Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

29 Novembro 2016 | 04h00

GOVERNO TEMER

Engolindo sapos

O ex-ministro Marcelo Calero confirmou ter gravado um diálogo com o presidente Michel Temer e outros membros do governo. Fez muito bem em se defender preventivamente de difamações. Geddel Vieira Lima, conhecido de outros carnavais, é simplesmente imoral, dissimulado e não poderia envolver o presidente na defesa de seus interesses particulares, complicando as ações do governo, que tenta pôr o País nos trilhos. O presidente Temer errou em se envolver nesse episódio. Mas não poderia agir de outra forma, pois seus objetivos são maiores: votar os projetos econômicos. O assunto tornou-se um caso complicado de inversão de valores, o que não permitiu a Calero, funcionário de princípios, admitir fatos que atentassem contra sua honra. Por isso pediu demissão e se saiu muito bem, preservando sua reputação de homem de bem. Lamento que o presidente seja obrigado a engolir sapos por algo maior, mais relevante: salvar o pouco que resta de esperança para tirar o País da recessão.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

De indignidade

O sr. Michel Temer diz que “gravar um presidente é quase indigno”. Podemos concordar com a observação do ex-vice-presidente. Mas indigno mesmo é um presidente dar motivo para a indignidade de ter sua fala gravada.

Mário Rubens Costa

costamar31@terra.com.br

Campinas 

Um presidente com comportamento republicano nada tem a temer de gravações de suas conversas. Indigno é o culto dos políticos a um tipo de lealdade em que os eleitores ficam de fora.

Luiz Adelino de Almeida Prado

laap@terra.com.br

São Paulo

O erro do presidente

No encontro com Calero, o presidente sugeriu ao então ministro “construir uma saída”, o que equivale ao famoso jeitinho, ou ir contra a Constituição que ele jurou defender ao tomar posse. Esse episódio deixa Temer numa posição desconfortável e incerta até as eleições de 2018.

Marcos Abrão

m.abrao@terra.com.br

São Paulo

Tolerância com malfeitos

Cuidado, Temer. A Dilllma caiu não só pelas pedaladas, mas muito mais pela inépcia e pela tolerância com os malfeitos de gente que pensa que está lá para olhar no espelho e se perguntar: “O que posso fazer por mim hoje?”.

Cecilia Centurion

ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

Impeachment não é vendeta

Os “fora Temer” e a oposição querem o impeachment do presidente por causa do episódio Geddel Vieira Lima. Acontece que os motivos de impeachment estão exaurientemente previstos no artigo 85 da Constituição. São os denominados “crimes de responsabilidade”. Teórica e hipoteticamente, só poderíamos capitular a conduta do presidente em seu inciso V – atentar contra a probidade na administração. Mas não vemos improbidade na conduta de, antes de adotar uma decisão, o presidente solicitar parecer da Advocacia-Geral da União ou ouvir outros auxiliares. É como o empregador prudente que, diante da hipótese de um empregado acusado de ter cometido falta grave, previamente ouve sua assessoria jurídica. Não há política nesta observação, apenas a lembrança de um professor de Direito Constitucional ao dizer que “na Austrália até canguru conhece a Constituição”.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

A MORTE DO DITADOR

Ponto final

Para muitos, um herói de guerra; para outros, um ditador brutal. Seja o que for, a morte de Fidel Castro parece dizer que sempre haverá um ponto final para tudo. Até para a tirania.

Nerivan Silva

nfsilva35@gmail.com 

Tatuí

Julgamento da História

Fidel Castro libertou Cuba de um tirano e implantou uma ditadura tão ou mais tirana que a de Fulgêncio Batista. A História não perdoa homens assim, nem os absolve. Fidel ficará, sim, nos livros escolares e nas enciclopédias, não como um libertador, mas como um déspota sanguinário que iludiu seu povo ao se manter no poder por tanto tempo, com mão de ferro.

Carlos Fabian S. de Oliveira

seof_dr@hotmail.com

Campos dos Goytacazes (RJ)

Sem dúvida, Fidel Castro foi um líder e, como tal, uma pessoa para quem não se tinha meio-termo. Lendo as várias manifestações na mídia, percebo que alguns foram honestos e reconheceram as sensíveis modificações sociais que ele introduziu em seu país, não ignorando, porém, o rastro de sangue que deixou ao abater os opositores. E o que sobrou? Um país que teve uma evolução extraordinária nos campos da saúde e educação, desaguando numa potência esportiva. Em contrapartida, por uma quinzena percorri o interior cubano num velho Peugeot alugado, caindo aos pedaços, e convivi com um povo cheio de problemas: crianças debaixo das janelas dos hotéis pedindo sabonetes aos turistas; senhores vendendo bicarbonato para escovar os dentes, num mercado de mirradas verduras e piso de terra batida; um pastor metodista cuja igreja lhe pagava US$ 10 por mês e não conseguia recursos para trocar o vidro de uma janela; um crente vendendo sua blusa de lã para comprar remédio para a esposa... Esses e outros fatos, tão ou mais tristes, são o meu depoimento sobre como era a Cuba de dez anos atrás. Certamente o Frei Betto, chamando Fidel Castro de “meu amigo”, visitou apenas os palácios e as casas dos poucos abastados. Não pode ser amigo de um religioso quem dirigiu um país com mão de ferro por quase meio século e com um povo com essas carências. A presente geração de cubanos está pouco “se lixando” para o velho ditador. Está é atrás de smartphones e tênis de grife.

Éden A. Santos

edensantos@uol.com.br

São Paulo

Mérito

O maior mérito de Fidel foi não ter acabado com o Buena Vista Social Club e seus artistas.

Helcio Veronesi

heverona@gmail.com

Santo André

Cuba castrada

Se Raúl Castro tiver um mínimo de juízo, decretará liberdade de imprensa e de expressão e libertará todos os dissidentes presos. A castração de Cuba já durou tempo demais.

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

A entrevista do trio

Se o estrago atingindo o Planalto está feito com o episódio do ex-ministro Geddel Vieira Lima, o presidente Michel Temer, pressionado pela opinião pública e na companhia dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de forma republicana convocou no domingo uma coletiva de imprensa para dizer que vai vetar qualquer projeto que seja aprovado no Congresso e dê aos políticos anistia irrestrita ao caixa 2. Renan e Maia disseram que assinam embaixo. Será?

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Suas excelências

No pronunciamento tripartite das presidências da República, do Senado e da Câmara, Michel Temer declarou: “(...) nós acordamos que (...)”. O acordamos em questão seria do verbo concordar? Melhor seria se fosse no sentido de despertar. O povo não dorme mais de touca, já suas excelências seguem no seu sonho de que tudo podem, sem quaisquer consequências.

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Aposta arriscada

A bandidagem do Congresso está jogando todas as suas fichas tentando anistiar o caixa 2. Deputados e senadores que usufruíram do dinheiro de caixa 2 advindo de operações ilícitas estão com suas barbas de molho, sabem que tudo será revelado, é só uma questão de tempo. Mais dia, menos dia, todos cairão nas garras da Operação Lava Jato, mais precisamente, no colo do juiz Sérgio Moro.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

‘O caixa 2 e o diabo a quatro’

Aconselho os parlamentares que apoiam esta indecência que leiam o artigo “O caixa 2 e o diabo a quatro” (27/11, A2), de lavra do nobre ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto. Ainda há tempo para reflexão!

Arnaldo Ravacci

arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

Contra a corrupção para comer mais

Apenas para registrar que, mais uma vez, com sua habitual humildade, Carlos Ayres Britto leciona ao País inteiro, mas em especial para aqueles cuja função típica é legislar: o Congresso, mais precisamente aos sabichões presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Pois é, para ambos, não há que falar de anistia ao caixa 2 porque “não tem anistia para um crime que não existe”, disse Maia. E Renan anuiu: “Como você pode fazer anistia de um crime que não está cominado?”. “Estamos tratando dessas 10 medidas de combate à corrupção e, dentro delas, a possibilidade de você não criminalizar o caixa 2 do passado, mas isso não significa anistia”, argumentou. E, então, vem Carlos Ayres Britto, em artigo publicado no “Estadão” de domingo (27/11), intitulado “O caixa 2 e o diabo a quatro”, e traz o artigo 350 do Código Eleitoral (Lei 4.737/65) à reflexão: “Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais”. Então não há dúvida de que existe delito que os “fazedores de leis” fizeram, e se esqueceram. Então que aprendam: 1) há conduta tipificada como crime, sim, e pretérita à muitas eleições; 2) há previsão constitucional pertinente ao dever de prestação de contas das agremiações partidárias à Justiça Eleitoral (artigo 17, III, da Constituição federal); e, finalmente, 3) “a anistia é instituto jurídico de exceção”. (...) “Não pode ser usual, razão pela qual a lei que a institui só pode ser específica. Específica ou monotemática. Lei de um só conteúdo ou ‘que regule exclusivamente’ uma dada matéria, como didaticamente preceitua a Constituição (artigo 150, § 6.º)”. Direto, preciso e exaustivo no tratamento da questão, talvez os presidentes das Casas Legislativas parem com este discurso mentiroso e de utilizar um pacote anticorrupção para corromper ainda mais. Fico exausta. Acho que ficamos todos. 

Andrea Metne Arnaut

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

Nó em pingo d'água

Como eu não vi o texto que “eles” pretendem aprovar para caracterizar como crime (?) o caixa 2, estou realmente confuso! Se a utilização de recursos não contabilizados ou informados contabilmente ou ao Fisco caracteriza, hoje, crime de falsidade ideológica e/ou crime tributário, ambos puníveis, inclusive com prisão, o que realmente querem aprovar? Criar uma categoria específica de crime para os políticos, como se os políticos não fossem até hoje puníveis por esses crimes como quaisquer cidadãos? Não entendo! Só lendo a proposta para ver como pretendem dar “nó em pingo d’água”.

Jorge Alves

jorgersalves@gmail.com

Jaú

Pacote anticorrupção

Congresso e povo: quem abana quem?

Cássio Mascarenhas de Rezende Camargos

cassiocam@terra.com.br

São Paulo

A voz das ruas

Parece que o presidente Michel Temer recebeu e assimilou o aviso das ruas e das redes sociais sobre a possível anistia ao crime de caixa 2. Avisou aos presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente Rodrigo Maia e Renan Calheiros, que, caso fosse aprovada a imoral matéria, ele a iria vetar. Não há como legitimar o cometimento de um grave delito, especialmente em favor de um corporativismo condenável. A atitude de Michel Temer foi oportuna e adequada.

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Vox Populi, Vox Dei

Finalmente Temer decidiu vetar a anistia ao caixa 2 após reunião com os presidentes do Senado e da Câmara Federal. Sentiu a pressão das ruas. O brasileiro finalmente acordou.

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Democracia fortalecida

A voz da classe média nas ruas é um novo ator político. Enquadrou os parlamentares para decidirem pelo impeachment e enquadra o governo Temer, Renan Calheiros e Rodrigo Maia para impedirem anistiar corrupções. Viva a democracia fortalecida!

Harald Hellmuth

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Teatrinho

Assisti a uma boa parte do pronunciamento conjunto do presidente Michel Temer, do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do presidente do Senado, Renan Calheiros. Preferiram este comunicado em conjunto para mostrarem sintonia? Mostrarem que estão falando a mesma linguagem? Pode ser, mas algumas coisas nas entrelinhas do pronunciamento do presidente da Câmara soaram esquisitas. Perguntado sobre a votação da anistia para o caixa 2, disse que não será votada. Ninguém apresentou emenda ao projeto, logo, pelo regimento da Câmara, ele não pode ser apreciado. Mas havia articulação nos bastidores e nos corredores, e ele disse que a desconhecia. Desconhecia, deputado? Então não sabes o que se passa na sua casa? Era público e notório. A mídia está aí para confirmar. Comportamento estranho, deputado. Está explicado por que um grupo de manifestantes foi à sua residência no Rio protestar. Embora os três tenham dito que o projeto de anistia não será votado, não senti firmeza na declaração. Pelo simples fato de que, se alguém apresentar uma emenda ao projeto e tiver as assinaturas necessárias, terá de ser apreciado. Mesmo o presidente da Câmara exigindo votação nominal (aliás, não sei por que todas não são nominais), terá de ser apreciado. Para o corrupto tanto faz ser nominal ou não. Corrupto é corrupto. Não tem vergonha de mostrar a cara. E se for votada e aprovada pelo plenário? O presidente tem o poder de veto – e disse que vetará –, mas o veto do presidente pode ser derrubado. Então esta questão ainda está muito nebulosa. Com todo respeito aos três, este teatrinho não me convenceu.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Está difícil...

Na coletiva de imprensa do presidente Michel Temer, Renan Calheiros e Rodrigo Maia estavam com perfeitas caras de paisagem, mas com muitas nuvens negras...

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Temer e o golpe do veto

Esta conversa do trio Temer, Renan e Maia de que, mesmo que a Câmara vote pró lei que salve a pele dos políticos envolvidos com o propinoduto das empreiteiras, o presidente a vetará. Ele veta e ela volta para a cambada, que derrubará o veto, não é assim que funciona? Espero que façam votação nominal, para saber como votará o deputado que levou meu voto.

Laércio Zannini

zanini.edna@hotmail.com

São Paulo

Agora é só coragem

Michel Temer desafiou para que tornem públicas as conversas gravadas pelo ex-ministro Marcelo Calero, mas corre um grande risco de aumentar a crise política em que ele próprio vive e se tornar refém de seu próprio pedido. Por iniciativa de seus assessores, tenta mostrar que, apesar de lento, é o presidente. A “voz das ruas” está tirando o seu sono, pois era feliz como “vice”, e não sabia.

Júlio Roberto Ayres Brisola

robrisola@uol.com.br

São Paulo

O presidente e a credibilidade

O presidente de um país tem de ter credibilidade, pois ela é fundamental para a governabilidade. Infelizmente, é o que falta neste momento ao presidente Michel Temer depois do vergonhoso episódio do ex-ministro Geddel Vieira Lima. O ex-presidente Fernando Henrique Cardozo afirmou que “o momento é de travessia”. Para mim, o momento de travessia começou no início do atual governo. A exemplo do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Melo, substituído pelo seu vice-presidente, eleito na mesma chapa que ele, o presidente Temer foi eleito na mesma chapa da ex-presidente Dilma Rousseff. Assim, em ambos os casos, a base aliada não se alterou. Itamar Franco percebeu desde sua posse que o momento era de travessia, como agora declarou FHC, e, aparentemente, o presidente Temer ainda não se convenceu do fato. O ex-ministro Geddel, não há como negar, tomou uma atitude indesculpável ao tentar forçar – esse é o termo correto – o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero a quebrar o seu galho no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) num problema particular e acintosamente irregular. O presidente, por sua vez, procurou interferir em favor de Geddel, quando “aconselhou” o então ministro da Cultura a consultar a Advocacia-Geral da União (AGU). É claro que não foi um conselho. Um presidente da República não aconselha, determina, e, no caso, não tinha por que, pois o assunto era de competência do Iphan, e não da AGU. No sábado, o “Estadão” estampou em sua primeira página a manchete “Temer promete ‘alguém que não esteja metido em nada’ para o lugar de Geddel”. Ora, ele assumiu o governo com a economia em frangalhos e em meio à Operação Lava Jato. Lógico que desde o início era um momento de travessia, portanto deveria de imediato nomear ministros, pessoas que fossem sem sombra de dúvida honestas e competentes. Não o fez, preferiu nomeá-los em função dos acordos políticos, e, em seis meses, foi obrigado a trocar seis ministros, a maioria por estar envolvida de alguma forma com o ilícito. Nossos políticos, de modo geral, ainda não se convenceram de que a população não admite mais que desonestos e espertalhões continuam a mamar nas tetas da Nação, enquanto a grande maioria tem de trabalhar e sofrer bem mais que o necessário para compensar tanta roubalheira e incompetência. O presidente tem de decidir de uma vez por todas se quer governar para o bem do País e da população ou para acomodar amigos de longa data e correligionários. A realidade de 12 milhões de desempregados e uma inflação que julgávamos superada não podem conviver com espertalhões como o agora ex-ministro da Secretaria do Governo e outros que poluem o Congresso Nacional.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Fundo do poço

Manchete do “Estadão” de 26/11: “Temer promete ‘alguém que não esteja metido em nada’ para lugar de Geddel”. A que ponto chegamos! A classe política brasileira está falida. Procura-se um homem honesto para um cargo de relevância no Planalto, que seja íntegro e livre de qualquer suspeita. A dificuldade é grande. A maracutaia anda solta. Os interesses pessoais se sobrepõem aos nacionais. Não há mais amor à Pátria. Os vendilhões se prestam  por qualquer saco de moedas. É triste de ver que este cenário abrange todos os partidos, com raríssimas exceções. Na calada da noite, apresentam emendas para favorecer aqueles que de uma maneira ou de outra transgrediram a lei. Os princípios éticos foram jogados na lata do lixo. Estamos no fundo do poço.

José Olinto Olivotto Soares

jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

Só na Suécia

“Alguém que não esteja envolvido em nada.” Ministros de Temer já foram defenestrados por envolvimento em ladroagens. Outros estão na mira dos caçadores de corruptos. Se ele pretende encontrar um político honrado, tem de ir buscar no Parlamento da Suécia.

Mario Eduardo Dezonne Pacheco Fernandes

mmpfa@uol.com.br

São Paulo

Constrangedor

Governo amparado pelo ilibado e marajá Geddel constrangedor e lamentável se torna.

Pedro Armellini

paarmellini08@gmail.com

Amparo

Temer, Geddel e Calero

No episódio Geddel e Marcelo Calero, a conduta inadequada restou inteiramente configurada. No mínimo, inabilidade de Temer e ousadia de Geddel. Quanto a Marcelo Calero, que, segundo reportagens, teria feito gravações secretas de conversas com o presidente, não acredito que seja um santinho. Se ele fez a acusação que fez, e dizem ser corajosa, e gravou, como dizem ter gravado, seria suficientemente inteligente para fazer o mesmo quando foi secretário do governador Sérgio Cabral, por um longo período, conforme seu currículo exibido em TV. No meio de tanta falcatrua agora aflorada, o expert e inteligente secretário de Cultura do Estado do Rio de Janeiro não viu nada, não percebeu nada, não reclamou de nada? Mesmo em tempos de Copa do Mundo e Olimpíada? Tenho direito de exercer a desconfiança. De todos.

José Roberto Cicolim

jrobcicolim@uol.com.br

Cordeirópolis

Mistério

Disse o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero que se sentiu pressionado e por causa disso fez gravações e se dirigiu à Polícia Federal para expor sua situação constrangedora. Não precisava, bastava ter remetido a questão à Advocacia-Geral da União (AGU), como aconselhou o presidente da República, uma vez que se trata de um órgão técnico, comandado por pessoa habilitada para se manifestar em conflitos de interesse de ordem jurídica. Por que não o fez? Parece que há algo de estranho entre os céus e o reino tupiniquim! 

Arlete Pacheco

rlpach@uol.com.br

Iranhaém

Calero, Calero...

Calero, Calero, de onde saiu este nome? Calero bom músico soprou forte o trombone e tocou a Marcha Fúnebre para uma Marionete de Gounot para seu opressor Geddel Vieira Lima sentir o tema para o que viria. As notas lentas e ritmadas atingiram Temer e Padilha sem pudor e sem mentira quando a segunda partitura ainda não havia sido interpretada. Calero bom exorcista espremeu Geddel para fora do tumor da política nacional, expondo uma velha ferida vermelha cor da estrela petista. Calero, bom coveiro, cavou fundo e larga a cova de Geddel, já defunto, e deixou que o féretro das redes sociais levassem o corpo do bunodonte inerte para dentro da fossa onde os vermes petistas o aguardavam famintos. Tudo o que Geddel queria era construir seu ninho no alto do prédio mais alto do Centro Histórico de Salvador para que lá em cima, depois de chocados, seus pequeninos aprendessem também a rapinar a carne acebolada dos contribuintes pequeninos e apetitosos que transitam lá embaixo. Mas Calero, bom destruidor de sonhos, ouviu os gritos da Semideusa Iphan proibindo a reedição da torre de Babel sobre a história de Salvador, e o sonho de Geddel soçobrou, virou pó, cinzas e terra arrasada. Calero, bom Seigneur de Bayard, “sans peur et sans reproche”, deixou sua marca nos poucos dias que pisou o solo sagrado da Cultura, onde a Deusa Palas Atena ainda reina acima da infâmia, da roubalheira e da ignorância. E Palas Atena venceu. Calero, bom súdito, trouxe os ditames da Deusa no escudo de suas armas: “Sacudirei a minha lança luminosa na escuridão para que a Cultura prevaleça”. E o pior ainda está por vir, disse Calero, bom operador de escuta clandestina.

Francisco E. Doria Dreux

fdreux@terra.com.br

São Paulo

Altamente indigno

Segundo o ilibado Michel Temer, “gravar um presidente da República é quase indigno”. Seguindo tal linha de raciocínio, crime praticado por funcionário público em que exige para si ou para outrem vantagem indevida, direta ou indiretamente, recebe o nome de concussão e tem previsão legal no Código Penal Brasileiro e sanções como pena de reclusão e perda do cargo, o que, se comparado com a gravação, é no mínimo altamente indigno, principalmente quando praticado pela autoridade máxima do País. Essa lamentável declaração e a omissão de seu indecente papel em mais uma ópera bufa em seu breve mandato deixam claro que em sua distorcida percepção brasileiros de bem são simplesmente idiotas e assim devem ser tratados por esta corja que se intitula de políticos, mas que na verdade sabemos muito bem o que são.

Renato Otto Ortlepp

renatotto@hotmail.com

São Paulo

Indignidade

O presidente disse que as gravações feitas pelo ex-ministro Calero eram indignas. Indigno é apoiar interesses pessoais sobre os interesses do País, nomear para os mais altos cargos da administração figuras investigadas por corrupção, apoiar nas trevas anistia para criminosos, fazer vista grossa para lavagem de dinheiro (via repatriação) para parentes de políticos, enfim, sequestrar a esperança do povo brasileiro. Um constitucionalista que não compreende situações tão básicas merece no mínimo ter seu registro na OAB cassado.

Ely Weinstein

elyw@terra.com.br

São Paulo

Aécio Neves

Impressionante a indignação do presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, contra a suposta gravação de conversas de Marcelo Calero com Michel Temer. Aécio quer apuração sobre o ex-ministro, sem nada dizer de Temer e seus asseclas, os verdadeiros réus do imbróglio. Menos, Aécio!

Oswaldo Baptista Pereira Filho

oswaldocps@terra.com.br

Campinas

Virtude ou delito?

Eduardo Cunha e Marcelo Calero, virtuosos ou delituosos? Não importa. Ambos prestaram relevante serviço à democracia brasileira. São, pois, benignos. Que a Justiça resolva o que lhe diz respeito.

Isabel Krause dos Santos Rocha Souto

souto49@yahoo.com

Brasília

Protesto fora de hora

No domingo, o PT e seus satélites foram à Avenida Paulista protestar contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do teto de gastos e contra a anistia ao caixa 2, mesmo sabendo que a anistia já era assunto liquidado. Agora, vão propor o impeachment de Michel Temer, mesmo sabendo da sua inviabilidade. Querem antecipar o pleito de 2018, pouco se importando com o que isso possa representar ao País. Já passou da hora de as esquerdas terem um pouco de recato e autocrítica. Aceitarem que, do jeito que o País estava, o PT não podia continuar no poder, e que o substituto legal de Dilma é Temer, gostemos ou não gostemos dele. Há de aceitar que não estamos num momento de campanha eleitoral, quando os ânimos e as paixões costumam aflorar. O momento é de trabalho propositivo e sincero para tirar o País da crise. Em 1.º de janeiro teremos a posse dos prefeitos e vereadores eleitos em outubro. Os governos federal e estaduais entrarão no segundo biênio, e o melhor é que tenham condições de cumprir suas metas de trabalho para, no primeiro dia de 2019, entregar regularmente o poder àqueles que emergirem de eleições livres e democráticas em 2018. O momento exige inteligência, equilíbrio, racionalidade e, até, patriotismo.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

A morte de Fidel Castro

Fidel Castro, o ditador que se disfarçou de libertador. Ao fim, foi pior do que Fulgêncio Batista, que derrubou. Deixou Cuba sem liberdade e sem verdade. Todavia, foi excelente hipnotizador de alguns poucos intelectuais e líderes de esquerda com vida efêmera e governos de insucesso, regados a corrupção e dedicação indisfarçável aos prazeres do materialismo.

Sérgio A. da Silva Filho

aranhafilho@aasp.org.br

Garça

Herança para Cuba

Com a morte de Fidel Castro, o futuro de Cuba passou a ser alvo das mais variadas especulações, todas com iguais probabilidades de ocorrência. Fala-se em democratização da política, em abertura da economia, no sentido de acolher investimentos estrangeiros, incluindo a adoção de um modelo chinês adaptado às condições da ilha, além de outras alternativas mais liberais ou ortodoxas e conservadoras. Embora o que vem pela frente esteja sempre carregado de incertezas, no caso da nação caribenha as amplitudes de possíveis transformações são altas, o que faz com que a vida da população seja afetada por considerável grau de imprevisibilidade. É lamentável que a revolução cubana, cujo propósito inicial era tão somente defenestrar um governo autoritário, se tenha transformado na mais longa e sanguinária ditadura do continente, responsável por arrastar o mundo a uma quase hecatombe nuclear, deixando como legado ao seu povo um melancólico panorama de pobreza e atraso, sem perspectiva de futuro.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Legado político

Se o legado social de Fidel Castro foi ter feito de Cuba referência mundial em educação e saúde primária, o político foi o de ter substituído uma ditadura por outra.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

Ditadura longeva

Em Cuba, o “paredón” foi o principal argumento de Fidel Castro para conferir longevidade ao seu governo.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

Prestação de contas

O ex-ditador, genocida e comunista de Cuba por mais de meio século morreu e embarcou para o além a fim de prestar contas a Deus, cujo juízo é infalível. Que alívio sentem hoje os cubanos e a humanidade cristã.

Benone Augusto de Paiva

benonepaiva@gmail.com

São Paulo

Cuba livre

Fidel Castro, um ser desprezível, nunca deixou de ser o que sempre foi: um tirano cruel, semelhante a qualquer tiranozinho de aldeia. Não é porque morreu que se tornou bom. Somente comunistas e uma corja de políticos hipócritas podem render homenagens a este verdugo caribenho. Viva Cuba livre!

Abdiel Reis Dourado

abdiel@terra.com.br

São Paulo

Oba-oba

Fiquei admirado com o oba-oba feito a Fidel Castro por ocasião da morte desse ditador brutal que tanto prejudicou o povo cubano. Lembrei-me de uma frase uma vez citada por um amigo português: “Morreu o Manuel, ladrão pirata e assassino. Mas que, se lhe tirando esses defeitos, era excelente pessoa”. Quanto a Frei Betto (“Fidel, meu amigo”, “Estadão”, 27/11, X6), ouvi dizer que ele tirou a batina. Se for verdade, manter o “frei” antes do nome é pior que hipocrisia, é falsidade ideológica.

Luiz Alevato Pinto Grijó

uiz.grijo@gmail.com

São Paulo

Mito ou carrasco?

Que legado Fidel Castro vai deixar para o povo cubano? Muitos o têm como herói, outros o veem como carrasco que privou o povo cubano por 49 anos de liberdade, algo imperativo na vida de uma pessoa, depois da saúde. A história terá um julgamento difícil a fazer sobre o mito Fidel Castro, morto aos 90 anos, o que não significa o fim de uma dinastia do regime que é a ditadura mais longa da história latino-americana. Fidel foi um grande líder, carismático e popular, amado por uns e odiado por outros, não há dúvida sobre isso. A pergunta que fica sem resposta é: ele foi de fato herói do povo ou um tremendo carrasco ditador, que, assim como seu antecessor, Fulgêncio Batista, mandou matar milhares de pessoas em nome de um regime e governou o país como se fosse um brinquedo seu? Ele era o último dos revolucionários do século 20 que vislumbravam um mundo socialista e comunista. Errou redondamente. Durante a dinastia Castro, ninguém nunca saberá quantas pessoas que não rezavam sua cartilha ele mandou prender e matar no “paredón”. Por outro lado, o regime castrista teve alguns êxitos, como abolir o analfabetismo, melhorar o sistema médico da ilha e transformar Cuba numa potência olímpica. Mas a que custo, já que sofria embargo ferrenho dos Estados Unidos? Matar oposicionistas e prendê-los eram seu esporte preferido, assim como proibir a liberdade de expressão e de ir e vir dos cubanos e reprimir direitos democráticos. Esse é o legado de Fidel Castro. Que seu exemplo não sirva para outros aprendizes de ditador. Ele já foi tarde!                                                        

Turíbio Liberatto

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

Freud explica?

A verdade é que, durante um tempo prolongadíssimo de opressão e intimidação na condição de refém do ditador Fidel Castro, o povo cubano, consciente ou inconscientemente, desenvolveu o que se usa chamar de síndrome de Estocolmo, ou seja, admiração, lealdade e até amor pelo opressor. O resto é história!

Maria Elisa Amaral

marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

Irreal

Nunca vi uma descrição tão distorcida da realidade como a feita por Marcelo Rubens Paiva (“Vá para Cuba?!”, “Estadão”, 28/11). Parece que o levaram a um parque de diversões e ele achou que era Cuba. Será que ele foi mesmo à ilha-prisão?

Rubens Sousa Pinto Filho

rubanfilho@hotmail.com

São Paulo

O dinheiro dos outros

A frase que admite que o socialismo “funciona enquanto dura o dinheiro dos outros” foi amplamente confirmada nos 50 anos da “gestão” Fidel. Neste ponto ele foi um gênio: tomou US$ 30 bilhões da Rússia e um pouco menos do Brasil e da Venezuela. Fantástico!

Victório Canteruccio

vicv@terra.com.br

São Paulo

Liberdade

Será que os brasileiros que adoraram e bajularam tanto Fidel Castro se mudariam para Cuba para viverem com toda a “liberdade” que existe lá? Ou, então, gostariam que Fidel fosse ditador no Brasil, como foi em Cuba? Cercear a liberdade de uma pessoa é tão hediondo quanto matá-la.

Vanderlei Zanetti

zanettiv@gmail.com

São Paulo


O santo Fideal

Os estranhos tempos que estamos vivendo tiveram uma amostra ridícula – e aterradora – nas manifestações que surgiram no bojo do passamento do líder comunista que por 60 anos brincou na macabra tarefa de zelar pela experiência do horror marxista/soviético no Caribe. Acho extremamente preocupante que as únicas palavras sensatas e verdadeiras tenham sido proferidas pelo “monstro” criado pela pérfida esquerda e adotada pelos meios de comunicação no Brasil, rebatendo o processo de santificação do ditador. Isso mesmo, Donald Trump, ao traçar o retrato cruel de mais um facínora comunista a passar à história, para fazer companhia ao maioral Stalin, foi o único a atender ao bordão popular “fala sério!”. O tom das demais manifestações vai do ridículo à velhacaria despudorada. Que Lula considerasse Fidel um irmão e frei Betto, um amigo, nada de estranho. O “sui generis” odor de bafia e falsa santidade com que se colorem é o mesmo que exala de Fidel. Agora, que FHC tenha declarado que “as nuvens carregadas de Trump não serão presenciadas por Fidel”, ou que o papa Francisco tenha considerado “uma notícia triste”, deixam a dúvida se os dois senis não estejam com problemas de memória. Ao papa ainda se pode dar a dúvida de que ele se manifestava na linha do poeta John Dunne, aquele que aconselhava “não perguntes por quem os sinos dobram. Eles dobram por ti (...)”. Como católico praticante, gostaria que assim fosse.

Alexandre de Macedo Marques

ammarques@uol.com.br

São Paulo

O velório

Tarso Genro, camarada de Lula, postou em seu Twitter: “Se Temer fosse estadista, iria ao enterro de Fidel e convidaria para o avião presidencial os ex-presidentes vivos. Lula faria isso”. Minha pergunta é: será que as despesas de Lula com sua banca milionária de advogados estão exigindo austeridade nos gastos a ponto de precisar de carona num jatinho pago com o nosso dinheiro para velar o companheiro ditador, já que não pode mais contar com o jatinho da Odebrecht?

Paulo R Kherlakian

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

Viagem

Perguntar não ofende: quem vai patrocinar a viagem dos companheiros? A Força Aérea Brasileira (FAB) não está mais à disposição.

Moises Goldstein

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

Pretexto

O perigo da morte de Fidel Castro será Lula, pretextando ir ao velório, sair de mansinho do País, sumir por este mundão de Deus, para bem longe de Sérgio Moro, e nunca mais voltar ao Brasil.

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Caso Matsunaga

O júri começou ontem a julgar Elize Matsunaga por matar e esquartejar o marido, o empresário Marcos Kitano Matsunaga, ainda vivo, segundo aponta a promotoria. A tragédia ocorreu em 19 de maio de 2012. A assassina confessa chora porque quer ser absolvida e também quer a sua filha. Por que esta senhora não se separou e buscou a Justiça para reaver seus direitos? E quer sua filha de volta para quê? Que exemplos ela dará à pequena menina de 5 anos? Qualquer que fosse o motivo, uma separação resolveria a situação de ambos, mas a forma cruel como esta mulher executou seu marido é para ficar presa eternamente. Somente com a prisão ela viu de perto as consequências de seus crimes? Minha solidariedade à família Matsunaga e à criança, que são inocentes e conviverão com a dor da tragédia para sempre. Que a justiça seja feita e que ela pague por seus crimes (o motivo torpe, a impossibilidade de defesa e o meio cruel).

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Sacoleiros

Viajando para São Paulo, vi policiais rodoviários fiscalizando e apreendendo mercadorias de sacoleiros, pessoas desempregados (segundo o IBGE, aumentou em 38% o desemprego) que fazem bate e volta para o Paraguai na tentativa de defender alguns reais para o seu sustento e de seus dependentes. Ou seja: são penalizados em 100% (toda a mercadoria deles é apreendida). Enquanto isso, os malandros que repatriaram para o Brasil a grana ilícita só são penalizados em 15%, ou seja, perderam só 15%.  

Carlos R. Gomes Fernandes 

rgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

Lentidão dos correios

Durante mais de 40 anos enviei anualmente mais de 50 cartas natalinas para Alemanha, França e aos Estados Unidos. Na época do Natal, normalmente, as cartas costumavam chegar ao seu destino em de 7 a 14 dias. Nos últimos três anos, as cartas despachadas em fins de novembro – naturalmente, entende-se, via aérea – chegaram ao seu destino apenas em meados de fevereiro. Por que as cartas seladas conforme os preços de prioridade levaram mais de dois meses de São Paulo (Bairro Campo Belo) até o Aeroporto de Guarulhos? O trenó do Papai Noel é muito mais rápido. O Correio do Brasil, antigamente o melhor do mundo, hoje deixa muito a desejar. Espero que neste Natal minhas cartas não cheguem na Páscoa!

Michael Peuser

peuser@hotmail.com

São Paulo

Campeão brasileiro de futebol

Cumprimento o Palmeiras pela grande conquista do Campeonato Brasileiro 2016. Com todos os méritos, campanha irrepreensível – melhor ataque e defesa, recorde de público, com mais de 30 mil pessoas por jogo na Arena Palestra –, o Verdão fez bonito e chegou ao seu 9.º título brasileiro, um recorde absoluto e motivo de orgulho para o futebol paulista.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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No topo, 22 anos depois

O Palmeiras foi campeão com merecimento. Com um time regular, poucos atletas de qualidade além da média, plantel grande e sem um padrão de jogo bonito, especial, diferente, foi eficiente para ganhar pontos e chegar ao objetivo. O que sobrou neste grupo foram foco, vontade de ganhar, amor à camisa e determinação. Penso que isso se deve ao técnico, Cuca. O futebol é imprevisível, e mais uma vez mostrou que vontade e garra podem fazer a diferença.

Celso Luís Gagliardo

agliardo.celsoluis@gmail.com

Americana

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