Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2016 | 03h02

EDUCAÇÃO

Ensino público

É quase consenso no Brasil que a condição essencial para o desenvolvimento socioeconômico do povo é a educação. Temos o exemplo de vários países que se desenvolveram investindo na educação, direcionada por programas responsáveis de Estado, que extrapolam objetivos de governos, visando resultados em médio e longo prazos. Aqui, porém, conflitos ideológicos, partidários, politiqueiros ainda impedem esse avanço, chegando a ponto de reivindicarem a anulação de “proposta de discussão” de reestruturação curricular. Fala-se o tempo todo em “direitos humanos”, mas nem sequer se garante aos estudantes o direito fundamental de frequentar a escola e conquistar por esforço próprio uma posição melhor na sociedade. O “direito de manifestação”, com invasão, saque de escolas públicas e, pior ainda, impedindo o acesso de quem quer trabalhar e estudar, sobrepõe-se ao direito legítimo, em qualquer sociedade democrática, de comparecer às salas de aula. E sem educação não há futuro! Enquanto a segurança da residência de um parlamentar tiver prioridade sobre a segurança de escolas, continuaremos a ser uma nação atrasada.

VAGNER RICCIARDI

vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

Bravatas e bravura

Nossos meninos secundaristas precisam aprender a protestar respeitando o direito dos colegas e das autoridades instituídas. Só porque são menores não estão acima da lei e do direito. Um bom protesto para chamar a atenção seria fazerem trabalhos beneficentes, ajudando a limpar a cidade, os rios, as praias, auxiliando no cuidado de velhinhos em asilos e muitas outras coisas boas que, com sua suposta criatividade de brasileirinhos porretas e sua bravura, poderiam inventar para chamar a si os holofotes e reivindicar com clareza o que pretendem. Ao invés disso, escolhem o caminho da obscuridade, das bravatas “heroicas” e da escola da guerrilha – na onda de Stédile, da Ubes e da UNE. E ainda há pais que aprovam.

OLIMPIO ALVARES

olimpioa@uol.com.br

Cotia

Ocupação de escolas

Manifesto o meu apoio ao promotor do Tocantins que mandou desocupar a escola em Miracema. Como todos sabem, ou deviam saber, o direito de alguns de ocupar escolas acaba quando começa o direito dos outros de assistir às aulas.

RICARDO FERREIRA

fredrfo@gmail.com

São Paulo

OVO DA SERPENTE

Na chocadeira

Políticos articulando-se para travar a Lava Jato; coronéis do Congresso humilhando a Justiça; o STF, que não julga corruptos, empurrando processos com a barriga. O PT incentivando os jovens a ocupar escolas; juiz dá sentença criticando policiais que cumprem o dever e exaltando os baderneiros, assegurando-lhes o “direito” de desafiar a lei e a ordem. O Brasil parece estar chocando o do ovo da serpente. Quando a casca quebrar, uma jararaca com o rabo ferido porá sua cabeça triunfante para fora.

PAULO BOIN

boinpaulo@gmail.com

São Paulo

POLÍTICOS

Articulações

Ora, ora, ora! Tomei ciência pelo Estadão de 28/10 de que um cidadão implicado em 11 inquéritos que tramitam na mais alta Corte do País está fazendo articulações... para quê? É de pasmar: para indicar membros de outro órgão do Judiciário, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Muita falta de pudor! Qualquer indicação desse cidadão deveria ser automaticamente impugnada pela origem. Tem de vetar no ato. Pelo menos é o que se espera das autoridades do Poder Judiciário.

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

Contramão

É realmente impressionante que políticos no Brasil continuem na contramão das manifestações e dos anseios dos brasileiros de bem! Estamos falando, entre outros, do presidente do Senado, Renan Calheiros, que, enquanto tenta pôr em votação um projeto que trata de abuso de poder, agride moralmente um magistrado e ainda tenta emplacar nomes no CNJ. Basta, o Brasil não aguenta mais! Fim do foro privilegiado já e que todos os que têm contas a acertar com a Justiça o façam de uma vez!

RODRIGO ECHEVERRIA

rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

‘Desaforo’ privilegiado

Os políticos brasileiros pertencem a uma casta privilegiada: ganham altos salários, trabalham pouco e se aposentam cedo. Não bastasse, ainda dispõem de foro privilegiado, excrescência regulamentada por lei que se torna um passaporte para os “malfeitos” da classe. É por isso que os cidadãos “normais” estão se cansando deles, como demonstraram nas últimas eleições, com altas abstenções e votos nulos e em branco. Fora, foro!

JOSÉ ROBERTO DE JESUS

zerobertodejesus@gmail.com

Capão Bonito

Se o foro é privilegiado, então é preciso polícia legislativa, e a lentidão e a leniência são supremas. É imprescindível curar essa doença.

ISABEL KRAUSE ROCHA SOUTO

souto49@yahoo.com

Brasília

EM SÃO PAULO

Overbooking na saúde

É pena que o prefeito eleito de São Paulo, João Doria, não nomeie nenhum paciente do SUS para opinar sobre o atendimento municipal à saúde. A ideia do overbooking, ou seja, a convocação de mais de um paciente para o mesmo exame – para que a ausência eventual de um deles não torne o serviço ocioso naquele horário –, é um desrespeito ao doente que comparecer e não for atendido. O não comparecimento evidentemente se deve à demora de muitos meses para a convocação, o que pode ter modificado os sintomas, a condição do paciente, ou mesmo ele pode ter ido a óbito nesse período. A solução prometida pelo prefeito durante a campanha eleitoral – exames no setor privado – precisa ser cumprida.

ADEMIR VALEZI

valezi@uol.com.br

São Paulo

Plano Diretor

A revisão do Plano Diretor pelo prefeito João Doria constitui uma grande esperança não só para os construtores, mas para todos os paulistanos que desejam uma cidade bem planejada e bem organizada. Ao contrário do que se tem feito nos últimos anos, até com ideias boas.

JOSÉ MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

“Algema na democracia, o foro privilegiado está emperrando o Brasil”

RICARDO C. SIQUEIRA / NITERÓI (RJ), SOBRE A CRISE POLÍTICA

ricardocsiqueira@globo.com

“Sem dúvida, o respeito às autoridades é dever de todo cidadão. Entretanto, é fundamental que as autoridades, no exercício de suas funções, deem exemplo de justiça e coerência”

NERIVAN SILVA / TATUÍ, IDEM

nfsilva35@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

 

LULA NÃO VOTARÁ

 

Como o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) em São Bernardo do Campo (SP) não foi para o segundo turno, o ex-presidente Lula afirmou que não vai comparecer às urnas hoje. Este é o verdadeiro exemplo cívico de um ex-presidente. Só vota quando o candidato for do seu partido? Por que, então, como presidente, não encabeçou uma reforma política dando aos brasileiros o mesmo direito de escolher se comparece ou não às urnas, como ocorre nas maiores democracias do mundo?

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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O ABISMO OU A FÉ

 

Neste domingo o Rio de Janeiro decidirá se será a única cidade importante do País a continuar naufragando pelo abismo da esquerda ou se, dos males o menor, opta por um candidato que tem por principal virtude não pertencer ao finado PT, que destruiu o País por 13 - número cabalístico - anos, ou seu "puxadinho", o PSOL. Malgrado a virada para a esquerdopatia da outrora decente revista "Veja" e a pressão das organizações Globo, parece que não desceremos ainda mais este abismo em que nos encontramos. As famílias, as pessoas de bem e quem se opõe ao crime e não vê os bandidos como vítimas da sociedade agradecem. Amém!

 

Roberto Simões V. de Medeiros Rsvivacqua@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

 

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SEM PROPOSTAS

 

O segundo turno das eleições na cidade do Rio de Janeiro está proporcionando um espetáculo deprimente da política brasileira. Misturam política, religião, sexo e servem ao povo esta mistura intragável. Apoios vindos do outro lado do muro são bem aceitos, independentemente de quem seja o ex-inimigo. O pior é que o povo não tem liberdade para votar, tem obrigação, um dos maiores defeitos do Brasil, sem considerar os políticos...

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

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FALSIDADE OU POLITICAGEM?

 

Segundo matéria recente publicada no "Estadão", uma economista "liberal", Eduarda La Rocque, virou conselheira de Marcelo Freixo, candidato do PSOL à prefeitura do Rio de Janeiro. Quem está enganando quem? Direita ou esquerda? Segundo a matéria, "a economista começou a carreira numa área que causa calafrios na esquerda, o mercado financeiro". Será que ela, liberal e defensora do mercado financeiro, está usando a esquerda para ganhar dinheiro, apostando na eleição do esquerdista, ou o esquerdista Freixo está usando a economista, liberal e de direita, para vencer a eleição? Sinceramente, tenho pena dos cariocas, que vão continuar pagando pelos seus erros, por não eleger um político mais competente. 

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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GAROTINHO DE NOVO

 

Marcelo Crivella foi buscar o apoio do ex-governador Anthony Garotinho. Garotinho é odiado no Rio de Janeiro, por todos os erros que cometeu em sua gestão. O maior deles ainda nos custará muito caro: a péssima localização do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, o Comperj. O município de Itaboraí, no leste Fluminense, foi escolhido para satisfazer à vontade política de Garotinho. Tecnicamente, a escolha foi equivocada. Garotinho deveria se fingir de morto, pois a Operação Lava Jato ainda está em curso.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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A DELAÇÃO DA ODEBRECHT

 

Executivos da Odebrecht afirmaram, em delação premiada, terem pago R$ 23 milhões em caixa 2 a José Serra (PSDB), na Suíça, na campanha presidencial de 2010. É uma acusação gravíssima e, ao que tudo indica, verdadeira. Em qualquer país sério, Serra já estaria fora do governo e, provavelmente, preso. Mas, no Brasil, onde governo e Justiça não têm credibilidade e as leis não são cumpridas, parece que Serra permanecerá tranquilo, como chanceler, como se nada tivesse acontecido. É o fim da picada.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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OPERAÇÃO LAVA JATO

 

Se "rabo preso" gerasse energia, Brasília seria iluminada de graça.

 

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

 

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CORRUPÇÃO GERAL E IRRESTRITA

 

Com a absurda quantidade de políticos e empresários sendo investigados, julgados e presos pela Justiça, e estando as prisões abarrotadas, minha sugestão é trancar os condenados nos seus luxuosos gabinetes, entregar as chaves para a Polícia Federal e passar a comida e a roupa limpa por baixo da porta. Contato com família ou advogados, só pela internet controlada. Saídas de emergência, somente acompanhados pela PF.

 

Gregório Zolko gzolko@terra.com.br

São Paulo

 

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LINHAS TORTAS

 

Enquanto Deus escreve certo por linhas tortas, muitos dos nossos políticos conseguiram entortar as linhas que estavam retas.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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SUPREMA VERGONHA

 

Que no Brasil a inversão de valores é uma realidade todo mundo sabe, porém ninguém imaginava que chegaríamos a este ponto: um político acusado de corrupção em vários processos, que por acaso é presidente do Senado Federal, que destratou juízes, peitou o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal (PF) e outros órgãos, pediu e teve seu pedido acolhido. O Supremo desautorizou a Polícia Federal e cancelou os efeitos da Operação Métis, que prendeu membros da polícia do Senado. Será que estava chegando próximo demais das altas figuras da República? Até o presidente Michel Temer, que disse que veio para mudar as coisas, apoiou o senador Rena Calheiros. Em quem confiar agora? Espero que este cavaleiro de triste figura não resolva pedir a prisão de juízes e de policiais da Operação Lava a Jato, porque, se fizer isso, certamente será atendido. Eu, que já vivi bastante, imaginei que já tivesse visto de tudo. Mas me enganei: a cada dia nossos políticos e autoridades máximas produzem novas vergonhas e apoiam os corruptos que roubam e fazem o que querem, enquanto o povo sofre as consequências. O Supremo produziu uma suprema vergonha!

 

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

 

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NOVOS PRIVILEGIADOS

 

A Polícia Federal, na Operação Métis, estava investigando a atuação de agentes da Polícia Legislativa no objetivo de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato e outros casos. Fiquei sem entender: os agentes da Polícia Legislativa também dispõem de foro privilegiado?

 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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NÃO FUNCIONA ASSIM

 

A operação da Polícia Federal no Senado foi uma verdadeira trapalhada, um juiz de primeira instância não pode por lei fazer esse tipo de operação no Legislativo, cabe ao STF este papel, Agora a juizada está se achando no direito de fazer o que bem entende, e não funciona assim. Aí deflagrou uma crise institucional nos Poderes Legislativo e Judiciário, fazendo com que o ministro do STF Teori Zavascki suspendesse a operação no Senado. Convenhamos, Renan Calheiros não tem muita moral: está respondendo a 12 processos no STF, mas conseguiu sair vitorioso neste embate com o Judiciário.

 

Reinaldo Torres. torres.reinaldo@hotmail.com

São Paulo

 

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ZAVASCKI E A POLÍCIA LEGISLATIVA

 

Até onde a maldição do foro privilegiado pode se estender? Foi um erro do ministro Teori Zavascki anular os efeitos da Operação Métis, estendendo o já absurdo foro privilegiado a funcionários que estavam cumprindo ordens de quem tem esse privilégio. Se a ordem dada é crime, quem a cumpre é criminoso por escolha. Se o privilegiado mandasse matar alguém, como ficaria? Crime é crime. Tem mandante e cúmplice. 

 

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

 

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O DESTEMPERO DO SENADORZECO 

 

Não adiantou o destempero do senadorzeco Renan Calheiros. Além da representação feita pelo Judiciário ao Conselho de Ética pela sua falta de decoro parlamentar, as maletas usadas na contraespionagem por vários políticos que se empenham em atrapalhar a Operação Lava Jato ficarão "guardadas" no Supremo Tribunal Federal por determinação do ministro Teori Zavascki. Agora, não há mais a possibilidade de o Coronel das Alagoas deletar todo o seu conteúdo.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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OPERAÇÃO ANULADA

 

TEORIcamente: haja gavetas no STF!

 

Adriles Ulhoa Filho adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

 

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OPERAÇÃO MÉTIS

 

O que deveria ser anulado é este Senado!

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

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CADA VEZ MAIS PERTO

 

A revolta de Renan Calheiros (PMDB-AL) se resume pelo fato de a Lava Jato já estar próxima dele. Usar termos chulos como "chefete de polícia" e "juizeco de primeira instância" nos lembra outro investigado, que chamou Sandra Coreau de "procuradora qualquer". Seu desejo de independência entre Poderes não se aplica em países democráticos. Quando o Executivo nomeia ministro ou presidente de estatal, eles têm de passar por sabatina no Congresso Nacional (Legislativo). Quando a presidente (Executivo) sofreu impeachment, foi o STF (Judiciário) que administrou todo o processo. O reajuste salarial dos ministros do STF (Judiciário) é votado pelo Senado (Legislativo). Só para citar alguns exemplos de que não existe submissão, e, sim, contrapesos entre Poderes. Se o projeto sobre abuso de autoridade, que Renan tirou da gaveta para inibir os promotores e juízes, vingar, ele deve ser o primeiro a ser enquadrado, por não medir as palavras, escondendo-se na imunidade que o mandato lhe dá.

 

Sergio Aparecido Nardelli saparecidonardelli@bol.com.br

São Paulo

 

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TRÊS PODERES

 

A propalada reunião dos Três Poderes em Brasília na sexta-feira, com Renan Calheiros, Cármen Lúcia e Michel Temer, serviu pelo menos para uma coisa: mostrar para todo o Brasil até onde vai a hipocrisia dessa gente. Só para dizer o mínimo!

 

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

 

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OLHOS NOS OLHOS

 

Estamos salvos! No encontro dos Três Poderes, não deve ter sido fácil para a ministra Cármen Lúcia olhar nos olhos do presidente do Senado, Renan Calheiros. Deve ter pensado: Você vai ter de me engolir.

 

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo 

 

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É FUNDAMENTAL

 

Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não der andamento aos inúmeros processos que estão sob seus cuidados contra Renan Calheiros, ele continuará sendo o imperador do Congresso. Para azar do Brasil.

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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DESAFIO SUPREMO

 

Desafio a presidente do STF a cumprir o seu dever e julgar qualquer um dos tantos processos contra Renan Calheiros que estão apodrecendo nas gavetas da Corte. Desde já, adianto à nobre ministra que ela não tem chance de vencer esse desafio, a casa que ela preside não foi feita para produzir sentenças, não, o STF existe para produzir debates, discutir ideias, filosofar. Renan Calheiros pagava a pensão da amante com dinheiro das empreiteiras, isso muito antes de estas empreiteiras caírem em desgraça com os escândalos do mensalão e do petrolão. Desde então, o Brasil espera em vão que o STF cumpra o seu dever. 

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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SEM SAÍDA

 

Renan Calheiros fala de poder como um tirano encastelado no reino do foro privilegiado, esquecendo-se de que a democracia já o cerca no entorno da fortaleza. Levante a bandeira branca ou jogue as tranças, querido senador!

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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RENÚNCIA JÁ

 

Quem pensa que é o senador Renan Calheiros? Um deus recém-saído do Olimpo? Ou se acha acima de Deus? Superior à Constituição e às leis ele já tentou se mostrar. Ainda bem que a ministra Cármen Lúcia deu o troco com firmeza, altivez e educação. A Operação Lava Jato já é um patrimônio nacional, orgulho do povo brasileiro. Como pode continuar sendo presidente do Senado respondendo a mais de dez inquéritos? Não tem as mínimas condições morais para se manter no cargo, e ainda cogita de afrontar o Judiciário e a nossa mais alta Corte. Falta o necessário preparo próprio, político e moral para tal função. O foro privilegiado tem de acabar. Poucos países ainda o mantém. Renúncia já!

 

João Coelho Vítola jvitola@globo.com

Brasília

 

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IMPLICADO

 

Calma, Renan, baixe a crista. Logo a Polícia Federal o visitará.

  

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

 

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COISA DE CORONEL

 

Renan Calheiros, por ora ainda presidente do Senado, é o mesmo que, em gestão passada renunciou para não ser cassado. À época, sua incriminação foi por "vender bois" para justificar capital e por solicitar favores de uma construtora, dirigidos a uma amiga particular, convenientemente afastada do País. Renan Calheiros, driblando a cassação, recandidatou-se e voltou, graças a eleitores que desconhecem estes fatos ou conhecem, mas não sabem ajuizá-los. Coisa de coronel, curral e cabrestos, velho costume, lamentavelmente ainda praticado. Pois bem, arrogante e sem pejo, apesar da possibilidade de novo processo, referiu-se ao ministro da Justiça apelidando-o de "chefete" e ofendeu um magistrado qualificando-o de "juizeco". Sua menção à magistratura mereceu, por parte da ministra Cármen Lúcia, a devida crítica, elegante, mas enérgica. Renan, se novamente julgado e condenado, corre o risco de reencontrar-se com Eduardo Cunha, seu grande desafeto.

 

Luiz Carlos Tocalino lctn13@gmail.com

São Paulo

 

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NO SENADO

 

Renan, o Lula do Congresso!

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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VOZES SERENADAS

 

A esta altura dos acontecimentos, quando o País atravessa a mais aguda e severa crise política, econômica, moral e ética de sua história, causa espécie, desconforto e grande apreensão haver qualquer tipo de enfrentamento entre o Legislativo e o Judiciário, como o lamentável episódio da fala infeliz do presidente do Senado, Renan Calheiros, de chamar de "juizeco" um magistrado de primeira instância do Distrito Federal e de "chefete de polícia" o ministro da Justiça. A hora é grave e exige a união de todos em busca de uma saída do poço sem fundo em que o lulopetismo atirou o País. Que as vozes sejam serenadas e o ambiente, distensionado imediatamente, em prol do relacionamento harmonioso, respeitoso e colaborativo que deve sempre prevalecer entre os poderes constituídos. A união faz a força. Avante, Brasil!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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INCOERÊNCIAS

 

Ao que parece, há um conflito de idiomas entre o Executivo e o Legislativo em Brasília, ou o ex-presidente Lula estava certo quando afirmou que o Congresso era composto de uns "300 picaretas". Não se passaram dez horas após o governo Temer, entre jantares e drinques com a sua base na Câmara dos Deputados, conseguir a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita o teto de gastos públicos, uma comissão especial aprova um projeto de lei do Executivo que concede aumento salarial para cinco carreiras do funcionalismo, estando entre elas a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. Os reajustes chegam a 47% e serão pagos em três parcelas até 2019. O próprio governo, autor da mensagem, informa que o impacto será de mais de R$ 3 bilhões nos três anos. Diz o governo que os acordos já estavam fechados. O projeto deverá ir, agora, para o Senado, e tendo em vista que sobre a cabeça do presidente do Senado, Renan Calheiros, oscilam duas espadas de Dâmocles. O pagador de impostos tem de conviver com as contradições que, parece, são o apanágio de todos os governos. Não pega bem diante do povo, que vê o recrudescimento do desemprego, atolado em déficits movediços. As rédeas do poder comandam um corcel indomável que nem sempre o pulso forte é capaz de conduzi-lo. Antes, é mister que leiam atentamente Nicolau Maquiavel.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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A IMPORTÂNCIA DA PEC 241

 

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, também chamada PEC do Teto, aprovada em segunda discussão na Câmara dos Deputados, segue para o Senado da República, onde se espera que seja, também, aprovada, porque se trata da única medida, até o momento presente, dentro da Carta Magna que vai disciplinar e impedir gastos excessivos do Estado, e de forma mais aperfeiçoada que a Lei de Responsabilidade Fiscal. Até agora, todas as medidas de contenção de gastos estatais foram feitas por leis ordinárias e, pois, não inclusas no texto constitucional. Daí a importância da medida, cujo texto, com vigência por 20 anos, terá a faculdade de cortar gastos supérfluos do aparelho estatal e impedir que se criem despesas de forma meramente política e desnecessária ou dispensáveis. Assim, o governo Temer lavrou um tento importante para o Brasil e para os brasileiros, demonstrando, ainda, o quanto um governo bem coordenado pode conseguir. Que sirva de lição para dona Dilma Rousseff.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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PEC 241

 

Mais uma leizinha ordinária a que ninguém vai dar bola, como as demais. Somos a nação onde leis... ora, as leis. Agora são os colarinhos brancos dos banqueiros que fazem leis.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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PEC DO TETO E INCOERÊNCIA DO GOVERNO

 

Sou absolutamente favorável ao controle de gastos, desde que essa austeridade também atinja a classe política brasileira. Penso e defendo que saúde e educação sejam retirados dessa obrigatoriedade, por razões muito simples e básicas: ambos precisam de investimentos contínuos superiores à inflação oficial. Além disso, o governo Temer está transferindo a conta do ajuste fiscal para a sociedade brasileira, deixando alguns setores intocáveis. Por que, em plena crise econômica e déficit fiscal, ninguém ousa falar em tributação de grandes fortunas? Por que não discutimos, por exemplo, a questão do peso do Estado nos gastos (despesa com o Congresso Nacional, União, estatais, etc.)? Por que não falamos em obter de forma mais célere o dinheiro saqueado dos cofres públicos? Tem alguma coisa errada nisso tudo. Sou, repito, favorável ao controle de gastos, mas é preciso o mínimo de coerência no discurso, caso contrário, fica bem difícil.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

 

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NOSSOS POLÍTICOS

 

Se realmente nossos políticos fossem pessoas de bom senso e quisessem ajudar nossa economia, deveriam propor leis que economizassem dinheiro público, tais como: 1) reduzir para 1/3 o número de vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores; 2) reduzir para 1/5 o número de seus assessores; 3) cancelar seu auxílio-moradia; 4) não utilizarem veículos do governo; 5) excluir seu plano de saúde; 6) reduzir sua verba de gabinete; 7) acabar com o foro privilegiado; 8) imunidade parlamentar, somente no Parlamento; e 9) alterar o sistema político com o voto distrital. Sabem quando teremos qualquer dessas sugestões?

 

Norberto Hulle hulle@uol.com.br

São Paulo

 

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É DEMAIS PARA MIM, PARA NÓS...

 

Li nos jornais sobre outro jantar que Michel Temer pretende oferecer, agora, aos excelentíssimos senadores, a quem será submetida a PEC do Teto após o êxito da votação na Câmara. Mas li, ainda, que "Meirelles faz maratona nos tribunais e com empresários pela PEC do Teto" ("Estadão", 25/10). Que pensar sobre isso? Pode o Judiciário exprimir sua opinião ou mesmo ouvir sobre matéria que poderá ser a ele submetida? Quando a ministra presidente Cármen Lúcia concede "apoio forte" à PEC, segundo afirma Meirelles, está prejulgando a possível emenda? Considero essa forma de agir do governo Temer, a cada projeto uma "campanha eleitoral", bastante complicada de entender. Só falta jingle... Exemplo: a Casa Legislativa a quem compete votar sobre um projeto de emenda é o lugar próprio ao ministro de Estado esclarecer sobre o tal projeto (há, inclusive, previsão nos Regimentos Internos da Câmara e do Senado para que o ministro de Estado compareça "sponte propria" ou convocado, para esclarecer pretensão do Executivo). Quero dizer que a residência oficial da Presidência da República não é o local adequado para a discussão da PEC. E a circunstância - um jantar em que os convidados podem levar sua família -, só mesmo no país das jabuticabas. E quanto ao Poder Judiciário, tão "na moda" que até virou seriado do programa "Fantástico", deveria recolher-se à discrição que a toga lhe impõe e falar apenas onde lhe compete: nos autos do processo.

 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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MORALIZAÇÃO JÁ!

 

O projeto do teto dos gastos, PEC 241, já aprovado em dois turnos pela Câmara dos Deputados, seguirá agora para análise e votação do Senado. Uma vez aprovado, esse projeto será um avanço e tanto para limitar os gastos públicos nos próximos 20 anos, sendo possível sua revisão após 10 anos de sua entrada em vigor, provavelmente em janeiro de 2017. Segue minha sugestão para moralizar de vez o País: acabar com aposentadorias de deputados após exercer oito anos no cargo; acabar com a aposentadoria integral para funcionários públicos; fim dos cargos comissionados; teto para salários do Poder Judiciário (existem desembargadores que ganham cerca de R$ 200 mil por mês); rígida fiscalização dos tributos fiscais; Imposto de Renda sobre grandes fortunas; penas rígidas e rigorosas para funcionários e políticos corruptos. Enfim, o Brasil precisa tomar vergonha na cara.

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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RESPOSTA À ILEGITIMIDADE

 

Se o atual Congresso está tão nas mãos de Temer, a ponto de aprovar sem dificuldade até emendas constitucionais (de projetos políticos ilegítimos que não têm voto popular nenhum) e aprovar até mesmo a desproporcional derrubada (golpe parlamentar) de uma presidente da República, então qual a razão de o PT e demais partidos de esquerda continuarem "sentados à mesa de negociação" de uma instituição assim? Ora, a resposta à ilegitimidade do Congresso atual deveria ser dura: o PT e demais partidos de esquerda poderiam (ou deveriam?) abandonar suas cadeiras no Congresso, a fim de fortalecer a ilegitimidade do mesmo, além de reforçar o grito por "direitas já". Enfim, continuar sentado à mesa de negociação depois de ter sido flagrantemente traído passa a equivocada mensagem de que tal traição é, de alguma forma, tolerável.

 

Wellington Anselmo Martins am.wellington@hotmail.com

Bauru

 

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SOCIEDADE ANÔNIMA

 

Senadores do PT e da coalização de outros partidos nanicos de esquerda, que só conseguiram eleger um único prefeito de capital, pretendem movimentar qual "sociedade" contra a PEC 241?

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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