Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores

O Estado de S.Paulo

03 Novembro 2016 | 05h00

‘OCUPAÇÃO’ DE ESCOLAS

Movimento manipulado

É incompreensível o movimento estudantil que está ocorrendo, ocupando as escolas e perturbando a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Por que os estudantes não se manifestaram muito antes, quando saíram as classificações da qualidade de ensino em comparação com os outros países? O péssimo desempenho dos alunos brasileiros sugere que os estudantes deveriam movimentar-se para melhorar a qualidade de ensino. Mas não, eles se manifestam contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que limita os gastos do governo e abre caminho para o crescimento da nossa economia. Observando o nível de conhecimento desses jovens, na voz da estudante Ana Júlia Pires Ribeiro, pode-se presumir que os estudantes são manipulados pela moribunda oposição do PT. O partido aproveita-se do baixo conhecimento dos adolescentes usando duas palavras que aglutinam, estimulam e servem como combustível para iludir os jovens: saúde e educação. Num estilo mais ameno em comparação com os black blocs, os jovens depredam prédios das escolas, picham as paredes com erros de português e postam discursos ininteligíveis nas redes sociais. Chega a dar pena ver os discursos dos estudantes: as palavras eivadas de incorreções de concordância, de tempos de verbos. Quase chorando, preocupa-nos e nos faz pensar no que será do futuro desta geração.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Impasse

A invasão de escolas e faculdades por alunos que protestam contra a reforma do ensino e a PEC 241 foi plantada irresponsavelmente para tentar desestabilizar o novo governo, que tenta brecar a gastança desenfreada do dinheiro público. Movimento inoportuno, que já atrapalhou as últimas eleições e, com certeza, vai causar transtornos também no próximo exame do Enem. No Paraná, epicentro das manifestações, um jovem aluno foi assassinado e, segundo a polícia, a causa foi o consumo de drogas! Será que é só no Paraná que as drogas são disputadas? E mais, oito entre dez alunos – se é que só alunos estão amotinados – não saberiam responder sobre a reforma do ensino e muito menos do que trata a PEC 241. Dias desses um entrevistado, com um pano no rosto, claro, perguntado sobre a PEC, disse: “PEC? Ah, é aquele negócio do dinheiro...?”. A polícia, se não faz nada, é tratada como covarde; se usa sua “arma poderosa” (gás de efeito moral), é truculenta e destreinada. Então, o que esperam os pais desses adolescentes para agir? Mais uma tragédia, acredito.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Tibieza oficial

Acho um absurdo que mais de 190 mil estudantes sejam prejudicados por causa da ocupação de dezenas de escolas por gente que não sabe exatamente do que se trata a reforma do ensino médio, muito menos a PEC 241. São pessoas que estão sendo manipuladas por partidos e professores com tendências à esquerda ignorante. Tal qual outros “movimentos sociais” cujos manipulados expõem o peito à briga enquanto os incentivadores ficam na sombra. O governo está sendo frouxo e o Poder Judiciário é lento e inoperante. Os diretores das escolas deveriam fazer uma lista dos ocupantes e reprová-los por faltas. Onde está o direito dos que querem estudar?

LUIZ FRANCISCO DE A. SALGADO

salgado@grupolsalgado.com.br

São Paulo

Invasores de consciência

A qualidade moral de professores que não têm o menor escrúpulo em manipular alunos para invadirem escolas públicas coincide com o nível da educação nacional. Não é por acaso. É equivalência. Espantosa a conivência dos poderes instituídos, que se fingem de mortos ante a obstrução de serviços públicos e a invasão da consciência de menores. É tudo uma farsa em nome da liberdade, em meio à normopatia da sociedade civil. 

JOSÉ ROBERTO SANT’ANA

jrsantana10@gmail.com

Rio Claro

Mapa da mina

Os estudantes que não se sentem preparados para fazer o Enem, e gostariam de ter mais um mês para estudar e se preparar melhor, corram para suas escolas com uma tenda, colchão, travesseiro e cobertor.

VAGNER RICCIARDI

vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

ESTADO DA NAÇÃO

Que país...!

Como podemos dizer que vivemos num país organizado, quando não podemos ter certeza do amanhã? O desmatamento na Amazônia continua, em cinco anos chega a ser maior do que o território do Estado do Rio de janeiro. A Polícia Federal não identifica os responsáveis pelo desmatamento por quê? A função das nossas Forças Armadas é dar segurança ao País; por que não nos dá? Bancos são estourados, escolas são invadidas por mascarados (mascarado é bandido), mas nenhuma ação rigorosa é tomada, por quê? O sr. Renan Calheiros indica membros ao Judiciário, quando ele mesmo tem processos e mais processos no Supremo Tribunal Federal. Como podemos pensar num Brasil justo, se as nossas autoridades parecem não conhecer o significado de justiça? Que país é este?

WILSON MATIOTTA

loluvies@gmail.com

São Paulo

SENADO

Consulta pública

O editorial do Estadão Uma ‘consulta’ muito estranha (2/11, A3) levanta uma dúvida sobre os métodos utilizados pelo sistema público de consulta do Senado. Pois não tenha nenhuma dúvida. Ele é, no mínimo, conduzido por interesses do PT, até porque as comissões sociais são presididas por petistas. Como acompanho há mais de 20 anos as discussões sobre a regulamentação da terceirização no Congresso Nacional, sou testemunha do quanto é difícil participar dos debates ou ver publicada qualquer opinião contrária às posições defendidas pelos dirigentes petistas naquela Casa. Prova maior disso foram as audiências públicas “organizadas” pela Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que não passaram de reuniões entre amigos, porque, como diz o editorial, os participantes são escolhidos a dedo. E o sítio de consultas não fica atrás, pois o resultado da sondagem, no caso também da terceirização, é exageradamente contrário à proposta. Denunciei essa irregularidade à Ouvidoria do Senado, já que as audiências públicas são um instrumento oficial da Casa e servem para debater democraticamente, e isonomicamente, as matérias discutidas, mas, lamentavelmente, aquele órgão se limitou a enviar a minha manifestação à assessoria do gabinete daquele senador. Sem dúvida, o sistema de comunicação do Congresso Nacional precisa urgentemente ser despetizado.

ERMINIO LIMA NETO

erminio.lima@gmail.com

São Paulo

ESCOLAS INVADIDAS

191 mil estudantes inscritos para a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terão suas provas adiadas por causa da ocupação das escolas onde se realizariam as provas. Para mim, a ocupação não funciona: não resolve e tira o direito de quem quer estudar. Que tal se os pais fossem até lá e retirassem seus filhos dessas ocupações? Por que não o fazem?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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O FUTURO DO BRASIL

Os "estudantes" que ocupam as escolas por todo o País não querem que seja aprovada a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, do teto dos gastos públicos; e não querem a reforma do ensino médio proposta pelo governo, que prevê uma nova grade curricular sem a obrigatoriedade das aulas de educação física e artes. As escolas de tempo integral, um dos pilares da proposta, possibilitam ao aluno a escolha de curso técnico na área de sua preferência e, ao fim do curso, garantem um diploma técnico, formação de grande procura atualmente. Os coordenadores das ocupações, que não são alunos, mas movimentos e partidos de esquerda, oferecem aos jovens a possibilidade de enfrentamento, de discordar sem discutir, sem flexibilizar, com a promessa de comando pelos alunos das escolas e da grade curricular. Estas ocupações são um presente para o resto do mundo, que pode exportar sua mão de obra técnica para o Brasil, e para as multinacionais deslocarem setores de produção para seus países de origem. Sob o comando dos "estudantes" marionetes que ocupam as escolas será fincada a estaca que fixa a corrente do Brasil definitivamente na lista dos países subdesenvolvidos. Por que os governos estaduais e federal têm medo da desocupação das escolas pela força da lei? Medo das câmeras de TV?

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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NOMES AOS BOIS

Todos, de uma maneira geral, permanecem se referindo aos jovens - alguns nem tão jovens assim - que protestam contra a PEC 241 e a Medida Provisória da reforma do ensino, que modifica os parâmetros do ensino médio, como sendo ocupantes. Os estudantes (sic) ocuparam as escolas. Ora, na realidade, ocorreu a invasão de um prédio público, mantido por todos nós com os nossos impostos para que eles estudem. Convenhamos que é muito romântico chamá-los de ocupantes! São invasores e estão dilapidando os recursos públicos - agora acrescidos dos gastos de adiar, com nova prova, a realização do Enem. Que o Executivo e o Judiciário ajam!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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A ESTUDANTE NA ASSEMBLEIA

Lamentavelmente, a imprensa escrita deu um enorme espaço para a estudante Ana Julia, que defendeu as invasões das escolas na Assembleia do Paraná. A "Gazeta do Povo" colocou num de seus títulos que ela "encarou" os deputados, o que valorizou mais ainda sua fala. Pena que a mesma Gazeta não tenha citado a ofensa que ela fez aos deputados, dizendo que eles estavam "com as mãos sujas de sangue". A "Folha de S.Paulo" seguiu a mesma linha. Depois da burrada cometida, pediu desculpas. O presidente da Assembleia, Ademar Traiano (PSDB), questionou a estudante a respeito da ofensa, e ela, nervosa, não sabia o que responder, enquanto olhava para um deputado do PT e dizia que a sociedade também tinha culpa no assassinato do estudante Lucas Eduardo Araújo Lopes, de 16 anos, no interior de uma escola paranaense invadida. Atitude correta mesmo foi a do promotor de Tocantins que solicitou a ajuda da Polícia Militar e retirou os invasores das escolas invadidas.

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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ANA JÚLIA, A MENINA SAÍDA DE UM MOLDE

Assisti ao vídeo em que esta menina, falando aos deputados estaduais do Paraná, discorre sobre os motivos das atuais invasões. Seu discurso é a síntese do que ensinam os fazedores de cabeça. Obviamente, ela não acessa o meu ou qualquer dos blogs que defendem ideias conservadoras ou liberais. Sua relação com o contraditório se exerce pela mera aplicação de rótulos. Os adjetivos que dispara - golpista, fascista, machista, homofóbico, racista - abastecem seu vocabulário como os únicos cabíveis a quem diverge do que lhe foi ensinado. Ela diz que não a doutrinaram e que essa acusação é um "insulto". De fato, ela não foi doutrinada, mas não pelas razões que afirma. O que fizeram com ela foi ocultação do contraditório e escamoteação de outros pontos de vista, como observou Olavo de Carvalho ao discorrer sobre o muito conhecimento e tempo necessários a uma efetiva doutrinação. Isso fica claro quando Ana Júlia fala emocionada sobre o quanto aprende a respeito do Brasil e da política nos dias de invasão. Ora, durante esse período supostamente pedagógico, ela convive somente com outros invasores e com os professores que os pastoreiam. Participa, pois, de um desses eventos dos quais companheiros e camaradas emergem com fulgores de profetas que ouviram a voz do Senhor. Mas é apenas a própria voz que escutam. A luz dessa sabedoria não remove escamas dos olhos. Por isso, a mocinha afirma que "a escola pertence aos estudantes" e daí deduz, sem esclarecer a relação entre causa e efeito, que o grupo ao qual pertence pode destituir dessa alegada posse todos os que pensam diferente e querem aula. E quem não entendeu algo tão obscuro é homofóbico, machista, fascista, bobo e feio. Ora, nem a escola é dos alunos, dado que pertence à comunidade, nem pode qualquer fração ou facção dispor dela como bem quiser. Pretender que assim seja, para usar uma palavra da qual a oradora usa e abusa, insulta a Constituição e a inteligência de quem a ouve. Li que o pai da adolescente seria vinculado ao PT. Ele tem todo direito de orientar sua filha como quiser, embora esse direito não prescinda de uma conduta respeitosa em relação à liberdade dela. Já à sua escola e aos seus professores não é dado esse direito! Vem daí a escola sem partido. O discurso da mocinha reforça a necessidade do projeto. Ela quer escola com partido, para reproduzir o que aprendeu. Essa é uma escola que permite ser capturada, que fecha suas portas aos demais alunos, professores e famílias, em nome dos objetivos políticos que lhe prescreveram. Nem mesmo uma eleição de segundo turno para prefeito será mais relevante e democrática que a tomada do prédio por seu aparelhinho pedagógico.  O jornalista Alexandre Garcia, em recente comentário, sugeriu que cada invasor de escola indicasse, em redação de 20 linhas, suas reivindicações. Pois é, seria bom mesmo ler esses textos. Sucessivos exames do Enem e indicadores internacionais têm mostrado o rés do chão por onde se arrastam as redações de nossos estudantes. Dezenas de milhares de professores têm testemunhos a dar sobre o desinteresse e a indisciplina dos alunos, mais dedicados a gozar o presente do que a construir o futuro. Empenhados em bagunçar a escola e a aula para, supostamente, dar um jeito o mundo. Ademais, tais redações iriam revelar o caráter orquestrado e unitário dessas invasões. O discurso, que já conta com 400 mil acessos no YouTube, é a voz de todos os invasores. A menina parece, como tantos outros, saída de um molde. Crê que a discordância autoriza a grosseria e a causa justifica a desonestidade intelectual. Permite-se - suprema desfaçatez - jogar no colo dos deputados o cadáver do estudante morto a facadas por um colega, após uso de drogas, no interior de uma escola ocupada! "Suas mãos estão sujas de sangue", esguichou ela sobre os parlamentares, como se fizesse acusação plausível e não promovesse evidente transferência de responsabilidades. A simpatia pela militantezinha e sua causa, expressa em veículos de comunicação, são - para falar como ela - um insulto ao público. Quem disse que a tolerância é sempre virtuosa?

Percival Puggina puggina@puggina.org

Porto Alegre

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MORTE NA ESCOLA INVADIDA

Quem queria um cadáver deve suportar o velório...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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VERGONHA E INDIGNIDADE

O que estamos vendo nos últimos anos neste país nos enche de vergonha e indignidade. A falta de políticas adequadas e a impunidade que impera no Brasil nos fazem pensar no que disse o ex-presidente Figueiredo: às vezes, prefiro o cheiro dos cavalos, vocês vão sentir falta do governo militar.

Vitor de Jesus vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

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ENGRENAGEM MAQUIAVÉLICA

Um escracho o Planalto tentando interferir no Supremo Tribunal Federal (STF) para que os ministros não julguem o caso que afeta o senador Renan Calheiros hoje, quinta-feira. Por sua vez, alguns ministros já fizeram sua parte e vão colaborar para que nada atrapalhe os planos do governo. A Rede quer que o Supremo determine que políticos com denúncias admitidas pela Corte não possam substituir o presidente da República, nem mesmo em caso de viagens. Renan não pode ser contrariado, pois pode pôr a perder a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, a PEC do Teto de Gastos. Quando pensamos que estamos andando para a frente, nos deparamos com situações como esta: um poder interferindo no outro e, ao mesmo tempo, sendo corporativos. Pobre Brasil! Está cada dia mais difícil de sair desta engrenagem maquiavélica. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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QUEM MANDA EM QUEM, AFINAL?

O "Estadão" involuntariamente confunde os leitores: informa que o Planalto atua em favor de Renan no Supremo. Mas os Poderes não são independentes? É o que tem sido frequentemente divulgado, ao que parece, quando há conveniência. A governabilidade tornou-se uma gelatina nos Três Poderes.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo 

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PODEROSOS

 

Renan Calheiros é o Luiz Inácio Lula da Silva do Legislativo. É outro que se considera todo-poderoso, acima da lei, que pode aprontar de montão sem que nada lhe aconteça. Mas contra ambos a Justiça acumulou evidências que se transformaram em processos. Certamente, não deram recibos e a Justiça se baseia em digitais e em pegadas para concluir que ambos não são inocentes.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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A SORTE ESTÁ LANÇADA

Num futuro próximo (esperamos que seja breve), a trajetória mais provável para o nosso "presidenteco" do Senado é muito semelhantes à de Eduardo Cunha. Ou seja, deverá ser alijado da presidência da Casa; pouco adiante, haverá a perda do mandato; e, mais à frente, a prisão. Quanto à condenação, sabemos que Cunha ainda não foi condenado. "Alea jacta est."

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo 

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A TÍTULO DE CURIOSIDADE

O que será que Cunha, Lalau, Renan e Fernandinho Beira-Mar têm em comum?

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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DESGRAÇA

Em discurso na Universidade Federal de São Carlos, na terça-feira, Lula disse: "A desgraça de quem não gosta de política é ser governado pela elite". Na verdade, a desgraça é ser governado por corruptos, que sugam o sangue dos seus irmãos. O resultado das eleições comprova isso.

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO

Não bastasse termos a fama em sermos o País onde mais se pratica a corrupção no mundo, somos vistos agora como exportadores da mesma. Ou seja, somos graduados no quesito, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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DEPOIS DO FRACASSO

Segundo Lula, cada vez mais, em vez de negar a política, "a gente tem de fazer política. Porque a desgraça de quem não gosta de política é que é governado por quem gosta. E quem gosta é sempre a minoria, é sempre a elite". Portanto, a grande maioria que derrotou os profissionais da política - começando pelos do PT -, que para ele é a elite, merece governar, diante do fracasso demonstrado inclusive pelo partido do próprio.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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QUESTÃO DE HONESTIDADE

Se o cinismo do "Guru de Garunhuns" o matasse, a nação brasileira, enganada e envergonhada por 13 anos de seus desgovernos, não teria mais a necessidade de ouvir seus impropérios e mentiras, como esta: de que "a desgraça de quem não gosta de política é ser governado pela elite" (sic). Quero lembrá-lo de que governar decentemente não presume que seus líderes sejam ricos ou pobres, mas, sim, honestos. O contrário de fazer de um governo "esquerdoide" uma fonte inesgotável de corrupção, a ponto de este infeliz partido ter deixado quase 13 milhões de brasileiros sem emprego, empresas quase falidas e estatais aparelhadas por "cumpanheros" despreparados. Isso sem contar a derrota estonteante nas urnas em todo o País, felizmente.

João B. Pazinato Neto Pazinato51@hotmail.com

Barueri

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IRREFUTÁVEL

Lula irrefutavelmente comprovou o quanto ele preza a democracia não votando no domingo. Quem não tem mais a capacidade ou condições de votar nunca mais terá a capacidade para ser votado.

Vanderlei Zanetti zanettiv@gmail.com

São Paulo

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NO RABO DA JARARACA

"Por 2018, Ciro tenta atrair governadores petistas" ("Estadão", 1/11). Ciro Gomes vai se aliar aos cacos da esquerda brasileira, a começar pelos governadores do PT, que são cinco - aliás, um deles já está para ser preso e, dos ouros quatro restantes, três já anunciaram a saída do PT. Isso me lembra aquela máxima caipira: o caboclo, quando rola a ribanceira, segura até em rabo de jararaca.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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2018 VEM AÍ

Como em política não há vácuo, tudo indica que em 2018 o PDT, de Carlos Lupi, ocupará o lugar deixado pelo PT após a acachapante e humilhante goleada das urnas este ano. Em vez de Lula, virá o notório Ciro Gomes. A conferir...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DESESPERO

Deve ser brincadeira, Ciro Gomes é o nome escolhido para unir a esquerda? Ele não consegue harmonizar um assunto nem entre duas pessoas!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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'ONDA FURADA'

Dora Kramer fez no "Estadão" uma correta análise dos recentes resultados eleitorais, desvinculando totalmente o massacre dos partidos de esquerda com algum tipo de embate nacional ideológico entre socialismo e liberalismo ("Onda furada", 2/11, A6). Ela cola a irrestrita derrocada das esquerdas na corrupção enlouquecida, acintosamente comandada pelos gravata-vermelha, e no seu destrutivo desatino e irresponsabilidade na administração da economia e das instituições políticas e públicas. Aliás, convenhamos, a apaixonada sociedade brasileira do Fla-Flu está muito distante de ter algum estofo cultural e político mínimo para fazer um saudável embate político-ideológico civilizado.

 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia 

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DORA KRAMER E O PT

 

É de discordar da eminente articulista Dora Kramer (2/11, A6), quando assevera que a ideologia de esquerda nada tem que ver com o PT. Na realidade, o PT e o lulopetismo representam a típica esquerda populista brasileira, assumindo a agremiação política e seu chefe a posição de uma ideologia esquerdista retrógrada e que não só prejudicou o País, como levou à miséria outros, como a Venezuela. Aliás, a esquerda populista, se competir com a direita também populista, acaba perdendo em danos e prejuízos ao País, onde haja o exercício delas. O PT e o lulopetismo representam os autores dos estragos que a esquerda populista pode fazer, em nome de sua predileta ideologia esquerdista.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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A CONFIANÇA DOS BRASILEIROS

Relatório da pesquisa "Índice de Confiança da Justiça" (ICJ Brasil), produzido pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e divulgado em 28 de outubro, aponta que as Forças Armadas lideram o ranking de confiança dos brasileiros (59%), seguidas pela Igreja Católica (57%) e pelo Poder Judiciário, que conta com 29% da confiança da população. Na lanterna da pesquisa da FGV - o que não causou surpresa - estão a Presidência da República (11%), o Congresso Nacional (10%) e os partidos políticos (7%). Se o Brasil entrará nos trilhos com os projetos que estão sendo preparados pelo governo, ainda não dá para saber, mas que a população no momento tem grande aversão à classe política, disso ninguém tem dúvidas.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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É MUITO

Confiança no Judiciário é de apenas 29% da população, diz FGV. 29% é muito. Vejam o caso do Supremo Tribunal Federal (STF): os ministros se omitem a julgar os "n" processos contra o senador Renan Calheiros, julgaram politicamente a desaposentação (e os direitos, onde ficaram?) e há anos também se abstêm de julgar o confisco da poupança de milhões de brasileiros quando da implantação dos Planos Verão e Collor, etc. Agora, quando se trata de autoconcederem auxílio-qualquer-coisa, a celeridade é enorme. Exemplo? Fácil, o auxílio-moradia inventado e proposto pelo juiz Luiz Fux, que foi aprovado e implantado retroativamente. E isso num prazo recorde!

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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CRISE DE REPRESENTATIVIDADE

O preocupante índice de abstenções, votos nulos e em branco observado nos dois turnos das eleições para prefeito em todo o País este ano expõe, além do desinteresse da população, uma crise de representatividade que a classe política não pode e não deve mais ignorar. Urge uma reforma que, entre outras ações, reduza essa quantidade irracional de partidos, meras siglas, e que modifique o processo eleitoral, viciado e garantidor de eternizações de poder. Por outro lado, é imperativa a oxigenação dos mecanismo da Justiça, particularmente os em vigor na Corte Suprema, lenta no sentido de limpar a atmosfera de impunidade de investigados por corrupção que, após, às vezes, um único mandato, têm seus patrimônios estratosfericamente aumentados. Tal panorama contribui para a apatia do povo ora constatada e para a grave perda de confiança nos seus homens públicos e em seu Poder Judiciário, com reflexos na fragilização do próprio Estado Democrático de Direito. Espera-se que a voz da escassez de votos válidos seja ouvida.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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VOTO LIVRE

Os resultados das eleições municipais deste ano confirmaram que, além de não suportar mais a roubalheira dos políticos que ainda envergonham o Congresso - e que não são poucos -, não dá para continuarem com o paternalismo de obrigar os eleitores aptos a participar de um processo democrático igualmente paternalista em vários aspectos. De dois em dois anos, num domingo, pelo menos (uma vez, no caso de turno único). Com todos os avanços alcançados, através das muitas informações oriundas das redes sociais e da mídia tradicional, nos últimos anos, não se justifica, hoje, forçar alguém a sair de casa para votar ou justificar algo que não quer ou acredita. Nem sob a alegação de precisar obter uma maioria em torno de nomes, mesmo porque as abstenções, os votos nulos e brancos têm sido a maioria em muitos lugares Brasil afora, o que, por si só, mostra o desejo por uma reforma política que inclua o voto facultativo. Assim, que as autoridades avancem, também, permitindo que as pessoas votem quando e como quiserem.

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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REFORMA POLÍTICA

O nobre ministro Gilmar Mendes, que, ao contrário da mulher de Cesar, é honesto, mas não parece ser honesto, vive a defender a volta do financiamento privado nas campanhas eleitorais. Cabe perguntar por quê. A Operação Lava Jato já não forneceu todas as respostas a esse nefasto sistema? Por que não adotar no Brasil, ainda, o voto distrital, utilizado há décadas nas democracias mais pujantes do mundo? A falta de dinheiro no pleito de 2016 demonstrou que a hora chegou. Será que será preciso desenhar para o nobre ministro entender?

Jose Severiano Morel Filho zzmorel@icloud.com

Santos

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POLÍTICA RESPONSÁVEL

Pelas informações divulgadas, pode-se prever que nossos políticos se empenharão em preservar seus próprios interesses na reforma política. Para atender aos interesses do País e do povo é preciso: a) tirar os políticos do atual conforto para se eleger; b) eliminar garantias de impunidade que só estimulam a corrupção; c) adotar sistema eleitoral que selecione e eleja os melhores candidatos; d) reduzir o poder dos partidos pelo exagerado valor do fundo partidário; e) receber do governo serviços eficientes.

Caio Barros Caiobarros1000@gmail.com

São Paulo

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TRANSFORMAÇÕES

Se Michel Temer desencadear as reformas fiscal, política, trabalhista e previdenciária, nada a temer. E se, não tremendo, Temer estimular os senhores juízes da Suprema Corte a abandonarem a lentidão e a procrastinação, é razoável imaginar que as transformações iniciadas pela Operação Lava Jato chegarão a bom termo; e o tempo de recuperação dos desmandos lulopetistas reduzir-se-ão ao patamar em que prevaleçam a decência, o sonho e a esperança. Claro, é difícil, mas não impossível. Enfim, a sociedade e, em especial, a juventude poderiam bradar que não resta ao Brasil senão vencer. Esse é o recado das urnas de 2016!

 

Aléssio Ribeiro Souto souto49@yahoo.com

Brasília

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OPERAÇÃO LAVA JATO

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse que a Operação Lava Jato "vai até onde os fatos levarem". Cá entre nós, não é preciso muito, basta seguir o dinheiro, não é mesmo, ministro?

  

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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A OFERTA DO PATRIARCA

É muito pouco o que Emilio Odebrecht oferece: ficar seis meses preso, seu filho fica mais um pouco e logo os dois estarão em liberdade. O mínimo que se espera é que os dois fiquem vários anos na cadeia e saiam de lá com uma mão na frente e outra atrás, tendo todos os bens desapropriados, inclusive e principalmente a maior empreiteira do País. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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A DELAÇÃO DA ODEBRECHT

Se José Serra e Geraldo Alckmin receberam caixa 2 da Odebrecht, foi porque obras como o Metrô de São Paulo, o Rodoanel, etc. foram superfaturadas. A população paulistana, que sofre diariamente até três horas para ir e vir para o trabalho, precisa ser ressarcida, e a única forma que conhecemos é alijá-los do poder e enviá-los a Curitiba também. Agora deu para entender por que todos os partidos querem aprovar no Congresso a anistia ao "caixa 2", como se isso pudesse limpar o passado de lama que envolveu o País. Precisamos passar o Brasil a limpo, doa a quem doer, para que os éticos, honestos e capazes sintam-se com vontade de entrar na política. Que todos sem exceção sejam punidos, porque quem tem bandido de estimação é o PT. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ARENA CORINTHIANS

Confirmados os problemas de estrutura do estádio do Corinthians, é responsabilidade da construtora prover os reparos e arcar com os custos. A dúvida que fica é: se esses custos serão debitados pela Odebrecht na "Planilha Amigo" ou se serão assumidos pela Caixa Econômica Federal, conforme as últimas instruções de dona Dilma Rousseff.

Cláudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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LULA SEM SORTE

 

Esculhambado com a ruína do PT, Lula está mesmo num inferno astral. Sofreu mais dois revezes, além dos processos a que responde. Agora, o problema é com o "mimo" que a Odebrecht deu ao homem mais honesto do país, pois a Arena Corinthians está, literalmente, fazendo água com a possibilidade de se tornar uma nova catástrofe tipo "Mariana". O outro problema é a determinação da diretoria petista em desfiliar do partido os condenados pela Justiça. Êta homem sem sorte, sô! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ANISTIA AO CAIXA 2

O pessoal do Congresso Nacional (ou seria Cambalacho, como o povo já apelidou?) está armando a sacanagem de instituir anistia geral para todos os políticos premiados com caixa 2. A origem desse dinheiro está no desvio de bilhões de reais de obras públicas, orçadas em custos vergonhosos, que a Operação Lava Jato tem revelado, e que envolvem empreiteiras do porte da Odebrecht. Foram desvios facilitados, por exemplo, pelo governo federal petista, que entrou para a história como o mais corrupto da história do País. Se a politicalha teimar nesta sacanagem de anistia, eu não gostaria que terminasse assim, mas, como não temos forças para impedir que isso aconteça, só restaria mesmo uma posição de nossas Forças Armadas contra essa safadeza. Estas têm-se mantido num mutismo total, como forma de pagar o pecado dos 20 anos de ditadura, mas esta armação no Congresso, agora, não dá para deixar passar.

 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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CAIXA 2 É CRIME OU NÃO?

Será que existe alguma diferença entre os políticos que "apenas" receberam dinheiro para caixa 2 para suas campanhas e aqueles que, além de receberem dinheiro para caixa 2, também o receberam para enriquecer, adquirindo imóveis em nome de laranjas e abastecendo suas contas bancárias em paraísos fiscais? Será que são farinha do mesmo saco? Será que é tudo joio ou dá para separar o joio do trigo? Enfim, será que depois das delações da família Odebrecht ainda teremos ânimo para votar nas próximas eleições? Tomara que até 2018 a Operação Lava Jato me responda essas questões.

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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REFORMA DO CONGRESSO

Que tal aproveitarmos a onda da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, do teto dos gastos públicos, e enviarmos também por medida provisória uma proposta de limite para os gastos dos senhores parlamentares, nossos "dignos" representantes? Começaríamos pela drástica redução do número exagerado de 513 deputados federais, aproveitando para retirar de lá os "300 picaretas" citados pelo nosso mestre e ex-presidente Lula. No Senado, para que 81 parlamentares? Não bastaria apenas um para cada Estado da Federação, reduzindo também esse número tão elevado para apenas 27? Lembremos que, antes da ditadura, eram apenas dois para cada Estado. O nosso país não suporta mais estes gastos tão desnecessários.

Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo

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O TAMANHO CERTO

Tenho recebido pelas redes sociais muitos abaixo-assinados pedindo para reduzir o número de deputados e senadores ora para 385, ora para 250, e de 81 para 54. Não assinei nenhum deles, pois achei a redução proposta irrisória. Não há trabalho para tanta gente. Considerando que nosso país tem um PIB que é 1/5 do americano, sugiro, numa conta simples, reduzir o número dos atuais deputados para 102. E os senadores, na mesma proporção, o que daria 15 ou 16. Somos cinco regiões, então daria três senadores por região. E utilizaríamos o mesmo fator para reduzir deputados estaduais e vereadores. Isso, sim, é um ajuste fiscal. E moral.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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MENOS PARTIDOS

A redução do número de partidos políticos de 35 para 9 não vai ser a solução definitiva para a atual situação da política brasileira, já que o desejado seria, também, reduzir o número excessivo de parlamentares, mas já será um primeiro passo no sentido de permitir ao eleitor entender quem defende o quê, com os partidos que permanecerem podendo marcar melhor as suas posições ideológicas, além de acabar com os indesejáveis partidos de aluguel.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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O QUINTO PODER

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e especialistas, 5.570 municípios brasileiros empregam 6 milhões de servidores na ativa; 26 Estados e o Distrito Federal (Brasília), 3,12 milhões; a União, 1,9 milhão, totalizando mais de 11 milhões de cargos públicos. Considerando a população de 210 milhões de brasileiros, há 1,9 servidor para cada habitante. O Executivo se omite na gestão buscando não melindrar partidos e caciques políticos. Nos Legislativos das três esferas sobram assessores, motoristas, garçons, médicos e dentistas, enquanto a população é carente do básico em saúde e educação. O Judiciário, com respaldo do Supremo Tribunal Federal, cria custos adicionais incorporando ajudas inconcebíveis. Os salários e outras traquinagens inventadas pelos nossos políticos consomem 12% do PIB brasileiro (R$ 1,5 trilhão). Sem dúvida, geramos um quinto poder: o servidor público nos Três Poderes. E sabem quem paga essa conta? Nós! Precisamos exigir que isso mude do atual descalabro total ao razoável, ou afundaremos todos neste barco chamado Brasil. O Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul estão aí para comprovar.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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TETO

Sugiro que seja proposta uma PEC que limite todos os vencimentos dos funcionalismos públicos diversos, tanto do Judiciário quanto do Legislativo e do Executivo, a um teto não superior a 20 vezes o valor do salário mínimo nacional. Se os políticos realmente forem patriotas, humanistas e bem intencionados, acredito que verão nesta Proposta de Emenda à Constituição um caminho correto para a solução de grande parte de nossos problemas orçamentários.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro 

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A CRISE NOS ESTADOS

A grande maioria dos Estados e municípios brasileiros está em situação financeira deplorável e o governo federal não tem condições de ajudá-los. É dramático. Qual o motivo disso? O fato de que governadores e prefeitos, a exemplo do que aconteceu com a presidente da República, desenvolveram métodos criativos para burlar sua obrigação de responsabilidade fiscal. Antes de mais nada, é preciso rever a Lei de Responsabilidade Fiscal, tão importante, estabelecendo critérios e procedimentos sérios, além de competências. Depois, chorar amargamente o leite derramado. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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RIO, UM ESTADO FALIDO

Manchete do "Estadão" de 29/10: "Rio estuda taxação de até 30% em salário de servidor". Ou seja, governos relapsos, que nos últimos anos não cortaram despesas improdutivas, se lambuzaram na orgia dos superfaturamentos e levaram à bancarrota o Estado do Rio de Janeiro, agora, anunciam querer contribuição previdenciária cavalar de seus servidores públicos de até 30%, e alegam que também estão sem recursos para pagar o 13.º salário. O governador licenciado Luiz Fernando Pezão (PMDB) diz que a queda da arrecadação com o ICMS é que gerou esta penúria nas finanças do Rio. E que, depois de um rombo nas contas do Estado de R$ 10,8 bilhões em 2015, neste ano a cifra pode chegar a R$ 20 bilhões. Ora, Pezão, a crise econômica que vivemos atinge fortemente todos os Estados da Federação. Porém governos como o do Ceará, o do Espírito Santo, o de Goiás e o de São Paulo, entre outros, em tempo hábil e com responsabilidade administraram seus recursos. Hoje eles, se não nadam em dinheiro, pelo menos fazem funcionar com regularidade todos os serviços essenciais, sem humilhar a população, como infelizmente acontece com o povo do Rio de Janeiro.  Na realidade, a administração do Estado do Rio se mostra tão desastrosa como foi a do PT com o País.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ESTARRECEDOR

Segundo dados inéditos que serão divulgados em novembro pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2015 foram cometidos 58.383 crimes violentos letais intencionais, homicídios, latrocínios, lesão corporal seguida de morte e vítimas de ações policiais, o que representa 160 vidas perdidas diariamente, número superior às mortes (55.219) ocorridas, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, na Síria, no mesmo período. E nessa estatística não estão incluídos os dolosos crimes cometidos no trânsito, por bebedeiras, velocidade, etc. E as autoridades vêm a público e se vangloriam de que as ocorrências diminuíram 1,2% em 2015, em relação a 2014, e na maioria das vezes citam a velha desculpa de sempre: "Coitado, estava na hora e no local errados"... Ou seja, não podemos mais frequentar uma academia ou ir ao clube, ao banco, ao shopping ou simplesmente caminhar por ruas e avenidas, pois há sempre um facínora à espreita. A verdade é que em local errado estão a maioria dos políticos, que para serem eleitos colocam a segurança na vanguarda e, no entanto, entra ano, sai ano, continua uma lástima, uma vergonha. E nós é que somos os errados!

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí 

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A LEI ACIMA DE TODOS

Causou perplexidade a notícia de que policiais militares teriam ajudado a livrar o ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo Ivo Sartori de apuração de acidente em que seu carro bateu em uma moto, causando ferimentos na motociclista Joelma, 33, em São Paulo, em 2012. Em casos como este, todo e qualquer cidadão tem a obrigação de ir ao distrito policial prestar esclarecimentos à autoridade policial. Havendo vítima com lesões, os fatos têm de ser apurados. A lei é igual para todos, e ninguém está acima dela. No Estado Democrático de Direito não se admitem privilégios e protecionismos de qualquer natureza. Deve haver o respeito e a obediência ao espírito público e republicano, mais ainda em e tratando de ocupantes de cargos públicos, que deveriam ser os primeiros a dar o bom exemplo. Foi justamente Sartori quem, decidido pela anulação das condenações dos policiais militares no massacre do Carandiru, de 1992, afirmou que deveriam ter sido absolvidos por terem agido "em legítima defesa".

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO NOS EUA

Se as pesquisas se confirmarem e a vitória de Donald Trump se tornar uma realidade, não tenho mais dúvida: cada país tem o apedeuta que merece. Nós nos livramos de um, mas será que a América terá tempo de se livrar do troglodita deles?

Eduardo A. de Campos Pires eacpires@gmail.com

São Paulo

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CORRENTE UNIVERSAL

Contra a praga Donald Trump, segundo as pesquisas à frente de Hillary Clinton, sugiro uma corrente de orações universal (sem trocadilho com o prefeito eleito do Rio, Marcelo Crivella), para livrar os Estados Unidos e o mundo desta figura insuportável e medonha.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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A ELEIÇÃO DE UM PRINCÍPIO

Como um político do tipo Trump pode ganhar a eleição nos EUA? Simples: as três colunas que forjaram os EUA foram a Constituição de estadistas; a "América para os americanos", do estadista Monroe; e "trabalho duro, ao invés de créditos e juros", do outro estadista Lincoln. Os americanos estavam olhando mais para fora do que para dentro, puxando o carro sem graxa dos direitos sem deveres da era pós-guerra fria. Simplesmente estão retornando ao princípio de "primeiro, o próprio umbigo", ainda que sem o estadismo típico de sua formação. Está-se elegendo um "princípio", não um estadista, que nem de longe são Trump ou Hillary Clinton.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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A DISPUTA E O WIKILEAKS

Com as informações publicadas pelo Wikileaks - aquele, do comunista baderneiro Julian Assange - a respeito de Hillary Clinton, buscando desqualificá-la à beira das eleições e favorecendo Donald Trump, ficam claras algumas coisas: 1) Assange quer que Trump ganhe. Mas, esperem, Assange é de esquerda, e o Partido Republicano é de direita. Sim, mas Trump é um entreguista. E, então, entra o próximo personagem; 2) Vladmir Putin quer maior influência no Ocidente. Sabe que Hillary, mesmo com a lista interminável de defeitos dos Clinton, jamais compactuaria com um párea nefasto como ele, o presidente - ditador - da Rússia. Já Trump é um homem de negócios. Ele não tem patriotismo, tem um preço. E Putin quer pagar. Eis que, portanto, os obscuros interesses totalitários da Rússia, a outrora comunista União Soviética (que morreu, mas deixou suas crias), patrocinam o Wikileaks, para vazar o que é do interesse de Putin e, assim, desestabilizar os cenários políticos do Ocidente, favorecendo marionetes do ex-KGB, agora "presidente". E Assange, canalha oportunista que é, faz aquilo que lhe pedem, já que provavelmente Putin paga bem e patrocina a intifada anarquista do fundador deste câncer que é o Wikileaks. Que mundo é este?

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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