos professores, e de modo permanente, reservando um assento ao lado do imperador... Vamos lutar pela valorização de nossos professores. Salário é muito importante, mas o reconhecimento de toda a sociedade e do Estado aos professores é uma forma de resgatar o prestígio desta importantíssima profissão basilar, alicerce de qualquer sociedade, que pode, sim, mudar nossa educação com ganhos permanentes para as gerações futuras e de nosso Estado brasileiro. "Toda caminhada, por mais longa que seja, inicia-se com o primeiro passo", e o primeiro passo que acho necessário nesta caminhada é o cadastro único nacional dos professores, a ser criado pelo Ministério da Educação. Feliz dia 15 de outubro a todos!

Clóvis de Oliveira Maito clovisfacig@gmail.com

São Paulo                                                            

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BOB DYLAN

 

A premiação de Bob Dylan com o Nobel de Literatura num momento de sérias preocupações econômicas dos Estados Unidos e de sua mais sórdida campanha presidencial é como a reencarnação de Walt Whitman nas letras e música pop, soprando no vento sobre as folhas de relva. 

  

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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