Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2016 | 03h00

CORRUPÇÃO

Eugênio Aragão

Esta é a palavra: indignação. Foi o sentimento que se apossou de mim – e, com certeza, de muitos outros brasileiros íntegros – ao ler as justificativas de um tal de Eugênio Aragão (ex-ministro da Justiça da dona Dilma) para a roubalheira monumental que ocorreu no Brasil. O editorial Os catedráticos da bandalheira (23/10, A3) transcreve as opiniões desse senhor, publicadas na CartaCapital, onde diz que a corrupção não é apenas “tolerável”, mas em certos aspectos “positiva”. Não contente, continua a dizer sandices, na linha agora adotada pelo guru dos petralhas, que, não tendo como se explicar diante de tantas evidências de “malfeitos”, passou a admitir que sem corrupção não se governa (Por que querem me condenar, na Folha de S.Paulo, 18/10, A3). Quer dizer, então, que o “catedrático” Lula já fez escola! Minha indignação vem do fato de que já fui gestor de recursos públicos e sei muito bem que cartel, “conversinha fiada” e “agrados” têm um antídoto eficaz composto de apenas quatro palavras: basta não dar brecha.

ANTONIO CARLOS G. DA SILVA

acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

Da leitura da entrevista à revista CartaCapital depreendo que o ex-ministro está mais para “locupletemo-nos todos” do que para “restaure-se a moralidade”.

ROBERTO BRUZADIN

bobbruza@terra.com.br

São Paulo

O dr. Aragão é um humorista de fazer inveja ao outro Aragão mais bem-sucedido na carreira. Então, ficamos assim: os traficantes são bem-vindos desde que deem uma ajudazinha aos vizinhos, uma graninha aqui, um transportezinho ali...

AUGUSTO CESAR FURTADO

furtadocesar@hotmail.com

São Paulo

Tolerável e positiva?!

Quando um ex-ministro da Justiça de governo petista critica a Lava Jato e diz que a corrupção é tolerável e até positiva, significa que não precisamos de um juiz Sergio Moro, mas de mil juízes Sergio Moro. E significa que não precisamos de uma Operação Lava Jato, mas de 10 mil. O que esses caras devem ter aprontado não está no gibi.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

OPERAÇÃO MÉTIS

Polícia legislativa

Até sexta-feira passada desconhecia a existência de uma polícia do Senado com tantos poderes. Sempre imaginei que havia seguranças no Congresso, o que faz sentido, mas uma polícia com esse grau de sofisticação nunca me ocorreu. Afinal, não é atribuição do Executivo o poder oficial de polícia? Não temos já a Polícia Federal? A proteção dos senadores deveria estar a cargo desta, e não haver uma polícia a serviço especial dos parlamentares pagos por todos nós.

FRANCISCO DA COSTA OLIVEIRA

fcoxav@gmail.com

São Paulo

ABUSO DE AUTORIDADE

O ‘antigo novo’ projeto

Discordo da posição de alguns juristas e blogs que dizem ser o projeto de lei sobre abuso de autoridade anterior à Operação Lava Jato e que apresenta correção no texto. Primeiro, o PLS é de 2009, mas foi ardilosamente remodelado pelos senadores Romero Jucá e Renan Calheiros, ambos investigados na Lava Jato, para que o novo projeto pudesse ser antecipado nas prioridades de votações de leis no Congresso e não soasse como represálias à Lava Jato. Segundo, este novo PLS aniquila, sim, as investigações de grande vulto, as quais se prevalecem, principalmente, das escutas telefônicas e das delações premiadas. Paralisam as escutas telefônicas quando o investigado, eventualmente, venha a comunicar-se com terceiros que sejam desconhecidos na investigação inicial ou tenham o dever de sigilo, mesmo que essas pessoas possam ser partícipes, mandantes ou coautores do crime apurado. Aniquila as delações premiadas porque o investigado a qualquer tempo poderá voltar-se contra o investigador com ações privativas, alegando algum tipo de constrangimento, tumultuando a ação penal. Isso sem contar, dentre tantas armadilhas, com a proibição das detenções momentâneas para averiguação de indivíduos com identificação duvidosa ou de ébrios agressivos, por causa da exigência de comunicá-la a defensor e juiz, como se estes estivessem sempre à disposição nos plantões policiais.

EDENILSON MEIRA

merojudas@hotmail.com

Guareí

SEGURANÇA PÚBLICA

PCC x CV

Hesitei em escrever, pois não posso manifestar-me sobre política partidária. Porém não se trata disso, mas de questão de segurança pública. Daí por que não posso deixar de ressaltar que, no excelente artigo acerca da disputa PCC x CV, a socióloga e professora universitária Camila Nunes Dias (Aliás, 23/10) se esqueceu (talvez por deformação profissional) de citar uma das duas causas principais do domínio adquirido pelo PCC: o Foro de São Paulo e o status quase que “diplomático” dos representantes das

Farc no Brasil, possibilitado, durante quase dez anos, pelo PT. No crime organizado, fácil acesso a drogas é poder. Somente agora, depois de mais de uma década, os narcoterroristas foram reconhecidos pelo governo federal como tal, e não como “guerrilheiros pela liberdade” – cuja existência não faz sentido numa democracia. Assim, não é só o governo estadual que deve explicações ao povo.

FRANCISCO JOSÉ GALVÃO BRUNO

fjgbruno@gmail.com

São Paulo

RIO DE JANEIRO

Eleição da desilusão

A campanha eleitoral do segundo turno no Rio de Janeiro está ganhando contornos dramáticos, com ambos os candidatos em campanha expondo os podres do oponente. Na verdade, estão prestando um grande serviço aos eleitores, ao mostrarem que nenhum deles tem condição moral para governar a capital fluminense. Tudo leva a crer que, independentemente de quem ganhe a eleição, os cariocas terão quatro anos para se arrepender.

LUÍS SEVERIANO S. RODRIGUES

luisseveriano@bol.com.br

Mesquita (RJ)

Freixo x Crivella

Uma pena a reportagem de domingo do Estadão não ter destrinchado o atemorizador programa de Marcelo Freixo, ao mencionar a presença de uma economista liberal entre seus consultores. O programa do socialista prevê cinco novas estatais, incluído um banco público (“BMDES”), além da estatização do transporte coletivo. Sai mais barato pagar os 10% do dízimo que sustentar a loucura estatista dos programas da atrasada esquerda brasileira.

LUIZ EDUARDO PEIXOTO

luizedu.peixoto@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


MONUMENTO À CORRUPÇÃO


Emílio Odebrecht confirmou publicamente aquilo que sempre soubemos, que “o Itaquerão foi um presente para o Lula”. Corrupção absurda e superfaturamento na construção do estádio do Corinthians por mais de R$ 1,2 bilhão, tudo pago com o nosso dinheiro. Lula, Andrez Sanches e a Odebrecht devem responder e pagar por suas ações, que causaram prejuízo bilionário aos cofres públicos. O Itaquerão é um verdadeiro monumento à corrupção. Vergonhoso.


Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo


*

CARA DE SORTE


A “alma mais honesta” do País é um cara de sorte. Recebeu vários presentes dos que se beneficiaram do seu governo. Não considerando os que estão guardados em cofre forte do Banco do Brasil, agora veio à tona que a arena do Corinthians foi um “mimo” dado a Lula pelo dono da construtora Odebrecht, Emílio Odebrecht. Também Léo Pinheiro, da OAS, o presenteou com dois “mimos”, o sítio de Atibaia e o tríplex do Guarujá. Outros virão, mas, de qualquer forma, êta homem de sorte, sô!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


*

ARENA LULÃO


Quando Lula começou a se movimentar para que fosse construído um estádio moderno para o Corinthians, com a desculpa de que seria usado na Copa do Mundo aqui, no Brasil, com alguns jogos em São Paulo, e que o Morumbi não tinha condições para preencher as exigências da Fifa, fui totalmente contrário, porque entendia que seria uma forma de politicagem que não terminaria bem para o clube. Na época, enviei carta a este jornal, que a publicou em seu “Fórum”, em que eu mostrava ser contra tal projeto e sugeria que, em vez de construir um estádio, o Corinthians deveria tentar fazer com a Prefeitura de Paulo um contrato de usufruto do Pacaembu por uns 30 anos, nos quais se responsabilizaria pela sua manutenção, que custava caro à Prefeitura e a renda de uso eventual para futebol ou espetáculos quaisquer não cobriam tais gastos. Desde então, cada vez que se fala em Itaquerão e na tentativa de achar comprador para ter direito a exibir um nome seu para o estádio, lembro-me de que tinham razão alguns “amigos” que, desde o começo de uso do estádio, tiram uma com a minha cara (parte deles petista, infelizmente), porque ele é conhecido pela torcida como a “Arena Lulão”. Agora vem o dono da Odebrecht afirmar que o estádio foi “um presente” para Lula! Que presente é este, que custa caro ao clube, não rende o suficiente para pagar suas mensalidades e, a continuar assim, será perdido? Um estádio que não rende o suficiente para pagar seus custos de manutenção e financiamento para construção e faz o clube viver numa miséria desgraçada, que o obriga a se desfazer de boleiros de qualidade e contratar para seu lugar outros sem categoria alguma para vestir nossa gloriosa camisa.


Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça


*

DEFENSORES DA BANDALHA


Sob o título “Os catedráticos em bandalheiras”, o editorial do “Estadão” de 23/10 invoca declarações de Lula e do ex-ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff Eugênio Aragão, que tentam desqualificar o trabalho da Lava Jato, referindo-se com maior avidez contra os procuradores federais que compõem a força-tarefa. Começa com Lula afirmando que os policiais e procuradores da Lava Jato desconhecem o que significa “governo de coalizão”, “uma perigosa ignorância dos agentes da lei quanto ao funcionamento do governo e das instituições”. E, depois, piora muito, pois Aragão simplesmente afirma que a corrupção torna ágil a ação estatal, “que botaram na cabeça uma ideia falso-moralista de que o País tem de ser limpo”. Repito, este senhor era ministro da Justiça! Tão sem noção que expõe a naturalidade da delinquência em todos os setores da administração, a fim de que os procedimentos se encerrassem com eficiência, ou, em suas palavras, “corrupção que, na verdade, serve como uma graxa na engrenagem da máquina, essa, do ponto de vista econômico, é tolerável”. Sinceramente, a primeira coisa que penso ao ler este editorial é como adoraria que não fosse lido por nenhum correspondente estrangeiro. Enrubesci com a fala desta gente. Nada a dizer.


Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo


*

ARAGONIANAS


Muito mais que afirmação da delinquência, apologia à impunidade. E pensar que um sujeito destes foi um dia nosso ministro da Justiça.


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


*

VERGONHA E INDIGNAÇÃO


A leitura do editorial “Os catedráticos em bandalheiras” me provocou um misto de vergonha e indignação. Vergonha pelo constrangimento à instituição Ministério Público Federal (MPF), que integrei por 21 anos. Indignação, por ler as barbaridades que diz um ex-colega, que foi até corregedor do MPF, vale dizer, responsável por zelar pelo correto procedimento dos integrantes da instituição no exercício de suas funções, tem o descaramento de declarar que os procuradores da República fazem o combate à corrupção por serem jovens e não conhecerem economia! Felizmente, os jovens procuradores da República – se bem que há na força-tarefa alguns não tão jovens assim – conduzem sua atuação, na Operação Lava Jato, escorados em estudos sérios e consistentes para a sua atividade-fim; não foram contaminados pela acomodação nem cederam à covardia, que pode se ocultar facilmente em atitudes ditas “discretas e serenas”. Agora dá para entender por que a ex-presidente da República o escolheu para ministro da Justiça. A pessoa certa na hora certa: impedir que os “vazamentos” – que nada mais foram do que a revelação dos crimes cometidos em sua grande maioria por petistas e integrantes dos governos federais nestes últimos 13 anos – pudessem vir ao conhecimento do público, que tem o direito de conhecer a fundo todas as mazelas da vida política nacional da era lulopetista. E, se o combate à corrupção tira empregos do Brasil, quem é o responsável pelos 12 milhões de desempregados que hoje temos em nossa sociedade e que não ficaram desempregados após o início da Operação Lava Jato? O que foi dito por Eugênio Aragão não é mera opinião, desprovida de significado e consequências, não! Ele aceita a corrupção, o que o torna incompatibilizado com o cargo público que detém e pelo qual é remunerado pelo erário.


Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo


*

‘OS CATEDRÁTICOS EM BANDALHEIRAS’


O que prejudica o País não é o combate à corrupção, e sim a corrupção...


Milton Longobardi miltonlongobardi@gmail.com

São Paulo


*

ESTUPEFATO E ESTARRECIDO


Estupefação e estarrecimento são as sensações que tive ao ler o editorial “Os catedráticos em bandalheira” (23/10, A3). É de estarrecer qualquer um ficar sabendo que o ex-presidente Lula pensa (como provavelmente muitos outros petistas) que um governo de coalizão só funciona na base da compra de votos dos representantes no Congresso, ou seja, com desvio de dinheiro público para dobrar convicções pessoais. O mesmo pode-se dizer dos argumentos do ex-ministro Eugênio Aragão, que defende a corrupção como “tolerável” e, em certos aspectos, “positiva”. E por aí vai a apologia da corrupção, que chega a ser justificada como sendo “um problema estrutural simples”, e não um problema moral. Seguindo o pensamento desses “catedráticos de botequim”, deveríamos mudar radicalmente nossas leis. Não valeria mais o valor das ideias e dos projetos apresentados. Valeria, sim, quanto de dinheiro é necessário distribuir para que estes prosperem. Ou seja, quem tem dinheiro para distribuir consegue fazer vingar os seus. Quem não tem, mesmo tendo projetos melhores, não consegue.  Teríamos, por tanto, não um governo de coalizão pela inteligência e bom senso no interesse da Nação, mas um governo de imposição pela força pecuniária no interesse dos que estão no poder. É ou não é de deixar qualquer um estupefato saber que pessoas que comandaram os destinos da Nação pensam ser normal, e até necessário, usar o vil metal para comprar a consciência dos que nos representam?  Parece que o Apocalipse chegou mesmo. Quando será que conseguiremos separar o joio do trigo em nossa tão desvirtuada política?


Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

   

*

OPERAÇÃO LAVA JATO


A quadrilha que assaltou a Petrobrás – e nem é preciso dar nomes, pois grande parte está presa e ou indiciada – fica revoltada e culpa o juiz Sérgio Moro. Ocorre que Moro é ágil e competente. O que eles esperavam de fato era uma justiça lenta, leniente e compreensiva com os criminosos poderosos. Isso vem de uma prática do Supremo Tribunal Federal (STF) que vem sentando sobre diversos processos até que eles prescrevam. Felizmente, a nova safra de procuradores não se coaduna com os malfeitos destes canalhas que jogaram o País num buraco, deixando milhões de desempregados. Triste é ver a cara de pau dos defensores dos criminosos tentando desconstruir a narrativa dos procuradores que detêm os documentos e as provas. Pode demorar, mas ainda veremos essa gente pagando por seus crimes.    


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


*

OPERAÇÃO MÉTIS


Em Brasília (DF), a situação está ficando tão complicada que até policiais que atuam no Senado foram presos, na sexta-feira: pelo visto, soda cáustica e creolina não resolvem mais para limpar tanta sujeira.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


*

A POLÍCIA DO CONGRESSO


A notícia da prisão de policiais do Senado pela Polícia Federal expôs o descalabro da administração do dinheiro público. Por que nossos parlamentares precisam de polícia própria? Seguranças não bastariam para impor a ordem e manter a integridade do patrimônio? Recebem salário desproporcionalmente superior à categoria, ainda mais por não estarem expostos às situações de risco a que se expõem seus congêneres da polícia. Treinamento antigrampo ou de arapongagem nos EUA? Fatos como este expõem o Parlamento a um ridículo abuso de poder, onde tudo se pode em causa própria. Exemplifica, também, que a administração pública tem muita gordura a ser cortada se o governo tiver intenção real de racionalizar as despesas do País. A notícia caracterizou uma situação em que o abuso do poder foi utilizado da forma mais imprópria, em clara demonstração de desperdício ao contribuinte.


Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba


*

ATÉ QUANDO?


O Serviço de Segurança do Senado tem 153 policiais com remuneração entre R$ 16.894,95 e R$ 20.228,33 por 40 horas semanais, e as qualificações são ter ensino médio e carteira de motorista. Em que país de “castas” os “senhores e senhoras” congressistas pensam que estão para, de forma privilegiada, gastar dinheiro como se viesse do nada? Esquecem-se de que gastam o dinheiro dos impostos de uma população que tem cerca de 30 milhões de desempregados ou com empregos precários e à qual não são fornecidos, com qualidade adequada, os serviços mínimos previstos constitucionalmente? Até quando vamos suportar isso?


Jorge Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú


*

‘GATO E RATO’


Segundo Eliane Cantanhêde (23/10, A8), “a questão, porém, é saber se quem extrapolou competências foi a Polícia Legislativa, que fez varreduras a favor dos senadores, ou a Polícia Federal, que prendeu policiais legislativos por contraespionagem”. Na minha humilde opinião, o mais importante não é saber quem extrapolou competências, e sim quem está defendendo o nosso país: qual a polícia que está defendendo corruptos e qual a polícia que está prendendo corruptos? Povo brasileiro, vamos nos unir para pedir o fim da Polícia Legislativa e apoiar o trabalho dos policiais federais, que cumprem ordens judiciais em defesa do nosso país. Eu apoio a Polícia Federal e a Operação Lava Jato.


Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana


*

NOVOS HERÓIS


Salvem os corajosos policiais legislativos do Senado Federal que denunciaram o seu superior por práticas ilegais. O contagioso bom exemplo, dado pelos policiais federais e pelos procuradores federais, está despertando um sentimento de patriotismo “esquecido” durante os últimos 13 anos de governo comunista bolivariano do PT.


Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)


*

O SUSPEITO RENAN


Renan Calheiros fala grosso, critica a ação da Polícia Federal porque fez varreduras e prendeu policiais do Senado nas dependências desta Casa, que ele preside, porque prestaram serviço ilícito fora da Casa para alguns parlamentares denunciados na Operação Lava Jato. Mas sua preocupação e angústia certamente são por outra razão... Ocorre que este astuto senador alagoano anda tenso porque pressente que sua hora também está chegando de acertar as contas com o nosso Judiciário. Não lhe faltam graves denúncias nas costas, de supostamente ter recebido muita propina, principalmente ligada ao petrolão. E Renan também é cúmplice das ilicitudes que motivaram a oportuna ação da Polícia Federal, porque, como presidente do Senado, no mínimo fez vistas grossas, já que acha que tudo pode nesta República. Aliás, caberia a este senador ser processado também por abuso de autoridade e desrespeito à nossa Constituição.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


*

EM CAUSA PRÓPRIA


Nos altos escalões da República todos afirmam serem a favor da Lava Jato, mas sub-repticiamente muitos trabalham para limitar seu trabalho. Se o Supremo Tribunal Federal (STF) cumprisse sua missão, Renan Calheiros não estaria depois de 12 processos abertos contra ele, alguns com 10 anos, manobrando no Senado para que esta lei de Abuso de Autoridade fosse aprovada e para ameaçar o trabalho da força-tarefa, que muito tem feito pela moralização dos procedimentos políticos no Brasil. Fato inédito na nossa história e mostrando que ainda temos instituições com muita coragem para enfrentar ricos e poderosos.


Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


*

OBSTRUÇÃO DA JUSTIÇA


Mais uma vez, políticos corruptos que se consideram intocáveis tentaram utilizar meios ilícitos para impedir o avanço da Operação Lava Jato e de outras ações contrárias aos seus interesses pessoais. Ainda não entenderam que essa onda de moralização que varre o nosso país, com amplo apoio da opinião pública, veio para ficar, e que é apenas uma questão de tempo o seu total desmascaramento, e que nada poderão fazer contra essa onda, por mais poderes que detenham no momento.


Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro


*

OS INTOCÁVEIS


Alguns senadores não gostaram de a Polícia Federal ter prendido agentes da polícia do Senado. Na realidade, se este país fosse sério, a grande maioria dos políticos teria de ser processada e devolver o dinheiro surrupiado dos cofres públicos. Como é que alguém com o salário deles tem patrimônio de centenas de milhões? Ainda têm direito a foro privilegiado (STF), que é um tribunal político, e não os pune. E, além do mais, querem propor medidas para controle do Ministério Público e do Judiciário, para poderem continuar praticando seus crimes. Pobre Brasil!


Paulo de Tarso Abrão ptabrao@uol.com.br

São Paulo


*

POR UM BRASIL MELHOR


A polícia finalmente bateu à porta do Congresso brasileiro, local onde existe a maior concentração de bandidos por metro quadrado no País. Desta vez apenas alguns bagres miúdos foram capturados, mas os bagres graúdos não gostaram da novidade e estão se organizando com novas leis para se manterem longe do alcance da lei. O combate à epidemia de corrupção que vem destruindo o País terá de ser feito de baixo para cima, pela polícia, e terá de culminar com mudanças radicais nos tribunais superiores, que se mostram absolutamente inoperantes nesta luta. Que dizer do Tribunal Superior Eleitoral, que até agora não foi capaz de concluir a análise das contas da campanha da presidente cassada Dilma Rousseff? E o Supremo Tribunal Federal vai passar as próximas décadas tranquilamente sentado em cima dos processos contra Renan Calheiros, Eduardo Cunha e demais políticos que respondem sem pressa aos seus incontáveis processos empilhados na gaveta do STF. O trabalho da polícia, com a possibilidade de prisão já na segunda instância, somado a mudanças radicais nos tribunais superiores, é o caminho para o Brasil deixar de ser um dos países mais corruptos do planeta.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


*

SANEAMENTO


Para que se possa sanear a contaminada política no Brasil, seria preciso, numa primeira fase: o impeachment de Dilma Rousseff; o encarceramento de Eduardo Cunha; o encarceramento de Renan Calheiros; o encarceramento de Lula; e o encarceramento de Fernando Collor. Ainda estariam faltando três prisões.


João Serrano jtserrano@terra.com.br

Osasco


*

ONDE ESTAVA A RECEITA?


Em junho deste ano foram bloqueados, pela 6.ª Vara Federal de Curitiba, R$ 220,6 milhões do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Em despacho, no último dia 17, o juiz federal Sérgio Moro também decretou o bloqueio dos carros de luxo da família do peemedebista, avaliados, ao todo, em R$ 1 milhão. Até o momento, Cunha tem justificado seu patrimônio como sendo resultado do lucro da venda de carnes enlatadas para países da África, no final da década de 1980, e das operações feitas no mercado financeiro. Agora, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acaba de encaminhar à mesma 6.ª Vara Federal de Curitiba dados que comprovam a movimentação de R$ 25,2 milhões em papéis da Petrobrás e da OGX. A questão que se impõe é a seguinte: como a Receita Federal não detectou incompatibilidades entre os ganhos declarados por Cunha e seu patrimônio? Afinal, como alguém que sempre esteve ligado à política e nunca se destacou no ramo empresarial poderia constituir um patrimônio milionário como o que tem o ex-presidente da Câmara? Parece que o leão da Receita, sabe-se lá por quais motivos, preferiu não fazer de Cunha sua presa.


Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte


*

FICÇÃO E REALIDADE


A imprensa internacional se esquece do principal ao comparar Eduardo Cunha ao personagem Frank Underwood, da série “House of Cards”. O personagem da série é fictício, o nosso personagem é verdadeiro.


Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


*

HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS


Eduardo Cunha contratou advogado especialista em delação premiada. Os honorários desse advogado serão pagos com dinheiro ganho honestamente, como parlamentar brasileiro. Obviamente, serão necessários alguns empréstimos dos deputados amigos para completar o salário desse especialista. A eficiente Justiça brasileira não permitirá que dinheiro desviado dos cofres públicos seja utilizado na defesa de parlamentares corruptos.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


*

POR QUÊ?


Em meio a todo o burburinho resultante da detenção de Eduardo Cunha, o cidadão comum vê despertada no seu espírito uma dúvida insistente que, embora aparentemente não seja importante para o fato consumado pela ação de Sérgio Moro, preocupa-o  em relação à necessidade de mudança nos procedimentos da própria Justiça e, em particular, do  STF, guardião da Constituição: por que aquela vetusta e erudita equipe de juristas não determinou antes a prisão preventiva de Cunha, solicitada pelo procurador-geral da República desde junho, diante de provas irrefutáveis e numerosas de corrupção, quando Cunha ainda era parlamentar, protegido, portanto, pelo foro privilegiado, e agora, transcorridas algumas semanas após sua cassação, decidida pelo juiz de Curitiba? Tomara que a justificativa para a omissão se prenda somente ao assoberbamento de serviço na Corte.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


*

A DELAÇÃO DE CUNHA


Eduardo Cunha não irá fazer delação alguma porque é um homem forte, inteligente, que sabe das coisas, e, se delatar, derrubará por terra tudo o que conseguiu favoravelmente ao Brasil ao assumir a implantação do impeachment de Dilma, derrubando-a.


Artur Topgian topgian@terra.com.br

São Paulo


*

JOSÉ DIRCEU


Zé Dirceu apelou para o juiz Sérgio Moro. Quer liberdade para trabalhar, sustentar a família. Ainda não percebeu que “delação premiada” abrevia pena, mas não quer “cantar”. O Zé tem muito a oferecer, sabe de coisas do arco da velha, mas não quer abrir o bico. Assim, vai mofar na cadeia.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


*

CADÊ O DINHEIRO?


O impostômetro registrou, nesta semana, a marca de mais de R$ 1,6 trilhão em arrecadação tributária. Os números falam por si sós. Fica difícil de acreditar na justificativa do governo federal de que precisamos reduzir investimentos ao invés de combater a corrupção de forma célere e efetiva. Arrecadamos uma verdadeira fortuna em tributos, e, ainda assim, estamos literalmente quebrados. Tem alguma coisa errada nisso tudo. Além disso, vale registrar que não está incluído nessa conta o dinheiro sonegado ou, pior, os bilhões de reais perdidos com a corrupção nos três níveis de governo e nos Três Poderes da República. Não precisamos de mais impostos nem de redução dos investimentos. Precisamos, sim, e agora, de competência na gestão do dinheiro público e, principalmente, um combate incansável contra a corrupção.


Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema


*

PEC DO TETO


Muito esclarecedora a reportagem de página dupla sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estabelece um teto para os gastos públicos (“Estadão”, 23/10, B4 e B5). As explicações objetivas e os diversos pontos de vista ajudam a aprofundar o debate na busca de soluções macroeconômicas para o País sair desta prolongada recessão econômica que já dura dois anos.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


*

DIFICULDADES PARA A PEC 241


Não acredito numa PEC integral. Há tanta oposição entre os “aliados” que leva a muitas concessões a este pessoal faminto...


Geraldo F. Marcondes Jr. gfonsecamarcondes@uol.com.br

São Paulo


*

A VEZ DOS SENADORES


A história se repete como farsa. Primeiro, foi o banquete com os deputados federais aliados no Palácio da Alvorada, para conseguir aprovar a PEC 241. Agora, a jogada se repete como uma falsa negociação. O atual presidente, Michel Temer, está agendando um jantar especial com os senadores para garantir os votos de que precisa. E que se dane o contribuinte, que, além de patrocinar a farra palaciana, ainda vai sofrer as consequências de redução de verbas na saúde e na educação, entre outras áreas. Um fato lamentável.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


*

COQUETEL DA PEC


Desde a saída de Lula, aposto que nos coquetéis presidenciais tem whisky no lugar de pinga.


Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.vcom.br

São Paulo


*

JOÃO DORIA E OS EX-PREFEITOS


Em sua campanha eleitoral, o prefeito eleito João Doria (PSDB) só fez criticar todas as gestões anteriores, não salvou nenhum e Fernando Haddad foi o mais pisoteado. Agora, contrariando seu discurso de campanha, está tentando juntar todos os ex-prefeitos num conselho. Segundo ele, seu propósito é tirar o que de melhor existe em cada um. Ora, senhor prefeito, chega de blá blá blá, o povo está cansado de saber que bafo de boca não cozinha ovo. Que tal ficar quietinho e deixar o barco correr?


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo


*

CONSELHO DE NOTÁVEIS


Concordo em número, gênero e grau com os missivistas srs. Marcia Meirelles, Maurício Bessa, Carmela T. Chaves e Luiz Francisco de Assis Salgado (“Fórum dos Leitores” de 22/10, páginas A2 e A3) sobre o recado das urnas. Sou favorável ao Conselho Municipal de Notáveis, exceto Fernando Haddad, Marta Suplicy e Luiza Erundina, cujo populismo mostrou-se desastroso.


João Ferreira da Mota jfmota29@gmail.com

São Paulo


*

SIM AO CONSELHO


Ao contrário de outros leitores que se manifestaram neste fórum contra a ideia de Doria formar um conselho de ex-prefeitos, considero iniciativa muito meritória, pois todos podem dar excelentes contribuições, fruto de sua vivência como ex-prefeitos, já que adversários políticos não são inimigos e não só podem como devem colaborar com seus conselhos e opiniões para com o prefeito eleito. Assim, sem rancor e com espírito de união pelo interesse público, agem os políticos de bem.


Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo


*

CONTO DO VIGÁRIO


Em que conto do vigário caíram os paulistanos ao votarem em João Doria. Desalentador não só para os paulistanos, como para todos nós, paulistas, e mesmo para os brasileiros de outros Estados. Um desgraçado destes não tem ninguém na família, no círculo de conhecidos, para acordá-lo? Os de seu próprio covil político não se manifestam? Tudo bem para todas as salafrarices futuras? Que é que vamos ter por quatro anos à testa da Pauliceia? (Quando se chega a este nível de irresponsabilidade, ocorre-me a frase de Unamuno em 12 de outubro de 1936, em Salamanca: “Me parece inútil el pediros que penséis en España” – Parece-me inútil pedir-vos que penseis na Espanha.) Cumprimentos ao missivista sr. Ronald da Cunha pela informação sobre o projeto da Light em 1895.


Claudio M. Chaves claudiochaves@brasilereformaagraria.com

Piracicaba


*

RECADO DAS URNAS


Parece que o sr. João Doria não entendeu o recado das urnas, afinal está querendo se unir com todos candidatos rejeitados pelo povo, gente que jamais deveria ter exercido um cargo público, gente incapacitada, como o sr. “Haddares”, que fez tudo contra o povo, criou leis sem pensar no bem maior, que são o bem-estar e a vontade do povo. Quer criar um conselho, sr. Dória? Chame gente do povo, gente que contribui com ideias diariamente nos jornais e nas ONGs! Veja o caos da nossa cidade devido ao abandono: árvores caídas, semáforos desligados, buracos imensos, hospitais sem médicos e sem medicamentos. Acorde, Dória! Ainda dá tempo!


Luiz Cláudio Zabatiero zabasim@outlook.com

São Paulo


*

HADDAD PARA PRESIDENTE DO PT?


Fernando Haddad é um ótimo nome para a liquidação de massa falida, com isso até Lula está de acordo. O PT está falido financeiramente, moral e eticamente. Haddad é um bom nome para a liquidação final.


Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


*

ÁRVORE CAÍDA


A Subprefeitura da Lapa não teve a menor vontade de olhar para a Vila Romana, onde está caída a árvore na residência de meu sogro, Sergio Bensi, que mora na Rua Camilo, 529 (CEP 05045-020). Ela não vistoriou as árvores da Vila Romana para serem cortadas em caso de haver cupim, e, se a árvore caiu com a chuva da semana passada, era porque continha cupins ali. E agora não existem equipes de apoio para resolver a situação.


Ronald Wagner Colombini Martins rwagnercmartins@gmail.com

São Paulo


*

MULTAS DE TRÂNSITO


A partir do dia 1.º de novembro os valores das multas vão subir. As infrações leve (66%), média e grave (52%) e gravíssima (53%) e os pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) serão mais rápidos. É inegável que os motoristas em sua maioria não respeitam as leis de trânsito e as medidas se tornam um bem necessário. A lei do som alto precisava do aparelho para comprovar os decibéis, agora o som externo já é infração (eu achei ótimo). No caso de usar o celular enquanto dirige, a multa será de R$ 293,47. E quem for pego dirigindo sob o efeito do álcool (só uma latinha de cerveja ou um copo de vinho) pagará multa de R$ 2.934,70 e perderá a CNH. Acredito que o uso do celular ao volante apresenta mais riscos/perigos de acidentes que os usuários de álcool. Detalhe: o álcool é mais consumido à noite, já o uso do celular é o tempo todo. Quanto à multa em relação ao cinto de segurança, é injusta, baseado nos ônibus urbanos e nas motocicletas. Enfim, os veículos se tornaram “armas” sobre rodas, e a lei, com multas caras, veio para minimizar a desordem. Acredito que o valor das multas vai aumentar o assédio dos “representantes da lei” corruptos que pedem propina em troca da infração. Não é verdade?


Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré


*

NA DÚVIDA, ACENDA O FAROL


Depois de uma rápida suspensão, a multa aos motoristas que trafegarem pelas rodovias, mesmo durante o dia, com os faróis apagados volta a ser aplicada nas estradas que tiverem sinalização de advertência para isso. É o que determina a Justiça Federal. Para evitar problemas, o melhor que todo motorista tem a fazer é acender o farol seja onde for. Pode ser excesso de zelo, mas, pelo menos, evita a multa. Há muito tempo a questão do farol aceso durante o dia vem sendo propagada no Brasil. Em julho virou prática obrigatória e provocou um rio de multas. A coisa está feita, mas melhor seria que, em vez de obrigação, o procedimento fosse alvo de campanhas para a fixação do hábito entre os motoristas. A multa deveria ser o último dos recursos, e não, como no caso, o primeiro. Precisamos evoluir em bons procedimentos.

             

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


*

‘PCC, O CARTEL DO ‘NARCOSUL’’


É de arrepiar e causar profunda apreensão o artigo “PCC, o Cartel do ‘Narcosul’”, de Ricardo Vélez Rodriguez (22/10, A2), coordenador do Centro de Pesquisas Estratégicas da Universidade Federal de Juiz de Fora, relatando o extraordinário poderio financeiro desfrutado há anos pelo Primeiro Comando da Capital (vulgo PCC), que atinge o monumental e inacreditável faturamento de mais de R$ 20 bilhões (!) ao ano, à frente de gigantescos grupos empresariais como a Volkswagen e a JBS Foods, entre outros. Graças à débil vigilância e à corrupção sistêmica, o Brasil, com quase 17 mil km de fronteira seca e porosa com dez países da América do Sul, tornou-se a casa da mãe Joana, por onde entram ilegalmente enormes quantidades de drogas, armas e contrabando, especialmente produtos eletrônicos, cigarros, vestuário e medicamentos. Segundo pesquisa divulgada pela revista “Veja” (edição 2.498, de 5/10), há no País cerca de 1 milhão de dependentes de crack, 1,5 milhão de maconha e 2 milhões de viciados em cocaína, alimentando diuturnamente o narconegócio, que só faz crescer, destruindo vidas e enriquecendo os barões das drogas. Diante de tais números, urge que o poder público, o Exército e a Polícia Militar tomem de pronto as medidas e providências cabíveis para impedir tal estado de coisas e mitigar o avanço do poderio econômico do PCC, antes que o País vire uma verdadeira narcolândia. Basta!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*

EM FRANCA EXPANSÃO


Existem duas grandes empresas no Brasil que não entraram em crise diante da nossa catastrófica situação econômica/social, pelo contrário, continuam crescendo e contratando cada vez mais.  São elas: Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). Com elas não há tempo ruim. Pelo contrário, seus “produtos” são os mais requisitados nestes tempos bicudos, se é que vocês me entendem. E mais: não pagam impostos, não são fiscalizadas e não devem satisfação a ninguém. Com ironia, por favor!


José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo


*

MAIS UMA HERANÇA


Se o PCC hoje está disseminado por todo o País, com certeza é mais uma herança maldita deixada pelo PT, que sempre achou que a principal causa da criminalidade era a “sociedade desigual, capitalista e perversa”. Com essa desculpa, lavaram as mãos nestes 13 anos, deixaram nossas fronteiras escancaradas ao tráfico de drogas e de armas, e hoje o PCC, que começou em São Paulo, se dissemina até nas zonas rurais, quando jovens atraídos pelo ganho fácil sucumbem ao tráfico de drogas. Este será, num futuro bem próximo, o maior problema que o Brasil irá enfrentar, porque esses jovens terão sua vida ceifada precocemente pelo caminho escolhido. Se não morrem pela polícia, será pela briga entre gangues. Num país em que vivemos mais, quem sustentará essa camada da sociedade, se não teremos jovens para contribuir? Escola que não ensina, trabalho que não existe e uma juventude ávida por oportunidades fizeram do PCC a indústria mais rica e produtiva do Brasil. Quem ousará desmontá-la? Quem? 


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


*

‘BOB DYLAN E A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA’


Sobre o artigo “Bob Dylan e a Constituição brasileira”, do ministro Carlos Ayres Britto (23/10, A2), há quanto tempo esquecemos a poesia fora da política, do Direito. Ela é a essência do bom e do bem. Obrigado. Estamos na lama, os versos resgatam. Refazem a estética e a ética. Os grandes povos tiveram inolvidáveis poetas. Sem eles e os escritores o povo vegeta. Os maus reinam e o tempo é de polícia. Há versos nossos e outros dos deuses. Mistérios que afloram pela linguagem. Continue, pela literatura e pela Constituição, animando este povo que sofre e sonha.


Amadeu Roberto G. de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


*

RECUSA AO NOBEL


Bob Dylan, ao contrário do que informou a coluna “Literatura” (24/10) deste jornal, não seria o primeiro a ignorar a decisão da Academia. O filósofo e escritor Jean Paul Sartre venceu o Nobel de Literatura de 1964 e, este, sim, pela primeira vez na História, rejeitou o prêmio por sua própria vontade. Em 1973, o vietnamita Le Duc Tho, indicado juntamente com Kissenger para o Nobel da Paz, também o rejeitou.


Eni M. Martin de Carvalho enimartin@uol.com.br

Botucatu

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.