Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2016 | 03h00

PREVIDÊNCIA

Desaposentação

Aposentei-me em 1991, por tempo de contribuição. Foi-me “concedida” a aposentadoria no teto. Com o passar do tempo, o valor dos meus proventos foi sendo corrigido abaixo da inflação, chegando ao correspondente a 55% do teto atual, que equivale à correção monetária do valor “concedido”. Não conheço os demais 182 mil pedidos de desaposentação, mas, admitindo que sejam similares ao meu caso, concluo que a alegada perda de R$ 77 bilhões que o Tesouro teria deve ser o montante “garfado” pelo INSS. O que eu pretendo não pode ser considerado uma “majoração”, como foi batizada por um ministro do STF, mas apenas a restauração do valor a que fiz jus pelos recolhimentos, meus e dos meus empregadores. Algum dos srs. ministros consideraria correto, justo, um saque de 45% de sua aposentadoria?

MARIO HELVIO MIOTTO

mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

Descontos

Já que não teremos o direito de nos “desaposentarmos”, por que continuaremos a ser obrigados a recolher para o INSS?

JOSÉ GILBERTO SILVESTRINI

jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

Os aposentados que continuam a trabalhar – até porque não dá para sobreviver com o benefício achatado pelo fator previdenciário – continuam também a recolher aos cofres da Previdência 11% dos seus vencimentos ou sobre o teto do INSS. As empresas que os contratam, por sua vez, recolhem 20% sobre a remuneração bruta, seja ela abaixo ou acima do teto. Não é incomum que esses recolhimentos ultrapassem o valor da aposentadoria que eles recebem. No entanto, o aposentado que continua recolhendo não tem direito a auxílio-saúde, auxílio por acidente de trabalho, nem a seguro-desemprego, nem a coisa nenhuma. Antigamente essa contribuição após a aposentadoria gerava um pecúlio que o aposentado retirava depois de um tempo. Hoje, não mais. Considero que ter de recolher esses valores à Previdência, sem nenhum retorno, configura uma extorsão. Os aposentados beneficiados pela desaposentação não devem devolver nada, não! Ao contrário, o INSS é que tem de devolver esses valores surrupiados de modo escorchante aos aposentados que continuam obrigados a recolher. Aliás, a reforma da Previdência deve estabelecer que o aposentado que continuar no mercado de trabalho esteja desobrigado de recolher à Previdência. Se não há contrapartida, não deverá haver pagamento. O problema da Previdência Social não é falta de recursos, é má gestão.

SUELI CARAMELLO ULIANO

scaramellu@terra.com.br

São Paulo

A conta não fecha

Enquanto o governo Temer anuncia a necessária reforma da Previdência para “cortar gastos e equilibrar as finanças”, o Tribunal de Contas da União (TCU) põe o dedo numa das históricas feridas do setor: há indícios de fraude em 19.520 pensões pagas a filhas solteiras de servidores públicos federais. O esquema custa, a cada quatro anos, cerca de R$ 5,5 bilhões aos cofres dos pagadores de impostos. Não há conta que feche desse jeito.

LUIZ H. F. CESAR PESTANA

luizhenriquefcpestana@gmail.com

São Paulo

Sem paralelo

Discute-se muito o rombo nas aposentadorias, com destaque merecido para as do poder público. Nesse âmbito, o próprio presidente Michel Temer é um exemplo acabado de como esse rombo vem sendo causado. Temer aposentou-se como procurador do Estado em 1996, aos 55 anos de idade, e hoje, 20 anos depois, ganha R$ 30.934 por mês. Daqui a pouco vai ficar mais tempo com essa gorda aposentadoria do que o período em que exerceu o cargo, sendo, portanto, incompatível o que descontou com o que recebe. Enfim, o gigantesco rombo vem também das avantajadas aposentadorias do sistema judiciário, sem paralelo em nenhum país do mundo.

JOSÉ ELIAS LAIER

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

Assistência social

Para diminuir o rombo da Previdência sugiro a criação do Instituto Nacional de Assistência Social, que cuidaria de prover recursos para os cidadãos que nunca contribuíram. Assim, só quem contribuiu faria jus ao benefício do INSS. Dessa forma ficaria claro que não são os contribuintes que causam o desequilíbrio e o problema teria de ser resolvido no âmbito da assistência social pelo governo, e não pelo INSS.

MÁRCIO DA CRUZ LEITE

marcio.leite@terra.com.br

Itu

CORRUPÇÃO

Lula na ONU

O Lula resolveu internacionalizar o seu problema com a Justiça brasileira. Queixou-se no Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos de ações que o petista classifica como “abuso de poder” do juiz federal Sergio Moro e dos procuradores da Operação Lava Jato. Ao prestar “informações ou observações relevantes à questão da admissibilidade da comunicação”,

o governo brasileiro deve entrar, no mesmo órgão, ou na Corte de Haia, com queixa-crime contra Lula e Dilma Rousseff por abuso da confiança dos eleitores e por ações lesivas ao Brasil, de toda sorte, que deixaram 12 milhões de pessoas desempregadas no País. Levará anos para que seus efeitos sejam neutralizados!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Pavor de Moro

O Lulla continua com a árdua tarefa de tentar desmoralizar a Justiça brasileira. Não obteve sucesso no Supremo Tribunal nem na Organização dos Estados Americanos (OEA). E agora vem com um protocolo fornecido pela ONU, igual ao de todos os que procuram aquela entidade, mas que elle apresenta como se fosse um “salvo-conduto”... O pavor do homem mais honesto do planeta é ficar frente a frente com Sergio Moro. Pensando bem, elle deveria recorrer ao cumpañero Nicolás Maduro.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Tá chegando a hora

No vasto rol de delações premiadas destacam-se pela ausência, até agora, as de José Dirceu e Marcelo Odebrecht. Ainda não foram feitas porque ambos jogam todas as suas esperanças na volta do Lula ao poder. Assim que ocorrer a prisão e, como consequência de sua condenação, Lula se tornar ficha-suja, tais esperanças acabarão e então, embora tardiamente, teremos a confirmação, com todas as evidências, de quem é o comandante supremo desse vergonhoso conluio de políticos e empresários que tanto mal nos fez.

FRANCISCO PAULO URAS

francisco.uras@uras.com.br

São Paulo

“Com a inversão de valores e se demorar muito, o Lula acabará condenando o juiz Sergio Moro?”

NEREU DOMINGUES DA SILVA / SÃO PAULO, SOBRE O RECURSO DO ‘MAIS HONESTO’ À ONU

nvci@ig.com.br

“Quando e se a ONU analisar o processo ‘a favor’ do inominável, ele, muito provavelmente, ainda estará em Curitiba”

GUTO PACHECO / SÃO PAULO, IDEM

jam.pacheco@uol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

 

O STF E A DESAPOSENTAÇÃO

 

A rejeição da desaposentação (utilizada por quem continuou a trabalhar depois de aposentado, mantendo contribuições à Previdência Social) promovida na tarde de quarta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF) mostra, de maneira clara, ministros coniventes com o governo e desconectados da justiça e do direito do trabalhador que, depois de aposentado, continuou trabalhando e recolhendo compulsoriamente ao INSS. Como explicar que um órgão que deveria estar focado em promover a justiça esteja mais preocupado com de onde retirar recursos para pagamento dos novos benefícios? É uma total inversão de propósitos. O reajuste dos salários deles, seus benefícios e mordomias são sempre decididos a toque de caixa. Quanto a nós, pobres trabalhadores e aposentados, só nos restam a indignação, a revolta e a resignação.

 

Elias Skaf Elias eskaf@hotmail.com

São Paulo

 

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PUNIÇÃO

 

Vejam o meu caso, que é idêntico ao de milhares de brasileiros tungados pela previdência do INSS. Contribuí por 38 anos, vários deles sobre 20 salários mínimos, posteriormente sobre 10 mínimos e o restante sempre pelo teto de contribuição. Ao me aposentar, em 2011, já tinha os 95 anos referentes à regra 85/95, ainda não institucionalizada, e por isso tive meu benefício inicial achatado em mais de 20% por causa do fator previdenciário. Isso fez com que meu benefício inicial ficasse próximo de 4 salários mínimos da época. Continuei a trabalhar por necessidade, para, entre outras coisas, manter plano de saúde e outros direitos que deveriam ser fornecidos pelo Estado. Hoje continuo trabalhando e contribuindo, tenho cerca de 104 anos, pela regra 85/95, e não tenho direito a ter um benefício maior. Vale lembrar que, pelas regras do INSS, desde 2011, mesmo continuando a contribuir pelo teto, não tenho direito a mais nenhum benefício, ou seja, tenho o "direito" de só contribuir e não gozar aquilo que pago. Isso fere nossa Constituição, que determina que haja reciprocidade entre a contribuição e sua devida contraprestação. Resumindo: a Constituição determina a contraprestação, o INSS não respeita e o STF pune... os aposentados!

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

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SEQUESTRO IMPERDOÁVEL

 

É impressionante quando ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) entendem normal e sério que a Previdência obrigue os empregados (aposentados) e as empresas a pagarem INSS - com sua parcela de contribuição, que não é pouca - e estes permitam que a Previdência fique com estes valores sem a reciprocidade devida. Considero a decisão de terça-feira do Supremo um sequestro imperdoável para quem até hoje não analisa os fatos com a assessoria devida, com divagações durante anos e anos e, no fim, com uma participação que considero no mínimo indecorosa para quem ocupa cargos tão altos e finalizando e dando continuidade a este processo corrompido, pois o pecúlio que antes existia passou para os cofres de quem administra mal nossos recursos.  

  

Thomaz Raposo de Almeida Filho thomazraposo@yahoo.com.br

São Paulo

 

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O PACOTE DE RENAN

 

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou um pacote para "estabelecer limites dos Poderes", em resposta à operação da Polícia Federal que prendeu policiais legislativos há uma semana. Agora nós, os mais de 200 milhões de brasileiros, queremos e precisamos saber que moral, considerando seu sujo passado político, este "senadorzeco" tem para falar tão grosso e afrontar descaradamente nossas autoridades judiciais?

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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A FRAQUEZA DO SUPREMO

 

Vejam o poder de Renan Calheiros: tanto esbravejou que o STF (ministro Teori Zavascki) cedeu, demonstrando fraqueza, e suspendeu a operação da Polícia Federal no Senado que prendei quatro policiais legislativos na semana passada. Este é o Supremo do nosso Brasil, aproximando-se cada vez mais do Supremo da Venezuela.

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

 

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A ONÇA E A VARA CURTA

 

Entre nossos congressistas, nenhum é tão matreiro quanto o senador Renan Calheiros. Para não ir tão longe no retrospecto de sua longa carreira política, basta recordar que somente em 2007 ele se livrou de dois processos de cassação. Atualmente, apesar de também estar sendo investigado pela Operação Lava Jato, vai conseguindo se manter firme em seu posto de presidente do Senado. Ao mesmo tempo que ajudou o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, colaborou para que um perigoso concorrente seu, no próprio partido, também fosse defenestrado da Câmara dos Deputados, o ex-deputado federal Eduardo Cunha. Mas, no episódio que envolveu os policiais do Senado presos pela Polícia Federal na Operação Métis, talvez tenha ido longe demais. Ao chamar o juiz de primeira instância que autorizou as buscas no Senado de "juizeco de primeira instância", Renan atraiu a ira de todo o corpo jurídico nacional. Até a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), se manifestou incisivamente contra o fato, afirmando que "onde um juiz for destratado, eu também sou", em sessão do Conselho Nacional de Justiça. A melhor definição sobre a desaforada reação do presidente do Senado eu encontrei no artigo da jornalista Dora Kramer no "Estadão": "Quando os fatos criam pernas, as pessoas entram em pânico e perdem a cabeça". Coincidência ou não, a presidente do STF marcou para o dia 3 de novembro o julgamento de ação ajuizada pela Rede Sustentabilidade que argumenta que o presidente da República não pode, no exercício das suas funções, responder a ações penais comuns. O presidente do Senado é alvo de 11 inquéritos no STF e já não poderia assumir a Presidência da República na eventual ausência do presidente do País e do presidente da Câmara dos Deputados. O ministro Luiz Edson Fachin também liberou para julgamento no plenário da Corte a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente do Senado, acusado de ter despesas de uma filha com uma jornalista bancadas por uma empreiteira. Caberá à presidente do STF marcar a data do julgamento. E vem ao caso um velho ditado popular: "Não se deve cutucar a onça com vara curta".

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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SENADORECO

 

A morfologia pejorativa não faz restrições a poderes constituídos. Seria bom lembrar a quem criou o termo juizeco que, igualmente, pode também ser aplicada a senador. E até estará mais bem aplicada.

 

Paulo M. B. de Araujo pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro 

 

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RENAN SEM LIMITES

 

Um presidente do Senado que tem 11 processos nas costas em curso no STF e, apesar disso, chama um juiz de primeira instância de "juizeco", me dá o direito de interpretar que Renan Calheiros não passa de um "senadorzeco".

 

Eugenio de Araújo Silva eugenio-araujo@uol.com.br

Canela (RS)

 

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SEPULTURA CAVADA

 

Desta vez, parece que o cangaceiro-chefete do Senado, Renan Calheiros, conseguiu cavar ainda mais sua sepultura, aberta desde que foi acusado por vários crimes anos atrás (propina de empresários para pagamento de pensão, entre tantos outros). Como um zumbi, em razão da grande corrupção que impera na política do País e que, portanto, lhe deu e ainda dá a condição de, como um morto-vivo, sempre negociar alternativas para se safar, ele, agora, deve ser enterrado, finalmente, pela Operação Lava Jato, pois se meteu numa briga com cachorros grandes dispostos a lhe trucidar a alma. Mais sujo do que o próprio galinheiro que sempre lhe deu guarida, composto, principalmente, por deputados, senadores e ex-presidentes aliados de ocasião tão corruptos quanto, Renan, depois de deixar a presidência da Casa, em fevereiro - ou até antes -, também deve amargar o mesmo destino daqueles presos pela Operação Lava Jato e sair delatando os outros para diminuir sua pena de ficar, de tornozeleira, vendo o sol de dentro de uma das mansões.

 

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

 

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O SENADOR E O JUDICIÁRIO

 

Ficou uma dúvida no ar: Renan Calheiros é bombeiro ou piromaníaco? Pelo que se noticia dele ao longo dos últimos anos, cheguei à conclusão de que ele é, na verdade, cleptomaníaco.

 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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PACIÊNCIA

 

Renan Calheiros, por enquanto, tem 11 processos, e mais delações ainda virão. Ele está agressivo e injustamente critica a Polícia Federal e membros da Justiça. Antes da votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 no Senado, a orientação é ter paciência com o réu. Depois... Curitiba nele.

 

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

 

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HARMONIA ENTRE PODERES

 

Não basta que a Carta Magna prescreva que os Poderes da República são independentes e harmônicos entre si. Na realidade, precisa haver harmonia nos atos de cada um deles. Assim, rebatendo a falação inadequada do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a ministra presidente do STF, Cármen Lúcia, resume em poucas palavras que os juízes não merecem ser agredidos, porque existem providências legais para serem usadas contra eles. Da mesma forma que não se deve dizer "senadoreco", o termo "juizeco" é inoportuno e inadequado, especialmente para profissional que possui alta formação cultural e se submeteu ao rígido crivo de seus colegas, em concurso público. Assim, não há razão também para que ambos não apoiem Michel Temer na sua cruzada para colocar o Brasil nos trilhos. A sua vitória na PEC 241 também merece esse apoio.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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COMBATE DE SÁBIOS

 

Capitães dos poderes duelam no convés; o baixo clero, nos porões. A nave vai afundar e levará com ela todos.

 

Ana Cláudia Fioravante Bonaparte acfb@uol.com.br

São Paulo

 

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INDEPENDÊNCIA

 

Pela primeira vez na vida o triângulo dos Três Poderes da União dá sinais de independência por parte de um dos seus três vértices, o Poder Judiciário. Na qualidade de democrata e leigo nos assuntos jurídicos, sinto-me à vontade para sugerir o critério de eleição para os ministros de terceira instância, cujos eleitores seriam os juízes de segunda instância das 27 Unidades da Federação. Estes últimos seriam eleitos pelos juízes de primeira instância do seu Estado ou Distrito Federal.

 

Luciano Mendes de Aguiar luciano.mendes@aguiar.com

São Paulo

 

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SENADOR EXPOSTO

 

O Conselheiro Acácio manda avisar ao senhor presidente do Senado que o foro privilegiado é circunstância pertinente ao desempenho da função, e nunca ao exercício em determinado local de trabalho, pois, se assim fosse, todos os servidores daquela instituição deveriam ter a mesma prerrogativa. Portanto, perdeu o senador uma preciosa oportunidade de ficar quieto e calado, não expondo seja sua ignorância intelectual, seja seu desespero em face das investigações das quais é alvo.

 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém 

 

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JULGAMENTO MARCADO

 

Renan Calheiros não esperava que a ministra Cármen Lúcia, sem mencionar seu nome, lhe desse uma resposta à altura. Mesmo assim, o "coroné" das Alagoas continuou latindo, e, como a situação ficou por demais beligerante, foi pedir arrego ao presidente Michel Temer, para que fizesse uma reunião convidando os presidentes dos Três Poderes para aplacar o incêndio que suas palavras causaram, destemperadamente, porque ele tenta salvar a pele diante dos 9 ou 11 processos que hibernam no STF (o que é uma vergonha!) a serem julgados desde 2007. Esperamos que no próximo dia 3/11/2016 o STF tenha a mesma decisão que teve com Eduardo Cunha, afastando-o da presidência do Senado, apesar de faltarem 90 dias para o fim do seu cargo. Infelizmente, vamos trocar seis por meia-dúzia, já que quem assumirá na vacância do cargo, será o senador "petralha" Jorge Viana, do Acre. 

 

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

 

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PRIVILÉGIOS

 

Após as reações, comentários, exageros e destemperos à ação da Polícia Federal contra a Polícia Legislativa, fica a seguinte pergunta: será que os exageros introduzidos pelos nossos digníssimos representantes nos privilégios, benefícios e excepcionalidades, que os tornam cidadãos diferentes e acima dos demais, incluem o direito a serem tratados separadamente por juízes, tribunais próprios, polícia especial e regras distintas, como se fossem deuses ou ditadores? Pois é isso o que o denunciado em 11 processos no STF está proclamando indignado em alto e bom som, e, ao que parece, com a concordância de senadores, do presidente da Câmara, de deputados e de alguns ministros do STF. Se é isso mesmo o que nos diz a Constituição, acho que já é mais do que tempo de uma reforma geral nestes privilégios, pois tenho certeza de que não é o que pensa nem deseja o povo. Teoricamente, numa democracia não existem classes especiais com direitos diferentes e privilégios que os tornem superiores aos demais e, principalmente, sejam diferenciados perante as leis. Quando vemos senadores, ministros e deputados defenderem este tratamento diferenciado, devemos desconfiar de que o tão decantado regime democrático não existe neste país. Isso está mais parecendo com o livro "A Revolução dos Bichos", de George Orwell, onde todos animais eram iguais, mas os porcos eram mais iguais, protegidos pelos cães, que eram sua polícia.

 

Carlos Ney Millen Coutinho cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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E SE?

 

Quando Ricardo Lewandowski era o presidente do STF, Renan, após defender que, depois do tombo, Dilma Rousseff não merecia o coice e, conchavou com o ministro e conseguiu que o mesmo permitisse que a Constituição fosse rasgada, livrando com uma votação em separado a ex-presidente da devida inabilitação política por oito anos. Fico me perguntando se, neste episódio atual de ataque de Renan ao Judiciário, caso Lewandowski ainda fosse o presidente do STF, teria a mesma atitude da ministra Cármen Lúcia em defesa do Judiciário.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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CARMEM LÚCIA DURA NA QUEDA

 

Depois de uma pública reprimenda ao investigado presidente do Senado, Renan Calheiros, a ministra Cármen Lúcia, que preside o STF, fez muito bem em não aceitar o convite de Michel Temer que visava a pôr um fim a este mal-estar institucional causado pelo inescrupuloso Renan Calheiros. O senador ofendeu não somente o ministro da Justiça, Alexandre de Morais, chamando-o de "chefete de polícia", como principalmente ofende também o Judiciário, ao definir um juiz federal, Vallisney de Souza Oliveira, como "juizeco". Este é um duro recado da ministra Cármen Lúcia! E, se tivesse o senador alagoano um mínimo de civilidade, primeiro deveria pedir desculpas à Nação para, depois, ter a honra de merecer a compreensão da digna presidente do Supremo Tribunal Federal.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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FORÇA ESTRANHA

 

Que força estranha terá um parlamentar que, apesar de possuir uma verdadeira folha corrida de malfeitos e já ter renunciando ao mesmo cargo que ocupa para escapar da cassação, para peitar acintosamente a Justiça como um todo, como bem caracterizou a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF. Por muito menos, um outro famoso congressista foi cassado e recentemente ocupa uma cela isolada em Curitiba.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

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A CABELEIRA DE MOLHO

 

O senador Renan que coloque a cabeleira implantada de molho, porque os 11 inquéritos contra ele que estão parados no STF vão decolar na presidência da seriíssima ministra Cármen Lúcia.

 

José Roberto Iglesias zeiglesias@gmail.com

São Paulo

 

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A JUSTIÇA TARDA

 

O STF vai julgar no dia 3/11 se o senador Renan Calheiros pode ou não continuar como presidente do Senado, porque, como terceiro na linha sucessória em caso de viagem do presidente DA República, alguém com sua ficha corrida como a dele não poderia assumir a Presidência. Sabemos que não é o ideal ele apenas ser afastado do cargo da presidência da Casa, porque com nove ações contra ele na Procuradoria-Geral da República, já seria caso de estar fazendo companhia ao colega Eduardo Cunha em Curitiba.  Depois o Judiciário questiona a falta de aumento de salário da categoria, mas, cá entre nós, como trabalham devagar, não? Bandidos comandam o País, enquanto eles bordam em cima das ações. Tem muita coisa que precisa mudar no Brasil. Muita mesmo, a começar da Justiça!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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RESPOSTA

 

Parabéns à Rede Sustentabilidade, que arguiu o STF como segue: o presidente da República não pode, no exercício das suas funções, responder a ações penais por crimes comuns. Idem para os de sua linha sucessória. Assim, não foi por outro motivo que Cunha foi afastado da presidência da Câmara. Como Renan é alvo de mais de 10 inquéritos que tramitam no STF, por que o que afastou um não valeria para o outro? Ótima pergunta. Semana que vem, a resposta. 

 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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URGÊNCIA

 

As divergências entre os Três Poderes no Brasil precisam ser superadas. Para que o dirigente maior do Brasil tente implementar as medidas necessárias para o nosso desenvolvimento. Como aceitar o posicionamento de integrantes dos cargos maiores do Executivo, do Legislativo e de uma área que precisa estar ausente do campo político e partidário, o Judiciário, que causam repercussão negativa e motivam desconfianças na opinião pública? Alguma coisa precisa ser feita com a devida urgência. Não teremos crescimento econômico ou social se não houver a credibilidade necessária dos Três Poderes.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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APEQUENANDO-SE

 

O jornalista Eugênio Bucci apequenou as manifestações na Avenida Paulista. Basta ver o ódio em seu texto "O pau de selfie no protesto" (20/8/2015). Dali para a frente, foi ficando pequenino, foi encolhendo aos meus olhos, se esperneando para defender seu partido falido. Defendeu a "presidenta" como pôde. "Meias-verdades, supermentiras...". Ele disfarça, mas em seu último texto, de 27/10, "As tramas do discurso, do 'juizeco' ao senadúnculo", vem com um papinho sobre Renan Calheiros, mas metade do texto serve para desqualificar o juiz Sérgio Moro. 

 

Rita Grimm grimm33@uol.com.br

São Paulo

 

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PUSERAM UM PÊLO NO OVO

 

As declarações de Pedro Corrêa (condenado no mensalão e na Operação Lava Jato) apontando Lula como líder do esquema de cartel e corrupção na Petrobrás, com desvios bilionários já reconhecidos pela estatal, deve ter algum pêlo suspeito, pois o depoimento foi devolvido à Procuradoria-Geral da República por Teori Zavascki. Esse movimento atrás do ministro do STF pode acabar derrubando a validade legal do depoimento de Corrêa no processo contra Lula, que será julgado por Sérgio Moro. Se isso não é um pêlo que pode ter saído da barba de Lula, então é o quê?

 

Mara Montezuma Assaf Montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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CORRETO

 

Considerando que no Brasil só honestos vão para a cadeia e que Lula é a alma viva mais honesta deste país, concluímos que Elle deveria ter sido o primeiro a estar numa cela de Curitiba.

 

José Sergio Trabbold jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

 

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APOLOGIA DA CORRUPÇÃO

 

Li, com atraso, a surpreendente entrevista do procurador da República Eugênio Aragão à revista "Carta Capital", publicada em 21 de outubro. Nela, o ilustre procurador, ex-ministro da Justiça da ex-presidente Dilma Rousseff, afirma que "na hora em que ('ele', é o empreendedor) diz 'vou, então, molhar a mão dos fiscais para isto ir mais rápido', do ponto de vista econômico, isso não é ruim, não, porque significa que conseguirá mais rapidamente arrumar a empresa e entrar mais cedo como concorrente no mercado". E mais: "Mas a corrupção que, na verdade, serve como uma graxa na engrenagem da máquina, esta, do ponto de vista econômico, é tolerável". Tais declarações, feitas publicamente, em entrevista a um órgão de imprensa, não são perigosamente semelhantes a uma apologia da corrupção? O que diz a respeito o sr. procurador-geral da República?

 

Eduardo Spinola e Castro  3491esc@gmail.com

São Paulo

 

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SUBORNOCRACIA

 

Excelente a declaração do ex-ministro da Justiça dr. Eugênio Aragão, que esclareceu como era a ideologia política dos governos lulopetistas. Ele criou um novo tipo de administração pública, a subornocracia, admitindo candidamente que todas as obras públicas eram feitas mediante propinas. É uma confissão tácita de todos os malfeitos com que nos deparamos diariamente na imprensa. Acredito, por suas palavras, que os petistas atualmente podem ser classificados em três grupos: os idealistas, muitos beirando um fanatismo irreal (tipo Suplicy e intelectuais que posam em fotos ao lado do chefe da quadrilha); os enganados, a imensa maioria que votou nesses ex-presidentes (atualmente quase todos desenganados); e os piores de todos, os políticos que persistem filiados ao PT (senadores e deputados), por saberem e compartilharem da subornocracia. Provavelmente todos irão para Curitiba, pois não serão mais eleitos para nenhum cargo e perderão o foro privilegiado. O dr. Eugênio Aragão definitivamente expôs normas de orientação econômica que foram criteriosamente seguidas pelos políticos do PT e apaniguados. Agradecemos sua sinceridade.

 

Moacyr Fucs moacyrfucs@gmail.com

São Paulo

 

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MAU-CARATISMO

 

Li o editorial publicado no "Estadão" de domingo (23/10) "Os catedráticos em bandalheiras", em que são mostradas as opiniões dos srs. Lula e Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça do (des)governo Dilma. O primeiro fala de "uma perigosa ignorância dos agentes da lei, pois não sabiam como funciona um governo de coalizão". Segundo ele, coalizão funciona na base de compra de parlamentares, de preferência com dinheiro. O segundo afirma na revista "Carta Capital" que a corrupção não apenas é tolerável, como em alguns aspectos é positiva. Será que as milhares de pessoas que penam para marcar consulta nos hospitais públicos ou que morrem na porta deles concordariam com essas afirmações? É repugnante o mau-caratismo desses indivíduos que espero que desapareçam em breve de nossa vida pública. É uma completa inversão de valores. Quero deixar aqui meu protesto e indignação, pois estes indivíduos não mereciam mais aparecer na mídia.

 

Sergio Bradaschia Penteado penteado.sergio@ig.com.br

Piracicaba

 

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CATEDRÁTICOS

 

Entre os "catedráticos em bandalheiras", além do sr. Eugênio Aragão, pode-se incluir a sra. Marilena Chauí, que deu uma entrevista dizendo que o juiz Sérgio Moro foi treinado nos Estados Unidos para criar a Lava Jato e, com isso, depor o PT do poder para se aprovar a medida/lei de a Petrobrás não precisar obrigatoriamente de participar da exploração do pré-sal - com isso entregando este tesouro às 6 irmãs do petróleo. Ela só se esqueceu de dizer que também o PT participou deste treinamento, para falir com a Petrobrás e poder ser comprada de graça pelas 6 irmãs...

 

Luis Fernando M. Carvalho meirelles@meirellescarvalho.com.br

São Paulo

 

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ESCOLAS INVADIDAS

 

São profundamente tristes as palavras da mãe do estudante assassinado na "ocupação" de uma escola de Curitiba (PR), em entrevista para uma emissora daquele Estado. A pobre senhora autorizou seu filho a participar da invasão apenas para descobrir, naquele fatídico dia, que não havia sequer um maior de idade responsável nas dependências da escola. Os adolescentes estavam sozinhos. Os sindicatos de professores estimulam os alunos a invadirem as escolas e vão para casa descansar. Os meninos e meninas são meros peões neste joguinho estúpido da esquerda. Nenhum deles sabe sequer explicar as mudanças propostas pelo governo no ensino público. Apenas repetem os chavões e as mentiras contadas pelos seus "professores", usadas para aliciá-los. Gravíssimo também foi o comportamento do Conselho Tutelar, que simplesmente proibiu os pais de alunos, acompanhados por membros do MBL, de entrarem no Colégio Aplicação e no Colégio Barão de Rio Branco. A alegação foi de que a presença no local era definida pela "soberania da assembleia" dos invasores, algo que não está previsto na Constituição brasileira. Houve negligência diante das inúmeras denúncias de uso de drogas e prática de sexo nas dependências da escola. Estas foram simplesmente ignoradas. Infelizmente, a morte daquele menino não rendeu, nos jornais, tanto espaço quanto renderia se ele tivesse sido agredido por um policial. As "ocupações" devem continuar. A maioria dos estudantes, que quer apenas estudar, é prejudicada, e nenhum poder se levanta para defender um direito tão básico. Os jornais não lhes dão voz. Por este episódio, fica claro que o projeto Escola Sem Partido tem toda razão de ser. Meninos e meninas, menores de idade, imaturos e influenciáveis, não podem sofrer aliciamento moral de gente para quem os fins justificam quaisquer meios. Ao Ministério Público, aos Conselhos Tutelares, aos jornalistas, ao Ministério da Educação e aos governos que se omitiram diante das denúncias que poderiam ter evitado esta tragédia anunciada, por conveniência política ou pura negligência, cabe grande parcela da culpa pela morte do estudante. Vivam com isso. Àquela pobre mãe resta apenas a solidariedade dos brasileiros de bem, já que os professores, covardemente, nem mesmo tiveram a dignidade de lhe dar os pêsames.

 

Maria C. Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

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GLAMOURIZAÇÃO

 

Nem mesmo o assassinato de um estudante, crime praticado por um colega, dentro de uma unidade educacional (?) invadida, foi suficiente para que a mídia responsável e outros setores influentes da sociedade mudassem a pauta que busca glamourizar atos políticos travestidos de justas reivindicações por parte dos invasores, estimulados e até patrocinados via UNE e UBES, pelo PCdoB e pelo PT. Parece que a mídia tem receio de dar nome aos bois.

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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FALANDO GUARANI

 

No Espírito Santo, alunos que ocupam a Escola Estadual Almirante Barroso, uma das muitas sob controle de estudantes Brasil afora, com atividades interrompidas e programações anuais truncadas, decidiram, em assembleia, trocar o nome da unidade pelo de Fátima Soares, em homenagem à ex-cozinheira do estabelecimento que, segundo eles, nunca deixou faltar merenda e que, mesmo em tempos de contenção de gastos, usava ingredientes de sua residência, comprados com o próprio dinheiro. Nada contra o reconhecimento pelos relevantes serviços e pela dedicação da ex-funcionária. No entanto, talvez os invasores hoje fizessem parte do grande Paraguai e estivessem falando espanhol ou guarani, não fosse pela atuação do almirante na Batalha do Riachuelo. Será que as informações que têm sobre o conflito que ocorreu há mais de 150 anos são tão parcas quanto as de que dispõem atualmente sobre o conteúdo real da PEC 241, contra a qual protestam? 

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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REPÚDIO

 

A absurda e ilegal ocupação de escolas públicas Brasil afora não tem como motivação específica a proposta de reforma do ensino médio, tampouco a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que prevê um teto para o gasto público. É pura e simplesmente um protesto orquestrado contra o governo de Michel Temer, nada mais. O objetivo único destes movimentos é a baderna, e é assim que tais (des)organizações seguirão conquistando o devido desrespeito e repúdio, absolutamente merecidos, da sociedade, até seu completo desaparecimento. 

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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PEC 241

 

Mais uma vez a classe estudantil, sem o conhecimento real de que a PEC 241 é a solução para inibir os excessivos gastos públicos, é massa de manobra para protestar, o que me fez lembrar aquela passagem bíblica "Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem".

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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COMUNICAÇÃO

 

Tecnocratas nunca foram bons comunicadores, ao contrário dos políticos, que, além de se comunicarem muito bem, o fazem com as cores que desejam. Digo isso ao ensejo da aprovação da PEC 241 e os esclarecimentos prestados pelo "Estadão" na quarta-feira, na página B3, no espaço "Perguntas & Respostas". Com uma clareza cristalina, é explicado que tanto a educação quanto a saúde não sofrerão danos com o controle dos gastos impostos pela PEC. Enquanto isso, aproveitadores ideologizados levam incautos a ocuparem as escolas estigmatizando a proposta governamental que em nenhum momento esclareceu a sociedade sobre isso. Nesse particular, tiremos o chapéu para os governos lulopetistas, que conseguiram enganar muitos, por muito tempo, com suas falácias, simplesmente se comunicando.

 

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

São Paulo

 

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FALTA DE VISÃO

 

Vamos supor que as escolas de ensino médio passassem, a partir da reforma proposta por medida provisória, a ter bibliotecas com acervo atualizado, laboratórios modernos, salas de aula com multimídia, boa infraestrutura nas cantinas e, ainda, ter professores em quantidade e preparados para a jornada ampliada. Sim, vamos considerar que tudo isso, como mágica, pudesse estar presente nas escolas a partir de 2017/2018. O que fariam os gestores do ensino médio com os milhões de semianalfabetos vindos do nível anterior? Esta "reforma" é como se o primeiro andar fosse estruturado sem a devida atenção à base, ou seja, ao ensino fundamental. Vai ruir tudo!

 

Ana Cristina Pinto 08anacristina@gmail.com

São Paulo

 

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OS BRASILEIROS E A LEITURA

 

Pesquisa revela que 44% da população brasileira não lê livros e que 30% nunca compraram um livro sequer. Ora, afinal, para que servem e o que fazem os Ministérios e Secretarias da Educação e da Cultura? País que não gosta de ler prejudica seus filhos e a escola também não faz a sua parte. Estão roubando cultura, conhecimento e prazer de milhões de brasileiros. Já dizia Monteiro Lobato que "um país se faz com homens e livros". Nesse nível de indigência cultural, não surpreendem a corrupção, a alienação, os políticos grotescos e a barbárie que vemos no Brasil. É exatamente isto o que os corruptos querem: um povo idiotizado, inculto e ignorante, que desconhece seus direitos, não lê, não reflete e não questiona, aceitando tudo passivamente.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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RUMO AO PRÓXIMO DESASTRE

 

É lamentável que, um ano depois do pior desastre da história do País, o rompimento da barragem de rejeitos da Samarco na cidade de Mariana (MG), nada tenha mudado. É inacreditável que estejam construindo uma nova barragem, muito maior, naquele local. Nenhuma alternativa foi proposta, ninguém apresentou qualquer alternativa à barragem de rejeitos, ninguém fala em tratar os tais rejeitos, torná-los menos perigosos ao meio ambiente, usar os rejeitos de alguma forma. O Brasil não aprendeu nada com o pior desastre de sua história, segue impávido na mesma direção, rumo ao próximo desastre. 

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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