Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

03 Dezembro 2016 | 04h00

CORRUPÇÃO

Renan Calheiros

Finalmente o coronel alagoano virou réu no Supremo Tribunal Federal (STF). Que agora o processo corra celeremente, para não prescrever a pena.

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Presidente réu

Que tipo de país é o Brasil, onde o indivíduo se torna réu por decisão do Supremo e continua presidindo a mais alta Casa parlamentar da Nação?

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Se Renan tivesse um pouco de vergonha na cara, já teria renunciado à presidência do Senado.

Robert Haller

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

Esse cara não pode continuar na presidência do Senado, a Suprema Corte precisa despertar desse sono profundo e tomar providências. Tudo o que ele diz e faz soa falso. Sabedor que é de suas falcatruas, vem atirando para todo lado, objetivando livrar-se da Operação Lava Jato.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

No STF

Posto que ainda estupefato, não obstante divertido, com o juvenil bate-boca entre os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski em recente sessão plenária do STF acerca das pouco ortodoxas decisões judiciais de ambos naquela Corte e no Senado, eis que a respeitável dupla resolveu concertar uma aliança, à qual aderiu o ministro Dias Toffoli, com vista a inocentar o notório Renan Calheiros de todas as denúncias a ele imputadas pelo Ministério Público Federal num dos 12 processos a que esse senador responde. Seria cômico se não fosse trágico. Ainda bem que os oito demais juízes impuseram fragorosa derrota (8 x 3) ao singular trio de ministros, aceitando a denúncia de crime de peculato (gravíssimo) contra o notório senador alagoano, tornando-o réu em ação penal no Supremo. A ópera-bufa em causa prossegue com o último ato – Toffoli ainda retém, com pedido de vista, o processo que inabilita réus em ações penais para integrar a linha sucessória do presidente da República – e com um grand finale: Gilmar Mendes, Lewandowski e Toffoli integram a 2.ª Turma (formada por cinco juízes!) que vai julgar os políticos, com foro privilegiado, denunciados no petrolão. Oremos.

Ruy Tapioca

ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

Pobre STF, outrora tão respeitado. No julgamento de Renan, o Brasil já sabia de antemão quem votaria contra e quem votaria a favor. Triste realidade.

Celita Rodrigues

celitar@icloud.com

Avaré

O STF é um dos maiores responsáveis pela desordem, pela crise de honestidade, política e financeira do nosso país. Se esse elemento tivesse sido julgado, condenado e preso no tempo correto (nove anos atrás), grande parte dos problemas que o País vive hoje não teria acontecido. Brasil, terra da impunidade, onde cada um dos Poderes luta para ter e manter benefícios que atendam unicamente a seus interesses!

José Roberto Niero

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

FIDEL E A GUERRA FRIA

Herança stalinista

Com a experiência de quem sofreu na pele os efeitos da guerra fria em nosso país, nos turbulentos anos 1960-70, o jornalista Flávio Tavares faz interessante retrospectiva crítica sobre Fidel Castro (2/12, A2), do prosaico ex-futuro astro de Hollywood ao despótico ditador comunista que, acrescento eu, exportou armas, dólares e agentes revolucionários para o Brasil em pleno governo democrático do presidente João Goulart. Destaco do artigo, de acurada perspectiva histórica, a crença de Fidel nos cânones do stalinismo, em que “o inimigo é quem pensa diferente”, pois é esse o discurso sectário (“nós contra eles”) de seus fiéis seguidores no Brasil. Não por acaso, os mesmos que se juntaram no Foro de São Paulo.

Celso L. P. Mendes

cpmconsult@uol.com.br

São Paulo

VAMOS, VAMOS, CHAPE

Não foi acidente

Acompanhei tudo o que foi divulgado sobre o que aconteceu na tragédia que vitimou tantas pessoas. E me parece inadequado falar em acidente aéreo, pois o avião caiu por imensa irresponsabilidade do piloto e proprietário da empresa. As normas de segurança não foram observadas, portanto, trata-se de crime. Isto deve ser gritado ao mundo: os passageiros foram vítimas de crime! Resta saber se houve cúmplices.

Sérgio Barbosa

sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais 

Roleta-russa

Se confirmadas as denúncias do piloto do hangar que atendia a aeronave da empresa LaMia e as recorrentes atitudes irresponsáveis de seu único piloto (que já voara várias vezes na iminência de chegar em pane seca ao destino), não poderemos mais, de fato, considerar um acidente o trágico episódio. Trata-se, a bem da verdade, de uma nova modalidade de roleta-russa

Eduardo A. Delgado Filho

e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

Não estamos sós...

Diligentemente, as autoridades bolivianas cancelaram a licença de voar da LaMia poucos dias após perder seu único avião

Milan Trsic

cra612@gmail.com

Ribeirão Preto 

Critério de escolha

Nós, tripulantes, que passamos parte da nossa vida nos ares, sempre ouvimos que um acidente aéreo nunca tem um só culpado, é sempre um conjunto de erros. Nesse triste caso na Colômbia, parece que, aliado a erros de cálculo, seja na autonomia do avião, seja no combustível sem a margem de segurança, também aparece a falta de critério na escolha da companhia aérea. Os jovens jogadores confiaram a vida a pessoas irresponsáveis e gananciosas. Quem vai pagar por isso?

Elisabeth Migliavacca

São Paulo 

Excelência em Medellín

Um fato a mais chamou a atenção no caso do acidente da Chapecoense: o excelente aparato de socorro e hospitalar de Medellín. Cidades do mesmo porte, no Brasil, não têm um aparato de tal qualidade. 

Heitor Vianna P. Filho

bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

Abuso de autoridade

Quinta-feira, no Senado, num clima que não se poderia chamar de suave, o juiz Sérgio Moro defendeu bravamente seu ponto de vista a respeito do projeto de abuso de autoridade tramitando naquela Casa e que a Câmara dos Deputados, insidiosamente, introduziu e aprovou na calada da madrugada de quarta-feira no pacote anticorrupção. A forma da aprovação e o conteúdo da medida levaram a imprensa e especialistas emitirem opiniões as mais variadas – e, como quase tudo no País, neste momento estão divididos meio a meio. Entrementes, independentemente de se estar de acordo ou não, nota-se que há juízes que estão ser esforçando para dar argumentos aos que querem um controle maior sobre o Poder Judiciário. É o caso do juiz Rubens Pedreiro Lopes. É inadmissível, insuportável, inaceitável e quantos outros adjetivos se queira usar que a jornalista Andreza Matais tenha o seu sigilo telefônico quebrado. Temos de nos solidarizar com a jornalista, porque, ao fazê-lo, estaremos defendendo uma plêiade de outros tantos profissionais honestos que nos mantêm informados sobre as diatribes de nossos políticos e empresários. Se já não nos bastasse a loucura que está vivendo o País, ainda vem um senhor juiz descaracterizar nossa Constituição, fazendo-nos lembrar de outro juiz, de triste memória, Ricardo Lewandowski. Valha-nos, Senhor! 

Éden A. Santos

edensantos@uol.com.br

São Paulo

Audiência pública

A participação do juiz Sérgio Moro num debate com parlamentares em Brasília, como era de prever, motivou debates e manifestações que mostraram as divergências sobre a recente aprovação pela Câmara do projeto sobre procedimentos relativos à corrupção. Surpreendente foi a declaração do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de que a Câmara andou bem. Pelo visto, as divergências políticas estão presentes também no Judiciário.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

Intimidação

A reunião promovida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, com a participação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, e o juiz Sérgio Moro, mas pareceu uma emboscada para intimidar o temível justiceiro comandante da Operação Lava Jato, com direito à participação do eletrizado senados Lindbergh Farias (PT-RJ) e o mesmo assunto de sempre, sobre seu endeusado mito político Lula. Mas Moro logo percebeu que a intenção do evento era puramente a defesa da criminalização de autoridades envolvidas na condução da Lava Jato e, destemido, perguntou diretamente: essa é a intenção do projeto ou não é?

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

Nem fica vermelho

Renan Calheiros, presidente do Senado, esteve “cara a cara” com o juiz Sérgio Moro na quinta-feira, no Senado, e aproveitou para afirmar que a Operação Lava Jato é “sagrada”, mas, até então, ninguém sabia que ele é ateu. 

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Eles não entendem

“Não configura crime previsto nesta lei a divergência na interpretação da lei penal ou processual penal ou na avaliação de fatos e provas”, foi o texto que Sérgio Moro entregou a Renan Calheiros como única sugestão para alterar a lei de abuso de autoridade. Hermenêutica e elegantemente, com toda a autoridade moral concedida aos justos e competentes, que se abstêm do muito palavrório vazio. Renan e seus acólitos terão dificuldade para interpretá-lo por causa da incapacidade moral e também intelectual reinante em seu habitat.

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

Moro no Senado

Não devia ter ido. Um juiz de primeira instância devia ser representado por seu superior hierárquico imediato não envolvido diretamente nos processos em questão.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Sobre o debate no Senado

Há mais de 25 anos, durante os desastrosos governos Sarney e Collor, fui levada à falência, e um dos motivos foi falta de pagamento, quando várias duplicatas eram esquecidas na gaveta de juízes nos rincões do País, simplesmente por serem “amigos” dos lojistas protestados. Depois de três meses, com uma correção de 80% ao mês, não valiam mais nada. Essa é uma reclamação recorrente ainda hoje, feita por vários empresários. Há décadas a imprensa divulga prisões arbitrárias sem julgamento ou investigações, e tudo continua igual. Por que somente agora, quando, investigados por corrupção, nossos digníssimos congressistas resolveram fazer uma lei que puna procuradores e juízes? Se a lei não batesse à porta destas vacas sagradas do Congresso Nacional, será que as arbitrariedades teriam punição? Pena que depois de 25 anos eu não possa colocar ação contra juízes que me prejudicaram. Ressarcimento por perdas e danos. Mas talvez eu possa fazê-lo ao Congresso, por não terem legislado contra esses abusos desde sempre. Com certeza, acabada a Operação Lava Jato, os impolutos congressistas continuarão iguais. Legislando em causa própria.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Indignos

Com o Brasil de luto, deputados trataram de aprovar, durante a madrugada de quarta-feira, emenda descaracterizando o pacote de medidas anticorrupção requerido pelo povo por meio do Ministério Público Federal. Como se não bastasse, horas depois, Renan Calheiros tentou acelerar sua aprovação também no Senado. É estarrecedor. Que tipo de brasileiros são eles?

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Imorais

Na quarta-feira (30/11), enquanto a população brasileira, traumatizada pela tragédia de Medellín, recebia a solidariedade de todos os povos do planeta e, em especial, do povo colombiano, parlamentares imorais do Congresso Nacional se esmeravam em aprovar leis que salvassem a própria pele das garras da Justiça. Vivemos naquele dia todos os sentimentos que podem afligir um ser humano. De um lado, a dor insuportável pela perda trágica de jovens que escreveram uma história inesquecível do Chapecoense, time de futebol da cidade de Chapecó, além de jornalistas e demais profissionais que perderam a vida no exercício de suas atribuições profissionais. Também nos comovemos à noite, ao assistir às homenagens no estádio de futebol daquela cidade, a homenagem e a solidariedade dos colombianos daquela cidade. Não acredito que alguém que realmente podemos chamar de humano não tenha ido às lágrimas ao assistir àquela homenagem transmitida ao vivo pelas nossas emissoras de televisão. Depois dessa tragédia e da reação da população da Colômbia, podemos, agora, chamá-los, para sempre, de nossos “hermanos”. Em meio ao trauma de tão pavorosa tragédia, 313 deputados federais de nosso país, insensíveis aos acontecimentos e na calada da noite, aprovaram projeto de lei com emenda de autoria de um deputado maranhense desvirtuando completamente o projeto elaborado pelos promotores públicos do Brasil, tendo à frente a força-tarefa da Operação Lava Jato e com a chancela das assinaturas mais de 2 milhões de brasileiros. 33 deles eram paulistas. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (PSD-RJ), ainda procura defender a votação afirmando que foi transparente. Às quatro horas da madrugada, depois da tragédia de Medellín? Não bastasse essa afronta à nossa democracia, no Senado Federal 14 senadores, tendo à frente o presidente Renan Calheiros, tentaram aprovar na mesma tarde um pedido de regime de urgência ao projeto que acabara de chegar da Câmara dos Deputados, na tentativa de aprová-lo também no mesmo dia, para que, se aprovado, fosse encaminhado à sanção do presidente da República. O senador de Alagoas já tem sete inquéritos da Lava Jato liberados para investigação pelo STF. O pedido de urgência foi rejeitado pela maioria dos senadores, mas 14 deles o aprovaram, 7 dos quais investigados pela Lava Jato. Com os dados obtidos no site Contas Abertas, constatamos que na atual legislatura 299 deputados federais têm ocorrências na Justiça e/ou nos Tribunais de Contas, e, destes, 76 já foram condenados. No Senado, 49 senadores, 60% do total, respondem a processo da Justiça. A triste conclusão é de que a maioria dos atuais membros do Congresso Nacional, longe de representar o povo brasileiro, não se preocupa nem um pouco com a nossa população, com o futuro da Nação e muito menos com as tragédias que nos atingem. 

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Histórias assustadoras

Era uma vez um projeto de lei anticorrupção com apoio de milhares de cidadãos. E eis que, após um trágico dia, na madrugada, sofre uma metamorfose completa. E emerge um projeto contra abuso de autoridade de juízes, promotores e policiais. Algo com apoio maciço só dos parlamentares que estão sendo investigados. Algumas horas depois, o som das panelas sinalizava que o povo percebera que algo estava errado. Mas qual o significado do novo conceito de abuso de autoridade concebido na escuridão? Algo amplo, podendo incluir até um erro de interpretação de leis ou de análise de fatos e provas. Julgar ou investigar poderosos passa a ser profissão de altíssimo risco. Algo que pode dar cadeia e expropriação de bens. Essa parte da narrativa foi para causar aquele friozinho na coluna e para que os leitores percebam quão sábia e quão eficiente foi a forma de intimidação dos homens da Justiça concebida pelos pais desta nova criatura! Poderá a ida de um juiz famoso ao Senado ajudar a desmontar essa ameaça? Não percam os próximos capítulos.  

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Isto é Brasil

Os políticos roubam; os políticos investigam; os políticos absolvem!

Milton Bulach

mbulach@gmail.com

Campinas

Brincando com o fogo

Os politicalhos estão a brincar. Enquanto o Ministério Público não pedir a prisão destes bandidos, veremos – e o mundo verá – essa bizarrice de brincadeira dos “Três Podres Poderes”. Estes canalhas travestidos de políticos não querem interpretar a vontade das ruas. Querem a qualquer custo livrar os seus, esquecendo-se de que o povo já não aguenta mais. A imprensa deveria ser mais firme com esta corja. Fica muito no “espera para ver como fica” e a vaca poderá ir se atolar no brejo. Depois do circo pegando fogo, vão dizer que o povo é pouco paciente. Prendam logo Calheiros (12 processos?) e todos os canalhas que sempre estão envolvidos em falcatruas, antes que eles mandem prender os procuradores e juízes que querem moralizar o País.

Arthur de Lucca

arthurcaiolucca@gmail.com

Goiânia

O Congresso e o povo

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, perdeu uma excelente oportunidade de deixar de falar uma tremenda asneira, que com certeza denegriu sua imagem e o deixou muito mal perante a sociedade brasileira. Ele declarou que “o Congresso não é obrigado a ouvir o povo. Isto aqui não é cartório onde a gente carimba o que o povo está pedindo”. Que decepção, deputado Rodrigo Maia, o senhor até que gozava de certa simpatia da população, mas escorregou na maionese. Saiba que a voz do povo é a voz das ruas e quem colocou vocês, senhores deputados, no Congresso fomos nós, brasileiros, e é a este mesmo povo que vossa senhoria deve respeito, justamente para votar leis que favoreçam a população e concretizar a vontade da maioria que exige, sim, a aprovação, sem emendas e sem alterações, do projeto dos procuradores de combate à corrupção, que foi completamente desfigurado na calada da noite – atitude típica de canalhas que agiram ainda aproveitando-se da comoção nacional com o acidente do time de futebol Chapecoense. Brasília está tomada por gente da pior espécie, basta ver o que a figura deplorável de Renan Calheiros fez na noite de quarta-feira, aproveitando-se deste momento difícil por que o Brasil está passando, querendo votar com urgência este arremedo de projeto aprovado pelo Congresso. Ainda bem que obteve uma derrota fragorosa.

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

‘A câmara exerceu o seu papel’

É a pura verdade, presidente Rodrigo Maia. Apenas se constata que o papel que a Câmara tem exercido é lamentável, totalmente contrário à vontade popular e só atende a causa própria. Seus componentes são eleitos pelo povo e deveriam refletir sobre os anseios deste.

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr

Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

Inconstitucional

A Câmara dos Deputados rasgou a Constituição. Lamentável. 

Maria L. Ruhnke Jorge

mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

  

Picaretas

Infelizmente, não são “só” 300, mas, sim, 450 os picaretas no Congresso Nacional.

José Gilberto Silvestrini

jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga 

 

Vergonha

Quando do assassinato do presidente John Kennedy, nos Estados Unidos, a mídia toda usou uma expressão para noticiar o infausto acontecimento, que foi a seguinte: “Shame” (vergonha). Essa simples palavra representa toda a vergonha de um país pelo ato insano que vitimou o seu presidente. Aqui, no Brasil, a mesma palavra e o mesmo princípio se encaixam qual uma luva em relação à aprovação, na calada da madrugada, por mais de 300 deputados federais, de uma absurda emenda em projeto de lei que, em sua redação original, continha disposições visando a um vigoroso combate à corrupção, que correu solta – e ainda corre – em nosso país, desvirtuando, portanto, a corajosa assinatura de mais de 2 milhões de brasileiros que firmaram a solicitação de um projeto digno, correto e honesto, no sentido de extirpar uma medida canalha, que, ao reverso, colabora com a corrupção. Lamentável também a postura do “coronel” alagoano Renan Calheiros, no polo passivo (futuro réu) de inúmeros processos perante o Supremo Tribunal Federal, ter tido a desfaçatez de pretender, ao arrepio das mais notórias regras regimentais, colocar, subrepticiamente, citado projeto em votação perante o Senado Federal, tão logo recebeu-o da Câmara federal. Todavia, a bem da Nação, tal pretensão absurda e nefanda foi repelida pelo plenário do Senado, de tal sorte que este malsinado projeto naquela casa deverá ter sua tramitação regular, normal, iniciando-se pela Comissão de Constituição e Justiça. A sociedade brasileira espera que, quando da votação do projeto em testilha, o Senado Federal redima o conceito das Casas Legislativas, rejeitando-o em sua totalidade, o que propiciará certamente uma futura nova apresentação de outro próximo do original do citado projeto. Enquanto isso, o fraco presidente Michel Temer, que deu um tiro no pé ao agir como advogado de Geddel Vieira Lima, no triste episódio da construção de um enorme edifício de apartamentos em local proibido e inadequado, espera-se que tenha a hombridade de se redimir, vetando no todo este deplorável projeto. Caso tal não aconteça, será a vez de a população sair às ruas, não para quebrar vidros de edifícios públicos e veículos, como fizeram de forma absurda os elementos nocivos do PT, PCdoB e PSOL no início da semana em Brasília, atos de inúteis selvagerias, financiados por entidades que se enriqueceram quando os citados grupos políticos detinham o poder no péssimo governo de Dilma Rousseff. É o mínimo que se espera da maioria da população deste país, honesta, honrada, trabalhadora e que dia a dia se vê agredida pelos maus ocupantes dos Poderes Executivo e Legislativo deste país. Dizem que Deus é brasileiro. Se tal afirmativa é verdade, que Ele venha em nosso socorro e encontre uma fórmula que nos livre de uma vez por todas desta súcia de criminosos que assolam o nosso país.

José Paulo Leal Ferreira Pires

jpfadv@uol.com.br

São Paulo

Ditadura togada

Sou democrata de carteirinha e vivo repetindo a famosa frase de Churchill: “A democracia é o pior regime fora todos os outros”. Entretanto, todo o cuidado é pouco quando se quer transformar um regime democrático, com clara definição do papel dos Três Poderes: Executivo, Legislativo, Judiciário, numa “democracia direta”, para atender aos desejos momentâneos das massas. Partir do principio de que as massas estão sempre corretas levou a grandes tragédias históricas como o nazismo e o fascismo, regimes de altíssima popularidade no seu nascimento. No Brasil, podemos citar a “Marcha da família com Deus pela liberdade”, precursora do golpe militar de 1964, que reuniu em São Paulo mais de meio milhão de pessoas, numa época em que não existia internet nem redes sociais. Atender manifestações populares imediatistas, em momentos de crise e comoção nacional, nem sempre é sensato e não atende aos interesses da própria população e do País em médio prazo. Na atual conjuntura brasileira, os políticos eleitos pelo povo estão sendo vilipendiados perante a opinião pública pelo Poder Judiciário e pela Procuradoria, infelizmente com o maciço apoio da mídia. Se não somos ingênuos em acreditar que o Legislativo é composto por idealistas, tampouco é realista acreditar que o Judiciário está agindo em prol dos interesses nacionais. Pela primeira vez na história, juízes e promotores estarão em posição de serem legalmente responsabilizados por seus desmandos, arbitrariedades e abusos. Até agora foram décadas de casos de Polícia que só puderam entrar para nosso anedotário. Para manter sua inaceitável supremacia a todo custo, procuradores e juízes aparecem cada vez mais em shows midiáticos interferindo em assuntos dos Poderes Legislativo e Executivo e, ainda pior, convocando manifestações populares de apoio, que quase sempre se transformam em atos de violência e vandalismo. Discrição é requisito fundamental para membros do Ministério Público e do Judiciário. Temos visto cenas de histrionismo. O Brasil, que já viveu mais de 20 anos de ditadura militar, corre o perigo de ir ao encontro de uma ditadura togada.

Maria J. P. do Canto e Castro

juliapcastro@gmail.com

São Paulo

Quem restará para 2018?

Os futuros candidatos que não estiverem atrás das grades serão impedidos pela Lei da Ficha Limpa de se candidatarem em 2018. Para presidente não haverá nenhum, a menos que o povo desavisado, como sempre, queira eleger Renan Calheiros para presidente e Romero Jucá para vice, políticos muito antigos protegidos pelo STF há mais de dez anos. Não votarão em Aécio Neves, do PSDB, que prestou homenagem a Fidel Castro, de extrema esquerda. Outros igualmente inimigos da esquerda se calaram. PT e PCdoB estão acabando por falta de membros, e certamente terão falta de dinheiro, tomado pela Lava Jato, parte já devolvida à Petrobrás. Nenhum tipo de esquerda terá sucesso, dado que Lula ainda a monopoliza. Já existem outros juízes como Sérgio Moro fazendo pente fino e enviando ex-futuros candidatos para a cadeia. Para poderem voltar à política, os principais presos deverão apelar e somente terão sucesso ao chegarem ao STF, que não condena políticos, ladrões ou não. Seria preciso que os partidos que sobrarem “inteiros” e com recursos (pouco provável) comecem a preparar novos candidatos, mas agora já é tarde demais para 2018, cuja campanha se iniciará em 2017. Agora, só em 2022. Não adiantarão muito os esforços dos partidos, dado que haverá pouquíssimos financiadores, os maiores estarão na cadeia ainda e devem ter se arrependido. Ao fim e ao cabo, quem provocou esta situação de provável eleição sem candidatos foi Lula, cujos roubos a ele atribuídos acabaram atingindo candidatos, partidos e recursos para eleições. Assim, em 2018, o Brasil dará uma lição ao mundo, eleição sem candidatos, pois os costumeiros estarão impedidos e sem tempo para preparar novos. Com isso, talvez, sobrem somente Renan e Jucá, que não estarão afastados da política graças ao STF.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Promessa de Luiz Inácio

“Se for necessário, não tenha dúvida de que eu voltarei.” A declaração de Lula em Belo Horizonte mostra que ele vive noutro mundo, fora da realidade. Prometer se candidatar, ser reeleito e resolver os problemas do Brasil no dia seguinte? Quanta humildade!

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

Do que o país precisa

Lula: “É preciso tomar o País de volta e consertar”. Cidadania diz: É preciso punir todos os políticos que quebraram o País.

 

José Roberto Niero

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

Importante para o Brasil

 

Duas notícias, no “Estadão”, repercutiram dois fatos de grande interesse nacional. Sem dúvida, a oitiva do ex-presidente Lula e a do ex-senador Delcídio Amaral, em Brasília, em fevereiro do ano vindouro, nos dias 17 e 15, respectivamente, poderão trazer situações novas para o contexto probatório do processo em que Lula figura como réu. De outro lado, as delações da Odebrecht, com depoimentos de 77 dirigentes da empresa, poderão atingir membros do governo, o que acarreta grande preocupação para o presidente Michel Temer. E nem poderia ser diferente, porquanto as delações poderão atingir por volta de 200 políticos do País. Eis que o Brasil, sendo passado a limpo, traz dores de cabeça não só para os corruptos, mas também para outras figuras com eles relacionadas.

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Só pode estar brincando

“O maior interessado (na verdade) sou eu”, disse Lula ao juiz Sérgio Moro. Cá entre nós, esse sujeito é muito cara de pau, para não dizer cínico.

 

Gildete do Nascimento

mgildetenascimento@bol.com.br

São Paulo

O segredo das malas

De acordo com a revista “Veja”, Lula, no dia 3 de junho, embarcou para Roma com 12 malas, mas apenas cinco passaram pelo raio-x. A Receita Federal tentou vistoriar a aeronave, mas a operação foi abortada por um delegado da Polícia Federal. Por questão de segurança de qualquer voo, a bagagem dos “mortais” deve ser examinada por raios-x. As malas continham algum segredo de Estado? Ou Lula não se considera uma “pessoa comum”, como ele próprio definiu José Sarney?

Omar El Seoud

ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

A tragédia da Chapecoense

Medellín, na Colômbia, assistiu, com a tragédia que vitimou a equipe da Chapecoense, jornalistas e equipe técnica, a mais um acidente aéreo que comove o mundo. Foi ali também que morreram, em acidente aéreo ocorrido em 24 de junho de 1935, Carlos Gardel e o paulistano Alfredo Le Pera (compositor, solo ou em parceria com Gardel, dos tangos mais famosos interpretados por ele). Como no caso do acidente da Chapecoense, em que as informações preliminares indicam a possibilidade de o avião ter voado no limite de combustível, o avião de Gardel também estava no limite de peso. O peso máximo de decolagem do avião era de 6.237 kg, e no dia do acidente indicou um peso de decolagem previsto de 6.182 kg, portanto, apenas 55 quilos a menos do que o máximo permitido. Além disso, a carga estava inadequadamente distribuída. Este fato pode ter contribuído negativamente, juntamente com o vento, para levantar a cauda da aeronave durante a decolagem e causar o acidente.

Luiz E. Pesce de Arruda

luizeduardoarruda@yahoo.com.br

São Paulo

Pane seca

No transporte aéreo, em se tratando de segurança, não se brinca, é uma norma a ser rigorosamente seguida. O empresário e piloto da aeronave da Lamia, Miguel Quiroga, menosprezou a regra básica de segurança e levou consigo à morte 70 inocentes pessoas e enlutou Chapecó (SC), o Brasil e o resto do mundo.

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Fiscalização

Temos assistido às inúmeras manifestações de solidariedade em razão da tragédia do voo da Chapecoense. Esta semana, no Estádio Girardot, em Medellín, houve uma manifestação impressionante, pela participação não só de torcedores do clube Atlético Nacional, que enfrentaria a Chapecoense na quarta-feira na disputa da final da Copa Sul-Americana, mas de colombianos que nada tinham com o futebol. Temos agora, em terras brasileiras, mais manifestações com a chegada dos corpos das vítimas. Qual a lição que podemos extrair desse acidente? Será que poderia ter sido evitado? Os meios de comunicação divulgaram nos últimos dias a informação de que poderia ter faltado combustível. De que a autonomia da aeronave seria de 3 mil km e a distância de Santa Cruz de la Sierra a Medellín seria de aproximadamente 3 mil km. Ou seja, sem nenhuma reserva. Será que, além do plano de voo, não teríamos de ter alguma exigência de maneira a evitar que sejam feitos voos em que ocorra isso, pondo em risco a vida de muitas pessoas, como de fato ocorreu? Será que os órgãos de fiscalização da aviação levam isso nas autorizações de contratação de voos pelos clubes? O planejamento de viagem que fazemos em nossos deslocamentos em terra levam em conta a quilometragem percorrida, o tempo da viagem, locais de parada e abastecimento. Com o avião só é possível se tivermos escalas que permitam tal. Mas isso não pode ficar na decisão do piloto. Acredito que deva haver normas mais rígidas que levem em conta esse fato. 

Ryochi Abe Osaki

ra.osaki@yahoo.com.br

São Paulo

Competências

Não compete aos órgãos de tráfego aéreo e aos controladores analisarem questões relativas a combustível e outros itens técnicos das aeronaves, pois isso varia para cada modelo e em determinadas condições. Aos órgãos de tráfego aéreo compete tão somente verificar nos planos de voo a origem, o destino, o aeródromo de alternativa, as altitudes, velocidade e tempo de voo. Por isso a denominação Controle de Tráfego Aéreo, e não controle técnico da aeronave, competência de quem a opera.

Heitor Vianna P. Filho

bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

Homenagem em Medellín

Apesar ainda das guerrilhas do narcotráfico, os colombianos parecem muito mais morais e éticos do que nós, brasileiros, que ainda convivemos com a guerrilha política. Temos de tirar o chapéu, ainda que prestigiando a dor dos chapecoenses e de todo o Brasil.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

Atlético Nacional

Sugiro ao governo sueco criar o Prêmio Nobel categoria fair play e entregar imediatamente ao Atlético Nacional da Colômbia e a sua torcida.

Luiz Henrique Penchiari  

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

25 de novembro

25 de novembro vai ser lembrada na História como uma data “sui generis” e que nos traz grande oportunidade de reflexão. É o dia da morte de Fidel Castro e o aniversário de nascimento de Augusto Pinochet. O primeiro, após 57 anos de governo em sua ilha, Cuba, deixa um legado de pobreza, atraso, irrelevância econômica, um Estado policial onde há racionamento de alimentos e onde fuzilamentos e prisões arbitrárias fizeram parte destas quase seis décadas. E tudo isso sempre em nome da “liberdade”. O segundo, em apenas 17 anos, catapultou economicamente seu país, instituiu o serviço de Previdência pública mais perfeito do mundo (segundo a revista “The Economist”), transformou um país eminentemente agrário numa relevante economia sul-americana e mundialmente reconhecida, fez a educação básica chegar a toda a população e não só promoveu, como respeitou, o resultado de um plebiscito que consultava a população sobre a continuidade do seu governo ou não. Com instituições sólidas e as ideologias varridas do serviço público, o Chile hoje é exemplo de democracia moderna, com voto distrital, apenas sete partidos e tudo graças ao “terrível”, ao “tirano”, ao “ditador” Augusto Pinochet. 

Frederico d’Avila

fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

Emblemático

Finalmente, morreu o longevo e carismático “El Comandante”. Após sucessivos alarmes falsos da morte de Fidel Castro, eis que sai de cena o maior ícone da esquerda mundial dos últimos tempos. Não deixa de ser emblemático que, no momento em que o mundo dá uma guinada para a direita, o maior símbolo da esquerda morra. Com revolucionário venceu e destituiu Fulgêncio Batista em Cuba e implantou um regime comunista ao povo cubano, que teve grandes avanços na educação, artes, saúde e esportes, mas com mão de ferro impôs uma censura pesada a seu povo, tolhendo o essencial: a liberdade. Com a queda da antiga URSS e o embargo econômico, isolou ainda mais a ilha caribenha, impondo escassez de alimentos e produtos básicos. Como todo ditador que se perpetua no poder, Fidel Castro deixa a cena com o legado maldito de um ditador milionário e um povo miserável. 

Luiz Thadeu Nunes e Silva

luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís

Baluarte da democracia

“Nos piores momentos, quando ditaduras dominavam as principais nações de nossa região, a bravura de Fidel Castro e o exemplo da revolução cubana inspiravam os que resistiam à tirania.” Essa declaração faz parte da nota de Lula alusiva à morte de Fidel Castro, símbolo de uma das ditaduras mais longas, mais sanguinárias e mais supressoras das liberdades de expressão e dos direitos humanos de que se tem notícia na história contemporânea. Não se sabe qual era a intenção ou o que se passava na cabeça do ex-presidente brasileiro, ou, mais provavelmente, na de quem redigiu o documento, ao ser emitido posicionamento tão absurdo. Talvez o mais aceitável, entretanto, seja que tal sandice, recheada de hipocrisia, tenha subestimado, além de qualquer limite, a inteligência do cidadão brasileiro.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

Fanáticos

O portal “Veja” trouxe matéria esta semana dando conta de que a maioria absoluta dos cubanos está indiferente à morte de Fidel Castro e até reclamando muito das proibições impostas por conta do luto oficial na ilha caribenha: não beber, não ouvir música e até não desejar um “bom dia”, proibição esta válida inclusive para apresentadores de telejornal. Faltou apenas mandar fuzilar quem não está chorando, mas prisões de gente que comemorou a morte do ditador já aconteceram. Que o cubano médio esteja indiferente ou até mesmo aliviado não é de estranhar. Fidel só não será assunto superado para os esquerdistas fanáticos. Assusta ver que a imprensa brasileira, sobretudo em canais de televisão, abriga uma legião de adoradores do facínora cubano. Jornalistas, visivelmente fanáticos pela “revolução” e seu líder, mal disfarçam seu pesar e informam mal. Mostram os fatos com lentes róseas, como se pudesse haver algum beneficio advindo de repressão, assassinato e violência extrema. “Ah, mas a saúde e a educação de Cuba...”, dizem eles. Educação? Cuba, antes da revolução castrista, tinha 22% de analfabetos, contra 44% da média mundial. Castro nada fez, a não ser falar, falar muito! Saúde? Alguém já viu ou leu sobre os hospitais cubanos? Eles deixam o pior dos hospitais do nosso SUS no chinelo, em termos de precariedade! Os médicos do programa Mais Médicos, que vieram de Cuba, nem sequer conheciam os aparelhos mais comuns de diagnóstico! Tenham paciência! Somente fanáticos conseguem negar o que os olhos veem. Os diretores de redação deveriam prestar atenção nos seus jornalistas, procurando detectar entre eles os fanáticos, aqueles que necessitam cultuar personalidades. É gente muito doente, que deveria estar no consultório de um psiquiatra, e não numa redação, “informando” leitores e telespectadores (ou “assinantes”, como eles nos tratam). É óbvio que seguidores fanáticos de líderes de qualquer ideologia ou crença não dispõem de isenção ou mesmo do bom senso necessários à informação de qualidade.   

Maria C. Rocha Azevedo

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

Governar por 57 anos é sensato?

Há gente que defende e aplaude o regime imposto por Fidel Castro aos cubanos desde 1959. Será que esse fato não agride os princípios que regem a democracia e os fundamentos republicanos de alternância do poder? Isso, sem contar com a tirania imposta ao cidadão, sem direito de ir e vir, sem imprensa livre, omitida em relação a Cuba. Parece que não aos olhos de alguns “formadores de opinião” quando apresentam entrevistas de quem chama Fidel Castro de presidente/comandante ou de cubanos que, como funcionários, jamais ousariam emitir comentários em desfavor da cúpula ditatorial. Não que ao longo do tempo gente patriota não se insurgisse e enfrentasse os irmãos Castro. Logo, presos, torturados e fuzilados. Décadas de sofrimento. Vale lembrar uma das manchetes sobre o tratamento dado a opositores, e recentemente, 2010, não na fase do golpe dado por Fidel na democracia e do fuzilamento por norma: “Lula compara preso político de Cuba aos bandidos de SP, dissidente diz que ele é cúmplice da tirania”. Em entrevista, Guillermo Fariñas, preso político e em greve de fome, além da expressão destacada, disse que “Lula agiu de má-fé ao ir a Cuba pouco tempo depois da morte de Orlando Zapata, que passou 85 dias sem comer”. Lamentar e sublinhar as palavras de Che Guevara na ONU: “Nós temos de dizer aqui o que é uma verdade conhecida, que temos expressado sempre diante do mundo: fuzilamentos, sim! Fuzilamos, estamos fuzilando e seguiremos fuzilando até que seja necessário”. Ódio e sadismo marcaram o seu comportamento na execução pessoal dos considerados opositores, ou sob sua ordem. Um balanço de milhares de fuzilados que a farta literatura e vários vídeos escancaram ao mundo, o terror imposto por Fidel, editado por ex-guerrilheiros de Sierra Maestra, depois considerados dissidentes e condenados a 15, 20 anos de prisão. Damas de Branco que protestam em nome dos presos políticos, atacadas, agredidas, mas esquecidas nas reportagens, se comparadas às Mães da Praça de Maio. Subserviente aos ditames de Moscou, Cuba contribuiu com forças militares para o expansionismo comunista desagregador e sangrento, fomentando a guerra civil em vários países: Gana, Argélia, Síria, Etiópia e Angola. Serviu de fonte de ensinamento aos terroristas brasileiros que lá aprenderam as técnicas de guerrilha e que infernizaram o País nos atentados a quartéis, bancos, empresas, ao Aeroporto dos Guararapes, assassinando, sequestrando e mutilando inocentes, por incompetência e covardia. O “paraíso” cubano dos esquerdoides não é bem assim nos depoimentos disseminados na internet, como nas declarações da ex-jogadora de vôlei Ana Paula: “Quantas vezes não levamos as cubanas para comprar pasta de dente, sabonete, xampu, aspirina. E elas tinham de esconder tudo para entrar em Cuba... Ler que atletas gostavam de Fidel é balela... Temiam por suas famílias”. O professor Carlos Moore, cubano, que foi marxista, como afirma, demonstra o racismo contra os negros e a fé de raiz africana: “O candomblé foi banido pelo regime comunista imediatamente quando chegaram ao poder, detendo os pais de santo, que foram jogados em campos de concentração, e vários deles foram executados (...) os partidos comunistas são sectários, quando chegam ao poder fuzilam (...) imagina se tivessem feito isso no Brasil (...)”. As relações da opressão fidelista com nosso país vão da formação dos combatentes fracassados aos interesses patrocinados pelos governos Lula-Dilma. Seja pela adoção do programa Mais Médicos, manobra diversionista para transferir recursos para os ditadores e desbordar o exame do Revalida, sob o qual seriam reprovados; seja pela injeção de recursos do BNDES como para a construção do Porto de Mariel. Cuba não teve o Muro de Berlim como rota de fuga e fuzilamento, mas o mar circundante da ilha o representa como o único caminho para a vida livre, esperança de um novo porvir. “Balseros” que desafiaram os soldados de Fidel e os tubarões para atingirem a costa norte-americana. Como enfrentam os atuais migrantes em direção à Itália e a Grécia. Não sei onde a alma de Fidel se encontra, mas deve estar ao lado de Stalin, Hitler, Che Guevara, Marighella e outros tantos terroristas que fazem as suas pontes com os seus semelhantes empregando explosivos, projéteis, fuzilamentos, torturas e justiçamentos.

Ernesto Caruso

egcaruso@gmail.com

Campo Grande

Herói de Cuba

Como professora de História, fiquei admirada com o desconhecimento de alguns leitores sobre Fidel Castro. Salvo os presos ao fundamentalismo ideológico que leva à cegueira mental, os apaixonados pela aventura abortada, mas não enterrada apenas no jabuticabal brasileiro, quem ousa gloriar Cuba, capitania hereditária dos Castro, que, sem a Rússia, a Venezuela e, agora, o Brasil, se desmilingue a olhos vistos, e sem a proteção americana (que com Donald Trump não virá) voltará ao tempo das cavernas?

Maria M. Coelho

maricotinha63@gmail.com

Salvador

Fidel foi melhor?

Como podem as pessoas ter percepção tão distinta de Fidel Castro como os leitores da grande imprensa? Na internet rola uma curta mensagem comparando Fidel a Médici que vale a pena, a meu ver, ser divulgada para o grande público. Ambos foram ditadores, Fidel por toda a vida, Médici por quatro anos. Médici acabou com o terrorismo com um saldo estimado, mas não provado, de 200 mortos; Fidel matou 12 mil opositores e promoveu o terror na América do Sul e na África (com outros tantos mil mortos), cuja face visível, nos dias atuais, é o Foro de São Paulo. Médici sustentou 12% de crescimento da economia ao ano, sobrando empregos no Brasil, enquanto Cuba exporta braços-ganhadores até hoje e vive da remessa de lucros que os exilados enviam aos seus familiares na ilha. Cubanos exilaram-se aos milhares fazendo a perigosa travessia até a Flórida e vivendo nova e progressista vida nos EUA. No Brasil, Médici lançou o slogan “Ame-o ou deixe-o” e só deixou o País a elite do terror e da guerrilha, acolhida e protegida pela esquerda mundial, esta mesma esquerda que feneceu com a exaustão da União Soviética, ex-capital do comunismo mundial.

 

Paulo Roberto Santos

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

Fidel, redentor de Cuba?

Li estarrecido as expressões de pesar de vários leitores a respeito da morte de Fidel, mas desqualificar o escritor seria empregar o argumento da autoridade, impróprio numa democracia. Devemos, sim, contar um pouquinho que seja da verdadeira história. Sierra Maestra foi, realmente, um marco na libertação de Cuba, até que Fidel deixou cair a máscara e aderiu ao comunismo. Os marxistas do passado, este grupo saudosista do Brasil – jabuticaba, ainda acha que a ditadura do proletariado – na qual só se dá bem a elite do proletariado, haja vista o Brasil de hoje – encurta o caminho para o socialismo. Assim, o comunismo, que matou, liquidando esperanças terrenas; que aboliu a igreja, negando a esperança cristã de vida eterna; e que suprimiu as liberdades individuais, tudo em nome de uma sociedade mais justa, revelou-se um blefe, o engodo de um povo. De que vale um povo alfabetizado num sistema de forte censura, onde jornalistas discordantes são presos e a internet quase não existe (aí nasce a tese da escola com partidos)? E o trabalho, neste paraíso decadente, completamente dependente da Rússia, depois da Venezuela, do Brasil e, agora, do inferno capitalista, que, injustiça (!), lhe bloqueia a economia. Fidel foi um assassino e Guevara o seu carrasco. 15 mil mortos pela revolução e Cuba continua miserável, alugando seus cidadãos em exércitos mercenários no passado e hoje os seus “médicos”. Um país pequenino não pode ter quase 20 mil médicos disponíveis para exportar. Fidel foi ditador-rei, que passou a sua coroa ao irmão. Nem entro no mérito do que aconteceu no Brasil, que há muito reimplantou a democracia.

Roberto Viana Santos

rovisa681@gmail.com

Salvador

Felicidade

Agora que o sr. Fidel Castro faleceu, ocorreu-me a seguinte duvida: o povo cubano era/é feliz? Essa resposta somente virá com o tempo e quando o povo cubano puder se expressar sem ter nenhum receio de alguma punição. Já vimos que ditadores antes venerados pelo povo, uma vez apeados do poder, eram na verdade odiados. Se formos definir felicidade numa expressão cujo numerador é prazer e o denominador é dor (prazer/dor), quanto maior o prazer e menor a dor, mais feliz é um povo. Com base neste conceito, o denominador (dor) esteve muito presente nestas décadas em que os irmãos Castro controlaram a ilha. Neste período ocorreram milhares de prisões e mortes (fuzilamento), perda da liberdade de expressão, etc., etc. O pêndulo desta equação com certeza se desviou para a infelicidade. A palavra final é do povo cubano “livre”.

Jorge Eduardo Nudel

jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

Acordo de paz na Colômbia

O Congresso colombiano aprovou o novo acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), permitindo que o país possa virar uma página sangrenta e dolorosa de sua história recente e possa seguir em frente e em paz. Apesar de o ex-presidente Álvaro Uribe ter tentado melar o acordo, felizmente o bom senso e o desejo pela paz foram mais fortes e saíram vitoriosos. Parabéns, Colômbia.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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