Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores

O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2016 | 04h00

GOVERNO TEMER

Renan no Ministério?

A Coluna do Estadão (15/11, A4) informou que há uma movimentação dentro do Palácio do Planalto para nomear o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ministro da Justiça, em 2017. Confirmada ou não tal notícia, até mesmo a mais remota cogitação de levar Renan à Esplanada dos Ministérios constitui grave afronta aos brasileiros. Esse senhor, cujos inquéritos se acumulam no Judiciário, esteve durante anos ao lado de Lula, de Dilma Rousseff e do PT – está também no epicentro dos desvios na Petrobrás. De fato, já passou da hora de remontar os ministérios, com nomes mais técnicos e que afastem o espectro das investigações da Lava Jato. Michel Temer tem de decidir até que ponto está disposto conquistar apoio parlamentar, a despeito de deslegitimar o governo. Renan na Justiça não dá! 

ELIAS MENEZES

elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

Mal-estar

Ainda segundo a Coluna do Estadão, essa hipótese de o senador Renan Calheiros ocupar o Ministério da Justiça criaria mal-estar com a Polícia Federal. Mais do que isso, criaria, isso sim, um tremendo mal-estar com os cidadãos brasileiros que sonham com uma justiça equânime neste país, em que os seus mais notórios representantes atuem com total isenção, simplesmente acatando a nossa Constituição. O ministro da Justiça forçosamente precisa ser alguém de ilibado comportamento, sem a mínima contestação quanto ao seu caráter. Claramente, o presidente do Senado não preenche tal requisito fundamental.

RENATO CONSOLMAGNO

rconsolmagno@gmail.com

Belo Horizonte

Justiça e paz social

No artigo Que tal ouvir os jovens? (15/10, A2), o jornalista Manoel Vilela de Magalhães reproduz assertiva do livro Leãozinho, de Fernanda Suzana, sobre a escolha dos auxiliares dos governantes. In verbis: “... Coloque cada um numa posição que esteja de acordo com sua capacidade para aquilo a que foram designados. Nunca coloque em posições de destaque incapazes ou de má índole. Se o fizer, você não só estará prejudicando o seu governo, mas também ofenderá os bons, os que confiam em você”. Ora, imaginar o sr. Renan Calheiros à frente do Ministério da Justiça, conforme se cogita em outra matéria desse prestigioso jornal, contraria a sabedoria tão bem expressa por uma jovem talentosa, é uma ofensa aos bons cidadãos e jogaria por terra qualquer resquício de credibilidade do atual governo. A expectativa é que isso não passe de um balão de ensaio para afastar de vez a possibilidade de se ter naquela pasta alguém emaranhado nas teias da Justiça, com dezenas de processos por dívidas de toda ordem com a cidadania. E que esse balão não passe de bolha frágil e insustentável. E que a esperança num país promissor prevaleça. E que a crença em justiça e paz social seja viável, a par da ocupação do Ministério da Justiça à luz de probidade, qualificação intelectual e estatura moral e ética.

ISABEL KRAUSE ROCHA SOUTO

souto49@yahoo.com

Brasília

ABUSO DE AUTORIDADE

Foro privilegiado

Assim como entendemos a “indignação” de Renan Calheiros, Romero Jucá, Humberto Costa e demais interessados em conter “abusos” dos membros do Ministério Público, dos juízes e da mídia da “zelite”, achamos que para demonstrar a sinceridade de propósitos de seu(s) projeto(s) em andamento deve ser posto em tramitação simultânea projeto restringindo o foro privilegiado aos titulares dos três Poderes, apenas. Tenho certeza que a opinião pública ficaria extremamente sensibilizada com tal desprendimento.

MARCELO FALSETTI CABRAL

mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

PEC DO TETO

Objetivo dos conservadores

Os partidos que se dizem de esquerda querem se passar, para quem neles ainda acredita, por protetores dos pobres ao divulgarem que a PEC 241 vai retirar recursos da saúde e da educação. Mas é justamente o contrário, essa medida permitirá que, administrando bem o dinheiro público, os recursos para essas áreas aumentem. Hoje, sim, do jeito que a economia nos foi deixada pelos governos anteriores, é que os mais pobres não têm chance alguma de sair do estado de pobreza. E com a reforma da educação proposta poderemos falar em desenvolvimento social sustentável, porque, se aprovada, dará ênfase ao aprofundamento do estudo do nosso idioma e da matemática, o que realmente possibilita a ampliação do universo de crianças e adolescentes. É isso que cria verdadeiramente mais oportunidades e justiça social. Quem não leu nada a respeito e fica no achismo não está pensando no futuro do povo brasileiro. São eles os reais conservadores, porque não querem mudanças que beneficiarão de fato os que mais precisam.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

São Paulo

POPULISMO

Direita x esquerda

Bolívar Lamounier (Hora de rever conceitos, 15/10, A2) está certo, a divisão esquerda x direita perdeu o sentido. A divisão agora é entre populistas e líderes responsáveis. Na História recente tivemos líderes populistas “de direita” (Mussolini, Hitler, hoje Trump) e populistas “de esquerda” (Lula, Hugo Chávez), todos eles predadores irresponsáveis. Os novos heróis são administradores que fazem o que é necessário sem recear a impopularidade. Por falar nisso, alguém se deu conta de que o governo lulopetista durou tanto quanto o nazista, 13 anos?

LEONARDO VIEGAS

lviegas1940@hotmail.com

São Paulo

RÉU TRÊS VEZES

Delação

Se todos estão delatando Lula, quem elle vai delatar?

TÂNIA PINOTTI

tkita@uol.com.br

Pompeia

Alternativas

Depois de ser declarado réu em três processos, não resta muita alternativa a Lula da Silva, a alma mais honesta do mundo, senão fugir do País ou tentar uma delação premiada e aproveitar para denunciar Fidel e Raúl Castro (Cuba), Hugo Chávez e Nicolás Maduro (Venezuela), Rafael Correa (Equador), Cristina Kirchner (Argentina), José Mujica (Uruguai) e José Eduardo dos Santos (Angola) por tê-lo forçado a usar o nosso banco de fomento, o BNDES, para financiar obras em seus países...

HUMBERTO DE L. FREIRE FILHO

lunafreire@falandodebrasil.com.br

São Paulo

Eventual delação premiada de Lula configurará confissão.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

JOGO SUJO 

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), desengavetou projeto de 2009 que versa sobre abuso de autoridade. O relator é o senador Romero Jucá, também do PMDB e investigado na Operação Lava Jato. As forças morais e éticas do País precisam ficar com toda a atenção voltada para este projeto, porque pode ele servir como forma de sepultar a Lava Jato, desfigurando, por exemplo, a delação premiada e até prisões para averiguações, além de outras questões de extrema importância para as investigações de operações tais como a Lava Jato, a Acrônimo e outras. Não há dúvidas, no entanto, de que o interesse é proteger os políticos envolvidos e seus asseclas. É jogo sujo.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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ROMERO JUCÁ

Leio no "Estadão" de 14/10: "Senado vai retomar projeto sobre abuso de autoridade". E a frase de efeito de Romero Jucá: "Quem abusa desautoriza as demais autoridades. Não queremos pautar o abuso, mas sim a postura das autoridades". Então penso em como é falsa essa afirmação. Quem abusa não desautoriza ninguém, pelo menos sobre o que temos ouvido quanto às orgias entre membros do Executivo, do Legislativo e os ricos e poderosos do País, quase todos donos das maiores empreiteiras do mundo. No caso específico do autor da frase, que é investigado em vários inquéritos, seis deles no Supremo Tribunal Federal (STF), Jucá foi mencionado com propriedade por alguns delatores. O empreiteiro Ricardo Pessoa, por exemplo, dono da UTC, disse aos investigadores que costumava jantar com Jucá em São Paulo. Num desses encontros, em 2014, Jucá fez o mesmo que os colegas de Senado e PMDB, Renan Calheiros e Edison Lobão, haviam feito pouco antes: pediu dinheiro, exatamente R$ 1,5 milhão, para a campanha de seu filho. Então, como assim "quem abusa desautoriza"?!

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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O ALVO É A LAVA JATO

Senado vai retomar projeto sobre abuso de autoridades... Adivinhem quem será o relator e quem desengavetou o projeto, que tramita desde 2009 no Congresso? Quem disse senador Romero Jucá (PMDB-RR) e senador Renan Calheiros (PMDB-AL), ambos desesperados e preocupados com a própria pele, acertou na mosca. Como para quem sabe ler não é preciso pingar o i nem cortar o t, está mais do que claro que o objetivo do citado projeto é desestabilizar os integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato. Esta operação está para os senadores Jucá e Calheiros assim como o gato está para dois pobres ratinhos.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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SÓ PENSA NAQUILO!

Investigado, Romero Jucá garante que a proposta sobre abuso de autoridade será votada no mês que vem. A população brasileira, em uníssono, responde que "não será e, se for, não passará!". Jucá se junta a Renan como exemplo de senador de um causa só: salvar a própria pele.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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IMPEDIDOS

Se a "lei de abuso de autoridade" vier a ser posta em discussão, os congressistas que estão sendo investigados pela Lava Jato - ou outra operação qualquer - deverão se declarar suspeitos e, por isso, impedidos de votá-la. Por motivos mais que óbvios e justos. De decência e, principalmente, de princípios.

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

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INOPORTUNO

Já existe o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que analisa abuso de poder. É totalmente inoportuno (ou muito oportuno, veja Renan) o Senado querer estabelecer um poder paralelo. Temos (nós, o povo) de fazer um manifesto contra isso. E temos hoje mais um grande trunfo: as redes sociais.

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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MUITA PRETENSÃO

O ex-presidente Lula pretendia calar Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobrás, antes de a sua delação premiada ser homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Como, mais uma vez, não obteve sucesso, conseguiu mesmo a sua primeira derrota na Justiça, imposta pela 10.ª Vara Federal de Brasília. Seu pedido de absolvição sumária foi rechaçado com o acatamento integral de uma das denúncias a que responde. Pelo andar da carruagem e das outras que estão por vir, Lula não está nem mesmo atendendo a campainha de sua casa.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O AVENTUREIRO TAIGUARA

Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, morava num apartamento de quarto e sala e tinha um carro velho. Taiguara tinha uma firma especializada em fechar varandas de apartamentos. Após o segundo governo Lula, Taiguara abriu duas empresas de engenharia e fechou contratos de obras em Angola totalizando US$ 1,75 milhão. Taiguara e seu tio, Lula, são réus na 10.ª Vara Federal de Brasília, que investiga crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa. Como num passe de mágica, Taiguara hoje vive uma vida cheia de luxos, com direito a carros caros e hotéis estrelados.

  

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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CONGELAMENTO NO BNDES

Uma ação civil que pedia em 2015 à Advocacia-Geral da União (AGU) a suspensão de vários financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras em nove países, finalmente, com a queda do governo petista, foi atendida pela nova diretoria do citado banco. Dos US$ 7 bilhões, ou quase R$ 23 bilhões, que somam os projetos financiados, US$ 4,7 bilhões, ou R$ 15 bilhões, foram congelados até a devida investigação, já que estas obras estão sendo tocadas por empresas brasileiras envolvidas até o pescoço na Operação Lava Jato. E muitas destas operações somente foram concretizadas, conforme se tem divulgado pela nossa imprensa, por suposta intermediação ilícita do ex-presidente Lula, também um dos denunciados por corrupção. Os países que receberam esses empréstimos são os de forte ligação com o PT, como Cuba, Venezuela, Guatemala, Honduras, Gana, etc. E as empresas brasileiras são as que têm a maioria de seus dirigentes presa, como Odebrecht, Camargo Corrêa, OAS, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez. Conforme divulga o BNDES, esses países não estão inadimplentes com o banco, mas a vil relação com estes empréstimos da maldita herança petista que o governo brasileiro quer investigar. E é o que se espera...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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BANDIDAGEM

Já estava mais do que na hora de o BNDES cortar empréstimos no exterior. Financiar infraestrutura, saneamento básico, metrô, aeroportos e portos em países de democracia duvidosa não tinha cabimento. Ao contrário do que diziam os ex-presidentes Lula e Dilma, esses investimentos não ajudavam o Brasil porque não geravam emprego para brasileiros comuns. Mas engrossavam obras das empreiteiras que pagavam altíssimas propinas aos bolsos dos corruptos. Tudo pago em moeda forte, como dólar e euro, enquanto nosso "real" definhava, aumentando assustadoramente a dívida interna do País. Em 13 anos de PT no poder, dos R$ 600 bilhões de dívida, em 2003, saltamos para R$ 3 trilhões, e nessa conta se encaixam os empréstimos subsidiados a 5% ao ano pelo BNDES, que geravam emprego no exterior. Ou os empreiteiros contam ou contam. Não existe saída. Porque não é justo que paguemos sozinhos a conta por essa bandidagem. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A CONTA

A suspensão dos financiamentos já é um avanço, mas a questão é que havendo "débitos" pendentes, quem paga o BNDES será de novo o contribuinte? A conversa de que é "óbvio ser o devedor" é história para boi dormir, que no Brasil se sabe desde seu descobrimento.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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SIGAM O DINHEIRO

Quando começará a investigação sobre os empréstimos feitos pelo BNDES a outros países para obras muito necessárias aqui, mas não realizadas? Desconfio de que uma das razões do segredo é que as comissões nos sobrepreços das obras para chefões do PT e de partidos "da base" fossem depositadas em paraísos fiscais, mais difíceis de rastrear do que os realizados no Brasil, com as denúncias de "sócios" presos.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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PEC 241

Não se pode considerar que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, para conter os gastos governamentais em valor constante, é uma "bala de prata" para resolver os problemas fiscais do País. Ela não é mais do que uma simples "parada" no caminho do abismo para que muitas outras medidas possam ser tomadas para reestruturar o orçamento e impedir a queda! As receitas do governo são realizadas mediante a cobrança de impostos e quem os paga - todos, diretos e indiretos! - é a população, são as pessoas físicas que hoje estão sendo desempregadas a cada dia e somam mais de 12 milhões, o que tem provocado a queda sistemática da arrecadação. Criar impostos, além de inaceitável - e impraticável - nos dias de hoje não resolveria os problemas da Nação, pois não adviriam de aumento da produção, mas de simples transferências de renda ou patrimônio. O que se precisa hoje é colocar a economia, que tem capacidade ociosa para tal, "para funcionar" e criar um ambiente favorável a novos investimentos, para que possam ser criados empregos e gerado consumo para, desta forma, serem gerados impostos sem os quais nem sequer os serviços públicos existentes terão como ser prestados. Querer partir das necessidades da população com relação aos serviços públicos para manter os gastos governamentais aumentando-os de acordo e agregando ainda novos e sofisticados atendimentos, é acreditar que temos uma "máquina" de imprimir dinheiro para resolver qualquer situação sem consequências para a sociedade. O Estado está gastando muito e mal! O dinheiro de nossos impostos, quando não desviado, é utilizado para manter estruturas públicas disfuncionais (nos Três Poderes) e privilégios a camadas do funcionalismo não alocadas às atividades-fim num Estado hiperatrofiado que se realiza em si mesmo, deixando a população que o sustenta à mingua... Os próprios recursos hoje aplicados em saúde e educação mostram a má administração existente nas duas áreas em face dos resultados apresentados, e não justificam qualquer aumento (real) antes de uma reformulação completa nessas áreas. Criticar a medida tomada por não resolver os problemas citados é acreditar que deixar a quebradeira e o caos se instalarem em todo o País (já há Estados e municípios sem dinheiro sequer para o pagamento do funcionalismo!) permitirá um milagre e tudo se resolverá de um dia para o outro, e todos "seremos felizes para sempre". Não defendo o novo governo - afinal, não reconheço que nenhum político ou partido (sic) me represente e ao que penso -, mas defendo medidas racionais que estão sendo tomadas dentro das atuais circunstâncias políticas e da conjuntura. Conjuntura a que chegamos, diga-se, por nossa própria culpa, pois não temos tido capacidade de nos revoltarmos contra os governos que nos trouxeram a este ponto e o sistema que nos obriga a votarmos neles.

Jorge Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú     

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ANARQUIA FINANCEIRA

Parece ser indiscutível a aprovação da sociedade à PEC que limita pelos próximos 20 anos o aumento das despesas públicas (PEC 241) à variação da inflação. A expectativa é de que a medida constitua um instrumento eficaz visando a disciplinar os custos dos governantes, até hoje ordenados e efetuados sem critério. Afinal, a anarquia financeira oficial sempre foi considerada a grande causadora da inflação e da ausência de crescimento consistente da economia. Assim, a implantação de um necessário mecanismo de controle de gastos foi, quase sem exceção, defendida por especialistas e políticos. Agora que, sob a iniciativa do presidente Michel Temer, está próxima de se realizar, presenciam-se manifestações contrárias, partidas principalmente da oposição recém-instalada, talvez por receio de perder privilégios, com argumentos sem substância e populistas em relação aos investimentos em saúde e educação e ameaças de obstrução às votações, inclusive mediante recursos à Justiça. Ao torcer para que a proposta seja aprovada em plenário, contata-se, no entanto, mais uma evidência de que a classe política não prioriza o interesse público, e sim os seus projetos pragmáticos e egoístas de poder.  

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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A CONTA NÃO BATE

O governo fez até pouco esforço para aprovar a PEC do teto. Mas, segundo a mídia divulgou sem muito destaque, o governo havia demitido em torno de 4.500 cargos de confiança. São 23 mil. Mas o pior não é isso. Admitiram quase 7 mil. É bom que se faça um esclarecimento dessa aberração. A conta não bate. Levando ainda em consideração a farra dos reajustes no serviço público, tenho a impressão de que o teto vai desabar. Do jeito que está, haja jantares! Já ouvi comentários de que Dilma Rousseff já está fazendo falta. Terrível tal notícia. Acho que "o senhor mercado" está dormindo ou se fingindo de morto para levar vantagens.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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PURA ILUSÃO

A aprovação da PEC 241 é tão promissora quanto foi a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF): linda no papel, mas sem nenhum valor real, quando o País é administrado por populistas. O mais importante seria a punição efetiva dos maus administradores, mas, infelizmente, isso não acontece em nosso país. Portanto, não basta termos LRF ou PEC 241, pois isso não evitará que populistas sejam eleitos, porque brasileiro é "tão bonzinho" e acredita em Papai Noel. 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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RESPONSABILIDADE FISCAL

Sugiro aprovação de uma PEC de apenas 1 item: "Todo brasileiro deve ter vergonha na cara".

Alpoim da Silva Botelho alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

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MEDO 

Ainda é muito cedo para comemorar, mas o governo Temer tem tomado decisões que claramente nos fazem vislumbrar uma luz no fim do túnel, com uma melhora significativa na nossa situação econômica/social. É de imaginar o que o PT e sua gente não estará tramando para que esse avanço, ainda  que  tênue,  não dê certo. Tenho medo!

 

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

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NOSSA REALIDADE

Enquanto muitos expert falam que já enxergam sinais de recuperação no Brasil, a cada dia que passa vamos amargando resultados negativos na indústria, no comércio e nos serviços. Muitos previram que no Dia das Crianças poderia haver uma recuperação. Não só não houve, como houve, sim, uma queda de 9,02%, ante 2015. Como também ocorreu queda de 16,4% no Dia das Mães e queda de 15,23% no Dia dos Namorados. Ou seja, é o terceiro ano seguido de desaceleração. É bom acordar, minha gente, antes que seja tarde demais, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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DESOCUPADOS

Estudo do IBGE revela que o Brasil tem 22,7 milhões de pessoas desocupadas ou buscando melhores oportunidades de trabalho. É um número muito maior do que os 11,6 milhões de desempregados que aparecem nas estatísticas oficiais. Com a automação e o mundo digital, milhões de empregos desapareceram. É um novo mundo e aí estão empresas bilionárias, como Google e Facebook, que empregam pouquíssima gente ao redor do mundo. O mercado de trabalho piorou e se deteriorou no País. Ao contrário do que faz o governo Temer, devemos trabalhar menos, mas com mais qualidade e produtividade, para que todos possam trabalhar. Devemos buscar um estilo de vida mais simples, saudável e ecológico, ao contrário do que prega a sociedade do consumo em que vivemos. Recomendo a leitura do ótimo "O Direito à Preguiça", de Paul Lafargue, de 1880, extremamente atual.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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A GRANDE DIFERENÇA

Enquanto nações ricas incentivam o trabalho, a eficiência, a criatividade, a produtividade e a criação de riqueza, pagando bem conforme a qualificação acadêmica, tecnológica e o mérito da pessoa, países pobres invertem essa fórmula pagando melhor as categorias burocráticas que não geram riqueza. O Brasil é um caso típico: "Das dez categorias mais bem pagas, seis são do serviço público" (manchete do "Estadão" de 10/10). Quando vamos entender que as categorias que produzem riqueza são as que pagam os impostos que sustentam as categorias burocráticas do serviço público, e que elas têm de ser incentivadas com ganhos maiores, pois assumem os riscos que acompanham o empreendedorismo? Aqui, quem assume os riscos do progresso é prejudicado por uma grande e complexa burocracia, tendo de arcar com pesados impostos. Os que puxam o verdadeiro progresso e riqueza, os do setor privado, têm como "sócio" o governo, que só ganha sem assumir quaisquer riscos. Dá para entender por que os que são empreendedores fogem daqui e buscam países que os incentivam? Nossa riqueza vem da exportação de matérias-primas, minérios, café, soja, cacau, etc., e importamos bens com valor agregado nos quais essas matérias-primas foram usadas. Exemplos é o nosso cacau que vai para a Suíça e para a Bélgica, voltando como chocolates finos com bons lucros... para eles. Só seremos ricos quando incentivarmos melhor quem produz riqueza com menos carga tributária e peso burocrático. O funcionalismo público deve servir de apoio aos que nos trazem riqueza, e não de estorvo que desincentiva e prejudica os que desejam ficar ricos honestamente e por mérito. Um teto nos gastos do governo não é suficiente. Teremos de reduzir muito os atuais abusos de certas categorias, pois do jeito que está ficaremos cada vez mais atrasados em relação ao Primeiro Mundo. Disso depende o Brasil que queremos deixar para nossas futuras gerações.

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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OS PRIVILÉGIOS DO FUNCIONALISMO

Nas reportagens do "Estadão" publicadas em 9/10 e em 10/10 foram abordados diversos aspectos sobre o funcionalismo público que demonstram o excessivo número de servidores, assim como alguns vencimentos que realmente estão fora do razoável. Segundo levantamento da FGV, o total de funcionários nas três esferas de governo, entre 2001 e 2014, passou de 5,8 milhões para 9 milhões. Mesmo se considerarmos o aumento da população brasileira e a criação de municípios, estes de 3.900 para 5.570, o total apontado é um exagero. A reportagem informou que desde 2001 até 2014 o salário do setor público subiu em média 50%, já descontada a inflação. Eu trabalhei numa administração pública e no período apontado meu salário subiu 56,51%, sem descontar a inflação, e tal porcentual não foi muito diferente para as demais categorias, com evidente defasagem no poder aquisitivo. Cumpre ressaltar que na citada administração pública o total das despesas com o pessoal é limitado em até 40% das suas receitas correntes, embora a Lei de Responsabilidade Fiscal lhe permita um porcentual máximo de 54%. O maior problema no serviço público são os cargos em comissão de livre provimento. É pensando nesses cargos que os partidos políticos se organizam em coligações, não só para disputar as eleições, mas, sobretudo, para formar a denominada governabilidade. E como, na maioria das vezes, os seus apaniguados são alçados a posições de comando sem a expertise necessária, no afã de "mostrar serviço" se apressam a implantar mudanças que, por serem inadequadas, acabam comprometendo irremediavelmente os projetos e planos em andamento. Em consequência, começa-se tudo de novo, a cada chegada de um novo cacique. Eis a réplica perfeita da "teia de Penélope". Cabe salientar que as enormes diferenças salariais entre as diversas categorias do funcionalismo, muitas delas injustificáveis, devem-se não só ao poder de pressão de algumas delas, mas, sobretudo, à vontade do chefe do Poder Executivo que chega a criar novos postos com remunerações e ou quantidades elevadas, sem necessidade, de modo que em vez de contribuir para melhorar a eficiência do serviço público acabam por prejudicá-la. Além disso, cumpre desmitificar a estabilidade no funcionalismo público, pois o servidor público também está sujeito à demissão. Ocorre que esta demanda um processo administrativo que a maioria das chefias prefere evitar, seja porque o mesmo é trabalhoso, seja porque há pressão de algum padrinho, seja por complacência em relação a funcionários inadequados, preferindo transferi-los para outras unidades da administração.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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PRÊMIO DE LOTERIA

Infelizmente, os governos petistas cevaram o funcionalismo público tão absurdamente que acabaram tornando o emprego público uma espécie de prêmio de loteria. Todos querem ganhar um! Ser funcionário público é ganhar muito bem, ter feriados às pencas, licenças remuneradas, um monte de regalias e subsídios e, ainda por cima, nunca ser demitido, por mais incompetente que seja e por mais que adiram a toda greve que houver. É claro que não é fácil chegar ao Everest dos empregos. Paga-se bastante por ele. É preciso prestar vários concursos, às vezes por anos, recolhendo, é claro, uma boa taxa de inscrição por vez. As escolas que dão cursos especiais para candidatos a concursos públicos multiplicaram-se e cresceram! Gasta-se bastante com elas. Digamos que o cidadão "concurseiro" estará fazendo um bom investimento, caso seja "eleito" um dos sortudos! Mas não basta só pagar, prestar concurso e ir bem. É preciso ser chamado. Como isso nem sempre acontece, o cidadão coloca mais e mais dinheiro na "loteria" dos concursos, esperando a sorte grande. Para os governos, é mais uma forma fácil de faturar com a esperança alheia. 

Maria C. Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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O CÉU É O LIMITE

Os salários dos profissionais da iniciativa privada são inferiores aos do serviço público pelos motivos de suas atividades terem sido absorvidas por planos de saúde, grandes e "honestas" construtoras (Odebrecht, OAS, etc.), supermercados, escritórios de advocacia? (Os corruptos que o digam.) Será que a privatização do serviço público não resolveria essa desigualdade?

Alexandre Tamburrino ratup@ibest.com.br

São Paulo

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SAQUES DA POUPANÇA

Segundo informou o "Estadão" de 9/10/2016, somente em setembro o volume sacado pelos investidores da poupança foi de R$ 2,352 bilhões. Um dos picos foi verificado no mês de agosto, quando R$ 4,4 bilhões emigraram das cadernetas. De janeiro a setembro de 2016, chegou a R$ 50,539 bilhões, se aproximando de R$ 53,791, ficando próximo ao resultado do mesmo período de 2015. Essas constantes sangrias aos cofres da Caixa refletem a situação da economia e, mais ainda, a difícil convivência com 12 milhões de desempregados, mais o fechamento das atividades de milhares de estabelecimentos industriais e comerciais. Com essa falta de emprego e, "ipso fato", sem salário, os poucos que amealharam nos tempos das "vacas gordas" agora recorrem aos suados saldos nas suas contas. E ainda tem gente que torce por esse povo dizimado politicamente e que tinha um único projeto: o poder "ad aeternum".

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

     

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O MERCADO E A PAZ

Em Gaza vivem 2 milhões de pessoas. 60% delas desempregadas e maioria dos 40% com trabalho têm um subemprego. A renda per capita anual é de US$ 800. Antes dos conflitos, muitos palestinos trabalhavam em Israel, cruzando diariamente a fronteira. Não só o seu antigo emprego lhes faz falta, como a mão de obra dos palestinos também era muito bem-vinda na economia israelense. Curiosamente, em Israel e em Gaza, empresários dos dois lados estão conversando ativamente e voltaram a debater a criação de zonas industriais e de livre comércio conjuntas do lado israelense, que funcionariam com leis trabalhistas de Israel. Os governos podem não se entender, mas, talvez, deixar o mercado funcionar seja a grande solução. Isso porque dar aos moradores de Gaza uma oportunidade para ganhar sua vida de modo respeitável é a única opção lógica para tentar neutralizar esta bomba chamada Gaza, que periodicamente volta a ser lançada sobre o lado israelense.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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PARADOXO DA CIDADANIA

Quando um eleitor brasileiro, "apaixonado por política", diz saber em quem ele votaria para a Presidência dos EUA, mas desconhece o nome dos prefeitáveis de segundo turno do seu próprio município, temos então um exemplar do paradoxo da cidadania: a política como forma de alienação. 

Wellington Anselmo Martins am.wellington@hotmail.com

Bauru

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REFORMA POLÍTICA

A vitória de João Doria a partir da negação em ser político pode fazer história. Ao ser convidado a participar de campanha a candidaturas ainda pendentes, expõe e dissemina seu exemplo de sucesso. Imaginoso argumento o de não ser político e fazer política. Para quem se assume político, no entanto, manter o atual nível de desaprovação da classe perante o povo, sem pensar em reverter a imagem negativa, é o mesmo que dar tiro no pé. Desqualifica como classe um dos poderes da República: o Legislativo. A solução não é construir um puxadinho, mas promover a tão necessária reforma política de que este país precisa.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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RUA BOA VISTA

A cidade de São Paulo está realmente abandonada. Costumo ir ao Centro e tenho minhas obrigações na Rua Boa Vista. A Rua Boa Vista tem uma calçada de 2 metros de largura, espaço que, para os transeuntes, já é exíguo. Com todo respeito aos moradores de rua, não posso deixar de citar algo inusitado. Costumo almoçar na região num dos restaurantes por quilo que por ali estão estabelecidos. Dia destes, ao passar por ela, observei que um grupo de "moradores de rua" escolheu a frente da Defensoria Pública e ali se estabeleceu. Naquele dia, um grupo de sete pessoas tomava toda a já exígua calçada. Com todo o "processo anti-higiênico" e ao lado de um restaurante na região. Cantando e cosendo sua refeição. Os transeuntes tinham de sair para a rua, invadindo uma das ciclovias e atrapalhando visivelmente a "ordem da que deveria existir". Fiquei indignado, não contra eles, mas sim contra a atitude. Conversei com o proprietário do restaurante, que disse que isso é usual, e ele já se cansou de acionar os órgãos competentes, tais como a Administração Regional da Sé, os órgãos de monitoria social e a própria Defensoria Pública, que informou nada poder fazer, pois qualquer iniciativa contaria a função dos mesmos. Pasmem, a Defensoria Pública, que tem objeto específico de atuação na defesa daqueles que não podem custear advogados, está se arrogando a não cuidar da própria casa. Os moradores de rua ficam à frente de uma porta do prédio que não é aberta, ao que parece, só para dar espaço a essa anomalia. Segundo a informação do comerciante, seu movimento já caiu verticalmente e durante o almoço conversei com outras pessoas que também almoçavam e encontrei coro na minha indignação. Quero registrar minha inconformidade com o desleixo. Espero que o novo prefeito olhe para este aspecto e, com seu olhar de empresário, consiga ao menos destinar espaços que não atrapalhem o dia a dia da cidade, porque o sr. Haddad deixou que eles ocupassem a ciclovia. O Centro de São Paulo precisa ser resgatado, sob o risco de perder tudo o que pode oferecer de história.

Jaci Manoel de Oliveira jaci.oliveira@terra.com.br

São Paulo

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CAMELÔS NO METRÔ

Está ficando insuportável transitar pelas estações do Metrô em São Paulo, em razão do grande número de camelôs que, além de atrapalharem a passagem dos pedestres, emporcalham o ambiente vendendo suas mercadorias duvidosas. E dentro dos vagões é a mesma coisa! Onde está a Guarda Metropolitana, que nada faz? Ou finge que não estão vendo... Gostaria que o sr. governador Geraldo Alckmin fosse rigoroso a fim de manter a ordem em nosso Metrô.

Sidney Cantilena sidneycantilena@bol.com.br

São Paulo

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ZONA AZUL DIGITAL

Sr. prefeito Fernando Haddad, já que perguntar não ofende, aí vai: com a zona azul digital, quer dizer que quem não tiver smartphone/celular estará impedido de utilizar o espaço de zona azul? Toda a população usuária do espaço de zona azul terá de comprar o aparelho para ingressar na possibilidade de usar tal sistema público? O incremento da venda de aparelhos resultará, além do lucro natural da atividade indústria/comércio, em alguma renda para a Prefeitura? Ou para alguma entidade que coordena a organização do serviço de zona azul? Ou terá alguma outra finalidade ainda não exposta? E quem tiver estoque de talão de zona azul na data de encerramento do uso, perderá o valor arcando com o prejuízo? Ou será reembolsado do que sobrar sem uso?

 

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

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