Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2016 | 03h00

GOVERNO TEMER

Caroço no angu

A simples exoneração a pedido de Geddel Vieira de Lima não deve ser motivo para o assunto ser encerrado. Há perguntas a ser feitas. Quanto ele pagou pelo apartamento? Por quanto a construtora vendeu ou está vendendo as unidades? O pagamento ou os pagamentos foram feitos pelo sistema bancário ou em dinheiro? Essas perguntas precisam ser respondidas para que ele não alegue que não é dono da propriedade, que desistiu da opção de compra, etc., o mesmo ardil alegado por Lula. É preciso ver se nesse angu não há caroço.

MAURO DE CAMPOS ADORNO FILHO

maurinhoadorno@gmail.com

Mogi-Mirim

O pai da crise

O pedido de demissão de Geddel chegou tarde. O soberbo ministro baiano perdeu o cargo e a vista para o mar que teria de seu apartamento no Edifício La Vue, pivô da mais recente crise. Mas esta se deve à falta de pulso do presidente Michel Temer. Dias atrás, quando Marcelo Calero fez a grave denúncia contra o amigo de Temer, a demissão deveria ter sido logo consumada. Ainda mais porque Geddel confirmou ter solicitado a Calero parecer favorável à construção, hoje embargada, do tal edifício, encravado numa área tombada de construções históricas, em Salvador, o que seria ilícito. Diante disso, o presidente deveria pedir desculpas à Nação por mais uma crise que por pura falta de pulso não foi evitada.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Frustração

A ascensão de Michel Temer ao poder, resultado de exigência da sociedade em face da corrupção e da incompetência do PT na condução da política, mostra-se frustrante diante das atitudes titubeantes do presidente, em nome, segundo suas convicções, da governabilidade. Nomeações para ministérios e postos-chave de aliados envolvidos em processos, inércia na tomada de decisões relativas ao necessário afastamento, declarações infelizes, como a que há pouco recomendou cautela na prisão do Lula, temendo instabilidade, entre outras atitudes lamentáveis, não favorecem a retomada do desenvolvimento e demonstram, ao lado das tentativas desesperadas de parlamentares de eternizar um clima de impunidade pela anistia de crimes decorrentes de caixa 2, algo de que já se desconfiava, ou seja, que os grandes problemas nacionais não estavam concentrados só no âmbito do PT, mas diluídos por todos os partidos em que se abriga uma classe política pragmática e zeladora somente dos seus interesses paroquiais.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Alienados

Aquelas inquietas mãos do presidente Temer no Roda Viva de 14/11 sugeriam certa apreensão, agora confirmada no episódio Geddel, provavelmente a ponta de um iceberg. Aliás, a tentativa de blindar o boquirroto, declarada na mesma ocasião, já permitia antever algo em comum dessa tal “zelite” empoleirada há muito tempo nos postos-chave da República. Aquela que não se peja de legislar em causa própria, como agora na Câmara dos Deputados, com despudoradas ações para esfarelar as “dez medidas contra a corrupção”, menosprezando o desejo popular. Parece que essa “zelite” não percebeu os sinais dos novos tempos, advindos do clamor popular, que passou a exigir respeito à coisa pública e leis iguais para todos, sem nenhuma distinção.

ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA

acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

Os congressistas tenham cuidado, estão mexendo com fogo.

EDGARD MOURÃO FILHO

edgardmourao@hotmail.com

Santos

Caixa 2

A tentativa de anistia é o último suspiro das oligarquias e do coronelismo que sempre dominaram a política brasileira.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

PEC do Teto

No início de outubro o presidente Temer promoveu um encontro no Palácio da Alvorada, onde reuniu número expressivo de parlamentares, visando a consolidar os conceitos presentes na PEC do Teto dos gastos e promover sua aprovação. Pois bem, recomendo voltar a reunir os parlamentares já, para evitar a anistia de crimes associados a doações eleitorais não registradas, o caixa 2. Se não atuar nesse sentido, a própria PEC do Teto tenderá a não passar no Congresso do modo como se almeja. É a oportunidade que o presidente tem de mostrar respeito aos brasileiros e impedir retrocessos significativos. O que mais queremos é reconstruir o Brasil tão logo quanto possível. Com ordem e progresso.

BRUNO FERNANDO RIFFEL

brunofriffel@gmail.com

Araxá (MG)

CORRUPÇÃO

Muita pressão

O governo, o Senado e a Câmara recebem muita pressão para atender à pressão das ruas e da oposição para darem solução à infinidade de problemas que a era Lula-Dilma deixou na mão do novo governo. Não adianta querer resolver tudo de uma vez, é preciso eleger prioridades e dar solução ao longo do tempo. No momento, as prioridades estão na área econômica, para tirar o País de recessão e voltar a crescer. Quanto à corrupção, deixemo-la por conta da Operação Lava Jato. Misturar assuntos na Câmara e no Senado complica a situação do governo. Alguém já disse: cada coisa no seu devido tempo. Caso contrário, a situação do governo só tende a piorar. Temer precisa abrir os olhos! Senão a casa cai.

TOSHIO ICIZUCA

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

A Operação Lava Jato, apesar de eventuais desmandos, é a única esperança de os meus netos verem o Brasil melhor.

SERGIO VICTOR MILRED

milred@uol.com.br

São Paulo

Projeto imperioso

É inacreditável que um projeto de combate à corrupção, de amplo interesse da população, ainda não tenha sido posto em votação pelo Congresso por causa das muitas emendas urdidas por vários parlamentares. Não podemos crer que haja tanta discussão para a aprovação dessa iniciativa, imperiosa para pôr cobro a esse malefício horrendo que é a corrupção, a qual prejudica tanto o nosso país. Sabemos muito bem que esse projeto, se aprovado, anula os interesses daqueles que, no poder, trabalham apenas para o bem de seus bolsos, não pelo Brasil.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

NÃO BASTA SER PRESIDENTE

O cargo de presidente da República deve ser respeitado até mesmo pelo próprio, pois ele não é dono do cargo, mas, sim, os brasileiros. É inadmissível que Michel Temer chame ao palácio o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero e, subliminarmente, determine que ele “atenda” aos reclamos de outro ministro, Geddel Vieira Lima, que comprou, por milhões de reais, um apartamento num edifício em Salvador (BA) cuja obra estava embargada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O ministro Geddel, teria dito Temer, andava muito irritado. Todos sabem que Michel Temer, sempre que pressionado, “treme na base”. Esta foi mais uma prova de que Temer, chamado de “presidente”, tudo faz pelo bem-estar de sua caterva. Não basta ser presidente, tem de honrar o cargo.

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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AS GRAVAÇÕES, OUTRA VEZ

A revelação de que o ex-ministro da Cultura gravou escondido diálogos com Michel Temer e dois ministros, antes de deixar o cargo, mostra o clima de desconfiança reinante entre os auxiliares do presidente. É preciso tratar convenientemente a questão, pois há o risco de a desconfiança estender-se pela comunidade e, até, internacionalmente. O presidente precisa, no mínimo, rever a composição de sua equipe e nela só manter gente honesta, de sua efetiva confiança e que nele confie. Desde o surgimento do gravador de microfita muitos insatisfeitos gravaram seus oponentes e acabaram por cassar-lhes os mandatos. A possibilidade de ser gravado clandestinamente é um grande problema. Não deveria haver entre as altas autoridades da República, que não representam só a si mesmas, mas toda a Nação. Se cuida, presidente.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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IMPEACHMENT NÃO CABE

A palavra “impeachment”, instituto da língua inglesa acolhido pela nossa Constituição federal, é um processo político-criminal que se instaura principalmente contra o presidente da República e contra outros órgãos da alta administração do país, como ministros de Estado, governadores, ministro do Supremo Tribunal Federal, procurador-geral da República, com a finalidade de cassar-lhes o exercício do cargo por crime de responsabilidade criminal oriundo de atos por eles praticados em suas administrações funcionais que venham em prejuízo da Nação. Hoje, o afastamento definitivo da ex-presidente Dilma, por crime de responsabilidade, é um exemplo incontestável, pelo prejuízo que causou à Nação pela prática de atos que já são do conhecimento do povo. Agora, a oposição do legítimo governo do presidente Temer, com a míngua de argumentos jurídicos e de fatos que possam justificar um impeachment contra ele, e para desmoralizar o instituto constitucional, quer banalizá-lo. Dizia o “Estadão” na sexta-feira: “Oposição no Congresso já fala em impeachment” contra Temer. E qual o principal fundamento? A revelação do depoimento do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero à Polícia Federal “apontando pressão do presidente Michel Temer para resolver a liberação do empreendimento imobiliário em Salvador onde o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, comprou um apartamento”. O líder da oposição no Senado, Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou que a assessoria da bancada vai verificar que medida pode tomar contra a declaração do ex-ministro. Seria má-fé? É como diz o ditado popular: quem não tem cachorro caça com gato.

Antonio Brandileone

abrandileone@uol.com.br

Assis

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PONTE PARA FUTURO SOMBRIO

Viva o Brasil! Dilma Rousseff caiu! Feito o legítimo impeachment, o tempo passa, o tempo voa e o Brasil não continua numa boa. Com a Câmara dos Deputados e o Senado tentando anistiar malfeitores e seus familiares e mudar leis contra a corrupção para pior, chega-se à conclusão de que só houve, com o impeachment, uma troca de ratos. Temer, ora, Temer, não defende veto a uma possível lei que anistia corruptos nem pune ministro de Estado que usa o cargo para interesses pessoais. Está óbvio que tem rabo preso com corruptos, já que coloca a máquina do Executivo à disposição destes. Parece que a tal ponte liga o País a um futuro sombrio.

José Eduardo Z. Elias

zambonelias@hotmail.com

Marília

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O ÚLTIMO ESCÂNDALO

Depois desta última “palhaçada”, mais uma vez, quem mais perde somos nós, os brasileiros comuns!

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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E AGORA?

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, um dos cargos mais importantes do governo federal, apresentou seu desligamento do cargo, diante das pressões e denúncias contra suas atitudes em relação a um imóvel que adquiriu recentemente. Como fica, agora, a situação dos parlamentares que o apoiaram? E mais: quem será o próximo a ser afastado, porque em seis meses de governo Temer seis foram os ministros afastados. E cabe ainda uma indagação: será que algum jurista vai apresentar um pedido de impeachment do presidente? Ou estes acontecimentos são fatos normais?

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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ENTRA E SAI

O presidente Michel Temer disse que saída de ministros é “normal em qualquer governo”. Presidente, saída de ministros pode até ser normal, mas seis ministros em seis meses? Aí já é demais.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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JOGO DOS PALITOS

Temer jogou os palitos ao acaso e, agora, não consegue retirar alguns sem mexer com as demais.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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NÃO ACEITAMOS MAIS

Muitos disseram que o caso envolvendo o ex-ministro Geddel Vieira Lima era coisa pequena, mas se esqueceram de que foi a gota d’água. Quem nunca presenciou um político misturando o público com o privado? A estrada asfaltada até a porta da “fazenda”, em detrimento da comunidade? Jeitinho para esconder imóveis da Receita Federal, sabe-se lá com que meios, negados ao trabalhador comum? Empreguismo de familiares que só fazem número, porque quem trabalha mesmo é o funcionário de carreira? Compra de imóvel antecipado na bacia das almas, para depois vendê-lo ao município, Estado ou União, supervalorizado? Jeitinho para livrá-los juridicamente de casos escabrosos até nos rincões brasileiros? Venda de gabaritos para concurso público? Aposentadoria antecipada sem contribuição? E por aí vai. O que os políticos não entenderam é que o brasileiro acordou e não permitirá mais que Geddels, Renans, Sarneys e Lulas continuem fazendo o povo de bobo. Este tipo de políticos não aceitaremos mais. Chega!

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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MUDANÇA NA BERLINDA

O casal Eduardo Cunha e Cláudia Cruz deve estar dando pulos de alegria com a quase ausência de más notícias sobre eles na mídia nos últimos dias. Isso por causa do estouro do escândalo Geddel, e, principalmente, com a descoberta da vida luxuosa e extravagante, alimentada por propinas e negócios escusos, do novo casal ostentação Sérgio Cabral Filho e Adriana Ancelmo.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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CASAS DE TOLERÂNCIA

O Congresso Nacional e a Presidência da República tornaram-se autênticas casas de tolerância, onde não se enxerga qualquer resquício de pudor. A canalhice é praticada com absoluta naturalidade, como parte dos usos e costumes. Os Geddéis chafurdam na lama das patifarias, com total solidariedade de seus pares.  A malandragem é atributo valorizado e os malandros são verdadeiros artistas do embuste. O Senado é presidido por uma figura carimbada por 12 processos no Supremo, sem falar de seu passado tenebroso. O presidente da República é uma raposa felpuda que perde o pelo, mas não perde a manha. A tudo assiste, tudo aprova, tudo tolera, com um ar de Madre Teresa de Calcutá, sob o pretexto de manter a governabilidade. Até quando abusarão de nossa paciência? Até quando toleraremos essa esbórnia?

Hélio de Lima Carvalho

hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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TIRO NO PÉ

A crise Geddel, na prática, é um tiro no pé da frente política pela anistia do caixa 2. Temer que o diga!

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com

São Paulo

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POLÍTICOS APAVORADOS

Não é com a dengue ou com outra praga qualquer que a classe política em Brasília anda apavorada. O vírus que pode infectar estes eleitos pelo povo é o da delação de dezenas de diretores da construtora Odebrecht, que está sendo formalizada pelo Ministério Público Federal. Porém o primeiro sintoma desse possível contágio vem com a perda de sono ou o pesadelo com a Polícia Federal. Isso porque se especula que nesta delação mais de 200 nomes de políticos foram citados por supostamente terem recebido propina desta empresa, e a qualquer momento esses nomes podem ser divulgados pela nossa imprensa. Por isso o Congresso, mesmo sob grande pressão popular, tenta na calada da noite aprovar medidas espúrias para consolidar uma anistia irrestrita para seus corruptos e enterrar de vez a Operação Lava Jato. Assim como Berlusconi, conseguiu enterrar a Operação Mãos Limpas, na Itália, décadas atrás... Não creio que isso ocorra no Brasil, já que a indignação do povo brasileiro com a corrupção, incentivada pelo PT, é muito mais forte do que as ameaças de picaretagem dos congressistas para anular as investigações do petrolão. Mas não custa ficar de olho!

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DESGASTE DESNECESSÁRIO

O Legislativo se apavora com as informações que recebe sobre a delação da Odebrecht. Políticos desnorteados partem para o vale-tudo, avalizados pelo líder da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Planejam um pacote de benefícios para reverter a penalização do caixa 2, para preservação dos próprios cargos. Uma operação de tal envergadura não é certamente desconhecida do Poder Executivo, que tem na costura política um ponto forte. O trabalho de inviabilização do projeto anticorrupção e sua substituição por jabuticabas e jabutis não é definitivamente uma decisão democrática. Com isso o Legislativo dá um tiro no pé em mais uma desmoralização, selando a baixa avaliação que recebe da população. O Executivo também é prejudicado pelos respingos da liderança que exerce. Não será esta a melhor forma de conduzir o País. Se a urdidura for bem-sucedida no Legislativo, certamente sofrerá sanções, seja pelo Judiciário, seja por manifestações populares. Um desgaste desnecessário num momento de tantas frentes impopulares.

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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SEM ARREPENDIMENTOS

O deputado Rodrigo Maia regressou recentemente de uma visita ao Vaticano, parecendo não ter sofrido qualquer modificação em suas já decididas predisposições de atuação política. E, assim, aparentando enraizada insensibilidade a diversos e insistentes clamores públicos que não querem ver prosperar a chamada anistia ao caixa 2, mantém-se fiel à sua disposição de perdoar todos os pecados, embora sem nenhuma confissão.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro

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MAIS GOLPE...

Na calada da noite, que é quando os bandidos se reúnem para estudar ações golpistas, deputados federais tentaram de toda forma manter impunes os envolvidos em corrupção. Espero que só tenham ganhado uma profunda insônia.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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LEI ANTICORRUPÇÃO

“(...) entrará em vigor na data da sua publicação. Para os delitos tipificados nesta Lei, cometidos anteriormente a ela, aplicar-se-á a legislação vigente na data do delito”. Seria simples e normal tal dispositivo, se a maioria dos nossos parlamentares tivesse um mínimo de decência. No Brasil atual, nunca faz tanta falta o voto distrital com recall do presidencialismo americano, que o jornalista Fernão Lara Mesquita, do “Estadão”, defende, por meio do qual o eleitor pode destituir o parlamentar que não estiver honrando o seu mandato. Como medida anticorrupção, o “recall” seria a bala de prata no combate aos políticos safados.

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br

Valinhos

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É CRIME!

A então ministra Cármen Lúcia, hoje presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou em 2012, durante o julgamento do mensalão: “Caixa 2 é crime; caixa 2 é uma agressão à sociedade brasileira; caixa 2 compromete, mesmo que tivesse sido isso, ou só isso; e isso não é só; e isso não é pouco!”. É irresistível o cotejo de tal ponto de vista, digno de todo o crédito, com a afirmação enfática sobre o tema, em defesa da respectiva anistia, do vice-líder Carlos Marun (PMDB-MS), dando conta de que qualquer promotor público sabe que lei penal não retroage e que, portanto, o crime citado pela ilustre magistrada há mais de quatro anos não pode ser considerado como tal, até que tipificado. A junção das duas visões com o posicionamento do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), segundo o qual a pressão da sociedade é legítima, o que é óbvio, desde que um poder não queira subjugar outro, torna o cidadão comum confuso, e ele passa a desconfiar de suas principais autoridades. O pior é que essa mesma sociedade, em nome da qual os políticos deveriam atuar, vê, entre envergonhada e apreensiva, desfilar diante dela um espetáculo deprimente de corporativismo criminoso e aguarda, meio adormecida, o desfecho dessa tragédia grega vulgar. Está mais do que na hora de despertar!

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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PARLAMENTO DESACREDITADO

Há poucos dias, um grupo de pessoas invadiu a Câmara dos Deputados. Foi a maior balbúrdia: de um lado, elogiavam o juiz Sérgio Moro; de outro, clamavam pela volta dos generais. Os parlamentares reagiram estupefatos, indignados com a falta de respeito para com aquela honrada Casa, verdadeira afronta à democracia, ato de vândalos, nazistas! Todavia, analisando agora aquele ato, à luz do que está acontecendo, neste momento, naquele Parlamento, o que vemos não é a realização de um trabalho sério, honesto, em prol da criação de normas que, de fato, visem a coibir a corrupção que grassa solta neste país. O que nos deparamos é com um verdadeiro conluio entre os “300 picaretas” lá existentes (como certa vez bem disse Lula, com sua experiência política) com o propósito cínico e deslavado de simplesmente se livrarem de provável condenação por atos espúrios antes praticados e que ora temem ser revelados nas delações que estão por acontecer. E aquela invasão, na verdade, parece ser simbólica da total descrença do povo no trabalho desses parlamentares sempre mais preocupados em legislar em benefício próprio, mesquinho, indecente, em vez de verdadeiramente em favor da moralidade que os brasileiros de bem tanto esperam.

Aurélio Quaranta

relyo.quar@gmail.com

São Paulo

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SABEDORIA

O Brasil precisaria refletir muito sobre a seguinte sabedoria milenar da obra clássica “O Bhagavadgita”. Ela nos mostra o caminho superior de sacrifício que devemos trilhar para sair da lama ética, moral e de bons costumes atual. Diz o Senhor a Arjuna: “Há muito tempo o Senhor dos homens reuniu pessoas dispostas ao sacrifício e disse: ‘Por esse meio vocês se multiplicarão; que seja essa a fonte de sua abundância. Agrade os deuses pelo sacrifício e os deuses retribuirão atendendo aos seus desejos. Somente um ladrão consome o que lhe foi dado como presente sem corresponder aos que lhe fizeram a oferta’” (Capítulo III, vers. 10-12). Pelos filhos, netos e futuras gerações, vamos todos dar nossa cota de sacrifício aos “deuses” brasileiros – os nossos ideais maiores. Eles certamente nos ajudarão a sair desta encruzilhada tão difícil e preocupante em que nos encontramos. Quem tem ouvidos que ouça!  Quem tem percepção que entenda!

Silvano Corrêa

scorrea@uol.com.br

São Paulo

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ASSUNTOS ENROSCADOS

O que será que sai antes: a prisão do ex-presidente Lula ou a delação da Odebrecht?

Ulysses Fernandes Nunes Jr

Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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CRISE NO GOVERNO TEMER

Bem que eu queria que deixassem Dilma Rousseff e Lula sangrarem até o fim, porque ninguém iria consertar o País em pouco tempo sem se sujeitar às concessões que os políticos exigem. Logo, logo, as hashtags #voltalula e #voltadilma vão “pipocar” por todos os lados, infelizmente. Pobre Brasil.

Victor Hugo

victor-raposo@uol.com.br

São Paulo

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PASSO ATRÁS

Enquanto não puserem Lula na prisão, o Brasil corre risco grave de voltar às mãos da organização criminosa PT. Se em 2017 ele se candidatar, o Brasil já era.

Roberto Moreira da Silva

rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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ENTÃO O TRIPLEX É DE LULA?

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou um discurso para um congresso de professores em Serra Negra (SP) para atacar a imprensa e a força-tarefa da Operação Lava Jato. Em sua fala, Lula afirmou que investigadores e jornalistas são tendenciosos quando se trata dele. A narrativa já é conhecida e tem sido adotada até pela defesa nos tribunais. No entanto, a aposta na tese de perseguição não saiu como o planejado: o petista escorregou no discurso e falou mais do que devia quando tentou comparar a atenção dada às denúncias contra ele, no caso envolvendo um tríplex no Guarujá, com o apartamento comprado pelo ministro da Secretaria de Governo Michel Temer, Geddel Vieira Lima, em Salvador (que motivou a saída de Marcelo Calero do Ministério da Cultura e a demissão do próprio Geddel).

Zureia Baruch Jr

zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

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ROMBO NO FIES

O Tribunal de Contas da União (TCU) descobriu um rombo de cerca de R$ 20 bilhões na gestão do Financiamento Estudantil (Fies) nos governos Lula e Dilma. São citados os ex-ministros Fernando Haddad, atual prefeito de São Paulo; Aloizio Mercadante e José Henrique Paim, entre outros. É impressionante como o PT predou este país. Entre algumas das irregularidades, foi descoberto que alunos filhos das elites, tão combatidas pelo partido, conseguiam créditos e que os filhos dos pobres eram preteridos, numa total inversão de valores, provando que o PT tem um discurso na teoria e outro na prática! Parece que os escândalos são infinitos. Não tem um setor, um programa em que não sejam encontradas irregularidades, para usar um eufemismo. Enquanto isso, o País sangra: caos na saúde, na educação, na segurança, nos transportes, etc. O PT implantou a piratocracia neste combalido e roubado país. Soluções? Aumentar impostos; eliminar empregos, tirar direitos dos trabalhadores, dificultar ao máximo as aposentadorias e pensões, enfim, tirar de quem já não tem mais nada, enquanto os políticos fazem o que querem. Qualquer denúncia, é só pedir a prisão do acusador ou dos juízes.

José Milton Galindo

galindo52@hotmail.com

Eldorado

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DESCALABRO

Alguém precisa avisar aos ex-alunos da PUC que eles não devem pagar os boletos de cobrança bancária no valor de R$ 150 para ajudar o Fundo de Financiamento Estudantil, Fies. O parecer do TCU deixa claro que o Fies precisa de revisão urgente, antes que alguém coloque mais dinheiro nele. O problema, segundo o TCU, não é falta de recursos, mas, sim, falta de gestão e desvirtuamento de propósitos, descalabros, pedaladas e dívida escondida de R$ 3,1 bilhões.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CRISE NO RIO DE JANEIRO

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio verificou que a linha 4 do Metrô teve um sobrepreço de R$ 2,2 bilhões. Constatou, ainda, aditivos contratuais feitos irregularmente, além de outras irregularidades. A questão é: quem vai pagar por isso? Quem são os responsáveis por isso? A verdade é que o Estado do Rio fez uma farra com o dinheiro público para a Olimpíada e a Copa do Mundo. Quebraram o Estado, literalmente. Agora, uma pergunta: por que o TCE só agora se manifesta sobre isso?

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESTADOS FALIDOS

O primeiro Estado brasileiro a decretar calamidade financeira foi o Rio de Janeiro, mesmo após sediar a Olimpíada 2016. Na última semana foi a vez do Rio Grande do Sul. Quantos mais decretarão, antes de o Brasil autodecretar sua falência? Mesmo após sediar a Copa 2014... A propósito, nos 13 anos em que tivemos o petelulismo no “pudê”, praticando a livre corrupção, com a qual dilapidaram o Brasil e escorcharam a população, tiveram a cara de pau e a petulância de sediar os dois eventos gastando nada menos que R$ 66 bilhões.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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O CRIME E A CRISE

O Brasil assistiu com grande satisfação às prisões dos ex-governadores do Estado do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Sérgio Cabral. Políticos da pior espécie. Dois lobos travestidos de cordeiros que, utilizando-se de discursos populistas, enganaram o povo do Estado do Rio durante quase 15 anos. Incluo nessa soma o mandato de Rosinha, que Garotinho conseguiu fazer governadora. Como não estar em crise financeira aquele Estado, diante de tanta irresponsabilidade administrativa e corrupção desenfreada? Os servidores públicos do Estado do Rio precisam rechaçar com veemência o “pacotão” de ajuste de Luiz Fernando Pezão. É uma pouca vergonha tirar de quem está há muito tempo lambendo o prato para amenizar a fome. O cárcere é o lugar ideal para este tipo de políticos. O Brasil aguarda ansioso pela prisão do maioral. 

Jeovah Ferreira

jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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INTERVENÇÃO

O sentimento de perigo iminente que sentíamos com a euforia da Copa do Mundo de futebol, a Olimpíada e as obras implementadas na capital fluminense consolidou-se com as prisões de dois ex-governadores. Anthony Garotinho e Sérgio Cabral são os exemplos simbólicos e concretos do descalabro do Estado. Corrupção a rodo, inépcia administrativa, irresponsabilidade nos gastos, insegurança pública, carência de espírito público e excesso de ganância privada são os males que arruinaram os cidadãos. A prisão do atual governador Luiz Fernando Pezão poderá ser o próximo capítulo, mas os problemas continuarão. A solução deve passar pela intervenção federal. O dinheiro deverá vir por meio de um empréstimo internacional. A caução dos futuros royalties do petróleo devem garantir a operação desde que sejam tomadas as providências para ceifar os excessos de proventos dos três poderes estaduais. Este status quo se deve a maldição do petróleo, já provada pelos casos do México, Venezuela, Arábia Saudita, Irã dentre outros: dos 20 maiores exportadores de petróleo do mundo, 16 são ditaduras.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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