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Redação, O Estado de S.Paulo

20 Novembro 2016 | 04h00

FALÊNCIA DO RIO

Royalties do petróleo

O governo fluminense atribui à queda do preço do petróleo e à consequente queda dos royalties recebidos a principal razão da crise no Estado do Rio de Janeiro. Até aí, tudo bem (ou tudo mal). Mas essa queda de preços não deveria refletir-se nos demais setores da economia, propiciando menores encargos para a indústria e os demais consumidores? Não foi o que se viu. E a recapitalização da Petrobrás não pode ser usada como desculpa, pois bem antes do estouro da Lava Jato os preços já estavam em queda. Então, mesmo considerando todos os desmandos na Petrobrás e a crise que se abateu sobre o Rio de Janeiro, alguns fatos sobre a produção petrolífera e o pagamento de royalties carecem de esclarecimento. Nossa principal estatal deve explicações sobre o total da extração de petróleo que realiza e qual parcela dessa produção é processada em nossas refinarias. Em outras palavras, queremos saber quanto exportamos de petróleo bruto e quanto importamos de produtos finais. Seria muito embaraçoso se estivéssemos "exportando laranjas e importando suco".

Nestor R. Pereira Filho

rodrigues-nestor@ig.com.br 

São Paulo

Promiscuidade

Celso Ming está certo ao afirmar que a falência do Rio de Janeiro se deve à irresponsabilidade, imprevidência e a sinais dados pelo governo federal, que permitiu a gastança muito acima do que se arrecadava (O Rio dos desgovernos, 18/11, B2). Por mais propina que Sérgio Cabral tenha recebido – R$ 256 milhões, segundo os procuradores –, isso é nada perto do rombo de mais de R$ 17 bilhões de reais nas contas do Estado. O mesmo com a Petrobrás: a empresa registrou que a corrupção custou R$ 6 bilhões, enquanto o rombo de suas contas atinge centenas de bilhões. Então, dizer que a corrupção provocou rombos bilionários é demagogia, esconder o sol com a peneira. A corrupção prosperou num ambiente de promiscuidade com as contas. Sobrepreço, projetos equivocados, etc., demonstram falta de controle interno dos governos e empresas estatais, além de tribunais de contas incompetentes ou cooptados.

Milton Akira Kiyotani

miltonak@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Cabral & Cia.

O serviço de Cabral & Cia. foi tão eficiente que deve ter provocado inveja, se não ira, nos petistas. Afinal, foi mais eficaz que Lula, Dirceu e todo o PT juntos, sem ter nas mãos uma empresa do porte da Petrobrás, por exemplo. Só que um dia a casa cai...

ARY BRAGA PACHECO FILHO

ary.pacheco.filho@gmail.com

Brasília 

Presídios e hospitais

Os ex-governadores Garotinho e Cabral não estarão arrependidos de não terem construído mais e melhores presídios, para até duas pessoas por cela? E de não proverem os hospitais com melhores recursos? Seria bom outros governadores pensarem a respeito, podem vir a precisar...

Gilberto Abu Gannam

gilbgag1@hotmail.com

Piracaia

Anseio

Nossa corrupção sistêmica: uns poucos presidentes e vices, alguns senadores, mais deputados federais, alguns governadores... Imagino quando as investigações começarem a alcançar as centenas de deputados estaduais, os milhares de prefeitos e dezenas de milhares de vereadores que infelicitam este pobre país, que se tornou o campeão da corrupção. Nossas dívidas interna e externa finalmente poderão ser pagas e sobrará muito dinheiro para educação e saúde!

Roberto Cardieri Ferreira

roberto1283@terra.com.br

Ilha Solteira

Segunda instância

O STF confirmou que réus condenados em segunda instância poderão começar imediatamente a cumprir a pena, independentemente de recursos aos tribunais superiores. Boa notícia para o início da moralidade pública no Brasil. Seria interessante sabermos se essa decisão também é válida para políticos condenados em segunda instância por improbidade administrativa. Se sim, e sendo políticos, eles continuarão usufruindo os habituais privilégios que temos visto? Muitos candidatos a prefeito e a vereador condenados em segunda instância disputaram normalmente as eleições de outubro, mediante a concessão de liminares. Oxalá os infratores políticos estejam incluídos e percam esses privilégios, ficando impedidos de disputar eleições ou de tomar posse caso tenham sido eleitos. O povo brasileiro agradece.

Mateus Salinas Peres

msalinasperes@yahoo.com

Botucatu

Lava Jato

A Lava Jato está montando uma superseleção de políticos e grandes empresários corruptos. Não causou surpresa nenhuma a prisão de Garotinho e Sérgio Cabral, com certeza outros políticos de peso serão apanhados. Sabemos que corrupção e safadeza não vão acabar nunca, mas só o fato de saber que o pilantra, se for apanhado, terá de passar uma temporada na prisão já nos anima. O que precisamos é de penas mais duras e do confisco total dos bens dos envolvidos. E a cereja desse bolo que está sendo preparado e assado pelo juiz Sergio Moro é aquele que está recorrendo à ONU alegando ser vítima de perseguição.

José Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

Só rindo

Lula processa e pede condenação de Moro à prisão por “abuso de autoridade”. É a mesma coisa que um navio pousar no Aeroporto de Congonhas e um avião atracar no Porto de Santos.

Vanderlei Zanetti

zanettiv@gmail.com

São Paulo

A jararaca alucinada ainda não esclareceu o que poderiam ganhar o juiz Sergio Moro e o Ministério Público Federal por tramarem contra ele.

Arlete Pacheco

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Moro no Senado

O procurador Deltan Dallagnol, em entrevista do jornal (18/11), tem razão quando diz que a “lei está nas mãos de quem será punido”. Essa incongruência faz parte da nossa nefasta cultura tupiniquim. Se não por essa, mas por outras razões, se eu pudesse dar um conselho ao juiz Sergio Moro, convidado para se manifestar no Senado a respeito do projeto de lei de abuso de autoridade, eu diria que o nobre magistrado não falasse em corda em casa de enforcados. O probo senador Renan Calheiros certamente não o convidou pelos relevantes serviços prestados à sociedade.

Dárcio Mendonça Falcão

dmfalcao@aasp.org.br

São Paulo

“Os advogados de Lula entraram na Justiça com pedido de prisão do juiz Sergio Moro. São uns pândegos”

Euclides Rossignoli / Avaré, sobre o 'mais honesto'

euclidesrossignoli@gmail.com

“Lula e família pedem a prisão de Moro por  ‘abuso de autoridade’.  Por investigar e descobrir o que eles não queriam? Que bizarrice!”

Sérgio Eckermann Passos / Porto Feliz, idem

sepassos@yahoo.com.br

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