Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2016 | 04h00

CORRUPÇÃO

Comunicado da Odebrecht

Fiquei muito bem impressionado com a mensagem da Odebrecht nos jornais, pedindo desculpa por seus erros e se comprometendo com um futuro diferente. Mas, erros?! A empreiteira reconhece que suas práticas foram impróprias. Impróprias?! Não entendi. Peço a ajuda de professores mais versados no vernáculo e a contribuição de advogados. 

Marco Antonio Esteves Balbi

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

A Odebrecht não errou. Teria errado se tivesse cometido falhas nos projetos ou na execução das obras. A Odebrecht e seus dirigentes, que desde o início ridicularizaram a Operação Lava Jato, roubaram na caradura o nosso dinheiro. Vamos deixar as coisas claras e sem eufemismos.

Leão Machado Neto

lneto@uol.com.br

São Paulo

Desculpas

Muito bonitinhas as desculpas da Odebrecht. Mas será que essas “desculpas” vão consolar os familiares dos que morreram por falta de atendimento em hospitais e prontos-socorros, que estão caindo aos pedaços, não foram acabados e/ou construídos pela falta dos bilhões durante anos subtraídos por essa empresa para enriquecer ainda mais seus donos e diretores e um punhado de ladrões? E isso “só” a Odebrecht! Espero que as multas bilionárias que ela e outros vão pagar sirvam para o acima citado, e não para pagar os já milionários salários de nossos “representantes”, que na calada da noite votam a seu próprio favor.

Roger Cahen

rcahen@uol.com.br

São Paulo

Esfarrapadas

Li e reli várias vezes a carta da Odebrecht em que pede desculpas à sociedade pelos atos de corrupção praticados. Sinceramente, considero tais desculpas bem esfarrapadas. Seus dirigentes não devem ter avaliado o mal que fizeram à sociedade ao longo de tanto tempo. Não devem ter noção de quantas pessoas deixaram de ser atendidas nos hospitais, quantas crianças morreram ou não estudaram por causa do dinheiro desviado, que com certeza faltou aos cofres públicos, etc. E, lamentavelmente, só vão devolver uns R$ 6 bilhões ao longo de 20 anos...? O Ministério Público deveria avaliar o lucro da empresa ao longo de décadas. 

Iria de Sá Dodde

iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

Imagino que a multa da Odebrecht tenha levado em conta o valor total dos contratos com entes públicos nos últimos cinco anos prescritos. Surpreende-me é o prazo concedido, de 23 anos, algo como R$ 300 milhões/ano. Para mim, habilitada novamente a contratar com governos, ela não terá dificuldades – e nós pagaremos indiretamente. Não conseguiram nada melhor? De toda forma, o saldo será positivo se os safados forem identificados e punidos exemplarmente.

André C. Frohnknecht

caxumba888@gmail.com

São Paulo

Leniência

Num país como o Brasil, onde milhões de pessoas não têm o básico para sobreviver, a construtora Odebrecht fecha acordo e só ela pagará a bagatela de R$ 6,8 bilhões! E pede desculpas à Nação. Diante da crise que se instalou em nosso país, o momento não é mais para blá-blá-blá. Até porque os danos causados pela corrupção ao povo brasileiro não há desculpas que reparem

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Lesa-pátria

Sobre o pedido de perdão público da Odebrecht, minha resposta pessoal é: não, não perdoo, não! Quem cometeu crime de lesa-pátria, como eles fizeram, não merece perdão. Corruptos!

Paulo Boccato

pofboccato@yahoo.com.br

Taquaritinga

Quadrilheiros

Além das desculpas, o Grupo Odebrecht precisa informar quem são os quadrilheiros que assaltaram os cofres da Petrobrás, sem exceção. Doa a quem doer. Só assim poderá amenizar a sua imagem de lesa-pátria.

Luiz Bianchi

luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

Os corruptores já foram identificados, vão pagar multa, pediram desculpas e prometem não mais agir ilegalmente. E os corruptos? Quando vão ser identificados e repetir o gesto dos corruptores? Cana nessa corja!

Carlos Alberto Roxo

roxo_7@terra.com.br

São Paulo

Delação

A Odebrecht poderá recuperar todo aquele dinheiro da altíssima multa que terá de pagar se for contratada para construir as centenas de presídios que serão necessários para abrigar todos os políticos que vai denunciar.

Antônio P. Serra

apserra@uol.com.br

Santana de Parnaíba

Dilma sabia

A dita honesta Dilma Rousseff, que fez sempre o diabo para se manter no poder, está no centro do petrolão. Segundo a imprensa, o agora delator Marcelo Odebrecht afirmou que a então presidente sabia de tudo sobre o esquema de desvio de recursos da Petrobrás. Sem foro privilegiado, certamente Dilma vai ser investigada e se explicar perante o juiz Sergio Moro sobre o golpe que os petistas deram na estatal. 

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Adoraria ouvir esses senadores do PT e do PCdoB sem noção do ridículo, e achando que o povão é otário, explicarem agora que golpe é esse que alardeiam, se o dono da Odebrecht falou diversas vezes com a não confiável Dilma sobre a corrupção e as falcatruas. Ninguém normal jamais acreditaria que a honestíssima e ética Dilma, sendo do PT, não soubesse de nada. Ou seja, ela repetia seu mestre e fazia tudo o que seu mestre mandasse para tentar enganar todos o tempo todo. Mas a mentira é como uma máscara e uma hora cai. A dela caiu. Impõe-se agora que devolva tudo que o PT levou lesando a Petrobrás, o País, e ainda destruindo mais de 12 milhões de empregos. Simples assim.

Marieta Barugo

mbarugo@bol.com.br

São Paulo

Lava Jato

A última esperança de que o Brasil ainda pode mudar é a Operação Lava Jato. Mas a máfia política de Brasília quer exterminá-la. E ainda há quem acredite que vivemos numa democracia.

Gilberto Schlittler-Silva

schlittler2@mac.com

São Paulo

A delação da Odebrecht

A equipe da construtora Odebrecht fechou o acordo de delação premiada de seus executivos com o Ministério Público Federal. O grupo de trabalho do juiz Sérgio Moro poderá, agora, esclarecer mais detalhes sobre o esquema de propinas envolvendo a classe política brasileira. Sabe-se que centenas de parlamentares e protagonistas do primeiro escalão do poder estão envolvidos no desvio de dinheiro dos cofres das empresas estatais brasileiras. Resta, agora, identificar os criminosos, aplicar a lei com todo o rigor necessário e recuperar o dinheiro roubado, o mais rápido possível. O País não suportará mais uma década de impunidade e depravação.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Fim do mundo

Vem aí a delação do fim do mundo. Não seria o caso de prender preventivamente todos os deputados federais e os senadores, para evitar que atrapalhem as investigações? Se gritar “pega corrupto!”, não fica um.

José Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

'Dura lex'

Merece destaque o oportuno artigo “Esperando a Odebrecht” (“Estadão”, 23/11, A2), de Sergio Fausto, superintendente executivo da Fundação FHC, por dizer que “no Brasil oscilamos entre a impunidade e a violência, desigualmente distribuídas. A punição de crimes pela Justiça, respeitado o devido processo legal, é uma das maiores conquistas da civilização. Só se redime quem paga por seus erros. Isso vale para os indivíduos e vale também para um país. Não pode haver democracia, não pode haver sociedade decente fora do império da lei, igual para todos. Doa a quem doer”. No Estado Democrático de Direito, a tão duras penas reconquistado após os anos de chumbo grosso do regime de exceção, de triste e lamentável memória, deve-se ter em mente que todos são absoluta e rigorosamente iguais perante a lei e a Constituição. Basta de impunidade, de foro privilegiado e de blindagem política! “Dura lex sed lex.”

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

‘Esperando a Odebrecht’

A frase surrada de a “lei é para todos” é a mentira socialista-comunista. O cumprimento da lei é para todos, a lei tem de se adequar a cada indivíduo. A lei que pune o criminoso não pode ser a mesma para o assassino e para o ladrão de galinha, mas o cumprimento dela tem de ser para todos, pouco importa se ladrão, corrupto, etc. Claro que para os comunistas e criminosos a lei é a que os beneficia!

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

Depois da Odebrecht...

Já que o PSDB não deverá ter cão, vai ter de se contentar com o picolé de chuchu.

  

Ulysses Fernandes Nunes Jr

Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

Eficiência

Com a delação premiada das dezenas de executivos da Odebrecht envolvendo um enorme número de parlamentares com direito a foro privilegiado e devendo ser investigados pelo STF, com o provável progresso da Medicina, a maioria deverá ter seu processo terminado quando completarem mais de um centenário de vida. Viva a eficiente Justiça brasileira!

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Empreiteiras 

Como sou leigo em Código Penal, minhas elucubrações provavelmente não encontram respaldo legal, porém poderiam ser pertinentes nesta época. Quando criminosas como ladrões, contrabandistas, traficantes, etc. são apanhados e julgados, seus bens são arrestados sempre que identificados, revertendo para a sociedade. No caso das empreiteiras, especialmente, quanto de sua riqueza tem origem criminosa? É suficiente a devolução de parte, ainda que acrescida de multas? Evidentemente, não; até porque ações ilícitas ocorrem por décadas, hoje prescritas. O que me parece absurdo é permitir que gestores inescrupulosos voltem a dirigir tais empresas, direta ou indiretamente. Não me parece ilógico obrigar a venda das empresas envolvidas e condenadas a terceiros dentro de condições específicas e legislação adequada, para, pelo menos, restringir delitos no futuro, que tanto nos custaram. 

André C. Frohnknecht

caxumba888@gmail.com

São Paulo 

Onde estavam?

Francamente, não dá para entender! Pensando com meus botões, ficou uma pergunta que não consegui responder a respeito da maior operação que investiga um esquema bilionário de desvio e lavagem de dinheiro público envolvendo a Petrobrás, a Operação Lava Jato. Por onde andavam os auditores da Receita Federal, o Ministério Publico, estadual e federal, a Polícia Federal, os Tribunais de Contas, deputados, senadores, a Controladoria-Geral da União (CGU), etc., que não detectaram em tempo hábil o maior roubo da história do Brasil? Será que só após estes longos anos de corrupção, que assolaram o País, apareceu o juiz federal Sérgio Moro, como o salvador da Pátria? Seria ele o único cabeça pensante, inteligente e bem informado neste Brasil?

Arnaldo Luiz de O. Filho

arluolf@hotmail.com

Itapeva

Salve-se quem puder

A delação premiada da Odebrecht criará um problema de proporções bíblicas para a Justiça brasileira. Primeiro, porque a maioria esmagadora dos senhores congressistas vai para a cadeia, e segundo, não haverá vagas nem tornozeleiras suficientes para todos os condenados. Com ironia, por favor!

 

Eleonora Samara

eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo

A lista

Saiu a lista dos deputados que constam da delação da Odebrecht. A lista é pública agora. É só consultar no painel da Câmara dos Deputados da votação de quarta-feira (30/11/2016).

Vanderley Jordão

vandjord@outlook.com

São João da Boa Vista 

Enquanto o Brasil chorava

Ninguém na história deste país jamais viveu para assistir a algo tão degradante quanto foi a cena da Câmara dos Deputados, sorrateiramente, na madrugada de quarta-feira, votando para livrar a própria pele, enquanto a Nação se debulhava em lágrimas pela tragédia com o voo da Chapecoense.

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Fundo do poço

 

Chegamos ao fundo do poço!  Do lado de fora do Congresso Nacional, uma súcia de criminosos comandados por Guilherme Boulos, chefe do MTST & Cia. Ltda., causava terror, incendiando pneus, ateando fogo a um automóvel, lançando coquetéis molotov, invadindo e depredando prédios de repartições públicas, culminando por esfaquear um policial – claramente atos de terrorismo. Tudo porque não querem que o governo arrume as contas públicas com a PEC do Teto de Gastos. Um dia depois, o citado Boulos, líder dessa gangue de vândalos, era recepcionado na Câmara dos Deputados para ali receber a Medalha do Mérito Legislativo – uma honraria! Também na Câmara dos Deputados, não contentes com as homenagens ao arruaceiro do MTST, 313 deputados valeram-se de uma comoção nacional – a queda do avião que levava a delegação da Chapecoense – para desfigurar de forma torpe as “Dez Medidas contra a Corrupção” propostas pelo Ministério Público Federal com amplo apoio do povo brasileiro.  Falência, escárnio, cara de pau, traição da representação popular... faltam adjetivos para definir o que está a acontecer no País ou para qualificar os 313 que desfiguraram esse projeto virtuoso, instituindo, em seu lugar, uma espécie de AI-5 da corrupção. Ulysses Guimarães morreu no mar e seu corpo jamais foi localizado. Se estivessem numa urna, seus restos haveriam de estar contorcendo-se de vergonha. Bora pra rua, gente!

 

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Tirania

“Quando as pessoas temem o governo, isso é tirania. Quando o governo teme as pessoas, isso é liberdade” – frase atribuída a Thomas Jefferson. Eu acrescento: “Quando os parlamentares temem as pessoas, votam no interesse público, quando não, votam em seus próprios interesses”.

Ely Weinstein

elyw@terra.com.br

São Paulo

Apoio à Lava Jato

Senhores Brasileiros (letra maiúscula, sim) procuradores da força-tarefa da Lava Jato, o Congresso pode estar contra, mas o povo está penhoradamente a favor de você. 

Walter Menezes

wm-menezes@uol.com.br

São Roque

Sérgio Moro no Senado

O juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, convidado a participar no Senado de uma audiência pública sobre o pacote anticorrupção em analiso no Congresso, teve de responder a questionamentos de vários senadores, entre os quais o petista Lindbergh Farias, que usou quase todo o tempo a ele concedido para defender os governos Lula e Dilma, que a seu modo de ver foram perseguidos pela Operação Lava Jato, mesmo sem ter provas definitivas de crimes cometidos durante seus mandatos. Foi ridículo seu comportamento ao criticar o juiz e a Lava Jato, porque esta conseguiu juntar motivos suficientes para, de forma quase que única, levar para a cadeia não só políticos, mas também empresários bilionários como o presidente  da empreiteira Odebrecht, que assinou acordo de leniência juntamente com a delação de cerca de 70 funcionários seus, pagará multa de mais de R$ 6 bilhões e foi obrigada a vir a público colocar comunicado nos jornais em que reconhece suas culpas, pede desculpas ao País e promete não mais entrar em conchavos com políticos que resultam em  corrupção e desvios de verbas de obras públicas. O senador Farias criticou, ainda, a Operação Lava Jato e o juiz Moro pelo vazamento da conversa entre Dilma e Lula na qual ela comunicava que enviaria a ele termo de posse como ministro seu, o que lhe garantiria foro privilegiado. O País agradece todos os vazamentos ocorridos durante a Lava Jato e outras operações, porque só assim a população pode tomar conhecimento das safadezas praticadas pela politicalha e pressioná-la, porque processo que envolve político, se transcorrer em segredo de Justiça, é quase 100% de certeza que ele escapará das penas previstas na lei. Político tem de ter toda a sua vida exposta, como uma estátua nua, para que possa ser fiscalizado com sucesso em sua carreira, e aquele que não concordar, que vá fazer outra coisa da vida.   

Laércio Zannini

spettro@uol.com.br

São Paulo

Criminalizar o juiz

Porventura quem é Lindbergh Farias, que, ao se aliar a outros “líderes”, fica desmoralizando o salvador da Pátria, o juiz Sérgio Moro? Tome seu devido lugar, senador, pois nós, brasileiros, nos lembramos muito bem de quando o sr., estudante, influenciava a bagunça nas ruas. Procure, isso sim, representar nosso povo para a caminhada rumo ao progresso, pois estamos enjoados das falcatruas políticas. Sabemos que o sr. e “outros” querem criminalizar Sérgio Moro e todos aqueles que como ele querem o bem de nosso país.

 

Ricardo Guilherme

ricardoeeunice@icloud.com

Monte Alegre do Sul 

No Senado

Sérgio Moro parecia um pedaço de camembert em meio a alguns enormes ratos.  

Alessandro Lucchesi

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

Ninguém acima da lei

Tenho notado a repetição da frase “ninguém está acima da lei” para criticar a reação de membros da magistratura e do Ministério Público (MP) em relação ao projeto de lei sobre abuso de autoridade. Pudemos ouvir esse argumento da parte de senadores, como o agora réu Renan Calheiros, e do senador pelo PT, aquele do “jardim da infância” dos tempos do processo de impeachment da ex-presidente petista. Ocorre que precisamos atentar aos termos da lei! Uma lei que descreve como abuso de autoridade atos procedimentais e processuais de todo e qualquer processo penal, não está voltado, por exemplo, ao funcionário da Receita Federal; ao funcionário de repartição de uma prefeitura que tem que prestar alguma informação; ou a funcionários do INSS que deixam atendem mal os segurados, deixando-os anos a fio a espera de uma decisão no âmbito administrativo, porque ir a juízo demora mais. Vendo o ministro do STF Gilmar Mendes a falar ironicamente sobre o tempo oportuno para a discussão do projeto, que apoia, fico a cogitar sobre como classificar o ato de ministro de Tribunal Superior que, antevendo sair vencido no julgamento de processo da maior relevância para a vida nacional, resolve pedir vista e não traz mais a julgamento... Não seria isso também uma forma de abuso de autoridade? Ou será que ainda continuará havendo “autoridades” com direito garantido ao abuso?

Ana Lúcia Amaral

anamaral@uol.com.br

São Paulo

Ano sabático 

A ironia tentada pelo ministro Gilmar Mendes, ao cogitar se seria o caso de um ano sabático (das operações da Lava Jato) para que se pudesse debater uma lei contra abuso de autoridade, contém uma curiosa incoerência. O projeto agora em debate no Senado foi por ele “desentranhado” dentro daquela Casa após sete (7) anos. Por que, para quem qualquer hora é hora para sua apreciação, não teve ele o mesmo ânimo em fazê-lo nos anos anteriores?

  

Marcelo Falsetti Cabral

mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

Sem pressa

Gostaria de saber se o sr. Gilmar Mendes e outros do STF estão “buscando um ano sabático” para deliberar sobre a questão dos planos econômicos, em que os banqueiros “garfaram” os poupadores!

José Gilberto Silvestrini

jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

Excelente pergunta

O juiz Gilmar Mendes, objetivando deslegitimar as 2 milhões de assinaturas a favor das dez medidas contra a corrupção, questionou se o cidadão que assinou a petição a favor delas no Viaduto do Chá estava ciente das implicações das mesmas sobre o “habeas corpus”. Trata-se de uma excelente pergunta, que também deveria ser feita em relação aos eleitores de parlamentares e de presidentes que indicam juízes. Será que eles estão conscientes de tudo aquilo que toda esta turma irá fazer com os mandatos obtidos à custa do seu voto?

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Veto presidencial 

Durante da ação desesperada de Renan Calheiros, que na tentativa de safar-se, quis colocar em regime de urgência no Senado a mais do que aviltada lei contra a corrupção votada na véspera pela Câmara dos Deputados. O senador Cristóvão Buarque declarou uma verdade irretocável – observando que duvidaria que o presidente Temer sancionasse essa lei aprovada de maneira escusa pela Câmara, pois estaria arriscando sua credibilidade. Penso que ela já está bem frágil e que os investidores de que nosso país tanto necessita estão esperando que ela se fortaleça, o que só acontecerá se o presidente Temer  vetar tamanha aberração.

Maria Toledo Arruda G. de França

ariatagalvao@gmail.com

Jaú

O perigo no STF

Enganam-se todos aqueles cidadãos e cidadãs que pensam que somente na Câmara, no Senado e na Presidência da República existem defensores de quem praticou ilicitudes. O Supremo Tribunal Federal (STF) nos deu condições de assim afirmar, no momento em que os seus ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Gilmar Mendes entenderam que não existem provas que possam condenar Renan Calheiros (PMDB-AL) nos 12 processos movido contra ele nos tribunais. Depois de ouvir os pronunciamentos dos ministros supracitados, anunciando suas posições em defesa de Calheiros, cheguei à conclusão de que é dentro do STF que mora o perigo. Ministros Lewandowski, Toffoli e Gilmar, Renan é réu, se esqueceram? 

Leônidas Marques

leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

A nova fábula da raposa e do cordeiro

Com argúcia de uma raposa e olhar de longo alcance de um lince, já prevendo uma derrota no STF no processo que corre desde 2007 contra ele, Renan buscou um bezerro de presépio togado para pedir vistas no processo que proíbe qualquer político em cargo passível de ocupar a cadeira presidencial – em caso de vacância desta – de ocupá-la se for declarado réu em algum processo. Processo devidamente engavetado. E não deu outra: Renan agora é considerado réu, mas, graças a sua astúcia e à leniência de um venal funcionário público, vai continuar presidindo o Senado, para vergonha de toda uma nação. Moral da história: nem todo manso cordeiro é confiável...

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

Bem na hora!

Parabéns, Renan! Em boa hora ressuscitaste a lei de abuso de autoridade. Aqui, no interior, bem sabemos o quanto nossas togas são arbitrárias e prepotentes. Que o próximo Parlamento discuta, e não este corrompido em sua maioria.

Cláudio de Oliveira Villela

cov.urutau@gmail.com

Jataí (GO)

A fatura

Renan cobrou a fatura de sua participação no impeachment. Viram por que Dias Toffoli pediu vistas dos autos do processo a favor do impedimento de que réu no STF não pode suceder o presidente da República? Só valeu para o Cunha!

Arnaldo Ravacci

arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

Renan é réu

“Réunan.” Demorou!

 

Oswaldo B. Pereira Filho

swaldocps@terra.com.br

Campinas

Réunan

Chegou a hora de o papai bancado pela empreiteira acertar as contas com o Supremo Tribunal Federal.

Hélio de Lima Carvalho

hlc.consult@uol.com.br

São Paulo 

E daí?

Renan Calheiros vira réu no Supremo Tribunal Federal. E daí? Continuará leve, livre e solto. E, melhor ainda, presidindo a mais importante Casa legislativa da Nação, o Senado Federal. Pano rápido!

 

Gildete do Nascimento

mgildetenascimento@bol.com.br

São Paulo

4 de dezembro

Está chamada para hoje, 4 de dezembro, a manifestação contra as alterações feitas pelos deputados no projeto das dez medidas contra a corrupção. Desta vez, juízes, promotores e procuradores prometem participar, pois os deputados querem expô-los ao risco de cometimento de crime de responsabilidade quando no exercício profissional. A manifestação é um direito constitucional. Parece-nos, no entanto, mais emocional do que racional a opção de levar o povo à rua por algo que os próprios poderes envolvidos, com a força que têm, poderiam resolver. Mas, já que se optou pela ida às ruas, é importante cuidar do foco e evitar as infiltrações dos baderneiros. A todos nós, que não somos parlamentares nem juízes, promotores ou procuradores, resta a opção de aguardar que as coisas se acomodem e se encontre o ponto de equilíbrio para que os malfeitos continuem sendo apurados, os responsáveis, punidos, e os Três Poderes da República – Executivo, Legislativo e Judiciário – possam cumprir à risca o seu papel constitucional. Se isso acontecer, poderemos chegar ao dia em que o povo reúna razões para usar o seu direito constitucional à manifestação, e o faça para demonstrar o júbilo de ter encontrado o caminho do progresso e da paz social.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Todos os dias

Além da mobilização marcada para este domingo contra os desmandos dos políticos corruptos que retaliaram as medidas anticorrupção, o povo deveria promover panelaços diários até estes políticos criarem vergonha na cara e “olharem” com mais carinho para o País. Pena que se trata de uma missão impossível!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Panelaço

Desde fevereiro, quando um enorme panelaço em todo o Brasil, nos estertores do governo Dilma, abafou um programa eleitoral do PT e fez com que a ex-presidente nunca mais voltasse a usar a cadeia nacional de rádio e TV para pronunciamentos, esta manifestação de protesto não era ouvida em nossas cidades. Bastou uma simples convocação pela internet para que milhares de brasileiros, motivados por uma imensa revolta com o golpe desferido pelo Congresso no projeto de dez medidas contra a corrupção, voltassem a fazer um barulho ensurdecedor com panelas, tambores e apitos. Cuidado, Congresso! Cuidado, Temer! O gigante adormecido está dando sinais de que acordou.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

Enquanto isso, nas redes sociais...

Desde a passeata de 2013, nunca vimos tantas manifestações nas redes sociais contra a falcatrua apresentada pela Câmara na aprovação das dez medidas contra a corrupção. E, se o Senado não tivesse vergonha na cara, teria sido aprovada em regime de urgência pelo ilibado presidente, Renan Calheiros. Nas redes sociais, convocam o confronto a eles. Que seja nas ruas, praias, aeroportos, shoppings, restaurantes, etc. Que nossos congressistas fiquem enjaulados em seus redutos com suas famílias, que ajudam a comer o dinheiro do contribuinte. Depois se sentem indignados quando são filmados, xingados, agredidos, perseguidos, etc., chamando o povo de agressivo. Com certeza, estão plantando este ódio que aumenta cada dia mais, porque, como eleitores, só podemos demiti-los de quatro em quatro anos. Só nos resta mesmo mostrar todo o nosso descontentamento.  

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

O grito das ruas

Sacanagem maior que a dos senhores deputados realmente não haverá nunca. Eles não merecem o mínimo de respeito. Está marcado para hoje, 4 de dezembro de 2016, o “grito das ruas”, e hoje eles serão lembrados. Será que nosso presidente terá a coragem de vetar propostas indecorosas? Cuidado, sr. presidente, estamos de olho em seus atos.

José Sergio Trabbold

jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

Calma e ponderação

 

O editorial “Realismo fantástico” (“Estadão”, 2/12, A3), em resumo, aconselha calma e ponderação aos membros do Ministério Público e aos nossos legisladores, porque o açodamento dos promotores e procuradores pôs na mesa batatas quentes, difíceis de deglutir, instigando os deputados e senadores a que fizessem do corporativismo uma bandeira que excluiu o povo brasileiro e as suas reivindicações expostas em postulação com mais de 2 milhões de assinaturas. Na realidade, o tema não merece ser resolvido às pressas, porque depende de ponderações e de considerações adequadas, dado que envolve situações que podem afetar o exercício das atividades policiais e jurisdicionais. Como promotores e procuradores não podem renunciar às suas tarefas e atuações, sob as penalidades legais, e os deputados e senadores possuem responsabilidade exigida pela população, ambas as partes precisam sentar, conversar e resolver em paz.

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Michel Temer

Presidente Michel Temer, está nas suas mãos o futuro do Brasil. Cuidado com o estrago que V.Sa. pode fazer caso sancione a lei que pune juízes e promotores, seja forte e não queira agradar a estes deputados e senadores que querem se beneficiar e apagar seus malfeitos – os de vários anos atrás e os que estão pela frente. Esta é uma oportunidade de mostrar que o sr. veste a camisa do nosso país.

Valdir Sayeg

valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

Socorrista nacional

O presidente Temer há de convir que não é o “médico” titular da UTI do Hospital do Coração, nem do Hospital Sírio-Libanês, nem do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, mas apenas e temporariamente, ou até as eleições de 2018, um simples médico de UTI móvel do Samu.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Fora PMDB

A substituição do PT pelo PMDB no poder foi uma saída para a crise institucional, mas não resolveu a questão central da quebra de imunidade de parlamentares envolvidos em crimes de corrupção, os quais, na calada da noite, aplicam golpes em nossa sofrida e frágil democracia. O governo Temer tem se desgastado por defender interesses escusos e insustentáveis de parlamentares, ao invés de defender os interesses do povo que o elegeu como vice de Dilma Rousseff.

Marcos Abrão

m.abrao@terra.com.br

São Paulo

Tolerância zero

De “qualquer fatozinho” em “qualquer fatozinho”, não há instituição nem democracia que aguente, sr. presidente. Que o digam Lula e Dilma em seus desastrados e irresponsáveis governos! O líder máximo de uma nação grande e complexa como o Brasil não deve deixar passar falhas que atentem contra a Constituição ou os bons costumes, por menores que sejam. Um “fatozinho” logo se torna um precedente desagregador de autoridade e da capacidade de liderar. O quanto antes, deve ser defenestrado para não corromper o conjunto. O povo acordou do pesadelo de 13 anos e está com sua tolerância “zero”. Felizmente.

 

Silvano Corrêa

scorrea@uol.com.br

São Paulo

Equilíbrio e diálogo

A falta de lideranças equilibradas na condução do País está criando distorções em sua condução e, portanto, a dificuldade de encontrar um rumo, um porto seguro. A turbulência se reflete em manifestações depredatórias, em ações políticas urdidas covardemente em momentos de emoção pública e na defesa de ações corporativistas em vários setores. Com tantas frentes a ultrapassar, o Executivo faz papel de bombeiro, apagando focos de incêndio que insistem em não se apagar. Temos neste momento de fazer um ato de reflexão e voltarmos ao foco principal, que é a recondução do País ao desenvolvimento. Não podemos nos conformar com um período recessivo tão longo quando há milhares de bocas a alimentar. Somos um povo amoroso, solidário. Neste caso, solidariedade e compaixão devem vir de um acordo de lideranças da sociedade para implementar o diálogo ausente e um plano de ação que imprima a esperança neste país.

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Mais conteúdo sobre:
O Estado de S. Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.