Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2016 | 04h02

CORRUPÇÃO

Confronto à vista

De um lado caminha destemidamente a Justiça, com o juiz Sergio Moro e a Operação Lava Jato. No meio, duas figuras de destaque: o empresário e bilionário sr. Emílio Odebrecht, que diz, em delação premiada, que pode ser obrigado a usar tornozeleira, mas “coloca Lula na cadeia”, e o próprio três vezes réu. No outro lado, em defesa de Lula armam-se CUT, MST e, de acordo com Dilma Rousseff, os companheiros bolivarianos de Venezuela, Equador e Bolívia, ameaçando invadir Curitiba. Temos um confronto armado à vista. Qual força vencerá, a lei ou a baderna?

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

Belo exército...

É com esse exército que aparece na foto da capa do Estadão de ontem que o Lula pretende incendiar o Brasil? Se a intenção do blogueiro amigo era mostrar a força dos seus seguidores, o tiro saiu pela culatra. A verdade é que nem o PT o apoia mais.

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

O ‘perseguido’

Lula publicou artigo num dos grandes jornais do País para dizer que há uma verdadeira caçada judicial contra ele, querem condená-lo, mas ele nunca fez nada de ilegal, seja antes, durante ou depois de exercer a Presidência. Explica que as acusações apresentadas são falsas e, na verdade, visam a atingir seu projeto de um Brasil mais justo, com oportunidades para todos. Diz ainda que, como democrata que é, está preocupado com as violações do Estado de Direito. Comentei com um idoso vizinho meu, que se pronunciou assim: “Manda ele contar outra”.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

‘Deus está morto’

O PT é uma seita cujo deus é Lula. Marta Suplicy, em 2012, ainda petista, foi aclamada por seus companheiros ao proclamar a divindade do ex-presidente. Os sectários do PT são movidos não somente por dinheiro público, mas também por uma espécie de fervor religioso fundamentalista, típico dos anacrônicos “marxistas” (que gostam muito das benesses capitalistas). A Operação Lava Jato, ao desmitificar Lula, revelando sua vergonhosa nudez mundana e seu envolvimento em vultosa corrupção, proclamou, parafraseando o filósofo Nietzsche, que “deus está morto”. Com a “morte” de seu deus e apartado dos cofres públicos, o PT é reduzido a pó a olhos vistos, como mostrou a eleição municipal. Ainda bem, pois ou o Brasil acabava com o PT ou o PT acabava com o Brasil. Que o veneno extraído da “jararaca” seja utilizado num soro antiofídico que imunize o Brasil das picadas do falacioso, corrupto e arrasador esquerdismo bolivariano, perpetrado pelos petistas e seus congêneres. Viva a Lava Jato! Viva a Polícia Federal! Viva o juiz Sergio Moro! Viva o Ministério Público Federal! PT, nunca mais.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

REFORMA POLÍTICA

Lista fechada

Será que é tão difícil para os políticos entenderem que o principal problema da falência do nosso sistema político-partidário, evidenciada por índices crescentes e alarmantes de abstenções e votos nulos e em branco nas eleições, é a falta de candidatos qualificados e com ficha limpa que seduzam o eleitor e o façam exercer com satisfação o seu direito de escolha, hoje restrito a não votar ou votar no menos pior? A solução para compensar a perda de recursos numa campanha eleitoral bancada com dinheiro público nunca será essa alucinação de lista fechada, mais um motivo para fazer o eleitor desistir de votar, servindo apenas para eternizar atuais políticos no poder, os únicos interessados nessa novidade.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

No dia em que eu não puder escolher o melhor candidato – ou o menos pior –, deixarei de votar. Anularei o meu voto. Simples assim.

PAULO CORRÊA LEITE

paulocleite@bol.com.br

São Bernardo do Campo

Financiamento de campanha

Não quero pagar (via impostos que recolho) a manutenção de partidos políticos. Os filiados partidários é que devem manter a estrutura partidária e, nas eleições, os candidatos devem convencer eleitores a votarem e bancarem a candidatura por suas qualidades como homens públicos. Já considero uma aberração esse assalto ao meu bolso para formar o atual Fundo Partidário e a renúncia fiscal das empresas de rádio e televisão para cobrir os custos do chamado “horário gratuito”. É gratuito para os candidatos; para nós, custa, e muito, porque desvia investimentos públicos essenciais à população para bancar candidaturas que nos são estranhas. E por que empresas fariam doações, se não votam? Faço questão de acompanhar quem vai votar a emenda constitucional a esse respeito e, no meu Estado, promoverei uma campanha para divulgar o

nome desses pseudopolíticos. Precisamos reagir!

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Doação milionária

São necessários nada menos que 73.529 anos para um beneficiário do Programa Bolsa Família poder doar R$ 75 milhões a uma campanha eleitoral, como apurou o Tribunal de Contas da União. Ó terra milagrosa!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

EDUCAÇÃO

Ensino médio

Eliane Cantanhêde abordou a essência de nosso problema educacional em A educação que educava (18/10, A6). Melhores que elucubrações teóricas são testemunhos que colecionou. Acrescento que frequentei escola pública desde o primário até o fim do bacharelado. Primário e curso ginasial severos. Quem não absorvia o aprendizado repetia o ano (reprovação). O curso ginasial implicava superar um “exame de admissão” de alto nível. O curso clássico, também sob crivo de ingresso, que segui, envolvia questões de alta indagação e contava com professores excelentes. E para ingressar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco bastou-me acessar o programa do vestibular com um ano de antecedência e aprofundar-me em seus temas, sem cursinho. Hoje, após 45 anos de advocacia e realização, por mim e pelos assistidos em seus direitos violados, tal como a jornalista devo aplaudir a reforma do ensino médio proposta pelo MEC. Não tenho medo de Temer, que, aliás, deve ter passado por experiência semelhante.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

“Se Lula é deus, Odebrecht é São Pedro...”

REINALDO CAMMAROSANO / SANTOS, SOBRE O RÉU TRÊS 

VEZES E A NOVA ‘RELIGIÃO’

tatocammarosano@hotmail.com

“Resumo da ópera: cada vez mais se torna réu aquele que fez o País andar de marcha à ré”

EDUARDO AUGUSTO DELGADO FILHO / CAMPINAS, IDEM

e.delgadofilho@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

AS DIGITAIS DA CORRUPÇÃO 

Um trabalho jornalístico minucioso e de excelência do "Estadão" publicado no domingo (16/10) detectou que 18 ex-ministros que hoje estão sendo investigados nas diversas operações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, incluindo a Operação Lava Jato, teriam desviado nesta era petista algo em torno de R$ 1,25 bilhão de nossas estatais. Estes 18 ex-ministros ocuparam os principais cargos da República com Lula e Dilma: José Dirceu (que está preso), Antônio Palocci, Guido Mantega, Jaques Wagner, Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo, Erenice Guerra, Edinho Silva, Ricardo Berzoini, etc. E entre os do PMDB estão Romero Jucá e Edison Lobão, entre outros. É bom lembrar também que Lula, por envolvimento em atos de corrupção, já é réu em três ações. Isso demonstra que esta era perversa do PT no poder, entre 2003 e 2016, sob o comando do demagogo Lula e da exonerada Dilma, revelou-se a maior farsa administrativa da história da nossa República. A rota desta incompetência está marcada pela indicação de excessivos 167 ex-ministros neste período de 14 anos, ou uma média de 12 novos ministros por ano. E o resultado dessa mediocridade na qualidade até moral dos nomeados é que afundaram a economia brasileira e praticamente quebraram as nossas estatais, como, por exemplo, a Petrobrás.    

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DITO POPULAR

É o fim da picada: dos 167 ex-ministros das duas gestões Dilma e Lula (2003/2016), 18 são suspeitos de movimentar pelo menos R$ 1,25 bilhão de forma ilegal, incluindo uso irregular do dinheiro público e propinas pagas por empresas durante o exercício do cargo. O número de envolvidos e os valores movimentados tendem a crescer com o decorrer da Operação Lava Jato. Como no velho dito popular, "quanto mais mexe, mais fede". É assim que funciona a Lava Jato.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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QUADRILHA

"Dezoito ex-ministros de Lula e Dilma são alvo de investigação por desvio." Se isso não for quadrilha, não sei mais o que é.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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RECORDE

Esta é a razão do novo recorde petista: quanto mais ministérios fossem criados pelo lulopetismo, mais abrigariam os corruptos que arrecadavam propinas e obstruíam a Justiça a favor de seus chefões, Lula e Dilma. Assim, está explicada a necessidade de haver quase 40 ministérios de "aspones", entre os quais, por enquanto, 18 deles são investigados.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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E OS OUTROS?

Investigações já atingem 18 ministros da era petista. Ora, conforme a suposição de que a "propinocracia" efetivamente se instaurou nestes governos, corrupção deixou de ser exceção para se tornar a norma. Isso posto, todas as pastas deveriam passar por uma meticulosa auditoria. 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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A UNIÃO DO PT E A FIGURA DE LULA

O PT, para mim, sempre foi o único partido dos últimos anos. Diferentemente dos demais (que, para mim, não se subsumiam ao conceito de "partido"), não tinha tantas "alas". Por quê? Por causa de uma identidade ideológica. Por pior que esteja a situação do parlamentar petista, os que ficam são verdadeiros azougues. E incansáveis. Na verdade, parece sempre foram os únicos a atender ao artigo 24 da Lei 9.096/95, que preceitua: "Na Casa Legislativa, o integrante da bancada de partido deve subordinar sua ação parlamentar aos princípios doutrinários e programáticos e às diretrizes estabelecidas pelos órgãos de direção partidários, na forma do estatuto". Agora leio no "Estadão" (17/10) que a "troca de comando do PT ameaça rachar o partido". Inserta na matéria, a posição de Gilberto Carvalho, segundo quem "amanhã o Lula pode ser condenado, pode ser preso, e não vai adiantar nada ter PED (Processo de Eleição Direta) ou congresso. Isso é o de menos neste momento. Me assusta que o tema dominante esteja sendo este". Entendo que é isso que está destroçando o PT. Ele não era coeso ideologicamente falando, como diz o artigo 24 da Lei dos Partidos Políticos, mas, sim, a unidade do PT foi e é ditada por um líder. Tão forte, mas tão forte, que viu um a um seus "companheiros" mais próximos caírem por corrupção, e ele, Lula, sair ileso em cada queda de ministro de sua confiança. Ele uniu não só um partido, mas, de repente, banqueiros, empresários, educadores, cientistas, jovens, velhos, servidores, aposentados, todos admitiram o governo lulopetista como bom ou muito bom (80% de aprovação de seu governo quando o passou para Dilma). Agora, se houver condenação de Lula, realmente não sei o que será de seu partido.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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NOVO NOME

O PT está estudando várias maneiras de ressuscitar. Uma delas poderia ser trocar o nome por Partido da Santa Alma Pura. Vai ganhar na certa.

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio 

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INTELECTUAIS CONTRA SERGIO MORO 

As críticas feitas ao juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, são em sua quase totalidade de origem em pessoas que atuam nas artes, como música, cinema, TV, escrita, e na imprensa, enfim, aqueles que formam a chamada "intelectualidade" brasileira, que teima em não aceitar a culpa cada vez mais evidente de Lula e seus adeptos processados que estão na Operação Lava Jato. Tal reação é apenas defesa de seu pedantismo, que não admite ter sido enganado (ou fingido) por um indivíduo de pouca instrução educacional, mas matreiro politicamente. 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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NOSSA ELITE CIENTÍFICA E O PODER

A comunidade científica brasileira se aloja numa torre de marfim, no interior da qual a sociedade não sabe bem o que se passa. Ao formular humildes desculpas às exceções que toda regra implica, os que lá se abrigam são, via de regra, extremamente vaidosos, hedonistas e rastreadores de congressos sobre as respectivas áreas, realizados em grandes metrópoles, regiões exóticas e prístinas, de preferência no exterior, cujos resultados para a população, origem dos recursos, via órgãos de apoio à pesquisa, como o CNPq, são praticamente nulos e, na maioria das vezes, servem somente para que nossos paladinos acadêmicos acrescentem nada além de um termo às equações ou uma frase aos relatórios de "papers" já apresentados em outra ocasiões, todos eles filhotes de um trabalho inicial, normalmente elaborado há décadas, garantindo assim a perpétua aprovação à participação nos encontros subsequentes. Em épocas difíceis, seus mais jurássicos representantes, transformados através dos tempos em eminências pardas da pesquisa científica, vêm a público e tentam restabelecer os generosos canais que, por alguma razão, secaram, ameaçando seus projetos turísticos, e passam a lançar boias salva-vidas de apoio aos que mantinham ininterrupto o fluxo de privilégios, ou tentam encontrar novas fontes dentro do esquema de poder. No caso brasileiro, os mecenas oficiais anteriores estão afastados por terem sido pegos na contravenção, como bandidos comuns, por fazerem parte de um esquema de corrupção e roubo de estatais sem paralelo no mundo. No momento, são questionados por um certo juiz federal de Curitiba e investigados por uma equipe de procuradores que, volta e meia, no fragor da juventude, se excedem e expõem suas razões com cores exageradas. A tribo corrupta foi afastada e um dos jurássicos, temendo a inevitável revisão das prioridades, motivada pela crise decorrente do desgoverno passado, resolveu sair em sua defesa e se fez acompanhado, para auxiliar nas argumentações, de um personagem ressuscitado, padre dominicano, contemporâneo de artistas e cientistas renascentistas, decidindo, por meio de um texto histérico publicado em jornal de grande circulação, de certa forma, ameaçar o juiz com o fogo, como aconteceu com seu ídolo histórico que também se notabilizou por denunciar a corrupção na Igreja Católica, mas que se diferencia, segundo o nosso doutor, do magistrado paranaense pela imparcialidade, atributo que nega ao patrício, acrescentando estar ele a serviço de poderosos partidos políticos representativos da "zelite" que extirpou do poder os inocentes antigos mantenedores e que provavelmente será também por ela descartado, logo que seu arrivista líder contraventor for condenado, interrompendo, na sua visão, a corrente de nutrientes que mantém vivo o algoz judiciário. Infelizmente, é assim que age nossa elite científica quando sai da torre e luta pela sobrevivência de suas vantagens. E la nave va..

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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O 'PERSEGUIDO'

A foto de primeira página do "Estadão" de ontem (18/10/2016) é emblemática: o "maciço" apoio ao boquirroto (consegui contar cento e poucas pessoas) Lula contrasta com o teor do artigo "Por que querem me condenar", publicado na "Folha de S.Paulo" (18/10, página 3), cuja autoria é atribuída a Lula.  Seria  possível que um "benemérito" ex-presidente que se jacta de tantos feitos em favor do seu povo, quando injustamente "perseguido" por tantos, consiga reunir, em sua defesa, uma "multidão" cujas faces são facilmente reconhecíveis numa fotografia de jornal? Lamentei o meu precioso tampo perdido diante de um texto de ficção. As tentativas de se explicar por meio das inúmeras  falácias lá contidas desmoronam diante da única e incontestável  verdade: o maior desvio de dinheiro público ocorrido em todos os tempos, materializado no já condenado mensalão e no seu sucessor, o petrolão,  desenrolou-se sob suas barbas (com ou sem trocadilho). Não há como negar esse fato. 

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

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VÍTIMA?

Em artigo, Lula se diz vítima de "caçada judicial". Vítimas são os 12 milhões de trabalhadores VERDADEIROS que perderam o emprego pela política desastrosa do PT. 

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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REPUGNÂNCIA

Lula se considera vítima de "método repugnante de luta", "abusos da Lava Jato e a perigosa ignorância dos agentes da lei". Nada a comentar partindo de quem parte a afirmação, réu em três processos com muita chance de passar um tempo numa cadeia, suficiente a refletir sobre o verdadeiro sentido do que é repugnância pela sociedade.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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LUIZ INÁCIO NO JORNAL

Lula mandou seus advogados escreverem um libelo no jornal. Menciona o povo, como se este estivesse ao seu lado. O povo, em sua grande maioria, está contra Lula. Ele e seu partido destruíram e roubaram o Brasil. Estamos prontos para aplaudir a sua prisão!

Elisabeth Migliavacca

São Paulo 

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O BOATO DA PRISÃO DE LULA

Pena ter sido somente boato!

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo 

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TOMARA!

Falsa notícia sobre a prisão de Lula mobiliza militantes diante de sua moradia. Era só boato, mas onde há fumaça há fogo.

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo 

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ECONOMIA

Desta vez o PT acertou. A vigília de seus correligionários na porta da casa de Lula (para que ele não fosse preso) representa uma substancial economia para o erário. Prisão domiciliar a custo zero.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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CIGARRA BRASILEIRA

 

Em solidariedade a Lula, a imprensa noticiou que integrantes do MST, caso Lula seja preso, irão a pé até Curitiba para uma grande manifestação. Na prática, todo pequeno produtor trabalha de sol a sol, sem tempo para vaguear por aí a todo instante, como o pessoal do MST. Sou do tempo da Carteira de Colonização do Banco do Brasil, quando era difícil, por causa das inúmeras exigências, conseguir financiamento para adquirir uma pequena propriedade e, com o fruto a terra, quitar a dívida. 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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LULA PARA PRESIDENTE

Obviamente, para Presidente Bernardes ou Epitácio ou Wenceslau... só escolher.

Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos 

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O CORRUPTO DA VEZ

Minha avó costumava falar o seguinte: "Meu neto, não diga isso, ou não pense isso, ou, ainda, isso não é verdade, olhe os cabelos brancos dele(a)". Realmente, os tempos mudaram, cabelos brancos hoje para muitos não passam de blindagem para falcatruas. São velhos, mas são corruptos e deles os princípios éticos e morais passam longe. Exemplos não faltam. A revista "Veja" desta semana (19/10) apresentou a bola da vez. Moreira Franco encabeça uma reportagem sob o título "Mais um no listão", em que ex-diretor da Odebrecht diz à Procuradoria que pagou R$ 3 milhões em propina - e não em doação eleitoral - para que este novo corrupto, que agora entra em cena, cancelasse uma obra, provavelmente o terceiro aeroporto de São Paulo. Em tempo: o dito cujo é hoje um dos mais poderosos assessores do presidente Michel Temer, chefia a Secretaria-Executiva do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Estamos perdidos, mal pagos e a banda não toca.

 

Humberto de Luna Freire Filho lunafreire@falandodebrasil.com.br

São Paulo

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NOTÍCIA

"Moreira Franco nega ter recebido propina." Isso não é notícia! Até hoje não vimos nenhum canalha admitir que pediu, exigiu, recebeu, embolsou, etc. propinas de qualquer espécie.

Arthur de Lucca arthurcaiolucca@gmail.com

Goiânia 

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NÃO ESCAPA NADA DA LAVA JATO

 

Desde superfaturamento de vacas pela família de Leonardo Picciani, ministro do Esporte, até empréstimo de R$ 101 milhões do BNDES que poderia ter beneficiado José Carlos Bumlai, amigo de Lula, a Operação Lava Jato caminha e encontra até onde foi e vai a corrupção neste país. E tudo isso às vésperas de votações importantes na Câmara dos Deputados!

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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A VACA EM VERSO E PROSA

Houve época em que a vaca era louca. Na Índia, ela é sempre sagrada. Mas aqui, no Brasil, nossos políticos não dormem de touca, lavam dinheiro com vaca superfaturada.

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo 

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VACAS SUPERFATURADAS

"Dona de divinas tetas, derrama o leite bom sobre a minha cara"... Também...

Roberto Castiglioni rocastiglioni@hotmail.com

Santo André

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AÇOUGUE PICCIANI

Aqui a roubalheira é tamanha e tão comum que já virou "carne de vaca".

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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IMUNIDADE X IMPUNIDADE

Nestes tempos bicudos de Lava Jato, é bom que alguns senadores envolvidos até o pescoço em práticas de ilícitos e malfeitos de toda natureza, que tramam por trás das portas de seus gabinetes o projeto de "abuso de autoridade", se lembrem de que mais de 3 milhões de assinaturas foram colhidas apoiando as 10 Medidas contra a Corrupção. Que não se confunda mais imunidade parlamentar com impunidade parlamentar. O Brasil mudou. Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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LEMBRETE

Para aqueles que, como alguns jornalistas, defendem que o Senado retome o projeto sobre abuso de autoridade, faço lembrar que já existe uma lei: a Lei n.º 4.898, de dezembro de 1965, do presidente Castelo Branco, bastante ampla e detalhista nesta questão, malgrado tenha sido criada dentro de um regime militar. Tem um único defeito: estabelece uma pena muito pequena para quem desobedecê-la, mas está pronta, basta um pequeno ajuste e não se perde tempo! E, para aquele que está disposto a fazer crítica, convido dar um Google e tomar conhecimento dela antes de mais nada. Pois bem, quais são, então, os penduricalhos atraentes deste novo projeto que Renan Calheiros e Romero Jucá querem desengavetar? Parece que a lei de Castelo Branco não é suficiente para acalmá-los. Um dos artigos deste novo projeto proíbe o uso de algemas se não houver resistência à prisão - algemas, suprema vergonha para quem tanto lesou a Pátria!  Outro define os crimes cometidos por integrantes da administração pública, inclusive do Ministério Público, e prevê punições que vão desde o pagamento de indenizações às vítimas dos abusos até a perda do cargo público. O projeto ainda determina penas para autoridades que divulgarem, "antes de instaurada a ação penal, relatórios, documentos ou papeis obtidos como resultado de interceptação telefônica, de fluxo de informação informática ou telemática (...) de escuta ambiental". Ou seja, é uma intimidação à ação da Operação Lava Jato, uma tentativa de tirar-lhe a agilidade tão necessária por lidar com gente tão ardilosa. Nós, população, estamos de olho, e a expectativa é a de que os senhores políticos tenham entendido o recado claro das urnas e nem pensem em fazer bobagem! Renan e Jucá não merecem tratamento especial, pelo contrário!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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SORTE DE CONCURSADOS

Sob o título "No Estado, o céu é o limite" (14/10, A3), afirma este prestigioso jornal que, deixando o governo de enfrentar a grave situação previdenciária do País, "caberá aos brasileiros da iniciativa privada apenas lamentar não ter tido a sorte de passar num concurso público". A situação é realmente difícil e precisa ser enfrentada, pois as distorções são inúmeras. Pode-se concordar com os argumentos expostos no editorial e deve o governo convencer cada brasileiro da necessidade de pensar em termos coletivos, e não apenas nos interesses pessoais quando se trata de Previdência, caso contrário, todos, no futuro, ficarão desamparados. Todavia, é incorreto afirmar que passar num concurso público é questão de sorte. Duvido que servidores da qualidade de Deltan Dallagnol ou Sergio Moro e tantos outros estejam em suas funções públicas por mera sorte. A escola de qualidade superior (que tem sido negada à maioria dos estudantes da rede pública), a dedicação aos estudos, o mérito pessoal (tão desdenhado pelos governos petistas) são fatores fundamentais para o ingresso na carreira pública. Sorte nada tem com isso. Assim como na esfera privada, também no funcionalismo existem os que trabalham em nível de excelência, os que são regulares e os negligentes. Conheci, em minha vida de trabalho, funcionários concursados extraordinários, de sólida cultura, que trabalharam com afinco durante toda a vida prestando bons serviços ao povo brasileiro e que, mesmo aposentados, continuam contribuindo para a Previdência. Assim como conheci também os casos de funcionários afastados a bem do serviço público por faltarem com seus deveres. Não há que falar em cidadãos de primeira ou de segunda categorias! Educada sempre em escolas públicas, por limitações econômicas de meus pais, passei em dois concursos, estudando esforçadamente, em 1969 e em 1975, sendo presidentes, respectivamente, o general Costa e Silva e o general Ernesto Geisel, que não estavam ali para brincadeiras. Posso garantir que não tive a sorte do Q.I. (quem indica, também largamente usado nos dias do PT). Entendo, portanto, ser altamente injusto que a imprensa tente, de forma reiterada, lançar de forma generalizada toda uma classe de trabalhadores à execração pública, como tem feito.

 

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos

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QUESTÃO DE URGÊNCIA

O rombo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), dos trabalhadores do setor privado e celetistas do setor público, é estimado em R$ 149 bilhões. Quanto ao déficit do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), dos servidores públicos do Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e do Tribunal de Contas, R$ 80 bilhões. Somando-os, o total chega a quase R$ 130 bilhões - o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Tudo isso sem considerar a situação dos Estados e municípios, tão ou mais catastrófica. A questão que se impõe é a seguinte: não havendo reforma previdenciária, não haverá Previdência. Não há que tergiversar, a população envelheceu e continua a envelhecer, enquanto uma série de benefícios foi (indevidamente) incorporada à Previdência. Com o agravamento do quadro, por que as regras teriam de permanecer as mesmas?  

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte 

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

O tema reforma da Previdência, dia sim, dia não, é manchete em jornais e revistas. O governo envia "um rascunho" do que pretende ao Congresso, passa por inúmeras comissões, é apreciado por centrais e sindicatos que "cuidam" dos direitos dos trabalhadores, batem cabeça, discutem e nada, e os mais interessados, os trabalhadores, cada vez mais confusos e alheios a tudo, lotam os guichês do INSS para a contagem do tempo de contribuição, receosos de que a qualquer momento "os homens", como dizem, mexam em seus direitos. Aí a correria é geral para preservar direitos adquiridos, como o que ocorreu no ano passado com a fórmula 85/95 progressiva, que é a soma da idade mais o tempo de contribuição, sancionada em 5/11/2015 pela então presidente Dilma. Essa indecisão, essa protelação vai agravando a cada dia a situação já periclitante da Previdência. As contribuições diminuem, o número de pensionistas aumenta, mesmo aqueles com vigor físico e mental para o trabalho, como se ouve nas filas, "pegam o boné". E o "qualquer momento" citado acima, para a mexida, pode demorar muito, depois que Michel Temer afirmou que a reforma vai ser ampla e até a classe política será atingida. Se para o "povão" está difícil um consenso, calculem mexer nas benesses dos próprios legisladores.     

   

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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APOSENTADORIAS

Como todos os órgãos do governo brasileiro, o INSS é incompetente e tem outras "qualidades" adicionais. Como alegar que dá prejuízo? Se abrirmos uma conta de aplicação num banco, fazendo depósitos no valor de 20% de seus salários, sem saques por 35 anos, o rendimento anual será superior a 10% do valor depositado. Após 35 anos, seu rendimento será, no mínimo, cinco vezes maior do que o que o INSS paga. E você terá um saldo bilionário em seu nome. E nos bancos funcionários públicos têm os mesmos deveres e direitos que os cidadãos "comuns".

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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A PREVIDÊNCIA DE DILMA

 

Além de Dilma Rousseff ter furado a fila no atendimento do INSS, fica no ar em que fórmula foi  baseada a apuração do valor do benefício com a contemplação do valor teto do benefício, visto que participou por mais de 13 anos dos governos do PT, provavelmente não tendo contribuído para o INSS e ainda anteriormente tendo sido secretária de Estado no Estado do Rio Grande do Sul, o que também não gerou contribuição para a mesma autarquia. Se, desde 1994, com a unificação do cadastro dos contribuintes com os salários contribuição de cada participante, fica difícil a obtenção deste teto para os demais mortais da nossa Previdência Social, será que ela ainda não fisgou algum benefício do sistema previdenciário federal/estadual?

 

Roberto Doreto da Rocha rochaembalagens1981@gmail.com

Marília

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COMPRA DE ATESTADOS MÉDICOS

Se, de um lado, os peritos médicos do INSS já cancelaram aproximadamente 4 mil auxílios-doença, por que as pessoas tinham capacidade para trabalhar, sempre é bom lembrar também da compra de atestados médicos e do afastamento indevido de funcionários públicos. Segundo a deputada distrital Sandra Faraj, até 20 mil documentos são falsificados por mês no Distrito Federal. E mais: para os analistas na área educacional, um grande problema ligado à educação pública não é somente a tão discutida falta de verba governamental, mas também a grande quantidade de professores afastados por causa de atestados ilícitos comprados nos 5.568 municípios brasileiros. 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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ESPERANÇA

Felizmente, com o fim da era petista no poder, que deixou a economia brasileira muito doente, este novo governo traz esperança ao País para o crescimento econômico, estabilidade, criação de empregos e a queda do endividamento. Essa recuperação depende muito da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos gastos, da reforma da Previdência, das concessões, das privatizações, da queda da inflação e da redução dos juros. O importante é que o presidente Michel Temer tem assumido compromissos com os deputados e integrantes da equipe econômica, para tirar o Brasil da recessão o mais rápido possível, com essas medidas necessárias, e corrigir a maltratada economia brasileira.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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DESPONTANDO PARA O ANONIMATO

Se antes das eleições municipais o movimento "Fora Temer" e "Diretas já" já havia despontado para o anonimato, a derrota fragorosa do PT nas urnas sepultou de vez as aspirações do partido e de seus aliados em sabotar o governo Temer com manifestações baderneiras de rua. Inconformados, os parlamentares da esquerda, com raríssimas exceções, farão de tudo para boicotar, com argumentos pífios e mentirosos, qualquer proposta que venha do Planalto, como aconteceu na Câmara com a PEC 241, e se repetirá no Senado. A continuar nessa toada, não tardará para que estes partidos despontem também, de vez, para o anonimato. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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CORTANDO NA CARNE

O presidente Michel Temer, a exemplo de seus antecessores, declarou que o governo está cortando na carne, uma sutil alteração da expressão popularmente conhecida "cortar na própria carne". Sim, pois o que lemos pelos noticiários é que o governo vai economizar na Previdência, nos salários dos servidores públicos, nos serviços públicos e em outros de seus encargos. Ou seja, vai cortar, preferencialmente, na nossa carne. Ao mesmo tempo, ele ameaça punir os "traidores" da PEC do Teto, ou seja, os parlamentares da base do governo que votaram contra no primeiro turno da sua votação podem agora perder cargos e emendas. Ora, muitos desses cargos e, certamente, muitas das tais emendas são, como se sabe, dispensáveis e até prejudiciais ao País. Cumpre ressaltar, mais uma vez, que cortar na carne seria cortar de imediato inúmeros cargos em comissão, assim como incontáveis mordomias, que não são poucas, inclusive para ex-presidentes, consubstanciadas em veículos oficiais, aviões da FAB e um sem número de penduricalhos que engordam os seus vencimentos. Se o governo Temer não reduzir ao mínimo as despesas com os "encargos" acima apontados, carecerá da devida moral em cortar na carne alheia. Merece destaque, também, a legislação que pune juízes infratores quando condenados com a pena da aposentadoria compulsória, sem perda de vencimentos. O governo já ameaça retaliar quem da base tenha votado contra no primeiro turno da PEC e já começou a se debruçar sobre o mapa de votações para identificar insatisfações entre os aliados. As demandas dos parlamentares se referem a nomeações em aberto do setor elétrico e nas vice-presidências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal e a liberação de emendas parlamentares. O senador Romero Jucá (RR) afirmou que o governo quer acelerar a votação de ao menos quatro propostas legislativas, ao mesmo tempo que vai começar a discutir a reforma da Previdência. Tudo bem explicado, mas deveria fazê-lo só depois e, se necessário, de cortar as enormes despesas inúteis de uma administração ruim e perdulária. Em tempos de Lava Jato, não se aceita mais que se entregue a conta somente para os assalariados.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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ENQUANTO TEMER VIAJA

  

Seis meses depois de tomar o poder, o governo Temer continua inerte. Nenhuma mudança na economia que possa frear o desemprego crescente e fazer o País voltar a gerar riquezas. A locomotiva está parada e o trem, fora dos trilhos em todos os sentidos. Onde estão as medidas para demitir 200 mil ocupantes de cargos de confiança? Quando começará o desaparelhamento da máquina estatal? Revisão dos benefícios sociais? Auditorias nas estatais, fundações e ministérios serão realizadas? Os ministros envolvidos com denúncias de corrupção serão afastados? Nada mudou nem nunca mudará neste governo inerte, omisso e altamente envolvido com as mesmas coisas que foram tão faladas no passado recente. 

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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DESCRENTE

Não acredito que seja verdade! Excelentíssimo presidente Michel Temer, o sr. sabe como é quente a chapa em que está se propondo dançar! Não consigo acreditar no que tem sido ventilado na internet e até nos jornais de grande tiragem: que o senador Renan Calheiros está sendo cogitado para ministro. Isso enquanto o senador Romero Jucá faz campanha pela aprovação da lei de abuso de poder, que pode prejudicar o andamento da Operação Lava Jato. Saiba que os brasileiros estão cansados de ser ludibriados e querem justiça, e a Lava Jato caiu na simpatia de todos os que procuram o cumprimento da lei neste país.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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LAVA TOGA

Antes de cobrarmos o presidente Michel Temer pelas safadezas de Romero Jucá e Renan Calheiros, devemos, sim, cobrar a quem de direito: o Supremo Tribunal Federal (STF). Afinal, Temer nem os consideraria se o tribunal tivesse feito seu trabalho, pois certamente estariam muito longe da vida política e, com muita sorte, até mesmo atrás das grades. Porém, o STF parece ser a última das instituições a quer que o Brasil mude e continua cevando a impunidade dos poderosos. Renan e Jucá são "fregueses" do Supremo há mais de década e nunca foram julgados. Quando condenam alguém, surge um ministro Luiz Roberto Barroso que, em parceria com o procurador-geral Rodrigo Janot, trata de conceder perdões judiciais aos sortudos. O último foi para José Dirceu, aquele que conseguiu continuar roubando, mesmo estando atrás das grades. Dirceu fez das suas enquanto cumpria pena pelo que havia sido condenado no mensalão, que foi perdoada agora. No fim, o STF premiou o meliante contumaz por ter burlado o sistema judicial e nós, pobres mortais nascidos neste país do absurdo, temos de aceitar mais essa! É o morde-e-sopra do Supremo! Via de regra, depois de bonitas palavras dos ministros do STF contra a impunidade e a lerdeza da Justiça, eles tratam de nos desiludir com seus atos. Com um Supremo desta qualidade, o Brasil jamais sairá do atoleiro em que a corrupção desenfreada nos jogou, e os Jucás, Calheiros e Dirceus continuarão crescendo e se multiplicando. É hora da realização de uma Operação Lava Togas! Vamos limpar o Brasil? 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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À ESPERA DA LIMPEZA GERAL

O falatório que hoje corre nas ruas, nos bares, nos botequins e nas padarias, nos salões de festas, nos salões paroquias, nas barbearias, nas farmácias, nos supermercados, enfim, em todos os lugares onde encontramos um grupo de pessoas é sempre este: "O Brasil ficaria bem melhor se o Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Presidência da Republica, a Câmara e o Senado desligassem a aparelhagem de ar-condicionado, a geladeira, a máquina de café, apagassem todas as luzes, trancassem as portas, jogassem as chaves no mato e nos deixassem viver em paz, esperando a limpeza geral.  

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

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FOI DADA A LARGADA

No dia 14 de outubro, sexta-feira, a incredulidade do brasileiro proprietário de veículo automotor custou a ser refeita. A Petrobrás anunciou a redução do preço dos combustíveis. O Grupo Executivo de Mercado e Preços, em sua primeira reunião, decidiu reduzir o preço do diesel em 2,7% em média. E a gasolina deve ficar 3,2% mais barata. A queda nas bombas não deve passar de cinco centavos, mas o importante é que foi dada a largada num processo que não ocorria desde 2009 e que entrou em vigor a partir da zero hora de sábado. Espera-se que essa redução possa empurrar a inflação para baixo, um incentivo para que o Banco Central se anime a reduzir a taxa de juros, a Selic, que estacionou em 14,25% ao ano desde julho do ano passado. A estatal deixa bem claro que os preços podem cair, subir ou se manter iguais. Espera-se que a redução de R$ 0,05 por litro não seja alterada tão logo por um aumento muitas vezes maior. Num ranking de 176 países feito em setembro, a Venezuela tem o litro a R$ 0,03, mais barato. Uma notícia vinda da diretoria da Petrobrás mostra que, de fato, uma nova mentalidade está gerindo o Brasil: no processo de desoneração dos cabides de emprego e a corrupção, está em processo de venda a BR Distribuidora, que tornou Nestor Cerveró um dos homens mais poderosos do império petista.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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NÃO PERCEBO   

Na sexta-feira, dia 14/10, a Petrobrás anunciou a redução do preço da gasolina em 3,2% e do diesel em 2,7%, em média, e o ministro da Fazenda ficou satisfeito com o consequente reflexo na diminuição da inflação. É uma decisão estranha quando a estatal, atolada em dívidas, põe seu acervo à venda, como a BR Distribuidora. É bom lembrar que recentemente, no governo anterior, a empresa não pôde elevar o preço da gasolina, embora tivesse de importar mais caro o derivado, porque a capacidade de refino não atendia ao aumento do consumo estimulado com a redução dos impostos no preço dos automóveis, com preço maior do que o da venda, com prejuízo, portanto. E agora, José? 

Roldão Simas Filho rsimasfilho@gmail.com

Brasília

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INFLUÊNCIA DO GOVERNO

A propósito da entrevista concedida pelo sr. Edmilson Moutinho à repórter Mariana Sallowicz, publicada no "Estadão" de 15/10/2016, no caderno Economia, página B5, sobre a influência do governo na política de preços dos combustíveis, acho importante observar que nas entrelinhas o entrevistado deixa entrever um viés suspeito, sobretudo porque ele nem sequer tangenciou a questão de que a definição dos preços poderia estar na busca do nivelamento deles aos preços internacionais. Por outro lado, questões nevrálgicas numa empresa ou num governo têm de ser discutidas entre os setores envolvidos, não significando isso ingerência. Falar em influência velada é levantar suspeitas sobre algo que nem ele nem nós temos o direito de fazer, porque dela não participamos. O senhor Moutinho deveria, como especialista, fazer um comentário técnico e não levantar suposições que colocam sob suspeita a trajetória do sr. Pedro Parente, que nunca foi um pau mandado em cargos anteriores. Em tempo: não sou procurador do sr Pedro Parente.

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

São Paulo

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REFORMA POLÍTICA

 

Vicente Cândido, do PT, defende doações mais modestas de eleitores e candidatos e declara que a parte "pública" do financiamento viria de um fundo eleitoral com dinheiro do Tesouro Nacional. O relator se esqueceu de mencionar que o Tesouro Nacional é abastecido pelos impostos pagos pelo povo brasileiro. Ninguém consultou a população se deseja ou não financiar campanhas políticas. Por que o Fundo Eleitoral não é abastecido com uma porcentagem de 50% da remuneração de todos os políticos do Brasil? Chega de andar com a mão no bolso do contribuinte. Ninguém vai até a casa de um cidadão exigindo que seja candidato, vai porque sabe que, uma vez eleito, está com a vida feita, mordomias e imunidade parlamentar.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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EDUCAÇÃO

Ao ler a carta assinada pelo leitor sr. Vagner Ricciardi ("Novo currículo", 15/10, A3), sobre a proposta do movimento "Comissão Ocupa e Resiste" para alteração da Base Nacional Comum Curricular, fiquei frustrado e triste ao ver que temos jovens com esta mentalidade. O que esperar para o futuro destes e que tipo de contribuição podem dar ao País? Fico imaginando, também, o que devem pensar os pais destes jovens depois de certamente se esforçarem para criá-los e ver que querem acabar com o ensino da Língua Portuguesa e de Matemática nas escolas. Pobre país!

 

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo 

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ZONA AZUL DIGITAL

Com a obrigatoriedade de utilização de Cartão Zona Azul Digital, o prefeito Fernando Haddad (PT-SP) passa a ser conivente com os assaltantes que certamente atacarão o cidadão com celular e cartão de crédito em mãos, na hora de estacionar. Além do que, obriga o cidadão a comprar celulares modernos e caríssimos, o que é inconstitucional. É imprescindível que seja revogada essa medida esdrúxula, mantendo, como opção, a compra de cartões para estacionamento. 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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DESASTRE HUMANITÁRIO

Será que nenhum poder neste mundo, dito civilizado, pode acabar com a tragédia na Síria, que está acabando com esta e com as próximas gerações?

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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O MUNDO EM EQUILÍBRIO

Os americanos bombardeiam Mossul; os russos bombardeiam Aleppo. O mundo respira aliviado. 

Milan Trsic cra612@gmail.com

Ribeirão Preto

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ELEIÇÃO NOS EUA

Assídua e apreciadora das crônicas de Lúcia Guimarães, devo dizer que ela se superou com o artigo "Trumpanaros" (17/10, C10). Quem não leu não sabe o que perdeu! Parabéns, "Estadão" por articulistas desse porte.

Candida Barros candy.barr@uol.com.br

São Paulo

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