Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

06 Dezembro 2016 | 03h09

MANIFESTAÇÃO POPULAR

Absurdo!

Nenhuma vidraça de banco quebrada. Nenhum mercado ou loja invadidos. Nenhuma briga generalizada. Nenhuma correria. Polícia sem ter o que fazer. Nem assalto teve. Definitivamente, protesto sem mortadela não é a mesma coisa...

PERCY CASTANHO JUNIOR

percy@clubedoscompositores.com.br

Santos

Protestos x baderna

Quando os protestos e passeatas são organizados por pessoas e entidades decentes, temos o resultado havido nesta última, em centenas de cidades do Brasil. Não houve um incidente sequer. Agora, quando os organizadores são entidades do PT e aliados, não são protestos ou passeatas, mas, sim, badernas e quebra-quebras promovidos e pagos por quem é contra o Brasil.

ARTUR TOPGIAN

topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

Falta de argumentos

As manifestações deste domingo, de fato, desenrolaram-se de forma ordeira, pacífica e patriótica, protestando contra a corrupção e a atuação despudorada do Congresso Nacional, tendo à testa o senador Renan Calheiros e o deputado Rodrigo Maia. Bem diferentes das patrocinadas pelo PT, PCdoB, PSOL, MST, CUT e tantos outros que desejam o quanto pior, melhor, caracterizadas por cenas de vandalismo, pois não têm argumentos convincentes e apelam para a ignorância. As ordeiras dão exemplo de civismo e apresentam caminhos corretos a seguir para o robustecimento da democracia.

JOSÉ OLINTO OLIVOTTO SOARES

jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

As ruas falaram

Mais uma vez, e enfaticamente, as ruas protestaram, exigindo respeito à Operação Lava Jato e a saída de Renan Calheiros, porque réu não pode presidir o Senado. Não há mais como os políticos, interessados em se proteger, atacarem a Lava Jato, desejando intimidar os seus integrantes com crime de responsabilidade. Na verdade, a atuação dos deputados e de alguns senadores é que constitui abuso de autoridade, porque eles querem impedir o combate à corrupção, a grande chaga da Nação.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

O poder das redes sociais

Todo o poder emana do povo. Retificando: em tempos de smartphone, todo o poder emana do WhatsApp. Espero que com a manifestação deste domingo os políticos corruptos tenham aprendido de uma vez o poder da internet, já que esqueceram as manifestações que foram convocadas pelo “zapzap” contra a dona Dilma.

CARLOS ROBERTO G. FERNANDES

crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

A Operação Mãos Limpas sucumbiu, na Itália, porque não havia internet, agora é diferente. Se tu és corrupto ou afim, retira-te, pois tua vez chegará.

ARNALDO RAVACCI

arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

Muito pior

A bola da vez nas manifestações de domingo foi Renan (ou melhor, Réunan) Calheiros. Compará-lo a Eduardo Cunha é pouco, ele é muito pior. Só não está preso porque o STF não age.

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

Insignificância

Esse deputado Rodrigo Maia não tem futuro. É inexpressivo e conivente com a parte podre da Câmara. Ele se perdeu antes do tempo. Não está à altura, neste momento que o País atravessa, de elevar o combalido prestígio do Legislativo (se é que algum dia o teve). Está fazendo média com o que há de pior entre os seus pares, com vista a se reeleger presidente da Câmara. Deve ser descartado por sua mediocridade, pelo que resta de bom senso naquela Casa. Ele caminha célere para a insignificância e para naufragar, em razão de sua pequenez, juntando-se à escória da política brasileira.

APARECIDO LONGO DE SOUZA

cidlongo@terra.com.br

Itatiba

Mentecaptos?!

O nobre e ético senador Roberto Requião chamou os manifestantes contra a vergonha dos nossos políticos corruptos de “mentecaptos manipuláveis”. Quem esse senhor pensa que é? Apoiou a Dilma até o fim e teve seu irmão preso por corrupção. Gente muito confiável...

ZUREIA BARUCH JR.

zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

Relembrando

No mínimo gratuitos os impropérios proferidos pelo senador Roberto Requião, em post no seu perfil no Twitter, para tentar desmoralizar as pessoas que participaram das manifestações anticorrupção, realizadas em todo território nacional. Uma clara revelação do caráter intolerante, dominador e avesso a qualquer contrariedade ao seu modo de pensar e agir. Apenas para registrar: em sua época de governador do Paraná, não podendo cumprir uma de suas absurdas promessas de campanha eleitoral, enfaticamente por ele apregoada, a de anular contratos de concessões, instigava o MST – a Polícia Militar apenas assistia e garantia a ação criminosa – a invadir as praças de pedágio, destruindo as cancelas e liberando a passagem dos usuários sem o devido pagamento. Com suas críticas, Roberto Requião mais uma vez revela sua insatisfação com a lei e a ordem – talvez preferira o autoritarismo e os desmandos que imprimiu à sua gestão à frente do laborioso Estado do Paraná. Vade retro!

NOEL GONÇALVES CERQUEIRA

noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

ASSEMBLEIA PAULISTA

Inutilidade

Não é do meu feitio bajular políticos, pois deles quero distância. Mas não posso deixar de elogiar o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), em sua entrevista à Coluna do Estadão (5/12, A4). Parabéns ao deputado por suas palavras (ou desabafo), pois desde os tempos de Mário Covas a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo não passa de um conjunto de “burrinhos de presépio” dos governadores. Só votam o que ordena o Palácio dos Bandeirantes.

JOSÉ PAULO LUCATO

jplucato@gmail.com

Ribeirão Bonito

Há muito tenho a mesma percepção do deputado Pedro Tobias. Se a Assembleia Legislativa fechar e a mídia não noticiar, ninguém percebe. Muito dinheiro jogado pelo ralo sem retorno algum para nós, paulistas.

EDUARDO MÓDOLO

eduardomodolo@yahoo.com.br

São Paulo

“O senador Renan Calheiros, se ainda não havia entendido, os protestos desenharam...”

LUIZ FRID / SÃO PAULO, SOBRE AS MANIFESTAÇÕES POPULARES

luiz.frid@globomail.com

“Muitos deputados federais e senadores, depois deste domingo, chegaram à conclusão de que sua carreira política acabará em 2018”

RONALD MARTINS DA CUNHA / MONTE SANTO DE MINAS (MG), IDEM

ronaldcunha@hotmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O POVO NAS RUAS

As manifestações que ocorreram em todo o País no domingo (4/12) demonstraram bem, para quem ainda tinha dúvidas, o absurdo distanciamento que existe atualmente entre a sociedade e um Congresso Nacional que, embora eleito diretamente pelo povo, pouco ou em nada o representa. Como já não fosse suficiente tamanha aberração, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) ainda cometeu o disparate de, em rede social, xingar os manifestantes de "mentecaptos manipuláveis". Quer dizer que, se um cidadão se manifesta publicamente contra a corrupção, isso faz dele um mentecapto? O adjetivo significa, entre outras coisas: insensato; que ou o que não faz uso da razão. A quem o senador estava exatamente se referindo?

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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REQUIÃO E A ALFAFA

O brasileiro foi às ruas e deu seu contundente recado, mais uma vez. Roberto Requião (PMDB-PR) chamou os manifestantes de mentecaptos e recomendou que comessem alfafa. Eu não pude ir, mas quem foi está de parabéns! Espero que os paranaenses nunca mais elejam este ser equivocado que, além de mau político, ofende o povo que o elegeu.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo 

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O DESRESPEITO DO SENADOR

O juiz federal Sérgio Moro precisa urgentemente faxinar o Estado do Paraná. É impressionante como tem senador imbecil por lá. Chamar o povo de "mentecaptos manipuláveis" é de uma falta de respeito sem tamanho para com aqueles que o elegeram. Requião se considera o dono da verdade, da verdade que lhe interessa, obviamente. Temos de varrer todo este lixo em que se transformou o Congresso e o Senado Federal, que, quando acuados, mostram seu espirito de corpo contra o povo brasileiro. Que o povo do Paraná se lembre de suas palavras e jogue Requião para sempre na lata do lixo, lugar onde bem merece estar há anos.

  

Armando Favoretto Junior armandofavoretto@gmail.com

São José do Rio Pardo

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REQUIÃO BUFÃO

Gostaria de ressaltar ao senador Requião, membro da quadrilha conhecida como PMDB, da qual faz parte desde sua criação, que com certeza foi criado com alfafa (se ele fala tanto dela, é porque gosta) e financiado ao longo de sua carreira por mensalão e petróleo - para falar dos mais recentes -, que mentecaptos e manipuláveis foram durante todos estes anos os incautos que nele votaram. Além disso, até onde sei, além de ser liderado por toda a cúpula de seu partido, a sua única realização palpável do senador até o momento foi a colocação do filho na máquina federal, tendo em vista que não se conhece um tijolo de criação do troglodita até hoje. Sua atitude neste fim de semana deveria ser imediatamente enquadrada por falta de decoro pelo Senado.

Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

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ROBERTO REQUIÃO

O foro privilegiado produz corajosos que comem mamona e desrespeitam os honestos.

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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SENSO CRÍTICO

São bem-vindas as manifestações populares e democráticas contra a corrupção endêmica que impera no Brasil, o governo Temer e o atual Congresso Nacional. Porém, é preciso ter um mínimo de senso crítico para não se deixar levar como massa de manobra e ser mais um inocente útil e manipulado pelos interesses inconfessáveis dos golpistas da direita. Jamais ficaria ao lado de golpistas, fascistas, analfabetos políticos e de reacionários crônicos, que não me representam.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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DE OLHOS BEM ABERTOS

O melhor que aconteceu nas passeatas do último domingo em diversas cidades do País foi uma demonstração de que a sociedade está aprendendo a acompanhar e a cobrar a atuação dos seus congressistas em Brasília.

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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RECADO

O povo sabe muito bem que as manifestações são legítimas. Não é preciso que a escória que hoje preside a Câmara e o Senado federal venha lhe dizer! E mais: se o Senado insistir em aprovar também a canalhice que a Câmara aprovou na última semana, dando outro tapa na cara do povo, estará pedindo que as manifestações de todos os Estados se dirijam para Brasília, em caravana, para tirá-los de lá também a tapa! O projeto contra a corrupção assinado pelo povo não pode ser desfigurado em benefício destes canalhas. Nenhum país decente pode continuar com esta escória presidindo a Câmara e o Senado. Não temos partidos políticos, temos quadrilhas no poder. É uma vergonha!

José Carlos Bonfiglioli JoseCarlos@Jobcenter.com.br

São Paulo

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QUANTOS SOMOS?

Assisti no domingo ao boletim sobre as manifestações em favor da Operação Lava Jato. A informação era de que nem os organizadores nem a Polícia Militar informaram quantos são os manifestantes. Não é necessário saber quantos, porque, independentemente de quantas pessoas estão em Copacabana, elas estão representando o Brasil todo, de forma análoga ao que deputados deveriam fazer: representar a maioria votante. Enfim, estamos todos juntos e sempre, sempre iremos, de agora em diante, mostrar nossa indignação. Penso, ainda, o que mais podemos fazer para que estes cegos, surdos e mudos do Congresso Nacional possam se convencer de que estamos a postos, estamos de olho e que eles são o alvo.

Bianca Cerrutti bicerr@gmail.com

São Carlos

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OS NÚMEROS DA PM

Os números da manifestação na Avenida Paulista de domingo (4/12): a Polícia Militar (PM) de São Paulo estimou em 15 mil participantes. Estive lá e constatei que essa é uma mentira deslavada. O que está por trás disso, governador Geraldo Alckmin? Faço uma conta simples: na maior manifestação política até hoje realizada (13/3/2016), de que também participei, a Secretaria de Segurança Pública divulgou 1,4 milhão de pessoas, enquanto o Datafolha indicava 500 mil. Minha constatação: se houvesse no domingo três vezes mais manifestantes, a Paulista ficaria intransitável, exatamente como na manifestação do dia 13/3. Portanto, a conta simples: se tomarmos os dados da Secretaria de Segurança Pública para aquele outro evento, teríamos 1,4 milhão dividido por 3 = 466 mil participantes; se usarmos o cálculo do Datafolha, 500 mil divididos por 3 = 166 mil participantes. Por tudo isso, diga aí, sr. governador Alckmin, o que está por trás destes pífios números que a sua PM apresentou?  

Fernando Procópio www.procopioferraz.com.br

São Paulo

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A PM ERROU

A Polícia Militar, que, por sinal, admiro muito, desta vez errou de maneira crassa, inadmissível ao divulgar o número de pessoas presentes no domingo (15 mil) na Avenida Paulista durante as manifestações contra a corrupção. Basta ver a foto espetacular estampada na primeira página do "Estadão" de ontem (5/12), que fala mais do que qualquer palavra, demonstrando para qualquer pessoa leiga que os números divulgados pela PM estão absolutamente errados. Para mim, que não sou nenhum especialista nessa área, fica muito clara, pela foto e o espaço ocupado pela multidão, a presença, tranquilamente, de entre 100 mil e 200 mil pessoas, não deixando de frisar que o público presente não se restringiu apenas a estes sete quarteirões, os manifestantes se espalharam em quantidade menor por toda a Avenida Paulista e quase todas as suas travessas. Afinal, a quem interessou divulgar números tão longe da realidade? Alguém responsável tem de dar explicações convincentes sobre isso.

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

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VERDE-AMARELO

Domingo maravilhoso! O Brasil inteiro vestido de verde-amarelo novamente. E sairemos às ruas tantas vezes quantas necessárias, até extirpar do País todos os corruptos.

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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QUEM É QUEM

Todos puderam notar o que é realmente democracia e o que é baderna, comparando as manifestações de domingo (4/12) com as anteriores, um escracho geral que para nada serviu, apenas para mostrar quem é quem. De um lado, comunistoides arruaceiros e nojentos, e, de outro, a população civil que, após o afastamento legal de Dilma Rousseff, está agora sempre atenta contra a corrupção generalizada que o PT praticou e nos deixou como legado.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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PROTESTO PACÍFICO

Fácil saber qual a diferença das manifestações. A em favor do Brasil é ordeira e numerosa. A contra é pequena e, depois, é só contar os presos, os feridos e o estrago no patrimônio público.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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TRABALHADORES

Quem trabalha se manifesta aos domingos, quem atrapalha se manifesta em dias de trabalho.

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente 

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MENSAGEM AOS DEPUTADOS

Assistindo à manifestação na Avenida Paulista, vi uma senhora com uma placa em que se lia "Enquanto o Brasil chorava, vocês riam na nossa cara". Faltou acrescentar milhares de adjetivos desabonadores!

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

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BRADO

Surpresa! O povo não bradou "Fora Temer" no domingo, é claro. Os detratores do presidente são a oposição e a imprensa (os sábios da comunicação que devem ter perdido alguma coisa, não sabemos bem o quê).

Vera M. S. Xavier veraxavierfontes@gmail.com

Votuporanga

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A VOZ E A VEZ DO POVO

Pela retumbante manifestação popular, não estranhem se o senador Renan Calheiros for convidado a entregar o passaporte.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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FRITURA

Pelos rumores das ruas, o presidente do Senado, Renan Calheiros, já está frito.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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PARAFRASEANDO DRUMMOND

Nas ruas, de novo, o clamor do povo. E agora, "Réunan"?

Eduardo A. Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

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UM RÉU NA PRESIDÊNCIA DO SENADO

Durante o julgamento da ação penal contra Renan Calheiros no Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada, como o prazo de algumas ações já havia prescrito, vários ministros foram categóricos em afirmar que somente receberam o processo do Ministério Público Federal (MPF) em 2013, isto é, sete anos após a denúncia, cujas provas a imprensa já havia dado minuciosamente de bandeja. Quem ou onde "comeram bola" para que as investigações fossem feitas a passo de cágado? Pelo jeito, precisamos urgentemente retirar a estabilidade do emprego dos funcionários públicos, porque somente negligência, oportunismo ou conivência com o réu para demorar tanto tempo na liberação das investigações. Queremos os nomes dos culpados. Porque, se ainda temos um réu no comando do Senado, foi graças a alguns funcionários do MPF que deveriam ser demitidos. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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DIAS TOFFOLI

O pedido de vistas feito pelo ministro Dias Toffoli no julgamento, em início de novembro, que decidiria se o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), poderia ficar na linha sucessória do presidente da República, embora aquela Casa já tenha decidido por maioria dos seus membros que não pode, mas o processo para a conclusão tem de esperar pelo voto desse ministro, impede que agora o presidente do Senado seja afastado, já que é réu por peculato. Mas o que esperar de um ministro que não passou em nenhum - vejam bem, nenhum - dos concursos que prestou? Foi colocado no STF por um semianalfabeto, o ex-presidente Lula. Nunca antes neste país viu-se coisa igual. Que sistema é este, que país é este que nomeia qualquer pessoa para cargos de tamanha relevância? O fora que levou do ministro Marco Aurélio Mello é para pedir o boné e ir embora. Alegou que o ministro Marco Aurélio demorou a lhe enviar o processo. E teve como resposta que os processos daquela Corte são digitalizados e acessíveis aos demais membros. Fico imaginando como devem se sentir os demais ministros, que estão lá há anos, com saber incontestável, tendo de lidar com um membro que não sabe que os processos são digitalizados e acessíveis por qualquer membro da Corte Suprema. A presença deste membro ofende a história do STF. Os membros do STF são exoneráveis pelo presidente da República. Única autoridade competente para tal. Exonere, presidente Temer. Na iniciativa privada, quando um empregado não rende o esperado, o patrão manda embora.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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SÓ NO BRASIL...

Como se explica que um "advogadeco" que não tem competência para se tornar sequer um "juizeco" consegue se tornar um "ministreco" e favorecer um "senadorzeco"?

 

Walter Duarte walterd@globo.com

São Caetano do Sul

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GILMAR MENDES E A LAVA JATO

Tenho grande respeito pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, mas me surpreendi com sua fala contestando o juiz Sérgio Moro ao sugerir não ser o momento atual propício ao Senado Federal votar nova lei de abuso de autoridade, o que poderá passar a mensagem à sociedade de obstrução às investigações da Lava Jato. Acaso o ministro também quer interromper a ação, patrimônio dos brasileiros?

João Ferreira Mota jfmota29@gmail.com

São Paulo

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O MINISTRO E A OPINIÃO PÚBLICA

Vossa Exa. ministro Gilmar Mendes, gostaria de lembrá-lo: "Vox populi, vox Dei". Por essas manifestações em todo o País no domingo, V. Exa pode até recomendar a canonização da opinião pública, como sugerido no Senado. Garanto que o papa Francisco analisará a recomendação. Que tal a ideia? 

Luis Tadeu Dix tadix@terra.com.br

São Paulo

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NOVOS TEMPOS

O jurista Modesto Carvalhosa, com seus brilhantes artigos publicados no "Estadão", como leigo que sou, tem facilitado o meu entendimento sobre as peripécias da classe política, que desde o início da Operação Lava Jato tenta transformar em pizza essas investigações. No último artigo publicado (3/12), com o título "Lei da mordaça para o Judiciário e o MP", no trecho inicial define bem nas "mãos de quem está o nosso Congresso", quando afirma: "Na madrugada seguinte à tragédia que abalou o País, a Câmara dos Deputados, por obra dos 313 parlamentares que compõem a facção criminosa conhecida como alcunha de comando pró-corrupção, promoveu uma das maiores afrontas que o povo brasileiro já sofreu em sua história". Assim como outro líder desta facção no Senado, Renan Calheiros, tentou aprovar em regime de urgência (e foi derrotado) o desfigurado projeto anticorrupção que teve apoio de mais de 2,5 milhões de pessoas, com cujas alterações também, e de forma inconstitucional, pretende criar uma mordaça para a magistratura e o Ministério Público, com a desculpa esfarrapada de abuso de poder. Na mesma página do jornal do dia 3/12, um não menos brilhante artigo, "A nova força política", do também jurista Miguel Reale Jr., chama a atenção da recheada de corruptos classe política que hoje ainda não digere que o povo maciçamente cobra o Congresso pelo Twitter, Facebook, Instagram, Telegram, WhatsApp. Como encerra Reale: "São novos tempos".

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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FHC E O SISTEMA POLÍTICO-PARTIDÁRIO

Para FHC, "sistema político-partidário acabou" (Sonia Racy, "Estadão", 3/12, C2). Realmente, nosso sistema político-partidário não funciona, pois, além de os partidos não serem programáticos ideologicamente, os políticos não se elegem de forma representativa e o governo presidencialista não pode atuar como tal por ser obrigado a cooptar o Legislativo para ter um mínimo de funcionalidade. Mas tudo isso era conhecido desde a época em que FHC presidiu o País e, em vez de canalizar seus esforços e popularidade na época para reformulá-lo, preferiu lutar por um segundo mandato que desperdiçou criando as condições para tudo o que veio depois, inclusive as estruturas de desvio de recursos públicos. Né não?

Jorge Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú

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ACABOU

FHC concluiu que "o sistema partidário brasileiro acabou". Infelizmente, não foi apenas isso que acabou. Acabaram também os empregos, a esperança de um futuro melhor e o sonho de um carrinho cheio de guloseimas no supermercado. Graças à herança maldita que ele nos deixou: Lula e Dilma. E que Deus tenha piedade de nós e nos livre do Aécio Neves e Bolsonaro.

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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MOÇÃO DE CENSURA DO POVO BRASILEIRO

 

A desconfiança com relação aos "produtos" Congresso e Temer, conforme destaca o jornalista João Domingos (3/12, A6), e a desesperança revelada nas palavras do ex-presidente Fernando Henrique a Sonia Racy na coluna "Direto da Fonte" de 3/12 se resolveriam se tivéssemos o mecanismo da moção de censura que o Parlamento britânico dispõe desde 1782. A moção de censura, uma vez aprovada, poderia dar ensejo à renúncia do Executivo e a dissolução de todo o Congresso com convocação de eleições gerais. Não há outra solução senão entregar ao povo as rédeas de uma reforma que leve à mudança dos atuais costumes éticos e morais dos políticos e governantes brasileiros. Mais do que isso - e seria um bálsamo à desesperança do amargurado povo brasileiro -, só o voto distrital com recall, do presidencialismo americano, como colocado pelo jornalista Fernão Lara Mesquita, poderia dar ao eleitor o poder de destituir o parlamentar que não estiver honrando o seu mandato ou que lhe pareça desonesto, mesmo sem provas. 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos 

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A ODEBRECHT ERROU?

Absolutamente ridícula a carta da empreiteira Odebrecht admitindo os crimes e pedindo desculpas. Essa empresa participou com avidez e sofreguidão do bacanal da propina, montou um prédio para poder gerenciar melhor as operações criminosas, lesou durante décadas o País inteiro com obras superfaturadas e massacrou empreiteiras menores e honestas que foram expulsas do mercado pelas práticas criminosas da Odebrecht. O pedido de desculpas da Odebrecht equivale a Hitler pedir desculpa pelos judeus que matou e prometer que daqui para a frente não vai mais matar ninguém. É inimaginável que o criminoso preso Marcelo Odebrecht volte a dirigir a maior empreiteira do País quando ele sair da cadeia. Essa empresa deveria ser desapropriada e vendida, restando aos donos a roupa do corpo. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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SEQUELAS DE UM LEGADO 

O projeto de poder do ex-presidente Lula era o plano perfeito, se não fosse um posto de gasolina de Brasília, o famoso Lava Jato. Corrompeu deputados e senadores, o dinheiro jorrava em abundância e era distribuído com grande facilidade. Se arrependimento matasse, hoje teríamos uns 400 óbitos em Brasília. Infelizmente não fica nisso: parlamentares estaduais e municipais tinham conhecimento desta prática federal e, com isso, se deram o direito de roubar descaradamente, desde bilhete de ônibus até merenda escolar, pontes, estádios e por aí vai. O nome disso é sequela provocada por um ser vil, torpe e indigno. Pois bem, diante dessa situação, desculpe-me o pessimismo, mas estou achando quase impossível consertar este nosso grande país.

Ivan Bertazzo spiritcoffee@nusa.com.br

São Paulo

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O FUNERAL DE FIDEL CASTRO

Enquanto nós, brasileiros, fomos no último domingo às ruas do País reivindicar nossos direitos e cobrar deveres dos nossos governantes, Lula e Dilma Rousseff estavam em Cuba apoiando os irmãos Castro. Deveriam aproveitar e pedir asilo político aos cubanos e ficar por lá, já que eles apreciam tanto o século 20.

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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ESTRANHEZA

Como duas figuras que se consideram ainda capazes de influenciar a opinião pública, causa no mínimo estranheza e perplexidade a presença de Dilma e Lula nos funerais do ex-ditador Fidel Castro, recebidos e abraçados pelo atual ditador, pertencente à mesma dinastia, num momento em que todo o País, consternado, lamenta a morte de atletas e de profissionais de imprensa brasileiros em desastre aéreo. Com tal atitude, acabam de cremar o pouco capital carismático que ainda poderiam exibir com o povo brasileiro. Aliás, seria útil aos dois, em nome da inocência que sempre reafirmam, quando lembrados em esquemas de corrupção nos quais foram protagonistas, a apresentação das faturas referentes à viagem, já que não se tratava de representação oficial.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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EMPAREDANDO FIDEL

Lula, Lula... aproveitando as exéquias do amigo para tomar  emprestado um monoplex em Cuba?

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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O ENCANTADOR DE BURROS

O cinema e a literatura sempre consagraram personagens ficcionais míticos marcantes, normalmente encantadores de alguma coisa, geralmente contextualizados no mundo dos animais irracionais, tais como encantadores de cavalos, de serpentes e de cães. A imagem do ex-presidente Lula, exibindo expressão patibular, a empunhar uma bandeirinha de Cuba, nas exéquias memoriais do ditador Fidel Castro, nos faz evocar o grande encantamento que tais personalidades despertaram em seus respectivos países. São dois grandes encantadores, há que reconhecer, desafortunadamente de burros.

Ruy Tapioca ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

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A VENEZUELA E O MERCOSUL

Dilma Rousseff disse que a suspensão da Venezuela do Mercosul é "um ato e precedente perigoso e irresponsável, pois compromete a convivência entre as nações da América do Sul". A suspensão do Paraguai, apoiada por Dilma, não foi. Dilma, com sua lógica torpe e desonesta, tenta explicar que pau que bate em Chico não bate em Francisco. Tão risível quanto é a resposta da chanceler venezuelana, que diz "não reconhecer esse ato sustentado na lei da selva de alguns funcionários que estão destruindo o Mercosul". Parece que os presidentes de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai foram rebaixados à condição de "funcionários" exterminadores.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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UM DIA APÓS O OUTRO

O Brasil, a Argentina, o Uruguai e o Paraguai decidiram suspender a participação da Venezuela no Mercosul e recebem críticas da ex-presidente Dilma. Em 2012, por iniciativa de Dilma e de Cristina Kirchner, o Paraguai também foi suspendo do bloco supranacional. Nada como um dia após o outro, não é, dona Dilma?

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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PUNIÇÃO

Para a PTvariana Dilma, punir a Venezuela expulsando-a do Mercosul foi um erro. Como ela nunca acertou nada, o Mercosul está de parabéns pela punição ao país mais deteriorado da América Latina.

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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CONTRADITÓRIO IDEOLÓGICO

A opinião da ex-presidente Dilma sobre política externa é tão ridícula quanto sobre a interna, o que ajuda a explicar seu fracasso e o enorme custo que ora pagamos. Ir contra a suspensão da Venezuela depois de, ilegitimamente, afastar o Paraguai é o contraditório ideológico atrasado de sempre.

 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

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DILMA, A VENEZUELA E O MERCOSUL

É lamentável que Dilma Rousseff ainda tenha espaço nos principais jornais para divulgar uma opinião que com certeza não é a mesma da maioria dos brasileiros. Só me resta mencionar: "Cala a boca, Magda".

Paulo Uzuelli comex@lockwell.com.br

São Paulo

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REFERENDO NA ITÁLIA

O referendo na Itália no fim de semana era um dilema: votar "sim" permitiria que reformas tramitassem de maneira mais rápida ao fortalecer o poder do primeiro-ministro, evitando a paralisia decisória; votar "não" garantiria que eventual governo populista teria amarras diante da manutenção dos pesos e contrapesos. Qualquer decisão provocaria consequências de difícil avaliação, tanto ao reduzir como ao manter o poder do Senado.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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POLÍTICA NACIONAL

A "Coluna do Estadão" de ontem (5/12) publicou entrevista com o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) que mostra com clareza e desassombro a nulidade e total irrelevância da instituição a que pertence - e sua inutilidade e irrelevância. Mais adiante, à pagina A6, a coluna "Análise - Política é a única saída", do jornalista José R. Toledo, estampava uma algaravia algo descosturada que pretende demonstrar a relevância da política, mesmo nos moldes em que é praticada neste país. São duas visões diametralmente opostas. Concordo com o deputado e discordo do jornalista. Aliás, o jornalista deve pensar que monarquias são absolutistas e só Repúblicas podem ser congressuais. O sr. Toledo está redondamente equivocado. O presidencialismo no Brasil é quase absolutista, nossa monarquia foi parlamentarista e nossos monarcas foram menos autocráticos que a maioria de nossos presidentes e muito mais competentes e respeitáveis.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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SEM SERVENTIA

Com mais de 20 anos de atuação como deputado estadual, o tucano Pedro Tobias nos revela e faz forte crítica ao trabalho da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo: "Do jeito que as coisas estão, a Assembleia hoje não serve para quase nada". Presidente do PSDB no Estado de São Paulo, Pedro Tobias diz que a Casa praticamente não legisla e muito menos discute questões centrais, como educação e saúde. "Hoje, deputados só correm atrás de sua reeleição e arrumam alguma coisa para suas regiões". Tudo o que ocorre lá é feito através de acordo, não se discutem pareceres, não se sabe quem é a favor ou contra qualquer projeto. Agora fica a pergunta: será que na Câmara e no Senado Federal é diferente?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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SUPERSALÁRIOS

Em relação ao editorial "A Constituição e os supersalários" ("Estadão", 5/11, A3), é difícil de imaginar que esse escandaloso problema tenha solução no Brasil sem que haja uma ruptura com violência, como as que ocorreram na França e nos Estados Unidos - revoluções francesa e americana, respectivamente -, para citar apenas países democráticos que influenciaram expressivamente nossa realidade. Trata-se, pois, de uma questão de decência, e não de estrutura legal. O ser humano nasce para viver com o caráter que lhe é destinado; e termina a vida com pouca possibilidade de alterá-lo. Afinal, não é uma escolha, é destino - infelizmente! Querem certificar essa assertiva? Basta fazer uma pesquisa com aqueles que recebem supersalários. A resposta inequívoca será a convincente argumentação (para o caráter dos entrevistados) em favor  desse procedimento assombroso.

 

Isabel Krause dos S. Rocha Souto souto49@yahoo.com

Brasília

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HOMENAGEM EM CHAPECÓ

Torcedores, familiares, autoridades nacionais e internacionais, a mídia, todos juntos se reuniram na Arena Condá, em Chapecó (SC), no sábado, para saldar e dar o último adeus às vítimas da queda do voo da LaMia na Colômbia. O Brasil e o mundo puderam assistir às homenagens feitas pela população de Chapecó, que mesmo com a forte chuva que caiu durante todo o cortejo e o velório não arredou o pé da arena. Simplesmente uma grande demonstração de amor, com as homenagens que seguiram do povo brasileiro, da Força Aérea Brasileira carregando as urnas, a salva de tiros, Cid Moreira exclamando o Salmo 23, palavras de conforto das autoridades presentes, mensagem do papa Francisco lida pelo arcebispo aos que partiram e aos familiares, orquestra sinfônica, aplausos, gritos de incentivo da torcida, afagos dos amigos, tudo para amenizar o sofrimento. Pudemos sentir a beleza dos bons sentimentos transbordando na Arena Condá, e que essa energia flua pelos dias que virão. Deus, em seu infinito amor, conforte e acalme os corações sofredores por essa perda.

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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FUNERAL CHAPECOENSE

Em Chapecó não choveu. Foi só o céu que chorou...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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HONRAS MILITARES

Foram válidas e dignificantes as homenagens prestadas às vítimas do desastre do avião da Chapecoense que caiu nas montanhas colombianas. No entanto, não houve honras militares nem clamor às 199 vítimas do desastre do avião da TAM que se chocou e explodiu contra o próprio prédio da empresa durante a aterrisagem no Aeroporto de Congonhas em São Paulo, onde até hoje ainda há famílias que não receberam as devidas indenizações. Mundo ingrato!

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

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PANE SECA

Piloto possuidor de cursos internacionais que nada valem se estribado na imprudência! Que tristeza!

Jorge Mema Bernaba jorgebernaba@gmail.com

Araçatuba

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CHAPECOENSE

Querem ajudar as vítimas do desastre na Colômbia? A Caixa Econômica Federal é patrocinadora do clube Chapecoense, então é só destinar uma porcentagem da Mega Sena da Virada ao clube. Quem sabe 20% ou 30%?

Fernando Nilo Távora de Matos nandotavora@gmail.com

São Paulo

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FERREIRA GULLAR

Á uma tumba para Ferreira Goulart.

-Deixe alguns para as hienas e urubus.

Merecem que não se recolha o corpo

Mas você...

Preciso você ileso, mesmo morto.

Poetão

entre o agradecido e o não,

fico aqui no seu espanto.

Poetão

Um tango - Adiós nonino,

Saiba de ser Argentino,

poemas sujos e solidão

Poetão,

Seus dentes e palavras

são para frente.

Seus cabelos a voar.

Goulart. Partido.

Do sempre foi o exílio.

Sem se acostumar.

Nelson Aparecido Botton marileysantanna@gmail.com

São Paulo

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