Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2016 | 03h05

A MILÍCIA DE CALHEIROS

Pingos nos is

É com a alma lavada que escrevo para agradecer ao professor Modesto Carvalhosa por seu artigo A milícia de Calheiros e o abuso de poder (29/10, A2), que vem esclarecer a nós, os comuns, que lemos e interpretamos a Constituição de 1988 e depois vemos nos jornais um presidenteco do Congresso, bem como um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), mostrando-nos exatamente o contrário do que havíamos entendido. Ficamos perdidos, achando que a Constituição cidadã não é tão cidadã assim. Cheguei a considerar a hipótese de propor uma polícia condominial aos meus vizinhos. Mesmo a presidente do STF chegou a ficar irritada, a princípio, mas depois se acomodou e até teve uma reunião pacífica com o senadoreco. Acho que o professor Carvalhosa pôs todos os pontos nos is.

M. MENDES DE BRITO

mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

Gendarmeria do Senado

De uma só lição, nosso grande professor Modesto Carvalhosa, compelido a um fim panfletário que talvez somente tenha empregado em sua juventude estudantil – “Que vexame, que vergonha!” –, demonstra às escâncaras a improcedência das razões expostas pelo sr. Renan Calheiros em defesa da polícia de seu feudo, albergadas pelo STF. Não poderíamos deixar de acrescentar que a liminar do Supremo forra de legitimidade a polícia do Senado, templo da República bananeira, em sua Resolução n.º 59/2000, subordinada à comissão diretora, “o que indica desde o primeiro momento a inafastável participação dos parlamentares (‘rectius’, investigados) nos atos investigados” – literal, decisão do ministro Teori Zavascki. Digna da história universal de Borges...

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Indago o que leva um ministro do Supremo Tribunal a ter uma visão tão distinta sobre um assunto exposto com toda a clareza e profundidade pelo advogado Modesto Carvalhosa no seu brilhante artigo publicado no Estadão de sábado.

FÁBIO DUARTE DE ARAUJO

fabionyube@visualbyte.com.br

São Paulo

Mudança no STF

Como bem disse Modesto Carvalhosa em seu artigo, polícia legislativa não existe na nossa Constituição. Afirmou também que o senhor das Alagoas quer, juntamente com alguns de seus colegas no Congresso, livrar-se da Justiça por meio da lei de abuso de autoridade. Conclui que isso só acontece por causa das omissões e postergações do STF. Para o País realmente mudar, como quer a grande maioria da população, é preciso antes de mais nada que o STF mude o seu modus operandi. Esperamos que a nova presidente da mais alta Corte, ministra Cármen Lúcia, que já demonstrou coragem ao enfrentar Renan Calheiros, possa dar início a essa mudança. A propósito, como é que alguém que está sendo investigado em 11 processos pode ser presidente do Senado da República?

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

A entrevista de Conrado Hubner (29/10, A6), sobre a omissão do STF, é uma sequência natural do excelente artigo do professor Modesto Carvalhosa sobre a milícia do Renan Calheiros. É verdade que o tribunal está sobrecarregado, mas é também incontestável verdade que ele julga o que quer julgar, quando quer julgar. O processo do mensalão só andou porque o ministro Carlos Ayres Britto, com muita habilidade, conseguiu pô-lo em pauta, depois de dormitar por alguns anos, aguardando a prescrição. O STF, tão zeloso de suas prerrogativas, deveria lembrar-se de que a toda competência corresponde o dever de exercê-la. Espera-se que a ministra Cármen Lúcia, que já está fazendo um grande esforço para recuperar a dignidade do STF, consiga pôr em pauta pelo menos um dos réus do petrolão.

ADILSON DALLARI

adilsondallari@uol.com.br

São Paulo

Congresso símbolo

Gostaria de deixar claro para o sr. Wallace França, representante da polícia legislativa, que o Congresso Nacional que ele afirmou ser símbolo da população não é esse referido por ele após a repercussão da Operação Métis. O Congresso Nacional que sempre foi o símbolo para a população é aquele em que tínhamos a presença de Ulysses Guimarães, Teotônio Vilella, Mário Covas, Pedro Simon e outros da mesma estirpe.

LEÔNIDAS MARQUES

leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

OCUPAÇÃO DE ESCOLAS

Obscurantismo

Para os jovens que estão ocupando escolas no Paraná e outros Estados, é tudo muito excitante: a possibilidade de confrontar autoridades, contrariar os adultos, usar máscaras... O que não avaliam é o fato de estarem a serviço do obscurantismo, das facções que insistem em manter o País nos piores níveis educacionais do planeta. Além disso, como os estudantes das escolas particulares não perdem tempo em greves, o abismo entre as duas classes de alunos só aumenta. Quanto às reivindicações dos professores, é bom lembrar que em países com a sociedade mais desenvolvida e professores realmente preocupados em transmitir ensinamentos as manifestações sindicais são realizadas nos fins de semana, para não prejudicar as aulas nem haver desconto dos salários.

NESTOR R. PEREIRA FILHO

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

O perigo bate à porta

Estamos quase chegando ao que o pt (minúsculo mesmo) pregou nos anos em que esteve à frente do governo: a luta entre “nós” e “eles”. O que está acontecendo no Paraná (com matéria de capa no Estadão de 29/10) é o que poderá acontecer em todo o País. E de forma muito mais violenta. De um lado, os estudantes comandados por movimentos sindicalistas de esquerda que querem a ocupação das escolas e usam a PEC do Teto como bandeira para isso. Do outro, o grupo Desocupa, comandado pelo Movimento Brasil Livre (MBL), que prega a desocupação das escolas e a volta das aulas. A radicalização já chegou ao ponto do enfrentamento no braço. Isso é muito perigoso. O cientista político Rubens Figueiredo presenteou-nos com um brilhante artigo (página A2 da mesma edição) mostrando que temos realmente de enfrentar as bandeiras vermelhas. Mas esse enfrentamento, na minha opinião, deve ser feito com ideias, com números, com propostas concretas de crescimento que levem melhoria de vida a todos os brasileiros. Não apenas para “nós” ou para “eles”. Não entremos no jogo petista.

SILVIO SCHAEFER

excess@netpoint.com.br

São Paulo

“Difícil acreditar que em meio a mudanças positivas

o retrocesso predomine. Qual o futuro dessa geração? Reivindicar é uma coisa; manipular opiniões 

e se deixar manipular, bem diferente e preocupante”

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE / PIRACICABA, SOBRE A OCUPAÇÃO DE ESCOLAS PÚBLICAS NO PARANÁ E OUTROS ESTADOS

mlucia.rjorge@gmail.com

“Se pais e mães fossem buscar seus filhos e lhes aplicassem exemplares corretivos, o problema já estaria resolvido”

SERGIO S. DE OLIVEIRA / MONTE SANTO DE MINAS (MG), IDEM

ssoliveiramsm@gmail.com

O DESCONTO DOS DIAS PARADOS


A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de descontar os dias de greve dos servidores públicos representa um avanço trabalhista. Conduzidos por comandos na maioria das vezes ideológicos, os médicos, professores e outros servidores deixaram de trabalhar por meses a fio, ficando desassistida a clientela de seus serviços, sem que nada lhes acontecesse. A Justiça do Trabalho, interpretando em largo espectro o direito de greve, mandava pagar os dias parados. O servidor precisa considerar sua importância na sociedade. De seu trabalho dependem milhares de contribuintes e familiares destes, que pagam seus impostos. Além do desconto dos dias, carecemos de legislação que module a relação entre o Estado-empregador e seus servidores e de mecanismos que solucionem os conflitos com a devida urgência. O serviço público não pode parar. Governo, parlamentares e todos os envolvidos com a questão precisam se debruçar sobre o tema e buscar a solução, sem recorrer ao passionalismo ideológico que tradicionalmente convulsiona as relações trabalhistas para disso tirar proveito.

              

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo             


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O FIM DA GREVE REMUNERADA


Acabou a farra! O STF, em boa hora, decide que os servidores públicos em greve, a partir de agora, terão descontados de seu pagamento os dias parados. Ou seja, vai pesar no bolso do servidor, assim como acontece com os trabalhadores do setor privado. Certamente que essa prudente decisão do Supremo vai estimular que os servidores públicos não aceitem mais as ordens de irresponsáveis líderes sindicais que perversamente estendem as paralizações dos serviços públicos por meses, como foram, por exemplo, as greves intermináveis do INSS. E o contribuinte que se lixe, com a falta de atendimento dos serviços essenciais. A farra da greve remunerada acabou.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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ESCOLAS OCUPADAS


A “primavera secundarista” se dá por exitosa diante do recuo do governo federal no que diz respeito à medida provisória da reforma do ensino médio e do número de escolas ocupadas por todo o País. Gritam por livros, laboratórios, centros próprios para pesquisa, informatização, melhor formação docente, demissão de pessoal de limpeza e segurança (terceirizados) e daí vai. Mas chega a ser cômica uma das reivindicações mencionada pelo editorial de 26/10 do “Estadão” intitulado “Tragédia anunciada”. Os estudantes não querem perder o ano letivo por faltas, “verbis”, alegam: “Se o Estado pode mudar o calendário do ano letivo para a Olimpíada, ele pode também reorganizar o calendário por conta das greves e ocupações”. Retirando o verniz com o qual estas turbas se revestem, elas são exatamente isto: turbas. Como esclareceu João B. Sundfeld em seu artigo “Causas do comportamento de uma multidão ou turba” (sundfeld.com.br, outubro de 2014): “Conhecem-se incontáveis exemplos que mostram que o comportamento da multidão ou turba é, com frequência, particularmente ameaçador. Os indivíduos nesses agrupamentos sentem ou fazem coisas que jamais lhes ocorreriam se estivessem sozinhos. O ambiente da multidão é capaz de suscitar sentimentos e comportamentos dos quais os indivíduos participantes não sabem que são capazes e os quais, posteriormente, podem querer negar ou repudiar”. Espero que algum dia isso ocorra na vida destes jovens baderneiros que compõem os grupos anencéfalos que ocupam as escolas, manipulados que estão, pelos partidos de esquerda e facções extremistas. Que acordem e possam “negar” ou “repudiar” as ações (ocupações das escolas) que hoje os orgulham. Não posso me conformar com que essa juventude será o futuro do Brasil.


Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo


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MASCARADOS


Assustadora a primeira página do “Estadão” de sábado (29/10), com fotos de alunos mascarados e a manchete: “Facções políticas disputam escolas no PR”. A foto sugere que os alunos se mascaram inspirados por grupos terroristas que praticam barbaridades usando máscaras com a esperança de não serem reconhecidos. Sugere, ainda, que não seria impossível que os mesmos fossem facilmente recrutados por grupos como Farc ou Isis. Atenção, pais destes alunos, tenham juízo, para o bem dos próprios filhos e de si próprios. A desculpa de serem contra a reforma do ensino ou contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do teto de gastos públicos não cola. Duvido que estes “alunos” tenham noção de como deva ser o ensino nas escolas ou entendam toda a dimensão da administração de uma prefeitura, de um governo estadual ou do governo federal. Com a devida e ultranecessária responsabilidade, é claro.


Darcy Martino darcymartino@hotmail.com

São Paulo


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PRESENTE


Após invasores ocuparem as escolas no Paraná, o governo e a Justiça lhes dão de presente a prorrogação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a mudança dos locais de votação às pressas, validando e reconhecendo as ocupações. Se fosse eu juiz, presidente da República ou ministro da Educação, chamaria as Forças Armadas e arrancava todos na marra, garantindo o direito da maioria que quer estudar e votar.


Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo


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ESTUDANTES EM GREVE


Alguém sabe onde se esconderam todos estes estudantes que durante 13 anos nunca reclamaram da péssima educação pública no País? Dormiam em berço esplêndido e, de repetente, acordaram e se viram deseducados? O Brasil quebrado, destruído e mambembe ainda precisa dormir com uma desta. O Ministério da Educação deveria convocar todos para uma prova surpresa. Adivinhem o que sairia dela.


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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EDUCAÇÃO PÚBLICA, ONTEM E HOJE


Trata-se de um lugar comum comparar o ensino público do passado com o do presente. Consideremos algumas diferenças. Em São Paulo, apenas três faculdades formavam mestres: USP, PUC e Mackenzie. Chamados de catedráticos ganhavam bem e recebiam salário razoável porque eram poucos e a educação pesava menos no orçamento. Não faziam greve nem transmitiam ideologias. As escolas selecionavam os alunos por meio de um duro exame de admissão. Dos iniciantes da primeira série nem todos concluíam o curso. Quando reprovados, eram excluídos. Consideramos os ex-alunos que realizaram carreiras brilhantes, porém nos esquecemos de tantos que interromperam os estudos. Finalmente, hoje, o ensino público atende às massas, são nove anos obrigatórios, enquanto o antigo ginásio tinha apenas quatro. Deixo claro que o ensino atual apresenta falhas gritantes e precisa de fortes mudanças para educar milhões de alunos para o mundo atual.


Cloder Rivas Martos sheinerivas@hotmail.com

São Paulo


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REFORMAS JÁ!


O ex-ministro Rubens Ricupero afirmou que, “sem as reformas, vamos caminhar para uma crise fatal”. Creio que isso seja verdade. Precisamos de uma reforma completa para tornar mais saudável o tecido institucional da República, começando pela eliminação dos direitos abusivos que a classe política tem votado em benefício próprio. Se a Constituição deixa claro que todos devem ser iguais perante a lei, não é justo que uns se julguem mais iguais que os outros. A reforma tem de ser profunda, abrangente e transparente, atingindo todos os setores. Alguns aspectos devem ser prioritários, no meu entender: recuperar a consciência da importância dos “deveres” que antecedem e dão base aos direitos do cidadão; dar mais importância à responsabilidade, que deve ser maior quanto mais alto o cargo (por que celas especiais para diplomados em curso superior? Os que conseguiram um diploma devem ter mais noção da lei, portanto, devem ser punidos com mais, e não menos rigor); limitar o número de deputados, senadores, vereadores, e suas assessorias, para tornar do governo mais enxuto e eficiente; deixar claro que a carreira política é uma de sacrifício pelo bem coletivo, como síndico de prédio, e não uma que garanta a riqueza de si, familiares e cupinchas; valorizar professores, melhorar escolas e dar prioridade máxima à formação de uma nova geração de cidadãos honestos, responsáveis e bem preparados para se tornarem líderes de um novo Brasil; passar leis que controlem a corrupção e acabem com a impunidade; pensar mais no Brasil de nossos netos, e não no Brasil como fonte de riqueza para os que chegam ao poder. A verdade é que todos querem um Brasil melhor, mas poucos se dispõem a dar sua cota de sacrifício para a melhoria de nossa nação. Cristo Jesus deixou claro que “a quem muito foi dado muito será exigido”. Se não atendermos a isso enquanto estamos por aqui, seremos julgados e condenados quando chegarmos lá. Portanto, que sejam feitas reformas completas já!


Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo


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NÚMEROS DE UMA GUERRA


Leitor do “Estadão” e alguns dos jornais chamaram a atenção para o número de 9 mortos pela polícia, entre os 160 assassinatos diários no Brasil. Ora, senhores, os números brasileiros são de uma guerra! Seria de espantar que não houvesse nenhum morto em confronto com as forças legalmente constituídas de Segurança!  Culpar a polícia por matar bandidos, neste oceano de crimes cometidos todos os dias, é desviar o foco do horror que vivemos e manter as coisas exatamente como estão. Quantos policiais são mortos por bandidos em confronto? Se algum inocente é atingido por uma bala da polícia em meio a este morticínio, geralmente é por um acidente inerente a este estado das coisas, e não por diversão ou perversidade. Todos os dias lemos sobe pessoas mortas por “balas perdidas” disparadas pela bandidagem, e nem assim vemos manchetes e matérias jornalísticas exigindo o desarmamento dos bandidos, que detêm a privilegiada condição de “excluídos sociais”, com toda a licença para matar. Ouvimos este lero-lero contra a polícia há anos, e o número de cidadãos inocentes e honestos mortos pelos bandidos só faz aumentar. A maioria esmagadora da população, sem pestanejar, coloca-se ao lado de quem a protege e não compactua com a demonização das PMs promovida pela esquerda. É hora de escolher o seu lado nesta guerra.


Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis


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LEIS LENIENTES


O Rio de Janeiro é realmente a cidade campeã olímpica da violência. Só neste ano, cada semana, uma pessoa é morta ou ferida por bala perdida e os tiroteios entre facções criminosas e facção criminosa e polícia são diários, paralisando bairros inteiros e deixando apavorada a população ordeira, trabalhadora e pagadora de seus impostos. A segurança pública só existe para inglês ver. O poder paralelo manda e desmanda. Enquanto isso, nossas leis penais são verdadeiras mãezonas para a criminalidade.


Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro


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HECATOMBE


A violência urbana que tragicamente vivenciamos nas médias e grandes cidades brasileiras, que produz milhares de vítimas, chegando até a superar o número de mortos de países em estado de guerra permanente, é emblemática. Urge, assim, que nossas lideranças constituídas ataquem as causas e os efeitos desta verdadeira hecatombe, para que possamos ter condições de construir a grande nação que temos condições de ser.   


José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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CARÁTER


Na reunião organizada por Michel Temer para a discussão da segurança pública no País, onde são assassinadas mais de 58 mil (!) pessoas por ano (70% por armas de fogo), Renan Calheiros disse que a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, é um exemplo de caráter. Já o dele...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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FRONTEIRAS DO DESCONHECIDO


Ao mesmo tempo que os Poderes da República convergem para um momento de reflexão sobre a segurança pública nacional, em reunião convocada por Michel Temer, percebe-se que o coronelismo ainda é o mentor de nossa política, e estas fronteiras absolutamente desconhecidas exercem um poder de fogo sobre a população mais carente e sem recursos mínimos de saneamento, educação, saúde e transportes. Os cangaceiros e jagunços da política preferem dominar desta forma, sem dar o pão e o circo, mas alimentar a ideia do voto obrigatório e do horário eleitoral gratuito, porém nas últimas eleições abstenções, nulos e brancos deram o recado da cidadania que mais do que nunca deseja corruptos e corruptores presos e um quadro representativo reformado integralmente.


Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo


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REUNIÃO NO OLIMPO


Foi realizada em Brasília uma reunião que nada deve às reuniões que Zeus costumava fazer com os seus deuses auxiliares, principalmente quando decidiam punir o arrogante Aquiles, na guerra de Troia. Na recente reunião, das cabeças coroadas ficou evidente que o senador Renan Calheiros não tem estatura para presidir o combalido Congresso Nacional. Assumiu, diante da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), uma nudez moral indigna dos cangaceiros de sua terra. Conseguiu apequenar ainda mais os parlamentares, mais parecendo um aluno confessando à professora que, de fato, colou. Uma triste página para o Congresso Nacional. Pelo que os políticos brasileiros têm mostrado, principalmente nesta legislatura, sua identidade física estaria perfeitamente identificada com o lendário reino de Liliput.


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


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FAZ-ME RIR


O senador Renan Calheiros, presidente do Senado, em reunião entre os Três Poderes, disse, entre outros elogios, que a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, era o exemplo de caráter que identificava o povo brasileiro. É uma pena que Renan não possa dizer o mesmo da sua pessoa. Vale aí o velho provérbio: faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.


Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo


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ELE NÃO TEM


Depois das gratuitas agressões verbais, Renan Calheiros, com a maior cara de pau e sem ficar vermelho, apertou a mão do “chefete da polícia” Alexandre de Moraes e disse que a presidente do STF, Cármen Lúcia, “é um exemplo de caráter”. Aliás, caráter é o que falta para ele. Como uma barata, num primeiro momento assusta e dá asco, mas, batendo o pé no chão, foge e se esconde pelos cantos.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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RESPEITO ENTRE OS PODERES


O pedido de desculpas do senador Renan Calheiros à ministra Cármen Lúcia, depois de ter se referido a um juiz de primeira instância como “juizeco”, em nada desmerece o presidente do Senado e do Congresso. Pelo contrário, o gesto nobre de Calheiros engrandece ainda mais o cargo e a postura do senador do PMDB alagoano e sinaliza a importância do permanente diálogo e respeito mútuo entre os Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo. Renan tem consciência de suas imensas responsabilidades. A atitude desprendida e grandiosa de Renan Calheiros desarma os poltrões e decaídos de espírito, mais interessados no quanto pior, melhor. Não poderão mais alegar que Renan Calheiros age contra a democracia, semeando crise entre os Poderes e que trabalha contra a Operação Lava Jato. A estupidez humana é avassaladora.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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ESPÍRITO DE CORPO DO JUDICIÁRIO


Admiro a presidente do STF, Cármen Lúcia, pela sua sobriedade, discrição e competência. Entretanto, não achei correta sua forma de resposta aos ataques do senador Renan no caso da “polícia legislativa”. Claro que a incontinência verbal do senador, ao chamar um juiz de “juizeco”, merecia uma resposta contundente por parte da presidente do STF; mas, ao afirmar que “atacar um juiz era atacar todos os juízes”, reforçou o já reprovável espírito corporativista do nosso Judiciário. Afinal, nenhuma classe profissional poderia ser contemplada da mesma forma. Atacar temerariamente outras categorias pode?


Maria Julia Pacheco de Castro juliapcastro@gmail.com

São Paulo


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TELHADO DE VIDRO


Piada do dia. As considerações de Renan Calheiros, presidente do Senado, sobre o “exemplo de caráter” da presidente do STF, no mínimo soam aos nossos ouvidos como pilhéria. Quem tem telhado de vidro deve cuidar primeiro de seu próprio telhado.


Leila E. Leitão

São Paulo


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ÓBVIO ULULANTE


Está claríssimo que os grampos autorizados pelo Judiciário e instalados no recinto do Senado federal, cujo território não tem a prerrogativa de local privilegiado, dizem respeito a investigados sem mandato parlamentar. Não se pode esquecer de que, em passado não distante, existiram no reino tupiniquim informações de suma importância que permitiram fossem desvendados graves  delitos  financeiros, graças a informações disponíveis com secretárias, motoristas,  jardineiros et caterva.


Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém


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O VERDADEIRO CONGRESSO


Gostaria de deixar claro para o sr. Wallece França, representante de Polícia do Congresso, que o Congresso Nacional que ele afirmou ser símbolo da população não é esse referendado por ele após a repercussão da Operação Métis. O Congresso Nacional, que sempre foi o símbolo para a população, foi aquele onde tínhamos as presenças do Dr. Ulysses Guimarães, Teotônio Vilela, Mário Covas, Pedro Simon, Delfim Netto e muitos outros. Os que partiram foram sabendo que nós, brasileiros, os amávamos, os que estão entre nós sabem que nós continuamos amando-os. 


Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)


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É DEMAIS


Os parlamentares brasileiros só se lembram do povo em época de eleição. Ainda é sofrível tal situação. Mas aguentar a indelicadeza do presidente do Senado já é demais.


Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)


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FORO PRIVILEGIADO


Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o Brasil tem 22 mil detentores de cargos públicos com direito a foro especial. É uma vergonha, é uma agressão à ética de uma nação. Para acabar com esse absurdo, seria muito importante realizarmos passeatas por todo o País.


Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga


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PELAS BEIRADAS


Willian já dizia: há mais coisas entre o céu e a Terra do que possa supor a nossa vã filosofia. Aos poucos, as coisas erradas serão corrigidas. O caldo deve ser saboreado pelas beiradas, “não passarão”. Cármen Lúcia prometeu e estamos atentos. Se pensarmos bem, o Brasil foi constituído numa arquitetura voltada para a corrupção e para o roubo. Fomos colônia extrativista de Portugal durante 300 anos e este costume se estende até os dias de hoje, com características diferentes, mas com a mesma origem conceitual. Chamar uma empresa para realizar a desratização seria simples, mas colocaria a estabilidade do País em risco grave. Eles sabem, conversaram, se entenderam. Quem sabe no próximo dia 3 de novembro não será dada a primeira colherada no caldo do Senado? As outras duas colheradas deram certo. Sopa quente, mas pelas beiradas... toma-se até o fim. Os culpados estão se desesperando.


Ricardo Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo


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DOIS PESOS...


Por que será que o ministro do STF Teori Zavascki foi tão rápido para atender à reclamação de Renan Calheiros quanto à operação da Polícia Federal que prendeu policiais legislativos, e não usa o mesmo critério para puni-lo por seus crimes?


Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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A VELOCIDADE DO JUDICIÁRIO


Por que o Judiciário é tão célere em prender em caso de pensão alimentícia (atendi uma mãe viúva e pobre, com dois filhos presos por não terem pagado a pensão) e em fazer greve para reajuste salarial, mas extremamente letárgico em outros julgamentos? 


Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos


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MINISTRA CÁRMEN LÚCIA


Num país de machistas, precisávamos de uma mulher para encarar os problemas de frente! Acumulamos 180 mil processos de desaposentação porque faltou coragem para levar essa tese a julgamento. Em seguida, o STF julgou a questão das greves do funcionalismo público, que dormitava no Congresso desde 1988, e decidiu o que toda a população desejava há tempo. Eu fui um dos derrotados na desaposentação, mas aplaudo com entusiasmo esta senhora que mostra muito mais coragem que seus antecessores. Melhor uma solução, mesmo que desvantajosa, do que um eterno empurrar com a barriga. Chega de covardias e de posições “politicamente corretas” para continuar mentindo aos brasileiros.


Aldo Bertolucci accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo


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DESAPOSENTAÇÃO – POR QUE NÃO?


A decisão da maioria dos ministros do STF sobre a desaposentação não faz sentido, afinal, da mais alta Corte de Justiça do País sempre se esperam decisões justas. Então, faço o seguinte questionamento: um cidadão trabalha no serviço público e, dentro da lei, ele se aposenta. Depois ele vai trabalhar na iniciativa privada, INSS, trabalha os anos necessários e faz jus a receber a aposentadoria pelo INSS, e recebe. É ilegal esse procedimento? Por que não pode melhorar a aposentadoria a quem faz jus? A Justiça tem de ser para todos, e não sei por que isso não acontece em nosso querido Brasil. Gostaria de uma resposta para todos os aposentados que estão nessa situação – menos falar da crise, afinal, não fomos nós, aposentados, que a fabricamos.


José Luis de F. Alves luisalves1947@yahoo.com.br

São Paulo


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JÁ É HORA


Finalmente o STF decide que a desaposentação é ilegal. Esperemos que, agora, o Supremo atenda os 40 milhões de poupadores que reclamam o pagamento da diferença na correção das cadernetas de poupança, em razão dos Planos Bresser, Verão e Collor. Durante os últimos 25 anos, os bancos exerceram amplamente seu direito de defesa e já é hora de pagarem o que devem.


Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo


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QUE CONSTITUIÇÃO?


O próprio STF rasga a Constituição, mais uma vez. Nela consta que a toda contribuição do cidadão tem de existir a devida contraprestação. E, já que é para contribuir para a economia do País, ele poderia fazer valer uma cláusula da Constituição que determina o teto salarial do funcionalismo público, do qual ele faz parte, e que é desrespeitada acintosamente, principalmente por membros do Judiciário!


José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul


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JUSTO


Como os aposentados não terão mais nenhum benefício, como reajustes em seus salários, quando voltam ao trabalho e continuam contribuindo com a Previdência, não seria justo que o governo cessasse com os descontos e devolvesse os valores já pagos e/ou descontados, devidamente atualizados?


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uo.com.br

São Paulo


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BOA AJUDA


Os segurados do INSS são descontados em até 11% para a Previdência. As empresas contribuem com no mínimo mais 11%. E, na hora da aposentadoria, são estabelecidos critérios os mais variados para não conceder o máximo previsto. Quando atinge entre 90%/95%, é a glória depois de muitos anos trabalhados. No serviço público, no máximo após 35 anos de contribuição, independentemente da idade, saem com salário e/ou pensão integral. E recolhem os mesmos 11% sem a contrapartida do patrão, que é o governo. Nada nunca foi noticiado que o governo tenha dado sua contrapartida. Raciocinando de maneira lógica, não seria nenhum absurdo se o governo hoje reduzisse à metade as aposentadorias e pensões, pois penso recebem tais valores indevidamente. Seria uma boa ajuda para o ajuste fiscal.


Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro


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O ROMBO DA PREVIDÊNCIA


O leitor sr. Frederico Fontoura Leinz escreveu, no “Fórum dos Leitores” de 18/10, que entendeu que os funcionários públicos, contribuindo com 11% + 2% sobre seus salários, estão aptos a receber suas aposentadorias com salários integrais sem causar rombo na Previdência. Fazendo uma conta de armazém, é fácil provar essa falácia. Se o servidor ganhar R$ 10 mil por mês, contribuirá para a Previdência com R$ 16.900,00 por ano (incluindo o 13º. salário), ou R$ 591.500,00 em 35 anos de contribuição. Com este capital acumulado, teria fundos para pagar cinco anos de aposentadoria. Por isso o rombo da Previdência vem do serviço público, simples assim.


Sérgio Gobbato sergio@sistemars.com.br

Porto Alegre (RS)


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APOSENTADORIA DO SERVIDOR


Em relação à carta do sr. Frederico Fontoura Leinz, no “Fórum dos Leitores” de 18/10, a quem cumprimento pelo presente e-mail, por informar sobre o recolhimento de  “11%  sobre o salário bruto” do trabalhador do setor público, e não “sobre o teto máximo de R$ 5.189,82, independentemente de ganhar R$ 5 mil ou R$ 20 mil ou mais mensalmente”, como ocorre com o trabalhador do setor privado. Gostaria de acrescentar que funcionários públicos se aposentam e continuam pagando a Previdência até morrer. Isso porque, de acordo com informações obtidas, “a parcela isenta de contribuição previdenciária para os aposentados é de até R$5.189,82. A partir desse valor é feito o desconto de 11%”.


Maria Inês Rosa mirosa@uol.com.br

São Paulo


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BODE EXPIATÓRIO


Lamentavelmente, a imprensa trata a aposentadoria dos funcionários públicos como se fossem o mal da Previdência. Maldosamente ou por ignorância, isso é uma certeza. Enquanto os funcionários não têm direito a FGTS, os demais empregados têm. O grande problema da Previdência é a aposentadoria precoce de agentes políticos, que não deveriam ter direito à aposentadoria, já que têm muitas mordomias. O funcionário público sempre é o bode expiatório das mazelas de governos incompetentes. Enquanto todos têm reposição de perdas inflacionárias, o funcionário nada recebe e é tido por uma imprensa ignorante como privilegiado. Em São Paulo, por exemplo, os funcionários estão sem ter a perda inflacionária recomposta há anos.


Edmar Augusto Monteiro edmarmonteiro@ig.com.br

São Paulo


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FRAUDES NO INSS


Após cancelar 8.442 benefícios de auxílios-doença a partir de um levantamento do INSS, o Ministério informou recentemente (18/10) que deve economizar R$ 139 milhões anualmente. Perguntas idiotas, mas que têm de ser feitas: quem fraudou esses benefícios? Foi o doente ou algum perito do INSS? Ninguém será punido por isso? Vamos rasgar mais uma vez as leis? Descobre-se o mal feito e não se descobre quem o praticou? Muita demagogia nessas informações e atos de governantes não confiáveis. A esperança de melhores dias para nosso querido Brasil não aparece no fim do túnel deste jeito. Lamentável.


Norton Villas Boas nvbadv@hotmail.com

São Paulo


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CONTA DE LUZ MAIS CARA


A conta de luz volta a ter cobrança extra no mês que vem. Na sexta-feira, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu aplicar a bandeira amarela nas tarifas de energia de novembro. Com isso, o consumidor vai pagar R$ 0,015 a mais para cada quilowatt-hora consumido, ou R$ 1,50 a cada 100 kWh. Para tomar tal decisão, a Aneel e o governo criaram o incômodo “horário de verão”, para castigar os trabalhadores fazendo-os levantarem uma hora mais cedo e economizar o excesso gasto pela classe alta, que não precisa levantar cedo e gasta à vontade sabendo que a diferença sairá do suor dos trabalhadores.


Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo


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HEROÍNA NA CRACOLÂNDIA


A venda sistemática de heroína na cracolândia, trazida por africanos, é mais uma demonstração da falência do programa “De braços abertos”, mal idealizado, mal planejado e mal implantado pelo prefeito Fernando Haddad. O programa serviu, sim, ao desejo dos usuários de comprarem mais drogas com a ajuda de custo que receberam para supostamente se alimentarem. A verdade é que nunca houve vontade política séria e inteligente para resolver a vergonha que é a cracolândia. Como a esperança é a última que morre, que seja diferente com o prefeito eleito, João Dória.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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PORTEIRAS ABERTAS


Li nas páginas do “Estadão”: “Trazida de países africanos, heroína chega à cracolândia a R$ 50,00”. Nunca antes na história deste país se tinha chegado ao fundo do poço. Fundo do poço?   Será que já o atingimos? Petralhistas e seus governos bolivarianistas estão semeando esta maravilha no mundo. Pepe Mujica já abriu as porteiras, naquele país de Primeiro Mundo, a potência do Uruguai, com seus 3 milhões de habitantes, para o começo de tudo: a cannabis sativa. Depois vêm o crack e, depois, a heroína. Coisa de louco!


Arthur de Lucca arthurcaiolucca@gmail.com

Goiânia


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PEDIDO AO PREFEITO ELEITO


Caro prefeito eleito João Doria, em primeiro lugar, quero cumprimenta-lo pela brilhante vitória. ​Agora, espero que o sr. seja rigoroso contra os pichadores, que emporcalharam São Paulo. Que São Paulo possa voltar a ser uma cidade limpa.


Sidney Cantilena sidneycantilena@bol.com.br

São Paulo

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