Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2016 | 04h00

CORRUPÇÃO

A rataria comemora 

Por mais que a rataria perfumada disfarce, há meses se trama em Brasília o fim da Operação Lava Jato. Lambuzado em detalhes sórdidos, Renan Calheiros lançou-se contra o Judiciário na tentativa de escapar do cárcere, do qual a catatonia do STF o mantém livre desde 2009, apesar de seus 12 processos. Bem feito para a toga. Desta também deverão ser extirpados os megassalários e os privilégios indefensáveis. A esta altura, a voz de Renan – e a de uns tantos carimbados por delitos múltiplos – só poderia ecoar do fundo da cela, mas no Brasil toda patifaria deve ser perdoada. Os Poderes da República estão bichados por uma espécie de peste moral de que raros escapam. Os deputados aproveitaram-se da noite de pranto pelos mortos da Chapecoense para desfigurar o projeto das “10 Medidas Contra a Corrupção”, proposto pelo Ministério Público e assinado por 2 milhões de brasileiros. Do lado de fora, petistas que perderam a boquinha dos DAS destruíam prédios e incendiavam carros na Esplanada dos Ministérios. A rataria comemora. Não se sabe até quando.

José Maria Leal Paes

josemarialealpaes@gmail.com

Belém

Quem age (mal) na calada da noite só pode ser bandido. Aproveitando o dia trágico para o País, “aprovaram” mais uma tragédia que se desenha. “Política tem dessas coisas” ou foi só mais um “fatozinho”?

João B. Vieira

joaobvieira@yahoo.com.br

Sertãozinho

A Câmara contra a Nação

Em meio à comoção da tragédia e no silêncio da madrugada, 316 dos nossos “representantes” tiveram a suprema audácia de desfigurar um projeto que visava a aumentar o combate à corrupção, transformando-o em instrumento de pressão e intimidação do Judiciário, com o objetivo escancarado de se autoprotegerem. Quando a Câmara dos Deputados claramente se volta contra a vontade popular, é sinal de alerta de que nossa democracia está na UTI e as velhas forças oligárquicas estão unidas para preservar suas benesses, seus privilégios e sua impunidade. Verifiquem o nome dos 316 canalhas que usam em proveito próprio a representatividade que nós lhes conferimos. Nenhum continua a merecer o nosso voto, 2018 está aí... Reeleger qualquer um deles é como responder com um beijo a um tapa na cara, além da trágica constatação de que estamos muito longe da maturidade política e da triste confirmação de que realmente cada povo tem o governo que merece.

Persio Boschetti Júnior

persio@deseulance.com

Santos

Afinal, são congressistas ou asseclas do Al Capone?

Marcos Catap

marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

Avantesma

Os temerosos deputados federais “frankensteinizaram” as “10 Medidas Contra a Corrupção”. Elas ainda os assombrarão!

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

O desespero dos criminosos congressistas é compreensível, afinal a Lava Jato chega com Papai Noel... Eles conspiram nas sombras, mas o efeito será o oposto.

Ricardo C. T. Martins

rctmartins@gmail.com

São Paulo

ARRUAÇAS

Quanto pior, melhor?

Protestar é legítimo, principalmente num regime democrático. Confundir protesto com baderna e violência é inadmissível. A manifestação de anteontem em Brasília – segundo seus organizadores, de protesto contra a votação da PEC do Teto (que propõe contenção de gastos) – foi, no mínimo, incoerente, pois houve destruição de patrimônio público, com prejuízos consideráveis para a população. Interessante que o tal “protesto” foi feito, durante o dia, por estudantes, representantes de trabalhadores e movimentos sociais. Se eram estudantes, por que não estavam na aula? E os trabalhadores, por que eles não estavam no serviço? Alguém os estava financiando? Aí, quando a polícia intervém para evitar a quebradeira total, um político apoiador e incentivador da turma diz que isso pode causar uma tragédia. Deixe que quebrem... é isso que ele sugere? Confronto e violência não colaboram em nada para resolver as dificuldades do País. O momento é de diálogo. 

José Roberto de Jesus

zerobertodejesus@gmail.com

Capão Bonito 

Os manifestantes que criticam a PEC que limita os gastos públicos colaboram com o aumento do rombo no caixa ao depredar bens públicos e particulares!

Mario Kurauchi

mario.kurauchi@semco.com.br

São Paulo

Terrorismo

Os esquerdopatas que foram sacados do poder depois de saquearem o Brasil querem agora se impor como terroristas! 

Nelson Pereira Bezerra

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

O PT tem só três objetivos: prender Sergio Moro, eleger o Lula e acabar de acabar com o Brasil.

Eugênio José Alati

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

CHAPECOENSE

Tragédia anunciada

Avião com autonomia de 3 mil km, exatamente a distância entre a Bolívia e a Colômbia, sem margem de erro, companhia aérea pequena venezuelana com sede na Bolívia: tragédia anunciada. Duvido que os grandes clubes do futebol brasileiro pusessem os seus jogadores num avião com essas características.

Paulo de Tarso Abrão

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

Lei de Murphy

Mesmo emocionado e consternado, como a maioria do povo brasileiro, e mesmo considerando que certas fatalidades não podem ser explicadas nem sequer pelos religiosos, arrisco-me a dizer que, se for confirmada a chamada “pane seca” como causa do acidente, grupos esportivos e mesmo agências de viagem devem tomar muito cuidado com o fretamento de voos. Uma empresa que tinha uma única aeronave, que era pilotada pelo próprio dono, não poderia ser considerada opção preferencial para esse tipo de fretamento. O proprietário, estando no comando direto do avião, sempre pode menosprezar normas de segurança em nome da economia. E aí entra a lei de Murphy: se uma coisa pode dar errado, mais cedo ou mais tarde, dará.

Nestor R. Pereira Filho

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

Madrugada na Câmara

Bandidos têm como “modus operandi” usar a calada da noite para as suas arremetidas ao delito. Assim foi com a malta que habita a Câmara dos Deputados, em Brasília. Com iluminação feérica, cometeu um verdadeiro atentado à democracia brasileira na noite de 29 de novembro: a alteração ou desconfiguração de pontos-chave das medidas anticorrupção em discussão no Congresso, deixando nítida a impressão de que os deputados estão dando o “troco” na Operação Lava Jato sobre a política brasileira e a banda podre do empresariado. Segundo Roberto Veloso, presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), “enfraquecer a magistratura, criando crimes pela atividade cotidiana dos juízes, é favorecer a prática da corrupção”. Foi retirada do texto a criminalização do enriquecimento ilícito e foi incluída no projeto a tipificação do crime de abuso de autoridade para magistrados e integrantes do Ministério Público. A harmonia entre os Poderes, preconizada pelo Barão de Montesquieu na sua obra “O Espírito das Leis”, está longe de ser alcançada na terra de Cabral (o descobridor).

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Paraíso dos estelionatários

A votação que ocorreu na Câmara dos Deputados na madrugada de quarta-feira foi um verdadeiro escândalo. Os magistrados e funcionários do Ministério Público poderão ser punidos por crime de abuso de autoridade; os transgressores não precisarão devolver o dinheiro recebido nos esquemas de corrupção; e os partidos políticos não poderão ser punidos pelas desonestidades cometidas. Todo este lixo vai, agora, para as mãos dos senadores, que poderão bater o martelo e transformar o Brasil num paraíso dos estelionatários. A solução para o Brasil passa necessariamente pela renovação completa do desmoralizado Congresso Nacional.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Enquanto o Brasil chorava

Este bando que está montado no Congresso Nacional usa uma tragédia – a queda do avião da Chapecoense na Colômbia – para livrar suas carantonhas e perseguir juízes e culpá-los de antemão. Cármen Lúcia disse: “Pode-se calar um juiz, mas não se pode calar a Justiça”. Será? Que o Judiciário faça sua parte, para não permitir que um Legislativo podre tome as rédeas da Nação.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo 

Vampiros 

A grande tragédia ocorrida com a Chapecoense, consternando o mundo todo, não abalou nossos “nobres, valorosos” e insensíveis parlamentares. Pelo contrário, eles se autobeneficiaram com tanta tristeza. Como vampiros que são, usaram o momento como um biombo e, na calada da noite, traiçoeira e covardemente “aprovaram” as medidas contra corrupção propostas pelo Ministério Público, mas totalmente descaracterizadas. Em benefício próprio, mudaram tudo. E não é só. Com a maior cara de pau do mundo, contra os anseios da Nação, “Suas Excelências” já haviam aprovado por unanimidade projeto que nos impede de assistir ao vivo julgamentos de colegas corruptos (pleonasmo) transmitidos pela TV Justiça e pelo rádio. É o fim da picada! Para eles, não basta o vergonhoso foro privilegiado. Querem subjugar o Supremo. Querem que os homens das capas pretas, como os morcegos, não se exponham à luz para que eles, os vampiros da noite, no Senado e na Câmara, liderados por seus Dráculas, continuem sugando nosso sangue. Não defendo os militares, mas desde as passeatas pela volta desta “democracia” que tanto eles quiseram, adoram, elogiam e defendem somos sugados incessantemente sem termos retorno algum. Estes insaciáveis hematófilos, além de tantos privilégios pagos por nós, roubam, levam o dinheiro para fora, deixam o País na bancarrota e, sempre sedentos, ainda querem mais. Vamos caçá-los, levando marretas e muitas estacas. Acorda, Brasil! 

Nilson Martins Altran

nilson.altran@hotmail.com

São Caetano do Sul

Vingança legislativa

 

Triste foi a madrugada de 30 de novembro, porque os deputados conseguiram desconfigurar por completo o texto das Dez Medidas contra a Corrupção, de autoria do Ministério Público Federal e assinada por milhões de brasileiros. Retiraram do texto, porém, a vergonhosa anistia ao caixa 2, mas não deixaram de dar o troco vingativo: punição aos magistrados e membros do Ministério Público, servindo, no entanto, a punição mais como uma verdadeira intimidação às atuações do Ministério Público e do Poder Judiciário. Mau para a Lava Jato e muito mau para o País. O texto seguirá para o Senado, onde Renan Calheiros (PMDB-AL) se incumbirá de prestigiar os deputados!

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Congresso Nacional

Não demora e teremos o número 171 figurando no brasão da República...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

Luta de titãs

 

A inclusão, pela Câmara dos Deputados, da penalização de juízes, promotores, procuradores e investigadores por abuso de autoridade nas medidas contra a corrupção em discussão no Congresso é uma luta de titãs. De um lado, o poderoso Ministério Público propondo uma lei que ameaça os políticos e, de outro, os parlamentares, que são políticos, reagindo dentro de sua área de atuação institucional. Se os deputados têm a atribuição de votar o texto, cabe-lhes igualmente o direito de emendá-lo. Aos insatisfeitos restam as opções de fazer gestões modificativas no Senado, que votará a matéria; e, se ainda descontentes, tentar obter o veto presidencial. E, na impossibilidade deste, buscar o socorro do Supremo Tribunal Federal (STF), que dirá sobre a constitucionalidade da lei. Assim se faz o equilíbrio entre os Poderes. O injusto é, como sugerem alguns, insuflar o povo para sair às ruas e fazer pressão.  Oxalá disso tudo surja um Brasil mais justo e equilibrado, onde a corrupção seja punida com rigor e sem o cometimento de excessos.

                

Dirceu Cardoso Gonçalves  

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo      

Mentirosos

Aquela palhaçada protagonizada no domingo pelo presidente Michel Temer, pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, e pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que com cara de cachorro chutado declararam estar em comunhão com a opinião pública e disseram que tudo fariam para que as vozes das ruas fossem ouvidas na votação das 10 Medidas contra a Corrupção, foi um verdadeiro teatro armado. Na votação na Câmara, na madrugada de quarta-feira, aconteceu totalmente o contrário. Eles são coadjuvantes nessa palhaçada. Rodrigo Maia não sabia o que se cogitava nos subterrâneos da Câmara? Renan Calheiros, com 12 ações contra si no Supremo Tribunal Federal (STF), não tramava junto? O presidente Michel Temer, que presidiu o PMDB por 13 anos e responde a processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por dinheiro não contabilizado na chapa com o PT, na campanha de 2014, também não? O povo brasileiro vai continuar palhaço a vida inteira? Em 2018 digamos não a este atual Congresso. Não reelegeremos ninguém! 

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Armação

Foi tudo combinado. A Câmara aprova com emendas as medidas contra a corrupção, o presidente da República veta e o Senado derruba o veto. Foi tudo acertado entre “elles”. Alguém tem dúvidas?

 

Leônidas Marques

leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

Quem deve teme

A aprovação do pacote anticorrupção pela Câmara dos Deputados com alteração ao texto original e inclusão de punição a juízes e procuradores mostra, claramente, que os malfeitores ainda estão espalhados pelo nosso Congresso e agindo nas sombras, na tentativa de intimidar os protagonistas da Operação Lava Jato. Quem deve teme. Esse ditado é sempre verdadeiro e retrata a triste realidade que o País vive. Os criminosos continuam se articulando e fazendo de tudo para melar a melhor coisa que aconteceu neste país desde seu descobrimento: a Operação Lava Jato.

Elias Skaf

eskaf@hotmail.com

São Paulo

Esperneio

O deputado Weverton Rocha (PDT-MA) apresentou a emenda para desfigurar as Dez Medidas contra a Corrupção avalizadas por 2,5 milhões de assinaturas de cidadãos brasileiros. Os corruptos querem constranger e interferir no Judiciário. Os deputados que sentem temor pelas ações da Lava Jato estão esperneando; querem porque querem desnaturar as dez medidas e transformá-las em lei de vendeta contra o Ministério Público, procuradores e juízes. Na calada da noite, os deputados aprovaram textos que tratam da punição de juízes e membros do Ministério Público por abuso de autoridade. Agora, o pacote de medidas, deturpado, segue para o Senado, que terá uma grande oportunidade de corrigir o absurdo estabelecido pela Câmara. O juiz Sérgio Moro apresentará um artigo que defende a independência do Judiciário e evitará megamaracutaia legislativa de autoria de Weverton Rocha. Os corruptos querem se livrar do cárcere, para onde irão mais cedo ou mais tarde.

 

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

                            

Aviltante

Na calada da noite, o projeto de lei anticorrupção, de iniciativa popular, foi ardilosamente alterado no plenário da Câmara. Em nome da decência, precisamos parar este país! O poder emana do povo, o brasileiro não pode se apequenar. Será que desta vez o patético trio Renan-Temer-Maia tem algo a dizer? Definitivamente, não nos representam.

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ) 

Invertendo as bolas

A fenomenal corrupção que assolou nosso país acometeu principalmente os Poderes Executivo e Legislativo. Todavia, o Judiciário e o Ministério Público desempenharam seu papel com muita dignidade. Assim, os deputados trocaram as bolas quando, a título de combaterem a corrupção, se preocuparam em definir crimes de responsabilidade justamente contra aqueles que melhor atuaram em relação ao assunto. É bem possível que o povo perceba e, ao ver que estão atirando nos mocinhos, classifique de bandidos os que o fazem. Bem feito: é isso que dá deixar para fazer tudo de madrugada!

 

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Lamentável

Uma sessão que se estendeu pela madrugada permitiu que deputados federais, em sua maioria, aprovassem mudanças na legislação sobre punições à corrupção. Mas, das dez medidas propostas pelo Ministério Público Federal, apenas três foram aprovadas e mais algumas emendas foram apresentadas indicando punição para juízes, promotores e procuradores. A impressão é de que foi uma resposta do Parlamento ao Judiciário. E, para completar as manobras, foi excluída a criminalização do enriquecimento ilícito. Procedimento lamentável. 

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

Cara a cara

Os deputados introduziram, na penumbra da madrugada, como alternativa vingativa à anistia do caixa 2, novo ruído na discussão das Dez Medidas contra a Corrupção. A polêmica, apresentada pelo líder do PDT na Câmara, Weverton Rocha (PDT-MA), visa à caracterização de crime de abuso de autoridade por magistrados e integrantes do Ministério Público, desfigurando, assim, o espírito do que foi subscrito por quase 2 milhões de cidadãos. Por outro lado, a sociedade gostaria de saber se o propósito dos autores da emenda, enquanto representantes do poder responsável pela elaboração das leis, tem como foco os abusos da Justiça de modo geral ou somente os cometidos contra eles ao longo das investigações da Lava Jato, agora que se vislumbram delações importantes. Não é necessário grande tempo de reflexão para concluir qual alternativa é a correta. A confirmação, entretanto, deve ser obtida pela população em questionamento direto, talvez no plenário.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

Digno de quadrilheiros

Na calada da noite, como não poderia deixar de ser, os políticos corruptos emergiram de seus covis e, despindo a fantasia que usam diariamente para enganar incautos e desinformados, aprovaram um mostrengo destinado a deformar as medidas propostas  pelo Ministério Publico e apoiadas por 2 milhões de assinaturas. Ao mesmo tempo, incluíram uma excrecência para se vingar de juízes e promotores, que os estão investigando e punindo. Numa votação digna de quadrilhas da máfia, não só cospem no povo brasileiro, que deveriam representar, como, se estas não forem vetadas pelo Planalto, transformam a entrevista coletiva do presidente Temer e dos presidentes do Senado e da Câmara numa palhaçada destinada a enganar os incautos. Portanto, as manifestações convocadas para o dia 4 de dezembro ganham a mesma dimensão das de 13 de março de 2016, que impulsionaram o impeachment. Vamos às ruas mostrar aos senhores congressistas que eles podem muito apenas quando respeitam os desejos e anseios do povo, a quem deveriam representar, mas que, quando divergem e até mesmo escarnecem da vontade da maioria, não podem nada. Viva o povo brasileiro! Abaixo os corruptos! Vamos às ruas!

 

Carlos Ney Millen Coutinho

cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro 

Sem-vergonhice

Na calada do momento, deputados agiram sem vergonha. Daí o termo “sem-vergonhice”. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

Mergulho ao fundo do poço

Na calada da noite, à sorrelfa, deputados votam um pacote de medidas e o aprovam. Uma vergonha, uma vingança contra os que estão combatendo a corrupção. Se Temer não vetar, corremos o risco de um mandato tampão, e, com isso, perderemos mais credibilidade e o Brasil irá cada vez mais para o fundo do poço.

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Picadinho

Os deputados federais fizeram picadinho das Dez Medidas, ignorando as mais de 2 milhões de assinaturas dos brasileiros, num esforço hercúleo que fizeram na madrugada de quarta-feira. Como disseram alguns deputados, eles votam o que quiserem e votam o que o povo quer. Mentirosos. Eles legislam de costas para a população, votaram proteção aos bandidos e, por isso, terão seus mandatos picadinhos nas próximas eleições. Ou os eleitores reagem ou serão massa de manobra desta pequena casta que não está nem aí para o País. A sociedade espera que o STF reaja firmemente, não permitindo que se rasgue a Constituição. 

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Inconfidência moral

Na calada da noite, 313 inimigos da Pátria aprovaram emendas que destruíram o projeto anticorrupção que iria inibir tramoias produzidas no mundo político. Criaram uma Lei de Proteção à Impunidade. Mais um luto para o Brasil. 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

Dia nacional da consternação

Infelizmente, podemos considerar a terça-feira como sendo o Dia Nacional da Consternação. Na madrugada, a triste notícia da tragédia da Chapecoense que resultou na morte de 71 pessoas. Depois, a falta de vergonha dos pombinhos e pombinhas do nariz arrebitado do PT nas votações da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, que trata do teto dos gastos públicos, e da lei contra o abuso de poder, com a confirmação de que vão tocar fogo no País; e, por último, a coragem do sr. Lula ao afirmar que este atual governo é que está quebrando o Brasil. Nota-se mais uma vez que o caráter passou longe e o interesse particular de cada um está sempre em primeiro lugar. Desperta de uma vez, Brasil!

Eduardo Módolo

eduardomodolo@yahoo.com.br

São Paulo

Eles não temem nada

E, na calada da noite, quando o povo brasileiro estava assimilando o golpe fatídico da queda do avião que transportava o time da Chapecoense, jornalistas e demais colaboradores do evento que se realizaria na Colômbia, nossos congressistas, canalhas da Câmara dos Deputados, retaliaram o pacote anticorrupção e o transformaram numa proposta pró-corrupção. Se for aprovada a lei proposta por estes abutres, acredito que a única salvação para nos livrarmos desta raça de delinquentes será o STF criar sentido de “urgência urgentíssima” ou a volta dos militares, infelizmente. É fato: eles não dão mais importância aos movimentos de rua e não temem nada. Sentem-se impunes.

Helio Wellichen

wellichen@icloud.com

Campinas

Isto não é democracia

Como entender que os deputados, num expediente por dentro da madrugada, aprovem medida que impede o confisco de bens adquiridos por dinheiro advindo de corrupção? E que, dessa forma ladina e ilegítima, traiam a vontade majoritária da população? Como adjetivar o exercício parlamentar que se mostra contrário ao interesse público? Isso não é democracia, isso é oligarquia – a oligarquia dos políticos indignos.

Marcelo G. Jorge Feres

marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro 

Público e privada

A vida pública e política no Brasil é “privada”...

Pedro Armellini

paarmellini08@gmail.com

Amparo

A Venezuela é aqui

Realmente, não há salvação à vista. Pensávamos que os “bolivarianos” tinham sido afastados, mas na madrugada de quarta-feira nossos nobres deputados, numa autêntica “sessão”, receberam o exu de Hugo Chávez. Em atos inspirados na “democracia” venezuelana, rasgaram o projeto popular anticorrupção e criminalizaram atos da Justiça que poderiam enquadrá-los. Espera-se, agora, que o Senado ou, em última instância, Temer tenham juízo, ou mesmo vergonha na cara, para exorcizar estes “ebós” que querem enterrar no Planalto. Saravá! Que os orixás nos protejam, porque esta pouca-vergonha já está saindo do plano material.

Nestor R. Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

Golpe contra a Lava Jato

Assim como o presidente Michel Temer prometeu vetar qualquer ameaça de anistia ao caixa 2, agora, constitucionalista que é, precisa vir a público e assegurar à nossa sociedade que vai vetar também o texto aprovado na Câmara, que segue para o Senado, que desfigurou o projeto das Dez Medias contra a Corrupção, de apoio popular, que colheu mais de 2 milhões de assinaturas. Em grave ameaça ao regime democrático, os parlamentares da Câmara, na calada da noite, além das medidas aprovadas que flexibilizam punição aos corruptos, afrontaram o Judiciário instituindo o crime de abuso de autoridade contra magistrados e membros do Ministério Público, com penas de seis meses a dois anos de prisão, mais multa. Não faltou reação a essa medida! A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, perplexa, disse que “nunca conseguirão calar a Justiça” e que este texto aprovado vai contra a independência do Judiciário. Ou seja, verdadeiro golpe do nosso Congresso! E para piorar o quadro institucional, a força-tarefa da Lava Jato, indignada, promete renunciar coletivamente caso este projeto anticorrupção também seja confirmado pelo Senado. É neste clima de apreensão institucional que urge ao presidente Michel Temer vir a público, como cúmplice do Estado Democrático, em apoio à Operação Lava Jato, repudiar e prometer vetar qualquer medida que tente humilhar o nosso Judiciário.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

Tiro no pé

Os políticos fizeram bobagem ao aprovar as medidas A FAVOR da corrupção. Primeiro, seus eleitores vão ficar indignados e dar o troco; segundo, não conseguirão escapar da Justiça; e, terceiro, vão verificar que vivemos um outro Brasil. Tudo transparente.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

A baderna em Brasília

Lá fora, os apoiadores, que de saqueadores passaram a terroristas, armam uma confusão. Enquanto isso, os pseudoparlamentares aprovaram medidas para prender a polícia, prender o delegado, prender o promotor, prender o juiz. Acorda, Brasil! Ou tiramos os criminosos dos Poderes de uma só vez ou eles vão destruir nosso país e escravizar mais ainda nosso povo. Os vermelhos são terroristas e bandidos sem escrúpulos. Chegou a hora de o povo escorraçar estes picaretas, se preciso no braço, já que não temos junto com o povo outros poderes e instituições. O povo nasce e institui o Estado e este deve servir a este povo. Quando criminosos o tomam e passam a usá-lo contra o povo, chegou ao limite. Sendo o povo o dono deste poder, então deve exercê-lo em plenitude. Só resta fechar este Congresso.

Nelson Pereira Bizerra

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

Protesto na esplanada

A televisão nos informava, na terça-feira, sobre os detalhes da manifestação programada pelas centrais sindicais e pela União Nacional dos Estudantes (UNE) contra a reforma do ensino médio e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de contenção dos gastos, na Esplanada dos Ministérios. Respeito as opiniões contra e a favor. Não admito aquela quebradeira. Considerando que os organizadores responsáveis são as centrais sindicais e a UNE, não se pode deixar as coisas como estão. Quebraram? Paguem. Chega de impunidade. Como cidadã, eu quero  exigir que sejam cobrados os danos  aos organizadores.

Maria H. Silva Dutra de Oliveira mhsdoliveira@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

O Brasil não tem jeito

Infelizmente, na terça-feira, cheguei a uma triste constatação: o Brasil não tem jeito. As manifestações na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, não foram contra a PEC dos gastos nem contra as mudanças na educação, elas foram contra o País como instituição. Certos segmentos da sociedade – e são muitos – não estão pensando o Brasil, estão pensando em si próprios, sejam os baderneiros da Esplanada, sejam aqueles que atacam a Lava Jato e o Judiciário. O episódio do ex-ministro Geddel Vieira Lima também faz parte de uma completa desvirtuação do que é interesse público e privado. Estamos carentes de autoridades e não autoridades (líderes de centrais como a CUT e o MTST, só para esclarecer do que estou falando) que tenham uma visão de nação, que pensem o que será o País nos próximos anos. Não precisamos de heróis, mas de líderes. Como olho de um lado e de outro e não encontro é que cheguei àquela conclusão lá de cima: o Brasil não tem jeito. Tomara que eu esteja errado. Tomara.

Luiz G. Tressoldi Saraiva lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

Caos em Brasília

Protestos, sim; vandalismo e quebra-quebra, isso é que não! 

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

Pondo os pingos nos Is

Com referência à terminologia inadequada que a mídia às vezes usa em relação às manifestações, proponho: se eu usar cartazes, palavras de ordem  e bonecos alusivos a autoridades, tudo dentro da ordem e respeitando o ambiente, serei chamado de “manifestante”. Se eu lançar pedras e depredar bens públicos e particulares durante minha manifestação, serei chamado de “vândalo”, “baderneiro” ou “agitador”. Combinado?

Níveo Aurélio Villa

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

Não confundir

Espero que o Ministério Público Federal não confunda vandalismos com manifestações e use de sua autoridade sem confundir que será autoritarismo. Puna e cobre os prejuízos causados aos nossos bolsos. Não podem ficar impunes!

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Vândalos

Revoltantes os atos de vandalismo contra o patrimônio público e o privado, em Brasília. Estes baderneiros anarquistas querem implodir nosso país, agora que perderam a boquinha. Os esquerdistas ignóbeis servem de soldados aos interesses nefastos do PT e de outros partidos, que agem como instituições criminosas, provocando o caos e a desordem, sempre contra o Brasil e os brasileiros de bem!

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

Fora dos trilhos

Se a polícia e a Justiça não se unirem para prender e punir os vândalos que depredam patrimônio público e privado durante manifestações violentas, ficará difícil de colocar o Brasil nos trilhos. 

Maria C. Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Combustível da desordem

É injustificável o vandalismo visto nos arredores do Planalto na terça-feira. A maioria dos jovens nem sabe o que está reivindicando, a não ser fazer muita bagunça. Perguntada, uma jovem de aproximadamente 16 anos dizia aos brados que estava defendendo os direitos de “seus futuros filhos”. Por outro lado, Michel Temer tem muita culpa nestes episódios, pois sempre se mostrou inseguro desde que assumiu a Presidência, o que é, sem dúvida, um grande combustível para a desordem do País, além de singelamente afirmar na mídia que qualquer “fatozinho” abala as instituições. Cuidado, presidente, a coisa está ficando preta, lamentavelmente!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Cachimbo velho

Como sempre, excelente e percuciente o artigo de José Neumanne  sobre a fraqueza e a tibiez do presidente interino, estampado à página A2 deste jornal em 30/11 (“O cachimbo velho e a fraqueza de Temer”). Além de criticar o atual ocupante do Alvorada, não deixou o brilhante jornalista de mencionar o “palpite infeliz” do ex-presidente, o vaidoso FHC, que poderia ter ficado calado, evitando a merecida crítica do insuperável José Neumanne. Com as atuais disponibilidades de homens públicos e carência de estadistas, estamos mal.

Mário Rubens Costa

costamar31@terra.com.br

Campinas

Fora Temer

De tudo o quanto disse José Nêumanne em “O cachimbo velho e a fraqueza de Temer” (“Estadão”, 30/11, A2), fico com a frase do presidente que o articulista fez questão de questionar: “Qualquer fatozinho abala as instituições”. Realmente, a afirmação, no contexto do Brasil em crise econômica, política e moral do presente, poderia ser proferida apenas pelo que chamamos “inimputável” no mundo jurídico, que exclui a culpabilidade. “Imputabilidade é a capacidade de entender o caráter ilícito do fato e de determinar-se de acordo com esse entendimento.” Segundo orientação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), “só é culpável o agente que se comporta ilicitamente, podendo orientar-se de modo diverso”. Será o presidente culpável? É ilícito, na medida em que imoral, tantos fatos que atropelam os noticiários, sobre as “medidas Temer” e seus mentores corruptos, independentemente de “sentença transitada em julgado”, não, corruptos pelo explícito julgamento popular, retomando, é aceitável que o presidente, doutor em Direito Constitucional, denomine “fatozinhos” os sucessivos escândalos e quedas de seus ministros (quase sempre a pedido, pois ele, Temer, parece não ser afeito a demitir), a atitude execrável de Geddel, que pretendeu decidir o que é “tombamento” na região de sua cobertura na Bahia, as estripulias de seu ministro da Justiça (de novo, Temer avesso a partir dele a demissão, e Alexandre de Moraes jamais largaria facilmente a sua pasta), enfim, são tantos, até testemunha de defesa de um dos mais corruptos dos políticos, Eduardo Cunha, Temer será, dando o seu testemunho a Sérgio Moro por vídeo conferência. Tudo isso “fatozinhos”? Não, o presidente não é de forma alguma inimputável, é culpado e deveria ser impedido de governar o País, se não por outras causas, pelo artigo 4.º da Lei 1.079/50, que descreve como crimes de responsabilidade os atos do presidente da República que atentarem contra a Constituição federal, e, especialmente, contra a segurança interna do País (inciso IV) e sobretudo a probidade na administração (inciso V). Merece a mesma sorte que sua antecessora.

Andrea Metne Arnaut

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

Exemplo

Que sirva de exemplo ao presidente em exercício Michel Temer e a outros tantos políticos brasileiros a conduta da presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, que, suspeita de corrupção, está disposta a deixar o poder antes do fim de seu mandato, previsto para o início de 2018, e encarregando ao Parlamento decidir o seu destino.

Jorge de Jesus Longato

financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

A tragédia da Chapecoense

Não podemos concluir nada sobre o acidente aéreo na Colômbia antes do término das análises das duas caixas pretas, porém, pelas reportagens do “Estadão”, podemos inferir que o acontecimento não foi um simples acidente, principalmente quando estão envolvidos países como a Bolívia, a Venezuela e a China. Aguardemos o fim das apurações, mas  essa tragédia que comoveu pessoas de todo o mundo parece não ter sido sentida pelos políticos brasileiros, que continuaram sua azáfama na criação de meios para livrá-los dos contínuos malfeitos. Paradoxalmente, tanta dor nos permitiu avaliar que o mundo ainda vale a pena, considerando as manifestações de solidariedade recebidas e o grande altruísmo de pessoas tão distantes, o que fez aumentar a nossa esperança e diminuir ainda mais a nossa politicalha. É mais uma dolorosa lição de que os políticos – todos eles – passarão, mas a grandeza que enlaça as pessoas de todas as crenças, classes e etnias jamais terá fim. 

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

Inaceitável

 

Foi lamentável o trágico acidente que ceifou vidas e apagou o sonho e ascensão de entusiastas atletas e de uma cidade inteiramente vestida de verde e branco, cores da Associação Chapecoense de Futebol, de Chapecó (SC). Foi inaceitável a tragédia por causa de o piloto, dono da aeronave, comandar um voo sem a prudente reserva de combustível – daí a pane seca, causadora do evitável acidente que enlutou Chapecó, Brasil e os cinco continentes. 

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Taxão aéreo

Jamais a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) o contrataria para transportar a nossa seleção.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

O cometa de Chapecó

Só para que fique registrada a força da Associação Chapecoense de Futebol: no Brasileirão do ano passado, o time tascou 5 a 1 no Palmeiras. Sim, no Palmeiras, que tinha simplesmente Fernando Prass, Dudu e Gabriel Jesus, campeões nesta semana...   Um cometa, como escreveu Ugo Georgetti. 

 

Eduardo Britto

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

A vida como ela é

No meio de tanta comoção, uma reflexão: se o chute do argentino, aos 48 minutos do segundo tempo, tivesse entrado, ele teria salvo 75 vidas! Só que... Este é o mistério da vida, do divino e do espiritual.

João Israel Neiva

jneiva@uol.com.br

São Paulo

Como explicar esta dor?

Haja lágrimas para chorar a tragédia da Chapecoense. Haja palavras para confortar os familiares dos que se foram. Falha humana, pane seca, tempestade, qualquer outro motivo, nada fala ao coração dos que perderam seus tesouros. Sem o direito de me intrometer na crença de ninguém, lembro, com o meu peito fechado de tristeza, o que diz a doutrina espírita sobre mortes coletivas. Diz que nada acontece por acaso. Diz que as tragédias de muitas mortes significam que as circunstâncias reúnem, num só evento final, espíritos que estavam na hora de partir para o lado de lá. Certo, nem essa explicação ameniza a dor de pais, mães, filhos enlutados. Mas acho reconfortante mergulhar fundo nas tentativas de enxergar um tantinho adiante das nossas migalhas de entendimento.

Apollo Natali

apollo.natali2@gmail.com

São Paulo

Fraternidade universal

Os brasileiros de todas as origens penhoradamente agradecem ao povo e as autoridades colombianas pelas expressivas, nobres e cativantes manifestações de carinho e solidariedade diante da tragédia que vitimou jogadores do Chapecoense e jornalistas. A tragédia, que abalou o mundo inteiro, uniu nações num só coração, tomadas pelo sentimento da fraternidade universal, com  amor, orações e fé. 

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

   

Paternalismo e seriedade

Estou vendo muita gente preocupada só com a instituição Chapecoense. O nosso povo é muito paternalista e o paternalismo não resolve o problema, no máximo os atenua. Não podemos querer beneficiar uma instituição e ser injustos com outras. Esta proposta de evitar o rebaixamento da Chapecoense por três anos é surreal, pois todos os outros times serão prejudicados, principalmente os pequenos que lutam também bravamente para permanecer na série A do Campeonato Brasileiro e manter, desta forma, o emprego de muitos trabalhadores. Considero que um ano só seria o suficiente, contudo nenhum dirigente tem a coragem de se manifestar neste momento tão delicado, preferindo se esconder sob a máscara da hipocrisia.  Mas o que mais me incomoda é a valorização do problema da Chapecoense em detrimento da família das vítimas. Como ficarão as esposas e os filhos daqueles que pereceram? Como ficarão os sobreviventes com sequelas? Os veículos de comunicação deveriam estar cobrando providências da Conmebol, da CBF e até da Fifa no sentido de indenizar devidamente todas as vítimas desta tragédia, pois são os principais responsáveis pela organização destes torneios que lhes enchem os cofres de dinheiro, que se perde nos desvios da corrupção. 

Nelson José Perroni

nelson_perroni@metrosp.com.br

São Paulo

Desafio perene

Encorajo e desafio os líderes de todas as torcidas organizadas do Brasil a que prestem uma homenagem perene às vítimas (jogadores, jornalistas, profissionais do esporte e demais cidadãos) deste grave acidente aéreo, fazendo um pacto de não violência e uma escolha pela paz nas ruas e nos estádios!

 

Mario Kurauchi

mario.kurauchi@semco.com.br

São Paulo

#ForçaChape

Desde 29/11 não há no planeta, redondo como uma bola de futebol, time com maior e mais carinhosa torcida do que o Verdão do Oeste catarinense. Somos todos chapecoense. #forçachape!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

O STF e o aborto

Cumprimento o Supremo Tribunal Federal (STF) pela sábia, justa e correta decisão de descriminalizar o aborto até os três primeiros meses de gestação, no Brasil. Demorou. Submeter-se a um aborto já é, por si só, uma experiência triste, dolorosa e traumática para a mulher. Criminalizá-la e estigmatizá-la por isso é puni-la duplamente, além de, no mundo real, expor milhões de mulheres, sobretudo as de baixa renda, a sérios riscos de vida, nos milhares de abortos feitos hoje em clínicas clandestinas. Trata-se de uma questão de saúde pública e de decisão pessoal de cada mulher sobre o seu próprio corpo e seu direito de seguir ou não com a gestação.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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