Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2016 | 03h00

OPERAÇÃO MÉTIS X STF

Prevaricação

Agora a Operação Métis está sob comando e controle do Supremo Tribunal Federal (STF) e, por intermédio do ministro Teori Zavascki, certamente as medidas judiciais que os fatos exigem e a sociedade reclama serão tomadas. Não há, com todo o respeito, legislação que ampare a postura do presidente do Senado, Renan Calheiros. Pode até ser admissível o uso de funcionários, objetos, equipamentos e materiais públicos nas residências oficiais dos políticos, ou nos seus escritórios, ainda que localizados fora das dependências do Senado. Mas em residências e escritórios de ex-parlamentares tipifica crime de prevaricação e enseja ação de improbidade administrativa contra o presidente da Casa. A sociedade espera que o procurador-geral da República ofereça representação ao STF e o ministro Teori tome as providências que o Brasil espera.

CARLOS B. PEREIRA DA SILVA

carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

Sem foro privilegiado

Suspender a Operação Métis para proteger o foro privilegiado dos senadores Fernando Collor e Gleisi Hoffmann faz sentido. Mas os ex-senadores Lobão Filho e José Sarney não têm direito a foro privilegiado. Podem os policiais legislativos interferir nas investigações da Lava Jato contra esses ex-parlamentares? Compete ou não ao juiz Vallisney Oliveira dar continuidade à operação no que não envolve pessoas com foro privilegiado?

JORGE A. NURKIN

nurkin@compassvgg.com

São Paulo

Processos parados

Já que o ministro Teori pediu à Polícia Federal tudo o que foi colhido da polícia legislativa, que investigue isso, divulgue o que foi encontrado e apresente os resultados, porque desde 2007 existem “malfeitos” de Renan nas gavetas do STF, conforme exaustivamente divulgado pela imprensa. Acredito piamente que com a ministra Cármen Lúcia o trem vai andar.

MARIO GHELLERE FILHO

marinhoghellere@gmail.com

Mococa

O medo do coronel

A medida do destempero de Renan Calheiros equivale ao tamanho do risco que corre de se tornar réu na Lava Jato. E, em se tornando réu – o que é muito provável, visto ser alvo de 11 inquéritos –, ser afastado do cargo de presidente do Senado, como foi afastado Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados. O julgamento da ação ajuizada pela Rede Sustentabilidade, que argumenta que o presidente da República não pode, no exercício das suas funções, responder a ações penais, foi marcado pela ministra Cármen Lúcia para o dia 3 de novembro. Renan está na linha sucessória, portanto, seu futuro é como um túnel escuro e sem saída. Para um autêntico representante do coronelismo, isso é pior que a morte.

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

Extravagâncias

Há muito não se revela na imprensa toda a realidade do Senado, uma ilha de extravagância e impunidade dentro da nossa República. Acho o momento oportuno para mostrar os absurdos naquela Casa. Seria interessante, por exemplo, fazer um levantamento comparando o seu gigantesco orçamento com o das cidades brasileiras, excluindo as com mais de 250 mil habitantes. Outros dados que poderiam ser divulgados: o custo dos 60 ascensoristas para 20 elevadores, o salário do chefe da garagem e a remuneração da guarda da Casa, dados sobre a gráfica, a TV e demais apêndices, etc.

NORBERTO SGARBI

gncsgarbi@gmail.com

Belo Horizonte

Arapongagem

Nessa eu dancei, porque não sabia da existência de uma polícia legislativa. Inocente eu, que pensava que era a Polícia Federal que dava a devida proteção ao Congresso e seus membros. Sabia da existência de seguranças, de empresas terceirizadas e serviço de inteligência do Estado, mas não sabia que nós pagávamos arapongas, águias e outros bichos para proteger o conluio de parlamentares. Você sabia?

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

CIDADE DE SÃO PAULO

Queda de árvores

Árvores antigas têm caído com frequência durante os últimos temporais. Falta de poda, que deveria ser feita anualmente. Mas não é só isso. O prefeito Fernando Hadad mandou plantar inúmeras mudas nos Jardins, logo no início do seu governo. Essas jovens árvores, com pouco mais de 1,80 m de altura e 3 anos de idade, também já estão caindo! Uma delas está no chão em frente ao número 160 da Rua Cuba. Eu diria que houve falhas em várias etapas da operação: faltou profundidade nas covas onde as árvores foram plantadas e uma avaliação adequada, pela Prefeitura, das empresas contratadas para fazer o serviço. Também os moradores dos ditos bairros nobres deveriam envolver-se mais com o chamado bem público.

MARIZE CARVALHO VILELA

marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo

Degradação urbana

A Avenida Gastão Vidigal, ao longo da Ceagesp, sempre foi uma via linda, com canteiro central largo, bem cuidado, árvores floridas, vegetação multicolorida. Com a gestão petista, a degradação começou quando instalaram a ciclovia, eliminando várias árvores, sem repô-las. Hoje aquilo virou um lixo. Permitiram a instalação permanente de barracas de lona dos dependentes químicos, que, além de acabarem com o que restara da vegetação, fazem varais com cordas entre as árvores, ali pendurando suas roupas. A degradação estende-se até a praça da estátua do semeador, também com barracas de lona permanentes. A nossa esperança é que, a partir de janeiro, a nova administração restitua à nossa cidade a dignidade e o zelo pelas suas ruas e praças.

AVELINO BENJAMIN SCHMITT

abschmitt@uol.com.br

São Paulo

Saúde do funcionalismo

Eu pediria ao sr. João Doria Júnior que, quando tomar posse como prefeito, olhe com carinho para o problema da saúde dos funcionários públicos municipais e lhes devolva, e aos seus familiares, o Hospital do Servidor Público Municipal, na Liberdade – da mesma forma que o do Ibirapuera atende os servidores do nosso Estado. O funcionalismo público municipal de São Paulo não ganha para pagar convênio médico e o hospital da Liberdade, que foi construído justamente para atendê-lo, foi “surrupiado” pelas más administrações que a nossa cidade tem suportado nos últimos anos. No momento, essa questão da saúde é crítica e o sr. Doria, que demonstra ter real conhecimento do problema, terá nas mãos o poder de corrigir tão grande erro.

LYDIA L. EBIDE

lebide@vivointernetdiscada.com.br

São Paulo

“A reação desproporcional de Renan é a prova cabal de que ele se julga acima da lei. Como se já não bastasse ter de aguentar o Lula...”

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI / SÃO PAULO, SOBRE O PRESIDENTE DO SENADO

fransidoti@gmail.com

“Além dos apaniguados, há alguém mais a favor do Renan?”

MAURO LACERDA DE ÁVILA / SÃO PAULO, IDEM 

lacerdaavila@uol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

 

TRAGÉDIA NACIONAL

 

O Brasil, país onde não há guerras oficialmente reconhecidas e tem, segundo certo intelectual, um povo cordial, registrou quase 60 mil homicídios em 2014, batendo recorde mundial dessa modalidade de crime. A guerra do Vietnã, durante os dez anos de duração da segunda fase, de 1965 a 1975, foi responsável por quase o mesmo número de mortes, entre soldados americanos e sul-coreanos. Desde 2011, ano do início do conflito civil na Síria, aproximadamente 300 mil pessoas lá perderam a vida, uma média anual semelhante ao nosso melancólico registro. Em que pesem as possíveis imprecisões desses dados, eles dão bem a medida da tragédia nacional brasileira em termos de proteção ao seu povo contra a bandidagem. Os motivos são inúmeros e vão desde a falta de uma política global de segurança pública, passando pelos desvios provocados pela corrupção, que atinge números alarmantes, e pela incompetência das autoridades encarregadas de lidar com o problema, aliada a uma Justiça sobrecarregada e ineficiente, até o despreparo das polícias, muitas vezes sem recursos, também vítimas, ao ostentarem uma estatística alarmante de mortes de agentes em serviço ou fora dele. Neste momento em que o atual governo tenta desesperadamente soerguer a combalida economia nacional, esfacelada pelos últimos governos petistas, é imprescindível que a sociedade compreenda o gargalo que as questões de segurança ao cidadão e ao patrimônio representam e exija de seus representantes o estabelecimento de medidas urgentes no sentido de criar condições que atraiam investimentos e recuperem o prestígio do Brasil na comunidade internacional.

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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VIOLÊNCIA POLICIAL

 

É chocante que 9 pessoas sejam mortas, todos os dias, por policiais, em média, no Brasil. E também que 1 policial seja morto por dia, seja a trabalho ou fora dele. Em muitos países desenvolvidos a polícia não mata 9 pessoas em um ano inteiro. A nossa deve ser a polícia mais letal do planeta. Suas maiores vítimas são jovens pobres e negros das periferias. São números de uma guerra civil não declarada, que escancaram a cultura de alta letalidade e violência policial no País. As forças policiais - sejam civis ou militares - existem para proteger os cidadãos. Deveriam ser bem treinadas e remuneradas, com forte noção de cidadania e direitos humanos. É urgente uma mudança de mentalidade e de paradigma, para que tenhamos uma polícia cidadã, com baixa letalidade e que seja respeitada - e não temida - pela população.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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A CONTENÇÃO DA VIOLÊNCIA

 

O pavor fóbico na população, que a violência no Rio produz e que volta a recrudescer, é emblemático. Além das balas perdidas que ceifam vidas até dentro de casa, o que também mais apavora todos é não ver perspectivas de solução dessa tragédia, não só em solo fluminense, mas no Brasil como um todo. Urge, assim, que nossas maiores autoridades de todos os escalões se unam no sentido de operacionalizar medidas factíveis, que deem solução a essa nossa grande vulnerabilidade, para que possamos construir a grande nação que temos potencialidades e condições de ser.

 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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GUERRA E PAZ

 

Assim como não se encontra entendimento para a inércia do Estado em relação à violência, é inadmissível que a sociedade brasileira não pare este país em nome da paz.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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AS PRISÕES BRASILEIRAS

 

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, realiza blitz no País para verificar as prisões nos diversos Estados. Em Parnamirim, em Natal, encontrou numa só cela 30 presas, o que não lhe deveria causar espanto nem desapontamento, porque terá oportunidade de visitar presídios onde, em cubículos, são alojados mais de 40 presos. A situação carcerária do País é grave e demanda urgentes providências, desde que existem vários barris de pólvora prontos a explodir nos cantos diversos do País, com consequências graves para os cidadãos brasileiros, que serão vítimas de confrontos e assaltos, além de estarem sujeitos às consequências dos embates entre presos e as forças de segurança. Estamos vivendo o caos penitenciário. E o que fez o lulopetismo em quase 14 anos?

 

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

 

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OPERAÇÃO SUSPENSA

 

O ministro Teori Zavascki, do STF, suspendeu a Operação Métis, da Polícia Federal, que prendeu há uma semana quatro policiais legislativos no Senado. O que impressiona, neste fato, é a rapidez do STF na tomada de decisão que envolve indiretamente o senador Renan Calheiros. Entre outros destemperos, Renan desrespeitou o juiz que determinou a busca e apreensão no Senado, chamando-o de "juizeco de primeira instância". Logo ele, que responde a inúmeros processos sobre possíveis crimes que cometeu, mas que estão parados há alguns anos na Suprema Corte. Por que esta rapidez do STF? Por que, por exemplo, os processos sobre o confisco das poupanças dos brasileiros honestos, executadas nos Planos Verão e Collor, estão parados há anos no STF?

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

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A PRISÃO DOS POLICIAIS LEGISLATIVOS

 

O STF colocou um ponto final na refrega, dando razão a Renan Calheiros, presidente do Senado. Só faltou um pouquinho de malícia ao ministro Teori Zavascki ao determinar que as tais dez maletas fossem devolvidas imediatamente. Em 24 horas estaria de bom tamanho.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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MALETAS SEM ALÇA

 

É bom mesmo o STF ir recolhendo o material. Um futuro Museu da Lava Jato irá expor malas pretas, maletas, mochilas, calcinhas, meias e cuecas para explicar às novas gerações como tudo aconteceu.

 

José Roberto Sant'Ana jrsantana10@gmail.com

Rio Claro

 

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TEORI PROTEGE O SENADO?

 

Depois que o ministro do STF Teori Zavascki transferiu para o STF operação que prendeu policiais do Senado, chegamos à conclusão de que os únicos a serem punidos num futuro bem próximo serão os dois policiais que denunciaram a falcatrua. Com certeza, serão exonerados e transferidos lá para o "caixa prego". Caiu no STF, no mínimo dez anos para que os mandantes sejam punidos, e até lá já morreram ou ficaram gagás. Incrível como Brasília se tornou o antro que pune apenas os "Francenildos" da vida.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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O PEQUENO SENHOR FEUDAL

 

Desafio Renan Calheiros a indicar na Constituição o direito do Senado de legislar sobre segurança pública no País. Antes de aplicar jocosidades contra o Poder Judiciário e o Poder Executivo, deveria conhecer nossa Carta Maior. Quem sabe, assim, sairia de sua pequenez como legislador, embora duvido de que tenha capacidade para tanto. Como titulou sua coluna Dora Kramer: "Pânico faz o (falso) valente".

 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

 

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A PROPÓSITO...

 

Senhores, qual seria a posição do sr. Renan Calheiros quanto à decisão de juiz não do STF que proibiu o "Estadão" de cobrir a Operação Boi Barrica?

 

Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com

São Paulo

 

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'PROCESSUALMENTE CORRETA'

 

O que Michel Temer quis dizer com a afirmação de que a decisão do ministro Teori Zavascki de suspender a Operação Métis foi "processualmente correta"? Nada. No máximo, que o agente que propôs a reclamação perante o STF formulou pedido na "forma" adequada: a reclamação constitucional (e não um recurso, um mandado de segurança, um habeas corpus, etc.). A reclamação é a via própria à preservação da competência do Supremo Tribunal Federal. Assim, não poderia um juiz de primeiro grau determinar diligências nas sedes e residências oficiais dos parlamentares. Eles gozam de foro por prerrogativa de função, ou "foro privilegiado". Então, voltando à pergunta inicial: o que quis dizer, na realidade, o presidente da República com a afirmação de que a decisão foi "processualmente correta"? Disse coisa alguma, no máximo que existe uma hierarquia no Poder Judiciário que garante ao cidadão a revisão de decisão contrária ao seu direito e que seria "pretensioso" analisar decisão do STF. Da parte que lhe toca ao Poder Executivo na atrapalhada operação, Temer também nada disse quanto ao comando de seu amigo e ministro da Justiça Alexandre de Moraes, o "chefete de polícia" falastrão, a quem está subordinada a Polícia Federal.

 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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CORRETÍSSIMA?

 

Sinceramente, não entendo certas coisas na Terra Brasilis. Depois de o ministro Teori suspender a Operação Métis, eis que todos o elogiam e endossam sua interferência. Ora, alguém pode nos explicar, por favor, por que o Senado dispõe de uma polícia interna? De mais a mais, gostaria de saber quando acabaremos com esta excrescência chamada forró privilegiado, opa, quis dizer foro privilegiado. Não é possível, depois de uma Lava Jato ainda em pleno vigor e depois de um mensalão, que ainda exista esta prerrogativa a um nobre par(a)lamentar. Não sei qual o motivo de júbilo de Calheiros, que, depois de ofender um juiz federal e o ministro da Justiça, ao ainda ter o desplante de querer indicar para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão fiscalizador de juízes, alguns possíveis candidatos. Só para relembrar, anos atrás, numa manobra digna de filme de máfia e gangsteres, ele saiu do Senado para ir beijar a mão do soba José Sarney, depois de se livrar misteriosamente da cassação de seu mandato. Mas deixe estar, senador Calheiros, o dia 3/11 se aproxima e, se prevalecer o bom senso dos demais colegas da digníssima ministra Cármen Lúcia, na ação que proíbe que o sr., infelizmente hoje o segundo na linha sucessória da Presidência da República, continue usando seu cargo para tentar se agarrar ao tal hediondo foro privilegiado e brandindo aos quatro cantos que "juizecos" e "chefetes" não podem investigá-lo. Discordo, quando um senadoreco usa o cargo para fins pessoais e para tentar se esquivar das 11 - repito: 11 - ações penais em que está citado, só lembrando o velho ditado de que "o ataque é a melhor defesa". Não parece, neste caso, pois seu escarcéu só chamou mais a atenção da opinião pública para o acinte que é sua manutenção em tão importante cargo.

 

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

 

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A VALENTIA DE RENAN

 

Alagoano que se mostrou muito valente ao chamar o juiz de primeira instância de Brasília (DF) de "juizeco" e o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, de "chefete de polícia", Renan Calheiros ainda quer atirar com sua "garruchinha enferrujada, dois caninhos, cabinho de madrepérola", que nem tem mais balas de tal calibre fabricadas. Apareceu no noticiário televisivo PARA jogar a pelota no colo da ministra Cármen Lúcia, ao dizer que ela está fazendo o que ele fez, defendendo seus "parças", como todo politicalho faz. O "parças" e "todo politicalho faz" são por minha conta. Estes excrementos já passaram da hora de fazerem alguma coisa de útil, mas continuam a denegrir a imagem que nunca tiveram e a soltar estes balões de ensaio para ver se pegam. Não vimos a ministra, em momento algum, chamar o senador de "senadoreco" ou de chefete de quadrilha. Por enquanto. Por enquanto. Por enquanto. A bem da verdade, se o fizesse, não mereceria castigo, pois não estaria falando nada, nada mais que a pura e cristalina verdade.                                 

 

Arthur de Lucca arthurcaiolucca@gmail.com

Goiânia

 

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ESTRANHO...

 

Chega a causar estranheza a veemência com que Renan Calheiros quer que qualquer problema com a Justiça acontecendo perto dele, mesmo para quem não tem foro privilegiado, seja julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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O QUE O POVO ESPERA

 

A imediata resposta ao "senadorzeco" Renan Calheiros veio rápido e da maneira que o povo espera. O Supremo Tribunal Federal agendou julgamento, para a próxima quarta-feira, do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que poderá abrir o impedimento para Renan Calheiros exercer a Presidência, caso necessário. Já pensou o País ser dirigido pelo Coronel das Alagoas, após o desrespeito vergonhoso ao Judiciário, além de responder a vários inquéritos? Aguardemos a cena dos próximos capítulos.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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FORO PRIVILEGIADO NÃO É SALVO-CONDUTO

 

Renan Calheiros pensa que o foro privilegiado lhe dá o direito de ofender impunemente ministro de Estado e juiz federal. Seria a hora de a presidente do Supremo Tribunal Federal lhe demonstrar na prática quão enganado ele está.

 

Flávio José Rodrigues de Aguiar rsd100936@terra.com.br

Resende (RJ)

 

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FIM DA LINHA

 

Não é possível que Renan Calheiros continue na presidência do Senado após demonstrar ser megalomaníaco e desequilibrado, ao chamar juiz de "juizeco" e ministro da Justiça de "chefete de polícia". Com a palavra, o STF.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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EM DESGRAÇA

 

O senador Renan Calheiros está tão nervoso que a água já está batendo no seu pescoço. Ele se acha muito importante, que faz falta à República, que não pode ficar sem ele. Está extrapolando nas suas atitudes. Se este país fosse sério, já teria caído em desgraça. Michel Temer, tome uma atitude, pois quem vai cair em desgraça é V. Excelência.

 

Maria José da Fonseca fonsecamj10@yahoo.com

São Paulo

 

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'FORA RENAN' URGENTE

 

É inacreditável que figuras torpes e impregnadas de imposturas ainda possam gravitar pelos Poderes da República, como Renan Calheiros. Sua atuação há mais de 20 anos é sempre manchada por situações vis, até na vida pessoal, sem contar com seus inúmeros processos. O Brasil vem dedetizando suas instituições, com a exclusão de Cunha, Vaccari, Palocci, Odebrecht, etc., embora a lista dos espertalhões esteja longe de se completar. Renan se posiciona como os velhos coronéis da política rasteira que arruinou este país, com mentiras, esquemas de autointeresse e, ainda, tentando perpetuar sua espécie indicando o filho e outros da mesma laia para cargos públicos estratégicos. Que o STF e os promotores da Operação Lava Jato possam executar com a justiça devida aqueles que precisam sumir do cenário político nacional, para que o Brasil possa novamente ser uma nação respirável, dos brasileiros e respeitada, como deve ser. Fora Renan, o senador excedeu a todos os limites de nossa tolerância.  

 

João Batista Pazinato Neto Pazinato51@hotmail.com

Barueri

 

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RESPOSTA CONVINCENTE

 

Cumprimento a ministra do STF Cármen Lúcia, presidente do STF, pela resposta imediata, séria e coerente ao presidente do senado, Renan Calheiros, que ofendeu os representantes do Poder Judiciário, esquecendo-se, inclusive, de que o presidente do STF já não é mais Ricardo Lewandowski. É bom deixar claro, ainda, que presos foram os policiais do Senado, figuras pagas por nós, cuja existência eu e toda a população desconhecia. Quem tem foro privilegiado - sem sentido, diga-se de passagem - são os senadores, e não os policiais, que insistiam em obstruir as ações da Polícia Federal.

 

Walter Lúcio Lopes wll@uol.com.br

São Paulo

 

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PITO

 

A ministra Cármen Lúcia deu uma dura e discreta resposta, sem citar nome, ao senador Renan, que desqualificou autoridades com os termos "juizeco" e "chefete", o que chegou a causar algum desconforto entre os Poderes. Na minha opinião, como diziam meus pais, foi somente um corretivo ou um pito. Imaginem se ele  tivesse citado também alguns "jornalistecos"...  

 

Sergio A. Monteiro samvilar@uol.com.br

São Paulo

 

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EQUILÍBRIO INSTITUCIONAL

 

Numa briga de elefantes, quem sofre é a grama...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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NO FUNDO, NO FUNDO

 

Será que a reação de Renan Calheiros contra um juiz não será temor daquilo que está por vir contra ele?

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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DESCULPE-ME, JUIZECO

 

O presidente do Senado, Renan Calheiros, deveria ser mais cauteloso ao se referir ao Judiciário. Renan tem 11 inquéritos no STF e a presidente da Suprema Corte marcou para o dia 3 de novembro o julgamento de uma ação que pode ameaçar o cargo do nobre parlamentar. Os juízes vão considerar, com todo o cuidado, a situação de Renan, que está apavorado com o andamento das delações premiadas da Operação Lava Jato. Cinquenta executivos da empreiteira Odebrecht acertaram com a equipe do juiz Sérgio Moro os detalhes das delações e vão começar a jogar os nomes dos congressistas no ventilador. Cármen Lúcia declarou que se sentiu destratada, quando Renan se referiu ao juiz de primeira instância como "juizeco". Muita calma nesta hora, Renan!

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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NUNCA

 

Em 1940, meu avô deu o seguinte conselho: "Nunca brigue com quem usa saia, não brigue com mulher, não brigue com padre e não brigue com juiz". Renan, você pisou na bola.

 

Marius Oswald Arantes Rathsam mariusrathsam@hotmail.com

São Paulo

 

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CARA DE PAU

 

O STF está completamente desmoralizado em razão da demora para julgar processos que envolvem políticos. Três anos para julgar e, talvez, punir um "senadorzeco" que tem, até agora, 11 inquéritos na Justiça, tempo suficiente para aparecer um álibi que alivie ou, quem sabe, engavete definitivamente o caso. É o que tentam agora: Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, acena favoravelmente ao perdão de centenas de políticos envolvidos em operações criminosas anteriores e punição "somente" daqui para a frente. É muita cara de pau. Vamos para a rua, pessoal!

 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

 

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O SUPREMO É O OLIMPO?

 

Da obra de Erich Von Daniken "Eram os deuses astronautas" tira-se uma paródia: São os nossos togados do STF deuses decaídos? O Supremo Tribunal Federal de certa forma tem surpreendido pelas suas decisões inusitadas e, ultimamente, de encontro com os anseios populares. Surpreendeu negando reivindicação dos aposentados que voltaram a trabalhar, manda descontar dias de trabalho por paralisação do funcionalismo e atende ao presidente do Senado, tornando inócua a ação da Polícia Federal na Polícia do Senado. Enfim, o Senado está sendo sobrecarregado com questiúnculas que deveriam ocupar outras instâncias menos sobrecarregadas. De guardião dos direitos constitucionais, os doutos togados estão mais parecidos com um dos cavaleiros do apocalipse a espalhar pânico. Processos como os dos cálculos da caderneta de poupança estão engavetados, sem data para tomarem ar. Enquanto o douto saber pulula naquela Corte, Lula e Renan esculacham juízes e tribunais e saem incólumes dessa esculhambação.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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'ÓDIO E NOJO' DO FASCISMO

 

"Tenho ódio e nojo a métodos fascistas." Essa linda frase foi dita pelo atual presidente do Senado, senhor Renan Calheiros. Eu não vivi a época em que o fascismo tomou conta da Itália e ameaçou parte da Europa. Sobre fascismo, só li. Apesar de não ser a favor de regimes totalitários, seja ele de direita ou de esquerda, não sinto, senhor Renan, esse seu nojo e ódio por eles. Sinto ódio e nojo de políticos de sua espécie, igual aos de mais baixo nível que invadiram o Congresso Nacional, aproveitando-se do mau-caratismo de partidos como o Partido dos Trabalhadores (PT) e do fisiologismo do seu próprio partido, o PMDB. Você envergonha os políticos honestos, o Senado e, consequentemente, o Legislativo e o Brasil. Que moral você tem para ficar falando o que bem entende, sem ao menos ser contestado pelos jornalistas credenciados da Casa? Lembre-se de que seus 12 processos em tramitação não lhe permitem chamar um juiz de "juizeco" nem um ministro da Justiça de "chefete de polícia". Sua reputação está longe de lhe conceder esse direito. Isso poderia até ser prerrogativa de um homem honesto, que se preza e que tenha vergonha na cara. Não é seu caso. Faça um grande favor ao País, desapareça de cena. Ajude a moralizar a política nacional para que homens honestos não se sintam envergonhados e se habilitem aos cargos eletivos sem ter de se misturar à gente de sua espécie.

 

Humberto de Luna Freire lunafreire@falandodebrasil.com.br

São Paulo

 

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BOCA FECHADA

 

Pela foto da primeira página de "O Estado de S. Paulo" de 28/10/2016, com Michel Temer e seus ministros Eliseu Padilha e Geddel Vieira Lima de mãos à boca, parece que o hábito (defesa) de evitar leitura labial de sujas falas, usado em geral por jogadores de futebol, chegou finalmente ao governo. Sejam mais explícitos, senhores!

 

Adriles Ulhoa Filho adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

 

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OPERAÇÃO LAVA JATO

 

O total de R$ 23 milhões doados pela Odebrecht para dois nomes ligados ao PSDB - um deles exercendo o cargo atual de ministro de Relações Exteriores, o paulista José Serra - exige explicações convincentes e imediatas. Afinal, é o ministro que tem contatos internacionais e não pode ter contra si a dúvida de atitudes ilegais. Será que ele vai conseguir justificar o que aconteceu?

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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DESAPOSENTAÇÃO E O STF

 

Compartilho da decepção do leitor sr. Mario Helvio Minhoto e de tantos outros ("Fórum dos Leitores", 28/10). Aposentei-me por tempo de serviço em 1992, e até lá contribui pelo teto. Hoje recebo do INSS 41% do teto (não dá nem para pagar meu plano de saúde!). Por isso, aos 75 anos e com saúde abalada, continuo trabalhando e recolhendo ao INSS. Não pedi desaposentação, pois temia que o STF decidisse contra os mais fracos, num momento de crise contingencial, como a que estamos vivendo. Será que tem como o STF rever essa injustiça contra os velhinhos? 

 

Dorival Menezes Leal dorileal@uol.com.br

São Paulo

 

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JABUTICABA

 

Se não pode a desaposentação, que se pare de contribuir, oras! Afinal, quem se aposentou e continua trabalhando e contribuindo, sem nenhum retorno, seja financeiro, seja em benefício, é mesmo uma jabuticaba!

 

Elisabeth Migliavacca

São Paulo 

 

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REVISÃO

 

Já que o Tribunal de Contas da União pôs o dedo numa das históricas feridas do setor no caso de indícios de fraude em 19.520 pensões pagas a filhas solteiras de servidores públicos federais, por que não estender a investigação às filhas dos militares que gozam de igual privilégio que advêm dos tempos da Guerra do Paraguai, instituída com o intuito de amparar as filhas dos que morressem na defesa da Pátria e porque naqueles tempos o mercado de trabalho para as mulheres inexistia. Hoje, as condições sociais e de mercado de trabalho para as mulheres são outras e, pelo que me consta, a Guerra do Paraguai já terminou. Na minha opinião, o governo deveria levar esses fatores em conta na anunciada reforma da Previdência.

 

José Gilberto Silvestrini jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

 

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O STF E AS GREVES

 

Por 6 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal decidiu que os servidores públicos em greve deverão ter os dias parados descontados do pagamento. Considerando que temos hoje 12 milhões de desempregados e que os servidores públicos, historicamente, são a categoria mais bem remunerada do Brasil, considero a paralisação uma afronta aos desempregados do Brasil. Parabéns ao STF, quem sabe assim os privilegiados funcionários públicos pensarão duas vezes antes de iniciarem uma greve e prejudicarem tanto a população.

 

Arnaldo De Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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ELEIÇÃO NO RIO DE JANEIRO

 

Os cariocas estão entre a cruz e a caldeirinha, mas ver um dos candidatos dizer, numa hora destas, em que o Rio de Janeiro está insolvente, que irá criar mais estatais é de arrepiar e temer. O carioca não aprendeu nada com o impeachment!

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

 

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PROPOSTAS

 

O segundo turno da eleição municipal do município do Rio de Janeiro transformou-se num pugilato de baixa qualidade. Os dois candidatos, Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (PSOL) não oferecem nenhuma chance de escolha ao eleitor. Além dos inúmeros problemas de segurança, de educação, de saúde, de aumento das favelas, do desmatamento nas montanhas, da ocupação das praias por mafuás de mau gosto, das predações do patrimônio público, nenhum deles fala na questão ambiental, que é comum a ricos e pobres. Dia a dia a cidade maravilhosa sofre com a desfiguração de sua paisagem e abandono das áreas históricas. Há um complexo de modernismo e um desprezo pela história. Infelizmente, o carioca caiu na real e vive a ressaca da Olimpíada e das comemorações internacionais que perturbam o cotidiano e deixam o lixo e o abandono das obras mal acabadas e implementadas a toque de caixa.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

 

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APOIO DOS ARTISTAS

 

Erram novamente os artistas em apoiar Marcelo Freixo para a prefeitura do Rio de Janeiro. Ele representa a política podre e as mentiras iguais às do PT. Não que devam apoiar Crivella, desta vez deveriam ter ficado fora, aliás, como sempre,  acertar não é o forte de artistas nem de intelectuais em política.

 

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

 

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TENDÊNCIA MUNDIAL

 

Nova York, Londres e Paris, atualmente, têm prefeitos que se parecem muito com o candidato a prefeito do Rio do PSOL, Marcelo Freixo. Pelo visto, isso é uma tendência mundial. É bem melhor que eleger coisas como Crivella, o Donald Trump com uma "Bíblia" na mão.

 

Marcelo Cioti marcelo.cioti@gmail.com

Atibaia

 

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AS PREFEITURAS E OS CABIDES DE EMPREGOS

 

O Ministério Público e a Justiça têm desenvolvido grande cruzada pela despolitização das administrações públicas e economia do dinheiro do contribuinte. Ao exigir a demissão dos que ocupam em prefeituras, câmaras e repartições municipais cargos que deveriam ser providos por concurso, o Judiciário faz cumprir o artigo 37 - II, da Constituição federal, que regula o concurso e prevê também os postos de livre nomeação e exoneração. Só podem ser de livre provimento cargos de secretário municipal, diretor, chefe e assessor. Não se admite contratar sem concurso auxiliar administrativo, fiscal de obras, enfermeiro, médico, desenhista, engenheiro, procurador, e outros mais cuja exigência é apenas o desempenho técnico e profissional. O concurso existe para garantir igualdade de oportunidade a todos. Mas o apadrinhamento e a livre contratação têm afastado dos concursos valorosos candidatos que desistem de ingressar nas carreiras, por não aceitar investir e se esforçar para estudar, pagar a taxa, fazer o concurso e depois serem desrespeitosamente passados para trás porque o prefeito acaba contratando os seus amigos. É preciso conferir mais eficiência às Prefeituras, principalmente. Na maioria das cidades, elas são as maiores empregadoras e não podem continuar com a pecha de ineficientes e meros cabides de empregos.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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