Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2016 | 03h01

AJUSTE FISCAL

PEC seguindo em frente

A PEC 241 passou novamente na Câmara dos Deputados, felizmente. O pessoal da oposição, que se diz de esquerda, ficou louco da vida porque, se o País andar para a frente com a melhora da situação econômica, ficará sem discurso, mais do que já está. Crise forte é sempre muito oportuna para esse grupo e quanto pior, melhor, pois, sendo oposição, fica fácil atribuir a culpa a Michel Temer, e não à herança maldita do governo Dilma, que enterrou o País, deixando nossa economia em estado de coma. Mas os partidos vermelhos não se cansam de enganar o povo dizendo que vai faltar dinheiro para educação e saúde, mentira abjeta porque têm consciência de que isso não procede. Eles sabem que se o governo não cortar na carne o País vai entrar num buraco negro e se desintegrar. Mas é exatamente o que querem com esse discurso falacioso – que se torna crível para os menos informados –, para voltarem ao poder. Querem o poder de volta, mesmo à custa do imenso sofrimento dos brasileiros. Esperemos que o povo não caia nesse ardil, não é mais tão fácil distorcer a verdade com discursos populistas. Eles perderam todas as prefeituras importantes no Brasil inteiro pela rejeição à corrupção, que elimina as chances do povo de melhorar de vida.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

São Paulo

Controle de gastos

Nunca se gastou tanto nos governos federal, estaduais e municipais e a PEC 241 define que esse total, corrigido pela inflação, não pode aumentar. Apareceu uma enorme quantidade de pessoas preocupadas com as verbas de educação e saúde, mas, na realidade, estão defendendo seu próprio dinheiro. São pessoas que sabem que haverá restrições cada vez maiores às contratações de pessoal e que acabaram seus reajustes acima da inflação. Para quem tem interesse no futuro do nosso país não é difícil entender que o que deve ser feito é a redistribuição das verbas eliminando os desperdícios, que são muitos, e aumentar os controles sobre a aplicação de recursos no que é importante. O dinheiro da saúde e da educação não é pouco, mas é desperdiçado por incúria e corrupção e deve ser controlado por todos nós. Infelizmente, com raras exceções que vimos recentemente, somos um povo que não cobra as pessoas que elege. Devemos fazê-lo.

ALDO BERTOLUCCI

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

Boas práticas de gestão

Lição aprendida com a PEC 241: não é verdade que “disciplina fiscal é uma criação de setores ‘conservadores’ para impedir governos ‘progressistas’ de promover o desenvolvimento do País e atender ‘aos interesses da maioria da população’”. Ela é mera regra de boa prática consagrada de gestão. As discussões sobre a PEC estão demonstrando isso. Estão demonstrando também que a reforma da Previdência é imperativa. O País escapou na última hora de uma situação igual à da Grécia. A gestão econômica segundo as boas práticas faz parte do desenvolvimento econômico sustentável.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

ESCOLAS INVADIDAS

Guerra civil

Uma minoria de estudantes, infiltrada por arruaceiros profissionais comandados pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), invadiu 1.022 escolas e 84 universidades em 19 Estados e em Brasília (26/10, A14). Vê-se que há uma organização competente e eficiente para, numa real guerra civil, desestabilizar todo o sistema de ensino brasileiro e até mesmo os atuais governantes. A maioria de estudantes e professores, que desejam desempenhar suas funções pacificamente, não consegue sequer entrar nos prédios escolares. Guerra civil deve ser combatida com medidas rápidas apropriadas e enérgicas. Esperamos que os governos estaduais e federal acordem e tomem rapidamente essas medidas, caso contrário em breve parece que todo o ensino brasileiro estará paralisado.

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

‘Tragédia anunciada’

Excelente o editorial Tragédia anunciada (26/10, A3). Elucida-nos sobre a irresponsabilidade da UNE, da Ubes e dos professores que apoiam as invasões, deixam os adolescentes cuidando sozinhos do ambiente invadido. Perguntas que não querem calar: quando a Justiça vai responsabilizar esses movimentos pela morte do menor no Paraná? E como prevenir outras mortes, estupros e demais atos de violência nessas escolas invadidas? Quem está preocupado com isso?

JOSÉ ANTONIO GARBINO

ja.garbino@gmail.com

Bauru

RENAN CALHEIROS

Sem noção do perigo

O presidente do Senado, Renan Calheiros, perdeu totalmente o senso do ridículo e a noção do perigo ao afrontar a classe dos magistrados, desferindo o apodo “juizeco” contra um juiz federal. O senador, cujo histórico é enlameado por suspeitas de ilicitudes, está, na verdade, com medo de que as investigações recaiam sobre ele, pois quem tem culpa tem medo...

EDINEI MELO

edinei.melo@hotmail.com

Campinas

O velho ditado que diz que quem tem rabo de palha não mexa com fogo vem muito a calhar diante da situação do senador Renan Calheiros. Mexeu com a toga, dança. Não se pode em nenhuma situação de risco subestimar ou ferir na sua dignidade um juiz, seja ele de primeira ou última instância. Agora vai ser “sabatinado” pelos excelentíssimos ministros do Supremo Tribunal Federal. Será aprovado?

ALOISIO DE LUCCA

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

Tachou o magistrado de “juizeco”. Não estará o coronel das Alagoas perto de ser um “reuzeco”?

DOMINGOS DE SOUZA MEDEIROS

dymanche@terra.com.br

Presidente Prudente

Reação de peixe graúdo

Quando o peixe é fisgado, a reação é imediata, “esperneia” enquanto pode. Se o peixe é grande e sabe que pode ir para a fritura (leia-se prisão), entende-se a reação do sr. Renan Calheiros.

BATISTA MORETTI

batista.moretti@hotmail.com

Cerquilho

Outro ‘perseguido’

Calculista que é, esse destempero de Renan com o juiz é para depois alegar “perseguição” da Justiça, pois várias ações penais estão para entrar na pauta do STF.

VITAL ROMANELI PENHA

vrpenha@terra.com.br

Jacareí

“Se eu conheço bem as mulheres, Renan Calheiros vai perder essa”

MARIO GHELLERE FILHO / MOCOCA, SOBRE OS PRESIDENTES

DO SENADO E DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

marinhoghellere@gmail.com

“Dançou, dançou, perdeu!”

TANIA TAVARES / SÃO PAULO, IDEM

taniatma@hotmail.com

“Renan é o Eduardo Cunha do Senado”

CLAUDIO JUCHEM / SÃO PAULO, IDEM

cjuchem@gmail.com

         Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

REUNIÃO COM INVESTIGADO NA LAVA JATO

Fez muito bem a presidente do STF, Cármen Lúcia, em recusar o convite feito pelo presidente Michel Temer para uma reunião de conciliação com o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL). Pessoas investigadas na Lava Jato e que estejam amparadas pela lei que lhes concede foro privilegiado não devem se reunir com pessoas íntegras.

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

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OS TIROS DE RENAN CALHEIROS

O Planalto está preocupado com a crise histérica de Renan Calheiros, o "ainda" presidente do Senado, que em razão da prisão de integrantes da Polícia Legislativa pela Polícia Federal saiu atirando contra o ministro da Justiça (a quem chamou de "chefete de polícia") e o juiz de primeira instância (a quem chamou de "juizeco"). Eu acredito que o governo federal não precisa se preocupar, pois, se Renan Calheiros, para tentar salvar seu pescoço, tentar boicotar o País, vai apenas facilitar e acelerar a sua queda. Basta ele acompanhar as redes sociais e verificar que o povo brasileiro está pedindo a sua cabeça e já está ficando muito feio para o Supremo Tribunal Federal continuar com os processos de Renan engavetados. Ou será que a Justiça, além de cega, também é surda?

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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"Juizeco", "chefete"! E ele o que é, qual o rótulo que lhe cabe?

Lucia Melchert luciamelchert@gmail.com.br

São Paulo

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QUE PAÍS É ESTE?

O presidente do Senado brasileiro chame um Juiz federal (da Lava Jato) de juizeco e o ministro da justiça de chefete de polícia por exercerem suas funções? 

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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BATE-BOCA CÁRMEN X RENAN

O STF bem que poderia ter evitado esse entrevero entre o presidente do Senado e o Judiciário. Bastava que o STF já tivesse julgado o processo contra Renan, esperando julgamento há anos, e o tivesse colocado na cadeia, que é o lugar onde há muito deveria estar. 

Celso Battesini Ramalho leticialivros@hotmail.com

São Paulo 

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JUIZECO E CHEFETE

Independentemente de ter o "juizeco", bem como o "chefete de polícia", se equivocado em suas decisões, eles terão seu momento de desagravo assim que o coronelzinho Renan for posto a ver o sol nascer quadrado. Mas se o STF demorar demais, tanto quanto se tem demorado a enquadrar de vez o idolatrado Lula da Silva, aquela "alma de pureza cristalina" (para usar as palavras do editorial do "Estado" de 25/10), estarão fritos a Lava Jato e o Brasil...

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos 

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JUIZAÇOS

Se para o "Rei Nano", juiz de primeira instância é "juizeco", como ele classifica os juízes Ricardo Lewandowski, Luis Roberto Barroso, Dias Toffoli e alguns outros do STF? Juizaços?

Carlos Alberto Roxo roxo_7@terra.com.br

São Paulo

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GÊNERO

Da ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, para a sua assessoria: "Certifiquem-se se o presidente do Senado se referiu a 'juizeco' ou a 'juizeca'".

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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CÁRMEN LÚCIA X RENAN CALHEIROS

Alguém precisa explicar à nova presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, que Renan Calheiros só existe hoje no cenário político brasileiro pela absoluta inoperância da mais alta Corte do País em julgar os incontáveis processos contra ele que estão parados na Corte. Seja por falta de vontade política, vergonha na cara ou pura conivência, o Brasil está cansado de assistir à inapetência do STF em cumprir o seu dever e julgar com um mínimo de presteza os tantos processos contra Renan Calheiros e demais membros da organização criminosa que manda no País. Além disso, a ministra Cármen Lúcia precisa ser avisada de que não é função do presidente do STF fiscalizar presídios Brasil afora. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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QUEM PENSA QUE É?

Quem este Renan Calheiros pensa que é para ofender o ministro da Justiça e o juiz de primeira instância da forma que fez? Um conhecido fora da lei, que até renunciou a seu mandato uma vez para que não fosse cassado e que está sendo denunciado por muitas outras falcatruas, conhecido coronel nordestino que já deveria estar preso, o que pretende? Fugir da Operação Lava Jato? Tem de ser afastado do Senado imediatamente, preso preventivamente e julgado pelos seus crimes.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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CORONEL RENAN

Se para Renan Calheiros um juiz de primeira instância merece a alcunha de "juizeco" e o ministro da Justiça, de "chefete", ele, Renan, deveria ser chamado, no mínimo, de coronel... 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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INVASÃO DO SENADO

Renan Calheiros acerta em suas declarações sobre a invasão - pois não se pode chamar de outro nome - feita pela Polícia Federal na Casa Alta do Congresso Nacional. Só uma autorização do STF poderia corroborar tal ato. O Senado Federal foi ultrajado e estamos vivendo uma situação de desmandos de um Poder sobre o outro. 

Carlos Fabian Seixas de Oliveira seof_dr@hotmail.com

Campos dos Goytacazes (RJ)

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RESPOSTA

Esperamos que o Renan Calheiros, que chama um juiz de "juizeco de primeira instância" e o ministro da Justiça de "chefete de polícia", seja julgado logo pelo STF e vá em seguida para trás das grades. A limpeza tem de continuar e alguém que desmerece o Judiciário desta maneira tem de responder por isso.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo 

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CAMINHOS

Renan Calheiros está trilhando o mesmo caminho de Eduardo Cunha. Vai chegar ao mesmo destino...

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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SEM PRESTÍGIO

Eduardo Cunha está arrasado na cela. Lá não vem ninguém gritar "fora Cunha!".

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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O FIM DO PAÍS?

A que ponto chegamos: o futuro do Brasil nas mãos de Cunha, Lula, Collor e Renan... Foi isso que nossa democracia conseguiu construir? E o pior: quando um juiz arrisca sua própria vida para prender tais bandidos, ainda assim é criticado por alguns de seus pares, o que mostra o comprometimento do Poder Judiciário com isso tudo. Acho que não somos mais um país...

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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PEIXES GRANDES

O Brasil que trabalha e paga impostos só espera que Renan Calheiros e Lula façam companhia a Eduardo Cunha nas celas de Curitiba.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo 

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DESMORALIZAÇÃO

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que estas ações da Polícia Federal estão "desmoralizando o Congresso Nacional". Ora, senador, isso já foi feito há muito tempo, pelos próprios parlamentares. Por favor, esse direito autoral pertence aos próprios políticos, e não à polícia, aos jornalistas, aos manifestantes, aos juízes, aos "coxinhas" nem às "zelites".

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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A PETROBRÁS E A JUSTIÇA DOS EUA

Os acionistas norte-americanos movem uma ação coletiva ("class action lawsuit") contra a Petrobrás no valor de US$ 98 bilhões (R$ 310 bilhões), mas o julgamento foi postergado de setembro de 2016 para 2017. A Justiça norte-americana é dura. Daí, sempre se chega a um acordo antes da sentença. Seja lá qual for o valor a ser pago, deveria sê-lo pelos "beneficiários legais" (partidos políticos e pessoas) do rombo e do estrago causado à Petrobrás.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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DILMA RÉ

Mais uma vergonhosa herança: a ex-presidente Dilma Rousseff foi citada oficialmente e agora é ré em ação movida por investidores norte-americanos contra a Petrobrás e dirigentes. Esta ação está sendo conduzida pelo escritório de advocacia Labaton Sucharow, de Providence, Rhode Island, EUA, onde corre o caso. Infelizmente, para nossa "ex-presidenta", lá a Justiça funciona.

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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APAVORADOS

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-presidente Dilma Rousseff devem estar apavorados com o que pode ser revelado nas delações premiadas de executivos da Odebrecht. Em junho de 2015, Emílio Odebrecht ameaçou "derrubar a República". O patriarca que ergueu a maior empreiteira da América Latina não estava brincando quando soube da prisão de seu filho, Marcelo Odebrecht. A "alma mais honesta", a "jararaca", o Brahma, o "amigo", ou simplesmente Lula, manteve durante muito tempo dezenas de negócios ilícitos com Marcelo e seus executivos. A cada dia que passa, o cerco vai se apertando e os presidentes petistas não têm para onde correr. A carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, tem espaço de sobra para recebê-los.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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SOPA DE LETRINHAS

As planilhas apreendidas pela Polícia Federal em posse de Emílio Odebrecht são muito esclarecedoras. Decifradas, deixam evidente que o "amigo do pai" era menção a Lula, réu em três processos. Já o "italiano" foi identificado como Antonio Palocci e o "pós-italiano" é referência a Guido Mantega, que foi ministro depois do "italiano". Aliás, lembremos aqui que "EO" (Emílio Odebrecht) chegou a dar um mimo ao "amigo do pai": nada mais que a singela Arena Corinthians, ou seria "A-C"? Nossa, até parece um dramalhão de espionagem mexicano.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A INTOCABILIDADE DE LUIZ INÁCIO

O esplêndido editorial do "Estadão" "Lula, o intocável" (25/10, A3) demonstra como o ex-presidente Luiz Inácio tudo faz para parecer inocente e perseguido, misturando suas atitudes questionáveis com a defesa do povo, em cujo meio entende ser julgado sempre como inocente. Aliás, Lula, em decorrência de sua megalomania política, entende que a Justiça deste país não é suficiente para julgá-lo, e recorre, então, a tribunais internacionais. Por que não explicar para a Justiça Federal brasileira o motivo de tanta predileção da Odebrecht em lhe propiciar verbas grandes e muito além dos seus feitos, sob análise de todos os brasileiros? Na verdade, Lula entende que não precisa explicar nada à Justiça deste país, porque é o dono da verdade e se encontra acima de todas as nossas leis vigorantes. Quem duvidar de algo que ele fez, que guarde a dúvida na sacola de mistérios.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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NEGAÇÃO

A negação é um dos mecanismos de defesa originais de Anna Freud. E também é o principal argumento de defesa de Lula. Negar, até o fim negar. Não proprietário de apartamento ou de sítio. E, hoje, não aos R$ 8 milhões da Odebrecht. Palocci talvez sim, mas Lula não. O mecanismo psicológico, ora jurídico, é o que lhe cumpre. No Brasil. não existe o crime de perjúrio. Testemunha não pode mentir, perito não pode mentir, nenhum dos arrolhados no artigo 342 pode mentir. Mas o indiciado ou réu pode mentir, recoberto pelo princípio da ampla defesa (autodefesa mais defesa técnica). Aqui não há o crime de perjúrio. Quem acusa faz a prova. Então os procuradores é que têm o dever de demonstrar que Lula é o "amigo" mencionado nas planilhas da Odebrecht. 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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'LULA, O INTOCÁVEL'

Perfeito o editorial "Lula, o intocável (25/10, A3). Reflete exatamente o pensamento dos 6 milhões que saíram às ruas. Restou apenas uma conclusão lógica. Uma conclusão amena, mas firme. Uma conclusão que trará seguramente um período de descanso para a família brasileira. Por que Lula não se espelha no colega Lech Walesa - ícone socialista europeu - e desaparece definitivamente do cenário político nacional?

Flavio Prada flavioprada39@gmail.com

São Paulo

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MEA CULPA

Ferido no seu orgulho, pelos equívocos cometidos, penso que a resignação trará a Luiz Inácio da Silva a paz de espírito com a qual busca conciliar-se. Pujança para os pobres (de matéria), de que tanto fala, que lhes acrescentou em seus anos de governança nababesca, retornará com o governo legítimo do sucessor de Dilma, com sua resignação e confissão (e não delação), se a tanto ousarmos pensar que Lula tem, sim virtudes. Assumir é ser humano, não desumano, nem vergonhoso! Michel Temer, podendo exercer um governo sem as tormentas vingativas de seus antecessores, independentemente de quaisquer erros também por este e seu partido, o PMDB, cometidos, ficarão à mercê de uma oposição que deve vigorar pensando nos problemas que têm de ser enfrentados e resolvidos, daqui para a frente. Oposição não deve ser sobre os erros do passado, e Lula muito contribuiria à dignidade e ao futuro do País se deixasse seu orgulho às calendas e pensasse realmente no seu povo, que são todos os brasileiros, independentemente de raça, religião, classe social, ideologia, preferência musical, literária, cinematográfica, bucólica, estrambólica, alcoólica, nevrálgica, de lumbagia, e assumisse que, sim, errou, equivocou-se, deixou-se levar pelas delícias do poder, inebriou-se... Faça-se e ao povo a quem deve explicações, senhor Lula (ou Senhor lula?), um mea culpa! É só o que lhe peço.

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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'O ESTADO SOU EU'

O Lula pensa que "L'État c'moi"!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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CORRUPÇÃO

Depois de tomar ciência do que disse o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão (que a corrupção não é tão ruim assim...), penso que graças ao bom Deus Lula é o homem mais honesto do Brasil. Fico imaginando, então, se fosse desonesto.

Leodino G. Araujo araujolg.leo@gmail.com

São Paulo

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DE OLHO NO SUPREMO

Na edição de 25/10 do "Estadão" (página A6), o ministro Gilmar Mendes comentou a Operação Métis, da Polícia Federal: "Não se deve banalizar a presença da polícia no Congresso". Alega ele que um juiz de primeiro grau não poderia ter autorizado a prisão de policiais legislativos. Alega, ainda, ser esta matéria para o Supremo Tribunal Federal (STF), Corte da qual faz parte. Mais adiante, na mesma entrevista, informa taxativamente: "Eu mesmo, quando tive pedido da Procuradoria, em todas as medidas constritivas em relação ao Senado, fui bastante reticente e praticamente indeferi o pedido da presença da polícia no Congresso Nacional". Ora, sr. ministro, seja coerente: de que adianta, então, pedir autorização ao Supremo, sabendo já que o sr. vai negar, como os demais ministros, escolhidos a dedo pelo PT? Lembro, ainda, que na posse da ministra Cármen Lúcia no STF, lá estavam como convidados alguns dos que estão sendo investigados. Fora tudo isso, o Supremo tem mais de 10 mil processos esperando sentença. Alguns, com pedido de vista, já estão amarelados. Comparando: não dá para esperar um diretor de hospital trazer a chave da UTI para salvar um doente. Alguém tem de arrombar a porta. E, neste caso, ao invés de reclamar, o diretor deve agradecer a quem tomou a iniciativa, afinal ele, diretor, nababescamente continuou a tomar o seu chazinho das 17 horas em companhia dos seus pares. Quer que traduza? 

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

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A PROPÓSITO

Pelo andar da carruagem, no Supremo Tribunal Federal o julgamento dos diversos planos econômicos caiu no esquecimento. Ou é influência dos bancos?

Valter Gali vgali@concili.com.br

São Paulo

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OS JUROS E OS BANCOS

No dia 3 de outubro, segunda-feira, (ufa!) acabava a greve dos bancários. Uma rádio anunciava que algumas agências abririam às 9 horas para atender a demanda. Corri para o banco onde sou cliente especial e idoso, esperando ser atendido em primeiro lugar. Surpresa: uma fila de 12 a 15 pessoas, na sua maioria de idosos, esperando. Cinco boxes, duas caixas e três vazias. Após 1h30 fui atendido. A caixa se desdobrou para atender a todos, e eu me pergunto: como um banco que toma dinheiro a 14% e empresta a 160% ou 600% ao ano não pode contratar um caixa? Não será a hora de fazermos uma moratória geral? Nosso nome ficará sujo no Serasa, porém quem não está sujo no Serasa? Num gesto grandioso, o Banco Central acaba de anunciar um corte de 0,25% ao ano na taxa básica de juros, a Selic. Fico pensando para que se incomodar com o cliente que comprou uma casa, um carro e outras coisas? O que vai resolver? Baixar as taxas de juros em 0,25% ou deixar os empréstimos entre 160% e 600%? Só nos resta uma moratória geral e gastar os absurdos 8% que as poupanças rendem. 

Carlos de S. Dantas Gandolfo helomarino10@hotmail.com

São Paulo

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DISPARATE

Somos sempre os primeiros absolutos em todos os rankings de recordes negativos mundiais. Sempre foi de pleno conhecimento público que as taxas de juros cobradas no Brasil são as mais altas do mundo. Agora, serem o dobro do segundo colocado, a Rússia, é um disparate sem proporções. Nesse ínterim, a taxa Selic foi reduzida em 0,25%, o que com certeza nos trará um grande benefício, como ocorreu com os combustíveis... Estamos saturados de ouvir balelas, lorotas e falsetes. Somos subestimados no limite de nossa tolerância.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PEC 241

A Câmara dos Deputados aprovou em segundo turno nesta terça-feira, 25 de outubro, o projeto do teto dos gastos, a PEC 241. Essa proposta de emenda à Constituição limita os gastos públicos durante 20 anos, sendo possível sua revisão após 10 anos de sua entrada em vigor, em janeiro de 2017. Há anos o consultor econômico Raul Velloso já vinha alertando que 70% a 80 % do orçamento federal era para pagar salários e benefícios, e algo deveria ser feito com urgência, pois sobrava muito pouco para investir internamente. Embora ainda esteja faltando a votação em dois turnos no Senado, felizmente os deputados já fizeram a sua parte, com 359 votos a favor e 116 contra.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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PRÓLOGO E EPÍLOGO

Lembrando: quando da Constituição "Cidadã" de 1988, os constituintes, preocupados em atender a expansão dos gastos sociais, educação, saúde e na amplitude previdenciária, contagiados com a emoção, não deram a atenção exigida à sustentação que o regime instaurado iria financeiramente exigir e, em se tornar superior, ao orçamento que a União poderia cumprir. Comprovado o preço do desinteresse, o custo ao atendimento obrigou a sucessivas elevações da carga tributária, ao ponto de os gastos sociais chegarem até ao extremado dobro da taxa de crescimento do PIB. Saturada, a sociedade e empresas, e sem condições de continuar com a mesma prática, o pior ainda viria com a ruina fiscal no governo Dilma, na queda na arrecadação, a política econômica e artifícios erráticos como pedaladas, acabando por também derivar ao absurdo endividamento público, no ano de 2015, só de juros a bagatela de R$ 500 bilhões! De tal forma o defenestrado governo petista conseguiu desarranjar a economia, impedindo que a redução da dívida pública correspondendo a 70% do PIB se dê no curto prazo como gostaríamos, sendo a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 a oportunidade a dar tempo para a estabilização em níveis economicamente suportáveis em relação ao PIB, exigindo ao sucesso, da necessidade de outras reformas, pelo menos, com as despesas ligadas a Previdência que representam 40% do total da União e crescendo 4% ao ano acima da inflação. Necessidade prioritária está no ajuste fiscal, prevendo limitação para o crescimento das despesas primárias do governo, pela urgência ao país quebrado, começando na insustentável dívida, tendo na PEC 241 se não a melhor a possível e inadiável, objetivando primeiramente o equilíbrio do brutal passivo e permitir o início da queda dos juros, da inflação, ao caso com "ajuda" da terrível recessão. O receio é no efetivo controle agregado do gasto-que é um fluxo, ante aos históricos privilégios, isenções e favores fiscais, subsídios, regalias, a beneficiar poucos em detrimento de muitos, fruto de lobbies, corporativismos, diante do teto, e na impermeabilização necessária contra goteiras e fissuras para não desmoronar. O texto permite daqui a 10 anos ser alterado, todavia, os políticos, com raras exceções não se acautelam em politizar medidas econômicas e, se até o início do próximo governo, em 2019, não ocorrer inflexão por interesses menos nobres, será uma conquista. É senso comum em recessão cortar o investimento trará mais consequências ruins nas debilitadas economias como a nossa, quando o Estado deveria aumentá-lo para efeitos multiplicadores do seu gasto e fomentando o privado. A preparada equipe econômica do governo não desconhece o fato e, espera-se pela ponderação nas contenções, em face do efeito multiplicador redutivo - frise-se. Muito difundido se mostra nas conexões diretas entre as atividades econômicas geradas ao longo da cadeia e, indiretamente, como ao emprego. Exemplo clássico de Keynes indica: "Que uma demanda por um paletó implica uma demanda por tecido; que uma demanda por tecido implica numa demanda por fios, linhas, botões, e também por lã; e os serviços por fazendeiros, comerciantes, engenheiros, mineiros, trabalhadores no transporte, secretárias estão todos envolvidos- esse é o ABC da ciência econômica". Da oposição, nada a ensejar de propositivo depois de 13 anos de governos petistas, se não a repetição das medidas econômicas semeadas pelo Lula, adubadas, colhidas e utilizadas pela Dilma falindo o país. Diante do estrago: silêncio. Embora o PT e os parapetistas saibam manifestar-se contra tudo por rancor típico da esquerda e nos envergonhar com panfletagens no exterior, dedicam-se ao moribundo partido no leito de morte e na sobrevida do ícone Lula a passos largos para Curitiba. Do governo e seus líderes nenhum demonstração de ação no curto prazo para melhor na dificultosa vida das famílias, e de propósitos específicos na redução das adversidades recorrentes aos 13 milhões de desempregados, adicionados aos subempregos e desativados, segundo o IBGE, chegando a 22,7 milhões. Até quando à sociedade poderá suportar, sem mais sacrifícios, diante da recessão que ainda há de perdurar? A confiança do governo aos investimentos, incluídos os externos, serão suficientes a compensar, a ausência do poder público, com as anunciadas economias, venda de ativos, concessões, parcerias, recursos ao Tesouro e na repatriação que de fato volta, e a favorabilidade da liquidez mundial? Suprirão o afastamento parcial do Estado ou dependemos do condicional "se": houver interesse, der certo? E se não, como fica? Aumentar a dívida pública, seja como for, é sinônimo de ruina total. Melhor será recorrer ao FMI, afinal, o fundo é para isso.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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ONTEM E HOJE

Em abril de 2013, com 87 anos e assinante do "Estadão" por 70 anos, enviei a esse expressivo jornal um texto ao qual dei o nome de "Estou com vergonha do Brasil", mas apropriadamente foi intitulado como "Desalento". Esse texto correu o Brasil e até hoje recebo e-mails de pessoas concordando com ele. Mas esse texto foi acrescido por outras pessoa ao correr o Brasil. Também puseram uma foto de uma simpática velhinha, que não sou eu. Agora volto ao prestigiado jornal para mais um desabafo. Avaliando o acontecido no Brasil desde o governo Lula até o momento atual, constatamos que, com a mudança da política bolivariana de busca do poder para um projeto de democracia, o Brasil escapou da "tragédia absoluta" no último ano, no último mês, no último dia, no último minuto, no último segundo, no undécimo nanosssegundo, de o País derreter-se em escombros por algumas décadas, e autofagicamente escoando a si mesmo e à sua população pelo ralo do esgoto e do dinheiro da "res publica" por uma política desse partido nefasto e estroina, levando-nos à bancarrota! Temos de resgatar nosso país dessa tragédia política, enganadora, de gogó, que promete milhões de coisas ao povo iletrado e, já cientes de que nunca entregarão essas promessas, vendem ilusões. E mais dia, menos dia, terão seu castigo. Sabemos que o povão não lê jornais, mas hoje, 200 milhões de brasileiro estão grudados no WhatsApp. Portanto, agora, que os políticos tomem tento, porque teremos novas eleições em 2018 e a lei da ficha suja, ou ficha limpa, está a um clic de dedo para quem quiser sabe qual o prontuário de seus representantes.

Ruth Moreira ruthmoreira@uol.com.br

São Paulo

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A PROIBIÇÃO DAS VAQUEJADAS

Defensores dos direitos dos animais precisavam se mobilizar contra o ato das instituições e empresários que estiveram em Brasília no dia 25 de outubro para cobrarem a liberação da infame, cruel e desnecessária vaquejada. Apesar de a maioria da população brasileira ser contrária e da determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) proibindo a realização das vaquejadas, muitos insistem em lucrar com essa prática. É absolutamente inconcebível que em pleno século 21 existam pessoas que acham divertido puxar o rabo de um inocente animal para derrubá-lo diante de uma plateia. Lembrando que até na lida diária na roça nunca capturam um animal por seu rabo ou chifre, para evitar machucá-lo e ter prejuízos. É importante ressaltar que os defensores dos animais são numerosos e organizados para recordar dos políticos favoráveis a todos os tipos de crueldade animal e os boicotarem nas urnas. Seria conveniente copiarem as práticas adotadas no rodeio internacional de Barretos, em São Paulo, que utiliza técnicas e provas que não maltratam os animais, e condicionarem a realização desses eventos apenas se parte da renda for direcionada ao Hospital do Câncer de Barretos, que oferece tratamento com excelência para pessoas de todo o Brasil.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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GALERIA RACISTA EM CUMBICA

Há cerca de duas semanas desembarquei no Terminal 3 - o mais novo - do Aeroporto Internacional André Franco Montoro, em Guarulhos. Caminha-se quase 2 km até chegar aos guichês de controle de passaportes e mais um pouco para alcançar as esteiras de bagagem. Grandes cartazes com fotos de jovens brancos de ambos os sexos, acrescidos do termo "bem-vindo" em vários idiomas, acompanham os passageiros ao longo deste trajeto. No meio do percurso, a foto de uma criança alegre, e, no final, um simpático senhor de traços nipônicos, sorridente. Teoricamente, esta galeria de fotos é um retrato dos tipos humanos de São Paulo. No entanto, não há sequer uma imagem de um negro (ou negra), como se a população da maior cidade do País não tivesse cidadãos negros. É impressionante como o racismo presente em nossa sociedade se manifeste neste breve percurso. Ressalte-se que o Aeroporto de Guarulhos é uma das principais portas de entrada para os passageiros que chegam do exterior, sejam eles brasileiros ou não. A galeria de fotos do desembarque é, portanto, racista, e mostra uma realidade falsa. Exorto a agência de publicidade responsável a corrigir este grave erro. 

Adriana Marcolini drimarcoli@gmail.com

São Paulo 

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CULPA DA ELETROPAULO

Sobre o editorial "Chuva e falta de luz" (25/10, A3), esta situação não acontece somente em São Paulo. Acredito, sim, que a prefeitura paulistana tenha parte da responsabilidade sobre este problema recorrente de árvores derrubadas pela ação do tempo e a falta de energia. Mas a grande responsável por isso é a concessionária Eletropaulo. Isso porque outros municípios atendidos por ela sofrem com o mesmo problema, e sem ter ação externa do tempo. Resido no ABC paulista e frequentemente, mesmo sem chuva ou vento, a energia cai e muitas vezes demora mais de uma hora para retornar. É um descaso total com o cliente. E também graças à benevolência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que não faz absolutamente nada para enquadrar esta que é, a meu ver, uma das piores empresas de distribuição de energia, exatamente por não respeitar teus clientes. Quando necessário, acionamos o 0800 e escutamos a mesma gravação "N" vezes, numa enrolação sem fim, e abrindo inúmeros protocolos, que não resolvem nada!

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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ELEIÇÃO NO RIO DE JANEIRO

Ouve-se por aí que a dupla Paes & Pedro Paulo está estimulando o voto em Marcelo Freixo (PSOL), na esperança de que este, eleito, seja um prefeito tão ruim que os eleitores, em 2018, peçam para o PMDB voltar, com Eduardo Paes para governador ou mesmo presidente da República. Em 1982, o PDS de Moreira Franco estimulou o voto em Brizola, na esperança de que ele tirasse votos de Miro, do PMDB. Deu Brizola. Não uma, mas duas vezes. Nossos políticos até hoje não entenderam o voto anárquico do Rio de Janeiro nem o fato simples de que aqui, por força da malsinada fusão GB-RJ, ocorre o contrário das outras 26 Unidades da Federação: o colégio eleitoral do interior (predominantemente "conservador") é muito menor do que o da capital (predominantemente "rebelde"). Por isso Brizola ganhou no Grande Rio, enquanto Miro (o antigo PSD) e Moreira (o antigo PTB) tiveram de se contentar em repartir as prefeituras do interior do velho Estado do Rio - e só. Paes fez a bobagem de não retirar a candidatura Pedro Paulo, quando aflorou a questão do "bate em mulher". Depois disso, ele não ganharia nem para síndico de condomínio. Desprezou uma aliança com Índio, exatamente como Moreira, em 1982, fez com Sandra Cavalcanti - e perdeu. As gigantescas abstenção e anulação de agora nos levaram ao inesperado e indesejável "dueto" Crivella-Freixo. E, a ser verdadeira essa "estratégia" tosca do PMDB, teremos no poder, novamente, a mesma esquerda estatizadora, aparelhadora, populista e ilusionista, exatamente como o PT em 2002, que levou 14 anos para ser desmascarado. 

Gil Cordeiro Dias Ferreira gil.ferreira@globo.com

Rio de Janeiro 

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VEXAME NO SEGUNDO TURNO

A disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro chega ao seu clímax e a baixaria aqui, como em outro lugar qualquer, se afasta dos debates sobre temas de interesse do povo para passar aos ataques pessoais com insinuações maldosas com o objetivo de ofender o adversário. Como sempre acontece, o candidato do PRB, Marcelo Crivella, estando à frente, teve exibidas na imprensa duas fotos do senador fichado na polícia, com a notícia de que Crivella havia sido preso e ocultava esse fato, o que na verdade não passava de uma detenção por discordar da demora na desocupação de um terreno onde seria construída uma igreja. Crivella tentou retomar o espaço e acabou detido. É lamentável que o Rio de Janeiro, depois do sucesso na Olimpíada, dê este vexame no segundo turno da eleição para prefeito, amargando a ausência dos morubixabas da taba, o PSDB, o PMDB e o PT.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CURIOSO

É interessante notar que as graves denúncias que agora explodem envolvendo o nome do candidato à prefeitura do Rio de Janeiro Marcelo Crivella não tenham sido divulgadas durante o primeiro turno das eleições. É no mínimo curioso.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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CRISTO REDENTOR

Se o Marcelo Crivella se eleger prefeito do Rio a primeira coisa que fará é trocar a estátua do Cristo Redentor por uma do bispo Macedo de braços abertos sobre a Guanabara.

Jorge Eduardo Gonella jorgegonella@hotmail.com

São Paulo

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ME ENGANA QUE EU NÃO GOSTO

Se o candidato à prefeitura do Rio de Janeiro Marcelo Freixo, que afirma que "bandido é vítima", utiliza no dia a dia escolta armada com policial à paisana armado de fuzil, imaginem nós, que sabemos que todo bandido é escória da pior espécie. Como devemos, então, andar pelas ruas do Rio, num eventual governo do PSOL? 

Luiz H. Freire Cesar Pestana luizhenriquefcpestana@gmail.com

São Paulo

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'RIO E TERROR'

Senhor jornalista Arnaldo Jabor, sou seu leitor e admirador há muitos anos e, nesta condição, modestamente, me sinto confortável para oferecer uma opinião sobre o delicado tema de seu artigo "Rio e terror" (25/10, C8). Acredito que um dos pontos que deveriam ser enfrentados desde já seria a relação que o Rio (não estou incluindo o povão) sempre teve com a Petrobrás, como se esta fosse uma estatal carioca, nunca tendo se preparado para, pelo menos, diversificar suas fontes de recursos em todas estas últimas décadas de royalties. As próprias declarações de autoridades ressaltando que, assim que o petróleo voltar a subir, toda a atual crise será superada, confirmam sua manifestação de que "(...) precisamos de um urgente autocrítica de nossa ineficiência". 

Marcelo Falseti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

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OCUPAÇÃO DE ESCOLAS

É preocupante as autoridades não garantirem o direito dos alunos que querem estudar de entrar nas escolas e estudar. Esses alunos, que muito provavelmente serão os que vão ser alguém na vida, estão sendo prejudicados. Bons tempos em que o respeito aos professores era fundamental. Brincadeiras de mau gosto, ou fora de hora, eram punidas com advertências e com comunicado aos pais, que, respeitosamente, concordavam com os professores. Persistisse o erro, a escola punia com suspensão; se ainda assim persistisse o erro, ou fosse cometida uma falta mais grave, existia a expulsão. Como as coisas eram boas. Se essas regras fossem hoje aplicadas, esses pseudoalunos que estão ocupando as escolas já teriam sido expulsos e aberto vagas e oportunidades para quem realmente quer estudar e adquirir conhecimento. Alunos de segundo grau, ou até mesmo a maioria dos universitários, em geral ainda não têm a formação necessária para fazer reivindicações de que tipo de ensino é melhor ou pior, não têm conhecimento das dificuldades que o País enfrenta. Eles precisam estudar. Se quiserem reivindicar, que reivindiquem, fora do perímetro da escola; senão, que sejam punidos, por faltas e mau comportamento na escola, e deixem estudar quem quer estudar. Senhores governantes, é obrigação incontestável que esses direitos sejam garantidos. Os que resistirem à desocupação imediata devem ser tratados com o devido rigor.

Helio Wellichen wellichen@icloud.com

Campinas 

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TURMA DA BADERNA

Até quando se vai permitir que esses baderneiros continuem invadindo escolas. Já se viram indivíduos estranhos com camiseta do PT. Agora um matou outro a facadas por causa de drogas e as escolas ficam paradas, prejudicando milhares de estudantes. Está na hora de a policia colocar os líderes desses delinquentes na cadeia. Se pegar alguns , aleatoriamente, e questioná-los, certamente eles não saberão dizer por que estão lá. Vão dizer que são contra o "golpe". Na verdade, são mais uma herança maldita do Lulla.

Carlos Eduardo Stamato dadostamato@hotmail.com

Guaraci

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GRADE CURRICULAR

Meu filho Ricardo está saindo do Colégio Dante Alighieri este ano. Acompanhei dia após dia o absurdo do volume de matérias que ele era obrigado a estudar, numa correria desenfreada, porque nunca dava realmente tempo. Aliás, tempo não dava para nada, para esportes, estudar línguas ou até música. E também nunca entendi para que estudar tudo tão profundamente. Ele costuma dizer que está estudando para ser médico, engenheiro, advogado, arquiteto, tudo ao mesmo tempo. Absurdo dos absurdos! Ele foi indo aos tropeços, comigo na cola dele, estudando junto, fazendo aqueles trabalhos chatos, aquela lenga-lenga socialista daquelas matérias insuportáveis. E para que serve Artes? Lutei todos estes anos contra essa grade curricular, e quando soube que o ministro da Educação finalmente teve a "coragem" de peitar tudo e todos, tornou-se meu herói, e faço questão de um dia conhecê-lo e dizer-lhe o quanto sou grata. A única ressalva que faço é quanto ao horário de aulas: não concordo que devam as crianças chegar às 7 da manhã na escola e só sair no final do dia. Acho importante que também frequentem outros ambientes, inclusive para a prática de esportes, como o clube, por exemplo, e não só ficarem confinados no mesmo ambiente. Sigam o modelo americano, até às 15 horas. Quem for contra essa mudança não participa da vida escolar do filho e não sabe de nada, Meu filho odeia tudo o que ensinam e a forma como ensinam, é louco para ir embora do País e não foi isso que eu esperava após tantos anos de escola. Muito triste.

Regina Azze Natel recnatel@gmail.com

São Paulo

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PARTO HUMANIZADO

Venho através deste, agradecer pelo atendimento que minha filha teve na Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, na Vila Nova Cachoeirinha. Ela foi muito bem assistida e teve todo o atendimento dedicado e atencioso de todos!!! A partir da entrada até o momento em que minha filha teve alta hospitalar. Estamos felizes e agradecidos, pois esse programa de humanização do parto é espetacular, digno de Primeiro Mundo, não deixando nada a desejar a qualquer hospital particular em são Paulo. Tenho certeza que se fosse realizado num hospital particular todo atendimento de minha filha ficaria uma fortuna. Portanto, fica aqui nosso sincero muito obrigada a cada funcionário que esteve presente no dia 29/9, em que minha primeira netinha nasceu, sob cuidados muito atenciosos e posso dizer carinhoso de profissionais como a enfermeira Mariana, que com tanto afeto diante do sofrimento de uma futura mamãe, auxiliou o parto natural numa banheira com água bem quentinha, onde mais uma brasileirinha nasceu às 12h02, a minha querida netinha Giovanna.

Maria Aparecida C. Mendonça macm.bio.med@gmail.com

São Paulo

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UM PESO, MEIA MEDIDA

No artigo "Efeito estufa do arroto bovino" (26/10, A2), Xico Graziano esqueceu de contar à sua filha que o gado não surge do nada, e sim de grandes áreas de desmatamento para imensas monoculturas de soja e milho para alimentá-lo em escala industrial, causando aumento das emissões de gases de efeito estufa, perdas significativas de biodiversidade, uso intensivo de água e geração de rejeitos poluentes. Também omitiu que a produção de um quilo de proteína animal utiliza vários quilos de proteína vegetal, que poderiam alimentar muito mais pessoas com preços mais baixos e menos impacto ambiental. Seria demais esperar que o genitor mencionasse a questão do bem-estar animal, eufemismo não apenas no tratamento dos bois e vacas, mas também de porcos, galinhas e peixes. Não se trata de culpar os homens do campo, mas de mostrar que o quadro é mais amplo do que "campo x metrópole".

Carlos Eduardo Lessa Brandão celb@iname.com

São Paulo

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Metano tem a fórmula química CH4 . A espécie NH4 não existe na natureza dessa forma. Existe um íon , chamado íon amônio, que é o NH4+ , mas existe na forma de sais , tal como o cloreto de amônio NH4Cl.

Elder Magalhães de Souza eldermagalhaes@gmail.com

São Paulo

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AQUECIMENTO GLOBAL

Xico Graciano faz um lúcido esclarecimento sobre a acusação do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU de que o gás metano resultante da digestão do gado seria um dos culpados pelo efeito estufa. Aproveita também para nos recordar de que o dióxido de carbono é fonte de vida, sem o qual não existiríamos. O foco do autor é a agropecuária e não se detém no tema central que é o pretendido "aquecimento global", segundo muitos cientistas, "a maior farsa da História". Não adiro totalmente a essa qualificação, não por discordar da palavra "farsa", mas por haver outras farsas e não sei qual é a maior.

Milan Trsic cra612@gmail.com

Ribeirão Preto

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DIA DO SERVIDOR PÚBLICO

Celebra-se em 28 de outubro o Dia do Servidor Público. Assistir-se-á ao descanso do funcionalismo, custeado pela contribuição tributária de toda a sociedade. Sugere-se buscar alternativas para que a homenagem seja empreendida de maneira positiva, ao contrário do que produz a atual antipática folga anual. Uma exploração diferenciada do dia pode contribuir para a boa imagem dos serviços e dos servidores públicos. Alguém duvida do desejo da maioria do povo por mudança na tradicional cultura estatal marcada por corporativismo, paternalismo e patrimonialismo? Imagine a situação da mulher trabalhadora cujo filho frequenta creche pública, com usufruto vedado em 28/10; ou pense no cidadão menos informado, que reservou parte daquele dia para encaminhar pendências na Receita Federal e, ao chegar ao órgão, encontra-o simplesmente fechado.

Sérgio Luis Avancine sergioavancine@uol.com.br

São Paulo 

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SONHANDO

Quarta feira, 26: Nenhuma nova fase da lava jato; Lula não se fez de vítima; Alexandre de Morais não falou nenhuma patacoada; Não pediram habeas para o Cunha; Bolsa subiu novamente, o dólar e os juros caíram; Dona Carmem preside suprema; PEC foi aprovada e o Palmeiras vai ser campeão. Por favor não me acordem!!

Natalino Ferraz Martins natalino.martins@uol.com.br

São Paulo SP

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DESPEDIDA DO CAPITÃO

Leio muitos que escrevem e falam sobre variados temas. Mas poucos com prazer renovado como ouvia os comentários que externava sobre futebol o grande "Capitão do tri", Carlos Alberto Torres. Depois de um enfarte fulminante, infelizmente ele se despediu de todos nós, e deixa um grande legado para o futebol brasileiro e mundial. Vá em paz, Capitão Torres!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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